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Álbum de Familia

Roteiro: Tracy Letts, baseado em sua própria peça
Direção: John Wells
Elenco: Meryl Streep, Julia Roberts, Ewan McGregor, Abigail Breslin, Benedict Cumberbatch, Sam Shepard, Dermot Mulroney, Juliette Lewis, Chris Cooper, Margo Martindale, Misty Upham
Produtor: George Clooney, Grant Heslov
Composição: Gustavo Santaolalla 

Life is very long T.S. Eliot é a primeira fala do longa. Em um solilóquio o ator e dramaturgo Sam Shepard, sem olhar para a câmera, conta sobre seu pacto com a mulher – ele bebe e ela se enche de pílulas. De cara Merly Streep me cativou. Com seu ar debochado e linguajar despretensioso, despenteada e desequilibrada, passa ao espectador uma personagem com muitas mágoas e segredos.
Álbum de família é uma adaptação da obra teatral homônima que deu origem ao projeto, formado para o Oscar. Elenco poderoso com muita intensidade. Á quem diga que as pausas são monótonas, mas tornam o roteiro reflexivo e melancólico.
O conflito se inicia quando a família recebe a notícia que o patriarca acaba de se matar. Fato que proporciona o reencontro da família desunida, cheia de segredos, mágoa e angustia. Mesmo sob o risco e destino de ficar sozinha, ela não poupa julgamentos a todos os familiares, provocando fortes climas de tensão e revelações.
Julia Roberts, além de Merly Streep, se destaca apesar de sua falta de talento e proteção em vários momentos e surpreende nas cenas de drama e conflito onde não víamos desde Erin Brokovich - Uma Mulher de Talento.
Nós espectadores nos vemos julgando e pré conceituando os personagens. No decorrer da trama vemos que cada um tem uma história e motivo.
Não bastasse todas as divergências, o calor toma seu lugar como parte do elenco, perturbando e incomodando todos os personagens, tornando insuportável, até os que moram na cidade.
Vale a pena conferir e admirar o roteiro, direção e personagens de boa qualidade. O problema é quando a pretensão direta para ganhar o Oscar fica acima de todos os objetos. E alguns momentos o overacting e teatralidade são constantes. E quando as características do teatro decidem ser mantidas numa adaptação, é preciso ter talento para que as características da arte teatral, como a dramaticidade extrema e as atuações carregadas não acabem tornando seus personagens caricaturas na tela, acabando transparecer em alguns pontos.Com isso, vi também semelhanças com Deus da carnificina, mas Polanski sabia ate onde ir se tornando sutil e com grande potencia.
Com exceção de Merly Streep que consegue manter a sutileza, conclusão: indicação ao Oscar.
Não vemos muitos acontecimentos e mudanças, e nada fica resolvido, mas de forma geral os diálogos são bem trabalhados e escritos.

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Atualizado em: Qua 22 Jan 2014
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