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Dias que nunca chegam

Cap. 1

 

Em uma bela noite de inverno, como se não houvesse lua e nem estrelas, havia escuridão em alguns lugares da magnífica Seattle, que tentava ao máximo, com luzes de todos os tipos, a não ser submersa em um mundo de trevas. Em uma rua aproximadamente a três quilômetros do centro, a Rua Broadway East, no nº 617 se situado um dos melhores restaurantes da cidade: Altura Restaurant.

Naquele belíssimo lugar uma família bem alegre estava sentada em frente à janela, os Miller. Uma mulher alta com cabelos longos, lisos e escuros de um loiro estonteante estava acompanhada por seus pais, um casal bem desenrolado, e seu amável noivo. Nesta noite eles estavam em um jantar de aniversário da senhora Elizha Souza Miller, que procurava um bom assunto para não ficar de fora das conversas que rolavam a solta na mesa, o seu marido Eduard Miller, um homem gordo que odiava ver a filha com aquele rapaz de olhar escuro que penetrava as almas das pessoas, mas como Eduard não tinha o que fazer a única alternativa dele era odia-lo até o fim. E a mulher alta que estava debruçada no vidro da janela, olhando as luzes do carro que cintilavam entre a escuridão que esse bairro se encontrava, a mesma olhava para cima e para os lados procurando ainda a coragem para dizer aos pais que já estava marcada a data do casamento, além de um segredo oculto que ela ficava completamente seca, sem coragem, sem vontade de viver se for para contar ele. E por enquanto aquela bela mulher continuava melancólica o seu noivo já não aguentava mais ficar enrolando até a mulher criar coragem.

Meu Deus, quando é que vamos dar essa noticia aos pais de Kris, não aguento mais ficar vendo o Sr. Miller me olhar daquele jeito...O rapaz não conseguiu mais olhar diretamente no olho do Sr. Miller, ele tem que tomar uma providência rápida, até que quase de repente o jovem cria uma coragem absurda que enche o coração dele, o mesmo decide falar, mas quando o pulmão se enche de ar ocorre uma interrupção, um garçom tinha chegado à mesa.

— Como vão, já decidiram o que vão comer? Dizia o homem com uma gravata borboleta e um smoking azul-marinho. A Sra. Miller pegava o cardápio novamente para conferir o que queria com uma voz rouca a mesma dizia: - Uhmm, Nós queremos o número 1, 7 e 49 e mais a sugestão do chefe... Mas antes de terminar a frase sua filha que estava segurando o cardápio também interrompe a mãe: — Mãe você está vendo que o número 49 é o Caviar Almas, você sabe que ele é caro e importado, não é? Depois que a filha termina a frase com um tom de surpresa seus pais franzem o rosto e o noivo sentado perto dela junto com o garçom de smoking deixam escapar um sorriso um tão discreto. O Sr. Miller fica sem voz por alguns instantes e volta à fala dizendo:

— Mas filha, Krista hoje é o aniversário da sua mãe, e, aliás, não tem só eu para pagar as despesas da noite. E logo sorriu ironicamente para o seu futuro genro, e continuava a falar: — Garçom pode trazer o que essa linda mulher pediu e que dê para todos, estou certo Richard? E o Sr. Miller continuava soltando um sorriso irônico.

Depois que eles terminaram de jantar, e quando o garçom já havia limpado a mesa, depois de tantas conversas, tantas falsidades, quando o Sr. Miller ia se levantando, do nada ecoava na mesa uma voz um pouco rouca que interrompeu a subida do homem e que quase o mesmo se jogou bruscamente na cadeira acolchoada e bem macia por causa do seu peso. A voz continuava e agora ela recebeu a atenção de todos que estavam na mesa, era a voz de Krista que segurava a mão do seu noivo Richard firmemente e dizia:

— Pai, Mãe, eu queria avisar a vocês de primeira mão que já está decidido à data do meu casamento com Richard (neste momento Krista olhava para o noivo por falta de coragem de olhar diretamente nos olhos dos pais, principalmente do sue pai que não gostava nada de Richard), e que será a duas semanas duas semanas do dia de amanha, será no dia 28 desse mês. Com o término do que ela tinha falado, os seus pais se encontravam boquiabertos e perplexo com essa noticia, mas os mesmos estavam disfarçando muito bem o que sentiam. Finalmente quando Krista encontrou a última chama de coragem no seu coração ela olhava para seus pais, e rapidamente para disfarçar a terrível situação sua mãe começa a falar agora não mais rouca, mais sim com um tom de nervosa: — Que bom filha, obrigado de nos avisar primeiro, estou muito ansiosa. Enquanto a mulher ainda estava falando para tornar a situação mais esquisita ainda o Sr. Miller quase grita: — Que ótima noticia filha, estava esperando elas mesma, mas agora já está tarde e temos que ir para casa. E continuava: - Vamos comigo Richard pagar a conta. Agora Eduard tentava se levantar e ia ao balcão que onde Richard já estava lá, por enquanto o Sr. Miller andava ele podia perceber como seu futuro genro estava tenso com essa situação, chegado lá olhava a conta que já estava nas mãos do rapaz que o acompanhava e ao mesmo tempo pegava a carteira e começava a pegar o dinheiro e dizendo cordialmente ao jovem ao seu lado o quanto ele queria para ajudar a pagar a conta. Richard pegava o dinheiro com desagrado e ficava pensando,quem é que gasta quase 20 mil dólares em uma noite?

Os dois casais saíram do restaurante e seguiam o caminho de pé até a casa dos Miller (pois Richard ia dormir lá naquela noite), pela estrada continuava um silencio súbito, sem ao menos nenhum pequeno murmúrio. Eles iam passando por um beco escuro, que na verdade era um atalho que chegava mais rápido a casa deles, mas antes do fim do corredor obscuro eles ouvem uns passos sem serem os deles, e quando olham para trás tem uma enorme surpresa, como se o mundo tivesse desmoronado na frente deles, como se o fim dos tempos tivesse chegado, uma surpresa que despertou uma agonia infernal em todos e ainda mais em Krista que tinha um segredo que só ela até o momento sabia, uma surpresa triste que despertava medo até nos últimos cantos da terra: bem na trás deles estavam três bandidos armados dizendo que queriam tudo que fosse valioso. A agonia continuava junto com choros e ranger de dentes e ao mesmo tempo os bandidos recebiam tudo de valioso, mas continuavam descontentes, então eles falaram:

— Queremos mais, isso é uma mixaria!!!

— Só temos isso! Dizia o Sr. Miller. Mas os bandidos continuavam descontentes e o chefe deles fez um gesto para um capanga e disse:

— Não ha tempo mais para se arrepender!! Sorriu sarcasticamente por enquanto observava um de seus assassinos matarem aquele homem gordo. Foi um tiro rápido que atingiu certeiramente o cérebro do falecido Sr. Miller, ele ficava agonizando rapidamente, e isso foi mesmo que uma facada no coração da filha e da Sr. Miller que estavam paranoica e destroçada por esse tiro que atingiu o marido, elas duas se derramaram em um choro extremamente alto e foram todos os três ao encontro do homem que estava estirado no chão com a mão no coração e nesse exato momento passava um filme da vida dos três nas suas cabeças, um filme triste, desesperador que enlouquecia todos que estavam lá. E de repente ouve-se novamente outro tiro e foi parar ao chão a querida mãe e Sr. Miller, e o um assassino dizia:

— Chefes dois já se foram, só falta mais dois. Nesse momento como se não houvesse mais vida Krista sabia que ia ter que contar o seu segredo a alguém e vagarosamente vendo o corpo da sua mãe sem vida e com uma poça de sangue os envolvendo, vendo duas armas apontadas para eles, ela chega ao marido e sussurra no ouvido dele: — Estou grávida, por favor, salve nosso filho! E continuava a chorar, mas de repente Richard se levanta sem brilho nos olhos, como se já estivesse morto e grita com ódio daqueles monstros humanos:

— Eu sou peço uma coisa a vocês, podem me matar mais não mate minha mulher e nem meu filho, Corra Krista!! E vai bruscamente ao encontro da mulher para protegê-la contra as balas que provavelmente os bandidos iriam lançar, por enquanto eles iam correndo sem esperança por aquele corredor escuro, mas como Richard estava certo, uma bala foi lançada e o atingiu bem no coração pelas costas e com uma única ação o homem falecendo aponta o dedo para o coração e outro para a noiva (como se quisesse dizer que amava a mulher) ele começa a fechar os olhos devagar e cai no chão em paz, sabendo que ajudou o seu filho a poder sobreviver. Com isso tudo, Krista perdendo as pessoas que mais amavam, sem parar de chorar, passando novamente aquele filme desesperador na cabeça dela, ela pensa no seu marido e no que ele fez para que seu filho e ela possam sobreviver, Krista começa a correr muito rápido soltando muitas lágrimas, pois não era só a vida da mesma que estava em risco mais a do seu filho também.

Krista sai correndo pela rua gritando e pedindo socorro a todos, verificando se não estava sendo seguida, chorando muito, já estava quase em depressão, e rapidamente uma multidão se enche em volta dela, sentindo-se mais segura e aflita como nunca ela desmaia com a roupa completamente encharcada de sangue dos seus familiares mortos. E Krista fica desacordada no chão gélido de Seattle como se tivesse perdido a vida.

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Atualizado em: Sáb 20 Dez 2014

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