person_outline



search

Nostalgia ( dueto de Cerson e Girleide)

Manhã de primavera. Por entre as rachaduras do cimento que cobre a calçada surgem insistentes flores, fracas. No jardim descuidado à direita brotam as mais lindas palmas com força de uma juventude promissora. Ao fundo, uma casa caiada, um senhor debruçado sobre a janela olha descontraidamente os transeuntes e veículos, indo e vindo. O ar perfumado inunda o ambiente. A vida não pode parar. Em frente, os edifícios intimidam a visão de assistir o crepúsculo; podendo ser imaginado. Pudera outras vezes, daquela mesma janela, avistar o maravilhoso pôr do sol. A ganância, o desenvolvimento, o capitalismo, contribuem para que maravilhas sejam jogadas para segundo plano. É possível termos um jardim suspenso? Certamente não... a "evolução" não para, as crianças que ali brincam em meia contundante visão geral de uma empoeirada vila que está rodeada de construções, em meia discurssão do holìstico, o tempo continuar o seu percorrer entregando a tarde ao velho anoitecer ao luar; familias se reunem em suas calçadas e se entregam a nostalgia do passado com suas fantásticas histórias.

O velho que ali se encontrava, todo farceiro fala de seus galanteios nos anos 70 com seus brotinhos na carupa de sua lambreta, aquele velho lobo que ali se via rodeado de olhinhos curiosos e brilhantes, derepente um sorriso surgiu de seus labios enrugados.

-Bem criançada, querem ouvir uma história de amor e ódio?- todos sinalizaram que sim.
- um jovem rapaz encantado com a beleza de uma certa moça, tenta de todas as formas chamar sua atenção; Gabi, com seus lábios doces nunca daria bola para um rapaz feio, magricelo ainda cujo nome é Sebastião,: engano, ela foi a primeira garota que gentilmente me dirigiu um bom dia singelo. Apartir daquele dia eu fui o homem mais feliz do mundo, tive em meus braços por vinte anos a garota mais cobiçada do meu tempo de aluno- Nunca entendi o que ela viu em mim, ela sempre me respondia- são seus olhos amor- nunca entendi.

- Mais por volta dos anos 90 pude entender, quando em nosso leito de amor ela me lançou seu último olhar, estremecendo os lábios pra falar me disse:
-Eu te amo- depois fechou seus lindos olhos e nunca mais vi seu olhar de amor para comigo.

Pin It
Atualizado em: Sex 18 Jun 2010

Comentários  

#10 PauloJose 29-10-2011 21:14
MUITO LINDO PARABÉNS FAVORITEI!!!
#9 Pamaro 28-09-2010 18:01
Parabéns à dupla pelo conto. O interessante foi a revelação da moribunda ao amado, confirmando velho adágio: quem ama o feio, bonito lhe parece.
#8 ReginaldoRodrigues 24-08-2010 19:53
Interessante a "dobradinha"... podem continuar trabalhando em dupla que o resultado é bom...

É 5 estrelas!
Abraço!
#7 rackel 05-07-2010 06:46
Parabéns aos dois, Cerson e Lindinha, pela parceria e pelo belo texto que dela resultou. Adorei.
#6 Alasse 24-06-2010 12:00
Parabens Lindinha e Cerson..lindo texto :love: :love: :love:
#5 Cerson 22-06-2010 20:01
Parabéns, Girleide! - Deu vida ao texto de forma muito sensível; cultou o amor. Ficou lindo. Ah! o amor é eterno. Não há nada nem ninguém que o faça desaparecer. Ainda que alguém pereça, o amor devotado a ela jamais... Abraços
#4 Roberval 22-06-2010 11:52
Parabéns ótimo texto o seu, prometo voltar.
#3 CLARICE_ 22-06-2010 08:53
:love: Lindo texto! Parabéns! Estrelas! Abraços! :love:
#2 seth 22-06-2010 01:54
Dizem que recordar é viver...mas existe algo de sombrio em olhar o passado...é como conversar com a morte,um exercício edificante,já que ela nos espera ao fim da caminhada...parabéns,estrelas.
#1 tania_martins 19-06-2010 16:01
Parabéns pelo texto!

Deixe seu comentário
É preciso estar "logado".

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222