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RAÇA OU ETNIA?

Os conceitos de raça e etnia são frequentemente usados em discussões acerca de problemas sociorraciais no Brasil, por vezes existe grande polêmica e até mesmo certas revoltas em torno do uso e da aplicação destes termos. Em determinados momentos surgem afirmações como “só existe uma raça, a humana”. Mas afinal, pessoas negras brasileiras pertencem a “etnia negra” ou a “raça negra”?
Pois bem, vamos aos conceitos básicos...
RAÇA:
Existem dois conceitos distintos para esse termo no que diz respeito a este debate, um ligado a Antropologia Biológica e um Sociologia.
Para a Antropologia Biológica:
Nos séculos XIX e XX ganharam força as teorias racialistas, essas teorias defendiam a ideia da existência de diferentes raças humanas, pautando essa afirmação nas diferenças físicas de diferentes povos, e a superioridade de determinadas raças em relação a outras. Essas teorias já serviram de argumento para defender a escravidão negra e até o genocídio nazista. Hoje essas teorias já são reconhecidas pela comunidade científica como falsas, visto que as diferenças genéticas humanas não são nem de longe suficientes para a diferenciação biológica em raças, por serem referentes apenas a características físicas mais aparentes, como cor do cabelo, nariz e boca, por exemplo, e essas características não chegam a corresponder a 0,01% do genoma humano. Biologicamente raças humanas não existem.
Para a Sociologia:
O termo raça é atualmente utilizado dentro da Sociologia, como forma de identificar e agrupar pessoas com características morfológicas semelhantes. Essa organização é necessária em decorrência da construção socioeconômica que se ergueu com base no racismo, o que tornou a “raça”, ou seja, um condicionador social.
ETNIA:
Esse é um conceito visa a identificação de grupos a partir de suas culturas, ou seja, leva em consideração linguagem, comportamento, moral, religião, entre outros aspectos, podendo ou não levar em conta a base biológica ou características morfológicas dos indivíduos.
POIS BEM...
Pessoas com a mesma cor de pele e que compartilham de outras características físicas, como formato do nariz, cor do olho, formato e tamanho de boca, entre outros, podem ainda assim não pertencer a mesma etnia, por conta disso esse conceito se faz insuficiente para o estudo e para o entendimento de diversos problemas socias brasileiros que advém de processos históricos como a escravidão negra ou a “política de branqueamento”. Hoje o conceito de raça nas discussões e debates sobre as relações socias brasileiras não tem mais uma conotação biológica, mas sim social e política.
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Atualizado em: Qui 9 Jan 2020

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