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Educação e sentido: a localização do ser humano na era das transformações tecnológicas

Educação e sentido: a localização do ser humano na era das transformações tecnológicas

Rogério Duarte Fernandes dos Passos

O presente texto, na forma de uma condensação de um trabalho principal, propõe uma reflexão sobre a educação como instância fundamental de localização existencial e social do ser humano no presente e no futuro, diante das profundas transformações históricas e tecnológicas que moldaram a sociedade, especialmente a partir das revoluções agrícola, científica e industrial.

Partindo de uma abordagem teórico-dedutiva, o autor analisa como o desenvolvimento das forças produtivas – desde o período neolítico até a chamada Quarta Revolução Industrial – não apenas alterou os sistemas econômicos, mas também redefiniu as formas de vida, trabalho e identidade humana. Esse processo culmina em um cenário contemporâneo marcado pela aceleração tecnológica, pela expansão da inteligência artificial e por um aparente paradoxo: ao mesmo tempo em que amplia possibilidades, ameaça deslocar o ser humano de seu papel produtivo e existencial.

Nesse contexto, emerge uma crise não apenas material, mas também de sentido, na qual o excesso de informação, bens e tecnologias convive com a possibilidade de ociosidade, perda de protagonismo e desorientação existencial. A reflexão sobre um futuro em que o trabalho pode se tornar opcional reforça a necessidade de repensar o papel da educação.

Diante desse quadro, o texto defende que a educação – inclusive a profissional – deve assumir a função de instância orientadora da existência, estruturando currículos flexíveis, atualizados e humanistas, capazes de articular competências técnicas com formação ética, crítica e integral. Destaca-se a importância de metodologias ativas, do aprendizado contínuo e da capacidade de adaptação, sem desconsiderar o valor das abordagens pedagógicas tradicionais.
A proposta central é que a educação contribua para formar indivíduos capazes de: 1) Compreender e atuar no mundo contemporâneo; 2) Atribuir sentido à própria existência; 3) Desenvolver autonomia, resiliência e responsabilidade social, e; 4) Reconhecer dimensões não apenas materiais, mas também humanas e espirituais da vida.

Nas considerações finais, sustenta-se que o verdadeiro desafio não é apenas tecnológico, mas existencial: evitar que o avanço das ferramentas reduza o ser humano à irrelevância. A educação, nesse sentido, deve funcionar como espaço de reconstrução do sentido da vida, promovendo valores como solidariedade, cooperação e dignidade.

Conclui-se que a superação das crises contemporâneas passa por uma reorientação da própria ideia de progresso, deslocando o foco do material para o progresso moral e humano, no qual a educação se torna instrumento essencial para a realização plena do indivíduo e da coletividade.

Para maiores detalhes – e o desenvolvimento completo dos argumentos –, os interessados poderão consultar o capítulo “Educação enquanto instância de localização do ser humano no presente e no futuro”, produzido pelo professor Rogério Duarte Fernandes dos Passos, e contido no volume 2, edição 8, deste ano de 2026, da obra “Formação de professores (diálogos, experiências e desafios): entre caminhos, desafios e possibilidades”, organizada pelo professor doutor Cléber Bianchessi, publicada em 104 páginas pela Editora Bagai, de Curitiba, Paraná – e disponibilizada na rede mundial de computadores (Internet), como “e-book” no endereço eletrônico <https://is.gd/cNnQ9Y> –, em que ao lado de outros autores, se reflete sobre as perspectivas e desafios da educação contemporânea.
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Atualizado em: Seg 27 Abr 2026

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