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Pássaros I

O gosto amargo do café quando toca minha língua,
provoca-me a escrever de assuntos que no dia a dia desconheço.
Não sinto mais a felicidade ou prazer em uma foda,
isso não me torna mais feliz como era de costume,
tornei-me: velho, solido e só...
pausa  pra buscar mais café para a língua inquieta.
Como cheguei a ser o que sou hoje? Não sentir mais prazer em algo carnal é comum?
- sou filosofo de fim de filme, apenas frases de efeito e nada mais.
Não é culpa do mundo, nem de (mon parents) é apenas o tempo. Nem minha poesia falha me salva.
Só por opção, ou por descontentamento?
É tão perverso viajar nessa maquina do tempo,
poderia eu ter ido ao teatro por divertimento,
ver velhos amigo, mas não, sou sólido.
Escutei canto de pássaros esses dias, dois belos pássaros,
são livres, são gotas d’agua, são simples,
fornecem alegria a vidas alheias, mas (moi).. Sou outro.
Magnifica maquina do tempo, clara, intensa, transparente,
nem esse prazer me trás, tendo eu lido Platão, Dante e Freud,
lido Pessoa, Balzac, Drummond, Moraes, Baudelaire e tantos outros
[poetas que o mundo vivo não suporta mais.
Eu escrevo a poesia morta, cada letra dessa caligrafia é por sua vez,
[um ultimo suspiro de uma poesia que não existe mais.
Um sopro a cada frase e a maquina apita..
Puxo pra trás e continuo,
Ao lembrar do famoso (Naked Lunch), ó meu inglês medíocre.
A Olivette que hoje se tornou amiga, estática comigo, passado,
Presente e futuro...
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Atualizado em: Qui 24 Ago 2017
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