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Deus Salve o Rei (Novelão Capa e Espada de Ouro!)

Esse tipo de obra jamais sai de moda, nunca perde o valor… Todos gostamos de ver esses retratos do embate entre Bem e mal, das diversas formas em que ele acontece velada ou flagrantemente… Pois sabemos que no dia a dia estamos envolvidos nessa luta, ela também é nossa! E como é bom ver e fazer o Bem vencer… Ver que o lado ruim também se dá mal, se atrapalha! E a Arte está prestando um grande serviço para a humanidade quando estimula à todos com exemplos de perseverança nos nobres ideais quando oferece obras assim, que incentivam cada um a batalhar com honra pelo que almeja!
     Muito boa a iniciativa de colocar a Bruna Marquezine para interpretar uma vilã, a Princesa Catarina! Bruna que já interpretou várias heroínas em outras tramas, agora tem a chance de surpreender a todos enfrentando esse novo desafio, explorar seu lado calculista, com sua fúria de vilã de época! Variar estilos de personagens é uma excelente oportunidade para todo ator exercer ao máximo sua capacidade de se conhecer e imortalizar em mais uma das infinitas nuances de seu dom… E receber ainda mais o merecido reconhecimento! E ela já está mostrando que veio com tudo… Só de olhar para as pessoas, a vilã consegue captar seus pontos fracos e fortes e com certeza vai usar isso para tentar conquistar o que deseja!
     Rosamaria Murtinho estava divina no papel da Rainha Crisélia, vou sentir falta dela na trama! A obra, que como mencionado por Fabrício Mamberti, foi inspirada em “Que Rei Sou Eu?”, e que, realmente tem a energia de crítica política da obra de 1989, foi genial em ter Rosamaria interpretando uma rainha que era o oposto da Rainha Valentine, interpretada perfeitamente pela Tereza Rachel… Valentine era uma desnorteada, que em sua crueldade viciada em manter o poder em suas mãos a qualquer custo no reino de Avilan, de “Que Rei Sou Eu?” era manipulada constantemente pelo Mestre Ravengar (Antônio Abujamra). Na minha opinião (Não posso deixar de dar essa sugestão, noveleira como sou, rsrs) sem querer interferir no trabalho e criatividade do autor, acredito que seria emocionante se Crisélia ainda voltasse a aparecer na trama, fruto de alguma magia, ela talvez chegasse transformada em um ser místico para auxiliar seus netos a governar.
     Selena vivída por Marina Moschen me lembra muito a Aline que Giulia Gam interpretou em “Que Rei Sou Eu?”… Enérgica, lutadora, portadora de uma imensa necessidade de alcançar novos horizontes em sua vida, tem características de uma personagem fundamental para promover grandes reviravoltas na trama.
     O Príncipe Rodolfo (Johnny Massaro) é um personagem hilário, inseguro e metido a conquistador, e, provavelmente não tem a plena noção do quanto as moças que o cercam só querem ter influência e privilégios… No universo de “Que Rei Sou Eu?” ele seria o Pichot, interpretado na época pelo Tato Gabus Mendes.
     Os conselheiros, como sempre, só tramando pelos cantos e traindo… Já estou com uma raiva deles que nem consigo medir, rsrsrs… Eles vão causar muitas encrencas, fazer um estrago danado, com sua ambição e poder de manipulação da cabeça fraquinha que Rodolfo tem. Pobre Rodolfo… É o que acontece com quem quer deter o poder sem contar com inteligência… Se ilude que está no comando… Isso nunca dá certo!
     A cena da água que não abasteceu o reino através do grandioso aqueduto de Montemor foi triste principalmente pela grande falta de atenção e interesse dos governantes para com seu meio ambiente e recursos naturais, e pela simultânea falta de consciência da sociedade local, o que levou a culminar naquela situação de ausência de água. Além disso, mostra o quanto os responsáveis por realizar a construção ficaram alheios à realidade, ignorando ou transferindo suas responsabilidades para outrem durante toda a execução do aqueduto, que prometia ser uma solução, mas que se revelou muita festa e pouco compromisso com a prioridade vital dos cidadãos, e logo, só restou um desapontamento geral. Mas a cena também foi muito engraçada… Para ser sincera, foi uma das melhores que assistí logo na estréia da novela, quando percebí a semelhança da ineficiência do aqueduto com a da famosa guilhotina de Que Rei Sou Eu, a guilhotina que nunca funcionava!!!
     A novela faz muito mais do que prometer ser envolvente, ela impressiona! Romance, coragem, lealdade, humor sarcástico, armadilhas, reflexões, músicas sublimes, ambientes fabulosos e uma alta qualidade digna de filmes memoráveis… E, se propor a fazer tudo isso em uma novela, que é uma obra longa, é admirável! Mostra mesmo a paixão, dedicação e confiança que toda equipe deposita na sua criação e esse entusiasmo contagia o telespectador, faz todo mundo se identificar com os personagens e “adotar” os seus favoritos!
     Ah, claro!!! Eu jamais poderia deixar de mencionar o belíssimo casal Amália, personagem de Marina Ruy Barbosa, e Afonso (Romulo Estrela)… Que com certeza vai superar todas as dificuldades dessa saga de Romeu e Julieta versão plebe e realeza! Parabéns e muitos aplausos!!!
     A obra nasceu fazendo sucesso e vai conquistar ainda mais público! Já estou fisgada! Não perco um capítulo! Fã como sou, louca, apaixonada por “Que Rei Sou Eu?”, acredito que o próprio Cassiano Gabus Mendes, lá das estrelas, onde ele se encontra, além de estar muito feliz por saber que a obra dele inspirou tantos artistas e entre eles, esses corações criadores da Deus Salve o Rei, está encantado com a nova novela global, reverenciando a ousadia e dom dos responsáveis pela linda trama!
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Atualizado em: Seg 5 Fev 2018

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