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Minha pequenina amada,Cora Coralina

Ana Lins dos Guimarães Peixoto 
 - Cora Coralina
  
Cora Coralina nasceu na cidade de Goiás, no estado de Goiás, no dia 20 de Agosto de 1889.Seu pai se chamava Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto,desembargador nomeado por Dom Pedro II, e sua mãe era Jacinta Luisa de Couto Brandão.Órfã de pai ainda criança, a mãe de Cora Coralina se viu viúva com três meninas para cuidar: Helena Lins, Adda Maria, e Ana Lins.Cora Coralina foi o nome adotado pela nossa querida Ana Lins dos Guimarães Peixoto, que se considerava mais doceira do que escritora,foi mãe de Vicencia Bretas Tahan ( professora, escritora e palestrante), Ísis Bretas, Eneas Bretas, Jacyntha Bretas,Cantídio Breta (Filho) e Paraguaçu Bretas. Ao todo, seis filhos com Contídio Tolentino de Figueiredo Bretas.Nossa afável Ana Lins morreu no dia 10 de Abril de 1985 por causa de pneumonia na cidade de Goiânia, Goiás.

As obras e poemas em destaque de Cora Coralina foram:

-Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (1965):

"No livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, tempo, geografia e memória compõem o tecido textual, numa delicada, amorosa e singela entrega poética. O eu-poético funde-se à sua terra, alimentando-se de suas raízes e das suas histórias. Os versos, marcados pelo cotidiano, permitem que as emoções aflorem a partir de objetos e de cenas familiares. Os muros da cidade são prisões nas quais mal se contém um eu-lírico angustiado por libertar-se."

-Meu livro de Cordel (1976):

" 'Meu livro de cordel' traduz a ligação obstinada e profunda de Cora Coralina com os anônimos poetas nordestinos. A literatura de cordel, enquanto gênero literário, é trabalhada neste livro em 43 poemas. Cora Coralina homenageia os menestréis nordestinos, que para ela são 'irmãos do nordeste rude'. Com a simplicidade e a sabedoria de quem teve como grande mestra a própria vida, o que, em suas palavras, justifica a autenticidade de sua poesia arrancada aos pedaços do fundo de sua sensibilidade. Aqui ela apresenta-nos a alma dos rios, das pedras, dos gestos exaustos das lavadeiras; a simplicidade da vida, do amor e da morte. Cora revela sua profunda compreensão dos seres humanos, desde os atos mais rotineiros até os atos de heroísmo, nos versos do Meu Livro de Cordel." 

- Vintém de Cobre – Meias confissões de Aninha (1983):

"Sua característica é a espontaneidade de Cora Coralina retratando o povo de seu Estado, a maneira de falar, de seus costumes, de seus sentimentos e, nas entrelinhas, de si própria. É neste livro que a poeta faz uma espécie de acerto de contas com os preconceitos do início do século, época em que família e sociedade impediram-na de desenvolver sua paixão pela literatura."

A menina de idade, Cora Coralina, passava esperteza e conhecimento para seus leitores.Suas frases denotavam sua aprendizagem e a fé:

"A verdadeira coragem é ir atrás de seu sonho mesmo quando todos dizem que ele é impossível."
"Coração é terra que ninguém vê."
"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores."

  
Poemas de Cora Coralina:

*Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 
É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 
E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 
Talvez tu possas entender o meu amor. 
Mas se isso não acontecer, 
não importa. 
Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

*Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite 
minha pobreza tal como sempre foi. 

Que não sinta o que não tenho. 
Não lamente o que podia ter 
e se perdeu por caminhos errados 
e nunca mais voltou. 

Dai, Senhor, que minha humildade 
seja como a chuva desejada 
caindo mansa, 
longa noite escura 
numa terra sedenta 
e num telhado velho. 

Que eu possa agradecer a Vós, 
minha cama estreita, 
minhas coisinhas pobres, 
minha casa de chão, 
pedras e tábuas remontadas. 
E ter sempre um feixe de lenha 
debaixo do meu fogão de taipa, 
e acender, eu mesma, 
o fogo alegre da minha casa 
na manhã de um novo dia que começa.






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Atualizado em: Qui 22 Nov 2018

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