- Prosa Poética
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Labirinto Da Alma
Cada um carrega em si a delicadeza de brisa da manhã e a fúria das tempestades
Traz em si a razão do pensamento claro, exato e a intuição que se lança sem garantias
Em cada olhar existe um oceano que nunca se mostra inteiro por mais que seja sincero
A superfície esconde as correntes mais profundas, envoltas em silêncio
Na pele as marcas do tempo se mostram escancarando as vivências
Na alma as cicatrizes invisíveis do que machucou ou a maciez do que foi afago
O silêncio que esconde dores e palavras que revelam amor e ternura
Cada um carrega em si a contradição da capacidade de amar intensamente
E no instante seguinte erguer muros para se proteger do que nem sabe definir
Almas que anseiam pela liberdade, mas temem o vazio do desconhecido
Buscam o amor, mas se escondem do risco da entrega incondicional
Cada um carregam em si a fome da eternidade mesmo sabendo-se finito
Procura sentido nas estrelas, mas tropeçam em sua sombra
Na alma o desejo de ser compreendido, mas sem saber se explicar
A busca da verdade se refugiando em ilusões que enganam
O anseio pela liberdade criando prisões feitas de memórias, culpas, crenças vãs
Cada um carrega em si a mão que ampara e o punho que fere
Talvez a beleza do viver esteja nesta busca constante de se conhecer
E na impossibilidade de se decifrar inteiramente
Cada um é enigma que caminha, frágil como vidro, obstinado como pedra
Mistério de ser incompleto, contraditório
De ser novo a cada dia, água de rio que nunca mais é a mesma
Labirinto da alma que nunca se conhece por completo
Labirinto da alma onde se cruzam memórias, medos, cicatrizes e esperanças
Atualizado em: Seg 29 Set 2025
