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BIOGRAFIA - Kathryn Kuhlman

UM HOMEM, NA FILADÉLFIA, QUE HAVIA, HÁ OITO MESES, COLOCADO UM MARCA-PASSO, SENTIU UMA INTENSA DOR QUANDO KATHRYN IMPÔS SUAS MÃOS SOBRE ELE. DE VOLTA A CASA PERCEBEU QUE A CICATRIZ DA COLOCAÇÃO DO APARELHO TINHA SUMIDO. PROCUROU O MÉDICO QUE O ATENDIA E ESTE DETERMINOU QUE SE FIZESSE UMA RADIOGRAFIA E, AO VERIFICAR O RESULTADO DESTA, CONSTATOU QUE NÃO HAVIA MAIS NENHUM APARELHO, QUE O CORAÇÃO DO HOMEM FUNCIONAVA NORMALMENTE E ELE ESTAVA TOTALMENTE CURADO.

ELA ACREDITAVA EM MILAGRES PORQUE ACREDITAVA EM DEUS

Kathryn Kuhlman nasceu em uma fazenda da família, nas cercanias da cidade de Concórdia, estado do Missouri, nos Estados Unidos, aos nove de maio de 1907, filha de Emma Walkenhorst e de Joseph Kuhlman. Quando ela completou dois anos de idade, seu pai construiu uma grande casa na cidade e para lá se mudou com a família, vendendo a propriedade rural. Nesta época ela era descrita como uma menina ruiva de rosto grande e cheia de sardas… Na verdade, típica americanazinha de sua época. Mas já se destacava pela sua independência, autoconfiança e um enorme desejo de fazer as coisas à sua maneira.

Kathryn tinha quatorze anos quando viveu pela primeira vez a experiência do que se pode chamar de um novo nascimento. Ao longo de sua vida ela, por várias vezes, contou a história de como havia recebido e respondido a um chamado do Espírito Santo. Sua formação religiosa era a tradicional da época, muito mais espiritual e as igrejas às quais frequentara nunca faziam apelos para que as pessoas recebessem a salvação. A propósito desse dia muito especial, ela escreveu: eu estava sentada ao lado de minha mãe e os ponteiros do relógio indicavam que faltavam cinco minutos para o meio dia. Não me lembro o nome do pastor e nem de uma única palavra do sermão que dizia… Entretanto, alguma coisa aconteceu comigo naquele dia… E aquilo foi a coisa mais real que já me aconteceu em toda a minha vida. Eu senti que meu corpo começou a tremer de tal maneira que já não conseguia segurar o hinário e, por isso, eu o coloquei sobre o banco e chorei. Estava sentindo o peso de meus pecados e compreendi que era uma pecadora. Sentia-me como a menor e mais insignificante criatura em todo o mundo, embora fosse, apenas, uma garota de quatorze anos de idade. Saí de meu lugar e fui sentar em uma fileira de bancos à frente onde chorei muito…de repente, após o choro convulsivo, senti-me a pessoa mais feliz do mundo e que um pesado fardo deixava de pesar sobre os meus ombros. Experimentei algo que nunca mais me deixou, era uma pessoa nascida de novo e o Espírito Santo fez por mim exatamente o que Jesus disse que ele faria…

Naquele dia, ao voltar do culto, Kathryn encontrou-se com seu pai (ela era muito mais chegada ao pai que à mãe) e sorrindo lhe disse: Papai, Jesus entrou em meu coração… E o pai, sem que demonstrasse nenhuma emoção, respondeu-lhe simplesmente: Estou feliz por você. Ela resolveu frequentar, com o pai, a Igreja Batista, deixando de lado a Metodista, que era frequentada por sua mãe, embora nunca tenha tido a certeza de que o pai entendera o que tinha dito nem que tivera a experiência de um novo nascimento. Joseph Kuhlman na verdade, tinha grande aversão a pastores e nunca fizera questão de disfarçar sua antipatia. Só ia à igreja em dias de festas ou, algum tempo depois, aos cultos onde sua filha faria alguma apresentação especial. Era, apenas, um homem de negócios, não muito chegado à religião. Para Kathryn, entretanto, frequentar a igreja era tão importante quanto ir ao trabalho. Ela se movimentava com facilidade entre as várias denominações, tradicionais, pentecostais e até católica, razão pela qual seu ministério se tornou bastante ecumênico. Ela, entretanto, não se fixou em nenhuma dessas denominações e só deu créditos, em seu ministério, a Deus, nosso Pai. A ninguém mais.

Embora jovem, Kathryn aprendeu duas lições importantes: ter paciência na adversidade e não se entregar à autocomiseração. Bem mais tarde, muitas de suas mensagens foram baseadas em suas experiências pessoais de crescimento espiritual exatamente nessas áreas. Para ela, a autopiedade e o egoísmo tinham a mesma raiz. Assim, desde a adolescência, ela determinou em seu coração que nenhum desses sentimentos menores teria lugar em sua vida, independente do que lhe acontecesse. A propósito, ela escreveu: Tenha cuidado com a pessoa que não sabe dizer “eu sinto muito”, quer seja ela um membro de sua família, um colega de trabalho ou mesmo um funcionário seu. Você vai acabar percebendo que essa pessoa é muito egoísta. Essa é a razão porque você já me ouviu dizer dez mil vezes que a única pessoa que Jesus não pode ajudar, a única pessoa para quem não existe perdão de pecados é aquela que não diz: “Sinto muito pelos pecados que cometi…” Uma pessoa tão egoísta assim geralmente atrai doenças para si própria como se fosse um imã.

Ainda muito cedo em sua vida, Kathryn aprendeu queoegocentrismo, bem como todos os outros pecados a ele ligados, como a autopiedade, a auto-indulgência e, até mesmo, ter ódio de si mesmo levam a pessoa a fazer um juízo condenatório de si mesma. E isso impede a obra do Espírito Santo na vida dela. Ela sempre disse que qualquer pessoa poderia experimentar a atuação do Espírito Santo em sua vida, se essa pessoa estivesse disposta a pagar o preço. E, pagar o preço não é uma experiência única; começa com um compromisso, uma determinação de seguir a Cristo cada dia de nossa vida. Houve muitas vezes em que ela poderia ter escolhido não se submeter à disciplina do Espírito Santo. Contudo, felizmente para o corpo de Cristo dos dias de hoje, Kathryn Kuhlman fez a escolha certa e é um exemplo para todos nós.

O que será que mantém uma pessoa fiel ao seu chamado… A resposta que Kathryn dava, a essa questão, era, lealdade. Para ela a palavra lealdade tem bem pouco valor nos dias de hoje, pois ela quase não tem sido praticada. Trata-se de algo que não compreendemos. É como o amor – você só pode entender o amor quando o vê em ação. O amor é algo que você faz e o mesmo se dá em relação à lealdade. Significa fidelidade, significa sujeição, significa devoção. Em outras palavras, a verdadeira lealdade daqueles que são chamados para o ministério é expressa pela decisão deles de nunca se desviarem do chamado de Deus… Não acrescente nada a isso e nem tire nada disso – apenas obedeça. De acordo com Kathryn, quando as pessoas começam a se dedicar aos seus próprios interesses, a lealdade delas para com o Senhor volta para elas mesmas.

Ela dizia: Meu coração é firme, serei leal ao Senhor a qualquer custo, a qualquer preço. Lealdade é muito mais do que um interesse casual por alguém ou por alguma coisa. É um compromisso pessoal. Em última análise, significa dizer: aqui estou, pode contar comigo. Eu não o decepcionarei.

Esta era a resposta que ela sempre dava em relação à pergunta: o que será que mantém uma pessoa fiel a seu chamado.

Em dezembro de 1934, Kathryn viveu o primeiro e maior trauma em toda a sua vida. Seu pai sofreu um sério acidente. Ela se encontrava em Denver, no Colorado, e, mesmo em meio a uma forte nevasca pegou o carro e começou a difícil viagem até o Missouri. Dia 30 de dezembro, em meio à viagem, ela conseguiu ligar para a casa de seus pais para saber notícias e dizer que estava quase chegando. A notícia que ela recebeu, entretanto, foi a pior que poderia ter recebido. Seu amado pai tinha acabado de falecer, bem cedo, naquela manhã. Assim, com os olhos em lágrimas, ela seguiu dirigindo pelas estradas cobertas de gelo e chegou à casa. Seu pai já estava sendo velado. Ao ver o caixão, uma grande tristeza e um sentimento de ódio começou a crescer dentro dela, contra o rapaz que, sem nenhuma culpa, tinha atropelado seu pai, causando-lhe a morte. A este respeito, ela escreveu:

Eu sempre fui uma pessoa muito feliz e papai havia contribuído em muito para que eu fosse assim. Mas, agora, ele não estava mais comigo e em seu lugar ficaram estes estranhos sentimentos de medo e ódio… Sentimentos até então desconhecidos para mim. Meu pai era o pai mais perfeito que qualquer garota poderia ter. Para mim ele era alguém incapaz de errar. Ele era o meu ideal. Sentada ali, no banco de frente daquela pequena igreja Batista eu me recusava a aceitar a morte de papai. Um a um os membros da família se levantaram e se dirigiram para o local onde estava o caixão, para prestar a última homenagem. Eu fiquei sentada até que o encarregado do enterro se aproximou de mim e me disse – Você não gostaria de ver o seu pai mais uma vez antes que eu feche o caixão? De repente estava eu em pé, na frente da igreja, olhando firme para os ombros de meu pai… Meus olhos não se fixaram em seu rosto, mas em seus ombros… Aqueles ombros onde eu, muitas vezes, estivera debruçada. Inclinei-me sobre o caixão e coloquei minha mão suavemente sobre seus ombros.Tudo o que meus dedos acariciaram foram um monte de roupas… Tudo ali, dentro daquele caixão, era simplesmente descartável. Muito amado um dia, mas colocado de lado, agora, meu querido pai não estava mais ali. Aquela foi a primeira vez que o poder de Cristo ressurreto veio verdadeiramente sobre mim. De repente eu não tinha mais medo da morte e assim que o meu medo desapareceu, também o meu ódio se foi. Agora eu sabia que papai não havia morrido… Ele estava ali, vivo.

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Atualizado em: Qui 2 Maio 2013

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