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Dois velhos conhecidos encontram-se e trocam saberes sobre a vida.
- Tenho refletido sobre o esforço que precisamos fazer para nos mantermos atualizados diante de tantas mudanças que ocorrem simultaneamente.
- Especificamente, a que você se refere?
- Faço minhas compras no supermercado em dias alternados e geralmente no mesmo horário. Então, acabo encontrando os mesmos funcionários.
- E todos devem conhecer você, não? Ao menos, a maioria.
- Acredito que sim. Quando preciso de algum funcionário, eu costumo começar com um “bom dia” e emprego “por favor” e “muito obrigado”.
- E você já notou que nem todos respondem satisfatoriamente?
- Essa é a questão. De fato, alguns respondem secamente e alguns outros quase não respondem. Fiquei observando e acho que descobri uma razão.
- São os funcionários revoltados, insatisfeitos, os pressionados?
- Sim, mas descobri que muitos deles são PcD, pessoas com deficiência. E fiquei pensando em como manter o cliente informado sobre esses casos.
- É complicado. Pode gerar discriminação. Não conheço as implicações legais. Eu fui atendido por uma moça surda-muda que portava um cartaz e nós conseguimos nos comunicar satisfatoriamente.
- A minha questão é que o cliente pode pensar que está sendo mal-atendido, sem saber que o funcionário é PcD. Eu já presenciei reclamações desse tipo.
- É o que você mencionou no início: muitas atualizações que a gente não consegue incorporar. Como saber se o funcionário é autista? E em que grau?
- Estamos cercados por informações, mas a maioria é teórica e a gente acaba não sabendo como proceder. Sem mencionar o tal politicamente correto...
- Há uma grande preocupação para com os PcD, mas que não me parece estar sendo implantada adequadamente. Será que incluem ou geram mais exclusão?
- Será que o comércio se preocupa com isso, ou quer apenas custos menores?
Atualizado em: Qui 27 Ago 2026
