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Cap.2 - Lágrimas e Cigarros - Um bom recomeço

Bem vindos ao meu doce diário. Bom, já devem saber da minha história, caso não saibam, leiam o post 'Resumo de uma mente delirante'. Não quero ficar explicando muito, tá tudo lá caso você se interesse. No começo não foi muito fácil pra mim, por mais que pareça. Os sentimentos foram meus, mas eu não poderia conseguir tudo aquilo sozinha, não com aquela idade. Agora eu posso, e muito mais. Deixe-me apresentar de novo. Meu nome é Hatsune Hanney, (pseudônimo, óbvio.) atualmente tenho 29 anos e não revelo minha moradia. Naquela época, no auge dos meus 18 anos, eu nao tinha a minima condição de criar uma sala de tortura sozinha ! Nossa, ficou tão perfeita. Eu só tenho uma pessoa a agradecer por tudo o que aconteceu em minha vida, ele me ajudou a transformar tudo o que eu tinha dentro de mim, liberar minha raiva, minha sensualidade. Tudo o que há de bom e de ruim, me tornando neutra. Ah, e isso não é uma love history pelo o que parece. Vou lhes contar como minha vida deu uma volta. Em um dos dias infernais da minha casa, meu pai chegou bebâdo, com marcas de batom em sua roupa (a pouca roupa rasgada que lhe restara!), começou a gritar como sempre, e xingar Marse. (Nunca chamei ela de mãe, era impossivel para mim acreditar que alguem tão tonta poderia ser minha mãe. E com Eire, é a mesma coisa. Um bêbado inutil, que não servia para ser meu pai. )  Marse era prostituta, era a unica forma que ela conseguia para pagar as contas, e deveria ser a unica coisa para que ela prestasse.  Eire estava gritando com ela, e jogava na cara um monte de contas que ela ainda não havia pago. Bom, eles sempre brigaram, e sempre foi esse inferno. Mas eles nunca interferiram na minha vida de tal forma como fizeram naquele dia. Ele começou a jogar muita coisa na minha cara, como se ele tivesse feito algo por mim, e começou a me chamar de puta, me comparando a minha mãe. ! Eu não guentei isso. Fiquei com muita raiva, queria ver o sangue dele caindo sobre minhas mãos, vendo seus olhos se esbugalarem de medo, e ouvir seus gemidos de dor. Havia um cara estranho, em frente a minha casa. Ignorei. Sentei em um banco ali perto e fiquei imaginando tudo o que eu tinha vontade de fazer com eles, para quem sabe, aliviar minha raiva. Ele foi chegando perto, imaginei que fosse um desses tarados, que não podem ver uma colegial. me afastei. ele se aproximou. 
                -- Não consegue entender que eu quero ficar sozinha, senhor? Agradeceria muito se você se dirigisse ao outro banco. 
                -- Menina, não mande embora quem pode ser a solução de seus problemas. 
Parei, e olhei em seus olhos. Ele foi o unico que conseguiu ver nos meus toda a dor que eu sentia por aquela situação. Porque eu nao podia ter uma familia decente ? Ele era um homem velho. Não era bonito. E tinha várias cicatrizes no rosto. Se vestia normal, com uma blusa social, ee. Calça jeans?! Ok. Ah, e estava fumando o tempo todo. Do jeito que eu estava, até queria pedir um cigarro. Foi então que:
                -- Aceita um cigarro Hatsune? 
Nossa. Agora tinha ficado em duvida, o cara que era bom, ou eu que estava totalmente desesperada a ponto de qualquer estranho notar isso ? Peguei o cigarro dele, comecei a fumar. Sensação unica de cigarro na tristeza. Mas pera ai, como esse cara sabe o meu nome ? 
                -- O cigarro está bom, mas, como sabe meu nome ? 
                -- Sou um amigo da familia. De Eire, para ser mais exato. Do jeito que anda seus pais, fiquei um tanto preocupado com você. 
                -- Se você me der uma arma, e uma forma de não ser pega. Assim poderá me ajudar. 
                -- Te darei tudo o que precisar, menininha. Entre no carro ali na esquina, prometo que não te sequestrarei nem nada do gênero. Só quero lhe ajudar. 
Entrei no carro sem exitar. Não havia expectativa de vida, então o que poderia acontecer? 


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Atualizado em: Dom 25 Set 2011

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