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A Espada e o Espinho

Ao longo das trilhas de uma enorme floresta, onde se habitavam os mais belos seres existentes, uma névoa, tão fina como a gaze, pairava sobre as águas límpidas do lago Anzhur que cercava toda a redondeza da floresta, andava um jovem, sem rumo, apenas querendo encontrar um motivo, uma razão, respostas as quais nem ele sabia ao certo. Caminhava sem direção, até que se deparou com um muro, não muito alto, e olhando para ambos os lados não se avistava o seu fim. Sem ao menos hesitar, o garoto sobe no muro e senta, era largo e fresco, mas quente ao mesmo tempo. Observando a estranha paisagem à frente, onde uma gigante e sinistra árvore que, cujos espessos galhos encobriam o magnifico céu, que estava limpo, sem ao menos uma nuvem. Suas folhas eram tão brancas como a neve, e seu tronco era negro, como as trevas. Nela, havia apenas um fruto vermelho feito sangue, localizado bem no meio, e nenhuma outra árvore coexistiam ali. Mas mesmo assim, ela não pareceu assustar o garoto, ele apoiou os cotovelos sobre os joelhos apoiando sua cabeça nas mãos, e ficou ali parado por horas observando-a. “quem sou eu, oque faço aqui?” “qual o sentido disso tudo”. Essas palavras latejavam em sua mente. – Eu também gostaria de saber as respostas! – sussurrou uma voz, suave e tranquila. O garoto olhou de relance para o lado, não pareceu se assustar. Uma linda garota estava sentada ao seu lado. Trajava um vestido branco como as folhas daquela árvore, e trabalhado com o mais macio dos algodões, tinha a pele parda, cabelos negros presos a uma pequena fita vermelha, formando um rabo de cavalo, tinha olhos castanhos claros, nariz e boca bem desenhados e suas bochechas rosadas, resultando sua timidez. Segurava um livro, com capa marrom e muito desgastada com o tempo, só que não havia título, oque era estranho. Aparentava ter cerca de quatrocentas páginas.

 – mas quem é você? – perguntou o garoto com um tom amigável.

– essa talvez seja a pergunta que ambos gostaríamos de saber. Não acha?

Ele a fitou por um tempo, e tornou observar a árvore.

– algo me diz que te conheço... Como se já tivéssemos nos visto antes, mas não sei onde. Foi como uma rápida visão que acabou de me passar à cabeça.

Ela apertou forte o livro.

– acho que é por essa razão que estamos aqui. – um sorriso alegre brincou em seus lábios. 

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Atualizado em: Sáb 29 Mar 2014
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