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Sementes de luz

Nascimento...
É disso que quero tratar!
Que belo você é... Meu pai!
Sua vida foi e é uma mochila...
Repleta de sementes...
Por onde você passou, as lançou
E as deixou germinar, com risos
Nada de lágrimas...
Só amor!
Pedacinhos de vida
Muitas formas e cores
Você também brotou, amadureceu
E se lançou ao paraíso!
É estranho escrever sobre um gigante
As minhas letras são pequenininhas
Fecho o meus olhos e te vejo...
Cercado de bem
Onde as águas são azuis como sua aura...
Onde o navegar é tranquilo e professor
E as matas, verdes como seus olhos...
Onde cada incursão nos leva a melhorar
Suas árvores floresceram
Suas frutas brotaram
E do infinito você as inspira
Entre mangas e abacaxis...
Tua bondade exala frescor
O tempo, loucamente, passou...
E ao mesmo tempo, não
A roda da vida pareceu pausar
Nos permitiu ver e passar...
Por muitas coisas...
Por mais de uma existência!
Testemunhas viramos e viraremos
De que anjos como você nunca desaparecem
Estão nos cânticos sagrados dos pássaros
Despertando o próprio sol
E no cair sonolento de uma cachoeira
Em orquestra com borboletas e pardais
Aqui a saudade é flor aveludada...
Vai ficando na alma
Virando oração
A viagem vem, desafiadora...
Com ou sem itinerários
E qualquer afago é coisa que não se extingue
É planta que o fogo não queima
Fonte que o ácido não destrói
Sobre a relva fica a marca
Dois pares de pés marcam o verde
A mana e eu
E acima de nós um par de asas...
As suas
E, soberano, um sopro de ar...
É Deus!
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Atualizado em: Ter 30 Dez 2025

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