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Amor

Vampiro nunca morre
Sempre retorna
A morte abomina
A vida sempre retorna

Nem que saía das catacumbas
Num véu tecido de penumbras
Saído do caixão
Morto não está não

Uma vez no cemitério
Outra de volta ao jogo
Cuidado seu sangue ele irá roubar
E o Reino dos Vampiros triunfar

Não possui mais alma
Pras catacumbas quer te levar
Já foi ao inferno e voltou
Já morreu e ressuscitou

Vagando nas sombras da noite
A espreita da próxima vítima
Que também perderá sua alma
Para as trevas adentrar

Um jogo de sedução
Quem vai resistir à tentação
Destes seres angelicais
Desde os tempos ancestrais

São tão belos
Pois nunca envelhecem
São tão sábios
Porque a muito conhecem

Suas riquezas
Atravessam séculos e mais séculos
Do sepulcro a sua morada
Vive acordado na madrugada

O sol não os mata
Mas não é um lugar
Em que querem estar
Manchas solares podem causar

Em sua pele
Que causa inveja
Na sua pele branca
Como a neve

Estes seres são frios
Pois já não corre sangue quente
Em suas veias entorpecidas

Estes seres são indestrutíveis
São fortes e imortais
Rápidos e hipnóticos
Possuem poderes mentais

Sua única fraqueza
É o coração, o centro
De toda a sua atenção

A alma do Vampiro é forte
Seu coração é muito forte
É tudo o que importa para ele
Por isso o amor tem tanta importância para ele

A sensibilidade extrema
Permite escrever poema
Mas de amar não sabe muito
E pensa nisso a cada minuto

Onde estará o meu amor?
A quem passarei a toda a eternidade com amor?
Onde estará a minha donzela?
Ou, o meu príncipe encantado?

Por isso o maior inimigo do Vampiro
Não está em uma estaca em seu coração
Está em não saber amar
Em não conseguir amar


Já amou até em secreto
Mas nada foi de concreto
Se você nunca namorou sinto lhe dizer
Mas você é um Vampiro

Agora só falta eu encontrar
A minha Vampirinha
E ela me aquecer com o seu calor
E enfim eu sentir o que é o amor

Também podemos ser seres quentes
E sair ao sol, só não gostamos
Pois o mesmo nos enfraquece
E não somos tão fortes assim

Na verdade, somos fracos e frágeis
Pálidos e Límbicos
Sem força física, apenas mental
Cansamos de sugar energia

Quando não conseguimos mais sugar
Seja por que causa for
Passamos a vegetar
A sermos como zumbis

E a morte real se aproxima
Sem energia
O corpo definha
Esquio o corpo termina

Seco, puro osso.
Só a caveira
É onde tudo termina.

O mesmo destino
De todos os mortais
Talvez não sejamos tão diferentes assim
Talvez seja uma questão apenas de ponto de vista.

Quem consegue ficar em sua cripta
Ou tumba sem nunca mais sair
Sem nem mais ninguém encontrar
Sem o ar puro respirar?

Quem consegue depois de tudo isso
Ao encontrar o amor da sua vida
Não se declarar?

Simples assim.
Amar.

Trocaria todos esses textos
Por um pouco de
Amor.
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Atualizado em: Qua 4 Jun 2025

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