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Dança

Dois velhos conhecidos encontram-se e trocam saberes sobre a vida.
- Perto de casa há um estúdio de dança e, na sexta-feira, pela hora do almoço, acabei passando em frente e resolvi entrar para obter informações.
- Você quer participar de algum grupo de dança de salão?
- Você sabe, eu gosto de dançar. Fui ver o que ofereciam nesse estúdio. Eu pensava em algo para sacudir o esqueleto. Algum grupo com idosos.
- Estou curioso. Acabou encontrando o que você queria? Já está dançando?
- Fui atendido por uma moça simpática. Falou-me do curso de dança de salão, às noites, e jazz, aos sábados. Apresentou-se como sendo a professora. Fiquei motivado a participar do curso de jazz.
- No dia seguinte já havia aula de jazz. Você foi participar da aula?
- Foi o que ela sugeriu. Anotou meu nome e telefone e me disse que logo em seguida já me enviaria todas as informações. Deu tchau e disse “até amanhã”.
- E como foi a primeira aula? Gostou? Matriculou-se?
- Na sexta-feira, nenhum contato dela. Nem no sábado, nem no domingo.
- Mas, que displicência é essa? Quem atendeu você? Uma recepcionista?
- Não. A professora. Na noite da segunda-feira recebo mensagem dela, dizendo chamar-se Ana e ser a diretora, com quem conversei na sexta-feira. Mais nenhuma outra informação, nem o que ela me havia prometido enviar.
- Diretora? Com esse nível de atendimento? Sem uma explicação? Sem um pedido de desculpas? Se fosse uma recepcionista, estaria demitida, não?
- Fiquei com vontade de escrever exatamente isso a ela. Qualquer atendente de supermercado faria melhor que ela, como diretora. Escreve mal, a diretora.
- Como eu disse, se fosse uma recepcionista, estaria demitida, mas ela é a dona, a diretora. Acha que pode fazer o que quer.
- Como diretora desatenta e displicente que é, fará esse estúdio falir logo e porá a culpa na crise que assola o país. O que essa moça aprendeu na vida?
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Atualizado em: Dom 9 Ago 2026

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