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A garota do vagão

Era como se a realidade fosse algo palpável; ela era diferente de tudo que já havia visto com meus olhos regados a álcool.
Com os cabelos vermelhos e um olhar para o vazio, ela trazia uma inquietude para minha alma.
Os lábios quase serrados me faziam imaginar como aquele voz poderia ser, a musa idealizadas, o amor platônico de apenas vinte minutos entre uma estação e outra.
Sua pele era clara como a neve de um natal que eu nunca tive e assim eu sonhava... em avançar e dizer alguma palavra, mas nada saia de minha boca, como de costume.
E assim fui forçado a imaginar nossos corpos se aproximando, um olho a olhar o outro, o casamento, os filhos e tudo mais que o destino possa me reservar.
A garota que talvez eu tenha perdido, e esse poema e pra você mesmo antes de eu te conhecer. Nobre e triste sorte de um poeta e amante do mundo.
E assim ela desceu da estação, e assim eu a deixei; o grande amor de minha vida, a eterna desconhecida, que posso encontrar dentre de minha poesia falha e antissocial.
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Atualizado em: Qui 31 Ago 2017
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