Escritora amadora de memórias, sentimentos e silêncios. Escrevo por necessidade, por impulso, por tentativa de me entender — e, quem sabe, me encontrar. Minha escrita nasce da vida que pulsa em mim: das dores, das contemplações, das lembranças que voltam com cheiro, cor e temperatura. Não escrevo para impressionar, escrevo para me expressar. Cada texto é um pedaço do que sinto e sou, um recorte do que vivi ou intuí. É também uma forma de resistência sensível diante de um mundo que, tantas vezes, não nos escuta. E quem sabe, no futuro, daqui 30, 50 anos, esses textos ainda sobrevivam... Talvez sejam lidos por minhas filhas, netos, ou por outras pessoas que encontrem nessas palavras um abrigo. Quero que saibam: houve alguém que existiu com intensidade e ternura. Alguém que sentiu muito, pensou muito — e escolheu deixar, pela escrita, um rastro de humanidade e memória. Meus textos são abrigos — para mim e, quem sabe, no tempo certo, seja abrigo para outros também.