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Grasso: A Próxima Geração 102 – Turma da Grasso, parte 2
Gaby conversa com Stefy por telefone combinado sobre a viagem.
— Esta vai ser uma ótima viagem! — disse Gaby, animada. — Quem disse que não dá para aproveitar um feriado no meio de semana. Já comprei até o protetor solar.
Gaby sorri, balançando a cabeça.
— Vai dar tudo certo, confia em mim…
Ela se levanta da cama e começa a andar pelo quarto.
— A Sophia é a representante de turma vamos pedir pra ela resolver isso. Mas olha… toma um banho, se arruma. Eu preciso desligar agora. A gente se fala na escola.
Gaby encerra a ligação e sai do quarto apressada. Ao tentar abrir a porta do banheiro, percebe que está trancada.
— Droga…
Ela bate na porta do banheiro.
— Sai daqui — Mateus gritou.
— Mateus, eu preciso tomar banho! — ela falou, tentando manter a calma.
— Eu estou me arrumando — respondeu ele do outro lado. — E como você sabe que sou eu? Podia ser a mamãe ou o papai.
Gaby revira os olhos, sem paciência.
— Eles têm o próprio banheiro.
— Então usa o deles. Eu vou demorar.
Ela suspira fundo, já irritada.
— O que que deu em você que acordou mais cedo do que eu hoje?
— O papai me acordou cinco horas da manhã pra ajudar ele a lavar o carro.
Gaby sorri.
— Otário
Edu ri do outro lado da porta e, segundos depois, a abre lentamente.
— Eu tenho que ajudar ele se eu quiser dirigir aquele carro um dia.
Gaby sorri.
— Ainda falta quatro anos para você tirar habilitação.
Ele sai do banheiro.
— Eu sei, mais ele é meu pai, o que eu poderia fazer?
Ele se afasta e Gaby entra no banheiro.
Personagens Principais
Gaby Merino
Mateus Merino
Luiza Souza
John Doho
Stefy Prioste
Sophia Rodrigues
André Kimmich
Edu Mariano
JP Djanikian
Giovanna Kuhlmann
Rick dos Anjos
Daniel Fernandes
Edu e JP caminham juntos em direção à escola.
JP fala animado:
— Cara, é sério, temos que ir.
Edu o observa de lado, com atenção:
— Só vai a galera do oitavo ano, o que vamos fazer lá?
JP solta uma risada.
— A Giovanna, Gaby, Sophia e a Stefy vão estar lá, essa é a nossa chance.
Edu revira os olhos.
— E você acha que elas vão querer alguma coisa com a gente?
Os dois param em frente ao portão da escola, encarando o prédio.
— Cara, se quisermos ser alguém nessa escola, temos que nos enturmar com a galera popular. Eu não quero passar os próximos quatro anos sendo invisível.
Edu dá de ombros, meio irônico:
— Eu só quero terminar isso logo e seguir minha vida. Mas, se você quer tanto ir nessa prainha, eu vou com você.
Eles trocam um olhar cúmplice e entram na escola.
Gaby, Sophia e Stefy conversam. Giovanna se aproxima.
— Sério, essa viagem será muito legal — comentou Sophia.
Stefy solta uma risadinha.
— Sim, e a prainha vai estar lotada, por isso devemos ficar juntas o tempo todo.
Gaby olha para as amigas.
— É tão bom que os pais de vocês deixam vocês saírem assim. Lá em São Paulo, meus pais deixavam eu sair, mas eu não tinha com quem sair, já que os pais das minhas amigas não deixavam elas saírem.
Stefy olha para Gaby.
— Mas você tem sorte, seus pais são super de boa.
De repente, uma voz conhecida surge atrás delas.
— Oi, meninas. Finalmente encontrei vocês. Como estão?
As três se viram ao mesmo tempo.
— Giovanna? — Sophia perguntou, surpresa.
Giovanna se aproxima mais.
— O que vocês vão fazer no feriado? Alguma coisa em especial?
Um garoto que passava não tira os olhos de Giovanna, acaba trombando nos armários e faz um barulho alto. Giovanna apenas lança um olhar rápido e ignora, claramente acostumada à atenção.
— Eu vou para a prainha em Epitácio.
— A gente também vai — Sophia falou.
Giovanna inclina a cabeça.
— Ótimo, mas, querida, vê se escolhe roupas mais bonitas, porque da última vez que te vi lá...
Ela se afasta pelo corredor. Assim que Giovanna some de vista, Sophia olha para Stefy que faz uma careta exagerada de nojo.
Mateus estava no armário, organizando algumas coisas, quando Rick se aproxima.
— E aí, cara, beleza?
Mateus olha rápido por cima do ombro, meio distraído.
— Beleza.
Rick encosta ao lado dele, apoiando o ombro no armário.
— Uns amigos meus talvez vão com a gente pra Epitácio.
Mateus termina de guardar as coisas e fecha o armário com um leve estalo. Ele já começa a andar pelo corredor, e Rick acompanha.
— Ah, tranquilo. Mas não esquece: o ônibus sai da rodoviária às 7h50. — Ele olha de lado pra Rick. — A gente precisa sair de casa às 6h30.
Rick faz uma careta leve, como se estivesse calculando o horário.
— Nossa, cedo assim?
Mateus solta um riso curto, meio desacreditado.
— É sério, cara. Se você não chegar, vai ficar pra trás.
Rick dá um passo mais rápido e coloca a mão no ombro dele, puxando de leve.
— Relaxa, eu vou estar lá.
Mateus arqueia a sobrancelha, ainda meio desconfiado, mas acaba concordando com um aceno.
— Eu espero.
Edu e JP entram na sala de Informática e Mídia Digitail.
— Oi, meninas — disse Edu, acenando de leve.
— Oi — respondeu Luiza, sorrindo.
— Oi — completou Manu, mais contida.
JP se aproxima.
— Ei, meninas, vamos para a prainha de Epitácio neste feriado?
Manu balança a cabeça.
— Nem sonhando, meu pai nunca deixaria.
Eles olham para Luiza.
— Sem a Luiza eu não vou — Manu respondeu.
O sinal toca, e o professor Kimmich chega apressado pelo corredor.
— Oi, pessoal! Desculpem o atraso — disse, ofegante.
— Muito bem, em seus lugares.
A turma começa a se sentar, cadeiras arrastando pelo chão.
— Vamos começar a aula de hoje.
O professor Kimmich como é conhecido pelos alunos, deixa suas coisas na mesa.
— Liguem seus computadores primeiro, depois eu vou explicar a próxima tarefa de vocês.
André passa entre as mesas e para ao lado de JP. Sem dizer nada, tira o boné da cabeça dele e o coloca sobre a mesa. JP suspira.
Mais tarde, Mateus vai até a sala do Juliu’s. Luiza o vê e vai falar com ele.
— Oi, você é o novo redator do Juliu’s, né?
Mateus olha para ela e sorri de leve.
— Sou, sim. Escrevo sobre esportes e outras coisas que precisarem.
Luiza mantém o sorriso, claramente interessada.
— Legal… eu andei lendo seus últimos artigos. Você escreve bem.
Mateus se anima, meio surpreso.
— Sério? Obrigado. — Ele dá um sorriso rápido. — Eu me chamo Mateus Merino.
Luiza solta um pequeno riso.
— Eu sei. Eu me chamo Luiza Souza.
Mateus levanta uma sobrancelha, curioso.
— Luiza Souza? Eu li seus artigos também… são ótimos, na verdade. — Ele hesita um pouco, como se estivesse escolhendo as palavras. — Aquele sobre a proteção dos animais foi o meu favorito.
Luiza parece surpresa, mas contente.
— Sério?
— Sério. — Ele dá um sorriso. — Eu adoro animais… sou até vegetariano.
Luiza sorri.
Luiza sorri.
— Eu também sou. Até a minha mãe é.
Mateus se anima ainda mais.
— Ah, então é igual lá em casa. Meus pais também são vegetarianos. Eles deixaram a Gaby e eu escolhermos se queríamos ser ou não.
Luiza balança a cabeça, concordando.
— Foi a mesma coisa com a minha mãe. Ela explicou por que era vegetariana e por que não comia carne, mas sempre deixou aberto pra eu escolher o que queria. — Ela dá um sorriso de canto. — Bom… eu fiz a minha escolha.
Mateus olha para ela por um segundo a mais do que o normal.
— E foi a melhor escolha.
Luiza sustenta o olhar, sorrindo.
— Com certeza.
Na hora da saída, após a aula, os alunos começam a sair das salas. A voz de Daniel Fernandes ecoa pelos alto-falantes da escola:
— Estou passando para lembrá-los de que amanhã é feriado e, portanto, não teremos aula. A escola estará fechada.
Gaby, Sophia e Stefy saem da escola.
Sophia fala:
— Vamos sair de casa bem cedinho, meninas. Às 7h já temos que estar na estrada, pra aproveitar. A mãe do John vai passar às 6h30 em casa, depois a gente pega você, Stefy, e depois você, Gaby.
Stefy faz uma careta.
— 6h30 é muito cedo, Sophia.
— Eu sei, Stefy, mas vai valer a pena. O dia vai ser ótimo.
Stefy suspira.
— Eu vou é dormir o dia todo lá.
Sophia sorri.
— 6h30 tá ótimo. A gente tem que aproveitar cada segundo.
As três continuam andando.
JP e Edu caminham na calçada.
JP está bem animado
— Amanhã o dia vai ser ótimo.
Edu olha para ele.
— Eu queria ter metade da sua animação.
— É tudo uma questão de saber aproveitar a vida.
Edu olha confuso.
— O que você está falando?
JP sorri.
— Cara você vai me agradecer depois pelo dia maravilhoso que teremos.
Gaby chega em casa, Raquel vem falar com ela.
— Querida, está tudo pronto para amanhã?
— Tudo não, faltam algumas coisas. Vou terminar de arrumar agora e depois tenho que ir na Sophia ajudar ela com umas coisas.
— Está bem, mas antes você quer comer alguma coisa?
— Tem aquelas rosquinhas de coco ainda?
— Sim, eu quero.
Raquel sorri.
vou pegar para você.
Raquel sorri.
vou pegar para você.
Enquanto Raquel pega o pacote, Gaby senta na mesa.
— Mamãe, a vovó e o vovô eram iguais a você e ao papai, tipo na criação dos filhos?
Raquel olha, confusa.
— Ah, em que sentido você está falando?
— Tipo se vocês quisessem pintar o cabelo ou colocar piercing no nariz, por exemplo.
Raquel dá um sorriso.
— Bem, eu e a sua tia vivíamos pintando o cabelo com papel crepom ou tintas baratas, eles não falavam nada. Agora, sobre piercing no nariz, eu acho que eles não deixariam.
Raquel entrega um potinho com rosquinhas para Gaby.
— Você está querendo colocar um piercing no nariz?
Gaby olha para a mãe.
— Não, pelo menos não agora. Não sei se estou pronta pra isso ainda, mas quem sabe um dia.
Raquel sorri.
— E como foi a escola hoje?
Gaby se levanta.
— Foi ótima, mamãe. Agora vou lavar a mão para comer essas rosquinhas.
Rick e Mateus chegam a uma pista de skate onde os amigos de Rick estão. Rick já chega cumprimentando os amigos.
— E aí, pessoal?
Eles cumprimentam de volta com toques de mão. Rick olha para Mateus.
— Esse é o Mateus. Ele acabou de se mudar de São Paulo. Mateus, esses são Lucas, Enrique e a Bruna.
Eles se cumprimentam com apertos de mão.
Bruna olha para Mateus, mascando um chiclete, com um sorriso.
— Eu aqui querendo sair dessa cidade pra ir pra São Paulo… e você sai de lá pra vir pra cá.
Mateus solta um riso de leve.
— Pois é, né? As coisas são assim: uns vão, outros vêm.
Bruna continua olhando pra ele por alguns segundos, como se estivesse tentando entender.
Rick olha para os três.
— E aí, vocês vão mesmo pro Figueiral amanhã?
Lucas responde na hora, animado.
— Com certeza, cara. Óbvio que a gente vai.
— Fechou então. — Rick dá um leve sorriso. — Vamos dar uma volta hoje à noite, mostrar a cidade pro Mateus.
Lucas dá um riso curto e balança a cabeça.
— Não tem muito o que mostrar na verdade.
Enrique entra na conversa, meio indignado.
— Ser menor de idade é um saco, né? A gente tem que ir pra onde nossos pais mandam. Sair de São Paulo pra vir parar numa cidade dessas…
Mateus olha pra ele, sem se abalar.
— Qual é… Prudente não é tão ruim assim.
Lucas coloca a mão no ombro de Mateus, já entrando na provocação.
— Fala a verdade: se você pudesse escolher, ficava aqui ou voltava pra lá?
Mateus nem pensa muito.
— Lá, com certeza. — Ele dá de ombros. — Mas o que eu estou dizendo é que aqui também tem coisa boa.
Lucas olha ao redor e aponta com o queixo pra pista de skate.
— Tem. Essa pista… e olhe lá.
Rick solta um riso baixo.
— Para de reclamar e anda logo. Vamos mostrar a cidade pro paulistano aí.
O grupo começa a andar. Enrique olha de lado pra Mateus, já puxando outro assunto.
— E aí, Mateus… que time você torce?
— Santos.
Todo mundo para e olha pra ele ao mesmo tempo.
Mateus levanta as mãos, já prevendo a reação.
— O quê? Meu vô é santista.
Enrique dá um riso debochado.
— Ah, claro. Todo adolescente santista manda essa.
Lucas entra na zoeira.
— “Meu vô é santista”, clássico.
Enrique continua, rindo.
— Na real, eu nunca conheci um santista da nossa idade.
Mateus balança a cabeça, sorrindo de lado.
— Agora conhece.
Rick observa a cena, divertido, enquanto o grupo continua andando.
Enquanto isso, na casa de Sophia, ela está falando:
— Eu propus ao conselho que tivéssemos um baile noturno apenas para alunos do Ensino Fundamental. E eles aceitaram.
As três dão pulinhos animados.
— Você é a melhor representante de classe, Sophia — Stefy falou.
Sophia sorri.
— Obrigada.
Gaby olha para Sophia.
— Se um dia você se candidatar a presidente do Grêmio Estudantil, eu vou votar em você.
Sophia sorri com a ideia.
Stefy olha para Gaby.
— Na sua antiga escola tinha essas coisas de conselho estudantil, Gaby?
— Tinha, mas era diferente. Os alunos criavam chapas, com presidente, vice, secretários, tesoureiros e outros cargos. As chapas faziam suas campanhas, os alunos votavam, e a chapa campeã assumia o Grêmio.
Stefy senta na cama.
— Bem diferente mesmo.
Gaby olha pra ela.
— Sim, mas eu prefiro o jeito da Grasso. Sei lá, acho mais democrático você votar em seus candidatos para cada cargo separado.
O grupo anda pela rua, conversando. Rick e Lucas vão na frente, zoando alguma coisa. Enrique mexe no celular de vez em quando.
Mateus acaba ficando mais ao lado de Bruna.
— Então… São Paulo é tudo isso mesmo ou o pessoal exagera?
Mateus sorri
— Depende. Tem muita coisa legal… mas também é meio caótico.
— Caótico eu imagino. — Bruna mastiga o chiclete. — Aqui não acontece nada.
Mateus olha ao redor, meio pensativo.
— É… mas aqui parece mais tranquilo.
Bruna olha pra ele de lado.
— Tranquilo ou parado?
Mateus ri de leve.
— Tá, um pouco parado.
Ela solta um riso curto.
— Sabia.
Eles continuam andando lado a lado, já mais à vontade.
Lucas olha pra trás.
— E aí, paulistano, tá curtindo o tour incrível?
Mateus entra na brincadeira.
— Nossa, emocionante. Nunca vi tanta rua… e… outra rua.
Rick ri.
— Daqui a pouco melhora.
Enrique levanta o olhar do celular.
— Spoiler: não melhora.
Bruna balança a cabeça, sorrindo.
— Ignora eles.
O grupo diminui o ritmo por causa de um cruzamento. Mateus e Bruna ficam um pouco mais afastados dos outros.
— Você veio por causa do trabalho dos seus pais? — Bruna perguntou
— Foi. Eles quiseram mudar de rotina e tal.
— E você?
Mateus dá de ombros.
— Não tive muita escolha.
Bruna faz uma expressão de “é, normal”.
— Ninguém nunca tem.
Silêncio curto, mas confortável.
— Você sente falta de lá? — ela perguntou.
Mateus pensa um pouco.
— Um pouco. Mas… — ele olha pra frente — acho que dá pra acostumar.
Bruna observa ele por um segundo.
— Ou não.
Ele ri de leve.
— Ou não.
Lucas para de andar de repente e se vira pro grupo.
— Tá, chega de andar sem rumo. Vamos lá pra casa?
Rick concorda na hora.
— Boa.
Enrique guarda o celular.
— Tem o quê pra fazer lá?
Lucas dá um sorriso de canto.
— Nada… mas é melhor do que ficar andando.
Bruna olha para Lucas.
— Eu topo.
Mateus olha em volta, depois volta o olhar pro grupo.
— Pra mim, tanto faz.
Rick bate de leve no ombro dele.
— Então vamos.
O grupo volta a andar, agora mais junto.
Lucas puxa a liderança, andando mais rápido.
Bruna anda ao lado de Mateus de novo.
— Relaxa, a casa dele é tipo o ponto de encontro.
— Já deu pra perceber — Mateus respondeu.
Ela sorri de leve.
— Você vai acostumar.
Mateus olha pra ela por um instante.
— É… acho que vou.
Depois de um tempo, eles chegam na casa de Lucas.
Enrique já se joga no sofá.
— Vamos pedir pizza, tô morrendo de fome.
Lucas abre um armário.
— Sim, mas tenho outra coisa aqui também. — Ele pega uma garrafa de vodca. — Vamos encher a cara, galera.
Mateus olha sério para Rick.
— Na verdade, eu tenho que ir embora. Preciso descansar pra acordar cedo amanhã.
Rick olha para ele.
— Que isso, cara? Fica aí com a gente.
— Não dá, cara. Foi mal.
Bruna se levanta e vai até ele.
— Mateus, não vai, por favor. Eu tô te pedindo.
Ele olha para ela.
— Desculpa, Bruna. Não vai dar.
Ele sai.
Rick vai atrás.
— Vou abrir o portão pra ele.
Do lado de fora da casa, Rick conversa com Mateus.
— Cara, é por causa da bebida? Você não precisa beber se não quiser, ninguém vai te forçar.
— Não, cara, não dá. Eu não posso ficar. Amanhã a gente conversa, beleza?
Rick abre o portão.
— Você vai de ônibus?
— Não, vou chamar um Uber.
Na manhã seguinte, Gaby está na frente de casa. Sophia, Stefy, John e a mãe dele chegam. Gaby olha para Raquel.
— Tchau, mamãe.
— Tchau, querida, me mande mensagem quando chegar lá.
Gaby entra no carro.
— Oi, gente, bom dia.
John olha para trás.
— Gaby, sua mãe é professora na escola, não é?
Gaby revira os olhos.
— Eu vi ela lá, os meninos gostam muito dela.
Sophia levanta a cabeça na hora.
— John!
Stefy e Gaby se olham e dão risadas.
John olha para Sophia.
— O que foi? Os alunos gostam dela porque ela é legal.
Assim, a viagem continua.
Mateus e Rick estão na rodoviária. Eles encontram Lucas, Enrique e Bruna.
— Vocês vão de ônibus comigo e com o Mateus?
— Não, meu irmão vai levar a gente. Ele vai passar aqui — Lucas respondeu.
Mateus olha direto para Bruna, esperando a resposta.
— Você vai com a gente ou com eles?
Ela olha para Mateus, hesita por um instante.
— É...
— Ela vai comigo e com o Enrique — Lucas a interrompe.
Bruna desvia o olhar, claramente sem terminar a frase.
Rick franze a testa e entra na conversa.
— Ela que tem que escolher.
Bruna olha para Rick, depois volta o olhar para Mateus por um segundo… e suspira de leve.
— Não, tudo bem. Vou com o Lucas e o Enrique.
Mateus segura o olhar nela por mais um momento, como se fosse dizer algo, mas não diz.
— Beleza, eu e o Mateus já vamos esperar o ônibus. Nos vemos lá.
Mateus e Rick saem. Mateus olha para Rick, ainda meio confuso.
— Que estranho… ela parecia querer ir com a gente.
Rick dá de ombros.
— Relaxa, esses três só andam juntos, cara.
Mateus olha para Bruna mais uma vez antes de entrar. Ela também olha de volta, mas logo desvia.
Mateus segue, ainda com uma expressão preocupada.
Mais tarde, JP e Edu andam pela prainha, eles vem John sentado em uma cadeira e vão encher o saco dele.
JP chega com um sorriso.
— E aí John, está um belo dia não é?
John olha para ele e revira os olhos.
— Cara está frio e nublado.
JP olha para o céu.
— É verdade. Fez sol e calor a semana toda, justo hoje esfria.
Gaby, Stefy e Sophia estão próximas conversando. Stefy vê JP e Edu conversando com John.
— Olha lá Sophi aqueles nerds conversando com o John.
Sophia e Gaby olham.
Gaby sorri.
— Olha a cara do John.
— Ele está irritado — Sophia respondeu.
As três dão risadas.
Sophia olha para os lados.
— Mais isso aqui tá muito chato, não tem ninguém aqui.
— É por causa do clima, mas eu vi no meu aplicativo de tempo que a tarde vai fazer sol — disse Stefy.
Gaby olha para ela.
— Tomara.
Sophia da um sorrisinho, já que isso está chato, vamos jogar um jogo de perguntas e respostas?
Gaby olha confusa.
— Como é isso?
Sophia olha para ela.
— É assim. Eu faço uma pergunta para a Stefy, ela responde, depois ela faz uma pergunta pra você e você responde. É tipo uma verdade ou desafio, mas sem o desafio.
— Legal eu topo — disse Gaby.
Stefy responde.
— Eu também.
Mateus anda pela orla, ao longe, vê Lucas e Enrique rindo de alguma coisa. Bruna está com eles, meio desequilibrada, rindo alto demais.
Mateus franze a testa e se aproxima.
— O que tá acontecendo?
Lucas dá um riso, meio sem se importar.
— Relaxa, ela só bebeu um pouco.
Bruna se vira pra Mateus, com um sorriso torto.
— “Um pouco”... — ela ri sozinha. — Você tinha que ver sua cara agora.
Mateus olha sério pra ela, claramente preocupado.
— Bruna, você tá bem?
Ela dá um passo meio torto, tentando se equilibrar.
— Tô ótima.
Enrique segura o riso.
— Tá mesmo.
Mateus ignora e continua olhando pra ela.
— Você não devia ter bebido tanto.
Bruna revira os olhos, incomodada.
— Ai, para, Mateus… deixa de ser chato.
Ele mantém o tom calmo, mas firme.
— Eu só tô falando porque...
Ela interrompe, um pouco mais irritada.
— Você não é meu pai, tá? Eu sei me cuidar.
Silêncio curto. Lucas e Enrique trocam um olhar, percebendo o clima.
Mateus respira fundo, segurando a reação.
— Tá bom. — Ele dá um passo pra trás. — Só… se cuida, então.
Bruna cruza os braços, ainda meio irritada, mas sem encarar ele direito.
Mateus olha mais uma vez, hesita por um segundo.
— A gente se vê mais tarde.
Ele se vira e começa a se afastar.
Bruna observa ele ir, o sorriso já menor, mas não diz nada.
Stefy pergunta para Gaby:
— Você tem algum crush na escola?
Gaby dá um sorrisinho de lado.
— Não, acabei de chegar e não conheço quase ninguém. Mas, se você me fizer essa pergunta daqui a um mês, a resposta pode ser outra.
Stefy ergue as sobrancelhas.
— Olha ela…
As três riem. Gaby olha para Sophia.
— Minha vez de perguntar pra você. — Ela pensa um pouco, fingindo seriedade. — O John foi seu primeiro beijo?
Sophia balança a cabeça, sorrindo de leve.
— Sim, foi.
Stefy já reage na hora.
— Que fofos…
Sophia revira os olhos, rindo.
— Beleza, agora é a sua vez, Gaby. Eu pergunto pra você, mas, como é a volta, eu posso perguntar duas vezes.
Gaby estreita os olhos, desconfiada.
— Você não tinha falado dessa regra antes.
Sophia dá de ombros, com um sorrisinho.
— Eu tinha esquecido, mas ela existe.
Stefy cruza os braços, entrando na brincadeira.
— Fonte: vozes da cabeça da Sophia.
Gaby ri e revira os olhos.
— Tá bom, então vamos lá.
Sophia se ajeita, animada.
— Primeira pergunta…
Ela faz suspense de propósito.
— Você já beijou na boca?
Gaby segura o riso.
— Sim.
Stefy arregala os olhos.
— Direta assim?
Sophia nem perde tempo.
— Quantas vezes?
Gaby dá de ombros, tranquila.
— Três meninos, da minha antiga escola.
Stefy coloca a mão no peito, fingindo choque.
— Três? Ela mal chegou e já tá ganhando da gente.
Sophia ri.
— Respeita a experiência da garota.
Gaby ri, um pouco sem graça, mas entrando no clima.
Sophia cruza as pernas, já pensando na próxima.
— Tá, minha vez de novo.
Stefy aponta o dedo pra ela.
— Olha lá, abusando da regra inventada.
Sophia ignora, focada.
— Você já gostou de alguém de verdade? Tipo… não só achar bonito.
Gaby hesita por um segundo, o sorriso diminuindo um pouco.
— Já.
Stefy se inclina pra frente, curiosa.
— E?
Gaby dá de ombros, tentando parecer tranquila.
— Não deu em nada.
Sophia observa ela por um instante, percebendo que tem mais coisa ali, mas não pressiona.
— Justo.
Stefy bate palmas de leve.
— Agora é a minha vez!
Ela olha entre as duas, pensando.
— Sophia… você já pensou em terminar com o John?
Sophia se engasga levemente com o ar.
— Stefy!
Gaby abre um sorriso, surpresa.
— Nossa, do nada!
Stefy levanta as mãos, se defendendo.
— Ué, é pergunta!
Sophia respira fundo, meio sem graça.
— Não, estamos muito bem.
Gaby segura o riso.
Sophia acaba rindo também.
As três riem juntas.
Sophia joga um pouco de areia na direção a Stefy.
Stefy ri.
— Aí, agressiva!
Gaby ri junto, já bem mais à vontade.
— Tá, agora é minha vez.
Ela olha pras duas, pensando.
— Stefy… você já deixou de fazer alguma coisa por vergonha?
Stefy trava por um segundo, pega de surpresa.
— Já.
O clima dá uma leve mudada.
Gaby fala mais suave.
— Tipo o quê?
Stefy olha pra areia, mexendo com a mão.
— Ah… várias coisas. — Ela dá um sorrisinho sem graça. — Às vezes eu acho que todo mundo tá me julgando, aí eu desisto.
Sophia encosta de leve no ombro dela.
— Ninguém tá te julgando.
Stefy dá de ombros.
— Eu sei… mas parece.
Gaby olha pra ela com atenção.
— Eu também me sinto assim às vezes.
Stefy levanta o olhar, surpresa.
— Sério?
— Sério.
Sophia sorri de leve.
— Então pronto, três inseguras oficiais.
Stefy ri.
— Perfeito.
Gaby ri junto.
— Melhor impossível.
Um silêncio confortável se forma por alguns segundos.
Stefy quebra o clima, animada de novo.
— Tá, próxima pergunta!
As três se aproximam mais, já totalmente envolvidas na brincadeira.
E o jogo continua, agora entre risadas, provocações e confissões cada vez mais sinceras.
Mais tarde, as três observam o rio Paraná.
— Esse rio é grande, não dá nem pra ver o outro lado — disse Gaby, olhando a água.
— É bonito, né? — comenta Stefy, sentando na areia.
Sophia concorda com um aceno, mas logo percebe alguém se aproximando.
Giovanna aparece.
— Até que enfim achei vocês.
Sophia abre um sorriso claramente sarcástico.
— Giovanna… que bom te ver.
Giovanna ignora o tom e se senta entre Sophia e Stefy, ocupando espaço como se fosse natural estar ali.
— Meninas, já arrumaram algum gatinho?
Stefy solta um riso curto.
— Não viemos aqui pra arrumar gatinhos, Giovanna.
— E eu tenho namorado — disse Sophia, firme.
Giovanna inclina a cabeça, com um sorrisinho.
— Ah, é… o John. — Ela dá de ombros. — Esqueci.
Sophia mantém o sorriso, mas o olhar endurece um pouco.
Giovanna então vira o olhar para Gaby, analisando.
— E você, Gaby?
Gaby desvia o olhar para o rio, tranquila.
— Eu também não vim aqui pra isso.
Giovanna continua olhando pra ela por alguns segundos, como se estivesse avaliando a resposta.
— Entendi… — disse, arrastando levemente a palavra. — Chegou agora e já tá bem enturmada, né?
Um pequeno silêncio se forma.
Stefy cruza os braços.
— Qual é o problema?
Giovanna ergue as sobrancelhas, fingindo inocência.
— Nenhum. Só tô comentando.
Sophia se inclina um pouco pra frente, encarando.
Giovanna sustenta o olhar por um segundo… depois sorri de novo, como se nada tivesse acontecido.
— Meninas, vocês estão com fome? Conheço um restaurante muito bom aqui perto.
Gaby troca um olhar rápido com Sophia e Stefy, percebendo o clima.
A tensão fica no ar, mesmo com a mudança de assunto.
Depois de um tempo, Mateus anda pela prainha e encontra Gaby.
— Cadê as meninas?
— Foram almoçar — disse Gaby. — A Giovanna conhece um restaurante aqui perto.
Mateus se senta ao lado da irmã, apoiando os braços nos joelhos.
— E por que você não foi com elas?
— Porque nós dois combinamos de almoçar juntos, lembra?
— Sim, me lembro bem, mas não estou com fome agora.
— Nem eu. Vamos deixar pra ir mais tarde.
Os dois ficam em silêncio por alguns segundos, só observando o movimento da água.
De repente, Gaby estreita os olhos, encarando o rio.
— Quem é que nada num tempo desses?
Mateus olha na mesma direção, tentando entender. No começo, parece só alguém boiando… mas então ele reconhece.
— É a Bruna.
O tom muda na hora.
Sem pensar duas vezes, Mateus se levanta bruscamente. Ele sai correndo pela areia, o coração acelerando. Tira a camiseta no caminho e entra no rio sem hesitar.
— Mateus! — Gaby levanta na mesma hora, nervosa, acompanhando com o olhar.
Mateus nada rápido, forçando o corpo, até alcançar Bruna.
— Bruna! — ele tenta, segurando o rosto dela. — Bruna, acorda!
Nada.
Ela está mole, completamente desacordada.
Mateus a pega com dificuldade e começa a nadar de volta, lutando contra a corrente.
Na margem, Gaby anda de um lado pro outro, aflita.
Quando finalmente chegam perto, Gaby corre até eles e ajuda a puxar Bruna pra fora da água.
— Cuidado!
Os dois a deitam na areia.
A tensão toma conta do momento.
Um pouco mais tarde, Mateus vai enfurecido até Lucas e Enrique.
— Qual é o problema de vocês dois? Como vocês podem deixar a Bruna entrar no rio do jeito que ela estava?
Lucas vai em direção a Mateus.
— Cara, eu nem sei do que você está falando.
Mateus encara, o maxilar travado.
— Ela está bem agora, está indo para o hospital, mas vocês não poderiam ter deixado ela sozinha na situação em que ela estava.
Lucas solta um riso curto.
— Não somos babá dela, ela que se vire.
Por um segundo, Mateus só encara… tentando se segurar.
Não consegue.
Ele avança e acerta um soco em Lucas, que cai no chão com tudo.
Enrique parte pra cima.
— Você tá maluco?!
Ele tenta acertar um soco em Mateus, mas Mateus desvia e o segura pela camisa, empurrando com força.
Os dois começam a se empurrar, a tensão explodindo de vez.
— Vocês podiam ter matado ela! — Mateus gritou, fora de si.
Rick aparece correndo.
— Ei! Ei, gente, parem com isso!
Ele entra no meio e separa os dois à força, empurrando Mateus pra trás.
— Chega!
Respiração pesada dos três lados.
— O que aconteceu? — Rick perguntou, olhando de um pro outro. — Por que vocês estão brigando?
Mateus aponta, ainda tremendo de raiva.
— Esses idiotas deixaram a Bruna sozinha. Ela estava bêbada e entrou na água. Eu tive que tirar ela de lá.
O rosto de Rick muda na hora.
— Ela tá bem?
— Tá indo pro hospital.
O silêncio pesa por um segundo.
Rick vira lentamente para Lucas e Enrique.
— Vocês são dois idiotas.
Lucas limpa a boca, irritado.
— Qual é? Vai ficar do lado desse cara?
Rick não responde na hora.
Ele olha pra Lucas… sério… mais sério do que o normal.
A mandíbula tensiona.
O olhar escurece.
Ele desvia o olhar e vê o skate de Lucas jogado no chão.
Sem dizer nada, Rick anda até ele.
Rick pega o skate… pisa com força e o quebra.
— Você tá louco?! — Lucas gritou, incrédulo.
Rick vira de costas e sai em silêncio.
Mateus ainda encara os dois por um segundo… depois segue Rick.
Os dois se afastam, deixando um clima pesado pra trás.
Em seguida, Mateus e Rick conversam na beira do rio.
— Ela vai ficar bem, foi levada ao hospital — disse Mateus, ainda olhando fixo pro rio. — Por que você anda com esses caras?
Rick demora um pouco pra responder. Ele passa a mão no cabelo, claramente incomodado.
— Eles pareciam ser legais… — ele falou, mais baixo. — Mas agora eu sei como eles são de verdade.
Mateus cruza os braços, ainda sério.
— Você não viu o estado dela?
Rick aperta a mandíbula.
Um silêncio pesado se instala.
— Eu devia ter percebido antes…
Mateus olha de lado, percebendo o peso na voz dele.
— A culpa não foi sua.
Os dois ficam em silêncio por alguns segundos, Mateus se levanta.
— Eu não tenho mais clima pra ficar aqui — ele falou. — Eu e a Gaby estamos indo embora.
Rick concorda com a cabeça, ainda olhando pro chão.
— É… eu também. Não quero ficar aqui e ter que olhar pra cara daqueles dois.
Ele levanta o olhar por um instante.
Os dois ficam em silêncio por mais um momento… antes de se afastarem dali.
No dia seguinte, Gaby e Mateus chegam à escola. Vários alunos começam a cumprimentá-los. Os dois se olham, confusos. Luiza se aproxima.
— Como vão os dois heróis da Grasso?
Eles olham para ela.
— Do que você está falando? — perguntou Gaby.
— Vocês salvaram aquela garota ontem, são heróis.
Mateus olha confuso.
— Como todos ficaram sabendo?
Luiza sorri.
— As notícias correm rápido na Grasso.
Mateus e Gaby trocam um olhar e acabam sorrindo, ainda sem entender direito.
Luiza se despede e sai. Mateus olha para o lado e vê Bruna, parada um pouco afastada, meio sem jeito.
Ele encara por um segundo… depois olha para Gaby.
— Eu já volto.
Gaby apenas observa, curiosa.
Mateus se aproxima devagar.
— Bruna? Você está bem?
Ela levanta o olhar. Os olhos estão levemente vermelhos, como se tivesse chorado há pouco.
— Sim — ela respondeu, com a voz mais baixa. — Eu… só vim te agradecer.
Mateus mantém o olhar nela, atento.
— Sabe… — ela continua, engolindo seco — se não fosse por você, eu nem estaria aqui.
Mateus respira fundo, mais sério.
— O que importa é que você está bem agora.
Bruna dá um pequeno aceno, mas o sorriso não se sustenta por muito tempo.
— Sim… graças a você. — Ela desvia o olhar por um instante, claramente mexida. — Sabe… está sendo muito difícil pra mim.
Mateus não interrompe.
— Meus pais estão se divorciando… — a voz dela falha um pouco — e nenhum deles quer ficar comigo.
O silêncio pesa entre os dois.
— Minha antiga escola é muito violenta… eu estou há meses sem ir. — Ela respira fundo, tentando se recompor. — O Lucas e o Enrique eram os únicos amigos que eu tinha… por isso eu acabava ficando com eles… mesmo quando…
Ela não termina a frase.
Mateus abaixa um pouco a cabeça, entendendo mais do que ela diz.
— Você não merece passar por isso.
Ela olha pra ele, surpresa com a firmeza.
— Você é uma pessoa que merece amizades melhores — ele continua. — E eu estou aqui pra isso. E você precisa voltar a estudar.
Bruna solta um pequeno sorriso, dessa vez mais sincero, mas ainda frágil.
— Eu sei… mas é difícil recomeçar.
Mateus concorda com a cabeça.
— Eu entendo. Mas você não precisa fazer isso sozinha.
Ela respira fundo, como se estivesse tomando coragem.
— Eu penso em voltar pra escola… uma escola melhor… fazer amizades… terminar meus estudos.
Mateus sorri de leve.
— Então já é um começo.
Ele pega o celular.
— Vou te passar meu número e o da minha irmã. Sempre que você quiser conversar, pode chamar a gente.
Bruna segura o celular com as duas mãos, como se aquilo significasse mais do que só um contato.
— Obrigada… de verdade.
Mateus sustenta o olhar, sincero.
— Eu espero que as coisas melhorem pra você, Bruna. Você merece isso.
Ela concorda com a cabeça, os olhos brilhando.
Pela primeira vez, parece que ela acredita nisso.
Sinopse do Próximo Capítulo - A Estratégia do Caos
Mateus começa a trabalhar no Luca’s, ele conhece Will e os dois se tornam amigos, Mateus ajuda Will com um problema familiar. A nova amiga de Gaby tem um problema, no qual Gaby se vê envolvida.
Atualizado em: Ter 7 Jul 2026
