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A Carta de despedida e alguém que já se foi.

Sinto que meus dedos estão frios como o gelo. Não consigo respirar, o ar entra mas não preenche os meus pulmões, não completamente. As lembranças assolam uma mente já perturbada, como um beijo do passado, presente e improvável futuro.
Não é necessário gritar, eles não podem mais ouvir pois nunca tentaram entender.
Imagens desconexas se passam a todo momento dentro de mim, vontades ocultas durante o dia invadem um corpo frágil e criam a sua pior versão. Os pensamentos voam em direção a liberdade enquanto os pés se contorcem embaixo das cobertas. O suor ainda escorre pelos dedos. Será assim que eles se sentem? Os corajosos. A sensação tão próxima do fim, a vulnerabilidade da inconstância…
Um passo.
Um sinal.
Um último gole para aliviar a dor.
O que não nos contam é que no fim, nada importa.
Os pulmões não precisam mais de ar quando a vida sai pelo seu peito e liberta sua essência.
Não existe agonia ou arrependimento, apenas uma casca vazia e um último adeus deixado para trás.

 

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Atualizado em: Seg 29 Jul 2019

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