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DUAS RODAS

Quando olhei veloz, num lapso de tempo

e em frente poderia ver na testa a morte,

a poeira escondia  o rasto e o meu desejo,

talvez mórbido, como se de aço fossem

os meus frágeis braços a te segurar

a quase 200 por hora...

 

Na face um vento frio,

E um zumbido no ouvido,

Na alegria solta daquele momento louco,

Como se a felicidade fosse o risco

Seguro nas duas rodas

Bolando tudo de mim, minha vida

 

Pouco ou quase nada se pensa naquele instante

E as lágrimas se fazem presentes instantaneamente

no misto de prazer arrancado ao leu

Entre o chão e o céu de infinito azul

E a boca seca de medo e alegria louca

Do incontrolável efêmero poder das pernas bambas...

 

Sou um bólido, misto de sangue, carne e aço.

És um vulto indecifrável, admirada da minha loucura

Que numa fração, guardas o medo

E projeta no horizonte o meu prazer

Ou a minha infeliz coincidência

De encontrar algo terrível, ou um sonho... eterno...

 

Igual ao caminho nas calçadas

E que em breve também não vejo nada

Alem do medo de topar na pedra

Ferir a unha encravada no sapato apertado...

E indiferente, igualmente, foges do meu olhar

Insegura, lentamente me evitas...

 

 

...da mesma forma, estou só.

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Atualizado em: Sex 21 Set 2012

Comentários  

#2 Luis Carlos 22-09-2012 20:41
como sou musico - toco teclado vou aproveitar a sua sujesta e tentar colocar musica na poesia. obrigado pela força.
#1 Brunno 21-09-2012 16:26
Muito bom! Se adicionar duas guitarras, um baixo, uma bateria e um vocal grave, dá um excelente som. É a primeira poesia rock'n'roll que leio aqui. Mandou bem.

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