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  • Concurso literário – Orixás, histórias dos nossos ancestrais

    A Cartola Editora lançará sua sétima antologia de contos através de um concurso literário exclusivo para autores da língua portuguesa. O objetivo é incentivar que mais escritores sejam inseridos no mercado brasileiro como autores.

    A antologia “Orixás, histórias dos nossos ancestrais” será composta por uma média de 30 (trinta) contos tendo como temática os doze Orixás representados no Dique do Tororó, em Salvador:

    Oxum, Xangô, Oxalá, Oxossi, Ogum, Nanã, Iansã, Iemanjá, Oxumaré, Ossain, Logun-Edé e Ewá.

    Inscrições:

    15/05/2019 a 31/05/2019

    Divulgação do resultado:

    10/06/2019

    Organização:

    Janaina Storfe

    Regulamento

    1 – Participantes

    1.1 – O concurso destina-se a escritores de língua portuguesa, sendo livre para escritores iniciantes ou para autores que já foram publicados anteriormente. Os escritores podem ser residentes de qualquer país, desde que maiores de 18 anos;

    1.2 – A inscrição é GRATUITA e NENHUM VALOR SERÁ COBRADO dos candidatos para participação no concurso, ou posteriormente, na publicação da antologia;

    1.3 – Todo participante deve ser OBRIGATORIAMENTE usuário do Whatsapp, pois a organização da obra será feita em conjunto com todos os autores através de um grupo específico. Não será possível participar da obra caso não utilize a ferramenta.

    2 – Orientações

    2.1 – Os contos possuem como temática os doze Orixás representados no Dique do Tororó, em Salvador:  Oxum, Xangô, Oxalá, Oxossi, Ogum, Nanã, Iansã, Iemanjá, Oxumaré, Ossain, Logun-Edé e Ewá.

    2.2 – Os contos não precisam ser inéditos, podendo estar online em qualquer plataforma, ou já terem sido publicados anteriormente em outras coletâneas, sempre respeitando os direitos autorais adquiridos por outras editoras previamente, ou seja, o direito autoral do texto para a participação no concurso, precisa estar 100% com o autor;

    2.3 – Os textos deverão ser encaminhados através do formulário presente ao final desde regulamento durante o período de inscrição, respeitando o seguinte formato:

    Arquivo Word (NÃO ACEITAREMOS PDF) no tamanho A4; espaçamento 1,5 entre linhas; fonte Bookman Old Style (11); margens: superior e esquerda com 3cm; margens: inferior e direita com 2cm. O arquivo precisa conter o nome do escritor (pode ser pseudônimo) e o título do conto em minúsculo, por exemplo: “rodrigo-barros-o-sobrado-da-rua-taylor.docx”;

    O conto precisa ter o TÍTULO e o  NOME DO AUTOR (pode ser o pseudônimo) no início do mesmo.

    O conto precisa ter um mínimo de 02 (duas) páginas e um máximo de 05 (cinco) páginas, no formato descrito anteriormente;

    Caso envie o conto em qualquer outro formato ou especificação este será AUTOMATICAMENTE DESCLASSIFICADO;

    2.4 – Cada escritor poderá participar do concurso com até 02 (dois) contos diferentes;

    2.5 – Não serão aceitos contos que sejam fanfics de livros, séries, filmes ou qualquer outra mídia. O conteúdo precisa ser 100% original;

    2.6 – Não serão aceitos contos que contenham conteúdo pejorativo, discriminatório ou que incitem ódio e preconceito;

    2.7 – Não serão aceitos contos em co-autoria.

    3 – Publicação

    3.1 – A antologia terá uma média de 30 (trinta) contos participantes. Dentre os quais, aqueles escritos pelos autores selecionados através deste concurso, podendo haver a participação de autores convidados pela Cartola Editora;

    3.2 – A antologia será publicada em formato digital (e-book) em todos os canais de distribuição da Editora

    3.3 – Caberá somente à Editora definir a arte de capa e o estilo de diagramação dos contos no miolo da antologia;

    3.4 – Será realizado um financiamento coletivo para que a obra seja publicada também em formato impresso;

    3.5 – Caso o financiamento coletivo atinja a meta necessária para publicação impressa (esse valor será determinado pela Cartola Editora após a divulgação dos vencedores), o livro estará presente não só em nosso catálogo, como também estará à venda em todas as lojas online que já comercializam as obras publicadas pela editora;

    3.6 – Os autores não são obrigados a participar do financiamento coletivo, mas é de suma importância sua divulgação para atingirmos a meta estabelecida;

    3.7 – Se o financiamento coletivo atingir 150% ou mais da meta, efetuaremos em São Paulo um evento de lançamento do livro;

    3.8 – Se o financiamento coletivo atingir 200% ou mais da meta, indicaremos a obra para livrarias físicas parceiras, cabendo a elas aceitar ou não o livro para venda;

    3.9 – Será realizado um único registro ISBN com todos os contos do livro;

    3.10 – A participação do autor só será confirmada após o recebimento dos contratos assinados.

    4 – Direitos autorais

    4.1- Todo autor receberá um exemplar do livro em formato digital (PDF) e posteriormente receberá direitos autorais sobre as vendas do e-book, conforme constará em contrato;

    4.2 – Caso o financiamento coletivo atinja a meta necessária para publicação impressa, cada autor receberá direitos autorais sobre as vendas do livro físico, conforme constará em contrato;

    4.3 – Todo participante da Antologia poderá adquirir exemplares com 50% de desconto (mínimo de 20 exemplares), custeando também o frete, e posteriormente comercializando a obra conforme sua conveniência.

    A arte que ilustra esse artigo é de Dalton Muniz.

    Acesse:

    http://www.cartolaeditora.com.br/concurso-literario-orixas-historias-dos-nossos-ancestrais/

  • Geração 20's : Não queremos acabar com tudo.

    Uma geração estranha de desasjustados. Os 20,ou 20 e tantos (que há uma margem entre si e uma diferenciação, mas que posta numa escala menor, estão, tanto os 20, quanto os 20 e tantos iguais a uma barata tonta após jatos fortes de SBP de eucalipto) não sabem como proceder, como agir, não param em um emprego sequer. A cada dia, mais amigos me contam que largaram a faculdade, ou que foram demitidos, ou que pediram demissão depois de tanto tempo na empresa, ''cansei, não dá'' ou ''ah amigo, está muito caro.'' e os que trabalham dizem, ''todo dia eu quero me matar'' ou ''diz que um terremoto desmoronou o shopping'' e aqueles felizes com seus trabalhos são Dj's ou fotógrafos e mesmo assim não ganham bem, ou são ricos, pois os ricos sempre estão felizes, se não passa na faculdade um intercâmbio resolve o problema, ou até mesmo uma analista bem cara e bem paga, por que na verdade a única coisa que queremos é estar bem com nós mesmos. 
    Estamos ferrando com tudo por muito pouco, pouca bebida (até mesmo bebidas bem baratas), pouco sexo, poucas drogas e pouco foco no que de fato importa. Conheço pessoas nos 20's que sabem exatamente o que querem e fazem exatamente o que é preciso para conseguir, sem erros, sem falhas, um dia de cada vez, do jeito que tem que ser. Pensando aqui só duas; o resto mais cedo ou mais tarde faz uma cagada específica que ferra com tudo. 
      Nos 20 já desistiram de nós. Já devíamos ter aprendido, já devíamos ter feito aquilo. Na verdade, estamos cansados demais dormindo até ao 12:00, pois na noite anterior juramos pela nossas vidas que 23:30 era o limite para estar na cama; e as 2:30 se dá conta que iniciou o segundo filme, a segunda pipoca ou brigadeiro, e não tem problema, eu acordo cedo assim mesmo para ir trabalhar, eu aguento, um geração de zumbi. Gosto de pôr a culpa na TV, a nossa geração na infância está acostumada a ficar deitada a manhã inteira vendo todos os desenhos possíveis, e nossa Mães (inclusive a minha) secretamente gostavam daquilo, ''pelo menos não está fazendo besteira'' elas pensavam. Na minha casa era um momento religioso, sou o mais novo de 3 meninas e um Poodle, assistir Tv consistia num intervalo de nossas brigas e latidos constantes. Neste cenário, os 20's jamais vai crescer e ter o interesse de pegar no batente as 6:00, ou sentir-se feliz e realizado num emprego de 9:00 ás 18:00 em um escritório que nem a luz do sol é vista; os 20 enfrentam sua primeira crise e divergência e o mundo não tem espaço para crises de identidade, ou depressão, ou ansiedade, apenas o trabalha que cura qualquer enfermidade.
     Um solução? De fato não tenho nenhuma; talvez a culpa seja toda nossa mesmo, ou talvez não. Talvez seja um processo de adaptação á vida adulta; ou muito provavelmente virá um moço com o mapa com as regras e atalhos. O que piora são as expectativas, esperam que sejamos um tipo muito especifico de ser; pacato, mais ou menos; e isso é exatamente a ultima coisa que os 20 que ser. Não queremos pouco, não queremos até o limite, nós queremos intensidade, verdade, paixão, acordar e pensar que tudo vale a pena, queremos viver numa castelo mesmo que seja num camping em ilha grande ou num kitnete no centro da cidade. Até queremos um bom emprego, mas que tenha horários flexíveis, que forme sua equipe de acordo com o mapa astral dos funcionários, uma empresa que entenda o ciclo menstrual feminino e que dê carona em dias de chuva, que leve em consideração a febre do filho de seu funcionário, e que o chame de sócio e não de empregado. Queremos arriscar tudo por uma chance de ser feliz, botar tudo a perder sem garantia nenhuma; entendemos que nossa passagem aqui é breve e que de fato a maior felicidade é viver.
  • ... alguem de cabeça para baixo ...

    ...último raio de sol, uma brisa longa e suave, ar puro, o silêncio causando maior barulho em meu exterior, e pensamentos transbordando em meu interior, em longa distância há um mar, mar de informações, onde acontece paralelo de imensidão, e o imensidão é o meu limite, e ainda assim procuro todas as digitais de Deus, e eu me pergunto perguntando a Ele, Onde Estás? E mesmo perdido em confusão, a sua graça traz uma esperança, faz meu coração palpitar mais forte, para logo encontrá-Lo no porto, onde poderei ancorar em paz...
  • 10h48

    Vejo a pátina do castiçal das dez e vinte e cinco

    dessa manhã de zinco — que devolve o brilho

    lusco-fusco de suas luzes opacas e de cinzas

    múltiplos. E de lado a lado um colar perolado,


    feito se o sol — ao contrário — fosse prateado.

    Às dez — e quarenta cravado — o verso furta

    a trajetória do poema e segue outra arquitetura

    — muito distinta da qual o poeta havia pensado.


    Depois de quatro minutos, surge um azul na fresta

    no penúltimo quadrante da janela do quarto aberta.

    Dez e quarenta e cinco. Ainda dez e quarenta e cinco.

    A tortura das horas. E antes dos cinquenta eu termino

  • 23h40 (ao vivo)

    O cenário da noite desmaia na estopa gelada

    do céu monocolor antes de virar madrugada.

    Vinte e três e quarenta e três e o nó não desata

    quando tudo mora nesta fuligem que se acaba.


    Faltam quatorze para o rodopio do calendário.

    Faltam onze, agora. Sinto de dentro do quarto,

    a rajada silenciosa destes dez minutos do prazo.

    Escrevo sobre este instante do relógio que marca


    o pulso grave das horas. A agonia cronometrada,

    feito se o futuro fosse aquele pinga-pinga da água

    que surge da torneira e explode no círculo do ralo.

    Vinte e três e cinquenta e seis. Sete, na verdade…


    Da meia-noite o meu verso vaza quase adormecido.

    O poema não me salva… E não me livra do infinito.

  • 45°C DO SEGUNDO TEMPO

    Procuro um verso na noite azul e ametista.

    Tento baixar aquela estrela na minha lista

    e ouvir os lamentos de quem sozinha brilha

    no meio do nada ou em algo que não exista.


    Não quero do tipo qualquer um me serve;

    talvez algum que forme o contato elétrico

    entre dois polos aleatórios que se atrevem

    a roçar seus limites na sala cinza do cérebro.


    Folheio vários livros. Abro e fecho os arquivos.

    Corro o dedo no drive. Subo e desço e respiro

    quase ofegante enquanto os miolos são fritos

    nesta azia dos signos, no refluxo dos sentidos:


    quando escrevo toda a temperatura aumenta...

    A perna treme. A mão sua. E onde está o poema?

  • 6B

    Grito um silêncio na manhã fria da segunda

    temperada nas ervas da ventania. Na agulha

    procuro na mudez da casa a melodia oculta

    do verso que flutua nas bordas da balbúrdia


    ainda feito a palavra aleatória desse sistema

    atrás dos tapumes. Dentro do porão do poema

    eu tento mexer com as sombras que conjuram,

    cada uma, as preces para outra nova arquitetura.


    A luz de mil imagens modifica o ângulo e a estrutura.

    A linha do horizonte é grafite 6B. Aqui. Ali. Profunda.

  • A ÁGUA E A CRIANÇA

    Plim, plim, plim
    - cai uma gotinha
    de água
    entre as folhas
    amarelecidas no chão.

    Logo mais,
    Vai se transformando
    Em fio d'água,
    Fazendo valeta
    Pelo meio do mato.

    Plim, plim, plim,
    - é a nascente
    de um rio,
    cantando, murmurando
    e insinuando
    sua forma líquida
    no chão da Terra.

    Plim, plim, plim,
    - os olhos de uma criança
    acompanham com encantamento,
    a Vida, que se faz
    feito Ternura ao seu redor.

    Lá dentro,
    - no espelho d'água,
    Ela vê o seu rostinho
    Devolvendo-lhe
    O olhar extasiado.

    Nesta água querida,
    Banha o seu corpo,
    Que sente o abraço
    Amoroso da Vida.
    Num Batismo de energia
    e de vitalidade.

    A criança sorri,
    A água murmura,
    Corre e canta...
    A criança é Luz:
    Brinca
    e se encanta.

    Água - criança -
    Luz - Sorriso - Vida - Alegria.

    É o Milagre da Mãe-Terra,
    Envolvendo
    duas Criaturas amadas
    Num abraço de Ternura
    E de eterno Agradecimento.

    Plim, plim, plim
    - cai uma gotinha
    de água
    entre as folhas
    amarelecidas no chão.

    Logo mais,
    Vai se transformando
    Em fio d'água,
    Fazendo valeta
    Pelo meio do mato.

    Plim, plim, plim,
    - é a nascente
    de um rio,
    cantando, murmurando
    e insinuando
    sua forma líquida
    no chão da Terra.

    Plim, plim, plim,
    - os olhos de uma criança
    acompanham com encantamento,
    a Vida, que se faz
    feito Ternura ao seu redor.

    Lá dentro,
    - no espelho d'água,
    Ela vê o seu rostinho
    Devolvendo-lhe
    O olhar extasiado.

    Nesta água querida,
    Banha o seu corpo,
    Que sente o abraço
    Amoroso da Vida.
    Num Batismo de energia
    e de vitalidade.

    A criança sorri,
    A água murmura,
    Corre e canta...
    A criança é Luz:
    Brinca
    e se encanta.

    Água - criança -
    Luz - Sorriso - Vida - Alegria.

    É o Milagre da Mãe-Terra,
    Envolvendo
    duas Criaturas amadas
    Num abraço de Ternura
    E de eterno Agradecimento.
  • A aluna e o professor

    Foi tudo muito rápido, mas foi o suficiente para deixar marcas, que naquele momento achei que não fosse superar e nem esquecer. Bobagem. Hoje, dificilmente lembro do seu nome. Maldito seja o dia que o conheci. Ele não era nada alto, apenas divergia alguns centímetros da minha estatura. Não era nada atraente (beleza era algo a ser discutido), porém era muito intimidador. Eu tinha 16 e ele... enfim. A troca de olhares era constante, contato e a conversa não passava de um simples "Bom-dia!" e um sorriso. Nem me lembro de como nos aproximamos tão de repente e de como nos afastamos. Apenas uma coisa me apetece... estou bem melhor sem ele. Para nos conhecermos melhor, ele se aproveitou da minha fragilidade e necessidade de um amigo que me confortasse. Usou das poucas artimanhas que ainda tinha e seu charme exótico, me pergunto como pude me deixar levar pela sua lábia instigante, intimidadora... muito intimidadora. Ninguém podia desconfiar desse seu outro lado, que tentei (eu juro) desvencilhar. Seu jeito discreto, não se comparava ao homem cara de pau que ele era fora da sala de aula. Nem os meus fetiches mais bobos se resumiam em paixão e sexo com o meu professor. Fetiche clichê ao extremo, não acha? E olha que eu adoro clichês. A paixão não se enquadrava nos meus planos, aliás, conhecê-lo foi uma contingência. Um erro. Ah, se eu tivesse dado ouvidos à uma colega que outrora me disse que me entregar seria um ultraje! Desculpe, minha querida amiga. Eu precisava beijá-lo. Sentir seu gosto vir de encontro ao meu. Porém, a decepção e a repulsa vieram antes do famigerado beijo. Costumo dizer que há males que vêm para o bem. Talvez, fosse realmente necessário eu me afundar nessa tão "doce e amarga" fantasia para que eu desse lugar para o melhor dos amores... o amor próprio.
  • A Anti-Musa

    A válvula da panela girava, a cozinha suava vapor de sopa quente. Cheiro de temperos no ar. O sol lá fora mal entrava pelas janelas veladas com cortinas grossas. O resultado era um cômodo abafado e entregue à penumbra. Uma mulher estava sentada à mesa, diante de um rádio antiquado que ressoava um samba triste. No entanto, não parecia estar atenta aos apelos do sambista, tão pouco à panela ao fogo. Na verdade, ela parecia nem estar presente mentalmente. Em uma espécie de despersonalização, seu olhos arregalados encaravam o azulejo encardido das paredes, mas seu espirito poderia muito bem estar vagando pelo plano astral.
                    “Catatonia: Perturbação do comportamento motor. Geralmente envolve uma posição rígida e imóvel que pode durar horas, dias ou semanas. (E...) A história nos conta que, nesses casos, um doente poderia ser enterrado ainda vivo (!), tamanho seu estado de inércia. (...xaus…) Dentre as condições médicas que podem causar o estado catatônico estão:  esquizofrenia; depressão; derrame cerebral; entre outras condições neurológicas e psiquiátricas. (...ta.)”
                    Alguns minutos ou algumas décadas se passaram...
                                                                                                              *****
    ...e então, subitamente, a mulher deu um pulo na cadeira em que estava. O acontecido pareceu ter impressionado a ela própria, piscou rapidamente repetidas vezes e olhou em volta, como para desvendar em que lugar se encontrava. Seus olhos vagavam pela cozinha, viu a janela encoberta; um armário empoeirado, com portas escancaradas; louças usadas, empilhadas sobre uma pia de mármore; seu velho rádio que ainda tocava alguma música qualquer; uma geladeira pequena, azul turquesa e na porta da geladeira estavam imãs em formato de frutas e legumes. Dois desses imãs mantinham presa uma fotografia, quando os olhos da mulher finalmente se encontraram com os olhos desta foto, o olhar se alterou – passou de apático à revoltado.
                    “(Eu sou um monstro!) Transtorno dismórfico corporal, historicamente conhecido pelo termo dismorfofobia. (Minha pele é seca, meu cabelo é crespo, meu nariz é comprido, meus lábios são muito finos...) Trata-se de um transtorno psicológico caracterizado pela preocupação obsessiva com defeitos mínimos ou imaginários na aparência física. (Eu devia ser colocada em uma jaula...)”
                    O surto perdurou por horas ou séculos.
                                                                                                              *****
    A mulher agora estava sorrindo. No chão, uma fotografia despedaçada coberta de cacos de vidro. Na porta da geladeira, uma mesma imagem encontrava-se intacta, presa pelos mesmos dois imãs. A mulher caminhou até o fogão, a panela chiava incansavelmente.
                    “(O trem! Por Deus, vou perder o trem....) Alucinações auditivas, sinal de esquizofrenia. (Tenho que apanhar o trem!)”
                    A mulher, de maneira impulsiva, agarrou a panela fervente, suas mãos arderam no mesmo instante e vacilaram. A panela despencou no fogão aceso.
                    “(Ai... Como está gelado...) Alucinações sinestésicas, sinal de esquizofrenia.”
                    O rádio sobre a mesa iniciou uma canção que pareceu alegrar a mulher. Uma bossa nova lenta a fez arriscar pequenos passos de uma dança confusa. Enquanto dançava, alguém tocou seu ombro.
                    - Oh, Tom! Como é bom te ver.
                    - Me concede a honra desta dança, madame?
                    Agora ela dançava abraçada com seu par.
                    “Alucinações visuais... Um sério sintoma de pessoas esquizofrênicas. (Sabe, algumas informações você deveria guardar para você...) Na verdade, não acho que seja possível. Quando eu penso você pensa. (Transtorno dissociativo de identidade: conhecido popularmente como dupla personalidade) é uma condição mental em que um único indivíduo demonstra características de duas ou mais identidades distintas, (cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.)”
                    A música terminou e levou consigo o lapso de felicidade. A canção que iniciou era alegre, porém a mulher não teve vontade de dançar. Ela se atentou a letra, o cantor falava de sua amada, sua musa. Após alguns instantes, a mulher desabou no chão e começou a chorar escandalosamente.
                    “(Eu nunca serei a musa de alguém. Nunca alguém irá se inspirar em mim.) Ao menos não de maneira positiva... Mas quem sabe quando forem falar sobre sociopatia. (Ah, mas é claro! Que agradável tema...) Bom, talvez você possa convencer alguém a escrever algo para você. (E eu lá tenho cara de Annie Wilkes?!) Na verdade... Tem sim.
                    A lamúria pareceu durar uma eternidade.
                                                                                                              *****
    A cozinha ainda suava vapor de sopa quente. O cheiro, porém, não era nem um pouco agradável. O válvula do bujão borbulhava espuma. O sol estava se pondo lá fora, mas a majestosa luz do crepúsculo mal entrava pelas janelas fechadas e veladas com cortinas grossas, impedindo que os malditos vizinhos xeretassem. “Transtorno de personalidade antissocial...” A mulher sabia que era alvo de comentários maliciosos e não demoraria muito para a vizinhança se reunir para atear fogo a sua casa. “Transtorno de personalidade paranoide...” Ela estava sentada à mesa, diante de um rádio antiquado que ressoava um chiado de estática. Um Marlboro ainda não aceso rolava entre seus dentes, ela refletia:
                    “(Não sou musa-inspiradora de ninguém...) Não é musa inspiradora de ninguém... (...Mas depois disso talvez eu seja.) ...Talvez seja. (Minha cabeça dói...) Tontura... (...Mas a dor vai passar.) A voz irá embora... (Tudo terá fim...) Tem certeza? (Você sabe o quanto é difícil danificar uma válvula de gás?) Você sabe que eu sei. (Sei...) Ideação suicida... (Fim.) ...Fim.
                    A mulher acendeu o cigarro e o cantor pensou nela finalmente.
                                                                                                              *****
    [Inspirado na canção A Anti-Musa de Romulo Fróes e Clima.]
  • A caçada

    Libertar-me de minhas inerentes subjetividades em se narrando as seguintes ocorrências - não acontecimentos excepcionais, tenuamente trançados sob exacerbada e descoesa composição, todavia uma singela e, quiçá, efêmera continuidade psicologicamente indeduzível - caracterizar-se-ia qual jactancioso transcender de meus carnais fronteiriços. Verbetes estes intermitentes em significação, decifrá-los-ei: inumeráveis autores, subentendendo-lhes a disposição criativa, semimpulso hipocondríaco diante da envolvente sociedade, iludem-se em uma estilística imparcial avassaladoramente neutra; facetas carnavalescas. Basta a suas obras análise gentilmente abissal para a revelação de resquícios humano-pessoais. Perdoem-me, não negligenciarei tão profanamente minhas nuâncias substanciais, ainda que se miscigene o lírico e o eu, literariamente onipresente.
    As brisas invernais chicoteavam as melancólicas folhagens bosquis, embora os ares por debaixo do céu lúgubre permanecessem pérfidos e insalubres. Não citarei seu nome, pois este acessório em nada altera, em nada influencia o decurso deste relato; ele trafegava pelos limos à mira do urso. Ah! magníficas eras de outrora! quando os camponeses se banqueteavam em festejos desvairados (desconhecedores da miséria dos nossos camaradas, pobres-diabos, a definhar nas estufas das isbás, pois o médico distrital distancia-se verstas imensuráveis). Aglomeravam-se ao entorno da criatura, em mãos suas rurais ferramentas, enquanto se finalizava o ato com disparos de mosquetes. Contrastantemente, petrificaram-se os mínimos restantes em vilarejos invisíveis no horizonte agora de anil. Emurece aos homens a solidão, como forte marítimo exposto ao lépido resvalar das marés.
    Retardatário, pesa-me a primitiva mochila de combatente, forçando o bruxulear entre contemplações e reflexões. De flamejos infernais camuflam aos limpídos céus as baterias antiaéreas, e projéteis ecoam suas trajetórias em rugidos de iníqua sonoridade. A típica vegetação celta sucumbe a campos negros de guerra total em que depravados sanguinários de espreitas tiranias extirpam a própria Natureza por motivos de inaceitável ofensa à povo meu!
    “I..., levanta-te, homem! As armas, empunhe-as!”
    Sangue, em dedilhares, emana do hematoma, decorrência de meus caóticos espasmos de elucubração traumática. A serenidade do riacho à lateral impõe-lhe a estabilização, por mais te... Rugidos reverberam de uma próxima clareira: arrepiam-lhe os grisalhos filamentos. Pouco há para o defronte dentre a Bestialidade e a Razão(?).
    Solilóquios derradeiros cessam quando me ponho em fugaz avanço. As árvores aparentavam curvarem-se por sobre a subsequente cena: o “Paladino” confrontou olhares de mútuo e mudo ódio para com o volumoso urso negro. Engatilhando a baioneta, direcionei a mira óptica, raridade à época, para o sórdido fronte do animal. Não obstante, em terrificante desmoronar de meu estado espiritual, a sua feminina imagética dela perscruta abruptamente meu ser. A bala ricocheteia em fraguedo aos confins da Taiga, bastião do iminente falecer...
    A aproximação imediata de tal demônio animalesco acarreta horrores tortuosos na mais tocante realidade; perfurações tão abismáticas quanto os poços de Tufão no Tártaro e as cósmicas ramificações da Yggdrasil! Uma póstuma calmaria recai, acentuando provável efígie. Quais insólitas objetivações culminaram nesta fatalidade?! Não prevenção de ameaças rondantes, heroísmo altivo de iniciativa admirável ou nobre comprovação das intuições rupestres; no entanto, atitude insana e leviana, desprovida de causa! Repassares desordenados tumultuaram sua (minha?) mente, analogamente a tempestuosos e relampejantes climas. E estes se deslocavam em tal impercepção, ocasionada pela interiorização severa e a alienação dos sentidos, a limite de, em observação terciária, deduzir-se um louco. Um alquebrado. Um guerreiro em ferrugens...
    “A morte cai por terra diante desta luminescência angelical, I...!”
    Moribundo cativo de tormentos, trancafiado em pensamentos palpáveis! Debilmente a tatear as bétulas e os carvalhos, a minha respiração ofegante, em arfadas discrepantes da recente mística neblina, explicitava clamores de socorro. Deformações humanas principiaram por negrejar aos feixes do luar e aos reluzentes astros celestes, como se o ambiente noturno capacitasse-os a tais tramitares. Rifles polidos e uniformes padronizados emergem desses mórbidos circundantes a fim de engolfar-me, embora meus ridículos pinotes, na mais acachapante experiência destas córneas já antigas...
    “Ouve, levanta-te, homem! As armas, empunhe-as!”, bradou o comandante do batalhão. Resguardávamos uma posição defensiva na terra-de-ninguém, com a disposição de um batalhão de infantaria e, por detrás da trincheira, complementar contingente de artilharia (aqui, de que se validam minúcias técnicas de estratégia, logística e topografia? Não condiz a um humilde servil a opulência intelectual quando se aspira a esta por arrogantes e vis pretensões). A hedionda horda, crente em quimeras pagãs, transpõe as longínquas amuradas nebulosas.
    - O combate urge; não ambicionamos terra alheia, mas não cederemos um único centímetro daquilo que nos pertence! Que se aflore o ufanismo, ao invés de pleonasmo tautológico, lamúrias de um milhão de almas por retidão auspiciosa! Pelos nossos Povo e Pátria, até o inferno marcharíamos para subjugarmos o próprio Satã! - discursou nosso superior, de sabre desembainhado, em meio ao conflito babélico e os “hurras!” das tropas. Resultaram-se uma conquista de Pirro e desventuras de quase dramaturgia trágica. “A morte cai por terra diante desta luminescência angelical, I...!”, proclamou o meu mais perseverante companheiro, meu irmão, em seu depauperamento inevitável e definitivo... Oh! dores titânicas de latência atemporal, que nem palavras inibem!
    Trôpego, adentro os subterrâneos cavernosos de misticismo absoluto. As vozes do passado repercutem-se contraditoriamente, amolando e desgastando a lâmina de minha adaga, qual o Teseu e o Minotauro! O inconsciente abalroamento, certeza incomprovável, implica o famigerado duelo... Ele ausenta-se da entrada escarpada com as glórias de um caçador hábil e auferir a si mesmo. As preocupações lacerantes abandonam-lhe a consciência argentária, enquanto se aparta do bosque em tão fascinante. Faces desfiguradas desfizeram-se em meio a remota névoa de feridas recém-cicatrizadas.
    E ainda que me amartelarem as angústias de sofrimentos valetudinários, boas venturanças suscitam-me a credulidade. “Ivan!”, sim, ela, amiúde, aguarda-mo incansavelmente. Apetece-me o peito inflamado e o desvanecimento subsequente: branca como a neve de invernadas natalinas, os cabelos castanhos mimoseiam-lhe suas feições delicadas, suas mãozinhas de seda e o desabrochar de um tímido sorriso.  Constatações em inexistência de contato considerá-la-iam comum e simplória. Outrossim, pressentem as filantropas paixões os charmes incontornáveis, testemunhados nas mais corriqueiras e fúteis ações. Oh! amor intraduzível e inefável! parto eternamente destas planícies de relva jovial para as imperiais convocações. Vou-me à guerra, estandarte da irracionalidade humana, malquistado entre a ficção e o regozijo nacionalista. Em dificílima delimitação conclusiva, por intrépido que seja, meu coração retumba pelos meus irmãos de sangue, minhas preciosidades naturais, e ela, minha pequena beija-flor, cujo nome, por éons imemoriais, relembrarei com inesgotável ternura...
  • À CAPELA

    Sou aquela sola a qual nunca se acaba,

    a que continua viva e jogada às traças

    dos escanteios empoeirados da casa.

    Me estico no varal das línguas afiadas,


    sob os pisantes dos donos das cocadas,

    na rabeira do pernil sem nem uma prata.

    Estou aqui no pátio desta selva armada

    encoberto pelo caráter aleatório que falha


    feito papel de bala chupada. A dose derramada

    de cachaça do poeta que não serve para nada.


    Escoro a draga do mundo sobre um verso tosco

    e blefo neste sonho vivo, mesmo já estando morto.

  • A casa de trás

    Estrada para a Praia da Solidão, onde os pais do Gabi têm uma casa de veraneio. É a minha primeira viagem com meu novo namorado e, pelo que dizem, a tal “casa de praia” está mais para “palácio real de verão”. Sim, o cara é de família rica, mas antes que me julguem uma interesseira ou algo assim, eu explico: nós mantivemos uma amizade virtual por mais de um ano, antes de nos conhecermos pessoalmente. Fui saber que a família dele era abastada só depois do nosso segundo encontro, afinal ele não é daquele tipo que gosta de ostentar. É rico, porém simples, porque sempre teve grana. Minha mãe diz que ostentação é coisa de “novo rico” e, nesse caso, ela tem razão.
    Então aqui estamos nós, dentro do carro, em direção à praia, onde meus novos sogros estão nos esperando para me conhecer. Como é de meu costume em longas viagens, no meio do caminho eu apaguei. Só acordei com o Gabi me chamando, dizendo que tínhamos chegado e reclamando de ter virado alguma coisa na mochila dele.
    Os pais do Gabi já estavam aguardando nossa chegada e, assim que descemos do carro, eles vieram nos cumprimentar:
    - Você então é a famosa Lisa, hein? Estávamos ansiosos para te conhecer. Eu sou Cecília, a mãe do Gabi, mas pode me chamar de Ceci.
    - E eu sou o Antônio, o pai dele. É um prazer conhecer você, querida!
    - O prazer é todo meu, e agradeço pelo convite.
    Dados os cumprimentos formais, fomos em direção a casa. Realmente, era incrível: à beira-mar, dois andares, janelas de vidro enormes, varanda maior ainda, com uma rede bem convidativa. A suíte dos meus sogros tem uma sacada com vista linda para o horizonte.
    Como se trata de um balneário afastado da cidade, a Praia da Solidão é um lugar tranquilo e vazio, fazendo jus ao nome. Contei apenas quatro casas ao redor: a que estávamos e mais três, duas a leste e uma a oeste; mas sei que existe outra, localizada no terreno de trás da casa deles, cujos proprietários são amigos da família. Parece que ninguém aparece por ali há dois anos, com exceção de um caseiro que vai a cada quinze dias. Depois da morte da Rafaela, filha caçula dos donos da casa, os parentes não colocaram mais os pés por lá. A pobre menina morreu afogada aos oito anos, naquela praia. Uma tragédia total, que desestabilizou a família toda.
    Eu e Gabi largamos nossas coisas e fomos dar uma volta antes da hora do almoço. Ele queria me mostrar a parte de trás da casa, onde fica a piscina e o pergolado. Deitamos nas espreguiçadeiras e deixamos a energia do sol tomar conta do momento. Era um lindo dia de primavera e estávamos muito felizes por aquele fim de semana juntos. De olhos fechados e mãos dadas, ficamos curtindo aquela brisa maravilhosa e o cheiro de maresia que invadia o ambiente. Foi quando escutamos um barulho e, agora de olhos abertos, percebemos uma movimentação na casa de trás.
    - Deve ser o Chico, o caseiro.
    - Não é não Gabi, parece uma mulher, está até com uniforme de empregada doméstica, olha...
    E era mesmo uma mulher. O Gabi a reconheceu: era a Rose, empregada da família dos vizinhos da casa abandonada. Ele levantou para cumprimenta-la, aproximando-se do muro que dividia as duas residências e, ao chamar por Rose, ela olhou rapidamente para nós e disse:
    - Se afastem. Pelo bem de vocês.
    O Gabi achou a reação da mulher muito estranha, afinal ele me contou que ela sempre foi um amor de pessoa, simpática e prestativa, mas, enfim, todo mundo tem seus dias difíceis, né? Logo nos esquecemos da situação, pois já estava na hora do almoço e voltamos para casa. Só lembramos um tempo depois, na conversa do fim da tarde, quando contamos para a Ceci sobre o ocorrido e ela, surpresa, respondeu:
    - Que estranho, porque ninguém está lá. Eu achei que, depois da morte da Rafinha, a Rose havia até se demitido. Era ela quem estava cuidando da menina quando tudo aconteceu e, pelo que os vizinhos me contaram, a coitada da empregada se culpou muito.
    A noite chegou. Depois de um lindo passeio pela praia, eu e Gabi decidimos ir novamente para as espreguiçadeiras. Era nosso primeiro momento realmente a sós desde a nossa chegada, visto que o passeio de antes do almoço foi curto... E um tanto quanto perturbador. Deitamos juntinhos em uma espreguiçadeira e começamos a nos beijar. Foi quando uma luz muito forte nos atingiu, tipo um holofote, vindo da casa de trás.
    - Mas então tem alguém ali! Disse o Gabi.
    - Não vai lá não, pois pelo jeito, nós não somos bem-vindos! Respondi.
    Não adiantou eu advertir. Terminei de falar e ele já estava pulando o muro. Fiquei preocupada e segui em sua direção. Ao invadir a casa vizinha, algo muito estranho aconteceu: o pátio da casa - que conseguíamos ver um bom pedaço da sacada do nosso quarto – parece que havia mudado: era mais estreito, de pedra cinza claro e levava a uma escadaria que, ao topo, tinha uma casinha pequena, tipo uma guarita, com uma cruz no telhado. Se não estivéssemos em uma casa de praia, até poderia definir aquilo como um jazigo, ou algo do tipo.
    Decidimos subir as escadas, pois, se algo incomum acontecia por ali, Rose podia estar correndo perigo. O estranho é que, quanto mais subíamos, mais longe da chegada parecia que estávamos. A escuridão tomava conta do local, depois que aquela luz forte se apagou, e contávamos somente com as luzes dos nossos celulares. Confesso que a partir desse momento, comecei a me assustar.
    Um pouco antes de chegarmos ao topo da escada, aquela luz misteriosa acendeu e apagou novamente, olhamos para trás e vimos Rose à distância, no pátio da misteriosa casa, olhando em nossa direção, séria e... Molhada? Sim, era o que parecia. Rose estava encharcada.
    - Quer descer? Perguntou Gabi.
    - Não, agora vamos até o fim. Respondi.
    Ao seguirmos para o fim da subida, percebemos um vulto na janelinha da casa-jazigo. Subimos os últimos lances mais rapidamente e foi nesse momento que escutamos uma voz de criança chorando, dizendo:
    - Foi ela, Rose me matou!
    Mesmo assustados – e ambos ouvindo aquele estranho apelo infantil – forçamos a porta da casinha, para verificar o que tinha ali. Estava emperrada, porém, juntos, fizemos força e conseguimos abrir.
    Se lá fora estava escuro, a escuridão era ainda maior no interior da casinha. O estranho é que, do lado de fora, conseguíamos ver pela janelinha onde o vulto apareceu. Agora no interior, parecia que não tinha mais janelas. Novamente, a voz falou:
    - Ela me matou.
    - Ela me afogou.
    - A minha hora chegou.
    - Agora é a hora de vocês.
    Assustados, nos direcionamos à porta para sair dali. A porta também havia sumido. Com a luz do celular, procuramos desesperadamente a saída. A voz ficou mais alta, porém menos infantil.
    - Ela me matou.
    - Ela me afogou.
    - A minha hora chegou.
    - Agora é a hora de vocês.
    Mesmo tateando todos os locais, não encontrávamos a saída.
    - Ela me matou.
    - Ela me afogou.
    - A minha hora chegou.
    - Agora é a hora de vocês.
    Sem sinal para ligar ou avisar alguém pelo celular, começamos a gritar por socorro. O pavor tomou conta de mim.
    - Socorro, alguém nos ajuda!
    - Não adianta gritar, desgraçados, vocês são meus agora!
    - SOCORROOOOOOOOO...
    - Acorda gata, chegamos! Essa é a casa de praia dos meus pais!
    - Gabi, GABI! Ah, meu Deus, eu tive um sonho tão horroroso...
    - Ah não, minha loção pós-barba virou toda dentro da mochila, olha!
    - Eh, Gabi...
    - Espera aí, amor, olha aqui, sujou até meu notebook!
    - Você então é a famosa Lisa, hein? Estávamos ansiosos para te conhecer. Eu sou...
    - Cecília, mas eu posso chamar a senhora de Ceci. E o senhor é o Antônio, não é?
    - É... Isso mesmo querida, mas...
    Olhei em volta, e a casa era a mesma do meu pesadelo: à beira-mar, dois andares, janelas grandes, varanda enorme, rede e a sacada da suíte com vista linda para o horizonte.
    - Gabi, amor, precisamos ir embora. AGORA!
    FIM
  • A conta

    Eu estou morrendo. Sei que todo mundo está, mas eu tenho enfisema pulmonar. Não consigo mais fumar e minha vida é um inferno por causa disso. Tenho que passar o dia na cama, ligado à respiradores e monitores, morrendo. Nunca me importei muito com como seriam esses tempos, mas sabia que eles iam chegar. Você desenvolve uma certa consciência depois de passar 30 anos fumando dois maços de cigarro por dia. Sabia o que ia acontecer. Assim como quando aceitei ser governador, sabia no que estava me envolvendo. Quando disputei minha primeira eleição para vereador era porque eu queria me envolver. Não é só fazer política ou filantropia, é um estilo de vida. Tem haver com manter tudo como esta: bom para todo mundo. Nem de longe imaginei que as coisas poderiam se desenvolver desta forma. O que você tem que entender é que sempre fiz o que achei que era certo para manter o nosso estilo de vida. Eu tenho esposa, filhos, netas. Sempre achei que quando este dia chegasse seria o fim de um outro começo. Sei que isso não me absolve dos meus pecados, mas eu estou morrendo de enfisema pulmonar. E todo mundo que esta morrendo merece alguma compaixão. Porque todo mundo fez alguma coisa de bom para alguém um dia no vida, e quando se esta numa cama, ligado à respiradores e monitores, morrendo, é isso que tem que ser lembrado.

    Quando vi a Fernanda pela primeira vez ela estava começando o estágio na Assembleia Legislativa. Era uma jovem estudante de direito, linda. Os longos, e encaracolados, cabelos morenos, o olhar penetrante, as coxas grossas. O conjunto da obra era hipnotizador. Ninguém conseguia resistir aos seus encantos. Admito que quando convidei ela para assumir um cargo em meu gabinete eu já tinha tudo planejado. Sempre fui daqueles que não faz nada sem ter pensado em tudo. Ela não era a primeira, nem eu. Todo mundo faz assim. Acontece. Eu tenho esposa, filhos, netas. Quando ela aceitou o cargo ela sabia o que estava fazendo. Porque o cargo também incluía um apartamento no centro, com cartão de crédito e carro na garagem. Então, se você aceita tudo isso, você sabe que seu trabalho não será exatamente no escritório. E durante dois anos tudo foi uma maravilha. Nós nos víamos de duas a três vezes por semana. A vida pública exige que algumas coisas sejam realmente privadas. Eu não ia no apartamento dela para não ser visto. Nunca éramos vistos juntos. Se você usa uma aliança no dedo anelar esquerdo, e ocupa um cargo público, você não quer que as pessoas te vejam fazendo o que elas fazem. Elas votam em você exatamente porque elas acham que você não faz como elas fazem. Elas votam em você para poderem continuar fazendo o que elas acham que só elas fazem. Se todo mundo soubesse o que todo mundo fez e faz, o que seria desse mundo? E agora, que estou numa cama, ligado à respiradores e monitores, morrendo, agora isso vai ser importante?

    O que você tem que entender é que jamais imaginei que aquilo ia terminar como terminou. Eu tenho esposa, filhos, netas. Não teria feito o que fiz se não julgasse que havia extrema necessidade. Era muita coisa que estava em jogo. Todos os meus grandes feitos não podem ser ignorados por um incidente. Eu também construí escolas, creches, hospitais. Toda uma história não pode ser questionada por causa de uma estagiária num momento de devaneio. Não é porque estou numa cama, ligado à respiradores e monitores, morrendo, que estou contando tudo isso. É porque a imprensa vai fazer um escarcéu, vai supervalorizar tudo. Eu tenho esposa, filhos, netas. Não vão respeitar elas e elas não merecem isso. Não estou aqui pedindo absolvição, é só que vejam que fiz o que fiz porque precisava manter outras coisas, que eram boas para todos. Pode não ter sido a melhor escolha, mas era a única que eu tinha. Quando ela apareceu grávida, na casa da minha família, vociferando que eu era um monstro, ela mesmo não deu valor a tudo isso. Em tudo que eu representava, em tudo que eu era. Ela não me deu opções. A questão não é quem é a vítima, é como se reage as coisas. Ninguém é santo. O mundo é muito maior que uma pessoa só, e exitem os seus problemas e os do mundo, e perto dos do mundo, o seu sempre vai ser pequeno. Uma coisa que pode parecer pequena para você, pode ser grande para o mundo. Não era só a minha honra que ia ser atingida, era a honra de todo mundo.

    Quero deixar claro que antes de matar ela asfixiada, e incinerar o corpo numa pilha de pneus, tentei todos os outros meios ao meu alcance para evitar que as coisas terminassem dessa forma lastimável. Não foi fácil fazer o que fiz. Eu não queria. Eu chorei, pedi, implorei. Mas ela tinha vídeos, fotos, conversas. Eu poderia ter dado tudo que ela jamais imaginou ter. Hoje ela poderia estar vivendo bem em qualquer lugar que quisesse. Tentei garantir, com todas as palavras possíveis, que ela e a criança jamais passariam nenhum tipo de necessidade. Muito ao contrário, viveriam sem nunca terem que se preocupar com dinheiro. Teriam até direito a herança. Eu reconheceria o filho quando deixasse a vida pública. Mas ela queria causar um escândalo. Queria usar uma criança para acabar com tudo. O que ela queria era ver tudo que eu tinha construído destruído. Eu fiz o que qualquer um no meu lugar faria. Eu tive que matar ela asfixiada, e incinerar o corpo numa pilha de pneus, para garantir que tudo continuasse como estava, porque estava bom para todo mundo. Eu tenho esposa, filhos, netas, e estou numa cama, ligado à respiradores e monitores, morrendo.
  • A cusparada

    O fato abominável deu-se aproximadamente às três e quarenta de cinco da tarde, numa quarta-feira. Uma instituição de ensino tão distinta como era a Escola Municipal Casimiro de Abreu, no Mendanha, Rio de Janeiro, viu sua honra ameaçada quando, após o recreio, um aluno traquinas cuspiu num degrau da escadaria, enquanto subia para a sala de aula, no segundo andar. Eu tinha, então, onze anos, e, até hoje, aquele dia não me sai da lembrança, pois, nessa idade, fatos escabrosos assim criam marcas indeléveis na nossa mente.
    Passaram-se alguns minutos desde que nos assentamos em nossas carteiras, e o professor não apareceu. Esperamos por mais um bom tempo, e nada. De repente, desponta sala adentro, não o professor, mas o diretor da escola. Estacou-se, sério e mudo, diante da turma.
    - Alguém cuspiu na escadaria - disse ele, fazendo uma varredura com um olhar rasante por sobre as cabeças dos alunos.
    O silêncio era total nesse momento e, se não exagero, paramos também de respirar.
    - Vamos! Estou esperando! Qual foi o engraçadinho?
    A classe permaneceu tão interativa quanto um exército de cera.
    - Já sabemos que foi alguém desta sala. Não adianta esconder! - o diretor começou a andar de um extremo ao outro da sala a passos largos, as mãos às costas, e eu me lembrei de uma figura de Hitler que tinha visto há poucos dias numa Enciclopédia Juvenil.
    Era a penúltima aula do dia, e ficamos até o final desta sem olhar para outro lugar senão para o ir e vir do diretor. Tocou a sirene para iniciar-se a última aula. Atravessamos estoicamente mais cinquenta minutos, e o culpado manteve-se no firme propósito de não abrir o bico. Depois dos tediosos minutos de mutismo e indiferença de nossa parte, ouvimos a sirene soar pela última vez. Que alívio!
    - Ninguém sai! - vociferou o diretor, estendendo os braços, com as palmas postas à frente, frustrando, desse modo, o levantar precipitado das trinta e quatro nádegas que se desprendiam das cadeiras. - Sentados! Onde pensam que vão? Todos comigo para a minha sala lá embaixo, e já!
    A agonia continuou na sala do diretor. Ele assentado em sua cadeira majestosa, as unhas vergadas a capirotar no tampo oco de madeira da mesa, sem falar um “a”, e, nós, mumificados.
    - É muito simples pôr um fim a este martírio. Basta que o culpado apareça - apelou o diretor, a certo ponto da tortura, em que ele próprio parecia não mais aguentar.
    Passou-se o tempo equivalente a mais um período de aula quando, finalmente, assistimos à cena constrangedora de um menino levantar-se e confessar:
    - Foi eu... senhor diretor...
    E, assim, foi o fim do holocausto.
    “Esse cara tá morto”, pensei. E deve ter sido esse o pensamento de todos ali.
    Sem permitir que saíssemos ainda, o diretor chamou o réu confesso à sua mesa e o advertiu de uma forma surpreendente:
    - Cuspir na escadaria é contra as normas da casa. Você sabe disso, não sabe?
    O menino estava com a cabeça mergulhada entre as clavículas e a voz bloqueada na garganta.
    - Sabe ou não sabe?
    - Sim... eu... sim, senhor diretor.
    - Você cometeu um erro, certo? Reconhece, diante da turma, que cometeu um erro? Diga que reconhece!
    - Sim... eu reconheço, senhor diretor.
    - Pois bem, filho. Espero que nunca mais repita esse ato deplorável. Não quer passar por essa vergonha de novo, quer?
    O menino meneou a cabeça negativamente.
    - Aprenda: Daqui em diante você observará melhor sua conduta na escola. E é muito feio não assumir quando se comete um erro. Errar é natural do ser humano, mas não assumi-lo é covardia, é desonroso. E veja que prejuízo pode causar: se você tivesse se levantado e assumido a culpa na primeira vez que perguntei, todos os seus colegas já estariam em casa há muito tempo. Nunca mais faça isso de novo, nunca mais! Agora, podem sair.
    Anos se passaram e, não mais como aluno, mas como professor, e não mais no Rio de Janeiro, mas em Espera Feliz, Minas Gerais, entrava eu na sala dos professores do colégio em que lecionava, e deparei-me com uma professora, colega de trabalho, que acabava de chegar esbaforida, tensa, com uma cara vermelha de quem comeu meia dúzia de acarajés quentes. Perguntei-lhe o que havia acontecido, e ela me respondeu com os olhos arregalados de espanto:
    - Meu Deus do céu... aconteceu uma coisa absurda comigo agorinha mesmo na sala de aula onde eu estava. Sabe o Michael Jackson, aquele garoto de dezoito anos do 3º 2? Pois então, abaixei-me um pouco sobre a carteira dele para lhe chamar a atenção por ter xingado o colega ao lado de “filho da puta”, e ele cuspiu na minha cara! Você acredita que ele teve essa petulância?
    A professora, aviltada até os ossos, não conseguiu entrar naquela sala novamente naquele dia, tomou um Rivotril, passou o caso à Direção da escola e foi embora de ônibus, pois não estava em condição de dirigir. E o que fez a diretora? Aplicou um corretivo no cuspidor? Enquadrou-o no Artigo 331 do Código Penal, que prevê punição para quem ofende, humilha ou espezinha funcionário público no exercício da função? Chamou o meliante para uma lição de moral, assim como fizera o saudoso diretor da Casimiro de Abreu, nos idos de 1981? Dera-se pelo menos ao trabalho de conversar qualquer coisa com o rapaz, qualquer coisa mesmo: uma miudeza de duas ou três palavras de protesto, só para não deixar que ficasse tão evidente a verdade de que ela estava pouco se lixando para o caso? Não. Em vez disso, a professora recebeu uma intimação judicial 20 dias depois, para comparecer ao Fórum 30 dias depois, sendo condenada a três meses de prestação de serviços comunitários por 180 dias depois, e, porque o juiz julgou como bem grave a denúncia que Michael Jackson apresentou contra a professora, dizendo que ela havia sido preconceituosa e o constrangera muito ao dizer que a saliva dele era suja - ora, onde já se viu, só porque ele era “preto”? -, teve seu diploma cassado 181 dias depois
  • A Despedida

    Olha demoradamente para meu corpo,que já sem vida descansa neste gelado caixão.
    Perceba o angustiante silêncio desta fúnebre capela,totalmente vazia.
    Estás agora completamente sozinha,nem eu contigo mais estou.
    Mas onde estão aqueles que em momentos festivos brindavam e sorriam ao seu lado?
    Onde estão aqueles,aos quais tu defendia tão fervorosamente quando por mim
    eram criticados?
    Onde esta o ombro amigo para consolar-te neste momento de infortúnio?
    Todos se foram!
    Apenas meu cadáver,inerte,continua a teu lado.
    Se lágrimas caírem em tua face,certamente não será pela perda,
    mas pelo desolador sentimento de abandono.
    Nesta congelante noite de inverno,despede-te daquele
    que em sentimento já deixaste a muito tempo. 
    Parece-me que a vida imita a morte,
    pois estivemos sempre sós 
    mesmo quando rodeados por muitos.
    Nossa soturna solidão era de mágoa,dor.
    Se o ambiente lúgubre deste local causar-te arrepios,
    e sentir-te envolvida em um sufocante desespero...
    Acostume-se...
    Pois toda minha vida ao teu lado foi assim!
  • A esquina e o fim

    [blitz]
    - Boa noite. Documentos do Senhor e do veículo, por favor.
    - Sim Senhor, aqui estão.
    - Da onde o Senhor está vindo e para onde vai?
    - Estou voltando do trabalho para casa.
    - O Senhor pode descer do veículo, por favor.
    - Claro, algum problema policial?
    - Estamos verificando. São só procedimentos de rotina. O Senhor está de posse de algo ilegal?
    - Não Senhor.
    - Então, por favor, retire tudo dos bolso e coloque em cima do capô.
    - O que está acontecendo aqui? Sou suspeito do que?
    - Não sabemos ainda Senhor, estamos averiguando, são só procedimentos de rotina. Coloque as mãos na cabeça e abra as pernas por favor?
    - Porque estou sendo revistado? Eu tenho direito de saber porque estou sendo revistado.
    - Atitude suspeita, Senhor.
    - E qual foi a minha atitude suspeita? Eu estava no limite da via, usava cinto de segurança, estava com as duas mãos ao volante, o que eu estava fazendo de suspeito?
    - Sua atitude era suspeita, Senhor. O que há no porta-malas do veículo?
    - Não sei, umas caixas, panos, estepe, coisas assim.
    - O Senhor não sabe o que carrega no porta-malas, Senhor? O Senhor pode abrir para mim, por favor?
    - Posso, o que o Senhor está procurando?
    - Ainda não sei, Senhor. O que há naquela maleta.
    - Somente alguns papéis.
    - O Senhor pode, por favor, abrir para mim ver?
    - Claro. Está vendo, papéis.
    - Sobre o que são esses papéis?
    - Planilhas, contas. Sou comerciante, são algumas coisas da empresa.
    - Examine estes documentos Segundo Sargento. Agora nós podemos ver o interior do veículo?
    - Como assim examine estes documentos? O Senhor não pode mexer nas minhas coisas assim.
    - Estou analisando os documentos que o Senhor me mostrou e que foram encontrados numa pasta no porta-malas do seu veículo. Aconselho que o Senhor se acalme e me mostre o interior do veículo.
    - Como assim se acalmar? O que está acontecendo aqui?
    - Se o Senhor tem algo à esconder aconselho que me conte agora, pois nós vamos achar.
    - Do que o Senhor está falando? Quer saber, a atitude do Senhor é que é suspeita. Que procedimentos de rotina são esses? Mas eu não tenho nada para esconder. O que o Senhor quer ver?
    - Abra o veículo, por favor?
    - Estes CDs no porta trecos são do Senhor?
    - É isso, sou culpado por comprar produtos piratas? Pode me prender.
    - Acalme-se Senhor.
    - As MP3 do pen drive também são piratas. Eu me entrego.
    - Irei confiscar esses itens. O Senhor pode abrir o porta-luvas, por favor.
    - (click)
    - O que são esses papéis?
    - A nota fiscal do carro, umas contas, não sei.
    - Posso ver essa nota fiscal?
    - Por que? Eu posso perguntar por que?
    - A sua atitude suspeita, e irônica, diz, segundo o manual, que o Senhor está tentando ocultar algum crime. Já sabemos que o Senhor não respeita as leis de direitos autorais, agora estamos procurando quais outras lei o Senhor não respeita.
    - Eu não tive nenhuma atitude suspeita não. Isso é abuso de autoridade. O Senhor já me revistou, revistou meu carro, e não achou nenhuma evidência de nada suspeito. O Senhor está procurando pelo em ovo, isso que o Senhor está fazendo. Eu tenho meus direitos, e não tenho que te entregar a nota fiscal do meu carro.
    - Por favor Senhor, me respeite. Estou fazendo meu trabalho, que é combater o crime. Sua atitude é sim suspeita, e eu posso prendê-lo por desacato.
    - Olha, eu sou um cidadão de bem. Eu respeito a polícia, acho que o trabalho da polícia é desvalorizado. Mas eu não sou bandido.
    - Então me mostre isso, Senhor. Me entregue esta nota fiscal e me deixe fazer meu trabalho que a verdade aparecerá.
    - Tudo bem, desculpe. Estou um pouco nervoso, é a primeira vez que passo por isso.
    - A loja do Senhor deve estar indo muito bem, este carro é bem caro. Com o que o Senhor trabalha?
    - Acabou, me desculpe. O Senhor é da Receita Federal? Eu não fiz nada de errado, nem tive nenhuma atitude suspeita. Ou o Senhor me leva preso e me deixa chamar meu advogado, ou me deixa ir embora.
    [delegacia]
    - Eu só falo quando o meu advogado chegar.
    - O Senhor que sabe, mas pode estar acabando com as suas chances de um acordo.
    - Um acordo sobre o que? Sou acusado do que? O Senhor não tem nada!
    - Bom, já sabemos que o Senhor não respeita as leis de direito autoral. Podemos provar isso. Também sabemos pelos papéis da sua pasta, e a nota fiscal do seu veículo, que a sua renda é incompatível com seu estilo de vida.
    - Não falo mais nada enquanto o meu advogado não chegar.
    - Viu, isso é uma atitude de quem quer esconder alguma coisa. Nós já sabemos que o Senhor comete algum crime. A sua renda é incompatível. Não preciso de uma evidência, isso é uma prova.
    - Prova do que?
    - De que o Senhor cometeu algum crime para comprar um carro que uma pessoa na sua posição não poderia comprar.
    - Isso é uma suposição, até o Senhor provar o contrário eu sou inocente. Eu comprei o carro com um dinheiro que eu tinha guardado há muito tempo. Trabalho desde os 12 anos e agora não posso ter um carro?
    - Quanto tempo?
    - Desde os 12 anos.
    - Não tem nada haver com sonegação de impostos? Venda sem nota fiscal? Compra de produtos sem origem declarada? Essas coisas.
    - Eu não sei do que o Senhor está falando. Se o Senhor não sabe do que me acusar, como eu vou me defender?
    - O Senhor tem filhos?
    - Tenho, três.
    - Eles estudam em escolas particulares?
    - Eu sei o que o Senhor está querendo dizer. Já disse que não respondo nada até meu advogado chegar.
    - O Senhor já disse isso três vezes, eu só estou querendo ajudar o Senhor a dizer a verdade.
    [conversa com o advogado]
    - Como assim eles podem me manter preso por até três meses?
    - Além de você ter violado as leis de direito autoral, existe um indício de que você cometeu algum crime para ter dinheiro e comprar o carro, por enquanto é só isso. Sei que eles solicitaram junto à Receita Federal sua declaração de imposto de renda, da sua empresa e da sua esposa. Se há algo de errado eu preciso saber agora.
    - Como assim? Eles não podem fazer isso. Era só uma blitz, o documento está em dia, minha carta também. Eu só quero ir para casa.
  • A fé & a fé 2 sinopses

    A fé e A fé 2

    A fé
    A triste história de um vampiro

         Vampiros ultimamente estão acompanhados ou sendo gays. Esta é uma história que trás este tema. Um caçador que odeia vampiros. O que será dele ao se tornar um? Acordar como num pesadelo, onde tem que descobrir o que realmente aconteceu que fez seu mundo virar de cabeça para baixo.
         Perder tudo? Encontrar um caminho a seguir!
         Cachie é um caçador, eficiente, prestativo, mas num certo dia acorda como um daqueles ao qual tanto se acostumou a matar. Ódio será que sua percepção, seus sentimentos para com vampiros irá mudar ao se tornar um? Como tudo pode acontecer assim tão rápido?
         Até que ponto uma amizade pode chegar a se tornar algo mais? Mais que bons amigos ou amigas?
         Em um mundo onde o submundo, as magias se tornaram realidade. Vampiros, lobisomens, fadas tudo veio a se misturar. Humanos e vampiros juntos e separados.
         Onde a fé dos que lhe rodeiam pode chegar a influenciar sua vida?
         Porque ter fé? A fé move montanhas, já diziam alguns.
         Cachie acorda no escuro fechado, começa a tentar sair desta escuridão e sai, percebendo ao ver que está em um tumulo, o seu certamente e que não dormiu, não esteve morto por muito tempo, foram horas. Agora ele tem que se proteger do sol, este queima sua pele. Conclui que se tornou um vampiro, se pergunta como e não lhe vem na memoria. Então se esconde até escurecer, só então sai atrás de resposta. Revê sua namorada e sua mãe ao ir para casa. Elas dizem que o amigo Carlos tem que estar presente para a verdade ser contada então quando todos que devem estar presentes estiverem ele saberá o que aconteceu.
         É a vida de um vampiro que ele tem para viver agora e terá que aprender a ser assim verdadeiramente o que era para ele um monstro.  


    A fé 2
    O fim para história de um vampiro

         Cachie agora não luta contra monstros e sim para ter o amor de sua filha e neta. Uma luta constante, onde elas o receberiam?
         Em tempos de lobisomens em forma de lobo, não como monstros em mistura de homem e lobo. A fé 2, trás este tema. As feras se complementam, e o que era lobisomem monstro no primeiro livro se torna lobisomem em forma de lobo neste segundo.
         Cachie que passou a viver na escuridão encontrará luz em sua família? Carlais o perdoou? Que mais questões se podem levantar?
         Com a neta sendo sequestrada Cachie sai das sombras e se revela trazendo escuridão e desgraça.
         -O que ouve?
         A neta de Carlais foi sequestrada!
         -Ela foi levada.
         -Ninguém sabe pra onde nem por quem.
         -Ou por que.
         -Minha neta, o que está acontecendo, não pode ser verdade. Deixou escapar o minha neta e assim um dos homens falou assustado:
         -Você é o vô dela? O vampiro que a muito apavorou cidades? Cachie saiu preocupado tinha que encontrar uma maneira de salvar sua neta. Ele não percebeu, mas ficaram novos boatos, que diziam:
         -O vampiro está de volta!
         -Ele retornou a escuridão nos cercará!
         Uma família que Cachie acreditava não merecer agora precisa dele e ele será capaz de ser o que esperam que ele seja? Carlais aceitará a ajuda dele?
         Veja a aventura de Cachie, a triste história de um vampiro e o fim para história de um vampiro!

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  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 1 de 12

    Capítulo 1
         Cachie ficou nas sombras, escuridão por um tempo. Até que em uma de suas visitas escondidas ao que era sua família ouviu boatos, as conversas seguiam. Desesperado com a notícia ele se revelou perguntando em meio a um grupo:
         -O que ouve?
         A neta de Carlais foi sequestrada!
         -Ela foi levada.
         -Ninguém sabe pra onde nem por quem.
         -Ou por que.
         -Minha neta, o que está acontecendo, não pode ser verdade. Deixou escapar o minha neta e assim um dos homens falou assustado:
         -Você é o vô dela? O vampiro que a muito apavorou cidades? Cachie saiu preocupado tinha que encontrar uma maneira de salvar sua neta. Ele não percebeu, mas ficaram novos boatos, que diziam:
         -O vampiro está de volta!
         -Ele retornou a escuridão nos cercará!
         Em casa Carlais não podia ou não queria acreditar.
         -São falsos boatos, agora temos uma busca a fazer por uma garotinha. Amigos dela diziam.
         A filha preocupada não sabia o que fazer e Carlais sabia que com Cachie presente tudo daria certo, ele voltou na hora certa em que precisam do seu apoio e amor à filha que tanto o desejava.
         Carlais entrou no quarto da criança e cheirou as roupas dela. Saiu em busca de encontrá-la, ligaria para a filha dizendo onde estava.
         É noite, chegou à igreja da praça, que lhe trazia más lembranças, foi na praça desta igreja onde contou a seu amado que tinham o matado sem dizer adeus em palavras. Enviou uma mensagem para filha. Entrou, a porta por trás dela se fechou. Três homens que estavam cientes de que ela era uma mulher loba a cercaram.
         -Caindo em nossa armadilha assim tão fácil!?
         -Entregue minha neta, o que querem de nós? Ela daria o que fosse para ter a neta de volta.
         -Estamos com nosso objetivo e você com o seu, porem agora, aqui, morrerás pelo que amou!
         -Seus bandidos, onde ela está? Carlais chutou um dos acentos do lugar. É então que um dos homens mostra uma arma e diz:
         -Está carregada com balas de prata!
         -Como sabem sobre minha vida? Não responderam, um dos homens deu um golpe que a fez cair.
         -Sem lua cheia você não é de nada. Nosso recado é que sua família de antigos caçadores está chegando ao fim.
         -Só uma correção, nós ainda caçamos, mas tentamos ajudar aqueles que querem... E gritando disse: -Vocês não passam de humanos. Eles disseram que eram caçadores também e pediram meio que ordenando:
         -Deixe um recado para sua querida filha humana, diga que sobre um cadáver daqui desta igreja, que de fato será o seu, estará uma pista para que ela possa tentar encontrar a filha! Carlais pensou:
         -Então eles estão com algo que pode ajudar a encontrar minha querida neta, tenho que matá-los, mas como, minha filha já deve estar chegando, porque vim armada apenas com uma faca e sozinha? Eu e meus hábitos de ser imprudente. Ela mostrou a faca: -Vou matar você primeiro.
         Em gargalhadas um disse:
         -Solte esta arma delicadamente! E sorriu. Ela jogou no ombro do que estava armado e o chutou a retirando, os demais a rodearam. Um chutou a mão dela que soltou a faca. Foi então que o que caiu se ergueu dizendo:
         -Hora, hora... Disse um palavrão e apontou para Carlais:
         -É seu fim, morra! Carlais fecha os olhos.
         É então que um vulto avança erguendo a mão do homem armado o golpeia na barriga com algo, nisto toma a arma. Ele diz:
         -Estas balas também servem contra humanos, oh que coisa heim!? Carlais abre os olhos ao reconhecê-la. Ouve dois tiros e o homem que tinha caído vai atacá-lo por trás, porem recebe um novo golpe e cai morto.
         O vulto é de um homem, ele fica de costas para Carlais e é então que se vira após ouvir da agora velha senhora Carlais:
         -Você continua IDEM! Cachie olha nos olhos da senhora, sem saber que reação devia ter ou ela demostrar. Demoraram um instante como a pausar o tempo e relembrar das boas e más lembranças.
         A sena é de três humanos mortos, uma mulher loba e um vampiro. Ela se aproxima e dá uma tapa na cara dele.
    Fim do capítulo 1, a seguir o segundo capítulo.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 10 de 12

    Capítulo 10
         -Preparados para ultima batalha de suas vidas? Cachie fica na frente das garotas em seguida os dois se atacam, Claus com uma estaca o tempo todo tentando dar o fim desejado aquilo, e o que seria depois da vingança? Ninguém sabia. Já para o vampiro o que importava era a família que agora tinha, porem desistiria delas por Claus, se este decidisse não levar a vingança a família que também era dele, esta vingança de um para o outro apenas, mas parecia que Claus não entendia, ou estendia o ódio a todos.
         Cachie leva um soco e cai para trás, é então que a filha entra em ação com a espada voltada para o marido e dizendo:
         -Pare ou não respondo por mim. E segue as palavras: -Esqueça está vingança, vamos ser felizes! Ela ainda tenta, mas ouve:
         -Você não tem coragem! E uma risada feroz. Em seguida golpeia a mão de Cara fazendo esta se soltar e cravar em pé ao chão. Mais um golpe, este no rosto da esposa e ela cai ouvindo a filha gritar por ela.
         -Sua vingança é contra mim, eu deixarei você concluí-la se me prometer amá-las. Ouviu-se risos de apenas um.
         -Não preciso de nada de você nem delas e minha vingança está concluída. E gritou avançando a Cachie que se sentia culpado por aquele ódio, apenas abriu os braços ouvindo em berros: -Agora... Morra! E a estava se crava no peito de Cachie.
         -Não! Grita a filha e a neta chora.
         -Eu não desejava viver sem vocês como um vampiro vagando pela eternidade. Ele que já havia perdido duas pessoas que amava, Carlos e Carlais. Já o livro anuncia:
         -Que se abra o portal! Os relógios batiam zero hora e um brilho forte se fez e em seguida a aparição de um portal. Poeiras subiram com o vento que se fez descontrolado por um breve período.
         Com o portal aberto e Cachie deixando-se ser vencido, com uma estaca ao peito diz que a felicidade dele é ver a filha passar o portal com a neta, assim viverem felizes!
         -Você concluiu sua vingança, vá com elas para outra dimensão elas o perdoarão e sejam felizes! Insistia em vão o inimigo se curvou um pouco para pegar a espada:
         -Elas nunca serão felizes! Cachie enfraquecido se ajoelhou, não queria morrer antes de ver as garotas passarem pelo portal. Mas Claus estava no caminho. A neta se aproximou do pai e disse:
         -Pai pare com isso, não vê que seremos felizes.
         -Filha se afaste! Foi tarde demais.
         -Criança maldita, nunca te desejei! Laischi tenta se proteger levantando o braço e este é cortado pela espada afiada que passou em sua frente.
         Um braço cai ao chão.
         -Filha! A garota começa a gritar de dor. Tentando acalmá-la e dar um fim a batalha Cachie profere:
         -Leve sua mão lá tem tecnologia para colocá-la de volta. Claus se vira para ele e se aproxima dizendo:
         -Você já está morto e assistirá a morte de sua família, a quem você nunca quis! Quando se vira para filha Cachie com um golpe derruba a espada da mão de Claus, daí o segura:
         -Entrem no portal! Gritou desesperado. Então o inimigo o derruba e fica sobre ele:
         -Vou arrancar sua cabeça e sentir este prazer! Cachie apenas diz em seguida ao que ouviu:
         -É seu fim! Pois tinha visto a filha pegar a espada, ela diz:
         -Agora sei por que você tinha tanto medo de minha espada! Ela corta pelo pescoço a cabeça do marido. Como a exímia caçadora que era ela sabia que arrancando a cabeça os imortais morrem. Então dois morrem felizes com seus objetivos concluídos. Cara se apreça a entrar no portal para salvar a filha, pega o braço dela no chão e leva:
         -Pai, obrigado por tudo! Cachie fecha os olhos após ver a filha e a neta entrarem no portal para felicidade.
         O tempo de trevas no mundo, podia-se dizer que existiam pessoas felizes, mas tanto aquelas que não eram. A lua coroava o céu, as nuvens passavam, a noite sempre brilhava tanto quanto o dia para alguns. A lua indo dormir no escuro horizonte também é belo de se ver.
         Ergue-se uma mão, saindo de um tumulo no cemitério da cidade grande. São quase amanhecer e um corpo consegue sair do tumulo e areia que o cobria. Segundos atrás:
         -Está tudo escuro! Uma batida: - Estou sem folego! Outra batida: - Estou num lugar fechado! E começa a bater desesperadamente.
         -Não sei se eu tinha folego, mas o ar me veio depois que consegui erguer a mão. Um homem sai coberto de areia, cambaleando ele cai sentado.
         -Quando eu me ergui, minha memoria voltou, ou parte dela, eu fiquei tonto. Olha-se no espelho que tem pregado ao lado do possível seu nome na escritura do tumulo.
         -Não me vejo ainda sou vampiro! Olhou para o lado: - Reside aqui, Cachie, o ano estava apagado, este sou eu!
         O sol nasce Cachie olha para o horizonte e sente sua mão queimar: - Que droga, o sol está me queimando! Vou ao deposito ao lado, porem este deposito não existe. Sua pele queimando. Ele começa a gritar e o fogo a consumir seu corpo e ele se desintegra em brasas.
    Este é o fim do capítulo 10, siga lendo a seguir o capítulo 11.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 5 de 12

    Capítulo 5
         Agora com a nova forma da mulher lobo pode sendo lobo encontrar a neta através do cheiro que é mais apurado. Está é a ideia de Cachie, que segue em ação.
         Observam o lugar em que Carlais os leva como loba, não é um lugar muito grande, mas deve ter muitos cômodos, ou mais certo, cárceres.
         -Tem três guardas eu vou na frente como morcego para ver se algum deles é vampiro, pois se for irá me seguir.
         -Caso não nós entramos em ação! Cachie dá um gritinho de susto:
         -Você fala! E falou mais: -Eu não sabia que como mulher loba você falaria.
         -Não é assim na outra dimensão?
         -Na realidade não tive contato com lobisomens. Agora ele tinha que se acostumar a andar ao lado de um lobisomem.
         -Vai! Cara ordenou a seguirem o plano. Cachie vai e sobrevoa os três homens, descobre que um destes que achava ser três homens uma é mulher, nenhum o segue, um salta e o segura dizendo:
         -Opa, morcego ninguém entra. Cachie se tornou normal e mordeu o pescoço deste sugando-o o sangue.
         Rapidamente Carlais salta na cabeça do outro mordendo e gira torcendo o pescoço dele que cai. A mulher prepara para atirar com uma arma, porem antes que agisse Cara entra em ação a dando uma paulada na cabeça por trás e a vê desabar desacordada.
         Eles invadem o lugar. Dão de cara com um vampiro que os mostra os dentes em recepção, este diz:
         -Você é Cachie, tem alguém que espera por encontrá-lo há muitos anos.
         -O que vocês querem de nós?
         -Estou aqui apenas para não deixar que ninguém leve a menina! E completou: -Daqui vocês não passam, o que um vampiro, uma simples humana e um cachorro podem fazer contra mim que sou o vampiro mais poderoso. Gabou-se e mostrou uma estava dizendo que estava preparado, Cara mostra também revidando aos atos do vampiro.
         -É perigoso pra você, vá e encontre nossa neta, nós duas daremos um jeito neste vampiro metido.
         Cachie não discutiu disse para que tivessem cuidado e correu para dentro ao corredor. O vampiro queria enfrentá-lo e ia atrás dele, porem Carlais o mordeu na perna o segurando ali, coisa que ele a fez soltar e dizer:
         -Se vocês preferem morrer primeiro, morrerão!
         -Não vamos perder tempo. Disse Cara e pegando seu revolver deu um tiro no vampiro o distraindo para a mãe o atacar numa outra distração que pretendia por fim enfiá-lo a estaca, mas não deu certo.
         Cachie para na frente de uma porta, pois escutou um barulho dentro do lugar, vê que está trancada, então chuta e chuta, até arrombar:
         -Vim salvá-la! E ver que era um rato, não tinha ninguém.
         Carlais é jogada contra parece, sente dor e vê que sua pata está machucada. Mais uma tentativa. Cara atira varias vezes contra o inimigo, então Carlais o ataca, ele tenta se defender dela é neste momento que Cara acerta a estaca no peito do vampiro que geme e cai no chão morto.
         Cachie vê um homem sentado de vigia na frente de um espelho grande de parede. Cachie faz barulho ao se aproximar, mas o homem olha pelo espelho e não vê ninguém. Despreocupado continua relaxado, o descuidado faz barulho mais uma vez, o despreocupado olha novamente para o espelho e nada é então que Cachie o agarra pelo pescoço num mata leão e o homem se debate, depois sem forças desmaia ou morre Cachie não soube ao certo. Observando ouve barulho vindo do chão e vê uma entrada pra possivelmente o porão. Ele se baixa para abrir, abrindo entra.
         A menina fica com medo ao ver ele se aproximar, porem diz:
         -Eu te conheço de algum lugar, você é celebridade?
         -Estou aqui para lhe salvar! Cachie estava alegre por em fim ter a encontrado, é então que uma mão o toca no ombro.
         Cachie olha e vê que é a filha e ao lado dela a mulher lobo, se sente aliviado por as vê-la bem:
         -Laischi! Pela primeira vez se ouve o nome da menina, fácil perceber que Cara a deu este nome como uma homenagem aos pais.
         -Filha! Elas se deixam num longo abraço.
         Não era hora para uma pausa familiar, Cara diz a filha:
         -Este é seu vovô!
         -Ele voltou, enfim! E saltou nos braços de Cachie. A emoção foi forte em olhar aqueles olhinhos chorosos e ao mesmo tempo contentes.
         -Como você está?
         -Eles me batiam para saber onde você estava e eu dizia que não sabia. Perceberam que era por causa dele que a haviam sequestrado.
         -Agora está tudo bem! A acalmaram e ela disse mais.
         -Escutei a voz de pai falando com os sequestradores. Ninguém entendeu, a mãe dela como todos ouvintes acham estranho, o que ele faria ali? Estaria negociando algo para salvar a filha? Seria ele? Talvez ela tivesse desejando ver o pai e acabou pensando tal coisa, Cara tentou explicar dizendo isso, então a menina disse mais:
         -Pai Bernar está aqui! Cachie achou estranho ela o chamar de pai. Bastou um olhar e explicaram:
         -É que o pai dela não dá a atenção que devia a ela, Bernar lhe é como um pai! Definitivo, Cachie tinha duvidado de uma pessoa boa.
         -Vamos atrás dele!
         Não andaram muito e se ouviu:
         -Que confusão é está que está acontecendo aí fora? Tem alguém aí? É Bernar com a mania de falar bastante que ele tem, ele viu o rosto de Carlais pela abertura na porta e sorriu ouvindo:
         -Viemos resgatá-los! Ele ficou contente em saber que Laischi estava à salva. Ninguém mais os viu, eles saíram com cuidado. Finalmente Cachie conheceu Bernar, não se falaram muito, mas estavam dividindo agora uma família e se deram bem, não ouve queixas nem de um nem doutro.
         Cachie ficou para trás:
         -Vou matar todos que estão e aparecerem por aqui! Pegou a bolsa de armas da filha.
         -E tentar buscar uma explicação, mandante ou culpado pelo sequestro. Especificou Carlais sabendo que não o convenceria de não ficar.
         Foi então que ele notou o machucado no braço dela:
         -Você se machucou!
         -Sim, por quê? Ela pergunta e ele se lembrou de dizer um detalhe e agora falou:
         -Esqueci-me de um detalhe, agora que es como um animal completo você pode morrer como um, apesar de seus ferimentos se recuperarem rápidos, não é mais apenas a bala de prata que pode te matar, estais vulnerável. Ela completou dizendo que o espera na casa da filha.
         Assim todos seguiram no caminho oposto ao de Cachie que enfrentaria todos para proteger sua família.
    Final do capítulo 5, segue o capítulo 6.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 6 de 12

    Capítulo 6
         A noite quase se completava, estavam a conversar na casa de Cara, toda família, alguns amigos passaram para dar parabéns felizes pela volta da menina, mesmo apesar de ainda estar escuro e logo foram embora. Cara estava agarrada a filha e a sua espada, pois estava preocupada com o pai, já o marido não era identificável o que ele expressava nas feições, como de costumo não deu muita atenção a filha, apenas meio que as parabenizou. Bernar chama Carlais para ter uma conversa séria, quando ela vai ouvi-lo Cachie aparece ensanguentado lá fora, mas está bem. Todos saem para frente da casa.
         -E aí conseguiu descobrir alguma coisa?
         -Não só apareceram três homens e uma mulher, mas nenhum sabia de nada ou morreram negando. Carlais soltou o ar que prendia, mas não num alivio, e sim pelo que a resposta provocou, Bernar se aproximou dizendo:
         -É sobre isto que tenho a falar, é importante. Iniciou e foi interrompido por gritos:
         -Você é Cachie, o vampiro, finalmente. Era o marido de Cara, ninguém o entendeu e ele prosseguiu: -Esperei durante muitos anos por você maldito! E retirou uma estava duma mochila, partiu para cima de Cachie que revidou o empurrando. A estaca caiu da mão do agressor.
         -Como assim? Cachie e todos queriam saber e ouviram:
         -Não me reconhece? Você continua o mesmo desgraçado que matou meus pais há anos atrás. Ele deu uma pausa respirou e continuou: -Sou Claus, não se lembra de mim, matastes minha mãe e pai, para me proteger me fizeram ir a casa de meus avós.
         -Amor o que está dizendo? Cara que estava baixada com a filha se levantou indo em direção ao marido.
         -Amor? Não me chame disso, eu fiquei durante anos com você apenas numa espera incansável, incessável de vingança!
         -Pai. Foi a vez de a filha ouvir:
         -Você quando sua mãe a teve, foi um desgosto, manter uma família que eu odeio! Cachie se lembrou do que aconteceu no passado, estava atrás de sangue. Descobrindo assim que o marido da filha é o garotinho a quem ele matou os pais. Havia se casado com ela na esperança dele voltar.
         -Então você as usou para chegar a mim?! Era concreto e Claus deu um golpe no rosto de Cachie que deu uns passos para trás com o impacto:
         -Há quanto tempo eu desejava fazer isto! Com a mão direta no queixo Cachie não revidava:
         -Se vingue de mim, me mate, mas não diga que não as ama, não negue o amor delas por você e o que você sente.
         -Eu não sinto nada! Gritou o agora inimigo.
         -Por isso ele não dava amor à filha, a rejeitava. Pensou Cara consentindo.
         Claus puxou uma arma e atirou em Cachie. Bernar entrou na frente dizendo para que ele parasse com que estava fazendo e ouviu:
         -Seu velho idiota, eu te odeio, dava amor àqueles que não merecem! Disse dava porque pretendia fazer o que segue: Um som de tiro que penetrou lentamente nos ouvidos de todos. Ele atirou em Bernar.
         -Não! Gritou Cara e Carlais.
         -Pai Bernar! Foi a vez de Laischi. Cachie avançou e o empurrou puxando a arma de sua mão.
         -Está louco! Uma delas descreveu.
         -Sua vingança é comigo, eu não posso trazer seus pais de volta, não me defenderei, uma família é o que você agora tem, conclua sua vingança! Claus o agarrou num mata leão e disse:
         -Posso te segurar aqui até que o sol nasça! A manhã estava por vir. Cachie conseguiu se soltar e o empurrou outra vez, disse:
         -Não precisa que me segure se queres ficarei aqui e me renderei ao sol em nome de sua vingança. Eles ouviram:
         -Pai não, você tem a nós agora, não deixe este mal o vencer. Estas palavras foram para Cachie, mas serviria para os dois. Claus pegou a estava no chão e foi estancá-la no peito do vampiro que abriu os braços para o fim.
         -Não morra! Carlais gritou e Cara ouvindo um grito de desespero da filha disse: -Precisamos de você, mate-o!
         Cachie desviou da estaca e com a arma disse:
         -Desculpe minhas garotas. E atirou no peito de Claus que caiu morto.
         Cara correu para o pai:
         -Você fez o certo, ele não nos amava, não acredito que pude passar tantos anos ao lado deste homem! Cachie fechou os olhos num momento de reflexão.
         Carlais estava com Bernar nos braços, preocupada, sabendo que era o fim para aquele velho que de vez em quando era um chato, mas sempre amável.
         -Eu mandei uma equipe investigar o sequestro, está aqui o mandante, pegue. E entregou um Pendrive dizendo: -O mantive comigo mesmo naquele escuro da prisão que me mantinham, agora veja e não deixe que machuquem nossa criança outra vez!  E concluiu: -Eu te amo! Antes de apagar ouviu as mesmas palavras da boca dela e um ultimo beijo desta. Cara afastou a filha que chorava pelos pais.
         -Papai não me amava? Perguntava enquanto via na sala da casa Carlais ligava para irmã de Bernar dizendo que o havia encontrado e sem esconder que estava morto, a irmã chorou, Carlais ia concluindo quando acontece uma explosão na entrada da casa, esta começa a pegar fogo.
         O povo grita:
         -Fora vampiro maldito!
         -Família desgraçada!
         Cachie diz:
         -Não dá mais para vocês viverem aqui! Eu trouxe desgraça para suas vidas!
         -Não, você nos salvou! Cara tentava confortá-lo. Ao celular Carlais disse que a irmã de Bernar fosse à igreja, especificou a igreja para que ela fosse encontrar o corpo do irmão. E para os presentes ali disse: -Vamos sair daqui, vamos para igreja! Dá tempo de chegarmos lá antes que amanheça, basta corrermos! A igreja por um tempo tinha se tornado um segundo lar, apesar de ter tido ali o momento ruim da despedida de Cachie. Por causa do padre lobisomem ela se tornou amiga de muitos padres. O desta igreja os receberia de braços abertos.
         Então eles saíram escondidos e a casa se tornou labaredas.
         Ao chão Claus se mexe, em seguida abre os olhos.
    Terminou o capítulo 6, veja o capítulo 7.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 7 de 12

    Capítulo 7
         O dia se faz, Cachie se queimou por um mínimo momento até que chegaram ao destino, foi para o porão da igreja. Antes olhou os detalhes desta renovada que foi senário para a partida dele para outra dimensão. Mas Carlais havia escolhido tal lugar por ter internet e conhecer o padre que pode lhes emprestar o notebook para que ela use o Pendrive para em fim saber quem são os sequestradores.
         O sol quente, as nuvens passavam por este e sorriam ao fazer sombra em um ou outro lá em baixo. O padre não estava, só estava quem arruma a igreja, este disse que o padre voltaria pouco antes do anoitecer. O garoto que limpa tudo ali não tinha notebook, apenas celular e ela tinha o dela ao qual recebeu uma ligação. É a irmã de Bernar dizendo que estaria ali somente à noite e que ela rezasse pelo irmão, estava a avisar o restante dos familiares. Tendo que esperar até a noite era bom porque Cachie poderia sair da escuridão em que estava para a escuridão em que vive.
         Cachie tinha pego o livro que tinha deixado na casa da filha, já Carlais com a correria e a ligação para irmã do ex marido esqueceu que tinha que olhar os arquivos do Pendrive, esquecendo de pegar o notebook da filha, esta que estava dando toda atenção a filha que chorava muito, até que se acalmou.
         -Eu tenho fé que minhas meninas vão serem felizes quando tudo isto for resolvido. Dizia Carlais de si para consigo, saindo um momento da igreja, se perguntou se o vampiro ali teria fome e logo foi saber e soube que talvez tivesse na noite de amanhã.
         Carlais conversou com a filha e a neta:
         -Vocês perderam a quem acreditavam erroneamente que lhes amava e agora tem a quem esta cheio de amor para lhes dar. Lamentavam a morte de Claus e os sentimentos ruins que ele guardava no peito.
         -Eu o amava, o guardarei como algo bom, mesmo sendo como foi. E mudava de opinião: -Como aquele maldito pode fazer isto, fingir por tanto tempo e como não pude perceber que ele não me amava, não nos suportava. Praguejou-o e ouvia a mão dizer que tudo ficaria bem.
         O padre chegou, perguntou se estava tudo bem, Carlais acrescentou que encontrou a neta, o padre ficou feliz e Carlais ao pegar o notebook correu para o porão.
         -Vamos fazer isso! Dizia o livro para Cachie que desviou os olhos que viam o livro parar de brilhar, a pouco brilhava intensamente, para dar atenção para os que ali chegaram.
         -Vamos em fim saber quem são os envolvidos no sequestro. Disse Cara enquanto a mãe já ligava o notebook.
         O Pendrive não funcionou.
         -Como assim, tem que funcionar.
         -Tenta de novo. Foi o que Carlais fez após ouvir Cachie e Cara.
         Desta segunda vez funcionou e ela abriu a única pasta onde tinha dois documentos, o primeiro estava escrito que o principal envolvido no sequestro é Claus.
         -Aquele desgraçado! Cara e Cachie soltaram estas palavras de raiva juntos. O segundo arquivo foi aberto e neste constava um segundo envolvido, um homem de cabelos brancos que nenhum conhecia.
         -Temos que encontrar este homem para segurança de Laischi! Os mandantes estavam definidos. Mas para Cachie já não importava, pois ele tinha a ideia que segue:
         -Não importa mais, não dá mais para vocês viverem aqui, vou levá-las para a dimensão em que estive por muito tempo! Antes que questionassem sobre a magia ele acrescentou: -Antes não se podia levar familiares, mas esta regra foi quebrada já fazem 7 anos.
         Elas achavam que tinham que pensar, mas preocupadas disseram um positivo, foi então que Cachie falou um detalhe:
         -Só podem entrar 3 pessoas no portal, ou seja, eu fico! Estas palavras não soaram boas.
         -Não, nós daremos um jeito de vivermos aqui, vamos para o mais longe possível. Cara sabia que poderiam viver bem em algum lugar, porem para o pai este lugar era único, a outra dimensão.
         -Já está decidido!
         -Vô, você tem que ficar conosco! Laischi queria aquele vampiro que por muito tempo foi apenas uma história contada por sua vó.
         -Entendam o que quero é a felicidade de vocês e está acontecendo eu estarei feliz onde estiver. Carlais também sabia disso, e para ela também o que importava era a felicidade das garotas. O livro falou:
         -Já iniciamos o pedido magico da abertura do portal, acontecerá em 7 dias. Se vocês não forem terão de dar oportunidade a outras pessoas, qualquer pessoa.
         -Elas vão! Cachie estava decidindo por elas.
         -Você não pode ficar longe de nossas garotas.
         -Será como se eu não tivesse voltado, estarão em suas vidas normais, só que em um mundo melhor. Falou prosaicamente como se estivesse tudo bem.
         Não tinha jeito a escolha era partir e partiriam! Carlais pensou nas garotas e disse decidida:
         -Nós vamos!
    Fim do capítulo 7, em seguida o capítulo 8.
    Você que ainda não leu os capítulos anteriores, leia nas paginas do meu perfil. E se quer ler o livro que deu origem a esta serie, este se chama A fé A triste história de um vampiro. Já está postado completo no meu perfil. Ótima leitura continue lendo.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 8 de 12

    Capitulo 8
         A noite caiu após o crepúsculo, foi só o tempo da conversa que as faria ir embora, eles todos subiram. Em frente ao altar estava o padre, eles o viram primeiro em seguida foi que perceberam que estava acontecendo uma missa. Muitas pessoas estavam rezando. Foram devolver o notebook e agradecer, porem mais coisas aconteceriam.
         O padre começou a pegar fogo, se debater. As pessoas apavoradas começaram a correr em retirada. Saiam às pressas. Cachie tirou a camisa e começou a bater ela contra o padre tentando apagar as chamas, porem quando estas pararam seus olhos estavam brancos:
         -Está morto! Cachie esta em forma, seu corpo musculosos de muitos anos malhando, demostrava muita beleza, as linhas definidas de seus músculos pareciam brilhar entre sombra e luz da iluminação do espaço.
         Apareceu um homem que eles logo reconheceram, é o homem de cabelos brancos. Foi hora de tirar explicações:
         -O que pretendia tirando minha neta de mim?
         -Eu quero o livro, através dela Claus acreditava que você viria até nós e eu que o livro viria junto a você! E gritando diz: -Dê-me o livro!
         -Você é um bruxo? Carlais perguntou e ouviu:
         -Sou o mago mais poderoso deste mundo! Ele viu o livro com a menina que tinha sido seu alvo de sequestro e apontou uma varinha em direção a ela: -Esta varia faz as coisas queimarem! E sorriu.
         Cachie correu em direção ao adversário dizendo:
         -Você nunca terá o livro! O mago apontou a varinha para ele e anunciando fogo em voz lançou bolas em chamas contra Cachie que defendeu com a mão e jogou para o lado, e depois com a outra até que chegou no mago e lutou pela posse da varinha. Carlais se tornou loba e correu em direção a eles. Cachie conseguiu pegar a varinha e quando Carlais chegou para ajudá-lo o mago lançou uma magia que provocou um vento forte e os lançou longe contra a parede ao alto quase contra o telhado.
         Cachie bate na mão para apagar o fogo que tinha ficado parecia feito por álcool e o mago no moletom onde as chamas tinham se espalhado.
         -Somente um feiticeiro é forte suficiente para me derrotar, mas este se tornou um livro e nada pode fazer. O mago disse e tirou dois chicotes do moletom, um jogou em direção a Cachie que conseguiu desviar, porem na distração de revidar este ataque se desprotegeu por trás, o chicote passou e voltou então se envolveu em volta de Cachie se enrolando a ele da cabeça aos pés, prendendo suas mãos e pés e apertando, ele caiu ao chão.
         -Cara aponte o livro para ele! A filha obedeceu e Cachie prosseguiu: -Fogo! Era a hora dele usar magia, atingiu as costas do mago que tirou o moletom e jogo-o ao chão, estava em chamas. Em seguida jogou um pano em direção a Cachie que foi lentamente enquanto o vampiro continuava ordenando fogo e o mago se protegendo com magia de defesa, até que o pano enrolou-se na boca de Cachie e o mago definiu:
         -Bom assim, agora você não pode falar, não pode dar ordens ao livro, você tem o comando dele, mas em breve este será meu! Virou-se para o livro dizendo: -Só você poderia me vencer se não tivesse se tornado livro.
         Cara entregou o livro a filha e partiu para cima do mago que revidou com o chicote que tinha em mãos, Cara levou um golpe no rosto com o impacto girou no ar e caiu. A mãe foi reagir também, porem o mesmo chicote que atingiu a filha o mago o lançou enrolando no pescoço da mulher lobisomem e soltando o chicote usou magia para este se erguer enforcando Carlais pouco a pouco. Cachie só gemia tentando dizer algo, não se entendia nada.
         O mago então aponta uma arma para Cara, fazendo a arma levitar com magia a soltando de sua mão, mirando nela. Em seguida faz o mesmo com uma estaca, porem esta mirando em Cachie, e para Carlais o chicote estava a ponto de matá-la ele pergunta:
         -Quem quer morrer primeiro? Depois muda as palavras: -Quem será que vai morrer primeiro? Parece estar se divertindo com os adversários . Vira-se para Laischi e ouve:
         -Não ouse tocar nela! Foi Cara que estava tentando se levantar. Laischi corre para o altar e o mago atrás dela diz:
         -Dê-me este livro, seja uma boa garotinha! Todos apenas podem assistir. –Será que se me der pouparei sua vida minha ex refém?
         -Entregue o livro a ele! Cara decide e a filha obedece. O mago pega o livro que diz:
         -Você não pode usar minhas magias para o mal. O inimigo se volta aos demais e diz:
         -Agora tenho o poder e vocês vão morrer!
         Cachie apenas geme tentando se livrar do chicote que o amarra.
         Carlais está no fim sem ar, o chicote arrocha cada vez mais, como um animal ela se debate no ar.
         Cara esta ainda ao chão com dores terríveis.
         Laischi está junto a parece após o altar chorando.
         Tudo está perdido, eles vão morrer. Uma arma aponta para Cara, Uma estaca para Cachie, Carlais sufocando. O mago diz:
         -Chegou a hora! Ergue o livro.
         Uma flecha atinge seu braço e ele deixa o livro cair. Enfiada a flecha o faz gritar.
         -Quem está ai? Quatro lobos pulam sobre ele o mordendo e o estilhaçam, o mago é mutilado.
    Terminou o capítulo 8, a seguir o capítulo 9.
    Leia também os capítulos anteriores de A fé 2 O fim para história de um vampiro.
    E leia também o livro anterior de nome: A fé A triste história de um vampiro.
    Todos nas paginas do meu perfil!
  • A festa

    Eu nunca fui de beber.
    Comecei há pouco tempo, evito ao máximo. Quando faço não me embebedo.
    Minha visão sobre isso torna o ser humano um idiota. Fazemos coisas que sabemos que podem nos matar. 
    Vejo um rapaz sair da festa cambaleando, e entrando no carro.
    Por sorte ele irá bater num poste sem machucar outras pessoas, morrerá sozinho, com a consciência limpa. Se tiver sorte.
    - Que coisa horrível de dizer Otto — Ela diz.
    Sorrio e bebo meu uísque.
    Não lembro como a conversa foi chegar naquele ponto. Ela gostava de falar.
    Um jeito tagarela.
    Havia a conhecido há umas duas festas anteriores. Numa sexta, ou quinta. Não me lembro.
    É sábado à noite, estou cansado, mas é dia de festa. Pessoas bebendo, se divertindo e esquecendo dos problemas da rotina corrida.
    Nessa casa há tantas pessoas. Todas conversavam e riam, algumas pulavam na piscina, outras espalhadas pelos cômodos do primeiro andar da casa. Uma bela casa. Ótima para festas.
    Havia todos os tipos de pessoas naquela casa, todas de diferentes classes sociais, diferentes etnias e raças. 
    Todas reunidas para conhecer pessoas novas, rever as velhas, socializar ou apenas conseguir uma transa.
    Ela estava sentada em uma cadeira verde junto de suas amigas, quando cheguei. Acenou e sorriu.
    Usava um maio vermelho com bolinhas brancas e uma toalha roxa envolta do pescoço, segura um copo de cerveja com a mão esquerda e gesticula com a mão direita enquanto fala, suas unhas estão com um esmalte vermelho sangue.
    Algo que sempre achei muito sexy.
    O seu cabelo preto esta preso num coque molhado que se desfaz a todo instante, ela me olha, continua rindo, mostra a língua e volta a conversar.
    Minutos depois, estamos parados encostados na parede próxima à porta de entrada. Porta de vidro, entrada para a cozinha.
    Não lembro seu nome.
    Mirela.
    Melissa.
    Milena.
    Todos as chamavam de “Mi”.
    “Mi” estuda direito, futura advogada, acredita que a justiça foi feita para proteger todos. Pergunto-me em que país “Mi” vive. Fala sobre prender os caras maus. Bandidos e assassinos. E políticos corruptos.
    Quer fazer a diferença.
    Como todos quer viajar para fora do país, fazer intercambio conhecer algum gringo e ter um amor de verão. Sonha com a Itália. Roma. Coliseu.
    Tagarela.
    Fala sobre seus pais. Médicos. Queriam uma filha medica.
    Pergunta sobre os meus. Mortos. Queriam um filho vivo.
    Ri pensando que foi uma piada. Sorri colocando a mão sobre o rosto, demonstra timidez. Mas esta confortável com a conversa.
    Um jeito leve e descontraído.
    Ela não é alta, mas nem muito baixa. Tem um corpo magro. Sua pele da cor de chocolate me atrai. Seus olhos castanhos me conquistam.
    Uma gota de agua escorre por sua bochecha e pinga ao chegar a seu queixo.
    Sua boca esta levemente pálida por causa da brisa fria desta noite.
    Continua me falando sobre sua vida. Sobre seu estagio em um escritório de advocacia, onde seu chefe fica flertando com ela. Como não flertar com uma garota tão linda? Sorri colocando a mão sobre a boca.
    Ela diz que o café de lá é horrível, respondendo minha pergunta.
    Depois de mais um papo, caímos no assunto sobre bêbados. Ri quando comento sobre o bêbado que acabara de entrar no carro.
    Me da um soco de leve no ombro. Pergunto-me em que momento ganhou intimidade.
    Uma casa bem espaçosa com dois andares, ligados por uma escada de madeira em espiral, moderna. No primeiro andar tem a cozinha, a lavanderia e a sala, no segundo andar, há três quartos, duas suítes e outro para hospedes. 
    Nesse encontra-se uma cama de solteiro, com alguns lençóis e um travesseiro, uma pequena cômoda e uma guarda-roupa empoeirado, com algumas roupas velhas dentro.
    “Mi” esta rindo, seu cabelo esta solto, ainda molhado e caído sobre seus ombros, não é um cabelo comprido.
    A musica alta estrala em meu ouvido. 
    Ela rouba meu copo de uísque, bebe um pouco e então, me devolve. Faz careta ao engolir.
    - Vamos Otto, dance! — Ela diz, rebolando no ritmo da musica.
    Coloco o copo sobre a cômoda. O gelo balança fazendo um som de sino ao bater nas paredes internas do copo.
    Solto minha gravata.
    - Só você para vir de terno a uma festa na piscina — Ela diz.
    Sorrio.
    Ela sorri, não cobre o rosto desta vez. Esta bêbada.
    Começa a falar que esta de olho em mim desde a primeira festa. Desamarra o maiô. Seus seios ficam a mostra, são pequenos como laranjas e tem as aureolas marrons. Fazia um tempo que eu não via uma garota nua. Meu corpo esquenta.
    Ela se aproxima.
    - Eu sei que você me quer Otto. — Ela diz, apalpa os seios.
    Desculpe-me “Mi”, o que sinto não é excitação pelo seu corpo. Mas pela sua morte. Ela esta bêbada.
     Sorri. 
    A faca entra em seu peito. Atravessa seu tórax atingindo seu pulmão. Ela não tem tempo de reagir. Sua respiração fica pesada. Ela não grita. Esta segurando meu terno. Olha-me nos olhos. Sangue escorre pelo canto da sua boca. Retiro a faca. 
    A faca entra novamente, próxima ao local anterior. Retiro a faca.
    Ergo minha mão. Passo a língua em meus lábios.
    Há muito sangue. Ela cai. Seu cabelo esta no meio daquela poça vermelha. Tiro minha gravata. 
    A musica alta estrala em meus ouvidos.
    Suas pernas são lindas, sem nenhuma mancha, sua cor é atraente, seu quadril é largo comparado a sua fina cintura. Abaixo e tiro seu maiô, corpo maravilhoso. Sua barriga é definida, devia fazer exercícios frequentemente. O sangue ainda sai pelos cortes. Esta toda vermelha. Tento não encostar no sangue. Pego o travesseiro e faço pressão para o sangue dar uma pausa. Coloco-a sobre a cama. Esta nua. Penduro o maiô num cabide dentro do guarda-roupa. Tomo um gole do uísque.
    Caminho até o banheiro do outro quarto, não há ninguém no segundo andar. Lavo a faca, as mãos e encaro o espelho. Arrumo o cabelo e volto para vê-la.
    Desço a escada em espiral. Logo estou na cozinha. Largo a faca sobre a pia, mesmo lugar de onde peguei, antes de subir.
    Esbarro em algumas pessoas. Peço desculpas. Alguns sorriem. Outros me encaram.
    Vou embora.
    No dia seguinte vejo a noticia.
     “Mi” foi encontrada dentro de um guarda-roupa, de cabeça para baixo, com os pés amarrados por uma gravata, nua. O cabelo todo sujo de sangue. Os olhos revirados, e sua língua estava sobre a cama num copo de uísque.

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