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O Dito do Óbvio

Algumas semanas atrás, li em algum canto: “O óbvio também precisa ser dito.” Só isso. Mas por que dizer o óbvio? Oras! Há pessoas, como eu, que não entende muito bem de entrelinhas.  Me deixe explicar melhor...
Há alguns meses, conheci um cara. Um cara legal, mas que acabara de sair de um relacionamento beeeem longo. –tenho uma teoria sobre relacionamentos longos. Mas, estava fluindo, as mensagens fluíam sobre qualquer coisa, saca?! Semanas depois, nos esbarramos numa festa, bebemos algumas brejas corriqueiras, depois das trocas de cumprimentos, cada um pro seu lado; cada um com seu copo. No quase fim da festa, juntamos os copos, corpos e bocas. Ficamos! E, PQP! Que homem! Depois da obvia ressaca no dia seguinte, ele sumiu. EVAPOROU. SE MISTUROU AO VENTO. Ou foi abduzido. Não mandei mensagem; não liguei e nem mandei cartas, só apaguei o contato. Ficamos uma vez e acabou! Se me arrependi? Nadinha! Desde que construí uma vida de solteira depois de um término de noivado, aprendi esse negócio de ficar e dar tchau. Porém, a fênix voltou. A primeira coisa que perguntou foi: “perdeu o interesse, loirinha?” eu usei o: “ainda não!” só que esse “ainda não” durou pouco mais de três meses. Viajamos juntos e planejamos mais outra viagem até.
Conversamos sobre ele não estar pronto para algo mais sério e isso me serviu de justificativa para permanecer no barco. Eu tava apaixonada, incutida mesmo! Até que eu escrevi um cartão sobre isso. Se ele correu? Ainda não, também! Recebi um: ”eu gosto de ficar com você, de te ter em meus braços, mas não estou pronto.” Ele quis fazer parte mais uma vez das partículas do oxigênio e tornou a sumir.
Eu sei que, de primeira, devia ter entendido esse tal de óbvio, ter entendido que ele foi dito mais até que por palavras, foi por ações. Me martirizei semanas com isso, até que depois de uma madrugada perdida em insônia e devaneios, mandei textão, pode me bater! E, isso não foi motivo para ele se reintegrar como matéria visível ao olho nu. Mas, tô bem! Melhor, até! Pelo menos falei o que tava engasgado nos meus escritos. E o óbvio tomou conta. Perda de interesse. Simples assim. Não chorei, não esperneei, não gritei, não xinguei, só respirei fundo ao apagar a conversa e contato, e aceitei que todos têm o direito de ir e vir, inclusive de nossas vidas. Aí, fui tomar meu café.
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Atualizado em: Ter 22 Maio 2018
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