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Constelações Da Consciência

Direi às estrelas das minhas emoções que extravasaram e vagam pelo universo,

Direi à lua das dores de minh alma que sublimaram e orbitam em sua volta,
Direi ao sol dos meus silêncios que falaram ao seu ouvido,
Direi ao mar dos sentimentos que sufoquei e naufragaram em suas ondas,
Direi ao rio dos meus desejos que navegaram em sua correnteza,
Direi aos jardins das minhas lágrimas que regaram canteiros desabrochando flores,

Direi às cachoeiras dos meus sonhos que ganharam força em suas quedas d'água.
Direi ao vento que recolha tudo que um dia jugulei perdido
E espalhe como sementes pelos quatro cantos do universo.
Para que brotem em sabedoria e amores.
Direi que a alma não aprisiona o que ama pois o amor é livre,

Direi às tempestades que o coração conversa com a eternidade

E aprende que a ausência é apenas uma outra forma de presença.
Nas noites em que o céu parece distante escuto a música secreta do infinito,

As constelações se movem como antigos oráculos vivos,
Escrevendo em mim velhas memórias.
Sou lembrança de algo sagrado que ainda pulsa.
Sou feita de água e poeira cósmica
Navegando entre o que é visível aos olhos e o que pulsa invisível no sagrado.
Cada suspiro é uma prece muda, um desaguar, um batismo.
Aprendi que a dor não é inimiga, mas mensageira,
Ela abre portas e o espírito se despede do que já não lhe cabe,
E aprende a respirar em dimensões mais sutis onde o novo em mim desperta.
Meu coração abriga minhas versões esquecidas,
Promessas espirituais,
Reencontro com o que é eterno.
Compreendo que nada se perde no caminho da alma,

Tudo é elevado e retorna ao seu estado de luz.
Quando chegar o tempo do reencontro final comigo,
Haverá reconhecimento da Divina Presença que sempre habitou em mum.
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Atualizado em: Dom 9 Ago 2026

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