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O último Donut da caixa!

E não é que é verdade mesmo que Narciso acha feio tudo que não é espelho?

Pensa num cidadão...

Que só com coisa ruim tem amizade
Que vive colado com a Arrogância   
E sempre a seu lado tem a Jactância
Que anda de mãos dadas com a Vaidade
E adora flertar com a Leviandade
Que escancara o sorriso à Traição 
E jamais nega abrigo à Intimidação 
Que é apaixonado pelo Superficial
E muito devotado ao Pecado Capital
Que da Soberba é aliado em qualquer situação!


Pensa num sujeito...

Que abraça com força o Egoísmo 
Que de conchinha dorme com a Altivez
E nunca se aparta da Insensatez 
Que faz reverência ao Autoritarismo 
E com unhas e dentes defende o Cinismo 
Que prioriza a Futilidade
E nutre afeto pela Agressividade
Que professa lealdade à Hipocrisia
E em tudo concorda com a Teimosia
Que é deveras fiel à Desonestidade!


Pensa num indivíduo...

Que não revela os segredos da Indiscrição
Que espera de boa pela Impaciência
E leva muito a sério a Impertinência 
Que joga limpo com a Manipulação 
E só tem papo reto com a Distorção 
Que divide o que tem com a Ganância 
E não discrimina a Intolerância 
Que confirma a versão da Trapaça
E com carinho acolhe a Ameaça 
Que só dá razão à Ignorância!


Pensa num ser...

Que se acha o último croissant da fornada
O último acarajé do tabuleiro
O último navio do estaleiro
O último bar da noitada
O último guia da caminhada
Pensa num cara que não se rebaixa
O da sintonia fora da faixa
Que de todos provoca o afastamento
Que vive rodeado de isolamento
O último Donut, na solidão da caixa...

E aí, pensou?
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Atualizado em: Sex 15 Ago 2025

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