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Um Pouco De Tudo Que Vivi

Um Pouco De Tudo Que Vivi
O Surgimento
Com o tempo você começa a perceber que as coisas não são com realmente parecem ser, ou realmente são daquela forma e você enxerga de forma diferente.
O que tenho para falar aqui realmente não sei, talvez seja apenas mais uma história de uma pessoa falando de sua vida sofrida ou coisa do tipo, a única certeza que tenho é que estou fazendo porquê quero.
Ignorância: aquilo que salvou minha vida.
Posso dizer por mim que enfrentei várias dificuldades na vida, provavelmente para você isso nunca terá importância, mas sempre tive que mudar para poder me livrar de dificuldades que a vida me arranjava, todas nossas decisões tendem a ter efeito bons e ruins independentemente da situação.
Vejo muitas pessoas dizerem que pessoas inteligentes tendem a ser tristes ou depressivas, mas acredito que não é ser inteligente que te deixa triste ou deprimido, mas sim a quantidade de informação que você carrega com si, quanto mais informações temos, mas desacreditados todo mundo ficamos.
A pessoas mais geniais do mundo sempre tinham algo em comum, a tristeza, e muitas recorreram ao suicídio.
Depois de toda essa dissertação, irei falar um pouco de mim e dizer como a ignorância me ajudou até agora, começando pelo começo do começo.
Em 29 de outubro de 2001 nascia um pequeno garoto, interior do estado de São Paulo, morou em apartamento nos seus 2 primeiros anos de idade, depois foi morar na chácara pertencente ao seu avô, que foi onde sua vida deu início.
La existia 2 cachorros, Pastores-Alemães, King e Spike, um de pelo mais claro e um mais escuro respectivamente, eram seus grandes companheiros em sua jornada de descoberta pela chácara. Dessa maneira o pequeno garoto cresceu em meio a natureza, e animais, afastado da cidade e das pessoas, e a partir daí começou a formação das pessoas que ele é hoje.
Seu avô: um senhor de idade que contava incríveis histórias e divertias todos com elas, porem era uma pessoa que tinha vários problemas de saúde, como o câncer que foi o que levou a vida dele em junho de 2011, próximo ao seu aniversário.
Eu acho engraçado como as pessoas na maiorias dos casos veem a falecer perto de seus aniversários, talvez engraçado tenha sido a palavras errada já que se trata da morte de alguém, mas sinto-me indagado diante a isso, o por que tanto dessas coincidências, é como se as pessoas já nascessem com data de validade.
Voltando a minha “incrível” história melancólica, 2008/2009, meus cachorros que tanto gostava havia morrido, mas outros apareceram para “substituir” eles, seus nomes eram Nike e Tico.
Tico era um cachorro mais bravo que os outros mais nunca causou mal algum, apenas era um cachorro ciumento, ficava na dele e não era muito de brincar, pra nossa infelicidade, ele teve um tumor em uma das suas pernas dianteiras que teve que ser amputada, hoje ele vive normalmente com apenas três patas.
Nike foi um dos melhores que cachorros que já convivi, cresceu praticamente junto a mim, brincávamos, sempre que voltava da escola, ele era um cachorro muito atencioso, obediente e divertido.
Infelizmente faleceu em 2 de abril de 2018 por causa da idade avançada, eu não tive a chance de me despedir dele da maneira correta, o que me trouxe muito tristeza, não ter passado seus últimos dias junto a ele.
Desde o princípio o ensino era particular, do pré ao primeiro do fundamental em um colégio, após isso mudou-se de cidade por motivos familiares que no caso era a separação dos pais (é nisso que acredito pelo menos).
Foi morar na casa de sua tia junto a sua mãe que era na cidade do lado, com isso mudou-se de colégio, ainda particular, fez o segundo e o terceiro do fundamental nesse.
Em 2011, voltou a chácara, e com isso mudou de escola novamente. Apenas depois alguns anos fiquei sabendo o real motivo de ter voltado, que era passar os últimos meses de vida junto ao meu avô que estava com câncer no fígado.
Me recordo bem do dia da morte dele, eu estava na escola, mais ou menos no horário de almoço, naquele dia eu tinha prova de português, minha mãe veio me buscar, que felicidade ir embora mais cedo e não fazer uma prova, como fui ingênuo, era tudo para receber a notícia que ele havia falecido. Em um mesmo dia perdi uma prova e meu avô.
A vida seguiu em frente até 2015, que definitivamente sai da chácara com minha mãe e fomos morar em um apartamento alugado, era eu e ela, mais nada.
Para mim era muito difícil fica mudar de casa “toda hora” porque eu realmente gostava muito da chácara.
Em abril de 2016 arranjei um cachorro para ficar comigo no apartamento, e anular um pouco da minha solidão.
Sempre tive problemas com amizades ao decorrer da vida, provavelmente meu segundo e terceiro ano do fundamental tenha sido os piores, era eu e minha cabeça seguindo em frente sem saber quando aquilo ia acabar.
Novas Concepções
No quarto ano as coisas começaram a tomar um rumo diferente, estavam fluindo melhores, consegui arranjar uma matéria na escola que me satisfazia e colegas de classe que eu gostava, a matérias era Ciência, quantos os amigos deixa para outra hora.
Enquanto eu estava no quarto ano descobri que ao passar para o quinto eu teria aulas de robótica, eu vi minha vida tendo um rumo mesmo sendo tão novo, mesmo no quarto ano já estudava livros de Biologia do segundo do ensino médio. Adorava inventar e tentar criar coisas novas, tinha apelido como cientista maluco ou coisas do tipo, principalmente pelo cabelo sem desarrumado, algo que não mudou até hoje.
Depois de alguém tempo comecei a perceber que as pessoas eram “controladas” ali na classe por um outro aluno que acabei de sendo muito amigo dele por um tempo já que a gente tinha os mesmos ideias da ciência e tecnologia.
Conforme os anos passavam a classe crescia, e as pessoas continuavam sobe esse controle, mesmo que fosse imperceptível eu conseguia ver ele de alguma forma, era incrível o poder que ele tinha de fazer as pessoas seguirem ele ou sua opinião, e acho que isso contribuiu com minha perda de vontade de fazer as coisas ali dentro.
Um Destino Não Tão Esperado
Chegou o oitavo ano em 2015 e eu já tinha visto muita coisa acontecer na minha frente, mesmo que eu me divertisse ali eu sentia que algo estava errado, me parecia mais que eu tinha falsas amizades ali dentro, mesmo que tenha sido por tantos anos, ali naquele ano percebi que não dava mais pra mim e que provavelmente eu iria repetir, mesmo nas matérias que amava eu estava muito mal.
Eu não queria mais viver ou querer saber dos outros, pra mim não importava mais o rumo do universo, eu sentia que ele conspirava contra mim e não havia nada a ser feito, eu apenas tinha me tornado um pedaço de carne que vagava por aí sem direção.
Esse foi um ano em que me senti traído pelos meus colegas de classe, eu realmente percebi quem poderia ser meus amigos e quem não poderia. Pelo fato do meu desempenho nas notas não serem das melhores as pessoas automaticamente começaram a me excluir, bom, foi isso que senti pelo menos. Dificilmente eu tenho algum tipo de comunicação com as pessoas de lá.
No final o resultado já era o esperado, repeti de ano e mudei de escola novamente, lá estava eu pela primeira vez em uma escola pública que na maioria das vezes não era bem vista pelas particulares.
Hoje acredito que ter repetido de ano foi uma ação tomada pelo meu inconsciente para me livrar daquilo que eu vivia no momento, talvez você ache que é loucura, mas eu não ligo, estou acostumado em pensar em loucuras mesmo, e escutar isso dos outros.
Minha decisão nessa nova vida, foi me isolar dos outros, esquecer dos antigos e seguir em frente, fingir que eles nunca fizeram diferença nenhuma, foi assim que escolhi fazer para ter sucesso.
E fazendo isso realmente consegui o sucesso, eu isolado sem ter com quem conversar minha única alternativa era passar de ano sem mais nem menos. Passei o oitavo sem muitas dificuldades, no nono ano, fiz uma nova estratégia, fazer todas a lições necessárias e me esforçar menos nas provas, tive resultado, passei de ano sem dificuldades, talvez eu tenha aprendido com a vida, a não fazer decisões, mas sim, criar novas.
Em 2017 que foi meu último ano no fundamental conheci um garoto pela internet que era de outro colégio, ele fazia o primeiro ano do médio, já que eu não tinha amigos a quem me prender ali eu logo quando terminei o nono fui para a escola dele ao mesmo tempo que mudei de apartamento, e foi onde minha vida começou a mudar outra vez.
Eu ainda era isolado dentro de classe, eu realmente evitava em ter qualquer tipo de relações com as pessoas da classe, porem eu me dava muito bem com as pessoas das outras classes do mesmo ano.
E no final daquele ano, um cara do terceiro do médio me confundiu com um travesti da internet a fora ai, e por mais bizarro que pareça acabamos nos tornando amigos, e ele me propôs um incrível ideia de montar um grupo, de pessoas confiáveis, para formar uma “família”, o grupos tinha membros, só faltava sairmos, nos encontrarmos, eu era o mais desconhecido dali, não sai nem de casa direito na época, fazíamos encontros nos finais de semana para todos se conhecerem melhor, até cheguei a perder minha timidez que tanto me ferrou ao longo da vida.
O Atual
2018 terminou e passei para o segundo médio que é onde me encontro agora, 2019 começou, a escola mudou, tudo mudou, porém, eu tinha amigos, os alunos das outras classes que eu conversava nos intervalos do ano passado agora eu tinha dentro da minha classe.
Do lado de dentro eu estava muito bem, mas aquele grupo do lado de fora foi desaparecendo com o tempo até se tornar nada.
Com sorte daquele grupo ainda converso com três pessoas que considero muito importantes para mim, e quero que continue assim por bastante tempo, eu percebi que mesmo em situações ou decisões ruins eles nunca me abandonaram.
Meu maior medo atualmente é que tudo se repita novamente, eu sinto que as vezes estou cada vez mais próximo disso, minhas notas caindo, eu me afastando das minhas amizades.
A conclusão que tenho sobre minha vida hoje é que ela só está dando certo por que eu fiz uma decisão que foi: ignorar.
Sempre fui alguém muito orgulhoso de mim mesmo, na maiorias das vezes eu consigo meu colocar em um nível acima de alguém, recentemente fiz uma frase para representar esse orgulho que tenho, ela foi : “O único fato que me torna superior aos outros é que eles não podem ser eu”.
Eu sempre penso comigo mesmo que se eu quisesse ser melhor que alguém eu conseguiria sem dificuldades, talvez eu nunca tenha me esforçado de verdade para ser o que sou e saber o que sei.
Outro grande fator que mudou minha vida foram as piadas, porquê me fez divertir as outras pessoas e isso me fazer rir junto, talvez não das piadas contadas, mas sim da cara dos outros ao ouvir elas.
Fazendo isso descobri que as piadas necessitam de regras para o comediante ter sucesso, como, estar preparado para ser criticado pelos outros, conhecer a cultura em que se vive, porquê piadas são baseadas na cultura conhecida, sem cultura sem risos, você sempre deve manter um posição neutra diante do assunto usado, e nunca fazer piadas focadas em atingir um determinado grupo de pessoas. Uma dica tambem é fazer piadas autodepreciativas, são piadas que funcionam muito bem e apenas usam você.
Fazendo tudo isso aprendi a ser ignorado e a ignorar as coisas que aconteciam a minha volta, aprendi a não ter preocupações.
Família
Sem se quer pensar consigo dizer quem foi a pessoa mais importante para mim, meu avô, mas já falei dele aqui. Não vim de família rica, mas tambem não éramos pobres, tínhamos o suficiente para o necessário.
Meu pai é uma pessoa que sempre tentou me montar de alguma forma, modo de vestir, ideias, formas de pensar e agir, acredito que isso tenha me afetado da maneira mais brusca possível durante a vida. Eu tenho que agir assim, me vestir assim, ser assim, eu tenho que ser alguém que não condiz comigo. “Se você falar assim as pessoas vão achar que você é gay, pare já com isso”, “As pessoas não ficam perto de você por causa disso”, “Você precisa se vestir igual gente”, “Se estiver de capuz vão achar que você é ladrão, isso você não é”, “Esse seu amigo parece estranho meio gay, cuidado”. “Não ligue para sentimentos”, “Aja igual homem”.
Isso foram algumas coisas que ouvi ao longo do tempo e ouço até hoje, eu não queria alguém me controlando, nunca gostei de ordens ou pessoas que tentavam impor algo para mim, minha alternativa era agir de certa forma com ele e de outra com o resto, tudo para me adaptar e ser quem eu queria ser.
Pode parecer difícil, viver assim, mas de alguma forma eu consigo, eu saio com ele hoje em dia e consigo me divertir e me distrair, por mais que em alguns momentos isso ainda acontece.
Minha mãe foi a pessoa com que provavelmente passei mais tempo durante minha vida, sempre saia com ela, eu praticamente escolhia ela para tudo. Mas era a pessoa que mais brigava comigo, sempre me batia e apanhei muito quando criança, meu pai era quem me salvava dessas situações.
Sem dúvida alguma meus cachorros foram uma das coisas mais importantes na minha vida para mim, estavam comigo sempre e não me criticavam, brincavam comigo, se divertiam comigo, me entendiam, se necessário me protegiam, se pudesse eu estaria ao lado deles nesse momento.
Quanto ao resto da família, uma parte é da capital de São Paulo e o resto do interior do Paraná, então não tive muita convivência com eles por causa da distância, nem mesmo troco mensagens ou algo do tipo.
Algo longo do tempo me isolei do mundo, das coisas, minha vida acontece na frente de um computador na maioria do tempo, conhecer as pessoas na internet e conversar com elas, jogar com elas é o que me diverte nos dias atuais.
Conclusões
Acredito que escrevi tudo isso para mostrar a mim mesmo como eu cresci na vida.
Não me importei com a qualidade do texto, sua ordem cronológica ou coisas do tipo.
Mas acredito que tudo isso tenha dado um aspecto diferente a ele, fazendo com que as pessoas juntem os fatos e os tempos para chegarem a uma conclusão.
Escrevendo essa pequena parte da minha vida percebi que talvez eu seja a pessoa que menos me conheço mesmo tendo convivido comigo esse tempo todo, talvez tenha ignorado tanto que eu não sei quem eu realmente sou ou o que me tornei, cheguei em um nível que não me recordo de ter tantas lembranças dos últimos anos vividos. Talvez minha mente tenha se habituado a mesmice e ter parado de registrar a vida.
Uma nova ideia que esta flutuando em minha mente é a impossibilidade de viver momentos felizes sem ter vivido momentos tristes, é como ser um dependesse do outro, porquê você não vai saber  o que é felicidade sem ter vivido algo triste antes, um depende do outro para acontecer, como saber a sensação contraria daquilo sem realmente ter sentido?
Provavelmente é muito difícil a vida de uma pessoa com depressão, mas já parou para pensar que talvez a depressão tambem sofra com a vida da pessoa.
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Atualizado em: Seg 2 Set 2019

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