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Como a vida nos coloca em cenas de Woody Allen, não é mesmo?

A gente fica mordido, não fica? Fica. Eu fiquei, mas não confessei. Doeu, mas não falei. Eu insisti tanto para que você tomasse essa atitude. Você foi lá e fez. Acredito que a parte que você disse que ela fez a introdução ao assunto e quem acabou fazendo o pedido foi você não foi tão verdadeira assim. Eu senti um mal-estar quando me contou isso. Eu só queria saber pela sua boca, não queria saber como foi. A minha cabeça que fica responsável por essas coisas. Imaginar foi o que ela mais fez nesses últimos dois anos que fiquei encarcerada a você. Eu me sentia presa, mas liberta. De uns meses para cá, não mais. Depois que me contou que estava com ela, eu sentia nojo de mim, e compaixão de você, pobre rapaz incapaz de reconhecer seus sentimentos. Eu tinha dó de você, por isso lutei para que descobrisse quem você era e o que queria. Insisti em você, apostei todas as minhas moedas nas suas escolhas. E não, eu não me arrependi. Posso ser chamava de masoquista, mas eu sei o quanto essa dor está me beneficiando e o quanto ela irá me beneficiar.
Tenho sede do novo. Quero saber do meu futuro. Quero saber como vai ser sua vida com ela. Se realmente você vai conseguir ter uma “vida” com ela. Não sei se é justo comigo o que te ensinei a fazer. Eu te ensinei a olhar para si e deixar o amor fluir. Deixar que você se apaixone por alguém, que não fui eu. Como a vida nos coloca em cenas de Woody Allen, não é mesmo? Ontem eu lutava para você se descobrir e deixar eu te ensinar a amar. Me amar. Hoje, você deixou que eu te ensinasse, mas deixou porque se trata de uma outra mulher. Por essa, talvez valha a pena o esforço. Siga em frente, mas cuidado para não cair na armadilha da vida, pois o amor que você está plantando, pode ser um tanto quanto egoísta. Você precisa dar uma chance para se conhecer primeiro, antes de colocar qualquer pessoa na sua teia.
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Atualizado em: Sáb 28 Out 2017

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