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DUETO MORTAL.

Nada se compara ao toque da caneta no papel. É uma relação intensa de razão e desabafo.

A caneta grita, berra, chora e explica;

Hora ri, hora canta, hora cala e muito erra... mas existe o parceiro sereno, firme e estável, passivo ante as nuances e rompantes da companheira.

E é como é.

Quando ela se cala, ele é vazio, sem marcas e sem história. Quando ele falta, ela é abandono, angustia na garganta sem ter com quem falar.

Haverá o dia em que ele não poderá suportar nem mais uma virgula, tampouco ela a poderá riscar.

E dirão: “É esse o preço de quem se dá por inteiro a um amor que consome”.

Consome-se.

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Atualizado em: Sáb 23 Jan 2010

Comentários  

#6 rackel 17-03-2010 15:28
Isto é que eu chamo de a palavra dominar o poeta. Gostei.
#5 Cerson 28-01-2010 22:46
Muito interessante, parabéns. Abraços
#4 Nadi 25-01-2010 15:35
Fluir para o papel através de umas frases, aquilo que nos calaria.
Gostei.
Abraços.
#3 tania_martins 23-01-2010 23:24
Gostei. Parabéns!
#2 ajosan 23-01-2010 20:38
Muito reflexiva tua micrônica, amigo.
#1 Niki_ 23-01-2010 20:16
Belo texto, parabéns!!! :-)

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