person_outline



search

Cabeça virada

Um dia virei a cabeça,
Para olhar num sei o que,
Deu mal jeito no pescoço,
E passei óleo de dendê.
Meu pescoço ficou liso,
De longe até brilhava,
Mas a cabeça coitada,
Pra nenhum lado virava.
Dois dias tinham passado,
E a coisa só piorava,
O pescoço tinha engrossado,
Os olhos estavam em brasa.
Pra dormir que sofrimento,
Só olhava para o teto,
Se mexesse doía,
O jeito era ficar quieto.
No terceiro dia não agüentei,
Ajuda fui procurar,
Na casa de um japonês,
Que prometeu me curar.
O japonês meio forte,
Me olhou de trejeito,
Alisou o meu pescoço,
E descobriu o defeito.
Deu um aperto na nuca,
Quase um soco no queixo,
E com um taco de sinuca,
Começou um remelexo.
A dor que só aumentava,
Japonês a me amassar,
Até rojão eu soltava,
Estava em ponto de urinar.
Até que uma moça chamou,
Com uma voz tão delicada,
O japonês então parou,
E eu dei uma virada.
Pra ver de quem era a voz,
Tão doce e aveludada,
Meu pescoço estremeceu,
A boca ficou quadrada.
A moça era muito feia,
Mas sua voz me salvou,
Depois dessa volta e meia,
Meu pescoço endireitou.
Pin It
Atualizado em: Seg 12 Jan 2009

Comentários  

#2 rackel 10-05-2010 07:33
O Japa era um quiroprata? Já levei um susto desses, também. Adorei(risos).
#1 rackel 10-05-2010 07:33
O Japa era um quiroprata? Já levei um susto desses, também. Adorei(risos).

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222