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  • Vinte e duas horas

    22:00 é muito tarde ou muito cedo para desejar seus lábios? Meu coração bate como um louco e deitada parece que corri uma maratona. Faz 31°c lá fora, e 45°c aqui dentro, não existe ar condicionado que refresque esse calor emparedado. 
       Acho que vou virar a madrugada, estou com medo de dormir, sonhar que tinha você em meus braços e acordar sozinha sem nem o toque de suas mãos. Estou lutando contra minha mente bloqueando cada imagem sua, imagens que me fazem sofrer e que tornam o frio ainda mais distante, parece que a noite não quer passar e que através dos séculos os métodos de tortura se tornaram cada vez piores.
    Me virem de ponta cabeça e me cortem pedaço por pedaço, mas não me façam querer alguém que eu não possa ter, não me façam definhar por uma pessoa que nem mesmo olha para mim, não me façam ter que ficar contando os segundos que passam para que essa noite chegue logo ao fim.
       Cheguei a conclusão de que 22:00 é sim cedo para desejar os lábios teus, só não sei dizer em quanto tempo será tarde para desejar-te por completo.
  • Vinte e quatro anos

    Qual energia que habita em você?
    Vinte e quatro anos é muito tempo pra não esquecer alguém, não pode ser coisa simples, não pode ser ego, não pode ser coisa do acaso, se é que o acaso existe.
    Muitas pessoas passaram pela minha vida nesse tempo. Algumas boas, outras nem tanto, mas todas me ensinaram alguma coisa. Nesse tempo todo, uma coisa é certa, nunca esqueci você.
    Escrever foi uma coisa boa, melhor seria se estivesse aí com você, pessoalmente, olhos nos olhos, sorrindo, chorando, sorrindo de novo, pena que me faltou oportunidade depois que o discernimento se instalou em mim.
    Não sei como você reagiu ou irá reagir ao ler isso, apenas sei que o universo me trouxe até aqui novamente e, tomara, tenha me dado mais uma oportunidade.
    Aproveitei e fiz um chá, Melissa faz bem nessas horas.
  • Viva como quiser

    E meu amor,não entristece não
    Porque a emoção é capaz de ser mais forte que a razão
    Liberte-se,como sempre quis
    E viva como quiser

    O futuro é um sonho que ainda não foi sonhado,não tenha medo
    Suas ações que te fizeram assim
    Jogue tudo pro alto,pare de ser tão racional
    A vida é mais bela do que você pensa
    Aproveite nosso amor e não tema.

    Um sonho pode ser mais libertador do que você pensa
    Sonhe,acredite,se emocione e viva!
    Estou do seu lado a todo momento
    Acalmasse meu amor,vou te proteger
    Me de a mão que te mostro o melhor lado da vida

    Libera a mente e experimente
    O que a vida tem a te oferecer
    Posso te mostra isto da melhor forma
    Só basta acreditar em mim
    Que transformo qualquer desilusão em um arco-íris infinito
    E te levo pra conhecer o pôr do sol mais bonito

    E meu amor por você supera qualquer obstáculo
    Minha felicidade está em cada sorriso que você dar
    Coragem,pois é uma das mais belas coisas que você tem a oferecer
    Você é mais forte do pensa,prove
    Pode ser a felicidade em pessoa
    Então erga-se,você é muito mais do que pensa.
  • Você

    Entre milhares de olhos
    Escolhi o seu
    Com essa intensidade
    Com esse mistério

    Entre milhares de sorrisos
    Escolhi o seu
    Com essa graciosidade
    Com esse amor

    Entre milhares de pessoas
    Escolhi você
    Com essa inocência
    Com esse jeito meigo
  • Você habita em mim

    Há pessoas que nos marcam;
    Há pessoas que nos ferem;
    E também há você.
  • Você Olhava Para Minha Boca

    As palavras que saem da boca dele deveriam ser minhas. O sotaque dele estraga tudo. Os dentes soltam um assobio estranho, que não combina. O formato da boca dele fica estranho quando fala a letra M. Ele sorri esquisito toda vez que fala a letra T. 
    Essas palavras combinam muito mais comigo. E sabe como sei? Porque todas às vezes que eu falava essas mesmas palavras, você olhava pra minha boca e você não faz isso com ele. Prefere olhar para os olhos dele? Pra fingir que gostou? Ou será que é pra se convencer que as palavras são sinceras? Eu tenho certeza que as palavras são sinceras quando saem da boca dele, mas não soam verdadeiras quando chegam no seu ouvido...Não é?
    É porque essas palavras são minhas. Saem de forma sincera e natural de mim, e chegam a você de uma forma verdadeira e belíssima. Mas não acontece isso quando é com ele. Porque você olhava pra minha boca. Porque focava em cada letra que saía dela. Porque queria guardar elas dentro de você, e agora eu sei que guardou, porque pensa em mim quando ele diz essas palavras. Não é?
    O meu sotaque combina, meus dentes não assobiam, e minha boca não fica estranha porque se encaixa com a sua logo depois de eu pronunciar as palavras:

    Eu te amo...

    Essas palavras são minhas para você. Serão apenas para você, e você só irá receber elas verdadeiramente quando saírem de mim.
  • Você, não

           O dia era 11/03/2019, acabei de ler o primeiro texto que escrevi sobre o nosso amor, no caso sobre o meu amor! Já se passaram quatro meses desde da nossa decisão e nesse pouco tempo eu me dediquei a minha pessoa e eu comecei a fazer coisas que eu nunca imaginei que faria. Eu estou feliz, muito feliz...sem você. 
           Sabia que eu não sinto mais aquele sentimento puro e gostoso por você? Eu não sinto falta quando você não fala comigo e eu até inicie umas séries novas, dá pra acreditar? E nessas series eu percebi o quão precisamos pensar em nós mesmos e deixar o mundo um pouco de lado, a nossa felicidade depende só de nós mesmos. Você, não! Eu não sinto absolutamente mais nada. 

     

  • Vou Virar Plutão

    Com os rostos virados para as estrelas, acho que criavámos uma conexão forte. Como se fossemos estrelas também. 
    Mas então ela se levantou, com o rosto numa expressão agoniada. Passou as mãos pelos cabelos, bufando de raiva. Mas antes que pudesse perguntar se estava tudo bem, ela me atropelou com as palavras.

    -Não te deixa brava que a vida seja só isso!?-ela apontou para nada como se visse a coisa mais ridícula do mundo.

    Fiquei quieta, sem abrir a boca, porque sabia que ela me atropelaria com as palavras novamente.

    -Não, não! Me corrijo: você não fica indignada de ver que as pessoas aceitam que a vida seja somente isso?

    Penso sobre isso. Aliás, a vida era sobre o que? Ser feliz? Fazer o bem? Deixar sua marca? Fazer o que você quiser fazer? Passar no ciclo da vida? Espera...isso era sobre Rei Leão, não fazia muito sentido. 
    Mas para ela fazia sentido, porque ela estava agoniada. Parecia que iria ter um surto de raiva e que quebraria tudo em volta. 

    -NÃO É JUSTO! PORQUE AS PESSOAS ACHAM QUE TUDO VAI SER DESSE JEITO?

    -Desse jeito como?-eu finalmente pergunto.

    Ela respira fundo e então olha para mim. Eu a encaro como uma aluna querendo aprender, porque tudo que ela fala faz sentido para mim.

    -As pessoas elas...elas se conformam que a vida é desse jeito. Nasce, cresce, sofre, trabalha e morre. Cadê...-ela para como se estivesse buscando palavras- cadê todo mundo que não quer ser assim.

    Ela estava mais incomodada de estar sozinha ou de todos acharem a vida tão superficial? Eu ficaria com medo de estar sozinha, mas não ela... Acho que ela se preocupava mais com o fato de todos estarem cegos com relação à vida. 

    -Puxa-ela diz passando as mãos pelos cabelos, ainda naquela agonia-As pessoas dizem que nossa vida é só um grão e que somos apenas um entre sete bilhões e meio de pessoas... Então porque todos vivem a mesma vida? Se somos tão insignificantes assim, porque todos não tentam ser insignificantes de um jeito único?

    Aquilo fazia sentido. E de novo eu me sentia uma aluna escutando o professor. Ou melhor, a professora. 
    Então por um tempo nós ficamos calados e voltamos a olhar as estrelas. 

    -Eu quero virar Plutão-ela murmurou com as pálpebras pesadas.

    Eu a olho confusa, mas ela nem se dá conta disso antes de voltar a falar.

    -Plutão não é planeta, não é nada...Não é ninguém. Mas mesmo assim as pessoas ainda sabem mais sobre ele do que sobre os planetas de verdade... Não é?-seus olhos se viram para mim.

    -Claro-eu concordo-Plutão é o não planeta mais importante.

    -Ele é...E eu vou virar Plutão-seus olhos se fecham com o sono. 

    Tudo que ela falava fazia sentido para mim, mas eu discordo apenas de uma coisa. Não acho que todos precisem viver uma vida insignificante única, acho que isso só serve para pessoas que querem ser planetas...
    Se ela vai ser Plutão eu vou me tornar uma Lua apenas para ela. Vamos viver no futuro, e no passado, e vamos ser insignificantes juntos...Mas ainda assim únicos. 




  • XXXXXX

    Pensado muito em solidão, e nos meses de 2016. Eu vou esquecer tudo isso, por alcool, drogas ou sedativo qualquer. Desde que larguei o Médio, a guitarra e os vicíos, é como se todo preço a se pagar fosse cobrado agora. Ela veio cedo demais, cedo demais, e não mais.
    Hoje foi o dia da poesia, recitatas.
    Ontem foi o anivérsario de Nancy.
    Quarta foi o culto.
    Daí não lembro mais. Eu nem sei se fui, ou devo ir.
    São como bolsas de heroína, bocetas como outras. Drogas num saco e livros de Auto-Ajuda. Já faz um tempo que o mundo não precisa de literatura.
  • Yume Nagashi - capitulo 01

    Sr. Shinobu é seqüestrado e assassinado, ele é um dos donos de uma grande empresa no Japão. Algumas semanas depois, sua esposa Akane e sua filha sobrem um acidente de carro. Os motoristas de ambos os carros morrem no local, Akane e Yume chegam ao hospital vivas, mas infelizmente a mãe não resiste, teve derrame celebral. A herdeira, Yume sai praticamente intacta. A policial suspeita que alguém quer acabar com a família, por segurança da herdeira, aconselham a avó Ikari mandar a neta morar em outra cidade ou se possível país. Avó conversa com a neta e informa que ela irá se mudar para o Brasil, e irá morar com a madrinha Kanna que é a irmã mais nova do seu falecido pai. Yume não gosta de idéia, mas não tem escolha. Yume esta no avião ouvindo musica no seu walkman, pensando em tudo, morte dos seus pais, sua avó meio que dispensando ela pro Brasil, não ter celular para conversar com seus amigos, já que teve que deixar com a polícia, morar com sua madrinha e entre outros pensamentos. Chegando ao aeroporto de São Paulo, mostra ao segurança que ela tem autorização judicial para viajar sozinha, mesmo tendo apenas 14 anos. Ela pega o ônibus para Santos, na descida da serra, ela vê a paisagem da baixada santista, na qual ela se anima um pouco, pois aparenta ser uma região legal desse morar. Quando estava lavando seu rosto no banheiro do ônibus, falando para ela mesma através do espelho, que ela deve ter paciência e educação, pois sabe que sua madrinha tem uma condição bem mais simples do que ela estava acostumada a viver. Na hora do ônibus fazer uma curva, ele acaba balança muito, fazendo com que Yume caia sentada na privada, ela levanta irritada e chuta a privada. Ela sai e senta na sua poltrona, ao sentar sente falta do seu celular, ao pensar no pior, corre pro banheiro, e vê ele dentro da privada. Yume volta pra poltrona desanimada, pois agora está sem celular para se comunicar com sua madrinha, pois ela esta chegando um pouco antes do imprevisto. Chegando à rodoviária, ela vê que é ambiente é bem simples e meio largado, ficando com nojo de sentar, sentando somente quando achou uma toalhinha para colocar embaixo. Um rapaz que a vê e pensa que está desorientada, por estar com blusa e mochila dos E.U.A, pensa que é estrangeira, e começa a falar com ela em inglês. Porém, Yume é péssima em inglês, ela tenta conversar em japonês, pensando que o rapaz é um estrangeiro desorientado. Um falando em inglês e o outro em japonês, única coisa que ambos entenderam foram seus nomes, que o dele é Carlos e o dela é Yume. Sua madrinha Kanna aparece e agradece ao rapaz por ter cuidado de sua afilhada, falando em português, o rapaz fica sem jeito. Antes de elas irem embora, Yume fala em português com ele, deixando ele indignado que ficou falando inglês à toa. Elas pegam o ônibus, sua madrinha conta que montou um quarto pra ela, que conversou a família do Japão para saber os gostos dela, já que faziam uns 10 anos que ela não a via. Yume sente que sua madrinha está tentando fazer de tudo para criar uma relação, fazendo um monte de perguntas e contando sobre a cidade, mas Yume não consegue esconder no seu olhar que não está muito aberta para conversas. Deixando sua madrinha sem jeito e quieta durante o trajeto. Descendo do ônibus, elas entram num prédio de três andares, o apartamento é um dos fundos e no ultimo andar, quando Yume olha a quantidade de malas e as escadas, bate um desanimo e desespero. Sua madrinha pede para ela esperar, pois vai chamar o padrinho Hakkai para ajudar. Ele desce reclamando, e quando vê a quantidade de malas, reclama mais ainda, e já joga uma indireta para sua esposa que não tem armário para isso tudo e que a metade deverá ser doado. Yume coloca seu walkman, e ajuda a subir com as suas malas. Sua madrinha mostra seu quarto, o que seu padrinho disse era verdade, quarto pequeno, apenas um armário com 4 gavetas e uma cômoda com 8 gavetas e uma pequena escrivaninha. Enquanto sua madrinha faz o jantar, ela fica deitada na cama, escutando musica, ao fechar os olhos, lembra do seu quarto que era enorme, seu closet era do tamanho do seu quarto atual, e como sua mãe amava passar o dia fazendo Yume de modelo, sua mãe sempre falava que queria que sua filha estivesse na moda, e agora sente que será obrigada a desfazer das roupas que sua mãe vivia comprando. Yume chora, mas coloca o travesseiro no rosto pra abafar. Kanna abre a porta e percebe que ela esta chorando, volta pra cozinha e senta triste na cadeira, Hakkai questiona do porque a tristeza no olhar, ela comenta que Yume esta chorando e ela não sabe como confortar. Hakkai levanta, abre a porta do quarto da Yume e fala, que chorar não tira a fome, e que ele quer ela esteja na mesa com choro ou sem, pois não viu sua esposa fazer um jantar deliciosa para agradar a afilhada, e a mesma não degustar. Sentindo-se obrigada, ela senta a mesa com cara vermelha e com raiva de Hakkai. Kanna a serve um prato de yakissoba um dos pratos favoritos de Yume, e logo em seguida serve Hakkai, e senta para comer junto. Para tirar o clima tenso, Kanna conta o seu dia, acontecimentos da cidade e Hakkai da audiência, puxando outros assuntos. Yume come quieta, mas se sente bem, pois além da comida estar uma delicia, o momento a fez lembrar das poucas vezes que seus pais jantavam juntos. Seu pai vivia pro trabalho, passava pouco tempo com a família, já sua mãe, mesmo com o trabalho dava um jeito de passar tempo com sua filha, então quando jantavam juntos era bem aproveitado...

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