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O que o acaso nos reserva

Lá vem ela tecendo seu trajeto displicentemente
Quase dançando, a lançar seus olhares docilmente
Ela passa e chama a atenção involuntariamente
"Como chegar nela? Eu nem sei", é o que há em minha mente

A estampa do seu vestido comprido é de rosas
Lá vem ela com suas mãos tão habilidosas
Ambas aveludadas, ambas são charmosas
Sua boca e suas bochechas delicadamente rosas

Seu cabelo lhe cai divinamente, para meu maior deleite
Que beleza inebriante, de mil flores, de mil ramalhetes
Faz, a sua pele lisa e reluzente, sem adorno, sem enfeite,
O meu olhar brilhar de admiração como dois faroletes

Vem se aproximando, vem mais e mais perto chegando
Meu peito acelerando, e as minhas duas mãos suando
"Fico parado ou ando? Mando uma piscada ou não mando?"
Enfim, "ela passará por mim", e eu só me pergunto "quando?"

Quando chegou lhe cumprimentei, seu rosto, portanto, beijei
O nervosismo segurei e transpareci estar tranquilo
Um pouco aflito fiquei, nem sabia o porquê daquilo
Não podia cometer algum vacilo, com cautela a acompanhei

Tinha sutilmente me oferecido e ela aceitou andar comigo
Passamos, logo, a conversar um assunto extrovertido
Meu olhar dizia a ela que queria ser mais que seu amigo
Sorrímos em sintonia, mas faltou chance de fazê-la o pedido

Assim chegamos à parada e em seu ônibus logo embarcou
Tive que deixá-la ir, mas meu peito prontamente apertou
Que momento mais feliz aquele o qual ela me propiciou
Aquela conversa, aquele abraço, o amor contagiou...
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Atualizado em: Seg 8 Jan 2018

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