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ESTRANHO AMOR VOLUME UM

CAPITULO UM

Amanda lava seu corpo lentamente no chuveiro, deixando os cabelos de fora da água. O relógio marcá meio dia. Ela deleita cada minuto na água quente, passando a mão bem devagar, movimentos contínuos e ritmados. Quinze minutos depois ela abre a porta do banheiro, deixando pelo o corredor um rastro de pegadas molhadas no chão de taco. Vai ate seu quarto estaciona enfrente o espelho, olha de cima em baixo o seu corpo atlético. O telefone toca, ela espera um pouco enquanto faz caras e bocas, progredindo cada vez mais. Com a insistência do aparelho, ela desiste de se contemplar e pega o telefone em formato de hambúrguer.

-Alo? E você de novo? Quando eu vou ter sossego. Para de ligar cara.

A voz dela fica mais grave.

-Eu sei que eu disse, estava lá lembra? Não vou te dar outra chance, pode implorar, não vai rolar. Faz o que quiser, serio, faz o que quiser.

Amanda senta na cama completamente nua, e de cabelos secos.

-Eu vou desligar, passe bem, ou melhor, vai para o inferno.

Ela levanta irritada, pega um pote de creme e passa pelo seu corpo. A janela do quarto esta aberta, deixando o sol entrar e iluminar seu pelos loiríssimos. Nas paredes fotos de modelos, internacionais em roupas de grife, salto auto, pernas finas, e roupas engraçadas. 

-Amanda, Amanda, vamos, ta atrasada.

-Eu já to indo.

Ela corre para o guarda roupa e tira todos os cabides, um atrás do outro se empilha na cama. Do outro lado da rua, um homem observa pela janela o movimenta na casa de Amanda. Ele e gordo pesa cento e cinqüenta quilos, seu corpo coberto por pelos crespos o deixa mais horripilante. Ele ajeita a calça larga que teima em cair. Em suas mão um binóculo das forças armadas mostra que teve treinamento militar. Não apenas os binóculos, mas também os quadros, que com orgulho ele alardeia nas paredes. Fotos suas com roupa do exercito bebendo cerveja e fumando charuto. Ele acerta o ângulo enquanto queima o seu desejo, expressado com gemidos e falas inaudíveis.

-Muito bem moçinha, deixa a janela aberta, quero saber porque o papai não quer colocar o lixo para fora.

Ele coça a barriga, a barriga peluda que esconde uma cicatriz perto do umbigo. A pele escura coberta por óleo natural das glândulas, deixa o seu aspecto quase animalesco.

-Porque você está correndo, vai sair para encontra aquele moleque de novo?

Seu nome e Joaquim, nome dado pela a mãe minutos antes de morrer, respirando com dificuldade ela entregou o filho para enfermeira, depois fechou os olhos, e não abriu nunca mais. Ele foi criado pelo pai, que era oficial do exercito, nas horas vagas um assíduo freqüentador de bordeis e casa de aposta. O lema em sua casa era, não mim incomode, nem com choro ou reclamações, eu não te espanco com socos e carreadas.

Joaquim foi criado deste jeito, sem abraços ou aniversario, sem carinho ou compreensão. Ele acabou seguindo os passos do pai beberrão, e alistado e tornando um sargento. Os anos de serviço não disciplinaram seus demônios, ao contrario, maquinou cada minuto que esteve no quartel, formas de por seu plano em pratica. Neste inverno ele vai trazer seus sonhos mais sombrios, a realidade.

-Vamos garota seja boazinha, não quero seu sangue nem seu dinheiro, quero sua alma escravizada na minha.

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Atualizado em: Sáb 2 Maio 2015

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