person_outline



search

realismo

  • Desigualdade Social

    A Desigualdade Social
    Quando você vê alguém
    Ofender sua pessoa ou alguém próximo
    Horrivelmente se torna real
     
    Só quem passa por isso sabe
    O quão deprimente é ver
    Alguém te desanimar 
    Por fatos que vc sabe que não é real
     
    As vezes por dinheiro
    Ou até mesmo pelo modo de pensar 
    Você é julgado
     
    Um mundo onde quem tem mais 
    Manda
    E quem tem menos obedece
    Isso faz com que a cada dia
    Você desanime ou se estresse
     
    As pessoas machucam 
    Te machucam até mesmo pelo jeito de olhar
    O fator financeiro determina quem 
    A sociedade deve confiar
     
    Pessoas passam calamidade 
    Enquanto outros esbanjam seu dinheiro
    E bens
    Mas pra quê tudo isso
    Afinal bens e dinheiro
    São passageiros
     
    Uma sociedade discriminante
    Onde o pobre é escravo
    E o rico o doutor
    Mais uma vez a Desigualdade se mostra
    As vezes no detalhe se observa
    Em uma simples ocasião
    A injustiça acontece
    Quando menos se espera mais uma pessoa 
    Padece
     
     
     
  • Desintoxicação.

    Eu preciso me desintoxicar de você, do seu toque, do seu cheiro, de cada célula sua que encostou na minha, eu preciso esquecer o seu sorriso, sua gargalhada e o modo que suas sobrancelhas se juntavam quando ficava bravo, eu preciso tirar do meu sistema cada momento compartilhado, as mais doces memórias que com a sua partida não são mais tão doces, são amargas assim como as lágrimas que insistem em cair mesmo eu sabendo que você já seguiu em frente, já provou outra boca, já elogiou outras pintas ate mesmo já segurou outra nos braços alguém que não era eu, seria egoísmo da minha parte pensar que seria diferente, mas o sentimento não me machuca menos por isso, parando pra pensar eu preciso te deletar de mim, o calor das suas mãos entrelaçadas nas minhas, do seu olhar, do seu abraço no momento de crise, e do nosso último beijo, que foi tão perfeito e lembrar dele faz meu coração perder uma batida, não deveria, o seu com certeza não o faz, a única pessoa que se perdeu fui eu, que se jogou em um rio com uma correnteza perigosa, achando que poderia controlar meu barwhinhb nas suas águas tempestuosas, me deixei levar, e provei da adrenalina do sentir, essa mesma que o meu organismo implora as 4 da manhã, não deveria, já deveria estar saindo, cada vestígio seu, todos eles deveriam ter partido... Junto contigo.
  • Deus, de criador a criatura

    Deus é parte da cultura, produto de relações sociais que se estabelecem entre os indivíduos. Todos os povos, com poucas exceções, sempre desenvolveram alguma ideia de divindade, sob diversas formas. Nessa perspectiva, muitos teólogos afirmam que o ser humano é, por natureza, religioso, pois a ideia de Deus seria inerente ao indivíduo e à vida em sociedade.
       Acredito, por boas razões,  que a ideia de Deus não seja inerente ao indivíduo, tampouco à vida em sociedade. O ser humano é dotado de inúmeras potencialidades. Somos uma folha em branco sendo rabiscada pelo processo social. Isso é tão verdade que as diversas sociedades desenvolveram conceitos diferentes sobre Deus ou deuses, conceitos muitas vezes inconciliáveis. Eis a razão de haver tantas religiões espalhadas pelo mundo.
       Os teólogos que defendem a tese do "homem religioso" negligenciam o fato de que todas as sociedades atuais derivam de um tronco social comum e que, por isso, a ideia de Deus se replicou e tomou formas diferentes. Ou seja, a ideia de Deus surge num ponto específico da história e se reproduz ao longo do tempo, assumindo aspectos variados.
       Se a crença em Deus fosse inerente ao homem, o ateísmo não teria tomado as proporções atuais, sobretudo no norte da Europa. Também não seria possível encontrar sociedades sem deuses, como é o caso da tribo dos Pirahãs, na Amazônia. Então, diferentemente do que pregao senso comum, Deus não é criador, mas uma genuína criação humana.
  • Diga SIM a verdade

    Quando começamos a abrir os olhos, quando não deixamos os sentimentos cegarem mais a gente, quando deixamos de nos abster das situações, por medo do que está por vir, tudo flui e uma enxurrada de verdades são jogadas na sua cara, e por mais doloroso que seja, é muito melhor conviver com a verdade, do que com uma vida de mentiras.

  • E então, brasileiros?

    Ontem, às três horas da tarde 

    já era noite em são paulo,

    pessoas olhavam para o céu:

    o apocalipse está chegando.

     

    A Amazônia pega fogo há 16 dias,

    animais morrem há 16 dias,

    plantas queimam há 16 dias

    e há 16 dias ninguém sabia disso.

     

    Hoje, às seis horas da manhã 

    um ônibus foi sequestrado no rio,

    o criminoso tinha uma arma de brinquedo,

    seu sangue escorria e a “vida era celebrada”.

     

    A internet está revoltada,

    os stories estão indignados,

    os posts estão chocados,

    e vc, brasileiro? como se sente? 

  • É tempo de sentar à mesa ...

    O combate à pandemia que foi oficialmente declarada no dia 11 de março de 2020, quando mais de 100 países reportaram suas contaminações, completa, dia 01 de junho de 2021, 448 dias de retóricas, politicagem e muito poucas reflexões sobre o que já foi dito e feito sobre soluções.
    Já estamos em época parar com os interesses políticos e de pensar em eleições de 2022.
    Pensando aqui:
    1. Se não podemos, usar hidroxicloroquina e ivermectina - "por que ainda não tem eficiência comprovada " - quais serão então os medicamentos comprovadamente eficientes que os nossos médicos estão utilizando para tratamento preventivo da COVID-19?
    2. Certamente, um paciente internado com COVID-19 não fica apenas deitado e prostrado orações na esperança que uma melhora repentina. Algum medicamento está sendo administrado ao paciente e, daí vem a pergunta. Este medicamento é comprovadamente e cientificamente eficiente contra a COVID-19?
    13. Os primeiros pacientes de COVID-19, lá em março de 2020, curaram-se apenas por reação do organismo? Se sim, estamos 100% dependentes da natureza e da vontade de Deus! Se não, algo foi feito à época que ajudou na melhora do quadro clínico. Pergunta é, o que foi que ajudou?
    4. Estas pessoas que tiveram a COVID-19 em março, abril, maio, etc de 2020 se tornaram imunes de forma natural? Estas pessoas estão sendo testadas para sabermos se há um período de presença de anticorpos no organismo destas pessoas? É importante saber o quanto a imunização natural é, mais ou menos, eficiente que as nossas vacinas.
    5. E as pessoas que faleceram, todas foram em decorrência de do agravamento por conta de suas comorbidades? É importante saber quantos foram os óbitos efetivamente em decorrência apenas da COVID-19, ou seja, o que o vírus fez por si só?
    6. Antes da COVID-19 já se fazia-se campanhas para vacinação contra a gripe (Influenza A e B, H1N1, H3N2) e empre foi dito para o povo que a gripe matava as pessoas que estivessem imunologicamente deficientes e/ou que tivessem comorbidades. A pergunta que cabe é:
    Todos os óbitos ocorridos nestes quase 450 dias ficou na conta da COVID-19?
    A verdade é que (ao meu entender) não se chegará a um bom plano (eficiente) de combate a COVID-19 com estas discussões onde os leigos de esquerda e de direita querem ter mais razão.
    O mais importante não é sabermos se o Bolsonaro é 'meio ou o grande' culpado, até porquê, se ele for o meio culpado ou errado não fará com quê a oposição seja de forma automática, mais qualificada para gerir o Brasil nos próximos 4 anos. Não é esta a questão.
    Vamos olhar para o mundo?
    A. O Reino Unido iniciou a campanha de vacinação no dia 3/dez/2020 e já está com mais de 70% de sua população vacinada e, ainda hoje se discute no parlamento a continuidade ou não das medidas restritivas;
    B. A Europa só consegue controlar os índices de internação quando aplica as medidas restritivas. Por 3 vezes, quando liberam (timidamente) a população, os índices subiram. Vejam que a Comunidade Européia, só estão vacinando a população com as vacinas da Pfeizer e Oxford (nada de CoronaVac) oque nos faz refletir se a questão é realmente a qualidade das vacinas ou a consciência do povo.
    Para você, isto faz sentido?
    Abraços,
  • ELES PISCARAM PARA MIM

    Naquela quarta-feira ao sair da aula fui pensando como nos tornamos transparentes, ao pegar o ônibus sempre dou bom dia, boa tarde e boa noite, são hábitos meus de enxergar as pessoas que estão a minha volta. Porém com a correria do dia a dia percebi que estou perdendo essa característica, fiquei me analisando dentro do ônibus.
             Assim como os outros eu me isolava a ponto de ter medo de olhar no rosto das pessoas, ligando o fone de ouvindo criava um mundo só meu, os outros apenas eram rostos sem formas em movimento. Isso não é bom, somos seres humanos que a cada dia estamos perdendo nossas relações pessoais, viramos pessoas robóticas. Com isso em mente, saí do ônibus e entrei no metrô, comprei uma pipoca e fui observando as pessoas que transitavam ali. Assistindo suas ações e movimentos como a um filme, ninguém olhava para ninguém, então me sentia a vontade de observá-las. Estavam todos ocupados com sua pressa de chegar a algum lugar.
             Três deles me chamavam atenção, uma mulher com o salto muito alto, uma bolsa verde e cabelo vermelho, sua sobrancelha era alta, pensei que por serem altas dava a impressão que ela estava sempre admirada com algo. Um rapaz também foi um dos que observei, era alto e vestia calça jeans e camiseta, vinha com seu fone ouvindo alguma coisa alegre, pois balançava muito a cabeça. Pensei em cachorrinhos, uns que vendem para enfeite de carro, que não param de mexer a cabeça. Também outra moça me chamou atenção, olhava para frente sem nada a enxergar, pareceu-me triste e cansada. Tentei imaginar de onde vinham essas pessoas e para onde iriam, com certeza enfrentavam em suas vidas problemas e tinham alegrias.
            Foi aí que ouvi atrás de mim uma conversa, não conseguia entender a língua, sim eram estrangeiros. O que mais me interessou foi reconhecer sem olhar que era uma língua africana. Naquele dia havia visto um  filme sobre a África na faculdade, achei incrível reconhecer a língua.
             Sendo uma boa curiosa e alguém totalmente sem noção, fiquei vendo e ouvindo a conversa, comendo minha pipoca e assistindo a um bom papo, é lógico que não entendia absolutamente nada, estava deslumbrada, pois a África é um dos assuntos que muito me interessa. Subi todas as escadas da estação Pinheiros prestando muita atenção na bate papo dos dois rapazes, não queria perder nada, cheguei até a andar rápido para alcançá-los.
            E como diz o ditado que a curiosidade matou o gato, no meu caso foi o maior mico da minha vida, quando chegou o trem entrei e vi que os dois rapazes voltaram e entraram no mesmo vagão que eu, sentaram de frente para mim. Eu, que ainda não havia percebido nada continue a olhar para eles. Quando me dei conta eles não conversavam para si, mas sim comigo, não, não pode ser. Baixei a cabeça, olhei para os lados, tentei disfarçar e voltei a olhá-los, uma piscada de um, uma piscada do outro, meu Deus eles estão falando comigo e agora. Eles continuaram conversando e me olhando, peguei meu celular e fiquei concentrada como se minha vida dependesse disso, não quero olhar, não quero olhar, oh curiosidade meu Deus. Não resisti, levantei a cabeça e aí um deles me mandou um beijo e outro uma piscada e falou alguma coisa para mim. As pessoas começaram a perceber, ai Jesus que vergonha, estava a ponto de soltar uma gargalhada, não rindo deles, mas de mim por criar tamanha paródia.
            Na verdade pude entender, que assim como eu, eles estavam atentos às pessoas a sua volta, devem ter percebido meu interesse desde o início, acredito que até pensaram que eu entendia tudo, que por isso conversavam olhando para mim. Quando comecei a ficar envergonhada e surpresa, dependendo que emoções passaram em meu rosto, foi aí que começou o pisca-pisca. Foi tenso, porque depois de umas dez piscadas e uns vinte beijos voados, não resisti e caí na gargalhada e eles também.
            Nesse caso, os rapazes não tiveram a impressão que eu os estava achando exóticos, mas que eu os estava “paquerando”, mas se fosse outro tipo de situação eu talvez tivesse me complicado. Fui curiosa demais e aprendi algo disso, ao observar alguém seja discreto, pois você pode estar sendo observada também.
  • Emancipação da Mulher

    Pouco tempo depois de publicar Assemblage e eis-me aqui, ainda batendo a tecla escrevendo pensamentos, mas para quem? A pergunta correcta de se fazer seria, porquê? se ninguém lê. Bom, não é bem assim, leem sim só não são tantos, dos meus amigos poucos leem isso sei, imagina então dos desconhecidos por aí que tiverem acesso a um exemplar digital do Assemblage, pouco se lixam. Era só uma forma de fazer uma breve nota introdutória para isto não começar logo de uma forma bastante frontal porque se trata de uma das muitas reflexões minhas que quero pôr por escrito e incomodar a si querida ou querido leitor, ou aspirante a isso. Só para não deixar em aberto o que escrevi anteriormente, posso afirmar que escrevo para satisfazer meu ego, não me importa se lês ou não, sei que alguém o fará neste mar de amigos e conhecidos que tenho, alguns humildes e interessados em expandir os horizontes através da leitura de um amador, esses sim me interessam porque o gesto deles supera vossas vais disfarçadas em «emotions» que usam e falsas confissões para enganar-me e não deixar passar em branco. Queria dormir antes de escrever isto. Estou cansado e é um dia de muito frio para meu agrado e precisava ainda cair na cama depois de ver este filme que me inspirou para escrever. Em paralelo, como é habitual da minha geração, estava a conversar com três pessoas pela rede antissocial verde, e uma dessas pessoas também despertou certo interesse em mim para escrever isto que se segue. Decidi escutar música sinfónica que me cairia bem para descontrair e não se distrair com os ruídos lá fora. Como de hábito, pensei no Beethoven mas decidi tocar o Mozart pois já não o ouvia há muito tempo e tive o receio de que o Beethoven pudesse cansar-me uma vez que é sempre ele que me faz companhia nesses instantes de escrita, a noite principalmente.
    O filme que assistia, era de uma mulher que abdicou seus sonhos de infância (foi bailarina) para se juntar a um homem, rico como era de se esperar, e depois de gerar um clima tenso no casamento, ela se isolou dele no antigo apartamento de seus pais e lá reencontrou seu conhecido de infância que a questionou se ela vinha à cidade para dançar. Já sabes a resposta, ela respondeu com um olhar meio melancólico, o que era de se esperar pois abdicou de seus sonhos para ajudar a construir o sonho de outro. O marido queria entrar na política e precisava de estar casado, foi até aí onde percebi, mas depois discutiram por alguma razão e uma coisa levou a outra até que no final ela se separou definitivamente e seguiu seu sonho. O pescoço e a vista doem-me mas irei continuar.
    Não pesquisei ao fundo como surgiram os contos de fada, novelas, entre outros meios de arte que ajudam a enganar as crianças, principalmente as mulheres, mesmo quando crescidas. Tais contos e novelas não posso afirmar se foram pensadas para iludir ou isso é o que tem acontecido independentemente do seu propósito inicial (as vezes eu digo as pessoas que o que falo não é engraçado, mas a pessoa que acha graça daquilo que digo), pode-se dar o mesmo com esses contos de fada e novelas em que as mulheres acham que devem se casar com um homem que as amas e vice-versa. Casando então com esse homem, por amor, poderão juntos enfrentar qualquer adversidade que eventualmente irá bater na porta do casal, como a falta de maturidade emocional, incapacidade financeira para suprir com necessidades básicas, idem. As mulheres também, algumas delas (felizmente algumas acordam dessa ilusão), acreditam cegamente nesses preceitos e rótulos estabelecidos na sociedade e que são inclusive ensinadas em casa com suas mães, com visão embaçada do mundo moderno. Há casos reais de mulheres que estudam até ao ensino geral depois conhecem um madjoridjo, beijam-se, namoram e assumem compromisso e quando vivem por baixo do mesmo tecto, este madjoridjo sai de casa para prover alimento na mesa, deixa a mulher para cuidar da casa (limpar pó, o chão, cozinhar, idem) e cuidar também do filho, pronto, esta é a morte de mais uma rainha. Digo a morte pois, ela é proibida de estudar e trabalhar, pelo marido que afirma que não pode porque a casa e as crianças ficarão sozinhas, que não encontrará ninguém em casa para o servir, preparar seu banho, entre outras idiotices que só na cabeça de um homem desse tipo é que cabem, até nem deveriam ser tratados por «homens» com agá (H), deveríamos tratar por «omens» sem o agá pois, lhes faltam a parte direita do cérebro. Por outro lado, há mulheres que se acorrentam a esses rótulos sabendo mesmo assim que não trará felicidade alguma a longo prazo, mas que o amor que sentem um pelo outro naquele instante é que importa, do resto o tempo dirá o que será do amanhã, vivendo assim de momentos. A vida, apesar de ser uma sucessão de momentos, não implica que devemos se agarrar aos momentos sem ter uma visão para o que esse actual momento pode desdobrar futuramente. A isso chamo prudência.
    Os tempos são outros, aquilo que ontem era, hoje já não é, estude e vá atrás de seus sonhos, não seja dependente de homem algum para não sofrer humilhação. Se conheceres um homem que te prometa dar a lua, não se iluda, nem mesmo Copérnico, Galileu ou Kepler que estudaram astronomia profundamente, se quer puderam dar uma pedra originária de fora da atmosfera as suas amadas, imagina a lua então. Lute pelos seus sonhos, estude, faça algo para garantir sua autonomia, não queiras ser a sombra de um homem que te dê de comer pela boca como se fosses animal de estimação dele. Não queiras ser chamada burra quando se exaltarem um com outro numa dessas discussões de rotina, só porque não concluíste os estudos. Não queiras ser humilhada porque sua família é de poucos dotes financeiros e tu também foste arrastando consigo esse fardo. Faça algo por isso e seus próximos, deixe de se iludir que o amor é tudo que precisas para ser feliz, para de se enganar e abra a mente. Olhe o mundo a partir do seu cérebro e não através do coração, podes usar o coração como elemento moderador na tomada de decisões, mas nunca como comandante em sua vida. Novelas e contos de fada não passam disso mesmo, novelas e contos de fada. Se fizeres algo por si, acredito que estarás a conseguir a Emancipação da mulher, não espere que outras ou outros o façam por si. Tens o poder em suas mãos, emancipe-se por favor.
    Para todas rainhas sem coroa que desejam tronar-se independentes, a emancipação começa em si.
  • Entre Lobos - (conto-romance) 2/9

    principal
    NÃO SE SINTA PERDIDO(A) Leia o capítulo anterior! Tenha uma ótima leitura!

    28 de setembro 1939

                John estava dormindo quando acordou com o barulho da velha motocicleta de Derek estacionando em frente a sua casa. Nem se deu ao trabalho de saber que horas eram, de qualquer forma tinha a completa certeza de que era cedo de mais para estar despertando. Sonolento, sentou sobre a borda da cama por um breve tempo e depois deixou o quarto sem calçar seus chinelos. Ligou as luzes da cozinha e serviu uma doze de whisky que tomou em apenas um gole. Serviu-se novamente. A porta de entrada foi aberta.

    — Mas que droga é essa gora, Dek? – com sua voz rouca, soltou antes mesmo que seu filho pudesse dizer qualquer coisa. — O que deu em você?!

    — Não foi nada de mais! – o outro respondeu em seguida.

    — Nada de mais? – riu-se. — Olha só pra essa tua cara! Um belo estrago, não?! – reparou ainda.

    — Garanto que a do outro não ficou tão linda assim! – defendeu-se indo em direção ao velho sofá onde deixou que seu corpo caísse depois de por seu capacete em um canto qualquer ali perto.

    Ficaram em silêncio por alguns segundos até começarem a rir juntos da situação.

    — Tome. – John estendeu o copo. — Quem sabe isso ajude a amortecer a situação. – pausa. — Hansly? – então soltou tentando identificar quem fora o oponente daquele embate.

    — O filho da mãe sempre cruza o meu caminho. – Derek respondeu confirmando.

    — Vocês têm de resolver isso de uma vez! – o homem sugeriu. — Não podem ficar se atracando toda vez que se encontram. Não são mais moleques, droga! – ainda acrescentou.

    — Dessa vez não provoquei nada. Mark está de prova – defendeu-se. — Só o que fiz foi revidar. – explicou antes de tirar um gole da bebida.

    — Mark. – o homem soltou descredibilizando o valor da testemunha. — Tanto pior. – acrescentou. — Só espero que esteja em pé amanhã pra podermos trabalhar. – comentou afastando-se. — Tony Mayer anda impaciente com a entrega da caminhonete. Precisamos entrega-la de uma vez. – John comentou.

    — O senhor pode ficar tranquilo. – Derek tentando despreocupar seu pai. — Estarei lá! – respeitoso, completou vendo John sumir no corredor.

    Derek trabalhava na oficina mecânica de seu pai, por conta disso, tinha conhecimento o suficiente para dar cabo de alguns trabalhos. No tempo em que estava de folga, mexia em sua motocicleta e até fazia alguns ajustes na moto de Mark, seu grande companheiro de noitadas. John e ele estavam finalizando alguns reparos na caminhonete de um cliente quando o rapaz apareceu.

    — Vai, Dek. – John avisou concentrado no motor a sua frente. Seu filho deu a partida e tudo pareceu estar em ordem, finalmente. — Ok! Está bem, pode desligar! – ergueu a mão. Desceu o capô. — Esse deu trabalho! – comentou dando duas batidas sobre a lataria do veículo. — Finalizamos por hoje. – satisfeito.

    — Quando Mayer vem pegá-lo? – Derek perguntou.

    — Bem... – limpava-se em um pano que parecia ainda mais sujo que as suas próprias mãos. — Eu poderia muito bem ligar, mas quero que você faça esse favor pra mim.

    Mark aproximou-se.

    — Já que a sua namorada chegou – provocou os dois. — Vá até a casa dele e peça pra que venha dar uma olhada nessa situação.

    — Claro! Mas preciso de um dinheiro. – falou sem rodeios. — Estou sem cigarros e...

    — Você é um grande mercenário é isso que você é. – jogou o pano sugo contra seu filho antes de ir até um balcão onde abriu uma gaveta e retirar uma pequena quantia em dinheiro. — Mas olha – Derek aproximou-se. — Vê se não vai se meter em confusão novamente... Um olho roxo já lhe basta. – debochou.

    Derek apenas assentiu com o semblante devolvendo o trapo sujo e enfiando o que recebera no bolso da calça suja. Saíram os dois em direção a saída do galpão.

    — A propósito!  – Mark já passos distante virou-se para o senhor. — Eu sou o homem da relação. – referiu-se a brincadeira feita anteriormente pelo senhor.

    — Caiam fora daqui! – John respondeu achando graça.

    Depois de passarem na casa de Tony, Mark e Derek foram para um local conhecido onde costumavam tomar cerveja e ficar jogando conversa fora. Derek comprou uma cerveja e um maço de cigarros enquanto ouvia o deboche do amigo sobre o estado que ficara sua cara depois da noite passada.

    — Ora, vê se cala essa boca! – Derek — Sabe muito bem que fui eu quem se saiu bem nessa. – tomou um gole no bico da garrafa. — Mas que droga de amigo você, hein!

    — Fato, é fato! – o outro de mãos estendidas. — E ele está bem estampado na sua cara. – completou a provocação.

    — Ei! – chamou a atenção do rapaz atrás do balcão. — Dê mais volume! – pediu apontando para o rádio. — Qualquer coisa é melhor do que ouvir essa tua voz! – voltou-se novamente para Mark.

     Então, aos poucos dentro doe estabelecimento as vozes foram se calando e por fim, todos puderam ouvir sobre o ataque massivo que havia sido feito sobre a Polônia. Tanto a Alemanha quando a União Soviética haviam investido forças para tomar o país. Finalmente, Varsóvia, capital da Polônia, havia se rendido ainda no dia anterior.

    — Dane-se essa droga! – um grandalhão soltou atravessando o bar depois de acabar com sua bebida.

    Grande parte dos que estavam por lá o miraram.

    — Essa DROGA! – Mark falou chamando a atenção do rapaz que passou ás suas costas. — Pode muito bem vir a acontecer aqui! Na nossa casa.

    — Dane-se o que você acha também sobre isso! – o rapaz respondeu apontando o dedo em direção a Mark que de imediato pôs-se em pé.

    — Ei! – Derek tocou-lhe o ombro mostrando que não valia apena criar caso.

    — Isso mesmo! – o rapaz continuou. — Escute o teu amigo ou vai acabar ficando com o rosto igual ao dele! – advertiu.

    — Seu filho da mãe! – Mark então perdeu a paciência.

    Os dois embolaram-se entre socos e empurrões, Mark obviamente não daria conta do grandalhão sozinho e até mesmo o dono do estabelecimento pediu para que Derek intervisse naquele embate que, possível e provavelmente lhe daria algum prejuízo. Antes de obrigar-se a dar apoio ao amigo, Derek tomou o restante de sua bebida e no mesmo instante em que pôs-se ereto viu Mark ser projetado para fora do bar como se fosse um mero saco de lixo sobre a calçada. Indo de encontro ao rapaz, deu lhe um murro no estômago que a princípio não mostrou qualquer efeito e o soco no rosto pareceu apenas deixa o outro ainda mais irritado. No lado de fora, enquanto se recuperava, Mark era acudido por duas belas moças.

    — Mas que filho da... – Derek vendo em que se metera afinal de contas.

    — Vamos terminar logo com isso! – o outro a sua frente disse armando-se para uma nova investida.

    CONFIRA também - Meu querido Manequim
                                 Humanos
  • Entre Lobos - cap. 7 (conto-romance)

    principal
    Não se sinta perdido...LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura e Obrogado a a tenção!!
    Katherine estava em seu quarto no segundo andar quando de sua janela os viu chegar. Não soube ao certo o que estava acontecendo afinal de contas Mark não os visitava com frequência, mas o que a deixou incomodada foi a presença de Derek.
    — Mark querido! – sua tia os recebeu. — Mas que ótima surpresa!
    — Olá titia! – a cumprimentou.
    — Mas o que o trás aqui a essa hora? – já era final de tarde. — Espero que nada...
    — Não, não! Eu vim por que...bem... – fitou Derek ao seu lado. — Precisamos...
    — Gostaria de falar com a senhora e o seu marido. – Derek interveio.
    Mark o mirou surpreso, de fato, não imaginava que seu amigo estivesse disposto a “encarrar” aquela situação de forma tão decidida.
    — Você é...? – a mulher então o fitou. – Oh, claro! – lembrou-se do almoço de outro dia. — O amigo de Mark.
    – Derek! – apresentou-se estendendo a mão para a senhora que respondeu ao gesto.
    — Derek, isso! – ela falou ainda recordando do assunto que envolveu ambos aquele dia. — Sim! Alan está na sala, mas o que há? – perguntou buscando a face dos dois a sua frente.
    — Gostaria de falar com vocês sobre Katy. – Derek respondeu.
    Ainda antes que acabasse de falar veio a voz rouca do homem de dentro da casa indo em direção a saída.
    — Mas que conversaria é essa afinal de contas? – falou e em seguida surgiu ao lado da mulher ao escancarar ainda mais a passagem. — Mark? O que está acontecendo?
    A mulher, com o olhar pedido sobre Deck, ainda tentava entender qual era a situação.
    — Esse rapaz – então voltou dizendo. — Veio nos falar sobre Katy. – sem tirar o olhar de cima dele foi direto ao ponto.
    — Katherine? – soltou franzindo a testa e quase que instantaneamente flechando Derek com um olhar desgostoso.
    — Sim! – ele posicionou-se.
    — E oque exatamente você teria para dizer sobre nossa filha? – adiantou-se colocando-se a frente de sua esposa que recuou obrigando-se a observar a conversa por um espaço que lhe sobrara.
    Nenhum deles havia reparado, mas não muito distante de onde estavam, Katherine, atrás de um pilar os observava com atenção. Assim que ela percebeu ser a razão daquela visita sentiu um certo desconforto, seu coração acelerar como nunca antes. Sim, a verdade é que reprovara Derek no primeiro instante em que o conheceu... Sua rebeldia, suas roupas desgastadas, aqueles olhares audaciosos, intrometido sobre ela, mas reconhecia também que algo havia mudado com a aproximação que tiveram outro dia no parque. Agora ele estava ali, falando com seus pais e ao mesmo tempo em que aquilo lhe parecia um absurdo, foi algo que mexeu ainda mais com seus sentimentos.
    — Espera. O que você está me dizendo?! – Alan. — Sentimentos por Katherine?
    — Não quero que o senhor me entenda mal – Derek se explicando. — Tenho as melhores intenções por Katherine e acredito que ela...
    — Filho! – Alan intrometeu-se e depois deu uma pausa fechando a porta para que ele e os dois rapazes ficassem a sós na varanda.
    Assim que viu a entrada ser fechada, Katherine resolveu deixar a sala, foi então que sua mãe a enxergou.
    — Querida! O que está fazendo aqui? Achei que estivesse em seu quarto. – aproximou-se de sua filha.
    — Ouvi, o que estavam, dizendo. – Katherine respondeu pausadamente.
    — Oh, sim! Mas não se preocupe, está bem? Seu pai vai resolver tudo. Esses jovens rapazes sempre confusos com as ideias. – concluiu sorridente em quando seguia com ela para o segundo andar.
    Do lado de fora.
    — Você não sabe o que está dizendo e eu entendo, afinal de contas você não deve imaginar o que realmente se passa com Katy, então vou ser franco com você.
    — Pelo contrário! Sei exatamente o que está acontecendo e isso não interfere no que sinto por ela, Senhor.
    — Você sabe?! – fitou Mark. — Então entende que já temos muito com o que nos preocupar aqui e não precisamos ainda ter que sondar um relacionamento que certamente não tem possibilidade de ir muito longe – pausa. — Talvez, sim, você tenha boas intenções... Derek, não é mesmo? – puxou o nome da memória. — Mas Katy não tem que passar por esse tipo de decepção.
    — O senhor me desculpe! Entendo que queira mantê-la segura, mas como pode ter tanta certeza de que não teremos um ótimo relacionamento? Acredito no amor que sinto por ela se Katherine estiver disposta a...
    — Amor! – Alan repetiu a palavra com certo desdém. — Acredite filho. Não é exatamente o “AMOR” que mantém um relacionamento ou até mesmo um casamento por anos. Em condições normais temos que saber provir a família de tantas formas que você ainda – o fitou por completo. — Desconhece. Com a condição de Katy a situação é ainda mais exigente.
    — Não estou descartando dificuldades Sr. Alan, mas tenho certeza de que Katherine e eu nos ajustaríamos a nossa maneira.
    — E que maneira seria essa?! – o homem então disse em um tom mais duro. — Levá-la para suas farras onde vocês brigam e bebem a noite inteira? – ficou Mark que mirava um canto qualquer enquanto ouvia. — Minha filha não vai ser mais uma de suas diversões, rapaz!
    — Mas senhor... – Derek insistiu.
    — Não há mais o que ser discutido sobre isso! – o homem concluiu. — Katherine está bem do jeito que está e espero que não se aproxime dela. – estendeu a mão indicando o caminho da estrada. — E você, Mark, faça o favor de não ficar instigando essa bobagem.
    — O senhor está errado! – Derek segui falando mesmo com seu amigo o empurrando para fora da varanda. — Todos vocês estão errados! Estão sufocando ela. Impedindo que ela tenha a própria vida!
    Sem dar atenção Alan fechou a porta.
    Já no andar de cima, da janela, Katherine viu seu primo e o amigo embarcarem em suas motos. Ainda antes de dar partida Derek a viu entre as brechas da cortina e foi embora.
  • Entre Lobos (conto-romance) 1/9

    principal
    Estados Unidos 8/12/1941

    “...Peço que o Congresso declare que, em vista do ataque ardiloso e não provocado do Japão no domingo, 7 de dezembro, um estado de guerra passa a existir entre os Estados Unidos e o Japão”
    Franklin Roosevelt


    Minnesota, condado de Todd, final de tarde. Dias após o ataque a frota naval americana.

         Escorado sobre a mesa da cozinha, John tentava estabilizar a frequência da radio. A todo instante era transmitido notícias sobre a guerra que partira da Alemanha nazista sobre a Europa. Agora, com a participação do seu país na batalha após o ataque em Pearl Harbor, todo jovem americano era bem vindo ao exército e isso o deixava tenso, pois, Derek era seu único filho e possivelmente iria acabar envolvido àquela causa. Sua concentração era tamanha sobre os noticiários que se quer havia reparado que o próprio chegara e de fato só deu-se conta disso depois que seu filho largara um envelope a sua frente.

          — O que é isso? – perguntou sem tocar na correspondência.
          — Aqueles desgraçados vão pagar caro pelo o que fizeram! – Derek respondeu com precisão. — Vou me juntar ao exército! – declarou.

          O homem escorou-se na guarda da cadeira e tomou fôlego. Desfez-se do ar e levantou sem dizer uma única palavra deixando que a transmissão da rádio encontrasse seu próprio jeito de se consolidar. Foi até o armário e retirou um cigarro da carteira e em seguida escorou-se à porta de saída. Acendeu o fumo e tragou a fumaça profundamente antes de começar a falar.

          — Só espero que não esteja fazendo isso por causa daquela def...
          — Deixe Katy fora disso! – Derek interferiu-se. — Isso nada tem a ver com ela. – esclareceu. — E agradeceria se o senhor não a chamasse dessa forma novamente. A caso tem simpatia pelos ideias daquele tal Führer? – finalizou em um tom mais sério.
          — Não diga bobagens, rapaz! – o senhor firme contra aquela injúria. — Mas está bem! Faça como quiser. Não vai mais me ouvir dar um “pio” sobre essa garota, mas saiba que está criando a ti mesmo um grande problema! – deu outra tragada no cigarro.

          Derek não soube ao certo se seu pai se referia a sua entrada ao exército ou ao seu relacionamento instável com Katherine. Em meio aquele breve silêncio em que se encontravam, ouviram a chegada de um visitante. O rapaz deixou sua motocicleta junto a de Derek e foi de encontro a ambos, agora, parados em frene a  entrada da casa.

          — Sr. John! – o rapaz o cumprimentou respeitosamente antes de falar com Derek.
          — Olá, Mark! – o homem respondeu. — E as novidades, rapaz?
          — Bem... – mirou Derek. — O senhor já deve estar sabendo da nossa... Inclusão! – orgulhoso, referiu-se ao alistamento militar.
         — Claro que sim! – demonstrando não estar surpreso em saber que os dois estariam juntos também naquela empreitada, John respondeu com um pigarro rouco. — Afinal de contas, onde um estaria se não estivesse o outro? – riu-se com certo deboche.
          Mark apenas respondeu com um sorriso na face.

          — Precisamos conversar! – Mark dirigiu-se ao amigo logo à sua frente.

         Percebendo que seria um assunto que não lhe dizia respeito, John deixou que os dois rapazes ficassem a sós. Depois de trocarem algumas poucas palavras Mark deixou clara a razão de ter vindo. De dentro de sua jaqueta, retirou uma folha de papel dobrada e entregou ao outro. Era de Katherine, escrita por sua irmã Mary.

          — Ela está preocupada, Dek! – Mark comentou. — Acha que a ideia de termos entrado no exército foi meio... impulsiva. – descontraiu.

          A mensagem falava sobre a repulsa de Katherine sobre o alistamento de ambos e do quanto ela tronara-se mais reclusa após o término do relacionamento com Derek. Informalmente, pedia ainda para que ele viesse vê-la, deixando claro que os pais dela agora mostravam-se mais receptivos quando a presença dele.

          — Como ela está? – Derek pediu sobre Katy.
          — Até onde sei, mal tem deixado o próprio quarto... – breve pausa. — Pra uma pessoa que adorava fazer passeios isso deve significar alguma coisa, não?
          — Nada disso precisava ter acontecido. – Derek soltou. — Sabe que não foi por minha causa que...
          — Não os tenha mal. – Mark o interrompeu. — Meus tios sempre foram muito cautelosos a tudo o que envolvesse Katy... Só pensam na segurança dela.

         Ficaram em silêncio por alguns segundos.
         — Então, você não vêm? – perguntou.

         Derek o fitou condenando a possível chance de o amigo ter lido sua correspondência.

         — Não, não! – Mark logo se defendeu ao perceber a reação do outro. — Elas só me fizeram prometer que te convenceria ou te levaria amarado até lá. – brincou pondo novamente o capacete.

          Ainda que aquele convite lhe parecesse, num primeiro instante, estranho, Derek sabia que era preciso aceita-lo já que lhe restava pouco tempo na cidade e a verdade é que pouco importava se os pais de Katy, por causa da atual situação da filha, apenas iriam tolera-lo. Ele ainda a amava e nada sabia do que estava por vir assim de partisse para longe dela.

          — Vou dar uma saída! – esquivando parte de seu corpo para dentro da casa avisou seu pai que respondeu erguendo seu copo munido de whisky enquanto ainda fumava e fuçava na transmissão da rádio.

    Confira o capítulo seguinte! 
  • Entre Lobos (conto-romance) 3/9

    principal
    Não sinta-se perdido LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura!

          Mary e Katherine vinham caminhando sobre a calçada quando viram, surpresas, seu primo alçando voo de dentro de um estabelecimento poucos metros a sua frente. O rapaz caiu completamente desengonçado e por esse motivo tiveram razões o suficiente para crer que ele não teria condições de erguer-se novamente, mas ainda mais incrédulas, viram ele, ainda meio zonzo, pôr-se em pé. Correram dar-lhe suporte.

    — Mark! – Mary assustada sem entender o que estava acontecendo. — Meu Deus! O que foi isso?! – o investigava de cima a baixo como se buscasse a certeza de que não lhe faltava qualquer pedaço.

    — Varsóvia! – o outro disse ofegante apoiando-se sobre os joelhos. — Maldito desgraçado! – soltou usando o restante do fôlego.

    — O que?! – no primeiro instante a única coisa que conseguiu pensar foi que se ele estivesse bêbado ou  provavelmente estava delirando por causa da queda.

    — Varsóvia foi rendida – continuou falando. — E aquele filho da mãe – mirou para dentro do bar. — Acha que está seguro. – sacudiu a cabeça negativamente. — Não hoje!

    — Mas do que você está falando?

    — Cuidado! – então advertiu afasto-as da entrada antes que fossem atropeladas pelos dois rapazes que agora saíam porta a fora socando-se.

    Sobre a calçada, depois de apartarem-se, Derek e o grandalhão passaram a se espreitar, um estudava o outro esperando o primeiro equívoco, um simples deslize para aquele embate chegar ao fim.

    — Nem sei bem ao certo o porquê de estarmos fazendo isso, cara! – Derek de punhos cerrados, fixo no oponente.

    — É um bom motivo pra você se arrepender de ter entrado nessa, então! – o outro respondeu.

    Então, todos ouviram a sirene soar e a viatura policial encostar rente a calçada.

    — Mas o que está havendo aqui? – o oficial falou sem deixar o veículo.

    Ambos se recompuseram, mas ainda se encarando.

    — Desculpa, chefe. – Mark adiantou-se. — Foi só um desentendimento entre... amigos. – buscou o semblante de Derek e o outro.

    — Mas olhem só... – o policial reconheceu Derek. — Parece que a confusão da noite passada não foi o suficiente, hein rapaz! Por que não me admira que você esteja no meio desse tumulto?

    — Eu...

    — Foi por minha causa! – Mark novamente. — Me desentendi com o... amigo – indicou com a face o grandalhão. — E... cá estamos nós. – soltou sem de fato explicar a situação. — Mas não foi nada de mais, já estamos... resolvidos, certo? – fitou o rapaz novamente que não respondeu, apenas ergueu mais o rosto mostrando superioridade.

    — Então é melhor que todos se acalmem. – o oficial falou com autoridade. — Ou vão acabar encrencados de verdade! Todos vocês. – completou antes de dar partida na viatura.

    O grandalhão passou uma das mãos sobre o lábio e sentiu o gosto do próprio sague. Sorriu.

    — Nada mal! – começou a recuar lentamente e por fim dando as costas para todos e indo embora.

    — Mas afinal de contas o que foi tudo isso?! – Mary completamente confusa. — Não acredito que você anda se envolvendo em confusão, Mark! – reprovou. — Titia não iria gostar nem um pouco de saber que...

    — Não se preocupe. – disse num tom calmo. — A propósito esse é Derek! – apresentou o amigo. — E obrigado, cara. – agradeceu em seguida.

    — Por ter levado uns socos por você? – o outro descontraiu. — Como eu poderia ter recusado!

    — Bem, me parece que os dois valentões estão satisfeitos, não? – Mary ainda tentou repreende-los.

    — Não muito! – Mark. — Ser jogado daquela forma foi humilhante. – completou vendo o sorriso machucado do amigo. — Me senti menosprezado, droga!

    Derek se ria ouvindo o amigo desgostoso quando passou a reparar na demasiada indiferença de uma das moças sobre tudo o que estava acontecendo. De fato, a garota ser quer havia dito uma única palavra desde que elas apareceram por lá. Talvez fosse tímida ou simplesmente, assim mostrou seu delicado e refinado modo de se vestir, ele a enojava. A verdade é que dificilmente se saberia ao certo e, de qualquer forma, aquele rosto doce com olhos claros lembrando dois diamantes azuis sutilmente lapidados, já havia aguçado a atenção dele. Como provavelmente aconteceria, a moça percebeu o olhar descarado e persistente sobre ela. Tentou desvencilhar-se buscando pontos que o tirassem de sua mira, mas obtinha sucesso por poucos segundos. Não demorou muito para que Mary reparasse no que estava acontecendo.

    — Bem... – Mary continuou. — Eu e Katy já estamos indo e aconselho a você a ir para casa também antes que arrume mais confusão. – sugeriu.

    — Estamos bem. – Mark declarou. — Foi só um imprevisto. – completou.

    — Você não tem mais jeito mesmo, Mark! – adiantou-se dando passagem para Katherine. — Não tem! – reforçou.

    Derek encontrava-se com as ideias distantes.

    — Ei! – Mark chamava o amigo. — Dek! – próximo a entrada do estabelecimento chamava o amigo. — Acho que merecemos tomarmos outra, não?

    — Por que nunca me falou sobre ela? – Derek então soltou.

    — O que? – voltou-se para o amigo.

    — Nunca me falou sobre essa sua prima... Kathy, não é?

    — Não! Não, não, não. Esquece! – o outro já cortando o assunto. — Nem pense nisso, cara. Vai encontrar problemas, ali!

    — E acaso não estou acostumado com isso? – abriu os braços mostrando sua situação. — Maldita hora que resolvi me envolver na tua confusão Mark! Ela deve estar me achando um animal.

    — Coisa que você não é, certo? – o amigo debochando.

    — Pro inferno! – cruzou por ele. — Você me deve essa e sabe disso! – deixou claro.

    — Pois bem! – Mark seguiu dizendo vendo o amigo entrar no bar. — Te pago uma cerveja, então!

    — Não! Não é o suficiente. – voltou a sentar-se de aonde havia saído. — Mas já é um começo. – acomodou-se dizendo por fim.
  • Entre Lobos (conto-romance) 4/9

    principal
    Não se sinta perdido. LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ÓTIMA leitura!

    Naquela manhã de sábado Mark ligara para Derek pedindo para que o amigo viesse dar uma olhada na sua Formosa, apelido carinhoso que dera a sua motocicleta. Ainda perto do meio dia, ele apareceu por lá. Mark já o esperava disposto a dar cabo de tudo sozinho.

    — Ela não liga, Dek. – adiantou o problema. — Não está dando partida. – explicou ainda.
    — Vamos ver. – o outro disse depois de aproximar-se e cumprimentar o amigo que se mostrava preocupado com a situação.

    Já haviam se passado alguns minutos desde que Derek procurara desvendar o problema quando um automóvel escuro estacionou sobre o gramado em frente a casa. Sem dar atenção, ele continuou fixo no que estava fazendo, diferente de Mark que ao perceber quem chegara lgo  foi recepciona-los.

    — Mãe! – disse indo em direção ao carro. — Eles chegaram. – avisou.
    — Mark! – um senhor falou depois de desembarcar Do vveículo. 
    — Tio. – cumprimentou o homem com aperto de mão e um abraço.
     
    Em seguida uma mulher desembarcou acompanhada de suas duas filhas.

    — Ajude sua tia, sim. – sugeriu ao sobrinho. — Trouxemos algo para o almoço.
    Mark contornou o veículo e deu auxílio a Dna. May.

    — Deixe que eu levou tia. – adiantou-se pegando uma bandeja larga. — Olá Mary... Katy. – cumprimentou suas primas também.

    Então, Derek, voltou-se para trás e viu Katherine deixar o veículo. Mark, acompanhado pelos demais veio em direção a residência.

    — O que houve? – o homem parou por um segundo ao ver o que estava acontecendo.
    — Minha princesa não está bem. – Mark respondeu pelo amigo. — E esse é meu anjo da guarda – referiu-se ao amigo agachado — Dek esse é meu tio Alan e tio Alan esse é Dek. – os apresentou.
    — Me desculpe, senhor. – Derek pôs-se em pé. — Eu o cumprimentaria, mas... – estendeu as mãos mostrando o quanto estavam sujas.

    O rapaz não soube se seria muito educado cumprimentar o senhor daquela forma. Deixou de ter dúvidas quando percebeu que o homem lhe estendera a mão. “É o melhor.” Ouviu Mark falar logo ao lado do senhor.

    — Deixe disso, rapaz. – o homem disse. — Mãos como essas representam o progresso.

    A poucos passos as costas dos dois cruzou Katherine que o fitou discretamente. Mary o ignorou completamente assim como Dna. May. Na entrada da casa surgiu Sofya, mãe de Mark, uma mulher simpática e sorridente que agora as esperava calorosamente. Mark, juntamente com seu tio, seguiu para dentro de casa.

    — Já volto, Dek. – avisou e a verdade é que realmente não levou muito tempo até que estivesse de volta. — E então... como está indo? – pediu com certa preocupação.

     Sem responder, Derek prendeu novamente a mangueira a uma pequena saída do motor e pediu para que o outro tentasse dar partida novamente. Como por um milagre, a motocicleta respondeu imediatamente.

    — Eu sabia! – Mark contente. — Você daria um jeito, Dek!
    — Coisa simples...
    — Bem... Como minhas economias andam...escassas. – agora o outro explicava-se. — Não tenho como te pagar, mas – desligou a moto. — O que acha de almoçar com nós.
    — Não acho que seja uma boa ideia. – respondeu. — Me parece uma reunião íntima. – referiu-se ao encontro dele com os familiares.
    — Não, não! Deixa disso! – o convidou com um movimento de mão. — Meu tio provavelmente te interrogue, mas é uma boa pessoa. Pelo visto ele gostou de você.
    — E isso é bom?
    – Depende do quanto você corresponda as expectativas dele. – riu-se.

    Percebendo que não existiria uma maneira de impedir que aquele convite se desfizesse seguiu o amigo para dentro da residência.

    Derek sentiu-se um pouco acuado sentado à mesa. Diferente dos demais, ele usava uma vestimenta mais informal. Até mesmo Mark que entre todos era o que mais se assemelhava a ele, estava ou lhe pareceu aquele momento, especialmente bem alinhado.

    — E então... Derek. – o senhor dirigiu-se a ele. — Tem dom para concerto?

    Mark, então, o fitou como se lhe dissesse “Falei que isso podia acontecer”.

    — Bem... Trabalho na oficina de meu pai. – explicou objetivamente. — Ajudo a...resolver algumas coisas.
    — E vejo que se sai muito bem, não. – referiu-se a moto do sobrinho.
    — Obrig...
    — Ainda que se evolva em problemas nas horas vagas. – Mary soltou num sussurro, mas que claramente pode ser ouvido por todos.
    Mark posicionou-se.
    — Aquele dia foi apenas um... Equívoco.
    — Chame como quiser, Mark. – Mary. — A meus olhos vocês não passavam de dois baderneiros.

    Então, estalou-se um certo desconforto a mesa. Derek arrependeu-se no mesmo instante em ter aceitado aquele convite. Não tinha sido o suficiente ter passado a impressão errada na primeira vez, ainda teria que ser exposto ante a família inteira de Katherine, que tanto quanto a última vez, mantinha-se calada. Tanto ele quanto Mark foram envolvidos pelas desaprovações de todos.

    — Mas Dek não teve culpa. – Mark esclareceu. — Tudo o que fez foi ajudar.
    — Uma confusão sempre será uma confusão! – o homem colocou fitando os dois. — E não tolero baderneiros, Mark! São um atraso. E em respeito a memória do grande homem que foi teu pai, não vou tolerar ou permitir que você se torne um. – completou apoiado por sua irmã Sofya.
    — Obrigado, Mary. – então Mark dirigiu a prima. — Finalmente estou conseguindo ser visto como um delinquente. – debochou ao mesmo tempo em que abocanhava um pedaço de carne.

    Ela apenas ergueu as sobrancelhas lembrando algo do tipo “Não há de que”.
  • Entre Lobos (conto-romance) 5/9

    principal
    (POSTAGEM TODO INÍCIO DE MÊS) Não se sinta perdido! LEIA os capítulos anteriores! TENHA UMA ÓTIMA LEITURA!


    — Que almoço, hein? – Mark na varanda riu-se com o amigo depois.

    Sem dizer nada Derek apenas calçou um cigarro entre os lábios. Apalpou os próprios bolsos, mas não achou seu isqueiro.

    — Tome. – o outro alcançou o seu depois de acender o próprio fumo. — Não ligue... Eles são assim mesmo. Conservadores.

    — Claro! – disse depois de soltar a fumaça do pulmão. — Mas então acho que já está tudo resolvido por aqui. – fitou a motocicleta do amigo. — Já é hora de eu ir.

    Assim que disse isso, viu atravessarem a porta de saída Mary e Katherine acompanhada logo atrás por seu pai e as duas mulheres.

    — Mas nos deixe na cidade, papai. – Mary. — Eu e Katy queremos conhecer o parque que chegou essa semana. – comentou.

    — Está bem. – o senhor respondeu. — E o que acha de fazer companhia a elas Mark? Seria de bom tom se agisse como um cavalheiro algumas vezes.

    — Não é necessá... – Mary

    — Claro! – Mark respondeu de imediato. — Assim aproveito pra testar a Formosa. – respondeu com semblante sorridente.

    — Mas pai... – Mary ainda não aprovando aquela ideia.

    — Sabe que não gosto que andem sozinhas, ainda mais em lugar tumultuados como esses. – o homem deixou claro. — Mark lhes fará companhia, sim. – completou aproximando-se de Katy e lhe acariciando o rosto. Seguiu em frente depois de despedirem-se de Sofya. Minutos depois o veículo deu partida e sumiu.

    — Mas e vocês? – A mãe de Mark perguntou sem entender o porquê de os dois ainda estarem por lá. — Já não deveriam ter ido encontrá-las? – completou voltando para dentro de casa.

    — Sim! Claro! – Mark de súbito. — O que acha Dek? – disse apoiando a ideia de tê-lo como companhia.

    — Bem... – Derek deu mais algumas tragadas no fumo e antes que pudesse dizer qualquer coisa o outro antecipou-se comentando.

    — Talvez tenhamos que aturar o humor inflexível de Mary. – brincou. — Mas pense nas lindas mulheres que por lá estarão. – deu um tapinha no ombro do amigo.

    Derek sorriu vendo a perspicácia do amigo.

    — Por isso você aceitou a sugestão do teu tio, não foi? – falou dano uma última puxada na fumaça e jogando fora o cigarro pela metade.

    — Tudo na vida tem um preço. – respondeu pondo seu capacete. — E nesse caso, vejo como uma... Troca de favores. – breve pausa. — As mantemos seguras enquanto bebemos e admiramos a paisagem. Perfeito, não? – concluiu antes de dar partida na motocicleta. Pegaram a estrada.

    O lugar realmente estava movimentado, mas não levaram muito tempo até que conseguissem encontra-las em meio aquela multidão. Derek aproximou-se com o amigo e parou próximo a Katherine que evitava o encontro de seus olhos.

    — Nós vamos caminhar. Deve ter muita coisa interessante por aqui. – avisou o primo. — E você – o mirou séria. — Conseguiria não criar problemas? – soltou antes de afastar-se com Katy.

    — Fique tranquila. – começou com um tom debochado. — Farei o máximo pra que não me diminua no próximo almoço. – então, embrenhou-se com Derek no movimento.

    — Ok! – Mark soltou em algum momento mais tarde já sentindo-se incomodado. — Preciso de uma cerveja e não acho que vou encontrar isso por aqui. – ainda mirando ao redor. Avistou suas primas em frente a uma barraca. Foram até elas. — Como estão se saindo?

    — Muito bem. – Mary respondeu. — Vamos só comprar um refresco. Logo papai vem nos buscar.

    — Acho que vou me contentar com isso. – ele sussurrou dando-se por vencido referinod-se a bebida.

    Assim que um pequeno grupo deixou o lugar depois de fazerem suas compras Mary adiantou-se acompanhada deMark. Katherine mirava a imensa roda gigante que estava a alguns metros longe de onde estavam, vendo sua atenção sobre a atração, Derek usou-a como um meio para em fim aproximar-se dela.

    — Imensa, não? – disse parando logo ao lado. Katy o fitou com o semblante liso e não disse nada. — Quer ir até lá? – perguntou.

    Katherine, pensou por um segundo e sorriu demonstrando ter deduzido o que ele lhe dissera.

    — Conhecer? – respondeu com a voz fraca. — Ela? – indicou com a face.

    — Sim! – ele disse. — Gostaria? – mostrou o caminho com um gesto simples.

    Katherine o observou e respondeu afirmativamente com a cabeça, mas sem pronunciar uma única palavra.

    — O que acha que está fazendo? – Mary então susrgiu como um fantasma.

    — Bem... Nós íamos até a roda gigante e...

    — Não, não vão! Não mesmo! – a outra posicionou-se. — Katy – voltou-se para a irmã. — Não pode agir dessa maneira... precisa ser mais cuidadosa. – reprovou a atitude da irmã.

    — Calma! Não há nada de errado. – Derek. — Só estamos conversando.

    — Não! Ela não está conversando! – respondeu com mais frieza. — Você quem a está importunando. – entregou um copo para a outra. — Deixe-a em paz! Sei muito bem o que você pretende com ela. – insinuou ainda. — Vamos, Katy. – deixou que a outra passasse a sua frente.

    — Mas... – Derek mirou o amigo que deu de mãos como se dissesse “esquece, esquece”.

    — Já te falei sobre isso. – Mark segundos depois. — Vai encontrar problemas ali. – referiu-se a Kety. — Tanto meus tios quando Mary... – pensou por um segundo. — Talvez não minha tia, mas os outros são bem rigorosos quanto a Katherine.

    — Não entendo.... – buscou uma explicação para si mesmo.  — Beata? – concluiu.

    antes mesmo de responder o outro sorriu parecendo debochado.

    — Mais complicado do que isso. – riu-se Mark. — Katy não é como as outras, Dek. – secou seu refresco. — Acho que a diversão acabou por aqui.

    — Vamos até minha casa. – agora Derek sugeriu. — Lá te um bom wisk e você aproveita pra me explicar melhor essa história.

    O outro concordou ao perceber que seu dia ainda não estava perdido.

    Agedeço a atenção!
    Confira também os outros títulos!
    Forte abraço!
  • Entre Lobos (conto-romance) 6/9

    principal
    Não se sinta perdido(a), LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura!
    Derek fumava escorado sobre o corrimão acompanhado de um copo de bebida e mais adiante, não muito distante de onde estava, Mark permanecia sentado sobre os poucos degraus que levavam a varanda. A rua em frente, monótona, estava tão quieta quanto os dois amigos.
    —... Quer me fazer de besta! Você está zombando de mim, Mark. – Derek então falou depois de soltar a fumaça do pulmão.
    — Acha que eu brincaria com uma coisa dessas? – o outro respondeu imediatamente. — Você deve ter percebido algo de estranho, não? Com ela. Queria saber o que esta havendo e estou te dizendo. – completou.
     — Mas... Impossível! Você mesmo viu o que aconteceu no parque! Por mais curta tenha sido nós tivemos uma conversa. – jogou contra. — Não? – riu-se.
    — Está bem, talvez a situação não seja exatamente como coloquei... Ao menos não ainda. Apesar de Katherine ter perdido grande parte da audição, não significa que não consiga nos ouvir. – tirou um gole da bebida. — Sinceramente fiquei surpreso que ela tenha se ariscado a falar com você, Dek. – comentou ainda. — Ela costuma ser extremamente reservada.
    O amigo ainda refletia sobre o que acabara de ouvir.
    — Reparando agora, isso explica muita coisa. – então, disse depois. — E como pode ser desfeito? – atencioso. — Isso pode ser desfeito. – reformulou a frase esperando que sua confirmação fosse apoiada pelo amigo.
    Mark negou com a cabeça antes de responder.
    — Não! – pesaroso com aquele fato. — E com o tempo só piora. Meus tios já procuraram todos os meios pra ver se ao menos isso pode ser interrompido, mas parece que vai chegar o dia em que ela simplesmente vai deixar de ouvir qualquer coisa, Dek. – esclareceu por fim. — E isso é muito triste de saber.
    Ficaram em silêncio.
    — Por isso, meu caro amigo, vou dizer uma última vez. – Mark pôs-se em pé. — Esquece essa história. Não vai querer essa situação pra você. Acredite.
    — Como?! – Derek surpreso. — Acho que não entendi direito. – precisou de confirmação.
    — Não, você me ouviu muito bem. – Mark afirmando o que havia dito. — Esqueça Katy.
    — Poxa vida, Mark! Achei que fosse ter ao menos o teu apoio! – insistiu.
    Antes de seguir falando o outro pôs seu copo vazio junto ao do amigo.
    — A surdez de Katy é só parte do problema, Dek. – continuou dando de mão em seu capacete. — Viu como Mary reagiu só de você trocar umas poucas palavras com ela, meu tio é tanto pior. – montou na motocicleta. — Acredite, cara! Se tem alguém que pode falar com propriedade, essa pessoa sou eu... Faça um favor a si mesmo. Esqueça Katherine ou isso pode não acabar bem.  E é tudo o que tenho a dizer sobre isso. – de ombros vestindo o acessório dando partida e indo embora.
    Derek continuou onde estava, fumando imóvel vendo o amigo levantar poeira da estrada. Não demorou muito e ouviu a porta atrás abrir e bater novamente. John aproximou-se dizendo
    — Deveria dar ouvidos ao que ele disse.
    — As espreitas agora? Não achei que o senhor agisse assim. – comentou vago buscando fitar o homem por cima do ombro.
    — Não pensa em levar isso adiante, não é? – o homem seguiu dizendo sem dar ouvidos ao que seu filho lhe dissera.
    — Bem... Parece que todos já sabem o que eu devo ou não fazer, não é? – respondeu tomando o restante de sua bebida e em seguida lançou o toco de cigarro na estrada antes de seguir para a porta de entrada.
    — Pense melhor, rapaz. – o homem sugeriu. — Essa não é como uma de suas brigas de rua. Ao mesmo consegue enxergar isso?
    — Claramente. – entrou deixando a porta bater. — Claramente. – repetiu.
    Na manhã seguinte, como de costume, John escutava os noticiários sobre o avanço da Alemanha. Foi surpreendido ao ver que Derek surgira mais alinhado com suas vestimentas, logo deduziu que seu filho preparara-se par uma ocasião mais formal.
    — O que merece todo esse cuidado? – falou.
    — Vou até a casa de Mark. – esclareceu o que deixou seu pai confuso. — Quero falar com os pais de Katherine e espero que ele me diga onde encontrá-los. – por fim.
    O home desfez-se do aparelho.
    — Mas que droga! Achei que tivéssemos resolvido esse assunto! – John sério. — Vai realmente insistir nessa história?
    — Já tomei minha decisão. – respondeu indo em direção a saída.
    — Não me dê às costas, rapaz! – o homem deixou o assento. — Não percebe o erro que está cometendo? Com pode considerar uma vida normal com alguém que um dia não vai nem escutar o que você diz?
    — Dane-se todos vocês! – Derek posicionou-se. — Não vou abrir mão daquilo que eu acredito por que vocês são covardes!
    — Cuidado, rapaz! – John o advertiu.
    — Covardes, sim! Não teriam coragem de enfrentar uma situação como essa e por isso se não conseguem mantê-la trancada querem impedir que o mundo não se aproxime dela.
    — E o que pretende fazer? Não tem culhões pra esse relacionamento, filho. – disse. — Mal consegue manter os bolsos cheios.
    — Ainda assim é o que pretendo fazer! – insistiu.
                — Pois bem. – deu de mãos abertas. — Resolva isso de uma vez, então! Quem sabe, depois de ser enxotado perceba quem está certo.
    Sem dar ouvidos Derek partiu.
    — Você enlouqueceu de vez, Dek! – Mark ainda sem acreditar no pedido do amigo. — Acaso ouviu alguma coisa do que eu disse ontem?
    — Cada palavra.
    — Cara, você realmente gosta dela, não é? – agora admirando a postura do amigo.
    — Assim que a vi, Mark. – respondeu. — Por isso preciso da tua ajuda. Não vou desistir sem que ela mesma deixe claro que não tem sentimentos por mim.
    Mark respirou fundo e soltou o ar.
    — Está bem! – então concordou. — Parece justo. Afinal de contas você já me ajudou tantas vezes. – estendeu a mão. Cumprimentaram-se com força. — Provavelmente meu tio me mate por dar apoio a isso, mas vejo que é sincero o que sente por Katy. Quem sabe eles também enxerguem...
    — Tudo de que preciso agora é do teu apoio. – Derek respondeu vendo transparecer na face do outro um sorriso de satisfação.
    CONFIRA TAMBÉM... Meu Querido Manequim / Humanos
    OBRIGADO a ATENÇÃO!
  • Entrelinha duma quinta à noite

    Eu não deveria, mas estou ao lado duma garrafa vazia de vinho, e outra que estou trabalhando agilmente para deixar no mesmo estado da primeira. Há quem não goste de vinho gelado, preferem ao natural, mas, eu não! Gosto do gelado, até porque assim que entrar em contato com meu corpo, ele queimará. Quase me fazendo entrar em combustão. É gostoso sentir o, quase inexistente, sabor da uva dançando com o álcool desses vinhos baratos comprados em uma padaria qualquer em plena quinta-feira. Droga! Prometi que não beberia como da última vez. Ao que me lembro, pedi alguém em namoro, e ele aceitou! Isso fora a ressaca no dia seguinte que mais pareceu ter colado minha cabeça na parede com Super Bonder enquanto dormia. Deus é mais! Ah, quase ia esquecendo de mencionar, não que fosse importante, minha noite está sendo embalada ao som da Adele numa playlist bacaninha no Spotify, mais precisamente, sentada no chão frio assim como a taça de vinho que estou entre os dedos; tão nua quanto minha alma nesse pedaço de folha que ouso deslizar a caneta. Consegue imaginar? Acho que não! Deus queira de não! (Caso contrário, amanhã me arrependeria de redigir esse texto). Não me imaginaria que estaria assim algumas horas atrás, mas fazer o que se gosto de imprevistos? Não sei como, muito menos o porquê, mas sinceramente, é gostoso! Me é atrativo viver em entrelinhas, fora dum roteiro. Sei lá, é como pegar uma folha em branco e dar o espaço que quiser de margem, pouco se fodendo pras normas da ABNT. 
    Então, assim fiz minha margem numa noite que mais estava com cara de padrão como as anteriores dessa semana. A manhã de sexta não sei bem, como sempre, mas deduzo que não será tão distinta quanto da ultima vez, que ganhei até o poder de amplitude da minha capacidade auditiva em mais de duzentos por cento que o natural. E viva as entrelinhas!
  • Escolhi você

    Eu escolhi você, independente de tudo e qualquer coisa, eu quis você, em todos os momentos depois que vc apareceu na minha vida, não tinha espaço pra mais nada, e eu iria pra qualquer lugar se você estivesse comigo... mas pra você nunca foi assim, quem gosta de verdade fica junto, não desiste nas primeiras dificuldades, nenhum relacionamento é um mar de rosas, as coisas acontecem pra testar nossos sentimentos, pra ver quem é capaz de ficar, de superar.

  • Escravismo Oculto

    A vida tornou-se uma rotina criada por eles para que produzíssemos dinheiro , trabalho e capital para certo alguém. Algo ilusório que aceitamos sem questionar , pois vivemos confortáveis sendo escravos sociais.
  • Esotérico Ato Manifesto da Revolução Existencial




    Nos primórdios da nossa existência como uma das muitas espécies que habita esse ecossistema terráqueo. Nós éramos simplesmente um ser coabitando e interagindo com os outros inúmeros seres aqui existentes. Não víamos a natureza como esse belo quadro pintado a óleo ou aquarela, ou como as ‘pixeladas’ imagens digitais no fundo dos nossos desktops eletrônicos e dispositivos móveis. Não ansiávamos pela chegada do tempo limitado do fim de semana para passear com a família nos bosques e pradarias, e nem tão pouco esperávamos a chegada das férias para curtir os muitos lugares paradisíacos, ou nos aventurar em trilhas, escaladas e caminhadas nos ditos ambientes naturais e ecológicos. Essa coisa alheia que hoje denominamos “NATUREZA” era intimamente o único e o primeiro mundo vital e cultural que existíamos.






    Nossos antepassados não só viviam em contato íntimo com as outras criaturas vegetais, animais e inanimadas, como se comunicavam diretamente com os seus espíritos e coração. Daí que surgem as fabulosas histórias e contos de fadas, gnomos, duendes, devas, ninfas, curupiras, orixás, anjos, caboclos, entre outras inúmeras manifestações do que hoje classificamos como “espíritos inorgânicos da natureza” em diversas culturas humanas espalhadas pelo mundo.
    Por isso, fica muito difícil para o nosso entendimento humano separar a nossa espiritualidade, cura e boa qualidade de vida da Mãe Natureza. Isso explica porque os diversos movimentos esotéricos, xamanísticos, taoistas, hinduístas, budistas, cabalistas, sufistas, gnósticos, wicca, candomblé, entre outros da busca da espiritualidade, como também os movimentos de cura, saúde mental, e medicina ancestral e alternativa se situarem em ambientes naturais abertos e ecológicos.





    Percebemos ao longo do nosso rigoroso processo civilizatório, em que gradualmente nos separamos do nosso natural habitar, que o SAGRADO em nós foi naturalmente esquecido. Deixamos de ouvir as MENSAGENS DOS VENTOS, paramos de falar a LÍNGUA DAS ÁRVORES E MONTANHAS, abandonamos o afeto de SENTIR COM O CORAÇÃO, e os nossos olhos se cegaram para o MUNDO INVISÍVEL. E, para piorar mais ainda a nossa situação, nos transformamos no pior predador que já existiu em todos os tempos. ‘Satânico Aniquilador’ das muitas culturas existenciais em todos os aspectos da natureza, e de nós mesmos.
    Atualmente nos tornamos existências humanas desencantadas, prisioneiras de nós mesmos em frente a uma tela Touch Screen de valores, e, de falsas concepções virtuais, mendigando uma irreal atenção em salva de palmas, likes e emotions de coraçãozinhos vermelhos, rostos redondos amarelados (caras de bolachas) e legais polegares opositores.




    As proximidades humanas se basearam em distantes conexões WI-FI, em que ignoramos cruelmente os nossos presentes íntimos entes queridos a nossa volta, em ser um direto participante na criação doAqui e Agora, para nos tornar um observador e um observadodistante do passado alienado dos desejos, anseios, críticas e felicidades do desconhecido “amigo” internauta. Preferimos viver solitários com políticas de privacidade essa virtual ruptura do contato natural, nos separando plenamente do sentido existencial da vivência humana, e minimizando a nossa consciência social, afetiva e emocional ao estado simplista do observador e do observado.
    A tecnologia não promove e nunca promoverá, assim como as propostas da comunidade científica, uma fusão harmoniosa com a existência humana e a natureza. Sua meta desde a revolução industrial é unicamente modificar. Acreditando melhorar, otimizar, maximizar, implantar, oportunizar e assegurar um conceito evolucionário de humanidade ciberneticamente supranatural, onde poderíamos viver sem depender dos recursos naturais e afetos sociais para nossa existência. Para assim, em vez de (como eles acreditam) subsistirmos, ‘sobresistirmos’ na lua, em Marte, ou em uma cosmológica galáxia distante como prega e aliena Hollywood.
    Então, eis a questão e desafio existencial da nossa cultura humana: ATÉ QUANDO FICAREMOS CALADOS E INERTES, TRANSMITINDO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS ESSA GRANDE DEPRESSÃO EXISTENCIAL, PELO QUAL NOS CONVERTEMOS NO TIRANO PROBLEMÁTICO DESTRUIDOR DA BELEZA DE TODAS AS COISAS? Entretanto, quem se movimentará e falará com loucura e paixão para o despertar da grande massa? Quem será esse novo Meshiach e Avatar? Mas, enquanto ELE ou ELA não chegar ficaremos inertes, atrofiando nossa mente e coração nas telas e internet? Vemos, entretanto, que os desafios para o retorno do SAGRADO em nossas vidas são tremendamente numerosos.




    Devido a essa atual situação existencial em que a HUMANIDADE se encontra, envolto as novas e mutantes formas de opressão, ignorância e escravidão cultural, social e ambiental que impera na moderna virtual e industrial tecnológica sociedade capitalista, e, devido ao medo e do desespero que nos apodera, retratando que a maneira de como estamos vivendo é totalmente homicida e suicida perante aos nossos recursos naturais, onde cada vez mais poluímos e desperdiçamos as águas, degradamos o nosso ambiente e geramos lixo em quase tudo que vestimos, utilizamos e nos alimentamos. Além de toda ignorância em inúmeras faces do cotidiano sócio-cultural-ambiental humano, gerando tendências violentas e diversificadas para o crime, miséria, terrorismo, consumo de mortíferas drogas, doenças, imoralidades e agressões (físicas, psicológicas, verbais e mentais), sexualidade depravada e infelicidades que agora são tão comuns no nosso sistema sócio-virtual de vida. Em que os fatores desses relatos nos mostram que cada vida humana que nasce no mundo hoje, é mais um agente para crescer o nosso estilo existencial que é totalmente insustentável, destrutivo e prejudicial à vida do nosso habitar e de todos os seres vivos que habitam nele, inclusive as nossas próprias vidas… que se faz presente a proposta da REVOLUÇÃO EXISTENCIAL.
    Eu acredito com todos os meus dentes, unhas e fios de cabelos no PODER e na MAGIA DA EDUCAÇÃO na formação e transformação cultural da condição humana, e sei unicamente que a JUVENTUDE é o solo fértil em que a semente do VERDADEIRO SER HUMANO, romperá sua cápsula de ignorância em direção a um MUNDO LUMINOSO DE POSSIBILIDADES INFINITAS.






    Com base nesse princípio e nos frutos de minhas experiências de vida e ativismo, como um brasileiro latino americano e cidadão do mundo, habitando atualmente no oeste da Galileia, preocupado com o futuro da humanidade representado nos meus filhos e filha, e nos filhos e filhas dos irmãos e irmãs que são a NOVA GERAÇÃO EXISTENCIAL, e também, baseado nos diversos relacionamentos em trabalhos com crianças e adolescentes como um aspirante educador ambiental e alternativo, este ATO, que intitulo como REVOLUÇÃO EXISTENCIAL, foi idealizado e concebido, como uma nova fórmula existencial alternativa a esse SISTEMA FALIDO em que hoje alimentamos com a nossa energia, trabalho e atenção.




    Sendo este VALORO MANIFESTO adequadamente efetivo em todos os princípios básicos de desenvolvimento sustentável. Visando ser acessível a todos, e, agindo em prioridade no desenvolvimento da capacidade criativa humana, e de seu poder de auto-cura e restauração pela valorização existencial da vida, principalmente da JUVENTUDE, incentivando e reconhecendo as suas faculdades inatas, proporcionando o bem-estar vinculados as brincadeiras, expressões artísticas, corporais, culturais e esportivas, e, de práticas bioenergéticas em que o fundamento existencial satisfaça as suas necessidades diárias, com a plena responsabilidade de cuidar e manter a boa e sadia qualidade de vida das gerações futuras e do meio ambiente comunitário ecologicamente equilibrado.
    Manifestando no Aqui e Agora o Gan Éden judeu, o Paraíso cristão, o Taru Andé guarani, o Ilè Aiyé yorubá e a N’gola N’janga quilombola dos sonhos de liberdade dos nossos antepassados africanos que foram escravizados. Tudo isso meticulosamente pensado, escrito, falado e acreditado sem utopias na manifestação exata de um pleno e admirável MUNDO NOVO.





    Estou aqui plenamente consciente em alerta vermelho, para exclamar em poucas palavras que:
    SE VOCÊ NÃO FAZ PARTE DA SOLUÇÃO, ENTÃO VOCÊ FAZ PARTE DO PROBLEMA!
    Porém, se você chegou até aqui, isso prova que você faz parte da solução. Isso prova que eu não estou sozinho nisso e de que a responsabilidade para a implementação desse ATO MANIFESTO é sua também. Como vamos fazer isso acontecer e colocar essas palavras em práticas? Eu não sei, e não sei se você sabe também. Apenas, eu acredito na fé e na união dos nossos pensamentos e sentimentos de fazer isso acontecer. Não sei onde ou quando? E não sei se você também sabe. Sei apenas que devemos propagar essas ideias e fazer com que o maior número possível de pessoas acredite, como nós acreditamos…



    Podemos fortalecer isso, através de pequenas ações, se você compreende ou maneja bem outra língua, você pode traduzir esse ATO MANIFESTO e disseminar a ideia para outras culturas linguísticas. Eu apenas rufo como um tambor convocador e sou como um vaso que derrama água em outros recipientes. Pois a iniciativa da criação dessa reforma intitulada REVOLUÇÃO EXISTENCIALnão é minha, mas provém do ALGO que fez surgir e que movimenta todas as coisas. E este ALGO manifesta a cura e seus benefícios através da nossa união e de nossas boas ações.






    Acredito que somos a cura! EU e VOCÊ. E de que nossa união pode gerar a magia de fazer tudo acontecer. Sei que assim como eu, você está cansado desse sistema de vida podre e falido, e também, está cansado de reclamar e falar mal dele sem tomar atitudes para derrubá-lo. Sei que você tem medo de que seus filhos possam se transformar nisso. E se não tem filhos, sente medo de tê-los. Pois, como educá-los na verdade num mundo de mentiras? Sei que você está decepcionado, assim como eu, com a política e a religião e suas pluralidades de palavras paradisíacas futuristas. Onde nossos líderes lutam contra aquilo que eles verdadeiramente são, fazendo de suas ambições egoístas e malévolas nossas leis e crenças. Sei que você já se desesperou com essa realidade de vida triste e feia, onde o pesadelo é mais real do que os sonhos, e a solidariedade é utopia e o amor ao próximo é tão démodé.
    Sei também, que assim como eu, você já pensou desesperadamente em se matar, apenas como um desejo de acordar de um pesadelo. Mas sei que assim como eu, você foi forte e logo sorriu para o mundo num ato de transmutação de consciência divina. Sei que assim como eu, você experimentou muitas coisas para chegar a ser quem você é hoje. Sei que você levou muitas rasteiras e topadas na vida, foi humilhado e humilhada e que até hoje em um relapso de tempo você sente uma forte dor aguda não física, mas como um punhal atravessando o seu coração e o/a sufocando de uma forma tão real, que esse sentimento não pode ser verbalizado. Mas, sei que todas as quedas que você teve não foram derrotas, pois acredite meu amigo e minha amiga, você caiu quando esteve a subir.
    Sei que você já não sabe mais o que fazer, pensar e agir. Além de todo esse tédio de não ter o que fazer, por ter muita coisa para fazer e não saber por onde começar, e, de que tudo está chato e monótono.
    Como vê minha amiga ou meu amigo, estamos juntos na mesma embarcação chamada “Planeta Terra”, à deriva de um mar sideral desconhecido e com tripulantes desesperados pelo sentido da jornada.




    Eu acredito firmemente que num futuro próximo iremos nos encontrar e manifestar esse ATO MANIFESTO que hoje deslumbramos. Acredito no nosso potencial de criação, transformação e restauração. Já consigo ver o nosso convívio e cotidiano feliz com muitos trabalhos e desafios tremendos, com dores e alegrias iguais a de um parto, para um nascimento de uma nova maneira de viver, pensar e agir. Não vamos mudar o mundo e nem precisamos, pois, o mundo do jeito que A ENERGIA CRIADORA PAI-MÃE-FILHO nos deu, já é pleno, maravilhoso, justo e sustentável. O que vamos fazer é mudar a nós mesmos, na contemplação dos conhecimentos que nós nos esquecemos de valorizar. Como? Onde? Quando? Eu não sei. Você sabe? Se souber, ou tem uma solução me conte! A única coisa de que sei, é de que:
    A aranhazinha tece sua teia sem se preocupar com o inseto que lhe servirá de alimento. O inseto voa de encontro à teia sem se preocupar que vai servir de alimento. A teia é o atrativo dos propósitos. A aranhazinha depois de tecer sua teia, apenas somente espera. Armar a teia e pacientemente esperar… então, o ALGO que DANÇA EM TUDO fará com que mova na REDE DO INVISÍVEL a REALIZAÇÃO DOS SONHOS, manifestação dos propósitos. Concretização desse Esotérico Ato Manifesto da Revolução Existencial.
  • Estátua Humana

    Sou uma estátua humana
    Inerte e estática, mas ainda humana
    E, sendo humana, tenho sentimentos
    Mas todos se parecem iguais

    Até mesmo as novidades não mudam isso
    Talvez porque toda novidade não é uma novidade
    Algo ruim aconteceu, mesmo que tenha sido planejado para ser bom

    Mas como toda boa estátua humana, sigo
    Talvez esperando uma boa novidade ou um bom sentimento
    Para que assim possa sair da inércia e me movimentar um pouco
    Deixando por um segundo de ser a porra
    De uma
    Estátua
    Humana.
  • ESTE POEMA OESTE

                                                                                                           para Teresa, no aniversário dela

     

     



    Sim

        não

    sinal   ver

                    melho

                       ama r

                                 é

                                     lo

    amarduressendo          verde

     

     

     

     

     

     

     

     

     



    ...............................................................................................................................................................................

    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 189.

  • Estrofe do dialogo

    os momentos são únicos;
    as sementes são únicas;
    os gritos são surdos
    as palavras nuas
  • Eu falhei

    Eu tentei
    Eu lutei
    Eu doei,
    Até a minha última lágrima para tentar te convencer de que eu preciso de você
    Mas de nada adiantou,
    Porque, na verdade 
    Você não precisa de mim.
  • Eu Juro Que Não Sabia...

    Aquela festa estava destinada a ser inesquecível. Joe já havia bebido muito mais do que pretendia, ficando em um estado totalmente eufórico e imprevisível. Ela dançava no meio da pista como se não houvesse amanhã, remexendo de uma maneira chamativa e sedutora. De repente, ela sentiu uma mão agarrando seu pulso e a puxando para um local escuro e desolado do resto da festa. Era Josh, seu ex-namorado, que claramente não tinha suportado o término. Mas, como estava incrivelmente bêbada, Joanne não se importou com o fato de que tinha prometido à si mesma que não teria mais nenhum tipo de relação com o garoto e deu-lhe um beijo caloroso e equivocado, o deixando extremamente exitado.
         Depois de alguns minutos repletos de satisfação, Josh começou a empurrar a garota pelo quadril até o banheiro masculino, aonde os dois se trancaram em uma cabine e começaram a tirar a roupa um do outro. Porém, havia um detalhe. O garoto posicionou sem celular em um ângulo certeiro próximo a descarga do vaso sanitário que estava logo atrás do "casal". Assim, a câmera do telefone captou momentos que de maneira alguma deviam ser gravados na memória do um celular de um adolescente. Joe estava tão chapada que nem suspeitou de nada e apenas se deixou levar pelos seus instintos que buscavam o ápice do prazer. Mal sabia ela que aquelas gravações iriam gerar um tremendo rebuliço...
         No dia seguinte, Joanne acordou com uma dor de cabeça nefasta. A ressaca estava batendo de um jeito inacreditável. Ela então decidiu que não iria à aula e tentaria sossegar um pouco. Ela foi até a cozinha e tomou um bom café da manhã, depois se deitou no sofá da sala e abriu o seu computador. Seu Facebook estava repleto de notificações. Ao vasculhar um pouco a rede social, Joanne arregalou os olhos e começou a chorar. Todos estavam compartilhando um link que levava até o vídeo gravado por Josh. Joe tratou de pegar seu telefone e ligou imediatamente para o garoto. Felizmente, Estava na hora do intervalo, então o garoto pôde atender mesmo estando na escola.
         - Alô?- O espertinho não parecia nem um pouco preocupado.
         - Seu desgraçado!! Você me filmou fodendo com você sem nem me avisar e ainda espalhou o vídeo para todo mundo ver?!
         - Hey, puta, nem vem com essa que você SABIA que eu estava gravando. 
         - Ai, vai se foder!! É claro que eu não sabia...
         Josh simplesmente desligou na sua cara.
         Joanne ficou arrasada, se trancou no quarto e se pôs a chorar novamente. Se ela ficasse muito tempo ser ir à escola ela sabia que seus pais iriam suspeitar de algo. A pobre garota estava simplesmente perdida...
         Na semana que se seguiu, Joanne percebeu que já estava na hora de comparecer às aulas. Enquanto andava pelos corredores da escola, pôde perceber que todos os olhares se voltavam para ela. Todos riam, xingavam e cochichavam. Quando a aula de fato começou, inúmeros bilhetinhos ofensivos voavam em direção à carteira da jovem. Joe tentou ignorá-los, mas em certo ponto ela simplesmente desabou em lágrimas e pediu à professora para ir ao banheiro. Ela se trancou em uma cabine e esperou até a hora do intervalo. Porém, quando o sinal bateu e Joanne estava prestes à deixar a cabine... Dois garotos adentraram o banheiro feminino silenciosamente e esperaram até que Joe se mostrasse. No mesmo instante que a jovem se dirigiu à fileira de pias para se olhar no espelho, os dois encrenqueiros saltaram em sua direção e a pressionaram contra a parede.
        - Vamos fazer outro vídeo, vagabunda? - Um dos meninos disse tirando o celular do bolço.
        Joanne começou a gritar, porém o garoto mais forte e alto tapou a sua boca e deixou que o outro menino desabotoasse as calças.
       O que se seguiu fora uma cena horrível e extremamente revoltante. Após alguns minutos, os dois deixaram o banheiro correndo em meio a risadas eufóricas enquanto Joe simplesmente se encolheu em um canto, abraçou os joelhos e começou a chorar. Por que aquilo estava acontecendo justamente com ela?!
        Quando chegou em casa, a garota sentiu uma vontade incontrolável de contar aos pais o que havia acontecido, mas... devido à uma sensação horrível que misturava vergonha e medo, a adolescente desistiu e foi direto para a cama, aonde chorou como se o mundo estivesse prestes a acabar, ou... como se já estivesse em ruínas.
        Alguns dias depois, na hora do almoço, um bando de garotas se aproximou de Joanne e começou a xinga-la sem piedade alguma.
        - Ora, ora, ora, se não é a puta do momento... - Uma loira desprezível tratou de comentar.
        - Hahahah, ainda por cima, fica chorando no meio da aula para se fazer de coitada! - Uma outra acrescentou.
        - Me deixem em paz, por favor... - Joanne implorou.
        - Ou o quê?! - A loirinha retrucou.
        Joe respirou fundo e fechou os punhos... Mas não foi capaz de segurar seus instintos. Ela se levantou rapidamente do banco aonde estava sentada e se pôs a puxar os cabelos de uma das garotas ali presentes. A mesma começou a gritar, e logo surgiram pessoas de todos os lados para separar as duas. 
        Mais tarde, Joanne e o grupinho de garotas foram encaminhadas à diretoria e os pais de Joe foram chamados.
        - Por que você atacou a Srta. Manchester, Joanne? - O diretor balofo e mal-cheiroso tratou de perguntar.
        - Porque ela me irritou.
        - E posso saber o que ela fez para te deixar tão irritada?
        Foi aí que Joanne ficou sem palavras... Ela não podia contar o porquê.
        A garota acabou levando uma advertência para casa, aonde a mesma teve que ouvir inúmeros sermões dos pais sem nem ao menos poder se defender... Foi aí que ela teve uma ideia para acabar com tudo aquilo. De madrugada, Joanne se entupiu com os remédios da mãe que havia adquirido sorrateiramente e com uma faca da cozinha, ela simplesmente cortou os pulsos, escrevendo com sangue nas paredes da sala a seguinte mensagem: "Eu não sabia que ele estava gravando. Eu juro que não sabia...". E assim faleceu Joanne Valentine, mais conhecida como Joe. Uma garota forte, porém que não resistiu à mágoa e a humilhação supremas. Vamos acabar com o Bullying, para que a próxima Joanne Valentine possa ser salva... Obrigado pela compreensão.
  • Evaluated

    In the days we are living, there isn’t a clear order for the things we see, there’s no right or wrong, there’s no measure and no scale. Everything seems to be scrambled. We fight the desire of putting things straight in the line because things just don’t work the way they used to, and we feel miserable in the consequence of it. But although it feels a bit scary we should believe in a great compass, called “inner being”.  
    The funny thing about this is that we mostly look into ourselves like we are tiny grains of sand, instead of realising we are pieces of a huge, universal puzzle. We try desperately to fit, to understand, to improve, to please, to figure, but what we do not see is that even those transformations are completely right. Everything is right, for the good and for the better, everything is just fine. We are having an intense alignment and learning those days, but truth is that there is nothing to be scared of. It will pass. We are changing already, but that change is happening like we are moving towards our real goal, like we are meant to be in this exactly place, of this exactly matter to fit a bigger purpose. 
    See yourself as different, as unique. Understand that our characteristics become who we are. We are meant to fit one another for a bigger purpose and those changes are happening so we are able to align and become a marvelous “earth” puzzle. It might look as a mistake, a tragedy, something really bad happening, but in the reality we are experiencing a new opportunity to learn how to deal with the physics of this new real world. 
    If it seems that sometimes we are wasting our love on others, try to understand that this is just the way they are processing and returning it to us. But it is never a waste of time. This is a real investment, and if we feel anger or resentment on others, understand that it will affect us only. 
    When what we most desire is freedom, the possibility of choosing every single detail in our lives seems pointless when we try to impose our will or oppress other people only because we are convinced we know better. How come we seek for freedom if we are always trying to dominate and manipulate others through our wishes and thoughts?  
    So instead of using our energy oppressing or trying to impose on others, let’s use our energy on ourselves. Use your energy to feel better, when we feel better, things work better for us. And for sure, nobody is more worthy of this amazing energy then ourselves. So certainly there’s no regret on it. 
    On the same hand perceive other people’s processes. They are also intense, only different. Which means they are also learning, so we should be the hand we’d like to have, instead of just pushing on others. Remember that possibilities are immense. They are only waiting for our convictions and beliefs to be stronger than our fears. We might try to be the example we’d like to follow, even because complaints won’t solve anything. 
    Our world is full of wonderful ideas and full of wonderful people wishing to become a part of a better world, but the reality is that most of us are still waiting to be evaluated and “pass” some kind of test, where the world “allows” to be oneself. We don’t need permission to make the change we want to see in our lives and our society. We should be the good people we want to see passing through us on the sidewalk, we should be the mirror of what we wish from the place we live in. 
    The biggest proof of human cleverness is when we believe that real good can actually be achieved. You’ll never see a successful person telling you not to go ahead, or not to try your best. We become more intelligent when we believe moving forward is worth it. 
    If we continue to consider real meaning of happiness we might perceive that there is no way we could actually be happy alone. It is more like we are in a bus. I might be using a headphone, but there’s a child screaming desperately for her mother to feed her. I can’t get enough satisfaction with my music if I hear a baby crying in the background. We are the same. I might be convinced that nobody’s pain will affect me, but the moment I feel the energy around me is not flowing that well, I will be affected. It might have nothing do with me, but the sorrow around will get to me, that’s how the law works. 
    So the suggestion is to love and look after people around us like we’d like them to look after us. This way the energy will flow easier and we will have less distress during our journey. We must remember we are no victims of the caos and that our energy and love matter a great deal anywhere, anytime.

Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222