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Julgar

Dois velhos conhecidos encontram-se e trocam saberes sobre a vida.
- Você já notou com que frequência as pessoas têm empregado o verbo julgar?
- E o pior, o verbo julgar vem sendo empregado como sinônimo de condenar.
- Bingo! Julgar é um ato comum de analisar, de avaliar. Isso nós fazemos o tempo todo, especialmente ao fazermos comparações.
- Ontem eu vi três tipos de mortadela com preços diferentes. Avaliei os três. Julguei vantagens e fiz minha escolha.
- Lê-se com frequência” estão sempre me julgando” no sentido de que alguém está sempre encontrando algo de errado nessa pessoa sob julgamento.
- Não sei quem estabeleceu essa relação em que julgar significa condenar. Ao julgar os comportamentos de alguém pode-se enaltecer essa pessoa.
- Aqui há outra confusão conceitual frequente: as pessoas trocam comportamento por atitude. Algo como “não gosto das atitudes dele”.
- Na nossa cultura temos problemas com a palavra comportamento. Parece que há um viés sempre negativo quando se fala de comportamento, como se falássemos de mau comportamento.
- Nunca vi alguém ensinar que atitude representa pensamentos, sentimentos, intenções. Portanto, atitude é uma dimensão interna da nossa personalidade.
- Perfeito! E comportamento é quando a atitude se manifesta, fica observável. Minha atitude era de esbofetear a pessoa, mas contive-me e me afastei dela.
- Simples: a intenção era de esbofetear. Se é intenção, é atitude, e é interna. Ao afastar-me da pessoa, houve um comportamento observável. É um caso claro de atitude que se manifestou como comportamento até oposto.
- Ouvi uma professora dizer que “não aguentava mais as atitudes dos seus alunos”. Como ela sabe o que se passa no interior dos alunos?
- Ela, obviamente, se referia ao comportamento dos alunos, à indisciplina, às conversas, às má-criações.
- É preocupante quando professores usam termos com significado impróprio.
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Atualizado em: Dom 5 Jul 2026

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