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  • AQUELES QUE NÃO TE DEIXAM EVOLUIR...A TRISTE SAGA DOS SEGUIDORES DE GUIAS CEGOS!

    Atrofiados, amputados e reduzidos a rebanhos
    A triste saga dos que se deixam conduzir por guias cegos
      Já relatei em outros textos, sobre dezenas de incoerências que existem na forma de interpretar o livro bíblia, o deus hebreu, e principalmente o pensamento cristão em si, pois são muito contraditórios, mantendo simultaneamente crenças auto anulatórias sem que os próprio membros percebam pois foram ensinado a crer e obedecer e jamais questionar os conjuntos de crenças pré-estabelecidas para não contrariar os criadores ou mantenedores dos “rebanhos de cristo” com medo de represália em público.  Assim mutilam seu próprio intelecto e por ficarem atrofiados com movimentos curtos e repetitivos, de certa forma parecem sentir inveja de quem faz uso total de suas faculdades mentais e tem liberdade de movimentos e expressões. Por quase 2 mil anos, aqueles que sentam no trono como representantes de deus, tem procurado carimbar os bodes e reprimir qualquer um que desafie sua autoridade ou seu reino de mentiras e fantasias usando a ideia do sagrado como pano de fundo. Se a liberdade não deve ser confundida com invasão dos limites alheios, a santidade de uma pessoa tem sido interpretada como o alto grau de amputações que essa mesma pessoa é capaz de fazer em si próprio para manter uma hierarquia de lobos no poder sob ameaças de inferno e morte.
       Nesse mundo fantástico criado pra manter pessoas “protegidas do mundo” e dos “enganos do diabo”, um pensamento destrói o outro no próprio discurso, ou todo um discurso belamente articulado se torna inválido, mediante o modo de vida praticado por aqueles que proferem tais discursos dentro e fora daquelas 4 paredes chamadas de casa de deus. Os líderes de tais recintos, tem sido os principais modelos de que o que se prega e o que se vivem estão fora de contexto. Façam o que eu mando, e não questionem o que eu faço! Essa é a mensagem indireta, dita pela grande maioria deles todos os dias.
      Quanto mais eufórico for o pregador, quanto mais “unção” tiver a palavra dele, quanto mais  pentecostal for uma igreja, mais cargas d’água sairão da boca dos tais interlocutores divinos e dos que frequentam tais recintos, assassinando não apenas a própria crença, mas também o português falado, a história, a biologia, a física e toda linha de conhecimentos e pesquisas acumuladas há milhares de anos pela nossa espécie, simplesmente para manter viva no meio de um círculo pequeno, um nível de mentalidade menor ainda. Quanto mais “ungido” for aquele que foi proclamado ou se auto proclamou ungido do senhor e líder do rebanho, mais este indivíduo irá te “proteger” de toda e qualquer linha de pensamento contrário aos que eles ensinam. Dizem estar fazendo isso por amor a você, para te proteger das arapucas do cão, dos golpes certos do inimigo de cristo que vem para afastar crentes da casa de deus e que fazem o que fazem por amor a sua alma, pois terão que um dia prestar contas a deus, por cada indivíduo que aceitou jesus numa dessas casas de comércio de fé e prostituição da ideia do sagrado. Será mesmo que amam sua alma? Será mesmo que se preocupam contigo, ou estão apenas com medo de perderem a própria fonte de renda, sustento, poder e autoridade sobre o grupo? Vamos pensar sobre isso...
       Nesse texto, quero chamar para reflexão, sobre um dos pontos cruciais e mais macabros que considero dentro desses recintos, que é o “cuidado” de um líder religioso com o seu rebanho. Fomos ensinados desde o berço a reverenciar e respeitar qualquer um que abrindo um livro tido como sagrado e venha proferir qualquer tipo de bobagem, que digam todo tipo de incoerência possível e nem percebemos que muitos dos que juram nos libertar e proteger, estão apenas tentando nos acorrentar para fins pessoais e propósitos nefastos e farão de tudo para que não busquemos outras linhas de pensamento ou outras formas de ver o mundo senão as que são vendidos por alto preço pelo próprio grupo, para que não alcancemos o processo evolutivo natural a qualquer ser vivo. Desde uma simples bactéria ao mais complexo dos seres, todo ser vivo tende a evoluir e mudar de fases, forma ou perfil à medida que as coisas ao seu redor mudam. Evoluir é uma necessidade e não uma vaidade. Quem não evolui é comido, ou fica para trás, assim é a vida! Quando a vida pulsa, a evolução pede passagem, mas os lideres cristãos querem te manter eternamente num casulo de sonhos, ou alimentados com o leite azedo da servidão, num eterno estado vegetativo e sono letárgico.
       Quando você é criança, se conforma e fica fascinado ou amedrontados com histórias de papai Noel, Saci Pererê, Bicho Papão e outras que são típicos de casa fase, criadas para propósitos específicos. Depois de você crescido, um cara te põe dentro de uma igreja, “tranca a porta”, e obriga você a passar toda sua vida ouvindo as mesmas histórias, as mesmas pregações, os mesmos testemunhos repetidos, e acreditando nos mesmos seres fantásticos criado ou adaptado de outras culturas como se fosse a coisa mais real do mundo. Não há punições para quem deixa de acreditar no Papai Noel ou Bicho Papão. É sinal que a criança cresceu, e isso é bom. Há punições severas para quem ousa deixar de acreditar nos caras que dizem ter contato direto com o próprio deus. Você é ridicularizado, perseguido e humilhado no aqui e agora além de te ameaçarem com inferno e morte eterna no futuro. No mundo cristão não é opção, é obrigação acreditar em coisas absurdas e venerar e temer seus criadores e mantenedores.
      Você pode passar 50 anos nesses lugares e verá praticamente o mesmo rito litúrgico, o mesmo modo pobre de ver o mundo e o mesmo estilo de vida dos liderados. A única coisa que evolui é o modo de enganar o povo, arrancando cada vez mais dinheiro ou tempo útil desses coitados ou criando mais demônios imaginários para que possam surgir mais contribuições financeiras em campanhas intermináveis ou passem mais tempo orando para se proteger dos tais demônios e assim não lhes sobrem tempo para pensar no que realmente importa. No demais tudo permanece o mesmo, principalmente o medo e respeito pela hierarquia estrategicamente montada em suas linhas de frente para frear qualquer um que intente fazer ruir seus castelos de cartas. Tão solido quanto uma muralha de areia, são as linhas de frente dos argumentos teológicos de várias lideranças: basta um sopro de uma leve brisa da razão para fazer sumir toda sua estrutura. Por isso a necessidade de tantos inquisidores do passado e do presente para manter funcionando tal hierarquia. Apenas uma brecha no modo como percebemos o mundo real e o mundo deles perde todo o sentido. Os inquisidores são como a cola que une os lideres aos liderados e não a “unção do espirito”. Se retirares as ameaças de castigo e punição dos ritos litúrgicos nada sobraria da “igreja do senhor”. Mentem pra eles mesmo e para o grupo o tempo inteiro dizendo que é deus quem sustenta sua igreja, mas todos sabemos que a igreja é mantida pelo chicote, pela ganancia, pelo medo e pela manipulação do surreal. Nenhum ser totalmente livre e consciente de si mesmo e do mundo ao seu redor, se colocaria por vontade própria em nenhum desses segmentos para ser capacho de ninguém. Por isso se faz necessário convencer as pessoas que elas estão perdidas, para depois venderem à prestação o caminho da salvação. Se usarem de honestidade ninguém fica nesses lugares, nem os lideres ficaria, pois não há lideres sem liderados!
       Segundo os caras que vendem a salvação nessas mercados da ingenuidade, eles “se preocupam” contigo e tudo que vem de fora, pode ser diabólico, pecaminoso, impuro e artimanha do maligno para te desviar dos puros caminhos do senhor e dos lindos propósitos que deus tem para sua vida. Geralmente esses lindos propósitos de deus se resumem em você ser um eterno dizimista, um grande fazedor de prosélitos para aquela seita, ou que você seja um eterno serviçal gratuito na igreja. Fabuloso projeto, não acham?  Seu paladar, olfato, gustação, audição e tato, devem ser purificados pelos ensinamentos da igreja, e sua forma de ver o mundo, primeiro tem de ser vista, aprovada e aceita, pelo “paizão”, o líder maior, o queridinho de Jesus, o cara que foi “treinado” para enxergar com os olhos do espirito o que você não é capaz de ver, para então ser apreciador por ti. Primeiro eles comem, depois regurgitam em sua boca, como prova de cuidado paternal contigo. Que fofo! Seria lindo, senão fosse mentira! Seria bom se não fosse ruim! Seria cômico senão fosse trágico! Uma tragédia grega, pintada como se fosse um lindo romance shaskpeariano! Um verdadeiro cavalo de troia!
      Todos sabemos que se um pai de família passar tempo demais segurando os seus filhos no colo sem deixar que os mesmos aprendam a andar por si só, enfrentando as quedas do percurso, tais crianças terão seus membros atrofiados, e possivelmente poderão ter redução motora pelo resto da vida e todo aquele zelo paterno serviu apenas para deixar a vida do seu filho pior que de outras pessoas.
      Será que o “zelo” de um líder religioso na vida de um fiel, é por que ele realmente ama mesmo esse fiel, ou é por que receia que o mesmo adquira independência por meio do conhecimento da vida, do mundo e de outros pontos de vista além dos que foram ensinados naquele mundo mágico de fantasias, deuses, demônios e lutas espirituais intermitentes? Será que um líder religioso quando te “protege” tanto, apenas não estar preocupado em perder a influência sobre ti, retorno financeiro ou impacto positivo para o grupo que você provoca? Por que não há “zelo” nem “amor” das lideranças por aqueles que nada produzem financeiramente para o grupo, e a permanência destes no grupo é do tipo tanto faz, como tanto fez? Por que líderes religiosos “amam” mais pessoas “pecadoras”, emocionalmente desequilibradas e fáceis de manipular e aborrecem pessoas com nível de honestidade, sanidade, integridade e pureza inclusive superiores ao deles? Será que é por que se sentem diminutos diante de pessoas que não precisam de guias cegos para serem salvas de um mal que eles mesmo inventaram? Por que prender pessoas dentro de lugares semelhantes a currais e tentar controlar o que elas comem, o que vestem, o que pensam, com quem andam e como se comportam, fazendo tudo isso usando a ideia daquele que eles mesmo afirmam saber de tudo e ver tudo e que um dia vai castigar todos, inclusive os mentirosos e enganadores? Ou as própria lideranças não acreditam em nada do que eles mesmos pregam ou o povo estar tão induzido a não questionar que não se rebelam para nada, apenas vivem as suas vidas, de angustia em angustia, de pecado em pecado, de medo em medo, apenas “aguardando a vinda do senhor” onde receberão novos corpos, e ficarão livres das influencias do diabo! Oh que gloria!
      O termo ovelha, na maioria dos grupos religiosos, não é em sentido figurado. É em sentido literal mesmo! Ovelhas dão cria, dão lã, pele, couro, leite, não reclamam, e são fáceis de serem controladas. Quem não se fizer de ovelha, não pode ter um pastor nesses recintos. Os que por acaso questionam qualquer pensamento do grupo, ou estrutura das hierarquias nessas casas, são perseguidos, maltratados e humilhados até que deixem o grupo por conta própria, para que fique impregnada no grupo a imagem de que ninguém toca no ungido do senhor e sobrevive, que ninguém se levanta contra a igreja de deus e que o próprio deus se encarrega de afastar do seu rebanho os bodes, as maçãs podres e as ovelhas negras.
       Nesses recintos o deus destes e as hierarquias do grupo perdoam todo tipo de crimes e barbaridades cometidos pelos membros antes, durante e depois de “aceitar a jesus”, só não perdoa questionadores, pessoas que fazem perguntas, que exigem transparência na administração dos recursos financeiros do grupo, que exigem respeito e atenção igual a todos e não apenas aos bajuladores ou maiores dizimistas do rebanho, ou que não se deixam carimbar por líderes idiotamente programados para reduzir o potencial humano ao nada em nome do próprio ego, de uma promoção de cargo, ou da manutenção do próprio grupo e de seres que só existem na cabeça de quem os criou. Enquanto os membros se comportam com ovelhas, as lideranças em sua maioria, se comportam como matilha, caçando em grupos para aumentar as chances de sucesso, mas brigando para comer tudo sozinho depois da caça abatida.
     Quando uma pessoa estar dentro desses recintos e tem a sua mente formatada pelo sistema, que foi seduzido pela ideia de reino encantado da igreja, projetada individualmente para cada grupo de acordo com o nível financeiro e cultural de cada um, então tal pessoa acha que convidar alguém para “aceitar a jesus” e inseri-lo numa dessas casas de negócios é o melhor presente que alguém poderia dar a uma pessoa que se ama. O proselitismo seria um favor que a pessoa estaria fazendo a outra a pessoa, e aquele que convida outro a conversão nesse momento se acha como instrumento do próprio deus para aquela missão especial. Ter um “filho na fé” é um orgulho ou um sonho de consumo que todo bom cristão deseja ter. Depois que você consegue se libertar das amarras de toda uma mentira criada e mantida a ferro e fogo desde os tempos mais remotos por aqueles que só almejam o poder, você percebe que inserir alguém nesses recintos e convidar alguém para “aceitar jesus” nessas casas de câmbio, é o pior castigo que você pode dar a alguém que você ama. Depois de um tempo, você entende, que se por acaso deus existisse, estes locais seriam aqueles que ele jamais frequentaria, pois a inveja, a ganancia, a mentira e o engodo rolam soltos nesses recintos. É um local que a injustiça é abafada, refogada e cozida com o choro dos próprios fieis que depois de sofrerem abusos físicos, financeiros, morais ou sexuais, ainda são obrigados a idolatrar seus líderes e a permanecerem calados pelo resto da vida, sob ameaças de não escandalizar a “obra do senhor”. Se o purgatório fosse real, algumas igrejas seriam o estágio maior desse lugar de tortura.
      Existe uma contradição gritante que passa de modo não percebido a praticamente todos os integrantes dos grupos religiosos cristãos de modo geral. Essa grande contradição, é referente aquilo que eles consideram como proteção espiritual, sabedoria divina, temor do senhor e divina revelação do espirito santo. Dizem que quanto mais alguém se torna devoto, mais protegido fica, e mais preparado para enfrentar o mundo estão, mas estão mentindo a si próprio.
       Observe isto: um sujeito cristão de uma igreja pentecostal por exemplo, filho de pais cristãos, criado nos “caminhos do senhor” desde o berço, fervoroso, alimentado diariamente com “pão quentinho dos céus” comido cada vez que vai para uma igreja e sentado houve duas horas de sermão num culto, frequentador assíduo de círculos de oração, cultos matinais, culto em família, praticamente semanal de campanhas de jejuns e orações poderosas nos cumes dos montes e consumidor de primeira linha de toda bugiganga ungida vendida em cada culto que ele frequenta. Esse sujeito em certos casos se acha preparado para orar e ressuscitar os mortos, que pode abrir a terra com a força de suas orações, que pode literalmente trocar socos e vencer o próprio lucífer e todos os anjos caído juntos e inclusive alguns pensam que podem até liberar raios laser pelos olhos de tanta unção acumulada. Mas existem coisas que esses seres angelicais, debilmente programados em bancos de igrejas que eles não conseguem fazer.  Citarei apenas 3 delas aqui.
       A primeira delas é manter um diálogo honesto consigo mesmo por mais de 30 segundos sem o peso da culpa interna, respondendo a perguntas que o seu “EU” lucido costuma fazer sobre sua própria fé e seu estilo de vida incoerente com o que se prega. Toda vez que isso acontece, esse ser todo protegido e “santo” até no pensar, abre fogo total contra si mesmo, e de modo mental ou balbuciando com tremor e angustia os lábios, repreende qualquer pensamento “impuro” que venha ter.  O sangue de Jesus tem poder! Tá repreendido satanás! Tá pensando que me engana demônio? Eu sei que você estar aí, em minha mente, tentando me levar a desacreditar nas promessas de deus proferidas para minha vida por meio do seu santo homem, ungido do senhor que deseja me conduzir aos caminhos dos céus! Sai da minha mente! Amem…e vai fazer qualquer atividade que o faça esquecer seus questionamentos internos. Pode ser uma atividade do dia a dia, ou pesados ritos de devoções e penitencias corporais para conter a “ação do diabo” que tenta invadir sua mente. Pensamentos sobre a própria sexualidade, seus relacionamentos afetivos, carreira, profissão, família e principalmente seus estudos são os tipos de pensamentos que geralmente torturam esses puritanos de cristo. Se o sujeito, recebeu alguma vez na vida, em algum culto do re-te-té alguma profecia dizendo que ele ia ser um “vaso”, aí é que complica tudo, pois o sujeito morre de medo de frustrar os planos de deus em sua vida e ser amaldiçoado por isso! Tudo tem de estar no centro da vontade de deus. E você sabe quem controla a vontade de deus? Pimba! Acertou! As lideranças! Elas sabem exatamente o que deus estar pensando e querendo para o seu grupo e pra vida de cada um individualmente!  Isso não é magico? Bom demais ter um líder assim... Só é estranho que a vontade de deus varia de igreja pra igreja e de bolso pra bolso e quanto mais ingênuo tu fores, deus irá gostar mais de ti!  Que amor maravilhoso desse deus lindo e tremendo!
      A segunda coisa que um cristão desse tipo, criado em cativeiro não consegue fazer sem se perturbar ou perturbar a paz dos outros, é manter um diálogo calmo, coerente e sem palavras ofensivas com pessoas de outras igrejas, apesar de ambas concordarem que servem ao mesmo deus, mas por questão de ritos litúrgicos ficam até inimigos. Mesmo que não deixem transparecer, irão guardar ressentimentos pelos resto da vida, se forem vencidos em um debate pra ver quem tem o modo mais certo de servir a deus. Em alguns países cristãos como a Irlanda por exemplo, existem até grupos terroristas cristãos que causam mortes e explosões por pura questões ideológicas. Os principais motivos de tais guerras ideológicas (e idiotas) entre as dezenas de denominações cristãs são:  se o correto é batizar jogando agua na cara ou mergulhando o corpo inteiro; se o batismo válido é feito em agua corrente ou parada; se o correto é batizar uma pessoa adulta ou criança; se usa-se ou não o véu durante os ritos litúrgicos e devoções pessoais; se bebem o vinho da ceia em um copo só ou cada um no seu; se podem ou não usar acessórios de beleza ou se deixam as mulheres da igreja parecendo orangotangos de tanto pêlos no corpo; ou se bispo, pastor, padre ou  apóstolo é o nome “bíblico” mais apropriado para aqueles que controlam suas vidas e sugam seu dinheiro e tempo útil. Muita energia desperdiçada resolvendo questões inúteis que para nada servem, já que continuam se colocando o tempo inteiro na condição de rebanho apenas estão escolhendo modos diferentes de serem tosquiadas mas continuam sendo ovelhas!
     Os seminários de teologias de certos grupos religiosos, parecem mais um curso de “idiotização” do que um curso de aprendizado para a vida. Mesmo em cursos universitários, os membros tem de manter o comportamento de rebanho como se estivessem em ritos de cultos. A liberdade de pensamento e questionamento são veementemente vetadas, e professores que ousem incentivar a busca pela multidisciplinaridade é “gentilmente” convidado a deixar o corpo docente daquela instituição de ensino.
      A igreja é deles, o curso de teologia é deles, eles que mandam e fim de papo! Antes de entrar em um desses cursos achando que realmente vai aprender a verdade a pessoa é apenas um bobo, duvidoso de suas crenças e que busca encontrar deus em pessoa. Depois disso, alguns saem de lá para viverem como idiotas diplomados, convictos de suas bobagens e as querem fazer descer de goela abaixo a todos os demais, pois agora tem um certificado que comprovam o nível de sua unção e sabedoria divina! Nesses tipos de recintos, quase não se usam matérias seculares nesses cursos particulares, antes sim os alunos são praticamente obrigados a endeusar sua “marca” de igreja, seus líderes, e sua frágil linha de raciocínio.
       Algumas dessas batalhas religiosas pra saber quem tem o rito mais certo entre os protestante já duram mais de 400 anos. Entre os grupos católicos já duram mais de mil anos. Entre os grupos cristãos mais antigos já chegam quase dois mil anos e todo dia uma nova igreja é aberta pelo interesse financeiro ou pra provar que estão servindo ao deus correto de modo correto. Não importa quantas vezes a igreja se divida, desde que tenha um líder para te dizer o que fazer e como fazer. Só o que não é permitido interpretar ou servir a deus longe dessas lideranças. Deus é um produto que só pode ser vendido nos templos religiosos e consumido sob a dura supervisão de quem o vendeu. É inadmissível servir, cultuar, consumir ou ofertar deus longe dessas casas. Se a fiscalização de jeová te pegar, tu tá ferrado! Tens de passar na igreja e tirar a “nota fiscal” se quiseres ter o direito de consumir ou usar a imagem desse deus. Lembrando que o prazo de validade de consumo deve ser renovado até o quinto dia útil de cada mês, ou cada vez que você tiver movimentação financeira. Você pode ser multado, se mensalmente por meio do pagamento dizimo não renovar sua licença de consumo dos serviços prestados pela igreja.
      Você pode ser demitido dessas casas, ou ter sua licença de uso pessoal de deus cassada, se por mais de 3 meses seguido não pagares seus tributos aos mantenedores das franquias. Você pode ser mandado ao inferno ainda em vida pelos donos da franquia de jesus, se algum dia descobrir por conta própria que estava consumindo um deus pirateado, roubado de outras culturas e adaptado ao cristianismo como sendo o maioral de todos eles. No dia que descobrires isso, saia de fininho, sem dizer aos outros que estão comprando gato por lebre! A não ser que internamente tenhas se tornado forte o suficiente pra encarar as avalanches de maldiçoes do “macumbeiros de cristo” que irão jogar sobre ti. Não se preocupe, essas maldiçoes deles só pega em quem baixa a cabeça e acredita!
      O terceiro ponto dessa incoerência nessa linha que venho traçando e que considero o mais crucial de todos é o fato de que além de ser difícil manter um diálogo consigo mesmo e com pessoas de outras igrejas apesar de serem do mesmo deus hebreu, o mais difícil é conseguir manter por mais de 3 minutos sem partir para ofensas um conversa natural com pessoas de fé de ritos africanos, kardecistas, pessoas de “deuses pagãos” e principalmente com ateus declarados. Um crente todo poderoso, com as características que citei acima, quase que nem chega perto dessas pessoas de tanta santidade que carregam para não se contaminar, e quando se deparam com eles e depois de 5 minutos não conseguem mais se controlar, começam dizendo que “você precisa aceitar jesus” para finalizar com palavras de maldições, dizendo que deus vai punir ou matar  tal pessoal para mostrar que ele é deus, ou que o lugar desses “filhos do cão” já estar guardado no inferno desde a fundação do mundo por que rejeitou ao “deus verdadeiro” e seu fiel servo, o eterno papagaio de cristo. Começam tentando te dobrar ao conceito “correto” deles, como não conseguem, partem para o ataque verbal ou pra porrada mesmo se tiver em maior número! Ira, raiva e tola impulsividade é o que mais conservam dentro de si, mas chamam esse pacote de coisa ruim de unção do espirito santo. Não sabem nem o que estão sentindo mas acham que sabem o que os outros sentem e que podem mudar a vida do outro, quando não são capazes nem de perceber que são meros repetidores de frases de efeito.
       Agora vejam que incoerência: como uma pessoa que se preparou diariamente por mais de 30 anos inteiro, tem medo de ler até um folheto de poucas linhas contendo palavras de um filosófico ou teológico diferente do seu grupo? Para que serviu essa preparação toda? Pra que serviu tanta santidade? Não deveriam estar sossegadas por estarem convictas que estão certas, ao invés de demonstrarem alvoroço? Por que essas pessoas nunca crescem? Será que o “cuidado” do líder deixou essa pessoa com um poder que só existe dentro dos recintos litúrgicos e fora deles não seve mais pra nada por isso se sentem frustradas? Por que certos cristãos acumulam tanto ódio com o passar do tempo, e se tornam tão voláteis ou de combustão espontânea a ponto de se explodirem em ira pelo simples fato de alguém não concordar com o pensamento deles? A busca pelo divino não deveria produzir seres equilibrados e compreensivas ao invés de pessoas tão inseguras e que desejam a todo custo jamais serem confrontadas ou terem suas “verdades” rejeitadas? Seria isso, o fruto do “cuidado” excessivo de seus líderes?  Por que líderes religiosos tem medo que as pessoas cresçam? Tem muito caroço nesse mingau...
      Vejam: um casal normal, acompanha todos os passos do filho, do nascimento ao casamento, momento em que julgam que seu filho tem capacidade suficiente para conduzir não apenas a própria vida, mas dirigir uma nova família, procriar e repetir o ciclo da vida. Eles sabem que cedo ou tarde isso iria acontecer e se prepararam para isso todos os dias e terá o maior prazer quando souber que seus descendentes estão bem, se viram sozinhos, e tudo que eles ensinaram foi útil para a vida independente do filho querido. O casal projeta a si mesmo num futuro próximo, pela criação e evolução de sua prole, e os feitos que eles nunca conquistaram desejam que seus descendentes conquistem. Desejam que eles sejam grande e deixem um legado na existência da família. Líderes religioso parecem se sentir diminutos, quando seus “filhos” crescem e querem “procriar” e aprender com os erros e acertos da vida, parte do processo de toda evolução externa e interna comum a todos. Por isso faz com que o mundo pareça um verdadeiro campo minado, e na casa do “papai” é o lugar mais seguro que seus filhinhos podem permanecer. Nunca deixem a casa do pai! Lá fora o mundo é cruel! Muito cuidado com pessoas de outra fé, elas podem te levar pra perdição! Se afastem da ciência pois a letra mata! Bla, bla, blá...Não dá nem pra disfarçar mais tanta mentira! Só não ver quem não quer!
      Professores do primário ou de grandes academias, pegam crianças inocentes sem conhecimento algum, ou pessoas em ritmo constante de aprendizado, e as fazem seguir etapas, sabendo que nenhuma delas devem estacionar ou ficar no mesmo estágio a vida toda. Entendem que todos os seus alunos por mais amável ou insuportável que sejam, tem prazo determinado para estar sob sua companhia ou supervisão, pois tem de ser passado adiante, para um outro professor, para uma nova fase. Por mais que se apeguem aos seus alunos, sabem que eles tem um mundo inteiro para conquistar se quiserem, e que no futuro próximo vários deles estarão ocupando seus lugares, ou fazendo coisas fabulosas com aquilo que um dia seus mestres ensinaram. Os professores tem orgulho de ver seus alunos mudarem de fase e crescerem. Todo professor sabe que estar treinando pessoas que um dia provavelmente serão maiores que eles mesmos, e que inclusive poderá vir a ser seus governante, e nem por isso usam de represálias na evolução do aprendizado destes. Líderes religiosos, costumam ensinar o suficiente para manter suas ovelhinhas afastadas de outras linhas de raciocínio e imersos na linha de pensamento apenas do grupo. O único meio de mudar de etapas nesses recintos, não é pelo mérito, é pela bajulação e subserviência. Dificilmente você ultrapassará seu líder. Ele estará sempre um passo a sua frente, e em alguns casos se certificando que você estacione ali, caso você tenha tendências revolucionarias que comprometam a estrutura e conforto de toda hierarquia construída antes de ti. Não há limites de regras éticas ou moral, quando o assunto é proteger a própria imagem ou a imagem das lideranças para se manterem no poder. Pense na coisa mais horrível que alguém poderia fazer para prejudicar o outro e eleve isso a quinta potência e você ainda vai estar abaixo do resultado do que pessoas como essas são capazes de fazer para se manter na liderança e conservar a imagem de “homem de deus”, principalmente se você acabou mesmo que sem querer descobrindo casos de adultério, pedorfilia, desvio de verbas ou qualquer outra coisa que eles julguem se capaz de derrubar a falsa moral deles. Diante de casos como esses, sua imaginação não dá conta do que eles podem fazer contra você, usando a queima de arquivo para ficarem impunes e pagarem de santos!
       Oficiais de polícia, dos corpos de bombeiros, e das forças armadas as vezes precisam ser duros com os cadetes, mas em alguns casos isso se faz necessário para que os novatos encarem as realidades do dia a dia que terão de enfrentar e decisões e responsabilidades que terão de tomar por conta própria diante do perigo. São profissionais que pegam “manés” e os transformam em pessoas com capacidade para defender uma nação inteira diante de uma guerra, ou salvar várias pessoas diante de desastres naturais ou provocados. Pegam homens frouxos e egoístas e os transformam em verdadeiros heróis, que darão as suas vidas em favor de pessoas que nem sequer sabem que eles existem. Todos esses oficiais sabem que possivelmente e certamente seus subalternos serão maiores e melhores do que eles devidos a tantos recursos tecnológicos do dia a dia que tornam mais fáceis seus trabalhos. Todos eles sentem orgulho em saber que seus “filhos” cresceram e se tornaram homens de valor. Um dia esses oficiais envelhecidos pelo tempo ou mortos em combates, serão lembrados com honra e gloria por seus subalternos. Líderes religiosos de certo modo, ensinam as pessoas a fugirem de suas responsabilidades pessoais, colocando a culpa de tudo que fazem em seres imaginários, e a se tornarem egoístas, pensando apenas em si mesmo ou no grupo, buscando a uma salvação futura e improvável da alma, enquanto deixam ou faz perecer o corpo presente e atual de quem realmente precisa de ajuda. Ensinam a sentir culpa de um pecado que nunca cometeram mas a serem irresponsáveis ao mundo ao seu redor, resolvendo tudo na base da oração ou entregando tudo nas mãos de deus.
      Todos esses “pais” amadurecidos que citei, sabem que um dia seus filhos irão crescer e isso é comum,  é normal, é da vida e necessário ao funcionamento social. Mas existem tipos de “pais” que fazem de tudo para te manter “deitado eternamente em berço esplêndido”, alimentado com fantasia de realidades paralela criada para fins específicos pelo próprio grupo,  atrofiado pela nostalgia de nada fazer enquanto esperam que deus resolva tudo do seu trono com sua ira sem motivo que nunca tem fim, pois eles sabem que no dia em que você amadurecer mentalmente não irá mais cultua-los como eles desejam, nem irá depender deles para chegar a paraíso ou inferno imaginário nenhum, antes sim irão construir seus próprios paraísos e evitar vários infernos criados por sistemas como os quais eles mantem. Se você amadurecer o bastante, entenderá que a salvação de um homem, pode consistir em se livrar exatamente daqueles que querem te salvar!
       Citei acima, alguns líderes que são capazes de pegar “manés” ou alguns “bebês chorões”, e transforma-los em pessoas úteis a sociedade que por sua vez irão repetir o processo, num estado cada vez mais aprimorado, baseado na experiência do grupo e do seu mestre. Tais pessoas, sejam mestres ou discípulos são indispensáveis e proveitosos a toda uma estrutura social civil organizada.  Agora me pergunto: qual a importância de certos líderes religiosos em nossa sociedade, sendo que muitos deles nada tem a oferecer além de criaturas que povoam o imaginário coletivo, representados pelo próprio medo, ganancia e megalomania? Eles pegam pessoas sãs e livres, e as fazem acreditar que são míseras pecadoras, destinadas ao inferno e que se não se submeterem ao seu modelo de liderança ou a seu deus invisível, serão punidas severamente pelo mesmo deus que afirmam ser o puro amor em pessoa. Pegam pessoas livres e as fazem prisioneiras do próprio medo.
      Depois de convence-las que são pecadoras nefastas, então as transformam em seres eternamente dependentes, incapazes de assumirem a própria vida, ou se reproduzirem fora de cativeiro e como ovelhas a partir daí, as prendem em currais, proibindo-as ainda que de modo indireto de manter contato ou pesquisar sobre outras linhas de pensamento que podem “desviar” aquele individuo dos caminhos do senhor (não seria dos caminhos da igreja?). Um líder religioso que tem apenas um ser invisível para oferecer para uma sociedade é tão útil quanto um abridor de garrafas numa sala de fumantes, ou tão atual quanto um disco de vinil para um aparelho que só tem entrada USB. Esses caras devem ser repaginados ou revisados um por um. Os que ainda se envolvem em projetos sociais, ou lutam por alguma causa do mundo real ainda servem para alguma coisa. Os que manipulam apenas a ideia dos seres metafísicos, devem ser extintos, substituídos ou readaptados para realmente produzir algo útil a sociedade.
      Por que líderes religiosos comum, temem tanto que seus seguidores estudem filosofia, arqueologia, antropologia, sociologia, biologia, teologia não congregacional ou qualquer conhecimento cientifico que faça com que um sujeito perca o medo do inferno, das lideranças, ou que descubram como funciona a vida e as estruturas sociais longe das cercas dos currais da igreja?
      Por que tanto medo que as pessoas sejam facilmente desviadas, já que tem toda certeza que só falam a verdade e que seus “filhinhos” foram bem nutridos pelo leite da salvação esguichado diretamente na cara dos fieis pelos pregadores escolhidos a dedos para perpetuar tal linha de pensamento?
     Por que esses líderes temem que seus membros pesquisem sobre o passado do próprio cristianismo? O que será que tem de tão feio nessa história? Só coisas boas aconteceram, já que deus só faz o bem, e todos que são cheios de deus também só fazem o bem...não sei por que o medo de conhecer o próprio passado. Aposto que os fiéis pesquisando sua história, só iriam encontrar belas historias, iguaizinhas a da própria bíblia. Só coisa boa...só história que falam das “grandezas de deus”... Dava até pra montar um segundo livro sagrado só com a história da igreja...
       Por que esses líderes temem que os liderados pesquisem a fundo inclusive a própria bíblia, mas vendem literaturas prontas, escolhida a dedo apenas partes da bíblia que reforcem apenas o ponto de vista deles? Toda bíblia é sagrada, ou apenas algumas partes dela? O restante da bíblia é inválida? Por que usam apenas 5% da bíblia, negam o restante e dizem acreditar que toda a bíblia foi inspirada por deus? São cientes da própria incoerência ou são grandes mentirosos?
      Por que a regra áurea desses grupos é crer e obedecer ao invés de pesquisar, conhecer e evoluir? Deus é ante evolucionista ou a igreja não passa de um local que estimula dependência química hormonal, causada pelo medo do inferno, do pecado, necessidade de ritos litúrgicos ou desejo de ir para os céus? Deus gosta de loucura ou os líderes religiosos só sobrevivem por que os liderados subsistem sob os anestésicos da fé? Certas igrejas se parecem mais com manicômios...Se você disser que viu um anjo irão te aplaudir, mas se disser que encontrou incoerência entre o que se fala e como se vivem, irão te pôr em uma camisa de força. Então melhor viver no reino encantado do subconsciente coletivo, que ter a ousadia de dizer o que pensa e ser triplamente punido por deus, pelo chefão do grupo e pela membresia em geral que irá dizer que você traiu a fé abandonou a casa de deus.
      Nem todos aguentam tanta pressão! Em nossa sociedade ocidental, você é menos perseguido se vier a assumir que é gay, traficante, viciado ou líder criminoso do que assumir que não acredita no deus cristão, em seus representantes ou no agrupamento simbiótico de pessoas robotizadas chamadas de igreja do senhor. Na nossa sociedade há campanhas para “cura gay”, ou manutenção do pensamento LGBT; programas de recuperação de viciados em álcool ou entorpecentes; para traficantes e criminosos sua “cura” depende apenas de quanto eles podem pagar para ficarem “curados” fora dos presídios; mas para quem não se dobra ao deus cristão e as arrogâncias de seus representantes só existe um destino: INFERNO! Nem os portadores do vírus da AIDS ou um serial killer são tão marginalizados quantos estes seres “diabólicos”. Eles podem contaminar qualquer um com o vírus da razão, e abrir as portas para vários caminhos “infernais” como a liberdade do próprio ser, a perda do medo da culpa por pecados que nunca cometeram, e te dizem que não se faz necessário se dobrar ou temer qualquer imbecil que usando o nome de deus ou um livro de capa preta, ameaçam te mandar para um lugar que só existe na cabeça destes.
      Se fosse para escolher entre ser governado por um político corrupto declarado, causador do mal a todos, e uma pessoa sem religião mas que só faz o bem, adivinhem quem seria eleito no mundo cristão? Nem precisa responder!
     “Por que tudo o que invocar o nome do senhor será salvo”! Pura verdade! Salvo de suas responsabilidades, de suas obrigações, de todo o mal cometido a outro e de seus crimes perante a sociedade! Basta dizer que acredita em deus ou que aceita a jesus e tudo se resolve! Quando aprontar diga que foi o diabo e tudo fica bem! Simples assim! Diga que crer em deus e todos se derretem diante de ti mesmo sendo tudo de ruim que a humanidade poderia produzir. Seja útil socialmente, seja honesto em tudo que faz, e demonstre bondade e justiça em tudo que fizer apesar de afirmar não acreditar em deus nenhum e veja o que acontece! Se puderem irão te fuzilar no paredão!
     Hipócrita deveria ser o segundo nome de quase todo ser que diz acreditar no deus cristão! Praticamente quase que 99% dos que se dizem ser cristãos, não conseguem conciliar o que vivem o que pregam, o que acreditam e como realmente fazem demonstrado por meio de seus relacionamentos pessoais. O que deveria ser uma religião baseado na troca de afeto mutuo com pessoas reais, se tornou um circo de horrores, onde você barganha o tempo inteiro com seres imaginários para não ser mandado pra o inferno, ou com seus representantes para não tornarem mais difícil sua vida, amenizando as pragas lançadas sobre ti, à medida que você paga os tributos regularmente. Quando o cara lá de cima não te pega, o representante dele está bem pertinho aqui pra te ferrar em nome da fé. Pura babaquice! Pura enganação! Pura vadiagem! Se existe um meio de agradarmos a algum tipo de deus superior, esse meio seria cuidando das necessidades uns dos outros, e não enchendo a pança de preguiçoso, as contas bancárias de gananciosos, ou enchendo de luxo, templos para morar um cara que nem sequer corpo físico tem! Santa incoerência!
       Se deus existe e estar inerte concordando com tudo que as pessoas fazem em nome dele, ele não merece nosso respeito por que é igualzinho aos que lhes representam. Se existe e estar caladinho, observando tudo pra castigar os lideres apenas no dia do juízo...melhor nem concluir a fala!
      A grande questão é que se não assumirmos o controle de nossas vidas alguém o fará usando o nome de um ser ou uma ideologia qualquer. Os que realmente nos amam, não tem medo de nossa evolução, antes sim, entendem que por meio de nossa grandeza de espirito, poderemos inclusive iluminar os caminhos daqueles que um dia guiaram os nossos, quando sua própria luz não estiver mais brilhando. Quando perceberes que a ideia de deus é um delírio, use a corda da razão para te puxares de volta a realidade!
    Abaixo a hipocrisia, um brinde a sanidade!
  • As crônicas do Inferno I

    As crônicas do Inferno
    Sociedade Atemporal 
    Por Srta Oliveira 
                      &
          Carry Manson
    Os primordiais
    No início havia apenas sombras e o
    vazio.
     O multiverso era cheio de potencial para a vida, mas permanecia
    deserto.
     Até que um dia uma destas forças
    evoluiu, e então ele nasceu com todo o
    esplendor de um titã. 
    Caos o primeiro ser a existir.
    Ele não era personificado, 
    não era fogo, nem água,
    era apenas uma força magnífica.
    E como para cada força há um
    oposto complementar, quando menos esperou não estava mais sozinho.
    Logo de cada ruína que gerava,
    nascia uma flor.
    Para cada vida destruída, nascia
    um novo ser.
    Era ela que estava ali. A doce e
    perfeita Harmonia.
    No início ele a detestava, 
    pois suas obras eram constantemente embelezadas.
    E ela o odiava, pois sempre tinha que
    consertar as suas falhas universais.
    Por isso certo dia fizeram um acordo:
    “Destruirei o quê quiser naquela direção, e você criará o quê desejar
    naquele espaço.”
    E naturalmente tudo seria perfeito para
    os dois, estavam livres para criar e destruir sem parar.
    No entanto Caos percebeu com o tempo, que logo não haveria mais 
    nada para transformar em pó 
    ou ruína.
    E Harmonia notou que sua criatividade
    diminuíra,  de acordo com o quê criava
    sem razão alguma.
    Eles precisavam um do outro para existir, e quando deram por si estavam
    apaixonados.
    Havia algo encantador nas flores que
    nasciam no deserto.
    E incrivelmente motivador quando toda
    a criação perecia, e tinha de se fazer 
    de novo.
    Por isso logo se tornaram um só, e deste delicioso amor nasceram 7 deuses, que
    deram origem as dimensões conhecidas.
    O Deus Solitário e a Deusa prometida.
    7 Deuses caminhavam pelo multiverso,
    cada um com seu poder, e sua dimensão. 
    Todos estavam felizes, pois de acordo com que cresciam, descobriam também o amor que os gerou. 
    Assim desta união, nasceram os 4 elementos principais. 
    Espírito foi o primeiro que
    surgiu.
    Fogo foi o segundo.
    Ar o terceiro.
    E por fim a Água.
    Sim a Terra, era algo que não existia até
    o momento, e por isso restou um Deus.
    Ao contrário dos outros, este era especial.
    Todos os opostos masculinos eram
    semelhantes ao Caos.
    E os complementares femininos a
    Harmonia.
    O quê gerava um equilíbrio perfeito.
    Mas este Deus solitário não estava feliz,
    e como Caos e Harmonia não tinham
    novos filhos, jamais teria um 
    par.
    Por isso se tornou a força do conhecimento, e seguiu tentando
    criar a parceira perfeita, com
    os remanescentes de seus
    pais.
    Certo dia Harmonia encontrou o filho
    desesperado tentando criar um par,
    e ao ver suas lágrimas negras, levou
    aquele corpo frágil e vazio para
    Caos.
    Ele logo se apaixonou pela criação do
    filho. Ela era como uma parte sua que até então desconhecia, e por isso ele
    e sua amada, derramaram seu poder
    orgástico, sob aquele material 
    estranho.
    Foi então que ela nasceu, 
    a Grande e Majestosa Deusa Terra.
    Ela era diferente dos outros.
    Não era apenas uma energia, tinha um 
    corpo, mas era tão poderosa quanto
    os outros.
    O Deus solitário se apaixonou a primeira vista, mas como tinha passado
    muito tempo no escuro, não demonstrou.
    Harmonia e Caos concordavam com tudo, porém a chegada de Cerridwen mudou isso. Ela era como Caos e por isso ele sempre a protegia.
    Ele a ensinou a caçar, guerrear, a ensinou tudo o que ele sabia e ela se tornou sua melhor guerreira. 
    Nos duelos de treinamento que havia ela sempre ganhava principalmente 
    de seu irmão mais velho Yaweh.
    “Você é mesmo um chorão Yaweh, não aceita perder.”
    “Lógico você é mulher, é uma lástima. Papai não deveria te ensinar a guerrear.”
    “Você esta é com inveja. Você é o protegido da mamãe. O que vai fazer? Vai chorar pra mamãe vai??? ‘
    Toda vez que ela fazia isso, Yaweh
     ardia de raiva por dentro, ele odiava ser desprezado por ela e odiava mais ainda a forma como ela zombava
    dele.
    “Você deveria parar com isso Cerridwen, uma dama não se comporta assim” Disse Harmonia séria, mas serena.
    “Sim mamãe, me desculpe.”
    “ Deixa a menina Harmonia, ela só esta se divertindo. E damas devem sim lutar e não ficar como sonsas em casa.” 
    Disse Caos abraçando a filha.
    O tempo foi passando Cerridwen se tornava mais bela e mais forte, guerreava em nome do pai dela e Yaweh sempre a vigiava de longe. 
    A olhava quando ela tomava banho no riacho, ficava escondido a admirando. Ele a amava, mas odiava este sentimento.
    Até que um dia o inesperado aconteceu durante uma batalha Cerridwen, foi ferida gravemente e Yahwen a salvou, com isso ela passou a ter uma gratidão por ele, mas ele viu uma ótima oportunidade para concretizar seus planos.
    A escuridão e a luz
    O dia do casamento chegou, todos estavam contentes menos a noiva, em seu quarto Cerridwen se preparava, fazia hora, enrolava. Só queria que alguém a matasse, mas infelizmente ninguém fez isso. Ate que ouviu passos atrás de dela era Karlandisht um dos seus irmãos mais velhos, e  mais apegado a ela.” Você parece tão triste!?” “Não quero me casar com ele, tenho nojo dele, a presença dele me da nos nervos. Tento gostar dele, mas não dá. Sinto que nunca irei gostar dele. Sinto que jamais irei amá-lo.”
    “Não pensei assim, um dia vai sentir o amor. Tenha calma.” O casamento parecia uma tortura. Cerridwen mal podia visitar os pais, sempre isolada em seu jardim. Se ele quisesse vê lá ele ia, se não quisesse não ia. Se ele queria beija lá, ela o beijava. Durante muito tempo ela se entristeceu, vivia chorando. Fez de tudo para amá-lo, mas não conseguiu. Até que um certo dia viu um ser no seu jardim. ”O que faz aqui?”
    “Sou Sammael, meu senhor pediu para que lhe trouxesse algo.” 
    “Seu senhor, diga a ele que não quero nada. Diga a ele para me deixar em paz.”
    “Senhora melhor aceitar. Ele é benevolente, misericordioso.” Disse-lhe de maneira automática, pois assim foi treinado.
    “Ele é o que? Nunca foi. Ele é um monstro. Um torturador que sempre quer que acatemos as ordens dele” Disse-lhe furiosa. 
    Os dias foram passando e a amizade entre os dois se fortalecia o anjo estava amando aquele ser, sua amiga de todas as horas como ele dizia. Passou a ir vê-la escondido, já que seu pai não permitia mais. 
    “ Você deve sempre estar equilibrado, sempre de olho no seu adversário.” Disse Cerridwen segurando uma espada. Por um momento só ouviam os barulhos das espadas, Cerridwen estava se divertindo depois de tanto tempo. Adorava a companhia de Sammael, amava tudo nele. Até que em um movimento ele a desarma e a segura  quando seus olhos se encontraram.
    “Você é linda!” Disse-lhe encantado “Ah...Obrigada...” ela tentou dizer, mas sua fala foi interrompida por um beijo de seu amado.
    Naquele instante tudo aconteceu.
    Os dois se amaram, e descobriram ali, que o amor deles era invencível.
    Tempos depois Cerridwen foi se 
    refugiar no reino de sua mãe a 
    procura de abrigo. 
    Estava grávida e não sabia o quê fazer.
    “Essa criança é a marca de seu pecado.”
    “Mas por que mamãe? Porque eu amei outro?” “Este outro é seu filho. Ele nunca te contou? Yahwen não deveria ter esconder assim. Olhe a tragédia que isso gerou.” “Vai ficar aqui, ate o nascimento dessa criança, depois veremos o que fazemos.”
    Naquele momento Cerridwen havia se preparado para dar a luz.
    Estava preocupada, principalmente com seu amado. Não sabia o que fazer.
    Quando a criança nasceu, ela sentiu algo, que nunca havia sentido. A menina era alva, de cabelos ruivos e olhos violetas. Era linda, naquele instante ela sabia que possuía um pequeno ser que precisava dela.
    “mamãe ela é linda!” “Sim querida, ela e igualzinha a você. Ela te puxou Cerridwen”.
    Do lado de fora escutam-se gritos, Yaweh estava furioso. 
    Rapidamente Harmonia entrega a neta a um emissário de Sammael, e Yaweh
     se encontra com Cerridwen.
    “ Aí esta você. Vagabunda. Achou mesmo que eu nunca iria descobrir? Achou mesmo que eu não saberia o que você fez?” “Yaweh calma, por favor, não faça nada com eles, por favor.”
    “Onde esta a criança?” “Não vou te contar. Não vai tocar na minha filha.”
    Ele a agrediu diversas vezes. Harmonia teve medo do filho pela primeira vez, por isso deixou que ele fizesse o que fez. Cerridwen ficou trancada em uma cela na torre norte do céu, sofrendo torturas, abusos. Totalmente sem esperanças.
    O bebê iluminado
    Ela era um bebê quando tudo aconteceu.
    Foi uma surpresa para os pais, e
    para o seu tio.
    “Você precisa protegê-la Miguel.”
    Disse-lhe Samael, e o arcanjo 
    detestou a ideia.
    “Ela é o fruto do pecado de vocês.
    Ela merece o destino que a aguarda.”
    Respondeu-lhe sem pensar duas
    vezes.
    “Ela é muito pequena e inocente.
    Como os querubins. Não pode lhe
    dá as costas assim.” Retrucou, ao
    segurar aquela criaturinha ruiva
    de olhos violetas.
    “Por quê não a escondem no jardim?
    Nosso pai nem vem por aqui mais.” 
    Perguntou o arcanjo, até que o irmão
    lhe deu a menina alada, e ele a
    segurou.
    “Ela é linda.” Disse para o mesmo, ao segurar a criaturinha, que ficou a brincar com o seu cabelo.
    “Exatamente como a mãe dela. Miguel por favor, me ajude a cuidar dela, o jardim não é seguro.” Suplicou
    quase desesperado.
    “Está bem. Está bem. Vou levá-la a minha estufa. Lá é meu canto particular, e ninguém ousaria entrar
    ali.” Disse embrulhando o rostinho
    da pequena. “É um ótimo lugar.
    Assim Yaweh não irá achá-la.” 
    Concordou.
    Infelizmente houve um traidor que descobriu sobre a pequena, e 
    contou ao criador.
    “Uma criança? Que não nasceu adulta?! Como isso é possível!?” Yaweh bradou
    furioso.
    “A culpa é minha senhor.” Samael ergueu a mão, e assumiu a responsabilidade.
    “Samael?! Como ousou ir contra a regra?!” Ele ficou surpreso com a descoberta.
    “Eu me envolvi com um anjo chamado Layla, e ela faleceu no parto.” O pobre
    pai, mentiu para salvar a amada.
    “Não existe nenhuma Layla. Acha que não sei de toda a verdade?! Não me
    subestime.” Disse com raiva o
    criador.
    “Por favor não a machuque. A culpa é
    minha! Fui eu que a procurei!” Berrou
    o pobre brigadeiro, com lágrimas
    na face.
    “Os dois são culpados. E já que gostam tanto daquele mundo sombrio, viverão
    lá para sempre!” O criador retrucou.
    Nenhum dos outros anjos na 
    reunião sabia do quê exatamente 
    se tratava.
    Ninguém tinha coragem de perguntar,
    e por esta razão permaneceram em
    silêncio.
    “A partir de hoje Samael está 
    morto, e agora você será conhecido como Lúcifer a estrela da manhã!” Disse-lhe totalmente transtornado 
    com a traição, e então quebrou
    11 dos seus 12 pares de
    asas.
    “Pois tal como a estrela de dia, você não será visto no mundo celestial.”
    Esclareceu, dando-lhe a 
    sentença.
    “E você Miguel. Meu bravo e poderoso filho. Irá com este traidor, para vigiá-lo e impedi-lo de cometer outra grande
    falha!” Deu a missão para o arcanjo
    , e assim os dois partiram.
    Muitos anjos ficaram insatisfeitos com
     a decisão do criador, estava claro que Lúcifer só tinha cometido o pecado de
    amar, e por isso o seguiram.
    Esta foi a primeira e grande revolução Luciferiana.
    E o nome que deveria ser um sinônimo de vergonha, se tornou motivo de
    orgulho para o caído.
    Outro amor proibido
    O bebê alado levou muitos anos para crescer.
    Mas ao atingir 1500 anos, se tornou uma linda adolescente, que vivia no laboratório do arcanjo.
    “Quando vou poder ir para superfície?” 
    Perguntava animada para o protetor.
    “Nunca e meio.” Respondia-lhe com
    frieza.
    “Mas eu quero muito conhecer este tal céu.” Retrucou fazendo manha.
    “É perigoso. Aqui embaixo, com seus familiares é mais seguro Luciféria.”
    Disse ao continuar a estudar os seus experimentos.
    “Não acho. Para mim, o perigo está em toda parte.” Disse sentando-se a 
    mesa.
    Com o seu vestido branco e curto, 
    bem na frente dele, deixando-o envergonhado.
    “Modos fazem uma dama.” Disse com 
    a face corada, coçando os cabelos
    louros e escuros.
    “Azazel diz que o importante é ser livre.” Rebateu como quem tem 
    razão.
    “Azazel só pode mesmo ser filho de Lúcifer.” Resmungou revirando os
    olhos, com um sorriso.
    Miguel era focado no trabalho, e 
    por mais atraente que Luciféria fosse, ele evitava vê-la com outros olhos,
    pois considerava um pecado
    mortal.
    Luciféria era livre como a mãe, e não
    conhecia termos como “moral” e “bons
    costumes.”
     Miguel tentou fazer dela uma dama,
    mas por mais educada que fosse, ela
    permanecia sendo um espírito
    rebelde.
    “Segure a taça desta forma.” O arcanjo disse, ensinando-a a ter boas maneiras, e como uma jovem deve se portar.
    “Que tal me ensinar como segura uma espada?” Perguntou entediada, imitando-o com exatidão.
    “Damas devem ser inteligentes, e não podem participar de batalhas.” Disse-lhe cortando a carne em seu prato.
    “Damas são chatas. Prefiro ser como a minha mãe.” Retrucou tomando os utensílios da mão dele.
    Miguel nem sequer imaginava, no começo. Mas quando ia para a batalha, o irmão mais velho dela Azazel, a levava para floresta, e tentava lhe ensinar a
    se defender.
    “Lucy. Não é uma dança é uma luta!” 
    Azazel ria, atacando-a com investidas bem violentas. 
    “Eu sei. Deixa de ser trouxa!” Rebatia toda desengonçada.
    Ao vê-la tão imponente, ele movimenta-se rapidamente, e a derruba. 
    Mas quando está para chegar no chão,
    a pega nos braços, e por pouco não
    a beija.
    “Respeite-a garoto. Ela é sua irmã.”
    Diz o arcanjo claramente descontente com aquele gesto carinhoso.
    “Pare de olhar para ela desse jeito querido tio. Ela é sua sobrinha.”
    Diz o anjo rebelde, parado na frente 
    do rival, com um sorriso malicioso, colocando a espada nas costas,
    e partindo.
    “Não tem jeito não é?” o anjo passa 
    a mão nos cabelos, totalmente desconcertado.
    “Eu quero muito lutar. Como a minha mãe. Ela é um exemplo para mim.” A
    jovem se explica, e o anjo cede.
    “Certo. Azazel não conseguirá usar  as suas qualidades.” Diz revirando os olhos.
    Ele não consegue se conter, por mais que tente, o seu ciúme ultrapassa o nível aceitável para um 
    familiar.
    “ A luta dele é selvagem, e você foi educada para ter graça e delicadeza.”  Diz o seu responsável, tentando colocar defeito no método do inimigo.
    “Eu sou frágil, intocável, e toda essa balela. Já vi que não vai me ensinar nada.” A bela lhe dá as costas, furiosa pois por mais que tenha sido cúmplice do seu nascimento, era tão machista
    quanto o pai.
    “Lucy.” Ele agarra seu pulso, e ela o olha com indiferença. 
    “Vou te mostrar que toda a sua graça e delicadeza podem ser mortais.” Sorri, deixando-a bastante animada.
    Miguel era um grande soldado. Esteve nas maiores batalhas, e era uma honra ser treinada por ele.
    Como ele sabia que ela queria muito lutar, a desafiou bastante, e testou
    as suas habilidades, para focarem
    em seus pontos fortes.
    Quanto mais tempo passava com ela, mais percebia seus sentimentos, por isso decidiu deixá-la sob os cuidados
    do irmão.
    “Você está certo” Assume o crime de imediato.
    “Eu sei. Só espero que não a machuque por isso, caso não sinta o mesmo.” Responde Azazel ajeitando
    a besta.
    “Ela sente. Mas isso não importa. É contra minha conduta, e não quero ser castigado por meu pai.” Diz entregando
    algumas coisas afiadas para o seu
    irmão.
    “Sempre o filho de seu pai. Não sei como é meu oponente.” 
    Azazel fala baixo, por mais que goste de Luciféria, é outro que não quer assumir.
    Mas neste caso é porquê não se acha bom o suficiente, para competir o 
    “fabuloso Miguel.”
    “Eu vou embora. Então como sei que você é um dos melhores alunos do meu irmão, quero que prossiga com o treinamento dela” Diz estranhando a reação do seu oponente, e colocando 
    o capuz azul marinho.
    “Ok. Mas isso vai magoá-la bastante.” Tenta ser altruísta, pois só deseja a felicidade de sua amada.
    “É para o bem dela.” O arcanjo se prepara para voar. “O dela ou o seu?”
    Azazel lhe pergunta, e o anjo olha
    para trás, com certo pesar.
    “É, acho que lutar com aquele maricas te fez bem. Uma mulher sabe como ensinar outra!” Diz Azazel percebendo uma melhora nas investidas da 
    ruiva.
    “Você odeia mesmo o Miguel não é?” Diz bloqueando os ataques com a
    sua espada de treinamento.
    “Não. Só acho ele extremamente covarde, e pouco confiável.” Azazel
    responde girando a lâmina, e a
    desarmando.
    “Ele só não faz o meu tipo.” Brinca e 
    lhe entrega a arma, para mais
    uma rodada.
    “Vocês passaram tempo demais juntos.” Diz atacando com ferocidade, mas a bela desvia de cada ataque.
    “Seus golpes são tão previsíveis quanto os dele!” Termina tirando a espada da sua mão, e segurando as duas.
    “Foi um bom treino. Amanhã nos vemos.” A abraça e recolhe o todo o equipamento. A bela continua parada, olhando para a mata e o rio.
    O jovem vai embora. Sentindo-se feliz, pois com a partida do seu rival, teria
    uma chance de se tornar o seu
    pretendente.
    No céu se vê a silhueta de um ser alado, e este desce até a jovem. Ao vê-lo seus
    olhos se iluminam.
    “Luci...Precisamos conversar.” Aquelas palavras a assombram, pois teme o
    pior, já que não tinha o visto o
    dia todo.
    “Azazel acha que temos passado tempo demais juntos.” Ela lhe disse. “Ele acha
    que tenho...sentimentos...Por você”
    Ele respondeu.
    “E você tem?” Ela perguntou. “Isso não importa.” Rebateu em defesa.
    “É seria errado.” Ela retrucou triste, e ele não resistiu e a beijou.
    O primeiro beijo de um amor esperado,
    é inesquecível, e aquele tinha sido o
    melhor beijo de todos.
    Mas ele não quis ir adiante, e preferiu não se comprometer.
    No lugar disso, partiu do jardim sombrio, e evitou vê-la.
    “É errado. Deus não vai me perdoar.”
    Era o quê pensava sempre que se
    pegava a pensar nela.
    Até que um dia não resistiu...
    Na tarde em que voltou ela ficou tão
    feliz, que o desejou por inteiro.
    Entre as folhas secas e a água, ele a
    fez mulher, e com ela conheceu o
    pior e mais delicioso pecado.
    “Eu te amo.” Foi a primeira vez que ele contou a ela, e ela não teve resposta,
    pois tinha realizado o seu sonho.
    Infelizmente nem tudo foram flores,
    e logo deste criminoso amor vieram 
    os derradeiros terremotos.
    O casamento e a queda
    Azazel foi quem os encontrou na floresta.
    Este ficou furioso, pois todas as suas
    esperanças, tinham virado cinzas.
    Miguel não só tinha retornado do nada,
    como agora parecia disposto a ficar
    com a sua amada.
    Sendo assim tudo o quê imaginava para eles, não passava de uma cruel ilusão
    de um apaixonado.
    “Mas no fim de tudo isso filho. Ela será sua. Apenas sua, e ninguém mais irá
    separá-los.” Era o quê se lembrava, ao vê-la adormecida e nua nos braços 
    do maldito soldado.
    O pobre ser de coração partido, não perdeu tempo, e contou tudo a Lúcifer 
    e Cerridwen.
    Ambos ficaram pasmos com a descoberta, e o pai da anjinha foi
    para cima do arcanjo.
    “Era para protegê-la! E não se 
    aproveitar de sua inocência!” Disse
    ao acertar-lhe socos contínuos na
    face.
    “Eu a amo Lúcifer! Não é o quê
    parece!” Berrou ao receber os golpes sem revidar, pois se sentia culpado.
    “Isso não pode ser verdade. Você nunca amou ninguém, a não ser a si mesmo.”
    Disse-lhe entredentes, pois não se esqueceu, que ele contou para o pai, sobre o nascimento da sua filha, e para proteger a si mesmo, fingiu não ter envolvimento algum com o
    caso.
    “Case-se com ela, assuma um compromisso, indo contra o seu pai então.” Disse Cerridwen utilizando 
    uma estratégia que sabia que iria funcionar.
    “Se é o quê é preciso. Tudo bem.” O
    arcanjo respondeu limpando o sangue
    do canto do lábio.
    Mesmo sob as piores condições, Luciféria ficou feliz com a
    união.
    Logo a notícia de um noivado tinha saído do jardim sombrio, e chegado aos
    ouvidos do impiedoso Yaweh.
    “Você foi enviado para conter Lúcifer e
    a filha!” Yaweh urrou em cima do seu
    jovem filho.
    “Eu a amo pai.” Disse com uma voz
    baixa, temendo a represália.
    “Amor? Foi o amor que a trouxe a vida,
    e me fez perder meu trunfo!” Gritou
    ainda mais alto.
    “Esta menina, é uma qualquer como a
    mãe dela. Nunca será ideal para você!
    Só irá machucá-lo!” Falou despertando
     a dúvida no arcanjo.
    “Não importa. É com ela que quero, e
    vou ficar.” Respondeu recuperado
    das incertezas.
    O céu não era o único infeliz com a notícia. No Inferno os pais de Luciféria
    temiam por sua infelicidade.
    “Lúcifer. Eu não pensei que ele aceitaria 
    , me perdoe.” Dizia Cerridwen entre
    lágrimas.
    “Não se preocupe Cerridwen. Eu sei que
    esse casamento não chegará nem no
    Eu aceito.” Respondeu-lhe o amado
    abraçando-a.
    “Papai e mamãe estão chorando por sua causa.” Disse Azazel para a mocinha.
    “Eles não entendem o quê é esse amor...Miguel não vai me machucar, 
    ele me ama.” Disse Luciféria, ainda saltitante pelo futuro.
    “Deixa de ser tonta. Se ele te amasse
    , não esperaria um ultimato para 
    se casar.” Retrucou Azazel.
    “E importa ter esperado tal condição?
    Eu a amo Azazel, e você não é capaz de entender tal sentimento.” Respondeu 
    o arcanjo, abraçando a noiva.
     Azazel não era o único fulo da vida,
    com o relacionamento de Luciféria e Miguel.
    A prima dela Eke, também não tinha 
    muito o quê comemorar.
    Era apaixonada por Miguel desde 
    muito jovem, e saber que ele seria para sempre de Lucy, lhe deixava furiosa.
    Todos estavam contra eles. 
    Mas ainda sim o casal permanecia 
    feliz, e seguiam adiante com o seu
    compromisso.
    A perdição de um caído por nascença.
    Mesmo contra a união, Lúcifer e Cerridwen foram ao templo.
    Lá encontraram Azazel, que após descobrir que era filho de Yaweh
    , tinha partido de casa.
    Foi um belo reencontro, ele parecia ter aceito que Luciféria seria do seu rival,
    e pediu para vê-la.
    “Ela é minha irmã, e já foi minha
    melhor amiga. Preciso mostrar que
    a apoio.” Pediu para Cerridwen,
    e esta lhe concedeu a entrada.
    Luciféria estava mais linda e radiante
    do quê nunca. Azazel ficou encantado
    com aquela visão, mas tentou apagar
    as segundas intenções.
    “O quê faz aqui? Veio dizer mais uma vez, que meu noivo não me ama?!” 
    Perguntou com raiva, colocando o
    véu vermelho.
    “Não. Vim te mostrar que não é com
    Ele, que deve ficar.” Respondeu o
    anjo, e ela gargalhou.
    “Como?” Perguntou com sarcasmo.
    “Vai se arrepender disso. Olhe nos
    meus olhos.” Disse encostando-a
    na parede.
    Ela o olhou, sem realmente vê-lo.
    “Olhe de verdade. Fixe em mim.”
    Disse-lhe com certa força, e 
    ela o fez.
    Ele se aproximou, e a imprensou ali.
    “Se você acha que é contigo que vou ficar, está muito enganado.” Ela se
    defendeu, e ele a beijou.
    No começo aquele toque de lábios
    , a deixou sem reação.
    “O quê está fazendo? Eu sou sua irmã.” Respondeu de olhos fechados, como
    se esperasse por mais.
    “E vai se casar com o nosso tio.” Ele
    rebateu sorridente, e a beijou uma
    segunda vez.
    Deste segundo beijo, veio a retribuição,
    e de tal gesto as coisas foram esquentando.
    O tempo foi passando, e nada da noiva chegar.
    Miguel ficou estarrecido, e Eke se dispôs a consolá-lo.
    A noite...Luciféria o procurou, queria muito lhe explicar porquê não podiam
    ficar juntos.
    “Cometi o adultério.” Disse-lhe sem
    pestanejar. “Azazel apareceu, eu não
    consegui resistir.” Continuou a tagarelar.
    “Miguel...” Ela tentou tocar em seu ombro, mas este se foi sem dizer uma palavra sequer, deixando-a sozinha
    na floresta.
    No dia seguinte...Procurou por Azazel,
    este podia entendê-la neste momento
    tão sombrio, e foi quando descobriu.
    Assim como Yekun, Azazel tinha sido contratado para levá-la a perdição,
    e destruir o coração do arcanjo.
    Amor? Não. Era apenas uma vingança pela constante rejeição, e isso a deixou desolada.
    Outra vez foi atrás de Miguel. Este agora não saia do laboratório.
    “Miguel...” Ao ouvir aquela voz, a imagem dela e Azazel se formou
    na sua mente.
    “Saia daqui.” Disse seco, e voltou
    ao trabalho.
    Ela insistiu, e ele então fechou a 
    porta.
    Por quê Luciféria não foi embora?!
    Por quê continuou ali?!
    No escuro ele a tomou para si,
    Não como sua amada, mas
    sim um objeto.
    Arrancou-lhe o vestido branco,
    e a penetrou como um animal.
    Sua mão cobria a dela.
    Ela chorava sem parar, estava
    sangrando, mas ele continuava
    , saindo e invadindo seu
    corpo.
    Dele nenhuma lágrima caia, as 
    chamas laranjas brilhavam em
    seus olhos.
    Ele não parecia mais um arcanjo,
    mas sim um monstro.
    Uma das bestas que vivera no universo
    , muito antes da existência dos 7 deuses.
    Ela não suportou e desmaiou, mas nem
    por isso ele parou.
    Até que percebeu que ela estava imóvel,
    e caiu no choro, desejando nunca tê-la conhecido.
    Seus olhos violetas se abriram, e ela se arrastou para a saída.
    Com todas as forças que lhe restava,
    correu pela lama, pois não conseguia voar.
    Caiu assim que alcançou um metro de distancia.
    E ele correu para ajudá-la.
    Ela estava tão destruída, 
    Que não tinha vida em seus olhos.
    “Me leva pra casa.” Disse com os
    lábios sujos de sangue escuro.
    Ele acatou seu desejo.
    A destruição de um anjo
    Ao entrar na sala azul, sua mãe estava
    sentada no sofá, inconsolável. 
    “Mamãe se acalme estou bem” Disse
    sentando ao seu lado.
    “Eu preferia que estivesse morta!” A
    linda deusa ruiva berrou.
    “O quê?!” A pobre dama ficou sem
    entender.
    “Eu vi! Eu vi você com meu Leviatã!”
    Cerridwen disse claramente perturbada.
    “Eu não...” Luciféria tentou se defender.
    “Estavam na cama. Aos beijos, sem
    qualquer pudor!” A acusou mais uma
    vez.
    “Eu não estava aqui.” Luciféria continuou a lutar para se provar
    inocente.
    “Não se faça de sonsa. Todo mundo sabe a piranha que é. Traiu seu noivo,
    e dormiu com o próprio irmão!”
    Continuou a atacá-la.
    “Pelo menos nenhum deles era meu filho!” Gritou a dama com desgosto.
    “Eu não sabia que Lúcifer era meu filho quando me apaixonei. Mas você jovem meretriz, tinha noção disso.” Rebateu.
    “Disso e de que Samael é seu pai.” Continuou a tentar lhe ferir.
    “É uma qualquer como Hécate! Dorme
    com todo mundo! E se faz de inocente!”
    Permaneceu a insultá-la.
    “É um erro. Um erro grotesco. Tire-a daqui imediatamente!” Ordenou a
    Miguel, que se sentindo culpado
    tentou intervir.
    “Cerridwen devia ouvi-la. Ela não é culpada. Estava comigo!” Disse escondendo parte dos 
    fatos.
    “Como se eu pudesse acreditar, no 
    anjo que foi traído, e continua com a vagabunda!” Respondeu com total
    frieza.
    “Vem Luciféria. Ela não vai te ouvir.
    Esta entorpecida pelo ódio.” 
    A esta altura a jovem não tinha mais voz, e ao ir embora com o seu agressor
    torceu para aquela ser a única vez.
    “O paraíso” é mesmo o Paraíso?
    “É minha culpa. Fui eu quem armou para você.” Disse Miguel entre lágrimas 
    na carruagem, e a jovem o encarou
    incrédula.
    “O quê mais você fez?” Perguntou com
    total falta de emoção.
    “Eu tinha que te segurar lá. Para Eke ir
    e seduzir o seu pai na sua forma.” Soltou a língua.
    “Então o abuso não fazia parte do plano.” Pressupõe ainda 
    mórbida.
    “Meu pai jamais trairia minha mãe comigo. Nos respeitamos demais para
    Isso.” Resmunga olhando para o céu
    azul marinho.
    “Por isso criamos uma confusão em Aldarin, e o substituímos por um sósia.”
    Continua a confessar, entre lágrimas.
    Se sente pior agora.
    “Se sente culpado por acabar com a minha vida? É tarde.” Diz em tom
    de ironia.
    “Não foi apenas uma traição Miguel.
    Eu realmente sinto algo por Azazel.”
    Diz sem pensar duas vezes.
    “Você deixou de me amar?” Pergunta
    assustado com aquela resposta.
    “Depois do quê fez comigo, não consigo
    te perdoar. Então acho que nunca te
    amei.”
    As últimas três palavras ecoam na cabeça do arcanjo.
    E logo toda a compaixão que tinha tido até ali, se transforma em ódio.
    “Não me ama? Tudo bem. Se achou ruim o quê eu fiz...Imagina o quê
    vai achar quando eles fizerem.”
    Disse jogando-a numa cela suja, cheia de jovens bestas, sedentas por 
    sexo.
    “Nunca te amei.” É a única frase que fica na sua cabeça, ao deixá-la para
    trás.
    Com o olhar sem qualquer sinal de vida, ela encarou o seu destino.
    Nada poderia ser pior que destruir o coração da sua mãe.
    A cada passo deles em sua direção, 
    o calafrio subia a espinha, mas
    estava pronta.
    “Eu vou ser o primeiro, afinal ela está aqui por minha causa!” Disse Azazel, 
    se aproximando da moça.
    “Por favor confie em mim. Tudo o quê farei é para te proteger.” Sussurrou em seu ouvido, e então tirou as suas roupas.
    Ele a olhou preocupado, pedindo permissão para ir adiante, mas para 
    ela nada tinha significado.
    Ele a possuiu na frente de todos, 
     e declarou que seria o seu torturador,
    desta forma nenhum outro anjo veio
    a se aproximar dela.
    “Deve está feliz.” Foram as primeiras palavras após dias de silêncio.
    “Não estou. O quê houve para vim acabar aqui?”  Perguntou assim
    ficaram a sós.
    “Fui expulsa de casa. Porquê minha mãe acha que dormi com meu pai.” Resume com sorriso de tristeza.
    “O quê?!” Azazel fica surpreso. “E no momento em que estava supostamente sendo uma puta, eu estava na verdade sofrendo abusos de Miguel.” Continua
    como se aquilo fosse normal.
    “Miguel fez o quê?!” O anjo ferreiro fica irado com aquela alegação. 
    “Me estuprou.” Responde com um sorriso ainda sem graça.
    “Eu vou matá-lo.” Conclui, e ela gargalha. 
    “Ele é Miguel. Se matá-lo, teu pai 
    acaba contigo. Não seja tolo, eu não valho nada mesmo.” Diz sem se importar com a justiça, ou a falta 
    dela.
    “Ele tem que pagar Lucy!” Diz incrédulo.
    “Ele não tem que pagar nada. Você que causou tudo isso, com a sua vingança infantil!” Rebate, tirando-lhe o manto de herói.
    “Você ainda o defende?” Diz Azazel
    totalmente exasperado. “Devia mesmo ter casado com ele. Pois nasceu para ser submissa.” É o último insulto antes de partir.
    A última batalha antes do Fim. Parte I
    Luciféria e Azazel viviam juntos, 
    desde crianças.
    Eram os melhores amigos, e os
    que guiavam os irmãozinhos
    na traquinagem.
    Foi na adolescência, quando Lucy
    descobriu o amor por Miguel, que
    eles se separaram.
    Pois Azazel detestava o arcanjo,
    por saber que era seu rival.
    Então quando ele cuidou dela na cela,
    esta reviveu os momentos de infância, quando ele cuidava de seus machucados.
    E se perguntou “Quando foi que a nossa amizade se destruiu?” 
    Eles tinham nascido um para o outro,
    tal como Harmonia para o Caos, e por
    isso nem a traição os separou.
    Logo tinham se tornado amigos outra vez, e desta amizade veio o sentimento,
    que sempre esteve ali, mas foi ocultado
    por uma paixão juvenil.
    Ele sempre a amou e tinha consciência
    disso, ela sempre o amou, mas não se
    deixava ver, para não perdê-lo.
    E Miguel soube.
    Furioso por saber que Azazel tomava conta da cela dela, decidiu libertá-la
    e levá-la consigo, para garantir 
    sua infelicidade.
    Mas ela preferiu ficar acorrentada e numa cela, sendo feliz. 
    Do quê partir com o arcanjo, e ser
    destratada para o resto da 
    vida.
    “Você ficou louca? Se ele te amasse.
    Teria te libertado, e levado para longe daqui!” Disse-lhe na porta da cela.
    “Me levaria para onde? Se graças a você e seu pai não tenho um lar!”
    Ela berrou.
    “Ele destruiu sua vida. Se não tivesse dormido com você, hoje tudo seria
    diferente.” Diz com certo pesar.
    “Você também me destruiu, e nem por isso deixei de sentir algo por ti.” São as palavras, que jamais deveriam ser 
    ditas, mas foram.
    O eco da porcelana quebrada, se fez no lugar, e ela viu Azazel partindo para longe.
    Seus passos tentaram alcançá-lo, e o
    arcanjo a seguiu.
    Ao vê-la junto do seu maior inimigo,
    pegou uma prisioneira em seus braços,
    e a beijou do mesmo jeito que beijava
    a anjo, que transtornada com aquilo
    , aceitou a carcerária liberdade.
    Luciféria optou por trair o seu povo, 
    pois queria morrer, e esta era a única forma.
    Azazel era sua última gota de felicidade,
    e tinha sido arrancada dela.
    Miguel detestou mais ainda o ferreiro, e odiou não ser a razão da morte de
    sua única amada.
    Ela fez um acordo com Deus para ser destruída, e mostrando a famosa 
    misericórdia, ele limpou seu
    nome.
    Disse-lhe que Luciféria não existiria mais, e agora seria Nahemah.
    Ela aceitou.
    Todos no céu, achavam que Miguel a tinha perdoado, e a detestavam por
    isso.
    Mas ele na frente dos outros, lhe defendia.
    Quando estavam a sós, ele a humilhava de todas as formas.
    Foi então que aconteceu...Lúcifer soube
    que a filha estava querendo cometer
    suicídio, e preparou as tropas para
    ir resgatá-la.
    Ele e o filho adotivo Azazel discutiram.
    “Acha mesmo que Deus lhe dará algo? Eu era o maior dos anjos, e nem a
    mim, ele poupou! Cresce garoto!” 
    Disse-lhe o caído.
    A dama estava pronta para morrer,
    mas quando o pelotão de Miguel veio até ela, para exterminá-la, esta se
    defendeu, e os matou.
    Miguel ficou furioso com a afronta.
    Achou que a morte dela, era um plano para atrair seus protegidos, e matar
    cada anjo no céu.
    Por isso ele a atacou, e os dois lutaram
    com espadas de luz.
    Ele era um esgrimista nato, e ela uma desastrada, por isso perdeu.
    No entanto quando veio o golpe de misericórdia, uma espada a 
    protegeu.
    Era Azazel, com uma armadura de metal, pronto para acertar as
    contas.
    Miguel sorriu. Estava louco por uma oportunidade de destruir o irmão.
    E o tilintar das espadas se encontrando,
    ecoou por entre as nuvens. Porém não
    foi o suficiente para abafar os gritos
    de dor de Nahemah.
    Ao ouvi-la Azazel e Miguel imediatamente pararam.
    O arcanjo queria vê-la sofrer, e o
    anjo a pegou nos braços.
    Ele a salvou. 
    Ao chegar no Inferno, ele a levou a sagrada fonte de cura, que ficava
    perto do penhasco das almas.
    Ela agradeceu, mas eles discutiram,
    e este foi embora com o rosto vermelho por causa de um tapa.
    Um fiel servo de Cerridwen a viu, e sem saber da verdade, fez o quê achou melhor para a sua senhora.
    A jogou no mundo dos humanos, e esta caiu.
    Aquele mundo, não lhe era tão estranho, já havia o visto antes, em suas viagens dimensionais.
    “Este aqui. Pode ser meu novo lar...
    Mas a verdade é que não quero
    existir.” Disse ao se jogar dentro do
    mar, afundando o punhal de Miguel
    contra o coração, e enfim
    morrendo.
    A tristeza de Cerridwen era grande,
    por saber que a filha tinha feito o quê
    fez, mas foi ainda maior quando 
    o seu irmão lhe contou a 
    verdade.
    Eke tinha ido longe demais, por seu amor doentio.
    Yaweh tinha ultrapassado os limites, 
    por falta de maturidade.
    Miguel já nem devia ser chamado de celestial, diante das atrocidades que cometera.
    Mas Cerridwen só conseguia culpar a si mesma, pela desgraça da filha.
    Onde estaria o pequeno fruto de amor, agora que tinha se tornado parte do
    multiverso?
    O espírito dela estava com Harmonia,
    adormecido, pois a titã não queria 
    acordá-la.
    “Ela não lhe pertence!” Cerridwen dizia
    para a mãe, com raiva e imponência.
    “Do momento em que retornou para mim, sim, ela é minha.” Respondeu-lhe
    a velha e sabia Harmonia.
    “Ela é minha filha! Você não tem direito algum sobre ela!” Continuou a brigar.
    “Ela é essência da minha essência, como você.” Disse ainda segurando o espírito da pequena.
    “Volte, e sirva a Yaweh de acordo para
    o quê foi feita. Sacrifique-se, e sua filha será libertada.” Cerridwen engoliu seco aquelas palavras, mas aceitou a
    condição.
    Como castigo, Yaweh que a criou 
    com a energia dos deuses, lhe tirou todos os poderes.
    “Você não tem serventia para mim.
    Mas terá para a minha criação.” Disse
    ao destruir seu corpo de deusa, e roubar-lhe a chama encantada.
    Assim fez Adão, e para ele deu sua esposa.
    Agora sem poder algum, totalmente regenerada, sem memória, e a
    batizou de Heva-Lilith.
    No início Heva e Adão eram felizes,
    de acordo com a vontade do criador.
    Mas dentro daquela deusa agora
    humana, ainda havia rastros
    de sua vida anterior.
    Por isso na hora das relações sexuais,
    Lilith não se sentia confortável, em
    ficar abaixo de Adão.
    Afinal de contas, de alguma forma
    isso lhe trazia a sensação, de que era
    errado, e que chegava a ser abusivo.
    Mal sabia a bela ruiva, que isto já havia acontecido antes, e pior sem o seu
    consentimento.
    Chorosa ela se sentia confusa, e por isso procurou um canto apenas seu.
    Foi lá que ela o conheceu, ou melhor o
    reencontrou. O seu amante, 
    amado.
    Logo de cara, ficou claro que eles se conheciam de algum lugar.
    O fogo e o desejo os consumiam, e por
    isso se entregaram um ao outro.
    Lilith não sabia quem era, mas Lúcifer
    sabia, e queria resgatá-la, para irem
    salvar também a pequena.
    Ele tentou não parecer um lunático,
    por isso pouco a pouco foi fazendo-a se recordar.
    Mas apenas no momento em que disse o seu nome, é que a bela se recordou
    de todo passado.
    Na sua forma humana, ela era ainda mais rebelde.
    Por isso espantou os 3 anjos com facilidade, e seguiu com seu amado Samael, em busca do espírito de
    Luciféria.
    Com o tempo, embora Harmonia discordasse, Cerridwen tinha feito a sua
    parte, e por isso esta permitiu que a
    bela Luciféria renascesse.
    Infelizmente outra Deusa veio, e desposou Adão.
    Os humanos a conhecem como Eva, ou Heca, ou Aisha.
    Nós a conhecemos como Eke.
    Eke não perdeu a memória quando entrou no plano humano.
    Ela se sujeitou a Adão apenas porquê queria causar ciúmes em Miguel, que
    continuava devastado com a perda
    de Nahemah.
    Notando que este nem sequer a olhava, esta fez uma manobra ousada, e pegou
    o sêmen de Lúcifer, e o colocou no
    próprio útero.
    Se Lilith desconfiasse de outra traição,
    ela ficaria infeliz, e se destruiria.
    Eke só desejava ver o circo pegando fogo, e que a família perfeita de
    Nahemah se desfizesse.
    Tudo o quê era bom e importante para Nahemah, tinha que ser destruído.
    Assim como seu coração foi, por Miguel por causa dela.
    Para a infelicidade de Eke, Lilith a reconheceu, e soube na hora que o filho que carregava na barriga, era um artificio.
    Eke furiosa, teve o pequeno Caim, e o
    jogou para morrer no rio.
    Ele não tinha nenhuma utilidade para o seu plano perverso, por isso podia ser
    descartado.
    Lilith salvou o bebê, e o criou como seu, junto do pequeno Asmodeus.
    Como tinha acabado de tê-lo, havia leite para os dois.
    Lúcifer e ela aguardavam pela volta da filha, acreditavam até que viria outra vez do útero de Lilith.
    Mas a pequena Nahemah, nasceu da descendência Luciferiana de Caim.
    Em homenagem ao seu nome celestial,
    eles a batizaram de Namah. 
    Ao ouvir que sua amada tinha renascido, Miguel e Azazel vieram 
    para a Terra.
    Ambos estavam preparados para lutar pelo coração da jovem outra vez.
    A novidade logo chegou aos céus escuros, e todos os seres da Sirius B, desceram também.
    Dando início ao evento conhecido como a queda dos anjos. 
    Os anjos ficaram encantados com 
    as humanas, e por estas se apaixonaram.
    Diz a lenda que Azazel desceu para ter relações com várias mulheres.
    Mas é uma mentira, ele só queria uma,
    a sua doce e indomável Luciféria.
    Miguel não é citado como um caído, pois este veio para supervisionar a
    baderna.
    Assim dizem. 
    Ele só queria vê-la outra vez.
    Desta vez Azazel foi o primeiro amor de Namah.
    “Você é um anjo?” Perguntou no primeiro encontro.
    “Sim, mas cometi um grande pecado.”
    Respondeu-lhe misterioso e com
    charme.
    “Qual” Perguntou-lhe curiosa.
    “Ter te amado acima de Deus.” 
    Respondeu, deixando-a 
    corada.
    O amor é o motivo de toda perdição.
    Foi por amor que caiu uma nação.
    O amor é perigoso, é saboroso
    Não é algo que te dá paz, mas te
    faz se sentir vivo e seguro.
    Todos os anjos da Sirius B, seguiam
    este lema, por isso não se preocuparam,
    e se envolveram com as filhas dos
    homens.
    Destes amores hediondos, nasceram
    os nephilins. 
    Miguel, Gabriel, e Rafael ficaram assustados com a quantidade de novos humanos, e denunciaram para Yaweh.
    Este com ódio da felicidade dos 
    anjos, então decidiu lavar a 
    terra.
    Para proteger Namah, Miguel a colocou na arca, e roubou a mente de Noé.
    “Você não tem culpa dos pecados de Azazel minha querida.” Disse-lhe ao
    empurrá-la para o barco.
    Namah não entendeu nada. Não tinha lembranças de Miguel, mas sentiu um belo calafrio percorrendo a 
    espinha.
    A última batalha antes do fim. Parte II
    A Terra agora era um campo de batalha, após a última investida de Yaweh. Todos os anjos estavam furiosos pela perda de seus filhos e amadas, e
    por isso declararam guerra ao
    céu.
    Azazel não sabia do paradeiro de Namah, por isso acreditou que esta teria falecido com sua filha dentro
    da barriga, e entrou na guerra.
    Yaweh foi atacado com lanças e luz,
    seus anjos lutaram contra os anjos
    de Lúcifer.
    Sangue inocente tinha sido derramado,
    os filhos não tinham culpa do pecado
    dos pais!
    Caos estava agindo como nunca, pois achava que o filho estava fora de
    controle.
    Sem mais o quê fazer ele o trouxe.
    O irmão gêmeo de Samael. 
    Bael o senhor dos raios.
    O implacável, o destruidor, o mentiroso, o ilusório.
    Era a sua última saída para acabar com a guerra, que estava favorecendo o
    seu inimigo.
    Por isso lhe deu a chama de Zebub.
    Um poder que nem ele podia conter, pois esta pequena chama, era uma importante parte de Caos.
    Era a sua última alternativa, e Bael abraçou aquele poder com todo
    o seu coração.
    Bael desceu então a Terra, e enviou as 7 pragas do Egito, para desmoralizar os
    templos dos anjos.
    Tamanho poder era maior até mesmo que o de Lilith e Lúcifer juntos!
    Por isso as tropas dos caídos foram recuando.
    Yaweh comemorou com gosto, estava feliz com a gloriosa vitória.
    Porém quando resolveu tirar a chama de Zebub, Bael se revoltou, e o subjugou.
    Bael não precisava mais de Yaweh, era mais forte que ele, por isso decidiu que seria o novo Deus.
    Mas como quase ninguém sabia da sua existência, ele precisou de um bom peão.
    “Ficarei por trás de você. Te comandarei. Mas o novo Deus sou
    Eu.” Disse para um famoso arcanjo.
    “Eu jamais...” Miguel se recusou de imediato, nunca quis o trono do
    pai.
    “Vi como olha para a humana. Sei do seu passado vergonhoso com ela. Se não o fizer, eu vou destruí-la para
    sempre!” Disse Bael para lhe
    convencer.
    “Eu tenho o poder primordial Mikael.
    Um estalar de dedos, e sua humana, deixa de existir.” Ameaçou-lhe, e o
    Arcanjo aceitou, fingir que seria
    o novo Deus.
    “Meu filho...Seus irmãos te odiarão.”
    Chorou o Deus criador, ao ver o jovem sentando-se ali no trono, e fingindo ter tomado o poder para proteger a sua eterna amada.
    Luciféria agora se chamava Isis, em homenagem a deusa.
    E pouco ou nada se lembrava, caminhava ao lado de Toth, sem saber que eram amantes divinos em outra vida.
    Ele fazia por ela, o mesmo que Lúcifer fez por Lilith. Tentava lhe devolver sua memória, e reascender sua chama 
    genômica.
    Ela pouco entendia, mas era fascinada pelos ensinamentos de Toth-Azazel.
    Até que certo dia despertou, e lembrou-se de tudo, incluindo dos filhos que tivera com Noé, que na verdade eram de Azazel.
    “Eles nasceram, cresceram, e se reproduziram meu amado, antes de voltar para os braços de Harmonia.”
    Disse-lhe com um sorriso, e isto
    trouxe paz ao demônio.
    “O importante é que vocês 3 estavam bem.” Disse-lhe caminhando ao lado
    dela.
    “Infelizmente esta é a nossa última notícia boa. Deus agora é implacável com seu guerreiro Bael, não temos
    chance de vencer.” Disse com
    pesar.
    “Sempre há chance para a justiça, por mais escuro ou claro que pareça.” Lhe respondeu olhando para o céu.
    “Nahemah.” Disse-lhe o sopro no ouvido, e então Miguel apareceu para ela, acima das montanhas, usando a coroa de um Deus.
    “É Isis na verdade.” Respondeu com
    indiferença. “Pra mim sempre será Nahemah ou Luciféria.” Disse sorrindo sem  jeito.
    “O quê queres anjo ?” Disse com certo desprezo.  “Meu pai é culpado por muitas tragédias, mas não é ele quem está causando estas.” Disse sem
    pensar duas vezes.
    “São semelhantes.” Retrucou com total indiferença.
    “Não são. Ele ama os humanos, não mataria crianças pequenas, apenas porquê um servo pediu.” Respondeu-lhe tentando defender o todo poderoso.
    “Ele matou milhares de nephilins.” Rebate sem acreditar na salvação.
    “Não eram puros.”  Miguel continua
    apreensivo. “Eram bebês!” Ela grita.
    “O sangue estava manchado. Não
    eram humanos, nem demônios eram
    aberrações!” Outra  justificativa 
    barata. “Já chega! Não importa quem está no poder agora! É tão injusto quanto seu pai!” Urra horrorizada com a forma como ele trata os demônios
    mirins. “Nahemah...” Ele tenta falar.
    “É Isis. Como a Deusa.” O corrige friamente.
    “Isis. Não se trata do meu pai mais.
    Bael quer mais poder, ele quer está acima do bem e do mal.” Conta-lhe
    com certo medo.
    “Precisamos unir forças.” Implora segurando-lhe as mãos delicadas. “Nunca me uniria você.” Responde
    deixando-o para trás. 
    “Mas a informação foi útil. Obrigado
    querido tio.”  Diz ao se retirar, e o deixa exasperado. Detestava ser chamado de tio por ela, porquê isso lhe trazia culpa,
    e demonstrava que ela não o queria
    mais.
    “Grande deusa Nuit.” A chamou. “Sabes que é minha filha. Não deve se ajoelhar para mim” Disse-lhe a deusa.
    “Prefiro desta forma ó grande Nuit, deusa soturna.” Responde com sarcasmo.
    “O quê deseja?” Lilith revira os olhos.
    “Um anjo veio até mim, e me contou que o tal Bael agora reina no céu.” Disse evitando o contato.
    “E o quê isso tem a ver conosco?!”
    Lilith exclamou sem entender.
    “Bael está sedento por poder, e segundo o anjo, ele quer o Inferno
    também.” Respondeu-lhe com 
    um pouco de indiferença.
    “Isso não é possível. Bael e seu pai tem caminhado juntos, são grandes amigos, e odeiam Yaweh, até fundaram a ordem de BAAL com seus filhos.” Lilith parece desacreditar da informação.
    “Qual foi o anjo?” Lilith pergunta desconfiada.
    “Miguel. Meu anjo da guarda.” Isis gargalha, e Lilith permanece 
    séria.
    “Miguel não mentiria para você. O passado tem um peso grande entre vocês. Vou averiguar isso” A deusa
    desapareceu do templo, e a jovem
    fez um sinal de reverência.
    “Então Miguel continua a te procurar...” Toth brinca realizando um feitiço. 
    “É...Mas é estranho. Não é como você,
    é como se nunca o tivesse o conhecido, e o odiasse mais que tudo.” Responde
    sentando-se a mesa.
    “Ainda tem sentimentos por ele. Sempre vai ter. Resta saber se o quê sente por mim é maior” Diz com total serenidade. Azazel era maduro, apesar de ser seus surtos de juventude, ainda era mais
    confiável que Miguel.
    “É claro que é. Já disse nem conheço aquele anjo.” Isis responde de imediato, e Toth ri. “Será mesmo?” É o quê pensa
    ao analisar o seu invento, uma esfera
    negra móvel, com anéis envolta.
    Lilith entra na sala em forma de coruja, e caminha até os dois jovens. 
    “Atrapalho?” Disse com um sorriso, e eles disseram que não.
    “Miguel estava certo. Notei nas conversas de Bael, insinuações de que anseia roubar o Inferno.” Lilith dá as notícias.
    “E o quê podemos fazer para impedir?”
    Azazel prontamente se mostrou para a batalha. 
    “Devemos reunir o conselho secreto.”
    Lilith fala porém nenhum dos 2 anjos entende o código.
    “O conselho secreto, é uma reunião entre deuses celestiais e infernais, com os titãs primordiais, para impedir uma catástrofe universal.” Explica-lhes e
    ambos esperam por mais informações.
    “Lúcifer e eu, não podemos presidir o conselho, pois somos oficialmente os aliados de  Bael. Mas você e Azazel
    podem, pois ambos renunciaram
    a coroa.” Lilith lhes dá uma luz, e os dois rapidamente recusam a proposta, porém a 00:00 do mundo humano, eles atravessam o portal, e vão para o Conselho Secreto.
    “Todos que estão aqui, se encontram sob o regimento do Conselho. Portanto as brigas de Luz e Trevas devem ser esquecidas, por um único objetivo,
    a nossa preservação.” Diz Harmonia sentando-se entre as árvores que parecem um trono.
    Para surpresa do jovem casal infernal,
    Miguel é quem fica no lugar do pai, e este evita encará-los, pois não deseja brigar, nem trocar farpas.
    “Existe um terrível rumor de que Deus foi destronado.” Inicia Harmonia.
    “Não é rumor, vovó Harmonia. Estou aqui para provar que é verdade.” Miguel então retira uma esfera do bolso, e dela saem imagens holográficas , na qual Bael lhe diz algo, e este se vê
    obrigado a fazer o quê ele quer.
    “Meu filho. Suas provas o incriminam.”
    Harmonia diz assistindo as imagens. “Não! Ele me obrigou!”  Miguel se defende, e Isis ri.
    “O quê ele lhe disse? Que Apep ia te pegar?!” Isis diz em tom infantilizado.
    “Não. Que ele te mataria se eu não o  fizesse.” Miguel fica cabisbaixo, pois sabe que não receberá gratidão.
    “Você não é meu marido. Se eu tiver de morrer por esta causa, eu vou. Não preciso de sua proteção.” Retruca com total ingratidão, e Miguel sorri com
    raiva.
    “Já chega vocês dois. Briga de casal não tem espaço nesta reunião. O problema aqui é maior que um romance que não
    deu certo.” A velha Harmonia, caracterizada com anos humanos diz.
    “Prossiga Miguel.” A anciã passa a palavra para o arcanjo, que olha com mágoa para a amada.
    “Bael não quer ser o Deus do Céu. Ele quer a Terra. O Inferno. Tudo!” Chega ao ponto principal.
    “Isso é muito grave! Bael está com a chama de Caos! Ele tem poder para ter esse tudo!” Harmonia entre em 
    pânico.
    “Sim, por isso sugiro uma união de forças opostas.” Miguel põe as cartas na mesa, e Azazel e Isis trocam 
    olhares.
    “Se for pela preservação de nosso povo.
    Nós aceitamos. Nos unir. A eles.” Isis responde de má vontade.
    “Eu irei conversar com a alta hierarquia infernal, e descobrirei quem serão os
    nossos aliados.” Azazel com sua mente estrategista, logo percebe que haverão
    traidores, por isso se dispõe a tirar isso
    a limpo.
    “Vou usar meu poder de Deus para conseguir mais aliados.” Miguel diz para os outros.
    “Eu vou ficar calada e observar.” Isis brinca, e Miguel sorri mas é o único.
    “Vou convocar meus melhores dragões, e irei até o reino da minha mãe, para conseguir bestas celestiais.” Revira os olhos, e assume um posto.
    “Ótimo. Estamos todos entendidos.
    Mas para evitar problemas diplomáticos, preparem suas armas
    silenciosamente.” Harmonia termina a reunião e os tronos somem.
    Findado o encontro, Miguel e Isis discutem, e Azazel se retira alegando
    que eles tem muito o quê conversar.
    Ao amanhecer Isis convoca sua mãe para uma reunião, e pede-lhe para entrar nos mundos de Tiamat.
    Azazel inicia um evento entre os demônios da mais alta patente do
    Inferno, e os analisa friamente.
    Miguel tenta evitar Bael, e o engana com visões falsas do futuro, onde ele é o Deus vencedor, e todos caem em ruínas.
    Naquela noite houve uma reunião...
    Bael estava com um enorme sorriso, e
    Lilith o observava com cautela, enquanto Lúcifer aparentava está
    despreocupado.
    “É claro que o Inferno é imbatível. Fez um excelente trabalho aqui irmão.” Disse Bael extremamente maravilhado
    com as terras sombrias.
    “Há regras que servem para sobreviver,
    e não são abusivas como as de Yaweh. É
    um sistema realmente perfeito.” Disse
    elogiando a gestão do reino.
    “Nossos filhos, e irmãos de guerra fazem sua parte direito. Por isso Bael que estas terras são tão perfeitas.”
    Lilith disse com um sorriso, mas Bael a ignorou, pois para ele as mulheres não podiam ter voz.
    “Estou vendo.” Disse-lhe com indiferença, e notando o incômodo da
    esposa, Lúcifer a encarou, e os dois
    inventaram uma desculpa para
    ficarem a sós.
    “Não se sente nada confortável com Bael não é?” Perguntou-lhe ao abraça-la por trás, sentindo o calor do seu 
    corpo quente e nu, sob o veludo
    vermelho.
    “Fora o fato de ser tão idiota quanto o seu pai. As crianças me contaram que ele quer o inferno.” Responde-lhe com
    um sorriso de prazer, e depois a sua
    expressão muda.
    “E como Luciféria saberia, se só conseguiu recuperar as memórias?” 
    Lúcifer logo percebe a fonte da informação, e a acaricia.
    “Como sabe que...?” Lilith nem termina, e seu amado lhe dá um beijo no pescoço.
    “Ela é a sua favorita, e também é a minha. Sempre será a primeira que nós
    vamos ouvir.” Respondeu, e a demônia
    girou, e o jogou nas almofadas, o
    fazendo sorrir.
    “Eu amo todos os meus filhos Lúcifer.” Lhe disse arrancando-lhe suspiros intensos.
    “Mas a Luciféria é a sua especial.” Lhe respondeu tentando respirar, pois a
    Rainha do Inferno, sabia bem 
    o quê fazia.
    “Calado.” Ordena pressionando-se contra o corpo dele, e deixando-o
    mais alegre.
    “Quem disse esta sandice do meu
     irmão para a Luciféria ?” Pergunta-lhe agarrando-a, e jogando-a nas almofadas.
    “O anjo da guarda dela.” Lilith também brincou, e ele a puxou, sentando-a entre as suas pernas.
    “Miguel é um traidor. Por causa dele, ela quase morreu quando era um bebê, e se matou na adolescência.” Diz sério,
    abraçando-a, e beijando-lhe o pescoço.
    Não é a toa que eram conhecidos 
    como o casal da luxúria, até para conversar sobre os assuntos sérios, 
    eles ficavam na “cama”.
    “Eu sei. Mas é inegável que a ama.
    Ele mudou bastante depois que a viu morrer.” Lilith tenta convencer ao marido. 
    “Miguel não ama ninguém. Só ao meu pai. Deve ter sofrido abusos na infância para ser tão apegado ao tirano.” Lúcifer se mostra descontente, e ignora o
    aviso.
    Infelizmente para o imperador, o aviso do celestial era real, e num dia qualquer
    houve o desastre.
    49 dos 72 demônios mais poderosos, 
    se voltaram contra Lúcifer e seus aliados.
    “Regras. Quem precisa delas?” 
    Diziam em coro, ao amarrar e amordaçar os demônios
    machos.
    Como acreditavam que as fêmeas 
    não representavam perigo algum, 
    as deixaram livres.
    Lilith correu para fora do inferno, levando suas 2 outras irmãs, e
    alguns sobreviventes.
    “Me diz que fez algo Luciféria!”
    Lilith berra em desespero, e a moça abre um portal para Tiamat.
    “Eu chamei eles para nos ajudar.”
    Luciféria chama os seus amigos gigantescos, 
    e as bestas caminham lentamente 
    para fora.
    “Se nem eles tiverem forças para derrotar Bael estamos perdidos.” 
    Lilith diz, e saca a espada para lutar contra os 49 traidores da causa.
    Luciféria monta em seu dragão azul acinzentado Graham, e parte  para a batalha, pronta para resgatar os
    irmãos e os menores.
    Após algumas horas...A princesa demônio, volta na sua forma humana,
    está exausta depois de prestar os
    primeiros socorros.
    “Nahemah.” Diz o arcanjo Miguel com
    tristeza, e se aproxima dela.
    Más notícias estavam a caminho, e ela sabia, por isso desceu do seu animal, 
    e correu até ele.
    Este tentou segurar sua mão, lhe dá
    apoio. No entanto quando ela viu o seu
    amado jogado numa maca, correu 
    para os seus braços.
    “Azazel!” Berrou ao ver as profundas 
    marcas no corpo do seu anjo demoníaco.
    “O quê você fez?!” Ela salta no pescoço
    do anjo, tentando enforcá-lo como
    se fosse mortal.
    “Se acalma.” O arcanjo disse com frieza, tentando não sentir a palma quente 
    dela em seu corpo.
    “Você o deixou a beira da morte!” Urra com lágrimas descendo pela face.
    “Eu não fiz nada. Esse idiota quis enfrentar Bael, e se não chego a tempo não estaria aqui.” Responde com 
    total compostura.
    “Luciféria...” Sussurrou o demônio ferido, e a bela se soltou dos braços do ser angelical, para se ajoelhar ao 
    lado dele.
    “Achou que apenas esse babaca faria de tudo para te proteger?” Riu e tossiu logo em seguida.
    “Isso foi idiota Azazel. Eu não quero que ninguém me proteja!” Diz chorando e
    beijando a mão do primeiro 
    sátiro.
    “Mas eu sempre vou. Não importa 
    se está comigo ou com ele. Você sempre
    será minha protegida.” Diz com uma
    voz rouca.
    “Faça ela feliz...Tem 500 anos antes 
    de voltar.” São suas últimas palavras
    antes de partir. 
    Ao ouvir aquilo a moça fica em pânico, e o anjo sem palavras. 
    Lilith observa tudo, e acata a vontade do filho. Colocando as mãos nas
    costas do casal.
    “Nahemah você está bem?” O anjo diz mais preocupado com o estado dela,
    do quê com a oportunidade.
    “Não.” É a única coisa que sai da sua boca, antes de voltar para o campo
    de batalha.
    Agora era como não ter nada a perder,
    por isso montou em Graham, e foi
    para o centro da luta.
    “Bael!” Gritou com fúria, erguendo a sua espada, enquanto o dragão seguia até ele. 
    Ao ver que ela estava prestes a cometer suicídio, o arcanjo entrou em pânico,
    e voou tirando-a dali.
    “Você enlouqueceu?!” O arcanjo 
    berra, ao chegar no deserto.
    “Responde!” Diz chacoalhando-a
    , mas ela está sem reação.
    “Ele vai voltar daqui há 500 anos. Não é para sempre!” Grita-lhe, tentando lhe
    fazer agir, mas esta fica a 
    chorar.
    “Por favor. Eu não quero te perder de novo. Não me importo se não ficarmos
    juntos, só não quero, não ter a chance
    de pelo menos tentar.” Diz entre 
    lágrimas, segurando as 
    suas mãos.
    Ao ver o desespero do arcanjo, 
    Lúcifer percebe que há sentimento
    da parte dele pela pequena.
    “Lilith não cansa de está certa?” Ele 
    ri seguindo na forma de um gigantesco dragão ocidental, tentando se libertar
    da prisão em que Bael lhe colocou.
    A última batalha antes do fim. Parte III
    As tropas de Lilith e Nahemah 
    seguem adiante.
    Sangue cai na areia, e o som do encontro dos metais ecoa.
    A princesa demônio está montada
    no seu dragão, acompanhada por
    Cérberos, e sua hidra de 
    estimação.
    A imperatriz infernal, está na 
    forma de uma gigantesca besta draconiana.
    De tortuoso corpo ocidental, com espinhos saindo de sua
    face.
    Ela é bela, porém por ser uma 
    deusa, pode tomar qualquer forma
    , incluindo a dos maiores pesadelos
    do inimigo.
    “Vamos para o norte.” Diz Lilith  
    com toda a grandeza de Tiamat, indo em direção ao abismo, junto das demônias guerreiras.
    “Está bem.” Nahemah aceita a ordem,
    e da a direção para as feras.
    Elas encontram uma gigantesca esfera,
    que parece um globo de vidro.
    Lilith vê Lúcifer preso no fundo, e logo
    ataca a barreira, cuspindo bolas 
    de energia.
    Ela precisa tirá-lo dali.
    Ele é o seu amado, sua vida, sua paixão.
    Percebendo que sua consorte quer libertá-lo.
    Lúcifer também tenta destruir aquele
    bloqueio.
    No entanto sozinhos não são páreos para tal força.
    Notando que seus pais precisavam de
    ajuda. Nahemah ordena que os dragões
    , ataquem a barreira em sincronia com
    a sua mãe.
    Ao ver todas as feras, as guerreiras 
    Infernais, usam os seus dons. Unindo
    as forças, elas criam uma rachadura
    , e eles usam todo o vigor para 
    quebrá-la.
    Ao destruir aquele muro mágico, os demônios correm para as suas amadas, e ficam felizes, pela regra de Lilith existir.
    Já que sem ela, as moças nem 
    sequer saberiam como usar suas habilidades.
    “Vocês foram brilhantes.” Diz 
    Lúcifer enrolando seu pescoço ao da 
    sua amada, enquanto ficam acima 
    da bela Nahemah.
    Todos os demônios fiéis a Lúcifer 
    e Lilith, se curvam em respeito a eles.
    E os dois se abraçam, pousando em
    cima de Graham.
    Logo Mammon, Caim, Asmodeus, e Solomon, se juntam a família, e
    eles ficam em Graham.
    “Este foi o primeiro passo. Onde está o meu guerreiro equivalente? Onde está Azazel?”Diz Lúcifer notando que o 
    ferreiro não está ali.
    Nahemah não tem palavras, apenas sinaliza em silêncio, negando com lágrimas descendo pela face.
    Lúcifer se enfurece. Embora fosse o 
    Filho de Cerridwen e Yaweh, ele o tinha criado e educado. Foi o primeiro filho
    que conheceu, antes de Lucy.
    Lilith também não estava feliz com a perda, queria assassinar Bael a sangue quente. Mesmo sabendo que não tinha chance, contra aquele que tinha parte
    do poder do seu pai.
    “Vamos destruir Bael.” Lúcifer disse com voz feroz, e Lilith concordou.
    “Nahemah.” Ouviu-se a voz do arcanjo, e a jovem virou-se para trás. Apesar da narrativa, Miguel era o único que lhe chamava por este nome.
    “Eu devo ir. Ele tentou salvar Azazel.”
    Diz caminhando pela fera, e Lúcifer fica de queixo caído. Jamais pensou que o
    arcanjo, pudesse fazer algo que não 
    lhe fosse conveniente.
    “Talvez se o seu pai e o meu se unirem,
    eles podem ter uma chance.” Diz Miguel
    , e a jovem apenas balança a cabeça.
    “Eu irei ajudá-los. Mas não posso entrar diretamente. Bael me destruíria.” Diz
    Harmonia, voando como um 
    fantasma.
    “Então o quê pretende fazer?” Pergunta a garota, sentindo o vento em seus
    cabelos.
    “Te dá a minha chama sagrada.” Diz a grande titã primordial, e o anjo fica
    com os olhos arregalados.
    “Nem pensar! Isso vai matá-la!” o 
    anjo grita, e a dama o encara com indiferença.
    “Não vai. Ela já é quase uma deusa, tal como a mãe. Só precisa deste poder.”
    Diz a velha Harmonia, sorrindo 
    para o jovem.
    “Ela é humana com a descendência de Caim. Ela tem o sangue de Lúcifer, que é filho de Cerridwen, portanto o poder do
    gene, se encontra adormecido nela.”
    Esclarece mas o arcanjo não se
    mostra convencido.
    “Além do mais, se ela não concordar com os meus termos, nunca mais verá o seu amado Azazel. Pois reencarnar ou não, depende apenas de mim.” A sábia anciã ameaça a moça, e seus olhos se
    arregalam.
    “É bem simples. Um favor por outro.
    Vire uma deusa, e escolha o próximo destino do seu parceiro, ou deixe-me escolher, e o mando para o portal.”
    A velha ri com maldade, e a dama congela. O portal era o pior lugar para onde Azazel poderia ser enviado, pois
    lá, tinham diversas criaturas nocivas, até mesmo para os deuses.
    “Aceito.” Nahemah concorda, e o arcanjo fica sem reação.
    “Como sempre fazem tudo pelos seus demônios. É melhor assim Miguel, esta menina tal como a mãe, jamais deve se unir a um celestial.” Harmonia julga
    a atitude da neta.
    “Então aceita o amor dos meus 
    pais?” Nahemah a provoca com sarcasmo.
    “É preferível que anjos e demônios são
    misturem mais.” Harmonia responde.
    O amor de Cerridwen e Lúcifer muito 
     a desagrada.
    Porém nada mais faz para impedi-los, apenas preserva seu querido 
    Yaweh. 
    “Eu não sou meu pai.” Miguel decide
    falar, em vez de apenas acatar a
    vontade da avó.
    Esta o reprimi imediatamente, mas
    ele não reage.
    Isto era preocupante, pois significava que a cópia perfeita de Yaweh, estava 
    a apresentar o defeito da falta de 
    disciplina.
    “Ela não vale a sua queda.” Diz a titã,
    e a jovem desvia o olhar. Já fazia um tempo que o evitava, e  não era 
    agora que iria parar.
    “Vamos ao que importa. Por favor. Como fará de mim uma deusa?” 
    a dama pergunta, desviando o assunto desagradável. 
    “Desta forma.” A criatura enfia um raio no coração da dama. 
    Fazendo seu corpo estourar por dentro, com tanta força que o sangue voa.
    Ela berra desesperada, e Miguel fica pasmo com a atitude da anciã.
    Suas mãos apertam os braços dele, 
    mas ele não a deixa cair no ar.
    “Eu não vou suportar!” Grita ao 
    sentir seu corpo se transformar 
    em energia.
    “Miguel!” É o seu último grito antes de
    explodir, nos braços do príncipe do
    mundo celestial.
    Mas assim como explode se refaz, tal como um Deus, agora é imbatível
    equivalendo-se a  Bael.
    “Agora eu vou matar Bael!” Ruge flutuando no ar, com asas de
    energia.
    “Não. Você vai libertar Yaweh, para que ele e o seu pai o derrotem. Tem apenas a minha chama, e o poder de Caos é
    muito mais destrutivo.” A velha a
    desanima.
    “Está bem. O quê faço?” Questiona, 
    e Harmonia lhe responde “Use sua criatividade. É uma deusa criadora agora”.
    A jovem então imagina o multiverso com milhões de cordas, e que pode manipulá-las.
    Sendo assim todas estas cordas, destinos, devem lhe obedecer, e por 
    isso não demora para achar 
    Yaweh.
    Ao entrar na prisão do avô, este fica surpreso com quem veio resgatá-lo, e não consegue deixar de se sentir mal, por tanto tê-la atormentado.
    “Não vim por você. Nós não somos 
    uma família. Apenas devia um favor a Miguel, ele tentou salvar meu amado.” Diz antes que venha o agradecimento
    do Deus caído, e Miguel dá razão a 
    nova deusa.
    “Preciso conversar com Cerridwen.” É
    a primeira coisa que diz. 
    “Terá tempo para isso. Vamos.” Diz 
    a bela, levando o criador para a liberdade.
    “Você não conseguiu não é?” Deus
    pergunta para o filho, e este ri
    baixinho.
    “Ainda não.” Diz olhando para 
    a criatura voadora, que o observa
    sem entender nada, e segue em
    frente.
    Yaweh e Cerridwen fazem um acordo 
    de ajuda mútua. Ao ouvir que o velho estava de volta, muitos anjos correm
    para servi-lo.
    Como diz o velho ditado. “Um rei nunca perde a sua  majestade.” Haviam os que estranhamente lhe eram gratos, os que gostavam do seu sadismo, e aqueles
    que o amavam acima de tudo.
    O exército de Bael reduziu rapidamente com a chegada de Yaweh, e ao ouvir que a filha o tinha libertado, Lúcifer
    ficou furioso.
    “Você enlouqueceu?! Só porquê o arcanjo mudou pelo que o fez sentir,
    não significa que Yaweh merece uma segunda chance!” Berrou para a
    jovem, que ficou em silêncio.
    “Ele torturou a sua mãe, quase te matou, e ainda destruiu nossa família por séculos. Como pode nos trair desta forma?!” O imperador do Inferno, disse batendo contra a mesa de pedra.
    “Papai eu não tive escolha.” É a sua primeira defesa, antes de pensar em
    outra resposta.
    “O quê? A velha Harmonia te ofereceu a oportunidade, de ser uma semelhante a sua mãe por completo, e você não a
    agarrou? Difícil de acreditar Luciféria Lilith II!” Responde-lhe com sarcasmo.
    “A vovó ameaçou jogar Azazel no portal, se ela não fizesse.” Diz Miguel invadindo o recinto com indiferença, e a bela por mais raiva que sinta deste, lhe agradece em silêncio, arrancando-lhe
    um sorriso.
    “Harmonia fez o quê?! Esta mulher já está passando dos limites!” Lúcifer fica exasperado, e os jovens se encolhem.
    “Oras Lúcifer sua filha é muito fácil de enganar. Jamais atiraria o moleque no portal, ele é o quê mantém ela longe
    do meu neto.” Diz o espectro de 
    uma idosa.
    Ao ouvir aquelas palavras, Luci se sente intrigada, e se retira daquele local. Indo
    para o meio da cidadela, onde observa
    as estrelas, e outra vez manipula as
    cordas do destino.
    “Miguel vai se apaixonar por esta criatura insignificante! Isto não pode acontecer! Ele deve protegê-la,
    e amar a criatura mais perfeita que
    criei para ele, a doce imitação de
    minha amada filha Hécate! ”
    É a mensagem que lhe vem a mente, 
    e então esta induz mais um dos cruéis ataques de Yaweh a Cerridwen, e este a engravida de um bebê, que no futuro se chamaria Azazel, mas nem a primeira sabia a razão disso.
    “ A chegada deste filho, criará um empecilho para o anjo apaixonado. Por ser mais jovem, e ser educado pela  Cerridwen, crescerá um rebelde, e fará
    um par perfeito para esta coisa de
    cabelos vermelhos.” 
    E assim vê-se o início da infância de Nahemah, onde ela e o irmão estavam sempre juntos nas maiores enrascadas, e Miguel apenas os supervisionava.
    Pois para Harmonia, o fato de seu 
    neto conviver com a sua perdição desde cedo, lhe faria vê-la com indiferença.  O quê ela não esperava, era que a moça é que iria despertar o amor pelo arcanjo,
    e não desistiria até conquistá-lo.
    “Nahemah” Ouve a voz do seu primeiro
    amor, vindo por trás dela, e uma lágrima cai.
    “Vá embora.” Diz de imediato, e seus pés que não tocavam o chão, afundam na areia fofa. Todavia o alado não só não parte, como fica a esperar uma resposta.
    “Não é hora, nem o momento.” Diz se preparando para ir, mas o arcanjo pega seu pulso, e nota que sua face está rubra.
    “O quê houve desta vez?” Pergunta-lhe secando suas lágrimas. 
    “Não importa. Apenas fique longe de mim.” Retruca e se afasta tomada pelas sombras da dúvida. Todo o sofrimento não só estava previsto, como foi escrito,
    para favorecer o príncipe sombrio, e
    agora ela se perguntava se o quê sentia
    era real, ou outra obra egoísta de sua
    avó manipuladora.
    “Nah...” Mas antes que prossiga, a bela o silencia com o indicador, o deixando
    confuso.
    “Sei que me chama assim, porquê significa Agradável, e poucas coisas são 
    na sua vida. Mas acho que Eke merece
    este nome mais que eu.” É tudo o quê
    diz antes de partir.
    Miguel fica sem entender nada do quê se passa. Nunca se interessou por Eke, na verdade a achava insuportável, por ser tão submissa, e sem vontade 
    própria.
    Se aquilo era ciúme. Era um ciúme infundado, por isso queria resolver logo
    , já que indicava que a bela ainda tinha sentimentos por ele. Pobre iludido.
    “Nah...Luciféria. Eu não sinto nada por Eke!” Disse o arcanjo, quando a viu atravessando a porta. Por ouvir isso, a jovem não se contém, e esmurra a
    mesa de pedra.
    “Diga para ele querida vovó.” A nova deusa encara a primordial, e esta foge do seu olhar, contudo usando o seu poder, a garota vira-lhe o rosto, forçando-a a olha-la.
    “Diga.” Soa como uma ordem, e os dois anjos mais bravos do céu e do inferno, ficam apreensivos por tamanha
    ousadia.
    “Você e Luciféria não estão juntos por minha causa.” Confessa a anciã, e aquilo não surpreende a ninguém, todos sabiam da sua onipotência gigantesca, e por isso a deusa menor, lhe joga um
    olhar para continuar.
    “Quando soube que Cerridwen tinha se apaixonado por seu próprio filho, temi o quê estava por vim, e quando vi que você se apaixonou pela filha dela, tive de tomar providências.” Prossegue deixando a todos de queixo
    caído.
    “Você não sabia do romance do meu pai com a minha mãe!” Grita-lhe com impetuosidade, e notando o seu grau de estresse, o anjo afasta-se do irmão, para lhe dá algum apoio.
    “Não? Ah deve ter visitado a linha do tempo errada, quando soube que um anjo o levaria a perdição, e mais tarde vi que era ruiva.” A velha ri da ingenuidade da pequena.
    “Eu sabia que ela iria machucá-lo.
    Você nasceu de um casal do perfeito matrimônio, e ela de uma abominação.” Responde olhando 
    para o rapaz, que se mostra também furioso agora.
    “Por isso antes que ela viesse, lhe dei o par ideal, para que vocês não ficassem juntos. Meu filho, Eke é o seu par, não
    Luciféria” Segura as mãos de Miguel
    , e este se solta com repulsa.
    “E o quê nós queríamos? Os sentimentos de cada um? Isso não
    valia de nada?!” Miguel é o segundo a gritar com a sogra do imperador, e este observa este momento, saboreando 
    a revolta contra ela.
    “Azazel realmente me ama? Eu o amo? Ou isto foi só parte do seu plano estúpido?!” A dama diz tremendo-se por completo, tomada pelas 
    lágrimas.
    “Já chega.” Diz Lúcifer silenciando a todos na sala. “Não importa se esta senhora lhe empurrou Azazel. Ele pode ter nascido para atrapalhá-los, mas não
    é obrigado a amar ninguém. Até porquê
    se tem algo que os primordiais não
    conhecem é o amor.” Prossegue tentando acalmar a filha.
    “Você! É tudo sua culpa! Se tivesse aceitado seu posto de soldado, e não se apossasse da coroa de Yaweh, nenhuma
    destas aberrações estariam aqui!” A
    primordial o acusa, e o demônio ri
    de tamanha hipocrisia.
    “É? Então para você o certo, seria deixar Cerridwen nas mãos de Yaweh, ou como Lilith nas mãos de Adão? Sendo humilhada por ambos, sem saber do próprio potencial?!” Urra como um
    leão, e a velha o ignora.
    “Se este é o correto, por quê não?” 
    A velha retruca, e o rei demoníaco ri de novo, claramente ensandecido. No entanto a mão delicada em seu ombro o silencia, é Lilith que se mostra bem
    calma, perante as sandices da
    mãe.
    “Não adianta discutir. Ao menos Yaweh parece entender, então em vez de perder tempo com essa senil, por quê não nos preparamos para deter Bael?”
    Diz com tanta classe e imponência, que todos se curvam perante a ela, menos
    a sua genitora. Sem dizer mais uma palavra, Lúcifer segue sua rainha, e a primordial se vai, deixando apenas o
    casal mal resolvido para trás.
    “Eu tenho que ir.” Luciféria se prepara para partir, porém o arcanjo não a deixa sair.
    “Não me importo com a vontade de Harmonia. Eu amo, e sempre vou amar você, somente você.” Diz em seu ouvido, e aquilo mexe com a sua cabeça, porém antes que aconteça algo, ela se lembra de Azazel, e se esforça para seguir
    para longe.
    “Meu marido acabou de morrer. Seria desrespeitoso.” Diz com a voz fraca, lutando para se soltar, e um sorriso bem saliente, se forma no rosto do arcanjo. “Mais desrespeitoso que ter relações com ele no dia do nosso casamento? Eu acho que não.” Rebate, beijando-a de surpresa, ela tenta resistir, só que não consegue. Seu coração ainda pulsava por ele, mesmo que agora fosse uma pequena parte, e por isso aqueles
    segundos se prolongaram.
    “Chega.” Tem força para empurrá-lo, e este passa a mão nos cabelos sedosos. “Só foi capaz de dizer isso agora?” Brinca fazendo referência ao tempo que passaram, sentindo seus lábios se tocarem.
    “Isso não vai acontecer novamente.” Sai um pouco envergonhada, ajeitando os seus cabelos ruivos, e para o seu azar a prima vê tudo.
    “Beijando a esposa do seu irmão? Nossa Miguel, você já foi mais certinho.” Diz a moça de cabelos negros, exibindo os seus seios enormes para o anjo.
    “Ela teria sido minha esposa, se você não contasse a Azazel onde ela estava no dia do casamento. O quê quer Eke?” 
    O soldado volta para o seu estado natural de desprezo e indiferença.
    “Eu quero você meu doce de abóbora.” Diz ela com voz infantilizada subindo de quatro na mesa de rocha, e o ser alado a ignora. Uma coisa era sensualizar, outra era o baixo nível de Eke.
    “Até mais, e se cobrir um pouco mais não vai te matar.” Diz se retirando do local, e a jovem sopra o cabelo no
    rosto.
    “Ela dorme com o seu irmão no dia do casamento, e fica com você no dia que ele morre, e eu que sou a meretriz?!” A morena provoca, e isto irrita bastante
    o ser celestial.
    “Não ouse sujar o nome dela. As coisas que Nahemah faz, são porquê ela ainda não se decidiu sobre nós 2. Mas assim como eu a beijei, tenho certeza que o idiota do Azazel a seduziu! Ela não
    é como você!” Discursa defendendo a sua amada, e sai do lugar, deixando vilã jovem enraivecida, pois sempre Luciféria, se livra da culpa, e não só é dona de um coração, como de 2 seres bem poderosos. O quê significa que tem chance de reinar no céu, ou no inferno, enquanto ela está fadada aos nobres, que considera os restos da hierarquia satânica.
    “Nahemah é? O quê diria se ela virasse uma prostituta na boca dos homens?” Diz Eke passando a língua entre os dentes, e então toma a forma de Isis, e resolve dormir com os 10 primeiros que encontra no oriente. 
    Fazendo-os espalhar a fama de que Isis da Suméria, era uma vagabunda, que não prestava, e aceitava qualquer coisa por umas moedas de ouro. 
    No entanto quando isto chega aos ouvidos de Miguel, este gargalha, pois agora que Luciféria tinha o dom da manipulação da realidade, podia não só vigiar a inimiga, como também provar suas artimanhas.
    “Vai deixar isto barato?” Diz Miguel ao mergulhar nas linhas do destino, e Luciféria cai no escárnio. 
    “É claro que vou. Meu nome de batismo é Luciféria. Se ela quer sujar Nahemah que vá em frente, mas aguente as consequências mais tarde.” Responde entre risos com o olhar diabólico.
    “Pra mim você sempre vai ser a Nahemah verdadeira.” Diz-lhe meio sem jeito, e a jovem se afasta dele. Tinha lhe dito que o fato não se repetiria, e se dependesse dela, não iria mesmo. 
    Só estavam juntos neste momento, porquê Luciféria e ele ficaram de vigiar as entradas do refúgio.Já que ninguém do inferno quis fazer par com a deusa
    angelical, por ter libertado Yaweh.
    “Foco na missão soldado.” Diz com a voz falha, e este ri da péssima 
    atuação.
    Após alguns anos...Luciféria e o 
    arcanjo, desenvolveram certa amizade, 
    o quê deixava os deuses apreensivos.
    “Seu filho não cansa de avançar em
    uma jovem viúva, não é Yaweh?” 
    Lilith culpa o arcanjo, cruzando os
    braços.
    “Sua filha é que não para de tentar encantar o pobre menino!” Yaweh
    rebate, observando os dois 
    rindo.
    Depois daquele estranho momento 
    na sala, o anjo lhe prometeu que esqueceria o romance, mas não iria
    deixá-la se sentir solitária. Algo que
    veio a calhar, pois depois de “trair
    o Inferno.” Amizade estava fora
    de cogitação.
    “Princesa Luciféria.” Disse-lhe uma 
    das criaturas infernais, e esta lhe deu atenção. “Eu sempre a admirei, mas não acredito que libertou Yaweh, não depois de tudo o quê ele fez.” Falou
    sem pensar duas vezes.
    “Foi por causa do arcanjo?” Pergunta sendo intrometida, e a bela levanta as mãos, pedindo uma pausa. “Não fiz isso por Miguel. Fiz por Azazel, ele é o meu par, e apenas por ele me sacrificaria”
    Respondeu-lhe com um sorriso. Sem saber que aquelas palavras, entravam como uma lança no peito do alado, 
    que apenas se distanciou, evitando por 
    hora aquele pequeno conflito.
    “Não espero que entendam. Mas que no mínimo compreendam, Harmonia faria pior, se eu não o libertasse.” Diz e a tal criatura se transforma na jovem e sedutora Éke Hécate II.
    “Não me importo com os seus atos. Faça o quê quiser, mas alguém que se importa, acabou de ser ferido, e eu estou pronta para consolá-lo” Diz 
    Indo atrás do anjo. 
    De certa forma aquilo lhe preocupa, contudo não considera uma má notícia,
    e por isso em vez de impedir Éke, de ir atrás do seu grande amor, apenas volta a caminhar e supervisionar as tropas
    dos demônios.
    As fofocas voam como moscas, e chegam aos ouvidos de Luciféria, que fica furiosa. “Eu não acredito que de fato chegou a este ponto.” Pensa
    ao ouvir o falatório dos
    guerreiros.
    Como de costume vai para um 
    canto deserto, longe de tudo e de 
    todos. 
    Só que desta vez, arranja companhia, sem sequer desconfiar que está 
    sendo seguida.
    Um ser que segue aos outros, a agarra por trás, e coloca uma lâmina na sua garganta.
    “Quieta princesa, sem nobreza 
    alguma. Primeiro veio o boato de que dormiu com o seu irmão, depois com o próprio pai, e agora beijou seu antigo noivo, no enterro do atual marido” 
    Disse-lhe o ser embrulhado em roupas típicas do calor.
    “É óbvio que gosta muito de coisas carnais, e eu estou louco para lhe dar uma.” Prosseguiu retirando o seu membro, e a jovem gritou sem pensar duas vezes, estava tão assustada com atual situação que se esquecia dos
    poderes.
    “Afaste-se dela.” Disse uma voz no 
    meio da areia, e o arcanjo pousou atrás do demônio abusado.
    “Ela gosta destas coisas.” Mas a criatura repugnante prosseguiu, e 
    ainda passou a mão na pele da 
    garota.
    “Todos sabem o quê você fez com ela, e ainda sim ela caiu nos seus braços.” O provocou. O arcanjo não se conteve, e
    o partiu no meio, derramando sangue
    sobre a princesa que estava em 
    silêncio.
    Após salvar a sua vida, e depois do tempo que passaram juntos, ele achou que poderia acalmá-la, mas quando colocou a mão em seu ombro, ela
    saltou para longe.
    “Eu não vou te machucar.” Disse ao guardar a espada, tentando se aproximar.
    “Fique longe.” Foi o quê conseguiu sussurrar, só que ele não cedeu, e lhe puxou pelo pulso para o seu peito.
    “Você, você não é o herói. É por sua causa, que não, não pude me defender” 
    Disse com os olhos grandes de medo,
    mantendo-se firme para não surtar.
    “Nem eu me perdoo por aquilo Nahemah.” Respondeu-lhe ainda mantendo-a no calor dos seus
    braços.
    Ao vê tal cena Éke surtou, e saiu berrando aos 4 ventos que Miguel tinha matado um demônio inocente, porquê a prima tinha tentado dormir com este, e o pobre agricultor a rejeitou.
    Percebendo o alvoroço, Lilith logo notou que havia algo errado, e abandonou a aula que estava dando, para ir atrás 
    da filha.
    “Luciféria está tudo bem?” Lilith 
    pegou no rosto da jovem, e esta continuava num estado de 
    catatonia.
    Como só encontrou ela e Miguel, logo
    quis acusá-lo de abuso, só que ao ver que a menina não largava a mão dele, e estava coberta de sangue roxo, soube
    que desta vez ele não era o 
    culpado.
    “O quê aconteceu?” Perguntou limpando a face da rebenta, sabendo que algo muito ruim havia acontecido.
    “É minha culpa. Eu a desrespeitei, e agora muitos outros pensam que podem fazer o mesmo, por sermos amigos.” Responde sentindo-se o 
    maior causador dos problemas, e 
    ele era mesmo.
    “Amigos? Você a beijou no mesmo 
    dia que o marido dela morreu!” Gritou Eke, e Lilith lançou um olhar de incredulidade para o rapaz.
    “Como eu disse, eu sou o culpado.” 
    Sorriu sem vontade alguma, apenas pela vergonha de encarar a rainha demônio.
    “Cuide dela. Não a deixe sozinha
    .Eu vou resolver essa situação.” Disse para os dois, e partiu até o marido.
    Eke detestou o fato, de Lilith dá a benção para Miguel resguardar a filha, e por isso foi até a sua avó, e lhe contou tudo, sobre o quanto Luciféria estava atrapalhando o destino, e que não
    abria mão do anjo.
    Para dar-lhe uma lição, e satisfazer o desejo da sua neta favorita, Harmonia então jogou a alma de Azazel no portal,
    e jurou que se Luciféria continuasse a interferir, iria destruí-la também.
    Luciféria após se recuperar do choque, sentiu-se ultrajada com tal afronta. Não foi ela que beijou Miguel, nem era ela que o procurava, porquê tinha que
    pagar e levar Azazel junto?
    Graças a Eke parte das tropas celestiais e infernais que tinham aprendido a conviver, agora lutavam entre si.
    De um lado os demônios acusavam Miguel de assassinato, e do outro os anjos diziam que foi para proteger a garota.
    E isso trazia velhas memórias, do porquê tinham batalhado uns contra 
    os outros anos antes do conflito.
    Tudo estava tomado pelas desavenças,
    como se o inimigo tivesse se infiltrado 
    dentro das colônias, para 
    separá-los.
    “Papai não é justo!” Grita a primeira filha do imperador infernal. “Eu sei minha pequena, mas ainda sim voltou
    a se relacionar com Miguel? Mesmo
    sabendo como terminou?” Diz um
    pouco surpreso com a notícia.
    “Foi apenas um beijo, e nem fui eu que o dei.” Retruca envergonhada, mexendo uma das pernas. “Mas você retribuiu. Senão Éke não contaria a ninguém.” 
    O pai rebate.
    “Filha eu amo você, e quero a sua felicidade. Sua avó é louca, só que sobre você e Miguel, eu concordo com ela, não é para acontecer de novo.” O rei
    lhe dá um sermão, e ouvir aquela frase
    sobre ser melhor evitar, lhe deixa um
    pouco triste.
    “Eu não o beijei. Nem o quero de volta.
    Miguel é só um amigo agora.” Tenta responder. “E será que ele sabe disso?”
    Diz Lilith interrompendo a conversa,
    e pede para o amado se retirar.
    “Luciféria desde que nasceu, sempre fiz o possível e o impossível para que não se magoasse.” Diz Lilith, acariciando a bochecha da filha, como se fosse uma criança.
    “Eu não me importo com Miguel! 
    Aquilo foi um erro! Eu só queria que Azazel estivesse bem, e não naquele portal, cheio de criaturas bizarras, de 
    onde só meu pai voltou!” Berra antes que venha outra lição, sobre a impossibilidade de se relacionar com um celestial. 
    Todavia a rainha que é bastante perceptiva, nota uma certa irritação quando lhe é negada a oportunidade de ter algo com o arcanjo. “Ela ainda não o esqueceu também.” Pensa com os seus sábios olhos de coruja. “Luciféria Lilith II.” Chama-lhe a atenção antes de 
    sair.
    “Você não pode mentir para nós. Nem para si mesma.” Diz encarando-a com calma, porém com seriedade, e a moça passa pela porta da frente. 
    “Você? Não morres cedo.” Diz ao ver
    o arcanjo encostado na porta, mas este não ri da piada, ao contrário dos outros, acha mesmo que Luciféria, só o vê como
    um bom amigo, e apesar de relevar isto
    , não gosta nem um pouco da ideia.
    “Não me afastarei de ti. Sabe-se lá, quantos mais poderão vim.” Responde com frieza, e a bela só o olha sem muito interesse. É quando um belo pardo vem
    ao seu encontro, e a cumprimenta.
    “Olá irmãzinha. Vou ser seu novo guarda. Papai não quer que ande com
    esse cara.” Asmodeus olha com raiva para o arcanjo, pois Azazel era mais
    que seu irmão, era seu melhor
    amigo.
    “Eu tomo minhas próprias decisões.
    Lúcifer não pode me impedir de ficar perto dela.” O arcanjo dá um passo
    a frente, com o peito estufado.
    “Ah posso sim. Ela é minha filha, e 
    eu não a quero com um psicopata como você.” Responde o rei, e os mais novos
    silenciam-se, assustados com esta
    intervenção direta.
    “Eu a salvei, de um dos seus babilônicos.” O arcanjo rebate com um sorriso de vitória. “É, depois de ter feito pior, e ter lhe levado a tirar a própria 
    vida!” O pai diz sem paciência, e notando o conflito, a jovem fica no
    meio dos dois. 
    “Por favor parem. Papai está certo, é melhor ir com Asmodeus, pelo menos desta forma, ninguém pensa coisa
    errada.” Diz indo embora com o irmão, e o arcanjo fica incrédulo, enquanto
    Lúcifer sorri com satisfação.
    A última batalha antes do fim. Parte IV
    Em meio há tantas desavenças, Lilith 
    se posicionou para defender a filha.
    “Eke foi a responsável por tal conflito.
    O demônio Arctus, não é inocente, e todas que o conhecem sabem 
    disso.” Anunciou para a multidão que
    lhe observava atentamente.
    “O único erro de Miguel, foi tê-lo matado tão rápido.” Disse 
    gargalhando.
    “Sabemos que nós somos diferentes.
    Porém são estas diferenças que nos farão vitoriosos na próxima batalha.
    Por isso guardemos as raivas que temos uns dos outro para o inimigo!” Exclamou com ferocidade e todos lhe aplaudiram, contentes por tê-la como
    líder.
    No entanto havia alguém não muito contente em meio a multidão.
    Embora discursasse como a deusa guerreira, a bela não despertava muita confiança em Lúcifer, por isso ele 
    saiu.
    Ao vê-lo partir Luciféria ficou desconfiada, e deixou Asmodeus no canto com uma linda alada, que estava interessada nele. Indo atrás do seu 
    pai de imediato.
    Notando que estava se colocando 
    em risco, o arcanjo foi atrás dos dois, para garantir que ninguém fosse atrás da garota outra vez, sumindo do meio da multidão, sem ser notado até por
    Eke.
    Quando chegou no fundo do deserto, onde não havia mais ninguém, Lúcifer virou furioso pegando-a pelo pescoço, 
    e atirando um raio em Miguel, achando que estavam tentando matá-lo.
    Contudo ao ver que era sua filha e 
    o irmão, baixou a guarda, e os soltou . 
    “Me perdoe Luci. Você não, você mereceu.” Disse para o arcanjo que
    apenas revirou os olhos.
    “O quê está acontecendo?” A dama lhe perguntou, e o pai ficou de cabeça baixa , não sabia como lhe contar, estava se sentindo envergonhado demais para
    falar.
    “Vamos papai diga!” Disse-lhe temerosa sobre o quê estava vindo a acontecer. “É sua mãe. Desde que o Inferno foi invadido, ela não é a mesma.” Responde com 
    tristeza.
    “Estes ataques mexem com a nossa cabeça mesmo. Não deve ser nada.” A jovem tenta acalmá-lo, e este fica um pouco chateado. “Ela tem sido infiel a mim!” Grita para a pequena, e os
    seus olhos crescem.
    “Como assim?” Miguel pergunta desconfiado, entrando na conversa sem ser chamado, mas Lúcifer está tão triste que resolve desabafar. “Oras ela tem se deitado com nossos servos, todas as noites, pelas minhas costas!” Berra
    em tom de fúria, e os dois se entreolham.
    “Não me importo com isso em si. A infidelidade aqui, a traição, é porquê 
    ela não me contou nada, eu tive que descobrir!” Diz com lágrimas douradas descendo pela face, e a filha o 
    abraça.
     “Eu que a fiz minha melhor amiga, 
    e agora ela vem e me apunhala  pelas costas!” Ele retribui o abraço, e a moça olha para Miguel, que fica apenas a
    analisar os fatos.
    “Apesar de achar que traição é comum na sua família, não acho que Lilith está fazendo tal coisa.” Responde o anjo, 
    e a princesa o fulmina com o 
    olhar.
    “Elas não cometem traição, sem haver sentimentos, e não creio que Lilith ame a todos os servos.” Conclui olhando nos
    olhos da dama, que fica desconcertada 
    com tais palavras, mas não desvia
    dele.
    “Há algo errado, e precisamos averiguar sem chamar a atenção.” É
    o quê fala para os infernais. “Então a minha Lilith, não é...?” Lúcifer pergunta voltando a razão, e Miguel ergue uma sobrancelha, indicando um talvez.
    “Deixem comigo. Eu tenho acesso 
    as cordas do destino, posso descobrir o quê está acontecendo.” Luciféria se 
    dispõe a ajudar, e os irmãos 
    concordam.
    A bela se afasta de seus familiares, 
    e vai para um canto silencioso, onde fecha os olhos, e se concentra nas
    linhas do destino de sua 
    mãe.
    Está tudo escuro, uma gosma de 
    plasma pinga no piso. Tudo o quê se houve, é o gotejar da água, que parece ecoar como se fosse dentro de uma 
    caverna.
    Lilith está colada a uma teia de 
    aranha, enrolada como se fosse um casulo, e sempre que as linhas brilham, esta agoniza, e cospe sangue. Há uma
    aranha gigante ali, pronta para lhe
    devorar, mas está a aguardar o
    momento certo.
    “Lúcifer por favor não acredite nela.” É o quê sussurra, como se estivesse num terrível pesadelo, e Luciféria volta a si,
    num suspiro profundo, caindo na 
    areia.
    “Nahemah! Tudo bem?” O arcanjo corre para ajudá-la a se levantar, e a moça o olha com indiferença. “Já disse que é Isis.” O corrige. “Já disse que é Nahemah.” Ele rebate.
    “O quê viu?” Lúcifer aguarda ansiosamente pela resposta. “Mamãe está em apuros.” A menina responde 
    se levantando, e quase desmaia pois
    o lugar, lhe sugou muita energia.
    “Cuidado.” O arcanjo a pega nos braços antes que caia, e esta fica vermelha de vergonha. “Estou bem, não preciso de...” Seus olhos se fecham outra vez, e ela vai para uma outra dimensão, onde se encontra em meio ao deserto, sentindo
    o vento árido em seu rosto.
    “Onde estou?” Pergunta erguendo o
    pulso contra a testa, para se defender
    do ataque do Sahara.
    “E importa?” Responde-lhe uma voz familiar, e ela reconhece como seu pai,
    mas basta ver os olhos negros para
    saber que não se trata dele.
    “Socorro!” Berra desesperada, e acorda no mundo das aranhas. “Luci está tudo bem?” O arcanjo lhe pergunta, e ela
    se solta, afastando-se de todos.
    O sol está raiando, o calor se faz presente, mas a princesa do inferno
    sente muito frio. Com as mãos na cabeça, ela cai no chão arenoso.
    E então uma mulher de cabelos negros,
    e olhos verdes como neon, vem ao seu
    encontro para socorrê-la. 
    “Você está bem?” Perguntou-lhe a moça. “Sim” Respondeu, mas quando sua palma entrou em contato com
    ela, a moça soube quem 
    era.
    “Você é a filha de minha irmã Lilith!
    Como está grande!” Cumprimentou-lhe
    , e a dama ficou confusa, e sem dizer
    nada, a mulher lhe roubou um
    beijo.
    Em vez da saliva comum, saiu um espírito verde da sua boca, que veio a entrar na garganta da jovem, como
    se fosse uma fumaça viva e
    brilhante.
    Após a menina engolir até a última
    molécula da energia, as estranhas veias
    secam, e a mulher vira pó. Ao sentir isso
    na pele, a dama não suporta a força
    em sua carne, e desmaia.
    “O quê é você?” Pergunta-lhe dentro
    da própria mente. “Eu sou você agora, e juntas formamos uma. Mas no futuro só uma restará, com poderes duplicados.”
    Responde-lhe a forma estranha.
    “Não, eu não quero lutar pelo  
    domínio do meu corpo.” Retruca. “Devia ter pensado nisso, antes de se matar.” É o quê rebate, em meio a gargalhadas
    de escárnio.
    “Aaaaah!” Ela grita em desespero, 
    e ao voltar a consciência, procura algo 
    para se cortar. “Não vai funcionar.” Lhe
    diz com confiança, e ela se força a
    vomitar.
    “Não.” Nega com alegria. Ao vê-la 
    se contorcendo, o arcanjo corre para lhe ajudar. “Saia daqui!” Ruge como um leão, e tal como o felino, salta
    para trás.
    “Nahemah? ” Ele pergunta assombrado com a voz demoníaca saiu da garota. A pobre, corre por entre o deserto, em completo desespero.
    “Socorro!” Grita aterrorizada, no 
    meio do nada, e ninguém vem para resgatá-la, pois estava longe, até 
     do quê até os deuses podiam
    alcançar.
    Ao adquirir tamanho poder, ficou
     tão veloz, que ao correr, pulou por
    mais de 5 das 9 dimensões 
    divinas.
    “Pequena criança, você precisa 
    de  ajuda não é?” Disse-lhe um ser, passando a mão em sua cabeça,
    enquanto ela ficava de 
    joelhos.
    “Papai?” Levanta o olhar, e se
    depara com o senhor supremo. “Não,
    é o titio Bael.” Respondeu-lhe com um sorriso, e esta se afastou indo para 
    trás.
    “Fique longe de mim!” Grita como 
    um humano, após ver o demônio. “Seu
    pai, e eu compartilhamos a mesma forma. Não há o quê temer.” Ele
     tenta lhe ajudar, mas ela 
    recusa.
    “Aceite. Tudo ficará bem.” Diz ao
    erguer a mão, e esta se levanta sem
    lhe dá outra oportunidade. “O quê
    queres de mim?” Inquire de
    imediato.
    “Tirar toda esta dor e sofrimento 
    minha pequena.” Responde, e ela ri
    “Em troca de quê?” Questiona de
    imediato, sendo sarcástica.
    “Você receberá fama, glória, e 
    fortuna.” Responde criando a maior
    ilusão de poder. “É tudo o quê sempre quis não é? Isis.” Alega colocando
    um colar de ouro em seu 
    pescoço.
    “Isis, o nome de uma deusa. Mas olhe para você, já foi uma princesa, adorada, respeitada, e amada, e no planeta em que vive agora, não passa de uma
    serva.” O diabo toca na sua
    ferida.
    “Eu sei o quê tem no seu coração. 
    Apesar de aparentemente ser feliz por
    servir os deuses, na verdade gostaria de voltar a ser um deles.” Passa a mão
    em seu ombro, rondando-a como
    uma serpente.
    “Isis. Você pode ter tudo isso 
    outra  vez, basta me entregar a chama da velha. Este poder, só te trará dor, e
    sofrimento, mas em mim será a
    razão do futuro.” Persiste em
    seduzi-la.
    “Um futuro onde todos curvam-se 
    para você? A onde minha posição irá se encaixar?” Pergunta-lhe com ironia. “
    Na imaginação deles, e todas as vezes
    que ouvirem o teu nome e te adorarem
    , você ficará mais forte.” Responde.
    “Sendo real e irreal?” O olha com dúvidas. “Exatamente. Querida aos meus aliados, tudo será permitido. Não
    Importam as regras, pois sou a favor da total liberdade.” Sorri, imaginando todas as atrocidades que irão
    permear o mundo.
    “E os outros?” Pergunta-lhe com 
    total ceticismo. “Eles não merecem esta honra.” É claro e objetivo. “Tem que me prometer, que não os machucará.” 
    Lhe impõe.
    “Suas mortes serão rápidas e silenciosas.” Promete-lhe, e a pega
    nos braços. “O quê está fazendo?” Ela
    pergunta. “Da mesma forma que o
    recebeu, deve transmitir.” Lhe
    esclarece.
    “Certo. Mas se a sua boca encostar
    na minha, eu enlouquecerei de tanto nojo.” Responde. “Eu sou tão belo quanto Lúcifer.” Retruca, sentindo-se
    insultado.
    “Será como beijar o meu pai. Tu Enlouqueceste?!” Grita, e ele tenta abocanhar o ser primordial. Ela lhe
    transmite, evitando o contato bucal, 
    até olhar para a mão deste, e notar 
    que os dedos estão cruzados.
    Sabendo que será enganada, em 
    vez de lhe transmitir o espírito, usa o
    magnetismo, e puxa a essência dele
    para si. Suas veias pulsam sem
    parar, seu corpo parece
    não suportar.
    A regra para receber a chama de Harmonia era clara, ela tinha que ser dada ao próximo, mas a de Caos só
    podia ser tomada, por aqueles que conseguissem dominá-la.
    “O quê está fazendo?!” O demônio
    grita com ela, mas esta continua a se
    manter com os pés firmes, e tenta em
    segundos dominar o Caos, com o
    poder de Harmonia.
    Notando que está sendo roubado, o
    diabo acovardado corre, e a moça cai de joelhos no piso. Ao ver que as suas
    células, estão se desfazendo sem 
    voltar ao normal, ela se
    assusta.
    “Socorro!” Berra ao voltar para 
    frente de Miguel, que a pega em seus braços, com estranheza. Para os seres
    carnais, só haviam se passado alguns segundos, como se ela tivesse se
    telestransportado.
    “Temos que salvar Lilith agora!” Grita
    em desespero, e seus cabelos começam a enegrecer, enquanto a pele empalidece.
    “Luciféria o quê fez?” Lhe pergunta 
    seu pai, e ao ver que o olho da menina está colorido com um violeta quase branco, descobre.
    “Você se encontrou com Bael!” Urra
    claramente furioso com o fato. “Ele, me procurou, mas, eu, disse, não.” Ela tenta responder. “Não, há, tempo.” Segura a mão de seu pai, e do seu tio, e os leva
    para o mundo obscuro.
    Ao chegar lá, se deparam com a 
    pobre rainha aprisionada num casulo, 
    e sem perder tempo, correm para lhe
    tirar dali. Contudo ao dar o próximo
    passo, Luciféria não suporta, e
    desmaia.
    “Vá resgatá-la, eu cuido da Lucy.” 
    Responde o arcanjo, quando o rei dos demônios, vira-se para ver se a filha está bem. O alado pega a jovem no
    colo, e tira seu cabelo do rosto, 
    para ver se está bem.
    “O quê houve Lucy?” Pergunta-lhe o 
    Jovem homem. “Preciso, salvar, todos.”
    Responde, e o agarra pela roupa, lhe beijando de surpresa. Mas não se
    trata de um beijo sentimental, 
    pois o faz de maneira 
    agressiva.
    “O quê foi isso?” O anjo lhe pergunta,
    sem entender porquê a dama o atacou, e antes que diga algo mais, ela o beija
    outra vez. “Retribua” Tenta lhe pedir,
    e este o faz, ainda desconfiado.
    “Nota-se que não está com Azazel 
    não é Luciféria Lilith II?” Diz-lhe sua mãe, saindo de trás de Lúcifer, que
    também não fica feliz com a cena
    , que está vendo.
    “Eu precisava descarregar a energia,
    e a melhor forma foi esta.” Responde e
    o anjo fica espantado. “Eu fui usado?
    Sem piedade?” Diz com o olhar 
    cheio de dor.
    “Não é hora para chorar. Eu estou 
    com a chama do Caos, e a de minha avó Harmonia, acho que não passo de hoje
    .” Mostra os braços, e olha para as
    veias radioativas no seu 
    corpo.
    “Como isso é possível?!” Lilith a questiona, sem entender o quê está havendo. “Bael tentou me seduzir com promessas falsas, e eu arranquei esse poder dele, fingindo ceder a chama.”
    Responde lembrando daquela
    estranha dimensão.
    “Como você tem a chama de Harmonia?” Inquire ainda abalada 
    Pelas revelações do dia. “Há quanto tempo roubaram a sua forma?” Ela
    Fica incrédula.
    “Desde que Belzebu invadiu o 
    Inferno.” Responde de má vontade.
    “E quem descobriu a verdade?” Ela
    pergunta, curiosa para saber a
    quem agradecer.
    “Fui eu.” Miguel dá um passo
    a frente. “Ah ninguém importante.”
    Passa pelo arcanjo, e abraça a
    sua filha.
    “Mamãe adoraria ver a reunião
    entre o filho renegado e a mãe que
    o despreza. Mas não há tempo.” É
    o quê diz, destruindo o clima de
    tensão.
    “O quê quer fazer  agora que tem 
    tais poderes ?” Pergunta desconfiada, e a dama desmaia em seus braços. “Lucy”
    Miguel é o primeiro a reagir com
    preocupação. 
    “Onde estou?” Se pergunta deitada no quê parece ser uma tela vazia, e então se levanta, observando ao redor. 
    Uma silhueta familiar vem ao seu encontro, parece ser o seu pai na forma demoníaca. O quê lhe trás apreensão, 
    pois acredita que é Bael.
    “Papai?” Pergunta desconfiada, 
    então ouve risos piedosos, mas a voz não pertence ao imperador, ou ao inimigo, o quê lhe intriga.
    “Não, mas ficará igualmente feliz ao
    saber” Responde, e o olhar dela brilha.
    Seus passos se tornam velozes, e ela
    se atira nos braços da criatura.
    “Azazel!” Dá um grito jubiloso, e 
    ele a carrega sem problema algum, 
    sentindo-se feliz pela recepção
    tão calorosa.
    “Como isso é possível?! Eu vi a 
    anciã jogar seu períspirito no portal!” Ela pega no rosto do amado. “Sim, 
    e ela o fez.” Esclarece, ainda a
    abraçando.
    “Então?” Questiona mostrando-se confusa. “Lúcifer e eu, já estávamos prontos, para tal eventualidade. Nós
    Já havíamos atravessado a barreira”
    Enfim revela. “Por quê?” Inquire em tom imperativo. 
    “Fora o fato de que era divertido, 
    nós acreditávamos, que nas outras dimensões, haviam materiais para 
    deter Yaweh, de uma vez por 
    todas.” Responde.
    “E para deter Bael?” Pergunta de imediato, e o charmoso demônio só abaixa a cabeça. “Yaweh era só mais 
    um Deus, mas Bael tem o poder do
    nosso avô.” Mostra-se um pouco decepcionado.
    “Então estamos fadados a nos 
    Render a ele?” Volta a interrogá-lo. “Não, se nós separarmos a chama
    de Zebub dele” Lhe dá uma 
    saída.
    “Que bom. Porquê eu consegui.” Ela o surpreende, e o faz sorrir. “Isso explica a aparência nova e soturna. Mas como?” Não consegue deixar de sentir 
    curiosidade.
    “Longa história. Só que em resumo: Ele me fez receber um poder, que acreditou que eu lhe entregaria, para voltar a ser
    reconhecida.” Conta-lhe com
    tristeza.
    “Tocou na sua maior ferida, e você quase lhe entregou, mas no fim se virou contra ele, e conseguiu roubar o poder do seu avô de volta.” Conclui, e ela
    se envergonha por quase 
    cair.
    “Exatamente, e estou amando cada segundo que desfruto com você, mas eu preciso voltar pro outro lado, antes que os poderes extremos do universo, me 
    despedacem, e gerem mais uma dimensão.” Responde se 
    afastando.
    “O quê vai fazer?” Lhe pergunta com
    certa preocupação, pois tal poder iria de fato matá-la para sempre. “Eu não sei,
    só sei que preciso consertar o mundo
    antes que seja tarde demais” Lhe
    diz, e ele a pega pelo 
    pulso.
    “Luciféria, tome cuidado.” Pede-lhe 
    com medo, e esta sorri sem vontade, se
    distanciando dele, até acordar num
    suspiro profundo.
    “Nahemah.” É a primeira palavra 
    que ouve, e já se irrita. “Já disse que é Isis.” Diz acordando num tapete, e olha para os seus pais, que estavam lhe
    esperando aflitos.
    “Precisamos fazer alguma coisa logo.”
    É o quê diz ao acordar, e então a mãe se ajoelha ao seu lado, empurrando o arcanjo para longe.
    “A sua avó deve saber o quê é melhor”
    Responde-lhe, e então a menina grita em desespero, sentindo o raio de Caos saindo do seu corpo. “Idiota. Achou
    mesmo que tinha domado o Caos
    por completo” Ouve-se na
    escuridão.
    E todos se preparam para lutar, mas
    o demônio gargalha, e rouba a menina diante dos seus olhos, tornando-a sua refém ao prendê-la contra o
    peito.
    “Se machucar a minha garotinha, 
    vai se arrepender do dia que saiu da prisão!” É o quê Lúcifer brada, com a saliva de ódio, escorrendo pelos
    lábios.
    “Ora irmãozinho, por quê eu destruiria alguém tão preciosa?” Pergunta-lhe ao tocar no rosto assustado da dama, que não consegue reagir, porquê ele está
    sufocando seu poder, tornando-o
    nulo.
    “Achou que meu propósito era 
    oferecer um pacto?” Pergunta para a jovem, e esta é libertada somente para falar. “Na, não era?” Responde ainda em pânico. “Não, eu queria que me
    sugasse a energia, para ter o total
    controle de você.” Revela.
    “Por, por quê?” Sussurra com a voz fraca, mostrando-se debilitada. “Oras por quê Harmonia fez o quê eu queria, te deu o poder da filha morta, para
    libertar Yaweh.” Continua  a
    falar.
    “O único poder que poderia atravessar o tempo, e tirar toda a minha capacidade.” Sorri, pegando no cabelo da jovem, que era estava ondulado, progredindo para o liso.
    “Mas... você, você disse que a vovó só me entregou a essência, não, não a  chama.”  O contesta, e este 
    gargalha.
    “E você é tão tola que acreditou.” A insulta, ainda atento ao possível ataque 
    que Lilith, Lúcifer, e Miguel planejavam com o olhar. “A mulher que vi...?” Se
    pergunta.
    “Era a Deusa que se foi. Ilusionismo necromântico, seu pai e eu fazíamos na infância, antes de Yaweh me prender, e o torná-lo o favorito.” Se interpõe, e
    a dama olha para o pai.
    “Isso é entre nós dois Bael. Sempre foi
    , achei que o tempo o faria amadurecer, 
    mas vejo que apenas apodreceu.” O 
    ofende, e este ri com escárnio.
    “Que seja. Mas vamos ver como a
     sua amada filha vai se sair no meu lugar!” Responde, e aperta a cabeça
    da menina, gerando uma corrente
    elétrica, que afeta os seus 
    nervos.
    A dama grita desesperada, e quando
    está livre para usar os seus poderes, ele volta a anulá-los. “Solte-a agora!” Grita
    o imperador dos demônios, e o arcanjo
    assisti aquilo, pronto para reagir.
    Só que Lilith pela primeira vez, em 
    um gesto de compaixão, segura no seu
    ombro, impedindo-o de se arriscar. Ele
    é o único dentre os três, que poderia
    servir de agente duplo.
    Já tinha provado que faria qualquer
    coisa por sua filha, e por isso embora ele tenha tentado proteger Azazel, o
    grande traidor, certamente iria 
    lhe chamar de volta.
    Só que se atacasse neste momento,
    iria colocar tudo a perder, e Luciféria não teria nenhum amigo, para lhe
    ajudar a escapar.
    A menina urra e seus olhos sangram
    com tanta intensidade, que o sangue se
    parece com tinta negra. Ela vai para o
    seu próprio inferno, no qual volta
    a reviver o dia que traiu
    Miguel.
    A cada segundo o impacto dele 
    contra o seu corpo, se repete, se iniciando apenas na hora que
    lhe causa dor.
    E desta vez é pior, pois ela sente algo
    dentro do seu corpo, mas vê o arcanjo ao longe, apenas observando tudo
    sem mover um dedo para 
    ajudar.
    Ao olhar para cima, descobre que 
    quem está montado sob as suas costas
    é o próprio Bael, e que seus olhos estão brancos como a luz solar. “Faça o quê
    lhe ordeno” Diz como se comandasse
    alguém.
    Num outro quarto escuro, há uma cortina caída sob a cama, e uma moça
    ruiva como Luciféria, sobe nos lençóis.
    Ela tira as roupas do pai, e se deleita
    em seus braços, fazendo-o lhe
    penetrar.
    “O quê?” Luciféria se  pergunta,
    vendo tal cena, não era sua mãe ali, não chegava nem perto disso. Era uma menininha de 1700 anos, só que ao
    vê-la, sua mãe lhe chamava de
    “Luciféria”.
    “Não! Não sou eu!” Ela esbraveja, horrorizada, tentando escapar do seu torturador, e este sorri deixando-a ali
    estirada, enquanto chama o arcanjo
    , para tomar o seu lugar.
    “Está feito. O coração de Cerridwen
    não será o mesmo, e logo Luciféria será
    destruída meu pai.” Diz o anjo com tanta felicidade, que assusta.
    “Você não falou que a destruíria!”
    Miguel se impõe entre Bael e Yaweh, e o executor se retira, deixando o pai e
    o filho discutirem.
    “Pai por quê fez isso comigo?” 
    A ruiva sussurra, e Yaweh e Miguel correm ao seu encontro, e ambos lhe
    fazem esquecer o ocorrido, dando-lhe
    novas memórias, aquelas que ela
    se lembrava antes.
    “Luciféria nunca mais pisará no meu
    castelo.” Diz uma voz familiar, e agora
    a jovem vê a floresta negra, na qual 
    ocorre um encontro.
    É a sua irmã mais nova, Lilá que está
    conspirando com Bael. E isto faz com a jovem grite, porquê a menina além de
    ter o seu sangue, era a sua melhor
    amiga, e tinha lhe traído.
    “Por quê ela fez isso?! Logo eu que sempre a protegi das represálias de nossa mamãe, e os castigos de
    papai!” Isso lhe atordoa.
    “Por quê!?” Ruge e os fatos se 
    repetem outra vez. Voltando sempre para a traição e o estupro, até que
    ela não suporta. “Por favor!” 
    Ela implora.
    “Por favor Bael faz isso parar!”
     As lágrimas vermelhas escorrem pelo seu rosto, e o deus sorri. “Como desejar.” Diz ele.
    Então todo o pesadelo se desfaz, 
    e se transforma num paraíso perfeito,
    no qual ela e Azazel estão felizes, e
    há um novo deus, o seu pai que
    trás felicidade a todos.
    Os gritos cessam, e ela fica em silêncio.
    Lúcifer observa aquilo com cautela. “O quê fez a Ela?” Pergunta entre dentes.
    “Apenas a mandei para um mundo
    maravilhoso.” Responde, e seus
    olhos ficam sombrios.
    “Luciféria, ataque-os!” Ordena, e os
    olhos da jovem brilham como neon, até carregar duas esferas de energia violeta nas palmas. “Nahemah..Não...” Miguel
    implora, lutando para não reagir, e
    a bela voa na sua direção.
    “Você não vai destruir os meus 
    pais!” Grita enquanto o ataca, mostrando que claramente não está naquela dimensão.
    O soldado, segura seus punhos, mas
     a dama lhe acerta o chute. “Vocês são
    Monstros! Devem ser exterminados!”
    Continua a atacá-lo violentamente,
    com voz de trovão.
    Lilith e Lúcifer se entreolham, e 
    ambos unem forças para atacar Bael. Eles voam na direção do senhor dos
    raios, e aterrissam transformados
    em dragões , só que o ser ri, e
    também muda de
    forma.
    Na forma de um ser com patas de elefante, e o corpo gigantesco, com vários tentáculos do rosto, e asas de morcego. Ao vê-lo, os dragões 
    arrancam-lhe a cabeça.
    Porém este gargalha, e o crânio 
    se refaz. A criatura solta um rugido forte, e os atordoa ao ponto dos 
    seres voltarem a forma 
    humana.
    “Behemoth.” Diz Lúcifer, e o Demônio 
    ri daquilo. “Com todo o poder de Caos e o universo, e você ainda lembra deste nome ridículo.” A criatura caminha,
    cercando-o.
    “Foi como nosso pai o chamou, quando atingiu a sua verdadeira forma irmão.” O eterno rei responde. “De fato, mas
    não altera a questão.” Retruca, e
    o ataca.
    Porém Lilith cria um escudo, e o impede de ser atingido. “Deixará sua mulher, te salvar mesmo?” O provoca, e este ri. “De forma alguma.” Olha para a
    bela, e esta entende o 
    recado.
    “Iremos resolver este problema 
    juntos!” Grita e os dois atacam em
    sincronia, atirando-lhe um raio, no
    meio de um dos 5 corações, que
    rapidamente se regenera.
    “Nahemah.” O arcanjo segura o punho
    da princesa, e bloqueia suas pernas. Ela podia ter grande energia, mas ele foi
    o seu mestre, e sabia como
    pará-la.
    “Vocês são monstros!” Esbraveja, sentindo-se vulnerável. “Acorda...Lucy.”
    O anjo segura-lhe o rosto, enquanto
    prende seus finos pulsos, com 
    a outra mão.
    “Como sabe o meu nome criatura?” 
    Pergunta-lhe claramente assombrada
    com a descoberta. “Porquê não sou um
    demônio.” A imagem do ser horrendo
    desvanece, e ela volta para o tempo
    atual.
    “Para onde me trouxe demônio?!”
    Ela grita, se afastando dele. “Lucy.” O
    ser a agarra. “Este é o mundo real. Não
    o outro.” Ele tenta fazê-la perceber que
    era tudo ilusão. “Do quê está falando?
    Num momento estou em casa, e no
    outro aqui não faz sentido.” É o
    quê lhe fala com desagrado.
    “Aquele lugar não é a sua casa.” Ele lhe responde. “É claro que é. É o lugar que o meu avô cedeu ao meu pai, depois de o perdoar por seus pecados.” Ela mostra
    está distante da realidade.
    “O quê? Não! Yaweh nunca perdoo
    Lúcifer! E por isso você sofreu, e eu tive
    parte no seu sofrimento.” O pobre se
    esforça para fazê-la lembrar, mas
    está evidente que não irá
    conseguir.
    “Yaweh perdoo meu pai sim! E ele e
    a minha mãe foram felizes! Assim como
    sou com o meu único amado Azazel.” A
    última frase, é como uma flecha 
    que o dilacera.
    “Você nunca se apaixonou por 
    mim, digo por Miguel?” Ele pergunta preocupado com o quê iria ouvir. 
    “Está louco? Miguel é meu tio, e 
    O marido da minha querida prima, a 
    quem eu nunca trairia.” Responde, 
    certamente o vendo como um
    ser das sombras.
    “Então no seu mundo perfeito, 
    nós nunca tivemos nada.” Aquelas
    palavras trazem dor ao arcanjo, e
    este se torna sombrio.
    “Com você nada mesmo demônio.”
    Ela responde sem pensar duas vezes,
    e ele abre as asas, levando-a para fora com o brilho no olhar, que lhe era bem conhecido. Era raiva, raiva provocada
    pela rejeição, pela dor, e o medo.
    “Tio o quê planeja?!” Ela grita, ao
    sentir os braços dele entorno dela, e vê que estava com Miguel, e não uma criatura grotesca.
     “Eu não sou um demônio. Demônios não tem asas de penas.” Responde, 
    e seus olhos se encontram.
    “Certo, tem anjos maus no reino do terrível Ismael, isso faz de você um demônio.” Ela o corrige, e este 
    sorri com furor. 
    “Não é o caso.” Levanta voo, em rumo
    a lua, que estava cheia.
    “Então o quê quer?! Yaweh não 
    gostará desta brincadeira.” Ela fica assustada ao ver o quanto estão
    distantes do chão.
    “Não me importo.” Retruca, e a
    moça fica incrédula. “Só quero que
    se lembre de mim outra vez.” É o quê diz, e a larga entre as nuvens. “Louco!
    O quê está fazendo?!” Berra, ao ser
    jogada há 50 mil pés do solo.
    “Eu não sou o marido de Eke!” Ele a
    pega nos braços. “O quê? É claro que é! Harmonia os uniu! Eu vi o casamento!” 
    Ela responde, se debatendo em seus
    braços, e este a solta outra vez.
    “Socorro!” Ela urra temendo a distância entre a areia e o seu corpo. “Eu fui o Seu noivo!” Ele conta. “Não foi nada! Só tive Azazel na minha vida!” Ela grita, e de
    novo, ele a deixa cair.
    “Você foi minha, e eu te amei, como você me amou!” Ele revela, e isso faz com ela sinta uma pontada no peito.
    “Eu não...Por favor para!” Ela lhe
    implora, antes que ele volte
    a arremessá-la.
    “Não sei que poção te deram. Mas 
    você está confundindo toda a história. Eke é a sua paixão, e a única que você ama!” Ela o pega pela gola da camisa, que fica embaixo da armadura, ele
    em desespero, olha-lhe com
    medo.
    Seus antebraços se enrijecem, e as
    mãos a puxam para o peito, enquanto
    os lábios dele, mergulham nos seus
    em um beijo roubado.
    “Como pode achar que eu amo Eke?
    Se você foi, e sempre será a mulher da minha existência.” Ele sussurra, e ela lhe dá um tapa. “Bem que Eke me
    falou que era cafajeste!” diz
    ao limpar os lábios.
    “Lucy não...” Ele diz com aqueles 
    olhos azuis de gato assustado, mas ela nem se esforça para lembrar, pois tem certeza de quê está certa. “Eu não 
    sou nada do quê pensa.” Se
    defende.
    “Eu te defendi pra Ela. Disse minha prima Ele só tem olhos para Você, e é assim que me retribui? Fazendo com que seja uma das suas conquistas?!” A dama rebate, demonstrando sua
    raiva.
    “Eu e você somos amigos?” Ele lhe pergunta. “Sim, éramos. Azazel não irá gostar disso, nem Eke, e eu não posso seguir sabendo de suas intenções 
    insidiosas.” Ela responde, e isso 
    de certa forma o entristece. 
    No mundo real eles eram um par, e 
    se amavam intensamente. No perfeito 
    nunca deram sequer um beijo. Porquê
    se juntaram a outros pares, e ele
    não passa de um canalha.
    “É assim que é perfeito para ti Lucy?”
    Ele questiona. “Não ter nenhum tipo de envolvimento, com o pior marido que há? Sim.” Ela fala sem sequer 
    analisar.
    “Tudo bem. Me perdoe pelo beijo, 
    vamos fingir que não aconteceu.” Ele
    cede ao mundo em que ela quer viver,
    mesmo que isso o machuque, e que
    não seja o seu desejo.
    “Não posso. Eke é como uma irmã
    que nunca tive, seria errado.” Ela lhe
    diz. “Faça o quê achar melhor.” Ele
    responde com voz fraca e sem
    ânimo.
    “O melhor, é você voltar pra sua 
    mulher, e nunca mais se aproximar 
    de mim.” Ela responde, e ele só
    balança a cabeça.
    “Como quiser.” Ele pousa na areia,
    e a deixa ir. “Não me levará de volta pra casa?” Lhe inquire. “Você vai achar o seu caminho, tenho certeza.” Diz
    deixando-a para trás.
    “Nem sei onde estou. Este lugar tão sombrio, cheio de lama e lodo, me dá calafrios.” Caminha ao lado dele, e este ri sem vontade, de fato ela permanece presa ao controle de Bael. “Se sou
    tão ruim...” Inicia descendo 
    a montanha.
    “Por quê está seguindo comigo?” Ele
    ergue a sobrancelha, curioso pelo que há de vir. “Eu não conheço este lugar,
    e Yaweh te nomeou, um dos seus
    generais.” Diz de imediato.
    “Ah tá.” Respira fundo, Bael foi bem esperto, deu a ela elementos reais, só para garantir que jamais acordaria. “O beijo foi ruim?” Ele pergunta. “Não
    quero falar.” Responde com
    indiferença.
    No fundo se sente envergonhada, no
    mundo perfeito, jamais tinha beijado a outro anjo, pois seu corpo e espírito,
    eram somente do marido.
    “Se não responder, serei obrigado a
    fazê-lo outra vez.” Ele brinca, e a bela congela. “Por quê é importante? Eke 
    me disse que já beijou várias.” 
    Tenta desviar o assunto.
    “Várias me beijaram, mas eu só 
    beijei uma.” Ele a corrige, e ela o ignora. “A sua mulher.” Responde seca. “É, se 
    é no quê quer acreditar.” O soldado 
    do céu, revira os olhos, com o 
    seu sorriso maldoso.
    “O quê quer comigo?! Por quê veio
    me perturbar tão de repente?!” Ela o inquire, movendo os braços, e ele a
    joga contra o ar, prendendo-a
    aos seus braços.
    Para ela, foi jogada contra a árvore
    , e esta desapareceu. Sua mente fica a falhar, e cenas sombrias dominam a sua cabeça. “Eu quero que lembre de mim.”
    Ouve ao longe, vendo a sua verdadeira
    vida, se passando como um filme
    antigo.
    Uma dor extrema, lhe faz fraquejar,
    e gritar aos ventos. Ao ver que surtiu 
    efeito, ele tenta elevar o choque, e
    a abraça forte.
    Novamente os lábios dele, vão de encontro aos seus, e ela o empurra em pânico. “Miguel você perdeu o parafuso foi?! O outro beijo foi só para diminuir a carga de Harmonia, não confunda as coisas !” Grita, e ao ver que voltou 
    ao normal, ele volta a beijá-la
     de alegria.
    “Você voltou!” Ele a cumprimenta, e
    esta o estranha. Do quê estava falando
    ? E onde estavam? Eram perguntas que não se calavam. “É uma longa história.
    E o beijo foi necessário.” Ele responde
    , e sai com um sorrisinho de
    vitória.
    “Volta aqui, pervertido.” Ela o segue, 
    e ele vira. “Quer repetir a dose?” Ergue a sobrancelha, sentindo-se atraente e
    irresistível. “Não.” Diz friamente,
    e ele continua rindo.
    “Está agindo como um idiota.” Ela o
    julga, mas a felicidade dele é tanta, que
    isso não o atinge. “Um idiota feliz, por
    saber que minha amada, voltou a
    se lembrar de mim” Lhe
    diz.
    “Está amando outra pessoa? Porquê
    eu não lembro de ti!” Ela fica defensiva,
    e ele outra vez a agarra. “Eu sei que se
    lembra. Não adianta esconder.” Diz
    olhando-a no fundo dos 
    olhos.
    “Um beijo pra não morrer, e fica assim.”
    Ela o desdenha. “Três beijos na verdade. 
    Para te fazer lembrar de mim.” Retruca.
    “Três?!” Ela se horroriza. “Ou mais.”
    Passa na frente dela, com o
    olhar confiante.
    “Você deve beijar mal mesmo. Por isso
    demorou tanto para eu voltar” Brinca, e ele olha sério para ela. “Quer testar ?”
    Questiona, e ela nega repetidas
    vezes.
    “Então não diga mentiras.” Segue
    bem animado, levando-a para longe do conflito. Infelizmente sua felicidade não dura, a grande luz os cega, ele se põe
    na sua frente, e segura-lhe atrás
    dele.
    “Nahemah Lilith.” Diz a voz de Bael, 
    e esta retorna para o seu controle, deixando o arcanjo, para seguir
    com o novo Deus.
    “Lucy não!” O arcanjo diz ao vê-la
    indo para os braços do demônio, que
    a acolhe, e diz algo no seu ouvido,
    que o guerreiro não é capaz
    de entender.
    A dama então voa na direção dele,
    e passa direto, indo até os humanos
    que assassina um a um, drenando
    o sangue deles, com uma única
    mordida.
    Quando não, os abre ao meio com
    um sorriso macabro, tendo piedade dos bebês, mas não dos adolescentes, aos
    quais acerta golpes, que são fortes
    para arrancar-lhes o 
    coração.
    Devido a alguma frase que o sol 
    negro lhe disse, ela assassina mais de
    mil pessoas, em questão de minutos, e
    pouco á pouco, vai pintando o mundo
    de sangue inocente e culpado, até
    restar só os que seguem a
    Bael. 
    Fim?
  • As crônicas do Inferno II

    As crônicas do Inferno
    Épocas sombrias 
     
    O início do fim
    Pecado, esta é a palavra que define
    o tamanho do erro, que Luciféria veio a
    cometer. No começo a consciência lhe
    abandonou, mas quando voltou a
    tê-la, era tarde demais.
    Milhares tinham perecido em suas
    finas e pálidas mãos. O sangue tinha
    tingido o vestido branco de vermelho,
    uma criança aterrorizada estava em
    seus braços, só que ela não sentia
    sua dor, ou qualquer outra
    coisa.
    “Parabéns” Congratulou Bael, vindo
    por trás dela, e atirando o cadáver para
    longe, como se não fosse humano. Em
    seu dedo havia o sangue da vítima,
    que ele levou aos lábios, saboreando
    aquele néctar da vida. “Eram todos
    monstros, que mereciam morrer.”
    Ela lhe respondeu, sem emoção
    nas palavras.
    “Sim minha querida.” Ele disse de
    má vontade, percebendo que a jovem
    não estava ciente do seu crime. “Há mais deles para destruir?” Ficou
    parada, com o olhar vazio.
    “Não, já é o bastante. Beba isso, 
    para perder a sede da guerra.” Disse
    lhe dando o cálice, e fazendo-a beber
    o vinho, que estava infectado com
    uma poção alucinante.
    Ela o bebeu, e ficou leve como 
    o vento. Ele a pegou nos braços, e 
    a levou para o seu palácio pirâmide, 
    onde a deitou numa cama. “Não se
    preocupe, estamos só eu e você
    Lucy” Disse tirando-lhe as
    roupas.
    Na visão da dama, estava num 
    paraíso junto do seu amado marido Azazel, sob o sofá confortável, onde
    praticavam seus atos de paixão. Na
    realidade, ela estava nos braços
    do maligno, que estava louco
    por ideias cruéis.
    Ela parecia uma garotinha, que
    tinha chegado a adolescência apenas
    no tempo, mas não no corpo, e isto o
    fazia querer possuí-la, tomá-la para
    si. Pois de certa forma, o fazia lembrar
    dos tempos em que a filha não tinha
    se desenvolvido, e de quando a
    violou.
    Pobre Eke, além das incessantes negativas de Miguel, tinha um passado
    sombrio, e extremamente assustador.
    Os olhos negros como a noite, já
    foram doces, mas devido ao pânico, a
    cor foi se perdendo com o tempo, e
    ela se transformou em quem
    é hoje.
    “O quê está fazendo?!” Disse a própria,
    tirando-o de sua doentia nostalgia. “Só me divertindo, minha pequena” Ele lhe
    respondeu, adentrando o corpo da
    princesa, que embora parecesse
    intocável, nem um pouco o
    era.
    “Mamãe não gostará disso.” Lhe
    criticou, e o demônio deu os ombros,
    prosseguindo com o abuso, ao ponto
    de suar. “Sabe que de todas as vadias,
    essa é a única...” O olhar frio dele é
    uma resposta ao seu apelo, só
    que ela não desiste.
    “É a única, que jamais quis que
    tocasse.” Protesta em voz solene, e
    ele ergue a sobrancelha. “Eu também
    não queria que deixasse o lar, para ir
    atrás de um certo arcanjo. Mas não
    temos sempre o queremos Eke.”
    Retrucou, fazendo-a deixar
    ele só com a vítima.
    “Eke?” A dama sussurrou, e o mundo
    perfeito, falhou como uma ilusão. “Não
    , eu disse Ele” Tentou desconversar, só
    que a jovem o viu, e isso a trouxe 
    para a realidade.
    “Bael?!” Ela esbravejou, tentando 
    se soltar dos braços dele. “Não haja
    como se não quisesse, sou tão lindo
    quanto seu pai.” Ele se imprensou, forçando-se contra ela.
    “É! É como se estivesse nos braços
    dele! É nojento! Por favor para!” Ela
    implorou, mas em vez de ceder, ele
    apenas seguiu, lhe tapando a
    boca, enquanto ela tenta
    gritar.
    “Podia ser prazeroso, para nós dois.
    Mas você tinha que acordar. Lamento
    por isso, só que não vou parar.” Ele
    diz, sentindo que o corpo dela
    está secando.
    Lágrimas escorrem molhando sua mão.
    Ela tenta dizer “O quê fiz desta vez?” Só
    que o demônio, pressiona sua palma,
    fazendo-a entrar em desespero.
    Os olhos dele encontram os dela, ele
    vê o pânico instalado em sua face, que
    estava ficando vermelha, de tanto chorar.
    Por falsa misericórdia, se aproxima
    do seu ouvido, e sussurra palavras que
    lhe devolvem para o mundo dos seus
    sonhos, e a faz ceder com mais
    facilidade.
    Após terminar, ele se afasta, deixando-a
    desmaiada entre os lençóis brancos. “Eu sinto que tem algo errado aqui.” Ela diz
    dentro do seu Éden mental, enquanto
    fica jogada nas almofadas do
    sofá.
    “De todas as mulheres do mundo, tinha
    que escolher a filha de Cerridwen!?” Diz a deusa Hécate, seguindo o novo deus,
    para os seus aposentos reais, e este
    a ignora.
    “O quê há de errado nisso? Não foi
    Você que escolheu o marido dela como
    seu par ideal?” Questiona friamente, e
    a deixa de queixo caído. “Ela vai ser
    expulsa daqui.” Avisa a esposa,
    e ele para.
    “Ela fica.” Diz em tom imperativo. 
    “Não, nós já temos uma filha de Lúcifer no nosso exército.” Responde opondo-se
    a ordem estabelecida. “Não uma que atenda ao meu desejo. Ela fica.”
    Rebate, deixando-a.
    “Desejo?” A deusa grita invadindo 
    o local. “Você sabe o quanto gosto de
    garotinhas.” Retruca com o sorriso
    cruel. “Lilá é a mais jovem.” Lhe
    contradiz de imediato.
    “Lilá é desenvolvida, como a carne
    manchada pelo pecado. Já Luciféria
    parece tão pura, quanto intocada.”
    Esclarece, e a deusa gargalha 
    com escárnio.
    “Luciféria, não é uma santa. Conheceu 
    os pecados do corpo, mais cedo que Lilá 
    , e nem precisei induzi-la.” Diz em tom de zombaria. “Além do mais, já esteve
    nos braços de Miguel, e Azazel. Ela
    Não É pura.” Prossegue com a
    afirmação.
    “Não? Bem isso a torna perfeita para
    os meus planos. Agora saia, preciso do meu descanso.” Diz fazendo menção 
    para retirar-se. 
    “E Hécate.” A chama antes de passar
    pela porta. “O quê?” Ela pergunta com
    má vontade. “Não ouse tocar nela. Só
    Eu tenho este direito.” Mostra seu
    poder na casa, e isso a 
    enfurece.
    “Mamãe!” Eke grita correndo a bela
    morena. “Sim.” Responde ainda de mal 
    humor. “Você conversou com Ele? Ele vai tirar ela daqui?” Pergunta frenética
    pela resposta. “Não, é mais fácil nos
    tirar, e ficar com ela.” Fala com
    desgosto.
    “Mas por quê?!” A menina fica chateada. “Porquê ele se encantou por
    aquele corpinho de Lilith.” Diz sentindo o ódio crescer dentro de si. “Só que
    como ele não se importa...” Lhe
    vem a ideia.
    “Não vejo mal algum em seguirmos
    em frente também.” Diz caminhando com um sorriso na face. “Chega de ficar
    esperando por Harmonia. Vamos fazer
    do meu jeito. Venha comigo.” Segura
    a mão da menina, e as duas vão
    para fora do palácio.
    A princesa segue desconfiada, 
    olhando para os sorrisos robóticos de seus pais, que sempre parecem felizes. Sem que lhes vejam, ela vai até o penhasco.
    Percebendo que há algo errado, o
    Demônio acorda, e voa rapidamente
    para dentro do quarto. A jovem salta
    para a escuridão, e ele a pega nos
    braços, impedindo-a de bater
    a cabeça.
    Seus olhos estão vazios, outra vez
    a ilusão está falhando, até que volta 
    ao normal, e percebe que está nos
    braços de Bael. “Eu sabia!” Ela
    grita, tentando se livrar 
    dele.
    “De novo?! Não cansa de sofrer?!”
    Ele se mostra frustrado por seu poder
    mental, não ser tão eficaz com ela. “É 
    , e eu não vou cair na sua miragem 
    diabólica outra vez!” Diz ela com
    fúria.
    “Pior para você. Porquê eu não vou
    deixar de me satisfazer!” Responde e a bela fica horrorizada. “Por quê eu?! Eu não queria vim para o seu lado, não
    conspirei com você, então por
    quê?!” Grita mostrando-se
    assustada.
    “Porquê é perfeita.” Responde-lhe, 
    soltando-a, para diminuir o trauma. 
    “Eu sou o quê?” Inquire sem acreditar em tais palavras. “É perfeita.” Ele volta a responder, e com o olhar confuso, a bela pergunta “Por quê?”. “Luciféria,
    desde que a tive nos braços, muito
    tempo se passou...” Ele inicia.
    “Quer dizer quando Miguel permitiu
    que me violasse por vingança?” Ela lhe
    questiona. “Sim” Ele ri. “E seu corpo é o
    mesmo. Seios pequenos, baixinha, pele delicada, é quase uma criança.” Ele
    confessa, tocando-lhe a face.
    “ É uma criança eterna, que nem mesmo a encarnação pode mudar.” Ele
    prossegue, fazendo-a saltar para trás. “O meu corpo, é essa a maldita razão, para me fazer prisioneira?!” Berra, e
    ele a agarra, fazendo-a se sentar
    diante de si.
    “Antes era apenas o seu poder, só
    que ao ver-te desnuda, não pude me conter.” Continua a falar. 
    “Há um fio de sanidade restante? 
    Você me quer porquê pareço uma criança!” Ela berra ainda amedrontada, com as respostas que vem recebendo. “É, mas pelo que sei, já é uma mulher feita, por isso não é crime.”  Ele a
    segura pela cintura.
    “Me devolva para aquele mundo 
    de fantasia, porquê sua insanidade não tem limites!” Diz tirando as mãos dele
    do seu corpo. “Como quiser, assim 
    será menos doloroso.” Ele brinca,
    e se prepara para dar o 
    comando.
    “O quê? O quê vai fazer comigo?!”
    Pergunta-lhe em pânico. “Quando você
    está com Azazel, e realizam atos carnais
    . Bem, não é Azazel que está lá.” Joga
    a isca, e os olhos dela crescem de
    medo.
    “E até onde sei, estava agressivo 
    na medida certa, pois foi o quê você me disse.” Completa, deixando-a vermelha de vergonha. “Achei que era apenas o
    impulso...” Tenta se explicar. “Não
    contarei a ninguém.” Ele volta
    a tirar sarro.
    “Você é doente! Louco!” Finalmente
    o xinga, e ele apenas ri em silêncio. “Só
    é ruim, porquê você quer que seja. Pare
    de lutar, e verá que isso não vai te ferir
    , e será até gostoso, para nós dois.” Tenta manipulá-la, e ela outra 
    vez se afasta.
    “Foi assim que seduziu a Eke?” Ela
    lhe pergunta, tentando fugir daquela conversa pavorosa. “Nem tentei, só fiz 
    o quê Hécate permitiu.” Diz ele lhe
    agarrando outra vez.
    “Por favor não.” Ela suplica, ao vê-lo
    tão próximo do seu pescoço. “Está na sorte princesa infernal. Eu nunca faço
    nada para seduzir minhas vítimas.”
    Responde, e então lhe morde a
    nuca.
    “Nem preciso. Elas se entregam para
    mim, quando finjo ser seu pai.” Diz lhe
    arranhando nas costas. “Eu nunca fui
    apaixonada por  meu pai.” Responde com certa tremedeira, sentindo
    calafrios.
    “Vai ficar depois de mim.” Ele a 
    encosta no topo da parede, e sua
    mão desce até o meio das suas
    pernas. “Certo!” A jovem da
    realeza o para.
    “Me manda pro paraíso, e me faz
    esquecer o aqui e agora. Seja o meu Azazel.” Ela diz tremendo como um
    cachorro com frio. “Não, desta vez
    serei apenas Bael.” Ele diz com
    o sorriso diabólico, e a
    beija.
    Naturalmente a moça resiste, 
    ao menos no começo. “Viu como não
    é ruim, quando você permite?” Ele
    ergue os dedos umedecidos. “Eu não
    estou...” Tenta responder, e ele volta
    a lhe calar, com outro beijo roubado.
    “Se parar de resistir de vez, gostará
    da experiência.” Sussurra em seu
    ouvido.
    “Por favor pare.” Diz ela com
    a voz fraca, aterrorizada por ver-se
    dividida entre seguir, ou manter-se fiel
    aos seus princípios. “Chega, eu não
    quero!” Grita quase se entregando
    a ele, e o atira para longe, caindo
    no piso, onde se fere com a
    madeira.
    “Estou tentando ser bonzinho. 
    Porém você não facilita, sou obrigado 
    a isso...” Diz ele se levantando num vulto, e então enfia na boca dela,
    um liquido esverdeado.
    “O quê é isso?!” Ela urra, e ele não
    se dá o trabalho de responder. “Engula”
    Manda, e ela se nega. “Engula e eu digo .” Diz revirando os olhos. “Eu não confio em você.” É a última coisa que diz, antes dele deixá-la quase 
    cair.
    “Isso é uma toxina que criei. Se não
    quiser saber os efeitos, siga as regras, e ficará bem.” Responde enfim, e a bela sente o calor subir pelo corpo, junto
    de uma dor insuportável.
    “O quê fez comigo?!” Diz entredentes,
    travando na hora de andar. “Apenas lhe dei algo para acumular a libido, se não a esvaziar, o incômodo será maior”
    Ele ri da sua desgraça.
    “Não pode está falando sério!” Diz olhando-o com incredulidade. “Posso e
    estou. Então...Vem para a cama?” Lhe
    questiona, deitando-se entre os 
    travesseiros.
    É claro que apesar da atitude bem
    monstruosa, Bael é atraente, os cabelos loiros como sol, a pele pálida como a lua, e os olhos azul escuro, que ficam
    vermelhos com a adrenalina, são o
    destaque da sua beleza jovial, e
    máscula.
    Porém Luciféria não se importa com
    a forma física do inimigo, e sim com o quê ele faz em seus cultos atrozes, e
    os crimes que cometeu com ela, e
    a sua prima Eke.
    Por isso, embora a primeira vista
    Bael seja um humanoide bonito, ela
    não o vê desta forma, e sim com os
    olhos da vítima, que deseja matar
    , ou fugir do seu agressor.
    “Eu nunca ficaria com você.” Ela
    fica defensiva. “Já ficou, e até gostou.”
    Diz ele olhando para as unhas com total indiferença. “Eu pensei que era Azazel!”
    Grita em desespero. “Então Azazel é
    portador de uma bela espada.” Ele
    zomba, fazendo menção ao “seu
    tamanho.” 
    “Você é baixo!” Diz ela com lágrimas
    , descendo pela face, pois suas partes doem intensamente. “Mais alto que
    Você, e outras deusas.” Ele segue
    brincando, e ela salta em
    cima dele.
    “Me dominando?! Quanto ousadia.
    Nenhuma teve tal coragem.” Diz ele ao
    vê-la montada em seu corpo. “Você é um babaca!” Esbraveja, dando-lhe
    vários socos no peito.
    “Sim eu sou.” A calmaria em sua voz
    , a deixa transtornada. “Idiota!” Grita
    tentando enforcá-lo. “Quem sabe se o
    fizer mais forte...” Ele continua sem se
    importar com a reação dela. “Eu te 
    odeio!” Protesta, e ele a pega 
    nos braços.
    “Eu sei que sim, mas posso tirar a sua
    dor, basta ceder.” Olha em seus olhos, e ela sente calafrios. “Só tende a piorar, e não precisa ter vergonha, finja que está no mundo perfeito.” Diz ele preparando
    seu instrumento, para aliviar a enorme
    tensão que a atormenta.
    “Me manda de volta pra lá.” Pede-lhe
    , preocupada com a realidade. “Não, eu já disse hoje será a minha vez. Chega de Bael, o Lúcifer, Bael, Miguel, ou Bael ,
    Azazel. Serei eu.” Diz ele recordando
    as humilhantes fantasias que 
    satisfez.
    “Por quê?” Lhe questiona amedrontada,
    e ele se prepara para ser um com ela. “É algo que não posso responder.” Diz ele 
    , olhando para o membro, e a dama,
    que mesmo com muita dor 
    ainda nega.
    “Seu corpo precisa liberar o prazer
    Lucy, não vai gostar da dor que vem se
    não o fizer.” É a sua última tentativa. “
    Está bem. Mas saiba que eu mesma,
    sem poção de luxúria, jamais o
    faria!” Finalmente cede.
    Ele a deita cuidadosamente entre 
    os lençóis, e abre-lhe as pernas, que
    estão encharcadas, pois seu corpo já
    estava liberando o júbilo sexual. Ele
    sorri, e entra em seu corpo, fazendo-a
    suar, notando que o medo ainda não
    a deixou, ele entrelaça seus dedos
    aos dela.
    “Há apenas um segredo Luciféria.”
    Diz ele já realizando o objetivo final,
    e os olhos dela engradecem, temerosos
    pelo que a aguardava. “Para, liberar a
    libido, é preciso, que, se, sinta, no
    mínimo, atraída, por, quem, o
    faz!” Diz estocando-lhe.
    “Então agora tenho certeza.” Diz ao
    entoca-se na caverna dela. “Você vai sim se entregar para mim. Sem poção
    alguma.” Conclui, deixando-a num
    carretel de confusão.
    “Isso, não, é verdade!” Ela responde
    ao ser chacoalhada, pelos movimentos
    dele. “Sim, é.” Os lábios dele vão até o
    seu pescoço, e ele morde no ponto
    certo, para esquentá-la.
    “Você pode, não ter, atração por seu
    pai, como Lilá. Mas certamente há algo
    em mim, que te seduz.” Ele prossegue,
    falando em seu ouvido, e deixando-a
    arrepiada pela revelação.
    “Você me envenenou!” Tenta se 
    defender, e no calor do momento ele
    a beija, colando-a ao seu corpo. Outra
    vez ela luta para não retribuir, mas
    acaba o fazendo, pois reduz 
    muito mais a dor.
    Após várias horas, entregando-se 
    aos desejos do demônio, ela finalmente se vê livre do veneno, e adormece nos
    braços dele, que por alguma razão
    não a deixa desta vez.
    “A poção foi apenas uma desculpa.
    A dor passaria com o passar do tempo,
    mas você cedeu a mim, e isso é só o
    começo, pois logo te farei a minha rainha.” Diz ele dando-lhe um
    beijo na testa.
    Eke observa tudo pela fenda da porta,
    e fica furiosa, pois nem com ela, ele era
     tão carinhoso, não mais ao menos, e
    por isso passa a tramar a ruína
    da princesa.
    Vida longa a Rainha
    O tempo foi passando, e a vida seguiu. De alguma forma Miguel
    aceitou seu destino com Eke, e
    Azazel se juntou a Asmodeus,
    numa caçada por ninfas.
    Lilith, Lúcifer, e Yaweh, aos poucos foram restaurando a ordem, e em vez das costumeiras brigas, eles
    enfim agiram como família.
    Lilá também encontrou a 
    felicidade, com a irmã distante 
    do lar, pois embora fossem boas
    amigas. A mais nova da família
    de Lúcifer, detestava o fato da
    irmã se destacar em tantos
    ramos mágicos, dos quais
    os pais tinham total
    orgulho.
    Sem saberem de toda a sujeira
    , que a doce e amável Lilá tinha feito
    com a irmã. Todos achavam que ela
    os tinha traído, e que agora era a
    nova conquista de Bael, por isso
    ninguém foi resgatá-la.
    Luciféria foi a única que não teve
    um final feliz, pois o seu mais novo pretendente, não lhe deixava de
    forma alguma, seguir com 
    outro par.
    “Talvez deva ceder a Ele.” Diz 
    a sua tia, lhe penteando os cachos,
    e esta se vira assustada. “ Eu sei o
    quê fazem nos fundos.” Prossegue
    com o olhar indiferente. “Não é
    que eu queira!” Ela se defende.
    “Será mesmo? O veneno que te
    obriga a tomar...” A morena inicia.
    “Só pode ser curado, por alguém que eu tenha atração.” Completa, ao ver
    que o cacho continua a perder a
    sua forma.
    “Não, só causa dor mesmo. Se para
    quando está com ele, é porquê ele te atrai, e é provável até que goste dele.” Responde terminando
    de ajeitá-la.
    “Eu não sou a Lilá. Não cairei em
    seus jogos de manipulação.” Lhe dá
    um aviso, e a deusa ri. “Não é jogo,
    como deusa da manipulação, você
    devia saber.” Diz deixando-a a 
    sós, com os seus pensamentos.
    “Não, eu não me sinto nem sequer
    bem com Ele.” Diz para si mesma, e o próprio monstro entra no quarto. “O
    quê houve?” Pergunta com o seu
    sorriso mais inocente.
    “Nada. É só que Hécate me alertou
    sobre o veneno.” Responde saindo de
    perto dele. “ Ah que bom, levou mais
    tempo do quê eu esperava.” A sua
    alegria, a deixa apreensiva.
    “Você tem se aproveitado do meu
    pouco entendimento, para fazer o quê bem entende comigo!” Grita,
    e ele lhe faz diminuir o tom, com
    um gesto.
    “Não é nada ruim. Se não sentisse
    nada, continuaria a doer. Eu sei que 
    sente algo Lucy, sua forma lhe trai.”
    Ele brinca de aparecer, em dois
    lados das colunas da cama.
    “Eu não sinto!” Exclama com toda
    a sua energia. “Então se eu quisesse
    te beijar agora, você não iria me
    retribuir?” Pergunta com 
    olhos insidiosos.
    “Claro que!...” Ele a beija antes que
    termine, e cria uma pausa, para ver a onde aquilo chegará. Para a surpresa
    dela, seu sistema nervoso lhe trai, e
    retribui ao gesto dele.
    “Como eu disse sente algo por 
    mim.” Ele se gaba, e com raiva ela 
    lhe morde a língua. “Ataque de amor 
    não dói Lucy.” Ele se afasta, com
    a boca ensanguentada.
    “O quê eu fiz para acabar aqui?”
    Se questiona, e o arcanjo entra no 
    quarto, sem que Eke o veja. “Cedeu a
    ele. Aceitou o presente de Harmonia, ao qual falei que não deveria.” Diz
    claramente enciumado.
    “O quê vê nestes demônios?” Ele
    inquire, fazendo-a gargalhar. “Está
    com ciúmes? Não fui eu que casou
    , e assumiu um compromisso.”
    Retruca, e quem ri é 
    ele.
    “Você só queria saber de Azazel,
    e depois casou-se com o cara que traiu nossos pais. Agora quer vim
    reclamar?! Faça-me rir.” Ele joga
    na cara dela, tudo o quê vem
    fazendo.
    “Eu fui obrigada, idiota!” Diz
    entredentes, e ele ergue a sua sobrancelha descrente. “Não é
    o quê parece, pelos sons que
    vem do quarto do casal.”
    Diz com sarcasmo. 
    “Sons do quarto?! E você e a
    Eke queridinho?! Chame o meu 
    nome, chame o meu nome!” Ela
    começa a contar os segredos, e
    ele percebe também o seu
    ciúme.
    “Como se você e o Matusalém,
    fossem diferentes! Por favor venha
    me possuir, não vou suportar mais!”
    A raiva preenche os olhos dele, que
    ficam vermelhos, ao ponto de 
    lagrimar.
    A princesa podia lhe contar a
    verdade, mas como ele estava com
    a sua maior rival, preferiu ficar em
    silêncio, fazendo-o sofrer com as
    próprias ideias.
    “De todos os homens do céu e o
    inferno, tinha que escolher ele?” É
    o quê diz em tom de tristeza. “O quê
    escolho, ou deixo de escolher, só diz
    respeito a mim.” Responde fria, e
    sem se importar com o choro
    do anjo.
    “Você é realmente uma meretriz!”
    Berra batendo a porta, e a deixando
    sozinha, com sua cabeça. “E você é o mesmo idiota de sempre. Com tantas no mundo, casou-se logo com quem
    quis me destruir.” Lágrimas caem
    no tapete, e a expressão vazia
    volta a ter vida.
    A noite... Luciféria adormece em 
    sua cama de penas, temendo que o marido venha tomá-la durante o sono. Só que nada acontece,
    e ela estranha.
    Ruídos bem familiares, vem do
    último quarto, e ela resolve ver do
    quê se trata. É Lilá que está em seus
    braços, pedindo por mais e mais, e
    a poção está cheia no canto da
    cama, provando que aquilo
    é vontade dela.
    Bael olha nos olhos da esposa,
    sentindo-se revigorado com aquele
    ato, tão impuro. Ele imagina que a
    fará surtar, mas a dama apenas
    sorri, fechando a porta.
    O quê faz perder o seu gosto 
    por aquilo, e correr atrás dela de imediato. “Tão rápido?” Pergunta,
    claramente alegre, com o quê o
    seu companheiro fez.
    “Você não está chateada?” Ele
    questiona, elucidando o seu mal humor. “Sou a 3° das suas esposas.
    Já vi coisa pior.” Rebate, ainda com a face radiante de felicidade. “Só que eu deixei as outras duas, por você.” Esclarece, e a faz sorrir mais.
    “Diga isso para minha irmãzinha.”
    Responde enfim seca, e ele percebe que a machucou. “Lucy.” Tenta tocar
    o seu ombro. “Eu estou bem. Graças
    a você, tive certeza do porquê não
    cedi.” Retruca, com a mesma
    face animada.
    “O quê?” Pergunta-lhe preocupado
    com tal resposta. “Eu quase assumi, que talvez gostasse um pouco de você. Mas me fez lembrar do quanto
    é idiota, então obrigado.” Responde
    deixando-o de queixo caído, pois
    não esperava por esta.
    “Lucy!” Ele berra, batendo na porta
    do quarto dela. “Divirta-se com a sua nova esposa!” Sua voz ecoa por entre a madeira. “Lucy!” Continua a gritar,
    e ela deita, criando fones de pura
    energia, que o silenciam.
    No dia seguinte...Todos os familiares
    se sentam a mesa para o café da manhã, e os olhares gélidos da jovem intrigam a maioria, que desconhece
    os eventos da noite passada.
    “Problemas no paraíso?” Eke brinca,
    e Miguel fica atento para saber sobre as novidades. “Esse lugar sempre foi o inferno.” A jovem responde-lhe com o sorriso mais cínico.
    “Lucy definitivamente não está bem,
    quando sorri demais, sei que há algo errado.” O arcanjo repara no comportamento da moça, que segue como se tivesse achado o tesouro,
    sem o mapa.
    “Logo teremos outra rainha.” Ela
    olha para a irmã, que fica assustada
    com tal afirmação, pois esta sentada ao lado do seu amado Gabriel. “Não
    , não teremos.” Bael a contradiz,
    para proteger a menina.
    “Não precisa esconder querido, 
    uma rainha a mais não faz diferença,
    ou será que faz?” A dama segue cada vez mais ácida, e notando o intuito 
    dela, o rei se levanta, e a puxa
    para longe.
    “Não ouse seguir adiante. Gabriel
    não me perdoará.” Ele olha nos olhos
    dela, que continuam cômicos. “Ah é?
    Devia ter pensado nisso, antes de por
    dentro do meu lar, aquela que foi
    responsável por me destruir!”
    Grita, e a caçula teme 
    pelo futuro.
    Notando a onde a conversa dará,
    Ela se levanta da mesa, e pede para o par ir junto. “Não ouse se afastar!”
    A jovem rainha ordena, e a menor
    fica congelada, esperando pela
    tempestade.
    “Eu estou cansada das suas afrontas,
    e do fato de que nunca recebe o devido castigo!” Diz entredentes, e esta lhe pede com o olhar, que não
    faça nada. Só que a mais velha,
    não lhe dá a mínima.
    “Luciféria Lilith II!” O marido tenta
    lhe impedir, enquanto o arcanjo fica a analisar os fatos, sabendo que há
    algum segredo obscuro, que Lilá
    e Bael, não querem que 
    saiba.
    “Lilá será a 4° esposa de Bael!
    Porquê os encontrei na cama, como
    marido e mulher ontem!” Grita para
    todos na mesa, e Eke e Hécate ficam
    de queixo caído, com a atitude da
    garota.
    “Lilá, isso é verdade?!” Gabriel lhe
    pergunta entredentes, e ela tenta lhe
    negar. “É claro que é verdade! Deixe
    de ser tão bobo!” A filha da rainha
    do inferno, faz juiz ao seu sangue
    quente.
    “Silêncio Luciféria, eu quero ver 
    até onde vão as mentiras dela.” Ele
    olha fixo para a amada, que acaba por desmanchar-se em lágrimas, 
    e tenta abraça-lo, mas ele se
    afasta.
    “É só o quê eu precisava saber.
    Eu mudei, é o quê sempre diz, mas
    Já foram tantas traições que perdi as contas!” Ele revela. “Cansei disto Lilá, eu não sou um brinquedo, e não
    quero mais ser usado como um.” Ele
    se afasta, fazendo-a se virar contra
    a irmã, que a encara com total
    indiferença.
    “Desgraçada! Como pode?! Todos
    sabem que nem mesmo gosta de Bael!” Lilá fica histérica, e a moça
    segue calada, observando até onde vão as acusações. “Afinal ontem mesmo, o marido de Eke saiu do
    seu quarto!” Grita tentando
    causar alarde.
    “Nós não fizemos nada, a não ser
    discutir, deixe de ser idiota.” Ela lhe responde com serenidade. “Você e o amor da sua vida, num quarto, e nada aconteceu?!” Ataca-lhe com mais acidez. 
    “Azazel é!...” Tenta gritar como se
    o quê a irmã fala, fosse a confissão de um crime. “ Você não engana a ninguém! Eu vejo como olha para
    o arcanjo!” Berra mais alto ainda,
    e os olhos do anjo e a deusa se
    encontram.
    Ele se mostra confuso com tais
    revelações, e ela apenas nega em silêncio, enquanto os olhos lhe
    entregam. “Cale-se!” A rainha
    urra estridente, e Lilá nota
    o ponto fraco.
    “Você nunca quis um homem como nosso pai. Mas ainda sim veio e ficou
    no meu lugar!” Protesta, e a outra fica incrédula. “Não mesmo! Ao contrário de você, que dormiu com o
    próprio, eu só queria seguir o meu caminho!” Berra com força, e 
    derruba o vinho.
    “É Lilá, advinha?! O mundo não gira entorno da sua vontade! Até porquê a Harmonia me fez uma deusa, e não a você! Vai ver por isso rasteja de cama em cama, tentando ser adorada!” A bela toca na sua ferida, e a menor perde a cabeça, tentando lhe
    atingir com a faca.
    “Já chega!” Bael a impede de ferir
    Luciféria, e esta deixa a mesa, para ir pro seu quarto. “Eu vou...” O arcanjo
    se dispõe a ajudá-la. “Você fica.” Bael o olha com fúria, e vai atrás da rainha, que permanece trancada.
    “Lucy...” A chama, e ela não lhe responde. “Lucy, o quê foi tudo isso?”
    Tenta descobrir o quê se passa, só que como não obtém resposta,
    usa seu poder para invadir. 
    “Isso não foi por você.” Dá uma luz
    a ele, que o faz rir. “Nem um pouco?”
    Pergunta, e ela o olha com raiva. “Eu só me cansei da sua frieza.” Tenta
    se explicar.
    “O quê faz ou deixa de fazer não 
    me interessa. Com quem faz é o quê
    importa.” Retruca, e ele lhe abraça
    na beira da cama. “Me perdoe. Eu
    prometo que não tocarei outra
    além de ti.” Pede perdão, e
    ela se solta.
    “Só me terá outra vez com o seu
    veneno. Do contrário, nem chegue
    perto de mim.” Deixa-o surpreso. “É
    um sinal de ciúme?” Pergunta com
    alegre desconfiança. “Deixe de
    ser babaca.” Retruca.
    “Lucy, Lucy...Parece se importar com
    as minhas aventuras.” Ele volta a por os braços envolta dela. “Sou possesiva, e desde pequena, tenho lutado com Lilá, para não mexer no quê é meu!” Responde ainda com
    desprezo.
    “Eu sei. Por isso escolhi ela.” Ele ri
    da explicação. “Você só a afasta do quê é importante. O reino de Tiamat,
    seus dragões, Azazel, Miguel, e pelo
    visto Eu.” Beija-lhe o pescoço.
    “Você me fez rainha do mundo, é
    isso que te faz importante. Não sinto nada por ti.” O trata de forma gélida.
    “Não? O ciúme, o fato de ceder, eu
    acho que a resposta é outra.” Ele
    continua a abraçá-la.
    “Lilá, por quê fez isso com a Lucy?
    Já se esqueceu das broncas que ela
    aguentou, só para você ver Gabriel?”
    Miguel pergunta para a mocinha, que o olha com indiferença.
    “Fique quieto.” Ordena, e o arcanjo
    se cala.  “Ele sempre corre atrás dela 
    depois que erra?” Pergunta para Eke
    e Hécate. “Não só quando erra. Ele
    é estúpido, quando se trata dela”
    Responde a deusa das 
    3 faces.
    “Até nos excluiu como esposas, só
    para dá o mundo a Ela. O quê não foi
    tão ruim, pois ganhei meu amado só
    pra mim!” Eke responde abraçando
    o braço do esposo, enquanto este
    sorri sem jeito.
    “Ele segue encantado por Ela, e 
    não sabemos se a ama, ou é o Caos do seu poder, atraído pela Harmonia
    dela. Só temos certeza que não a
    deixa.” Responde a deusa, ainda
    confusa com a atitude do 
    ex.
    “Era para ter sido Eu...” Lilá sente-se
    triste. “Então por quê não foi?” o anjo pergunta furioso. “Porquê eu estava ocupada com Caim, enquanto
    Bael invadia o Inferno.” Mostra-se
    envergonhada.
    “Uma noite de prazer que lhe custou
    Caro.” Hécate ri do seu sofrimento, e lhe dá um cálice cheio de vinho. “Beba vai se sentir melhor.” Estende
    o copo, e esta aceita de imediato.
    “Sempre é sobre Luciféria. Será 
    que ela nunca vai esquecer da nossa infância, e me deixar brilhar?!” É o quê pergunta. “O fato de ser sempre
    a doce e amável Lilá, pesou muito
    para a Luciféria demoníaca e
    bravinha” Miguel ri.
    “É? E ela acha que foi um sonho?
    Nossa mãe tentou me afogar, depois fui jogada no reino de Krasladanshit! Como nada!” Berra, em desespero.
    “Enquanto sua mãe chorava pelos
    cantos, se perguntando porquê não a
    amava, e se isolando dos outros filhos.” Retruca, brincando com
    os vegetais.
    “Ah e eu tinha culpa? Queria ser 
    uma dama sedutora, que tem aos homens na palma da mão, não uma neandertal lutadora!” Rebate, e ele
    ergue a sobrancelha. “Engraçado,
    porquê sua irmã só queria ser
    como Ela.” Revida.
    Notando a superproteção do 
    marido, a jovem de cabelos negros,
    o observa com atenção. “Parece que as neandertais, levam todos os homens das damas.” Eke responde,
    e Lilá sorri, porquê Miguel não poderá mais falar. “A onde irá?” Ele
    lhe pergunta. “Perdi a fome.” A bela
    resmunga, e ao vê os olhos de Hécate, Ele vai atrás.
    “Já disse sem o veneno, não poderá
    me tocar outra vez.” Ele ouve a voz da sua amada, e nota algo errado.
    “Você sabe que posso.” Diz a voz
    de Bael, e os gritos de Lucy se
    fazem presente.
    “Solte-a!” O arcanjo invade o 
    local, e pega o marido com as calças
    arriadas, enquanto a garota corre 
    dele, com lágrimas pela face, só
    que ao chegar nele, o olha
    com raiva.
    Quando está prestes a repousar
    em seus braços, fecha os punhos, e
    se afasta, indo para o mais longe que
    consegue. “O quê faz aqui?!” Ele grita. “O quê ela quis dizer?”
    O questiona sem 
    medo.
    “O quê ela quis dizer com veneno?!”
    Pergunta completamente furioso por causa do silêncio. “Escute aqui anjo,
    a sua mulher é outra!” O demônio
    o pega pelo queixo, e o joga na
    parede.
    “Sabe porquê me casei com ela,
    não se faça de idiota.” Tenta dizer
    , e ele sorri com maldade. “Então se
    casou com minha filha, só por causa
    de Luciféria.” Diz em voz alta, como
    quem conclui algo com sagacidade.
    “É claro que foi.” O alado
    confessa.
    “É bom saber disso.” Eke diz com
    voz de tristeza, e o diabo ri do nível
    de inocência do anjo. “Agora Eke o
    expulsará daqui, e não me causará
    problemas.” Esclarece, e o anjo
    nega em silêncio, sentindo
    a derrota.
    Uma jovem de cabelos negros, e
    olhos violetas esbranquiçados, está 
    a chorar na beira do lago. “Nahemah ”Ouve o chamado familiar, e olha para o anjo. “Eu te abraçaria, se isso não fosse por sua culpa.” Responde
    , ainda sentada na areia, com o
    seu vestido vermelho.
    “Eu não fiz nada desta vez.” Ele
    se senta junto dela, sem aproximar
    demais. “Bael só quis tomar posse de mim, porquê conheceu meu corpo na sua vingança.” Revela, olhando para
    a água, cujas as ondas se movem
    rapidamente.
    “Mas a culpa não é só minha. 
    Eu te disse para não aceitar aquele poder.” Se defende. “Quer mesmo
    Discutir?” O olha incrédula, e faz
    as ondas subirem. “Não.” Segura
    a sua mão, descendo-a, e lhe
    acalmando.
    “O quê é esse veneno de Bael?”
    Enfim investiga. “É uma poção que
    ele me dá, para acumular a libido, e
    causar dor, até que eu ceda aos seus desejos.” Confessa com vergonha 
    de si mesma. “Nossa, isso é...”
    Ele inicia.
    “Engenhoso?” Responde de má
    vontade. “Doentio.” Ele completa.
    “Que seja.” Ela olha para o lado, se
    sentindo frustrada. “O quê Lilá falou
    na mesa, sobre ser o amor da sua
    vida...?” Ele inquire, e a bela
    fica corada.
    “Eu não posso responder. Você 
    é o marido de Eke.” Ela desvia do assunto. “Você é o meu. E só estive 
    com Eke, porquê sabia que Bael é
    um doente.” Ele assume, e a
    faz o olhar surpresa.
    “Só que ao vê-los juntos, acreditei
    que realmente gostava dele, e por isso não tomei partido. Eu não sabia
    o quanto sofria.” Prossegue com a
    sua jura, e coloca seus braços,
    envolta dela, que está de
    costas para ele.
    Seus olhos pedem para abraça-la,
    e os dela permitem. Ele lhe traz para
    o seu colo, e a coloca de frente para a água. “Lembro de quando ficava
    assim com você no paraíso.”
    Diz dando-lhe um beijo
    no rosto.
    “Quando não tinha coragem de 
    assumir que me amava?” Diz com
    sarcasmo. “É, mas não deixava o seu
    irmão se aproximar de forma alguma .” Rebate encostando-a no seu ombro.
    “Isso é errado.” Diz ela ao notar 
    as intenções dele, preocupada com o quê vai acontecer. “Você me fez amar essa frase.” Ele se inclina, e a
    beija. O rosto dela fica vermelho, e
    se sente surpresa com a ousadia. “ É
    como a nossa primeira vez.” Ele a deita. “Eu tenho que te contar...” Ela
    tenta ser sincera. “Quieta. Eu sei o quê quer confessar, mas o quê importa é que te amei como 
    mulher.” Ele beija o seu pescoço, e
    ela continua a se sentir culpada, mas
    o toque dele é tão suave e doce, que
    não consegue resistir ao seu
    carinho. Bael era muito bruto, e cheio de si, e sem o veneno, ela não 
    o cederia tão facilmente, pois seu corpo ficaria seco, sem a devida preliminar. Só que com o arcanjo, se
    sentia bem, e como Azazel lhe deixou de vez, e nem fez nada, finalmente deu uma chance ao quê poderia vir
    a acontecer. “ Se Bael ou Eke...” Ela tenta dizer, e ele a silencia com o indicador. “Esqueça-os, e seja minha outra vez, uma última vez.” Diz com o tom de pedinte, e ela afirma 
    calada. Ele a abraça forte, e a beija
    , tirando-lhe o vestido vermelho, e ela desabotoa a sua camisa. Ambos
    querem ir adiante, os beijos se tornam mais calorosos, ele vai se despedindo. Não há medo nela, não há desespero, há apenas o desejo de 
    entregar-se a paixão. Seus corpos 
    se tornam um, e a sensação daquela energia, os preenche com satisfação, como um prazer inigualável. É este
    o poder do amor, que torna o perigo
    em ação, e o repulsivo em aceitável.
    A dança dos corpos em movimento,
    nem tão sutil, nem bruto, os faz se
    manter ali por muito tempo, até
    ambos derramarem suas 
    libidos. “Eu não me sentia assim 
    há anos.” Diz ele deitando-a em seu peito. “É, nem eu. Você ainda tem a sua forma única de me enlouquecer.” 
    Reconhece ajeitando-se no colo
    dele. “Melhor que Azazel?” Questiona com maldade. “Ele já foi
    um dos senhores da luxúria, então não começa.” O repreende e ele ri, “Está bem”. “Estão satisfeitos? Eke e Bael ficarão felizes em saber a
    notícia.” Hécate corre para contar
    ao pai e a filha, e o arcanjo se prepara para impedi-la. “Não. Saia
    daqui e sobreviva, eu converso com
    eles.” Lucy agarra-lhe o ombro.
    “Eu não posso te deixar aqui.” Ele
    se opõe ao plano, temendo o quê Bael fará com ela. “Pode e vai. 
    Tenho a chama de Harmonia, vou sobreviver.” Responde-lhe o empurrando.  “Eu vou te tirar 
    daqui, te prometo.” Ele diz se preparando para voar. “Não.” Os olhos dela engrandecem, e suas mãos tentam agarrar as dele. “Eu não vou te deixar sofrer mais.” Ele diz e então corre ganhando velocidade, e ergue as suas asas sem olhar para trás. “Miguel” Ela grita desesperada, pois sabe que ninguém o ajudará, já que todos pensam que é traidora, e isto o colocará em 
    risco. “Miguel!!!” Vocifera, e o pai e
    a filha traídos, surgem ao horizonte, fazendo-a ficar calada. “Ele te deixou?” Diz Bael se aproximando, e pegando-a pelo pulso. “Aproveitou-se da sua ingenuidade, e se foi como na adolescência?” Cutuca a ferida, e
    acha que tem êxito, pois a mudez da atual esposa, o deixa satisfeito. Mal
    sabe ele, que aquele silêncio, provém do medo eminente, do arcanjo ser estraçalhado nas terras sombrias. “Ele não ama ninguém mesmo. Mas isto não te eximi da culpa!” Eke concorda, e acerta o tapa no rosto da sua rival. “A única razão para apoiar, esse relacionamento, era que tinha Miguel para mim! Agora que não o tenho, não deixarei você levar o meu pai também!” Diz a sua enteada, com saliva escorrendo pela boca, como um cão raivoso. “Acalme-se, minha pequena, Eu não
    irei a lugar algum com Ela. E esta meretriz que não sairá daqui!” Ele abraça a jovem, e pega a amante do
    seu genro, pelo queixo. “Eu te amei Lucy, fui bom para você, fiz tudo por ti, mas agora vou te mostrar porquê as pessoas me chamam de Novo
    Deus!” Proclama, jogando-a contra a
    parede, com tanto pulso, que esta cai e não se levanta. “Vai conhecer a razão de me chamarem de Sol Negro!” Urra lhe mordendo o pescoço, e cravando seus dentes na veia dela. “Você vai odiar viver ao meu lado. Mas a morte nunca irá te tocar!” Declara olhando nos olhos
    da bela, e esta desmaia. 
    Ao longe o arcanjo Miguel voa de
    volta para o lar, e tenta passar pela  barreira para  o paraíso, só que não
    consegue, pois a partir daquele momento, é um caído.
    Ele força a sua entrada , pois sabe
    o quê Bael fará com Luciféria, e com
    isso os raios o atingem, deixando-o
    a beira da morte. “Somente os anjos
    podem entrar no paraíso.” Diz um
    alado loiro, de cabelos longos,
    bronzeado, e forte.
    “Salatiel ?”  O arcanjo o reconhece,
    e se levanta da areia, regenerando o
    ferimento naturalmente. “O quê faz
    aqui?” Pergunta cumprimentando o
    irmão. “O Pai me enviou, estava
    preocupado.” Responde sem a costumeira doçura.
    “O quê aconteceu?” O arcanjo 
    volta a questionar. E o outro anjo
    o olha com seriedade, como se os
    atos que cometera fossem de todo errado , e então lhe conta o quê
    aconteceu até ali.
    O conto da rivalidade entre irmãs.
    Depois do casamento da filha do
    Inferno, os Deuses dos respectivos planos primordiais, entraram em
    consenso, e extinguiram os seus
    mundos do planeta.
    Assim Céu e Inferno, passaram a
    pertencer a uma dimensão, através
    da qual, só podiam entrar os seres
    semelhantes a energia dos 
    reinos.
    Desta forma se você era inteiramente ligado as regras de
    Yaweh, ia para cima, mas se era
    menos ortodoxo, e conectado a
    Lúcifer, descia para o meio 
    da dimensão.
    Havia um reino ao qual o Inferno
    protegia, que ninguém, seja anjo ou
    demônio devia entrar, e este ficava no subsolo, contendo as criaturas que podiam destruir todas as
    vidas.
    Como tudo isto só foi possível 
    porquê Azazel descobriu, após a sua
    morte. Este manteve as terras que tinha conquistado, e que faziam
    uma ponte com o Inferno,
    ficando a margem
    deste.
    Neste tempo Gabriel abandonou
    o pai, para se juntar a Bael, pois não
    suportou as regras celestiais, e por
    motivos obscuros, não era bem
    vindo no Inferno.
    Lilá percebeu que sua conquista
    não teve tanto sucesso, já que Lilith
    manteve as chaves do mundos dos
    dragões, para quando Luciféria
    “Recuperasse o juízo”.
    Por isso foi atrás de Hécate, que 
    apesar do pouco apreço pela menina
    , notou nela a oportunidade de tirar a outra sobrinha do trono, já que 
    trazer Miguel para a casa, não
    teve efeito.
    Lilá tinha um passado sombrio,
    ainda pior que o da irmã, que pode
    ter influenciado no seu destino, pois a princesa mudou, desde que soube da gravidez de sua mãe, e sonhou 
    que era uma menina, que viria a roubar o lugar.
    Torceu com todas as suas forças, 
    para que sua avó não a desgraçasse, só que Harmonia a ignorou. Então na
    hora do parto, esta fugiu para o céu,
    onde se encontrou com o seu pior
    pesadelo.
    “Fique quieta.” Disse-lhe o belo
    homem de olhos cinzentos, ao entrar
    em seu corpo, enquanto estavam a sós. Só que Luciféria não teve medo,
    apenas agiu com extrema frieza, e
    por pouco ele não foi até o
    fim.
    Graças a Miguel, que estava ali 
    procurando materiais, e Azazel que
    estava procurando pela irmã. Ambos
    desejaram espancar o prisioneiro, no
    entanto a princesa, disse que ele 
    não fez nada grave, e este só
    voltou para a cela.
    “Você está bem mesmo?” Azazel
    lhe perguntou, tentando ver algum sinal de machucado. “Sim, só não quero andar sozinha por aqui de
    novo.” Disse com calma, esta
    era a sua forma, de demonstrar
    desconforto com a situação.
    “Por quê veio até aqui?!” Miguel
    a interrogou em desespero, temendo
    que algo pior pudesse acontecer. “É
    o quê acontece com filhos que não
    tem pais.” Responde olhando 
    para o carro.
    Os olhos cinzas do molestador, encontram os da pequena. Não há
    só medo, há também fúria, e isto 
    o deixa surpreso, e ao mesmo
    tempo encantado.
    Ela não esqueceria daquele dia,
    mas também não deixaria que os
    não envolvidos soubessem. O bebê
    nasceu, e teve a ousadia de vim com
    os olhos violetas. Por esta razão a deusa infernal lhe batizou de
    Lilá.
    “Os olhos dela são como os seus.”
    Disse Lilith com o sorriso, e a bela só
    revirou os olhos. Como no seu sonho,
    a vida dela mudou, com a chegada da sua irmã.
    Seus pais que praticamente viviam
    por ela, passaram a viver pelo novo
    membro, e assim Lucy foi esquecida.
    O quê a fez pensar se devia voltar 
    a rever, aquele psicopata.
    E foi assim que cometeu o seu 
    primeiro ato atroz. Quando todos
    festejavam o aniversário de Lilá, ela foi até a masmorra, e usou o seu poder, para libertá-lo.
    “Vai se arrepender. Por quê está fazendo isso?” Ele lhe perguntou, quando viu que foi uma criança a abrir a porta. “Sei que é a arma secreta de Deus, e que pode
    destruir tudo.” Respondeu com o
    olhar mais frio do mundo.
    “Eu tenho capacidade para matar
    a todos sabia? É um erro.” Ele tentou
    lhe alertar. “É o quê quero que faça.
    É o quê me deve, por me tocar.”
    O convenceu, e este 
    fugiu.
    Miguel viu tudo, e a pegou pelo
    pulso. “O quê acabou de fazer?!” Ele
    disse espantado. “Ele te obrigou?!” É o quê perguntou. “Eu fiz porquê quis,
    entre perder tudo, e vê se destruir,
    prefiro a destruição.” Respondeu
    , deixando-o atônito.
    “O quê está havendo?!” Questionou
    , vendo como poderia ajudá-la. “Não é nada.” Ela desviou. “Eu sou um dos
    seus amigos, me diga.” Insistiu. “Eu
    perdi tudo Miguel. Desde que Ela
    chegou.” Confessou. “Estou muito
    cansada de perder.” Declarou 
    com fogo no olhar.
    “Luciféria. Ter irmãos não é fácil
    mesmo, olha só como é comigo e o
    Gabriel. Ele apronta, e eu é que sou
    culpado. Por outro lado Salatiel 
    me ajuda nos estudos, então ter um irmão não é tão ruim. Repense o 
    quê está fazendo!” Tenta lhe dá uma lição, para que reflita. “Lilá não tem nem 2 anos. Você não sabe como será a relação de vocês.” Ele
    se esforça para fazê-la mudar de
    opinião. “Eu sei sim. Sonho com isso todas as noites. Ela vai se sentar num trono, que deveria ser meu.” Rebate.
    “Há muito mais que um trono Lucy.
    Se ela tiver esse, deixe, pois você
    terá outras chances.” Diz 
    com seriedade.
    “Eu sei que não. Mamãe e Harmonia,
    a traidora, darão tudo a ela, e eu vou
    ser esquecida de novo.” A raiva nela
    o assusta. “Lucy, sua mãe te ama, ela
    não faria isso com você.” Ele tenta
    lhe trazer para a luz. “E outra destruindo tudo, acha que vão te amar de novo?” Inquire. “Eles nem
    estarão vivos para isso.” Diz com a voz sombria. “Se estiverem, vão se
    importar mais com ela, pois você não
    está agindo como quem quer amor,
    e sim ódio.” A repreende. “Ela é
    ruim, vem para tirar tudo de mim, você não entende! Ela vai levar os meus pais, meus irmãos, e até os
    meus dragões.” Chora, e ele a abraça. “Lucy, se ela é tão ruim, seus pais verão, e caso ela tire tudo de ti, saiba que sempre terá a mim.” Esclarece, e ela retribui o abraço, o
    apertando forte. “Só não mate todo
    mundo por medo do futuro, certo?”
    Pede, e ela acena que sim. “E como
    vão capturar Bael?” Pergunta ao
    voltar a si. “Verei o quê posso
    fazer.” A tranquiliza.
    “Sempre que se sentir sozinha 
    pode vim para o laboratório comigo. Sou um pouco frio, mas prometo que te dou atenção.” Ele brinca, e lhe 
    dá um beijo no rosto.
    Naquela época, ele não tinha 
    sentimentos ardentes por ela, mas
    se preocupava, e desejava o seu bem
    , por isso estava disposto a fazer o
    necessário, para que fosse feliz,
    e extinguisse a escuridão
    de si.
    Infelizmente as sombras já haviam
    brotado, e ela não pararia, até o dia
    em que algo trágico aconteceu. Lilá
    cresceu, e em vez de querer o amor
    da mãe, ficou focada em ser a
    nova Hécate.
    Algo que irritou muito a Lilith, que
    se desdobrava para ser amada pela 
    menina, ao ponto de só notar Lucy, quando esta fazia as travessuras 
    para ser notada, ou ao chorar
     pela rejeição.
    Por isso esta perdeu a cabeça, e
    tentou afogar a menina, que agora
    tinha o olho azul marinho, e era mais
    pálida que a neve. O choro de Lucy
    invadia a mente. “Mamãe por quê não me ama mais?” É o quê ouvia, ao pressionar os dedos contra a
    garganta da menor.
    O alvoroço dos irmãos era grande,
    para resgatar a caçula, mas algo era
    ainda maior. O olhar frívolo e cruel da mais velha, que torcia para a
    mãe assassiná-la.
    Lilá olhava direto para irmã, lhe
    pedindo socorro, enquanto a água
    entrava pelos orifícios, e esta não
    movia um dedo, para lhe ajudar,
    algo que a assustou muito.
    Porém ao ver o próprio reflexo 
    sorridente na água, Luciféria saiu
    correndo, preocupada com o nível
    a que seu ciúme havia chegado,
    e no quê estava se tornando.
    Ela se afastou de tudo, de todos,
    e ficou chorando no meio da mata, 
    com medo de si mesma, e do quê
    era capaz. Foi quando subiu na
    árvore, e atirou-se no 
    piso.
    Azazel viu a sua queda, e correu
    para ajudá-la. “Você está bem?” Ele
    lhe perguntou, limpando o seu joelho ferido. “Promete que não vai me deixar!” Ela se atirou no peito dele,
    entre lágrimas, que não paravam
    de transbordar. “Eu prometo” Disse
    sem entender, e a carregou de volta
    para o castelo, onde recebeu a noticia, de que a irmã não
    ficaria mais lá.
    Lilá estava apavorada, com os 
    atos da mãe, e a atitude grotesca
    da irmã, por isso implorou para ir
    embora com o seu tio Krishna,
    que a aceitou em seu 
    reino.
    Ao contrário do quê possa imaginar,
    Lucy sentiu alívio por sua irmã partir, não por motivos egoístas, e sim por
    quê poderia terminar o quê a
    rainha começou.
    Luciféria e Lilá cresceram longe 
    uma da outra, e com tudo o quê 
    aconteceu, Lilith aprendeu que
    devia amar todos os filhos, de
    forma igual.
    Porém Luciféria não a perdoo,
    já que seu ato lhe trouxe muitas
    ruínas. Em vez de ficar muito tempo
    no castelo, preferia viver nas matas,
    com Azazel, ou no laboratório com
    Miguel, já que ambos faziam o
    possível para ajudá-la.
    “Bravinha.” Lúcifer chamou-lhe a
    atenção antes de sair. “Sim pai.” Lhe
    respondeu, voltando para o salão, e
    este saiu do trono para caminhar
    com ela.
    “Eu vi como reagiu a quase morte
    de sua irmã.” É direto, e a coloca no
    seu colo, como um bebê.” Só vi este
    olhar, em minhas batalhas, quando
    matava inocentes para o seu avô.”
    Assume, deixando-a surpresa, pois não achava que justo o seu pai 
    lhe entenderia.
    “É muito jovem para sentir tal 
    ódio. Assim como eu era na sua idade.” Disse carregando-a e lhe
    colocando na cadeira da frente.
    “Mas meu pai não era amoroso, 
    e eu nunca tinha visto minha mãe, então tinha motivos. E você?
    O quê te deixou assim?” Tenta
    saber, para lhe auxiliar, sem
    julgamentos.
    “Lilá.” Responde com vergonha,
    baixando a cabeça. “Luciféria. Só o
    seu ciúme, não lhe levaria a sorri por alguém morrer.” Ele diz em represália. “Não importa. Você não
    entende, nunca precisou dividir a sua mãe com ninguém.” Rebate, ficando
    defensiva. “Pode me contar tudo,
    minha garotinha, não vou apontar o
    dedo.” Diz percebendo que há algo
    errado. “Esqueça isso pai. Eu já esqueci.” Responde tentando mudar o assunto. “O quê fizeram com você?” Ele questiona desconfiado. “Eu fui torturada. Com 5 anos, só
    que isso não vem ao caso, fiz da dor a minha força, não virei vítima do
    acaso. Então deixe o passado no
    seu lugar!” Esbraveja. “Quem lhe
    torturou?” Inquire lentamente. “Oras
    quem sempre quis a infelicidade da mãe?” Diz e da os ombros, indo até
    a área morta, onde ficava o lugar
    em que o arcanjo trabalhava. “O quê
    vamos aprender hoje, querido professor?” Diz se esgueirando para cima dele, e este se afasta. “Lucy.”
    Diz em tom de ordem, fazendo-a
    parar. “Eu só queria me divertir.” Diz claramente entediada. “O quê houve?” Pergunta girando a chave
    de um transporte móvel. “Meu pai, acho que querendo trazer Lilá de volta, me fez me lembrar de quando Hécate me raptou.” Diz sentando-se a mesa, sem se importar com as pernas. “Modos.” Ele a julga, e esta se recompõe. “Foi horrível. Tudo o quê ela me fez passar, e nem sei o porquê , talvez seja um castigo premeditado de Harmonia.” Concluiu, e ele deixou o quê fazia para atendê-la. “Lucy.” Chama-lhe a atenção. “Eu já fechei a perna!” Se defende. “Não é isso, mas agradeço, sabe que é pecado provocar um anjo.” Agradece, e se
    senta ao lado dela, para não olhar para as suas coxas. “Você não foi a única a odiar a chegada de um bebê.” Revela, e esta o olha atenta.
    “Eu te odiei no nascimento, porquê
    era a prova de uma falha do meu
    pai.” Prossegue confessando. “Tá
    mas é um sagrado, deve ter sabido
    lidar com isso.” Se desliga da conversa. “Sou sagrado agora, antes era um moleque burro, que te deu para a pior bruxa negra do universo.”
    Responde, e isso a faz ficar em choque. “Miguel. Eu estava andando
    pela floresta. Não foi...” Tenta fazer
    ele falar o quê acha ser verdade. “Eu
    queria que te matassem, para que ninguém soubesse da vergonha do meu pai.” Ele segue falando, e segura a mão dela. “Ela me acorrentou, me deixou sem comer
    e beber. Eu tive de urinar no canto
    que estava presa. Fui tratada como
    um animal!” Grita com ele, e este
    lhe abraça forte. “Por favor me perdoa.” Diz entre lágrimas, coisa que ela jamais vira antes. “Eu amo
    você, não há um dia que a culpa não me consuma.” Assume, apertando-a
    , e esta fica triste. “Houve um tempo
    , que você era tudo para mim, mas
    hoje, todo o meu amor morreu.”
    Diz derramando uma lágrima
    solitária, e se solta.
    “Lucy, eu errei! Como você! Mas
    me recuperei! Também pode!” Ele berra, já que ela o toca de maneira profunda. “Eu não quero me tornar
    tão patética.” Diz na porta, e o
    deixa para trás.
    A jovem chora , encostada na copa
    de uma árvore, e ao ouvir os sons do seu sofrimento, Azazel se aproxima.
    “Lucy.” Diz vendo-a cabisbaixa. “O
    quê houve?” Pergunta. “O Miguel,
    o Miguel...” Soluça sem parar,
    e o anjo vai até o pivô.
    Sem dizer uma palavra, acerta-lhe
    um soco na face, o tirando do meio do seu projeto, e este se mostra espantado. “Ela me chama de patético, e eu que apanho?” Diz quase indignado. “O quê fez com Ela?” O jovem pergunta entredentes. “Não fiz nada.” Responde revirando os olhos. “Lucy não estaria chorando na floresta por sua causa, se não fosse algo!” Rebate, e o arcanjo sente o peso da consciência. “Quer a verdade?” Ele pergunta com ironia.
    “Você...” Diz com o tom sombrio. “Eu sou um idiota. Devia ter ficado calado sobre ter lhe entregado para Hécate.” Se responsabiliza, e volta aos afazeres. “Você contou a ela?” Ele investiga, e o outro acena que
    sim, ainda em silêncio. Sabendo que Lucy, era totalmente louca de amores por ele, Azazel conclui o quanto isso a machucou, e a leva para caçar, e se divertir para se
    esquecer da dor. Um talento que Miguel não tinha, era fazer ela se sentir bem mesmo nos piores momentos, e por isso o irmão mais velho dela, fez questão de lhe dar apoio para melhorar.
    Naquele dia a triste verdade, não
    lhe assombrou, pois ele a distraiu com piadas, pegadinhas, e a fez ir
    até o topo do céu com Graham, e
    Anahan, a sua draconesa de
    estimação.
    Infelizmente a noite veio, e com
    ela as lembranças também. “Azazel”
    Lhe chamou antes de sair do quarto.
    “Eu não consigo dormir sozinha, por
    favor fique comigo.” Pediu, e este
    voltou, e deitou-se atrás dela
    lhe abraçando.
    “Como quando éramos crianças,
    e eu temia matar a Lilá.” Disse com
    um sorriso tristonho. “É, e eu dizia
    que enquanto estivesse nos meus braços, não machucaria ninguém, nem a si mesma.” Ele relembra, e
    ela fecha os olhos. “O melhor
    abraço do mundo” Diz ao
    adormecer.
    Seu sonho é uma lembrança, 
    de quando ambos eram crianças,
    ela tinha 7 e ele 9. Estavam a beira
    do rio cristalino, sentados na ponte,
    sob a vigilância do arcanjo, que 
    teve de sair por minutos.
    “Você já beijou alguém antes?” Lhe pergunta. “É claro. Me tornei um dos soldados cedo, e você sabe.” Disse ao olhar para o fundo da água. “Já fez o
    algo mais?” Se mostra curiosa. “Sim
    , mesmo que Deus não permita. A onde quer chegar?” Questiona, já conhecendo as táticas da irmã. “Eu
    quero que me beije.” Diz diretamente. “Não prefere aquele almofadinha?” Fala a contragosto. “Ele é velho para mim, e eu conheço a sua fama.” Brinca, e o menino ri. “As ninfas deviam se calar.” Se vira para ela. “ Tem certeza disso?” Pergunta, e ela fecha
    os olhos. “Está bem.” Os seus lábios
    se encostam nos dela. “É um beijo
    de verdade.” Ela sorri e ele também,
    logo suas bocas se abrem, e um 
    morde o outro. Ao ver aquele beijo
    tão intenso Miguel surta, e berra com os irmãos. “Luciféria! Azazel!
    Não deviam fazer isso!” Os julga.
    “Lúcifer saberá disso!” Ameaça, e
    Os dois ficam com medo de mãos
    dadas, como um casal de cupidos.
    Infelizmente para o código de Miguel, o pai deles acha isso bem
    normal, e aprova o sentimento dos dois. “Oras deixe de ser tão certinho.
    Está com raiva por quê nunca beijou ninguém.” O portador da luz mostra
    que está despreocupado. “É piada não é? Já estive com várias ninfas!” o anjo se defende. “É, mas só elas lhe beijaram, você nunca as beijou.”
    Disse-lhe bebendo vinho, e ao ouvir
    aquelas palavras, Lucy desejou ter a honra de ser a primeira, a receber o
    beijo imaculado dele. Cartas, e mais cartas são escritas para o arcanjo, o
    fogo as queima, e a voz dele lhe
    confessando tudo, fica a 
    atormentá-la. “O homem que amo,
    é o quê quase me matou. Eu preciso o esquecer!” Pensou ao acordar nos braços do seu irmão, e por algum
    tempo, voltou o seus dias, e o
    coração para Azazel. Ao vê-la sempre ao lado do irmão mais velho, Miguel teve o gosto do ciúme. Era duro não
    ter aquele sorriso, as perturbações,
    e a sua companhia. Já estava apaixonado, por isso corria atrás dela, e pedia para lhe perdoar, só que ela o ignorava. Por isso, quando  viu outra menina apaixonada por ele, tentou ser como um príncipe para
    esta. Não queria causar algum desconforto na sua amada, porém quando passou a cuidar de Eke, Luciféria o odiou ao ponto de nem lhe olhar na cara. “Vá ficar com a sua nova ajudante.” Disse tentando pegar um livro de magia, no alto da estante. “Ela não entra no laboratório.” Esclarece. “Isso não
    é do meu interesse.” Diz com o nariz empinado, e acaba escorregando da escada, mas ele a pega. “Não é o quê parece.” Diz sorrindo, e ela sai do colo dele.  “Tanto faz. Hoje Lilá volta para casa, não tenho mais paciência, para problemas.” Diz indo embora.
    Lilá voltou da casa do tio diferente,
    para uma criança de  8 anos, muito mais parecia uma de 12, e em vez de usar pequenos vestidinhos, vestia-se como adulta, algo que traumatizou
    a mãe de imediato, pois achava 
    que só na adolescência a
    veria assim.
    Ela cumprimentou a todos com
    graça e doçura, como se fosse outra
    criatura. Mas não tardou para ouvir
    os boatos, de que esta andava a
    animar as noites dos irmãos,
    que ficaram divididos.
    Os mais velhos Azazel e Asmodeus,
    ficaram ao lado de Luciféria, e os outros, Caim e Mammon, se juntaram a Lilá. O clima de guerra
    era constante, por isso Lucy seguiu
    distanciando-se de seu lar, sempre
    ao lado do seu irmão. Lilá percebia
    que a incomodava, e por isso tomou
    as rédeas da situação. “Eu sei que
    você ama minha irmã.” Disse com
    maldade para o arcanjo. “Isso é um
    assunto de adultos.” Retrucou com
    frieza. “E desde quando a Lucy é
    adulta?” Brincou, e ele lhe olhou
    com desprezo. “Eu posso fazer ela
    voltar a te ver.” Propõe. “E por quê faria isso? Não a odeia e a quer 
    infeliz pelo passado?” Perguntou já
    desconfiado. “Não, éramos menores,
    agora quero que tudo fique bem.” Diz com certa destreza. “O quê me
    sugere? Já pedi perdão, enviei o livro
    sobre o mundo proibido, que ela tanto ama, me humilhei, o quê falta?” Conta. “Deixa comigo.” O convence, e inicia seu plano. 
    Como quem não quer nada, faz 
    com que Luciféria vá parar no meio de uma floresta negra, sozinha e sem algo para se defender, e prossegue da mesma forma com o soldado, o enviando ao encontro dela.
    “Ah claro! Tinha que ser o psicopata!” Diz ela ao vê-lo chegar,
    Enquanto quase arranca os cabelos,
    Tentando retornar para onde acha
    seguro. “Eu não fiz nada. Foi a Lilá.” Responde. “Eu odeio minha irmã,
    mas não sou idiota.” Rebate. “É a
    verdade. Ela queria que a gente se reconciliasse.” Ele se senta sob a
    pedra, e a bela gargalha. “Lilá? A
    minha irmã mais nova? Por quê? Você é muito fácil de enganar.” Diz
    com sarcasmo, e este balança a sua
    cabeça em negação sorrindo. “Sou um arcanjo. Treinado. Ela falou a
    verdade.” Diz com arrogância. “Oh.
    Então se ela me quer com você, é mais uma razão para eu não querer.”
    Retruca, e este se levanta. Os passos
    dele são rápidos, e em segundos a
    encosta no tronco da árvore. “Eu fui
    um idiota, quantas vezes preciso ter que repetir, para que me perdoe?” Diz olhando nos olhos dela. “ Você me enviou para a morte!” Grita. “É,
    mas também fui lá para consertar o erro, e te devolver para a sua família.” Deixa em pratos limpos. “E isso faz de você um herói?!” Pergunta de forma irônica. “Não, mas mostra a minha consciência.” Ele vira o rosto, envergonhado consigo mesmo. “Eu amo você.” Ele diz e os olhos dela crescem devido a pausa, porquê aquilo lhe faz pensar que chegou o dia que passou a lhe
    retribuir. “Foi um erro, mas por favor pare de basear nossa amizade nisso.” 
    E a expectativa cai por terra. “Tudo
    bem. Me desculpa, por dizer que era patético.” Sorri sem jeito, e ele se
    afasta. “Sem problemas. Agora me diga, por quê achava que Lilá queria
    que ficássemos juntos?” Questiona
    sem entender, na mente dele Luciféria era carinhosa e provocativa 
    com todos os amigos, por isso achava que as declarações eram só
    parte do seu jogo, e não que sentia
    realmente algo. Depois deste dia,
    eles voltaram a se falar, e Luciféria ficou em débito com a menor, que
    fez questão de cobrar, lhe fazendo
    levá-la para sair, e pedir para o
    anjo levar Gabriel.
    Após a irmã lhe ajudar, e passarem
    horas juntas, Luciféria percebeu que Lilá não era insuportável, e que em vez de ser sua inimiga, podia se
    tornar o contrário. Para a surpresa
    de todos, as irmãs passaram a ficar grudadas como chiclete e sapato, e
    ao vê-las sorrindo, Lilith se sentiu
    feliz, por não ter ameaçado o laço
    fraterno delas, com o seu amor
    mal dividido. Luciféria acreditava
    que estava tudo bem, e para compensar sua atitude no passado,
    fazia tudo o quê Lilá queria, mimando-a mais que a própria 
    mãe. Azazel detestava isso, 
    porquê ao ver os encontros duplos, tinha certeza de uma coisa: Lilá não os apoiaria, e fazia tudo por Luciféria e Miguel, só para ver o menino Gabriel. Por isso este veio a alertar
    a irmã, que encantada pelo apoio da caçula, não o ouviu. Porém ele não era o único a notar tal coisa, o
    arcanjo também viu. “Lucy. Lilá só
    nos quer juntos, porquê assim pode ficar junto de Gabriel. Não se engane
    , ela é realmente má, como Hécate.”
    Miguel lhe disse. “Isso não é verdade.
    Minha irmã me ama, e deseja que eu seja feliz.” Rebateu com raiva. “Lucy
    , tome cuidado.” Continuou a avisar.
    “Eu te mostrarei o contrário.” Diz
    com a certeza de que ele está se equivocando. Então usando as suas
    táticas de manipulação, faz com que
    Gabriel beije Eke, sem saber que Lilá estava vendo, provocando uma bela
    briga entre o casalzinho, para ver
    até onde a pequena vai. Não tarda
    para que esta se afaste da mais velha, e volte as antigas provocações, por não ter mais nem uma valia manter o contato com 
    ela. Isso decepciona Luciféria de tal
    forma, que esta chega a chorar. “O quê achou? Que basta pedir desculpa
    por tentar me matar, e seremos as
    siamesas?! Cresça!” Disse-lhe em seu momento de raiva. “Eu descobri um
    segredo de Gabriel, depois de seduzir o Miguel, e o fiz beijar Eke. Ele não te traiu porquê quis.” Diz com frieza, e
    a deixa para trás. Há conflito dentro
    da jovem, pois parte dela odeia a sua irmã, mas a outra parte, a ama e se
    sente triste, por perder uma amiga
    tão boa. Assim as irmãs crescem nesta relação de amor e ódio, que 
    na mente de Luciféria acaba sendo só de amor, quando Lilá chega a adolescência, porém para a sua tristeza, vem a descobrir mais tarde,
    que sua melhor amiga, continua a
    odiá-la, e isto a machuca muito.
    “Como se sente agora?” Lilá 
    pergunta para a irmã, que está amordaçada. A mesma revira os
    olhos, e esta tira o tecido da 
    sua boca.
    “Obrigada” Agradece com o
    sorriso irônico. “Estou muito bem.”
    Mente descaradamente. “Mas e
    você? Já preparou o vestido de
    noiva?” Questiona-lhe com
    alegria raivosa.
    “Sim, será vermelho, como no
    seu pesadelo. Bael se casará comigo,
    e sentarei no trono ao lado dele” A
    mais nova provoca, e a outra se
    debate, tentando atacá-la.
    “Finalmente ganhou uma. Afinal
    os portões de Tiamat, só podem ser
    abertos por mim, e Harmonia me fez
    a deusa” Rebate, tentando conter
    a ira, por conta da derrota.
    “Ah pare! Harmonia só te fez deusa
    , porquê Eu não estava lá!” Berra, e a irmã ri. “Ou o Destino preferiu assim, e não era mesmo para ser você. Pode
    ser a nova rainha de Bael, mas nunca
    será eu querida, lamento.” Diz com
    o tom provocativo.
    “Não quero ser você. Nunca quis.
    Só queria o meu espaço. Mas como
    sempre, quando tinha a menor chance de brilhar, vinha a Luciféria
    bravinha, e me ofuscava com sua
    luz radiante!” Retruca, mostrando
    o seu descontentamento.
    “Você só queria roubar o meu
     lugar! Não se faça de sonsa!” Grita
    de volta. “Por quê acha isso? Porquê 
    nasci com a cor dos seus malditos olhos? Por quê quis ser adorada? Ou
    pior por quê só queria que minha 
    irmã me amasse?!” Lilá perde a cabeça, e põe pra fora tudo o
    quê a machuca. “Não tente me manipular, eu te ensinei isso!” A rainha deposta se mostra furiosa.
    “É! Como me ensinou a me vestir direito! A criar uma conexão com as aves! A estudar! E todo o resto! Eu nunca invejei você Lucy! Mas sempre teve tanta insegurança, que nem percebeu que eu te admirava!” Solta todas as mágoas, fazendo a prisioneira ficar em silêncio. “Eu queria sim ser como você, mas era antes, Hécate tinha me ferido muito, e você era o meu exemplo feminino, já que nossa mãe não acreditava que eu tinha mudado.” Senta do lado da irmã, como uma criança. “Só que você, só soube me machucar, me testar, e se afastar. Você não queria ser minha amiga, e sim que eu fosse a sua inimiga, e por isso me tornei
    o quê temia.” Diz entre lágrimas. “Isso não é verdade, pois se for...” Diz para a mocinha. “Eu só me tornei sua inimiga, porquê me fez assim?!” Mostra a conclusão. “Não! Você era ruim! Eu via! Não pode ter sido minha culpa!” A jovem rainha chora,
    negando a realidade dos fatos. “Eu
    podia ser diferente. Já parou para pensar, se não te mostraram o futuro, só para que mudasse?” Ela
    se mostra arrependida. “Que diferença faz? Você seguiu mesmo pra escuridão, e agora está indo para o meu lugar. Como na visão que a velha me mostrou” A nobre se mostra triste. “E importa Lucy? Por acaso gosta de reinar com Ele? Quer mesmo esse lugar?” Pergunta-lhe com incredulidade. “Não.” Ela responde com voz fraca. “Luciféria, 
    Luciféria Lilith II. Não me diga que...”
    Lilá percebe o desconforto da irmã. “Não, Lucy, Não. Miguel e Azazel são
    uma coisa, ele é horrível! Um monstro!” Esbraveja espantada. “Não pode sentir algo por Ele!” Termina, e a consanguínea fica em silêncio. “Lucy. Não.” A caçula, fica em choque. “Ele deixou as outras, 
    e me fez a rainha” Assume. “E mesmo sendo um idiota, tem até cuidado bem de mim.” Prossegue com o relato. “Ele não é nada disso...” Tenta acordá-la, e o próprio entra no lugar. “Pensei que tentaria atormentá-la, e não colocá-la contra mim.” Diz com o sorriso maléfico, e
    estala os dedos, para que venham lhe prender. “Não! Lucy! Lucy! Ele é um monstro!” A irmã tenta dizer, ao ser amarrada. “Ele abusou de mim!” Grita ao passar pela porta, e isto deixa a rainha catatônica. “Eu fiz o mesmo com Eke. Qual a novidade?” Diz o demônio, colocando uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. “Você abusou da minha irmã?” Pergunta incisiva. “Sim, mas não como com você, com ela fui até o fim.” Responde sorridente. “Quantos anos. Quantos anos ela tinha?!” A dama inquire com vigor. “A idade de
    Eke. Por quê? Foi você que me libertou lembra? E me pediu para destruir tudo! Só quis me divertir um pouco!” Diz como se o seu ato fosse normal. “Você a atacou!” Berra com
    ódio. “Sim, e agora farei dela a minha rainha.” Rebate com frieza.
    As mãos dela se soltam, e acertam-lhe um tapa. “Já chega.” Diz angustiada. “Está com ciúme? Depois de se entregar para o arcanjo!?” Diz o novo deus ao limpar o sangue do lábio. “Ciúme eu sentia antes. Por você dormir com a minha irmã jovem e adulta. O quê sinto por você é nojo!” Grita, e ele se
    surpreende. “Lucy.” Diz implorativo. “Não toque em mim!” Se livra da mão dele. “Você me amava?” Ele a pergunta, percebendo a revelação no seu discurso de raiva. “Não! Não sei
    ! Só não te detestava!” A rainha continua a negar o quê sente. “Eu não sabia...” O arrependimento é claro em suas palavras. “Depois de tanto se gabar por me seduzir?! Eu não sou idiota!” Urra. “Lucy.” Ele fica como um bichinho assustado. “Você é um monstro!” Vocifera , o empurrando. “Lucy.” O olhar dela,
    é preenchido pelo rancor, e o violeta enegrece, até ficar como um tubarão, preste a devorar a sua presa. “O quê você...” Ele teme que ela tenha descoberto o tamanho de seu poder. Sem dizer uma palavra,
    ela o puxa pela gola da camisa, e o beija com ferocidade. Algo que o surpreende, mas não tarda para perceber, que não há sentimentos naquilo, e tenta se soltar, só que ela segura o seu pulso, e tenta tomar o
    Caos dele a força, sugando a sua
    energia. Como um machista, tenta mostra superioridade, porém para
    o seu azar, o poder dela cresce pelo ódio, e seu amor pela irmã. Logo os olhos dos dois ficam brancos, e ela mergulha na mente dele. Há uma linda garota de olhos vermelhos como o sangue, parece ter entre 13 ou 14 anos, e então um homem que muito se parece com ela, vem e a toma nos braços, diante toda a família, e a sua prima. Ele tira as suas roupinhas, a toca sem pudor, a penetra como uma cadela no cio. Contudo não se engane, não é Eke
    a vítima, e sim o próprio Bael que
    a rainha colocou na pele da filha, que após este ato horrendo atraiu a sua irmã, para ser iniciada na magia 
    como ela. Ao contrário da rebenta, que depois sentiu prazer no ato. Ele fica com medo, aterrorizado, e implora que lhe salvem, pois aquela sensação é horrível. Seus olhos lagrimam, e então Eke acerta a cabeça da madrasta com a madeira. “Deixe-o em paz!” Grita em pânico,
    atirando a jovem para longe. Esta cai atordoada pelo golpe, e o demônio
    volta para a realidade. Ao vê-la caída na parede, ele arremessa a própria filha, e pega a esposa pelos cabelos, arrancando-lhe o vestido. “Desgraçada!” Diz ele furioso, com
    os olhos cheios de sangue, de tanto exasperar. “Vai pagar pela afronta!” Brada entrando no corpo mole dela, fazendo movimentos tão violentos, que seu membro fica coberto de linhas rubras. “Me larga!” A jovem grita, e ele pressiona seu pulso, até o osso rachar, causando-lhe uma dor insuportável. “Você não é maior que Eu! Nem mais forte!” Grita como se estivesse em desespero para oprimi-la, e a coloca de cara na parede, 
    pressionando sua face no concreto,
    ao balançar-se para dentro dela. O
    tempo parece lento, a dor é incessante, o poder de Harmonia,
    em seu corpo, é sufocado pela escuridão presente em Bael. “Para!”
    A filha do Inferno grita, passando
    por ele como um vulto, e isto o distrai. Ela não suporta a ardência
    em seus músculos feridos, e desmaia no piso. “Eu te odeio.” São as suas
    últimas palavras, antes de fechar
    os olhos. “O quê está olhando?!
    Amarrem-na com cordas mágicas!”
    Ordena, ao ver os olhos grandes de
    Hécate, e esta aprisiona a sobrinha, com a corda encantada, enquanto
    Eke prende-lhe os pés. O novo deus,
    sai do local, extremamente exaltado,
    e resolve descontar tudo em Lilá. Com a mais nova segue um padrão diferente, lhe perfura a língua com o prego, e a penetra com uma camada cheia de espinho, ferindo-a muito
    mais. “É tudo sua culpa! Sabia?!” Ele grita, segurando-a de costas, e lhe
    enfiando o membro. “Ela me amava!
    Ficaria comigo! Se não viesse para
    Reclamar a coroa de rainha!” O rubro fica denso, a mocinha chora sem parar. “Você...Você é o culpado
    não eu.” É tudo o quê ela diz quando
    ele pausa, o quê o faz retomar a tortura, e castigá-la muito mais. No dia seguinte...Luciféria e Lilá estão presas em lados opostos, Eke prepara as vestes da quarta rainha, e Bael segue irritado, temendo que a terceira esposa, volte a atormentá-lo. A cerimônia de coroação de Lilá, não é nada honrosa, ele a leva para o altar, sendo puxada por uma coleira como um animal, fazendo-a inclusive andar como quadrúpede,
    mesmo sem forças. Os servos olham horrorizados para tamanha crueldade, e ele justifica como um ato de correção a má conduta, sem se importar com o medo presente
    nos homens. A coroa é posta na cabeça de Lilá, e o sangue escorre
    por sua face amedrontada. “Bem vinda, nova rainha. Não era isso o quê queria?” Diz ele com sarcasmo, e a dama vira-se lentamente para o encarar. “Teria sido assim quando pôs a coroa na cabeça de Luciféria?”
    Se questionava. Contudo a resposta
    era não, ninguém sabe a razão, mas o novo Senhor da Terra, fez para a sua sobrinha o casamento mais belo ,e com todos os gastos que se possa imaginar. A terceira esposa, lhe era tão importante, que tirou o título das outras para que fosse a única a dividir o trono real. Algo que trouxe
    tanta infelicidade a mãe e a filha, que estas armaram para que Lilá viesse reclamar a coroa, que desde pequena Hécate tinha lhe prometido,
    se fizesse tudo o quê ordenava. Um
    homem de negros cabelos longos e olhos claros, sente uma dor tremenda, ao ver Lilá praticamente nua, sofrendo tamanha humilhação. É Caim, um dos irmãos mais novos de Luciféria, e mais velho que a caçula. Ele não suporta, e abandona o local, a notícia de que Bael tinha uma quarta rainha, logo se espalha, e isto chama a atenção de Miguel. “Precisamos chamar as tropas celestiais!” Diz para o seu irmão mais novo. “Luciféria escolheu o próprio destino, nós não podemos fazer nada.” Diz Salatiel, é claro que queria prestar ajuda, mas sabia que Yaweh não aprovaria. “E o quê faço?! Fico de braços cruzados, vendo a mulher que amo sofrer?!” Diz indignado. “É claro que não. Disse que Nós não podemos ajudá-la. Mas há alguém que pode.” Responde com um sorriso, encontrando uma saída para o irmão, que não mais podia ir para o paraíso. “Quem?!” Quase ulula, de tanta esperança. “Se Bael tem uma quarta rainha, Luciféria não deve está bem.” Diz Asmodeus olhando para Azazel, enquanto este termina a bebida, rodeado por duas mulheres.
    “Ela escolheu casar com ele. Devia saber que logo deixaria de ser a única.” Responde evidentemente sob o efeito da droga infernal. “Não se preocupa?” O irmão e amigo pergunta. “Ele fez um belo casamento, lhe deu o mundo, e atende a todas as vontades dela. Um coração partido deve compensar o poder.” Rebate mostrando-se frustrado. “E se ela foi forçada a isso?” Uma voz familiar diz, e o forasteiro o encara. “Você?! Você não é bem vindo em meu reino!” O demônio meio bode grita. “É? Mas como pode ver, agora posso entrar no Inferno.” Esclarece. “Então vá para lá.” Diz o sátiro rabugento. “Já tentei, mas Lilith e Lúcifer se recusam a ajudar a filha.” Rebate. “É lógico, o quê vier a acontecer com Luciféria, é consequência da própria escolha.” Se mostra indiferente. “Como disse antes, Lucy não teve uma escolha.” O anjo diz como se o outro fosse idiota.
    “Lucy se casou com Bael. E no casamento existe o termo de “sim” e “não”, e ela disse “sim”, então que tal desistir dela também? Há muitas ninfas renegadas aqui. Sei que se casou com Eke, mas claramente não é a sua mulher que ama, então junte-se a nós e divirta-se” Volta a beber, e sorri para as moças. “ Lucy
    não ama Bael!” O anjo esbraveja, com tanto ímpeto, que o demônio fica desconfiado. “Como tem tanta certeza?” Questiona insidioso, e ao ver que ele tinha abandonado as súcubos, o irmão se põe entre
    eles. “ Eu dormi com ela.” Confessa, em voz baixa, e o irmão da princesa perde a cabeça, indo para cima do
    alado, acertando-lhe golpes certeiros no queixo e na boca. “E veio aqui para quê?! Se gabar da conquista?!”
    Berra, ao deixar o anjo no piso, lhe atingindo com murros violentos.  “Não. Bael vai matar a Lucy por isso.” Sussurra, limpando o sangue nos lábios, com a costa da mão. “Você é o amante da mulher dele, resolva.” Diz saindo de cima do rival.
    “O quê aconteceu com você? ” O inimigo inquire, assombrado pela forma como o demônio está agindo, e este o ignora. “Antes me machucaria, e correria para resgatá-la. Agora só a despreza, como um covarde!” Se levanta, e ajeita as roupas. “Só cansei de correr atrás, e
    ela escolher os idiotas que a machucam!” Revela em protesto a acusação. “O quê? Azazel ela passou 100 anos perto de mim, e não quis
    sequer trair a sua memória!” Fica desesperado. “Depois de te beijar no meu enterro, e antes de casar com aquele monstro. Conta outra!” Volta a atacar. “Eu a beijei todas as vezes!
    A única que ela o fez, foi só me usando para descarregar energia!” 
    Assume a responsabilidade. “Não foi
    o quê Eke e Lilá me contaram!” Ele
    bebe o cálice do forte liquido. “Ah por favor! Elas odeiam a Lucy! Não te diriam a verdade!” O arcanjo revira os olhos. “Eu sou o culpado. Não ela.
    Tal como você foi no dia do meu noivado.” O relembra. “E vim te implorar que a ajude, porquê todo o tempo que perdemos, significam mais sofrimento para ela!” Tenta
    mais uma vez. “Lucy não vai querer a minha ajuda.” Recobra a razão, e se sente um babaca. “Ela não te esqueceu.” Admite com dor na garganta. “Como sabe?” Ele lhe pergunta. “Me certifiquei” Responde, e se lembra que a amada, considera o demônio como o senhor da luxúria.
    “Por favor, você é a única chance que ela tem.” Pede-lhe mais uma vez, e o rei considera a ideia. “Posso ir com vocês?” Diz o jovem futuro primeiro assassino da história. “Por quê?” O arcanjo o olha com desgosto. “Lilá também precisa de ajuda, e o meu exército de vampiros pode lhes ser útil.” Responde, e os quatro irmãos que estavam no bar da antiguidade, seguem parao resgate das princesas. “Lilá, nunca será somente sua Cam.” Azazel o adverte. “É, ela já esteve com todo o inferno praticamente. É melhor desistir” Miguel concorda. “Desculpa, mas estou ouvindo isso do anjo que foi traído no dia do casamento, e do demônio cujo o luto foi desrespeitado?” O mais jovem provoca, e os dois se calam. “Sei que amam Luciféria, mas ela também não é um exemplo de mulher certa.”
    Atira na face dos rivais, e eles reagem. Miguel sorri forçadamente, e Azazel finge não ter ouvido. “Está bem. Vamos salvá-las.” O rei tenta desviar do assunto, e monta no seu cavalo negro. “Azazel.” O alado o chama a sós, e este fica confuso. “Por favor, entregue isto a ela quando encontrá-la.” Pede com educação. “Por quê não entrega você? Logo a veremos.” O demônio recusa. “Por quê é provável que eu não volte.” Mostra  receio. “O quê?” O jovem rei fica surpreso. “Você o enfrentou no passado, e ela sofreu com a sua perda. Tem que ficar
    vivo desta vez.” Diz com um sorriso sem vontade, e move as rédeas do seu equino branco. “Não morra
    bastardo!” Grita seguindo outro
    caminho, e guiando os exércitos de
    Azazel e Caim, junto de Asmodeus, 
    que se mostrou pronto para o
    auxiliar. O demônio guarda a garrafa com uma carta dentro da cela, e segue o plano com Caim. “Pronto para resgatá-las?” O sátiro pergunta, pensando na amada ruiva. “Estou sempre pronto.” Responde o vampiro, e os cavalos cavalgam rapidamente, atirando-os contra
    o ar, enquanto estes se transformam em lobos negros enormes.
    Miguel vê que Asmodeus está se pondo em perigo, e olha para este com curiosidade. “Por quê veio?”
    lhe questiona. “Luciféria e Lilá são
    importantes para mim.” Responde,
    seguindo ao lado do arcanjo. “Bem
    mais que importantes, já que está
    colocando sua vida em risco por
    elas.” Brinca, e este apenas se faz de desentendido. De fato tinha algo
    errado, e só o tempo iria 
    mostrar.
    O assassinato e o luto
    Dois cavaleiros, mudam suas formas, 
    o primeiro para a de uma serpente, e o segundo para um morcego, e eles vasculham o lar do novo Deus. O morcego, sobrevoa até a área mais alta, enquanto a cobra passa por debaixo da porta. Ao achar o cativeiro, a cobra toma a forma de um homem encapuzado, que desamarra a jovem terceira rainha, e a pega nos braços. “Você voltou para me salvar.” Ela sorri, ao ser carregada, para fora da sala, e a culpa o consome, por vê-la num estado tão crítico. Os lábios estão secos, o rosto marcado pelo cimento, as roupas rasgadas, e esta nem consegue andar. O palácio piramidal está vazio, e não é
    por acaso, pois a família Belzebu teve de se retirar, deixando alguns soldados para vigiar as princesas, enquanto seguiam para Memphis,
    onde havia um estranho ataque
    de sátiros e vampiros. “Não temos
    tempo para agradecimentos.” A voz de Miguel a acalma, e ela o abraça, embora o sinta diferente. O outro cavaleiro, desce dos aposentos carregando a quarta rainha, que está desacordada. “Lilá!” Se desespera, e
    tenta caminhar até a irmã, mas quase cai, e o alado a segura. “Ela ficará bem, agora precisamos sair daqui. Tenho de te entregar para o Azazel.” Diz ele, voltando-a carregá-la, e esta fica confusa. Azazel? Mas ele esteve no seu casamento, e viu quando disse sim ao demônio, porquê teria reconsiderado? É algo que não parava de se perguntar. Ele
    monta no cavalo, e a põe em seus braços. Eles se encaminham para
    o deserto, e ao ver a amada tão fraca, Caim morde o próprio pulso, e enche seus lábios com o sangue. O quê a faz acordar assustada. “Caim?!” Diz em pânico. “Onde estamos?! Cadê a Lucy?!” São as primeiras perguntas dela, e o vampiro aponta para o lado. Ao ver Lucy, ela sorri surpresa, e ambas olham uma para a outra acenando.
    Sem dizer nada o arcanjo e o homem  morcego, mudam a rota, e então vão para onde se encontra o portal para o Inferno. “O quê? Não, e Azazel? Ele vai morrer! Eu não vou suportar isso de novo!” Lucy se debate, tentando sair do equino, para ir resgatar o seu irmão mais velho. É quando se vê ao longe a silhueta de Asmodeus, e logo atrás dele, há outro ser, o quê lhe dá esperança. O novo deus da luxúria, passa por entre eles, e adentra as terras proibidas. “Vamos. Venha logo.” A jovem suplica, torcendo para que Azazel chegue o quanto antes.  Tão grande é a sua surpresa, ao ver que quem vem no cavalo branco é Miguel, e não Azazel, e se sentindo confusa, ela teme que esteja em outra ilusão de Bael, e se esforça para se machucar, e voltar ao mundo real. Infelizmente o arcanjo não vem sozinho, em seus braços se encontra Eke, e isto lhe parte o coração. Ao ver a sua amada, o arcanjo, beija a esposa, deixando-a de queixo caído, e notando que aquilo é uma tentativa de fazê-la ir para o outro lado, Bael lhe desfere um corte no peito, com uma espada encantada pela deusa Hécate, e o puxa para trás. “Não!” Grita ao vê-lo ensanguentado. “Agora Azazel! Agora!” Grita olhando para ela, enquanto pede para o irmão arrastá-la para dentro do portal. “Não! Miguel!” Ruge tentando se soltar, sendo carregada para dentro, enquanto o demônio volta a sua forma original. Mas não tem forças, e é levada para o reino de Azazel, enquanto Miguel é deixado para trás para morrer. “Por quê fez isso?!” Grita com o sátiro, com lágrimas em seu rosto. “Porquê ele me instruiu.” Responde um pouco abalado. “Ah tah, e desde quando você e Miguel são amigos?! Queria matá-lo! Só esperou a oportunidade!” O acusa pela morte do seu amado amante, e ele ri com desgosto. “Agora sei porquê me incumbiu tal tarefa.”  Diz ainda com o sorriso no rosto. “Do quê está rindo?! Ele tá morto!” Urra chorando sem parar. “Ele me pediu para te entregar isso. Se realmente nos tornamos aliados, ele deve ter
    dito a verdade.” Entrega-lhe a garrafa com o pergaminho, e esta a pega, abrindo-a rapidamente. Vendo o estado da irmã, Lilá se junta a ela na leitura, e a abraça. “Se está lendo isso, é porquê não sou tão forte quanto pensava, e pereci nas mãos de Bael. Sei que fui um idiota, mas acredite em mim quando digo que te amo, e que o seu bem é tudo o quê importa. Não quero que chore sem parar, prefiro que se lembre apenas dos nossos momentos felizes, e não se esqueça que assim como voltou, também poderei fazê-lo. Mas por favor, não volte para Bael, é melhor que siga com Azazel, pois apesar do jeito dele, sei que te ama, e pode lhe fazer feliz, talvez até mais do quê fui capaz. Se o culpa pelo meu fim, te peço que reconsidere, pois fizemos um acordo, e eu pedi para que ele
    ficasse vivo. Sabia que o amava, e não suportaria perdê-lo uma segunda  vez. Ele sempre foi o seu ombro amigo, e aquele com quem pode contar, seria mais difícil, do quê perder um belo anjo, que por muito tempo, ignorou os sentimentos te fazendo sofrer. Eu sei que me ama, e eu te amo também, por isso por mim, perdoa a tua alma gêmea, e siga o seu destino, mesmo que nunca me esqueça, pois não sei por quanto tempo ficarei no mundo de Harmonia, e preciso ter certeza
    de que ficará bem. Para sempre seu, Miguel” A princesa leu aquelas palavras, e colocou o colar dourado com a pedra rubra incrustrada. Não tinha nenhuma magia poderosa no colar, mas foi um presente, o único que Cerridwen lhe deu na vida, e por isso Luciféria sabia do quanto lhe era importante. “Lucy.” Lilá chamou a atenção da jovem, e esta segurou no colar, e secou as lágrimas. “É Nahemah agora” Lhe respondeu com orgulho do nome, e a menor sorriu .com ela. “Aza.” Diz ao entrar no jardim do castelo avistando o demônio, olhando para as flores 
    com tristeza. “Sim.” Atendeu ao
    chamado, e a princesa correu para 
    o seu encontro. “Precisa ler isso.”
    Entrega-lhe a carta, e ao ver a
    mancha das lágrimas, e o nome
    Miguel, este de imediato recusa.
    “Ele foi um oponente valoroso.”
    Assume com o sorriso triste. “Não quer mesmo saber?” A jovem o
    questiona. “Eu já tenho uma ideia 
    do quê seja. Mas me perdoa, não
    estou pronto para nos unirmos
    outra vez.” Esclarece, e a bela fica de queixo caído, também não queria ir em frente, mas ouvir da boca dele,
    foi doloroso. “O tempo realmente muda a gente.” Diz após procurar as palavras certas. “Você escolheu Bael
    em vez de mim...” Inicia para  dá uma explicação. “Esse é o problema? Não ter te escolhido?” Pergunta com certa chateação. “Não. Até o arcanjo era melhor que ele.” O ser revela, deixando-a surpresa. “Azazel.” Ela tenta segurar em seu ombro, e ele segura sua mão. “Em breve iremos dizer que somos noivos. Mas é para que fique aqui, eu não te amo mais
    Luciféria.” Confessa, e parte lhe deixando mais triste. Tal revelação não a abala, mas faz com que se sinta ainda pior. Aquele que achou que a amaria acima de tudo, não sente mais nada, e o quê um dia foi 
    o seu querido par estava morto, o único que lhe restou foi o marido,
    mas deste só queria distancia. 
    A jovem rainha do mundo, e princesa renegada do inferno, seguiu sua vida ao lado do rei. Como o acordo firmado entre eles, noivaram perante todo o reino, com sorrisos e beijos, mas nos aposentos reais, a verdade é que mal eram amigos. Ele não a destratava, porém não era gentil ou carinhoso, e o problema era muito evidente. Ao saber que Lucy voltou para o Inferno, e decidiu noivar-se a Azazel, Lilith se encheu de alegria, e foi visitá-los, e ao descobrir que as coisas não iam bem, sugeriu que o “casal” fosse para o reino de Asmodeus, aproveitar a liberdade e os prazeres daquela terra. Eles foram, por insistência da rainha, que ansiava vê-los juntos, no entanto não tinham a menor vontade de ficarem juntos. Por isso ao chegar lá, o rei se juntou aos amigos Gadreel e Asmodeus, e foi para a taverna mais próxima, deixando a noiva para trás, junto da irmã, que insistiu para ir junto, e de Caim que precisava de férias. “Não acredito que ele esqueceu.” Diz a jovem outra vez ruiva e cacheada, olhando para os decretos que o rei deveria revisar. “Vou entregar a ele.” Sai do local, e procura onde este estaria se divertindo. “ Sei que viemos para descansar, mas precisa administrar melhor o seu reino!” Diz imponente, ao encontrar os irmãos
    sentados a mesa, bebendo. “Querida
    . Por quê não se senta conosco?” Lhe pergunta, desconfortável, sem se dar o trabalho de fingir. “Porquê não sou uma adolescente, sem preocupa...” Ela inicia o seu discurso, e então olha para a cabana a frente, de onde saem os seus pais, e uma bela loira de olhos claros, completamente 
    nua. “Mamãe, papai!? O quê fazem aqui?!” Diz aterrorizada com as possibilidades. “Viemos nos divertir. Como todo mundo.” Diz a imperatriz infernal. “Que tipo de diversão ?” Questiona-lhe, assombrada pela caucasiana. “Oras não haja como se tivesse 7 anos Luciféria!” A rainha nota o incômodo da princesa. “Aqui é uma terra livre de preconceitos minha criança.” Lúcifer concorda com a esposa, e a primogênita, sente falta de ar. “Deixe de ser tão neta de Yaweh, e vá se divertir menina.” A mãe brinca, dando-lhe a ordem, e o pai pega os novos decretos. “Eu posso cuidar disso.” Tenta lhe dá alguma segurança. “Mas...” Luta para seguir com o plano inicial. “Já são 700 anos de noivado, e nada de se casarem. Precisam se soltar!” Diz Lilith, e Azazel e Luciféria riem com nervosismo. Olhando um para o outro, e ao ver que estavam distantes, a bela se senta no colo do seu suposto par. “Como sua rainha,
    ordeno que aproveitem as férias!” A bela grita, e ela e Lúcifer partem com Evangeline, a bela loira de antes. Ao ver que foram embora, a princesa se levanta, e decide fazer o mesmo. Só que para o seu azar, ela percebe que a porta foi bloqueada, e toda vez que tenta sair, é obrigada a voltar. “Sente aí Lucy. Não somos piores que os seus dragões.” Asmodeus a convida, e esta de má vontade, se junta a eles. “O quê estão fazendo?” Pergunta olhando para o tabuleiro gritante. “Jogando o culpado.” Azazel esclarece, notando que o amigo está olhando demais para a falsa noiva, por quem ainda nutre amor verdadeiro. “Este não é aquele jogo proibido no reino dos nossos pais?” Ela pergunta, segurando os pequenos humanos, que imploram para viver. “Sim, mas aqui é Asmoath, a terra quase sem lei. Só
    não violamos a consciência de quem se aventura a vim até nós.” Responde o dono do lugar. “Quer jogar conosco?” Azazel pergunta, 
    eles não se falam direito, porém ele continua a cuidar dela, e tenta lhe fazer bem. “Não tenho outra escolha.” A bela pega a bebida, e vira rapidamente, derramando gotas em seu peito, algo que atrai a atenção do ser que representa a luxúria. O grande soldado olha para o amigo, o repreendendo, e este para de imediato. A dama nem percebe, que está sendo o centro das atenções ali,
    e eles iniciam o jogo. O culpado, é um dos 7 jogos proibidos no Inferno,
    já que este envolve tortura e mutilação, para diversão, e não a necessidade. Fundamenta-se na máxima, de que o assassino sempre se faz de inocente, e ganha o jogo
    quem descobrir qual deles é a
    raiz do mal. Lucy olha para uma mulher, que está implorando pela vida, e se compadece, acreditando 
    que é inocente. Por isso a defende
    dos fantasmas que a perseguem, só
    que no final, descobre que é uma dos culpados, e assassinou pelo menos 20 crianças, em nome do seu senhor Belzebu, e resolve assassiná-la, com um golpe no pescoço. O mais interessante deste jogo, é que cada um dos culpados, realmente cometeu tais crimes, e são miniaturas dos originais, que se encontram no reino de Belial, onde são cruelmente julgados. “Só um golpe no pescoço Lucy?! Você é muito ruim neste jogo!” Asmodeus a provoca, e ela o ignora, pois achava mesmo que a Sra. Hah, era uma mulher que tentava salvar as crianças, e com isso se enganou feio.
    “Vou te mostrar como se faz!” Prossegue com a irritação. Asmodeus
    olha para a sua miniatura, e então sorri com pervesidade. É um homem de poder, que tinha abusado de várias garotas, e que agora se sentia um deus, ou no mínimo um dos seus favoritos. Para torturá-lo, ele o faz perder o poder, em seguida que veja os rostos das moças mortas em toda parte, e por fim ás traz do além túmulo, para persegui-lo por toda a eternidade, sem descanso, e para garantir que estas irão matá-lo todos os dias, faz o tempo ir e voltar, sempre para o mesmo momento, até que este perca a sanidade, e fique chorando como o condenado que 
    é. “Só isso?” A bela resolve entrar no jogo do demônio. “Consegue fazer melhor? Ou vai assassinar o próximo com o chifre de unicórnio?” Ele continua a chateá-la, e esta fica bem pensativa. Sua miniatura é Haruka , uma mulher de 33 anos, que tem levado várias mulheres da magia ao suicídio, por adorar Yaweh acima de tudo, e nunca ter sentido o toque 
    de um homem. Mas antes de morrer, esta estava arrependida e acreditava ter salvação. Desta vez Luciféria nem analisa a criatura, só pelo que vê no holograma sobre a vida dela já a detesta. “É hora da brincadeira.”
    Diz com o sorriso maldoso. Presumindo que por seguir o céu, a euroasiática Haruka, é apaixonada por tudo o quê tem, e por se sentir superior por ser pura, a princesa do inferno a leva para uma festa. Esta vai sem questionar, pois é neste ambiente, que encontra suas vítimas. O garçom lhe oferece a bebida, que está contaminada com o aditivo de Bael, e a pura e perfeita Haruka, se atira em cima de vários homens, mas todos a rejeitam, porquê sua pureza , ali é motivo de vergonha.  Cansada e com dor, esta se depara com várias criaturas horrendas, fortes e musculosas, que ficam envolta dela, e lhe arrancam as roupas. Como se não bastasse deixar de ser virgem, da forma mais humilhante, estes ainda tem espinhos em seu corpo, e toda vez que entram em todos os orifícios possíveis, ela se esgoela em
    pânico, sentindo-se cortada por dentro. “Esta indo bem.” Asmodeus percebe certa maldade crescendo na irmã mais velha. “Quieto.” Lucy se concentra, e eleva o sofrimento de Haruka. Quando esta volta para casa, toda suja, com as roupas destruídas, e o corpo ferido, sua família em vez de recebê-la, a manda para a rua, onde ela volta a se encontrar com os seus agressores sobrenaturais. Com medo deles, resolve se refugiar numa igreja, mas como foi tocada pelos demônios, o próprio Deus lhe diz que a repudia. Ela chora sem parar, sentindo-se tão mal quantas as moças que matou. Porquê ela tinha de ser tão cruel? Se perguntava. Aquelas meninas não mereciam tal fim, o mesmo que levaria, por ter mandado que os seus amigos, abusassem delas uma a uma, para validar a sua fé doentia, ou então se matassem, para “diminuir o nível de vermes no mundo”, como a própria dizia. Sem saber o quê fazer, ou o quê está de fato acontecendo, já que os demônios hora vem, hora não, esta se interna junto com outras mulheres, num local o qual os curandeiros ficam tão assustados, que a cegam para que os demônios a deixem em paz, infelizmente para ela, isto só aumenta a diversão deles, já que com tudo escuro, ela sequer
    consegue se defender. Desesperada por um fim, esta tenta pegar qualquer coisa para se ferir, porém
    toda vez que acha algo que pode lhe matar, isto desaparece de suas mãos, e a sua vida é imortalizada, para que sofra, até o demônio, ou neste caso a anjo dizer chega. “Nossa Lucy! Parabéns!” Azazel fica realmente surpreso com o jogo da bela. “Realmente melhorou admito.” Asmodeus fica fascinado pela escuridão, e ela sorri, subindo na cadeira. “Quem vai matar alguém com o chifre de unicórnio agora?!” Brada erguendo o copo, e quase cai, devido a tontura. Mas o rei de Asmoath a pega em seus braços, e tanto Azazel quanto Gadreel ficam sem entender o quê ele quer com a menina. “Eu vou pedir água curativa.” Diz sem jeito, e vai até a tábua onde se debruça. “Luciféria.” Asmodeus surge logo atrás dela, e esta quase cospe a água. “Olá.” Diz sentindo-se incomodada. “Me beija.” Diz ele tentando dispersar o seu feromônio
    de demônio, mas não parece surtir efeito nela. “Não obrigada.” Pega o copo e se retira. Ele agarra seu pulso, e vendo isto o ferreiro do inferno, sai do lugar para ir salvá-la. “É só um beijo, não estou pedindo nada demais, a não ser que queira.” Ele tenta manipulá-la, e a bela ri. “Asmodeus. Eu não quero. Desculpa mas não vou ser mais uma que...” o
    belo demônio de olhos verdes, a puxa, e lhe rouba um beijo. Esta fica sem reação, pois há 700 anos não sentia alguém lhe beijar com tanto desejo, e isto a pega de surpresa. “Foi ruim?” Ele pergunta, querendo ir para o segundo, e ela sai correndo, tentando se afastar dele, só que este não desiste e vai atrás. “Você não vai a lugar algum.” Azazel o para. “Você teve 700 anos, e disse que a esqueceu, então sim eu vou me divertir.” O garoto rebate, e passa pelo irmão. Azazel fica exasperado, mas Gadreel o segura, não era de hoje que o irmão mais novo, estava cercando Lucy, porém esta era a primeira vez que tinha
    tomado tal atitude. “Você teve 700 anos amigo.” O impede de atacar
    o outro. “Você não vai escapar outra vez.” O belo demônio diz, ao
    segurar seus pulsos, atrás das
    costas, não deixando-a sair. “As.
    Não faça isso.” Diz em tom de
    pedido. “Do quê tem medo? Todas saíram satisfeitas.” Se exibe como
    o garoto jovial e imaturo que é.
    “Eu sou sua irmã.” Esclarece para que fique claro. “Lilá também era, e dormiu com todos.”  O símbolo da luxúria fala. “Todos?” A dama fica desconfiada. “Menos Azazel, por conta do código de vocês.” Revira os olhos. “Eu não sou a Lilá. Prazer Luciféria Lilith II, ou Nahemah para os mais íntimos.” Diz de forma sarcástica, e isto o enlouquece. “Foi um beijo ruim? Azazel finge está com você, e o seu arcanjo ainda não reencarnou, por quê não se dá uma chance de fazer algo novo?” É provocativo, e a beldade ruiva ri. “Desiste.” Olha nos olhos dele, e este a beija outra vez. Para que a solte, ela finge ceder a ele, e o beija de volta, no entanto quando a solta, suas mãos vão para a nuca, e o ponto certo das costas,
    o quê realmente lhe desperta o
    desejo. Por mais que sinta que está entregando a vitória ao inimigo, acaba se deixando levar, e outra vez 
    se sente mulher na árvore onde deu
    o primeiro beijo com Azazel, e ainda
    se deitou com o arcanjo. Após a
    estranha noite, a dama se veste e o deixa sozinho abaixo da árvore. Sente vergonha de si mesma, conhece o irmão, e sabe que irá se vangloriar pelo acontecido, por isso retorna para o castelo, e se esconde no quarto. “Lucy o quê houve?” Lilá corre atrás da mais velha, e esta a
    evita. “Por favor abre a porta.” A menor implora, e esta a destranca. “Eu preciso ir embora de Asmoath”
    Diz arrumando as malas. “O quê fez?” Questiona desconfiada. “Eu
    fui a última conquista que faltava para Asmodeus.” Responde com
    dor na garganta. “Como isso aconteceu?” Inquire a pequena,
    surpresa com tal descoberta. A primogênita luciferiana, lhe explica tudo, e pega as malas. Só que quando está para sair, o seu noivo postiço entra nos aposentos, e pede que a caçula se retire. “Asmodeus?
    Não podia escolher outro?” Pergunta indignado com o fato. “Você é meu noivo, por um contrato, mas não me ama mais lembra? Não tem o direito de reclamar.” Rebate, pegando seus
    pertences. “Eu estava chateado, você tinha se casado com o demônio mais que cruel do universo.” Ele retruca sem acreditar. “Está preocupado com a sua reputação 
    Alteza?” Pergunta com ironia. “Eu não me importo com isso.” Se mostra apreensivo. “Então?” Ajeita as últimas coisas. “Ele é meu melhor amigo, mas vai destruir você.” É o
    quê diz preocupado. “Eu não o amo
    Aza. Só simplesmente aconteceu.”
    Explica, e passa pela porta. O rei cruza os braços, e a deixa ir. Azazel
    não estava errado, depois daquele dia, o amigo contou a todos os reinos
    , que conseguiu esquentar o corpo
    gélido, da rainha da neve. A fofoca se
    espalhou tão rápido quanto um vírus, e logo Luciféria virou motivo de zombaria, principalmente para as
    nobres, de quem antes ela mesma
    tirava sarro, por cederem ao
    garoto desejo. Nem nas terras 
    do noivo, era deixada em paz, já que nelas os habitantes lhes julgavam, por trair o senhor mais generoso e bondoso que já conheceram. Por isso
    a ruiva, um dia perdeu a cabeça, e resolveu partir. “Lucy!” Ouviu a voz familiar, e colocou o pé para fora das terras infernais. “O quê quer?” Lhe olhou com ódio.  “Por quê está indo embora?” Perguntou como se fosse inocente. “Você ainda tem a audácia de me perguntar As?!” Vira-se para
    o jovem. “São só fofocas Lucy!” Ele
    tenta dizer como se o fato não tivesse importância. “Que graças ao
    que fizemos, tenho certeza que são
    reais.” Segue para a saída, e ele
    segura seu pulso. “Eu tenho muito
    mais paz, sendo a outra esposa de Bael.” Caminha para o horizonte.
    “Não, não volta para lá. Ele te feriu,
    te humilhou, está maluca?!” Ele a puxa para os seus braços, e a abraça por trás. “Me solta. Aquilo foi um erro, e não vou repetir!” Se livra dele. “Fica Lucy. Por favor, não vai
    se arrepender.” Diz ele quase choroso, e esta retorna desconfiada.
    “Não acredito nisso, mas tudo bem.”
    O portal se fecha, e ele segura a
    sua mão.
    O noivado que não vingou 
    Após impedi-la de partir, o ser mais cobiçado do inferno, segurou sua mão,
    e caminhou com ela, depois foi a vila central que liga todos os reinos, e
    gritou para todos que era a sua namorada, e ninguém devia tocar nela,
    a não ser que antes falasse com a mesma, e lhe pedisse permissão. Aquilo
    a deixou emudecida, e quando todos
    partiram, esta o puxou para o
    canto. “Namorada?” Sussurrou com
    certo desgosto. “Prefere ficar no seu relacionamento de mentira?” Questionou, abrindo os braços, como
    quem não entendeu nada, e a deixou
    falando sozinha. “Não pode está falando sério As!” O seguiu, enquanto este caminhava a passos rápidos. “Por
    quê não?” Asmodeus gira para  
    lhe responder, e a pega em seus braços como se estivesse dançando. “Você nunca namorou ninguém na vida!” ela berra, e ele a faz cair, mantendo-a em
    seus braços. “Nunca encontrei alguém
    que valesse tanto a pena.” Sorri e a
    beija, voltando a mantê-la em
    pé. “Espera quer mesmo me assumir?”
    Não acredita na possibilidade. “Sim, só
    fiz da sua vida um inferno, porquê disse ao Azazel que não me amava.” Confessa. “Eu achei que só queria uma noite, completar a sua lista.” Cruza os braços, ainda duvidando. “Eu te deixei por último Lucy, porquê você é especial para mim, e não achei que seria capaz.” Diz com certa vergonha. “Mas foi, o quê me faz mais uma.” Rebate. “Não, você
    é a minha irmã mais velha Lucy. Sempre
    gostei de ti, te admirei, jamais faria tal coisa contigo, com Lilá sim, mas você
    não.” Quase se declara. “Há quanto tempo planeja isso?” Fica desconfiada.
    “Desde que me beijou naquele desafio.”
    Ri, e ela se recorda do dia. “Eu tinha 9,
    e você 7. Tá brincando comigo?!” Fica
    sem jeito. “Nunca tentei nada, porquê
    seu coração estava ocupado com o
    arcanjo, e o melhor amigo.” Se senta 
    na fonte. “As. Você e eu não daríamos
    certo.” Se junta a ele. “Jamais saberá
    , se não tentar.” Segura a mão dela.
    “Luciféria Lilith II, você aceita namorar
    comigo?” Pede-lhe como um cavalheiro.
    “Por favor?” Implora com olhos doces.
    “Eu aceito, mas não acho que dará
    certo.” Ele sorri.
    De fato Luciféria estava certa. Asmodeus era um viciado em sexo, e
    mesmo namorando com ela, tinha as
    outras. O quê a tornava muito menos
    interessada, em permanecer ao seu
    lado. “Como anda a vida ao lado
    de Asmodeus?” Diz Azazel
    sorridente, chegando a sacada na
    qual a bela se encontra. “Tirando o fato
    de que ele está em mais camas, que um doente, bem.” Lucy bebe uma bebida
    forte, e faz cara feia. “Não deve ser
    fácil, sofrer mais traições que eu
    e Miguel.” Ri da situação.
    “Não é traição, se ele me conta, e 
    permito.” Diz com um incomodo em
    sua garganta, bufando de raiva. “Eu detestaria se você estivesse comigo e outros.” Ele se aproxima dela, com segundas intenções. “Não lembro
    de permitir isso.” Diz o par da
    jovem. “Também não lembro de 
    ter permitido, que ficasse com a minha noiva.” Diz com desgosto. “Você mesmo
    disse que só eram noivos para ela ter um lar.” Rebate. Os melhores amigos, estão a se estranhar, desde que a união
    deles foi concretizada. “Também disse
    que não me amava.” Ela completa, se
    colocando do lado do parceiro. “Viu?”
    Ele sorri para ela. “Mas eu amava. Do
    contrário, por quê cuidaria de ti, depois
    de ter ido com Bael?!” Os surpreende.
    “É tarde. Lucy me escolheu, aceite 
    isso, não pode vencer todas.” O ser
    o expulsa. “Está bem. Você cuide bem
    dela, e Lucy te vejo depois!” Ameaça
    o amigo, e acena para a sua eterna
    amada. Infelizmente a visita faz 
    o efeito esperado. Luciféria já não
    suportava mais encontrar o namorado
    ,com marcas de batom e cheiro de 3 ou
    4 perfumes diferentes, e por isso teve
    que conversar com ele, mas acabou
    em discussão. “Lucy eu preciso disso!”
    Ele berrou. “Eu não pedi pra namorar
    com você! Sabia muito bem onde tinha
    colocado o seu pé!” Grita. “Nós temos
    um acordo! Por quê não dorme com
    os mais belos que escolhi para 
    ti?!”Propõe com fúria.  “ Por quê eu
    só quero você idiota!” Confessa com as
    lágrimas descendo pelo rosto, e então
    tenta correr, só que ele a agarra, e
    a joga na cama. “Você realmente não
    está feliz com isso?” Pergunta como se
    estivesse temeroso. “ Eu amo você As,
    já estamos juntos há  500 anos, não tem
    como não sentir nada.” Confessa, e
    lhe diz o quê sente pela primeira
    vez. “Você nunca...” Ele fica sem palavras. “Eu tenho ciúme, finjo que
    não, mas me incomoda, que não seja
    só meu.” Diz olhando para o lado. “
    Se não está feliz...” Ele respira
    fundo, e ela acha que vão terminar.
    “Eu vou me controlar, e serei somente
    seu.” Diz dando-lhe um beijo, e esta
    o beija de volta. Como o esperado,
    nenhuma súcubo, ou incubo acredita
    nas palavras do novo senhor da luxúria,
    e todos tentam dificultar a sua decisão,
    mas o sentimento dele por Luciféria, é
    tão grande, que ele guarda todo o
    seu desejo para a parceira. As noites deles se tornam ardentes, e eles
    passam a fazer coisas que antes não eram capazes. O sentimento um 
    pelo outro só cresce, porém o fato de Azazel não desistir, torna o namoro complicado, pois o antigo par ainda
    desperta o amor dela, como na época
    em que Miguel a castigou friamente.
    “Não podemos mais nos ver. Não
    como amigos.” Diz para ele. “ Mas não
    fazemos nada, a não ser conversar!” ele fica indignado. “Eu vejo como olha para mim, e As me fez noiva dele, não vou
    trair outro noivo com você!” 
    Reponta. “Nem se me olhar nos olhos?”
    Ele se aproxima, e vai caminhando, até
    encostá-la na parede. “Ou se recordar do dia que te fiz mulher?” Aproxima 
    seus lábios dos dela. “Não.” Diz como
    uma menina com medo. “Você ainda
    sente arrepios com meus avanços,
    não creio que me esqueceu.” Fica
    cada vez mais perto, e esta corre para
    longe. “Pare!” Grita, e Asmodeus a ouve. Ao ver a atitude do amigo, prefere
    observar, em vez de se manifestar. “Você me ama Luciféria. Só está agindo
    assim, para me castigar!” Ele a segue. “
    Não se trata disso! Aquele menino fez
    loucuras por mim! Me amou como
    nem você ou Miguel foram capazes!
    Não seria justo com Ele!” Ulula com
    certo pesar. “Ah não! Não começa!”
    Continua a ir atrás dela. “Ele fez sim
    sacrifícios por você! Mas não foi o
    único!” Ataca, e ela prossegue com
    a fuga. “O anjo foi um falso Deus, para
    Bael não te matar, e nós dois morremos
    por você!” Inicia, e ela o menospreza.
    Eles eram soldados, a morte não era
    dura para estes. “Eu te deixei casar com Miguel, e depois com Bael, enquanto sofria em silêncio!” Confessa, e isto lhe chama a atenção. “Não entrei naquele
    quarto, para agradar meu pai, e sim para tentar te impedir de ir adiante,
    porquê não queria te perder para
    sempre!” Completa. “Só que após ver
    as consequências, de não ter te deixado ir, preferi que casasse com Bael, porquê
    queria que fosse feliz, mesmo que não
    estivesse do meu lado.” Confidencia.
    “Ele é perverso.” Mostra rigidez. 
    “Sim é. Porém preparou um casamento com tantos requintes, que achei que te amava, e te faria feliz.” Por mais que lhe doesse, ele a deixou seguir adiante com o demônio. “Ele te fez a rainha dele, excluindo as outras. Não achei que
    te faria mal.” Admite, sentindo farpas
    nas cordas vocais. “Só que Lucy não 
    aguento mais te deixar partir! Eu te amo, sempre amei! Por favor desfaz
    esse noivado, e fica comigo de verdade
    desta vez!” Implora entre lágrimas, e
    a bela acaba chorando muito, e o
    abraçando forte. Achava que ele tinha
    a esquecido, ido a diante sem ela, só que agora tinha certeza de que ele
    a amava, mesmo tentando esconder,
    e não podia voltar atrás, não depois
    de tudo que Asmodeus tinha feito,
    para que ficassem juntos. Ao ver o
    sofrimento dos dois, o demônio da luxúria, deixa o lugar com o olhar
    cheio de trevas. Na noite anterior
    ao dia do casamento, ele olha para
    a ruiva dormindo ao seu lado, e sente
    que quer passar toda a eternidade com ela, e é por este sentimento que toma
    as rédeas da situação. “Que bom que
    veio.” Diz desgostoso. “O quê quer?”
    Azazel se mostra frustrado. “Queria
    me casar. Mas parece que a minha bela 
    futura mulher, já escolheu o próximo
    marido.” Respinga, atraindo a sua atenção. “Veio apenas se vangloriar.”
    Os olhos vão para o céu, e este quase
    se retira. “Não sou eu.” Esclarece, e o rival ergue a sobrancelha. “Se a ama
    tanto, por quê não se juntou a ela ao voltar?” Pergunta pronto para brigar.
    “Porquê eu estava furioso. Ela tinha
    dito sim a Bael, e isso acabou comigo.”
    Alumina, e o outro ri. No dia do grande
    casamento, todos se preparam para o
    dia em que finalmente Luciféria, não
    irá se juntar a um traidor. Harmonia
    está com o olhar de satisfação, e a filha
    Lilith parece animada e alegre. Lilá não
    parece tão feliz, mas se arruma para
    ir com Caim. “Tem certeza disso?”
    Uma voz disse. “Sim.” Outra
    respondeu. A noiva se arruma para ir
    até o altar, Asmodeus lhe disse para ser mais bela do quê nunca, pois a união iria entrar para a história, por esta
    razão ela compra o vestido 
    dos sonhos.
    Quando se casou com Bael, colocou
    o vestido vermelho sensual, igual as outras esposas. Só que embora o
    escarlate lhe caísse bem, o seu
    sonho nunca foi casar com
    esta cor.
    Desta vez queria usar o preto, que
    representava as trevas presentes em
    seu ser, e o seu buquê sim seria de
    rosas tão vermelhas quanto o
    sangue.
    Não colocaria o véu, pois com o
    seu par, não precisava fingir pureza,
    no lugar disso punha o espartilho, para acentuar o decote, junto de uma longa saia bufante, com detalhes violetas, e luvas da mesma coloração.
    O cabelo seria preso como o de 
    julieta, com cachos caindo na frente 
    da face. Ela estaria linda, sem ser obrigada, a vestir-se da maneira
    que o noivo quisesse.
    Lucy entra no templo, respirando
    fundo, não havia esquecido de como
    se sentiu nos braços de Azazel, mas ia cumprir sua promessa, porquê As era
    um par excelente. Contudo seus olhos
    se enchem de lágrimas, e o sorriso
    se alarga, ao ver o noivo.
    Asmodeus se aproxima dela, de terno
    e gravata vermelha. “Pronta?” Ele lhe dá o braço, e ela aceita ir com ele. “O
    quê está fazendo?” Lhe questiona.
    “Vi uma cena que me comoveu, sobre
    um casal que quase arruinei.” Confessa,
    lhe levando para o altar. “Vocês se
    amam, eu não quero ser o culpado por
    sua infelicidade. Por isso fiz esta
    surpresa.” Diz entregando-a
    para Azazel, que está todo de preto,
    também de terno, mas com a gravata
    cinza metálico. “Faça ela feliz irmão.”
    Se despede com um sorriso de
    júbilo. Ela sorri com encanto para o
    futuro marido, e Harmonia da inicio a
    cerimônia. “Em nome das cordas do
    destino que nos ligam, eu te aceito
    como meu marido/esposa” Dizem
    em conjunto, e um anel em forma
    de energia, surge envolta dos
    seus dedos, cujas as veias se ligam
    direto aos seus corações. “E com a
    minha sagrada benção, eu os declaro
    marido e mulher” Diz a Grande Mãe
    de todos os seres, e o casal dá um
    beijo com fervor.
    Fim...?
    Epilogo 
    A insatisfação do Diabo
    Minha esposa se casou com outro, e fez votos além da morte e a vida, como nunca foi capaz comigo. Ela está outra vez nos braços daquele moleque, que lhe levou para o reino de Nahemoth, no qual a fez sua rainha. Não consigo dormir, nem seguir adiante com a minha segunda esposa, quando sei que a terceira, agora geme nos braços de outro. Sinto meu coração explodir, ao
    imaginar outros lábios tocando os seus,
    meus nervos ficam a flor da pele, ao pensar no quê ele faz com ela todas
    as noites. Luciféria...Nahemah tem que
    pagar pelo seu terrível crime, de agora possuir dois maridos. Sei o quanto o inferno é importante para ela, e por isso que trarei todo aquele povo, para ser
    julgado pelos meus executores. Não a deixarei sorrir ou ser feliz, se não estiver junto de mim. Tomarei tudo o quê lhe é
    importante, até ela voltar a ser minha,
    e somente minha outra vez!
  • AS PRIORIDADES DE DEUS-Amor pela humanidade ou interesse pelo próprio culto?

    Com o que realmente o deus de Abraão se importa?
     
    *Por Antônio F. Bispo
      Quais as prioridades de deus e de seus representantes mediante a situação do mundo?
    Concertar? Ajudar? Resolver? Salvar? Ou ser cultuado? Por que a necessidade do culto é superior a necessidade de ordem, justiça, harmonia, amor e paz?
    Ele estar interessado no bem estar de sua criação ou em ser venerado a todo custo?
    Se você fosse um ser eterno, bondoso, poderoso e amoroso, privaria a existência de criaturas com curta duração de vida só para ser cultuado?
    Se você fosse dono de tudo e de nada mais precisasse e não tivesse nem sequer um corpo físico material, pediria sacrifícios de sangue, carne e dinheiro de seus súditos sendo que nem fome tu teria para comer, cansaço para repousar, ou nada para comprar?
    Se você fosse um ser cheio de compaixão, cuja essência é o próprio amor em pessoa, viveria aborrecido e irritado o tempo inteiro, a ponto de matar pessoalmente com seu imenso poder, dezenas de pessoas inocentes, simplesmente por que um deles não entendeu uma ordem que você deu?
       Se você fosse uma pessoa superpoderosa usaria seus poderes para trazer equilíbrio social, harmonia, amor e paz, ou sairia por ai, ameaçando todo mundo que não se curvasse a você? Usaria seus poderes para o bem, ou apenas para intimidar e oprimir seres inferiores a ti?
    Parecem que o retrato falado que foi pintado do deus mesopotâmico cultuado por Abraão e venerado por quase 4 bilhões de pessoas no mundo atual, não condiz com o que estar escrito a cerca dele na bíblia e nos outros dois livros de fé de seus seguidores orientais.
     Parece que alguém andou exagerando nas qualidades boas ou tentando repaginar essa imagem, criando a figura de uma segunda e terceira pessoa mais bondosa e menos enfurecida para atrair públicos de seguidores diferentes, mas em essência, sua base continua a mesma: ou você o adora, ou ele te manda pra um lugar de trevas.
       Vamos refletir um pouco nesse texto, sobre as prioridades desse deus criador. Convido você sendo humano, falho, fraco e “pecador” a refletir sobre o que faria se tivesse todos os seus poderes e quais seriam suas prioridades. Você seria um tirano intimidando e ameaçando a todos? Seria um “bobão” aplicando energia e atenção onde não deveria, ou ficaria no trono, sentado e que apesar de ver toda desgraça que as pessoas fazem em seu nome, você só se importaria em ser adorado? Pensar não é pecado. Ele te fez pensante. Vamos refletir um pouco. De repente, com um texto desse quem sabe, se você insiste em servi-lo sua relação pode ser até melhor, pois não terá mais medo dele.
      Imagine a seguinte situação: um pai de família que ganha menos de 2 salários mínimos por mês, que não tem casa própria para morar e paga aluguel, que tem 5 filhos menores para sustentar e somente ele trabalha nesta casa, e sabe que não deve desviar 5 reais sequer para qualquer outra finalidade que não seja aquelas já anotadas e cumpridas à risca mês a mês para manter a sustentabilidade e a honra da família. Esse sujeito gosta muito de assistir TV, e vive dizendo ter desejo de um dia comprar um aparelho de 50 polegadas que custa mais de cinco mil reais, e ele não tendo como parcelar se conforma sem deixar tal desejo morrer. De repente, no quinto dia útil do mês, depois de receber o pagamento, ao invés de chegar com as compras da família e as contas pagas, ele chega em casa com um imenso aparelho de TV, todo feliz, comemorando por que achou uma promoção de 5 mil por “apenas” 1.999,00 a vista, e ele todo contente, diz estar realizado pois tinha feito um grande negócio e economizado 60% do valor que deveria pagar. Ele usou todo o salário, e ainda vendeu o único celular da família pra completar. Apenas ele estar feliz pois sua mulher estar preste a explodir em ira e seus filhos em choro, pois não sabem como irão passar o mês já que seu querido pai e marido fez aquela grande bobagem. Como você chamaria um pai de família desse tipo? Imaturo? Infantil? Irresponsável? Desequilibrado? Egoísta? Insensível?
       Agora imagine outra situação: um casal que juntos montaram um pequeno comercio e conseguem manter equilibrado as contas da casa e viver de certa forma sossegados com o faturamento da empresa. A esposa vive dizendo desde sempre, que tem um sonho de um dia ir a um SPA, e viver um dia de beleza (ou dia de princesa como ela viu no programa de TV). O marido diz que ambos irão se programar para que isso aconteça de modo que não comprometa a estabilidade da empresa. De repente, o marido sai para um treinamento de negócios em uma viagem de 3 dias, e deixa um boa quantia em dinheiro para que sejam pagos os funcionários e duplicatas de fornecedores, que sem os seus devido produtos ou prestação de serviços dos funcionários o comercio deles não existiria. Em sua ausência, a mulher põe seus planos para funcionar, pega todo o dinheiro e vai passar um dia inteiro no mais luxuoso SPA, e no dia seguinte, vai a um salão de beleza e pede o mais caro dos tratamentos para o cabelo e para a pele. Para finalizar, passa em um shopping e compra as roupas mais caras possíveis, que desde muito também desejava. Faltam apenas um dia para o marido chegar e ela estar ansiosa para fazer uma “surpresa” ao marido, e recebê-lo toda majestosa, parecendo uma celebridade. Na cabeça dela, ela acha que o marido vai ficar feliz em vê-la toda repaginada e mais bonita, apesar de ter desviado todo o investimento da empresa e ter assim anunciado o início da falência da própria empresa ou do casamento. Os argumentos que internamente ela construiu para se defender desse grande feito, é que a mulher do amigo dele fez isso e ela também pode fazer, pois ela também é “fia de deus” e que merece um pouco de luxo, pois como esposa fiel, trabalha sempre ao lado do marido e por isso tem direito de fazer o que fez. A única coisa que ela não observou, é que a amiga dela tem pelo menos 10 anos a mais de comércio, e um faturamento mensal 10 vezes maior que o deles e veio começar a “luxar” somente depois de estabilizados.
       O que as pessoas desses dois exemplos tem em comum? Ambos querem profundamente uma coisa, mas dão prioridades a outras menos importantes no momento. Ambos são como crianças, que não conseguem controlar seus próprios impulsos e não importam em causar dor, sofrimento e prejuízos a si mesmos ou a quem quer que sejam afim de realizarem as própria fantasias. Ambos não importam se pra obter apenas 10 minutos de prazer individual, tenham de sacrificar se preciso a felicidade ou o equilíbrio de dezenas ou centenas de pessoas ao seu redor. Ambos não sabem diferenciar ou dar prioridade ao que é importante e necessário daquilo que é fugaz e pode ficar para um segundo plano.
       Nessas situações, quase sempre que o prazer vem antes que o dever, que o luxo individual vai causar o lixo para tantos ouros, uma série de desarmonias virão sucessivamente, não apenas à própria pessoa, mas a todos que estão ao seu redor, que dependem desta, ou que negociam com esta. Pessoas assim, apesar de o corpo estar em um mundo real, sua cabeça estar nas nuvens, e acham que depois de uma bronca que alguém lhes dá, ou uma multa que se lhes aplicam, tudo volta ao normal.
      Você seguiria pessoas desse tipo? Você teria como exemplo de vida esse modelo de pessoa? Você se inspiraria em gente assim? Você adoraria gente assim? E se fosse um ser invisível, com todas essas “qualidades”, mesmo assim você o seguiria? Possa ser que qualquer um de nós até tenha feito coisas como essas um dia, mas agir assim o tempo inteiro é diferente. Todos nós por imposição, manipulação ou por seguir a “boiada” possivelmente já agimos assim, ou quem sabe até chegamos a venerar alguém assim, mas com o tempo crescemos e amadurecemo. Outros, por amputações sofridas na infância, ou por inanição intencional dos seus senhores, ficaram atrofiados ou com dificuldades motores. Graças as ciências e os “hereges” da vida, existe hoje a possibilidade de implantes, inclusive para os atrofiados ou amputados pela fé, que foram criados em casulos fechados, sendo obrigados a viverem uma realidade em 4x4 e não aprenderam a conviver no mundo real, com pessoas reais, e vivem a combater demônios invisíveis e a achar que todos que não estão inseridos em seus grupos estão perdidos.
      Por mais que diga que não, se você mora em um país cristão, você faz isso todo dia e não percebe. Você adora, segue ou se inspira em seres invisíveis assim, ou em seus representantes o tempo todo. Faz isso por que foi ensinado a fazer, por que todos fazem a mesma coisa, e quando você toma consciência do que estar fazendo e decide fazer de modo diferente, logo é ameaçado de morte, com inferno e com todas as pragas possíveis ainda em vida pelos representantes de uma igreja, ou por aquilo que eles dizem ser o livro sagrado. Tem sempre o visível e o invisível te obrigando a fazer isso e você nem percebe. Vejamos:
      Se você fosse um ser todo poderoso, que pudesse fazer tudo, que soubesse simultaneamente de tudo que acontece no mundo, que tivesse criado frágeis seres humanos num planeta tão instável, qual seria suas prioridades? Se importaria em manter o bem estar de TODOS os seus filhinhos, inclusive dos “rebeldes” que ainda não são capazes de te entender, ou ficaria preocupado o tempo inteiro em ser adorado, louvado e glorificado infinitamente, sem nem levar em consideração que a vida dos seres criados é finita e a dele mesmo é infinita, e que por isso mesmo deveria criar condições favoráveis para melhor aproveitamento dessa mesma vida, e não enche-los laboriosamente de rituais de adoração a si mesmo, ou torturá-los psicologicamente dizendo que se você não o adorar ele enviará seu maior inimigo, um demônio, também criado por ele mesmo,  para perturbar você aqui e agora e depois por toda eternidade! Quais seriam suas prioridades para os seres criados por ti, se você fosse um deus?
      Pois bem, vamos analisar com cuidado as prioridades do deus cristão, sendo que também ele é o mesmo deus hebreu e mulçumano, apesar de todos estes grupos eternamente viverem brigando entre si pelo direito real de paternidade. As prioridades dele é a manutenção de sua própria criação ou a busca incessante e vaidosa do culto a si mesmo custe o que custar? Ele ama a humanidade ou depende dela para cultuá-lo e por isso mata ou manda matar todos que se recusam a isso ou não entendem seus “grandiosos propósitos”?
       A resposta para essas perguntas não estão nos livros que defendem o evolucionismo, satanismo, bruxaria, ou alguma linha de filosofia neutra e libertadora. A respostas para essas perguntas esteve o tempo inteiro na própria bíblia “sagrada”. Todos que fazem esse tipo de pergunta sobre as prioridades de deus ou que buscam por conta própria suas respostas, tem sido ameaçados ou mortos ao longo de toda história onde essas religiões são predominantes, desde Corá, Datã e Abirão quando eles e todas as suas famílias foram mortos por questionarem a veracidade do diálogo secreto que Moisés tinha com esse deus, até os dias de hoje em todos os ritos de culto que venerem o deus de Abraão, sejam estes cristãos, judeus, ou islâmicos. A sentença é a mesma: morte, perseguição, sofrimento, escárnio, humilhação em público, excomunhão de bens e isolamento social a todos que intentam questionar o modo misterioso como esse deus age. Três religiões “certas”, seguindo ao deus “certo”, que afirmam categoricamente estar servindo-o de modo certo, mas que ficam desequilibradas e seus líderes enfurecidos, quando pessoais “incertas” fazem perguntas “incertas”. Deveriam nem se abalar com perguntas bobas que ateus, não religiosos ou questionadores fazem já que são donos da verdade e servos do deus verdadeiro, no entanto, planejam a morte destes nas caladas das reuniões ou mesmo em público. É muita incoerência para tanta certeza acumulada!
      Respeito qualquer um que de livre e espontânea vontade mantenham sua linhas de crenças a esse ser tido como dono e feitor do universo, mas acredito que a maioria nunca tiveram a chance de refletir sobre suas próprias crenças sem que sofressem pesadas penas. Outra grande maioria fingem “cair na onda”, para não perder patrimônio financeiro, amigos, heranças, clientes e amigos caso venha dizer abertamente não concordar com tanta incoerência e brutalidade. Por isso seguem o rebanho. Por isso escrevo o que escrevo!
     Todos os seguidores dessas três crenças tem questionamentos mas todos são obrigados a reprimi-los, ocultá-los e viverem como loucos, se culpando por crimes que nunca cometeram. Todos tem dúvidas sobre o caráter e a personalidade desse deus, mas são obrigados a conviverem com elas com receio de represálias. Depois de ler textos como esses e tantos outros do tipo em linguagens diferentes, alguns textos em linguagem mais suaves ou mais agressivas do que essa, possivelmente você vai adquirindo equilíbrio emocional para se tornar insensível ao convite da boiada, que caminha para o matadouro acreditando estar indo ao caminho do nirvana. A própria igreja em si, faz questão de demonizar qualquer um que se desvie da boiada, caracterizando-os de seguidores de satã, criaturas maléficas e todo adjetivo pejorativo possível. Criou-se propositalmente para fins de intimidação um estereótipo de que todo aquele que não se põe num recinto religioso, sob a direção de um líder religioso, se torna imediatamente um desgarrado, filho de demônio, filho da perdição, “não salvo”, e condenados ao inferno! Como todos querem ser vistos como pessoas do bem e irem para os céus, aceitam serem manipulados e induzidos a fim de não serem perseguidos ou taxados de coisa ruim. Uma pessoa longe desse rebanho, não precisa, não deve e nem são em sua maioria pessoas más. São pessoas normais, e grande maioria até mais bondosos que os que estão dentro de um grupo religioso, pois ao contrário de um religioso que costumam fazer o bem como moeda de troca, os livre dela, fazem o bem livres de segundos interesses cumprindo na íntegra os princípios de várias figuras importante das religiões, mesmo estando ausente delas, que é o de faça o bem sem olhar a quem...
      Quando fazemos parte de um grupo religioso, somos obrigados a enxergar a bíblia do modo que aquele líder ou aquele grupo deseja que enxerguemos. A bíblia então, deixa de ser um livro comum e se torna um livro sabatista, luterano, anglicano, adventista, batista, kardecista, judaizante ou mulçumano de acordo com o agrupamento em que você foi inserido. Todos os grupos a veem como se esta fosse escrita e endereçada exclusivamente ao seu grupo, acreditando apenas em partes isoladas, inutilizando todas as demais, e perseguindo ou criticando quem faz de modo diferente. Dizem ser a bíblia a palavra do próprio deus para salvação do homem, mas a usam-na do mesmo como arma de opressão e intimidação, do mesmo modo que traficantes manuseiam armamentos pesados numa favela.
      Apesar de ser dita que a bíblia foi escrita pelo próprio deus para toda humanidade, cada grupo a toma para si, e interpreta-a como melhor e mais lucrativo lhes for. Todo crente, tem versículos marcados na bíblia para defender o seu grupo ou refutar o grupo alheio.  É proibida qualquer interpretação que não seja para exaltar aquele ponto de vista ou líder fundador do grupo. Todo grupo religioso que segue a crença nesse deus mesopotâmico, é obrigado contra a própria vontade, a dizer que relatos de genocídios, infanticídios, estupros, destruição em massa de pessoas, animais e até lavouras que nada tinham a ver com o “pecado” de um povo, são provas incontestáveis do grande amor de deus pelo seu povo. O que apenas é comum em todas elas é que você é obrigado concordar que coisas horríveis são belas, a chamar a desgraça alheia de milagre divino, e a dizer que atitudes egoístas e infantis de um ser imaginário são a graça e misericórdia daquilo que acreditam ser deus. Qualquer um que depende de um grupo religioso para se auto afirmar, tende a se tornar utópico, hipócrita, infantil, vaidoso e egoísta e que acha ser possível tapar o sol com uma tampa de vidro transparente para ocultar os fatos. Só vai intensificar ainda mais sua luz.
      Se ao escrever a bíblia, a ideia era tornar grandioso o nome desse deus, fizeram isso de modo errado. Hoje tem efeito contrário mas para aquela época, esse era o padrão de qualidade, o selo de garantia de qualquer deus que se prezasse, e ainda há quem diga que a bíblia é um livro atual ditada por um deus que se renova a cada manhã. Quem sabe ele até se renove, mas as feiuras de suas ações são tão velhas e antiquadas quanto o de qualquer outro ser cultuado naquela época e naquela região do planeta. Aquilo que antes era “fashion” hoje é ridículo e brega. Um deus causador de brigas em família, morte e contendas infinitas, tem sido retratado em sua “segunda imagem” como aquele que só quer o bem de todos. Seria como você ter um grande cão feroz, um pit bull, que já causou prejuízos a todos da vizinhança, e agora quer pagar de moralista, andando na rua com um chihuahua á tiracolo, criticando até cão pudo do vizinho por deu um minúsculo latido.
      A bíblia porem é apenas um livro. Um conjunto deles na verdade! Escrito em épocas diferentes, por pessoas diferentes, com objetivos diferentes para um determinado propósito. Para os que ainda vivem sob o chicote dos deuses, veem toda atitude sanguinária desse deus como a coisa mais linda do mundo e faz questão de contar detalhes de genocídios, como se tivessem ditando uma deliciosa receita de um bolo!
       A sacralidade das coisas não estar nas coisas, estar em nossa relação com o nosso semelhante e o modo como tratamos a nós mesmos, ou deixemos que nos tratem. Adolfo Hitler e os papas das grandes cruzadas e inquisições também tinham ou se baseavam-se na bíblia sagrada para fazer o que fizeram e nem por isso foram santos! Usar roupa de médico ou trabalhar em um hospital não faz de ninguém médico, assim como usar uma bíblia ou viver dentro de uma igreja não torna ninguém santo! De repente o cara de jaleco branco que você encontrou no hospital é apenas o faxineiro cumprindo seu turno. De repente o cara que usa a bíblia para te guiar, é mais desorientado, desequilibrado ou de moralidade mais baixa que a sua. Se queres “santidade” de alguma forma, aprenda que objetos sacros ou milagrosos, são apenas arquétipos usados para conduzir um povo por um período de tempo e logo são substituídos por outros. Aprenda a se relacionar com seres visíveis, e não com seres metafísicos. São estes sim, que podem te “abençoar” ou tornar sua vida um inferno, e não seres que povoam o imaginário coletivo.
          Fora dos currais da fé, lendo o mesmo livro bíblia de modo livre e não induzido, aquilo que você dizia ser um testamento das grandezas de deus, agora nada mais é do que evidências para incriminá-lo e levá-lo a um julgamento se pudéssemos fazer isso. Como não se dá pra fazer um julgamento cuja cadeira do réu permaneça vazia o tempo inteiro e não é justo acusar uma pessoa ausente, sem que ela possa se defender, o único julgamento que podemos fazer contra esses relatos de atrocidades, é no tribunal de nossas consciência, comparando aquilo que se fala dele hoje, com aquilo que os registro bíblicos diz que ele fez e ainda faz caso você não se curve a ele ou aos seus fiéis escudeiros.
     É em nossa consciência que as crenças começam. É nela que se findam. É nela que criamos a situação de vivermos em um inferno aqui e agora, ainda que com todos os recursos físicos, financeiros e estéticos que precisaríamos para vivermos em um paraíso! É por meio dela que criaremos situações para vivermos em harmonia conosco e com outras pessoas, livres dos inquisidores do pensamento e do puritanismo hipócrita, que conseguem enxergar pecado em objetos inanimados mas não conseguem ver o pecado em suas próprias relações de julgamento precipitado, falácias em nome do invisível, e no segregacionismo, que conseguem enxergar membros masculinos em desenhos animados da Disney, mas não conseguem enxergar esses mesmos membros, sendo utilizados como ferramentas de abusos, torturas  e transtornos psicológicos eternos em pobres criancinhas que tão iludidas quanto seus pais, deixam estar seus pequenos sob a guarda de gente proibida pela igreja de manter vivo os próprios instintos naturais humanos, e que usando a confiança atribuídas e ele pelo ofício, conseguem ser “santos” e demônios ao mesmo tempo. É por falta de consciência própria que “aceitamos a jesus” e somos obrigados a consumir um estilo de vida enlatado e com data de validade vencida, imposta pelas mesma pessoas que te venderam jesus, e é pela consciência plena que temos a coragem e a ousadia de dizer para os mesmos vendedores de cristo que não precisamos mais deles, nem de suas concepções de sagrado e profano para mantermos o curso de nossa existência! Esta é senão, uma das maiores conquistas que podemos adquirir em vida!
      As prioridades desse deus mesopotâmico são tão importantes quanto as prioridades de seus representantes. Como disse, tudo isso estar registrado na própria bíblia. Ele não precisa de ateus ou pessoas sem religião para contar o que ele fez. A bíblia é um livro que registra todos os seus feitios, e suas prioridades desde o princípio tem sido a preocupação com a manutenção do próprio culto e do próprio ego! Parece mais um artista pobre, que se tornou celebridade sem talento nenhum, apenas por ter passado alguns dias em uma casa com outras pessoas falando palavrão e mostrando partes intimas e por isso parte pra cima de todos aqueles que digam que este não tem talento para continuar na fama. Vejamos alguns casos de suas prioridades fúteis:
     1- Foi para manter o próprio culto que aconteceu a tal de rebelião nos céus e lúcifer foi expulso de lá, pois segundo a crença cristã, ele também queria ser cultuado e como deus não divide a sua “gloria” com ninguém ele logo reagiu e mandou Miguel depois uma grande batalha expulsar o capeta de lá, exatamente para um planeta que ele tinha intenção de cultivar frágeis criaturas enquanto ele ficava lá, só assistindo, com seu grande poder. A grande questão é: pra que raios, um ser todo poderoso, rodeado de outros seres também poderosos, precisaria de culto eterno para se auto afirmar e saber que continua sendo o maioral entre eles, sendo que estava escrito praticamente na testa de todos estes quem era o chefão ali? Isso é coisa de gente medíocre, que apesar de ter tudo, ainda deseja o pouco que é do outro! É coisa de mulherzinha ruim, ciumenta, que apesar de ter muito dinheiro, jovialidade e beleza, se sente ameaçada quando seu marido aperta a mão de uma pobre favelada sexagenária e logo parte pra ofensas.
      Manter essa linha de crença no cristianismo minimiza a imagem desse deus ao invés de engrandece-lo! O maior não é quem manda mais, antes sim, é aquele que tendo todo o poder não oprime ninguém, nem faz questão de ficar passando na cara dos outros o tempo todo esse poder. Outra questão que deve ser levantada se seguirmos essa mesma linha é: quem garante que o paraíso será de paz e harmonia, sendo que em outra ocasião, habitado por seres perfeitos e criados pelo estalar de dedos mágicos do próprio criador aconteceu o que aconteceu, imagine um céu, agora povoado com todo tipo de gente, que cresceu como sobrevivente, nas malandragem da vida, ou ainda pior, com tanto obreiros que aqui brigam por cargos, e líderes religiosos que brigam por audiência ou número de dizimistas? Receio que o criador terá sérios problemas com alguns. Fico imaginando, que quando ele menos esperar, as pedras de sua coroa, e as dos 24 anciões que de dia e noite lhes prestam culto, possam desaparecer com a chegada daqueles que aqui na terra fazem malabarismo bíblico para arrancar do pobre, da viúva e do necessitado até o último centavo que eles tem. De repente, todos os planetas da galáxia serão povoados assim, com tanta gente disputando espaço ao mesmo tempo no paraíso, e deus os expulsando-os, para planetas inabitados, para começar em todos eles a mesma saga terrena. Só um devaneio meu com a licença da própria incoerência dessa linha de pensamento...Vamos ao outro ponto das prioridades de deus.
     2-Foi por manter o culto a esse ser, que Caim matou Abel, dando início a uma série de outras matanças pelo mesmo motivo. Ele, sabendo da intenção de ambos, poderia ter poupado a vida de Abel, que segundo o que se acredita foi quem lhe prestou culto da melhor maneira ou poderia ter usado seu poder de persuasão para não deixar o mal crescer em Caim, do mesmo modo que usou tais poderes de persuasão para persuadir a faraó a desobedecê-lo só pra mostrar quem é que manda! Adore a deus e morra! Ignore-o e morra do mesmo jeito! Esse deveria ser o slogan de várias passagens bíblicas! O cara cria um planeta inteiro, com tanto trabalho, para depois pôr tudo a perder já no início devido a um simples erro no ato de adorar? Coisa sem sentido! A adoração vale mais que a vida para ele! A menos que ele precise exatamente dessa adoração para continuar existindo em um mundo paralelo, nada do que se diga justifica tais atitudes!
      3-Foi por não prestar culto a ele, que toda humanidade da era diluviana foi destruída por ele mesmo com uma terrível inundação e duas cidades posteriores ao diluvio foi destruída já no início do repovoamento com fogo e enxofre, por que não levaram à risca o modo correto de venerá-lo. Ele poderia facilmente dar as caras, e dizer: quero ser adorado assim, assim e assim....mas não! De modo invisível, pela oralidade dos seus representantes é que ele dava ordens contraditórias o tempo inteiro e quem pagou foi o povo que ele mesmo prometeu não mais destruir, só por que não entenderam tantos comandos confusos e tantos mistérios insondáveis. Me parece que somente os papas, padres e pastores parecem entender perfeitamente esses insondáveis mistérios, pois eles pronunciam essas palavras de modo tão tranquilo...Dar ordens de dentro de uma igreja sem mexer um dedo é bem diferente do que viver a realidade da vida fora daquelas 4 paredes.
     4-Pela necessidade de prestar o culto de modo correto a esse deus, os patriarcas, os juízes, os reis e sacerdotes de todo o velho e novo testamento, fizeram as maiores atrocidades, cometeram os maiores crimes, e mancharam de sangue todas as páginas da bíblia. Tudo isso ele vendo, ouvindo e sentindo ao vivo e a cores e nada fez para conscientizar o povo que não se precisava de tanto. Mas como ele gostava de ver sangue derramado, nada fez para frear tais bestialidades de seus servos, antes sim, enviava mais e mais profetas, ameaçando o povo, quando esses queriam manter relações de paz com os inimigos desse mesmo deus. Ele não queria paz, não queria aliança! Queria guerras! Sangue derramado! Carnificina! Aêeeee!
      5-A “libertação” do povo do Egito por exemplo, é um dos textos mais cantados e citados em todas épocas pelas três religiões fundadas em Abrão. Agora vejam: ele prometeu cuidar dos filhos de Abraão, mas deixou que os mesmo fossem escravizados por 430 anos. Já começou falhando! Depois de tanto tempo sob dura escravidão ao “libertar” o povo de Israel, ele poderia oferecer descanso, casa, comida e roupa lavada mas não fez. Qual foi a sua prioridade ao “libertar” o povo do Egito? Que o povo lhe prestasse culto antes, durante e depois da grande matança que ele causou a homens, animais e as ervas do campo só para “libertar” seu povo. E depois disso? Matou outros 16 mil que achou que Moisés tivesse morrido depois de passar 40 dias sem comunicação no cume de um monte e por isso prestaram culto a um bezerro de ouro. E durante os 40 anos que propositalmente ele fez alongar a viagem, dia a dia, ele matava outro tanto que se recusasse a lhe prestar culto, ou que simplesmente não entendia o modo como ele agia ou o modo secreto como ele falava apenas com os seus escolhidos. Quem não morreu matado por esse deus por fazer perguntas simples a Moisés, do tipo onde encontrariam abrigo, agua e comida, morreu em guerras pela honra e glória de seu nome e o direito de lhe prestar culto! “Libertar” um povo escravizado por 430 anos, para ter como primeira atitude um culto a sí próprio é muita vaidade! Parece mais mulher fiel de caminhoneiro, que de tanta carência sexual, mal o marido estaciona o caminhão na porta depois de vários dias fora ela já corre pra levar os primeiros amassos dele! Humanos e “pecadores”, criadores de rebanho, depois de secas prolongadas, a primeira coisa que intentam fazer é dar comida e descanso ao seu gado e não exigir que estes lhes deem crias, lhes venerem ou que façam serviços acima de sua capacidade física do momento. Parece-me que a moralidade de certos criadores de rebanhos de animais comuns, são mais elevadas do que os que cuidam do “rebanho do senhor” inclusive ele mesmo em não compreender que quem tem fome e sede precisa de comida e descanso e não de oferecer culto!
      6-Em outra ocasião posterior, em que os descendentes de Jacó passavam por uma série desarmonia familiar, por conta exatamente de desejarem manter a linha de filiação ou culto correto a esse ser, ele matou a Er, por ter considerado maus aos seus olhos, e depois matou Onã por ter se recusado a ejacular na vagina de sua cunhada, esposa de Er, cujo próprio deus o havia matado por motivos não definidos. E o que ele fez? Matou também a Onã! O cara se importa onde um sujeito vai derramar o semêm na hora do gozo, mas não se importava com rios de sangue que eram derramado pela honra de seu nome todos os dias. Por que preocupar-se com que mulheres fiquem grávidas, se logo enviará seus filhos a matança, em guerras insanas e incessantes até os dias de hoje? Que situação macabra!
      Poderia fazer relatos como esse de toda a bíblia com centenas de páginas apenas do passado sobre as prioridades estranha desse deus em relação ao seu povo ou a raça humana, mas vamos dar um salto gigantesco para nossos dias atuais. Vejamos:
      Banqueiros bilionários, se reúnem constantemente com gente poderosa em planos maléficos para controlar a economia mundial, enriquecendo a alguns poucos e empobrecendo aos milhares com criações de novos regimes econômicos e politicos ou novas linhas de consumo. Políticos corruptos e grandes empresários se reúnem, manipulam a mídia, o voto e a opinião pública para usufruírem dos recursos públicos enquanto pagam de gente boa. Líderes de facções e pequenos marginais saem à caça todos os dias para roubar o pouco que ainda resta das pessoas sofridas. E com que esse deus estar preocupado? Que seus servos, os líderes que lhes representam, os lindos, cheirosos e queridinhos do senhor, tenham aumento em número considerável na bancada evangélica para que leis medievais sejam aprovadas, onde o culto a ele e a utilização da bíblia no congresso e não da constituição sejam prioridade máxima numa nação já explorada e extorquida pelos mercadores da fé! Tem cabimento umas coisas dessas?
      Entre seus seguidores, pessoas morrem de fome e frio sem nenhum pão para comer, mas seus representantes dão prioridade em tirar até o ultimo centavo do povo, com pesados tributos, vendas de bugigangas ungidas ou construindo templos suntuosos, com revestimento em pedras ou metais preciosos, para um ser que assumidamente disse que não habita em templo feitos por mãos humanas. Tudo isso por que sabem que o culto gera lucro, medo, obediência e servidão. E ele dos altos céus diz amem!
       Crianças no mundo inteiro são forçadas a casar legalmente pelas leis do país, com pessoas com idade de serem seus avós, sendo torturadas e humilhadas com aquilo que poderia lhes ser no futuro o complemento da felicidade, e esse deus estar preocupado mais se a moça casou virgem do que se ela será estuprada todos os dias por velhos pedófilos e servos dele segundo a crença.
      Em nosso país e mundo afora, dentro das próprias igrejas cristãs, meninos e meninas são abusados sexualmente todos os dias mas deus não se importa, pois estar ocupado demais, preocupado, vigiando alguns, para ver se dois homens adultos irão enfiar seus membros em algum orifício do corpo um do outro, ou se duas mulheres também adultas, irão esfregar suas genitálias uma na outra. Ambas são pessoas adultas, livres e conscientes do que estão fazendo e deus fica preocupado e irritado com isso, enquanto que as crianças inocentes, são seduzidas exatamente por aqueles que elas esperam lhes defender, e ele não olha isso por que a prioridade de deus é outra!
      Deus parece estar muito preocupado com tatuagens, com aquilo que as pessoas desenham no próprio corpo, mesmo tendo essa pessoa uma alma pura, mas não se preocupa com o próprio retrato que seus líderes e seguidores fazem a cerca dele mesmo. Também pudera, com tantas prioridades estranhas...
      Se o dizimista vai passar necessidades enquanto aquele que recebe o dizimo irá viver no luxo e na luxuria não importa! A prioridade de deus é que você traga os dízimos á sua casa! A adoração a ele e os ritos litúrgicos não podem parar! Faça de tudo mais não deixe de trazer os dízimos e comprar bugigangas ungidas para crescimento de “sua obra” e manutenção de programas televisivos alienatórios!
       Não importa o que você faça, ou com que se envolva, antes durante ou depois de “encontrar” com deus. Ele não se importa com isso. Você só não deve deixar de cultuá-lo, adorá-lo e se borrar de medo das ameaças que ele faz. Fora isso pode tudo. Em nome da fé pode tudo. Em nome dele pode tudo, pois suas prioridades são antagônicas as prioridades humanas ou de um pai de mente equilibrada.
      Ajuntamentos de pessoas religiosas, cujas prioridades sejam apenas para prestar culto a um ser invisível se fazem desnecessária hoje em dia. Possa ser até que tenham servido em alguma ocasião ou em alguma outra época para algum propósito. A medida que as pessoas crescem, lendas infantis já não as fazem dormir. Algumas prioridades do deus cristão e de seus seguidores, estão mais para causar pesadelos do que uma boa noite de sono.
      Não é mudando de deus que se muda de mentalidade. A humanidade já fez isso várias vezes e não deu certo! Ísis, Osíres, Baal, Astarote, Apollo, Dinisio, Diana, Zeus, Mitra, Odim, Quetzalcoalt, Hidra e tantos outros também já foram uma vez deuses proclamados universais, donos de todo poder, toda ira, punição, temor e reverencia, e hoje são tão esquecidos como os gramofones do século passado. Os deuses que as pessoas reverenciam, temem, adoram e veneram em uma determinada época, são desprezados e ridicularizados em outras épocas ou na mesma época por povos de outra cultura. Engano é achar que trocando o ícone de veneração trocar-se-á a mentalidade do venerador. O venerador por si só, é um ser com algum tipo de deficiência afetiva, ou carência emocional, que busca no consolo dos ídolos criado, amparo para suas dúvidas. Tais pessoas, quando não se tem seres imaginários para venerar, trata de idolatrar gente famosa, partidos políticos, ou causas tão banais que nem valem a pena citar.
       A humanidade encontrará um novo estágio, não quando “se encher de deus” como muitos dizem, antes pelo contrário, será necessário esvaziar-se deles, para se tornarem cientes de suas próprias ações e deixarem de serem irresponsáveis, transferindo suas responsabilidades ao imaginário, quando por um ritual de culto prestado, acreditam que estes tem obrigações de assumir suas culpas.
      A bondade e a maldade de cada ser humano habitam em cada um. É possível ser bom mesmo distante da religião. É possível ser mal, mesmo estando mergulhado nela. A identidade religiosa servirá de amplificador para demonstrar tais atitudes. Quando o ser consciente sabe que é responsável por si mesmo, deixa de usar a fé como escora e passa a andar nos trilhos da verdade seguindo as vezes solitário, e outras vezes apreciando a própria companhia, até se juntar a outros do tipo.
       No dia que leres a bíblia de modo neutro, verás que as prioridades de deus não parecem condizer com toda bondade, justiça, equidade, compaixão e equilíbrio atribuídos a ele na sua segunda pessoa da trindade. Nesse instante você pode seguir suas próprias prioridades e viver sua vida livre do julgo e da necessidade de adorar para não morrer fulminado.
      Olhe ao seu redor, e veja exemplo de pais humanos e “pecadores”, que apesar de todos os “defeitos” dão prioridade ao conforto e bem estar de seus filhos. De repente o caminho que tu estás seguindo, só estar te levando ao oposto daquilo que realmente tu desejas fazer. Pense nisso!
    Saúde e sanidade a todos!
  • As ruas ficarão vazias para que sua casa continue cheia

    Precisou que ficássemos “presos” em casa, para que contássemos a Deus o quanto ainda somos humanos.
    A empatia parece brotar do sufocamento dos dias apressados.
    E tomara que as sementes dessa bondade genuína caia e refloreste de amor o mundo.
    A igreja está com os assentos vagos, mas o autor da sua fé habita agora de forma ainda mais intensa no seu coração.
    Os avós do asilo sentirão falta das poucas visitas. Vá espiritualmente até eles. Faça uma prece e quando a “nuvem do medo” passar, caminhe fisicamente até eles. Relembre como é bom aquele abraço!
    Não há torcedores nos campos, mas a magia do esporte ainda acontece nos olhos apreensivos rente a TV. O sonho dos futuros atletas vive intensamente dentro de cada um deles.
    Agora com as aulas suspensas, nosso dever maior é cuidar e proteger!
    Pegue uma folha do caderno e escreva uma carta para alguém que você sinta falta. Escreva também todos os seus planos para daqui alguns anos. Fique tranquilo, eles acontecerão!
    E quando tudo passar, porque a força de Deus é maior que qualquer perigo, que a gente entenda o quanto nossas ações refletem no outro.
    Quando ainda era permitido dar as mãos, por quantas vezes tiramos nosso irmão da aflição? Quantas vezes ofertamos nosso abraço ao medo do outro?
    É tempo de reflexão! “A noite passará e a luz da liberdade será linda outra vez”
  • As Três Maravilhas

    Os dias passaram o arrastando por trombadas de sentimentos incontroláveis. Pensava ele estar acima das suas emoções, porém, por pensar estar acima, tirara a mão do mastro, e fora arrastado pelas tempestades sentimentais. Forças destrutivas o empurraram novamente a lama, e se sentira energeticamente imundo. Abrira a porta escrotamente para o mal de si, e violara a regra de sua santidade e perfeição. O mal o rondara, e percebera-se insano.

    Não podia crer que novamente tropeçara… o mesmo ciclo vicioso… a cobra que morde o próprio rabo… a mordida na própria língua.

    Entretanto, o Sagrado com toda a sua Mística o amava. E como uma mulher estéril que sorriu de felicidade pelo fim de sua improdutividade, ao ter um varão, na sua velhice… o Sagrado, assim, pacientemente, e rigorosamente, o educava com AMOR.

    O Místico Amor…

    O Amor do Amante e do Ser Amado… que faz do dois, três, e das três maravilhas uma só PRESENÇA.

    Havia entre eles compreensão e trabalho mútuo… era o pequeno e O GRANDE… o fraco e O FORTE… o encarnado e O IMANIFESTO…, que se despontavam em duas formas distintas, o inferior e O SUPERIOR. Contudo, um dependia do outro para ser visivelmente revelado.

    A Inteligência Superior a ele ofertada o fazia diferente dos demais, por isso, ao cair se levantava rapidamente… O SAGRADO compreendia que os tempos atuais eram ofuscados por uma sombra de trevas e ignorância, e que a LUZ teria como trabalho romper a cápsula de ignorância em que o SER AMADO nasceria, pois não tinha como nascer numa poça de lama sem estar melado por ela… só que ele mesmo (O Ser Amado) estava cansado dessas repetidas quedas na poça suja. Suas quedas eram mínimas em sua totalidade, nada que magoasse alguém, nada que ferisse… nada que matasse… nada de inveja, cacoetes, ou avareza… nada de arrogância, intolerância e cinismo… nada de extrema ignorância ou alienação. Caía contra ele mesmo… caía em sua perfeição, em sua santidade.

    E assim, se magoava e se autopunia, porquanto, almejava o principado. Por isso, os cavaleiros sombrios o perseguiam, e caía, quando, enganado pelo pequeno eu, amante da luxúria, cega e apaixonadamente o dominava. Entretanto, sabia quem era o inimigo, o estudara, o observara… e, também, o compreendeu… e dele mesmo teve compaixão.

    Vira os seus pequenos filhos que ao longo do seu nascimento no mundo das ilusões, nascera de suas traumáticas experiencias. Todos eles estavam berrando e choramingando por comida. O seu filho Medo tinha como iguaria a egoística proteção e isolamento, e a culpa era sua sobremesa favorita; Já a sua filha Ambição se deliciava de glamour, com biscoitos recheados de estrelismos. Porém, o que mais lhe preocupava, era seu filho mais velho Desejo, que crescera além da conta, e, trouxera sua amante Luxúria para habitar em sua morada, e juntos se deliciavam no doce picante chocolate da paixão.

    Notara que alimentar esses filhos seus era trabalho de sua personalidade mecânica e falsa, habitante dos infra mundos, cultivada exatamente por todas as coisas que contraiu e aprendeu em toda sua vida social metropolitana, fixa pelas teias de pontos de vistas alienados a uma realidade criada nos padrões ilusórios do pensar, sentir e agir mecanicamente.

    Sim! Ao se observar e autoanalisar a sua personalidade induzida…, sem sombra de dúvidas em sua mecânica ambiguidade, se percebera homem-máquina… um mero robô-humanoide que trabalha, se alegra, sofre, se droga, goza, come e dorme. E, pensara na etimologia da palavra robô, provinda do russo Работа (rabota), que quer dizer: trabalho, algo meramente mecânico, e percebera que seu instinto não passava disso… uma mera programação… pronta para executar as suas funções animais de prazer e dor. Graças a uma ignorante educação equivocada, que o adestrou a atuar, desde infância, em um frágil mundo de mentiras, em razão dos múltiplos episódios exteriores e de choques aleatórios, que abrolham em seu interior algumas mudanças quase sempre errôneas, ou não coincidentes com o evento em tese.

    E, assim, oculta e perspicazmente se sentara na poltrona da sua existência…, e vira seus malcriados filhos, que, insistindo em crescer em sua persona, desde cedo, assumir o controle da condução de sua vida mecânica, pois, estes, veio a existência unicamente por causa da pressão dos dramas, tragédias e comédias que se apresentam nas telas e palcos da vida. Claramente vira, que por culpa dessa mecanicidade do ser, O SAGRADO perdera sua essência e fragrância, despossibilitando a sua santa e perfeita manifestação harmoniosa, em sua vivência material orgânica. Já que toda forma de ação conscientemente mística-divina, fora substituída pelo automatismo mecânico do individuo social… o chamado cidadão comum.

    Analisara que sua débil e frágil personalidade mecanizada e controlada pelos ‘eus’ criados de si se adaptava a ambientes e pessoas. Escaneando e criando autoimagens em costumes e hábitos moldáveis pelo intelecto, utilizando de discursos e palavras, pensamentos e movimentos ilusórios, que utilizavam de hipnose consciente para o adormecimento da própria consciência.

    Ao se perceber mecanizado, resolvera ir a fonte de tudo que o programava… sentou-se em profundo silêncio, fixando os olhos ao chão… fizera uma pergunta ao universo do seu ser… e, prometera a si mesmo levantar-se, apenas com a resposta. Fixo em sua empreitada, o tempo, destruidor de todo gênero e criações humanas, ali parou. E, percebeu a expansão do seu próprio Ser Divino, além matéria, e viu o quanto era amado e protegido por essa Absoluta Grandeza. Também, junto a essa visão divina, se culpava por não se dedicar totalmente a esse Primeiro Amor… era o Ser Amado, porém, por não ter o Divino Amante por primazia, ainda não o conhecia. E, por ainda não o conhecer em sua Divina Essência, não se tornou o instrumento musical de suas harmoniosas canções… não alcançando ainda o Imanifesto que manifesta tudo.

    Em sua meditação sabia que a viagem era longa, e o trabalho pesado, a vida corpórea orgânica e encarnada tinha que enfrentar o mundo para se livrar de suas rédeas e freios. Sabia que o mundo material não passava de uma escola da alma, por isso, o alienado entretenimento social não o sequestrava.

    E, clamando silenciosamente orou: “Ó Sagrada e Mística Essência Divina que se assenta no trono de meu coração; Grande Sol Central Esplendoroso, mais radiante entre todas as luzes desse plano material; Magnifica Lua Cheia que ofusca as luzes cintilantes de todas as estrelas no imenso escuro dos céus; Consciente Inteligência do Eterno Sentido Divino; Grande Oceano pelo qual desagua todos os rios; Soberano entre as fontes de todos os néctares nascentes; Leão de todas as selvas e pastagens. Ó tu de olhos abertos em todos os lugares, fala-me diretamente sem intermediações, pois, tenho sede de ti. Como poderei eu te conhecer… aqui sentado e meditando?”

    Ali, parado, meditando por horas afinco, nada ouvira… nada vira… e não deslumbrara nada.

    Portanto, sabia que para poder receber as ondas de vibrações harmoniosas do SUPERIOR, primeiro tinha que se domar: educar todos os seus sentidos… peneirar todos os seus pensamentos… frear todos os seus sentimentos… adestrar todas as suas emoções. Se conhecer e ser o senhor de si mesmo, deixando de alimentar os seus ‘eus’ criados, e, assim, matá-los de fome e sede, para que educadamente perceba a superioridade do Pai, e possa o servir com frequente piedade e fé inquebrantável.

    Intentara evolutivamente que a melhor riqueza e nobreza do ser humano é a FÉ. Que seguindo a missão de sua existência no aqui e agora, atrairia a verdadeira felicidade que é independente e indiferente a ter alguma coisa, e ser algo ou alguém de sucesso para viver. Que, interiorizando e espiritualizando cada ação, até o ato de limpar uma fossa de merda pública em reverencia e gratidão, chegaria à maestria e principado. Degustara o doce mel da verdade, e queria obter os melhores dos bens e serviços devocionais, vivendo a vida sabiamente vivida purificando todas as maldades suas e dos demais. Descobriu que pela Fé… atravessaria as tormentas, pela Sinceridade… o mar dos egos e, pela Bonança e compaixão… o outro lado do reino da morte.

    De repente, em sua meditação, o espírito destruidor que o tentava, o inundou de maus pensamentos, gerando em sua mente maus sentimentos. Vira claramente a face do Anjo da Destruição, prateada como a lua em sua feminina forma tentadora, que faz lançar a culpada alma nos infra mundos infernais, e que goza de toda desolação. Ela estava deslumbrantemente irresistível, e cheirava paixão e luxúria. Seu sexo molhado de gozo tentador estava exposto, e latejando desejo o chamava. Sua boca parecia doce como mel, melados de néctar do prazer. No entanto, um pensamento de morte passou como vulto em sua consciência… e, meditando profundamente, enquanto se via nos braços demoníacos da luxúria, freou sua paixão, e disse, dessa vez, em voz audível: “Ó Dona de meu Desejo, como és bela e tentadora, estou agora ardendo de paixão e tesão por ti, porém, sinto seu calor arder como brasa, se me entrego a ti queimarei minha alma em sua chamas mortíferas. Ó Espírito de Tentação! Penso agora em minha morte, e tenho ela agora como fiel companheira. Você não tem mais lugar em mim”. Falando isso, o Tentador se dissolveu diante de seus olhos como um monte areia a esparramar pelo chão.

    A partir daquele dia as três maravilhas abundou o seu ser… de um que era se tornou vários; de vários, um; manifesto ou invisível atravessa sem resistências as paredes, as rochas como se penetrasse uma queda d’água de cachoeira; submergia na terra, e tornava a subir como se fosse o mar; caminha nas águas como se fosse terra firme; voava pelos ares como os pássaros, e sentava nas nuvens como os seres inefáveis; até a lua e o sol inflamados de calor, Ele acariciava com suas mãos, e no mundo dos deuses e semideuses se manifestava em glória; conhecia os homens e lia os seus pensamentos, sabia dos caminhos de sua alma, aquilo que faz elevar e tropeçar, dizendo: “Esse é o seu pensamento e desejo. Isso ou aquilo está em seu espírito. Este é o destino que te espera.”; E tinha sabedoria e inteligência para instruir e adestrar qualquer alma vivente.

    E assim, se manteve calmo e sereno em sua iluminação. O AMOR do AMANTE envolveu o SER AMADO, purificando de todas as impurezas acumuladas em seus centros orgânicos. O humanoide de programação emocional, deletou sua atividade efemeramente mecânica, transcendendo o corpo biológico, que agora era o receptáculo do SAGRADO em si mesmo.

    Nada mais o afetava, livrou-se do medo… fez da morte física sua companheira, e matou-se a si mesmo, renascendo das cinzas do sofrimento, se purificando nas águas do arrependimento, emergindo no ar do Sagrado Conhecimento… não por estar isento de emoções e sentimentos. Mas, unicamente por se livrar do corpo mortificado do desejo… que, ilusoriamente se ajoelhava perseguindo o prazer, e alienadamente orava fugindo da dor.
  • Até onde consigo sofrer

    Vai me machucar de novo, de novo, e só pra ter certeza, vai outra vez. Vai me prender, até me deixar sem oxigênio, sem me deixar sentir coisas verdadeiras. E quando eu começar a me sentir novamente, você volta! Como um leão que prende a sua presa até seu último suspiro. E me faz prometer e provar sua felicidade, com toda a minha força, até meu último pingo de suor, e daí, você foge, foge como um rato corre de um gato. As vezes penso que o erro está em mim, e começo a me sentir novamente. E como previsível você se sentiu vazio e sozinho, e voltou!  me Machucou outra vez, e vai fingir se importar e me amar. E quer saber ? eu vou acreditar! Vou acreditar até minha última lágrima cair.  Vai ressurgir com esse sorriso perfeito, caminhando com passos leves e uma vida feita.Talvez eu goste de passar por essas coisas, ou, só estou acostumada com a situação.
    Você queria palavras bonitas e românticas, e isso é tudo que eu tenho para dá!
    Quer um encaixe perfeito ?Se encaixe na minha dor!
  • ATOS DEVOCIONAIS: UM ESTOPIM PARA QUALQUER TIPO DE GUERRA

    A fim de agradar aos deuses e desses obter favores especiais, o homem é capaz de sacrificar qualquer coisa, inclusive a própria existência!
     
       Julgamos como irracionais e burros a maioria dos animais pelo modo como vivem ou se organizam socialmente. Porém, jamais veremos uma fêmea ou macho de qualquer espécie “irracional” tirando o alimento da boca de seus filhos para dar a deus imaginário algum em troca de favores particulares. Também não veremos essas criaturas perdendo tempo útil de suas vidas voltado para veneração do imaginário, nem tão pouco veremos nenhum deles declarando guerra uns ao outros para defender a ideia de que seu deus seja melhor e com mais qualidades surreais que dos outros.
      Quanto a isso, vemos todos os dias machos e fêmeas humanos, tirando o pão da boca dos próprios filhos para doar a um deus qualquer, numa igreja qualquer, por que o líder religioso os convenceu a isso. Sendo assim, quem é o ser o irracional nas duas espécies se compararmos esse tipo de comportamento?
       Já viram por acaso algum macaco fazendo despacho numa encruzilhada para ser dar bem em suas “macacadas”?
       Já viram um cachorro sacrificar seus filhotes num ritual de magia negra em troca de obter mais poderes sobre o grupo?
       Já viram algum gato costurando a boca de um sapo para matar “as inimigas” ou tomar o “macho da outra”?
       Já viram um leão subir no monte e passar 21 dias jejuando para ser o “presidente” de seu grupo?
       Claro que nunca viram essas coisas e certamente não os verão! Mas vemos todos os dias a nossa espécie fazendo coisas bizarras como essas e consideramos isso como sendo um ato de extrema inteligência de nossa parte, por consideramos os atos devocionais a seres imaginários como sendo uma conquista de nossa espécie, algo digno de ser louvado. Quem é mais irracional nesses termos?
       A pluralidade religiosa que conseguimos (ou construímos) ao longo dos séculos, não dignifica em nada ou faz evoluir a nossa espécie, se por esse ângulo a estudarmos, antes sim nos faz retroceder todos os dias, por que perdemos parte de nosso tempo útil e recursos com assuntos fúteis como a barganha com os deuses ao invés de dedicarmos tais recursos para a evolução de nossos semelhantes, proporcionando-lhes mais acesso igualitário a cultura e a bens primordiais de direito a todos os humanos (e demais criaturas) como o acesso ao ar puro, água potável, abrigo e combate a todo tipo de sistema de escravidão imposta por quem quer que seja.
        Por não observamos tal ponto, nos tornamos predadores de nossa própria espécie. O “produto religioso” quem sabe seja o fator principal para esse tipo de comportamento, pois ao adotar ou construir um deus qualquer, imediatamente o homem tenta subverter seu semelhante à crença nessa divindade, e toda resistência converte-se em atos de guerra, seja de uma pessoa contra outra, de um grupo contra outro ou de uma nação inteira contra outra como tem sido ao longo dos séculos.
        O misticismo exacerbado de alguns e a falta de cultura (conhecimento cientifico) de outros, faz com que tudo vire sagrado ou profano de modo instantâneo, fazendo com que o nível de consciência destes e dos que lhe cercam seja pior em certos casos do que o nível de consciência de um protozoário.
      Triste é a realidade de todos aqueles que dizem: “Sou dependente dessa ou daquela divindade!”; “Minha vida é guiada ou regida por essa ou aquela divindade!”; “Não dou um passo sequer em minha vida se minha divindade não orientar”...
       Mas triste ainda poderá ser a realidade dos que vivem ao redor deste que vive “totalmente dirigido por uma divindade”, pois na maioria dos caso, ali estará uma pessoa confusa, terceirizando seus defeitos e fracassos, além de viver atacando quem procurar manter a própria sanidade.
        Os que apoiam o ecumenismo ou a propagação irrestrita de todo tipo de culto por exemplo, chegam a afirmar que quanto mais deuses e cultos forem estabelecidos, mais paz haverá interiormente entre os devotos, Porém isso não é verdade. Ao contrário do que se pregam por ai, QUANTO MAIS RELIGIÕES, MAIS CONFUSÕES! QUANTO MAIS DEUSES FABRICARMOS, MAS TEMPO E RECURSOS UTEIS SERÃO DESPERDIÇADOS!
        Do mesmo modo que “a grama do vizinho é sempre mais verdinha”, se uma pessoa que adora a um “deus X” e vive na miséria, sem prosperar, com dificuldades diversas, vendo aquele que adora ao “deus Y” tendo “sucesso” na vida e se dando bem em tudo, uma guerra interna ou externa poderá surgir a qualquer momento ou um tentativa em massa de convencer o outro a sua própria fé, e se isso não for possível a desconstrução da imagem de um dos deuses se iniciará por uma das partes, desencadeando uma série de outros conflitos.
       Nesse ponto, quem mais incomoda quase todo tipo de religioso são os ateus equilibrados e bem resolvidos, pois não tendo “pacto” com deus algum e não sendo capacho de seus representantes, “deixa no chinelo” em centenas de casos, os que se dizem se “escolhidos”, “bichinhos de Jacó”, “filhos de papai”, etc....
        Para a maioria dos que se dizem crentes fieis (principalmente os que se dizem pentecostais), não há coisa mais perturbadora e vergonhosa do que ver um ateu prosperar, viver em paz consigo, em equilíbrio com os outros, com conforto, com segurança, sem precisar ser submisso a pastor algum ou de divindade alguma.
       Nada os deixa mais furioso do que ver um “casal sem deus” vivendo em paz e harmonia, enquanto alguns destes “cheios do espirito santo” vivendo um inferno dentro de casa com esposa e filhos.
        Nada mais irritante para um fiel do que ver uma “pessoa sem deus” cheio de saúde, ou que quando adoece tem recursos suficientes para cuidar de si mesmo, enquanto alguns destes, cheios de fé, vivem constantemente doentes, improdutivos, sem dinheiro para se cuidar, dependendo do sistema público de saúde ou que venha vender o voto ou a honra para conseguir “furar a fila do SUS” e se cuidar.
        Nada mais vergonhoso para um “santarrão” que ver uma “pessoa sem deus” ingressar numa faculdade, ter um bom emprego, ou um bom carro sem dever a cabeça a ninguém, enquanto que eles “filhos do dono do ouro e da prata” estão há mais de 20 anos “apostando” na fogueira santa e em todo tipo de campanha da prosperidade, “tentando a sorte com deus”, sendo ludibriados por pessoas de má fé, enquanto vivem à beira da miséria, com um nível de frustação imensurável por não admitirem para si mesmo que estão sendo feitos de trouxas e tem vergonha de sair do grupo e reiniciarem sua caminhada de modo livre.
       Nada pior para um “homem de deus” do que ver pessoas comuns, “sem deus”, fechando grandes acordos diplomáticos, ou grandes negociações comerciais simplesmente usando argumentos cognitivos e relações pacificadoras, enquanto que eles precisam jejuar, orar, ameaçar o povo usando a bíblia, “vender o curral eleitoral”, fazer barganhas com políticos ou usar sua autoridade religiosa para conseguir menos do que uma pessoa “sem deus” conseguiu.
        Ahhhh...! É impagável esse tipo de visão!  
        Para justificar o próprio insucesso e as confusões geradas por sua própria crença, a maioria desses religiosos chegam afirmar que qualquer pessoa que estar fora da igreja e estar se dando bem na vida é por que entrou na maçonaria, fez pacto com o diabo, ou está mexendo com atividades ilegais!
       Bando de imbecis (todos os que fazem esse tipo de afirmação)! Se tirassem a bunda da cadeira, fossem trabalhar de verdade ou estudar, veriam que é bem mais fácil se dar bem na vida aplicando tempo e recursos uteis em coisas realmente necessárias e proveitosas do que ficar fazendo corpo mole, fazendo barganhas com seres imaginário, jogando tempo e dinheiro fora com coisas que poderiam ser resolvidos de modo tão simples eficaz...
       Gente confusa gera deuses confusos e a esses se rendem por medo ou por ganancia e tentarão comprometer também a vossa sanidade.
       Quanto mais deuses são inventados, mais infernos e paraísos são criados todos os dias, e todo mundo estará mandando todo mundo todos para o inferno alheio.
      A religião não é e nunca foi um instrumento para uma pacificação duradoura e eficaz. Pode apenas anestesiar, atrofiar ou gerar gangrena no tecido social, fazendo com que literalmente vários membros venham ser amputados, ou que venham desenvolver uma função disforme em seu papel como parte de uma coletividade.
        Para entender a complexidade e importância disso, podemos comparar o organismo social (sociedade) a uma atleta que malha apenas os braços ou a parte superior do corpo, e as pernas ficam fininhas, insustentáveis, sem poder aguentar o próprio peso do corpo.
       Podemos comparar também com pessoas que pela pratica de esforços repetitivos (LER) acabam atrofiando os próprios membros outrora saudáveis. Em ambos os casos, poderá haver uma disfunção de oficio, ou o corpo inteiro sofrerá para conduzir membros danificados enquanto executa seu papel diário.
       Em nossa sociedade também não é diferente: enquanto uns estão trabalhando de verdade,  “malhando o cérebro”, pesquisando, analisando, buscando soluções para curas de doenças, projetos urbanos, de engenharias, literários, histórico ou cientifico, perdendo dias e noites para que o esforço do seus serviços sejam aproveitados por todos de sua e de outras épocas e locais, outros estão por ai, sacralizando tudo, demonizando tudo, botando uma galinha na encruzilhada, acendendo uma vela preta, dando 10 ou 30% do seu salário a uma homem igual a si mesmo para serem agraciados sem esforço algum, sem se interessar com os problemas que nos cercam, atribuindo tudo a deus ou o diabo, dizendo que tudo faz parte dos planos divinos...
       Pessoas assim, que vive apenas da fé e em função desta, sem nada de útil produzir, são como um “peso morto” que a sociedade terá de levar nas costas até que o estado de consciência dessas mudem!
     Pior de tudo, é que boa parte desses, que vivem a condenar a ciência, a tecnologia e a tudo que ela produz, na hora que precisam, recorrem a estas para terem suas vidas salvas ou projetos realizados...
       Bom demais assim, não é? Ainda complementam a “inteligente fala” dizendo que foi “o deus deles” quem deu sabedoria ao médico, ou ao engenheiro, etc, etc... Engraçado que esse “deus deles” só “dá sabedoria” a quem passa vários anos estudando numa faculdade ou curso técnico e recebe uma certificação para atuar, mesmo sendo uma pessoa “sem deus” ou sem fé alguma. Não deveriam eles mesmo serem agraciados com tal sabedoria, já que invocam tanto a essa divindade? Que coisa estranha...
         Mesmo que não queiram assumir, a criação de deuses e objetos místificados servem apenas para isolar o próprio crédulo em um mundo único e particular, antagônico a todo tipo de realidade, sujeito a todo o tipo de barbárie em nome da crença que ele mesmo criou ou submeteu-se.
       A loucura chega a ser tão grande, que mutilar ou sacrificar ou próprio corpo ou vidas alheias para “obter” determinada graça ou “agradar” determinada divindade será apenas uma meta a ser alcançada e não objeto de vergonha.
      Inibir a própria natureza ou querer inibir a natureza alheia também será uma consequência do desejo da divindade cultuada segundo tais pessoais. Deus estar sempre irado com algo que nem ele mesmo sabe o motivo da ira, logo o servo desse deus estará igualmente aborrecido. Sendo assim: deus aborrecido + fiel aborrecido= a sua paz comprometida!
       Não haverá limites para os desejos (toscos) dessas divindades do mesmo modo que não há limites para a loucura dos servos desta, já que tais divindades também é fruto dessa mesma consciência.
        Por outro lado, é verdade que muitos manifestam sua bondade e moralidade por meio da expressão religiosa que escolheram, mas é verdade também que as maiores maldades que os homens tem feito uns aos outros por milhares de anos também foi pela expressão de sua própria religiosidade ou da religiosidade coletiva.
       Como já citado anteriormente, nos países islâmicos por exemplo, violar a inocência, a pureza e o corpo de crianças não é feio, imoral ou algo pervertido. É apenas um das formas de expressão religiosa.
        No hinduísmo, casar com um macaco, cachorro ou cobra também não é ridículo. “O deus que há em mim saúda o deus que há em ti”, e isso vale para tudo! Cada um dá interpretação de “mistério divino” que quiser, inclusive a de que um deus ou parente encarnou naquele animal que será objeto de uma conjunção carnal entre espécies diferentes, ou de uma “relação amorosa” com essas criaturas.
       Na índia, as vacas são sagradas enquanto que no brasil e em alguns países africanos ou em qualquer lugar onde alguns modelos de “igrejas da prosperidade” tem se implantado, os líderes religiosos é que se consideram sagrados e querem ser tratados como tal.
       Alguns chegam ao ponto de serem tão abusivos que exigem não tocar o chão durante o ritual de culto, pisando inclusive em cima de crianças e “voluntários” que se deitam para que esse “ser divino” pise e não se contamine com o “pecado da terra”. Pode isso?
       Outros desses “ungidos” vendem lenços suados ou roupas intimas fedidas para pessoas (abobalhadas), que acreditam que haja unção em qualquer tipo de excremento expelido por essa pessoa comum (aproveitadora) que se acha um deus.
       Outros desses “ungidos” ainda fazem campanhas de prosperidades, leiloando por valores “intergalácticos” simples objetos pessoais, cujos seguidores “cairão matando” fazendo todo tipo de lance, para adquirir tais objetos, supondo que a “unção” do seu líder será derramada sobre eles por meio de aquisição de tais objetos.
        A que ponto chegamos? Até que ponto a fé cega pode embrutecer alguém e reduzi-la a insanidade? Até que ponto isso é permitido? Até que ponto isso pode ser considerado uma expressão de liberdade religiosa?
      Quanto mais pobre e carente for um povo, mas a vigarice por meio da fé se estabelecerá nesses lugares e ninguém se dar conta disso, antes sim dirão que é obra de deus, que é deus agindo no meio dos seus...
        Ninguém consegue ser “ungido” nem ficar rico facilmente, nem tão pouco “montar nas costas do povo” onde os deuses já não são mais prioridades.
       Nos locais onde os ritos litúrgicos ficaram em segundo plano, parasitas transvestidos de atravessadores dos favores divinos já não tem tanta serventia. Parece que a recompensa dada pelos deuses aos homens não é o paraíso ou vida eterna, mas carregar nas costas uma corja de aproveitadores.
        Não há como projetarmos um futuro límpido, se o nosso presente é nebuloso. Por séculos os homens construíram e veneraram deuses. Por séculos líderes (fanfarrões) escravizaram o povo e viveram as custas do medo destes. Precisamos urgentemente reavaliarmos nossos conceitos sobre liberdade religiosa, deuses e seus representantes.
      De nada adianta uma grande reforma política ou educacional, se boa parte do tempo e recursos úteis produzidos pelos cidadãos são destinados a coisas inúteis ou a líderes religiosos que vivem de modo parasita.
      Quando a nossa polidez, a nossa diplomacia, e nossas própria convicções não forem tão grandes e fortes como as dores dos que sofrem por causa da liberdade de expressão religiosa de outrem, quem sabe nesse instante tomaremos uma posição mais favorável a todos.
      Não há beleza alguma na “pedofilia civilizada” concedida pelos seguidores de certas religiões no ato de sua expressão religiosa. Não há beleza alguma no abate e descarte de animais mortos em sacrifícios no intuito de alcançar algum tipo de vantagem sobre o outro. Não há virtude alguma em “fazer negócios” com um deus incorruptível, enquanto por meio de barganhas tenta corrompe-lo de alguma forma. Não há inteligência alguma em permitir uma pessoa comum usando a bíblia venha extorquir por meio de ameaças 10% do salário de um trabalhador ou força-lo a comprar bugigangas inúteis para um projeto de fé qualquer.
      Pensem nisso!
      Saúde e sanidade a todos!
  • B A I I S C T N Â

     

     

                           B                              A

                              I                         I

                                 S               C

                                     T       N

                                         Â

     

     


                         
                        t e l e              v i s ã o

     


                        t e l e             v a z ã o

     


                        t e l e              v a z i o

     

     

     

     

     




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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 188.
  • BEIJAR FLOR OU ROLA BOSTA?

    Se você almeja o perfume das flores, deveria parar de chafurdar nas fezes!
     
       Depois de um tempo estudando para entender melhor o comportamento humano, uma das constatações mais difíceis de admitir, é que a maioria das pessoas gostam de estar em um estado prolongado de torpor e não há nada que você possa fazer para tirá-las de lá a não ser que elas mesmas decidam sair. Se de modo violento e não consensual você tira de suas mãos um tipo de entorpecente, elas darão um jeito de conseguir outro, e mais outro e mais outro...
      Entorpecidas, elas fogem da realidade que as cercam, criam bolhas particulares ou coletivas e nessas bolhas vivem, nelas se alimentam e nelas fantasiam ser o que não são. Nesse mundo fantasioso provocado por essa overdose de emoções e sentimentos confusos, elas podem ser quaisquer coisa que desejarem ser.
      Entorpecidas elas resolvem de forma imaginária todos os seus problemas reais sem fazer quase nada, apenas projetando nos outros as causas de suas mazelas. De igual modo, elas criam problemas que poderiam ser evitados se fossem capazes de silenciar suas mentes por apenas um instante e sair desse transe frenético, que degenera a construção do caráter e a possibilidade de se tornarem pessoas fortes, emocionalmente equilibradas e socialmente responsáveis.
       Entorpecidas elas se tornam policiais do pensamento, da ortografia e da vida alheia mesmo sem que ninguém solicite seus serviços enquanto que suas vidas definham sem que elas notem. Elas Podem resolver problemas sociais complexos de forma simples, apenas louvando os políticos que estimam e satanizando os que odeiam.
       Em suas redes sociais elas podem ser conservadoras, patriotas, socialistas, defensoras de minorias ou apenas alguém que daria a vida por qualquer mito fabricado, quando na verdade, em suas vidas reais são e fazem justamente o oposto do que pregam.
       De modo geral, as pessoas andam procurando algo para ficarem inflamadas. Algo que lhes façam despertar os piores sentimentos que alguém possa produzir, a exemplo da ira, inveja, ganancia, soberba, avareza, o desprezo por “inferiores”. Até mesmo o desejo de exterminar (literalmente) os que não compactuam com sua bolha podem estar ocultamente inserido nesta lista de prioridade desse tipo de embriagado.
       Entorpecidas elas são capazes de cometer atos nazistas, fascistas e extremistas de todos os tipos enquanto pagam de fada sensatas, para depois, quando enquadradas por seus delitos, “desdizem” tudo o que disseram, choram, afirmam que foi um momento de fúria e que serão pessoas melhores dali em diante. São apenas pessoas más em desconstrução-elas dizem.
       Isso pode não ser verdade.
       Notem que alguém pode continuar sendo a mesma pessoa, continuar fazendo as mesmas coisas (besteiras) e mesmo assim ter o seu retrato pintado de uma outra forma (melhor ou pior) ao declarar filiação (ou desapego) a um novo partido, igreja ou ideologia passageira. Nestes casos a pessoa não precisa mudar nada, apenas “trocou de roupa” e todos os seus algozes e aliados também mudaram automaticamente! Só precisou mudar de afinidade sem precisar mudar o caráter.
       Notem que as igrejas evangélicas que mais crescem hoje em dia são justamente as que nada de proveitoso ensinam aos seus filiados, antes sim faz com que eles acreditem que o diabo, os iluminatis, a maçonaria os ateus e as pessoas de outras religiões, são as causas dos problemas no mundo todo, e que se todos fossem como eles, pensando como elas e servindo ao “deus certo e da forma certa” como elas, o mundo seria perfeito.
       Igrejas que são capazes de transformar sua estrutura social em picadeiro de circo e fazer todo mundo de palhaço são as que mais prosperam. O público que lotam essas igrejas gostam disso e pagam por isso, pois e se isso lhes faltar, elas inventam outra fórmula que as façam “viajar” de alguma forma.
        Fazem os tais acreditarem que barganhando com deus (apostando) por meio de dízimos, ofertas e doações diversas, terão os seu problemas resolvidos e irão ter um padrão de vida superior aos “infiéis”. Essas igrejas ofertam justamente o que o cliente deseja consumir e quando a mercadoria não funciona, é só dizer que o cliente não teve fé o bastante para ativar esse mecanismo mágico chamado “mão de deus”.  Os frequentadores desses locais precisam de algo para odiar e essas igrejas lhes dão. Precisam de algo para corromper e elas também as ofertam.
       Boa parte das programações televisivas, dos canais de you tube e dos movimentos que “defendem as minorias” se comportam de igual modo. Eles são o que são e ofertam o que ofertam por causa da procura.
       Nem sempre é a leia da oferta quem regula o mercado. Em muitos casos a lei da procura fala mais alto, e os que visam nisso uma oportunidade de lucro ou ascensão social se dispõem a satisfazer essa necessidade. Podem pagar de salvadores quando na verdade são os próprios vilões que tanto amaldiçoam e as pessoas fingem que não notam, pois os lhes dão um motivo de existir: o ódio!
       Notaram que o feminismo moderno ganha notoriedade e adeptos por explorar justamente o ódio dos seus militantes? Odiosas e odiando elas se tornam irracionais, lutando justamente contra aquilo que dizem defender: uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres. O movimento não é ruim e nem desnecessário, a força motriz do movimento é que faz desvirtuar o próprio movimento.
       Notaram que os que defendem o socialismo, ou seja a divisão de recursos à todos de forma igualitária não estão dispostos a dividir o seu próprio patrimônio? Antes sim, se puderem irão explorar máximo os recursos dos outros dando-lhes em troca migalhas ou apenas vãs esperanças de dias melhores.
        Não seria esse o lado negro do capitalismo? Não importa!
        Um entorpecido não enxerga isso, apenas compra a ideia e aceita direcionar o ódio para o objeto que os seus líderes apontam. De modo geral as pessoas sentem-se poderosas quando odeiam. A química que corre em suas veias faz com que elas se achem donas do mundo, com direito de reger e punir a quem desejar ou a quem ficar em seus caminhos.
       Lembram-se da “Pessoa com P” que recentemente saiu do Big Brother Brasil? Pois é: apesar de muita gente achar que tudo aquilo era real, o roteiro que aquela moça seguia dentro da casa fora justamente criado para alimentar pessoas com esse tipo de fome. Fome de torpor e sede de justiça.
       Não uma justiça social, que faria corrigir algo que beneficiaria a todos, mas uma sede de justiça segundo os próprios padrões de pensamento de um entorpecido, que coa um mosquito mas engolem um camelo.
       Uma justiça que defenda uma “luta social ou de classe”, segregando enquanto jura trazer igualdade, servindo de distração para desviar a atenção daqueles que nos governam, para que os tais possam cometer verdadeiras injustiças de modo aberto sem que sejam notados, já que os “guardiões da verdade” estão reunidos em uma só causa nacional, lutando para defender a moral de atores que contracenam no teatro das alucinações desejáveis.
       Tudo fazia crer que aquela moça era a causa de todos os problemas do mundo. Do mundo antigo, do mundo moderno e do mundo futurista.
       Tudo fazia crer que ao colocá-la em um paredão ela seria julgada pelos seus crimes, e ao eliminá-la daquela casa algo grandioso ocorreria do lado fora, no mundo inteiro, fazendo com que a linha do tempo da evolução humana fosse corrigida e à partir de então, nossa espécie viveria com nos encartes ilustrativos que os testemunhas de Jeová distribuem.
       Parecia que à partir de sua saída da casa passaríamos a viver em plena harmonia com o mundo e a natureza, correndo ao lado de cordeirinhos e dormindo ao lado de leões ferozes. Parecia até que com sua expulsão, o covid 19 também seria expulso do planeta e essa pandemia mundial seria extinguida automaticamente e entraríamos numa nova era.
       Mas não! O mundo continua o mesmo! As pessoas também!
     Tudo está do jeito como sempre esteve e tudo vai permanecer assim até que cada um examine-se a si mesmo e identifique a fonte de suas excitações.
      Se elas provém da desgraça, do sofrimento alheio ou de um ódio orientado ou se elas são extraídas de outras fontes mais saudáveis. Fazendo assim, possa ser que o planeta inteiro não mude, mas você como indivíduo mudará.
       Ainda que o exterior pareça ser o mesmo, o interior com certeza será outro. Não esse tipo de mudança que te faça arrotar santidade, autoridade e superioridade em relação a tudo e todos, mas uma mudança que te faça enxergar em um mesmo plano, uma infinidade de resultados futuros baseados em suas escolhas do presente. Um mundo sem que seja preciso terceirizar suas responsabilidades e nem tão pouco assumir culpas que não lhe dizem respeito.
       De posse dessa nova ferramenta (sua sanidade), se você não conseguir ter o emprego, a casa ou carro dos seus sonhos, pelo menos você não vai se sentir inferior a quem já o fez.
       Se você ainda não conseguiu o “boy” ou a “mina” turbinada que tanto deseja e não consegue por não ter grana suficiente para “comprar tais mercadorias”, você não se sentirá um fracassado e poderá ver qualidades que nunca tinha visto em pessoas que realmente te amam e te aceita do jeito que tu és!
       Se você também não possui dinheiro o bastante para turbinar o seu próprio corpo com o mero intuito de ser “o tesão” de todos, você perceberá que mesmo não sendo sarado ou ostentando uma vida de luxo, você poderá ser tão ou mais feliz do que os que se apresentam como se fossem mercadorias no “grande vilarejo dos entorpecidos”.
       Vai notar que a felicidade pode estar mais perto do que se imagina. Você poderá perceber que em certo casos é possível ser completo mesmo sem ter encontrado sua outra metade. Basta você mesmo se encontrar e parar de correr feito burros, com cenouras amarradas à ponta de suas cabeças.
        No passado os judeus inventaram Azazel, um bode que servia como expiador dos pecado da tribo. Toda vez que alguém cometia um delito, vinha diante do sacerdote com um bode, confessam os seus crimes enquanto tocava com a mão tocando a cabeça do bode, e deste modo, ele e o sacerdote transferiam do pecador para aquele animal que seria enviado ao deserto para vagar e morrer de fome e sede, levando consigo os pecados daquela pessoa e desta feita ela ficaria isenta da culpa.
        Num passado não muito distante os cristãos inventaram o “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. Sua função é a mesma do Bode Azazel, só que tipificada pela figura de um deus humano, que por antecipação leva a culpa pelos pecado do mundo todo, que morre em função desses pecados e ao terceiro dia ressuscita, purificando a si mesmo e a toda humanidade de seus delitos.
       Que bom não é? Só que não!
       É apenas uma fantasia coletiva repassada de pai para filho. Um entorpecer de alma e um emburrecer de mentes, fazendo com que os que assim acreditam passem a procurar outros “azazeis” e outros “cristos” para sobre estes lançarem suas responsabilidades. Desse modo, para sempre serão crianças birrentas e irresponsáveis que se recusam a crescer.
        Tipificar um mal ou um defeito próprio e transferi-lo para seres reais ou imaginários não vai mudar o mundo, nem o seu e nem o de ninguém! Apenas o deixará ainda mais frustrado e dependente de outros tipos de entorpecentes por constatar que a realidade é diferente.
        Se você não quer ter cheiro de merda, não passe o dia todo rolando nela. Quem deseja sentir o cheiro de flores ou exalar o seu perfume, deve cultivá-las ou com elas perfumar-se.
      Milhares de pessoas irão te ofertar diariamente “pílulas azuis”, pois é isso que elas tem e é isso que elas são, convidando você a permanecer nesse estado fantasioso, cuja criação de suas realidades dependerá sempre de terceiros.
        Pouquíssimas pessoas irão te oferecer “pílulas vermelhas”, que te farão enxergar a realidade como ela é! Além de ser um caminho solitário e doloroso, esse é um caminho independente. Você terá de assumir suas “cagadas”, aprenderá que errar é humano, e fantasiar uma vida perfeita é ilusão. Aprenderá que erros e acertos fazem parte do processo cientifico, do universo real e que podem inclusive serem usados para sua construção pessoal ou de gerações futuras que estejam inseridas nesse mesmo nível de mentalidade.
         A escolha sempre será sua. Os resultados dessa escolha também!
         Saúde e Sanidade à Todos!
         REVEJAM SEUS CONCEITOS!
  • Beleza se põe à mesa?

    Lembro- me de quando eu estava no pré vestibular, na primeira aula de redação e a professora nos propôs o seguinte tema: Beleza, se põe ou não à mesa? Ali, eu com uma intelectualidade mínima, preso a paradigmas religiosos que me impossibilitava pensar em frases pornográficas e ainda com a vergonha de expor minhas ideias, características educacionais que me foram impostas, como agressões físicas (palmadas), tratamentos para reeducação com berros dos meus pais e uma exclusão informativa que me foi atingida durante toda minha miserável vida acadêmica. Fiquei repleto de duvidas e sem o que dizer. Mas agora, antes tarde do que nunca (frase que ouvia de um amigo de infância, espero que ele se manifeste aqui), tenho minha opinião. Beleza, se põe sentada na cadeira. Com postura, com educação e habilidades sofisticada para utilizar de forma correta os talheres. Além dessas características, deves ser alguém que agradeça de forma humilde os serviços prestados pelo garçom. Que se vista com elegância suficiente para atrair olhados, mas deixa claro em suas ações que se respeita acima de qualquer opinião alheia. Que se orgulha da pessoa que é, e que não satisfeita busca uma nova melhoraria todos os dias. Que sabe sorrir diante a uma problemática, não por maluques, mas por total lucides de conseguir enxergar uma possível solução. Que valorize as relações sociais que foram estabelecidas por si, e que tenha empatia para respeitar ainda mais as que não foram. Que entenda que as diferenças sempre existirão e que o príncipe perfeito, sempre dependerá de quão princesa tu és. Que ame os animais, bem mais que os humanos. Que seja uma pessoa que encante com suas ideias inovadoras. E que utilize a mesa para escrever seus mais belos textos.
  • Belezas

    A visão do mundo quando bom
    desperta dos estalos das cordas, do som
    assusta-me, como cativa-me...
    bruta como o silêncio anormal
    de um órgão esquecido
    no vazio de sua catedral.

    A visão do mundo quando bom
    una, dona de belas aparências,
    confunde-me, como expressa-me, furiosa e fervente
    melancólica como o escuro azul
    e azul como o fogo mais quente.

    A visão do mundo quando bom
    está no teu calcanhar enquanto te sigo
    ao fim do mundo, o apocalipse, ou à imperdoável morte do meu coração
    e por todos os caminhos, ando contigo
    sem deixar o olhar sequer cair ao chão.
  • Brechas

                                                                              
    Entre as brechas de nossa calmaria
    Facilmente poderá ser encontrada
    A água corrente que pode fugir
    De nosso controle;

    Poderá ser encontrada
    Pedras, troncos, gritos roucos
    Que mantemos em um calabouço
    Quando nos convém;

    Entre as brechas de nossa calmaria
    Nos deparamos com o que nos põem a prova
    Com o que nos consome ou deteriora
    Lentamente em nosso íntimo;

    E em algum momento
    Ou algum instante...

    Encontramos o que de fato,
    Nos torna ou mostra
    O quanto somos pequenos
    Simplesmente ínfimos;

    Assista a Prosa: https://www.facebook.com/Marcos.negrarte/videos/1235547686524968/
  • Brilho do seu olhar !!

    Eu não me perco no brilho do seu olhar, mais nele encontro tudo aquilo que eu procurava !!
  • Buscando a luz da verdade

    Quando ainda era criança, aprendi com meu pai que deveria sempre dizer a verdade e jamais mentir. Desde então eu pedia a Deus em minhas ora­ções que sempre me mostrasse a luz da verdade.Por mais cruel que pudesse ser, e que eu tivesse o discernimento necessário para poder en­tende-la de maneira correta.
    Os anos se passaram e posso afirmar com toda convicção que meu pedido foi satisfeito, e conheci verdades que me levaram a rever tudo aquilo que pensava ou fazia.Hoje arrependo-me de ter feito tal pedido, pois percebi que a verdade em sua essência tem a força necessária para destruir a vida de alguém.A sua revelação carrega consigo o poder de separar uma família, ou transformar um lindo sonho em uma triste realidade.
    Aquilo que buscamos incansavelmente e chamamos de verdade pode em segundos fazer desmoronar os sentimentos mais puros, e fazer brotar dentro de nós o que existe de mais sórdido em nossa alma.Este  trans­torno entre sentimento e verdade leva-nos a abrir mão de inúmeras coisas que até então julgávamos de suma importância.E entre elas esta a nossa própria vida.
    Quando procuramos obstinadamente por uma verdade, nem sempre compreendemos que a sua descoberta trás consigo a necessidade de to­marmos decisões.E é claro, na maioria dos casos estas decisões interferem não somente em nossas vidas.Em algumas situações estas verdades influ­enciam diretamente no ambiente em que vivemos, e conseqüentemente na vida das pessoas ao nosso redor.E isto pode ser um cenário difícil de se lidar.
    Então fica a pergunta:
    Será que estamos realmente preparados para encontrar a verdade que tanto buscamos?
       
  • Calidoscópio

    para tia Francisca Miriam

    Do outro lado    odal ortuo oD

    Ohlepse on ameop o    o poema no espelhO

    Não esconde nada    adan ednocse oãN

    Sarvalap sa euqrop    porque as palavraS

    São apenas um jogo    ogoj mu sanepa oãS

    Oãça-snegami ed    de imagens-açãO

     

     

     

     

     

     

     

     





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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 192.
  • Cão Morto

    Muito morto, tanto quanto pode ser. Sim. E mais: Contente.
    Senti uma bofetada no rosto. Ele não, estava morto. Um morto não se assusta com um vivo, muito menos aquele desvivido, bravo. Negaram, abandonaram, maltrataram e por fim, mataram-no. E mesmo assim, permanecia como um monumento anônimo numa rua perdida de uma Curitiba estranha. Olhos escancarados em desafio inconveniente à vida que lhe foi tão custosa, a língua para fora estancando um sorriso macabro.
    Voltando ao golpe. Fui pego de surpresa, mas é redundante, golpes são assim. Eu que, arrogantemente, andava em plena vida nesse mundo de imortais, me virei, dei de cara com a morte. E ela me esbofeteou. Justo. Sem aviso ou mensagem, interrompi sua peça póstuma em ousadia digna de gente. Como quem não quer nada adentrei em sua morada e chutei o trabalho de sua, ironicamente, vida.
    Mas foi ela (a vida) quem primeiro me bateu, a fragrância de milhões e milhões de seres vivos lutando uma batalha infinda pelos restos do cão, excretando compostos dos mais variados e malcheirosos. Desculpa, menti, afinal a vida e a morte são a mesma donzela, e seu tapa era igual. E ele ria, em deboche. Ele? Sim, o cão.
    Porque, fruto do desprezo de milhares de pessoas estava ali, morto mas nunca tão cheio de vida, contra a vontade de todos que empinaram o nariz a ele. Havia vencido. Pela ação de milhões de decompositores cada pedaço de matéria em sua carcaça renasceria, era imortal e isso lhe dava certo contentamento a morte e a vida que teve.
    Um dia, pensei eu afagando o rosto moralmente doído, ele será gente, e empinará o nariz para aqueles que um dia lhe foram irmãos no abandono. Ai eu entendi. Tempos atrás, havia sido cão e, algum dia, amaldiçoei essa raça esnobe e estranha que me negava. Ironicamente, em uso do ciclo interminável da matéria, eu renasci gente e tive a chance também de negar meu passado oculto. Devo tê-la tomado, não lembro, o que torna o pecado ainda pior.
    Ele ria entre moscas e tive pena, por fim. Meu rosto já esfriava, o dele era o próximo. As mil próximas vidas lhe custariam muito mais que essa, ele ria, morto, contente, inocente.
  • Capítulos vagos de vidas miméticas e contemporâneas

                    Certamente é um assunto bastante recorrente nos dias de hoje as questões sobre a tecnologia e a vida, as divergências e compatibilidades sobre conceitos que se criam e as maneiras de se adaptar a um mundo que ao mesmo tempo se torna maleável e em outros aspectos tão caótico, e não apenas no sentido de uma presente apostasia, mas sobre infelizmente um sentido auto reflexivo, que nos conduz a natureza humana, que por mais fascinante que possa parecer também apresenta uma realidade decepcionante
                   Certa vez me deparei com um sujeito no começo de minha graduação em psicologia e que viria a ser um grande amigo, e me surpreendi com o fato de que ele não tinha facebook e nem whatsapp, me recorreu que se tratava de alguém que não tinha o menor interesse em certos assuntos que a um ano atrás por incrível eu pareça não me interessavam também, já que eu também não tinha whatsapp e o meu fecebook estava parado a muito tempo. Tratei de me dar o luxo de refletir sobre a conversa que tivemos neste mesmo dia e me surpreendi como fazia tempo em que não conversava de forma tão franca com alguém, e para minha maior felicidade ele declarou a mesma coisa no dia seguinte ao falarmos sobre a conversa que tivemos no dia anterior, pois não a nada mas felicito para um mero estudante que procura o conhecimento saber que ele não é o único a estar num caminho que poucos procuram trilhar nos dias de hoje. Indo mais fundo eu quis refletir mais um pouco e voltei cerca de 2 anos atrás quando estava no ensino médio e relembrei alguns momentos em que observava as pessoas ao meu redor fazerem planos para um futuro pouco distante já que tinham a ideia de terminar o ensino médio, fazer uma faculdade e arrumar um bom emprego. Era totalmente incongruente com a realidade do que a vida pode significar
                    As pessoas após um tempo de reflexão percebi eu, estavam vivendo uma realidade que não era a delas, mas sim uma realidade que foi projetada. A medida em que eu pensava sobre os aspectos que a levaram a tal decisão percebi que elas simplesmente reproduziam o que viam em filmes, livros de uma péssima literatura e logicamente como qualquer brasileiro comum o que os famosos passavam como uma vida justa, tranquila e repleta de felicidades. Sinto muito em dizer que isso não se trata da vida, nem mesmo se trata de um rastro do que seja ela em sua essência. A vida é nossa única viajem, a viajem que devemos entender nossos propósitos e nossas necessidades como pessoas que podem ter tudo e se sentirem legitimamente pessoas com vidas vagas e sem um sentido, ou podemos ter poucas coisas numa visão geral do mundo mas com a satisfação de sentir que não lhes falta algo, pois o vazio cósmico do qual muitos declaram ter não faz parte de sua vida, mas sua própria história faz parte de uma história de vida digna da qual viveu, ou ainda termos ter em um sentido material, financeiro e mesmo assim ainda entender que isso pode fazer parte de você, mas não de uma vida cuja essência tem muito mais a oferecer do que propriamente o dinheiro e bens materiais. Acreditem quando digo que mesmo com todas nossas falhas e sendo naturalmente corrompidos tão facilmente, existe um sentido para sermos dignos de uma vida da qual nos abstemos de todas as coisas tão facilmente conquistadas num sentido contemporâneo, do que muitas vezes pode ser uma mera ilusão da qual passamos tanto tempo de nossa vidas tentando conquistar, porém não se trata daquilo que é inerente a cada ser humano em sua singularidade, a sua vocação, aquilo que nascemos para cumprir, nosso propósito. Se em algum momento de sua vida passou por sua cabeça que as coisas da qual tem lutado tanto para conquistar não estão fazendo o mínimo sentido, suspeite que isso se trata de uma pequena centelha daquilo que seu espírito tem clamado por toda uma história deturpada pela contemporaneidade.
                   Em um momento decisivo de minha vida, encontrei um grande amigo me aconselhou em muito aspectos, se tratava de alguém com grande fé e me lembro claramente de um momento em que ele me aconselhou sobre questões de relacionamentos que podem ser para um vida toda, se tratando especificamente de casamento. E ele me contou sobre experiências de vida com outras pessoas a qual aconselhou e relatou também sobre como as coisas desde quando ele era jovem tinham mudado, principalmente em relação a sociedade em um processo de decadência contínua. As palavras naquele momento me invadiram de tal forma que me lembro quando disse: “Se quer uma vida abençoada, viva sem reservas!”, pode parecer um tanto leviano, mas repare bem quando ele disse que seria uma vida abençoada, e não apenas uma vida da qual vivemos sem o mínimo de abstinência sobre aspectos que não acrescentam nada ou mesmo ações que levam a uma satisfação momentânea, se trata de uma vida inteira a ser refeita todos os dias, dando o nosso melhor por um presente que constituirá e dará em certo a certeza de um futuro melhor. A contemporaneidade com seus conteúdos manipuladores e maléficos tem matado essa essência de esperança na vida das pessoas. Não estou dizendo que as pessoas tem que parar de fazerem o que gostam, somos humanos e temos nossas satisfações em coisas que são de nossas preferências, porém temos que nos libertar de coisas que não fazem parte de nossa singularidade como pessoas únicas se tratando de um sentido maior que a leviandade, e de renunciar aspectos que não nos levam a lugar algum, apenas nos fazem desejar aquilo que não é feito para nós e que se trata de uma publicidade qualquer ou de um filme romantizado que nos expõe como humanos fracos que somos e seguimos tão fielmente aquilo que nos é posto com um prato atrativo todos os dias. Sinto dizer que se em algum momento achamos que o que vivemos durante todo o decurso de uma vida é decisão apenas nossa, que em algum momento acreditamos estar certos sobre como a nossa vida termina, estamos absurdamente errados sobre o que se trata a vida em seu maior sentido. A vida como anteriormente deixei claro se trata de uma viajem, uma única viagem da qual estamos fadados a trilhar com a certeza de um momento em que teremos de deixar as coisas aqui conquistadas e trilharemos outro caminho. Nossos corações devem estar no sentido maior da vida, tem que estar em algo que não nos decepcione ou mesmo nos faça acreditar em algum momento nos abandonará. Deus se trata do maior sentido da vida, ele é a Fé, o Amor e a Esperança que a humanidade necessita.
  • Cascas de Semente

    Era um sábado quando vi nuvens de tempestade se aproximando. Ventos fortes atingiam a cidade em um fim de tarde, e a escuridão que se aproximava estragou o lindo pôr do sol que estava prestes a acontecer. Pássaros cantavam enquanto voltavam para as suas casas em busca de proteção.

    A chuva é boa para diversas pessoas, mas ruim para muitas outras. Infelizmente, não tinha como pensar nessas pessoas quando a chuva estava vindo, afinal não tinha nenhuma delas por perto para me lembrar disso. Ao contrário de boa parte da cidade, estava abrigado quando trovões soavam e raios eram vistos no meio dos relâmpagos. Porém eu ainda podia pensar em algo. Antes dos trovões, quando a tempestade ainda estava para chegar, era possível ver uma árvore da janela da qual eu estava perto. Ela estava carregada de grandes cascas de sementes, a maioria seca, com tons amarronzados, duras e velhas. O vento forte venceu quase todas, exceto duas. Elas não pareciam mais jovens do que as outras, eram simplesmente normais. Estavam no mesmo galho, mas eu não conseguia crer que só sobraram elas. Procurei por um longo tempo, examinando cada parte da árvore, porém não tinha nada além delas.

    Agora, já de volta com os raios e relâmpagos, fiquei me perguntando sobre o porquê de duas e somente essas duas tentarem resistir a uma tempestade mortífera. Elas podiam estar com medo de se soltarem e do que viria depois disso. Esse medo pode ter paralisado elas, impedindo que se juntassem as outras que já estavam no chão. Talvez também quisessem ver mais uma vez a paisagem lá de cima antes de serem jogadas para todos os lados pelo vento forte. Porém há uma outra explicação que particularmente me encanta: as duas cascas de semente, mesmo já estando velhas e terem visto muito isso, queriam apreciar o seu último pôr do sol que ocorreria no dia seguinte, já que este lhes fora surrupiado. Pode ser que, em sua morte, elas só queriam ver o sol sumindo devagar mais uma última vez enquanto uma brisa suave, e não um vento violento, as retirava calmamente de seu galho.

    Essa última hipótese me cativou tanto que de cinco em cinco minutos olhava pela janela para verificar se elas continuavam lá. Não queria fazer isso, lutava contra essa vontade de ficar observando elas para poder me concentrar em outros afazeres, mas simplesmente não conseguia. Percebi, então, que eu estava torcendo pelas lindas cascas de semente. Queria que elas sobrevivessem para que pudessem ver o seu pôr do sol.

    Peguei no sono antes da tempestade terminar e a primeira coisa que fiz quando acordei foi olhar pela janela. Lá estavam elas, as duas grandes sobreviventes. Esperei até o sol começar a dar tchau e me sentei embaixo da árvore para comemorar essa vitória com as cascas de semente. Depois disso, não quis mais olhar pela janela, pois não queria ver a morte das minhas duas heroínas.
     
  • Celeiro de José

    O dardejar dos raios de sol pressagiava mais uma aurora naquela fazendola no interior agrestino. As sabiás e os bem-te-vis desatavam a cantar e as cigarras já indicavam o castigo solar que vinha. Seu José acordou tremendamente diferente, tinha tido um pesadelo que talvez prenunciasse a algo. Acordou abatido, mesmo assim, não se deixou levar pelas intempéries oníricas, foi metodicamente realizar seus quefazeres cotidianos: ordenhar a vaca, cuidar da ração dos bois e carneiros, alimentar as aves; enquanto isso Maria, sua mulher, estava preparando o café. Quando foram tomar café, maria notou josé muito abatido e questionou-o: 
    —o que aconteceu com você? 
    —nada não mulher. 
    —deixe de enrolação, sei muito bem quando está incomodado com alguma coisa. 
    —deixe de bobagem e vá tomar seu café. 
    —Mas num vou de jeito nenhum. cuide e desembuche logo. 
    —eu já disse 
    — você num disse nada. pois tá bem. 
    e assim maria saiu arretada da cozinha. Durante a tarde, após José chegar da roça, maria notou muito estranho; ele estava escrevendo algo em um papel. Maria ao vê-lo, gritou: 
    —Que danado tu tá fazendo agora? 
    —nada não 
    —endoidou agora. Este matuto tá escrevendo agora. Meu Deus, é o fim do mundo. 
    —não tô escrevendo. Cuide procurar o que fazer. 
    —Vish maria, tá perdendo o juízo. Nem cinquenta anos tem ainda e já tá pirando. 
    Após esse ínterim, Maria foi preparar uma sopa para o jantar. Seu José ainda não saiu do quarto e isso causou novamente um grande incômodo a maria. Ao terminar a sopa, maria pegou uma colher de pau e foi até ele descobrir o que estava fazendo. 
    —O que danado tu tai fazendo zé. 
    —já disse, nada. 
    —cuide, me dê esse papel aí. 
    E maria ferozmente tomou o papel da mão de josé e ficou muito surpresa, ele não estava escrevendo e sim desenhando; desenhou uma espécie de casa. 
    —que diabos é isso agora? você virou desenhista foi? 
    —não! disse ele friamente 
    — e o que é isto então? 
    —já falei que não é nada. 
    —Mas num to cega. Você vai me dizer dum jeito ou doutro. cuide desembuche de uma vez hôme. 
    —Eita mulher para aperrear meu juízo. Isto aí é apenas um desenho que veio na minha cabeça. 
    —pra que tu quer isso? 
    —pra nada. 
    foi quando maria pegou uma vassoura que estava no quarto e ameaçou ele impiedosamente. Ele, temendo levar umas porradas, acabou contando o que estava por trás daquele desenho. 
    Maria ao ouvir, disse que ele estava bem doido mesmo. José calmamente retrucou: talvez! 
    No dia seguinte josé foi coletar madeira para tal projeto e isso deixou maria perplexa. 
    Passaram 4 meses, José estava prestes a terminar o seu projeto. Maria cada dia ficava mais preocupada com a loucura dele. José de tempos para cá, começou a trabalhar incansavelmente, plantando, colhendo, estocando, construindo... 
    Quando por fim terminou seu projeto, não aparentava uma casa e sim um grande celeiro. Ele estocou comida não só para ele como também para seus animais. Os vizinhos acharam josé muito estranho, eles se perguntavam o por quê de tanto trabalhado, e além do mais, para quê um celeiro no sertão. Certa vez, veio uns primos distante até a casa de José, com uma pretensão implícita, eles vieram trazer alguns produtos orgânicos como forma de omitir sua verdadeira intensão: descobrir o porquê dessa construção. Ao passar o dia, eles em uma conversa trivial, acabaram induzindo ao questionamento do celeiro. José disse que era para se proteger contra o frio, e assim, eles discretamente riram, e retrucaram: 
    —Seu zé, de onde é que esse frio virá? Aqui é sertão e o único frio que tem é o da geladeira. 
    José por um momento se omitiu mentalmente, refletindo sobre o seu sonho assustador. Após alguns segundos, ele retornou e disse: 
    — Certa vez tive um sonho curioso. E que me fez fazer isto. 
    — Que sonho, conte-nos? 
    — A terra quente e amarronzada do sertão ficava fria e branca. 
    —Mas zé, ter pesadelos é normal, pesadelos e sonhos são distorções da realidade. 
    —tempos atrás, sonhei durante 2 semanas o sertão morrendo, não pelo calor e sim pelo frio, nos dois últimos dias da sucessão de sonhos, vi uma casa no meio do gelo, era grande e abrigava animais, era o celeiro que fiz. 
    —Zé, aqui é agreste, é até difícil chover, imagine gear . Sertão é seco, nem Antônio estava certo, quando disse que o sertão ia virar mar. E agora vem você, dizendo que vai nevar. 
    —Se não acreditas, não cabe a eu julgar. O que eu tive foi uma visão, que por mais que seja bobagem, a convicção que tenho é que esta estiagem vai dar lugar a uma passagem, em que ninguém ia imaginar. 
    E assim, seus primos saíram rindo, e josé calado ficou, Maria cada vez mais preocupada com José, pensou que ele deva está doente e que o sol quente tenha fritado seu juízo. 
    Em uma noite calma, uma chuvinha fina dançava sobre as telhas. Acresce que, aos poucos essa chuvinha começava a engrossar, e José na cama dizendo que a hora já ia chegar. De manhã cedo, José acordou, a chuva ainda estava forte, pegou um guarda-chuva, e foi até seus bichos guardar no celeiro. Quando voltou molhado, a mulher se arrepiou, pensava ela: será que ele está certo, será que com o dilúvio a neve vai chegar?. Mas tarde a chuva parou e o sol novamente raiou, sem piedades evaporou tudo que na terra foi abençoado. O calor reinou e com isso maria viu que josé estava errado. José não ficou preocupado, disse a maria que no seu sonho, aquilo era um aviso, e mas tarde a neve ia chegar. Passaram semanas, meses, e o sol cada vez mais forte, o sol castigava tudo e todos, a água estava escassa e josé ainda não desanimou. Maria estava com medo de José perder o resto do juízo que tinha com aquela ideia fixa. Após 3 meses do projeto de josé ter sido finalizado, a chuva começava a lavar a terra estéril, o pasto vagarosamente crescia, os animais se deliciavam, as seriemas gritavam anunciando a vida que nascia do solo rachado — era o paraíso. José sempre com a convicção iminente, tinha fé na sua profecia. Os meses foram se passando e a seca foi reinando, tudo que em um momento vivia o apogeu, viu seu declínio sendo devastado com sol... 
    Até hoje os bisnetos de José levam a profecia do tataravô como uma emblema. Quem sabe um dia do sertão o sol se canse, da chuva a neve surja e José fique lembrado como um profeta do passado, que tanto foi criticado, com seu sonho enigmático.
  • Céus de Sangue

    Retrato e conclusões absurdas num caminho que ergui com maestria a vida dos mortos fúnebres agora eles não me impedem de ver o Escuro estóico eu me vou a sonhar pelos encantos do sangue oh vida de Nosferatu!... E agora? Somente peço à morte que não me falte ela me falará de caixões e rosas tudo um holocausto breve vamos Rumanesk! Agora a vida te cala nos céus dos Soturnos angélicos fálicos.
  • cicatrizes

    vida,eu já sinto tanto a tua falta,minha vida está muito vazia,o meu coração está vazio. será que tu sente a minha falta como eu sinto a sua? será que tu pensa em mim como eu penso em ti?nós quebramos as nossas promessas,nós erramos,eu errei,você errou,eu errei comigo mesma ao achar que nosso amor devia acabar,minha vida tava um caos,eu tomei várias decisões erradas,ter te deixado foi a maior delas,e agora eu não posso mais voltar atrás.
    acho que sempre estarei esperando a tua volta,me culpo todos os dias por não ter coragem e força o suficiente para ir atrás de você. você aconteceu na minha vida. e meu corpo e a minha alma ainda estão conectadas a ti.
  • Clássicos De Verão


    classicos de verão

    Na Divisão Dos Movimentos Kudza É Um Resultado Sísmico, Capaz De Ascender Um Big Bang Com A Simples Ajuda De Um Palito De Fósforos, Quando Deus Deu Luz A Vida Ele Usou O Meu Corpo Como #PapelQuímico, Eu Sou Um Universo Vivo, Sou O Esboço De Histórias Que Só Ganham Vidas Quando São Expostas Em Livros, Raros São Os Humanos Que ConseguemOlhar-se Com Os Olhos Dos Outros, Se Vidas Fossem Como Partículas De Água Os Oceanos Seriam Neutros, Já As Nuvens Seriam Os Monstros. Esse Telhado De Vidro É Um Obra De Arte, O Coração Desespera Mas O Espírito É Um #NegócioAParte O Meu Tem A Fisionomia De Uma 13ª Arte, Só Existe Uma Coisa Que Eu Gostaria De Saber, Como É Que O Céu No Céu É? Somos Acordados E Postos A Dormir Pela Mesma Insignificância, A Morte Só Te Permite Viver Pois Ela Ama A Vida, Sou Nada Mais Que Um Pombo Correio Entregando As Mensagens Deste #NamoroADistância, Não Sigas A Tendência Pois Estamos Sempre De Partida.

    O Sabor Do Medo Condensado Sobre A Tua Pele, Bloqueia O Consciente Incapacitando-Me De Comentar, Kudza Acabaste De Entrar Em #ModoEfeitoDeEstufa Está Na Hora De Deixar O Planeta Respirar, Vagarosamente O Ovo Desfirmamenta, Por Cada Mesma Aparência Perdemos Uma Nova Existência, Kudza- Porque Que Sempre Que O Mundo Fala, O Burro Nunca Pousa As Orelhas E Nunca Se Cala? Quando O Passado Bate A Porta A Gente Nunca Abre, Atenção Ao Que Hoje Dizes Pois O Amanhã…#AGenteNuncaSabe, As Negativas Influências São As Mais Letais, Desgastado Por Inexistentes Inexistências De Vidas, Que Apenas Ao Dinheiro É Que São Leias, Vou Dando A Corda E O Mundo Gira, Pessoas São Como Cobras, Entre Enroladas Entre Cordas E Só Nas Costas Ficam…#ÉlaQueCriticam. Kudza- Eu Tenho Uma Vida Conturbada, Vocês Perto De Mim Não Passam De Fantasmas Em Depressão, É Bom Que Tenhas Uma Cratera Paradoxal, Muitos Trazem Aquela Conversa Fiada, Mais Baixam Sempre A Cabeça A Corrupção. 

     “A Maior Distância Entre Duas Pessoas É O Mal Entendido”

    Essa Sorte Tornou-se Num Azar, Os Meus Atormentos Estão Mais Aterrorizados Que Um Coração Num Altar, Se Está É Uma Pergunta De Sim Ou Não, Porque Que Pressuponho Que A Resposta, Tem O Poder De Fazer O Matriz De Um De Nós #SeDesintegrar, Adicionei Alguns Anos De Dor, Aos Maliciosos Movimentos Enviados Pelos Que Gostam De Odiar, Moldei-o Na Forma De Um Coração, Kudza Concedeu-lhe Vida, Kedson- Agora É A #HoraDeReenviar, A Derradeira Desilusão Terá Acontecimento No Momento De Revelação Da Verdadeira Ilusão,Kudza Dá-me Dá-me Um Bolt De Sorte, Pois Eu Não Avisto Meta, Pequenos Desafios Ensinam O Corpo A Manejar A Dor, Se Este Percurso Fosse Uma Linha Reta, Hoje Eu Já Teria Conquistado O Teu Amor, O Sentimento É Prematuro Mas Já Afetou A Mente, Eu Vivo Desligado Mas Por Ti Liguei-me A Corrente, Kedson Encontra-se Perdido Entre Os Perdidos E Achados, A #FlacidezEmocional São Como Novos Horizontes Esperando Ser Revelados.

    Eu Não Lamento, Eu Não Esqueço, Eu Não Prometo! Se Os 2 Sentimos O Amor Porquê Que Não O Usas, Em Vez Disso #AbusasDoPoder Aparentas Ser A Minha Heroína Mas Não Me Das A Chance De Te Poder Converter, A Minha Carência Carece Por Uma Deusa, A Tua Beleza É A Armadilha Na Qual Fui Submetido, #DemasiadasEscolhasRelacionadas, Mas… O Meu Amor Não Carrega Duplo Sentido, Eu Sou O Indivíduo Que Não Se Concilia Com A Multidão, Kedson Foi Convertido Pelas 12 Horas De Luz Enquanto Kudza Foi Metamorfoseado Pelas 12 Horas De Escuridão, Palavras Digitalizadas Neste Abismo Onde, Egos São Mais Surdos Que O Amor Que Encargo No Meu Coração, Se Morrer É Acordar Então #VivemosSemDormir, Amassaguei A Cama Espreguicei Os Lençóis E Deixai A Almofada A Refletir.  

     “Viver Não É Necessário. Necessário É Criar”

    Porque Que A Tua Imagem Está Constantemente A Invadir A Minha Privacidade? O Teu Sorriso É Tão Ágil Quando A Minha #MentalAgilidade Kudza- Ela É A Filha Proveniente Da Primeira Lágrima Entornada Pelo Criador, No Intercâmbio De Palavras Descarto Certas Memórias, Pois Essas Mesmas Carregam Histórias Onde O Final Nunca É Promissor, Mas Nesta Memória Eu Quero-te Ao No Meu Roteiro, Prestigiada Por Uma Alma Pura Ela, E A#BelezaDaNatureza E Eu Sou A Verdura, O Coração Só Recebe A Mensagem Quando Já É Tarde Demais, O Pensamento Vive Em Conflito Contra Ideias Quem Nem Sempre São As Mais Ideias, Mas Eu Prometo Beijar Os Teus Lábios Da Mesma Maneira Que As Ondas Beijam A Areia, Serei O Teu Príncipe E Tu A Minha Pequena Sereia, Essa Vida É O Nosso#PontoDeEncontro, Vem Comigo Criar Um Novo Conto, Somos Anjos Caídos Procurando O Caminho De Volta Para Casa, Tu És A Outra Metade Da Minha Asa, Só Juntos Poderemos Alcançar O Céu, E Viver No Paraíso Que Deus Prometeu.

    “A Arte É A Auto/Expressão Lutando Para Ser Absoluta”

    Kedson
  • COM CERTEZA ELES NÃO ACREDITAM EM NADA DO QUE PREGAM!

    “Santidade”, hipocrisia e falta de caráter definem a personalidade de muitos dos que se escondem atrás de uma bíblia!
      Será que a grande maioria dos que dizem ser “povo de deus” e a quase totalidade dos líderes religiosos acreditam de fato em deus, em suas pragas, recompensas, castigos ou em todos os atributos inventados e a ele referidos?
     Claro que não! Se acreditassem em pelo menos 3% do que dizem acreditar a respeito desse ser, de sua fúria e do seu “zelo” pela justiça jamais fariam o que fazem e não usariam a sua “santa palavra” para explorar os incautos, levar vantagens sobre o povo ignorante ou para abusar de quem quer seja de forma alguma.  
      Dizer acreditar em algo e fazer o oposto do que se diz pode ser sinal de descrença, de loucura ou de mau-caratismo! No mundo real, as coisas funcionam de modo diferente, pois toda força ou ação aplicada tem efeito equivalente, duplicado ou reduzido à força que fora aplicada. No mundo das fantasias tudo pode ocorrer de acordo com um roteiro pré-programado pelos editores e equipes de apoio.
      A crença na justiça, santidade, onipresença, onisciência, onipotência e amor incondicional de deus supera o melhor dos roteiros de ficção já elaborados pelos homens, pois é possível trazer para a vida real e viver o antagonismo dessas ideias num mesmo “filme” e ainda assim ser aplaudido como se fosse sinal de inteligência.
       Como em toda obra intelectual, os criadores de tais produções detém os direitos reservados sobre suas obras, podendo inclusive projetar níveis diferente de ações com o objetivo de aumentar suas lucratividades ou envolvimento do personagem com o público, a depender do dos que irão consumir tal obra.
      Com a “obra de deus” não é diferente, e tanto os criadores dos roteiros e personagens, quanto os que irão protagonizar as cenas podem viver de forma permanente os personagens que desejam encarnar dando vida a cada um deles, vivendo o tempo todo entre o real e o imaginário se dar conta disso.
      Como prova que vivem em um eterno conflito dual de realidades, usam deus como arma de ataque, defesa ou como álibi em ocasiões e propósitos específicos podendo inclusive acreditar e não acreditar em seus poderes e atributos de modo simultâneo.
      Na vida real, ninguém em sã consciência pega em um fio de alta tensão sem proteção mediante aviso prévio por meio de sinal visual ou sonoro pois sabe muito bem que será prontamente fulminado.
       Ninguém tão pouco em perfeito equilíbrio emocional toma veneno, pula em queda livre a partir de uma certa altura, se joga na frente de um automóvel pesado ou penetra a si mesmo com objetos contundentes em pontos vulneráveis pois sabe que irá morrer ou se ferir gravemente.
      Esses atos tem efeito imediato, são reais e de fato podem matar ou “punir” instantaneamente o praticamente. A menos que o indivíduo esteja querendo dar cabo a própria vida faria tais coisas e assim mesmo o faria justamente por sabe que funciona!
      O engraçado é que os que se dizem ser povo de deus e tementes a sua palavra mesmo afirmando que deus é real, justo, punitivo e que nada escapa dos seus olhos insistem em matar, estuprar, mentir, roubar, extorquir, e acima de tudo cometer delitos e todo tipo de abuso em nome desse ser mesmo sabendo que a morte e o castigo eternos os aguardam.
       São essas pessoas suicidas ou o que? Isso não te parece estranho? Não seria isso uma prova viva de que eles mesmo não acreditam em nada que pregam? Na verdade os que agem dessa forma no fundo sabem que as qualidades atribuídas ao objeto de culto ou o próprio não passa de uma fantasia coletiva e por isso não serão punidos a menos que essa punição seja dada pelos homens “pecadores”.
       Para justificarem a própria fantasia em manterem viva em mente essa mitologia herdade de outros povos, os únicos atributos não verbalizados e não expostos “biblicamente” desse deus que eles acreditam de fato são a inércia e a conivência.
      A esses atributos eles dão o nome de perdão, graça divina e favor imerecido, ou seja: um passe livre para aprontar infinitamente sabendo que serão isentos de punição só por que creem justamente num ser cujas características foram inventadas com propósitos específicos.
       Fraqueza e manipulação do demônio posso afirmar que esses comportamento não são, pois se fossem, nos países de maioria ateísta esse comportamento seria mais frequente e no entanto é o contrário: onde menos as pessoas terceirizam suas responsabilidades aos deuses, mais responsáveis elas costumam ser e ali, onde direitos e deveres andam lado a lado, “o diabo” não tem vez!
      Na cabeça desse “povo de deus” os “atributos divinos” como justiça, retidão, onisciência, onipresença e onipotência servem apenas para intimidar outras pessoas quando numa tentativa de diálogo pacífico não se tem mais argumentos para emitir ou pode ser usado também para manter os súditos mais obedientes sob capricho das lideranças.
      Afirmar que deus é justo, que cuida do seu povo e que atende todos os que invocam ou seu nome e ao mesmo tempo se deparar com situações diárias de tragédias dentro das próprias “casas de deus” onde tais atributos para nada serviu, é preciso ser muito insano ou ter adaptado a mente para viver duas realidades antagônicas ao mesmo tempo.
       Esse deus imaterial, todo poderoso, cultuado no ocidente cuida tanto do seu povo quanto um ídolo de barro “cuida” de qualquer um que lhe peça alguma coisa!
       Que digam isso os que diariamente por pessoas diversas morrem massacrados, estuprados e violados clamando até o último suspiro pelo nome desse ser que nada faz para os livrar.
       Que digam isso todos os indefesos e vulneráveis que diariamente tem seus corpos ou seus direitos violados justamente por aqueles que usam vestes de santidade e ocupam funções clericais dentro dos “recintos sagrados”.
       Que digam isso todos aqueles que são ludibriados pela ganancia e são levados a investirem até o ultimo centavos em projetos de enriquecimento de vigaristas religiosos achando que estão fazendo alguma coisa para deus. Do alto de sua inercia, o inexistente aprecia e nada poderá fazer a menos que nós mesmo venhamos tomar as dores uns dos outros.
       Nesses casos, a velha frase: “entrega teu caminho ao senhor, confia nele e ele tudo fará” deveria ser substituída para: “entrega teu caminho ao senhor, confie nele e você vai se ferrar”! Ou ainda: “entrega seu caminho ao senhor, confia nele e trouxas tu serás”! E a pior de todas: “entrega teu caminho ao senhor, confie nele e você vai tomar naquele lugar”...
       Se nós humanos, falhos e “pecadores” não cuidarmos, amarmos e respeitarmos uns aos outros, deus nenhum o fará! Como animais em processo constantes de evolução, para alguns de nós, certos arquétipos sociais mais atrapalham do que ajudam na maioria dos casos.
       O arquétipo de um deus justo e verdadeiro que guarda o seu povo é um deles que serve apenas para provocar inercias, irresponsabilidades, culpas, vitimíssimo, ganancia, soberba e abusos de todos os níveis. .
      Para muitos desses “ungidos do senhor” de caráter duvidoso, não há estratégia maior e mais eficaz de exploração e manipulação que fornecer informações falsas que preencham justamente o nível de ganancia e medo dos que se sujeitam a essa classe, como se eles fossem linhas teofânicas ligadas diretas ao telefone pessoal do chefão do universo.
       Uma cortina de fumaça feita por um ilusionista bem treinado oculta até os mais impuros gestos num dia límpido de verão diante de uma plateia de crédulos. Esse truque eles sabem fazer perfeitamente.
       Não há um ilusionismo maior que dizer: “faça o que eu mando mas não faça o que eu faço”! Ou ainda: “se vivemos de modo antagônico a tudo que cremos não há problema algum, desde que publicamente afirmemos que acreditamos e estamos na verdade e o resto é tudo mentira!
      A maioria das pessoas foram levadas a crer por meio de alguns desses ilusionistas que se auto intitulam “homens de deus” que é por causas dos ateus, dos que não acreditam em deus, que o mundo vive o mal que vive, que deus estar irado com esse planeta justamente por uma minoria que não acredita nele.
      Não deveria ser o contrário? Isso não te parece antagônico? Já que a grande maioria das pessoas acreditam em deus, ele deveria estar muito feliz com todos e derramar bênçãos infinitas sobre todos de igual modo, cumprindo à risca suas funções jurídicas de justiça, onisciência e onipotência.
       Mas não...sua ira se derrama sobre a terra por causa de um punhado de pessoas que não se dobram a contos de fadas! Ahhhh...Vão catar coquinhos! Vão lamber sabão! Até jornalistas renomados falam com frequência esse tipo de absurdos em cadeia nacional e o povo aceita sem questionar!
       Segundo a visão desse mesmo tipo de gente, deus estar ocupado demais vigiando quem faz sexo anal para punir no dia do juízo final. Deve ser por isso que não tem tempo de proteger todos os indefesos que clamam incessantemente por ele. Nem mesmo os “bichinhos de Jacó” foram poupados dos nazistas por acreditar na proteção divina, pois foram exterminados mais de 6 milhões deles em poucos anos, acreditando que ele no último instante seriam salvos como estar escrito nos livros de mitologia do seu povo.
      Se deus realmente existisse, a sua ira não estaria voltada para quem não acredita nele, mas justamente contra quem dizendo crer nele faz justamente o oposto de tudo que pregam a exemplo da grande maioria das lideranças cristãs! Isso sim seria motivo de castigo. Mas sendo um deus justo ele puniria apenas os infratores e não todo um planeta, incluindo animais e plantas que nada tem a ver com o “pecado” do homem!
       Para quem vive em função de monitorar e condenar ateus simplesmente por estes não se dobrarem a divindade alguma, saibam que os maiores ateus do mundo não usam “símbolos satânicos” nem falam mal de deus abertamente. Eles fazem justamente o oposto disso para não criarem suspeitas. Os maiores ateus do mundo usam “vestes de santidade”.
      Eles usam termos caros, batinas, vestes sacerdotais e linguagem que enfeitiçam o público com suas palavras de devoção de modo que o povo não venham a comparar o que prega com o que fazem ou com o estilo de vida sanguessuga e predador que muitos desses líderes adotaram.
       Em casa que não tem dono, marginais, víboras e insetos diversos passam a habitar seus cômodos. Nos recintos sagrados vemos tudo isso, e ninguém nunca viu deus punindo ninguém por isso.
      Em algumas cidades do interior do Nordeste tem o seguinte ditado: “em casa que não tem macho, malandro entra e abusa de todos”! Com base nesse conceito, podemos concluir também que “em igreja que não tem deus, líder religioso estupra, mata, rouba, extorque, manipula e se aproveita do povo”!
       Como em praticamente todo agrupamento religioso acontece pelo menos um desses delitos, podemos concluir que...deus não existe? Que é cego, surdo e mudo? Que é um insensível? Que nenhuma das qualidades a ele atribuídas são reais? Todas as alternativas?
        Como exemplo disso, um dos últimos casos de abusos de grandes proporções registrado aqui no Brasil, atribui-se ao líder religioso João de Deus, o abuso sexual de mais de 330 mulheres e a lista cresce com vários outros crimes diferentes! Outros casos desse tipo de menor repercussão acontecem minuto a minutos em alguns dos mais de 200 mil pontos de cultos espalhados nesse imenso país. E sabe o que deus faz? Justamente o que faz um nadador: NADA! Um guardião desse tipo tem tanta utilidade quanto tem um cachorro morto!
    No próximo texto concluiremos esse raciocínio!
    AGUARDEM!
  • Com Licença Poética Novamente

    Quando nasci nenhum anjo, nem o torto, nem o esbelto,
    nem um desses que tocam trombeta, anunciou:
    Vai ter sentido na vida.
    Deste evento, o niilismo interno aflorou,
    coisa pouco eventual e previsível, naquele momento.
    Procurei, em diversos momentos, os caminhos,
    muitos desses levaram-me a estrada bipartida de sonhar.
    E desses acontecimentos, tirei as conclusões mais malucas
    E de nenhum anjo eu ouvia: continua, vai ser Lucas.
    Existencialista não é desdobrável, eu não sou.

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