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O som do amargo

Era outono, chovia como nem um outro outono ou inverno já mais choveu ou irá chover, me sinto deslocado.
Não queria estar aqui !
*porta abre
-então o senhor é famoso Boris não.
disse um cara de cabelos um pouco grisalho, enquanto jogava uma pasta sobre a mesa.
-Sim desde que me conheço por gente.
-Sr.Boris temos um caso infanto juvenil que o senhor terá que defender segundo a lei do estado.
-caso queira é claro.
[Deve ser apenas mais um batedor de carteiras !!].
-veja a ficha dele.
Diz o rapaz de cabelo grisalho enquanto abria a pasta.
-Rosto bonito do projeto de meliante não ! hahaha cof cof.
-Me desculpe posso fechar a janela ?.
-Eu peguei uma gripe e  tosse essa semana que...
-Perdão mas esse garoto não me aparenta ter feito o que está escrito aqui.
[nenhum garoto faria isso na verdade].
Diz Boris cortando o que o homem dizia.
[nem o pior do caso que eu já havia pego fez algo parecido com isso].
-Quanto tempo eu tenho para decidir se eu aceito o caso ?
-estimo que tenha alguns meses,dois, para ser mais exato, caso não aceite ele irá direto para elétrica.
-COMO ASSIM ELE É APENAS UMA CRIANÇA.
grita Boris dando um tapa na mesa.
-Não posso fazer nada meu amigo, são  ordens superiores.
-Entendo, perdão.
-Então era isso, espero uma resposta sua. 
Diz o homem de cabelo grisalho enquanto se retira da sala.
-acho que já vou também.
Diz Boris enquanto pega a pasta.
Após sair da delegacia Boris se vê na calçada da avenida.
-que friu que está aqui fora.
-talvez uma cervejinha me esquente.
Diz Boris enquanto ajeita o cachecol e começa a caminhar pela rua.
-Meu Deus, agora que eu percebi essa névoa na cidade.
-ela estava tão fina que nem dava pra percebe-lá.
diz Boris esboçando um sorriso.
-Será que irá chover amanhã ?
-finalmente achei que não nunca iria chegar.
Diz Boris abrindo a porta lentamente.
após abri-lá  entra e inspira o ar do bar como se estivesse cheirando uma flor.
-Meu cheiro preferido, o      amargo gosto do cheiro das preocupações.
Diz Boris retirando o cachecol do pescoço e começando a andar em direção a uma mesa vazia.
*Boris se senta, abre a pasta sobre a mesa e começa a ler sobre o garoto.
-posso te servir senhor ? 
-Sim me vê um uísque de grão por favor.
-claro mais alguma coisa?
-Não obrigado.
[O que vc quer de mim agora meu Deus ?!].
-Aqui senhor seu uísque.
-obrigado.
-eu que agradeço.
[como uma criança de 13 anos pode matar o próprio pai e 4 colegas ?].
-Eu queria muito conversar com ele para saber o que se passa na sua cabeça.
                      -cinco uísques depois-
-aiaiai que dor de cabeça.
se eu soubesse que ser advogado era assim eu teria feito engenharia civil.
-Melhor eu pagar minha conta e ir embora. 
Diz Boris enquanto arruma a pasta, após a pega levanta vai até o balcão paga a conta e vai embora do bar.
- caraca eu que estou muito beldo ou a névoa engrossou ?.
Boris anda algumas quadras e chega em seu apartamento.
sobe a escada cambaleando, abre a porta do seu quarto entra e capota no sofá.
No outro dia as 7 horas da manhã.
*campainha tocando*. 
*campainha tocando*.
-humnnmmm, que coisa não posso nem dormi direito 
deito 5 minutinhos...
Boris se levanta e vai abrir a porta.
-caralh... que susto!!!, quem é você e o que está fazendo aqui e quem é essa criança?, espera aí esse não eh o menino piscopata?!
-sim 
diz o homem fardado com um colete de PM.
-não sei como vc convenceu o juiz a deixar o garoto na sua guarda  de maneira provisória, mas também não me interessa.
-Adeus
diz o policial enquanto se afasta de Boris e do garoto. 
-Espera vc não pode deixar essa criança aqui. 
-então oi.
diz Boris.
fim do primeiro capítulo.
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Atualizado em: Dom 19 Nov 2017

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