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  • Tempestades

    Sinto um vento frio vindo em minha direção
    Não estou mais acostumado com a solidão.
    Uma brisa forte,
    Eu perco o norte.
    Estou como as folhas secas,
    Indo aonde o vento me levar.
    Olho pra cima e vejo clarões cobrindo o céu
    Olho pra mim e vejo faíscas do meu ser.
    Ouço o assustador barulho dos trovões
    E assim as minhas confusões,
    Aparecem!
    Tempestades em mim.
    Gotas geladas e grossas caem em meu rosto
    Combinando com a lágrima que ali escorre.
    Poças d'água se formam no chão,
    E por onde piso, vejo meu reflexo.
    Uma imensidão de:
    Tempestades em mim.
    O tempo passa, tudo se acalma.
    Assim como eu, o sol não hesita em aparecer
    Brilha forte, ilumina tudo!
    Faz renascer um novo mundo
    Cura a tempestade
    Que deixei fluir.
    Tempestades em mim!
  • the shadow. ZELBA

    ZELBA
    Depois que voltarmos, ZELBA me explicou tudo.
    - garota, como vc não entra no céu nem no inferno, vc vagara pela eternidade aqui.
    - mas como assim não entro no inferno? E que lugar é esse ?
    - vc é pura de mas para passar nos portões do inferno e impura para entrar no reino dos céus. Raramente acontece isso, só 5 pessoas em toda eternidade.
    - sim mas que lugar é esse ? Responde logo ZELBA.
    - A ETERNIDADE GAROTA.
    - não tem como sair daqui, eu estou presa nesse lugar ?
    - tem um jeito de vc voltar garota.
    Mas claro que tinha um condição, que era um pacto.
    - garota vc pode volta se fizer um pacto comigo.
    - um pacto vc é um demônio ?
    - sou um demônio da encruzilhada, e simples, vc volta mas vai ser minha ceifeira. Vc terá que caçar as minhas almas em troca eu levo vc para seu mundo e você viverá sua vida de novo .
    - ceifeira?
    - sim.
    - não eu não topo, pq vc quer que eu faça isso ?
    - garota vc pode ver sua mãe seu pai seu namorado, todas as pessoas que vc conhece, vc não quer isso de volta ?
    - quero, mas não quero ser sua ceifeira.
    - façamos um pacto melhor, 1 ano, vc passa 1 ano trabalhando para mim, depois eu faço o combinado .
    - 1 ano?
    - sim 1 ano e sua vida volta ao normal garota.
    - eu topo ! Mas com uma condição eu quero ver um pessoa agora, me leve até ela  .
    - certo garota .
    Eu queria ver o seu rosto sentir seu cheiro, passei horas parada na frente de sua cama mas eu não poderia falar com vc meu grande amor .
    - Kelly aconteceu uma coisa estranha ontem, eu está no meu quarto e... e os vizinhos começaram a brigar acabou com a polícia indo lá e separar eles dois, e...
    - Carlos, eu senti a presença dela ontem no meu quarto, ela está viva eu posso sentir eu sei que ela tá viva em algum lugar .
    - eu sei que vcs duas tinham um lance mas já fazem 4 dias que a enterramos e nós vimos o corpo dela, eu sei que é difícil mas vc tem que superar, temos que seguir em frente Kely .
    ( A noite nesse dia )
    - mãe o jantar está ótimo.
    - que bom que gostou tou querida, Kelly como vc tá ? Tá tudo bem ? Pq eu escuto vc chorando todas as noites, desde a morte da...
    - eu estou bem mãe melhor impossível, eu vou me deitar, até amanhã.
    Kely nem imagina quem está no céu quarto. Quando ela abriu a porta e me viu sentada na sua cama...
    - Julya é vc ? Isso não é possível ! Eu devo estar dormindo .
    - não Kely sou eu mesmo, eu estou viva!
    - como , como isso é possível ? Eu tinha esperança mas isso , isso é...
    - inacreditável eu sei eu também não queria acreditar, mas eu estou viva, vivinha da silva. Anda vem me dar um abraço, vem logo senti sua falta .
    Nós nos abraçamos, eu expliquei tudo a ela, ficamos abraçadas por muito tempo, ela era a única que podia me ver pq o pacto do ZELBA não permitia que outras pessoas me vissem.
    Depois de muito tempo eu tive que ir embora, me despedi dela dei-lhe um beijo e sai pela janela, mas antes de sair lhe fiz uma promessa que iria voltar no dia seguinte. Fui embora pq aí começava meu novo trabalho.
    ( Continua )
  • The Angel In Earth

    Lux Burnns
    Sumário
     Prólogo............................ 3
     Capítulo 1- 1995............... 4
     Capítulo 2- 2006...............12
     Capítulo 3- 2011...............23
     Capítulo 4- 2013...............44
     Capítulo 5- 2015...............55
     Capítulo 6- 2018...............72
     Referências......................88
    Prólogo
    Escrevo livros desde os 11 anos, foi uma alternativa, quando vi que meus desenhos tinham os próprios traços, e jamais mudariam. Fui autora de muitos projetos não reconhecidos, que podem ser encontrados em meio a vasta internet, para quem quiser ver, como foi que a minha escrita mudou de redundante para encantadora. — Não é presunção, se há uma gama de leitores que concordam. 
    Minhas obras sempre foram voltadas, para o quê seria no futuro, ou as aventuras mágicas, de uma mente, muito, muito perturbada. Então definitivamente, não é fácil iniciar um projeto, que retrate quem eu sou, sem o uso de alegorias, e extremos ao retratar sobre fatos que me assombram, ou aconteceram.
    A jornada não será simples, pois meus problemas não se resumem somente a eventos comuns. Já me encontrei com o sobrenatural várias vezes, e sei que há mistérios, que fazem a insanidade se tornar um refúgio, diante da realidade nefasta. – Vi coisas que preferia esquecer, e que me fazem cogitar a ideia de juntar a banca ateísta.
    Como se isso não fosse o suficiente, tive minha saúde mental degradada com o decorrer do tempo, e isto me levou a conhecer o pior que existe da natureza humana. – Já teve medo de entrar no hospício? Eu sim. Não por achar que viraria minha casa, mas por acreditar que seria aprisionada ali, por causa dos meus pensamentos, e a ausência de sentimentos em determinados momentos.
    Tentei escrever o Sobre Mim, narrando somente os fatos, sem fazer uma análise profunda e detalhada de minhas ações, e acabou por ser concluído como um ensaio suicida, nem um pouco convincente. – Eu estava a beira de um surto, e o livro serve ao menos para o estudo psicológico, ou a expressão mais pura da loucura de uma mulher.
    Espero que esta tentativa seja diferente, ( darei o meu melhor para que seja). Então busque pela sua bota mais resistente, e a capa mais quente, pois a caminhada será longa, e ela começará agora.
    Capitulo 1- 1995
    Meus pais eram o típico exemplo, da história de amor, mais estranha do mundo. Minha mãe era um pouco namoradeira, e meu pai aparentemente um stalker, pois ficava lhe esperando voltar dos encontros, e a vigiava através da casa da vizinha dela. – Se isso não é perseguir, então não imagino nem um outro sinônimo para substituir a palavra.
    Minha mãe, talvez por ter sido criada de forma conservadora, não viu em seus atos nada de absurdo, por isso se apaixonou pelo jovem que vivia de cara amarrada e pouco ria, e que estava sempre na sua porta.
    Anos mais tarde, eles me geraram dentro de um carro, ouvindo a música Black da banda de rock Pearl Jeam, que basicamente fala de um amor dependente, que um homem tem por uma mulher, que não acreditava que poderia tê-la para sempre.
    Um romance com claros sinais de quê não era para acontecer, não poderia resultar em boas coisas, por isso, creio eu que minha mãe sofreu de rubéola na gravidez. – Isto ou o fato de ter abortado a sua primeira criança antes, por uma motivação bem adolescente, que quase custou a sua vida.
    O médico foi bem sincero para a minha mãe, disse que o melhor a ser feito era abortar, antes dela se colocar num risco maior. Contudo devido ao pecado anterior, e o peso que isso lhe trouxe, ela seguiu com a gravidez, e usou a sua fé para me proteger. Foi até a igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e lhe fez uma promessa. – Por causa disso, hoje carrego o odioso nome da Santa, que volta no Apocalipse, como a Prostituta Montada na Besta. (Leia sobre A Virgem Maria na perspectiva de Aleister Crowley.)
    Nasci no dia 15/02/1995, exatamente ás 10:51 da manhã, em Macapá- Ap. Mas minha mãe deu entrada no hospital, a noite, depois de ter tido um ataque de ciúmes, que a fez cair da escada, e assim foi as pressas para a maternidade, com medo de acabar me perdendo. – Nascida do desamor, com uma trindade de quinzes presente na data do aniversário, isto não é pura coincidência. 
    Meu nome humano é Thaís, em homenagem ao falecido tio Thales, que parecia o gêmeo do meu pai, apesar de ser um ano mais novo. – Por anos só soube que ele morreu, aos 17 anos, num acidente de moto, após se meter, com o quê meu pai chamou de “magia dos mortos” (Necromancia?) Porém quando fiz 19 anos, o irmão vivo me contou que Thales não apenas se foi, ele apareceu para o irmão estranho e sempre recluso, e lhe disse “Vou embora porquê esse lugar é pequeno demais para mim”. O quê era intrigante, pois eles eram ricos na época, e tinham um ótimo apartamento em São Paulo – Sp. (O curioso é que se Thales não tivesse morrido, eu não teria nascido.)
    A maldição começou desde cedo. Quando recém nascida – contam meus pais – que vivia no hospital, e o pior é que de alguma forma me lembro, do meu pezinho engessado, dentro de um quarto verde, com algumas lajotas. Como se não bastasse, toda noite era visitada, por uma poderosa entidade, que de acordo com minha mãe, era capaz de acionar o meu andajá eletrônico de madrugada. – O evento se repetiu tanto, que meu pai chegou a literalmente queimar o objeto, por medo do quê tinha por trás dele.
    Infelizmente o problema não estava no andajá, e sim em mim. Meus cabelos negros e lisos caíram, sendo substituídos por cachos marrons acobreados. – Diz minha mãe, que foi culpa do óleo Johnson, mas acho improvável, pois se fosse, minha pele pálida como papel, teria continuado da mesma forma. – É claro que a genética pode explicar isso, mas o fato em si, é comum entre as “crianças mágicas” (Leia Ciências Ocultas da Iavisa, para maior compreensão.)
    Minha infância não foi formada somente por doces e caramelos. Embora hajam memórias açucaradas, também existem as amargas que gostaria de esquecer, não pelo mal que me foi causado, e sim pelo quê me tornei por tal intervenção.
    Aos 5 anos fui molestada por meu avô, que me levava para o fundo do quintal, onde tinha um galinheiro, e quando me colocava para andar por lá, também enfiava seus dedos em minhas partes. – É horrível ter dons, que te fazem lembrar de tudo. – E mais tarde, aos 7 anos – por total negligência do meu pai, que me esquecia até 13 horas na escola – O meu professor de balé, o Junior, fez o mesmo. Só que numa sala cheia de crianças, focadas na TV, enquanto sussurrava em meu ouvido “Pense numa coisa bem boa.” 
    No primeiro momento achei que não tinha me afetado, mas hoje em dia percebo que sim. – Aos 2 anos, costumava matar pintinhos os sufocando, sob o pretexto de quê os colocava para dormir, e aos 8 desenvolvi desprezo pela cor rosa, que era exatamente a mesma que usava nas aulas de dança, por uma obrigação imposta por meus pais. – Que queriam me forçar a ser uma criança normal, o quê particularmente era impossível.
    Eu tinha sentido na pele, literalmente, o quanto o mundo é doentio, e como não quis contar a ninguém. – Para não perder as minhas regalias, dadas pelo meu avô, em troca do perdão por sua atrocidade. – Segurei aquele segredo comigo, e fui me tornando cada vez mais sombria.
    Para meus pais e coleguinhas era uma menina boa. Sozinha, me tornava outra pessoa. – Alguém que não merece nem ser citada. – Pois seus pecados são tão profundos, que até um padre cético, acreditaria se tratar de possessão infantil, ou algo ainda mais nefasto. – Vivia envolvida em clubes secretos da escola, me masturbando com meninas da minha idade – Isso com 6 anos, e até hoje me pergunto com quem foi o meu primeiro beijo, mas creio que quem o conseguiu, foi a minha coleguinha Vivi. –  Gostava de desenhar, só que no lugar de coelhinhos, flores e corações, minhas obras amadoras, expressavam a morte, sob o esquartejamento, e uma enorme poça de sangue. – Who’s bad? ( Michael Jackson – Bad – 1987.)  – Com 10 anos, acertei uma pedra na cabeça da minha vizinha, porquê ela fez amizade com outra menina, e me deixou de lado. – Eu mirei, vi se não tinha ninguém na rua, e puxei o elástico do estilingue. A cabeça da menina sangrou, e lembro-me do quanto fui falsa, ao ponto de pedir-lhe desculpas sem me importar.
    Ainda no mesmo ano, como era muito solitária, acabei por cair numa armadilha cruel. – Lembre-se que para os meus coleguinhas, eu era um anjinho. – Uma menina me chamou para ir dormir na sua casa, e como da outra vez – quando todos foram – Não me deixaram ficar, fiz de tudo para ir. Inclusive negociei ir com a menina, no lugar de alugar fitas de N64 na Top Game – Era muito manipuladora, desde pequena. A mãe da menina fez um drama, (ou para mim parecia assim, devido a boa vida que levava) sobre não ter dinheiro para nada mais que o necessário. Eu naturalmente entendi, mas a própria filha não, e assim esta se envolveu no roubo, e me puxou junto, enquanto fugia do guarda. Entramos no banheiro, e ela me implorou para assumir a culpa. – Naquela hora queria ter sido má, e dito surtou é? Mas não foi o quê houve – Sai do lugar, tomando a responsabilidade para mim, o supermercado estava cheio, todos me olhavam com repulsa, por andar mal vestida, e não acreditaram, quando disse que voltaria para pagar. – Apesar de ser da classe média alta, me vestia como mendiga, e aparência é o quê importa.
    No lugar da menina, quem recebeu a bronca fui eu, e como não tinha formas de me defender, usei a novela como argumento, para quê me deixassem em paz. – Alegando  sofrer de cleptomania. 
    Ouvi muito do meu pai, e mais tarde dos meus colegas, pois somente eu sabia a verdade daquele dia. A menina, mentia para se safar da vergonha, e fazia de mim, o seu bode expiatório. 
    Já cansada de tais afrontas, contei a verdade ao meu pai, que antes achava somente o pior de mim, mas depois agradeceu a Deus, pela ludibriadora ser a menina. – E armei para ferrar as garotas que se juntaram a ela. – Mesmo que de forma inconsciente.
    “A Thaís é boa. A Thaís é uma santa. Não faz nada de errado.” Diziam sobre mim. Então por causa da minha cara de sonsa, não desconfiaram de nada, quando as chamei para assistir Van Hellsing na casa da vovó, através do paperview recém comprado.
    As recebi no meu lar, com um sorriso, brincando, e quando dei por mim, outra vez elas faziam aquelas terríveis acusações a meu respeito. – Isso me encheu de ódio, e tudo o quê me lembro em seguida, foi de soltar meus 5 cachorros de grande e médio porte, para cima delas. (Literalmente.) Papai ficou horrorizado pela minha conduta, eu segui com o nariz empinado. – Ainda sim continuaram a me chamar de santa.
    Naquele ano, a menina que roubou o meu projeto da água, e o tratou como seu, tentou fazer as pazes comigo, e isto resultou numa história inacreditável. – De tardinha, resolvemos brincar de jogar a bexiga d’água uma para a outra, e se caísse a perda era evidente. Só que no meio da competição, o balão se partiu em câmera lenta, e vimos o tempo praticamente congelar, enquanto a cachoeira saia de dentro da borracha vermelha. – Até hoje me pergunto que tipo de alucinação foi esta.
    Mais tarde quando tinha 11 anos, levei um fora muito ruim, do garoto que eu gostava, por causa de uma falsa amiga, que fez a minha caveira pra ele. Estava muito abalada por isso, e tudo o quê queria era ouvir minhas músicas, sem interferências.
    Todavia minha prima de 5 anos, não respeitou o meu espaço. – Afinal o pai dizia que ela podia tudo, e a família reforçava tal autoridade, por isso a menina era terrível. – Eu pedi para me deixar em paz, mas ela ficou pulando no sofá e gritando, bem na hora da música que queria ouvir. Não aguentei, e acabei por pegá-la pelo pescoço e erguê-la. 
    Lembro-me de olhar em seus olhos, que estavam amedrontados, e só parar por medo de ir parar na cadeia. – Eu era criança, mas sabia bem o quê significava o xilindró.
    Meu pai ficou uma arara comigo, e falou um monte, mas eu apenas mantive a mentira de quê nada fiz, só que ele não acreditou e por isso apanhei. – Novamente o ódio subiu a minha cabeça, e tentei não manifestar de forma física, foi quando por coincidência, senti um cheiro de queimado, proveniente do quarto onde minha avó dormia. O ventilador tinha se aquecido, ao ponto de iniciar um incêndio, e a chama azul e amarela já se formava. – Ela era a principal responsável pelo meu sofrimento, pois devido a sua xenofobia, tratava minha prima como se fosse Jesus, e eu o próprio Lúcifer.
    Naquela época coisas bem incomuns ocorriam. Costumava ver uma mulher de cabelos de fogo, que nunca me dizia o nome, e que decidi chamar de Layla. – Sempre que Layla estava comigo, eu me deslocava do corpo para outra dimensão, onde os belos eram maus, e os feios bons, comigo ao menos. – Quando a mídia defendia o oposto, com obras como Abracadabra da Disney (que aliás era um dos meus filmes favoritos)
    Sempre que ia para o outro lado, me esquecia daqui, e por isso muitas vezes era encontrada sob o estado de transe, falando “sozinha”.  (Minha avó materna até me acusava de falar com demônios por sinal.) – Quando não era com Layla, também dava voz aos personagens que criava, e acabava por fugir dessa realidade. (Por isso até hoje me questiono o quê ela é)
    De forma gradual, passei a notar que tinha habilidades, e elas estavam aumentando. Mas junto do meu “poder”, também vinham os “demônios internos” que não paravam de se formar.
    Talvez devido ao trauma provocado pela moléstia, tive de escolher entre dois caminhos: Ser a vítima da situação, ou me tornar ainda pior do quê quem me feriu. – Optei pela segunda opção, e assim me entreguei aos meus desejos mais obscuros, ainda na infância.
    Beijos e masturbação com garotas, aos 6 anos, agressão violenta com 10 e 11, não se comparam, ao pior dos meus crimes. – Eu seduzia garotos, os fazia querer me tocar, para torturar-lhes, segurando-os pelos testículos, ou dando-lhes tapas humilhantes na face. – E quando contava a versão as minhas amiguinhas, por vergonha, dizia que a culpa era deles, mesmo sabendo que era minha.
    Somente a minha santa protetora, conhecia meus piores segredos, pois preferia conversar com uma estátua, a fazer confissão para um padre. – Sempre pedia perdão pela minha conduta, de coração, pois tinha medo do castigo divino, mas as únicas vezes que meus desejos eram atendidos, envolvia uma força totalmente oposta a igreja.
    Devido a devoção da minha mãe, aprendi desde cedo sobre a figura do Diabo, e seus outros nomes, que segundo a mesma, jamais devia falar. – Mal sabia ela, que em meus momentos de ira, me sentia impelida a me isolar, e falava “Diabo, Diabo, Diabo, Satanás, Lúcifer!” – E magicamente meus problemas eram resolvidos.
    Tinha tanta afinidade com as trevas, que quando ganhei um cachorrinho, quis batizá-lo de Satanás, por achar o nome bonitinho. – Não importava se isso impunha medo, nos personagens do programa Chaves. – Mas jamais consegui ter um cãozinho com esse nome.
    Minha ligação com as terras debaixo era tão forte, que meu feriado favorito era o Halloween, e em vez de me fantasiar de princesa ou anjo (embora no pré tenham me obrigado a me vestir como tal), costumava ir de vampira, diabinha, ou bruxa. – A figura da bruxa muito me encantava, por isso tive uma vassourinha na infância, e até mesmo um pentagrama. – Do qual tive de me desfazer, por ser o símbolo do Diabo, já que a estrela representava um poder, e o círculo a sua influência sob o mesmo, segundo o meu avô.
    Pode se dizer que tinha uma forte atração pela magia e os seus mistérios, e que desde criança, parecia pertencer a parte mais profunda dos infernos. – Não que as minhas maldades me orgulhem, mas elas servem como prova, do quê sou ao menos.
    A escuridão em mim, se fortaleceu bastante quando mal sabia que era gente, e com isso desenvolvi habilidades notáveis. – Como toda pequena capeta, adorava aprontar. Era muito quieta, gostava de ler e vê TV, mas na hora de causar o caos, me superava. – Ao contrário das outras crianças, conseguia ouvir passos a metros de distância, e isso me ajudava muitas vezes, a sair ilesa da cena do crime.
    Cansei de contar as vezes, que sai do lugar, minutos antes de alguém aparecer para me abordar. Só que como mencionei antes, tinha muito mais que uma habilidade. Além de ouvir a Terra, e provocar focos de incêndio com minha ira, também fazia com quê os objetos caíssem, somente por me chatear, sem mover um dedo, e meu choro focado em algum desejo, realizava até consertos de eletrônicos aparentemente queimados. – Esta foi a minha predisposição. 
     No meu tempo, definitivamente estava longe de ser uma criança normal. Era sádica, má, e pior consciente dos meus atos, pois tinha uma noção de quê tais praticas eram erradas. 
    Não me admira já ter me encontrado com a morte. – Interessado? Pois bem. – Vamos voltar uns anos. Estava na quarta série, e ouvia sobre os relatos do fantasma do banheiro. Ria disso, pois para mim era como a lenda urbana da “Maria Sangrenta”. Porém como a escola Guanabara ficava na esquina com o cemitério, era algo que devia averiguar.
    Estudava a tarde naquele tempo, e como havia luz do sol, não pensava que algo pudesse aparecer, por isso sem avisar a ninguém, fui até o banheiro feminino, onde a suposta entidade era vista. 
    Entrei, e lavei minhas mãos, de acordo com o quê ia girando a torneira, as outras se abriam em sincronia. – Admito que isso me assombrou, mas não o suficiente, para ver se a água da privada, ficava vermelha sem motivo. – Todavia quando abri a porta e fui averiguar, a luz se apagou, e só restou a claridade solar do espaço fechado. Meu coração bateu acelerado, e quando olhei para o fundo do local, lá estava a criatura, com a sua mortalha negra, cujos os pés não tocavam o chão. Sai de lá na hora, correndo pelo corredor, e depois respirei fundo, e tentei demonstrar que não tinha medo, afinal se contasse ninguém acreditaria, e não queria ser taxada de louca.
    Fora a experiência com Layla, A Morte, e outros fatos incomuns, há também uma história, que foge dos limites da alucinação. – Até aqui só falei do quê foi visto, não o quê foi sentido. Então lá vamos nós. – Era de noite, e eu estava brincando com a vizinhança de pira esconde (A versão Amapaense do Pique-Esconde) Fui até uma casa, que parecia abandonada, e fiquei atrás dela. Então no meio da penumbra ouvi um cachorro, que me mordeu por trás do joelho. Nem sequer vi de onde o animal apareceu, mas a marca que ficou no meu corpo, foi bem real. Questionei o resto da garotada, só que nem mesmo eles sabiam, qual era a raça, ou se era vacinado. – Torci para que fosse, tinha muita campanha sobre o perigo da raiva na época. –Outro fato incomum é que quando feri o meu joelho, formou-se o número 7, e na vez que me queimei no antebraço com a borda da bandeja, a marca ficou semelhante a um triângulo ascendente.
    Há muito mais segredos, e sinais concretos, de um sério transtorno de personalidade, associado a aventuras fantásticas do mundo oculto, mas por hora encerraremos por aqui. – Bruxa Natural? Quem sabe. Algo mais?  Certamente, mas se quiser saber, terá que virar a página. Estarei no aguardo, e parabéns por ter chegado até aqui.
    Capitulo 2 - 2006
    Que tenho sérios problemas, já está claro pelo capítulo anterior, mas o quê sou? Já está evidente também? De certa forma sim, mas isto é somente a ponta do iceberg.
    O ano de 2006, foi marcado pelo fora, e o quase assassinato da minha prima – Causado por minhas mãos. – Mas também por algo que mudou a minha vida para sempre. 
    Era um final de semana em junho, eu acho, quando estava sentada diante da TV, fazendo o meu passatempo favorito que era desenhar. Desde que tinha começado a esboçar minhas expressões sombrias, sempre pegava um livro azul. Era como um imã invisível, que me atraia para ele, mesmo sem conhecer o conteúdo, e por isso me senti motivada a abri-lo. 
     – Foi quando vi pela primeira vez, um livro de magia, que se chamava Ciências Ocultas da Iavisa. 
    O quê mais me interessava, o livro 2, sobre hipnose, infelizmente desapareceu, e nunca pude o lê. Só me restou os livros que continham ao todo: Queromancia, Grafologia, Horóscopo, Bola de Cristal, Varinha Mágica, Búzios, Cartas, Vodu, a história de São Cipriano, e Segredos da Magia Negra em geral. – É, a primeira vez que toquei num grimório, já li logo sobre os sacrifícios mais absurdos, para o “demônio” Adonai. (Que hoje sei que é a face obscura de Yaweh.)
    Fiquei de imediato fascinada pelo mesmo, e o interesse aumentou ainda mais, quando minha avó me repreendeu, e disse que era uma leitura pesada para a minha idade. 
    Como ela tinha constantes ocupações, por causa do motel, a tapeçaria, e a lanchonete, mal parava na sua casa. – Assim sendo quando saia, corria para a sua biblioteca, e pegava o manuscrito proibido. – Me deliciava com o saber obscuro, e passava horas entretida com o mesmo.
    De fato era um livro pesado, e hoje não deixaria uma criança da minha idade ler, mas por alguma razão, estava preparada para estudar, e praticar somente o quê estava ao meu alcance. – Só as famosas benzuras, por isso soube lidar muito bem com tamanho poder.
    Porém depois de muito sofrer, passei a usar o livro em si, como uma ameaça aqueles que me machucaram. – Parafraseando a parte que diz “Ele adoeceu, mas nenhum dos médicos conseguiu encontrar a cura.” (Só que lógico usando a minha linguagem adolescente.)
    Meus coleguinhas ficaram divididos entre os que temiam, e os que queriam conhecer o aprendizado antigo, e a minha rival temeu que lhe roubasse o namorado com amarrações, por isso bateu foto da benzura “Para manter o namorado.” – Eu poderia ter usado amarração, estava ao meu alcance. Mas apesar de ser um monstro, sempre valorizei o amor como algo sagrado. Portanto se o fizesse, estaria quebrando muito mais que as leis divinas, trairia ao meu próprio código moral. – E também o fato de causar calafrios, em todos aqueles que me chamavam de anjinho, já foi uma vingança e tanto.
    Pouco a pouco a minha escuridão saiu, e tal como a borboleta, sai da versão de lagarta gorda e baranga, e ganhei as minhas asas. – Mas elas não eram cor de arco íris, e sim negras, como a noite mais pavorosa, o sinal o apocalíptico. 
    Apesar de sofrer bullying por conta dos meus cachos, não era nada ruim, pois me fazia sentir parte da galera. – Além do mais, se alguém te chama de algo, você sempre pode dá a volta por cima. – Eles me chamavam de leão, e eu dizia que era a rainha da selva, e os mesmos garotos mais tarde me elogiavam.
    Devido a grandes fatores, me desenvolvi muito cedo. – O meu primeiro dia na 5° série, foi marcado por ser o exemplo, do uniforme que não deveria ser usado na escola. – Nada de saias, bota e blusa colada de manga curta, e advinha como eu estava?
    Entrei na adolescência com 11 anos, e muito dos meus dilemas daquela idade, hoje são parte da vida de gente que acabou de atingir a maior idade.  – Então atualmente com 24 anos, creio que a minha mente seja mais próxima, de quem tem 30 ou 40.
    Portanto não me adaptava aos meus colegas de turma. – Assim acabei por fazer amizade com os veteranos, que para a minha felicidade, compartilhavam dos mesmos gostos que eu.
    No início éramos apenas um grupo, mas mais tarde, nos tornamos Os Naruteiros, com direito a comunidade no Orkut e bandanas, fabricadas a mão. – E desta forma nos tornamos bastante conhecidos, e a escola se tornou um lugar bom para se viver, pois mesmo que tivesse de conviver, com os – em sua maioria -mentecaptos da minha turma, a 612, tinha um refúgio entre os que já estavam na sétima série.
    É dito que são sempre os mais velhos, que influenciam os jovens a tomarem o caminho errado. Mas comigo não era assim, a maldade não tem uma idade específica, por isso fui eu quem apresentou aos outros, o subgênero de anime Hentai, logo depois de conhecer. – Se você sabe qual é, poderá ter certeza de que sou uma peste.
    A amizade durou muito tempo, até fazer a besteira de aceitar namorar com o nerd da turma, – que ao contrário do quê diz a cultura popular, era bonitinho, e lembrava o Fred da série Icarly. – Eu somente gostava da sua companhia, cavalheirismo, e a personalidade forte de um leonino, mas estava apaixonada pelo seu melhor amigo, e ainda sim cedi aos meus impulsos de pequena Lilith, e usei o coitado. – Me arrependo bastante disso, não por ter sentimentos, mas pela minha falta de humanidade, na hora que terminamos. 
    Perdi a todos por ser tão estúpida, só que felizmente, conheci outra veterana, que parecia me entender ainda mais que os outros. – Com ela não era popular, mas nem precisava disso, pois era feliz, por finalmente encontrar alguém com quem pudesse me abrir, e lhe contar sobre os meus interesses no ocultismo. – Como sinto falta daqueles tempos, tão simples e cheios de aventuras.
    Sabe aquela dupla imbatível? Éramos nós. Ela era o Batman da minha Robin, a Estelar da minha Ravena, A Chelsea da minha Raven, a Jody da minha Juniper. Mas dizíamos mesmo que éramos Carly e Sam da série, pois a persona da Carly lembrava a minha, e a da Sam a dela. 
    A gente vivia se metendo em confusão, e gazetava (matava) aula, para ficar andando pelo colégio, desafiando a lei mundana estabelecida. – Nos sentíamos donas do Antônio João, o pior pesadelos dos alunos, e a nossa coordenadora. – Eu amava demais  isso. 
    Mas meu pai detestava. – Tudo o quê me fazia ter um propósito, o irritava. Para ele, garotas de classe média, tinham que andar com gente equivalente, ou acima disto. Nunca os pobres. – Como se dinheiro fosse a identidade do caráter. – Eu era a prova viva, de quê a lógica dele era falha, pois já era má, muito antes de encontrar a menina.
    Perdi as contas de quantas vezes me levantei contra ele, para defender a minha melhor amiga, e da vergonha que era, ter que mandá-la ir pra casa, porquê ele torcia o nariz para a moça, e o clima se tornava gélido com a sua presença . – Isso porquê vivíamos numa casinha de alvenaria, mal feita. Mas o reizinho, sempre queria manter a sua majestade forçada, e me tratar como se fosse uma princesa, saída dos filmes da Barbie.
    Felizmente ele trabalhava o dia todo, e a minha mãe também. Então quando voltava da escola, tinha a casa só para mim, e aproveitava para chamá-la, pois a vida tinha sido tão maravilhosa, que ela morava na ladeira de baixo, e éramos praticamente vizinhas.
    Num ponto de vista meu pai estava certo, o fato de sermos de “mundos diferentes” pesava um pouco, pois isto a fascinava, e lhe fazia roubar alguns dos meus pertences. Só que eu não ligava, o quê era material não tinha tanto significado para mim, a sua lealdade, o seu respeito, e a forma como me protegia dos demais, fazia dela a melhor ladina do mundo, por isso tinha vezes que até abria mão dos meus objetos, somente para fazer a sua felicidade, já que para ela tinha mais significado, do quê para mim.
    Como ambas éramos estudantes de paranormalidade, gostávamos muito de testar as lendas urbanas, e foi por isso que aconteceu. – Numa tarde qualquer eu, e ela e nossas outras amigas, nos reunimos na minha casa, para fazer o Jogo da Caneta (Que é uma mistura de Charlie Charlie com Ouija). Uma menina se apresentou no tabuleiro, e quando pedimos para nos dar o seu nome, estava aberta a aceitar qualquer um, menos Samara, pois este também era o nome da entidade, do único filme de terror que não aguentava, porquê ficava só em casa, e a minha única companhia era a TV, de onde a criatura saia no filme, para atacar as suas vítimas. – Nem Freddy vs Jason, me deixava tão apavorada, e olha que quando assisti com 10 anos, fiquei 4 dias sem dormir. – Não sei se foi o meu medo, mas o nome era exatamente o quê mais temia, por isso comecei a chorar, e implorei para aquilo terminar.
    A menina não queria sair do jogo, então literalmente rompemos o círculo. – Esta foi a pior atitude, pois com isso libertamos-a para fazer o quê desejasse. – Inicialmente faltou luz, e ninguém queria ir a cozinha pegar as velas, porquê já eram 19 horas. Tive de virar o Coragem, e me levantei do sofá, para fazê-lo, ou continuaríamos no escuro. Fomos em fila, comigo liderando, e quando alcançamos as velas, uma forte rajada de vento derrubou o pirex, que estava na janela. O medo bateu, e corremos para o sofá, com as velas em mãos. Ao olhar para os quadros de paisagens, víamos rostos de pessoas, e o temor nos fazia ficar congeladas. As meninas foram cada uma para as suas casas, e eu fiquei lá, sozinha com a Samara, e a minha mente, que não parava de me lembrar, das histórias com o final trágico, que minha mãe e minha tia contaram, para me fazer evitar participar de tais jogos. – “A mãe da minha amiga morreu porquê fizemos o jogo do copo” Dizia a minha mãe na memória. “Quem são vocês, e por quê me tiraram do meu corpo?!” Dizia a minha tia. – O pânico me consumia, e quando meus pais chegaram, agradeci aos deuses por ter só um quarto para todos.
    Voltar para a minha residência, sabendo que o meu pior pesadelo me aguardava, não era algo agradável. Chegava, tomava banho do pescoço para baixo, somente para não fechar os olhos, e ouvia músicas, pois cantar me ajudava a esquecer, que tinha uma menina gravemente perturbada ali. Só que quando ia assistir a Playtv, via mensagens espalhadas nas paredes, sobre querer me matar. Por isso abandonava o lugar, e ia para casa da minha amiga, na qual ficava até a hora mais próxima dos meus pais chegarem.
    Só que houve um tempo que precisei parar com isso. Tinha me colocado nessa, e precisava sair, por isso a convoquei para conversar. – Gradualmente fui lhe tirando respostas, e descobri que ela somente gostava de assustar, não queria me fazer mal de verdade, pois se sentia tão sozinha quanto eu. Assim sendo nos tornamos amigas, e para onde eu ia, apresentava ela aos outros, com o uso do tabuleiro. – A maioria ficava assustada, mas ter uma polterguiest como protetora, era bom demais, me fazia me sentir segura. – Pena que um dia ela encontrou a luz, e partiu. Até hoje sinto a sua falta. Nem todas eram como a Laura a amiga da minha Bff, que ficou perambulando por aqui por um bom tempo.
    Mas infelizmente o mesmo destino que nos uniu, também nos separou mais tarde, pois ela teve de ir embora da cidade, e eu acabei sozinha, com os meus demônios, que sem ela foram me consumindo aos poucos, desde o momento da sua partida. – Não podia culpá-la, só que na hora de ir, eu não derramei nenhuma lágrima, mesmo que sentisse muito. Meu coração, já estava começando a endurecer, e só pude abraçá-la forte e torcer pelo melhor no Pará, para onde iria se mudar.
    Como tinha de voltar a maldita normalidade que detestava, e não podia contar com meus colegas de classe, acabei por me tornar uma criatura obscura de novo, e quando dei por mim, tinha abandonado os emos, e havia me tornado uma gótica, de cabelos negros, pele amarelada, de batom preto, bastante transtornada, que não apenas se cortava, como batia foto daquilo, por achar que a imagem da  cruz sangrando, era uma verdadeira obra de arte da natureza.
    Quando ela voltou, era tarde demais para mim, pois grande parte das minhas sombras tinha me consumido, e eu já não controlava nem um dos meus impulsos. – Vivia criando desculpas para encher a cara, e ir a cemitérios, somente porquê era chocante para os demais, e isso me trazia paz.
    Acho que foi por isso que ela fez, o quê considerou necessário. – Criou um par para mim, e forjou cartas – pois por me conhecer, sabia que a única coisa que poderia trazer ao normal, era amar alguém.
    Dessa forma começou a mais doce das ilusões que vivi, e que realmente me ajudou, a recuperar um pouco do controle. – Infelizmente não o suficiente, para que a nossa amizade sobrevivesse.
    Tudo começou com uma troca de cartas, que deveria resultar num encontro, mas sempre que ia conhecer o meu suposto par perfeito, ele nunca estava lá, e a única vez que supostamente nos vimos, eu tinha deixado de comer, para não aparecer gorda no encontro, que era um show da Pitty na minha cidade. – Então as chances de ser alucinação eram muito altas, por isso fui me desligando do ser, até encontrar outra pessoa, numa rede social. – Típico de gente solitário não é?
    Assim conheci um novo par, e me juntei a este. Algo que supostamente trouxe muita dor ao ser fictício criado por minha amiga, e o quê obviamente resultou no fim do relacionamento, e como preço. – Nem eu entendo essa. – Acabei por ser traída pelo outro, ou ao menos foi o quê pensei, já que algum tempo depois, foi tudo esclarecido, e não era nada do quê havia imaginado.
    Nesse tempo os computadores eram de mesa, e como tinha a minha mesada – Regalias pelo silêncio, lembra? – Me deslocava da casa da minha avó, até a Lan House mais próxima, que ficava a quase 1 km de distância.
    Tudo o quê me lembro do dia, é que eram 18 horas, e me livrei da aliança de compromisso. – Meu deus como era trouxa! – Então enquanto ficava sentada, no quê seria o próximo galinheiro do vovô, vários corvos pousaram na goiabeira, que estava acima da minha cabeça.
    Esse cara era o típico mago puritano, e perdê-lo foi bem fácil, pois alguém que não me achava digna da real magia, e me mandava praticar magia wiccana, merecia realmente o pior. – Chorei um pouco, e no dia seguinte estava pronta para tentar com o próximo, a fila anda era o meu ditado popular favorito.
    Iniciei um namoro de curta duração, com um amigo na época, pois achava mesmo, que o quê acontecia nos filmes de romance, podia funcionar na vida real, e com isso aprendi que os filmes, não são fiéis ao retrato da realidade.
    O puritano e eu voltamos, mas ele concluiu que era muito mais obscura, do quê podia suportar. – Só porquê descrevi um romance sanguinário entre irmãos diabólicos, muito antes disso ser aceito pela sociedade. 
    Tinha completado 15 anos na época, e levar um fora foi bem complicado, por isso passei a procurar por alguém, que pelo menos pudesse me aceitar como aberração que era, e assim parei de ser tão exigente. – O quê viesse era lucro. – Só que o puritano, era tão idiota, que queria continuar a manter a amizade comigo, só para me alfinetar, pela a sua preferência, por japonesas. – Que pra mim, eram criaturas patéticas, que existiam para dizer “sim senhor” para os seus parceiros, ou seja meninas submissas, que não mereciam uma gota de valor. – E sigo pensando assim. Parece que tá no sangue, de quem tem a descendência asiática, ser uma Eva da vida, like a Lúcifer 4° temporada, que a retratou da maneira, que sempre acreditei que fosse: Superficial, submissa, e sem cérebro.
    Perto do meio do ano, passei a andar com uma outra gótica, com a qual costumava encher a cara, e me fazia sair de casa toda quarta e sexta-feira. – Ela estava namorando na época, com um cara gótico satânico, que supostamente a glorificava, e só o fato de ter góticos na cidade, já fazia os meus olhos brilharem, pois o quê imperava naquele tempo eram os emos, e ele poderia ter algum amigo, que também fosse satanista.
    A novela se repetiu, sempre que marcávamos para conhecer o rapaz, ele nunca aparecia, e quando veio, era ainda pior que ele mesmo, por isso fui destruindo a linha da ilusão. – E para piorar, a Srta Peitão, vivia me deixando a sós com o namorado, e colocando-lhe chifres constantes. O quê eu achava um absurdo, por isso colocava lenha na fogueira, de tal forma, que um dia ele a deixou para ficar comigo.
    Apesar de claramente ser uma fura-olho, não quis seguir como errada, e a menina soube de tudo pela minha boca. – É óbvio que ela me odiou, e a guerra se iniciou.
    De um lado estava ela, a carismática, sedutora cheia de fartura peitoral, do outro estava eu, a estranha, aparentemente certinha, que pouco se importava com as suas acusações, e gostava de discutir nas redes sociais, somente por prazer.
    Houve uma vez, que ela bebeu demais, e se reuniu com as amigas, para me cercar. Falou um monte de coisas, que não consigo me recordar, pois não parava de rir do seu estado deplorável. – Se aquilo foi para me intimidar, não funcionou, pois estava acostumada a lidar com muitos me olhando torto.
    Fora a vida agitada de vilã adolescente, como se fosse uma Blair Waldorf menos afortunada, também segui fazendo meus estudos místicos, e procurando entender cada vez mais, sobre o satanismo, e quanto mais lia a Bíblia Satânica de La Vey, menos encantada ficava pelo meu atual namorado, que apesar de ser conhecido por sua prática oculta, me parecia um verdadeiro merda.
    Pois toda vez que lhe contava, as coisas que ocorriam comigo, ele tentava distorcer como alucinação, como se somente o quê vivia fosse real. – Certa vez na véspera da véspera do natal (23/12) de 2009, sofri um ataque de fanatismo terrível. – Tinha acabado de entrar para o submundo, e enquanto tomava banho, tentava conversar com a minha mãe, perguntando como seria que meus novos amigos me felicitariam na data natalícia, estava feliz, me senti renovada, animada pelo quê estava por vir. Mas quando sai do banheiro, minha mãe olhou para mim, e disse “Você é um monstro!” Não entendi o porquê da acusação, se nada tinha feito para ela. – Talvez fosse por ter deixado de ser virgem recentemente, e ainda entrar pro lado negro da força. Talvez fosse demais para ela suportar, e eu no meu egoísmo não tinha percebido. – Aquilo me doeu profundamente, e por isso lhe falei coisas, que destruíram de vez o seu psicológico. “Tão monstruosa quanto você, que tirou a vida de um pobre bebê, ao fazer aquele aborto!” Respondi com o ar desafiador, e ela desapareceu. Achei que ia se recolher, para chorar por seu pecado, mas em vez disto, a mulher pegou uma faca de cortar carne, e veio para cima de mim. Seus olhos castanhos, naquele momento pareciam amarelos. “Demônio!” Ela gritou, tentando empurrar a faca no meu peito. E não sei como, mas tive forças para contê-la, de tal maneira, que o seu impulso parecia pertencer a uma criança de 4 anos. Eu escapei, e sabendo da sua maior fraqueza, comecei a chorar, com o intuito de sensibilizá-la. Não lembro o quê disse a seguir, porém isto a fez voltar a si. Ela saiu se sentindo culpada, e caminhei para frente do espelho, onde sequei as lágrimas e sorri de forma maléfica. – Todavia o ser não acreditava que era algo oculto, e dizia que aquilo era normal. (Provavelmente para ele.)
     – Mas houve outro fator, para aceitar na minha vida, alguém que valia tão pouco. – Após muita bebedeira, acabei por beijar a minha melhor amiga, e isso se repetiu quando ela dormiu na minha casa. Eu me apaixonei por ela, só que como a mesma passou me evitar, não tive escolha, senão abraçar o quê viesse, para que aquilo não crescesse ainda mais. 
    Acho que a rejeição, foi o quê destruiu o meu fascínio por ela, e me fez ficar cada vez menos empática, ao ponto de brigarmos praticamente por tudo. – Só que nunca quis lhe contar, que a verdadeira razão para me magoar era essa, e não as futilidades relacionadas as roupas e sapatos, que compartilhávamos, porquê  na época morava comigo.
    De tanto ler as palavras de Anton, resolvi fundar a minha própria seita, que de acordo com o meu talento de criar nomes, se chamava Sees, e significava seguidores da estrela.
    Uma a uma das minhas amigas, recitou o poema de aceitação, e quando se deram conta, tinham me dado o poder de governar as suas almas, e agora eu as guardava em nome de Lúcifer, que era o verdadeiro dono delas. – Ainda me lembro das faces de pânico, após perceberem que tinham se vendido para mim, e o quanto ri pela minha conquista.
    A primeira reunião foi na minha casa, preparei tudo com cuidado, para simbolizar uma verdadeira comunhão com Lúcifer, e outros demônios a favor da carnificina. – A cidra era de maçã, e a comida em si, se formava de alimentos, que poderiam ser comidos crus.
    Nada saiu como o esperado, pois estava um pouco nervosa, e as meninas não parava de zoar umas as outras, o quê atrapalhava na minha concentração, porquê me divertia junto. – Uma verdadeira brincadeira de criança, que jamais pensei, que pudesse resultar em coisas tão graves mais tarde. – É claro eu admirava Satã, de todo o meu coração, e de alguma maneira me sentia ligada a ele, só não pensava que tinha realmente tais capacidades.
    O quê deveria ser uma reunião séria, acabou por atender dos requisitos do livro da Lei de Aleister Crowley – Que foi algo que vim ler, anos mais tarde  e dizia que os favoritos de Hadit e Nuit, eram os que tinham o riso frouxo, e que viviam para valer.
    Mas no fim das contas foi um sucesso, pois consegui citar todas as 9 regras, e esclareci que os espíritos das trevas, eram livres para castigar aos que traíssem ao círculo. Além disto, também fizemos o pacto da estrela, que figurativamente veio a nos transformar numa constelação de 4 estrelas, pois logo após nos unirmos, fatos interligados começaram a ocorrer. – Se uma sentia dor de cabeça, as outras também sentiam. Se uma caísse, as outras caíam. Um verdadeiro efeito dominó mágicko.
    A segunda reunião foi no cemitério do Santa Rita, para onde eu, e uma das meninas, costumávamos ir para beber, sem que nossos pais soubessem. – Calma, nenhum animal foi sacrificado, assim como as tumbas permaneceram intactas. Nós somente conversávamos, bebíamos, e devorávamos as frutas suculentas, adubadas com os restos mortais, dos quê já tinham partido.
    Lembro-me de como foi. Entrei no jogo dos espíritos, e sem querer recebi uma mulher, bastante irada, que queria me obrigar a desistir do meu namorado. Seu nome era Isabel e parecia disposta a me ferir. – Como a boa aquariana que sou, logicamente me opus, somente porquê era a vontade dela. Tive 5 dias para desfazer os laços com o cara, ou morreria, e como estava ligada as outras 3, a ameaça também valia para elas.
    A pressão foi grande, mas não tomei uma decisão, até atravessarmos a rua, e quase sermos atropeladas. 
    Terminar com o “satanista” foi algo fácil, apenas porquê me trouxe mais paz do quê continuar, com um verme inteligente, que me tirou tanto do sério com as suas mentiras, que em 4 meses de namoro, eu literalmente tentei matá-lo usando magia. – Era 31 de outubro para 1 de novembro, quando fui ver se ele iria para as festividades, mas ele alegou está indisposto.  Fui compreensiva, e decidi ir com a minha mãe, mas sem uma galera para me divertir, sai cedo, após nos encontrarmos com o meu pai, que estava saindo com uma garota de aparentemente 19 anos. – Santa crise de meia idade Drácula! – Caso não tenha entendido, meu pai se parece demais com o Bella Lugosi, e por isso sempre o chamei de Conde Drácula.
    Por volta das 1:45 da manhã, uma das meninas do Coven, me contou que o viu no evento, e tal atitude desleal, me deixou tão furiosa, que decidi usar a força do meu ódio para atingi-lo. – Só não sabia que era tão grande.
    Derramei meu sangue num papel, e com o mesmo fiz um pentagrama invertido, no qual uni meu pseudônimo Siath com o nome de Lúcifer, e lhe roguei várias desgraças, por praticamente uma hora, das 6 até as 7 da manhã, e fui dormir. – Quando deu 16 horas, ele me ligou, dizendo que mal conseguia andar, e tinham lhe atestado possível pneumonia.
    Eu ri, e lhe contei a verdade, que tinha feito algo para o machucar. O tal tenebroso homem mais temido da pequena cidade, implorou para mim, como um garotinho para desfazer o quê quer que fosse. – E claro que desfiz, só queria lhe punir pela mentira, não matá-lo oras.
    Então quando acabou, para mim foi alívio, e isso me trouxe uma sensação de liberdade muito grande. Por isso decidi mudar o meu pseudônimo para Carry Manson, e Carry jamais seria como Thaís.  – Assim em dezembro de 2010, decidi que procuraria por um par, que tivesse coisas em comum comigo, independente da religião ou aparência.
    Foi então que conheci o amor da minha vida, mas isto fica para o próximo capítulo, em quê abordarei não só minha vida pessoal, como também o destino do Sees.
    Capitulo 3- 2011
    Narcisista, egocêntrica, manipuladora, e o demônio com rosto de anjo. – Isto certamente me definia, pois até aqui, já deve ter percebido, o quanto  era desumana em muitos aspectos da minha vida. Mas a maioria das pessoas não conseguia enxergar, não importava o quê fizesse, para mostrar a minha verdadeira natureza. Sempre me achavam uma linda menininha inofensiva. –Só que o meu amado não, ele me amava com todos os meus defeitos, e não me obrigava a ser uma bonequinha de porcelana, que nunca podia levantar a voz.
    Nightmare, era um dos amigos da minha melhor amiga, e eu o conhecia pela rede social do orkut, desde que tinha terminado com o nerd. – Sempre marcávamos de nos ver, mas eu nunca ia, pois nem foto de perfil ele tinha, e eu prezava bastante pela minha segurança.
    Num sábado entrei no MSN, outra rede social quente da época, e decidi lhe mandar mensagem, perguntando se a gente tinha brigado por alguma razão, que não conseguia me lembrar. – Memória seletiva é complicada. Mas ele deixou claro, que tudo estava bem, e por isso insinuei que me arrumasse um encontro. Só o quê amigo dele estava passando por problemas, e por esta razão se ofereceu para ir em seu lugar.
    Eu aceitei, só que para ter certeza de quê era o cara certo, pedi para trocarmos telefones, e nos falarmos antes de nos vermos. – Até aquele momento não estava nas nuvens, para conhecê-lo, afinal o cara vivia mandando exclamações, sempre que falava comigo, e isso me fazia pensar que era mais dos homens felizes, que dificilmente aceitaria a plenitude das minhas trevas, e minha vida de pecados intensos. Só que quando ouvi a sua voz profunda e mórbida, a situação mudou.
    Não era o palhaço como o Coringa, nem o bom samaritano como o Super Homem, seu timbre sombrio, lembrava bastante o Batman, que era o meu personagem favorito desde menina.
    Conversamos por horas a fio, sobre os mais diversos assuntos, de ocultismo a cultura pop, e quando não tínhamos mais o quê falar, brinquei exatamente como fazia com a minha amiga, pois como não sabíamos xavecar, para criar afinidade com os garotos, usávamos até questões fúteis, para que o silêncio não imperasse. – Como por exemplo “Qual é o seu biscoito favorito?”
    Conversar com o rapaz foi tão maravilhoso, que cheguei a sonhar um dia antes do encontro, que ele tinha entrado na minha vida para me fazer feliz. – No sonho entrava no quarto com o meu coven, e dizia-lhes que estava namorando o Nightmare! – Alongando o nome com as notas da música do Avegend Sevenfold. – E a gente comemorava como uma grande conquista. Isto antes de saber se tinha física também, pois só a química não era o suficiente. – Já tinha tido outros sonhos que previam o futuro, mas na maioria das vezes, eram coisas boas, que depois se tornavam ruins, e o presságio não mostrava, por isso seguia em 60%, não 99.
    O encontro foi num dia semana, numa segunda senão me engano, dia 13 de dezembro. Fui com mais duas amigas, a melhor e a ladra de pretendentes, que decidiram me acompanhar pela minha segurança, antes de me deixar a sós com ele.
    Nós caminhamos pelo lugar bonito, na praça beira rio, e nos sentamos abaixo da Fortaleza de São José. Ele usava um boné, e estava ouvindo Papa Roach, uma das bandas que gostava bastante na época. Aos nos ajeitarmos, ele me ofereceu um lado do fone, e quando a música tocava, falou sobre o clipe da mesma, onde o rosto da moça se despedaçava, e quando seus dedos tocaram a minha face, fiquei corada como nunca antes. – Era como se fosse o meu primeiro amor, e ninguém tivesse sequer me abraçado antes.
    Naquele dia meu pai apareceu, e como estava no escuro com um estranho, ele o detestou. – Como tudo mais que me fazia bem. 
    Nós trocamos mensagens, e após conhecê-lo ele queria ir devagar, e eu praticamente queria casar, como se fosse do signo de peixes no primeiro encontro, segundo o Vitor Dicastro. Contudo do momento que recuou, a frieza aquariana se tornou presente, e parei de lhe responder as mensagens, para ir dormir.
    Nosso segundo encontro foi na mesma semana, na quarta-feira daquele mês. Neste cometemos o erro n° 1 da paquera. “Em hipótese alguma fale dos exs.” Mas nós o fizemos, e ele esclareceu que se fosse adiante, não seria um relacionamento de um segundo. – Já tinha desabafado várias vezes com ele antes, e posso admitir que tinha problemas, para manter um relacionamento sério. Só que tudo deu certo, e fomos para um banco na frente do CCA, no qual ele me roubou um beijo, e depois veio o segundo, e assim por diante. – A física era excelente, ô pegada boa!
    O relacionamento foi se tornando cada vez mais sério, passávamos quase 24 horas trocando mensagens, pois havia a escola, e outras coisas.  – Como o Sees, que começava a se desfazer, por causa que a mais patricinha tinha começado a ver espíritos, e a minha amiga, havia iniciado um relacionamento com um cara, que não era a favor das nossas práticas, apesar do ótimo gosto musical.
    Só restou eu e aquela que tinha abandonado a igreja, por isso tentamos de todas as formas manter o quê sobrou do grupo, e fizemos algumas reuniões, entrevistas, e até chamamos alguns rapazes que conhecíamos, mas poucos estavam disponíveis para praticar. – E assim o Sees enfim desmoronou, porém antes de entrar para as lembranças, trouxe uma experiência única.
    Era sábado a tarde, quando eu e a antiga beata fomos para o cemitério do Santa Rita. Nós chegamos lá, cumprimentamos o guarda, e ficamos por ali mesmo, quando de repente um homem moreno, de chapéu branco e camisa vermelha surgiu. 
    –Estão aqui a trabalho ou a passeio?
    _A passeio. (Respondi)
    _É, viemos visitar uma tia nossa.
    _(Risos) Cuidado com as visagens!
    _Eu só temo aos vivos! (A minha amiga disse)
    _A morte é uma escapatória para os covardes.
    Disse com um sorriso. O homem colocou a mão na aba, como uma reverência, e sumiu em meio a mata alta. – Ele era o quê eu chamava de guia, seres que aparecem ao acaso, para te auxiliar, dando-lhe as respostas que perguntou ao universo, e nunca mais são vistos.
    Assim que desapareceu de nossa visão, nos deitamos nas lápides, e nos focamos nas sombras. A menina teve uma visão, e eu também. Na minha vi a silhueta de uma mulher, cujos os cabelos eram enrolados como os meus, mas parecia uma camponesa, que havia sido enforcada no topo de um pinheiro, por cipós cheios de espinhos. – O quê me fez concluir que aquela era a minha vida passada, e estava comprovando, que havia mesmo sido uma bruxa.
    Seu corpo despencou, provavelmente já faziam dias desde a sua morte, e o cipó tinha apodrecido. Um ser meio homem, meio touro, veio até a bruxa, e a recolheu. – O calafrio me percorreu a espinha, pois estava claro que ia para o inferno, e não sabia se isso era bom ou ruim. – Meus olhos se encheram de espanto, pela forma como ele a pegou. Não a punha em seu ombro , como um pedaço de carne de açougue, nem a puxava pelos cabelos. Apenas a segurou no seu colo, como se fossem recém casados, e desapareceu com a mesma na densa névoa. Então 7 ou 8 rostos se formaram, sendo 5 de mulheres, e o restante de homens, ambos vestidos como nobres do período renascentista. 
    No caminho de volta para casa da menina, me senti um pouco mais cansada do quê deveria, e desmaiei na rede dela. – Onde tive um sonho, do qual não consigo me recordar.
    A noite conversei com o meu amado, e lhe contei sobre a visão que tive entre as tumbas. Enquanto nos falávamos, notei que meu quarto começou a escurecer, por isso desliguei, e vi que todas as sombras que estavam ali, tinham chifres, e apontavam para mim. – Senti um enorme calafrio, e decidi dormir fora dali, pois tive a impressão de que eles sairiam das paredes.
    O relacionamento com Nightmare, se tornava cada vez mais sério, por isso o escolhi para ser iniciado no Sees, mas ao contrário do quê fiz com as meninas, lhe avisei que tomar-lhe-ia a alma caso entrasse, e ele aceitou as condições. – No outro sábado, de madrugada enquanto a minha mãe dormia, abri-lhe os caminhos do mundo oculto de vez.
    Acendi as velas negras, lhe cortei o dedo, uni o seu sangue ao meu, então fizemos a magia sexual, evocando os 4 príncipes infernais, e no fim o  declarei como o meu rei. – Afinal ele tinha me ensinado a jogar xadrez, e nos víamos como o rei e a rainha do jogo.
    O sees em si virou pó, mas as suas consequências, puderam ser sentidas, mesmo após acabar. Uma vez no domingo, a minha melhor amiga apareceu em meu lar, e me contou algo que me assombrou por muito tempo. – Por alguma razão a pobre ficou possuída de tal forma, que tentou machucar o seu amado, e os pais dele chamaram um padre para exorcizá-la. Mas a criatura era tão poderosa, que rezava os versículos com o homem santo. 
    Eu tinha dito que haveriam consequências, que os espíritos das trevas iriam punir, quem traísse o círculo. Mas me referia a seres inferiores, jamais uma criatura de tal porte. – Assim sendo quando a moça saiu, fui até a frente do espelho, que sabia que era um portal, e me vi. Minha pele era azul, e de alguma maneira me refletia como um monstro horrendo. Chorei bastante por isso, pois era um sinal de quê as trevas estavam outra vez, tomando posse de mim.
    Todavia a situação ficou ainda mais estranha. Certa vez enquanto estava no banheiro da escola, uma menina entrou ali, e me disse “Você realmente veio para revolucionar esse lugar.”, e confessou que era satanista, por isso me senti mais a vontade na sua presença.
    Desenvolvemos uma boa convivência de imediato, mas infelizmente, haviam segredos que ela escondia de mim, e que pareciam bem ruins. – Era hora do intervalo, nós conversávamos sobre os filhos dos demônios, e vendo que a maioria tinha as mesmas habilidades que eu, lhe questionei. “Será que não sou uma também?” e ela disse com veemência “Não! Você não!” e isto me deixou bastante intrigada, ao ponto de conversar com o Conde Drácula, que parecia entender os mistérios, mas não queria me dizer diretamente.
    Estávamos no carro, voltando para casa, após um longo dia, e lhe falei “As pessoas não me acham digna da magia sabe?” Fui bem sincera, e eis que o céu escureceu, e ele disse “Quem ousou dizer isto?!” – Foi o quê chamo de impressão, (termo retirado da HQ Hellblazer) que é quando uma entidade aparece rapidamente num corpo.
    Os fatos incomuns não paravam de se acumular, por isso me entreguei a leitura do espiritismo, que me parecia uma religião bem evoluída, em relação as outras. – Ser satanista é conhecer o inimigo e tê-lo na palma da mão baby –  e decidi fazer uma projeção astral em rumo ao Inferno, para encontrar respostas, para as minhas grandes questões daquele tempo.
    Após passar muito tempo sem dormir, e projetar dentro de casa, decidi tentar o grande feito. – Cheguei exausta da escola, e me joguei na cama, somente de calça jeans e sutiã vermelho, me focando em chegar ao reino infernal.
    Acordei do outro lado, dentro da minha escola, vestida exatamente como dormi. Já era de se esperar, que o meu inferno pessoal, fosse justo aquele maldito lugar. A menina que me abordou no banheiro estava lá. “Ele quer falar com você, mas não vá com ele” Disse-me com raiva, e sem entender, caminhei até a recepção.
    Ao chegar lá, encontrei um lindo homem de rosto grego, meio cinza, com chifres vermelhos, e asas de morcego, que trajava apenas uma calça negra, solta, como a dos samurais. Ele me estendeu a sua mão, e eu a segurei. Então este levantou voo, comigo no seu colo, e tudo ali começou a se destruir, por conta dos inúmeros tornados. – A menina que me levou até o demônio, se trancou num carro antigo, e foi consumida pela catástrofe, enquanto me fitava dominada pelo ódio.
    Acordei daquela viajem, e fiquei curiosa sobre quem era o meu salvador, por isso me joguei na internet, e comecei a pesquisar em diversas fontes. Mas todas indicavam que era o próprio Satã, e isso fez meus olhos brilharem, ao ponto de crer que era uma dos seus soldados. – Só que levantou a duvida, o quê eu era, para ter alcançado tamanha glória?
    Segui meus dias, entrando nas comunidades ocultistas, tentando entender a mensagem que recebi no astral, mas as respostas de muitos, eram genéricas demais  como “você leu demais e sonhou com isso”. – Só que não era um sonho, e sim uma projeção em terras infernais, mas a falta de compreensão era tanta, que preferiam crer em coisas tão simplórias. Eu sabia do fundo do meu coração que era algo mais, sentia isso em mim, por isso quando um sacerdote de 40 anos apareceu, e me disse que Satã havia me escolhido, decidi conversar com ele, e outra moça, que parecia compreender sobre as insanidades, que aconteciam na minha vida, por também ser uma bruxa satânica.
    Só que quanto mais ia ao astral, mais ataques recebia, e todos vinham da menina da minha escola, que no campo de batalha, tentava me aplicar algo, com uma seringa cheia de um liquido viscoso. Mas eu sempre a vencia, usando todas as minhas habilidades ligadas aos elementos, que por alguma razão, lá me permitiam até controlar o tempo, como a deusa Ororo de Xmen.
    Como sempre considerei as palavras, que não me agradavam, refleti bastante sobre meu encontro com Satã, e até aceitei que podia mesmo ser um sonho. – Só que o conceito mudou, tão rápido quanto surgiu, pois encontrei a minha atacante, que me chamou no corredor, e me revelou que andava tendo pesadelos comigo. Neles eu saia de um pentagrama, e ao meu redor estavam várias pessoas, que supostamente havia matado, e ia para cima dela. Por isso a mesma pediu para nos afastarmos. – Foi ela que declarou guerra, quando misteriosamente o cemitério que adorava frequentar, virou notícia por conta de um culto brutal, no qual um bode foi assassinado, e disseram ser obra de “satanistas.” – Por causa de tal fato, os guardas começaram a pegar no pé, de quaisquer pessoas suspeitas. E uma menina de batom escuro vestida todo de preto, era certamente um bom alvo para isso.
    Queria saber separar a vida pessoal da mágicka, mas creio que o quê fez sagrada, foi o fato de ser totalmente oposto. – Minha reserva de energia oculta, conhecida como Satã, estava crescendo cada vez mais, e toda vez que me sentia desafiada, usava meu poder para provar o meu valor.
    Num dia qualquer disse a um amigo que seria atropelado, e mais tarde, o mesmo veio falar comigo. Estava mais pálido que o normal, e me pediu para jamais brincar daquela forma outra vez, pois na tarde daquele dia, um caminhão quase o atropelou. – Naquela época, pensei ter a ver com minha capacidade oculta, mas hoje vejo que foi apenas a lei da atração agindo. – Você atrai aquilo que teme.
    O menino que era um santo, ia a acampamentos da igreja e tudo mais, começou a voltar-se para as práticas da magia. – E de alguma forma me sentia responsável pelo feito, pois vivia lhe contando sobre as minhas aventuras. 
    Graças a ele, descobri mais uma pista a respeito de quem era, pois este encontrou uma bruxa mais velha, e lhe contou sobre mim, para que pudéssemos descobrir o quê tudo o quê vinha acontecendo significava. – Era como se fosse uma universitária de ocultismo, pois a mulher lhe disse, que tudo o quê precisaria em breve era fazer uma escolha. Enquanto ele, teria que estudar bastante para se desenvolver.
    Isto me parecia muito verdadeiro, pois em 11/11/11 aconteceu uma coisa, que literalmente testou os limites da minha razão. – No dia anterior a abertura do portal, a minha amiga foi na minha casa, e nós debatemos sobre o quê o 11/11/11 significava. No meio da conversa ela soltou “Algo grande irá acontecer, mas passará despercebido por todos.” E seguimos falando a respeito, focando principalmente no símbolo do Anticristo, pelo qual nós éramos apaixonadas, e que apesar da narrativa do filme a profecia – Que me fez ter um sonho com o menino da trama-Achava que era uma mulher. Naquele tempo para mim, um portal era algo que só podia ser aberto pela elite, que já tinha atingido o limite máximo dos seus poderes sobre-humanos. – Por isso não consegui entender o quê veio adiante. Dormi tranquilamente, nos braços do meu amado, e despertei numa passarela de vidro, que ficava acima das águas, localizada entre enormes montanhas marrons, das quais podia-se ver a cachoeira cristalina. Estava coberta por uma túnica negra, e caminhei até o fim da ponte, onde encontrei um monólito, no qual se encontrava uma tábua de pedra, semelhante aos 10 mandamentos, mas com símbolos alienígenas, que brilhavam na cor verde, e de alguma forma reconhecia, e alinhava. Feito isto um asteroide passava entre as nuvens, e em seguida apareciam vários nomes de lápides de presidentes, e o ano 1999. – Por quê é assustador? Minha mãe falou que um colega lhe contou, que no dia em questão, um astro passou próximo a Terra, e o mesmo era também responsável pelo dilúvio lá no passado. ( A coisa mais estranha, é que um objeto celeste realmente passou naquele mês, mas eu não tinha conhecimento disto.)
    Saber destas coisas, foi me tornando uma criatura cada vez mais mesquinha, pois tamanho poder, influência e beleza, só me fazia ter cada vez mais ambição na vida, e enquanto eu lutava para alcançar o topo, meu par apenas se confortava com uma existência vazia de pouco luxo. – O quê irritou muito o meu pai, pois a gente morava junto na época, e o rapaz não tinha ânimo para ir procurar um rumo na vida.
    Eu tentava ser compreensiva, porquê sabia como se sentia perante os demais, mas no fundo me sentia tão incrédula, quanto o próprio Drácula. – Por isso, quando a mãe lhe conseguiu um emprego em outra cidade, preferi que fosse, pois concordava com o meu pai. – Precisava de alguém que caminhasse comigo, não que ficasse nas minhas costas, me atrapalhando a chegar na parte mais íngreme da montanha. – Não entenda errado, ele suportava todos os meus dramas, tínhamos muito em comum, só que a sua falta de prazer em ascender na vida, pesava demais para mim. Eu fiz de tudo para quê dessemos certo, abri mão até mesmo da minha vida de luxo, para ir viver com ele, e isto resultou numa das minhas experiências mais assombrosas. – Viver na casa de Nightmare, era um enorme desafio, principalmente porquê a sogra, me odiava tanto quanto o meu pai ao filho dela, e como ele não queria que pensassem ainda pior a seu respeito, não me deixou faltar na escola naquele dia, mesmo lhe dizendo que não queria ir mesmo.
     Ao chegar lá, não teve aula, e a patricinha ladra de projetos, nos chamou para beber com os colegas. – Cachaceira como eu e a ex-beata éramos, aceitamos na hora, tomar uma Vodca com suco de laranja. Eles foram na frente, e nós duas tomamos o caminho do sol quente, para chegar ao “Poeirão”, porquê ela teve um mal pressentimento. – É incrível como o simbolismo surge no dia-a-dia, pois literalmente estávamos seguindo por um caminho diferente, por não sermos como eles. – Ela não era como eles Blutengel- Lúcifer.
    Chegamos no local, e iniciamos a bebedeira. O povo tinha um péssimo gosto musical, e eu não conseguia tolerar isso. “Coloca a Lady Gaga” dizia, mas eles continuavam a ouvir funk carioca. Minha amiga não era tão elitista, por isso foi rebolar até o chão, e eu virei meia garrafa num gole.Tinha comido antes, mas do mesmo jeito o álcool me subiu a cabeça, e entrei num daqueles transes, só que consciente desta vez. – Era como se estivesse no meio das nuvens, e haviam vários anjos entorno de mim. Isso me deixava apavorada, ao ponto de ameaçá-los de morte, caso se aproximassem. 
    Do nada o céu escureceu, e a chuva começou, todos incluindo a patricinha saíram correndo, e a ex-beata ficou para me ajudar, enquanto eu vomitava sem parar, ao ponto de espumar pela boca. – É nesta hora que se vê quem são os seus amigos de verdade.
    Ela me levou até um bar, onde pediu que ligassem para o Samur, e nos confundiram como irmãs. Dentro do veículo agradeci a paramédica por me ajudar, e pedi pra ex-beata ligar para o meu amado. No banco de espera, desmaiei, e ficava oscilando entre este mundo e o outro, até que me estabeleci aqui. – Lembro-me que fiquei furiosa porquê ele não apareceu, mas mais tarde, soube pela sua mãe, que tinha pego uma bicicleta para chegar lá, quando percebeu que não tinha um tostão no bolso, para pagar a passagem, e eram 40 minutos do seu bairro até o hospital, e eu fiquei menos tempo que isso, após diagnosticarem a minha melhora súbita, do quase coma alcoólico. 
    Certa vez logo após ele ir para Ferreira Gomes, eu fiquei até de madrugada na internet, conversando com um gótico metido a ocultista, que só reforçou uma ideia presente em minha mente. – Eu merecia mais do quê aquilo, e por um pensamento tão egocêntrico, dado a minha natureza, acabei por me envolver com este cara, por apenas uma noite. Mas depois que acabou, deixei claro que não se repetiria, e de imediato quis terminar meu relacionamento. – Mesmo que fossem somente palavras, não tinha cara para continuar, como se nada tivesse acontecido, eu não era a Srta Seios Fartos.
    Meu companheiro me ligava sempre do outro lado. Só que eu lhe dava patadas, dizia que não o amava mais, e tentava fazê-lo me esquecer a qualquer custo, pois o quê fiz, não perdão. – No entanto era persistente, e esconder o meu pecado contra ele, estava se tornando cada vez mais difícil, já que quando nos conhecemos, o mesmo me disse que via o futuro, e agora fazia juiz a isto.
    O amante de uma noite, não me deixava em paz, entrava nos grupos em quê me encontrava, e fazia dramas, por tê-lo bloqueado do MSN, mas eu não deixava os rastros da traição, portanto não sabia como meu marido, poderia ter previsto tudo com exatidão. – Numa noite qualquer, estávamos deitados no quarto da minha mãe, e em meio a penumbra ele disse “Você vai me deixar por alguém da internet.” E eu fiquei apavorada, dizendo que era impossível. – E era mesmo, o amante era um canalha, e nem em sonho planejava ter um relacionamento sério com ele. – Contudo meu par usava o argumento, de quê havíamos nos conhecido na internet, e isto ia se repetir. – Mas duvidei porquê na época tínhamos um relacionamento a distância, e já não aprovava tal coisa.
    Naquela noite ele surtou, saiu batendo portas, e então pegou o seu canivete Soul, que ficava junto da minha faca Deathpeople. Com um sorriso diabólico, disse que as vozes o mandavam me matar, e eu fiquei abraçada ao meu notebook, sem saber o quê fazer, sentindo a lâmina na minha garganta. Foi então que tive um estalo, e decidi manipulá-lo da mesma forma, como fiz com a minha mãe lá em 2009. – Apaguei as luzes, porquê sabia que o escuro o acalmava, e lhe abracei forte entre lágrimas “Se as vozes dizem para fazer isso, elas não são boas, então por favor para de ouvi-las!” Disse abraçando-lhe enquanto ficávamos deitados na cama.
    Contei a bruxa satânica, com ainda mais detalhes, do quê agora sou capaz de dizer, e esta concluiu que era uma possessão, e que soube lidar bem com o demônio. – Além disto na mesma conversa, lhe contei sobre o meu passado, e eis que ela disse algo enigmático. “Agora entendo tudo. Sua mãe foi apenas o ovo, você sempre pertenceu a Satã.” E depois sumiu sem deixar algum rastro.
    Contei a verdade para o meu companheiro, e ele me perdoou imediatamente. – Provavelmente porquê a gota d’água, foi ter conversado com a detestável ex, uma semana antes da traição, e não ter me contado. O quê pode se dizer como o verdadeiro pivô, pois a minha insegurança, era tanta, que só pensava o pior.
    Nós tentamos seguir adiante, só que acabei me encantando por uma moça de São Paulo, e ela por mim, e assim acabei casada com um, e namorando-a a distância. – Mas todos as partes envolvidas sabiam, e até mesmo se davam bem. – Viva a fidelidade satânica!
    É claro que não deu certo, e o trio se desfez. Depois disso voltei a caça, gostei de um rapaz, de outro, e nunca me decidia se continuava ou não com o meu rei. – Que entre uns e outros, era agora o meu amante, e com ele me sentia a vontade para trair aos outros.
    Quando finalmente estávamos nos ajeitando, numa amizade colorida, o pior veio. – Conheci um rapaz, que me disse que juntaria cada caco do meu coração, e lhe disse friamente para que entrasse na fila. Ele parecia ter 15 anos, e eu realmente detestava gente mais nova. Só que era outro persistente, que ficava por perto, tentando me conquistar, mas eu não dava a mínima, para cavalheirismo forçado. – Lembre-se que deixei até o nerd, que era um amor de pessoa, porquê a química não batia.
    Porém numa madrugada isso mudou. De garoto insuportável metido a príncipe, eis que surgiu a sua outra face, a demoníaca, que não era um lambe botas, e isto me despertou o interesse. – Vivia assistindo documentários sobre maníacos, psicopatas, e assassinos no Discovery Chanel, e o History. Então quando alguém supostamente perturbado apareceu, quis estudá-lo. 
    Infelizmente a versão de plástico, continua a me encher o saco, e eu só estava focada na sua real essência. – Está bem, o meu gosto para homens era péssimo, mas é preciso que entenda, que a minha natureza não é benevolente, por isso me juntar a alguém, que fosse normal estava fora de cogitação, porquê me entediava.
    O menino e meu ex-marido, começaram a competir, mas a minha atenção no novo, acabou por resultar na vitória deste, e assim meu antigo par teve de partir. – Não foi uma despedida dolorosa, pois até transamos antes, e ele mesmo abriu caminho para o outro, ao me ajudar a restabelecer a conexão da internet, quando a CPU, aparentemente parecia ter queimado, e não podia falar com o rapaz.
    O amor da minha vida se foi, e aquele que desgraçaria de vez a minha mente, foi o quê ficou. – Como em o Alienista, a verdade mais dura ficou clara, conviva demais com os loucos, crie uma ligação com o mesmos, e será o próximo a ir para o hospício.
    O rosto malévolo do garoto, as coisas que supostamente dizia ser capaz de fazer, mas que me parecia romântico demais para tais atos, me deixava fascinada admito. – Eu estava me tornando obcecada pelo ser que criou, e queria provar-lhe que a suposta mortal inútil, tinha mais valor do quê imaginava.
    Logo que iniciei o relacionamento, tirei o arcano 15 no tarô, e em vez de ver a clara mensagem negativa, preferi abraçar aquilo como “destino”.   – Nem eu sei o quê aconteceu ao certo para ficar assim, só lembro que foi pouco depois, dele ter dito que teve um apagão, e se encontrou diante de um pentagrama, derramando gotas de sangue no mesmo.
    Conviver com o mesmo não era fácil, e por isso eu costumava reclamar bastante, exaltando o relacionamento que um dia tive. – Isto o tirava do sério, da mesma forma, como possuir inúmeros contatos de garotos, com os quais flertava, quando me fazia raiva. 
    Finalmente tinha entrado num relacionamento abusivo, e ao menos desta vez, não era quem pisava nos outros. – A sensação era terrível, e isso me atrapalhou bastante, na hora de aceitar a descoberta sobre quem era.
    Um dos rapazes com o qual me envolvi, mas me joguei para escanteio, falou para o meu amigo, que eu era herdeira do inferno, e este me repassou o fato, como se fosse algo dele. – O quê não gostei inicialmente, e o fato de ter beijado ele e mais dois num fim de semana, tinha abalado a nossa amizade. Pois assim como odiava traição, não queria que ninguém mais sofresse com isso, e quando aconteceu, ele namorava a minha colega de turma da 211, para quem tive de contar tudo, e esclarecer que foi um erro. – Eu sei é hipócrita da minha parte, mas quando se é jovem, dificilmente se dá conta das besteiras que faz.
    “Herdeira do Inferno.” Uma frase tão curta, que me trouxe tanta dor e sofrimento. – Após a descoberta, vários caras se aproximaram de mim, alegando que eram o meu marido demoníaco da outra vida, e isso me deixou bem frustrada, pois sentia como se quisessem me usar, para subir na escala infernal, e mesmo que parecesse grande coisa, para mim aquilo era pouco. – São palavras. Não é porquê alguém disse que automaticamente, iria abraçar tal destino sem mais nem menos. 
    Precisa questionar o fato, analisá-lo, antes de tomar como verdade. Por essa razão, sai novamente em busca de provas, que me fizessem de fato, a futura rainha do inferno.
    Na época conversava com um De Molay, que antes tinha me dado o fora, e depois que nos tornamos amigos, veio com a besteira de se apaixonar. Mas apesar de tudo, ele me protegia do outro, e parecia ter bastante conhecimento oculto, logo era uma boa alternativa, pergunta-lhe a respeito de tal novidade. – Ele não só não discordou, como esclareceu que eu era filha de Lilith, e em muito lembrava a minha mãe.
    É claro que duvidei. – Lilith a poderosa, dotada de seios fartos, e cabelos perfeitos? Impossível! Só que gradualmente, fui encontrando provas, que me ligassem a ela. No retrato de John Collier de 1887, a bela era retratada com seios pequenos como maçãs nem excessivamente magra, muito menos gorda, com madeixas douradas e crespas. – Semelhante as minhas, cujas as quais, a minha mãe terrestre, dizia que era “cabelo de surfista”. Além disso o nome Lilith, terminava com o mesmo Th, presente no meu, e por mais idiota que hoje pareça, não acreditava que era uma coincidência. – O resto dos traços como criatura lasciva e cruel, já devem ter ficado claro.
    Saber que tinha a essência de Lilith, a rainha do Inferno, era algo maravilhoso para mim. – Tudo começava a fazer sentido, as visões, as situações escabrosas, a minha persona obscura, e por isso quando soube da segunda parte , foi um choque para mim. 
    Através de uma bruxa wiccana, soube que o Deus que deu origem ao mito do Diabo, e a Deusa virgem desavergonhada, a qual odiava, me amavam e me protegiam. – E não era uma benção comum do grupo, apesar do quê possa parecer. Ela literalmente tirou nas cartas para saber. – Terrivelmente, não soube apenas me auxiliar, ao descobrir quem era, de imediato ficou furiosa comigo, e disse que Ela quem era a filha de Lúcifer e iria reinar. Algo que era complicado, pois não tinha tido uma vida tão ligada ao Inferno, para quê outra viesse tomar o lugar, que parecia me pertencer. – Estranhamente depois da afronta, por causa do seu namorado cafajeste, que alegava que eu era poderosa, regente do bem e do mal, e que podia transitar entre o céu e o inferno por ser filha de Lúcifer e Maria Padilha. – A mesma bruxa disse sob o estado de “mensageira”, que o meu futuro seria extraordinário. Só que o sucesso mundano, já não me parecia o suficiente, por isso lhe perguntei se era normal ou mágico, e o tal ser respondeu que era mágico. – Ainda estou no aguardo sobre isso.
    Como tudo estava ficando cada vez pior, recorri ao mago de 40 anos, que inicialmente me disse que fora escolhida por Satã. Este me revelou que no ano do fim do mundo, descobria algo importante, e que era uma das peças chave, para os planos de Satã na Terra. – O quê seria conclusivo, mas logo após a descoberta, tive um sonho do qual jamais esquecerei. Estava correndo na chuva, tentando fugir de um homem encapuzado, e quando pulava do penhasco para o outro lado, uma voz de trovão dizia “Cuidado com aquele que diz querer ajudar o teu pai, pois o mesmo, apenas está procurando meios de destrui-lo!” Naturalmente pensei em Arikiel, porém quando o magista de 40 anos, fez uma proposta indecente, sabendo que o via como um pai, e que eu tinha 16 anos, ficou claro de quem se tratava o comunicado. – Filho de Satã é? Engraçado pois meu pai jamais aprovaria a sua conduta para comigo.
    Por fim, naquele mesmo ano uma menina me enviou mensagem, e achei bastante incomum, porquê nem a conhecia, e a outra moça que era a sua amiga, pouco sabia ao meu respeito. – Mas ainda sim esta deixou claro que éramos irmãs, por termos a essência de Lilith, e sua prima que também era uma bruxa, me disse que eu era pura. Algo que odiei de imediato, e acho que por isso ela completou com “Pura...Pura maldade.”
    Eu era a princesa infernal não é? Ia herdar o trono do Inferno, e governar os outros. Então me diga como quê diabos, foi me mostrado que tinha sangue de anjo?! –  Como já deve ter percebido até aqui, não sou de aceitar as coisas, antes de muito questionar. “Anjo, anjo, anjo” Era o quê ficava na minha cabeça. Como é que podia ser filha de Lúcifer e Lilith, e ter uma essência tão terrível?! Isso me devastava, e para piorar, o meu namorado, reforçava que meu poder era ainda menor, por possuir as malditas asas de penas. – Eu nunca comemorava pelas descobertas. Primeiro Filha de Lúcifer? Isso era uma piada entre os satanistas da cidade! Além do mais, até naquele tempo havia tanta gente se denominando como tal, que me doía o peito, pensar com quantos teria que competir para sentar-me ao lado do meu “pai”. Segundo anjo?! Pura?! Que porcaria era essa?! Depois de tudo o quê tinha aprontado na vida, não havia razão, para crer que era uma celestial. – Só que era, e uma pequena seita de fanáticos, que para minha infelicidade desapareceu do Google, me mostrou a extensão do problema. – Logo após eu ter tido uma visão, de um anjo de asas negras, copulando com uma linda mulher ruiva, num lugar que parecia o Éden. – Eles esclareceram que Satanás tinha uma filha, e que esta foi expulsa do paraíso, junto com o pai. Contudo não era a única a falar a respeito, tinha uma outra, que era mais específica, dizia que a filha levava todos a perdição, e os que se casassem com ela, teriam que servir ao seu pai. Não sei se sumiram também, mas juro em nome do Cosmos, pareciam falar de mim, só estavam errados numa coisa, eu não uma senhora, nem nunca seria, pois tenho problemas para envelhecer fisicamente. – Tenho 24 anos, mas pareço ter 16, por conta dos problemas hormonais.
    As imagens do passado pareciam se tornar claras, vez ou outra entrava em transe na escola, e via a minha outra vida. – Tinha estudado numa instituição mágicka, em uma outra dimensão, cuja a tecnologia era mais avançada do quê este mundo. Mas não era só isso, lá era a pior das piores, por isso todos me chamavam de mini Lilith. Era tão ruim, que havia até mesmo roubado o noivo da minha irmã, o anjo Alakiel, que do momento que fui para a guerra, quando os celestiais nos acharam, acabou por me abandonar em um carro. – Calma, eu sei que Alakiel é pura imaginação, só que a semelhança entre Alakiel e Arakiel o anjo caído, responsável pelos sinais na Terra, é bastante clara. O quê comprova que a minha visão era turva, mas ainda sim era uma visão. – Ás vezes o transe era tão profundo, que literalmente acordava na sala errada, e nem sabia como havia chegado lá.
    Arakiel era o nome do ser que influenciava, o falso príncipe, ou talvez fosse o próprio, isso não ficou claro,  mas parecia realmente haver uma força sobrenatural por trás de tudo. – Sempre que eu discutia com o rapaz, minhas tentativas de suicídio, traziam a tona a existência do ser, que de alguma maneira, batalhava com o outro, para ficar em seu lugar, e se juntar a mim. Ele batia o pé, dizendo que era um demônio, e eu dizia que era um anjo disfarçado de demônio, que viera para me confundir. – É, vergonhosamente entrei no jogo do sociopata, mas não o suficiente para crer que eram dois seres distintos, pois na minha concepção na época, o bom, gentil e amoroso, era a máscara, que escondia quem ele realmente era, ou seja o Arakiel, que nunca queria me dá o nome, e se chamava de Lord Dark.
    O outro lado existia apenas para me confrontar, por causa da minha conduta, de mulher sirigaita, que estava pronta para deixá-lo se fosse preciso. Só que as discussões filosóficas, sobre o céu e o inferno, anjos e demônios, me fazia querer estar sempre com a versão do rapaz que me machucava, mas que também atraia a minha atenção, e muitas vezes me ajudava a sair das crises existenciais, que ele mesmo me colocava. – Eu sabia que era tóxico, para nós dois, pois também o feria de propósito, só que definia como um relacionamento em que, os dois se xingavam, porém se outros fizessem o mesmo, que nos aguardassem, pois um cuidava do outro.
    Sempre que me metia em confusão, Lord estava lá, e costumava humilhar quem ousasse me ferir. – Isso para mim era importante, porquê embora o meu ex-marido tivesse sempre me aceitado como era, nunca fora capaz de levantar a voz a ninguém por mim, e isto me fazia ter a impressão, de quê era eu contra todos, e não nós.
    Era uma droga viciante, alucinante, que estava me destruindo sem perceber. Pois assim que me conquistou, fiquei na palma da sua mão. Não via os sinais, como: mensagens enviadas por 24 horas, ás vezes que tentou se matar, e me enviou o vídeo, a forma como me envenenava sobre os outros, dizendo que não tinha amigos de verdade, e só podia contar com ele. – Neste ponto tive de concordar, só restou uma ou duas pessoas, das quase vinte, com quem mantinha contato naquele tempo, porquê quando afundei de vez, a maioria torceu para que morresse mesmo.
    Em outubro daquele ano tive um sonho com o meu ex, ele estava vestido de laranja, não me parecia mais consciente de seus demônios, e entrava na minha casa. Eu parecia drogada, não conseguia comer, e pegava com as mãos o macarrão do prato de plástico azul. Só que meu corpo pesava bastante em seguida, e ele me carregava para a cama. – Aquele sonho sombrio, me preocupou bastante, por isso falei para o Lord, que agora tinha “tomado” o corpo de vez, e este me falou que ele parecia o cara do seu sonho, e que tinha de me livrar de todas as coisas que ele me deu, pois isto nos mantinha ligados, e não acabaria bem. 
    Aterrorizada, coloquei a camisa do System of a Down para a doação, e quebrei a estatueta favorita dele, que tinha me dado para provar o seu amor. Uma porcelana marrom em forma de lobo, que ele adorava, por ser fã de tudo ligado ao animal. – Ainda me lembro daquela tarde, me recusava a fazê-lo, mas o garoto ficava sussurrando em meus ouvidos “Quebre, quebre, quebre!” e o fiz entre lágrimas, sentindo como se quebrasse algo em mim.
    Depois do sonho e todo o resto, Nightmare que agora atendia pela alcunha de Soul Ripper, tentou manter contato comigo, mas por medo, eu o evitei, achando que os seus demônios o tinham consumido de vez. Assim sendo o bloquei nas redes sociais, e por isso ele veio na porta da minha casa, só que o tratei com frieza, e ele partiu cabisbaixo. – Eu entendo que queira me dá um soco, pois se eu pudesse faria como Yuno Gasai, e tomaria o meu lugar no passado, para impedir esse erro.
    Gradualmente fui perdendo amigos, e quando somente restou eu e o garoto da web, ele me pediu em casamento, e aceitei. Sabia que tinha um marido vindo do Inferno, e achava que podia ser ele, pois nunca havia sido tão trouxa para alguém antes. – Entretanto tudo mostrava o contrário, e até mesmo a minha irmã, recebeu a mensagem de Lilith, de quê ele não era o meu par, que Lúcifer o tinha escolhido por um propósito, e tomar Arakiel com tal era um erro. – A aquela altura, tinha mergulhado na mais profunda insanidade, e não ouvia nem sequer os deuses, estava convencida de quê era meu, e nada nem ninguém, poderia mudar isso. – Será? 
    Num dia qualquer briguei com o rapaz, e fiz a coisa que ele mais detestava, para atrair o seu outro lado. Bebi até perder a consciência, mesmo sabendo o quão arriscado aquilo podia ser, já que a barreira entre o físico e o espiritual, ficava cada vez mais fina , de acordo com a quantidade de álcool ingerida. – Lembre-se do trágico episódio de 2011.
    Acabei por desmaiar, enquanto conversávamos no celular, pois não me aguentava em pé. Despertei no meio de uma praça, onde as freiras de branco passaveam. Parecia o paraíso, mas as faces daquelas mulheres não me inspiravam confiança, por isso apressei os passos. Foi então que vi uma freira de preto, esfaqueada a sangue frio no piso cheio de quadradrinhos, e decidi correr. As senhoras já estavam entorno de mim, com sorrisos dotados de mania, por isso fiz um grande esforço para despertar, chamando pelo anjo que se disfarçava de demônio. Ele estava desmaiado também, por isso o despertei ligando inúmeras vezes. “Durma, não vou deixar nada te machucar, sabe que basta me chamar se algo acontecer.” Disse-me enquanto eu estava em estado de pânico, só que o efeito da bebida era muito forte, por isso cai no sono de novo. O sonho me pareceu bem normal desta vez. Estava na antiga casa da minha avó materna, enquanto esta ajeitava a cama, bastante sorridente, mas de alguma forma eu sabia que não era ela, por isso disse “Você não é a minha avó! Revele-se!” Então ela parou de dobrar os lençóis, e me olhou com um sorriso assustador, enquanto a sua pele morena, começava a empalidecer, e as unhas ficavam pretas. “Tem certeza de que quer saber?” Perguntou, e eu me preparei para lutar, só que uma força maior, me puxou de volta para o corpo contra a minha vontade. – Nunca soube o nome da criatura, e até hoje isso muito me intriga.
    Em novembro de 2012, me caracterizei como Alerquina, por notar que tínhamos um rosto bem semelhante, e me preparei para ir ao evento de Cosplay, mas quando cheguei na porta, senti uma tontura e desmaiei. – Meu espírito foi levado para o cemitério do Santa Rita, e lá fiquei rodeada por espíritos zombeteiros que diziam “Morte, Dinheiro, Mentira!” repetidamente, e gargalhavam como loucos.
    Tudo estava preparado, para quê eu e Arakiel nos encontrássemos, nossas mães tinham conversado, e a dele havia aceitado a união, pois o rapaz tinha dito que preferia a morte, a ficar sem mim. Dia 28 de dezembro ele chegaria na cidade, só que infelizmente – ou felizmente –  Descobri que tinha me traído em novembro, e a raiva por ele, era maior do quê qualquer coisa que sentisse, por isso fiz o quê ele sempre detestou, sai com a minha amiga ex- beata, e bebi com estranhos. O problema é que o garoto em estado de bebida, tentou me estuprar na praça, e se não fosse pela minha amiga, e o amigo dele, a noite não teria acabado bem, pois morder forte a sua língua, somente o excitava ainda mais.  – Contei tudo ao anjo, disfarçado de demônio, e ele ameaçou o cara de morte, caso voltasse a se aproximar de mim. Só que “pagar em dólar”, não tinha sido o suficiente, eu ainda o odiava por ter me enganado, e por isso decidi terminar em 25 de dezembro daquele ano, após ter tido um estranho presságio, de quê estavam tentando me matar. – Gente de outra escola foi até a minha, e ficou a me olhar estranho, como se tivessem desejos insidiosos. Depois enquanto dormia o teto se abriu um pouco, em meio a chuvarada, e se não saio a tempo do quarto, teria morrido eletrocutada.
    Acabou. Fui dormir, só que naquela noite tive um sonho, de quê ele estava muito magro em meio a escuridão, e escalava meu corpo chorosamente, dizendo “Eu te amo, porquê está fazendo isso comigo?!” Então quando acordei recebi a notícia, meu avô tinha falecido, e o menino nem sequer respondia as mensagens, no início fiquei preocupada, depois soube que estava bem, e entrei num profundo estado de depressão. – Não comia, não dormia, e só sabia falar dele, achava até mesmo que tinha sido separado de mim, por um kimbandista, com o qual puxou briga, porquê o mesmo havia dito que eu era filha de um cachorro de rua, mas nunca de Satã.
    Tentei namorar o DeMolay, mas este me deixou por causa da ex, e acabei fazendo amizade com um garoto detestável, que fez minha amiga sofrer, e que estava arrependido. Vamos chamá-lo de o Geminiano. – O geminiano era de Rio de Janeiro, e costumava implicar comigo por qualquer coisa, mas como era o único que me entendia, sobre querer voltar para a pessoa que havia deixado, só me restava falar com ele.
    Os pesadelos eram bastante frequentes na época, sonhava que estava grávida, e Arakiel – que apesar de parecer ter pouca idade, era um ano mais velho que eu – tinha alguma relação com isso.
    Vivia vendo zumbis, guerras, e o fim do mundo eminente. – Provavelmente pelo bombardeio de mensagens midiáticas a respeito. 
    Meus amigos só sabiam me apoiar com “likes”, em coisas que me faziam me sentir um lixo, e eu sentia raiva disso. – O canalha estava certo? Eu estava sozinha mesmo?
    No ano de 2013, fiz 18 anos, mas foi o pior dos meus aniversários, pois de quem eu queria os parabéns nunca veio. Como se isso não bastasse, um meteorito caiu na Rússia, logo após a renúncia do Papa, e temia que isso de alguma forma fosse associado a mim, afinal era supostamente A filha de Lúcifer, e os religiosos sempre buscam por um bode expiatório. – Lembro-me que não pude comemorar no dia, mas o fiz no sábado, e quando bebi, meus olhos brilharam de forma inumana, ao ponto de ficarem verdes, e isso foi capturado pela câmera.
    Em março daquele ano, resolvi sair de dia, com a ex-beata, queria me destruir sabe? Beber até não aguentar mais. Nós fomos até o Formigueiro, uma praça que ficava atrás da igreja de São José, onde os roqueiros costumavam se reunir.
    Lá encontramos um homem, que usava uma camisa preta, e o símbolo da estrela de Davi, e este não parava de cumprimentar a todos. Até aí tudo bem, só que um dos meninos, me falou que se tratava de um pedófilo, e quando este veio até mim, minha energia cresceu mais que o normal, pois detesto o tipo. – Ele disse “Você tem um espírito forte, tenho certeza que é de leão.” Disse-me, e sorri de forma maldosa, negando, enquanto apertávamos as mãos. Os olhos dele se engradeceram, e o medo ficou presente, ele literalmente saiu andando de depressa, sem falar com o resto do povo.
    Decidimos sair andando pela cidade, e nos estabelecemos na praça da bandeira, onde fiquei no escuro. Então uns 30 minutos após sair do Formigueiro, um grupo de frades a caráter, tão grande que nem deu para contar, surgiu andando pelo centro, e a menina que estava conosco até brincou, dizendo que pareciam ser um grupo de Jedis. – Se era “caçavam pela filha de Darth Vader”.
    Coincidência ou não, até hoje não sei explicar, mas o medo foi tão grande, que me manifestei nas redes sociais, dizendo que se sumisse, que me procurassem no Vaticano. – Fanatismo, loucura, pode chamar do quê desejar, só  que é no mínimo estranho.
    Mais coisas aconteceram naquele ano terrível, e quando Soul/Nightmare reapareceu, eu definitivamente não estava pronta para voltar. Já tinha dado errado uma vez, e no momento só queria me destruir, por isso não podia arrastá-lo para o fundo comigo, só que isto tudo fica para o próximo capítulo.
                             
    Capitulo 4- 2013
    Não dá para duvidar da persistência de Soul. Mesmo depois que terminamos, e tê-lo afastado, a pedido de Arikiel, sob circunstâncias estranhas, ele ainda continuava ali, sendo um amigo para todas as horas, porém apesar de não ter me esquecido, preferia que o fizesse. – Meu coração não lhe pertencia mais, então para quê iria continuar torturando-o? Ele não merecia esse destino cruel, portanto quando reapareceu, e por acidente, acabamos por dormir juntos, por volta de maio daquele ano – O quê faz de mim um monstro, pois era o mês do seu aniversário – Eu lhe disse em definitivo “Isso não quer dizer que te amo, e nem que vamos voltar!” , ele pareceu entender, e também falou que não era o quê queria. – Contudo mais tarde soube, que tinha ido embora cabisbaixo.
    Me perdoe querido leitor, mas não poderia continuar segurando o rapaz ao meu lado, por puro egoísmo. – Tudo o quê tinha passado com o Arakiel, havia feito a minha concepção mudar. – Sem contar que na época estava me envolvendo com o Geminiano, e não queria iniciar outro relacionamento com o pé esquerdo.
    Estava cada vez mais perdida, e apesar de ter o Geminiano ao meu lado, me sentia cada vez mais sozinha, por isso vivia entrando em sites de Creepypastas. – Já havia tentado inúmeras formas de me matar, como : Morrer afogada aos 6 anos, mas não deu certo, a professora me salvou. Morte por acidente automobilístico, só que os carros paravam antes. Morte por ingestão de caixas de remédio, todavia somente dormia, e voltava nova em folha. Morte por envenenamento, que me fazia vomitar sem parar, porém bastava um copo de leite, e tudo voltava ao normal. Morte por corte da artéria, no entanto parecia nunca rasgar a carne o suficiente, pois no dia seguinte, já estava como se estivesse se cicatrizando. – Então como os métodos tradicionais, estavam sempre falhando, procurei por entidades místicas, para me destruírem de uma vez. – Claramente não funcionou, senão não estaria aqui agora.
    Caminhava pelo mundo, como se fosse uma zumbi, sem vida, sem motivação, sem acreditar em nada. – Se Lúcifer era meu pai, então por quê as coisas estavam dando tão errado? – Fui perdendo a minha fé nele, e abracei a linha de fanatismos sobre o fim do mundo, pois saber que o lugar onde estava seria destruído, me trazia paz. – Poderia ser “imortal”, só que se o planeta inteiro fosse destruído, não creio que iria sobreviver.
    Por isso quando a mensageira Maria, foi tomada pela presença de Lúcifer, que me mandou tomar cuidado, pois coisas terríveis iriam acontecer, eu questionei bastante, porquê seria literalmente o meu maior desejo.
    Os dias seguiram, e enquanto estava imersa em escuridão, passava grande parte do meu tempo, digitando um dos meus romances sombrios, chamado Psychosocial The Game of Larry Coltown, que nunca teve um final. Mas deixou claro que a minha relação com Arakiel, era como uma lavagem cerebral, na qual literalmente perdia a noção de mundo, e sobre quem realmente era. – Na trama, Corelle era raptada por um Doutor sanguinário, denominado Michael Kovat, que fazia dela uma máquina destruidora, para servir a cruel Ordem de Cristo, que existia somente para matar os demônios, e todos os seus filhos. – Em alguns pontos eu e Corelle éramos semelhantes, noutros ela tinha as próprias características. Contudo era inegável que ela me representava, e por isso é perceptível que muitos dos seus desafios, são parte da minha dissociação da realidade, que era extrema naquele tempo. 
     Todavia não chegava ao ponto, daqueles com quem tentava estabelcer laços. Maria tinha um grupo no Facebook, com um monte de jovens perturbados, que conseguiam superar até a mim. – Foi ali que aprendi a separar a fantasia da realidade de vez. Pois ver um homem dizendo que era um arcanjo, e uma mulher dizendo que era o próprio Asmodeus, era demais para mim. – Asmoday parecia ser uma garota inteligente, que sabia bastante do oculto, só que em algum momento da vida perdeu a sanidade, e ficou presa entre a Terra e o outro lado. Ela era bonita, mas se disfarçava de feia, tinha 27 anos, e aparentava 16, foi a única bruxa satânica, que conheci, que fazia aniversário no dia 15/02 também. Ela vivia implicando comigo, me chamando de princesa mimada, porquê supostamente não tinha sofrido o suficiente, e mesmo que acontecesse, continuaria sendo uma “santa”. Apesar do conflito, eu a admirava, queria fazer-lhe recuperar a consciência, pois tinha muito a oferecer a este mundo, de tal forma, que nem me importava se fosse ela a verdadeira princesa infernal, em vez de mim, mas seu caso era complicado. Asmoday  tinha uma personalidade semelhante a da Maze de Lúcifer, e como alegava ter estado em uma clínica psquiátrica, preferi aceitar o seu mundo como ele era.
    Em 13 de julho daquele ano, Arakiel voltou a aparecer. Ele tinha essa mania de ir e voltar, sempre que começava a esquecê-lo, e enquanto ajudava a ex-beata, cuidando dela após beber demais, por quê lhe devia uma, o meu celular foi roubado. – Eu não podia deixá-la sozinha, não depois de ter me salvo de um estupro, e da minha consequência, por fechar o círculo do Sees. – Não podia deixar a minha amiga, não depois de tudo o quê tinha feito por mim, portanto quando ela ficou mais porre que o normal, no dia do rock, tive lhe de socorrer. 
    Só que no meio disso, Arakiel ficou mandando mensagens, e como nunca resisti a uma boa discussão, fiquei tirando e colocando o meu celular da bota, até que um bandidinho veio e tomou-o da minha mão, lembro de ter segurado em seu braço, rindo sem parar, não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo, e ele me chamou de patricinha. O nervosismo tomou conta de mim, e ele saiu andando, mas tentei correr atrás, porém o sedentarismo venceu. – O meu ódio foi gigantesco naquele momento, e quando fomos falar as autoridades, a mulher só sabia torcer o nariz, como se eu tivesse me drogado por causa da vestimenta, foi preciso que uma galera me segurasse, para não ir para cima dela. Estava tão enfurecida, que sentia meus pés saírem da sola da bota, e tentava me controlar, para não levantar voo ali mesmo, e acabar de fato como prisioneira do Vaticano.
    Dois rapazes literalmente competiam pela minha atenção, e isso me deixaria feliz, só que aquele projeto de ser, tinha levado muito mais que o meu aparelho, ele havia levado a minha honra, e como uma criatura guerreira, não podia deixá-lo ficar impune. – Foi então que lhe enviei a mensagem ameaçadora Você não sabe com quem se meteu, criatura inferior, e pagará caro por isso!
    Arakiel apenas se preocupava com a minha vida, e por isso o mandei para o raio que o parta. Ao chegar em casa, fiquei sozinha, fingi está bem, porquê não queria que minha mãe, deixasse de se divertir com as amigas por minha causa, mas quando ela saiu, toda a fúria deixou de ser contida. – Não me lembro ao certo, mas chutei portas, gritei sem parar, e isso resultou na visita da minha vizinha, que alegava que eu estava possuída. – Possuída de ódio, isso sim!
    Mais tarde naquele ano no dia 14 de agosto, tive um sonho estranho, nele saia de uma espécie de jogos mortais, e ao pular o muro, ia parar na rua da frente da minha casa, onde um homem de casaco preto, me dava uma facada no estômago, mas não sentia dor, nem saia sangue. Nesta data em questão, iria começar a trabalhar no jornal do amigo do meu pai, e pedi para ficar em casa, mas minha mãe, apesar de dizer poucos nãos, me barrou desta vez. Fui para o diário do povo, lá parecia um lugar perfeito para trabalhar, pois se me formasse como jornalista, poderia enfim provar que os deuses eram aliens, e que já haviam estado na Terra. – Lembra das coisas boas do Soul? Esta era uma delas, pois graças a sua fixação por Et’s, acabei assistindo muitos documentários do History, que abriram a minha consciência, para fora da filosofia de Anton Lavey, de quê Satã era uma alegoria a psique humana. – Tudo tinha sido maravilhoso, só que como naquele ano, estava pagando todos os meus carmas,  é claro que o dia não terminaria assim.
    Ao chegar em casa, vi um monte de gente amontoada, no fim da rua, por causa de um incêndio, e brinquei com a minha mãe. “Desta vez a culpa não foi minha, nem estava aqui para causar isso.” E tudo pareceu normal, só que quando aparecemos na entrada do portão, notei que a janela estava aberta. “Mãe você saiu e não fechou a janela!” Disse-lhe, e ela saiu catatônica. “Eu não... Thaís nós fomos roubadas!” Falou assim que atravessou para dentro do quintal. “Mas o quê mais eles poderiam me roubar?... Meu notebook!” Berrei entrando logo atrás, e quando um dos vizinhos passou ao meu lado, com um sorriso de vitória, quase fui para cima dele. – Por conta da surra que tinha dado na sua irmã, eles colocaram fezes no cadeado de casa, então como não poderia esperar o pior?! 
    A casa estava intacta, o quarto da minha mãe também, somente o meu fora invadido, e revirado de cabeça para baixo. Levaram meu note, minha câmera digital, e o playstation 2, que valia pouco na época, e parecia ser apenas uma desculpa, pois no mesmo dia, o meu Facebook foi cancelado, e a minha página de conspirações, que só tinha 167 pessoas, desapareceu como se nunca tivesse existido. – Depois que postei que as pessoas no futuro, viveriam em casebres, a mercê de gente ruim, que lavaria as suas mentes, para que ficassem na miséria, enquanto viviam como reis, caçando pessoas geneticamente modificadas, que acusavam de serem demônios, sem saber que os verdadeiros eram poucos, e que tudo aconteceria, após um grupo de fanáticos pela Era de Aquário, fizessem um ataque terrorista, pior que o da H1N1. – Fomos a delegacia, todavia de novo fui destratada, e desta vez os homens na sala, pareciam zumbis. A perícia foi até o local, e concluiu que o assalto ocorreu na hora do incêndio, e apesar do quê parecia, o mesmo era de causas naturais, ninguém tinha o provocado.
    Fui desplugada da Matrix, e tive diversos sonhos mais tarde, que me fizeram ficar preocupada. Naquele tempo haviam muitas manifestações contra a presidente Dilma, e o país mergulhava em violência, e isto me fazia pensar que os cavaleiros do Apocalipse tinham sido libertados, e ela era o próprio Guerra. – Pois seu partido era representado pelo vermelho, e desde que assumira o poder, o nível de conflitos se elevou. 
    Talvez por causa da teoria de quê Guerra era a Dilma, Fome estava na África, Morte era o Bashar Al Assad, e a Peste em breve se manifestaria, tive esse devaneio onírico. No qual falava com ela, e a defendia dos demais, somente para chegar até os seus guardas, e lhe dizer “Eu sei quem você realmente Guerra, fale comigo!” Esta me dizia que não teria com o quê me preocupar, pois quando o mundo acabasse, teria um lugar para mim na Arca – Como no filme 2012 – e em seguida aparecia no jornal nacional, várias manchetes sobre o fim do mundo, incluindo uma de mesmo título, que retratava a queda da estátua da liberdade, que era derrubada por uma enchente de água suja.
    Só me restava a TV para saber dos acontecimentos do mundo, e quando saiu a notícia de Edward Snowden, vazando documentos, que alegavam que os E.U.A, estavam vigiando o Brasil, me deu um enorme calafrio na espinha, pois de alguma maneira, tudo o quê tinha acontecido agora fazia sentido. – Estavam tentando me proteger, não sei quem, mas do quê tinha certeza.
    Pouco a pouco, as coisas foram voltando ao normal. Ganhei um note e um celular novo. Me mudei por tempo para Porto velho, até a poeira baixar, e lá tive vários sonhos, que se hoje tivesse o meu caderno lhes contaria, mas eu me livrei dele tempos depois. – Tudo o quê me lembro agora, é que tinha relação com me apaixonar por um lobisimen, um ser careca chamado Samael, que queria ser o meu par. – Hoje sei que este é um dos nomes de Lúcifer, e não faz sentido algum, a não ser o de quê acessei o consciente coletivo. – e com a lua que se dividia em 4 partes.
    Em outubro daquele ano, o homem que me molestou quando criança foi preso com exatas 11 acusações ás 19:15, e foi jogado no  IAPEM, que era como uma amostra grátis, do Inferno para gente como ele.  – Também em outubro, o círio fluvial resultou em tragédia, e muitos morreram quando o barco afundou. – Até hoje me pergunto se tenho algo a ver com isso, pois o sincronismo foi harmônico, como se um demônio passasse por ali, e punisse o meu professor, mas matasse os religiosos também.
    Em novembro, o bairro Perpetuo Socorro sofreu um terrível incêndio, que chegou a ser noticiado no jornal nacional, e que os grandes conspiradores, encontraram a evidência de um círculo no meio do fogo. O mesmo lugar era considerado um antro de bandidos, que se escondiam ali.  – “Criatura inferior, não sabe com quem se meteu e pagará caro por isso!” Lembra? 
    Ainda neste tempo, também houve um súbito tremor em Santana, como se algo se movesse abaixo das águas. – Só não lembro a data. – e lá vivia o menino de quem eu gostava, mas tinha desistido de mim, apesar de ambos sermos satanistas, que ao concentrarmos nossas energias, conseguimos interferir no rádio, por não gostarmos da música.
    Já não aguentava mais carregar esse fardo de ser filha de Lúcifer, por isso decidi fazer algo mundano para variar. – Entrei em aulas de canto, só que no primeiro dia, nos obrigaram a cantar um hino da igreja, o fiz meio relutante, e ainda sim a situação foi desagradável.
    Ao voltar para casa, minha mãe parou numa panificadora, e quando eu voltei de lá, me falou que viu a sombra de uma mulher sendo esfaqueada na cozinha, e entrou em pânico, ao ver que ninguém fazia nada.
    Um dia depois, no domingo a noite, nós fomos até a frente da igreja do Novo Horizonte, comprar umas guloseimas, e quando passamos ao lado de um carro, o farol se ascendeu. Minha mãe ficou com medo, e eu tentando acalmá-la lhe disse “Deve ter alguém lá.” Só que ela insistiu em passar do lado, e quando olhamos para dentro do veículo, não havia ninguém.
    Em 27/12/2013 , tive um sonho do qual jamais vou esquecer. – No plano onírico o filho de Belzebu vinha para me matar, mas acabava por não fazê-lo, e deixava claro que eu era o último impedimento, para quê o Senhor das Moscas, alcançasse o trono de Lúcifer. – No dia em questão formou-se uma tromba d’água na cidade, e não creio que tenha sido coincidência.
    Não me lembro da virada de 2013 para 2014, mas o ano seguinte não seria completamente normal, pois acabara de fazer 19 anos, e pretendia entrar para a Faculdade FAMA, onde estudaria ciências biológicas, no turno noturno, (o dos meus sonhos). – Nos resultados da prova fiquei em 11° lugar, e mesmo que não fosse uma federal o resultou me trouxe felicidade. – Até porquê eu detestava o padrão do Enem, que tinha me classificado, para a lista de espera em Artes no ano anterior.
    No primeiro dia de aula faltou luz, e comemorei sem parar, pois odiava instituições de ensino, fui para lá apenas por um propósito e nada mais. – Naquele dia me tornei conhecida, por causa das mechas cor de rosa, e o cabelo alisado, que me fazia parecer a Draculaura, por isso me chamavam sempre de Monster High. – Bullying? Eu adorava aquele apelido.
    Na hora de explicar as minhas motivações, para entrar na escola de ensino superior, deixei bem claro que estava ali, apenas para estudar sobre os extraterrestes. – A razão ficou clara agora? – Então percebi que havia um garoto, semelhante ao Finn de Strange Things, interessado em mim, e logo o evitei, apesar de achá-lo bonitinho.
    Neste ano, a minha conexão com as entidades superiores, era bastante forte. – Certa vez desenhei o circumponto numa sexta, e quando foi na semana seguinte, na segunda, surgiu um agroglifo semelhante em Curitiba. – Em tal tempo mantinha contato por e-mail com um doutor, que fazia parte da maior ordem ocultista conhecida, que havia aberto vagas, e dentre os 300 que se inscreveram, eu tinha ficado entre os poucos aceitos.
    Lhe expliquei sobre as minhas motivações para querer entrar, e que era filha de Lúcifer, e depois de mais ou menos um mês, o meu mentor, foi coroado como Imperador da filial brasileira. – Tão grande foi a minha surpresa quando aconteceu, pois este havia me escolhido como uma dos seus filhos, e me prometeu proteção. – Porém depois de um tempo, fiquei temerosa, vivia tendo pesadelos com ele, de quê poderia acabar sendo morto, e quando vi, o ser realmente desapareceu misteriosamente. – Se era a ordem mesmo não sei, mas antes dele sumir, me deixou alguns livros de Crowley, enviados somente ao meu endereço. – Além disso parecia ter uma força oculta atrás de mim, pois nas fotos podia-se ver seres de chifres, ou mãos inumanas sob a minha cabeça.
    Deveria ter ido a universidade, somente para estudar, estava enrolada com o Geminiano, e certamente o aparecimento de alguém do meu tipo, abalaria a minha força para me manter fiel. –Principalmente quando meu par , era mais um mulherengo, que não merecia nem o meu “oi”.– Só que advinha? O menino era outro persistente. – Não sei o quê há em mim, que encanta esse povo.
    Conversamos bastante, ele era o nerd universitário, e o quê realmente havia me encantado a seu respeito, é que tinha me mostrado um vídeo dissecando um rato, e que tinha levado uma edição da Mundo Estranho. – Parecia o esquisito dos meus sonhos, e tal coisa me deixou confusa, surtada, obcecada. – Até ali o amor mais saudável que tinha tido era com o Soul, que em 2013 tinha assumido um relacionamento com uma garota, que nunca tinha ouvido falar, e que minha mãe ,falava que era a favorita da minha ex-sogra, que me detestava por ser uma bruxa de Satã. – Só recentemente vi o filme O rei da água, que retrata a mesma situação. 
    O nerd universitário, era amoroso, atencioso, arrogante, mas ajudava a todos, incluindo a mim, que queria proteger dos outros. – Como não me apaixonar por alguém assim? Eu o fiz. Só que depois de umas mordidas no pescoço, soube que tinha namorada, e não podia ir adiante com isso. O meu transtorno bateu, e tentei me matar, porquê as cartas falavam que um grande amor ia aparecer, e o Astral Online, onde fazia minhas consultas, era sempre certeiro, por isso jurava que ele era o Rei, só que estava mais para Valete. O coitado se sentiu culpado, não entendeu a minha reação, disse que gostava muito de mim, e com tal atitude semelhante a Atração Fatal. – Outro filme que assisti recentemente, por conta da suspeita de ser Bordeline. – O fiz se afastar de mim.
    Contudo era isso, ele se afastava, mas não queria que outros gostassem de mim, e como se não fosse o suficiente, a namorada dele era amiga, de uma das poucas amigas de verdade que tinha. – Eu havia falado com ela, a menina era um amor, sagaz, e não podia trair a sua confiança assim, destruindo um relacionamento de 5 anos. Por isso mesmo gostando demais dele, fui me afastando, evitando-o, até que ele passou a fingir que não estava ali, e isto me devastou.
    Vez ou outra nos falávamos, e o abraçava forte, sem poder fazer algo mais, mas não era o suficiente. No meu tempo livre, resolvi sair com outros garotos, até conheci um cara legal, que apesar de ser de igreja, me compreendia, e tinha uma mente interessante, além de ser atraente. No entanto o quê para mim era um fica, para ele era um relacionamento, e quando beijei outro garoto, o clima ficou bastante tenso. – O garoto santo, me fez perceber, que estava me tornando uma vadia sem coração, mesmo que não me dissesse com estas palavras.
    Marquei um encontro com o segundo, mas o garoto não apareceu, e no seu lugar encontrei o Soul, que perguntou se poderia ganhar um abraço, e eu deixei. – Ao menos na rua, não corríamos o risco de acabar pelados. – Todas as meninas falavam que ele não tinha me esquecido, mesmo que estivesse namorando, e eu sempre ignorava tal coisa, exatamente porquê já tinha seguido em frente.
    Por causa deste dia Soul reapareceu, e me senti muito bem ao conversar com ele pelo WhatsApp, enquanto brincava sobre o quê ele tinha feito de errado, para ter resultado no fim do relacionamento. Porém ele saiu, e foi discutir com a menina que estava a sua porta. – Aceitei aquilo numa boa, não era mais uma prioridade na sua vida. O quê era muito bom, pois podíamos enfim sermos amigos, sem cores no meio. 
    Marcamos de nos ver, um pouco depois do meio do ano, para ele instalar uns jogos no meu computador. – Não sei se foi armação da minha mãe, só que ela sugeriu ir para o quarto, onde era mais frio. – Ele se encolheu todo, como uma criança, com medo de apanhar, e por algum motivo, eu literalmente me joguei em seus braços e o beijei. – A física continuava a mesma, e quando ele foi embora, me dispus a reconquistá-lo, pois somente ele tinha me feito feliz de verdade.
    Nesta brincadeira acabamos voltando a nos ver com frequência. Isso não agradou nada o nerd universitário, que numa noite de grupo de estudos, literalmente colocou fogo no meu cabelo para quê parasse de abraçar o Soul. – Lembro-me de seus olhos assustados por tal atitude, e ter perguntado se eu estava bem. – No mesmo dia Soul e eu amarmos para que o Nerd universitário, visse o quanto ele me fazia feliz, e por consequência, acabei sentada no sofá, entre os dois. Soul estava confiante, até conversava com o rapaz, e o outro estava inseguro, não queria ir embora, antes do meu ex, que ficaria em meu lar para dormir. – Foi uma sensação maravilhosa, ver o seu sofrimento, desprezá-lo como fez comigo, mesmo que agora estivesse solteiro.
    Lentamente fui deixando de ir a faculdade, após a ex beata, que se chamava Rose, ter me dito que o Nerd havia insinuado, que eu não tinha estrutura mental, para manter um relacionamento sério. Só que quando apareci, ele me abraçou forte demais, e disse que ainda havia chance de passar no bimestre, se estudasse um pouco mais. Todavia lhe falei que sabia, mas não queria mais ficar lá. – Se pensou que era um blefe, acabou por se enganar feio, pois realmente larguei a faculdade depois. – Realmente eu não tinha condição mental para nada, e ficar vendo-o todos os dias, com a amiga que o envenenou contra mim, provavelmente falando que o amarrei, só piorou o meu estado.
    Soul voltou a viver comigo, deixando de morar em Ferreira Gomes, e apesar de termos feito um acordo, – e ter lhe dito que gostava dos dois – Ele nunca encenava para ninguém a nosso respeito, por isso mesmo juntos, não tinha como esfregar na cara do Nerd, que estava melhor sem ele. – O quê era uma mentira, porém não queria que tanta gente, que torcia pela minha desgraça soubesse oras.
    Soul saia, dizia que ia voltar no domingo, e aparecia na segunda. Tinha mania de ignorar as minhas postagens, e só vivia no computador. Havia coisa errada, porém eu achava que era porquê ele lia as minhas conversas, que falavam a respeito do quanto ainda pensava no Nerd. – Ele não era mais o mesmo homem de antes, tinha se tornado um cafajeste, e me deixado a par disso, logo quando assumimos um compromisso de status na rede social.
    O Geminiano que do nada tinha se apaixonado por mim, não me deixava em paz, e Soul com medo de haver um terceiro na jogada, me dizia para me afastar dele. – E como a boa aquariana que era, fazia exatamente o oposto.
    No livro anterior o culpei por ter me traído, como se fosse uma santa imaculada, mas aqui fica totalmente claro, que as suas motivações eram fortes, afinal se ele não fizesse nada. – Seria o cara perfeito. Brincadeira! Mas dificilmente o respeitaria tanto quanto agora, pois a sua falha, me fez perceber que era somente humano, e não um deus da alto estima, que suporta tudo sem jamais se vingar.
    O início era um relacionamento de amizade colorida, para todos tínhamos voltado, mas entre nós era apenas uma parceria estratégica, que nos servia como alicerce, para não acabarmos sozinhos. 
    Mais uma virada da qual não me recordo bem, e o ano seguinte prometia mais fatos esquisitos, que talvez não fosse capaz de suportar. – 4 luas de sangue foram anunciadas, e o frio na barriga, de quê o momento tinha chegado me tocou. Só que isto fica para o próximo capítulo. 
    Capitulo 5- 2015
    O ano de 2015 foi marcado pela presença de Óvnis. – Algo que me trouxe alegria, pois lá em 2013, tive a minha primeira experiência de 3° grau com eles. – Eram 7 horas da manhã, ainda tinha um notebook, e estava no Facebook, quando de repente, tudo se desligou, a luz começou a piscar, e senti uma atmosfera extraterrestre, causada por uma forte pressão no ar, e um som semelhante ao de uma nave espacial midiática. Eu não fiquei assustada, porém quando uma esfera amarela flutuou a minha frente, fiquei fascinada pela mesma. – Isto ocorreu uma semana antes da invasão da minha casa. – Até hoje me pergunto se foi uma alucinação, pois não costumava dormir a noite, e sabia os efeitos que isso podia provocar.
    Os meus 20 anos, foram simbolizados pela festa, com direito a globo e tudo. Embora houvessem poucos para comemorar, foi algo realmente único. Bebemos até as 4 da manhã, dançamos, confessamos pecados. Esta é de longe uma das melhores festas da minha vida. Contudo quanto a segunda veio, o número 27092015 surgiu na tela do meu celular, e me senti como o Neo em Matrix. – Achava que meus poderes enfim atingiriam o nível máximo, e que a guerra entre anjos e demônios sairia do oculto, fazendo com quê todos despertassem. – Por isso decidi pesquisar sobre os fatos do dia 15/02 daquele ano, e o horror me preencheu, quando vi que o exército de fanáticos, que literalmente pareciam jovens de mentes lavadas, postou um video se revelando no dia do meu aniversário. – Eles se chamavam de Gladiadores do Altar, e eram bem semelhantes as visões que tive ao escrever o romance Psychosocial, na parte da Guerra, mas na minha obra, eram conhecidos como Executores. – Um nome apropriado para aqueles que se dispunham a caçar bruxas e demônios. Coisa que os Gladiadores já andavam fazendo de forma ilegal.
    O tão aguardado setembro vermelho chegou. Eu estava extremamente animada, achando que finalmente o mundo, teria o véu removido. Por isso não parava de falar na lua de sangue, afinal de contas tinha previsto-a em 2013, muito antes de anunciar as 4 luas que viriam. – Quando se sonha demais, a decepção pela queda é muito grande. Nada aconteceu, o mais estranho daquele dia, foi apenas ter ouvido jovens que riam como maníacos, passando na frente da minha casa de madrugada.
    No fim, lá em novembro, aconteceu uma coisa bizarra, enquanto conversava com uma amiga, sobre as creepyspastas para o Halloween, começamos a ouvir interferências na ligação, como se algo tentasse falar conosco. – Graças aos deuses ela gravou, e hoje tenho como provar o quê aconteceu. – Poderia ser somente a presença da ejeção de massa solar, no entanto foi muito esquisito, devido ao contexto em quê nos encontrávamos. – Além do mais quando me reuni com ela e a minha outra amiga, batemos uma foto, na qual o número 7 surgiu na minha testa, o 8 na dela, e o 6 na última, e quando fomos ler o livro de Salomão, os versículos bateram perfeitamente conosco.
    O ano de 2016, foi simbolizado pela traição. Poucos dias antes do meu aniversário, descobri que Soul andava falando com uma moça chamada Thaís, e as brincadeiras de que a amante se chamava assim, se tornaram algo real diante das evidências do flerte. – Saber disso literalmente partiu o meu último fio de sanidade, a menina tinha 18 era popular, ingênua, e claramente gostava dele, portanto não foi fácil encarar tal episódio.
    Sabe o quê mais detesto? Não ser única, não ter algo próprio, e comparada a outras pessoas. – Ele cometeu os 3 atos em um ano. – Aquilo me doeu bastante, porquê tinha excluído o Nerd que após meses longe, tinha mandado solicitação para mim, e ainda havia bloqueado o Geminiano, deixando claro que não tinha mais volta mesmo. Então quando vi que ele cedeu, enquanto me esforcei muito para não ser infiel uma segunda vez, não consegui perdoar. – A minha sanidade foi para o espaço, e quebrei o seu pc a base de pancadas intensas com o controle, o expus para as pessoas, e ainda o fiz se humilhar em público pedindo o meu perdão.
    Eu sou egoísta, cruel, e de péssima índole, mas se meus limites são ultrapassados, me torno a própria Lilith na hora da vingança. – Todo dia era uma briga diferente, acertava-lhe tapas na cara, lhe mordia  até ficar roxo, o mandava embora, e não conseguia deixá-lo ir até a porta.
    Na vã tentativa de me distrair, chamei algumas amigas para irem me visitar, mas todas as fotos se perderam. – Meus 21 anos foram comemorados com muitas teorias da conspiração, e docinhos. – E os compartilhei com uma das meninas, que fazia aniversário no dia 14, data para qual foi transferido o dia dos namorados, por causa dos ritos do dia 15 de fevereiro. Não lembro se algo aconteceu neste dia.
    Pode-se dizer que neste ano toda a minha fúria foi liberada, e quando Arakiel reapareceu, pedindo ajuda, é claro que me dispus a fazê-lo, somente para atingir o Soul, porquê sabia que o outro o deixava inseguro. – Por uma conversa, ou sabe-se lá mais o quê, pois ninguém confessou ainda, eu o fiz chorar, implorando o meu perdão.
    Em maio, a vida mundana se separou de vez da vida mística. Creio até mesmo que fui parar em Sete Além. – Era de manhã, apesar do desgaste emocional fui para a faculdade, pois estudar e tentar manter uma vida fora de casa, me ajudava a tentar controlar os meus impulsos agressivos. Cheguei no bloco D, tudo estava desertíco. Pensei que fosse pelo horário, pois tinha ultrapassado o limite de tolerância 8:15. Subi as escadas até o andar da minha sala, e quando cheguei lá, a mesma estava vazia. Fiquei emputecida, e até gravei um vídeo para provar que tinha ido, e ninguém havia me avisado, que não teria aula. Desci e fui pegar um ônibus para chegar ao centro, onde entraria em outro para chegar em casa. Ao sair, fui atravessar a rua, e um carro branco antigo quase me atropelou, e quando cheguei ao meu destino, vi o mesmo modelo que agora era preto. Estranhei aquilo, só que ao chegar em casa, adormeci, e tive um sonho esquisito, em que tinha entrado noutro mundo, através de um corredor vermelho, e que quando voltava, as pessoas diziam que tinha havido aula sim, eu que não estava lá. Então pegava o Goiabal, o ônibus conhecido por sempre se encontrar vazio, – o quê o tornava alvo de suspeitas, como “entrou morreu”– e nele ouvia a música Deja Vu da Pitty.  Quando acordei fui no grupo da minha panelinha, e soltei os cachorros para todos, afinal aquilo era um sonho, eu tinha ido para aula, e não havia ninguém lá, mas os meus colegas, – que já me achavam estranha, pelos fortes impulsos nervosos, que faziam a minha caneta girar violentamente, em meio ao tabuleiro manual dos espíritos – Ficaram sem reação, e disseram que “Houve sim aula, e eu não apareci na sala.” – Teria sido este um surto? Ou havia voltado a ter as minhas habilidades de me transportar entre os mundos? Admito não ter dormido bem na noite anterior, então isso pode ter provocado a alucinação, mas onde exatamente eu estava? 
    Em abril estava pronta para deixá-lo, veio a notícia de quê estava grávida, e sabia bem quando a criança havia sido feita. – Ela fora gerada 3 dias antes do evento, no qual faltou luz na hora que cheguei, e me recordo de minha mãe ter me perguntado se não queria voltar para casa, mas fiz uma escolha, que mudaria a minha vida para sempre, quando disse “não”, pois lá bebi um copo de vodca, que deve ter cortado o efeito da pílula do dia seguinte, que tomei quase beirando as 72h, ( ou o óvulo já havia se instalado em meu útero, devido a posição do coito). Independente de ser um menino ou menina, queria abortar, e Soul compreendia o porquê. Se lá em 2015, que nem imaginava as coisas que fazia, já tinha abortado um, pra quê manteria o próximo, naquelas circunstâncias?
    Palavras ácidas saiam da minha boca, eu implorava a Lilith que me atendesse, como da outra vez, porquê não queria trazer uma criança ao mundo para sofrer. – Contudo depois que comecei a falar, com a minha barriga, Soul percebeu que poderia ser uma boa mãe, e entrou para o Time bebê.
    Arakiel não ficou feliz com a gravidez, e me disse para matar, o quê me fazia infeliz. – Logo após lhe falar que não queria ter a criança, num momento de desespero, e depressão pré-parto. – Eu finalmente passei a ter desprezo por ele, assumir que Lord era apenas uma máscara, e que tinha me torturado de propósito era aceitável, porém ceifar a vida do meu bebê?! Isso era imperdoável, e dessa forma acabei por cortar o contato de vez.
    Como em 2015 ninguém despertou na última lua de sangue, perdi a minha fé na magia, e ao saber da realidade terrível em 2016, toda a minha esperança se foi. – O vazio cresceu em mim. Nada do quê o Soul fizesse era o suficiente, para perdoá-lo, pois verdade seja dita, nunca perdoei ninguém que me magoasse. – Normalmente os cortava da minha vida, e cada um seguia o seu caminho, só que agora tinha um laço com ele, que jamais poderia ser rompido.
    Aquilo me assustava de tal forma, que falava muita coisa ruim sobre a maternidade, e parecia sofrer de bipolaridade, ou mania mesmo. – E saber que carregava uma menina, somente piorou tudo, porquê isso era o meu pior pesadelo, temia que o caso com a minha prima se repetisse, e todos voltassem a sua atenção para ela. – Para piorar minha mãe me deixava ainda mais paranoica, dizendo que o melhor para a criança, era colocá-la para a adoção, pois uma mulher que nunca poderia ter filhos, iria amá-la muito mais. – Minha mãe tinha trauma da maternidade ruim, pois a minha avó, havia lhe criado a base de humilhações, tão desumanas, que quando criança, a mesma lhe fez comer o próprio dejeto, para que nunca mais aprontasse. Além de lhe bater sempre que bebia, ou se envolvia com o pai de santo da gira de esquerda. – Novamente eu era vista como um monstro, e me sentia muito mal. Não queria me desfazer da menina, porquê sabia que ela herdaria a minha maldição, e uma pessoa comum não iria aceitá-la, e lhe trataria como uma aberração. Eu a amava, só não suportava a ideia de sair dos holofotes, dos poucos que me viam. – Soul e mãe  viviam discutindo, mas o fato de se opor a algo, depois da minha gravidez, me fazia sentir ainda mais raiva dele.
    Em 23 de junho de 2016, algo estranho aconteceu, tive um sonho de quê era uma das cabeças da besta do Apocalipse, e enquanto estava estressada, e focada numa prova, um tornado passou destruindo a cidade, em pontos que se relacionavam a mim, e os que haviam me feito mal como: Buritizal onde vivem os Marianos, o trabalho da minha mãe, uma boate onde tinham gays de faxada, o Paulo Conrado onde perdi no volêi, e a cidade de uma suposta satanista, descrente dos meus poderes. – Tal fato foi citado junto de uma profecia, que se referia a 7° exintição em massa, sendo que 7, é o número que mais aparece marcado no meu corpo. Ainda no mesmo mês, sangrei após sentir muita dor na gestação, e por isso segui a tradição da família, de colocar o nome da santa no sobrenome. – Como se não bastasse, também vivia sendo atormentada por entidades, que chegaram a tentar me empurrar de barriga no chão, e toda lua cheia eu sentia dores gigantescas, que me faziam berrar.
    Em outubro tive 3 presságios ruins. O primeiro foi em 24/11/2016. Nele uma força me puxava para o palco, mas eu não queria ir, em seguida me via chorando e dizendo “2017 é um ano sombrio, tudo o quê pensei que aconteceria em 2013, está acontecendo em 2017.” e “Pois é, pra quê diabos quis prever o futuro? Foi a pior coisa que poderia desejar.” Então despertei as 1 horas da manhã, e notei em meu braço a marca de um brasão de time de futebol, que até postei na minha antiga página. O foi em 29/11/2016 e acabou marcado pela presença de vozes que diziam “Você é a escolhida, isso não quer dizer que é a mais forte, mas pode se tornar.” E a presença de Lúcifer, que estava envolvendo o mundo numa cúpula de trevas, quando naves espaciais tentavam invadir a Terra. O terceiro se deu em 30 /11/2016, neste o grande símbolo era uma enorme onda, que vinha na direção do Cristo Redentor, onde eu estava pousada, e dizia “Isso não é um bom presságio! Não pode ser!” – O golpe no estômago foi intenso, quando soube que ocorreu o acidente da Chapecoense, exatamente no dia 29/11/2016, por volta das 1 h da manhã, que coincidia perfeitamente com a marca e a hora do primeiro presságio
    Em dezembro daquele ano, tive um sonho, no qual vi um reino mágico, onde vivia junto de Lúcifer, que era loiro como um elfo do Hobbit, e havia me mandado para a Terra num dragão. Eu vivi entre 4 bruxas, e estas resolveram trancar o meu espírito imortal numa boneca russa, por exatamente 500 anos, quando voltaria para cumprir o meu destino junto da minha filha. – Olha o Aprendiz de Feiticeiro aí gente! – Na época achei algo místico, por isso fiz um cálculo numérico, em que subtraia do ano do meu nascimento, o número presente no devaneio. O resultado me direcionou para a Itália, e isso me fez me dar conta, que tudo sobre a minha natureza luciferiana vinha de lá. – Em 2013 por exemplo, recebi o sopro de quê meu nome real era Luciféria, e quando fui pesquisar, somente tinha um conto descrito como “Histórias de não se crer”, e menções nas letras da banda italiana de vampiric metal Theatres des Vampires, que me descreviam como bruxa com o poder do inferno, detentora do livro de Macabria, que em meu sonho aos 17 anos, tinha conhecido como o livro do Diabo, e este me concedia o poder de controlar os mortos, logo depois de ver uma peça do xadrez, que hoje não lembro qual é, mas a única certeza que tenho é que não era o “peão”. Além do mais, meus dois sobrenomes são italianos, mas meus avós tinham me contado, sobre os parentes que tinha na Itália. – Então após o presságio onírico, pensei “Por quê não pesquisar sobre a magia ligada ao meu sangue?” O espanto preencheu os meus olhos, quando vi que lá era o único país, que cultuava Lúcifer como um Deus, que tinha uma filha, que foi enviada a Terra, para ensinar a magia aos humanos. – Tal coisa era surpreendente, pois no livro O Último Portal de 2012, me descrevi como uma bruxa babilônica, que havia aberto um dos “9 portais da destruição”, que libertariam Lúcifer, e os outros demônios, e numa dessas aventuras, era responsável pelo culto gerado pela Ordem da Lua, que era o símbolo de Diana a mãe da menina, que em muito lembrava Lilith, pois era a virgem deflorada. – O nome da filha era Arádia, denominação semelhante a Áquila que minha mãe queria me dá, mas como meu pai era um bunda mole, não permitiu. – Ela nasceu em 13 de Agosto, eu em 15 de Fevereiro, ambas tínhamos conhecidos números diabólicos no nascimento. – Ela parecia ter Sol em Leão Lua em Aquário, já eu sou Sol em Aquário Lua em Leão. – Era conhecida como o Equilíbrio entre luz e trevas, era boa e má ao mesmo, tal como eu mesma, que apesar dos pesares tinha um código ético. – Ela tinha estado na Terra há muito tempo, assim como sentia que eu também. – Ela era visitada por uma mulher, que era a própria Diana, e lhe ensinava sobre a magia, semelhante a mim com Layla. – Ela escapou várias vezes da morte, eu também. – Ela foi perseguida por religiosos, eu também. – Ela tinha afinidade com o Arcanjo Miguel, eu também. (Michael Kovat era inspirado nisso) – Ela estava na Terra, como mensageira de seu pai. Eu também. – Ela defendia a natureza, e dizia que a natureza era a grande professora da magia. Eu havia entrado em ciências biológicas, acreditando no mesmo conceito, e pelo fascínio pela diversidade natural. –Ela era a primeira filha, eu também. – Ela era Arádia de Toscano. Eu sou Thaís Mariano. – Isto por si comprovou que éramos a mesma pessoa, em tempos e localidades totalmente diferentes. 
    O parto de Rá, foi totalmente normal, mas dias antes de acontecer, sonhei que dava luz a um menino, que queria roubar o seu lugar, e era bastante cruel. – O dia se iniciou como qualquer outro, mas o tampão se distendeu,  e tive certeza de quê naquele dia deixaria de ser uma gata buchuda. Ás 8 da manhã, fui para o Hospital São Camilo, onde foi feito o detestável exame de toque, e ainda não tinha dilatado nada. Voltei para casa, as dores foram se intensificando quanto mais andava, e por isso pedir para irmos ao Poeirão (pois era próximo a maternidade) , no qual fiquei andando, seguindo o conselho do médico, para ter um parto rápido.
    Soul de canalha maldito, voltou a ser o meu príncipe do cavalo negro, e me ajudou bastante nestas horas, me dando apoio ao caminhar. Quando deu 13 horas, resolvi ir almoçar, mas as contrações aumentaram, e tive de correr para o S.C. – Pedi para o meu marido entrar, porquê esse era o nosso momento.
    Ficamos na espera, e as 14 horas tinha dilatado 4 cm apenas, por isso decidi continuar caminhando, até fazer os 10. – Queria muito uma Cesária, mas apesar da menina ter 3,77 kg, eles me colocaram para o parto natural.
    Sofri para caramba naquele dia, e não pude receber anestesia. – Eu tentava não gritar, não chorar escandalosamente, mas era impossível, quando demorava tanto para dilatar. 
    Soul me dava apoio, chamava as enfermeiras, e tudo mais, e até tentava me acalmar, só que aquilo era horrível demais. – Era como as cólicas que me faziam parar no hospital, quando tinha 16 anos.
    As 16 horas, após uma caminhada na sala, a placenta se rompeu, e quando isso aconteceu, urrei “A minha bolsa estourou!” Exames foram feitos, e já estava com 8 cm agora, só precisava de um banho quente, para me abrir de vez. Soul me ajudou, me molhando nas costas, e quando sai de lá, senti mais uma dor, que quase acabou comigo. – De alguma forma sabia a hora exata, pois pedi para chamar a enfermeira, que trouxe o médico, e após mais um exame de toque, ficou claro que estava pronta para dar a luz.
    Deitada naquela cama, via nos pés o meu marido e a atenciosa enfermeira, que fazia uma torcida estilo – Vai torta vai Dos Padrinhos mágicos. – Eu pressionava demais a minha garganta, e ela me mandava direcionar a minha força no útero, pois já podia ver a cabeça do bebê, e o meu marido confirmava. 
    As 18:10 de 9 de Janeiro de 2017, Rá nasceu, e até a minha bunda foi costurada, pois me rasguei todinha, mas nem senti na hora. Aquele rostinho roxo, igual a um zumbi do Dead Space 2, me conquistou tanto, que beijei a sua cabeça toda suja de restos de parto, e mandei tomarem cuidado com a minha princesa. Soul me agradeceu por aquele momento único, me abraçou, me beijou, e até cortou o cordão umbilical dela, assim que esta passou a respirar pelo nariz.
    Passei 3 dias no hospital, e os 2 últimos foram ruins, pois ela chorava de fome, e eu achava que não estava dando leite o suficiente, por ter seios pequenos. – As peitudas reforçavam meus temores, enquanto o meu marido tentava me acalmar, me dizendo para não ouvir as palavras delas, pois grande parte de quem estava ali, não estava recebendo a atenção que eu tinha, com praticamente a família inteira vindo visitar.
    Quando saímos de lá, e fomos para casa, a Rá ainda não mamava direito, e vivia sugando o bico do meu peito até sangrar, de tal forma que chegou num momento, em que me neguei a amamentá-la. Minha mãe falou logo que ia matar a criança de fome, e comprou um pote de leite, que servia apenas para crianças de 6 meses, o quê resultou numa diarreia na minha pequena, tão brava, que me senti culpada, ao ponto de ir ao banco de leite, para ela ser alimentada.
    Não era como eu pensava, outras mulheres providas de leite, não iriam lhe dá o peito, pelo contrário, somente nos ensinavam a amamentar, e ainda ficavam com o leite que era ordenhado. Tive de ir 2 dias para pegar o jeito, porquê aquela sem dente, só ficava cheia quando tinha uma enfermeira para me ajudar, a achar a pega certa. – A minha falta de instinto materno era um horror.
    Na última ida, de tarde a pequena criatura cabeluda, fez um berreiro antes do teste do pezinho, e tive de lutar contra o meu temor, lhe servindo o meu peito. – Fui louvada como uma heroína pela minha mãe, e desde então a bebê passou a se alimentar da devida forma. 
    Infelizmente depois que a tive, fomos as duas atormentadas por uma entidade, e o namorado fanático da minha mãe, sugeriu que ela precisava ser batizada. – É claro que me opus, mas depois da extensa pesquisa que fiz, sobre a razão do batismo, concordei, e ela foi abençoada na mesma igreja, onde a minha mãe fez a promessa, que supostamente me trouxe a este mundo. – Na hora que disseram “Você nega as armadilhas e as forças de Satanás...” Soul e eu dissemos não, mas como tinha muitas crianças, nem perceberam. Rá odiou receber a água benta, ela não costumava chorar muito, só que quando o padre lhe benzeu o fez.
    Quase um mês depois de dá a luz, eu ainda sentia dores intensas, por isso o médico me passou exames para ser assistida corretamente. O resultado foi, que sofria tais dores, por conter restos de parto no útero, que estavam apodrecendo, e poderiam me matar. – Fui imediatamente para o hospital da mulher, onde fiquei 3 dias na cadeira, antes de ser atendida. – Algo que só aconteceu, porquê a minha madrinha mexeu o pauzinhos, e me encaixou logo na próxima turma para a cirurgia.
    Fazer a operação foi a coisa mais bizarra do mundo. Entrei na sala do hospital, conversei com o médico, e desmaiei de tal maneira, que assim que o efeito do sonífero passou, fui uma das primeiras a acordar, e tive a sensação de que era uma zumbi, recém acordada do necrotério. – Rá não parava de chorar, nem mesmo com a mamadeira cheia de NAN, e quando cheguei, ela se ajeitou no meu colo, agarrou o meu peito, e adormeceu comigo. – Quase não saio de lá, antes do meu aniversário de 22 anos, pois desta vez fiquei internada por mais dias. 
    Ter um bebê em casa não é fácil, principalmente quando pensamentos sádicos se passam pela sua cabeça, por quase ter matado a sua prima antes. – Com medo de machucar o meu bebê, como via a maioria das mulheres mal-amadas fazer, decidi ir buscar um tratamento psiquiátrico adequado. Só que o quê achei que seria uma enxurrada de preconceitos, acabou por me deixar muito feliz, porquê apesar dos insultos do Nerd, minha inteligência era acima da média, e isto foi testado pelos especialistas, que notaram também alguns traços de manipulação. – Eu lhes contei tudo de ruim que fiz, e conseguia me lembrar, além das visões de céu e inferno, mas não deu nada demais, somente que sofria de depressão profunda. – Todavia quando meu marido e minha mãe ficaram a sós, lhes contaram que precisava de um tratamento psicoterápico urgente, ou desenvolveria um mal patológico, devido aos prováveis apagões.
    Fui para a terapia por meses, conversar com a Anelise, uma psicóloga excelente, que notou que grande parte dos meus relacionamentos eram destrutivos, e que isso precisava ser corrigido, tinha que ficar com quem me amasse, e o Soul por mais bizarro que possa parecer, realmente era o cara, que deveria me ajudar. – Houve uma vez que tentei usá-la para o analisar, e saber se tinha me traído,  mas ela era tão excepcional, que descobriu tudo, e desarmou a minha bomba. 
    Naquele ano recebi um ataque, após ter tido um sonho esquisito com o arcanjo Gabriel me caçando, e me chamando de filha de Satanás. – Exatamente como em 2013, quando o vi como meu inimigo pela primeira vez. Acordei acorrentada, num lugar semelhante ao cenário do Jogos Mortais I. Me soltei imediatamente, e corri para o portal que estava aberto, em direção ao Parque do Forte. Procurei por uma moto, e subi na mesma, dirigi tentando escapar de um homem moreno. Ele me perseguiu pelo centro, numa viajem frenética sob duas rodas, que resultou num acidente, em quê fui atirada contra a quina de uma escada de ferro, que fez a minha cabeça se partir ao meio. Eu morri, pela primeira vez em sonho, só que meu corpo virou energia, e a mesma se massificou, fazendo-me voltar. As roupas estavam rasgadas, mas a pele intacta, então sai caminhando meio abatida, pelas escadas do Teatro das Bacabeiras, e lhe disse “Você até tentar. Mas nunca conseguirá me destruir Gabriel!” – Despertei do segundo ataque, e a música Man in the box não saia da minha cabeça, por isso voltei a ouvir Alice in Chains. Tudo parecia comum, quando do nada comecei a vomitar a noite, depois senti uma dor infernal na costela inteira, e sem saber como parar, pedi pra minha mãe me levar ao pronto socorro, e quando sai do carro vi a data, que era 27/03/2017 então disse “Hoje é dia 27 algo importante vai acontecer”. – A UPA estava fechada, e tive de ir no posto, no qual coloquei tudo para fora, e recebi 3 injeções, para aliviar a dor. – Achava que era consequência do anticoncepcional, por isso não liguei, só que era ruim demais. Após receber o remédio, dormi, e quando deu 3 horas da manhã do outro dia, a dor voltou com tudo. Até liguei para ambulância, só que eles não vieram, e fiquei por conta. Soul então sugeriu colocar a toalha morna no meu tórax. Entretanto para realmente cessar o meu sofrimento, precisei colocar o ferro no nível ardente, de tal maneira que minha barriga ficou vermelha, quando coloquei o bendito tecido. – Então algum tempo depois, saiu a notícia de quê o menino do Acre, tinha misteriosamente desaparecido. A coincidência foi tanta, que Soul não me permitia ficar a par do caso, porquê tinha receio do rapaz ser minha alma gêmea. – Calma, ele não era, o máximo que poderia ser era outro Índigo, por isso havia uma conexão.
    Naquele ano precisei fechar de vez a história da traição, pois as palavras da minha mãe, ressoavam na minha mente “A gente transmite para os filhos, o quê sentimos por nossos parceiros.” – E eu ainda me sentia muito magoada por causa do Soul.
    Fui atrás de cada uma das envolvidas, saber até onde a história ido, pois sem um desfecho final, não conseguia seguir em frente. – A amante com quem traiu a japonesa do Paraguai, era gentil, só que não tinha ouvido falar de mim. A japonesa virgem e ignorante, e a minha xará era tranquila. – A questão é que não conseguia perdoar, depois de tudo o quê vivemos, quase ninguém sabia ao meu respeito, somente se lembravam da maldita virgem, e isso me doía bastante, pois significava que falava a respeito dela, e quem dera que fosse mal, mas eram coisas como “Preciso mudar por ela.” e outros romantismos insuportáveis da TV. A xará também não sabia de nada, somente que ele ia parar de fazer certas brincadeiras, porquê estava começando a gostar de uma garota, e que nunca tinha o visto gostar tanto de alguém assim, o amigo dizia que fui a garota com quem ele passou um tempo. O melhor amigo era o único que dizia que nunca o tinha visto tão feliz, quanto como quando Soul estava ao meu lado. Por ironia da vida, o melhor amigo que me detestava no passado, por conta da minha conduta like a Yuno Gasai de Mirai Nikki. Mas foi o primeiro a me estender a mão, quando surtei entre os outros, e hoje me sinto ainda mais culpada pelo acidente do círio fluvial, porquê a mãe dele se foi ali.
    Além do mais, Soul sempre falava comigo, e tinha guardado a minha música “Suicida” em vez dos vídeos eróticos, e enquanto ele falava palavras vazias sobre a outra, por mim realmente mudou. – Para ser sincera, até atualmente ainda sigo com dúvidas sobre o quê aconteceu, só que verdade seja dita ele suportou muita coisa, antes de aprontar para mim. Lógico que o ideal era não ter havido nada, mas isso só seria possível, se partíssemos do principio de  quê sou perfeita, o quê sabemos que não sou.
    As crises alternavam bastante, está com ele não me fazia bem, por isso decidi que o melhor era nos separarmos, e ele ir morar com a Rá, junto da sua mãe em Goiânia- GO. – A notícia chegou como uma explosão nos ouvidos do Drácula, que falou um monte de coisas para mim, mas as piores foram “Não importa o quê você quer da vida, mas estamos falando da Minha Neta!” “Você é mente fraca mesmo!” “Depressão é frescura!”  Não consegui me aguentar, ele mandou o Soul calar a boca, e eu ordenei que saísse da minha casa. – “Essa casa só é tua por quê eu te dei!” ele disse. “Não me importo, deu por quê quis agora vai criar a tua filha favorita e me deixa em paz!” Gritei estridente, e no mesmo dia, decidi que ia para Goiânia também, e não ficaria mais nem um minuto naquela cidadezinha, na qual poderia dar de cara com ele.
    Soul foi na frente, e assim percebeu logo o tipo de cobra, que era o namorado da minha mãe, pois o cara queria praticamente tomar a guarda de Rá, para ele e a minha mãe. – A nova guerra se iniciou, por quê ela me colocava depois do moleque, que se chamava Ren, e tinha o mesmo jeito do Arakiel, só que a diferença, é que não fingia ter dupla personalidade.
    Quando Soul estava em Goiânia, decidi deixá-lo, após ter chegado ao ponto de tomar minha caixa de comprimidos de cloridrato de sertralina. – Senti apenas a minha mão formigar, e quando cheguei ao hospital, completamente normal, os médicos brincaram a respeito da minha resistência. “A gente devia chamá-la para beber conosco. Tomou uma caixa inteira, e ainda nem desmaiou!” A consulta foi feita, nos deslocamos do interior para a cidade a toa, pois outra vez não conseguia morrer.
    A minha despedida foi muito boa, reencontrei uma velha amiga, e o meu amigo que quase morreu para um caminhão. – Eu realmente senti alegria por poder me despedir deles, pois eram pessoas maravilhosas, que não colocariam “medos” na minha cabeça.  
    Deveria ter chegado solteira a Goiânia, mas a verdade é que com todos os meus transtornos, não conseguia ficar longe do Soul. Não importava quem aparacesse agora, por isso quando cheguei em Goiás, prometi a mim mesma, que faria de novo o quê estivesse ao meu alcance, para sermos felizes.
    A presença de Ren, fortaleceu muito a minha união com o Soul, pois juntos tínhamos o propósito de proteger a nossa filha daquele moleque insolente, que não só não queria nada da vida, como também era um verdadeiro fifi, cheio de leva e traz, algo que me dava nos nervos, pois estava ajeitando a minha situação com a sogra, e ele criava atritos, sempre que eu brigava com o Soul, dizendo que a mulher o mandava me deixar, que eu não o amava, que era melhor ir atrás de outra. – O quê provavelmente foi dito, para ele encontrar a virgenzinha odiosa, que na visão da mãe de Soul, supostamente o salvou de cometer suicídio por minha causa. É? Mas ela fez ele arranjar emprego? Terminar os estudos? Virar um homem em vez de um cafajeste? Não fez.
    Goiânia era o lugar perfeito para recomeçar, mas a teoria de quê o problema não era o ambiente, e sim eu, se fortalecia bastante. – Queria mesmo esquecer, fazer fotos maravilhosas, e esfregar na cara da menina, o homão da porra que ela perdeu, mas bater fotos românticas, me dava calafrios, porquê tudo me lembrava, a foto dos dois que tinha estado no perfil, coisa que ele nunca fizera por mim, e que o Dr. Arthur meu psiquiatra, entendeu como uma paixão que foi muito mais forte do quê por mim, algo que me fez surtar ali mesmo, pois não queria ser mulherzinha de amorzinho, preferia ser a vadia destruidora de corações, do quê mais uma trouxa que cedeu ao amor. – Algo que me levou a procurar pela “puritana inquisidora” para lhe dizer umas verdades. Infelizmente não tinha forças para aguentar a briga, por isso ler a mensagem de que ela se dava bem com a minha sogra, e que esta “sempre seria a sua mocinha” Não foi algo fácil de tolerar.
    As crises voltaram com intensidade, e por isso comecei a usar meus poderes contra mim. – Nesta altura tinha me dado conta, de quê tudo o quê escrevia se tornava real, por isso passei a descrever a minha morte, em um dos meus projetos, e então no dia seguinte um homem armado, passou na rua de casa, e por pouco não morri. – Tudo se realiza menos a minha morte, como se jamais fosse descansar em paz. Dádiva? Ou Maldição? 
    Certa vez, após discutir com a virgiranha, fugi de casa, queria me matar, mas acabei no Capes, pedindo ajuda, porquê a vontade de me destruir, e destruir os outros não passava. – A puritana era como uma pessoa tóxica, mentirosa, e sem escrúpulos, que me fazia parecer um anjo de tão má que era.
    Lá contei as psicólogas, sobre ser filha de Lúcifer, e encarar isso como um problema, que precisava ser resolvido, pois como alguém como eu, poderia acreditar em tal coisa? Mas elas me aconselharam a não abandonar a minha crença, e que cada um seguia, a filosofia que lhe cabia melhor. – E vendo o quanto tentava ser racional , mesmo quando minha consciência estava prestes a se dissolver, disseram que deveria continuar a escrever o livro da minha história de vida, pois  quando lhes contava sobre os fatos, não sabiam se era alucinação, ou se algo sobrenatural havia mesmo acontecido, já que parecia-lhes inteligente demais, para aceitar algo, que não pudesse ser legítimo. – Impressionado? Brincadeira!
    Como se não bastassem os problemas mundanos, ainda haviam inimigos do passado, que voltavam como amigos. – Certo dia fiz uma projeção forçada, e me deparei com uma enorme cobra negra, de cabeça triangular, que se rastejava por cima do guarda-roupa, até chegar a borda do colchão, onde se ajeitava para saltar de boca aberta para cima de mim. Acordei trêmula, mesmo que a esta altura, já não conseguisse ser assustada por qualquer coisa.– Minha protetora era um polterguist lembra? – No mesmo dia, a mensageira Maria enviou mensagem, e bem devido ao fato de quê ela trabalhava com o Kimbandista, que me fez muito mal, apenas porquê fui fria com ele, havia cortado laços com a mesma. Todavia quando o comunicado de quê meu antigo mentor – O mesmo do qual a voz de trovão me afastou – andava matando todos os antigos membros da seita, e que Asmoday e Solomon haviam partido por sua intervenção, tive de ouvir, e aceitar uma trégua por sobrevivência. 
    O centro-oeste é considerado por alguns conspiradores, como o berço da sétima raça, e em Goiânia, há uma estátua representando 3 das 7. – E isto foi uma enorme surpresa para mim, pois me mudei para GO, por puro intuito, de ficar o mais longe que pudesse do Drácula. A quem jamais perdoarei. – Ao acaso acabei por ficar numa das cidades, onde há o maior número de avistamento de Óvnis.

    O relacionamento abusivo em quê minha mãe vivia, estava se tornando vergonhoso e insuportável, e a situação somente piorou, depois que invoquei demônios no seu quarto, para quê caçassem o Ren, porquê eu já tinha colocado até uma faca no pescoço do infeliz, e minha protetora, continuava a ser humilhada por ele. – O problema é que por causa dele, ela me fazia mal, dizendo que tudo o quê acontecia de ruim na sua vida, era obra do demônio, e vivia colocando hino de igreja para a minha filha. Algo que me irritava muito, pois detesto fanatismos, e sei que a música tem o poder de alterar a consciência, e literalmente lavar uma mente despreparada. – Todo dia ela esfregava Deus na minha cara, e apesar de não ter muito a reclamar dele, porquê me deu um sinal sobre o Apocalipse em 2013, estava voltando a odiá-lo.
    Meus demônios se vingaram de ambos, e por causa disso, a minha mãe surtou de vez, ao ponto de ouvir vozes, fazer papelões, alegando que tinha levado chifre, e eu não a aguentava mais, porquê era óbvio que estava alucinando, e pior ainda que o meu título de Louca da família, agora era totalmente seu. – Eu já tinha surtado, me tornado violenta, mas neste ponto em quê literalmente saia realidade, e não tinha controle jamais.

    Sempre ouvia gritos e mais gritos, e aquilo me envergonhava. Por isso quando ela quis mudar de casa, aceitei de imediato, porquê queria mesmo aqueles shows acabassem. – Era ridículo demais, vê-la chorando aos 4 ventos, por um cara que tinha dito, que preferia que a mãe tivesse lhe abortado. Ela tinha apanhado. Tinha sido humilhada, e ficava “lambendo as botas do cara” A onde estava seu amor próprio?! O quê tinha ocorrido com a mulher que me criou? A gerente, a promotora de vendas, a diretora do DAF, a que trabalhava na SEMA? Agora tinha sido reduzida a uma mulher qualquer, incapaz de se livrar de um relacionamento bosta, e por isso foi perdendo o meu respeito. – Eu a amava, mas apesar do episódio com Arakiel, jamais tinha baixado a minha cabeça, permitindo que um homem me pisasse daquela forma.

    Capitulo 6- 2018
    Em 2018 fiz 23 anos, e como presente, ganhei mais uma seita que afundou, por conta do descaso dos participantes. – Seu nome era Ludac e significava Luz do Amanhacer Cósmico. A ideia a príncipio era minha e de Maria, com quem fui desenvolvendo alguns laços, tentando me opor a minha natureza vingativa e cruel.
    O propósito era reunir todos os filhos cósmicos, que se encontravam perdidos, e precisavam encontrar a iluminação, antes que fizessem parte do exército do anticristo brasileiro. – O meu antigo mentor, que criou um enorme grupo de fanáticos e covardes, que temem os demônios, e abraçaram o satanismo, somente para fugir de suas vidas miseráveis. – Acho que exagerei.
    É claro que falhou, pois o homem tem o aporte de verdadeiros demônios, que precisam do fanatismo para sobreviver. – Por quê são ainda mais inferiores do quê a gente, e precisam da adoração cega, para sentirem-se deuses.
    O grupo era composto por mim, Maria, Lua Negra, Felipe, e a Pleiadiana. Maria usava Felipe, para me atingir, pois pouco antes do seu aparecimento, havia lhe dito que logo me encontraria, com um velho amigo dos meus pesadelos, que era um arcanjo. – Não, não era Gabriel, mas sim o outro de quem já falei.
    Ela sabia que a presença do arcanjo me afetava, por conta de um sombrio passado da outra vida, em que tinha sido torturada pelo mesmo. Por isso sugeria que era um arcanjo, só não o quê iria surgir. – Por ter ciência de quê odeio não ter razão. Mas pelo contexto das conversas, lhe entregava pistas do meu passado. Já que o sujeito supostamente escrevia poemas, sobre uma pequena Lilith, sendo esta a minha fama no inferno, e que a mensageira sabia. – Eles jogavam com a minha sanidade, e me faziam sofrer.
    Porém com a ajuda de Lua Negra – um rapaz que notei ser nobre de imediato, por ser o único com o qual podia debater, sem descer o nível a humilhações. – Acabei por conhecer uma moça, que chamarei de vampira, apenas por ser o seu nick no WhatsApp.
    De imediato reconheci a minha irmã doutro tempo, que lá se fazia de boa, mas era extremamente ruim, como sou nesta vida, só que sem escrúpulos mesmo. – No meu lugar entre matar ou não minha prima, ela teria ido adiante, mesmo que isso lhe fizesse parar no Inferno como criminosa.
    Quis manter distância dela, pois Maria dizia que a mesma me machucaria. – Não acreditei, por conta das suas armações, mas ainda sim, devo admitir que não estava errada. Ficar perto da garota, me deixava doente, ao ponto que a crueldade, que lutei para manter sempre presa, começava a sair, e eu sentia prazer nisso.
    vampira no ínicio parecia mesmo ser uma boa pessoa, e para ser sincera, seria bom se assim continuasse. Porém depois que ela se tornou namorada de Felipe, que apesar de mal falar comigo, vivia perguntando a meu respeito, ela se tornou uma outra mulher. – Todo tempo ela mencionava o quanto o namorado era “lindo”, e esta parecia ser a sua única qualidade, pois de resto nada tinha. 
    Como eu já havia namorado alguns garotos fora da esfera virtual, beleza não me parecia muita coisa. –Sou casada com um cara semelhante ao Pen Badgley, então não tenho do quê reclamar. – Só que ainda sou uma ex patinho feio, e ver tanta superficialidade, me dava nos nervos. –Posso não está com o tal “deus grego” mas o quê importa para mim, é que meu marido me ama, me aceita, e me ajuda a ser uma pessoa melhor.
    Agora jogavam com nós duas. Onde já se viu um cara ignorar uma mensagem de morreria por você, para atender o choro de outra? Foi exatamente o quê aconteceu, quando tive o presságio terrível, de quê o menino Felipe, iria se tornar a casca de Belzebu, se tatuasse o sol negro em seu corpo. – Afinal tinha umas contas para acertar com o deus, desde 2013, e não queria que fosse ali.
    Ao tocarmos no nome da criatura, comecei a receber manifestações fortes da sua presença. Em casa as brigas entre a minha mãe e o Ren só pioravam,  apesar deste está longe. Chegou num ponto que tivemos de mudar de casa, porquê a minha progenitora jurava que tinham câmeras, e caixas de som por todo canto. – Ela tinha surtado, e eu não conseguia fazê-la voltar a realidade.
    Na casa verde, as coisas deveriam melhorar, mas só pioravam. Minha mãe não conseguia nem mesmo ficar sozinha no quarto, que ficava de frente para o meu. – A presença de Belzebu tinha crescido na minha vida, e o ouvia como uma terceira voz, ou extra consciência.
    Não era como o caso da minha mãe, que ouvia vozes xingando-a através de aparelhos mecânicos. tinha a impressão de quê estivesse dentro de mim, como uma terceira personalidade se manifestando.
    Bael dizia coisas como ser a sua 4° esposa, que o mito de Samael como o próprio escuro, era uma farsa. Ele era o diabo, e as 4 esposas eram dele. – É claro que eu duvidava. Mas a filha plediana, que me odiava por ser alvo de interesse de Michael, o amava, e vampira achava que estava incluída na jogada, por conta do seu par.
    Certa vez num domingo ouvi Bael dizer “Felipe não mantém contato contigo porquê não quer ser mal interpretado.” E então mais tarde, vampira me enviou um print do seu par, no qual o mesmo dizia “Eu não posso manter contato com ela, ela é casada, e isso não é certo”. – Meus olhos se engrandeceram com isso, pois eu não tinha acesso a tal informação, e ainda sim, havia acertado em cheio.
    Bael era real? Ou somente uma forte alucinação, de uma bruxa que era filha de Lúcifer? Isto era o quê me preocupava dia após dia, mas quando ele disse que em breve apareceria, e nunca chegou, tive certeza que estava enlouquecendo. – Se fosse verdade teríamos nos visto não é? Porém nunca aconteceu.
    Já teve a impressão de quê o Inferno, está dentro da sua própria cabeça? Era assim que me sentia ao embarcar na fé da vampira, de quê os nossos piores medos iriam se manifestar. – Os medos dela eu não sei, mas os meus se concretizaram.
    Naquele ano foi lançado o filme Luciferina. Que me parecia bastante familiar. O filme contava sobre a história de uma freira, que após perder a mãe, embarcava numa aventura, para saber porquê a mesma havia se matado. Spoiler: Natalia (a freira) tinha um poder sobrenatural, que a deixava cega por segundos, e assim a mesma enxergava a luz ou escuridão nas pessoas. – Após as inúmeras tentativas de suicídio, as consequências vieram. Comecei a perder a visão, e por isso em 2016 resolvi me consultar. Só que no dia em questão, logo após sair do consultório ás 7 da manhã, a rua estava deserta, e um homem meio bêbado me abordou. Eu estava com muito medo, por conta das notícias que havia lido sobre estupros. – Como pareço uma garotinha adolescente, sempre sou um alvo perfeito para eles. – Ele estava começando a se aproximar, quando olhou através de mim, e ficou frustrado. Olhei para a mesma direção, e tinha um homem parado ao lado do lixo. Ele era musculoso, com dreads amarrados num rabo de cavalo, vestido de camisa verde e calça preta, como se fosse um guerreiro africano. O moreno ficou parado ali, como se esperasse o bêbado se retirar, e como resultado o mesmo seguiu o seu rumo. Quando me virei outra vez, o sujeito havia sumido, como se tivesse aparecido somente para me ajudar. Por isso decidi caminhar para onde houvesse movimento, e quando encontrei uma mulher da vida, me agarrei a ela, pois apesar de sua profissão sentia nela tanta segurança, quanto quando o moço de verde apareceu. – Essa capacidade de ver quem é bom ou ruim, condiz muito comigo. 
    A freira supostamente era virgem, mas tinham cenas quentes, em quê ela se masturbava, exatamente como eu fazia, antes de me entregar a um homem. Além do mais, apesar de não ser intocada, nunca ultrapassei o limite de 4 homens, e até hoje não sou casada por cerimônia. ‐Sempre algo dá errado, quando estou prestes a virar a mulher do Soul, então não sou pertecente a um homem.
    O namorado da sua irmã, é um idiota, e isto fica claro depois que eles fazem o ritual na ilha de Índios, onde a mesma tem diversas visões infernais. – Macapá- Ap é uma ilha de índios também, embora possua uma civilização, e você sabe das visões que tive lá.
    O par dela é o Abel, um rapaz magro de cabelos enrolados, que é conhecido entre os amigos por ser o esquisito como ela, já que tem apagões. Ambos são virgens, e é o destino deles se unir. – Soul em muitos aspectos se compara ao mesmo, principalmente pela falta de memória, já que tem inclusive tendência a Alzheimer. Os virgens na magia, são aqueles que não são casados, e que nunca praticaram a magia sexual. – Ele foi o único com quem pratiquei este ato em específico.
    Abel tinha problemas para lembrar, porquê era a verdadeira casca do diabo, que queria gerar uma criança mágicka com a freira, usando a sua alma gêmea para seduzi-la. – Medo. É só o quê tenho a dizer.
    É descoberto que a mãe de Natalia, foi escolhida por uma seita satânica, para dar a luz a filha de Lúcifer, mas a mulher mesmo sabendo do destino sombrio, pede ajuda as freiras para proteger a criança. – Alegoria ao aborto que minha mãe se recusou a fazer, e o pedido que fez a santa?
    No fim a única forma de exorcizar o demônio, era literalmente copulando com o mesmo, e o quê deveria ser um abuso, acaba por se tornar erótico, e desta forma Natália salva alma de Abel, mas ele morre, e o filme termina com ela grávida de outra criança mágicka, indo a igreja para protegê-la. – Nem preciso dizer nada.
    A príncipio quis passar a bola para vampira, afinal ela é a virgem de hímen, mas o próprio contexto do filme retrata, que é a virgem sob a ótica do ocultismo, e não a cristã. Sendo assim embora decretem a virgindade santificada, é santificada de acordo com o olhar de Crowley, não de Constantino. – Luciferina é o nome satânico da freira, e ela diz que o significado é “A portadora da luz”.  Sendo o meu Luciféria, “A luz que parte”. – Fim dos Spoilers.
    vampira se identificou de imediato, porém ela olhou apenas para o meio das suas pernas, e só isto não era o suficiente para preencher os requisitos. – Um filme assim, tão estranhamente ligado as minhas particularidades, me deixou preocupada, principalmente porquê foi lançado no dia 15 de março. – Seria um sinal de quê a extra consciência falava sério? Nem eu sabia.
    O ano seguiu-se de maneira comum, mas o entusiasmo de vmpira pela suposta aparição do seu grande amor, me fazia ficar em alerta para o Senhor das Moscas. – Houve uma vez que me senti vigiada, pois enquanto fazia amor com o meu marido, ouvi o barulho de um carro, que só saiu da porta, depois que paramos.
    Se tinha segurado as pontas até ali, certamente agora perderia o fio da meada. – Lembranças de sonhos com o anticristo se tornavam frequentes, sempre que tentava ver alguma fraqueza do demônio. – Aos 14 anos tive o sonho com o menino da profecia. Aos 21 havia sonhado que nos encontraríamos diante de um anjo, ele agora estava mais velho, mas mesmo assim se tornava o meu par. – E é lógico que tinha ignorado tais coisas, pois onde já se viu? Eu sou a mulher do Soul, mesmo sem cerimônia. É a ele que meu coração pertence.
    Tentei seguir ignorando sequer a possibilidade, mas a situação somente se tornou mais evidente. – Não importava o quê fizesse, a sua chegada era cada vez mais fácil de provar.
    Num dia qualquer uma barata avançou na minha direção, mas quando ergui a palma em defesa, ela abaixou as asas. – Isso seria totalmente natural, se não fosse pela presença das moscas, que seguiam a minha mãe, não importava o quanto mantivesse a sua assepsia intacta.
    Fingi que não era nada, usei veneno para afastar os insetos, nada melhor do quê boa e velha ciência não é? – Não quando se trata do paranormal. – Certa vez o ralo entupiu, e a água começou a transbordar acima do piso alto. Para resolver o problema, Soul abriu o buraco, com a ajuda de um ferro, e várias baratas ficaram a flutuar entre as ondas.
    Ignorei mais uma vez, embora estivesse em alerta agora, e algo ainda maior aconteceu. A mente da minha mãe se degradou de vez. A sua insanidade era tanta, que todos os dias alegava ver Óvnis, mas depois de ler um estudo, que relacionava a aparição dos mesmos, como resultado de um intenso abuso emocional, eu acabei deixando de acreditar nela. – Todavia houve um fato que mudou a minha perspectiva. 
    Eram 7 horas da manhã, minha mãe estava se entretendo com a Rá, quando de repente me chamou. Sai do quarto com preguiça para as suas teorias malucas, e achei que ela tinha gritado, apenas porquê estava passando uma matéria sobre aliens na TV. Mas quando cheguei a tela estava congelada, e era como se alguma vida inteligente, interagisse através dos sons do aparelho. – Eu gravei a última parte, só que não foi o suficiente, por isso torci para que retornassem em breve.
    Levou algum tempo para o fato se repetir, mas quando ocorreu gravei. – Eram 3 horas da manhã, quando Rá se encaminhou até a tela da TV, de onde saiam vozes distorcidas como a intro da Iron Man do Black Sabbath. – Depois de tudo o quê passei, não era qualquer coisa que me assustava, por isso assim que notei tal presença, fui logo filmar.
    No final daquele ano, vários pássaros pousaram na árvore ao lado da minha casa, e começaram a grasnar sem parar. – Realmente não há nada certo? É tudo normal, ou ao menos é para mim, devido a cada desafio que já enfrentei.
    As perturbações não pararam, nem mesmo quando minha mãe se mudou. A luz da cozinha onde mais conversava com a extra consciência – por quê a água funcionava como um portal entre os mundos – entrou em curto, e os demônios começaram a fazer uma rave em casa. – Sendo que me recusei a ir para uma, por causa de um mal pressentimento, que tive assim que os novos vizinhos chegaram, e não fui a única, Soul falou para evitar contar as minhas experiências em voz alta, pois também estava se convencendo, de quê eu era o alvo de Belzebu. Meus maus pressentimentos, não eram por acaso, pois alguns dias depois, acordei de madrugada, e quando foi de manhã, soube que o comércio que ficava a frente da nossa casa, foi roubado após ser arrombado. “Eu sacrifiquei uma família para salvar a sua.” A voz disse. Então fiquei sem reação, era como se tivesse sendo protegida pelo mal, e embora me garantisse a sobrevivência, não me sentia bem com isso.
    Somente eu e vampira sabíamos que Bael agora era o meu protetor, mas ainda sim Maria apareceu amedrontada, porquê do nada sofreu a paralisia do sono, e viu o próprio diante dela, totalmente dominado pelo ódio. – Seria pelo quanto ela me artomentou antes?
    Tinha a impressão de quê não era qualquer uma para Bael. Portanto não iria me deixar em paz tão facilmente, e tive de me precaver. – Se o garoto Felipe, iria ser a sua nova casca, não podia falar com o mesmo, por isso o bloquiei, e pensei que seria o suficiente. Mas um vigarista que queria saber sobre o quê eu escrevia apareceu. – Ele era estranho, dizia ter sido amigo de um maçom, e quê conhecia sobre Goétia e os Druídas, em seguida me enviou um pdf de Cipriano, mesmo que eu tenha deixado claro, que Cipriano para mim é um covarde, fanático, e farsante. O homem se aproximou de minha mãe, e no fim depois levar o seu dinheiro, soubemos que o mesmo estava sob ameaça de morte, e era totalmente insano, ao ponto de repetir as palavras do meu avô “Eu vou para o Inferno para comandar.” Algo que me fiz rir, pois Lúcifer é o meu pai, e nunca deixou uma pessoa que tenha me feito mal, passar impune. – E quando não é ele, é o Belzebu, então me pareceu cômico.
    A entrada do ano de 2019 foi diferente, em 21 de janeiro houve uma lua de sangue, que caiu no eixo Aquário (sol) e Leão (lua) como no meu mapa, e perto do meu aniversário de 24 anos. – Sendo que vez ou outra algo grandioso (e catastrófico) ocorre neste dia. – Minha filha teve de ser levada ao hospital, porquê a dias não evacuava, mesmo com as frutas que lhe dávamos para facilitar.
    Sai as pressas, e deixei uma mensagem para a vampira, não me lembro qual, mas me recordo da resposta que tive. – A menina estava convencida, de que era a escolhida do Anticristo, que teriam um filho, e entraria para a história. – Não preciso falar da minha reação não é? Alegria por ela ser alvo dele, mas raiva por quê quem sempre quis entrar para a história era eu, e pelo amor dos deuses do abismo, se chegou até aqui, é porquê acredita no meu destino também. É inegável que tenho um significado único dentro desta sociedade.
    15 de fevereiro estava se aproximando outra vez, e como vampira parecia disposta a roubar o meu lugar, tive o prazer de reunir 10 fatos associados a data, e por quê isto me tornava a perfeita filha de Babalom.
    Em 10° lugar – A atriz que fazia a Huntress, a minha primeira personagem favorita da série Arrow, dividia o aniversário comigo.
    Em 9° lugar – O Eniac o pai dos computadores modernos, foi revelado neste dia, e trouxe uma Nova era computacional.
    Em 8° lugar – A intérprete de Gabrielle em Xena, que deu a luz a Hope, com um ser das trevas, também era minha xará de data de nascimento.
    Em 7° lugar – Outra referência a DC comics, O César Romero, o primeiro Coringa da TV fazia aniversário neste dia.
    Em 6° lugar – O primeiro esboço do genoma humano, foi publicado pela revista Nature.
    Em 5° lugar – A primeira nebulosa a ser vista, e batizada de “olho de gato” foi descoberta neste dia em 1786, e ficava localizada na Constelação de Draco. – Fato interessante em 2013, encontrei uma das minhas irmãs, e como os demônios a amavam ao ponto de me ignorar,  larguei o satanismo, para me dedicar a magia draconiana, por ter uma enorme afinidade com dragões, desde os 9 anos. – Quando sonhava que sobrevoava uma cidade em ruínas, montada num dragão ocidental, branco azulado, que se chamava Graham. – Por quê acreditava que somente eles me aceitariam.
    Em 4° lugar – Galileu Galilei nasceu neste dia, e ele foi responsável por inúmeras descobertas, além de ter sido tratado como herege, por defender a teoria heliocêntrica.
    Em 3° lugar – Matt Groening o criador dos Simpsons e Futurama, é do dia 15. – O gênio incompreendido, hoje é visto como um dos grandes profetas da atualidade, pois a sua série mais conhecida, previu diversos acontecimentos.
    Em 2° lugar – O meteorito que caiu na Rússia, logo após a renúncia do papa. – Aos meus 18 anos.
    Em 1° lugar– A Lupercália, evento dedicado ao deus Lupercus, que é tido como uma faces do Deus Lúcifer na Itália, e a fundação de Roma por Rômulo e Remo. O evento funciona como o Dia dos Namorados pagão, mas deixou de ser divulgado há muito tempo, por quê a igreja tentando sufocar a tradição, criou o dia de São Valetim, que é comemorado no dia 14, para quê o 15 passe em branco. – É nestas horas que o desprezo pela igreja cresce.
    Algumas coisas são bobas, outras tem enorme significado para mim, e ao analisar tais fatos, tenho a forte impressão de quê a data foi propositalmente escolhida. – Afinal de contas 15 é o arcano do Diabo original.
    Tudo isso deveria me animar, mas quanto mais o dia se aproximava, menos feliz eu ficava. Mais um ano estava ficando mais velha, e Lúcifer não tinha aparecido, quase ninguém sabia quem era, então como este tão falado destino poderia me pertencer? A tristeza invadia o peito, talvez a resposta fosse esta, todo o meu sofrimento, e vida paranormal por nada mais, que ter entrado no caminho mais denso, ou ainda não estava pronta, para ser reconhecida. Será que agora é a hora? Em breve saberemos.
    Duas séries seriam lançadas em 15/02, e elas eram do meu gênero favorito super heróis, e apesar de parecer um presente, não sentia ânimo para assistir. Só que um comunicado, mudou a minha perspectiva, Lua Negra disse “Assista-as. Se é exatamente do jeito que gosta, pode ser que tenha uma mensagem para ti lá.” Então me preparei para fazê-lo, mas no dia mesmo, fui tirada de casa, para ir no Escape Room, onde tive de resolver um crime satânico junto de Soul, mas nós falhamos e rimos sem parar na hora de “morrer”. – Foi um dos melhores dias da minha vida. Eu sei sou estranha, mas você já deveria saber.
    A série lançada pela Netflix se chamava The Umbrella Academy, e pertencia a editora Dark Horse, a premissa era simples: Mulheres deram a luz a 7 bebês, mas antes do dia começar elas não estavam grávidas. As crianças cresceram, mas apenas 6 delas desenvolveram dons, e se tornaram super-heróis. O foco da trama? Era o Apocalipse, e eles precisavam impedir.
    Spoiler: A série tratava a número 7, como uma inútil violinista, que tinha de viver tomando remédios, para não comprometer a sua saúde mental. Seus 6 irmãos eram deuses, por onde iam tinham reconhecimento, e ela sempre era jogada no canto, sendo lembrada apenas por escrever um livro, sobre como era a vida deles, por trás das câmeras. – 7 é o número que estava na minha testa, no meu joelho, eu era a 7, a mensagem era esta, eu era a única criança, que jamais atingiria aos palcos, como Asmodeus, Mammon, Belzebu, Caim, Azazel, e alguma irmã qualquer. Pois todas nascem com um forte apelo sexual, e poucas herdam o cérebro como eu – Continuo sendo ácida.
    Assisti até o fim somente por causa do número 5, o homem preso no corpo de um menino, e Klaus o rapaz que tinha poder de falar com os mortos, mas temia as suas habilidades de tal forma, que preferia se drogar para não ver os fantasmas. – A destruição mundial era obra de um grupo seleto, que queria proteger um rapaz, que apesar de nascer no dia dos heróis, não tinha poder algum, mas era um sociopata de mão cheia, bastante interessado na número 7. – Claro para ser a vítima dele pensei.
    Mas no fim, foi mostrado que 7 era a mais poderosa dos irmãos, e o pai não a deixou desenvolver seus dons, porquê temia que a mesma matasse os outros. O tratamento desumano que ela recebeu do homem, a deixou transtornada, ao ponto de desenvolver uma extra consciência maléfica, dominada pelo ódio, que lhe disse as mesmas coisas, que costumava dizer em momentos de raiva, sobre jamais ir para o palco. – É isso. Nesta peça de teatro, eu sou aquela que nunca sai de trás das cortinas. – Coincidência? Quem sabe.
    Fim dos spoilers. 
    A outra série se chama Doom Patrol, e é da DC comics. A premissa é bem diferente, não se trata de heróis, mas fracassados, que foram escondidos do mundo, porquê o Cliff não achava que os aceitariam. Sua estética é abstrata e dadaísta, o quê a torna revolucionária em relação as outras obras da DC. 
    Mas não assisti de imediato, apenas esses dias, depois de fatos estranhos que aconteceram comigo. – Novidade não é? – Sei que ao ler a minha história, irá comparar com uma série conhecida, por isso embora o livro “Sobre mim” seja uma vergonha nacional, deixarei disponível, apenas para quê tenha certeza de quê é um relato legítimo. – Aquele final me deixou assustada, pois parecia condizer com o meu destino, porém não com o Senhor das trevas, e sim Das Moscas. Por isso num sábado tive de fazer um ritual para Tiamat, para saber o significado disto. – Me senti nua diante do mundo, como se algo estivesse contando 70% da minha história, através da famosa personagem. Não foi uma sensação agradável, só me vi assim quando fizeram Luciferina.  – Tiamat me enviou um presságio onírico, no qual eu tinha um marido monstruoso, que tentava me afastar do Soul. – Pelos deuses! De novo essa história? – Mais tarde ainda no mesmo sonho, aparecia um crítico de arte, vestido de terno, para o qual queria vender um cd chamado 1574, que havia sido feito em 1574. Eu tinha vários cds originais em mãos, e somente um falso. Mas o quê me chamava a atenção era o 1574, ao qual o crítico não me permitia vender, pois na visão deste era algo valioso, que me faria falta no futuro. Acordei e enviei o sonho para uma amiga bruxa, e quando foi de tarde Notredame apareceu queimada nas notícias, era o dia 15, do mês 4, e talvez o 7 no sonho, tivesse alguma ligação comigo. (Afinal o 7 estava sempre presente.) No dia 17 tive um outro presságio, nele estava numa festa de luxo, onde recebia uma proposta indecente, que recusava, e uma mulher invejosa, me chamava de gorda. Até aí tudo bem, mas quando sai do local, o alarme soou alto, então avisaram que os animais tinham fugido do zoológico. As portas de aço se fecharam, senti como se estivesse na série Zoo. Eu me bati contra as mesmas, e então alguém soltou cachorros raivosos na minha direção, mas um vigilante me salvou, e acordei dentro da sua cabine, enquanto ele dizia em desespero “Escreva! Escreva! E eles vão parar!” então me deu uma caneta, e uma caixa para apoiar o papel, onde iniciei a escrita com “A”. – Conclui após muito analisar, que os animais no zoológico, eram demônios saindo do inferno, mas não sei quem era o meu salvador. Ao apresentar o sonho para um novo amigo, – Que estuda magia desde os 10 anos, e para o qual somente revelei a meu respeito, porquê as cartas disseram “Comunica-te com aquele que fala com a divindade.” – Ele chegou ao mesmo resultado, muito antes de lhe mostrar a minha conclusão.
    Certo dia estava online, comentando que não tenho medo dos demônios, afinal já tive o desprazer de conhecer os piores, e estou claramente sendo cogitada para algo. Foi então que uma mulher veio e disse: “Você é como eu, é uma escolhida.” Achei aquilo incomum, por isso resolvi conversar com a mesma. Foi uma total perda de tempo, embora seja médium, é ainda mais louca do quê transpareci nestas páginas. Falou-me coisas como “Sou a filha de Lúcifer e Lilith, meu irmão é Mammon,  sou Asherah a deusa perdida, e Bael é o meu marido.” Tentei lhe explicar a impossibilidade de assim ser, mas ao mesmo tempo me questionei também, estaria eu inerte na loucura como ela? Preciso voltar a terapia! Ela me chamava de a irmã mais nova, filha de Maria Padilha, não um demônio como a própria. Mas esta me parecia a sua realidade, não a minha. Em algum ponto da vida, ela teria acabado por libertar muitos demônios, e os mesmos agora dominavam o seu corpo. Era como se andasse com uma legião, pois a sua fala era desconexa, fanática, e imprecisa. – Isso é um roteiro de filme de terror Nammu? É como se eu fosse o rapaz de Dagon tentando viver a vida de 0 e 1, e o deus antigo me atraísse para a sua cidade. A mulher diz que é rica, mas pelo grau da sua insanidade, fica difícil saber se é de fato ou é mais uma alucinação. 
    Como se não fosse o suficiente, uma bruxa me alertou para tomar cuidado, com qualquer feiticeira que oferecesse dinheiro em troca de dinheiro. Então quando fiz uma evocação a Marbas, o demônio leonino, que tem me dado uma força quando piso no Inferno, e é responsável pela revelação de segredos ocultos. Descobri que meu nickname “Carry” era semelhante a “Carreau”, a potestade que “endurece o coração dos homens”, e fui atrás de uma bruxa que parecia humilde. 
    Ao contrário da outra “princesa”, ou – como chamarei a partir daqui – Legião. Esta não era perturbada, e quando lhe mandei a mensagem, explicando que era filha de Lúcifer e Lilith, mas não me opunha a religiões, e sim aos líderes ambiciosos. Ela me falou logo “Você está assustada por causa de visitantes em sua casa.” e eu enviei sobre “Carreau” ela falou para chamar-lhe no Whatsapp, pois era a escolhida para isso.
    Conversamos, e ela disse que Luciféria não é real, é tudo manipulação de Carreau, que toda a minha vida foi uma mentira, mas sou uma bruxa poderosa por conseguir libertá-lo. No início propôs viajar a minha cidade, mas não tinha dinheiro para tal, por isso ofertou entregar a conta, para lhe enviar o dinheiro da passagem. Depois conversamos mais, e ela falou coisas esquisitas, como a forma de um anjo de asas rosas, é a minha verdadeira, e que para me livrar de Carreau, teria de invocar a Mikael, e agiu dizendo “é eu sei que sabe bem quem é”. Então ela abriu um portal, e supostamente tirou Carreau, mas seu celular caiu mais tarde, e ela precisava de 30 reais na conta, para fazer um banimento completo, não era grande coisa, mas eu realmente só tinha 10 reais. Ela parou de responder, ficou bem, e minha filha voltou a surtar, tinha lhe pedido para libertar o ser, pois convivi 9 anos com ele, saberia lidar. Então quando disse que ele voltou, ela me bloquiou sem mais nem menos. – O quê mais tem acontecido é fazerem isso. Falar, criar amizade, e sumirem.
    Por sorte havia seguido os meus instintos, e preparado um ritual, para me livrar de Carreau. – Eram 3 horas da manhã, não havia sinal da lua minguante no céu, e eu estava com um portal aberto, sob o uso do mesmo símbolo que o trouxe, enquanto ouvia a música Sitra Ahra da banda Therion, porquê queria mesmo me conectar com o outro lado. Comecei a meditar chamando Lilith, então quando a senti ali, chamei o demônio para fora de mim, e o peguei pelo pescoço, enquanto usava a minha linguagem Lovlicos. – Com a qual fiz um símbolo a esquerda, e no dia seguinte apareceu a direita. – Meditei para transferi-lo para o portal de Apsu, e chegou num momento, que nem sequer consegui ouvir a melodia, era somente eu e ele. Senti uma verdadeira onda de energia brigar em mim, tentava levantar a cabeça, mas ele não deixava, e quando consegui, e senti meu corpo mais leve, fechei o portal. Achei que 7 minutos tinham se passado, mas na verdade foram 47. Por 40 minutos estive do Outro lado, e não sabia se tinha o vencido, até que olhei para o céu, e a lua tinha deixado de ser encoberta pelas nuvens. – A noite voltou a brilhar – Titans Go.
    Esses tempos enfim assisti Doom Patrol. No início pensei que a mensagem para mim, se relacionava a Crazy Jane, pois a mesma tem 64 personalidades, e o meu último relatório psiquiatrico, resultou em transtorno de personalidade com instabilidade emocional, podendo ser boderline ou impulsiva. Spoiler: Jane não é a personalidade matriz, assim como a minha atual persona, mais justa e sensível, também não é a minha original.
    Mas de acordo com que a série segue, há uma mensagem sobre o Anticristo, que é um garoto depressivo, por ter que destruir o mundo, e é socorrido pela Rita Farr, uma mulher cuja a habilidade, lhe transforma num monstro, apesar de não envelhecer. – Esta mensagem não ficou clara, mas o fato do menino ser chamado de “o livro nunca lido” me deu um frio no estômago. Fim dos Spoilers.
    Recentemente tentei entrar numa audição de talentos do Projeto Passarela, e consegui passar, mesmo sem o treinamento exemplar de teatro. – O número final da minha inscrição chamou-me a atenção, pois terminava em 777, um número significafivo para Crowley.
    Lá também soube que tinha de falar inglês se quisesse o sucesso mundial, algo que me deixou intrigada, pois desde o ínicio do ano tenho estudado a lingua, porquê a extra consciência me prometeu, que o meu tão sonhado sucesso víria, após aprender exatamente essa expressão. – Eu sei que é a lingua universal, mas quando ouvi a voz, ainda nem sabia da iniciativa. Além do mais fui até lá, apenas para realizar sonhos mundanos, de enfim ter algo que será visto por todos, e entrará para a história seja como heroína ou vilã.
    Há algum tempo passei a desenvolver um livro de magia para iniciantes, e estou muito feliz com a obra. Vai servir para os filhos dos cosmos, que realmente tiveram experiências paranormais, e quê precisam de um manual, para não libertarem seres perigosos neste mundo. – Entendeu a referência?
    Lá estou me focando apenas no aprendizado dos demais, e de forma bem superficial, retratei um pouco das minhas experiências como filha de Lúcifer e Lilith.  – Apenas porquê o contexto era adequado.
    Mas estes dias vi uma sequência de números inesquecível. Fui deixar Soul no laboratório, e quando olhei para o ônibus a minha frente, tinha o número “20290”. 02 – Fevereiro 90 – Década que nasci. Tudo bem é uma linda coincidência, por isso segui meu rumo. Um ônibus passou ao meu lado, com o número “011” na placa, e devido a um rapaz que chamarei de Art, soube recentemente que 11/11, é o portal dos “Humanos angelicais”.  – Obrigado força oculta, por me lembrar das minhas asas de penas. Tudo bem, mas em seguida vi uma placa com o fim 33. – 33, o grau mais elevado da maçonaria, o numero sagrado. – Legal ué. A próxima placa era 5888, e este é um mistério, contudo no livro descrevo que é preciso haver a repetição de presságios, para se iniciar uma investigação sobre os sinais. Então próximo de casa, apareceu um carro de placa 93, próximo a um lava rápido de carros, com o número 1515 pintado na parede. – 93,93,93, 15, o meu número. – Coincidência? Espero que sim.
    Esses dias estava terminando o relato de 2017, e tentei não mencionar a ex de Soul, mas só de lembrar das coisas que ela dizia, era impossível não sentir a minha real natureza sair, por isso tentei me controlar. Mas toda a raiva que contive, foi para o ambiente. Enquanto a minha mãe cozinhava, o fogo se alastrou na boca do fogão, e por pouco não iniciou um incêndio. Então quando cheguei para almoçar, ela falou para mim, que tenho de mandar o meu Pai lá parar de perturbá-la, pois o espírito imundo que lhe castiga, é o meu protetor. – Quase deixei o prato cair de minhas mãos, e fiquei catatônica. Não é de Lúcifer que ela estava falando, mas sim de Bael.
    O quê isto significa? Nem eu sei, e para ser sincera, prefiro continuar sem entender, pois as possibilidades, são todas negativas. – Eu entrei em alguma realidade alternativa de Terror? Aqui ainda é Sete Além? Não sei. 

    Mas sei de uma coisa, se a mente humana é poderosa, imagine a mente de um anjo? Por isso vou continuar seguindo a minha vida, como se nada estivesse acontecendo. – Tudo o quê vi é real ou Eli estava certa? O quê é a realidade? Apenas o quê pode ser tocado? Ou o quê é sentido através de outras percepções? O concreto é verdadeiro? Ou é apenas um aglomerado de energia densa, que limita o olhar sobre o mundo? Você me verá nos palcos, e ficará surpreso por conta da minha história? Ou morrerei como oculta? Em breve saberemos, e teremos todas as respostas. Se a minha realidade caótica, é apenas um filme, a única coisa que posso afirmar, é que está perto do próximo ato, e nas últimas cenas, terei certeza do quê tudo isto se trata. Se viver para contar história, terei o prazer de lhes escrever um segundo livro, se não, obrigado por terem lido até aqui, e por me guardarem em seus inconscientes, mantendo a minha lembrança viva. Até a próxima, Lux Burnns.
  • Thoth capitulo 1

    Em algum lugar de Bornholm um jovem pastor de ovelhas é encontrado vadiando por um lago, impressionado com algumas servas se banhando naquele lago, o jovem pastor se perde de suas ovelhas para ''expressar sua adolescência''.
    De repente um grito vem das garotas que saem correndo do lago, o garoto se impressiona, porém apenas acha apenas que foi descoberto e percebe sua idiotice ao se perder de seu rebanho, as consequências começam a pesar pela sua cabeça.
    _. Por todos os deuses meu pai vai me matar, tenho que começar a procurar agora. - Exclama o garoto preocupado
    O garoto sagaz acostumado a andar por aquelas colinas vai achando as ovelhas, acha uma depois outra e depois outra, aos poucos vai encontrando todas as ovelhas. Conta todas as ovelhas e da falta de uma, sua preferida entra todas as do pasto Siggy a ovelhas negra.
    O garoto passa o dia a procurando e quando a noite se aproxima ele vê de relance a ovelha de pelugem negra adentrando a uma caverna, o garoto corre em direção a ela cegamente somente com seu cajado meio curto e fino, ele no meio do caminho vê um lobo indo em direção a ovelha o garoto chama a atenção do lobo em uma atitude desesperada, talvez pelo gosto que ele tinha por Siggy ou pela consequência que perder a ovelha negra rara e cara de seu pai, ele ataca o lobo com seu cajado, o lobo cai desacordado, o garoto por um momento comemora até perceber que lobo não estava sozinho.
    Três outros lobos se aproximam do garoto e ignoram a ovelha que ignora os lobos e entra na caverna.
    _Heeeeeey Siggy não entre aí. - Grita o garoto para a ovelha como se ela pudesse entende-lo perfeitamente.
    Os riscos para o garoto aumentam, não é, mas uma surra que está em jogo, o perigo para sua vida ativa a adrenalina e o garoto se dá conta que ele é um adolescente contra 3 lobos raivosos e percebe suas diminutas chances de vitória, o garoto em mais uma atitude impulsiva corre em direção a caverna, desviando de alguma forma dos lobos que correm atrás dele.
    De repente em meio ao céu limpo um relâmpago cai entra o garoto e os lobos, o jovem já na porta da caverna se assusta com a situação e cai dentro da caverna, sai rolando até encontrar um chão, tudo é escuro, apenas uma luz azul e fluorescente ilumina a caverna a frente.
    O garoto segue a luz por duas horas inteiras, sem chegar a canto algum, começa a sentir sede já que só beberia depois de trazer as ovelhas de volta e fome já que só comeria se trouxesse todas as ovelhas vivas e bem, o garoto desmaia.
    Acorda um dia depois em frente a um lago, Siggy dorme ao seu lado. Ao olhar para a frente o garoto se impressiona com o que vê, em meio ao lago uma espada negra presa a uma pedra emite uma luz azul tão brilhante que quase cega o garoto.
    O jovem pastor meio entontecido pela luz segue para a espada, como se fosse atraído para aquilo anda pelas águas sem afundar, como se uma ponte invisível estivesse entre ele e a espada.
    Em meio a rocha uma espada de lâmina negra, em meio ao seu punhal uma caveira prata com safiras em seus olhos, safiras estas que brilham a luz que ilumina toda a caverna, o garoto controlado pelo poder da espada coloca a mão em seu cabo. Uma voz grossa como um urro vem da espada, de seu punhal sai uma fumaça negra que se transforma na figura de algo parecido com uma Harpia de asas negras.
    A forma põe sua mão sobre a mão do fazendeiro e pergunta.
    _Jovem qual é seu nome?
    _Froki o pastor- Responde o garoto acuado e amedrontado.
    _O pastor é seu sobrenome? Responde de forma irônica a estranha forma
    _. Eu não tenho sobrenome, meu senhor, sou apenas um servo.
    _posso sentir sua ganância, é muito que um servo, ou pelo menos almeja ser.- Indaga o pássaro estranho
    _. Eu não posso ter ganância, meu senhor, ela não me serve de nada, se meu pai é um servo eu serei um servo meu filho será um servo, assim funcionam as coisas. Responde o garoto como se tivesse uma resposta pronta.
    _Não me trate feito estupido eu sei como a servidão funciona, nada que me digas vai acabar com o cheiro de ganância que vem de você, posso sentir a mensagem que quer passar ao mundo, e eu Thoth o deus mensageiro posso ajudar a passa-la.
    _Você não me parece Ratatosk, aquele passa as mensagens dos deuses.- Responde o garoto um pouco mais tranquilo.
    Ao ouvir isso um silêncio momentâneo se espalha pela caverna, a forma meio-ave meio homem se mostra confusa.
    _. Não tenho a mínima ideia do que está falando meu garoto, pertenço a outro lugar, permaneceria dormindo se não tivesse sentido o cheiro da sua mensagem, tão pura e simples, alguém que almeja ser mais do que pode, isso é tão antigo meu garoto, o sentimento de querer ser mais forte, mais ágil, ter mais poder do que lhe é possível, isso antecede a vida e se estica até a morte. Discursa o nobre pássaro.
    _O que quer dizer com isso, você vem de que lugar? eu não te entendo, o que quer de mim?- Froki confuso  muito com a  sua situação, e curioso como é indaga sobre a vida de Thoth e acaba por insultar o antigo deus.
    _Ora desconfias de mim, te dei motivos para tal? ; sou de um reino a sudeste daqui muito a sudeste, um reino de antes verdes colinas, agora de amarelas dunas, cheguei até aqui através de um enterro pomposo pelo mar, onde os nobres de minha corte inconsequentemente me mataram e me jogaram ao oceano, ou pelo menos minha forma humana, agora sem poder se comunicar com os deuses suas colheitas antes fartas agora se encontram mortas, consequência do ato impulsivo daqueles que queriam ser mais, por isso sua mensagem me cativou.- Tentando se mostrar poderoso Thoth se abre para o garoto, conta sua história espera mais respeito da criatura franzina em sua frente.
    _Ora Thoth, achas que sou como aqueles que te traíram? Então porque queres passar minha mensagem? isso não faz o mínimo sentido- Responde o garoto confuso, se impondo um pouco mais agora que sabe que esse deus a sua frente, já é um deus morto.
    _. Ora meu jovem, tens um pouco de personalidade em suas palavras, interessante..., não tenho raiva daqueles que me traíram o desejo deles me cativava, até por que os traidores tiveram o que mereciam.
    _. Me desculpa pela minha imprudência, mas qual é o sentido desse falatório, a situação está muito estranha, você me atraiu até aqui? E se fez isso por quê? - Curioso o garoto indaga a forma estranha na sua frente.
    _Orá você veio aqui sozinho, foi inconsequente e isso te atraiu até a mim, estou tão confuso quanto você, essa situação para mim é tão estranha quanto é para você, a última coisa que eu me lembro é de ter dormido nessa caverna depois de muito tempo no mar, agora estou aqui conversando com um franzino pastor de ovelhas de uma época distante da minha. - Mas uma vez Thoth se abre para o garoto, como se confiasse nele.
    _olha eu te garanto que não é não, mas serio você se abre assim para cada pessoa que profana seu tumulo? Você é bem estranho, não basta ser um corvo feio em uma caverna brilhante, ainda diz ser um antigo deus mensageiro de um lugar morto, a situação para mim não podia ser mais estranha.
    _Está bem esse não um concurso para saber quem está estranhando mais a situação eu só estou dizendo que estamos em pé de igualdade aqui, mesmo com a minha forma estranha sendo tão diferente da sua agora, eu já fui como você de carne e osso, agora sou apenas um espírito preso a está espada, um reflexo do que eu costumava ser antes, mesmo fraco, ainda tenho muito poder comigo e se quiseres posso te ceder esse poder para alcançar seus objetivos em vida.
    _. Está me propondo um pacto?
    _Sim eu estou, um pacto de cavalheiros que tal, a proposta é: você ora a mim todas as noites e se possível repassa minha antiga religião para aqueles mais chegados, para me dar poder, e com esse poder você chega até onde quer chegar, não precisa abrir mão de sua reza para seus deuses, eu só preciso de fiéis para me manter vivo e poderoso, um fiel só me basta porém quanto mais, mais poder eu vou ter, e vou usar esse poder para te manter no topo você e seus possíveis descendentes, você só tem a ganhar meu jovem, e então o que achas de minha proposta?
    Ao ouvir a proposta de Thoth, Froki se põe a pensar, pela primeira vez em sua vida Froki vê a chance de ser mais do que ele já é, ser mais do que um ninguém, ser mais um pastor de ovelhas qualquer. Froki tinha muitos irmãos e irmãs, dentre eles todos se destacavam em alguma coisa dando orgulho ao seu pai, alguns guerreiros fortes, outras costureiras prendadas ou cozinheiras exemplares, ele tinha até uma irmã que usava o arco e flecha como ninguém, enfim, todos menos Froki tinham um talento algo pelo que se destacavam, por isso, diferente de Froki seus irmãos não almejavam ser mais do que já eram, e talvez por isso quase todos os outros o tratassem com o desprezo de só quem não entende o que outro sente pode tratar. Thoth naquele momento dava a Froki uma chance de se destacar acima de todos seus irmãos, acima até de seu pai, acima até de quem sabe o próprio rei daquele condado, talvez por isso Froki tenha dado uma resposta tão rápida sem pensar nas consequências ou em sua religião.
    _sim, eu aceito- Responde rapidamente o garoto. _ O que eu tenho que fazer para selar esse contrato, eu faço o que quiser Thoth.
    _. Ora meu garoto apenas puxe a espada da pedra, e terá o meu poder.
    O garoto sem pensar duas vezes puxa espada da pedra e...
  • TRAÇOS DE UMA ANSIEDADE

     Durante toda a minha trajetória de vida, passei por muitas coisas complicadas, situações que prejudicaram tanto eu mesmo quanto minha família. Desde então, eu venho tentando buscar algo melhor para mim, e para todos que estão evolvidos na minha história. Muitas coisas vem acontecendo,e a cada dia que passa eu rezo para que tudo dê certo.

      Sou um homem trans,e ainda preciso passar por várias transformações pessoais, que inclusive já pensei em jogar muitas para o ar e desistir. Acho que o maior desânimo, foi de alguns sonhos que foram interrompidos. 

      ANSIEDADE

      Minhas primeiras crises de ansiedade começaram ano passado (2019), quando eu havia começado meu primeiro emprego. Eu não sabia como lidar como medo de errar, meu  meu coração acelerava tanto, que eu sentia  falta de ar com tantos pensamentos que vinham a mente. Muitas pessoas tentavam me ajudar me vendo naquela situação, e eu só queria fugir de onde eu estava. A partir daquele dia, já imaginei o quanto eu teria que lutar e manter a calmo para não acontecer tudo novamente, cheguei a frequentar terapeuta umas duas vezes.

         Foi e continua sendo algo bem chato de lidar. É muito doloroso acordar em um dia todo feliz e de bem com tudo, e do nada bater um desânimo total e simplesmente chorar muito. Tem dias que da vontade de sair por aí sem rumo, só ir, tem momentos que ficar no quarto sozinho sem ninguém por perto é um alívio. É ai que você não encontra uma forma de explicar o que se passa na cabeça, fica sem rumo diante de qualquer coisa ou situação e tudo ao seu redor, parece estar sem sentido.
     Ser uma pessoa ansiosa é saber lidar com seus medos, preocupações, angústias. A grande maioria das pessoas falam coisas do tipo "ah, mas a pessoa está assim só para fazer drama, só para chamar a atenção" . Esse tipo de argumento é totalmente horrível para julgar quem sofre diariamente com esse problema. 

    Ajudar quem sofre de ansiedade independente do dia faz toda a diferença, seja com alguma palavra de carinho, um abraço... Se você convive com alguém que passa por essa situação, não deixe de trazer muito amor, conforto e segurança. 

       -  PEQUENOS GESTOS VALEM A PENA!
  • Trancafiados Vol.1

      Lembro-me muito bem, em que em janeiro de 1945, estava eu com a minha família em casa ainda morávamos em Desden na Alemanha, eu meu pai e minha mãe, em meio a guerra estávamos economizando uma quantidade significativa de comida e água.. porém em meio a guerra, a comida e bebida iriam acabar alguma hora sem dúvidas, todas as manhãs eu acordava e sempre olhava para minha janela que estava na esquerda da minha cama, sempre olhava e ficava pensando até quando aquela guerra iria durar, levariam, anos.. meses... décadas? Essa era uma das perguntas que eu não conseguiria responder, meios os dias iriam passando.... no fim de janeiro de 45 meu pai ficou extremamente doente, ardia a febre, ficava de cama o dia inteiro sem ter forças pra nem sequer levantar um copo, fiquei muito preocupado com ele e sabia que deveria tomar alguma ação rapidamente... então me lembrei que havia antes do início da guerra uma espécie de farmácia no final do meu bairro, porém em tempos de guerra era extremamente proibido e perigoso sair nas ruas, porém não pensei duas vezes em tentar pegar algum remédio, peguei o mínimo de coisas possíveis para ir até a farmácia, saindo de casa a rua está totalmente vazia, algumas casas destruídas ou abandonadas por suas famílias, não muito longe da farmácia escuto um barulho de alguma coisa batendo.. então percebo que está vindo da casa na minha direita, poderia simplesmente ignorado e ter ido até a farmácia, mas fiquei intrigado com o barulho, entrei na casa que aparentava estar abandonada, abri a porta e o barulho continuou, subi no 2° Andar e vi que o barulho estava vindo da porta no fim do corredor, me aproximei e perguntei.. "Oi?... Tem alguém aí?". Então uma voz respondeu.. "Olá!! Por favor me ajude.. estou presa aqui!!". Com um pouco de receio perguntei.. "O'que aconteceu aqui?". Ela um pouco mais calma me explicou.. "Eu estava aqui em casa, quando derrepente escutei alguém batendo na minha porta, quando olhei pelo olho mágico para ver quem era.. percebi que eram 2 soldados nazistas que estavam fazendo uma varredura em todas as casas". Muito preocupado perguntei se ela estava ferida, porém ela me disse que estava muito bem... então tentei pegar um pé de cabra que havia na garagem da mulher e arranquei as tábuas que a impediam de sair, então ela me agradeceu e perguntou se poderia me ajudar de alguma forma, então respondi; "Na verdade tem uma coisa... meu pai está muito doente gostaria de saber se você teria algum remédio..?". Ela me respondeu; "Infelizmente não tenho remédios mas eu sou médica, e trabalhava na farmácia no fim do bairro, se quiser posso lhe emprestar a chave da farmácia, você vai, pega os remédios e trás pra mim para podermos tentar ajudar seu pai.." eu muito agradecido aceitei a oferta e fui até a farmácia, chegando lá eu abri a porta e percebi que estavam com poucos remédios porém já conseguiria pegar apenas o necessário para ajudar meu pai... peguei o Último medicamento e quando olhei para a porta da farmácia, vi um soldado nazista entrando, totalmente armado, sem dúvidas se ele me visse, atiraria primeiro e perguntaria depois, então com muito cuidado me aproximei da porta dos fundos e consegui sair de lá..... Chegando em casa com a médica, ela olhou meu pai e me disse que se esperasse mais algumas horas meu pai provavelmente não teria sobrevivido, foi uma das coisas mais terríveis que aconteceram comigo naquele ano, isso que eu nem sabia por oque estava por vir..



  • Trump matou Jesus?

    Ou o espírito cristão?
    Podemos lembrar que o mundo ja´sofreu com Hitler,Caligula,Bush,e resistiu,mas nenhum destes foi eleito escancarando tanta insensibilidade e radicalismo...
    Serão 60 milhoes de racistas,os seus eleitores?
    Diria,que são iludidos,que aceitam a idéia de um bode expiatório,judeu,árabe,latino,que venha lhes suavizar a sensação de fracasso,deixando de enxergar que outros seriam capazes de fazer o seu papel,melhor e recebendo menos...Desumanidade para eles e´isto,ora bolas!
    Dane-se o feminismo,se todo homem tem sua mulher como um objeto,que pode ate´ser sua funcionária,mas nunca sua superior..Afinal,como um objeto pode ficar maior que seu dono^
    Oscar Wilde dizia,que no mundo tudo possuía um lugar,a mulher devia obedecer ao homem,o criado ao patrão,ou tudo sairia do prumo,então ao combater o homossexualismo,o aborto,a igualdade das raças,Trump está e´recolocando o planeta nos eixos!
    Dane-se a Europa,a Onu e o Papa,pasmem os senhores,o i´dolo de um presidente americano,e´o ditador da Rússia,insulto que está a a fazer Lincoln girar como galeto na tumba...
    Onde este populismo levará a América?o que adiantará reerguer fábricas falidas,criando novos nichos de protecionismo,cuja conta erá paga por todos...E quem irá ocupar o lugar dos ilegais,que fazem os piore serviços,sem direito a saúde ou educação para os filhos?
    A única violençia que aumenta,com a chegada de imigrantes trabalhadores,são os ataques dos racistas a estes heróis,que ao de encontrar abrigo,seja no Canadá ou na Austrália,para azar dos Estados Unidos,que terá menos trabalhadores reais para contribuir com impostos e idéias...
    Seria Steve Jobs,filho de sírios barrado hoje?
    E pensar que o grande salto americano se deu,com a abertura das fronteiras aos imigrantes da Alemanha nazista...
    Será solução armar todos os universitários contra os matadores em série,ou restringir a venda de armas?
    Se estes encherem muito,serão internados num hospício,assim como Hitler pretendia matar todos os degenerados,de gays a deficientes físicos...
    E os cidadãos,nascidos na América,que professarem a fé islãmica,como Mohamed Ali? serão colocados num campo de concentração,ate´que estes parvos entendam sua religião de mil anos?
    E quando estes campos superlotarem,qual erá a solução final?
    A cúpula escolhida por Trump me faz gelar,recheada de torturadores e racistas,triste desfecho para a mais fulgurante cultura de nosso tempo,mesmo destino legado a sociedade alemã.também a mais avançada e liberal de sua época,na saudosa Republica de Weimar...
    A constatação que fica,e´que Bi Laden foi o maior eleitor de Trump,e que em um mundo dominado por radicais,so´nos resta aguardar onde eclodirá a terceira guerra mundial,desta vez com a América a encabeçar o eixo do mal...
    Façam suas apostas: se dará com a China invadindo Taiwan?
    A Rússia destruindo a Ucrãnia?
    Israel eliminando o povo palestino?
    ganha uma viagem para Marte,quem acertar,nos encontramos lá,para reconstruir o sonho de um mundo justo,solidário,que foi o que sempre nos alimentou,mais que a realidade,sempre a nos aplicar surpresas,que no fundo,retratam o egoísmo humano...
  • Última Senzala



             

    Úmida senzala, como Castro Alves falava
    Por ali muitos passavam, mas não viam a negrada
    Que por baixo da casa sucumbia desgraçada.
    Mulatos homem agrupados
    Como punhado de gados eram marcados pelo ferrete.

    Negro, negro madeira boa. Negro madeira forte
    Negro saco de carvão. Negro pedaço de carne¹
    Que aos olhos do patrão para um bom negro
    Boa morada é o porão

    Porão este que enfatizava "O que te trouxe de casa
    Foi o movimentos das águas, que junto ao feitor,
    Te fez segurar as barras e pelo soar das águas
    Lembrar do amor" Amor esse que agora ecoa
    Dentro da madeira boa, que por ventura não pode sair
    Nem de cá para lá, nem de lá para cá.

    O que resta a esse negro agora?
    Que ao olhar para fora, na outra margem
    Vê apenas o topete de sua senhora
    Djalô

    Oh negro, que cantava, batucava, dançava e sorria!
    Sorria agora. Mas não para sua senhora
    Pois já era chegada hora e de angústia viveste agora
    O chicote lhe castiga o couro
    E de penar morreste a alma.










    Autoria: D`souza Gabriel.
    ¹Livro Cachorro velho. Teresa Cárdenas
  • Últimas horas de Kurt Cobain - Tragédia anunciada

      Um jovem de 27 anos, sujo, maltrapilho e desleixado, volta para casa após dois dias perambulamdo por bares e hotéis. Está exausto, envergonhado. O dinheiro acabara. Sua esposa havia bloqueado o cartão. Em casa, a tristeza e o remorso o corroem. Fugiu da clínica de reabilitação. "Como explicar ou justificar à família e amigos o que eu fiz? com que cara vou aparecer a eles? E a imprensa, que dirá? Mais um escândalo para os vermes faturarem. Eu, pai de uma linda bebê, fujo sem dar notícias para ninguém, quebrando a promessa que fiz a todos. Que irresponsável e infeliz eu sou. Indigno de amar e ser amado. Era 5 de abril de 1994
       Consumido pela angústia e o remorso, e impotente diante do vício que o consome, cai em profunda depressão. Está sozinho. A chuva e o céu cinzento de Seattle contribuem  para sombrear a atmosfera mórbida que cerca o jovem. Toma umas pilulas de Valium e injeta um pouco de heroína. A depressão se vai, mas o pensamento suicida permanece. Chora. A fase maníaca ou depressiva de sua bipolaridade começa a dominar sua consciência e direcionar seus pensamentos. Está agitado. Injeta mais uma dose de heroína. Vai à sua coleção de discos. Escolhe um de seus grupos favoritos. Entorpecido, angustia-se embalado pelas letras introspectivas da banda, começa pensar no seu passado, na infância feliz e na adolescência conturbada. O pior: pensa no presente e não vê perspectiva de futuro. Desespera-se. Desce as escadas e pega uma folha, uma caneta e uma espingarda. Desse vez, não há mulher, empregada ou amigos para impedir o que tentou fazer várias vezes: tirar sua própria vida. Rabisca um texto na folha e, em seguida, injeta uma dose de heroína que certamente o mataria. No entanto, antes que ela o mate, ele mira a espingarda em sua boca e atira sem pestanejar. Três dias depois seu corpo seria encontrado.
       Esse foi provavelmente o roteiro das últimas horas de Kurt Cobain, o herói de Seattle e o ídolo de toda uma geração. Alguns críticos citam esse fato para afirmar que o Nirvana não seria o que é caso o seu líder não houvesse se matado. Está errado. Vinte quatro anos depois, é o momento de colocar o mito e a verdade em seus devidos locais..
       Quando Nevermind atingiu as paradas de sucesso, o Nirvana já era aclamada pela critica e público como a banda da década por ter dado novo fôlego ao mercado fonográfico. Quem viveu a época ou revisou a imprensa daquele período não tinha dúvidas: O Nirvana era a rainha e a bruxa das bandas. Seu líder, o rockstar sofrido, o coitadinho da mídia. Enquanto esteve na ativa, o Nirvana arrastou, por três anos seguidos, o título de melhor vídeo alternativo da Mtv. O acústico da banda alcançou um dos maiores picos de audiência da emissora. In útero, terceiro álbum de estúdio, alcançou o primeiro lugar na Billboard logo na primeira semana de lançamento. É evidente que o suicídio de Kurt Cobain contribuiu para petrificar a imagem da banda e imprimir uma certa áurea ao Nirvana. Mas isso pouco significou diante do que a banda já havia conquistado e legado para sua geração. Se há algo realmente superestimado na história do Nirvana não é o talento de seu mentor, muito menos a qualidade musical da banda, mas o próprio suicídio de Kurt. Ele não tem tanto significado para a banda como alguns críticos, mal informados ou de má-fé, apregoam. O Nirvana já tinha entrado  na história quando Nevermind desbancou Dangerous.
  • Um barulho

    .: Eu estava na minha cama, encostado pra não dormir, porque dormir é pior.
    .: Ouvi o barulho noutro comodo, olhei pro lado e o escuro lá parecia maior
    .: Então levei minha melhor arma, a coragem, e meu melhor escudo o medo
    .: Pra ver o que tinha ali, tocar com meus dedos
    .: Ela estava no chão, deitada de lado
    .: Respirava rápido, nariz entupido, batom borrado
    .: - Ei moça, eu não sei como mas ouvi o som do seu coração partindo
    .: - Não queria incomodar, já vou indo
    .: - Mas saiba que eu estou no outro quarto, e o problema se resolve mais fácil dividindo.
  • Um brinde ao reconhecimento:

    Há muito venho lendo comentários,
    lendo elogios, há muito venho tendo
    o meu próprio reconhecimento.

    Em breves palavras, um obrigado!
    Em curtas gírias, valeu e mais
    outra vez, o meu muito obrigado.

    Aos reconhecimentos dos oriundos,
    o sucesso de um dia começarem
    a ser os mais memoráveis,
    Drummond Andrade da nova era!

    O brinde não é pelo bom vinho
    ou pelo bom motivo de estarmos mais
    do que gratos!

    Mas, um brinde pelo esforço de todos e todas,
    até por que um livro, não se faz apenas com
    capas e paginas cheias de palavras!

    Mas, sim um bom livro se faz com
    diversas histórias, muitas poesias,
    algumas prosas e pensamentos,

    Amados, pensamentos, sólidos,
    pensamentos que nos dão um norte,
    pensamentos que nos fazem ser bem mais
    que meros livros de capas e páginas de agradecimentos!
  • Um crime perfeito

    - Me desculpem... Não conseguirei falar. – Dizia Jonh enquanto corria dos entrevistadores com lágrimas nos olhos.

    Aproximadamente quatro dias antes, uma série de assassinatos de moças entre catorze e dezoito anos amedrontava a cidade, a irmã de Jonh foi uma das vítimas, por onde esses irmãos passassem, eram lembrados por sua semelhança, apesar da diferença entre as idades. Os dois tinham cabelos castanhos, estatura média e fisionomia quase idêntica.

    As mortes rapidamente viraram notícias, especialmente da irmã de Jonh, Marina, que tinha catorze anos, a mais nova de todas as sete vítimas desse Serial Killer. A polícia civil investigava os casos e não chegava a nenhuma conclusão, todos pareciam ser suicídios, exceto por uma coisa: Todas as vítimas tinham um número no rosto de acordo com a ordem dos assassinatos, a primeira o número um, a segunda o número dois e assim por diante.

    O que mais chamava atenção no caso de Marina é que em vez do número 7, tinha um coração feito em cortes em seu rosto. Em seu velório, Jonh parecia inconsolável. Na saída foi cercado por entrevistadores com cara de dó, querendo saber qual era a sensação após perder um parente tão próximo.

    - Me desculpem... Não conseguirei falar. – Dizia Jonh enquanto corria dos entrevistadores com lágrimas nos olhos.

    Em lugar bem afastado de tudo e de todos, Jonh enxuga suas lágrimas falsas enquanto pensa em sua oitava vítima.

  • Um desabafo

    Quando o conheci achei ele o cara mais lindo que os meus olhos já tinham visto, mas não foi só isso, quando vi ele senti que conheci ele de algum lugar, ele me parecia tão leve e doce, um jeitinho encantador, a forma dele sorrir e olhar era totalmente diferente, e pela primeira vez eu senti insegurança em estar com alguém, senti aquele frio na barriga, eu sentia como se meu coração fosse sair da boca e olha que eu nem tinha falado com ele, eu não tinha sentido o toque ainda, quando ele falou comigo, nossa eu perdi a fala, eu não conseguia formular uma frase e nem pronunciar sem gaguejar, eu não conseguia nem olhar pra ele diretamente, mas a voz dele, me trazia uma sensação tão gostosa, como se eu precisasse ouvir todos os dias, quando ele ria, parece que ele arrancava partes boas de mim. Quando a gente se abraçou se senti uma confiança, foi diferente de todos os abraços, o dele tinha carinho e proteção, tinha verdade, era forte e acolhedor, eu queria morar naquele abraço, era como se ele me tirasse desse mundo e me levasse para um lugar só dele, um lugar que só ele conhece e cheio de mistérios, na verdade ele é o próprio mistério, eu nunca consegui entender ele e nem entender o efeito que ele me causava e ainda causa não posso negar, mas gostaria de entender de verdade, gostaria de saber o que ele pensa e sente, acho que talvez eu quisesse tanto me encaixar com ele, e nunca consegui, eu fiz foi afastar ele de mim cada vez, foi bom e foi ruim, foi bom por que aprendi a ser mais forte e mais confiante, eu me tornei a mulher que eu sempre admirei, o amor muda as pessoas e a falta dele também. O lado ruim foi a saudade, mas ninguém morre de saudade né? Mas doí demais, várias vezes eu chorei a noite, mas chorar adiantava? Não, mas colocava pra fora, e cada vez que eu chorava eu me sentia melhor, aquele sentimento morria aos poucos eu pensava, nunca passou, mas aliviava muito. As vezes lembro do beijo, lembro do toque... Lembro de coisas que realmente eu não deveria lembrar, já desejei ter amnesia, queria esquecer aquelas tardes que a gente ria juntos e desabafava também... Queria esquecer também da data do aniversário dele, eu nunca consegui esquecer, as vezes eu passava em uma loja e via algo que lembrava dele, os meus olhos logo mostrava tristeza... Eu nunca consegui esquecer ele, mas com o tempo ficou mais fácil, eu fui me acostumando, eu comecei a ver no que eu errei e no que ele errou, os erros dele no começo me deixava chateada no fim, eu torcia que os erros dele fizesse ele mudar e ele se tornasse uma pessoa melhor com mais amor, e sabendo perdoar. Eu passei a orar pra ele todas as noites pedindo sempre que ele melhorasse não pra ficar comigo, mas sim pra que ele se tornasse cada vez mais uma pessoa melhor, mas sempre admirei as qualidades dele, principalmente a sinceridade, ele não conseguia esconder os sentimentos, ele sempre foi muito aberto a isso, coisa que na qual eu sempre dificuldade em falar, quando eu resolvi falar já era tarde! Ciúmes? Tive demais, nossa, e como tive, mas não adiantou nada, quem quer ficar com você fica, quem gosta de você demostra e quem te ama não deixa partir e ele me deixou partir, na verdade ele que colocou um ponto final, ele disse adeus, sem me deixar fizer se eu queria ficar ou não! Eu não lutei, só se luta quando você sente que aquela pessoa te quer ali, quando no fundo você sabe que existe sentimento, e ali nunca existiu, eu amei sozinha. Eu chorei sozinha, mas eu resolvi levar disso coisas boas, voltei a escrever como eu sempre gostei, apaguei o número dele, nunca precisei bloquear afinal, ele nunca correu atrás, eu sempre usei o meu celular tranquila, ele sabia onde eu trabalhava, a onde eu estudava e provavelmente onde eu morava, ele nunca veio até mim, ele morava perto de pessoas que eu conhecia, e eu sempre evitei passar naquela rua, eu não tinha medo de ver ele e sentir algo, eu tinha medo dele pensar que eu estava ali por ele, sempre quis deixar bem claro, que eu respeitei o espaço dele, sempre respeitei a decisão dele, mesmo ele não me deixando falar o meu lado, o egoísmo dele era grande, mas eu não queria ter essa competição, sempre preferi a minha paz do que a minha razão, não sei ele vai chegar a ler isso um dia, sinceramente eu espero que não, ele não saberia receber tantas coisas, mas se caso isso um dia chegar até ele, ele vai saber quem é, ou talvez não, afinal ele sempre achou que eu era uma mulher que tinha vários contatos, mas se ele ler, e o coração tocar dizer que esse texto é realmente pra ele. Eu te digo uma coisa, não cometa com outra pessoa os erros que você cometeu comigo, se conhecer alguém dê amor, atenção, cuidado, traga paz e tenha empatia com essa pessoa, ouça ela, seja diferente! Aprenda a amar, o amor pode mudar o mundo, mas começando pelo o seu próprio mundo, obrigada, por me devolver a essência que eu tinha e que não me lembrava que tinha, você pode pensar que me quebrou em pedaços, mas no fim você me deixou mais forte e eu sempre vou ser grata a você por isso.
  • Um Desabafo Qualquer

    Era uma vez,

    Uma menina sonhadora que vivia nos seus sonhos, ela não prestava atençao no mundo a sua volta, mas ouvia todas as criticas sobre ela, ela sempre suportou todas as criticas sem fazer nada até que um dia ela cansou de tudo aquilo e bem, fez o que achou melhor para ela e teve uma crise, não falava com ninguém, não comia, ela só pensava e pensava.
    Até que um dia ela resolveu sair para comer, conheceu um garoto e se apaixonou, e bem ele negou o amor a ela, pois era o tipico galinha, ela teve o coração partido pela primeira vez mas não se abalou, continuo vivendo com aquela dor no seu peito, até que um dia ela conheceu um garoto que teve reciprocidade e bem ele vacilou, e teve o coração partido novamente, e na terçeira ela acreditou que ia dar certo mas não deu, ele só fingiu o tempo todo.
    Ela sofreu e agora ela não acredita no amor, ela até gosta de alguém, mas não acredita no amor, pois ele só fez ela sofrer, ela não depende de ninguém pra ter que viver, ela ate quer alguém mas não acredita em contos de fadas e amores, uma distração pra mente ou outra, mas nunca alguém pra ter o seu coração, pra chamar ela de sua, pra ter ela quando quiser, pra ser o dono do coração dela.
    Ate que um dia ela tentou se matar e entao pessoas que nem a conheciam começaram a falar com ela, ela achava desnecessario mas respondia por gentileza, os anos se passaram e ela virou maior de idade, assim que isso aconteceu ela saiu de casa e começou a viver por conta propria e assim a vida dela começou a ter um rumo, até que um dia ela foi estrupada pelo seu chefe, e bem ela deu queixa e tudo mais, só que ele não foi acusado.
    E ela sempre pensava que se as pessoas conseguissem ter consciencia do quanto a vida é passageira, talvez elas pensassem mais em ser felizes do que em estragar a felicidade dos outros, pois isso so machucava a ela. Por que ela sofria por todos, não somente por ela mas sim por todos os que sofriam, ela causava sofrimento as pessoas que se aproximavam dela, menos a uma pessoa que qualquer coisa que acontecesse ela estaria ali esperando ela de braços abertos, com toda alegria do mundo pra dar a ela, para ela pelo menos por um milessimo se sentir feliz, pois isso era a razão de viver dela.
    Bem tudo a dizer a vida nem sempre é boa mas tente entender ela, pelo menos por um segundo.
  • Um estrangeiro no pedaço

    A literatura negra é inquietante, não apenas por trazer outras experiências e discursos em seu lugar de fala, mas também por tratar de temas ácidos para a sociedade. Quando fui convidado pelo professor ao lançamento do livro Tombos e tosses do revolucionário Yuri Babacof, novela publicada pela Organismo Editora, me atentei bastante a dois fatos: o autor e as especulações que tomaram minha cabeça de assalto.
                Sílvio Roberto Oliveira é professor Titular de Literatura Brasileira da UNEB Campus II - Alagoinhas, e mesmo ele sendo de Letras e eu de História, o trato como se fosse meu mestre também. Fiquei muito satisfeito de conhecer esse outro lado do homem das Letras e das letras, para além do acadêmico e do docente. O senti tão igual como o complexo de igualdade de que todo ser humano deveria ser portador.
                Estava lá, no Restaurante Engenho Velho no centro de Alagoinhas, com sua família, alunato, amigos e escritores a prestigiá-lo. Nessa noite, ele foi escritor, e também alguém divertido de se ouvir com seus “causos”. Saber um pouco de quem escreve é se aprofundar no que está escrito. Com certeza, a inenarrável desventura de Yuri Babacof, protagonista do livro, foi um trabalho bem elaborado de seu autor.
                Se tivesse que caracterizar essa obra, fugindo do foco do mercado literário, buscando algo que lhe seja próprio em termos de escrita, diria que se trata de uma rapsódia contada como presepada, ou melhor, como bazófia. Essa última palavra, recorrente no livro, também será usada aqui. Com essa resenha não penso em trazer nenhuma luz ao leitor, ao contrário, vamos escurecer mais e mais a questão!
                O livro não trata de um “alguém”, ou apenas um “algo”. Se trata muito mais de um mosaico tecido de narrativas várias em que o vértice é o tomo. Yuri Babacof conduz a história, mas como pude averiguar em minha leitura, a presença simbólica e ausência física de Procotó talvez revele mais do que a ausência moral do comunista por conveniência Babacof. Ambos os personagens são antípodas, diria até nêmeses.
                Procotó existe como discurso em narrativa mítica da população pobre. Babacof cria discursos, inteligíveis só para ele mesmo. O livro é permeado de símbolos, signos e representações que exige mais do leitor. E como diria Chartier, a leitura constrói um texto. Não pode existir interpretações certas ou erradas quando o próprio Sílvio usufruiu de metáforas para narrar.
                Seguindo nessa esteira interpretativa, dentre os dois personagens, Procotó é o mais factível, evitarei o termo “mais verdadeiro” para não criar hierarquias. Pois, é em suas historietas populares que vemos ações cotidianas. É onde o povão se reconhece e busca força e sabedoria para lhe dar com um mundo sempre hostil. Babacof é o lado inverso da moeda, é o pragmatismo radical de uma vida rica em materialismo, e vazia de espírito.
                E quando se trata de representações, esse livro está permeado delas. Sejam elas discursivas ou imagéticas (analise a capa atentamente), todas elas têm muito a dizer. O protagonista é um mal arquétipo de uma linhagem de pensadores muito indesejadas no Brasil, não, quis dizer Bazófia (sempre me confundo!). A corrente ideológica e filosófica de Babacof é uma mistura de marxismo-stalinismo mesclado ao estruturalismo vulgar.
                E por mais bizarro que possa parecer, esse “comunista” inoportuno, que devora criancinhas, fala de lutas de classe e vive como médio-burguês, encontra eco dentro de um nicho político-ideológico em Bazófia. Causa incomodo, e por fim, acaba sendo usado. Nada em sua vida é heroico, nem termina como deveria. Interessante notar que mesmo tratando de lutas contra o sistema, age como parte dele.
                Talvez o maior trunfo desse livro seja o “humor negro”, ácido e desprovido de pudores, que realiza uma das críticas mais ousadas aos marxistas-comunistas do nosso país. A luta de classe, enquanto discurso, não como prática, acaba mais por gerar radicalismos do que politização. As formações identitárias não encontram eco na solidariedade de classe.
                Se pensássemos como Florestan Fernandes, e por mais genial que seja sua produção intelectual, a luta do homem e da mulher negra é diferenciada do proletário branco. Muitas vezes, aquele nem trabalho tem em relação a este. O comunismo não foi pensado para essa parcela da população. Não é incomum que haja discordância entre o movimento negro e os comunistas. Uma discussão que não irá se extinguir facilmente.
                Babacof é a imagem do “socialista de I-Phone”, um tipo que discursa o que não prática, e parafraseando a Bíblia, a fé sem a ação é tão morta quando a teoria sem a prática. Ouvir falar das obras marxianas não é o mesmo que ler, se aprofundar, criticar e reavaliar posições. E de ouvir falar e pouco lê, um homem como Yuri se torna comunista! Talvez para cultivar o hábito de comer criancinhas abertamente, vai saber?
                E não tenho Sílvio como anticomunista por isso, no mínimo, é contra a hipocrisia intelectual. Seria muito extenso debater todas as imagens apresentadas na obra. Não toquei em coisas mais profundas, que muitos críticos literários com melhor aporte teórico terão prazer em desvelar. O máximo que posso dizer é que essa obra merece ser lida por você. Estar na cabeceira de seu criado-mudo ou na mochila para qualquer viagem longa.
                Sílvio Roberto Oliveira é doutor em Teoria e História Literária. Coordena o projeto de pesquisa Poética da Pesquisa Diáspora Negra nas Américas: A obra de José Carlos Limeira em diálogo com outros autores. Desde 2013 integra o Coletivo Ogum’s Toque, onde escreve poemas. Como professor, é um dos mais ativos, e como escritor, um dos mais criativos que já li.
                O livro tem 140 páginas, orelhas por Miriam Alves, uma nota introdutória, um esclarecedor posfácio da Professora Assunção de Maria Sousa e Silva, e biografia do autor. A capa é um desenho do próprio Sílvio. A ilustração é boa, mas merecia um tratamento digital melhor, para ficar mais legível, essa é a minha única crítica. O livro tem linguagem dinâmica e diverte com toda a... bazófia possível.
    Segue link:
    https://www.facebook.com/organismoeditora/
    https://www.amazon.com.br/Tombos-Tosses-revolucion%C3%A1rio-Yuri-Babacof/dp/8567614120/
  • Um Final Feliz...

    Essa é a história de uma menina que nunca se encaixou em nenhum lugar do mundo…
    Desde pequena ela se sentia diferente das outras meninas de sua idade. Enquanto as outras gostavam de se arrumar, de serem aceitas nos grupinhos mais populares da escola, essa garota usava moletom de cactos, as “amigas” diziam que era pijama, mas ela considerava um elogio ser diferentes das pessoas ao seu redor (ela sempre gostou disso).

    Ela também gostava de caminhar mata a dentro com sua irmã e algumas colegas, brincar de escolinha, (odiava bonecas, queria aventura) sonhava em ser bruxa, dormia na sala escondida da mãe pra assistir os filmes do Harry Potter, amava os animais, até roubou um gato uma vez. A vida inteira morou pertinho do mar, numa casa velha, na rua da cachoeira, gostava de cantar. Reunia as amigas no quintal para contar histórias de terror, subia em goiabeiras, corria de medo de borboletas gigantes, mas vivia procurando cobra coral no meio das pedras da cachoeira. Ela era estranhamente interessante.

    Na adolescência começou a estudar a Bíblia, afinal, ela amava aprender sobre tudo, sempre acreditou em Deus e amava toda a sua criação. Mas também acreditava em alienígenas e fadas, passava horas olhando para o céu em busca de naves, mas só via aviões e ainda assim tentava imaginar que eram realmente óvnis.
    Seu primeiro beijo foi aos 13 anos com o garoto da escola que ELA escolheu. Os pais surtaram quando souberam, a proibiram de ver o garoto, afinal ela era nova demais, e sua família era muito cristã. Foi a primeira vez que sofreu por alguém.

    Com o tempo ela se tornava mais questionadora, curiosa sobre tudo, sobre o mundo, sobre as pessoas, não se contentava com respostas curtas, queria saber o porque de tudo! Se revoltava quando não tinha a resposta que queria, foi uma adolescente rebelde, e ao mesmo tempo tímida, mas sempre em busca dos seus sonhos. Agora ela queria cantar numa banda de rock, e é claro que ela conseguiu, apesar de não ter durado muito tempo, ela conseguia quase tudo o que queria.

    A partir daqui, a história vai começando a ficar um pouco triste e pesada. Aos 16 anos ela se apaixonou pelo baixista da banda, que também se apaixonou por ela, e começaram a namorar, escondido, porque seus pais ainda a achavam nova demais pra isso, até que descobriram e os chantagearam dizendo: -“ou ele te assume e te leva pra morar com ele, ou não queremos mais que vocês se vejam.” Já imaginam né, ela foi morar com ele e sua família, e assim ficaram por dois anos, até que ela fez dezoito anos e seus pais a aceitaram de volta em sua casa, até seu namorado foi junto, e assim ficaram mais um ano, até que certas atitudes de ambos, fizeram com que essa história chegasse ao fim, só que não…

    Ele voltou a morar com os pais e ela decidiu ir morar sozinha pela primeira vez. Ela até tinha algumas amigas, e queria aproveitar a vida, saía, bebia, curtia o que podia, mas nada a satisfazia. No fim do dia, ela só queria acordar com alguém ao seu lado, mas nem sempre era quem ela queria, e tudo voltava a rotina, festa, amigas, bebedeira e mais insatisfação. Ela se perdeu, conheceu o inferno, mas nunca perdeu a esperança nas pessoas, no amor. Ela levou um longo tempo para esquecer a história com o baixista, até que desistiu e decidiu recomeçar a vida.

    Abandonou tudo e todos que se diziam amigos, foi morar no interior, para poder ficar perto dos pais e cuidar melhor de si mesma, conheceu pessoas incríveis e um lugar mais incrível ainda. Ela teve algumas crises de ansiedade até se acostumar com o novo estilo de vida, ela partiu alguns corações (quem nunca), mas ela encontrou alguém na pequena cidade que a fizesse feliz da forma que ela sempre sonhou, e hoje estão juntos.

    Hoje ela faz 25 anos, e diz com toda a certeza que se encontrou, que encontrou seu lugar no mundo. Ela é fotógrafa, registra com amor os momentos de amor, ela tem as pessoas mais importantes ao seu lado, ela é grata todos os dias pelos amigos que fez, pela beleza da natureza, pela magia encontrada em cada cachoeira. Ela é feliz, ela sou eu!

  • UM MOMENTO, UM CAFÉ E UM CIGARRO

    Tem dias que as coisas simplesmente acontecem, não sei se por um motivo ou se por que tem que acontecer. O mais importante é que ficam registradas no tempo e na memória, daí viram lembranças.
        Quando comunicaram que esse escritor estaria na universidade, eu pensei que seria ótimo vê-lo falar sobre suas obras, sinceramente não conhecia suas obras, acabo de conseguir ingressar num mundo novo, onde busco aprender para compartilhar com meus alunos. Quero sim aprender, mas quero mais aprender e compartilhar, porque não vejo sentindo aprender só para mim. Seria um conhecimento muito pobre e mesquinho esse.
         Cheguei e a sala estava cheia, muita gente participando e fazendo perguntas de suas obras, eu apenas ouvia, pois não conhecia nada a respeito dele e nem do que ele escrevia. Apenas fui ouvindo, aprendendo e criando meus conceitos. Quando ele começou a falar, percebi que o escritor não gostava de muito contato pessoal, apenas ao que referia a suas obras. Fui tirando minhas conclusões e pensei comigo mesma que não teria coragem de falar nunca com ele, no mínimo falaria com suas obras, seria o mais perto que estaria desse escritor.
         Mas a vida toma uns rumos estranhos que não convém a nós questionar, ela simplesmente acontece.
        No dia seguinte eu estava na aula quando, para minha surpresa, a minha professora avisa que ele estará conosco, imaginei que seria um momento bom para conhecer mais suas obras e decidir quais começaria a ler. Não me interessava tanto pela sua pessoa, afinal tive a impressão que ele era uma pessoa reclusa e apática a relações pessoais.
        Quando ele chegou era hora do nosso intervalo, fui com minha amiga tomar um café e fumar um cigarro. Por incrível que pareça, ele também foi com o  outro professor, o qual havia sido convidado para nos dar aula.
          Cheguei voando na fila com minha amiga atrás de mim, pedi o café e como estava com os livros nas mãos, virei e falei: “Você Segura meus livros?”
          Falava com minha amiga que estava atrás dele, mas o escritor pensou que eu falava com ele e segurou meus livros para que eu comprasse meu café.
        Foi tão inesperado que apenas sorri e peguei meu café enquanto ele segurava meus livros, depois no pátio da universidade tomamos o café e fumamos um cigarro, conversamos nós quatro com a maior naturalidade do mundo, como pessoas que encontram um assunto em comum.
          Eu não fiquei deslumbrada com aquele momento, apenas entendi o escritor. Ele não queria ser o foco de tudo, para contagiar as pessoas ele não precisa disso, não é por ser quem é que o torna melhor que outros, a diferença está no comportamento de quem o encara, se como pessoa ou apenas alguém que escreve para ter sua obra analisada.
        Depois de tudo o que aconteceu, as trocas que fiz com ele, cheguei à conclusão que ele realmente é uma pessoa espetacular. Ele provou isso por sua humildade, por não ter nenhuma arrogância, por ser apenas um simples homem que escreve pensamentos e sonhos grandiosos num mundo  em movimento de valores.
        Após essa aula fiquei pensando em muitas coisas, fiquei realmente inquieta, tanto que não direi o seu nome. Quando entrei na outra aula, por incrível que pareça, a primeira pergunta foi quais impressões os alunos tiveram a respeito da palestra do escritor, todos falaram, mas eu não, só fiquei a pensar. Tive mais que todos e não vou usar isso para me destacar, pois ele segurou os meus livros.
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  • Um monde onde tudo é possível? parte 1

    Em uma cabeça, de um simples adolescente, existe um mundo diferente de qualquer outro que já existiu. Peço que antes de começar a ler, abra sua mente! Permita-se viajar junto.
    Um parque como qualquer outro, ou não! os caminhos não tinham fim, onde terminava um já era o começo de outro. Olhando para os lados só haviam arvores com folhas verdes, e madeira marrom. Era como uma floresta magica, mas será que não é? Flores brilhavam como estrelas no céu em uma noite sem nuvens, o céu azul, com poucas nuvens, se você olhasse aquela grama verde, você não iria conseguir não deitar nela! Era macia como algodão alem de ser limpa, tinha um cheiro tão bom que poderia ficar o dia todo lá sem se enjoar! Era um silencio que não se ouvia em qualquer lugar, até q Puf!
    O que foi isso? - disse Rick
    Algo pequeno e brilhante havia caído sobre o chão, ao lado dele, era roxo ou rosa? Não conseguia distinguir!
    Qu-quem é vc? - disse algo
    Eu sou o Rick, mas afinal quem ou melhor oque é você? - Respondeu Rick com um tom curioso
    Meu nome é Alby, filha de Nara do país das águas - respondeu a criaturinha roxa
    País das Águas? Onde fica isso? - perguntou Rick rindo
    Eu não sei explicar, só sei chegar! Vamos, está quase na hora da cerimonia!
  • Um pequeno livro de grandes coisas

                Um cronista é alguém que desnuda a alma de uma cidade. Deixa as claras o que está oculto pela correria do dia a dia. Sem pretensão a ser um historiador, memorialista ou repórter, o cronista acaba fazendo esse trabalho. Em jornais ou em livros, publicando na internet, o cronista vai tecendo uma memória coletiva. Depois as reúne em algum momento e as publica, como um menu de histórias.
                Pedro Marcelino, com o seu livro “Grandes coisa”, com olhar bastante humanizado, muito devido a sua formação, e a nostalgia do memorialista ligado à terra, nos traz uma Alagoinhas mais viva, mais boêmia e politizada do que o seu presente cinzento se apresenta. Original de Boa União, distrito de Alagoinhas, resgata causos e contos desse vilarejo. Um período de menor violência, de pessoas rijas vivenciando uma vida árida, com todo o seu saber-fazer.
                Essa Alagoinhas perpassa o tempo dos petroleiros, de ativismo político pelo PCdoB e tour em bares alagoinhenses. De modo extrovertido, o autor nos faz caminhar por essas ruas ainda em construção, essas resenhas ao som de viola e cachaça da boa. O cotidiano nunca pareceu tão excepcional. E como diria seu Leal, Alagoinhas é uma grande coisa aos olhos dos filhos que realmente conhecem o seu valor.
                Evocando a linguagem informal do baiano e os costumes sociais, a culinária “pesada” e fazendo rir com as peripécias de petroleiros, o escritor consegue nos fisgar a cada virada de página. É de se emocionar como o autor busca reviver esse tempo que existe e persiste em sentimentos e emoções que só podem ser vividas uma vez mais na memória, lugar da afetividade da alma.
                O livro é rico em imagens, é só ler e vivenciar as experiências de Pedro Marcelino e de suas testemunhas, ao longo do livro ele evoca várias. Coisas corriqueiras ganham um tom especial. A crônica como sinfonia do tempo e do espaço, e por ela, vamos nos preenchendo de amor a Alagoinhas. Essa cidade que encanta e fascina, ao mesmo tempo que desperta nosso senso crítico.
                O seu segundo livro é publicado pela FIGAM Editora. A capa e contracapa do livro é uma reprodução dos quadros do artista plástico Antônio Lins. Com orelha de Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia. Já o prefácio ficou a cargo do Prof. Osmar Moreira, com revisão da prolífica Prof.ª Eliana Batista. Ao fim do livro, temos os depoimentos de Antônio Torres e Jean Wyllys sobre o seu primeiro livro Alagoinhas: o que a memória guarda. O livro contou com apoio cultural de várias instituições e órgãos municipais como colégios, sindicatos e lojas de serviço. A diagramação está perfeita em suas 168 páginas, o designer de capa está estupendo! Alguns erros ortográficos foram vistos, mas insignificantes frente ao conteúdo.
    Onde comprar:
    Shock Revistas e Jornais
    Rua Conselheiro Couto, 155 - Bairro: Centro - Alagoinhas - BA - CEP: 48005-130
    (75) 3421-6106
  • Uma controversa

    O ano era 1890, em Avaré, havia uma família que era o exemplo para as outras instituições familiares. Faby era a filha do casal Silvia. Ela era uma bela jovem admirada por todos por conta da sua intelectualidade. Era tão linda quanto o pôr do sol que se via a beira do mar. Seus pais, Carla Francisca Silvia, era uma ótima mãe e uma excelente dona de casa, todos comentavam o quanto sua casa era totalmente arrumada e limpa, seu marido Sebastian Carlos Silvia era um excelente pai e marido. Era a mão direita do prefeito e sempre frequentava a missa de quartas, sextas e domingos com a sua família. 
    Faby estava no seu último ano do ensino do médio, sua família já estava tentando arranjar um marido para sua única filha, e pretendente era o que não faltava. Na sua escola de Faby os professores pediam para os alunos que escrevessem bilhetes onde eles escreveriam seus desejos para o futuro  e por conta de um sorteio, Faby foi escolhida para ler seu bilhete para todos da turma, quando leu todos da turma se chocaram pois não era o destino que todos imaginava para a bela Faby, no bilhete estava escrito: “ Meu desejo é que eu possa passar meus dias sem ir à igreja e possa frequentar lugares onde a minhas perguntas sejam respondidas sem envolver a religião e que as mulheres possam ser superiores aos homens”. Por conta do bilhete seus responsáveis foram chamados para falar sobre esse ato considerado uma rebeldia pela moça, seus pais conversaram com o reitor e disseram que aquilo não se repetiria.  
    Chegando em casa a dona Carla foi direto pro quarto da moça e quando chegou não pode acreditar no que viu, havia relatos jornalísticos de bruxaria, onde diziam que elas se sentiam superiores aos homens colado no quarto da moça, alguns encantamentos e algumas coisas similares. Ela quase teve um desmaio quando viu aquilo, quando Faby chegou em casa depois de ter ajudado uma senhora que morava na colina, Sebastian queria dar uma surra na filha por tentar destruir a imagem da família perfeita, mas dona Carla conseguiu controlar a raiva do marido e ordenou que a moça não deveria mais ver a senhora da Colina, que era ela que estava incentivando a Faby a ter pensamentos como aqueles. Mas uma fofoca começou a se introduzir no meio da igreja em plena a missa de sexta, numa sexta-feira 13, onde todos da cidade se reuniram e diziam que Faby era a mais pecadora de todos, que ela havia se tornado uma bruxa junto com a senhora da colina, algo que já estava sendo esquecido pelos moradores. Era impossível a missa ter um fim, e como o Padre havia pedido para alguns de seus fiéis, pediu para que trancassem as postas e não deixasse os Silvas saírem dali. Do nada o padre diz que Deus estava mandando-o a jogar Faby e sua mãe na fogueira, Sebastian enlouqueceu, entrou em desespero e saiu batendo em todas as mulheres e homens que seguravam sua filha e esposa, pediu para que elas fugissem, mas só Faby fugiu.  
    Faby conseguiu fugir para colina, onde ninguém tinha coragem de ir. Seu pai for morto por ter ajudo uma bruxa a fugir e sua mãe foi presa por homens em um cativeiro onde ninguém sabia o que ocorria. Chegando na colina ela pediu ajuda a Izzy, uma senhora que morava isolada de todos. Ela contou que a muitos tempos atrás eles achavam que ela era a bruxa das bruxas, por que todos os homens eram caídos por ela e ela nunca precisou ser sustentado por homem. As mulheres enfurecidas pediram para que o padre expulsasse Izzy, ou ela acabaria dominando a cidade que já era pequena. Izzy foi viver na colina, onde ela ainda recebia visita de alguns homens, mas ninguém de Avaré, ela deixou a moça viver ali até que a poeira abaixasse. Faby passou uns 2 anos com Izzy, quando resolveu voltar para Avaré, chegando lá ela soube que a Febre de Lassa matou quase todos da sua cidade, ela foi ver o padre, ele ao ouvir a sua voz pediu para que ela fosse embora de lá, que tudo aquilo tinha acontecido por terem deixado uma bruxa viva, por mais que a mãe dela tinha sido morta na fogueira nem isso acabou com a ira de fúria para o padre. Faby na hora encheu seu coração de raiva e a única coisa que fazia era chorar enquanto voltava para a colina, chegando na colina Izzy perguntou o que havia acontecido e Faby contou tudo, Izzy disse que havia uns livros onde havia receitas de alguns medicamentos, Faby estudou e fez vários testes de vacinas com um velho que estava com a Febre de Lassa quando ele veio visitar Izzy, depois de muitos esforços ela conseguiu achar a cura. Faby saiu distribuindo a cura para todos de Avaré, quando foi entregar ao Padre, ela disse para ele lembrar que quem salvou ele foi uma bruxa e não o senhor que ele acreditava. 
  • Uma simples história

    Ainda me lembro! Uma quarta de tardezinha. 4 aula do dia, e a atenção voltada para o português. Ao final o desafio de criar um texto literário. Confesso que um pouco me assombrei. Mas o que temer? Algo que eu sei é escrever.
                Hora de ir embora, segui andando, estava como pássaro que em voo sai do galho sem destino, mas com a certeza de que em outro galho pousará. Já em casa, caneta e caderno velho em minhas mãos, meu desespero começa - mal sabia eu que, aflição maior estava por vir – meu desejo era escrever uma história, já estava tudo em minha mente, faltava apenas jogar no papel.
                Np momento em que pensava dar início ao meu texto, o cachorro vem e começa a brincar, queria minha companhia. Começou cheirar-me, saltar em meu colo. Não tive escolha, fui satisfazer o desejo do meu amigo que me olhava, quase q implorando minha atenção. Instantes depois, volto ao caderno, estava pronto para a primeira palavra desenhar, meu pai chaga e liga a TV, o futebol estava a começar. Não conseguia escrever, não queria assistir, era o barulho que me atrapalhava. Foi necessário ir para um lugar mais tranquilo. Fui para meu quarto. E, com isso, não havia escrito nada.
                Agora sim – pensei comigo mesmo – consigo escrever. Sentado na cama, caneta na mão e caderno no colo... Do nada ouço uma voz “olha o arroz ai!”. Era minha mãe, que clamava do banheiro. Olho para a sala e meu pai continua deitado, sobrou para mim determinada tarefa. Então vou a cozinha, desligo o fogo e volto ao meu quarto. Novamente sento na cama, caneta na mão e caderno no colo.
                Cerca de cinco minutos depois continuava na mesma posição.  De minha cabeça a história sumiu. – Será que o que eu tinha a escrever fosse algo tão incrível que um ser estranho, talvez invisível, padece vir a rouba-la? Um ladrão de histórias. Porque logo eu ser a vítima? Há tantos escritores profissionais que, com certeza, escrevem e pensam melhor do que eu­ – Quem pensamento idiota, não, idiota não, este é um pensamento muito criativo, coisa de quem não está em seu juízo perfeito.
                E continuava a perguntar para eu mesmo. Como alguém pode perder o que não se pode tocar, algo imaginário e que somente eu sabia, existente apenas em minha mente? E esta pergunta acabou ficando sem resposta. Estaria eu louco? E agora como posso ocupar as linhas destas folhas? Podia perguntar algo ao meu travesseiro, com ele estão confidenciados inúmeras coisas referente a amor, medo e sonhos, tudo coisa minha. Onde está meu juízo? Meu confidente falando? Não conheço sua personalidade. E se ele contasse para todos? Que vergonha sentiria.
                Não estou normal, tudo por causa de uma história. Eu aqui sem ter o q escrever e com pensamentos tão absurdos. De fato minha história havia sido roubada, mas quem são os culpados? Talvez tenha sido o arroz, o futebol ou o cachorro, o cachorro? Não, não pode ser, seria ele capaz de tanto? Será que o arroz e o jogo ajudaram o bicho? Um complô contra mim. Que loucura, como posso ser capaz de pensar em tanto e não poder escrever um simples trabalho de escola. Estava me afogando em meus pensamentos.
                Então me dei conta, a ansiedade acabou me enganando, o entusiasmo de escrever era tanto que não havia pensado em nada. Retornei a mim mesmo, é obvio! Não escrevia porque não havia o q escrever. Então sorrindo de mim mesmo, lembrando de cada pensamento, vendo minhas próprias reações de preocupação sendo que não havia nada pra se preocupar. E o pássaro encontrou um galho onde pousar, respirei fundo e comecei a escrever os últimos sessenta minutos de minha vida, a mão em rápidos movimentos foi enchendo a folha de papel e a alegria me consumia a cada palavra desenhada.
  • Ursal #1

    Eram dias difíceis para todos,desde aquele tempo nada mais foi o mesmo,nada mais. Realmente eram dias difíceis onde o ladrão roubava e era aplaudido e o bom homem era jogado na fogueira. Esperava que tudo ia mudar,mas nada mudou. Era tudo do mesmo jeito,mas será que alguém tem a cura para a maldade?
        Em uma sala se reuníam duas crianças que tentavam sair para brincar lá fora,mas seu paai dizia que era muito perigoso. Eles se perguntavam o porquê de todos dizerem que tudo lá fora é perigoso,mesmo com as guloseimas que seu pai fazia,não era a mesma coisa que jogar bola lá fora. A porta bate e uma das crianças vai atender,era a morte vindo lhe buscar. Dois tiros na cabeça só porque ele estava com vontade de ver sangue jorrar. O pai chorava e perguntava o porquê,e o homem da escopeta virou pra ele e disse:
          -De acordo com o mandato que temos aqui o senhor vai ter que vir conosco para a prisão,por ser contra nosso governo
     O pai,triste e raivoso refutou:
           -Não precisava ter matado meu filho...
            -BASTA!!!!. -Disse o atirador não deixando o pai completar. -Não deixei você falar seu marginal! Vamos direto para a prisão e veremos quem terá piedade de você.
         No dia do julgamento exisstiam alí muitos soldados e generais,cada um com sua arma. O homem não sabia oq fazer. Pois sabia que não podia fazer nada. Mesmo estando certo foi condenado a morte. Eram dias difíceis
  • Vazio

    A cada dia que passa me torno mais vazio, me sinto como um pote sem conteúdo. As vezes eu penso sobre a vida e me bate uma saudade, do tempo em que apenas vivia, não tinha preocupações e muito menos desamores. Minha cabeça nunca esteve tão "fodida", meus problemas estão gritando como loucos no manicômio, mas não sei, não consigo demonstrar minhas emoções. Realmente estou me tornando vazio, mas isso pode ser algo bom! Se me fazer parar de pensar nela. No mundo existem várias formas de se decepcionar, mas se eu não transparecer vou parecer forte,  um ser humano decidido! Mesmo que por dentro eu esteja destruído.
  • Velhos costumes.

    Cinco anos e meio que ele veio. 4 anos e meio que ele foi. Eu ainda penso nele. Penso às vezes. Mas isso me confunde. Fico triste por alguém que às vezes nunca mais se lembrou de mim desde o adeus. Às vezes, ele me deu o ponto de partida, ele abriu o meu coração para o que viria no futuro. E isso é uma das coisas que me confundem. Eu posso estar simplesmente apegada ao início. Que já se foi. Porque agora estou no meio. E não quero abrir olho e esquecer a partida. Ele e deu as direções.
    E eu só preciso seguir em frente...vale a pena viver a vida... Eu espero.
    Hoje em dia. Já fazem 5 anos que ele se foi. Encontrei ele em um bar. Estava bem antes de revê-lo.  Veio falar comigo, disse que eu estava muito bonita. Em algumas de suas falas eu percebia que tentava fazer com que eu me desculpasse. Desculpasse?
    Falando um pouco sobre o adeus de 5 anos atrás, não foi beem um adeus. Foi mais um "tchau" saindo de mim. Hoje eu não entendo por que eu o deixei. Sério. É bem estranho. Acho que nem me lembro porque me despedi. Acho que eu devo ter enlouquecido. Não acho que eu deva desculpas.
    Ele, ontem, conheceu meus amigos. Pareceu forçar a barra para conversar com eles, mas ao mesmo tempo queria estra somente comigo. E relembrar antigas músicas que um dia foram nossas, sentar em seu carro. Admirar antigos gostos que foram expressos em nossas tatuagens que de certa forma nos arrependemos. Ir para sua casa e deitar em um colchão velho em um cantinho na cidade que ele chama de casa.
    Uma coisa que ele disse me tocou. Estávamos em seu carro eu estava questionando que não devíamos mais viver como vivíamos porque não era mais tempo para isso, então ele disse: "nós nunca vamos envelhecer", e se aproximou de mim como aproximava meia década atrás. Me puxou para perto, ainda no carro dele que ainda nem tinha terminado de pagar as prestações, apreciou e riu da minha tatuagem que me arrependo. Me levou para sua casa. Sentamos e conversamos em seu velho acolchoado colchão(que imagino que nem seja dele, aquele parece ser muito caro), nos cobriu com uma coberta que me deu alergia. Ouvimos antigas canções. Então lembrei o motivo do adeus. Me desculpei. Sem ligações. Mas também deixei claro que eu não fui a responsável pelo fim. Então ele se desculpou e disse que também meio que se foi sem deixar razões. E também não ligou.
    Por mais que eu não concorde que a gente continue se vendo, não consigo parar. De jeito nenhum. 
    E ele já me cobrou. Dá próxima vez, no meu carro, e no meu colchão que também não me pertence. Eu rio da tatuagem dele. Ele fica com alergia do meu cobertor. Eu imploro para que ele fique.
    Nós nunca envelheceremos.
  • Você

     Eu posso abri isso daqui uns meses e eu lembrarei da forma que eu me apaixonei por você ao ler essa “carta”. Durante a noite é você que me vem ao pensamento, desde de a nossa última conversa ficou decidido que ambos não manteriam contato, mas está difícil sabia? Eu tento não te chamar tanto para que o meu sentimento por você não venha crescer. Eu não posso manter o contato contigo, porque isso me quebra, isso me destrói por dentro e você não imagina o quanto está doendo em mim. Em não poder ter você, não poder me permitir eu odeio isso, ter que esconder meus sentimentos quando na verdade eu quero dizer o quanto eu amo você e o quanto eu preciso de você, eu não escolhi me apaixonar, simplesmente aconteceu. Agora eu me vejo presa a ti, embora eu não esteja, porque você tomou decisões por mim, você me magoou e mesmo assim eu continuo amando você, eu não gostava de ninguém da mesma intensidade desde do meu último relacionamento, agora que eu vim conseguir sentir essa sensação boa novamente. E me parte não poder demonstrar, me parte o coração a cada palavra que falo contigo, me dói muito.
    É como se eu dependesse de ter você por perto, em poder te ligar e sentir o som da sua respiração, em poder ouvir a sua voz e dizer o quanto eu gosto dela. Eu quero saber do seu dia, das suas novidades, felicidades e tristezas, mas eu sinto que também preciso me afastar. Procurar novos horizontes, me recriar ser feliz, eu tenho tantas coisas para dizer, mas eu preciso ir, e todos os anos que se passaram eu nunca tinha amado da mesma intensidade, eu nem sei por que te amei assim, eu fui intensa demais eu odeio isso em mim! Eu estou tentando me reencontrar, eu preciso. Eu escrevo porque não posso te falar, não posso demonstrar e muito menos sentir, conversar com você me quebra, eu as vezes olhos pra trás e eu estava com meu emocional tão bem antes de conhecer você, antes de me envolver, eu odeio isso, eu odeio, odeio amar você, eu ainda penso muito em ti, sua falta me assusta.

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