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Homem não chora

Mundo estranho. Velhos pedindo esmola, jovens transando drogas. Tecnologia aproximando pessoas e distanciando corações. Cidades cor de asfalto, judeus filhos da puta e palestinas prostitutas. A branca de neve e a menina pintada de piche. Pastel de feira! Tantos andares, falta pouco para chegar ao céu. Corredores úmidos de multidões. Pão dormido. Claridade do relógio de luz, do carro atômico, do ser atônito. Dor cibernética, calos de calados. Peles despeladas, cidades aladas de Babilônia. Deus pelo celular, mães via mensagem. Casas de deserto, filhos dos sem pais, país dos sem estado. Espantando a morte que não chega. Peitos de amores mortos. Flores desgrenhadas obcecadas por luz elétrica. Correio dos sem cartas, dos caras. Pelos arrepiados pela radioatividade, radiantes aflitos. Mortos de não morrer. Mundo estranho. Jovens pedindo esmola, velhos transando drogas. Avenidas de tudo do nada. De rumos. Esperando o fim. Homem não chora. Fazer o quê?

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Atualizado em: Dom 21 Jun 2015
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