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Histórias De Uma Vida Não Tão Romântica

Pessoas como pessoas, suas tendências? Seus deveres? Seus destinos? Suas relações? A única coisa que eu sei é que eu não sei. Em meio de todo o caos que a vida de uma pessoa pode ter, como ela poderia arrumar um tempo para amar o outro, o próximo ou a si mesmo. Como alguém poderia se reconectar a uma sociedade tão conturbada após perder toda a confiança que foi depositada nela. Se talvez pudéssemos prever o futuro e o que iria acontecer com a gente após todas nossas tomadas de decisões provavelmente seriamos mais felizes, a inconstância na felicidade das pessoas se tornou algo tão natural quanto a morte.
Percebi que sempre quando sofremos com momentos tristes em nossas vidas temos explosões de criatividade, aparentemente a tristeza é o que nos faz seguir em frente independentemente da situação, ela faz a gente perceber que sempre existe uma alternativa para resolver tudo, mesmo que já tenha acontecido. Isso é o que me faz ter vontade de escrever histórias que vivi, que por mais simples que elas sejam elas são histórias, que não podem se deixar perdidas pelo tempo.
Eu sou uma pessoa que aprendeu a viver de uma forma baseada na ignorância, provavelmente para as outras pessoas esse pode ser o pior cenário possível para se levar uma vida, mas para mim funcionou muito bem. A anos já prático essa ignorância de não ligar para as pessoas e o que elas dizem ou pensam de mim.
A história que tenho para contar talvez tenha sido a mais triste para mim até agora, mas que a experiencia não foi um desperdício.
Nunca fui uma pessoa que atrai muita atenção quando o assunto era relacionamentos, até por ser uma pessoa muito ignorante seria difícil mesmo. Essa história não aconteceu a tanto tempo assim, mais ou menos a um ano e pouco atrás. Eu levava uma vida tranquila, tinha acabado de entrar no ensino médio, não tinha nenhum interesse romântico na cabeça e não pretendia ter também, bom, isso até o meio do ano, porque depois vivi um inferno romântico, sobre o que eu queria e o que eu achava certo e errado. A garota por quem estava tendo interesse era alguém que eu duramente criticava por suas atitudes, que na minha cabeça era algo fora do normal, ela era o tipo de garota que pegava todo mundo. Voltávamos junto para casa, eu não tinha uma boa relação com ela nem nada, eu nem considerava uma amizade ou coisa do tipo. Por mais que eu tinha um certo nível de ódio eu ainda sim gostava muito dela, eu tinha aquele tipo de paixão que você quer “consertar” a pessoa, como se meu modo de pensar fosse “super correto”.
Em certo momento achei que nossa “relação” estava melhorando que talvez eu pudesse ter uma chance, eu vi que o cara do super grosso e que tentava manter ar de sério, estava amolecendo por dentro, ele realmente queria aquilo, estava obcecado, mas o perigo estava aí. O amor que estava dentro dele não deixava perceber as coisas direito, perceber que o que ele vivia estava sendo algo falso, uma simples ilusão criada por uma garota, ou então apenas mais uma ilusão vivida por ele. A garota chegou a criar esperanças na mente dele e na hora que ele foi tentar algo para valer, quebrou a cara. Percebeu a armadilha que caiu, algo que mudaria sua forma de pensar e agir novamente, e alteraria toda sua forma no futuro, tudo isso por causa de um pedido de namoro não respondido e um amor não correspondido.
Estava perdido em pensamentos, não sabia o que fazer, não tinha o que fazer, perder algo que ainda nem tinha, talvez uma das maiores dores que o ser humano vive. Hipócrita ele, que quatro dias depois da última conversa com ela, conheceu outra, e que a princípio nunca teria nada e nem pensaria em ter também, mas os dois tinham uma conversa muito boa e estavam se relacionando muito bem. Após ter passado um período triste onde seu coração estava desmanchado, uma luz como essa que caiu na sua frente parecia bobeira de mais, mas que o fazia muito bem, tantas risadas dadas e conversas trocadas, seria uma amizade perfeita se não fizemos decisões precipitadas nas horas erradas. Estavam ali felizes por terem encontrado alguém para conversar e trocar as ideias mais improváveis do mundo, nos dávamos tão bem de uma maneira tão estranha que estávamos no rumo de criar algo a mais, e não deu outra, aconteceu. Saímos algumas vezes, e conversávamos bastantes, por mais que tivéssemos problemas, éramos felizes. Mas tudo isso por pouco tempo, toda essa felicidade durou um pouco mais do que três semanas, as coisas acontecerão tão rápido que não pude perceber como o relacionamento estava se afogando. De um dia para outro ela parou de falar comigo, eu sabia que ela estava escondendo algo, queria falar, mas não sabia como dizer. Eu sempre tentando fazer uma releitura da situação para saber o que se passava ali, eu sabia que ela estava sofrendo com alguma decisão, e que eu estava sofrendo por não estar fazendo ela feliz. No final tomei a decisão de terminar o namoro, estava fazendo mal para os dois lados, por mais que eu me machucasse, tomar a decisão por ela de terminar talvez aliviaria ela do peso disso, e assim foi meu jeito de fazê-la mais feliz.  Me machucar em prol do outro. Após terminar tivemos uma pequena conversa, e ela disse que não me amava da forma que eu a amava, era um amor de amizade, e que ela tinha interpretado errado esse sentimento.
Passei um tempo bem triste depois de tudo isso, mas sempre seguindo em frente, conhecendo outras pessoas, mas nenhuma que me satisfizesse igual a ela fez. Eu estava em um momento muito aberto quando o assunto era sentimentos, falava de mim com muita facilidade aos outros, me abria como nunca tinha me aberto antes, dizendo e expondo tudo o que eu tinha a falar. Nesses tempos conheci uma outra garota pela internet, que era amiga de um amigo, uma pessoa diferente, não tinha redes sociais ou coisas do tipo, ela não gostava de seguir o padrão da sociedade, tinha como objetivo ser diferente do resto mas não queria esse título de diferente, queria ser ela mesma. Era uma pessoa um tanto quanto fria em suas decisões, mas que também não eram tomadas com muita inteligência, do meu ponto de vista é claro. Era engraçado conversar com ela em chamadas, tinha uma voz fininha, eu zombava de mais ela por isso, por mais que fosse divertido era um pouco irritante as vezes, eu gostava, mas me atrapalhar nas horas em que jogava era imperdoável (haha).  Ela sempre tinha umas paranoias dizendo em que maltratava ela, que sempre falava mal dela para os outros, e eu aqui sempre tentando resolver esses problemas. Tínhamos conversas que fluíam muito bem, e dessa vez eu tinha certeza de não tomar a decisão de querer algo a mais, depois de dois acontecidos então pouco tempo a terceira seria a mais violenta.
Em uma certa noite ela começou a ser mais chata em relação as essas paranoias, dizendo coisas que eu nunca imaginaria ou teria dito. Eu em meu estado sentimental tentei ajudar ela, me abri o máximo possível, e falei super bem dela, o que eu gostava nela e o que ela tinha de bom, porem fui surpreendido com uma frase no final que me escureceu de uma forma que sinto até hoje, e provavelmente demorara muito para eu esquecer disso: “Era brincadeira, eu estava apenas te testando”. Depois dessa eu não conseguia falar mais direito com ela, não tinha coragem de mandar uma mensagem, perdi interesse nessa amizade de tal forma que nunca mais consegui ter uma conversa séria com ela ou então que tivesse continuidade.
Uma das histórias mais marcantes para mim, que me atingiu da maneira mais brutal possível, me fechando para as pessoas, eu que estava de sentimentos abertos para os outros agora era uma pedra, que não sentia nada e nem queria sentir. Não acreditava mais nas pessoas a minha volta, não queria saber de nada e ninguém, sua confiança quebrada no total, tudo por causa de uma frase, uma brincadeira quando o assunto era para ser sério.
A história mais recente que tenho para contar talvez tenha sido meu maior erro, aconteceu não muito tempo depois disso tudo. Talvez uma nova paixão ou um novo amor que poderia surgir, porém com toda a confiança e sentimentos quebrados. Uma garota super inteligente e quais os olhos me chamavam muito a atenção, o tipo de pessoa mais diferente que talvez eu tenha conhecido. Eu simplesmente podia ter mantido uma amizade saudável com ela, mas talvez a maior fraqueza do ser humano são seus sentimentos, que te deixam vulnerável a situações que necessitam de cuidado. Ainda não prevemos o futuro de forma certeira, apenas temos visões e teorias das coisas que acontecem a nossa volta, nada concreto e permanente. Meu erro nessa história foi ter tentado ter tido algo com ela, um erro que me custou amizades, o tipo de coisa que agora é só teoria. Nossa relação no começo pode ter sido muito boa, mas com o tempo, eu fui percebendo que não era tudo aquilo, que talvez eu tenha me enganado outra vez. Não me sentia feliz de verdade, eu me sentia limitado por ter uma relação, limitado para fazer outras amizades ou então mesmo conversar com outras pessoas, e liberdade provavelmente é a maior coisa que quero hoje em dia. Você ser livre para escolher e falar o que quiser quando quiser sem a interferência de terceiros, já somos limitados suficientes hoje em dia enquanto seguimos o rumo que a sociedade nos propõe, quando percebermos já mudamos nosso caminha a muito tempo. No final da nossa relação ignorei ela, não sei por que, mas fiz, e agora já estava feito, não mantinha contato e nem ficava perto, não olhava mais para ela, simplesmente de uma hora para outra perdi a vontade, fiquei vazio, e não sentia nada dentro de mim, não importasse o que acontecesse, não me afetava, assim eu descobri que eu não amava mais ela, não da forma que era para ser, mas sim, como amigos. Uma reviravolta do destino, talvez uma vingança vinda do meu interior, o que fizeram comigo eu fiz com os outros.
Para mim perder não tinha significado, simplesmente não interessa se você perde, isso na maioria das vezes não significa nada na sua vida, um jogo, uma pessoa, um objeto, de verdade, o que nós importa isso se ainda estamos com nós mesmos, quem além de nós pode importar mais.
Talvez uma das coisas mais bem ditas no mundo tenha sido o efeito borboleta, a maneira como algo tão simples pode ser tornar algo tão grande, o desprezo pelas coisas que ainda não estão no seu pico de maestria, algo que as vezes parecer não importar pode ter um grande impacto no futuro. As histórias das pessoas são únicas, todas diferentes umas das outras, isso é o que as tornas incríveis, por mais que ainda possam ser algo medíocres, elas têm a capacidade de ser algo incrível e complexo. Ainda não encontrei um significado por trás dos meus textos, mas sei que gosto de contar a minha vida dessa forma, talvez tenha puxado do meu avô, a vontade de contar histórias com uma pitadinha a mais.
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Atualizado em: Ter 18 Fev 2020

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