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Infancia

Por mais pueril que seja,
Brincar à tarde em vão,
Ainda gosto de cereja,
Ainda como pão.
A vida adulta então peleja,
Privar-me desta situação,
E o que ela tanto almeja,
Teimo a dizer não.
Por mais próximo que esteja,
Eu aceitar minha condição,
E viver na vida a dureza,
Perdido na ilusão.
Busco certa destreza,
Frente a tanta confusão,
Na criança vejo pureza,
E fico por hora são.
Por possuírem incertezas,
Movidos por combustão,
Levaram da vida friezas,
Comovidos na solidão.
Não sabem da própria leveza,
Não sentem o coração,
A vida se torna fraqueza,
Não importa a formação.
Antes que tu esqueças,
A prazerosa união,
Das geleias-cerejas,
Entre passadas pelo pão.
Sente-se e coma sem pressa,
Prenda bem os pés ao chão,
Para não desabar após o deleite desta,
Perfeita e saborosa refeição.
Com a consciência agora me digas,
Se de fato não tinhas razão,
Apesar de todas as fadigas,
Tomar essa decisão.
De preservar uma infância,
Sendo real ou não,
Sendo alegre ou sofrida,
Esses tempos que jamais voltarão.
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Atualizado em: Qui 31 Ago 2017
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