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HAITI - A CRUELDADE E O VIRUS

Enfeitastes o rosto e com batom rubro marcaste o signo.

Quem és tu e porque tu és tão vulgar, ou te vulgarizam.

Por que abristes a arvore da vida para servir ao teu estomago cruel.

 

Pobre moça criança pura de olhar penetrante

Nascestes na fome e no desastre da morte

Ouviste o estrondo da terra e sob os teus pés jaz pais e mestres

 

Não tens alento na vida, não tens mais família, só o rosto.

E a face cruel de quem te observa não com piedade

Mas com desejos de desgraça maior.

 

Mesmo criança com ar colorido de sonhos mil

Perdeu os ventos da liberdade de escolha

Destes  o que era o céu no inferno da rixa.

 

Aprendeste a sorri pelo dinheiro

Por algo maior que menor só poderá ser

Diante do incrédulo mundo cruel do disfarce

 

Deitada embaixo da cama esperas a desonra

Pois hás de esconder do mundo a vergonha

Da deflora e do pecado que não é teu

 

O pior é a dor do grude que não sai

E não sabes se é sadio ou carrega o mal

Aquele que poderá te destruir e te arrasar

 

Pois desse modo vil

Mesmo embaixo do prédio que caiu

Podes ainda ganhar.

 

O vírus

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Atualizado em: Qua 31 Out 2012

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