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Ah! antes que isso aconteça...

Estou indo.

Me levem como folhas.

O destino onde pegar,

a peça que colar,

o vento que suportar

a frágil estrutura que secou.

De sofrer, de sonhar, de desgarrar

De não mais acreditar

De ver nas mãos escorrer

O doce mel das intenções

Na maioria boa,

outras, da própria natureza,

não dominadas,

mas, humana.

Escureceu, fechou, tapou

o céu, amigos, inimigos,

gente crente e descrente.

A poesia ficou feia

a bela envelheceu

os filhos cresceram

e como aves

do ninho fugiram.

Indiferente se faz o dia,

 a noite e a tarde,

a festa ou o enterro.

Vou criar o ócio

Que deveria ter me ocupado mais disso

ao invés daquilo.

A agitação das ruas,

a agonia da luta,

sem causa, sem motivo,

pelo punhado da barriga,

me deixa rente ao chão.

Pela vaidade humana inútil,

Tola e as vezes imbecil,

de quem tem tudo

e não sabe de nada.

Não sabe de Deus

e o troca pelo diabo

que o homem glorifica

muito mais,

no prato, na maquiagem,

no retrato pintado,

na falsidade dos sorriso

na cegueira da senilidade

insistentemente materializada

na conta bancária

na incoerência dos absurdos

nas preferências pela desigualdade

no passado que não volta,

no sentimento de posse,

a beira da morte.

Na frágil humildade

que a arrogância de ontem

trouxe e trará a todos

os tolos, sábios da terra

inúteis criadores de fortunas

materiais e menos espirituais

nas ações desveladas,

de duas.

Contas e rezas.

E as escolas se criam

e os modelos falem

Por dois extremos.

Um pela luta desigual

Outro pela inversão do igual.

Muito se acredita nos outros

Todos somos vítimas disso

Do emprego, da renda

Do governo, da prostituta

Da mulher, do irmão

Da reza, do padre e do pastor.

A teia a extensa e confusa

Mas ainda creio no centro.

Ainda creio no amor.

Creio ao meu modo em Deus.

Tenho a minha religião.

Me ligo todos os momentos nele.

E nada vai me fazer mudar isso.

Penso, leio, estudo, separo

E vou viver assim.

Livre para me entregar ao que eu quiser.

Dias sem muita angustia

Aquela que mata,

e provavelmente começa

pelo espírito.

Ah!, Antes que isso aconteça,

Me esqueçam!

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Atualizado em: Qua 26 Set 2012

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