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Por te amar

       E eu te cobria de jornal, depois passava o dia lendo suas noticias.Eu sorvia teu calor, cobria meu frio, diminuía meu vazio. Contava as estrelas em dia nublado, ao teu lado. Secava minhas lagrimas em dia de chuva, me acusava e você defendia-me, réu de mim mesmo, refém de minha defesa. O sol nascia nos dias noturnos, te amava no diurno, pós-turno. Refazia-me em você, crescia em mim e te fazia crescer. Observando, olhos atentos no seu ser, prazer. Suor de nós, fazendo brotar flores a sós. Conquistando espaços, imperialista do seu corpo, dilatando minha vida. Me vi tão seu, bel prazer. Faça-me sua peça perfeita, sobreviva em mim, me traga alento. Sempre esteja, não deixe faltar vida em mim. Sabe, sou assim, um pedaço de você, vital.  Por isso digo: Amo-te mesmo quando não te amo. E por faltar-me argumentos Neruda nos brinda com sua poesia...

Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. 
Por isso te amo quando não te amo 
e por isso te amo quando te amo.

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Atualizado em: Qua 5 Ago 2015
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