person_outline



search
  • Crônicas
  • Postado em

Diário de um suicida

Um dia tão cinzento! Pessoas cordiais por impulso. Uma roda de vida que não cessa e nem me agrada. O desespero torturante, as amarras. Uma angustia sem volta. Um cão largado. Cama fria. Cores se misturam na minha ires, tento ler. Tenho uma ulcera me corroendo. A janela do apartamento nunca foi tão atraente. A altura, as asas e o chão. Sangue cor de água, ou de nada. Pares desfeitos. Pulo no vazio, me agarro no vento, queria voar daqui. Tenho sombras no meu entorno, tristezas e afins. Vida finda! A morte se cerca de esperanças, de danças. Nunca estou satisfeito, desfeito. Tento e intento contra mim. Sou meu inimigo intimo, ínfimo. Vomito diariamente eu próprio, em seguida engulo esfaimado meu mais novo embrião. Não tenho esperanças, alegrias, nem dores. Só angustias que não me cabem nem me saem. Sou este, ou aquele. Nem sei. Amanha talvez já não exista, e meu coração estará feliz.

Pin It
Atualizado em: Dom 21 Jun 2015
  • Nenhum comentário encontrado

Autores.com.br
Curitiba - PR
Fone: (41) 3342-5554
WhatsApp whatsapp (41) 99115-5222