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  • A HISTÓRIA DO BOI SUICIDA

    Este é um fato curioso
    História de um ruminante
    Um valente boi baiano
    Com um sonho alucinante
    De viver solto na serra
    Num lugar lindo e distante

    Foi criado na fazenda
    Era de um porte nobre
    Tinha raça e beleza
    Mas por dentro era pobre
    Sabia que cedo ou tarde
    Lhe passariam no cobre

    Conhecia o destino
    De antepassados e amigos
    Que viviam como ele
    Sem correr nenhum perigo
    Com o bom e o melhor
    Sem sofrer nenhum castigo

    No final da sua sina
    Encontraria um carrasco
    E exposto em prateleiras
    Num cenário de fiasco
    Terminaria no molho
    Ou na brasa pra churrasco

    A sua oportunidade
    Deu-se numa ocasião
    Com todo o preparativo
    Para uma exposição
    Ele iria concorrer
    A um lugar de campeão

    Fizeram os preparativos
    A mando do criador
    De Teodoro Sampaio
    Para a feira em salvador
    O Boi ficou matutando
    Serei um gladiador

    A viagem foi tranquila
    Com uma vista bacana
    Tudo bem organizado
    Uma equipe veterana
    Rodaram pela estrada
    Chegaram fim de semana

    Na hora do desembarque
    O Boi ficou preparado
    Na primeira bobeada
    Aquele animal sarado
    Desembestou pra saída
    Como tinha planejado

    Agora sozinho e livre
    Fazia o que bem queria
    Caminhava por aí
    Tudo novo conhecia
    Gente, casa, automóveis
    Praia, campos, rodovia

    Como passeou bastante
    Começou logo a pensar
    Vou pro Rio de Janeiro
    Ter história pra contar
    Passou pelo aeroporto
    Mas não conseguiu entrar

    Escutou muita conversa
    Por onde ia passando
    Tinha uma equipe montada
    Que estava lhe procurando
    E a policia militar
    Sua rota ia traçando

    Pensou, antes que me peguem
    Eu vou me realizar
    Vou caminhar por aí
    Até me localizar
    Aproveitar a viagem
    Quero conhecer o mar

    Convocou a natureza
    Sentiu a brisa e o vento
    Observou os turistas
    Focou no seu pensamento
    Vou tomar banho de praia
    Nem que for por um momento

    Depois de caminhar muito
    Escapando do resgate
    Sentiu a brisa do mar
    Tinha vencido o combate
    Que exposição que nada
    Não existiria abate

    Sentiu-se realizado
    Entrou na água salgada
    Estava se refrescando
    Não pensava mais em nada
    Curtia a água e a praia
    Eita vida desejada

    As pessoas estranhavam
    A sua felicidade
    Onde já se viu bovino
    Como gente da cidade
    Comunicaram à patrulha
    A sua localidade

    Ele pensou não me engano
    Não terei vida de rei
    Mas não vou facilitar
    Para lá não voltarei
    Vou me afundar nesse mar
    Minha história contarei

    Tinha um grupo de pessoas
    Na praia naquele dia
    Fizeram um ajuntamento
    Para ver se acudia
    Mas não era seu destino
    Pro curral não voltaria

    O mutirão se esforçou
    Trabalharam com grandeza
    Arrastaram para a praia
    O bovino da esperteza
    Mas não tinha o que fazer
    O fim chegou com certeza

    Eu contei essa história
    Do valente boi de elite
    Que ficará na memória
    Pra que o mundo inteiro grite
    Quem puder se realize
    No seu sonho acredite.
  • A História e a polissemia do “moderno”

    A História é uma ciência que se serve de variados conceitos para reconstruir fatos e eventos ou analisar estruturas e instituições. O conceito de “moderno” é um deles. Esse tipo de palavra polissêmica é portador de variadas definições, sem contar as palavras derivadas.
              O que é moderno para o aluno não é o mesmo para o professor. O uso cotidiano do termo está atrelado ao novo (KARNAL, 2004). Nesse sentido, toda novidade é moderna. A moda e a arquitetura o usam à exaustão.
              Quando o docente trata do “moderno” é como uma categoria de análise historiográfica. Como exemplo, podemos citar “Estado moderno” ou o “homem moderno”. Esse estágio é algo posterior ao passado, o que foi separado.
              A Era Moderna é tratada em sala de aula como um período transitório da história, numa linha diacrônica e homogênea. Como fazer o aluno entender que o moderno pode ser encontrado no passado? Cada época constrói a sua definição de “moderno”.
              O moderno na Grécia Antiga era a filosofia, ou seja, interpretar o mundo através da razão (VEYNE,1984). Longe de ser anacronismo, esse fato nos revela que o “moderno” é também choque de gerações.
              Em se tratando das palavras correlatas como modernidade, pós-modernidade e modernismo, a carga de signos é ainda maior. Todas essas palavras nascem na Europa Moderna, são novas concepções da realidade (MENDONÇA, 1994). Esses conceitos em geral nascem da filosofia e das Ciências Humanas.
              A modernidade é como que um efeito do “moderno”, é um paradigma, uma espécie de modelo. Para filósofos do Iluminismo como Immanuel Kant, aquela época preenchia as mentalidades com um novo olhar para o real. O criticismo kantiano, somado ao hegelianismo, provocará profundas mudanças na ciência e na política através da laicização do Estado.
              A pós-modernidade de filósofos como Michel Foucault, vão mobilizar a realidade para o nível do discurso. A verdade e a realidade perdem em objetividade e se tornam uma espécie de consenso epistemológico de uma época.
              O modernismo, o vanguardismo artístico importado da Europa, tão bem apropriado aqui no Brasil, é uma nova concepção estética. A crítica ao academicismo e a burguesia industrial são o mote dessas correntes artísticas.
              Trabalhar com esses conceitos em sala de aula podem parecer complexos ou repetitivos. Porém, o uso de recursos pedagógicos como as artes e a inclusão de novos conteúdos podem agregar à didática (op. cit., 2004, p. 131 et seq.). Revisitar os clássicos e estar atualizado com a nova produção historiográfica pode mobilizar a criatividade do professor.

    REFERÊNCIAS
    KARNAL, Leandro. A História Moderna e a sala de aula. In: _____ (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2004. p. 127-142.
    VEYNE, Paul. Acreditavam os gregos em seus mitos? Ensaio sobre a imaginação constituinte. São Paulo: Brasiliense, 1984.
    MENDONÇA, Nadir Domingues de. O uso dos conceitos (uma questão de interdisciplinaridade). Petrópolis: Vozes, 1994. p. 118-147.
  • A História, a Alienação e a Consciência de Classe para Marx

    Marx abre a obra “O Manifesto Comunista” com a afirmação de que a história tem sido a historia da luta de classes. Para Marx, o fio que tece a história é o desenvolvimento das forças produtivas (força de trabalho somada a meios de produção, em suma) que se torna contraditório com as relações sociais de trabalho, e esse fio é rompido pela luta de classes. Ele identifica que a história no tempo que ele presencia se apresenta também como a história da luta de classes, porém dessa vez com novos polos, proletariado e burguesia, e apresenta também novas formas de dominação por parte da classe dominante, como a alienação, e necessita de consciência de classe dos dominados a fim de quebrar superar o novo sistema vigente que assim se estrutura, o Capitalismo.
    Marx considera que em seu tempo, no mundo em que presenciava, a luta de classes apresentava uma nova formulação a partir do advento da Revolução Industrial, onde surgiram dois novos grupos, ou, em termos marxistas “classes sociais”, proletariado e burguesia. O proletariado é composto por pessoas que, suma, não detém os meios de produção e se veem obrigadas a vender sua força de trabalho aos que detém esses meios, a burguesia, a fim de garantir sua sobrevivência. Essa nova conjuntura se dá por conta da estrutura do novo sistema econômico-social vigente, o Capitalismo, que necessita da alienação do proletariado e que só pode ser superado pela consciência de classe desse grupo.
    Dessa forma, à medida que as forças produtivas avançam rapidamente as relações sociais avançam a passos lentos, sendo gerada e gerando alienação. Marx diferencia quatro tipos de alienação: a) em relação ao produto do trabalho; b) no processo de produção; c) em relação a existência do individuo enquanto membro do gênero humano; e d) em relação aos outros indivíduos. Em suma Marx analisa que o trabalhador: a) mesmo tendo produzido é alheio e estranho ao produto; b) o trabalho do ser humano no processo de produção é coercitivo (no sentido de que este se vê obrigado para alguém para sobreviver) e sacrificante, uma vez que este não trabalha segundo as suas próprias necessidades, mas sim segundo os interesses do patrão; c) o ser humano adquire uma existência em que importa apenas seu papel enquanto trabalhador, e, portanto, sua individualidade, e não seu papel enquanto humano, perdendo assim o laço abstrato que antes tinha com seus iguais (demais humanos enquanto espécie); e d) como consequência do apresentado anteriormente acontece uma objetificação do ser humano e toda e qualquer vida perde o sentido, visto que seu aspecto mais valioso, sua capacidade de trabalhar/produzir não serve mais para seu viver, mas para sua mera sobrevivência e subjugação aos interesses alheios.
    A consciência de classe, que é o reconhecimento de pertencimento a uma classe de explorados (aqui há de se dizer que Marx já identificava que essa classe proletária já era reconhecida enquanto classe pela classe burguesa), que é vista pelo autor como a forma do proletariado superar essa subjugação, ainda se subdivide em dois subtipos de consciência, “consciência de si” e “consciência para si”. A partir do momento em que o indivíduo se enxerga e se reconhece enquanto membro de uma classe social subjugada ele adquire “consciência de si” e assim abre espaço para a compreensão de que a organização enquanto classe é o caminho para uma ação política de combate e derrubada de sistema, ou seja, abre espaço para adquirir a “consciência para si”.
  • A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA AFRO-BRASILEIRA EM SALA DE AULA: RESGATE DA IDENTIDADE DO NEGRO BRASILEIRO

     INTRODUÇÃO
                 O presente trabalho tem como objetivo expor a importância da Literatura Afro-brasileira em sala de aula no resgate da identidade do negro brasileiro, revelando como essa literatura é uma ferramenta essencial no enriquecimento ideológico e na desconstrução do preconceito racial.
                 Apresenta o processo de surgimento da Literatura Afro-brasileira e os empecilhos encontrados pelos escritores negros na publicação de suas obras. E também trata da efetivação da lei 10.639/03, que possibilitou meios de aplicação da Literatura Afro-brasileira em sala de aula.
                 Além disso, discute a importância do professor como mediador na discussão da Literatura Afro-brasileira em sala de aula. Versa ainda sobre o comprometimento deles em buscar conhecimento sobre a história e cultura dos afro-brasileiros, para que assim tenham repertório suficiente em problematizar essa literatura em diferentes contextos.
                        A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA AFRO-BRASILEIRA EM SALA DE AULA: RESGATE DA IDENTIDADE DO NEGRO BRASILEIRO
                 A literatura brasileira, durante os quatro primeiros séculos, valorizava a forma lusa em sua estrutura e ideologia. A dominação política e econômica também era refletida no domínio cultural, incluindo a literatura. As obras precisavam obedecer aos pressupostos do padrão da elite ou eram desqualificadas. Após a Abolição e a República, as relações sociais começam a sofrer uma mudança, alguns escritores se posicionam contra  essa vertente e através de suas obras transgridem, surgindo uma literatura voltada para o povo negro brasileiro.
                 A literatura negra surge no panorama brasileiro com alguns escritores como  Lima Barreto, Cruz e Souza, Luiz Gama, entre outros. Escritores que transgrediram a forma da escrita e da ideologia lusa, denunciando as questões de racismo e discriminação sofridas pelos negros, esses escritores posicionam-se contra o sistema político e econômico e através de suas obras literárias e ações se tornaram âncora para outros escritores.
                 O surgimento da literatura negra brasileira trouxe questões presentes na formação dos escritores e leitores negros, como a incorporação da cultura africana e suas origens, aspectos importantes para a história e cultura nacional.
                 A partir do século XX a literatura negra brasileira ganha força com os movimentos negros existentes no país, mas a ideologia exclusivamente branca continua a sobrepujar as mentes que comandam a nação nas diversas áreas de poder, oprimindo assim essa literatura que denuncia e grita contra o racismo e discriminação. A elite brasileira tenta justificar o racismo no próprio negro, como diz Octavio Ianni:
    “(...) Parecem diferenciar e discriminar o negro, a ponto de transformá-lo num problema, ou desafio, para o branco e a si mesmo. O branco procura encontrar no próprio negro os motivos da distância social, do preconceito e das tensões que se revelam nas relações entre ambos.” (IANNI, 1978, p.52)
                 Não se muda um pensamento de hierarquia de raças de imediato, muitos se beneficiam disso, porém a literatura negra brasileira consegue a cada dia derrubar barreiras e conceitos, ocupando todos os espaços possíveis.
            
                                                                             LITERATURA AFRO-BRASILEIRA EM SALA DE AULA
                 O surgimento da lei 10.639/03 que versa sobre a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, abre espaço na sociedade brasileira para a importância da cultura negra em sua formação. Assim, surge um novo termo para a literatura negra brasileira, a afro-brasileira, embora alguns escritores discordem, esse termo traz um enlace de dois tempos, África e sua diáspora.
    “Quando intelectuais brasileiros em postos de comando (professores, jornalistas etc.) procuram apartar o saber – em nosso caso a literatura – das questões ligadas às relações étnico-raciais, o fazem como quem nega conceber a capacidade intelectual ao seguimento social descendente de escravizados”. (CUTI, 2010, p.12)
                 A escola é o espaço para a construção e resgate da identidade negra brasileira, é necessário que os professores tenham consciência de que a questão racial está presente na escola de diversas maneiras, não se negando a utilizar esse espaço para derrubar conceitos e ideologias racistas e discriminatórias.
                 A literatura é uma ferramenta importante para o resgate da identidade nacional do negro, pois os autores nacionais, principalmente os negros brasileiros, se empenham em fazer uma literatura de sentidos, a qual descreve situações de discriminação sofridas por eles. Além de denunciar, essa literatura também traz um resgate à história dos africanos que foram escravizados e enviados para o Brasil. Descrevem suas lutas, seu empenho em resistir ao poder do homem branco, lutas essas que foram apagadas da história nacional com o propósito de subjulgar seus descendentes.
                Em muitos livros didáticos a representação do homem negro foi distorcida e exageradamente deturpada. Um estereótipo criado pela elite colonizadora para dominar e quebrantar o espírito do homem negro brasileiro. Esses tipos de representações causaram e causam muitos danos à identidade nacional. E a escola tem um papel importante em difundir essa ideia, assim como também em propor uma mudança, basta que esteja empenhada em dizimá-las.
                 O racismo existe e precisa ser erradicado, ele está presente em todos os âmbitos da sociedade, principalmente na escola, seja ele declarado ou velado. É dever do professor que atua em sala de aula, desenvolver projetos para problematizar essa questão racial, buscando textos e escritores negros que trabalhem essa temática e expor o crime que é o racismo e a discriminação.
    “Somando-se a tudo isso, a criança negra também não encontra na escola modelos de estética que afirme (ou legitime) a cor de sua pele de forma positiva, pois geralmente os professores se encontram com poucos subsídios para lidar com os problemas de ordem racial. No entanto, essa é uma característica não só de professores brancos, mas também de muitos professores negros alheios à questão racial no cotidiano escolar.” (ABRAMOWICZ E OLIVEIRA, 2006, p.48)
                 Sabe-se que a escola pública não tem recursos para dar suporte nem conhecimento suficiente a seus profissionais, mas os professores que se inquietam com essa questão racial buscam conhecimento em outras áreas para melhor se qualificarem em ajudar seus alunos.  Até mesmo na preparação de suas aulas, eles têm a preocupação de selecionar textos que apontam o racismo como um problema sério na sociedade brasileira.
                 A diversidade cultural é um tema vigente no currículo nacional, porém nele há diversas falhas que precisam ser corrigidas. Mesmo que ele seja obrigatório, o professor pode ter a autonomia de  estabelecer formas e textos que refletem suas ações contra o racismo e a qualquer tipo de discriminação, como diz Nilma Lino Gomes:
    (...) “E também não podemos continuar nos escondendo atrás de um currículo escolar que silencia, impõe estereótipos e lida de maneira desigual, preconceituosa e discriminatória com as diferenças presentes na escola”. (GOMES, 2006, p.24)
                 Portanto, é necessário portar para sala de aula a literatura Afro-brasileira, ela desconstrói preconceitos que por muito tempo dominaram a sociedade e resgata a autoestima do negro brasileiro. Principalmente para os jovens que estão em construção, para que assim eles possam ter orgulho de sua identidade negra e se posicionar contra esse racismo.
                 Isso é possível quando são apresentados novos textos com protagonistas negros e descrevem situações vividas por eles. Os alunos logo se identificam e buscam ler mais a respeito, o que é preciso é levar esses jovens a ter contato com essas obras, visto que nas escolas quase não há esse tipo de literatura. Assim, eles começam um resgate de sua identidade e essas vozes surgem com força, como explicita o poema de Conceição Evaristo.
    Quando eu morder
    A palavra,
    Por favor,
    Não me apressem;
    Quero mascar,
    Rasgar entre os dentes,
    A pele, os ossos, o tutano
    Do verbo,
    Para assim versejar
    O âmago das coisas.
    (CONCEIÇÃO EVARISTO)
                 No entanto, o jogo das relações de poder e as diferenças criadas socialmente, são obstáculos para essa mudança, pois o preconceito aos grupos étnico-raciais menos favorecidos foi naturalizado. Porém, é possível desconstruir esses conceitos ideológicos do colonizador e resgatar a identidade do negro e sua história.
                 A importância de se usar a literatura Afro-brasileira em sala de aula é nesse aspecto, a melhor ferramenta no processo de resgate, pois ela traz vivências e experiências que não aparecem em outras literaturas. A principal é o negro sendo o protagonista de sua história, não uma representação animalizada ou desumana como é comum em alguns livros.
                 Quando os alunos começam a ter contato com a literatura Afro-brasileira, eles começam a questionar a ideologia colonizadora do homem branco representada nos livros didáticos. Esses livros didáticos tendem a naturalizar o homem escravizado de cabeça baixa, um perdedor, ocultando a verdadeira história de resistência da África.
                 Esses questionamentos surgem de uma forma positiva em relação à história do homem negro brasileiro, pois os alunos começam a pesquisar a história a África e sua diáspora, buscando encontrar relatos que contrapõem a ideologia colonizadora. E o mais importante é que a literatura Afro-brasileira faz com que eles se enxerguem como negros e resgatem seu valor na história nacional. Isso fica explícito nas palavras de Florestan Fernandes que diz:
    “(...) Demonstrando que o negro intelectual, liberto dos preconceitos destrutivos do passado, tende a identificar sua condição humana, e extrair dela uma força criadora quase brutal e desconhecida, bem como a superar-se pela consciência da dor, da vergonha e da afronta moral.” (FERNANDES, 2007, p.209)
                 Nesse contexto escolar é possível fomentar o saber,  o professor pode mediar à literatura Afro-brasileira de uma forma clara e positiva, fazendo com que os alunos consigam identificar quais literaturas tratam do resgate da identidade negro-brasileira e quais não seguem essa linha. Os recursos intelectuais podem desvelar o conceito dessa marginalização e exclusão sofrida pelos afro-brasileiros, basta que o professor se empenhe em transmitir esse conhecimento.
                                             A DIFICULDADE EM ENCONTRAR AS OBRAS DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA
                 Atualmente é possível encontrar um índice de crescimento de publicação da literatura afro-brasileira, mas essa literatura ainda é pouco divulgada e conhecida. Como é o caso do grupo “Quilombhoje”, que já publica  40 anos “Os Cadernos Negros”, poucas pessoas conhecem  essas publicações. O fato é que o campo editorial não financia esse tipo de literatura, surgindo assim algumas editoras independentes, as quais surgem com a colaboração dos próprios escritores.
                 A própria crítica literária não reconhece essas obras como literatura, por tratar de questões que fogem do estabelecido pela elite literária, porém a cada dia essa literatura tem ocupado espaços que anteriormente não tinha acesso. A lei 10.639/03 foi um dos fatores que fez com que a procura da literatura Afro-brasileira aumentasse. Embora, a lei não solucionou esse problema por completo, mas pelo menos ela foi um meio de divulgação da  literatura Afro-brasileira.
                 Devido a esses fatores, a seleção das obras de literatura Afro-brasileira é mais complexa, a dificuldade maior é encontrá-las. Nas escolas, principalmente  na rede estadual de São Paulo, pouco se acha dessas literaturas. Torna-se um desafio trabalhar em sala de aula sem material de apoio sobre a Literatura Afro-brasileira, mas não é impossível. Hoje a internet é uma ferramenta importante de pesquisa, existem vários sites que oferecem gratuitamente algumas dessas obras.
                                                          LITERATURA AFRO-BRASILEIRA ESCRITA POR AFRO-BRASILEIROS
                 A identidade é construída através de grupos e estereótipos que se assemelham ao indivíduo, por isso a literatura Afro-brasileira escrita por Afro-brasileiros, é de extrema importância no resgate da identidade nacional do homem negro. Não é o outro que ele identifica, mas a si mesmo, visto que trata de situações que todo negro brasileiro já vivenciou.
                 Isso implica uma valorização do Ego, a qual é necessária para sua autoafirmação na sociedade, redescobrindo seu lugar e seu papel no espaço o qual vive. Derrubando preconceitos que por muito tempo esmagaram o homem Afro-brasileiro. E tudo isso é possível através da literatura, o contato com textos literários que problematizam essa temática enriquece e dá suporte para a reconstrução do homem negro brasileiro.
                 Escritores Afro-brasileiros como Cuti, Oswaldo de Camargo, Conceição Evaristo, Solano Trindade entre outros, precisam estar sendo estudados e discutidos em sala de aula, porque eles têm uma literatura de enfrentamento, denunciando a sociedade e resgatando nas páginas de seus livros a identidade do povo negro brasileiro.
                 Essa literatura busca legitimar o reconhecimento da importância do negro e da sua cultura no Brasil, um processo ideológico voltado para a identidade negra, inserindo na literatura os seus conceitos e destroçando paradigmas estabelecidos pela elite. Nela o indivíduo afrodescendente está presente tanto no plano sociopolítico, ideológico, humano e cultural.
    “(...) Trata-se de dar voz à escrita produzida pelos afro-brasileiros a partir de um ponto de vista interno em que o centro de referência seja a sua história, as suas identidades, a sua memória.
    ( ALEXANDRE, 2016, p.32)
                 Portanto, a literatura Afro-brasileira precisa ser discutida em sala de aula porque ela dá voz aos excluídos, que por muito tempo foram submetidos às amarras do preconceito pela elite dominante, a qual fez mentes e corpos prisioneiros. Acima de tudo ela resgata a identidade do afro-brasileiro dando-lhes espaço numa sociedade que precisa urgentemente rever seus conceitos.
                                                                                                                                   CONCLUSÃO
                 A Literatura Afro-brasileira cumpre o papel de reconstruir a identidade dos negros brasileiros, ela denuncia o sistema sociopolítico da elite e dá voz aos oprimidos.  A escola pode utilizá-la para derrubar paradigmas estabelecidos pelo sistema colonial e revelar o racismo existente no Brasil.
                 A escola pública é o melhor espaço para aplicar essa literatura, visto que existem vários jovens de diversos contextos. Inquietá-los e fazer com que se posicionem contra o racismo, é função do professor mediador, uma ponte importante para a transmissão da história e cultura dos africanos e afrodescendentes.
                 A Literatura Afro-brasileira escrita por afro-brasileiros tem um impacto positivo  no resgate e na construção da identidade dos negros no Brasil, pois eles se enxergam como protagonistas de sua própria história. Portanto, é de extrema necessidade a discussão dessa literatura em sala de aula.
                                                                                                                          REFERÊNCIAS
    ABRAMOWICZ, Anete & OLIVEIRA, Fabiana de “A escola e a construção da identidade na diversidade”. In: ABRAMOWICZ, Anete, BARBOSA, Lucia Maria de Assunção & SILVÉRIO, Valter Roberto (org). Educação como prática da diferença. Campinas: Editora autores associados, 2006.
    ALEXANDRE, Marcos Antônio. “Vozes diaspóricas e suas reverberações na literatura afro-brasileira”. In: DUARTE, Constância Lima; CÔRTES, Cristiane; PEREIRA, Maria do Rosário A. (org). Escrevivências: Identidade, gênero e violência na obra de Conceição Evaristo. Belo Horizonte: Editora Idea, 2016.
    CUTI (Luiz Silva). “O leitor e o texto afro-brasileiro”. In: FIGUEIREDO, Maria do Carmo Lanna e FONSECA, Maria Nazareth Soares. Poéticas afro-brasileiras, Belo Horizonte: Mazza/PUC-MG, 2002.
    CARVALHO, Leandro. “Lei 10.639/03 e o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana.” Disponível em: http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/lei-10639-03-ensino-historia-cultura-afro-brasileira-africana.htm  (acesso em: 04/01/2018)
    CUTI (Luiz Silva). “Negro ou afro não tanto faz”. In: Literatura negro-brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2010.
    DUARTE, Eduardo de Assis. “Por um conceito de literatura afro-brasileira”. In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (org) Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011.
    FERNANDES, Florestan. “O  mito da democracia racial”. In: A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Global, 2008.
    FERNANDES, Florestan. “Poesia e Sublimação das Frustrações Raciais”. In: O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Global, 2006.
    GOMES, Nilma Lino. “Diversidade cultural, currículo e questão racial: desafios para a prática pedagógica”. In: ABRAMOWICZ, Anete, BARBOSA, Lucia Maria de Assunção & SILVÉRIO, Valter Roberto (org). Educação como prática da diferença. Campinas: Editora autores associados, 2006.
    GOMES, Nilma Lino. “Diversidade étnico-racial e educação no contexto brasileiro: algumas reflexões”. In: GOMES, Nilma Lino (org). Um olhar além das fronteiras: Educação e relações raciais. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
    IANNI, Octávio. “Raça e Classe” e “Escravidão e racismo”. In: Escravidão e racismo. São Paulo: Hucitec, 1978.
    MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. São Paulo: Editora Átic
  • a lenda de Èden/capitulo 3 o começo do começo (L)

    (OOEEE KANRA CHAN DESSS e.e NICKSUN DEEES :v)
    NOTA DO AUTOR:ACHO QUE TA FODS TENTAR DEIXAR PRA FAZER DE 2 EM 2 SEMANAS ENTAO VOU FAZER DE UM MÊS A OBRA AQUI AINDA VAI TER SEU TROCENTOS CAPITULOS MAS ELA E MEIO GRANDE ENTAO POR SUA VEZ PREFIRO FAZE-LA MENSALMENTE OU QUANDO ELA CHEGAR A 50 VIEWS O QUE ACONTECER PRIMEIRO e.e MAIS PROMETO QUE IREI DESENVOLVER UMA OUTRA OBRA MENOR E TAO BOA QUANTO PRA APROVEITAR O TEMPO SEM ABALAR A SAIDA DESSA OBRIGADO PELA COMPREENSAO E BOA LEITURA
    ________________________________________________________________________________________________________________________
    O grande dia chegou e apenas 64 dos 100 seriam escolhidos para virarem os novos guardiões

    -voces viram o moso-perguntou luna

    -provavelmente com o cahethel falou pafunsu

    De fato de acordo com todos ali nick já havia saído há um tempo e feito o teste antes de todos e voltou e foi com um outro anjo e deu inicio aos testes
    -eu vou primeiro-falou luna

    Ao entrar luna reparou apenas em cahethel atrás de uma mesa e a primeira coisa que cahethel fez foi por a mao no seio esquerdo de luna que tentou responder com um soco

    -tarado-exclamou luna

    Mas cahethel apenas aparou o soco normalmente e falou:

    -isso e apenas para examinar a sua força,senhorita gerloff lembre que eu não sou homem,nem mulher os anjos ao menos tem sexo

    -ok,mas como eu fui-pergunto luna suspeitando e curiosa ao mesmo tempo

    -entrou por pouco se não fosse sua visão escarlate estava fora

    Luna ficou um pouco triste por passar de apenas pela técnica de ultima hora do nick,mas sua felicidade por passar era muito maior que sua tristeza e logo se recompôs e pergunto:

    -e o nick ? ele passou ? como ele esta ?-perguntou luna

    -seria difícil ele não passar sendo filho de quem ele é,porem vocês so iram velo no dia do torneio daqui a 10 dias,você esta liberada

    Luna saiu do lugar pensativa sua alegria foi novamente ofuscada pela curiosidade onde estava nick e o que cahethel quis dizer sendo filho de quem é sendo que luna achava que nick era orfao como ele dizia ate que ouviu cahethel chamando o próximo cahethel gritando:

    -é um milagre deus seja louvado
    Então luna foi correndo de volta ate que viu Gustavo fazendo o teste

    -meu deus eu não acredito o garoto idiota com a menor chance de todas conseguiu passar e entrar pro torneio nem consigo acreditar nesse milagre que incrível você ate superou o garoto que destruía montanhas com toda força dele-falou cahethel

    -obrigado.....eu acho,mas destruir montanhas não e bom-perguntou Gustavo

    -não se a media e destruir no mínimo 1 continente algo que a luna conseguiu mas você consegue destruír 1 planeta parabéns-falou cahethel

    -e o nick aposto que ele consegue destruir 2 ou 3 né ?-perguntou Gustavo

    -não-afirmou cahethel

    -Como assim não-perguntou Gustavo

    -Com o vento que sai do seu soco nick e capaz de destruir um planeta e sua força total destrói 1 galaxia inteira-fala cahethel

    Tanto luna quanto gustavo ficam de cabeça baixa por essa afirmação eles estam aparentemente bem bolado
    -voces deviam ficar felizes o sr.matias ou nick como prefirirem falar foi treinado por uma deusa menor ele esta acima de qualquer outro candidato

    -se so existe um deus como existe uma deusa menor também-perguntou luna
    Desde o inicio deus precisava de uma representaçao entre os seres humanos e por isso criou os semi deuses ,deuses menores e os deuses-falou cahethel

    -Como os santos-perguntou Gustavo

    -santos são seres humanos que operaram milagres em nome de deus-mas já repararam o por que de tantos deuses ?-perguntou cahethel

    -sim,mas não achei resposta,acho que deus queria criar vários-respondeu luna

    -incorreto,imagine os 8 guardioes,muitos humanos se inspiraram neles e queriam ter seu poder igual ao deles então deus querendo realizar esse desejo criou pequenas esferas cinzas cada humano so poderia encontrar 3 por vez a primeira quebrada ele teria poder de um semideus,a segunda conseguiria poder de um deus menor como a que ajudou nick e por fim um deus mas a ganancia humana aumentava tanto a ponto de as poucas achadas seus donos eram mortos e elas eram vendidas no mercado negro e muitos se aventuravam para pega-las alguns ate aprendiam certas magias isso foi uma época quando muitos sabiam a magia agora são poucos os humanos que sabem e elas são muito básicas no máximo podem destruir um prédio ou uma casa algo de humano comum porem com tanto ódio,ganancias e outras coisas os anjos ficaram de proteger dos indignos-falou cahethel

    -entao todos são humanos também-perguntou Gustavo

    -nem todos so 4 a maioria são filhos deles e acho que 2 deles já estão mortos por falar nisso-falou cahethel

    -guardioes podem virar deuses-perguntou Gustavo

    -não,so humanos-respondeu cahethel

    -injusto-respondeu Gustavo

    -gustavo.....-falou luna suspirando

    -que foi luna ?-perguntou Gustavo

    -eu quero lutar com você-falou luna apontando para ele-aqui no coliseu e agora

    Gustavo se assustou com isso ele não entendia o por que de ela querer aquilo mais a garota estava com um olhar determinado e respondendo a ele:

    -eu me sinta fraca perto de vocês mais posso mostrar que sou tão forte quanto vocês 2

    -luna como pode falar isso e obvio que você não esta com a mesma força do Gustavo ele é como se fosse um guerreiro e você uma arqueira vocês dois tem defesas equivalente mais você e mais rápida e agilidosa que ele-falou cahethel

    -mais eu tenho de fazer isso eu preciso-falou luna mais seria que antes

    -esta bem mais não ira ser agora ainda tenho de atender os outros candidatos-falou cahethel e vocês não iram lutar sem um juiz-falou cahethel

    Após o exame todos acabaram sendo aprovados por cahethel:luna,nick,Gustavo,pafunsu,Rafael,juan e ate o brasileiro mistérioso de olhos vermelhos e após isso luna e gusta foram com cahethel ate o coliseu,o bom do coliseu e que ele era grande e dava para ate 2 lutas simultâneas mais iria ser usada apenas para uma luta,então luna e Gustavo foram entrando e cahethel fala:

    -as regras são as seguinte o primeiro que morrer perde agora comecem

    -uou,uou,uou como assim o primeiro que morrer eu achei que era uma partida amistosa-perguntou Gustavo

    -haha vocês não vao morrer de verdade Gustavo nós anjos temos o poder da ressureição,relaxem eu faço isso desde os primeiros guardiões- falou cahethel rindo

    Luna e Gustavo se olham,eles estão começando a ter um pe atraz na tal ideia

    -eu..eu.....eu ainda quero lutar-anunciou luna para Gustavo

    -entao se vai ser assim eu não vou perder-falou Gustavo

    Erguendo seus braços cahethel cria ao redor deles uma barreira para o impacto da luta não destruir o local e a luta começa com Gustavo indo pra cima de luna que revida com sua lança girando ela e fazendo a espada de Gustavo sair de sua mao,ate que ela coloca a lança no meio das pernas de gustavo pra ele cair,já caído luna enfia a lança em seu braço e o arranca Gustavo grita com a dor e usa sua técnica

    -corte estelar-grita Gustavo ainda agonizando

    E da um corte na barriga de luna que com um pulo se afasta imediatamente dele e com sua manipulação do ar se mantem flutuando e invoca uma flecha

    -venha a mim ó flecha dos ventos-fala luna

    Os ventos circulam na mao de luna ate que se solidificam aparecendo uma flecha e ela atira essa flecha em Gustavo que ao chegar perto do alvo desvia por motivo nenhum aparente

    -o que aconteceu-perguntou luna

    -luna minha técnica especial e o escudo estelar e com ele sua flecha e inútil

    Luna ficou muito puta (EBFMB)e ativou a visão escarlate e carregou outra flecha percebendo que repetir o nome da técnica era praticamente inútil e depois de atirar o impacto foi tao grande que rompeu o escudo semi invisível de Gustavo que com ódio foi pra cima de luna com a espada e o escudo e luna confiante foi em cima de Gustavo para atacar-lo com a lança mais a dor em sua barriga a fez cair no caminho e cuspir sangue e isso atrapalhou muito e Gustavo já estava chegando perto então quando ele chega bem perto luna usa sua força restante e atravessa a cabeça de Gustavo e ele cai no chão morto e luna olha para o lado e ve alguém ao longe e desmaia então cahethel fala na maior calma

    -eles sempre morrem,eu te vi ajudando ela com o escudo dele e acho que ela percebeu também,agora vem aqui acho que você já consegue reviver alguém afinal ultrapassou minha barreira sem fazer um arranhão nela-fala cahethel

    -foi um simples espinho eu acho que um empurrãozinho não ia fazer nada de mais-fala nick levantando luna no colo

    Alguns dias depois....

    Com Rafael pafunsu do lado de luna ela finalmente acorda

    -meu deus mosa você ta bem-perguntou pafunsu

    -eu não sou sua mosa e ..quanto tempo eu dormi-perguntou luna bebendo um copo d’agua que estava do lado dela

    -9 dias-falou pafunsu

    Luna cospe a agua cima de pafunsu

    -o que 9 dias-perguntou luna assustada-o torneio e amanha
    Luna deita na maçãzinha onde estava e pergunta:

    -quem ganhou a luta pelo menos-perguntou luna

    -tecnicamente empate-falou Rafael

    -o que empate-fala luna chateada

    -eu falei tecnicamente,mas eu acho que você ganhou no caso,so foi empate por que você desmaiou assim que matou o Gustavo-falou Rafael

    -a sim te deixaram dois cartões aqui-falou pafunsu

    -pode ler o primeiro pra mim-perguntou luna

    -claro la vai-falou pafunsu :nossa luta foi a melhor coisa da semana espero lutar com você novamente e pretendo vencer-gustavo hikari

    -hehe Gustavo bobo,vamos pra próxima por favor-disse luna

    -mosa estarei lhe esperando no dia do torneio uma dica por que não controlar a direção das flechas com o vento,parece uma boa,algo legal e que os guardiões do ar podem controlar tanto o oxigênio como outros gazes como o hidrogênio eu acho útil hehe,se não for eu te pago uma pizza ou pãozinho,sei que você ama pãozinho-nicholas matias

    -mensagens grandes não são o forte do nick-disse luna antes de cair na risada

    Então assim se acabava aquele dia,já no outro dia o torneio começa e todos estão la com exceção do nick aparentemente a luta dos guardiões da terra seria a ultima e por maior coincidência a luta dos guardiões do ar começara primeiro luna percebe que ira lutar contra outras garotas do elemento ar e percebe que no final da lista estava o nome yura Higashi luna gagueja:

    -eu...eu..eu..eu vou me ren..

    Ate ser interrompida com alguém pondo a mao em sua cabeça e era nick e ele pergunta olhando pra luna:

    -o que ouve mosa,por que esta chorando-pergunta nick

    -eu...me render...garota...acidente-luna assoa o naris por estar chorando muito

    -se recomponha mosa e me explique-fala nick se perguntando o que aconteceu eu vou te contar senta ai

    FLASHBACK TIME (não se preocupe isso não vai virar naruto)
    21 dias antes do nick reaparecer luna,pafunsu,rafael e Gustavo estavam mexendo nas pedras para tentar aprender a usa-las so não sabemos ainda por que ele quebrou a pedra do elemento fogo provavelmente por acidente após isso e uma criatura aracnea apareceu para atacar todo mundo e destruir todo mundo como era uma criatura de treino de certa forma os anjos deixaram ao cargo dos guardiões mata-la já que não era uma ameaça real porem ela quase matou a luna por que de acordo com os anjos era uma profecia de treino e por fim 8 guerreiros 1 da agua,1 espectral,1da escuridão,1 do vento e 2 guerreiros de terra mais o juan e o brasileiro estranho todos destruíram a criatura completamente na hora
    FIM DO FLASHBACK TIME(prometo não vai virar naruto saporra)

    -e por isso eu sinto muito medo deles moso,eles estão muito acima do meu nível de poder e por isso acho que eu vou perder-fala luna chorando
    Então nick de repende a abraça e luna fica surpresa e ele fala:

    -se você não tiver medo eu também não vou ter

    Luna se sente confiante e vai então para sua primeira luta que ira ser contra uma garota que era usuária de espada pesada e escudo,no inicio da luta luna manipula o escudo de sua adversaria com a dica de nick e cria uma flecha para matar sua adversaria manipulando sua flecha para o pescoço dela que faz quase que imediatamente uma explosão de ar e consegue vencer,já na sua segunda adversaria luna teve de enfrentar uma garota com armadura no corpo e flechas também sua primeira tentativa foi um golpe falho na armadura e logo foi empurrada para longe por uma onda de ar ate que ficou correndo em velocidade do som ao redor de sua oponente ate achar uma abertura e mirar um flecha com sua técnica pontaria certeira e a ficar fazendo sangrar pela armadura ate que desmaia no campo e a luta termina e finalmente e a luta final de luna antes de se tornar guardião mas claro estava ferida afinal a outra sabia teleguiar suas flechas também mais luna se superava e queria mostrar seu poder a nick e Gustavo por isso não iria desistir com tanta facilidade,curaram suas feridas e ela já estava finalmente pronta,era hora de lutar com yura Higashi que havia chegado na final mas luna sentia um medo mas mesmo assim entrou no campo, a luta começa e yura da um soco no ar para afastar luna para longe e conseguiu correr por tras a tempo para dar um soco avassalador na coluna da luna a ponto de faze-la cuspir sangue e cai no chão então tanta ativar sua visão escarlate

    -pode ser meu único recurso-pensou luna mirando no braço de sua oponente
    Então luna atira a flecha mas yura facilmente desvia porem com um gesto de mãos luna redirecionou as flechas para sua oponente o que fez com que ela desse uma espadada do nada para criar um tufão e desviar a flecha o que foi ta forte que arremessou luna na barreira e deu uma pequena rachadura na barreira de cahethel

    -Boa tentativa sra.higashi mais minha barreira amadora aguenta a explosão de um planeta inteiro-fala cahethel

    Sem ligar pra isso yura vai dando um soco por vez fazendo luna quase se rasgar porem um soco acaba jogando luna mais longe do que yura queria então ela vai correndo ate luna que infelizmente estava quase sem magia e tenta jogar um tufão mais faz apenas uma lufadinha de vento e ainda sobra pouca maiga que faz yura tropeçar no chão e cair na frente de luna,porem era tarde para se levantar luna cria uma barreira ao redor da cabeça de sua inimiga e com sua pouca magia corta completamente o oxigênio dela impedindo a passagem de qualquer resquício de Oxigenio,por mais que a guerreira oponente tentasse fazer oxigênio luna o absorvia como se fosse magia própria,luna sabia que talvez não iria ganhar sua oponente então decidiu acabar com aquilo ali mesmo pegou sua lança e impalou na cabeça de sua oponente e a matou e depois disso tudo o que restava era um cadáver,litros de sangue e uma vitória luna havia ganhado a batalha contra sua oponente e era a nova guardiã do elemento ar e a emoção e o sangue a fizeram desmaiar ali mesmo,porem após disso ela pergunta:

    -gusta quem vai lutar agora-perguntou luna

    -guardioes da luz ou seja o pafunsu-falou Gustavo-e o nick sumiu de novo ele apenas disse que estava orgulhoso de você e te mandou parabéns

    -mais tirando isso vamos ver a luta do pafunsu ele deve estar lutando agora ne-perguntou luna

    -ok vem-falou Gustavo

    Luna sentia intensa felicidade por ter ganhado e virado guardiã porem pensava em seus amigos afinal cahethel falou que o oraculo disse que um deles não iria passar e isso enervou um pouco luna,porem luna esqueceu isso ao ver seu amigo pafunsu lutando ela mal chega e a luta que havia começado em segundos termina com pafunsu explodindo o corpo do adversário

    -o que aconteceu aqui-perguntou luna

    -eu acho que ser guardião da luz não era so um titulo luna-falou Gustavo

    Luna não acreditou que seu amigo tinha virado guardião da luz aquele que todos esqueciam virou guardião junto com ela (não se preocupem eu vou postar isso no capitulo 4 ok XD) ele estava mais rápido e poderoso porem era a luta do grande piromaníaco rafael mais luna tinha certeza que ele havia mudado depois desse pouco tempo ate ele gritar:

    -eu vou colocar fogo nessa luta

    -ele não mudou porra nenhuma-pensou luna rindo

    FIM DO CAPITULO 3
  • a lenda de Èden/capitulo 4 o poderoso guardião fracassado (P & R)

    -isso foi rápido demais eu não vi quase nada-questiona luna
    -é assim mesmo mosa,guardiões da luz tem sua velocidade elevada desse jeito mesmo-fala pafunsu
    -eu não te dei o direito de me chamar de mosa-fala luna
    -bom vamos focar na próxima luta -fala pafunsu
    -primeiro como foi a sua luta
    pafunsu olha para cima e começa a pensar 
    -Oh não-fala luna 
                                                                 //////FLASH BACK TIME COM COMENTÁRIO EXTRA\\\\\\
    -outro flash back naaaaaoooo-fala luna
    -ja era-riu pafunsu
                                                                               INICIO DO FLASH BACK TIME
    Depois de pafunsu entrar no campo foi anunciada a luta entre ele e um cara desconhecido,quando começam a lutar pafunsu da um chute que afunda o rosto do sujeito e o dito-cujo perde a luta
                                                                                   COMENTÁRIO EXTRA
    -isso foi rápido,até demais-falou luna

    -guardiões da luz tem uma velocidade muito alta,porem uma defesa baixa de mais-falou pafunsu

    -por isso acabou rápido-fala luna

                                                                              CONTINUAÇÃO DO FLASH BACK TIME
    E na outra luta,era um guardião mais lento e com muito mais defesa,porem pafunsu era muito rapido e o outro cara nem chegara perto de sua velocidade e pafunsu o finalizou com facilidade,e por fim a ultima luta,porem esse cara era diferente dos demais 

    -acho que vou aparecer dele e dar aquele baita chute trava coluna nele- falou pafunsu

    ele o faz porem erra,por que seu adversario se defendeu com um outro chute,então tentou dar um soco e seu oponente parou o soco com outro soco ate que pafunsu pensa:

    -vou jogar um trovão nele 

    então pafunsu joga um trovão que errou,porem servia apenas para atrapalhar e atrair o adversário,perto o suficiente para atravessar a sua cabeça com uma mao aberta e eletrificada e assim que atravessa sua cabeça ela explode e ele é declarado vencedor da luta e o primeiro guardião da luz
                                                                                          FIM DO FLASHBACK TIME
    -agora falta a luta de quem-pergunta pafunsu

    -do gustavo-fala luna

    -era,não é mais,agora é a luta do rafael-fala gustavo

    -vai chorar-zoa pafunsu

    -nao,mais to quase-fala gustavo

    entao,finalmente os guerreiros de fogo entram em campo porem o destaque é mais do brasileiro de altura mediana e cabelo escuro e forte,estava sendo destaque por ser um daqueles que ajudou juan com aquela criatura de fogo e estavam em punhos uma luva e uma espada,algo que digamos era meio diferente,afinal pra que usar uma luva,mas ao iniciar a primeira luta que no caso era a dele o rapaz qua agora sabiamos o nome por anuncio de cahethel:lan santiago era seu nome e por coincidencia o outro cara tambem era brasileiro e se chamava edgar

    -isso esta muito estranho o nick falou que cabelos de cores estranhas sao caracteristicas dos descendentes dos guardiões da terra,só que nenhum dos guardiões do fogo tem olhos vermelhos,nem o rafael tem isso-fala pafunsu

    -pafunsu eu quero assistir-fala luna sentada em uma cadeira de rodas comendo um pãozim

    ao começar a luta edgar solta uma bomba de canhão de fogo 

    -esse ataque pode incinerar um planeta inteiro diga adeus aos seus ossos-fala edgar com uma risada alta

    lan apenas poem sua mão com a luva para frente e devolve para seu oponente o ataque como se não fosse nada e incinera completamente todo o seu corpo até reduzi-lo a cinzas

    -isso foi rapido-falou luna

    -luna para de falar so isso,mas realmente foi bem rapido,rapido ate de mais-fala pafunsu 

    porem a proxima pessoa a entrar em luta é seu amigo rafael

    -bom é isso vou conseguir-falou rafael

    no inicio da luta refael lança seus ioios a ponto que ficassem com suas cordas por todo o campo,quase que impossibilitando seu adversario de se mover,entao o adversario tenta queimar as cordas,que apenas ficavam em seu lugar sugando a energia e repassando a força pro ioio que ia ficando maior e deixando as cordas cada vez mais quente e entao rafael mexeu seus fios ate que cortou seu adversario e transformou-o em uma especie de picadinho frito de carne humana e entao rafael e declarado vencedor da luta

    -meu deus(do ceu berg)que nojo ele cortou o cara como picadinho argh-fala luna
     
    -meu deus que merda to com vontade de vomitar-falou pafunsu

    cahethel pede para alguem vir la para ressucitar o rapaz e devolve-lo a terra,afinal o perdedor teria apenas os poderes retirados e depois iria ser mandado para a terra para poder viver normalmente a sua vida na terra 

    -espero que perca logo,esse garoto é um piromaniaco sadico,nao seria uma boa te-lo como guardiao-pensou cahethel 

    a proxima luta sera entre lan e rafael

    -se prepare para ser queimado-falou rafael

    a cara de ridicularizaçao de lan era tao grande que chegou a ser ridiculo pra ele o que rafael falava,entao meio totalmente puto da vida rafael jogou seu ioio em cima de lan que nao apenas segurou como tambem quebrou o mesmo 

    -serio isso nao destroi nem um planeta anão gelo,acha mesmo que pode comigo-sacaneou lan

    tudo isso deixa rafael mais puto e tambem desesperado,ele refaz o ioio com suas chamas e aumenta o tamanho do mesmo a ponto de poder subir em cima do ioio como um carro gigante e tenta atropelar lan que desvia com uma facilidade enorme com se estivesse apenas dando um pulinho pro lado e da uma zoada

    -tao lento que nem chega a mach 1

    rafael putao responde:esse deus aqui chega a mach 36.000 

    -nao chega nem a mach 900 de tao lento 

    rafael acelera mais uma vez e lan apenas pega sua espada e da um corte certeiro no meio do rafael e corta o ioio dele ao meio e antes que rafael pudesse reclamar lan aparece rapido atraz dele e corta sua cabeça em instantes e assim lan e declarado ganhador por cahethel  e na plateia luna fala:

    -ele perdeu mesmo meu desu,eu dont believe

    -perdeu feio-fala pafunsu

    -nao acredito nisso-fala gustavo irritado-ele nao devia ter perdido 

    sim era isso rafael tinha perdido feio e lan havia se tornado o novo guardião do fogo,rafael foi ressucitado,teve seus poderes extraidos e foi mandado para seus pais na terra com a advertencia de nao mexer de novo em fosforos,mas claro cahethel deixou ele se despedir dos amigos afinal as proximas lutas seriam seguidas em elemento:agua,depois espiritual,depois escuridao,depois terra e por ultimo estrela ja era quase certo os vencedores afinal no ataque ja tinha uma da agua,uma da espiritual e uma da escuridão porem terra e estrela foram considerados dificeis de saber afinal havia tres guardioes da terra no incidente e nenhum da estrela,mas apos as despedidas começaram as batalhas da agua e a vencedora foi kamillie orihara da oceania,foi uma luta rapida nao igual a dos guardioes da luz mas tambem tinha seus meritos

    -aposto que foi bem facil ne,kamille ou posso te chamar de kamie-fala luna para a nova guardiã

    -serio querida e a sua-fala kamie

    -eu quase morri-fala luna

    -deveria ter morrido-fala kamie

    -que moça ruim pra eu-fala luna

    pra se ter uma ideia do quao rapido foi cada luitra era aproximadamente 20 segundos por luta depois disso era uma vitoria muito facil

    -nao curti essa moça,,mas curti as outras duas -falou luna

    essas tais garotas eram as duas dos elementos espiritual e escuridão,regendo o elemento da escuridão estava uma garota chamada julie kanam de istambul tinha uma personalidade calma e bem calada e ate alegre porem muito timida e gostava de chamar todo mundo de demonio algo que mostrava seu autismo com força altissima e regendo o elemento espiritual estava giulya kim than essa diferente da ultima ja era mais ativa e animada e gostava de cantar do nada,em especial k-pop (eu tenho uma amiga que gosta dessas musicas e como eu tava sem nada melhor pra colocar presente pra voces) as 2 seriam as mais novas guardiães do grupo 
                                                                            ENTREVISTA UTILITARIA COM LUNA GERLOFF
    -oi,oi,oi tudo bem,tudo bão-pergunta luna

    -tudo bem-fala giu

    julie calada

    -que merda eu to fazendo aqui-falou kamie

    -entrevista,xiu-sussurra luna

    -nao quero ficar no autismo de voces-fala kamie

    -xiu,agora continuando como foi a ultima luta de voces-pergunta luna

    -eu so entupi a mina de agua e explodi ela,como qualquer ser humano normal faria-fala kamie

    luna assustada pergunta:

    -e o que voce mais gosta kamie

    -rola-fala kamie-de varias idades idades,de muitos amores

    luna vermelha finge que nao escutou nada e passa para giu

    -entao giu como foi sua luta-pergunta luna

    -eu basicamente invoquei espiritos do alem e fiz todos atacarem como distraçao e voei por debaixo da terra em forma fantasma e possui o meu oponente por traz enquanto secava seu corpo-fala giu

    -e pior que a primeira-pensou luna desesperada

    e assustada luna pergunta com uma cara de nao me mate:

    -e....doq......do que voc.....do que voce gosta

    -kpop,escuto o dia todo,ate dormindo se possivel-fala giu 

    Luna agarra giu e fala:

    -meu desuuuu nos vamos dar tao bem

    -giu esta assustada com voce apertando ela assim luna-fala gustavo como um cameraman ou algo do tipo

    -ok,ok,ok eu largo,mas agora e sua vez julie-fala luna

    luna ja simpatiza com a garota ser baixinha a ponto de parecer uma versao de mini-chibi baby edition

    -entao como voce venceu-pergunta luna

    julie fica calada

    -fala pelo menos de quem voce gosta

    entao a garota gagueja e fala:
    hu..hu....hu...huinglerson-e some em uma sombra de vergonha 

    todos os presentes ficam calados por um instante e luna com um sorriso encerra a transmiçao

    -bae,bae pessoas-fala luna
                                                                              FIM DO ENTREVISTA COM LUNA GERLOFF
    -o que foi isso perguntou gustavo

    -nem eu sei acho que ela gosta do....-fala luna ate ser interrompida pelo pafunsu

    -quem gosta de quem-pergunta pafunsu

    -eu..eu gosto muito de pãozim-fala luna

    -e eu gosto de assistir a luta,elas sao muito bacanas

    -principalmente as com poderzinho sem a rajada tipo seu ataque na ultima luta-fala luna

    -e eu tambem-fala giu sobrando no canto mas manjando da situação 

    -e a proxima luta parece estar prestes a começar-fala pafunsu

    e julie estava com eles porem calada 

    -ainda bem que voces gostam por que o nick e o juan vao lutar daqui a pouco-fala pafunsu

    -eu avaliei os dois,so iram se encontrar se for na final,mas seu amigo nao tem chance o poder do juan é anormal para um guardião da grama,eles nao passam de curandeiros e protetores,juan de algum jeito serve de ataque e aquele modo dele nao vai ajudar em nada-fala julie

    -ela falou-riu pafunsu-finalmente hahaha

    julie some de novo e pafunsu estranha novamente (ate ai tudo normal)

    -ela ate que ta certa a luta deles vai ocorrer no final,vai ser emocionante-fala luna

    -duvido que esse tal de nick ganhe,nao esqueçam que tiveram 3 guardiões da terra no incidente e pelo jeito ele vai lutar com os 3-fala giu

    -eu confio no moso-fala luna

    -eu tambem-fala gustavo

    -concordo-fala pafunsu

    entao as outras guardioes retrucam

    -vai levar surra-fala kamie

    -chute na butt-fala giu

    -uhum-fala (ou grunge)julie 

    entao alguem vai andando naquela direçao era lan

    -alguem percebeu que o primeiro nome dele e mais japones que o do gustavo-fala pafunsu

    lan vai ate gustavo e da um soco com força na barriga dele que o faz cair,e o arrasta pelo cabelo ate cahethel,entao cahethel ouve o que o garoto tem a dizer e troca umas letras de um crachazinho que esta com cada um

    -o que aconteceu-perguntou luna

    -esse cara no dia que eu cheguei aqui deu um jeito de trocar nossos nomes e nacionalidade pra ele parecer japones,eu sou o unico hikari aqui,Lan Hikari-fala Lan

    -nao tendi nada-fala luna 

    -nem eu-fala pafunsu com gustavo vomitando sangue nos braços tentando ajeitar ele

    -aquele e o amigo de voces indo pro ringue-fala kamie

    -e ele sim-fala gustavo meio tonto

    -e o moso-fala luna

    -parece ter uma rola bacana-fala kamie passando a lingua sensualmente entre o labio 

    -eu mereço-fala luna envergonhada de como caminha a humanidade

    mais todos estavam ansiosos afinal nick iria lutar finalmente contra alguem,afinal apos uma historia com aquela (cap2) era impossivel nao ficar curioso com o treino,entao entram em campo um dos 2 caras do incidente e nick dormindo por que cahethel apenas o lançou pro campo enquanto ele dormia meio ensanguentado

    -prontos-fala cahethel-comecem

    -isso nao e justo o moso ta dormindo-fala luna

    entao no meio do campo o outro cara grita:

    -ninguem te perguntou nada,indiazinha

    luna e seus belos cabelos de india se ofendem e mandam ele se-fu mentalmente

    a luta começa com o adversario apontando-lhe o dedo e falando:

    -renda-se eu sou o mais forte aqui e posso destruir qualquer um

    ele era alto como se tivesse 2m e 10 de altura,mas nick ja esta dormindo no chão,como se estivessem pouco se importasse  e seu oponente considerou isso como uma afronta direta de nick e da um soco no chao causando um terremoto que apenas fez nick ficar rolando pelo chão ate que foi chegando perto de seu adversario rolando pela grama do local e ao tentar esmagalo com um pisao,nick chuta ele no rosto ainda no chao dormindo e afunda o rosto do pobre rapaz que ia esmagar a cabeça de nick com um pisão e ainda racha a barreira media de cahethel,todo destruido pelo chute o guerreiro se levanta porem ja e tarde nick esta em pe em sua frente dormindo e lhe da um soco na barriga que explode tanto o seu estomago quanto o resto da barreira do cahethel,entao cahethel fala:

    -treinamento duro pessoal,vamos fazer magia do tempo no sr.matias pra ver se acorda

    apos tenta usar a magia do tempo cahethel nao consegue e fala:

    -nao acredito,mudança do tempo nao funciona nele

    -o que isso quer dizer-pergunta luna

    -significa que nem se eu mudar o tempo,o nick nao vai ficar parado,nao vai envelhecer mais rapido e nem tentar diminuir a velocidade dele e ainda me proibe de viajar pro passado enquanto eu estiver a 1 galaxia de distancia dele-fala cahethel

    -chega vei,esse cara ta muito apelão-falou pafunsu

    -disse o cara que terminou 3 lutas em 4 milisegundos-fala nick

    -voce nao tava dormindo-falou pafunsu

    -habilidade de fotossintese e so eu estar encostando em terra que eu me recupero mais rapido-fala nick

    -bom mais tirando isso-nick colocando um punho fechado em frente ao rosto so que com um sorriso corajoso-eu vou vencer todo mundo,que esta aqui eu prometo isso pra voces 
    FIM
    __________________________________________________________BONUS_________________________________________________________________

    NOME:Kamille Orihara        APELIDO:Kamie         PAÍS:Australia
    ELEMENTO:Agua        HABILIDADE:Solidificação e Gaseificação
    GOSTA DE:Instrumentos Pessoais Masculinos (IPM)

    NOME:juliane kanam      APELIDO:Julie     PAÍS:Istambul
    ELEMENTO:Escuridão      HABILIDADE:Nuvem escura
    GOSTA DE:Pafunsu (DARK STALKER)

    NOME:Giulya kim than    APELIDO:Giu      PAÍS:Coreia do Sul
    ELEMENTO:Espiritual      HABILIDADE:Necromancia
    GOSTA DE:K-POP

    ________________________ERRATAS__________________
     NOME:Gustavo Santiago  APELIDO:Gusta ou Gustavo  PAÍS:Brasil
    ELEMENTO:Estrela     HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Olhar as estrelas

    NOME:Lan Hikari   APELIDO:Nenhum   PAÍS:Japão
    ELEMENTO:Fogo    HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Não se sabe




  • A Morte

    Entre os castiçais, fogo e reclusão.
    Era uma madrugada alta cheia de inspiração onde eu me deitava com ela contando os morcegos do teto.
    Uma voz: "aqui, entre os dois, eu me escondo e digo amém às suas diabruras".
    Levantamos e fomos até a penteadeira. Nada no espelho...
    Nos espantamos ao ver em nossa cama a Morte e uma rosa branca, exclamamos: "que lisura antiga tal honra!"
    E num torpor pegamos uma adaga e cortamos nossos possessos.
    Dormimos, o sol entrou e nos queimou.
    Morremos. O fim do mundo acabou.
  • A mulher dos sonhos - parte 2

    1

    Era uma bela quinta feira, embora a chuva e o frio tenham castigado a maior parte da manhã. Gosto desse clima, ainda mais porque posso pagar um uber para casa e não preciso me molhar demais. Afinal, passei o dia inteiro, em minha sala, rodeado de incompetentes. Enfim, parece que tudo vai melhorar daqui para frente, sem preocupações na empresa. Amanhã é feriado, acho que vou passar o dia na piscina. Talvez ligue para Derek me buscar para bebermos algo antes de ir.

    Chego em casa depois das nove da noite, foi um dia pesado de trabalho, relatórios atrasados, prazos perdidos, auditoria no meu pé, prefiro não lembrar disso agora. Jantei uma lasanha congelada, sem paciência para cozinhar nada. Apenas fiz questão de me servir uma taça de vinho tinto e liguei a televisão. Passava “Os Simpsons”, aquele pessoal amarelo sempre me faz rir. Uma das melhores formas de se encerrar uma noite depois de um dia estressante.

    Depois disso, vou para meu banheiro, é pequeno mas agradável, o piso de azulejo preto dá um belo realce com as paredes brancas. A privada é preta, também, acho que dá um visual moderno, e fica ao lado do boxe com o chuveiro. Em frente a tudo isso está a pia que é de vidro transparente. As gavetas e armários são brancos e pretos, mas isso não importa, foi um arquiteto que projetou tudo, não perdi meu tempo com aquilo, apenas exigi a pia transparente com a mesa e tudo. Queria uma daquelas torneiras que acendem luz, só que meu orçamento da época era apertado e, com o passar do tempo, essa vontade diminuiu, embora não tenha sumido.

    Finalmente tiro o terno, jogo-o no chão do banheiro mesmo (semana que vem levo ao tintureiro, não me importo) e tomo uma ducha quente. Deve ter durado uns 40 minutos, precisava muito relaxar. Escovo os dentes, pego o terno do chão e o levo até a área de serviço para deixar em cima da máquina de lavar.

    Estou exausto, então é melhor dormir logo, checo se as portas estão trancadas, afinal, um apartamento pode ser seguro, mas “é melhor prevenir do que remediar”, já dizia meu avô. Entro em meu quarto, aquela cama é meu orgulho, uma king size com um cobertor preto de um lado e branco do outro, com pêlo de ovelha na lado branco e aveludado do outro. Tenho quatro travesseiros ali, mas três sempre acabam no chão. Penduro minha toalha e pego um moletom velho que sempre uso para dormir, é hora de fechar os olhos e encerrar o dia, finalmente. Boa noite a todos e não me esperem cedo amanhã.

    2

    Acordo e olho para o relógio e vejo que já são três da manhã. É uma madrugada fria e silenciosa, sem nenhuma alma na rua, tenho certeza de que é possível ouvir grilos. Essa é a vantagem de um bairro afastado e sem muitos vizinhos, o silêncio cai muito bem. Uma ou outra moto passam na rua, sempre tem um imbecil que estoura o escapamento, apenas para fazer barulho, de resto provavelmente são esses entregadores atendendo aos pedidos dos bêbados e drogados da madrugada, voltando de suas baladas ou o inferno que seja, bancados por papai e mamãe, provavelmente nem trabalham os filhos da puta.

    Maldita insônia!

    Tudo bem, não tem problema, amanhã é feriado e posso dormir até mais tarde, na pior das hipóteses, cancelo a piscina e apenas bebo algumas cervejas com Derek.

    Levanto de minha cama, o lado direito se mantém vazio há muito tempo, desde que Stephanie pegou suas coisas e foi embora, deve ter me achado insuportável, mas não sinto falta dela, do sexo todo dia sim (então por que ainda tenho a foto dela no nosso quarto? Digo, no MEU quarto).

    O laptop está desligado, não estou com paciência de ligar e a escrivaninha é longe da cama (dois passos é muito longe no meu estado), a sonolência me domina por completo (mesmo sem conseguir dormir), deixa a sensação de que o mundo ao meu redor se move mais devagar. Melhor ir para sala assistir alguma besteira até pegar no sono. O caminho é curto, apenas um pequeno corredor, de alguma maneira parece menor do que o trajeto até a escrivaninha (assuma que se ligar o laptop irá atrás de Stephanie).

    Sento na minha poltrona, estico meus pés e puxo uma pequena manta, que sempre mantenho no sofá (mesmo no verão podemos ter noites frias, certo?). A tv de 58 polegadas acoplada à parede é outro orgulho que comprei com meu dinheiro. Sem Stephanie aqui, agora é tudo meu nessa casa, apenas a tv a cabo que não é.

    Neste horário passam apenas reprises, nem o canal pornô está interessante. Porra, quero apenas pegar no sono. Mudando de canais acho a gravação de algum talk show. É a entrevista de um jogador de futebol qualquer que me arranca algumas risadas com algumas histórias bestas. Que vida fácil esses caras têm, ganham em dez anos mais do que ganharei em 5 vidas e mesmo assim sempre querem mais em seus contratos.

    Dou duas piscadas, bem demoradas. Passei o dia todo trabalhando naquela merda de empresa, só queria que meu chefe morresse, aquele gordo, careca, filho de uma puta, ou eu poderia comer a mulher dele, tenho certeza que metade da empresa já passou por ali. É...uma... bela... esposa... trofé....

    Na terceira piscada meus olhos não abrem.

    Fui dominado pelo cansaço, senti o relaxamento por todo o corpo, a sensação era boa demais, aquela manta que peguei no voo de volta de Paris era muito confortável e aconchegante. Esses pequenos cobertores de avião são sempre muito bons. Mas se vou dormir é melhor voltar para cama.

    Abro os olhos e vejo que as paredes sangram ao meu redor, o chão está coberto de carne decomposta, com vermes se mexendo e moscas voando, além de ossos quebrados espalhados por toda a parte. A cena me causa um frio no estômago, meus olhos estão arregalados, o coração pulsando acelerado e o frio domina meus músculos.

    Um pequeno vulto branco escorregou da janela para o além, mas era possível ver algo escrito no orvalho, “estou chegando...”. O horror daquela imagem me fez cair da cadeira, fecho os olhos com a dor do impacto. Quando os abro, o cômodo está intocado, não havia nem orvalho na janela. Devo ter sonhado e não me dei conta.

    (Deus, que sonho horrível.)

    Essa fresta na janela tira todo o ar quente da sala. Porcaria de brisa fria vai acabar com a minha saúde. Aos poucos vou me aproximando da janela, para fechá-la, ainda enrolado em minha manta. Quando o faço, reparo em um pequeno rastro, quase imperceptível, de suor formando a frase “estou chegando...”.

    Que porra é essa? Quem escreveu isso aí? Devo ter visto acordado e acabei sonhando, sim, faz sentido. Mas quem conseguiria escrever isso na janela do nono andar? Estico meu braço, com a manta, e esfrego ali até a frase sumir. Bosta, perdi o sono agora. Vou dar uma mijada.

    O alívio no banheiro é muito bom, deve ter saído uns dois litros de mim, como pode ser? Acho que não bebi dois litros de água o dia todo. É um bom ponto, preciso me hidratar mais, só que no frio é difícil. Não sinto tanta sede. Acho que é mais uma daquelas promessas, que farei no amanhã que nunca chega.

    Lavo as mãos com água quente, chega a sair fumaça da torneira, cara como eu amo essa pia transparente, olha ela toda embaçada. Foi muito cara, mas valeu cada centavo e ela ainda acende umas luzes psicodélicas.

    Fecho a torneira e enxugo a mão, é quando sinto uma sensação estranha no fundo da garganta, começou como uma tosse leve e, logo, parecia que um pequeno grão de arroz entrou no buraco errado. Continuo tossindo e a sensação não passa, tusso mais alto e mais forte. Tento escarrar o que está em minha garganta e vou perdendo o fôlego aos poucos, arranho minha garganta forte ao ponto de minhas unhas ficarem vermelhas.

    Caio no chão e bato minha cabeça na parede de azulejo, o barulho é oco, não me importo, forço todo o meu pulmão naquela maldita tosse e é quando finalmente sai, aquela coisinha branca...

    Isso é um dente?

    Passo a língua dentro de minha boca para ver se não tenho nenhum faltando. Não tenho. Como isso foi parar dentro de mim?

    Olho para a pia e na condensação no vidro está escrito “estou chegando...”.

    A crise de tosse me ataca de novo, e mais forte, sinto vontade de vomitar, foi quando as primeiras gotas de sangue saíram de minha boca. O pânico me domina

    (o que diabos está acontecendo comigo?),

    a tosse segue incessante e não consigo me levantar. Com esforço fico de joelhos sinto como se todo o meu estômago estivesse prestes a vir para fora. Faço uma concha com as duas mãos. Então, de minha boca saem inúmeros dentes, sangue e pedras de gelo.

    (Incrivelmente, o que mais me chocou foram as pedras de gelo.)

    Contudo, sinto-me melhor e consigo me levantar, aquilo que não escorreu por entre meus dedos, joguei na privada e dei descarga. Fui até a pia novamente, apaguei aquela mensagem, lavei as mãos e molhei o rosto.

    O que está acontecendo comigo? Será que ainda estou sonhando? Vou acordar na sala de novo?

    Foi então que olhei no espelho e, atrás de mim, através da porta, consegui um vislumbre do corredor e aquele mesmo vulto branco apareceu. Virei-me no susto.

    BLAM!

    A porta bateu.

    (Mas que porra foi essa?)

    Meu coração parou por um segundo, senti o forro da minha calça esquentar e umedecer. Em meu desespero agarrei a maçaneta, estava gelada, como nada que já havia sentido antes. Minha mão queimou e a retirei rapidamente, apenas para ver que um pedaço de pele que ficou para trás, naquele metal.

    Senti um ardor onde a pele se desprendeu, olhei para minha mão e vi a ponta do anelar escurecer, até a primeira dobra.

    Então começou a sensação de dor...

    A pior dor que já senti na vida...

    Aquela dor acompanhava o rastro negro e era excruciante. Se alastrava rapidamente e, em instantes, chegou na segunda dobra. Procurei alguma tesoura ou algo do tipo. Não achei nada que pudesse me ajudar.

    (Meu Deus não acredito que vou fazer isso.)

    Coloquei o anelar inteiro na boca, fechei os dentes em volta dele e apertei com força. Soltei um grito abafado, a dor aumentava. Em meu desespero comecei a abrir e fechar a boca mais rápido e mais forte, os gritos de horror consumiam minha alma e usavam todo o meu pulmão. A dor intensificava cada vez mais, foi quando senti um pequeno peso em minha língua e reparei no sangue morno escorrendo pelo meu queijo.

    As lágrimas escorriam e encontravam o catarro que saia de seu nariz. Cuspi aquele dedo preto no chão e vi o líquido nefasto sair dele. Não tive tempo de ir até a privada, não consegui nem me levantar, apenas vomitei no chão a minha frente. Foi quando apaguei.

    Ao recobrar a consciência, por um breve momento,  imaginei ter sonhado tudo aquilo. Foquei meus olhos e reconheci aquele maldito dedo preto no chão. O odor parecia pior do que todo o sofrimento que senti até então. Com cuidado peguei aquela membro macabro, joguei na privada e dei descarga. Foi quando fechei os olhos e não contive as lágrimas incessantes.

    O vidro do boxe estourou e me arremessou contra a parede. Bati meu rosto e vi o sangue escorrendo por meu olho direito. Senti diversos cortes e tive medo de olhar, para saber minha condição de fato. Tudo que queria era sair dali, nada mais. Nunca fiz coisa nenhuma para merecer isso. Retirei minha pantufa e bati com ela na maçaneta até a porta abrir. Fiquei com medo de mais dor.

    Cada passo era difícil, o rastro de sangue escorrendo de meus cortes e, principalmente, de meu dedo decepado, diziam para eu desistir. O esforço que fiz era tremendo, contudo, consegui chegar à porta do quarto, onde poderia pegar meu celular para ligar para alguém. Sei que ninguém usa o anelar como impressão digital para desbloqueio, mas o pensamento me fez cair sentado gargalhando. Acho que minha sanidade se esvaia.

    Fiquei de pé novamente e entrei no quarto, quando olhei para minha cama, vi diversas marcas de mãos em sangue ali, estavam espalhadas no cobertor, nas paredes, na escrivaninha, nas cortinas, no armário e todas tinham o anelar faltando.

    (Eu fiz isso? É impossível, acabei de sair da merda do banheiro.)

    Não precisei me preocupar em procurar o celular, ele estava no chão, todo despedaçado.

    Foi então que olhei para o teto e vi aquela mensagem escrita em sangue “ESTOU CHEGANDO...”

    Foda-se essa merda, eu vou embora daqui...

    A dor me consumia e mal conseguia andar. Consegui passar pelo corredor, a custo de muito empenho, e fui até a porta de saída de meu apartamento. Estiquei minha mão, com todas as minhas forças, e abaixei a maçaneta. Já conseguia sentir o ar frio da rua e um breve sorriso invadiu meu rosto.

    Quando puxei a porta, ela não veio.

    Claro, está trancada, eu chequei isso antes de dormir. Peguei a chave que deixo pendurada por ali. Minha mão tremia de desespero e pavor. Tive que usar as duas para enfiar aquela porcaria no buraco, mas consegui.

    Giro a chave e ouço o click da liberdade.

    Puxei a porta.

    É então que vejo...

    Ali parada...

    Aquela mulher de branco com seus dentes pontiagudos em um sorriso maléfico.

  • A nova cura para o mundo

    Muito tempo atrás, mesmo antes de voce nascer, seus pais e avós, eu pisei neste mundo, conheci cada parte e construí meu grande Império secreto.
    Meu nome é Powerful, fui expulso do meu planeta por pensar diferente, e agir de forma diferente, eles diziam que eu agia assim por ser sozinho, mas o que ser sozinho tem a ver ? Eu fiz tudo aquilo por que eu queria, nao por que eu estava sozinho. Destruí dezenas de moradas, matei milhares deles, e nao me arrependo, eu fiz o que tinha que ser feito. Foi melhor para todo mundo.
    No ano de 1876 a.C, eu estava no meu planeta, e houve uma guerra, eu era um bebê, mas eu ainda lembro, vários dos assassinos eram do povo vizinho, eles estavam armados, atirando em todo mundo, sem dó, meu povo corria e se escondia, nao querendo ser mortos, eu ouvia gritos, choros, e tiros por todo lado, e eu estava numa cabana, sozinho, com medo, e ninguém estava lá para me proteger, um dos assassinos entrou na cabana aonde eu estava, olhou para um lado e para o outro e olhou-me nos olhos, ele estava pronto para me matar, então algo dentro de mim brilhou, e eu pude entrar na mente do assassino, e fiz ele mudar de idéia, ele saiu da cabana e todos eles recuaram, com medo. Com o passar do tempo, cada vez que alguém contava essa história, ela ficava cada vez mais falsa, ninguém sabia o que realmente tinha acontecido, exceto eu.
    Depois que eu cresci, com meus dez anos de idade, eu comecei a entender o que havia acontecido naquele ano de 1876 a.C, e foi aí que tudo começou a mudar. Eu passava cada hora do meu dia planejando uma vingança, eu queria me vingar pelo o que eles haviam feito com meu povo, então eu passei seis anos planejando, e me fortalecendo, eu ficava longe de tudo e de todos, não fazia amizade, não conversava com ninguém, uns me chamavam de louco, mas eu segui meu caminho.
    Depois dos seis anos aprimorando minhas habilidades, eu saí no meio da noite e fui ate o planeta vizinho, usei meus poderes da mente para fazer com que uns matassem aos outros, eu gostei daquilo, de ver aquela mesma guerra acontecendo novamente, todos correndo, gritando e implorando por suas vidas. Eu comecei a camihar pelo terreno deles, com o chão cheio de poças de sangue, eu me sentei ali mesmo e vi cada um se matar. Assim que todos se mataram, vieram vários povos, o meu também estava lá, só para ver o que havia acontecido, e eu sorri e disse:
    -Não precisam mais ter medo, o mal já foi derrotado.
    Todos ficaram em choque, se perguntando como eu tinha feito aquilo, e eu respondi todas as perguntas, então o chefe do meu povo caminhou ate a mim, retirou meu cordão e disse:
    -Saia!
    E me expulsou, na mesma hora que ele disse aquelas dolorosas palavras eu fechei meus olhos e senti um vento sobre minha pele, quando os abri novamente, eu estava aqui, nesse Planeta que todos chamam de Terra.
  • A perseguição fundamentalista aos homossexuais.

       A perseguição efetuada por cristãos ortodoxos aos HOMOSSEXUAIS tem uma razão, dentre várias, bem definida: uma leitura equivocada da Bíblia. Esta é uma obra escrita por diversos autores, sob várias perspectivas e em diferentes épocas. Sendo assim, é necessário analisá-la como um produto de determinadas práticas sociais, localizadas no tempo e no espaço.Ou seja, trata-se de um artefato cultural que traz consigo as qualidades e as limitações históricas dos grupos que a produziram.
      Para muitos povos antigos, dentre os quais os hebreus, a proibição à prática homossexual talvez fizesse algum sentido. Hoje, no entanto, com todas os avanços sociais conquistados, ainda considerar a HOMOSSEXUALIDADE um ato pecaminoso  é um erro, um pecado e um crime.
  • A Pianista

    Não sei por que. Mas estava lá. 
    Parado.
    Em minhas mãos um folheto com os hinos do dia.
    Não sabia nenhuma música e não estava afim de cantar. Muito menos ler.
    O grupo era pequeno. Tinha no máximo dez pessoas. Sendo a maioria jovens como eu, e os velhos eram bem velhos. 
    A pessoa que mais me chamava atenção era a pianista. Caroline, esse era seu nome. Se não me engano.
    Caroline 
    Caroline
    Sempre tocou piano. Ganhou prêmios por isso. Tocava com sua alma, sentia cada tecla bater em seu coração. Suas belas mãos pálidas tocavam gentilmente cada nota.
    Todos ali ajoelhados. Ouvindo e admirando, louvando e glorificando ao som daquela maravilhosa pianista.
    Lá estava ela. Com seu cabelo preto amarrado num coque bagunçado pela ventania que estava aquele dia. Provavelmente iria chover.
    Sua camisa azul de bolinhas vermelhas estava com as mangas dobradas até a altura do cotovelo, usa uma saia rodada preta, que ia até o joelho. Calça uma sapatilha bege, mas insistia dizer que aquilo era nude. 
    Ela vinha para a igreja caminhando, fazia isso todo domingo, eu sempre a via passar em frente de casa. Nunca atrasava- se.
    Sempre adiantada.
    Chegava na igreja antes de todos. Apenas para limpar o piano. Instrumento antigo. Amigo antigo. Lugar onde ela sempre tocara sua divina melodia.
    Todos a cumprimentam. Vão chegando aos poucos.
    Ela sorri. Sorriso atraente.
    Seus olhos escuros se encaixavam perfeitamente com seu belo rosto pálido e fino. Olhar sereno. 
    Caminha com serenidade, transborda calmaria e paz. Continua sorrindo.
    Passa a missa toda assim, com aquele semblante de boa moça. Garota adorável. Sorriso doce.
    A missa é curta.
    Após tocar oito hinos, tudo acaba.
    O padre termina a missa como todas as outras.
    Palavra da salvação. Todos respondem e levantam-se como se não vissem a hora de ir embora.
    Caroline faz reverência ao seu público, concluía com um sinal da cruz e um aceno para alguém da multidão 
    Fecha o piano. Com extremo cuidado, cuida como se fosse um filho. Após isso se reúne ao resto do grupo de canto. Beijos na bochecha e abraços. Sorrisos e risadas.
    Todos a cumprimentam.
    - Foi uma ótima missa, não achou Otávio? – ela diz. Sua voz era macia, como a de um anjo, suave e calma, como o piano que acabara de tocar.
    - Não sei, na verdade, parecem todas iguais para mim – respondo.
    Ela sorri. 
    Aquele sorriso inesquecível. 
    Fiz amizade com ela havia algumas semanas. Ela notou meu interesse em tocar algum instrumento. Me ofereceu algumas aulas, recusei algumas vezes, sem motivo algum. E sem motivo algum aceitei naquele dia.
    Sua volta para casa era, como a ida à igreja. Todos a cumprimentam. Sorrisos. Acenos. Ela sorri. E acena. Uma, duas, três vezes. E repete. 
    Sorriso lindo.
    Sua casa é verde, com enormes portões cinzas. Ainda morava com seus pais. Mesmo tendo seus vinte e poucos anos, continuava indecisa sobre o que faria da vida. Sem sonhos. Sem futuro planejado. Sem namorado. Acreditava não ter sorte para arrumar um. Não imagina a beleza que tem.
    Venta muito. Segura sua saia para que não levante. Dizia para eu não olhar caso isso acontecesse.
    Caminhamos rápido para que não fossemos pegos de surpresa pela chuva que não veio.
    Uma casa bem grande. Daria duas da minha facilmente. Tinha sala de jantar. Sala de estar. Sala de recreação. Sala de lazer. Suíte. Cozinha. E outros tipos de salas. 
    Ela pede para que eu espere na sala. Sento numa poltrona de couro. Desconfortável no início. Mas com o tempo ficou aconchegante. Não há televisão naquela sala. E nem nas outras. 
    Apenas retratos. E mais retratos. Alguns quadros também. 
    Em um dos retratos vejo sua mãe. É bonita como ela. Ouvi histórias que diziam que a mãe dela havia fugido com um vizinho, e deixara Caroline com o pai, que por sinal não estava em nenhuma foto ali. E também, não estava na casa.
    Ela demora.
    Decido então fazer passeio pela casa. 
    São dois andares. 
    No de baixo, temos as salas a cozinha que é bem espaçosa, não tem mesa, pois a mesma fica na sala de jantar ao lado. Na cozinha, tem apenas os armários que cobrem todas as paredes do lado direito, tem também a geladeira e o fogão.
    Uma escada em espiral fica no meio da sala de recreação. Subo-a.
    A escada dá de encontro com um corredor. Extenso corredor. 
    A primeira porta é branca, giro a maçaneta e a abro. Dentro encontro uma cama de casal com vários travesseiros. Doze no mínimo. Um enorme guarda roupa, vai do chão ao teto, engolindo a parede. Um cheiro forte de colônia toma conta do ar. Deve ser o quarto do pai dela.
    A segunda porta, é marrom, lisa. Abro-a. É apenas o quarto de tralhas, coisas que não usam mais. Haviam diversos instrumentos quebrado.
    Nesse corredor havia mais cinco portas. Mas logo na terceira, era o quarto dela.
    Um enjoativo odor adocicado toma conta do meu nariz instantaneamente. A porta está meio aberta. Ouço o som do rádio.
    Entro.
    Ela estava lá. 
    Caroline
    Caroline
    Usando apenas a camisa e uma calcinha azul com rendas. Suas pernas brancas chamavam minha atenção, ela as balança conforme o ritmo da música. 
    O ranger da porta a pega de surpresa, dá um pulo de leve e se vira, colocando a mão sobre o peito. Posso ver o volume de seus mamilos sob a camisa. Ela solta a escova de cabelo.
    O quarto é delicado como ela. Haviam inúmeros instrumentos por ali. Violões. Guitarras. Flautas. Trompete. E muitos outros.
    No canto, por ironia, está um teclado todo empoeirado. Abandonado.
    Ela sorri.
    No centro do quarto está sua cama. Grande. Muito grande.
    Ela sorri.
    Passeio pelo quarto, encaro o espelho do guarda roupa, estou arrumado, bonito.
    Sorrio.
    Um raio de sol que entra de penetra desviando da cortina lilás, paira sobre o teclado empoeirado. Um punhado de poeira dança na faixa de luz solar. Passo meu dedo, bem devagar sobre as teclas, daria para ouvir um som decrescente, se o teclado estivesse ligado. Ou com bateria. 
    Não entendo de teclado.
    Olho para Caroline. Parece não se importar. Aquele devia ter sido seu primeiro instrumento. Abandonou-o. Pergunto o porquê disso. 
    O motivo de tê-lo deixado de lado.
    - Cansei dele. – Ela diz, Sorriso.
    Cansou dele. 
    Todo o tempo que haviam passado juntos não contava mais.
    Sorrio para ela.
    Pressiono uma tecla. Não faz som. 
    Está sem bateria ou desligado. Não entendo de teclado.
    Abaixo na altura dele. Assopro. Uma nuvem de poeira se espalha pelo quarto.
    Ela desabotoa um botão.
    Coloca as duas mãos sobre o instrumento.
    Você não se importa mais com ele, pergunto esperando que ela me dê uma resposta positiva.
    - Sim, mas ele está velho, não serve mais para mim. – Ela diz. Mordiscando o lábio inferior e sorri.
    Não era a resposta que eu queria ouvir. 
    Desabotoa outro botão. 
    A porta range com o vento leve que entra pela janela. A cortina balança. Com um pouco de esforço levanto o teclado de sua base.
    - O que está fazendo. – Ela pergunta. 
    Sorrio.
    Sua camisa está quase toda aberta. Com o passo que ela dá, posso ver seu seio balançar. Vem em minha direção. 
    Sorrio. Ela não. 
    Levanto aqueles aproximadamente dez quilos acima do ombro, e então a golpeio no rosto.
    O golpe não é forte o suficiente para desmaia-la.
    Ela apenas cai e põe a mão sobre a boca. 
    Posso ver seu seio. Sangue pinga no chão de piso branco. 
    Meus braços pesam. Já estão cansados. Caminho por alguns centímetros arrastando o teclado. 
    Ela chora. 
    O sangue escorre de sua boca e pinga sobre seu mamilo marrom. Escorre por ele e pinga em sua barriga, e logo é absorvido pelo tecido da camisa de bolinhas.
    Não sei por que fiz. Apenas senti vontade.
    E então a saciei.
    Com muito esforço, ergo o teclado novamente. E a golpeio de novo. Um golpe contra sua cabeça.
    Ao tentar se proteger ela acaba quebrando o pulso. Som que posso ouvir com clareza. 
    Ela chora. Urra de dor.
    Ergo o teclado novamente.
    Então solto contra ela. 
    Ergo o teclado. Mais um golpe.
    Peças se soltam.
    Sangue espirra.
    Ergo o teclado. Mais um golpe.
    Ela não se move.
    Meus braços doem. Estou ofegante e soado.
    Suas pernas brancas estão sujas com seu sangue. Ela agora tem um motivo para não tocar o teclado. Seu pulso está roxo e inchado.
    Silêncio.
    Paro em frente ao espelho. Arrumo minha gravata. Bonito.
    Por sorte as gostas de sangue não são aparentes em meu terno.
    Olho para ela. Não está mais tão bonita. 
    Tristeza.
    Seu rosto, com o nariz quebrado e faltando alguns dentes, está coberto de sangue. Seu cabelo está molhado por uma poça enorme de seu sangue. 
    Deve ter encontrado a paz.
    Desço a escada. A cafeteira apita. Sirvo um pouco de café. Caminho pela sala. Observo novamente as fotos e quadros. 
    Seu pai não está ali. Sua mãe continua sorrindo. 
    Muito linda. Se Caroline tivesse ido embora com ela. Nada disso teria acontecido
  • A primeira ação quando a quarentena acabar será...

    As vezes o pensamento flutua em retrospectiva, olho para trás e questiono minha caminhada até aqui. Estou beirando os quarenta, alguns sonhos, poucas oportunidades mas firme, desistir jamais! A vida era normal regada de esperança por dias melhores.

    Inimaginável colapso, mundo às avessas, sofrimento e agonia. Uma pandemia fortuita trazendo destruição. Sendo emergentes o óbvio, governança pífia, brecha para espoliação de verbas e desrespeito, pois há sempre incrédulos não querendo entender a real complexidade. Em meio a reveses como sonhar? Tendo esposa, filha, a missão seria garantir renda e orar por luz no fim do túnel. A trajetória não se mostrava fácil, isolamento, reaprender a conviver, trabalhar enfim inúmeros detalhes.

    Sou do Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, estado praticamente falido, décadas de corrupção, violência urbana expandindo e as chances menores. O tempo passava, não me iludi achando ser imediata a resolução. Diferente de outros estimando um, talvez dois meses para voltar ao normal. Imaginava no encerrar da quarentena o que faria ? Qual a prioridade ? Para muitos curtir aquela noitada, boteco, temos os viajantes, cinéfilos, etc. No entanto a meu ver projetar o simples bastaria.

    O recorde negativo país a fora seguia avassalador. Mais uma vez os cariocas eram destaque. Parte da população ignorava a doença sendo alheia as medidas protetivas e indignava aqueles buscando agir corretamente. Acreditei estar fazendo papel de bobo cumprindo a reclusão, mas buscava ter equilíbrio emocional para disseminar bons fluídos. Pensava nos entes queridos, estar longe simbolizava cuidado, respeito e acima de tudo amor.

    Todos os dias quando colocava minha filha para dormir sem hipocrisia rezava agradecido. Uma menina saudável, linda e forte. Por ter dois anos, ainda não estudar e conviver socialmente facilitou alguns pontos. Lembram da retrospectiva ? Valeu a pena estar aqui nesse exato momento! Deus vem sendo generoso proporcionando estar empregado para garantir o conforto da família. Não posso reclamar e me fazer de infeliz, seria injusto. Os sonhos vão retornando gradativamente e na hora certa se tiverem que acontecer estarei pronto. Até lá, sigo trabalhando firme. Ah! Faltou dizer, após a quarentena desejo levar minha filhota em um lugar para correr bastante! A garota adora! Ser pai trouxe outro sonho vê-la crescer.

    Estou ciente das adversidades, turbulências e desafios pós pandemia. Mas estamos vivos e ainda há tempo. Muito obrigado SENHOR por essa vida! E benção para todos vocês.

    LUTE E NÃO DESISTA!
  • À procura da felicidade

    Respira, inspira, ele vai chegar, ele vai chegar...
    Era o que Karen repetia em pensamento várias vezes. Ela havia marcado um encontro pela internet, apesar de nunca ter imaginado que chegaria a este ponto, fazia tanto tempo que ela não saia com alguém que não lhe restou muita escolha. Afinal, ela tinha uma filha, que ela amava mais do que tudo e mesmo muito nova essa menininha sempre perguntava pelo pai e a mãe não aguentava mais não poder lhe dar uma resposta que não fosse magoá-la. Karen queria recomeçar e dar à sua filha a família completa que ela sempre mereceu mesmo que essa não fosse composta por seu pai de sangue.
    Enquanto olhava ao redor, algo lhe chamou a atenção, era um vaso repleto de lindas rosas vermelhas, e isso logo lhe trouxe a tona o seu passado. Ela lembrou de seu primeiro amor e pai de sua filha, um amigo de infância que depois de afastado por muito tempo, havia voltado a cidade. Karen lembrava perfeitamente, ela tinha 18 anos de idade e ele 20 anos. Era inevitável não rolar alguma coisa entre eles, "o destino quis que fosse assim", era o que todos diziam. Ficaram, e até partiram para algo mais, Karen pensou que este seria o seu amado, o seu verdadeiro amor, pobrezinha. Isso durou até a sua gravidez, que assim do momento que ficou sabendo, o seu amado, pegou suas coisas e fugiu, sem dar explicações, nem noticias.
    Mesmo arrasada, Karen estava disposta a enfrentar tudo e todos pelo seu bebê, procurou casa, procurou emprego e sozinha ela conseguiu criar sua filha, que hoje tinha 7 anos e era uma menina inocente e doce, com um coração de ouro.
    Ao pensar na filha Karen instantaneamente sorriu e aos poucos sua ficha foi caindo... Todos esses anos ela estava procurando a felicidade, buscando se sentir completa, o que achava que somente encontraria em um homem. Mas o que ela pôde perceber somente agora, nesse momento de reflexão e lembrança, era que ela já havia encontrado a felicidade e que ela sempre foi completa, porém nunca havia notado. E aquele encontro, aquele lugar, aquelas rosas á despertaram para a realidade, e ela seria eternamente grata por isso.
    Sem mais delongas, Karen se levantou da mesa onde estava sentada, e saiu, mas saiu diferente, iluminada e com um sorriso no rosto. Confiante ela seguiu em frente atrás do verdadeiro motivo da sua felicidade: sua FILHA.
    E o cara do encontro.... Bom ele não encontrou Karen, mas encontrou a sua futura esposa e a futura mãe dos seus filhos. As coisas nem sempre são como queremos, elas são como precisam ser, e cabe a mim e a você virar a situação a nosso favor...
  • A SACOLA DOS TESOUROS

    O trem se aproximou naquela tarde chuvosa e fria, tudo o que Sara queria era um lugar para sentar e poder descansar as pernas depois de ter andado tanto.
    Assim que as portas se abriram entrou e seguiu rapidamente para o primeiro assento vago, no entanto no cantinho daquela poltrona algo lhe chamou a atenção. Era uma sacola plástica e assim em um segundo Sara pode reparar que o senhor do assento ao lado a puxou para si como se nela houvesse o mais valioso tesouro, ele levantou os olhos em direção de Sara assentindo para que agora ela se sentasse com um sorriso tímido.
    Quando Sara lancou sua atenção as mãos enrugadas e tremulas daquele homem, notou que ele segurava, com um misto de pesar e amor, algumas fotografias.
    As pessoas sorriam no papel fotográfico antigo, as cores um tanto apagadas denotando os anos que já se passaram desde aquele instante.
    Sara percebeu que aquele senhor ao seu lado, com o corpo magro e miúdo, de olhos castanhos profundos, trajando uma camisa xadrez e um casaco verde, simplesmente não estava de fato ao seu lado. Ele estava em outros tempos, totalmente envolto em suas memorias, mergulhado em um passado desconhecido, ele estava só.
    Por alguns minutos, Sara gostaria de ter algo a lhe dizer. Mas ele apenas guardou a imagem junto as demais, em sua sacola plástica e partiu daquele trem na estação seguinte.
    “Por que isso mexeu comigo?” - questionava-se Sara enquanto procurava uma resposta para os olhos marejados de lagrimas.
    De alguma maneira aquele homem poderia ser seu pai com seus quadros espalhados pela casa, ou poderia ser ela mesma, afinal também guardava em si seus próprios tesouros.
    O fato que realmente lhe havia causado profunda reflexão, foi a compaixão que sentiu ao perceber a solidão do senhor, nem mesmo um trem lotado de pessoas poderia ocupar o vazio da saudade de um tempo remoto, de pessoas que não estavam mais ali. Ele apenas seguiu seu caminho enquanto Sara podia vê-lo pela janela.
    “Só quero que quando eu deixar meus tesouros a mostra, eu possa apenas assentir com um sorriso tímido para que algum desconhecido sente-se ao meu lado e também ache isso tudo tão importante.”
  • A tríade do mau em si

    Decidiu ir muito mais além do que se possa imaginar em sua estadia no plano físico-orgânico e tridimensional. Resolveu descortinar-se, despindo do manto de ignorância da sua própria persona programada, alienada e fragmentada. Parou de culpar o mundo… as pessoas… as coisas… tudo! Vira a culpa em si mesmo, e se vendo em sua dramática lastima percebeu-se sabotador de si mesmo, porquanto, ainda não se conhecia.

    A medida em que se observava, vira a tríade mental do seu ser mundano e civilizado psicológico: o EU INTELECTUAL; o EU EMOCIONAL; o EU SEXUAL. E se viu em uma sala completamente espelhada, em que cada ‘EU’ do triângulo de si, se multiplicava infinitamente no amago de sua personalidade inconstante e provisória.

    Ao se perceber equacionado em si mesmo… expressadamente contido entre parênteses, colchetes e chaves. Multiplicado e dividido meditou em manter a ordem dos fragmentos opostos, para por último se resolver em fatores de subtrações e adições, em toda complexidade de somatórias minimalísticas, entre efêmeras igualdades e variadas situações dos seus multifacetados ‘eus’ aplicativos do mau em si.

    Muito além de sua complexidade mental psicológica… degenerativas de todos os orgânicos e inorgânicos sentidos do corpo-mente… em que o ‘EU INTELECTUAL’ se aplica, elaborando seus conceitos e preconceitos a partir das múltiplas percepções externas e internas que adultera a Arte Sagrada, a Filosofia Primordial e a Santa Religião… o que já era pesado demais para resolver… tinha ainda que lidar com o automatismo instintivo do seu corpo físico-orgânico, pelo qual confeccionara o ‘EU SEXUAL’. Porém, mais ainda perigoso e desastroso, entre outros e esses fatores… era lidar com o insaciável e temido ‘EU EMOCIONAL’, a cabeça do meio do Dragão-de-Três-Cabeças, em que os outros dois ‘eus’ eram-lhes subservientes.

    Fora impactado pela tríade do ‘EU’ desde o nascimento, o que adoecia o corpo-mente, levando a uma total inconsciência ignorante de si, do outro e ao redor na cadeia ponto-espaço-tempo. Passara por longos e agoniantes momentos de transformações decadentes, ao receber do mundo exterior falsas imagens e impressões da realidade descendente em infra-normalidades, se afeiçoando as falsas qualidades antagônicas terrivelmente negativas do materialismo, baixo espiritualismo e vaidosas “verdades” sociais, econômicas e étnicas de si. E assim, decidira com afinco trabalhar na educação de sua forma infra-humana enfrentando o Dragão-de-Três-Cabeças, o Macho Alfa de suas bestialidades, brutalidades, temores, vaidades, traumas, vícios, costumes, psicoses e luxurias… a parte do partido egocêntrico, humanoide-animalesco em que adormece e entorpece a Sagrada Consciência Divina em sua gnose.

    Assim, almejava o retorno a sua Pureza Original, ao se render as espadas flamejantes das sentinelas-querubins que guardavam o caminho de acesso à Árvore da Vida.

    Aprofundando-se mais e mais em si mesmo, silenciou-se em sua retorta, destilou-se no Alkahest (solvente universal) de sua vontade, para ser posto em uma das câmeras do At-tannur (forno alquímico) de sua consciência, almejando ser purificado dos constituintes de seus ‘eus’ em sua solitária espargia espiritual.

    Os muitos questionamentos… as muitas perguntas… o excesso de gesticulações… as queixas e tagarelices de si, e as reclamações do mundo externo… o que não era ou estava bom em sua vivência… a falta de atenção e elogios alheios não mais o perturbavam em sua busca meditativa, em íntima contemplação.

    Apenas deixou-se ser arrastado pelo Rio (o Criativo), guiado em inércia e não-ação para o Mar (o Receptivo).

    Assim!

    O Amante, em Amor, uniu-se ao Amado…

    O Masculino penetrou o Feminino…

    O Homem conheceu a Mulher…

    O Pai gerou o Filho na Mãe…

    O Céu cobriu a Terra…

    O Sol em sua potência iluminou a Lua…

    O Criador, na Criação, manifestou-se em Criatura…

    E o Fogo Sagrado derreteu o tenebroso gelo nos empedrados corações.
  • A verdade está onde nunca a procuramos — Crônicas do Parque

    Era uma daquelas manhãs escaldantes com temperaturas que variavam de trinta e cinco a trinta e oito graus célsius, com sensação de quarenta a quarenta cinco no centro-norte de Israel. Como de costume me encontrava todos os Yom Sheni (segunda-feira) no parque de Kfar Saba, fazendo manutenção nas piscinas ecológicas.

    Pegava meu bastão de rede, uma caixa plástica preta dessas de armazenar verduras em supermercados, e um balde vazio de comida de peixes ornamentais. Entrava na piscina e submergia até os joelhos no primeiro terraço em que ficava as Nymphoides, espécies do gênero das plantas aquáticas que crescem enraizados no fundo com as folhas a flutuar à superfície da água, de cores brancas, amarelas e variadas tonalidades de flores rosa, da família Nymphaeaceae.

    Prendia meu smartphone pela sua capa ao cordão que ficava no meu pescoço, em que segurava ao peito um Magen David (Estrela de Davi) com um rosto de leão no centro, e colocava uma música suave para iniciar o meu trabalho de cuidar dos nenúfares.

    Em especial, aquela era a piscina ecológica que eu mais gostava dentre todas outras que dava manutenção no centro-norte. Pois além de ser a maior dessa região, estava em um parque bonito e tranquilo arrodeado de belas esculturas. Essa piscina era especial, pois era a única de todas que tinha uma original carpa cinza gigante, espécie de peixe de água doce originário da China, e também havia um canteiro com Lotus Branco (Nelumbo Nucifera), um género de plantas aquáticas pertencente à família Nelumbonaceae da ordem Proteales, e também era lotada de peixes Koi (Nishikigoi), tendo o Higoi (carpa vermelha), o Asagui (carpa azul e vermelha) e o Bekko (branca e preta), que são carpas ornamentais coloridas ou estampadas que surgiram por mutação genética espontânea das carpas comuns (carpas cinza) na região de Niigata no Japão, tendo também outras inúmeras variedades de peixes ornamentais como: peixes dourados, peixes barrigudinho (Guppy) de diversas cores, aruanãs, entre muitos outros.

    Nesse dia em especial, me senti constantemente sendo observado por um senhor de chapéu azul e cabelos grisalhos que aparentava ter a idade de oitenta anos. Estava bem vestido e mantinha sempre um sorriso no rosto. Ele se encontrava sentado em um banco largo que ficava próximo a piscina. E lentamente eu me aproximava dele ao curso do meu oficio de retirar as folhas amareladas dos nenúfares. E ao me aproximar daquela figura atraente, eu o cumprimentei com um Boker Tov (Bom Dia), e ele me respondeu com um Boker Or (Manhã de Luz). Assim trocamos sorrisos, e me voltei novamente para o meu ofício matinal.

    Quando o balde em que colocava as folhas amareladas e flores mortas dos nenúfares se encontrou cheio, me retirei da piscina para esvazia-lo, o despejando na caixa plástica preta que estava perto do banco em que o senhor de chapéu azul se encontrava sentado. E ao me retirar para regressar a piscina, ele elevou a sua doce voz anciã, perguntando-me:

    _ Atah Rotze coz cafeh (Você aceita um copo de café)?

    Então, de imediato lhe respondi:

    _ Ken, efshar (sim, aceito).

    Então, ele retirou de uma sacola de pano um bojão de gás pequeno e enroscou uma pequena boca de fogo nele, acoplando. Colocou o aparato ao solo, e retirou da sacola uma garrafa pet de coca-cola com água, uma pequena chaleira e dois copos de aço inoxidável. E, enquanto ele despejava a água no recipiente e ascendia o fogo com um isqueiro para ferventar, fez um sinal com as mãos para eu me sentar ao seu lado.

    Enquanto a água estava para ferver, nos apresentamos e ele me fazia inúmeras perguntas sobre mim e meu oficio. Perguntas comuns que eu já estava calejado em responder. E depois que ele preparou o café, comecei também a interroga-lo. Para minha surpresa descobri que ele não era judeu, mas árabe. Sendo que falava um bom hebraico sem sotaque e se vestia elegantemente, como um velho Ashkenazi. Além dele ter olhos de uma cor azul claros como o céu que estava sobre nossas cabeças. (…Nós, e nossos pré-julgamentos…).

    Ele me falou que viveu muito anos na Espanha, sendo um mestre sacerdote de Sufi gari (Tasawwuf), uma arte mística e contemplativa do Islão, assim como é a Kabbalah para os judeus. Ele viu o Magen David em meu peito, e disse que era bonito esse símbolo com um rosto do leão no centro. Também, me falou que esse símbolo em que os judeus se apropriaram o colocando em sua bandeira, é de muita importância para o Tasawwuf (Sufismo). E me revelou segredos importantes sobre o significado desse símbolo.

    Conversamos sobre muitas coisas, e eu o interrogava mais e mais, pois vi que esse senhor era muito sábio e ciente de tudo que falava. Ele me revelou coisas sobre a conduta do corpo, como postura e fala. Falou-me sobre pensamentos, músicas e danças místicas, e, sobre alimentação e jejuns para se ter uma vida espiritual equilibrada com o corpo físico. Nesse assunto, eu perguntei a ele porque não se deve comer carne de porco. Até porque eu já tinha perguntado a muitos rabinos e religiosos judeus o porquê de não comer a carne desse animal, e muitos não sabiam me responder ao certo. E os que respondiam, falavam que estava escrito nos Livros da Lei, a Torah, mas não sabiam perfeitamente o porquê.

    Diante da minha pergunta, ele sorriu e me disse algo em que fiquei atônito. Contava ele que os porcos eram seres humanos amaldiçoados, por levar uma vida sexual pervertida na sua última encarnação. Ele me disse que por isso dentre todos os animais o porco era o mais inteligente, e, que seus órgãos internos como fígado, rins e coração são muito parecidos com os nossos, pois na verdade era um ser humano que encarnou nessa condição com a total consciência de sua vida passada, mas que devido ao fato de estar em um corpo animal atrofiado não podia se comunicar para se revelar como tal. Nasceu nessa condição devido a decadência espiritual de sua vida anterior como ser humano, ao se entregar aos prazeres sexuais nojentos e tenebrosos, por isso esse animal pode levar até trinta minutos tendo orgasmos. E assim, veio nessa condição para viver em sua podridão, ao comer seu alimento e dormir misturado as suas fezes, mesmo tendo a inteligência de defecar em um mesmo lugar, são condicionados pelos seus criadores (seres-humanos) a viver junto ao seu excremento. Também, ele me falou que o porco não tem a capacidade de olhar para cima, não podendo ver o céu, e sua pele não pode ser exposta a luz solar por muito tempo, pois não consegue transpirar, e pela falta de umidade decorrente do suor pode sofrer fortes queimaduras. Nasceu para olhar para baixo e se esconder da luz, sendo forçado por essa natureza a viver na lama. Ele também me disse, que o porco é o animal mais amaldiçoado do que a serpente, pois os porcos são invulneráveis às suas picadas venenosas. E concluiu:

    _ É por isso que não se deve consumir a carne desse animal, pôr na verdade ser um ser-humano totalmente consciente em forma atrofiada. _ e, acrescentou me revelando algo_ Você sabia que não a diferença de gosto entre carne humana da carne suína… ambas possuem a mesma textura e sabor.

    Uau! Diante desses fatos que me foram apresentados por esse velho sacerdote Sufi, eu fiquei estupefato. E, entendi o porquê de George Orwell escolher os porcos para serem os protagonistas da revolução em seu romance satírico (Animal Farm — A Revolução dos Bichos). Provavelmente, ele sabia desse conhecimento do Tasawwuf. E isso me fez pensar, o quanto os antigos sabem do que não sabemos. Essas são respostas que não podemos encontrar no oráculo Google. Respostas de um velho de oitenta e poucos anos sentando em um banco de parque.

    O velho me vendo atônito, colocou seus aparatos de café na sua sacola, levantou-se, despediu-se e saiu sem mais nada a dizer.

    E lá no banco do parque de Kfar Saba fiquei com a mão no queixo, vendo os peixes e as nymphaeas. Tão Ignorado em minha ignorante aquariofilia.
  • A vida te desenhou bela

    Meio mandona, bastante chorona, não gosta de brigas e prefere o silêncio, assim como eu. Gosta de poesias, cores, a lua e as estrelas, nada ligado aos astros, apenas admirava o brilho no céu escuro mesmo, que bom, a gente acreditava que nada pode modificar nosso futuro a não ser nossas próprias vontades. A vida a deixou cheia de marcas, foram essas que fizeram dela uma garota forte, ela só não se tocou disso ainda. 
    Ela não era muito confiante, mas com o tempo acabou perdendo o medo de muita coisa, diz que foi por minha causa, quem mais ganhou com isso fui eu. Nossos gostos musicais são bem diferentes, ela gosta mais de sertanejo e eu mais de rock, é difícil encontrar uma música que agrade a nós dois. 
    Ri de quase tudo com aquele sorriso desajeitado, seus pequenos olhos se fecham um mais do que o outro enquanto ela ri. Ela é linda! 
    Sobre aquelas marcas? Pois é... desenharam ela da forma mais bela que eu já vi.
  • Acefalia aguda

               Muitos adolescentes brasileiros nascidos na primeira década deste século, e outros tantos jovens adultos da década de 90, se portam como verdadeiros doutores em História e Ciência Política. Pseudocríticos baseando suas vagas opiniões em velhos preconceitos, medos sepultados já há muito tempo e memórias deturpadas por pessoas que nem sequer puderam estudar História. Sem fundamentos empíricos e teóricos, não há História.
                Essa História, ciência da reconstrução do passado através dos vestígios deixados pelo homem no tempo e no espaço, é diferente da história, sucessão de eventos humanos em ordem cronológica e assimilável. O infante — geralmente aquele que filava as aulas de humanas, por considerarem-nas muito chatas ou irrelevantes para a formação profissional —, não saberá defini-la, pois não tem formação na área.
                Não saberá dizer também: Como se deu a conjuntura político-econômico de 1964? O que é uma Ditadura Militar? O que é um golpe de Estado? Como o Tenentismo contribuiu para a formação do “Superleviatã”? Qual o papel da extrema-esquerda na radicalização nas alas golpistas? Você já leu os atos adicionais e institucionais promulgadas pelo Executivo centralizador? O que é um político biônico? Etc.
                Você, que provavelmente deixará um ataque nos comentários desse texto e não uma crítica racional, não tem formação na área de História ou qualquer das Ciências Humanas. Não leu nem sequer um livro de História do começo ao fim e não viveu entre 1964 e 1985.
                Você caro leitor(a), provavelmente não viveu num período onde o salário diminuía na mesma proporção em que banqueiros enriqueciam com empréstimos bilionários com dívidas internas e externas. À censura. Uma época onde democracia se resumia a um bipartidarismo forçado onde o governo controlava ambos os partidos, seja com ideologia ou o braço forte da lei. A inflação galopante que elevava o preço dos alimentos. A precarização e privatização do ensino com a Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Onde homossexuais não podiam servir ao Exército, considerados doentes mentais. Época em que prisões arbitrárias, sem amparo legal tinham o aval do Estado. Onde assassinos são heróis. Golpistas democratas. Submissos das potências estrangeiras patriotas. Um tempo e que tortura era política pública e terrorismo de Estado ação de legalidade constituinte. Você, é um mero produto desse período.
                Antes que venham as acusações, eu não sou filiado a partido político. Não sou sindicalista. Não milito em quaisquer ONGs. Nem pratico esportes radicais!
                Minha legitimidade para falar de Ditadura Militar? Bem, digamos que sou graduando em História. Tenho mais legitimidade do que você, ou um youtuber, um blogueiro, qualquer influencer ou “personalidade da mídia”. E o melhor de tudo, meu argumento se fundamenta em princípios teóricos e empíricos, de pessoas que estudaram décadas para chegar à conclusão de suas pesquisas, sejam elas quais forem.
                Mais que uma crítica, lanço aqui um desabafo. Eu tenho muita vergonha de pertencer a uma geração que tem como único objetivo viver em alucinado egotismo. Pessoas que tem como única preocupação adquirir curtidas de pessoas tão acéfalas quanto aqueles que postam fotos entupidas de Photoshop. Crianças mimadas carentes de atenção.
                Sinto nojo de uma nação que escolheu candidatos conservadores, que acusam os próximos dos crimes que eles mesmos praticam nas surdinas como os bons hipócritas que o são. De um país que trocou o seu desenvolvimento para ver o seu processo de conquista ruir como um castelo de cartas marcadas. Uma pátria que tem como único objetivo devorar os seus sonhos de seus filhos e filhas. Se incitar o ódio de héteros contra LGBT+, de homens contra mulheres, de jovens contra adultos, de sulistas contra nortistas, de brancos contra negros... de brasileiros contra brasileiros.
    Vou deixar aqui referências o suficiente para aqueles que cultivam a ignorância, amorteça o seu despreparo perante a realidade:
    LEI Nº 4.024, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1961
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html>  acesso dia 26/03/2019 às 23:29 Hrs
    LEI Nº 5.692, DE 11 DE AGOSTO DE 1971
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-5692-11-agosto-1971-357752-publicacaooriginal-1-pl.html>   acesso dia 26/03/2019 às 23:40 Hrs
    Reforma tornou ensino profissional obrigatório em 1971
    Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/03/03/reforma-do-ensino-medio-fracassou-na-ditadura>    acesso dia 26/03/2019 às 23:48 Hrs
    Os currículos de História e Estudos Sociais nos anos 70: entre a formação dos professores e a atuação na escola
    Disponível em: <http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Elaine%20Louren%E7o.pdf > acesso em 26/03/2019 às 00:02 Hrs
    "O desafio de ensinar História durante o regime militar"
    Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-desafio-de-ensinar-historia-durante-o-regime-militar-ehc3qh8l0viwed9l42wawrz9q/>  acesso dia 27/03/2019 às 11:25 Hrs
    OS ESTUDOS SOCIAIS E A REFORMA DE ENSINO DE 1º E 2º GRAUS: A “DOUTRINA DO NÚCLEO COMUM”
    Disponível em: <http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1439700335_ARQUIVO_OSESTUDOSSOCIAISEAREFORMADEENSINODE1E2GRAUS.pdf> acesso dia 27/03/2019 às 11:43 Hrs
    Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/documents/186968/485895/Estudos+sociais+no+1%C2%BA+grau/4e96a598-50ec-491d-ab72-4ce2c50a9f3d?version=1.3> acesso dia 27/03/2019 às 12:00 Hrs
    Decreto nº 66.600, de 20 de Maio de 1970
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-66600-20-maio-1970-408046-publicacaooriginal-1-pe.html> acesso dia 27/03/2019 às 12:07 Hrs
    ARNS, Dom Paulo Evaristo. Brasil: nunca mais. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985.
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    GASPARI, Elio. A ditadura escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
    JOSÉ, Emiliano; MIRANDA, Oldack. Lamarca: o capitão da guerrilha. São Paulo: Global, 2004.
    LEME, Caroline Gomes. Ditadura em imagem e som: trinta anos de produções cinematográficas sobre o regime militar brasileiro. São Paulo: Ed. UNESP, 2013.
    LIMA, Thiago Machado de. Pelas ruas da cidade: o golpe de 1964 e o cotidiano de Salvador. Curitiba: CRV, 2018.
    MENDONÇA, Sônia Regina de; FONTES, Virgínia Maria. História do Brasil recente: 1964- 1992. São Paulo: Ática, 1994.
    MOTTA, Rodrigo Patto Sá. As universidades e o regime militar: cultura política brasileira e modernização autoritária. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
    NAPOLITANO, Marcos. O regime militar brasileiro: 1964-1985. São Paulo: Atual, 1998.
    _____. O golpe de 1964 e o regime militar brasileiro. Revista Contemporánea: história y problemas del siglo viente. Montevideo, v. 2, p. 209-218, 2011. Disponível em: <http://www.geipar.udelar.edu.uy/wp-content/uploads/2012/07/Napolitano.pdf>. acesso em: 13 mar. 2019.
    _____. 1964: História do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.
    PAES, Maria Helena Simões. A década de 60: rebeldia, contestação e repressão política. São Paulo: Ática, 2001.
    REIS FILHO, Daniel. Ditadura militar, esquerdas e sociedade. São Paulo: Jorge Zahar: 2000, p. 33-73.
    _____. Ditadura e democracia no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
  • Adverso a mim

    Uma vez um professor me solicitou um epílogo sobre a minha própria vida. Onde eu contasse algo pessoal, talvez ate peculiar, para que eu pudesse assim, me definir. Isto é, que por hora, me fizesse enquadrar ou desenquadrar em algo, e de alguma forma pertencer há alguma objetificação. E ser aspirante a escritora, é cômico. Em sua cabeça, quando solicitado alguma escrita, é sempre sobre os outros, sejam eles quem forem, ou ate às vezes fica a critério da capacidade imaginária e vagante do seu próprio inconsciente. Entretanto, dificilmente é sobre você mesmo. Tal pedido soa muito íntimo. Se autoanalisar para entreter algo ou alguém, e soa também intimidador, ser forcado a olhar para suas sombras no desejo de seguir surpreendendo um possível leitor, positiva ou negativamente. As minhas trajetórias sempre foram complexas, algumas ate demais. Mas, sem nenhuma intenção de me tornar um livro aberto, eu vou me deliciar em contar apenas alguns fragmentos sobre mim — não os melhores, e nem os piores — apenas fragmentos dessa mulher que me tornei hoje. E para isso, eu vou começar fazendo uma analogia a água, assim acredito que será mais fácil compreender a sequência de dores e sabores, de partes dessa trajetória. Imagine comigo uma cachoeira, e pense em seus diversos elementos: o que a compõe, qual o seu fluxo, quais são as suas fases, e qual é o seu início e o seu fim, mas sempre mantendo em mente sua interminável jornada. E assim, podemos começar analisando seu elemento chave, a própria água. Um conglomerado de átomos que se materializa em algo que podemos definir, palpar. Fluida, adaptável, onipresente, e o mais fascinante, eterna. E a água sempre me seduziu muito, e se estou sendo bem sincera, continuadamente me sinto perseguida por ela. Sou leonina ferrenha, e com muitos componentes de fogo no mapa astral — sem um elemento de terra para promover um nivelamento — e me vejo com um ascendente e uma lua em peixes. Nunca cheguei a uma conclusão se isso seria um carma cósmico ou uma dádiva. Logo, durante um momento de angústia em minha vida, esbarrei com uma taróloga, que além do baralho convencional, ela também abriu um oráculo para mim, de forma intuitiva, e era o oráculo dos cristais de água. Ele é baseado nos estudos do Dr. Masaru Emoto, que chegou a conclusão em suas análises que as moléculas da água são afetadas pelos nossos pensamentos, sentimentos e palavras. E na primeira carta de três, onde eu supliquei por um conselho de vida, a carta contava a história de uma montanha milenar no Japão. Eu fiquei deslumbrada com aquela coincidência e me sentei focada, enquanto escutava atentamente cada palavra que ela me dirigia. E ela começou me explicando que em uma das maiores montanhas do Japão, era encontrada a nascente mais pura em seu pé. Mas, que a água passava por poucos bocados, como ela gostou de dizer, para chegar ate lá intacta. Ela precisava mudar de forma, se transmutar, ser esmagada e comprimida, por rochas e por terra, para chegar em seus afluentes, e que, mesmo com tantas adversidades, ela resistia aos infortúnios, e chegava em seu destino como era em sua essência, pura. E eu, enfeitiçada com a história, esperei inquieta meu conselho de vida, que acabou na hora sendo um pouco desapontador, ela me disse: “Seja como a água, Rafaela.”. Porém, com o passar do tempo, tudo foi se tornando mais claro, e eu realizei que foi um dos melhores conselhos que já havia recebido. Até porque, na vida, muitas vezes queremos e buscamos incansavelmente, o ápice. O ápice de um momento, o ápice de uma história, o ápice de um relacionamento fracassado, ou o ápice máximo de prazer em diversas lascas de nossas vidas. E dessa maneira, esquecemos de apreciar as circunstâncias, esquecemos de refletir que dessa vida que nos foi dada, não terá outra igual. Então, como humana, como carne, eu decidi que era o momento de parar com os excessos e curtir os processos — sejam eles de dor ou de amor — e pensar nas coisas simples que estão todos os dias aqui me fazendo feliz. Um sorriso, um flash, o beijo que você me deu. O meu coração acelerado toda vez que eu vejo aquela fotografia. Tão trivial. Tão surpreendente bom de viver.
  • Ah como descreve você não sei por onde começar

    Ah como descreve você não sei por onde começar
    só de pensar em você meu coração começa a acelerar
    ah seu olhar forte que me hipnotiza
    seu jeito angelical que me cativa

    seu jeito de princesa
    vi em você
    oque faltava em min
    nosso beijo foi uma sensação maravilhosa

    tentei olhar no dicionario mais não tem palavras
    para te descrever como você merece
    seu jeito carinhoso tímido
    sem demonstrar tanto carinho

    com medo da decepção
    mais prometo que a missão de te fazer feliz e minha
    prometo que amor e carinho nunca vai faltar
    talvez um dia venhamos a nos casar
  • Alguns pontos que a história carrega: influência humana

    Demostra o individualismo encarnado no ser humano junto ao seu instinto natural para maldade, concretizados com a utilização do capitalismo. A junção desses fatores levou a história do mundo a ser cruel como é, onde a desigualdade de raças, de países, de direitos comanda; Inspiradas na brutalidade das guerras, do nazismo e da escravidão; Com a intolerância tamanha a do Ku Klux Klan. Um mundo que comportaria a todos, foi restringido a potências capitalistas, que visam o lucro a qualquer custo, destrói deliberadamente o ecossistema com indústrias poluidoras, queimadas, mineração, desmatamento e explosões. Digo que a tecnologia evoluiu muito, quem imaginária andar em carros, viver em arranha-céus, mas digo também que a mente humana regrediu ao seu próprio umbigo. Só começaram a se “preocupar” com a terra quando ela passou o aviso do aquecimento global, degelo, seca, entre outros; Mas não devemos nos iludir que eles despertaram e tiveram a noção que são dependentes da natureza, que está dando seus últimos sinais de vida. Mas sim, estão com medo que sua mina de ouro acabe, que seu petróleo seque. O capitalismo, a globalização, a tecnologia tirou nossa essência animal e nos moldou em robôs sem consciência, ligados não a subsistência, mas a cultura do excesso; Pode se ver isso em casos como a obesidade nos EUA muito desenvolvido e em contraposição a subnutrição na África menos desenvolvido e sempre explorado. Os seres humanos que tentam ir contra o sistema são reprimidos com voracidade, característica das muitas ditaduras que a história carrega. Devemos lembrar dos revolucionários como Abraham Lincoln, Martin Luther King, ajudadores de judeus no Nazismo, entre outros. Deve-se relembrar quão bom é ser livre, um ser humano, um animal racional e como é terrível ser participante de uma guerra, de um massacre, principalmente se ele for contra nosso próprio lar, que é o planeta terra. Vamos deixar a corrida armamentista para trás e vamos nos unir em uma corrida pela vida, pela paz e pela sobrevivência do nosso tão mais importante ecossistema.
  • ALIEN

     
    A beleza é só mais uma ilusão:
    outra forma de dominar o ser,
    encaNcerando-o numa prisão,
    ainda que pelo próprio prazer...




    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005. 226 p. Página 177.



  • Alma Perdida

    Ela era uma prostituta. Mas não era uma prostituta qualquer, nela havia algo especial. Cercada de tristeza e dor, seu corpo possuía tons curiosos.
    Carmen, filha de João e Maria, cresceu ouvindo que o mundo era vazio, um lugar sem esperança. Quando criança, tentava de todas as formas agradar os pais que trabalhavam dia e noite para poder colocar o pão na mesa, chegavam cansados e só verificavam se Carmen estava viva, não prestando atenção acima da mesa: ‘’Papai,Mamãe. Eu não sei muito sobre vocês, contudo isso é uma das consequências da vida que fomos destinados a ter, porém amo vocês do mesmo jeito que qualquer outra filha amaria.”
    Aos 16 anos, os pais de Carmen morreram e a adolescente foi morar com o único parente que tinha, seu tio. Era uma casa fria, sem cor. Todas as noites, ela chorava baixinho, no canto do quarto, implorando para sentir alguma coisa: felicidade, tristeza, raiva... Algo que mostrasse que ela ainda estava viva e não somente sobrevivendo. Seu tio, uma pessoa amarga, chegava bêbado em casa todos os dias e, naquela noite, ele escutou um murmúrio vindo do quarto. Alguém chorava. Uma alma perdida pedindo socorro. ‘’Eu vou te dar um motivo para sentir algo.’’, disse, puxando a cinta e espancando a jovem Carmen.
    E naquela madrugada, ela de fato sentiu algo: repulsa. De si mesma. Olhava para os hematomas e as lágrimas não faziam seu caminho pela bochecha mais, era uma dor mais profunda. Julgou que a melhor forma de acabar com aquilo era fugir e assim fez, saindo sem rumo. Vagou pelas ruas, somente o tempo conseguiria cura-lá.
    Passaram- se anos, Carmen se encontrava no banheiro do posto, enquanto passava o batom tão vermelho quanto seu próprio sangue, um sorriso falho no canto dos lábios. No relógio marcava 00:00, deu um passo para o lado de fora, sentindo o vento frio contra sua pele pálida. Mais uma noite de trabalho.
    Uma mulher diferente de todas as outras, parada no ponto, vendendo aquilo que sempre desejou ter, o puro amor.
  • Aloha

    Era 2016, um ano que tinha de tudo para ser o pior dos piores, ele ia vivendo, dando continuidade na sua vida (aparentemente sem sentido), em meio a bebedeiras, festas e todo aquele clima ousado, surge um rosto, um rosto que viria a mudar por completo a sua vida.
    Com um simples e inocente gesto, começaria uma linda história, ela estudava na mesma escola que ele, porém nunca haviam sequer trocado um simples “bom dia”, más é aquilo... Tudo tem seu tempo (guardem esta frase). Os dois começaram a se relacionar, uma amizade que evoluiu muito rápido, troca de segredos, olhares envolventes, risos e mais risos coloriam as manhãs de pessoas que aparentemente, enfrentavam coisas difíceis.
    Idas e vindas para o colégio começaram a virar comum para ambos, não demorou muito para um inusitado convite, ele se lembra das palavras como se tivessem sido enviadas neste exato momento: “eai, quando vamos dar uns beijos?!”, mensagem essa que foi enviada por uma amiga dela!
    Ele gostava de saborear o flerte, más ali naquele momento não exitou em responder de forma positiva, e por fim veio o tão esperado beijo, este que parecia nunca ter fim, o calor tomou conta naquela manhã gélida, suas mãos deslizavam sobre as costas dela, enquanto ela sussurrava nos ouvidos e levava suas mãos até o pescoço dele. A temperatura se eleva ainda mais, as vestes de ambos vão caindo pela casa, com os olhos fechados ainda saboreando daquele inesquecível beijo, ele faz uma viagem com sua boca pelo corpo dela, pernas tremulas, gemidos de prazer, ela toma iniciativa e retribuí a viagem pelo corpo, não deixando escapar cada canto do corpo tremulo do rapaz. O tesão só aumenta quando ambos já estão suados de tanto explorar seus corpos, eis que surge a ideia de tomarem um longo banho juntos!
    Obviamente foi o melhor banho da vida do rapaz (e ele espera que a garota sinta o mesmo), depois de longas horas de baixo daquele chuveiro, ambos se secam, trocam mais alguns beijos e acabam no sofá. Ele deitado sobre as pernas dela, enquanto recebe uma caricia nos cabelos ainda úmidos.
    Ambos partilhando experiências de vida ali deitados, só esperando a hora passar, eis que o garoto sente uma leve ardência em suas costas, quando ela levantou a camiseta dele com sua mão direita... ficou indignada!
    Ele entregou seu celular para ela e pediu para que batesse uma foto, quando visualizada a foto... ele se deparou com seu torço CHEIO de arranhões e marcas daquela manhã incrível. Marcas essas que ele carrega até hoje.
    O tempo se passa, ela começa a sentir algo a mais por ele, más o rapaz estava com aquele pensamento de: “estou curtindo a vida” e ainda não se sentia pronto para ter um relacionamento com ela, coisas vem, coisas vão... Eles voltam a ficar, porém a novela acontece novamente e depois de um mês... VOLTAM NOVAMENTE! Porém, dessa vez ele sentia que não adiantava mais esconder esse sentimento. Ali ele teve total convicção de que estava apaixonado por ela, más... o rapaz ainda sentia algum tipo de insegurança e não tomou iniciativa para pedir a garota em namoro.
    Eis que um dia ela joga um ultimato para ele... passam-se os dias até que eles oficializam o namoro!
    Um dos dias mais felizes na vida dele! Todos os amigos e familiares disseram que eles formaram um casal lindo. Tudo parecia perfeito, fim de ano com as famílias, muito amor entre os dois e etc. Más... nenhum relacionamento é perfeito.
    Começam a aparecer os problemas, a ex dele decidiu por algum motivo voltar atrás.... Porém o rapaz, para não magoar sua amada, decidiu esconder o ocorrido.
    Certo dia na casa de sua namorada, o rapaz se surpreende com uma mensagem de sua ex, ali ele se sentiu destruído, vendo sua garota em uma situação daquelas. Por fim, o rapaz decidiu cortar total relação com ela e tudo mais, más um problema ainda os assombrava, problema esse que causaria vários transtornos para o casal.
                E hoje, um outro problema (ocorrido com sua ex, no passado) acabou acarretando numa situação muito desagradável, onde ambos se encontram afastados de certa forma. Ele se sente culpado por tal situação... uma verdadeira montanha-russa de sentimentos, com os colegas ele percebe a instabilidade. Com algo preso em sua garganta ao chegar em casa, ele finalmente tenta relaxar, passam-se 4 segundos até que aquela carga se transforme em algo e suba até seus olhos. Ele se encontrou em lágrimas, se sentindo fraco, culpado por estar numa situação em que pode perder a garota de sua vida. Aquela na qual ele sempre foi fiel, respeitoso, amoroso e carinhoso.
    Tudo o que ele mais quer, é provar para ela que as coisas podem ficar bem, e todas as noites ele reza... reza para que Deus ilumine a mente dela e faça com que ela veja que eles são verdadeiras almas gêmeas.
    -R.M
  • Anna

    Capítulo 1 - O Castelo 
    Era uma noite de sexta-feira fria e chuvosa em julho no meio do inverno quando a família Pinheiro estacionou seu velho carro cinza na garagem de sua nova casa, localizada em Santa Catarina. De dentro do carro o pequeno Pedro podia ver toda a estrutura de seu novo lar, era uma casa muito antiga, porém bem conservada. A casa havia pertencido a sua falecida avó por parte de pai, porém essa era a primeira vez de Pedro no local, até mesmo seu próprio pai não visitava a casa desde que havia se mudado para a cidade grande aos 18 anos. Poucos anos depois a velha Senhora Maria ficou muito doente e precisou ir morar junto de seu  filho e netos, até que partiu em paz durante o sono e abraçada por sua família, o pequeno Pedro tinha apenas 1 ano na época.
    A forma como a casa foi construída com sua madeira escura, o enorme número janelas e seu tamanho colossal causavam um arrepio que nunca havia sentido antes mas também despertava sua curiosidade. “Quantos quartos devia ter? Quantas janelas? E passagens secretas como em um antigo castelo assombrado, será que tinha?” Porém todos seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na janela, era seu pai Antônio, ele estava do lado de fora do carro com uma das caixas da mudança e um guarda chuva, olhando para o filho através do vidro  perguntou calmamente :
    — Não vai sair para conhecer nossa nova casa?
    — Vou, só estava um pouco distraído.
    — Você viu alguma coisa que te assustou? Ou alguém?
    — Não, nada por enquanto, só fiquei pensando no tamanho dela e como ela parece aquelas de filmes antigos.
    — É, ela é bem grande mesmo, tem muitos cômodos onde você vai poder brincar, por que não entra e começa a explorar? O seu quarto é o primeiro a direita da escada no segundo andar, era o mais próximo que tinha  do meu quarto.
    — Tudo bem, vou entrar – disse Pedro pegando duas caixas ao lado  – vou levar essas aqui comigo para te ajudar.
    Ao entrar na casa percebeu que o interior era tão grande quanto o lado de fora, porém um pouco mais bonito. Tinha muitas cadeiras, mesas, pinturas, estantes e obviamente poeira, muita poeira. Sua mãe, Carla, estava tirando da caixa todos os utensílios de cozinha e colocando em cima de uma das mesas, ela se assustou com sua presença repentina mas logo em seguida sorriu e foi em sua direção, ela andava com um pouco de dificuldade, estava grávida de 6 meses e o bebê tinha sido o motivo pelo qual eles haviam saído da cidade e ido parar naquela casa afastada e solitária. “Será melhor para o bebê crescer longe da agitação urbana” “ Lá existem muitos quartos e espaço” “ Você é quem deverá cuidar dele Pedro, afinal vai ser o irmão mais velho”. Nada disso fazia sentido para ele, a cidade era legal e tinha muitas outras crianças, sua antiga casa era perfeitamente espaçosa e desde quando um irmão mais velho devia cuidar dos mais novos? Sua irmã Isabela tinha 17 anos  e há muito tempo não dava atenção para ele, apenas queria saber de sair com seus amigos estranhos e metidos. Sua mãe se ajoelhou com dificuldades ao seu lado e perguntou :
    – Tudo certo? Já encontrou seu quarto? Seu pai acabou de levar uma caixa cheia de seus brinquedos lá pra cima e sua cama também está pronta caso queira descansar um pouco.
    – Não quero descansar, quero brincar com alguém, vamos brincar de pique pega ou então pique esconde? Tenho certeza que aqui tem muitos lugares legais para se esconder – disse o pequeno animado.
    – Me desculpa filho, você sabe que eu tenho estado fraca por causa do seu irmão – disse ela tocando em sua barriga – mas eu prometo que mais tarde quando eu e seu pai terminarmos de arrumar tudo, vamos jogar algum jogo de tabuleiro com você.
    – Tudo bem – disse Pedro desanimado – vou para o meu quarto brincar sozinho.
    – Me desculpe mesmo filho, eu prometo que vamos nos divertir mais tarde – disse sua mãe, mas ele já havia saído da cozinha e estava subindo as escadas.
    O caminho até seu quarto foi longo, primeiro pois a escada era longa e segundo pois estava tentando segurar o choro, ele nunca foi de chorar quando era mais novo e agora com 12 anos era mais difícil ainda, porém os últimos meses não tem sido fáceis, com os pais ausentes por conta do trabalho e de seu futuro irmão .
    Quando chegou no andar de cima teve uma visão mais ampla da casa, se saísse da escada em uma direção reta cruzando todo o longo corredor escuro, encontraria o quarto de sua irmã, que já estava fechado e com um som alto de alguma banda adolescente ; localizado a direita do quarto de sua irmã ficava o escritório do seu pai, onde ele no futuro montaria um estúdio de fotos ; logo em seguida vinha o quarto de costura de sua mãe, seria ali onde ela deixaria todos seus projetos, máquinas, roupas e manequins ; o próximo quarto estava lotado com coisas para bebês, um berço, armário, brinquedos presos no teto e um papel de parede imitando um céu estrelado, ele fechou a porta deste e seguiu para seu quarto que ficava logo ao lado, do seu quarto era possível ver o de seus pais que aparentemente era um pouco e maior e também podia ver parte da escada que levava ao andar de cima, ele ainda não tinha ido até o terceiro andar mas sabia  que tinha uma sala de jogos, uma pequena biblioteca, alguns quartos vazios e uma segunda suíte. Também tinha um sótão mas este local ele não ousava investigar sozinho, muito menos a noite.

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