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  • A PRIMEIRA VEZ QUE ENCONTREI UMA “PESSOA SEM DEUS”!

    Quando a crença justifica os fins e os meios, até o mal é uma virtude!
     
       Até os meus 16 anos de idade nunca tinha encontrado pessoalmente um ateu. Todos os que tinha ouvido falar estavam mortos ou figurados em alguma página de livros ou revista da época.
       Como era do meio religioso, toda descrição de ateísmo que tinha ouvido até então partir da boca dos “santos”.  Ao descreve-los, os tais só faltava dizer que as “pessoas sem deus” tinham rabo chifre. Era comum que eles associassem a desonestidade, a corrupção, o homossexualismo, a perversão sexual e a tendência homicida à personalidade de um ateu. Diziam que devíamos esperar tudo o que era de ruim de uma pessoa que não confessasse a jesus como salvador ou que negasse a existência da Trindade & CIA.
       Por essa formulação, eu pensava que um dia se encontrasse algum deles, iria me deparar com uma criatura muito sinistra, capaz de cuspir fogo pela boca ou de cozer vivas criancinhas inocentes num caldeirão de água fervente.
       Mas não... lendo a bíblia e pesquisando sobre a história da igreja, vi que quem fazia isso era o “povo de deus” e não o “povo sem deus”.
       Quando encontrei um ateu vivo em pessoa pela primeira vez, percebi que eram pessoas normais, gente como a gente, não tinha aparência bizarra e sabiam usar o cérebro. Percebi que em certos casos, ao se referir aos incrédulos, certos crentes estavam apenas pintando um auto retrato deles mesmos, projetando nos outros aquilo que eles eram ou tinham vontade ser.
       Não eram pessoas para serem temidas e nem veneradas. Era apenas pessoas. Se havia algum juízo de valor, esse deveria ser baseado em suas ações e não em suas descrenças. Aprendi que o nome disso se chama vigarice e manipulação (quando uma pessoa (homem de deus) projeta nos outros uma imagem ruim e faz de si mesmo ou de seu grupo a imagem da perfeição).
       Desse modo, pude conhecer a primeira pessoa “sem deus” ao entrar no ensino médio.
       Era um jovem rapaz de cerca de 30 anos de idade, que seria nosso professor de sociologia.
       Até então, nunca tínhamos tido aulas sobre aquela matéria e como adolescentes, todo assunto novo nos era fascinante.
        Dali em diante pelas próximas 3 semanas, entre tantas, as aulas mais desejada por todos nós era essa, a desse professor que até então não sabíamos que ele era “sem deus”.
        Achávamos que a mágica estava na matéria, mas com o tempo percebemos que estava no professor, no seu conhecimento técnico, no modo como ele explicava o assunto, em sua personalidade e em seu equilíbrio. Falava pouco sobre si mesmo e muito sobre o conteúdo. Viajávamos quando ele ensinava.
        Durante o aprendizado ele estava sempre interligando assuntos relacionados à antropologia e filosofia para explicar o homem como indivíduo e como um produto do meio em que vive. Falava sobre os diversos grupos humanos no planeta, como se dividiram, como evoluíram, sobre a influência do pensamento religioso e como a somatória desses fatores tendem a criar a realidade em que vivemos.
      Nunca citou deus, diabo ou profecias alguma como responsáveis por nada, como era comum ouvir no meio cristão. Dizia que éramos os agentes transformadores. Apenas o homem, pela ação ou pela inercia era o responsável pelas condições do ambiente em que vivia e somente ele as poderia mudar.
       Era a primeira vez em minha vida que ouvia alguém narrar os eventos humanos sem mencionar uma legião de anjos e demônios se digladiando pelo controle do corpo ou da mente humana. Era bem diferente. Um diferente bom!
         Em minha educação cristã criacionista havia aprendido que deus criara tudo perfeito incluindo as sociedades humanas e o diabo estragara tudo.
        Quando os crédulos se referiam a qualquer outra teoria que não fosse essa, o faziam de modo jocoso ou pejorativo, dando-se a entender claramente que quem acreditasse na teoria do “homem barro” e da “mulher costela” era um tremendo babaca e infiel. Crer nessas teorias, era um atestado de inteligência.
       Porém, ali estava alguém ousado, falando abertamente uma outra teoria diferente sem fazer proselitismo algum, sem ameaçar com o inferno os que não concordassem com e ele e sem cobrar 10% de ninguém para pregar “a verdade”.
       Era incrível essa outra via. Nem sabia que ela existia!  Era fascinante ouvir tudo aquilo, alguém falando fora da caixinha, sem mencionar a ira ou apreço das divindades sobre nossa aceitação ou recusa dos fatos. Alguém que permitia fazer perguntas diversas sem humilhar ou achar que estava sendo insultado como era comum aos líderes religiosos. Alguém sensato falando coisas lógicas sem envolver forças ocultas numa simples conversa pedagógica. Era fantástico!
        Durante essas três semanas o professor não havia dito ser religioso. Nunca condenou ou aprovou quem dizia ser. Nunca se importou com o assuntou e apenas seguia o curso da aula.   Quando falava sobre religião, o fazia de modo cientifico, sem chacotas e sem juízo de valores, apenas citando os fatos históricos e como estes influenciavam a sociedade como um todo.     
      Porém, esse gosto pela ciência que brotava em nós devido ao modo como o professo ensinava estava próximo de ser abalado.
       Um jovem evangélico, pentecostal, “falador de línguas estranhas” e monitor da conduta e do pensamento alheio, desde o primeiro dia de aula desconfiava que o professora não era cristão e resolvera interroga-lo publicamente na aula.
    -Professor, você acredita em deus?
    Disse o jovem à queima roupa.
    -Em qual deus? Seja mais específico, há milhares deles no mundo todo!
     Disse o professor sem se virar e continuo escrevendo no quadro negro.
    -Não me venha com essa, não se faça de desentendido! Estou falando sobre o único e verdadeiro deus, do meu deus, do deus que criou os céus, a terra e tudo o que nela há. Esqueça todos os outros deus pois são todos falsos, o meu deus, o deus cristão é o verdadeiro, é a ele que me refiro e você sabe disso!
       Disse o jovem, agora já com a voz quase alterada.
       Seu semblante estava se transformando em raiva, muita raiva. Seus punhos se fechando como se estivesse se preparando para um combate.
        O professor que até então estava de costas, virou, fitou-o e calmamente retrucou:
    -Meu jovem, me desculpe! Não sabia que você tinha um deus particular! Se você se refere ao deus bíblico como sendo o seu deus ou o deus cristão, também está errado. Ele é um empréstimo de outras culturas e não é um deus original, nem dos cristãos e nem dos judeus! Se você se refere a ele como sendo o criador dos céus e da terra, saibas que Tupã, Bhrama, Odin, Osíris e tantos outros também é ou já foram em algumas culturas. Se você considera o seu deus verdadeiro e os demais falsos só por que você nele crê, as pessoas de outros povos pensam o mesmo em relação a ti. Do mesmo jeito que você julga os outros deuses como sendo falsos, eu julgo todos eles, incluindo o seu. Digo que todos eles são frutos da imaginação huma...
    -Você me respeite! Respeite a minha religião! Respeite a minha fé!
       O rapaz nem deixou o professor concluir o raciocínio vociferou de forma impetuosa.
      O jovem agora claramente descontrolado, se dizia violado e desrespeitado por ter sua fé e o seu deus comparado aos demais deuses do mundo todo e isso era injusto: o seu deus era o verdadeiro sim e todos os demais falsos e ele tinha convicção disso! Ele estava furioso.
       Logo ele que era conhecido por “falar diretamente com deus” e ser “a boca de deus” por meio de línguas estranhas e profecias; logo ele que era o queridinho dos líderes religiosos e que gostava de meter o dedo na cara de “pecadores” e vê-los calar diante de tanta “unção”. Agora estava ali, sendo “insultado” por um simples ateu. Isso não iria ficar assim!
      Agora de pé, ele deu dois passos em direção ao professor e disse:
    -Você tem a obrigação de respeitar minha religião senão eu vou te denunciar por perseguição religiosa!
      Sem mexer uma única sobrancelha, sem levantar o tom de voz e sem perder as estribeiras como o jovem “cheio do espirito santo”, o professor disse apenas:
    -Meu jovem, quando você entender a diferença entre imposição e respeito me procure para finalizarmos esse diálogo. Você está tentando me impor o seu credo e acha que por eu ter uma opinião própria e não concordar contigo, o estou desrespeitando. Se sua fé foi abalada pela minha descrença, isso não é problema meu. Se vira!
      O jovem que parecia ir em direção ao professor para lhe dar um soco, de repente mudou o rumo, virou-se e se dirigiu em direção à porta dizendo:
    -Nunca mais assisto sua aula!
    -Fique à vontade! Você não é obrigado a assisti-la, muito menos a gostar de mim! Se a tua fé te faz ser essa pessoa iracunda e propensa ao ódio a todos os que pensam diferente de ti, eu só lamento. Já li muito a bíblia e o seu Jesus ensina justamente o contrário do que você está fazendo...
      O professor disse essa última fala em tom quase paternal, gerando um silêncio sepulcral em toda à sala. Ele “derrotara” o crente mais chato de todos os tempos, sem envolver ninguém “na briga”, sem partir pra baixaria e sem “descer do salto”.
       À partir daquele dia, as aulas ficaram ainda mais interessantes. Parecia que “o proibido” era mais gostoso.
       O professor fazia cada minuto da aula valer à pena, de modo que contávamos os dias para que houvesse outra aula dele. De fato, a mágica estava no professor e não na matéria.
       Quanto ao jovem “santo e iracundo”, desse dia em diante, toda vez que o professor entrava em aula, ele se retirava. Quando enxergava o professor vindo por um caminho, ele seguia por outro, para não cruzar com ele.
        Dizia que não queria respirar o mesmo ar do ambiente que aquele “ateu filho do demônio” respirava.  Disse que faria de tudo para que o professor fosse expulso da escola, pois não era justo que ele como “filho de deus” ser ensinado por um “filho do capeta”.
       O professor continuou sendo a mesma pessoa, ensinando do mesmo modo, sem ressentimentos. Não tratou ninguém melhor ou pior por esse evento. Aproveitava o curto período de sua aula seguindo a grade curricular. Era magnifico vê-lo em ação.
       Algumas semanas depois, o professor parou de vir e o “jovem santo” a começou contar vantagem, dizendo ter sido ele e o seu deus o responsáveis por tirar “aquela desgraça” da sala de aula. Contou isso inclusive na igreja como testemunho de vitória.
      Não acreditamos.
      Soubemos depois que o motivo real da ausência do professor, era falta de verba pública para financiar professores de outras cidades como era o caso dele.
      Nunca mais o vi, mas sua postura e o modo como ele agira diante de um “servo de deus” me fez questionar por anos qual dos dois naquele instante era o ser de luz e qual era o ser das trevas.
        Até então nunca tinha visto um ateu se defendendo. Sempre via crentes difamá-los, desconstruí-los e humilha-los à distância, mas pessoalmente era a primeira vez que vi alguém tentar fazê-lo e que por sinal ficou feio pra para o que tentara.
       Percebi desde então, que quando acuados e sem argumentos, “os pregadores da verdade” partem para ofensas pessoais ou para outros tipos de agressões de modo a evitar uma derrota explicita.
        Aquele jovem crente e que se dizia cheios de virtudes divina era do tipo que atribuía aos ateus a responsabilidade por todas as mazelas do mundo.
        Dizia que enfermidades, acidentes, desgraças, tragédias e até calamidades provocadas pela natureza eram resultados da ira de deus sobre os homens por ainda haver na terra gente que não acreditava em nele, no deus que enviou o seu filho para morrer por todos e alguns ainda não lhe dava crédito.  Por isso a ira de deus era infinita sobre a humanidade e por culpa dos ateus o juízo de deus em breve desceria sobre a terra, trazendo a grande tribulação e todas as pragas do apocalipse.
       Interessante ressaltar que entre os amigos mais chegados desse “jovem santo” estava um homem que cumprira pena numa penitenciaria por matar outro usando arma branca; um líder religioso que já havia destruído cerca de 5 casamentos “comendo as crentes casadas”; um outro jovem que vivia mais em disciplina na igreja que em comunhão por estar sempre envolvido em orgias sexuais e outro que mais parecia uma serpente, de tanta peçonha que possuía...Eram esses os seus perfis de amizade, mas ele insistia em dizer que todos os males do mundo era devido a descrença em deus.
      Segundo essa linha de pensar defendida pelo jovem, pouco importava o tamanho do crime ou quem cometera ou quantas vezes o faria, se após o ocorrido o malfeitor pedisse a deus perdão pelos seus pecados. Se assim o fizesse, deus o perdoaria sempre e por mais erros que este viesse cometer, sua alma seria branca como a neve.
       Quanto aos ateus (eles diziam), por não crerem em deus jamais seriam perdoados. Já que não reconhecia a deus como senhor absoluto também não reconhecia seu poder de perdoar pecados, desse modo não o invocaria e não seriam limpos, sendo condenados num futuro próximo.
        Nessa linha de raciocínio, errar não é um problema, o problema é não ter um deus para te perdoar depois do erro cometido. Quantas pessoas iria se ferrar com os atos dos infratores também não importava, azar da vítima. Assim, quem peca e pede perdão é como se nunca tivesse pecado.
       Se assim fosse, para cada pecador remido, seria necessário um deus bandido!
       Nessa forma de pensar, a crença justifica os erros!
      .....
       Apesar de parecer irrelevantes, embates como esses, ainda que silenciosos são de grande importância aos que procuram um impulso para se libertar de alguns dogmas e padrões doentios de pensamento e comportamento cristãos. Quase todo material em que mostre um conflito de ideias é válido para que o equilíbrio e a razão sejam encontrados.
       Textos, livros, diálogos, filmes, documentários e até certos memes, são capazes de ascender a centelha que conduzirá à rebelião os que pela mente estão escravizados. Cedo ou tarde a chama da liberdade incendiará outros corações. É importante que seja uma liberdade lúcida, pois quando não, o sonho do oprimido é tornar-se o opressor.
       Por esse motivo (a busca pelo oposto), os líderes religiosos induzem, aconselham ou ordenam que os membros de suas igrejas não se relacionem com “pessoas do mundo”, de outras igrejas ou com “pessoas sem deus”, pois um simples pensamento, uma simples linha de raciocínio ou um simples ponto fora da curva será capaz de desmontar décadas de “aprendizado verdadeiro” dentro de uma igreja.
       Do mesmo modo que um pouco de fermento leveda toda a massa, uma pitada de dúvida faz inflar as mentes dos que pela fé haviam sepultados os próprios cérebros.
        A liberdade sempre é precedida por um ato de ousadia. Não a ousadia opor-se apenas para tumultuar, mas a ousadia como capacidade de receber, absorver, transformar e retransmitir a energia recebida como argumentos lógicos.  
       A liberdade racional tem com tendência abrir a porta à outros cativos. É importante que seja didática. O orgulho apenas fere, humilha e confunde até mesmo os que já saíram da prisão. Ira e vingança como pano de fundo de liberdade, servira apenas como estribo para tiranos. Você pode ser muito mais que isso! Pensem sobre isso.
    Revejam Seus Conceitos!
    Saúde e Sanidade a Todos!
  • A RELIGIÃO COMO PANO DE FUNDO PARA EXPLORAÇÃO E OPRESSÃO!

    “Atentai-vos para todos que veementemente pretendem te salvar por meio da fé”!
     
       A primeira missa no Brasil fora celebrada em 26 de Abril de 1500, apenas quatro dias após a data oficialmente aceita como sendo a da descoberta de nossas terras.
       Os que ali estavam presentes diziam que com aquele ato, deus (o deus cristão) estava tomando posso daquele povo e daquelas terras para abençoar e reger como fazia em outras partes do mundo, sempre por meio dos clérigos e suas comitivas.
       A revolução protestante ainda não havia acontecido e o cristianismo oficial era basicamente divido em apenas duas vertentes: a latina e a grega. Os que vieram ao Brasil nessa ocasião fora os da versão latina, governada por Roma, cujos ditames até hoje em nossas terras permanecem.
       Ao executar esse ato religioso nesse “solo pagão”, os que vieram aos nativos diziam trazer consigo a liberdade, a paz e salvação das almas para a estes povos. Mas era apenas pretexto para explorar, escravizar e matar legalmente essa gente enquanto exploravam seus recursos.
      Se no velho mundo (Europa) o conceito de leis e civilizações já estavam bem avançados, trazendo severas penalidade para certas barbáries, em terras descobertas e “sem leis”, sob a bandeira da fé tudo era permitido! Cada um portando uma bíblia, uma arma ou liderando outros peões escravizados, podia fazer suas próprias leis.
      Mediante uma denúncia grave, uma boa quantidade de pedras preciosas ou escravos para serviços braçais e sexuais do clero ou realeza, fazia mudar qualquer versão da história, e de genocida, o infrator poderia ser até canonizado como santo.
       A reforma protestante ocorreu em 1517 e a partir de então, dezenas de versões do cristianismo iria surgir nos 500 anos seguintes no mundo inteiro, tendo como grande mãe a própria igreja católica.
       Era como trocar 6 por meia dúzia no que diz respeito aos principais dogmas da igreja que eram o credo em um cristo ressurreto, nascido de uma virgem e parte de uma trindade; e a obediência total e irrestrita aos comandantes das igrejas. Esses eram e ainda são os principais pilares do cristianismo em suas principais versões até os dias de hoje. Os conceitos de moral e direitos humanos permaneceriam os mesmos quanto aos menos favorecidos e não contemplados pela realeza.
       A salvação por meio da fé (em cristo) continuou então sendo pregada pela maioria dessas vertentes, mas até mesmo essa (a salvação) só será possível mediante à sujeição ao patriarcado religioso e aos respectivos apetrechos que estes anexaram aos antigos dogmas, sendo que cada nova vertente que surgia tinha sua própria interpretação da bíblia, rejeitando aquilo que não concordavam e firmando verdade absoluta aquilo que lhes favoreciam as diferenciam das demais.
        No meio dessa disputa acirrada estavam (ou estão) todos os que por opção ou imposição seriam (ou são) atraídos de uma ou de outra forma pelos mercadores da fé ou temerários da ira divina.
       Apesar de tantas variedades de igrejas cristãs, todas elas tem ofertado o mesmo cristo parametrizado por Constantino e os concílios, porém cada uma delas como um portfólio próprio de PODES e NÃO PODES. Todas disputando a atenção e obediência dos fiéis desde sempre até os dias de hoje.
       Estima-se que a primeira igreja protestante apareceu em nosso solo à partir de 1630 com chegada dos holandeses, especificamente no estado de Pernambuco. Era apenas mais do mesmo! A mesma trindade ofertada por uma vertente da igreja que não devia sujeição absoluta ao papado. Assim era o protestantismo.
        O povo que até então era considerado sem alma (os índios), e apenas visto como objeto de uso e descarte, agora passou a ter um valor um pouco maior. É a reação natural de todo tipo de empresa quando se sente ameaçada pela concorrência: elas passam ver o cliente com outros olhos, a fazer mimos ou procuram vender os mesmos produtos com uma nova embalagem, ou por meio de um vendedor mais carismático. Caso contrário irão perder clientes e irão à falência.  
        Enquanto que os sacerdotes católicos faziam o “contato” entre deus e o homem parecer uma barreira intransponível, dando muito importância a veneração de símbolos sagrados e rezando suas missas em latim, os sacerdotes protestantes diziam estar ali justamente para facilitar esse contato, falando a língua do povo, pregando de modo que pudessem ser entendidos, sem endeusarem em demasia a figura dos chefes principais da igreja (até por que esse foi um dos motivos principais do grande racha).
         Apesar de tudo, ambos os grupos (católicos e protestantes) concordavam mediante a bíblia, que a escravidão dos homens era aceitável e permitido por deus, sendo que toda a bíblia estava repleta de tais práticas, contendo inclusive detalhes específicos de como possuir ou descartar um escravo.
        O estupro e violações às negras mães que quando saudáveis eram usadas como “vacas parideiras” não era questionado e nem considerado crime e abuso por nenhuma vertente. O mesmo aplicava-se aos negros viris.
        Explorar uma criança à partir dos 4 anos de idade ou um velhinho à beira da morte com pesadíssimos trabalhos, também não era ilícito. Não era crime! A bíblia dava respaldo para esse tipo de atitude.
         Incitar uma tribo indígena contra outra para que eles mesmo se dizimassem, era considerado um ato de inteligência divina. Assim, ambas ficavam mais frágeis e fáceis de dominar depois.
        Era apenas uma estratégia militar “dirigida por deus”. Tais militares também eram cristãos e não havia mal nenhum em provocar a carnificina de certos povos, afinal, eliminar os pagãos era também parte dos planos de deus. Isso também tem respaldo bíblico!
       Até os dias de hoje essa estratégia militar é amplamente utilizada, e segundo eles mesmos, deus assina em baixo de suas decisões quando o assunto é acabar com os hereges e encher a terra de “gente de bem e de família”, mesmo que esses tenham valor moral menor que a merda de gato teria se vendida como perfume.
        Entre o “povo de deus” tudo é legal, permitido e aceitável se houver respaldo bíblico!
        Não há nada proibido, imoral ou vergonhoso se biblicamente algum “herói da fé” já o fez, usou ou citou. Mesmo quando tal acontecido fora dita de forma narrativa e não como mandamento (imperativo), eles tomam isso como permissividade e quando um comando direto é dado (não roubar, não matar, não adulterar), eles levam isso para o lado opcional ou respaldam-se na constante “fraqueza humana”, essa inseparável companheira de todo líder religioso vagabundo, oportunista, amoral e sem honra alguma!
       Nesse grande “buffet de sacralidades”, cada “servo de deus” pega o que desejar, saboreia o que agrada ao seu paladar, cospe o que não quer seguir e depois diz: “assim falou deus”!
        Mesmo entre os mais esclarecidos (teólogos), quando o assunto é picaretagem, se estão se beneficiando de alguma forma, eles fazem vista grossa e não separam os costumes de uma época com as atuais legislações vigentes de cada país. Usam a credibilidade e o “conhecimento de deus” que possuem de forma errada, quando poderiam valer-se disso para influenciar para o bem o caráter e a boa conduta dos homens, valendo-se das mesmas “brechas bíblicas” que os ignorantes e oportunistas usam para o mal.
        “Se a tua consciência não pesa é por que não é pecado”! É o que diz o salafrário!
         Já houve isso milhares de vezes entre o “povo de deus”, principalmente dita por líderes “de rabo preso” tentando tranquilizar suas presas em pleno culto, quando os gestos corporais e outros sinais físicos da vítima estavam prestas a delatar o abuso sofrido.
       O hedonismo na antiga Grécia também dizia o mesmo sobre qualquer coisa que proporcionasse prazer aos homens.
       Cem anos atrás, Alex Crowley também dizia: “faça o que tu queres e serás tua própria lei”!
       A realidade é que a falta de peso na consciência jamais será uma balança fiel para medir equidade de seu ninguém e nem tão pouco para promover uma sociedade mais justa, até por que, a depender do regime em que uma pessoa fora criada, que está inserida ou que da crença que acredita, essa pessoa jamais terá peso algum na consciência independente do que faça ou deixe de fazer (omissão).
      Desse modo esta, esta irá sentir-se sempre livre e abençoada para fazer o que quiser, com quem quiser e do modo que bem entender. Ainda assim, se o tal for um cristão e quiser achar embasamento bíblico para sua conduta, seja ela qual for, o achará!
       A exemplo de um julgamento de um réu num tribunal, promotor e advogado de defesa usam a mesma constituição (além das provas ou falta delas) para incriminar ou liberar um acusado. Nela (constituição) há centenas de artigos, milhares de parágrafos e dezenas de milhares de interpretações (pessoais) que visam de fato fazer justiça ao oprimido ou por em liberdade o mais hediondo dos criminosos, retratando-o posteriormente como uma vítima da sociedade.
      Nota-se que a constituição é a mesma, porém a retórica e a índole dos envolvidos no processo poderão fazer com que nos sintamos nos caminhos de uma verdadeira evolução social ou que digamos juntos: “a humanidade não merece mais esse planeta”!
       A paixão de quem acompanha o julgamento poderá ver de forma distorcida o resultado final de um julgamento se esse não vier lhe favorecer ou não atender às suas (pobres) expectativas.
        Assim também é com a bíblia e com as religiões no que diz respeito as “leis divinas” e suas licenciosidades para ludibriar, oprimir e extorquir aos que por ela se validam e de seus representantes dependem.
       De modo nenhum a bíblia ou a igreja está acima da moral e nem tão pouco poderá ser um norte inabalável para qualquer sociedade. A sua justiça e a sua moral dependerá exclusivamente do que assiste (preside) o oficio de chefe e dos que com ele comungam.
       A ganancia, ignorância ou paranoia desse chefe é que será a base a tomada de decisões quando um crente (ou o mundo todo) estiver sendo julgado. Quando não, a obediência dos súditos e os recursos que esses oferecem serão também pesados quando quesito for ser justo em favor de quem nada tem a oferecer.
       Todos os conceitos de verdade e justiça contido na bíblia, podem e são interpretados segundo os interesse de quem os manipula. Sempre foi assim! NUNCA FOI OU SERÁ DEUS! SEMPRE FORA OS HOMENS!
       Quanto maior for o corpo manipulador (igreja), maior será a influência dessa sobre a sociedade para o bem ou para o mal.  Deus nenhum criou, controla ou dita regras de livro nenhum, por mais que se diga isto dos “livros sagrados”.
        Não há sacralidade nenhum em livro algum!
        Sagrado é relação e a consciência de duas ou mais pessoas que se respeitam e por meio da lógica e da razão procuram viver em paz, compartilhando de forma justa, os recursos disponíveis para ambos no ambiente em que vivem, tendo-se em conta porém, que se as suas benesses pessoas não possa ser o motivo da desgraça alheia.
       Toda lei é humana! Não há leis divinas ou leis demoníacas!
       Pelo homem, para o homem e em favor do homem é que os “livros sagrados” são ou foram feitos.
       Do mesmo modo que “quem dá comida aos meninos lambe os dedos” (ditado popular no Nordeste do Brasil), quem cria ou manipula as leis, tendem a se beneficiar primeiramente delas para que depois, outros possam fazer o mesmo.
       Basta comparar os salários de grandes magistrados (em países em desenvolvimento) com os salários de grandes políticos e grandes líderes religiosos e verão que são equivalentes!
       Os três acima citados, criam, manipulam ou executam as leis e dessa forma, por serem os “portadores da verdade”, serão os primeiros a tirar delas benefícios pessoais, principalmente quando não as vivem, ou deixam brechas propositais para interpretações particulares.
       Provavelmente vocês nunca verão banquetes de professores e outros funcionários públicos regados à lagostas, queijos finos, caviar e vinhos da melhor qualidade. Por outro lado....
       Do mesmo modo, a maioria dos políticos acham que tem o direito de falar o que quiser contra qualquer pessoa ou de cometer crimes comuns, valendo-se da prerrogativa do fórum privilegiado.
        Líderes religiosos também, mesmo diante de um flagra evidente de um caso grave, não aceitam perder seus ministérios e nem tão pouco serem julgados ou criticados por qualquer pessoa. No mínimo eles querem ser julgados por páreas que no máximo o irão transferir de localidade. Outros porém nem a isso se sujeitam, dizem que somente deus no dia do juízo final os julgará.
        É importante salientar que a igreja faz entender que “as leis de deus” estão acima das “leis dos homens”, e isso faz com que qualquer conceito de justiça social ou moral esteja intrinsicamente ligada à interpretação dos líderes religiosos.
       Por isso é tão fácil incitar legiões inteiras de crentes contra o congresso, o supremo ou qualquer outro alvo que esteja no caminho dos interesses dos grandes mercadores da fé.
       Os que promovem as guerras santas valem-se também dessa mesma fórmula!
       A intenção de qualquer pessoa lúcida que procura desmistificar a sacralidade e intocabilidade dos supostos homens de deus, não deve ser jamais a de provocar um outra NOITE DE SÃO BARTOLOMEU (pesquisem sobre o assunto). Antes sim é importante dosar as palavras para que ao invés de inflamar as paixões dos iludidos, levando-os a uma ira descomunal e ataque à forças que não estão preparados a enfrentar, é mais importante que lhes despertem a razão, a necessidade própria de libertação para depois afetar o coletivo.
        Toda revolução externa, duradoura e de sucesso só foi ou será possível se os seus integrantes forem metódicos, pacientes e estrategistas o bastante para entenderem que na luta pela liberdade, mesmo não lutando contra forças sobrenaturais (deuses e demônios), estão ou estarão lidando com a ira, a inveja, a ganancia e a soberba dos que fazem, manipulam ou se beneficiam de algum padrão de lei já estabelecido.  Um discurso bem formulado, implantado à conta gotas sempre terá mais serventia que uma revolução caudalosa. Essa última só faz tirar o poder das mãos de um tirano para entrega-lo a outro ainda pior.
        Do mesmo modo que é uma covardia tirar a muleta de um aleijado sem lhe proporcionar outro sustento (no caso um dependente exclusivo da religião), é impossível querer que todos alcem voos como águias, quando suas estruturas atuais são semelhantes a de minhocas rastejantes. Além de tempo, todo processo evolutivo requer que certos predadores desaparecem para que outras espécies floresçam, caso contrário isso nunca ocorrerá!
        Se começarmos a diminuir ou os predadores do medo, que usam a fé alheia como forma de poder e sustento pessoal, a própria leia das probabilidades cuidará do resto.
        Pensem nisso! REVEJAM SEUS CONCEITOS!
        Saúde e Sanidade a Todos!
  • A SEDE DE PODER, A CRIAÇÃO DE DEUSES E A DESVALORIZAÇÃO DO INDIVIDUO

    Uma das idéias mais absurdas que o ser humano já desenvolveu e cultiva até hoje é a idéia de ter domínio sobre os outros e fazer dos outros sua propriedade particular. Por meio de idéias como essas vêm toda forma de escravidão física ou condicional, seja por meios explícitos e conscientes ou por meios disfarçados como a indução ao consumismo compulsivo ou a fé cega em um líder político ou religioso. Essa tem sido desde os tempos mais remotos, a idéia que se nutre e pelas quais as maiorias das pessoas matam e morrem o tempo todo, só para perceber depois que n ao valeu a pena. Pior que isso é saber que nos meios religiosos, a idéia que mais se  constrói é a idéia de  achar que determinado grupo de pessoas é superior aos demais grupos ou os demais seres humanos, por estar  este “servindo” a certa divindade, ou ainda que servindo a mesma divindade, adotaram rituais litúrgicos diferentes e por isso são superiores a todos os outros.
       O princípio que escraviza é o mesmo que separa as pessoas e as excluiu em seus casulos de superioridade.  Ao invés da construção mental de que todos são semelhantes, já que de acordos com as principais crenças todos saíram de um mesmo ventre, prefere-se inculcar a idéia de que determinado grupo é superior a todo o resto da humanidade, por ter determinada crenças, mesmo sabendo que o referido  grupo surgiu há apenas duas semanas, dois meses, ou cem anos e surgiu exatamente sobre bases já montadas que cometeram erros semelhantes no passado.
        Por mais contrario que pareça, os maiores lideres da historia, os seres mais iluminados, as pessoas mais admiradas que já passaram por este planeta, a exemplo de Jesus o Cristo, combatiam exatamente sentimentos como esses, e sempre dizia em seus discursos: “ aquele que entre vocês, desejar ser o maior, será o menor entre todos”, ou “todos somos um” e ainda “trate os outros como gostaria de ser tratado”.
       Somente estando de fora de um grupo, seja ele político ou religioso, é que somos capazes de enxergar com maior clareza o quanto tal grupo tem se desviado do propósito original pelo qual pregava, defendia ou foi fundado e seus fundadores se estivessem vivos ainda quem sabe seria o primeiro a se excluir.  É preciso ser muito honesto e corajoso para mesmo dentro de um grupo, irmos contra seus desvios, ainda que os mesmos estejam muito explicito. Em alguns momentos, a idéia da repressão publica, ou exposições ao ridículo por parte do líder nos fazem permanecer em ambientes que há tempos nossas almas já deixaram de freqüentar e passamos a ser um corpo sem alma num ambiente de pessoas, que dirigidos por um líder com sonho de grandeza, nos conduz exatamente ao oposto do destino que deveríamos ir, e a contra gosto pessoal fazemos de conta que tudo estar bem e até defendemos nossa “bandeira” seja ela de cunho político ou religioso em favor de não sermos atacados ou excluídos do grupo que ajudamos a construir. Tornamos-nos zumbis num cemitério de mortos-vivos que chamamos de nosso partido, nosso grupo, nossa igreja, nosso time,nossa empresa ou nossa fé.
       Como é muito provável que os ideais de um grupo mudem quando muda a liderança, se os propósitos pelos quais lutamos foram invertidos e todos os valores mudados, é como se fossemos inseridos em um novo grupo sem sermos avisados previamente e nesses casos não há porque permanecermos em tais ambientes apenas para satisfazer algumas pessoas.
       Um dos sentimentos mais fortes que nos fazem se sujeitar a tais fatos é o medo da rejeição. O nosso modelo social, interiormente construído o tempo todo  nos diz que devemos ser aceitos o tempo todo e temos medo de ser diferentes, mas ser diferente é plenamente saudável e normal. Ser uma cópia robotizada é que é extremamente perigoso.
      Baseado nesse fato, as pessoas fazem as coisas mais absurdas e destrutivas consigas mesmo em busca dessa gloriosa aceitação do grupo. Em vários casos, algumas pessoas, optam pelo grupo dos vândalos, das drogas, dos vícios e tantos outros, pois em alguma situação da vida foi rejeitado em outro  grupo e naquela ocasião o grupo qual agora faz parte, ainda que contrário aos seus ideais o recebera de braços aberto. Assim inicia-se um estado de depreciação própria, crimes e coisas do tipo. Quem sabe se fossemos ensinados a olhar mais para dentro de nós mesmos  e nos aceitarmos como somos e não como os outros querem que sejamos pudéssemos viver melhor! Quem sabe assim, compraríamos menos, trabalharíamos menos, produziríamos menos e conseguiríamos equilibrar os recursos naturais e nosso estado psíquico. O medo da rejeição e de “pensar fora da caixinha” só aumenta o sentimento de rebanho e o poder dos tiranos.
       Se por um lado há os que têm sede de domínio, de poder, de controle, de liderança e sonhos de grandeza eterna, por outro lado há os que se deixam dominar, pois foram ensinados a isso em nome de uma religião qualquer e então  os que aceitam o domínio, o aceitam em troca de reconhecimentos, títulos, hierarquias e prestígios publico pessoal, que são apenas formas de massagear o ego e perpetuar aquele sistema, pois o que hoje se sujeita a certos “cargos” em nome de alguma causa, tem a plena certeza que amanha terá varias outras pessoas sujeitas a si, quando chegar a sua vez de liderar. Desse modo o oprimido passa ser o opressor e a historia prossegue.
       Um dos piores crimes que cometemos na vida  é o crime contra nós mesmos, quando deixamos que outros ditem nossa maneira de viver de acordo com seus medíocres pontos de vistas, sua pouca cultura e seu distorcido ponto de justiça e retidão. É a pior forma de tortura. É a tortura que mais se pratica nas igrejas. É a tortura que as pessoas menos se rebelam pois não sabem que estão sendo torturadas, pois para facilitar essas coisas , ao longo da historia sempre houve a criação de mitos, deuses e heróis que devemos quais honrá-los e adorá-los o tempo todo em troca de mais poder, proteção, boas colheitas, ou domínio sobre os “inimigos”.
       A ferramenta mais eficiente ao longo dos séculos, é criar a idéia de um “um deus irado”, seja ele qual for.  Esse “deus” que poderia simplesmente falar individualmente com cada criatura,nos programar apenas para o bem  com seu majestoso poder ou  mostrar sua vontade particular a cada um, prefere revelar-se exclusivamente a alguns privilegiadas como reis, sacerdotes, pastores, missionários, bispos, sacerdotes, evangelistas, apóstolos,  políticos e alguns astros que englobam em si, todos os atributos e virtudes que uma pessoa possa ter, chegando quase ao titulo de semideus. Desse modo, apenas e somente tais lideranças estão aptas para ouvir, interpretar e transmitir os desejos daquela divindade, que coincidentemente o desejo principal de toda divindade é dar mais poder ao líder e oprimir mais o povo, cobrando mais dízimos, mais oferta, mais sacrifícios, mas jejuns, orações no monte e coisas do tipo.          Ninguém mais a não ser aquele “profeta”  tem a incrível capacidade de entender e retransmitir os desejos desse deus, a não ser esse líder. Geralmente a vontade da divindade se expressa de modo quase que similar a todas as religiões: a de que um entre eles foi escolhido, todos os demais devem obedecê-lo e assim construir uma rede de hierarquias e os ideais do grupo devem almejar sempre  proteger e bajular seu superior para deste modo também ser promovido e dominar os outros.  Aquilo que deveria ser entendido como serviço mutuo pessoal e coletivo, torna-se o fardo de toda humanidade. Pouquíssimas pessoas na historia, compreenderam que liderar é distribuir o poder e os recursos para o bem de todos e não acumular para si. Os mega pastores, por exemplo, estão totalmente contrários aos ideais de Cristo e por isso não deveriam ser considerados cristãos, sendo que esse titulo antes valia apenas ao que seguiam seus ensinamentos. Extrair até o ultimo centavo do povo, e vender todo tipo de bugigangas gospel que serve de amuletos, nunca foi ensinado pelo mestre.
       Interessante é notar que a idéia construída desse “deus irado” , faz com que ele demonstre sua ira de acordo com o país, cidade, pastor, bispo ou apóstolo que lhe representar. Em alguns lugares ele ficará extremamente irado por que uma pessoa usou brincos, batons,  jóias, pintou o cabelo, maquiagem, fez a sobrancelha, depilou a perna ou coisa do tipo. Em outros não. Em algum outro lugar ele ficará extremamente irado por que o individuo comeu carne de porco, esqueceu de usar o véu, fez alguma atividade no sábado, não fez uma oferenda no mar, pagou atrasado o dizimo, visitou um cinema, tomou uma dose de wisky, abriu uma garrafa de vinho... Em outros não. Em outras cidades, igrejas ou região, ele não estará tão irado assim, será mais calmo, mais tranqüilo e menos raivoso.  Apesar de ser universal, onipresente, e onisciente, por sorte (ou azar), seu nível de ira muda, como muda o clima julgando as mesmas causas de modo diferente, só depende do líder que o representa.
       Em algumas crenças ele vai ficar muito contente quando alguém faz oferendas de sangue de galinhas ou outros animais, quando paga o seu dizimo, trízimo ou entrega o seu “tudo”. Já em outras, ele pede apenas que nos amemos, e respeitemos um ao outro e isso basta.
      Por outro lado, esse deus irado, ele nunca parece estar irado quando os lideres oprimem, matam, estupram, roubam, extorquem, humilham, pisam, ofendem e excluem as pessoas. Nesse ponto de vista parece-me que ele intenta que apenas cresça a hierarquia, que o líder seja protegido  e que sobreviva o mais forte. Nota-se também, que quando um membro de um grupo erra, é julgado pelo líder e pelo povo, mas quando um líder erra, é dito que apenas deus pode julgá-lo, como se ele não pertencesse mais a classe dos humanos e se tornou um ser angelical. Outro fato engraçado é que em certas situações na historia quem paga pelos erros do líder é o povo, como na ocasião em que Davi fez um senso não autorizado, quase 20 mil pessoas do povo morreram de uma praga, ou quando Faraó endureceu o coração, todo o reino do Egito foi exterminado.
       O nível de ira e insatisfação de qualquer divindade, de qualquer crença, de qualquer grupo será expresso de acordo com o grau cultural do líder e a capacidade (ou falta dela) que o mesmo desenvolveu em lidar com as pessoas. Por trás de um “um deus irado” há sempre um líder frustrado e mal resolvido, que mal conhece a si próprio, mas alega ou foi levado a crer que conhece os desígnios do seu deus e que expressa tal frustração em nome de seu deus. É muito comum dentro de um mesmo grupo religioso, encontrar  um “deus bonzinho” e um “deus irado”. Só depende do líder  que assume sua representação no momento. O deus irado, por meio do seu líder irado, fará de tudo para que a imagem do deus bonzinho, representado pelo líder bonzinho seja apagada, extirpada, esquecida para depois o mesmo dizer que o deus verdadeiro triunfou! Parece mais o Darth Veide caçando os Jedis em toda a galáxia do filme guerra nas estrelas.
       Pura bobagem! Pura construção ideológica barata! Pura substituição da lógica pela fé cega em textos construídos para benefícios próprios! Pura vontade de domínio sobre os outros e por isso criam deuses e regras conforme a necessidade e época. A vontade e a ira desses deuses mudam de acordo com a necessidade de manipulação de seus lideres para com os liderados.  A única coisa que me parece, é que esses deuses construídos  nunca estão satisfeitos com nada, estão sempre aborrecidos e despejam sua ira em nós.  Para um ser pleno e completo, acho que eles  tem mais carências que os humanos.
      É sempre assim: o homem ofende outro homem, oprime, mata, escraviza, banaliza a vida alheia e depois constroem deuses e lhes fazem ofertas e chantagens a fim de alcançarem mais “graça” e poder. Ao invés de juntos buscarem as soluções para seus problemas, elegem deuses como seus juízes, entregam-lhes suas causas, e oram para que a justiça seja feita. A justiça em si, nesse ponto de vista doentio, compreende na morte, aniquilação ou conversão da outra parte do outro ao seu domínio. Sempre a mesma regra: se não podes trazê-lo ao seu lado, aniquila-o! O deus que conseguir matar mais ou escravizar mais será sempre o vitorioso e assim, nos calendários das divindades construídas pelos homens, deuses vem e vão e outros chegam para substituí-los.
        A sede de domínios sobre os outros nos faz o tempo inteiro construir deuses para pleitear nossas guerras e resolver nossos problemas, quando na verdade a solução para qualquer problema do homem estar dentro do próprio homem e não nas divindades em si. Posso provar isso analisando os escritos sagrados de varias religiões diferentes. Farei isso em outra ocasião, pois irá render varias paginas por ser um assunto muito complexo.
       Não intento ofender os deuses ou crenças de ninguém, por mais sagrada ou banal que  julguem ser. Quero apenas mostrar como mascaramos as coisas apenas com o intuito de dominar as pessoas ou fugir de nossas responsabilidades e entregando-as aos deuses, já que lhes ofertamos, ele tem “obrigação” de resolver nossos problemas (que diga isso os da teologia da prosperidade!). Aliás: o que é sagrado em uma igreja ou povo ou região, será sempre pagão em outros. E quando analisamos a fundo, os deuses que se serve em um lugar, são exatamente os que se condenam em outros. Mudam apenas os seus nomes e títulos, mas os atributos permanecem. Por exemplo: as divindades que o cristianismos condenou e perseguiu por séculos, são as mesmas que hora servem e adoram, de modo diferentes, com nomes diferentes e ritos semelhantes.
      Nas empresas criam-se metas. Na política criam-se partidos. Nas igrejas criam se cargos e ministérios. Os países formam alianças. Não importa o nome. No fundo a regra funciona do mesmo jeito. Aquilo que deveria funcionar no sentido de gerir o povo para tornar suas vidas mais fáceis tem se tornando principalmente uma ferramenta de manipulaçao, para por meio de este exaurir os recursos humanos e naturais em detrimentos de alguns minutos de prazer dos que lideram. Considero minutos, a vida de um homem nessa terra, em relação a idade de tantas outras coisas nesse vasto universo. Um prazer que poderíamos encontrar dentro de nós mesmos, alguns busca nas manipulações das massas e sua servidão e criações. Pobres animais que somos! Ao mesmo tempo em que somos dominados, intentamos dominar. Sempre, nas hierarquias da vida, haverá alguém em que consideramos inferior a nós mesmos para despejarmos nossas iras em nome de uma ideologia qualquer.
      Tomemos por exemplo um político corrupto, um pastor ganancioso e um traficante. Não vejo diferença entre eles. Eles  alegam estar fazendo algo para o povo, em nome de um deus partido político, ou ideal mas  estão apenas extraindo os recursos coletivos para beneficio próprio. E o que querem é apenas muito conforto, glamour, luxo, ostentação, domínio e poder. Seja por meio da oratória, do uso de armas ou do fato de usar a imagem de uma divindade, o perfil de um é igual aos três. Querem as mesmas coisas e  usam meios diferentes para conseguir. A intenção é a mesma: domínio, glamour, ostentação, respeito comprado, luxuria... E para que o glamour? Para quem a ostentação? Com que finalidade a luxuria? E para que serve o poder se o próprio não percebe que é escravo do seu próprio desejo infame? A única coisa que fica diferente nesses casos é que o primeiro (o político corrupto) pode ser considerado um cara do povo, o segundo ( um pastor ganancioso) pode ser considerado um “homem de deus” e o terceiro (o traficante) um “filho do diabo”. Todos os três usam a mesma roupa, com os mesmos fins e ideais, mas apenas a sociedades usam títulos diferentes para cada um deles. Afirmo com toda certeza que os dois primeiros são mais perigosos que ultimo, mas a sociedade foi ensinada a ver de modo diferente e montam guarda apenas contra o ultimo e baixam a guarda para os dois primeiros.  Todos os três são frutos da aceitação de uma sociedade que foi condicionada a ver coisas iguais de modo diferente e a uma chamar de bom e a outro de mal. A um chamar de santo e a outro de pecador. Em suma, eles não são considerados bons ou mal pelas coisas que fazem exatamente, mas pelos títulos que o precede sendo que agem do mesmo modo sempre.
     Como gostamos de rótulos, títulos e capas! Cada um tem seu preço, mas o preço que a sociedade paga em todo, é o preço de não viver a vida em sua plenitude como poderia ser vivida por repassar suas responsabilidades a algumas pessoas seja por meio dos votos, dos dízimos ou do uso das armas.
       Uma das coisas mais cômicas que existe quanto ao desejo de poder, é que aquela pessoa imatura, que hoje fora oprimida, sonha exatamente em um dia estar na posição do opressor para assim fazer “justiça”, mas cai no mesmo erro e se torna igual ou superior ao seu antecessor no nível de opressão, pois aquilo que ele acha que é justiça, não passa de vingança. São coisas diferentes! Quando não conseguem, criam partidos, ministérios, igrejas e facções paralelas para rivalizar com outros e ao invés de extinguir a estúpida sede pelo poder, só faz expandi-la. Foi assim com os impérios antigos, foi assim com religiões antigas e hoje não é diferente com as atuais.  Modelos diferentes montados numa base tão antiga não podem trazer resultados novos.
       Os conceitos de ser justo ou fazer justiça, que poderiam (ou deveriam) ser conceitos universais, são conceitos que variam de acordo com a representação da divindade local e o seu representante. Por trás de qualquer movimento religioso tem sempre um líder (ou louco) que diz ter ouvido uma voz particular de uma divindade, pedindo para fazer isso ou aquilo e em favor seus seguidores receberiam tantas vezes isso ou tantas vezes aquilo, seja nessa vida ou na próxima. Como o escambo praticado entre europeus e índios  esses deuses negociam com os humanos por meios dos seus representantes.
      Eu particularmente prefiro crer nos deuses que Jesus, Gandhi, Mandela e Martin Luther King representavam, do que os que Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e alguns Papas das Cruzadas Medievais representavam ou representam.  Eu prefiro crer num deus que dissolve o poder, distribui aos homens e ensinam que todos são iguais, do que crer num deus, que monopoliza o poder e ensinam seus servos a se acharem superiores a quaisquer outros grupos centralizando o poder em um homem só.
       Já vi muitos gente criticando, por exemplo, a pessoa de Adolfo Hitler, por ter expandido a idéia da raça pura, a Raça Ariana onde dizia que todas as demais deveriam ser extintas, mas no fundo tais pessoas fazem as mesmas coisas quando perseguem, menosprezam e banaliza tudo que provem do outro em detrimento do seu. São formas disfarçadas de arianismo. Trazem perseguição, ódio e destruição do mesmo jeito.
       Os mesmo sinais, prodígios e maravilhas que acontecem na igreja do outro não são verdadeiros. Na de quem fala foi deus quem realizou. Na de quem se fala foi o demônio quem o fez. Apenas o grupo do fanático é quem estar certo.  Um projeto social só será grandioso e benéfico se for feito pelo meu partido. O do outro não. O time vencedor é sempre o meu. O outro, por mais belo que seja o seu desempenho será sempre o pior... Por Deus! Vamos parar com isso! Estamos destruindo a nós mesmo em nome de uma causa que não vale a pena!  Se essas divindades realmente existem, eles são sádicos o bastante para verem suas criaturas se destruindo mutuamente em nome deles e eles apenas ficam assistindo, tranqüilos, relaxados, esperando que o desfecho se realize, as cortinas se fechem, e os atores morram no palco da vida! Só que nessa peça, eles quem ficam com o “OSCAR” e nós apenas com a produção. Pior que como somos meros mortais, só podemos encenar uma vez a mesma peça. Eles que são eternos, ficam apenas a nos assistir e ver a substituição constante do elenco nessa novela que se chama humanidade.
       Quando o deus chamado egoísmo for vencido em cada individuo, “o homem” surgirá de entre a humanidade. Quando as pessoas assumirem responsabilidades pelos seus atos ao invés de ficarem transferindo a tudo quanto é divindade, quando entenderem que a vida se constitui também em deveres e não apenas em direito, perceberem que todos somo iguais e que  não há um ser humano superior a outro, que os que nos lideram são apenas nossos servos e não nossos patrões, que o poder estar com as massas e não com os que a dominam, então quem sabe “ acontecerá” os céus, o paraíso, o nirvana, o gozo, dentro de cada um de nós!  Muitos esperam que ele venha. Eu espero apenas que ele “aconteça”, pois está mais próximo de cada um de nós do que possamos imaginar.
      Muitos do que esperam a vinda de um messias para fazer justiça a essa terra e concertar as coisas, se esquecem que são os primeiros  cometerem crimes e que serão os primeiros a serem condenados caso isso ocorra.
      Oprimir, enganar, ofender e manipular as pessoas e como forma de remissão fazer sacrifícios e oferendas aos deuses é o cumulo da imbecilidade. Nessa área, nós ficamos abaixo da cadeia, entre todos os animais. Danificam o mundo, a vida e as pessoas, e depois achar que os deuses tem obrigação de consertar, simplesmente por que você ofertou um boi, oi o seu salário todo como dizimo é muita babaquice. Ofender ao seu próximo que estar tão perto e convive com você ou para você e depois dobrar seu joelho e vai orar pedindo perdão a uma divindade que quem sabe esteja tão longe, quando na verdade você ofendeu a quem estar perto e é ao que estar perto que você deveria pedir perdão e não a sua divindade por um crime cometido contra o seu próximo. Onde isso vai parar? Será que os seres humanos sempre foram assim? Com esse grau de estupidez toda? Se levarmos em consideração tudo que nos diz respeito na maioria dos livros sagrados sempre fomos assim e provavelmente seremos assim. Mas considerando que toda literatura sagrada já produzida foi fruto da mente humana em nome de algum deus para atender uma necessidade local, eu prefiro acreditar que há esperança para a humanidade e que há bondade dentro do ser humano. Mas socialmente é vergonhoso demonstrar ser bom ou honesto, por isso muitos agem de forma errada e Poe a culpa no diabo.
      Se todo conflito começa dentro do homem para depois vir a tona, a solução também estará dentro dele, caso contrário somos apenas marionetes dos seres superiores e frutos do combate inacabável entre eles, nos exigimindo dessa forma de toda culpa pelo que somos ou nos tornamos. Uma coisa ou outra. Não dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo. Ou somos frutos de nossas ações ou das ações dos deuses. Nesses casos, basta apenas descobrir onde estar a maldade a bondade e executa-la.
  • A sociedade perfeita

    Nessa barafunda que se transformou a eleição presidencial, eu li – dias atrás – um enunciado do tipo: “O Brasil precisa de trabalhadores, mas não de professores, artistas e intelectuais”. A pessoa deve ter se aplaudido e julgado muito criativa ao emitir tal opinião. Ocorreu-me que talvez não o fosse.
                Se eu não me equivoco, Platão, em “A República”, esboçou um ideal de sociedade. Em primeiro lugar, segundo o filósofo, as mães eram nocivas aos filhos e, por isso, eles seriam apartados após o nascimento; até os 10 anos praticariam exercícios físicos e estudariam música – para moldar o caráter. Até os 20 anos, teriam uma iniciação religiosa, que lhes permitisse conhecer o bem, naquela concepção clássica de mera oposição ao mal. Nesse ponto, os jovens passariam por uma grande prova de “eliminação”, em que os reprovados passariam a atuar como “guardiães” (soldados), fadados aos trabalhos braçais, que não exigissem esforço intelectual; os bem sucedidos teriam mais 10 anos de estudo e enfrentariam uma nova prova, cujos aprovados, a partir daí, poderiam dedicar-se à Filosofia, ao mundo das ideias, à intelectualidade. De qualquer forma, para alguns restaria o trabalho sem reflexão, a mera repetição de atividades físicas, enquanto que a outros seria dada a possibilidade da divagação, da contemplação, de elevação da alma, de “cultivo” do caráter. A sociedade era e é múltipla, os diferentes não se excluem, mas se respeitam, logo, em tese, a convivência deveria e deve ser pacífica.
                De qualquer forma, grosso modo, na sociedade perfeita de Platão, a classe inferior era formada pelos fazendeiros, lavradores e negociantes; a classe média reunia os soldados; e os sábios, os filósofos, dotados de uma mentalidade superior, mais afeitos à arte e ao livre pensar, compunham o extrato mais elevado da população.
                Discutir aqui a função da arte e, como corolário, a função do artista é impensável. Não há espaço. Mas lembro que, entre tantas possibilidades, Aristóteles, discípulo de Platão, postula que a arte está a serviço da moral. A ideia básica – corrijam-me se estiver errada – é que a riqueza e a cultura não são, muitas vezes, suficientes para tornar um ser humano virtuoso. O exercício das nossas virtudes morais é uma recorrência diária e elas podem ser subvertidas pelas circunstâncias que nos são externas (não atire pedras porque todo seu telhado é de vidro!). Revisitar as tragédias gregas, reler os romances consagrados pela literatura pode libertar-nos dos preconceitos mais simplórios.
  • A TEORIA DE PENSAR DIFERENTE

    Parte1
             Por, exemplo, você está dormindo e tem que acordar cedo para ir a escola mas o maior problema é que você já respondeu ao não que não gosta daqueles alunos e o pior ainda é quando como você já pensou na resposta “não” e ainda é pior porque você é o diretor daquela escola e em ambas partes você está em raciocínio Animal, é eu sei! Ative uma fagulha em você para acionar o seu lado Racional que é o que nos diferencia dos animais irracionais, é, eu sei. Então seu lado animal têm de acender por essa fagulha humana e ser incinerado por um vestígio de você que é humano e dizer enquanto está com sono Eu!!! Vou!!! Acordar!!!!!!!!! E Levantar!!!!!!!!!! Pense Diferente e Faça Diferente...
             As Garotas, por, exemplo, no jogo da sedução, são as mais animais ou pelo ao menos a maioria, já foi estudado por estatística científica que as mulheres sensatas só há a 1% (por cento) de toda a população mundial. Só essas pensam e fazem diferente sem muito esforço comparando com o resto da população das mulheres. 1% dos homens é como eu. Diferente. Que gosta das mais difíceis. Bom há muitas delas bonitas e grandiosas para quem têm um bom gosto por mulheres. Bom, primeiro procure uma que costuma sempre estar te olhando e te cumprimentando e principalmente preocupada com você, depois leia Nessah Alita e siga o “Pensar Diferente” Baseando na garota que precisa ser encantada. E é simples, é só seguir a Teoria de Pensar e Fazer Diferente, resistir aos jogos amorosos deixar ela falando as emoções dela e você ouvindo e é importante que enquanto ela estiver falando ou discutindo alguma coisa se for ou não se é bom ou não, é importante que você somente escute ela e memorize tudo e mais importante ainda você não pode tocar no assunto nem enquanto ela estiver falando se emocionando nem quando ela mesma se calar aí você começa com o hábito de trocar de assunto mas se ela quiser implicar com o assunto, bom, tente não desaponta-la e faça tudo o que ela quiser, ou dependendo da tragédia ou mesmo fútil fique em silêncio mas se você ver que ela está achando estranho porque algumas costumam só esperar um abraço ou um beijo na boca ou na bochecha ou na testa e depende do caso você tem que encaixar estes métodos dessa forma se for conveniente usando minha teoria e a de “Nessah Alita” assim você pode conquistar qualquer garota mas leva tempo e a maioria dos homens não gostam de esperar e preferem ficar com uma das mais fáceis que são as mais feias, é mesmo, bom, eu já sou o 1% dos tipos que gosta de um jogo difícil.
             Quando seu lado animal disser não, faça o sim. Então você fará o que nos tornamos humanos. Por, exemplo, como, Quando você vê um Uma Grande Tentação que pode te dar muita dor de cabeça e muitos problemas e até uma vida inteira jogada para o lixo!!! Como, por, exemplo, como, você ver UM BAITA DE UM TRIPLE BIG MAC só seu na sua frente e você está morrendo de fome mas têm a opção de comprar alimentos orgânicos para preparar na sua própria casa, no próprio fogão de cozinha em sua cozinha com muita calma sem se ceder a nenhuma tentação de comer o Bolo Trufado que está na geladeira.
             Para o Big Mac pense e faça diferente e diga firmemente para si mesmo, diga NÃO! E vá ao supermercado comprar legumes e verduras, as vezes um pouco de carne que é essencial para sua Janta ou almoço. E para o BOLO trufado da geladeira enquanto você estiver cozinhando para família ou para você mesmo diga NÃO ao BOLO trufado, e termine de cozinhar e deixe a sobremesa (O Bolo Trufado) para três horas depois de se alimentar com o prato de entrada.
             As vezes dá aquela preguiça de pausar o filme a uma hora da manhã mesmo sabendo que temos que acordar cedo amanhã para trabalhar e nosso lado animal diz que nós temos que ficar assistindo o filme sentadão na poltrona, não tomar banho e até adormecer e que se danem os dentes e sujeira também que eu não quis escovar os dentes porque eu não quis pausar o filme a uma hora da manhã. BOM! Neste caso temos que ignorar esse pensamento animal e temos que dizer SIM!!! eu vou escovar os meus dentes, é!!! Eu vou Botar a Cachola para funcionar e acionar a Razão, meu lado Humano! É!!!! Tô afinzão de escovar os meus dentes!!! Temos que “Pensar Diferente” Temos que pausar o filme temos que pensar diferente! E ao escovar os dentes temos que pensar diferente! E dizer para nós mesmos SIM!!! eu vou pausar o filme! E SIM!!! eu vou escovar os meus dentes! Para não ter problemas com os dentistas!!! É!!!!!!! E porque eu gosto muito dos meus dentes e até porque eu acho minha arcada dentaria Divina! E na verdade eu quero muito, sim, eu quero, é, um bom hálito!!! Para dizer a verdade é para não incomodar a mim mesmo. Você têm que dizer SIM!!! porque seus dentes estão pedindo para ampara-los e confortá-los. Pense em SIM!!! neste caso Pense Diferente! Pense em SIM! Neste caso SIM!!! Também Faça Diferente, vai lá e escove os seus dentes e FAÇA A DIFERENÇA!!!!!!, FAÇA E PENSE DIFERENTE!!!!!!
    Parte 2
    A Farpa nos mantêm concentrados mantendo uma força que chamamos de Inteligência (INTELIGÊNCIA: -A RAZÃO) Os que falam, emitem só por falar ou pensar, por emoção e são ouvidos e os que a interpretam dessa forma reemitem a própria emissão e passam-na à literalmente como se fosse fato reemitida e os inocentes passam a acreditar em tudo do ré emissor tendo acreditado em fatos de um futuro que não e nunca acontece; tudo sem razão como tudo que se reflete emotivamente de uma mente que se alto-culpa pela ira por medo como uma ferida que nunca sara inevitavelmente para sempre buscar o perdão ou resposta sem sucesso algum, e se martiriza para toda a vida terrena por dentro dos átomos e o tempo faz deixar essa ferida mais profunda e horrenda nos deixando loucos(as) até o tempo de ela (a pessoa) descansar, talvez; Não se sabe! É como uma ferida que se sente mas não se encontra nem se vê mas se sabe que está lá, se sente mas não vê. Como uma farpa na sua mente que não se vê mas sente! Nos deixando loucos. E entrando na toca do coelho como em “Alice no País das Maravilhas” e nós queremos saber até onde a toca do coelho nos leva; mas temos anseio ou medo e ou então, culpa por algo que sempre escolhemos e isso é ser inteligente, isso é – ficar longe da toca do coelho e evitar chegar perto dela por causa DA FARPA; Há! A FARPA! NÃO SE SABE O QUE É ESSA FARPA. E POR ISSO ELA NOS ATORMENTA TODO O TEMPO. E NÃO HÁ COMO NEGA-LA, MAS O INTELIGENTE É! Porque A Farpa existe mesmo não vendo nem tomando conhecimento nem se vasculharmos todos nossos pensamentos. Ela está lá ou aqui. Em mim mesmo. Agora mesmo e nesse instante. O tempo todo em nós! E o quanto mais forte a Farpa fica nós ficamos mais inteligentes melhorando nossa concentração passo a passo mesmo quando antes não éramos ou não fomos inteligentes. A Força da Inteligência é a Força da Farpa que é A Própria Concentração e a intensidade da concentração depende do controle da intensidade da Farpa já a inteligência não tem intensidade mas sim força que é mantida e estabilizada dependendo da Força da concentração que a concentração depende da inteligência se houver O CONTROLE DA FARPA “DA TEORIA DA FARPA”. Se a Concentração for intensa e forte a inteligência permanece forte dependendo do controle da farpa e da concentração já a concentração depende do nosso controle da farpa A Força que nós temos perante a Farpa, nos segurando, nos fortalecendo para não entrarmos na toca do coelho.
  • A tríade do mau em si

    Decidiu ir muito mais além do que se possa imaginar em sua estadia no plano físico-orgânico e tridimensional. Resolveu descortinar-se, despindo do manto de ignorância da sua própria persona programada, alienada e fragmentada. Parou de culpar o mundo… as pessoas… as coisas… tudo! Vira a culpa em si mesmo, e se vendo em sua dramática lastima percebeu-se sabotador de si mesmo, porquanto, ainda não se conhecia.

    A medida em que se observava, vira a tríade mental do seu ser mundano e civilizado psicológico: o EU INTELECTUAL; o EU EMOCIONAL; o EU SEXUAL. E se viu em uma sala completamente espelhada, em que cada ‘EU’ do triângulo de si, se multiplicava infinitamente no amago de sua personalidade inconstante e provisória.

    Ao se perceber equacionado em si mesmo… expressadamente contido entre parênteses, colchetes e chaves. Multiplicado e dividido meditou em manter a ordem dos fragmentos opostos, para por último se resolver em fatores de subtrações e adições, em toda complexidade de somatórias minimalísticas, entre efêmeras igualdades e variadas situações dos seus multifacetados ‘eus’ aplicativos do mau em si.

    Muito além de sua complexidade mental psicológica… degenerativas de todos os orgânicos e inorgânicos sentidos do corpo-mente… em que o ‘EU INTELECTUAL’ se aplica, elaborando seus conceitos e preconceitos a partir das múltiplas percepções externas e internas que adultera a Arte Sagrada, a Filosofia Primordial e a Santa Religião… o que já era pesado demais para resolver… tinha ainda que lidar com o automatismo instintivo do seu corpo físico-orgânico, pelo qual confeccionara o ‘EU SEXUAL’. Porém, mais ainda perigoso e desastroso, entre outros e esses fatores… era lidar com o insaciável e temido ‘EU EMOCIONAL’, a cabeça do meio do Dragão-de-Três-Cabeças, em que os outros dois ‘eus’ eram-lhes subservientes.

    Fora impactado pela tríade do ‘EU’ desde o nascimento, o que adoecia o corpo-mente, levando a uma total inconsciência ignorante de si, do outro e ao redor na cadeia ponto-espaço-tempo. Passara por longos e agoniantes momentos de transformações decadentes, ao receber do mundo exterior falsas imagens e impressões da realidade descendente em infra-normalidades, se afeiçoando as falsas qualidades antagônicas terrivelmente negativas do materialismo, baixo espiritualismo e vaidosas “verdades” sociais, econômicas e étnicas de si. E assim, decidira com afinco trabalhar na educação de sua forma infra-humana enfrentando o Dragão-de-Três-Cabeças, o Macho Alfa de suas bestialidades, brutalidades, temores, vaidades, traumas, vícios, costumes, psicoses e luxurias… a parte do partido egocêntrico, humanoide-animalesco em que adormece e entorpece a Sagrada Consciência Divina em sua gnose.

    Assim, almejava o retorno a sua Pureza Original, ao se render as espadas flamejantes das sentinelas-querubins que guardavam o caminho de acesso à Árvore da Vida.

    Aprofundando-se mais e mais em si mesmo, silenciou-se em sua retorta, destilou-se no Alkahest (solvente universal) de sua vontade, para ser posto em uma das câmeras do At-tannur (forno alquímico) de sua consciência, almejando ser purificado dos constituintes de seus ‘eus’ em sua solitária espargia espiritual.

    Os muitos questionamentos… as muitas perguntas… o excesso de gesticulações… as queixas e tagarelices de si, e as reclamações do mundo externo… o que não era ou estava bom em sua vivência… a falta de atenção e elogios alheios não mais o perturbavam em sua busca meditativa, em íntima contemplação.

    Apenas deixou-se ser arrastado pelo Rio (o Criativo), guiado em inércia e não-ação para o Mar (o Receptivo).

    Assim!

    O Amante, em Amor, uniu-se ao Amado…

    O Masculino penetrou o Feminino…

    O Homem conheceu a Mulher…

    O Pai gerou o Filho na Mãe…

    O Céu cobriu a Terra…

    O Sol em sua potência iluminou a Lua…

    O Criador, na Criação, manifestou-se em Criatura…

    E o Fogo Sagrado derreteu o tenebroso gelo nos empedrados corações.
  • A TRISTE SAGA DO OURO- Uma reflexão sobre inversões de valores

       Os recursos naturais básicos para nossa sobrevivência, bem como pedras preciosas encontradas na natureza, existem antes do surgimento do homem, e depois deste os tais ainda continuarão existindo. “Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma”, já dizia um grande Cientista. Os recursos que podem ser usados em favor do homem para o homem, tem sido usado para que aprisionemos uns aos outros, exploremos uns ao outros, e pela busca de tais recursos destruamos uns aos outros não para os consumir, mas para armazenarmos e chamarmos de nosso. Estamos permitindo ser usado pelas coisas aos invés de as usarmos para fins realmente necessários. Esquecemos que nossa estadia aqui é extremamente transitória, e que não significa muita coisa a luta desenfreada pelo acumulo de tantas coisa não essenciais a nossa sobrevivência considerando a fragilidade de nossa estrutura biológica. Uma simples microscópica bactéria, pode nos tirar de circulação e abreviar nossa saga de ganancia.
       Mediante os fatos escandalosos que tem se desenrolado em nosso pais nos últimos 5 anos, no que diz respeito a corrupção e desvio de recursos públicos para fins pessoais, tais atos feitos exatamente por aqueles que diante do povo juraram fidelidade ao povo, ponho-me a refletir sobre a triste realidade da condição humana e a inversão de valores. Uma observação local, apesar de perceber que tais fatos acontece em vários outros lugares do planeta desde que gente é gente.
       Quem ver cara não ver coração. O conjunto de valores refletidos nas diversas atitudes que tomamos quando estamos a sós ou quando estamos sendo vigiados, declara de modo aberto quem realmente somos e o grau de evolução espiritual em que chegamos. Não me refiro ao espiritual no sentido religioso da palavra. Me refiro a espiritualidade nesse momento como estado de consciência por nós alcançado em relação a nós mesmos e em relação a todas as coisas com as quais nos relacionamos, sejam seres animados ou inanimados.
     Baixo, médio, ou alto, todos temos um tipo de consciência que nos define quem somos, o que fazemos e como honramos nossos compromissos, sejam eles verbais ou contratuais, e como respeitamos a vida e as pessoas de modo geral sem que seja necessário sermos coagidos física ou psicologicamente a isso. Não infringir as leis por que é o melhor a ser feito dentro de uma sociedade é um coisa. Não infringir as leis apenas por que estar sendo vigiado é outra. Fazer o que é certo pensando no bem coletivo é uma coisa, fazer o que é certo apenas para receber, elogios, galardão ou recompensas também é outra coisa. Considero a espiritualidade que te ensina fazer o bem com intuito de receber um galardão futuro, semelhante ao sistema de adestramento canino, que são ensinados a mexer o rabinho em troca de um tostão de alimento ou carinho, sem falar que essas pessoas só farão “o bem”, de acordo com o entendimento de bem que seu grupo considera. Explodir a si mesmo e matar o maior número de “infiéis” possíveis é um ato de extrema bondade para os seguidores extremista da crença muçulmana, por exemplo. Fazer o que é bom pensando no resultado coletivo, é outra história. Somente as mentes mais avançadas conseguem chegar a esse estágio. Os demais, talvez tenham de galgar um longo caminho até lá. Já dizia um grande escritor: “vivemos num imenso estado de praga biológica”! Sou obrigado a concordar com ele depois de muito analisar nossa relação com nossos semelhantes e com tudo que nos rodeia.
       Exploramos, mentimos, enganamos, conquistamos, para depois deixarmos tudo ai. Na coletividade somos ensinados que os fins justificam os meios. Ao contrário disso, julgo que cada minuto, cada passo que damos, cada relação e o momento presente, estes sim são sagrados. Sacrificamos o presente visando um futuro que talvez nunca chegue pra maioria. E se chegar tal futuro projetado com base na exploração alheia, será que realmente valeu a pena?   Boa parte dos recursos naturais disponível, não tem sido usado para beneficiar o homem, antes sim, para oprimi-lo em seu próprio nível de consciência, ou privá-los dos recursos que realmente importam a nossa sobrevivência.
       Vejamos por exemplo o ciclo do ouro e de outras pedras preciosas.  
       Usado por pessoas e países como moeda de troca, lastro financeiro ou reserva de patrimônio, facilitou em muito o comercio entre os povos que por sua vez influenciou a globalização. Estudado suas propriedades pela ciência, tem sido usado na indústria para fabricação de peças de alta precisão e durabilidade, além de ser um excelente condutor de calor. Há ainda pesquisas voltadas ao campo medicinal feita pelo uso desse material. Entre os aventureiros , piratas e pessoas gananciosas, sua maior função ao longo da história entre os humanos, é a compra de escravos, corrupção de poderosos, motivo de guerras, saques e destruição inteira de vilarejos em busca desse metal. Então me questiono, quanto realmente vale os metais ou pedras preciosas? Só depende do seu nível de consciência, talvez seja uma das respostas. As coisas só tem o valor que damos a ela, ou que socialmente fomos ensinados a enxergar nelas. Em nosso estado de pureza primitiva por exemplo, as coisas nos são boas pela utilidade e não exatamente pelo que elas representam socialmente. Ofereça uma barra de chocolate de 2 reais a uma criança e um anel de diamante de 2 milhões de reais a este pequeno, e me diga o que ela vai escolher. Ofereça um pedaço de terra fértil, pronto para o plantio a um nativo que vive do solo, e ofereça um quadro de um grande pintor renascentista e me diga com o qual ele vai ficar e tirar mais proveito. As coisas nem sempre valem o preço que se põe nelas. Fomos ensinados a dar valor a coisas que pouco importam, ou que não fariam muita diferença se não as tivéssemos sob nosso poder e desprezarmos as coisas realmente desnecessárias.
       Vejamos o que fazemos com esse metal, e como ele nos usa ao invés de usarmos a ele. Observe: as pedras preciosas, estão na natureza em seu estado natural, milhões de anos, antes de chegarmos aqui. Muitos de nós andamos por cima delas e nem sabemos. Nada influencia nosso estilo de vida até o dia em que saibamos que ela estar ali. Depois que são descobertas, toda uma sociedade fica em polvorosa. Somos capazes de abrir buracos gigantescos no meio de cidades povoadas ou em campos produtivos, para iniciar a extração desse metal. Bilhões de toneladas de terra, rochas e outros detritos são retirados do solo, em busca de alguns quilos desse metal. Quando sua extração acaba, deixa-se a paisagem natural modificada, enormes buracos, ou terrenos desvalorizados em suas margens. A população local, mesmo saindo no prejuízo a curto e longo prazo, tem o prazer de encher a boca e dizer que foi encontrado ouro em sua cidade, de terem sido uma vez na vida notícia de jornal...Pobres coitados! A falsa sensação de fama de 15 minutos é outra ilusão que criaram, para fazer como que venhamos a sorrir para o mundo enquanto somos explorados. Um escravo que se tornou famoso por trabalhar mais que outro, não o torna um cidadão livre, apenas o torna um escravo mais conhecido. Assim fazemos uns aos outros. O desejo de fama, faz com que venhamos a demonstrar gratidão ao opressor, enquanto estes nos exploram.
      Agora observe outra coisa: o metal estava escondido sob vários metros debaixo do solo, foi encontrado, tirado, moldado, lapidado, transformado, comercializado, para depois ser mais uma vez escondido e bem guardado em sua casa em cofres fortemente protegidos ou em alguns dezenas de metros abaixo do sub solo mais uma vez por grandes banqueiros. Percebestes? Estava escondido, nós o encontramos para depois torná-lo a esconder? O que realmente fizemos então? Para que tanto esforço?  Se o que faz esse metal ser preciso é o fato de ele estar escondido, por que desenterra-lo pra depois enterrá-lo de novo? Apenas o verbo ter é quem gera uma sensação de segurança naquele que considera ter alguma coisa aqui nessa vida. Nada temos. Apenas fazemos uso das coisas enquanto vivemos ou deixamos que as coisas nos usem.
       Veja outro fato que pouca gente percebe: para extração de ouro e outros metais preciosos, muita gente é explorada. A grande maioria pobre, que não recebe nem 0,5% do valor do serviço prestado em relação ao mercador final. Quanto mais trabalho, menos lucro para os que extraem esse minério na linha de frente. É assim nesse triste mercado. Assassinatos, desabamentos, amputações, isolamentos da família, e vários acidentes de trabalhos são constantes para os que se ocupam da extração desse tipo de “riqueza”. Depois que o produto é processado, a maior quantidade dele vai para cofres bancários, de empresas de valores ou grandes fortificações como o Fort Knox nos estados unidos. E quem vai fazer a segurança desse patrimônio? São os grandes multimilionários? Claro que não! Serão peões, como num jogo de xadrez, pessoas comuns, que estarão colocando suas vidas a prêmio, para guardar esses metais, para os mesmos barões que explorou tantas outras pessoas para os tirar do solo. Simples metais! Anda e vira, vemos em noticiários, seguranças de empresas de valores que foram mortos enquanto faziam transportes ou guarda de tal patrimônio. Desde os mais antigos tempos temos relatos de caravanas inteiras e de guarnições militares que foram dizimadas por saqueadores em busca desse vil metal. E o que faz a pessoa que se apossa por meio do roubo desse ouro? Torna a esconder e usar aos poucos, para depois ser roubado de novo e escondido de novo dando seguimento ao ciclo maldito da ganancia. O metal em si é neutro para os que não foram envenenados, ou talvez ele seja a centelha que ativa a alma do ser não evoluído que faz de qualquer objeto produzido a causa final de sua existência terrena.
      Dezenas ou centenas de pessoas morrem durante a extração dessas pedras. Outras centenas e milhares de pessoas morrerão ao longo da história para transportar ou proteger tais pedras e metais. Até o dia em que elas mais uma vez sejam perdidas, roubadas, emparedadas ou afundadas, para o ciclo de busca, mortes e “aventuras” recomeçar. Há um filme chamado Diamante de sangue, com o ator Leonardo Dícapio, que retrata em partes o que acabei de citar. Vale a pena assistir. Você vai ver quanta gente é morta e explorada pra que uma “madame” da política (carioca), ou uma celebridade venha se adornar com esse material.
       A maiores celebridades na mídia mundial, compram por fortunas absurdas, algumas pedras que pesa um pouco mais que um caroço de feijão. A maioria delas, usarão em público aquele objeto uma ou duas vezes na vida, em ocasiões especiais, apenas quando se sentirem seguras, para depois deixar a maior parte do tempo, tais objetos trancafiados na máxima segurança possível. Uma fortuna enorme, por um objeto de pouca utilidade, apenas para viver a ideia de grandeza.
       Deveríamos nos perguntar se o valor de um objeto estar na sua serventia, no status que este representa, ou apenas na consciência coletiva do valor que atribuímos a esse objeto. Tem horas que não consigo entender a raça humana. Fazemos coisas fantásticas, somos capazes de voar para outros mundos, explorar os profundos dos oceanos, produzir ferramentas de precisões milimétricas e nos comunicar por milhões de códigos visuais, auditivos ou sinestésicos mas nos deparamos brigando por migalhas...Quando vejo pessoas sendo capazes de matar em coletividade, ou cometer os mais inimagináveis crimes impensáveis, simplesmente para possuir um pedaço de metal, dentro de um cofre inacessível trancado a sete chaves...nessas horas eu me pergunto se realmente evoluímos em alguma coisa ou se não deveríamos voltar a viver em bandos, subindo em árvores nas savanas africanas.
      As demais criaturas retiram do ambiente somente aquilo que precisam para sobreviver, naquele instante, naquela hora, ou para atravessar períodos sazonais. Ao invés de possuirmos as coisas, deixamos que elas nos possuam. Tem alguma coisa errada em nossa espécie. Talvez a herança dos deuses que um dia governaram a terra, talvez a manipulação em massa que sofremos, talvez a herança cultural religiosa, talvez tudo junto. Só sei que isso não é normal. É sinal de burrice! Se as coisas existem, elas tem um proposito ou pode ser criado um. Não acredito que a exploração alheia seja o mais virtuoso desses propósitos. Extrair metais de imensas camadas de terra, para depois escondê-los de novo em imensas camadas de terra ou cofres superprotegidos...eu ainda não achei um sentido para isso. Os governos garantem que isso são as reservas do tesouro nacional mas penso que diante de um ataque, em que todos os sistemas de cofres subterrâneos sejam corrompidos, ou todos os envolvidos pela segurança de tais sistemas venham a morrer, qual a serventia de milhares de toneladas de ouro guardada sob 50 metros abaixo do chão sob cofres que suportam armamento nuclear? Nada! Demoraria outros milhares de anos para que os tirássemos de lá, talvez. Um pouco de agua, um pouco de ar, um pouco de alimento, calçados, vestes, uma cama para dormir, e um lar para morar e a companhia de nossos semelhantes é o que realmente precisamos para viver. Só isso e mais nada! Tudo é fútil, tudo é inútil, tudo perde o sentido, quando qualquer objeto ou sistema que criamos não seja para o bem coletivo.
       Se existe algo que devemos aprimorar, é os relacionamentos humanos. Toda tecnologia existente deveria ser empregada nisso. O bom é saber que não é necessário tecnologia para esse tipo de aprimoramento. A tecnologia da alma é o bastante! A consciência que todos somos parte de um todo, que o que fazemos no individual afeta o coletivo e vice versa, é a tecnologia necessária para nos curarmos de todo mal social. Todo sistema religioso, jurídico e político iriam se curvar e “pedir a benção” aos seres humanos que entendessem isso. Vários grandes mestres por meio da filosofia e reflexões já falaram sobre isso. Infelizmente o melhor que se é produzido em forma de discurso por nossa espécie, logo vira objeto de culto ou religião, que vira opressão e escravidão. E o sistema religioso faz exatamente o que os sistemas econômicos costumam fazer: põe valor no que nada vale, e desvaloriza o que mais é importante. As religiões “descobrem” os deuses, e os encerram em cofres hermeticamente fechados, para que os que desejam ter acesso a estes, tenham de pagar por isso. Os sistemas econômicos descobrem o ouro, para depois esconde-los de novo, e temos de pagar por isso.
       Nós somos as verdadeiras pedras preciosas! Somos nós quem precisamos ser lapidados! As relações entre os povos é o que deve ser guardado e protegido de forma sagrada! É com isso que deveríamos nos importar. Se existe um território que precisa ser garimpado e explorado, é o território de nossa consciência. Quem descobre sua riqueza interior, jamais será seduzido pelas riquezas apresentadas em comum acordo pelos sistemas que nos governam. Pensem nisso!
  • A união do complexo medo atraente

    Penetrara no karma atual da moderna sociedade virtual em que nasceu, cresceu e ainda vive, mergulhado numa atmosfera de medos e complexos que lhe foi imposto por uma sociedade de valores hipócritas e sentimentos ilusórios. Essa triste “realidade” que até então vivenciava, teve sua extrema abrangência com o poder que lhe foi outorgado através da internet e seus recursos digitais. Passara em muito pouco tempo de um simples telespectador para um aspirante astro internauta autodidata.

    Através da internet e suas redes sociais, como um cyberpunk moderno, percebeu que a espada encantada cravada na grande pedra, não pertencia somente ao lendário e valente Rei Arthur e seus cavaleiros da távola-redonda, como era antes o caso monopolista da grande mídia. Agora sabia que também ele obtivera o direito de possuir sua própria espada mágica, e, foi encantado e possuído por ela.

    No início não podia prever as consequências de tal poder. Tudo era maravilhosamente maravilhoso. Estava perplexo diante dos inúmeros portais mágicos que lhe fora aberto por esses dispositivos radiativamente encantados, onde tudo começou com o poder telepático de enviar e receber nossos pensamentos, desejos e sentimentos nos virtualizando em palavras, falas e imagens. Abrangendo nossas perspectivas limitadas, além dos nossos vínculos sociais mais próximos, alcançando o desconhecido em milésimos de segundos, entre os milhares quilômetros de distâncias. Até o Mago Merlim se aqui entre nós, nesse momento, estivesse, ficaria impressionado com tamanho poder e proeza outorgado a todos.

    Porém, a espada de Arthur continha dois gumes e cortava dos dois lados.

    Percebeu-se ainda, que, não tarde, o poder que lhe foi ofertado pelos deuses tecnológicos exigia de nós sabedoria para possuí-lo. Essa poderosa espada mágica Kaledvouc’h como se outrora pensava, estava inacessível ao grande público há tanto tempo, encrustada na grande pedra, pelo nobre motivo daquele a quem seria o seu possuidor, ter que passar por ensinamentos de vida rigorosos, pelo qual o seu espírito e o seu coração fossem meticulosamente testados. Só assim, teriam a primazia de obter a força dos deuses para puxar a espada da grande pedra. Essa sagrada espada é raramente denominada “Excalibur”, e é retirada por Arthur como símbolo milagroso de sua Nobreza e direito ao trono da Bretanha.

    Entretanto, agora se questionara: Será que todos possui esse direito e nobreza do Rei Arthur?

    Fomos preparados e disciplinados para empunhar tamanho poder?

    Virtualmente, se deparou com os muitos casos de jovens que por uma simples brincadeira nas redes sociais, acabaram causando dor e destruição a si mesmos e aos outros. Como foi o caso da menina russa de 17 anos que morava nos Estados Unidos, que filmou um ato de estrupo em um aplicativo de postagens de vídeos, com duração de nove minutos, só para obter likes. Intentara que naquele momento durante a filmagem, a jovem poderia usar o seu dispositivo para pedir ajuda ligando para polícia, ou um adulto responsável, também notara, que as pessoas que estavam assistindo o vídeo online, em vez de dar likes, poderiam aconselhá-la para impedir aquele ato brutal. Que alcançou milhares de visualizações.

    Daí, meditara, que o poder sem a responsabilidade é cegamente egoísta e brutal.

    Entretanto, dualisticamente, não esquecia ele, que Excalibur é uma espada pontuda afiada de dois gumes que corta, penetra e dilacera. Podendo afastar as pessoas, ou uni-las. Mas, nesse bidimensional mundo de algoritmos binários computacional e ilusório, afirmava ele somente conhecer causas e efeitos mecânicos, e nunca as Sagradas Leis Naturais em si mesmas. Por isso, que ao unir as pessoas, afastava a solidariedade entre elas, em que camuflado e protegido em sua privacidade, por detrás das telas negras caleidoscópicas brilhantes, o indivíduo se julgava ir além do respeito e dos sentimentos fraternos, soltando sua naja língua pensante, em seus rápidos dígitos dedos, envenenada nos seus mais mesquinhos sentimentos obscuros de inveja, cacoetes, ego e porcas maldades. Que no mundo fenomenal das aparências, só percebia bidimensionalmente ângulos e superfícies, e nunca o integral das coisas.

    Obviamente, ele sabia que a dialética da consciência da proximidade física dos corpos pensantes, que tudo entende por intuição, através das palavras audíveis, figuras simbólicas, gestos, movimentos, olhares e expressões voluntárias e involuntárias fora cruelmente ofuscada pela dialética racional do intelecto presente nas redes sócias, fóruns e plataformas proprietárias de mensagens instantâneas baseadas em nuvem, que nada tem de essência natural humana, e sim, apenas o ilusórico poder formulativo de ideias e conceitos lógicos preconcebidos, que por mais brilhante que seja, e por mais que se julgue de qualidade e de utilidade nos inúmeros aspectos da vida prática e cotidiana, nada tem de valor para existência e ecologia humana, resultando apenas em obstáculos subjetivos, incoerentes, torpes e pesados para nossa simbiose como seres fraternais coletivos, e que nada tem de verdade.

    No fim, diante da verdade, percebeu-se sendo o pobre poderoso, precisando de alento (likes, em legais polegares opositores), precisando de algo que o anime (coraçãozinhos vermelhos, e rostos redondos sorridentes amarelados), sentiu-se com o ego demasiadamente forte e personalidade terrivelmente débil, por sua própria mesquinha natureza apodrecida em si mesmo, encontrando-se numa situação completamente desastrosa, e sem vantagens, em que o sono lhe foi roubado, a ansiedade descontrolava as batidas do seu coração, e a vaidade tomara o controle de sua alma, tendo a depressão como amante e companheira.

    E no seu estado deprimente, porém, contemplativo, sabia ele que nos primórdios da nossa existência como uma das muitas espécies que habita esse ecossistema terráqueo, éramos simplesmente um ser coabitando e interagindo com os outros inúmeros seres aqui existentes. Não víamos a natureza como esse belo quadro pintado a óleo ou aquarela, ou como as ‘pixeladas’ imagens digitais no fundo dos nossos desktops eletrônicos e dispositivos móveis. Não ansiávamos pela chegada do tempo limitado do fim de semana para passear com a família nos bosques e pradarias, e nem tão pouco esperávamos a chegada das férias para curtir os muitos lugares paradisíacos, ou nos aventurar em trilhas, escaladas e caminhadas nos ditos ambientes naturais e ecológicos. Essa coisa alheia que hoje denominamos “NATUREZA” era intimamente o único e o primeiro mundo vital e cultural que existíamos. Nossos antepassados não só viviam em contato íntimo com as outras criaturas vegetais, animais e inanimadas, como se comunicavam diretamente com os seus espíritos e coração. Daí que surgem as fabulosas histórias e contos de fadas, gnomos, duendes, devas, ninfas, curupiras, orixás, anjos, caboclos, entre outras inúmeras manifestações do que hoje classificamos como “espíritos inorgânicos da natureza” em diversas culturas humanas espalhadas pelo mundo.

    Por isso, ficou muito difícil para o seu entendimento humano separar a sua espiritualidade, cura e boa qualidade de vida da Mãe Natureza. E, entendeu o porquê dos diversos movimentos esotéricos, xamanísticos, taoístas, hinduístas, budistas, cabalistas, sufistas, gnósticos, wicca, candomblé, entre outros da busca da espiritualidade, como também os movimentos de cura, saúde mental, e medicina ancestral e alternativa se situarem em ambientes naturais abertos e ecológicos.

    Nisso, percebeu que ao longo do nosso rigoroso processo civilizatório, em que gradualmente nos separamos do nosso natural habitar, que o SAGRADO em nós foi naturalmente esquecido. Deixamos de ouvir as MENSAGENS DOS VENTOS, paramos de falar a LÍNGUA DAS ÁRVORES E MONTANHAS, abandonamos o afeto de SENTIR COM O CORAÇÃO, e os nossos olhos se cegaram para o MUNDO INVISÍVEL. E, para piorar mais ainda a sua situação, vira que como espécie se transformara no pior predador que já existiu em todos os tempos, ‘Satânico Aniquilador’ das muitas culturas existenciais em todos os aspectos da natureza, e, dele mesmo.

    Meditara ainda mais profundamente de que como espécie, nos tornamos existências humanas desencantadas, prisioneiras de nós mesmos em frente a uma tela Touch Screen de valores, e, de falsas concepções virtuais, mendigando uma irreal atenção em salva de palmas, likes e emotions de coraçãozinhos vermelhos, rostos redondos amarelados (caras de bolachas) e legais polegares opositores. Vira que as proximidades humanas se basearam em distantes conexões WI-FI, em que ignoramos cruelmente os nossos presentes íntimos entes queridos a nossa volta, em ser um direto participante na criação do Aqui e Agora, para nos tornar um observador e um observado distante do passado alienado dos desejos, anseios, críticas e felicidades do desconhecido “amigo” internauta. Preferimos viver solitários com políticas de privacidade essa virtual ruptura do contato natural, nos separando plenamente do sentido existencial da vivência humana, e minimizando a nossa consciência social, afetiva e emocional ao estado simplista do observador e do observado, e de que a tecnologia não promove e nunca promoverá, assim, como, as propostas da comunidade científica, uma fusão harmoniosa com a existência humana e a natureza. Sua meta desde a revolução industrial é unicamente modificar. Acreditando melhorar, otimizar, maximizar, implantar, oportunizar e assegurar um conceito evolucionário de humanidade ciberneticamente supranatural, onde poderíamos viver sem depender dos recursos naturais e afetos sociais para nossa existência. Para assim, em vez de (como eles acreditam) subsistirmos, ‘sobre-existirmos’ na lua, em Marte, ou em uma cosmológica galáxia distante como prega e aliena a NASA e Hollywood.

    Sentira que perdera a simplicidade da vida e o seu primeiro amor, e se tornara um ser imediatista, arrogante, conformista, impaciente, tempestuoso, depressivo e penoso. Ignorava suas crianças, e assim, fazia com que elas o ignorasse, transformando-as no subproduto mesquinho dele mesmo. Nisso, vira que ignoramos os nossos semelhantes como nunca antes já vivenciado no mundo, em todos os tempos de nossa comunal existência, ofertando para os nossos irmãos e irmãs o que tem de pior em nós mesmo. E, dessa forma e maneira, acumulamos dores e sofrimentos para o nosso último sopro de vida, e assim, morremos existencialmente porque matamos nossa essência dentro dos nossos filhos e filhas, chegando a tal ponto de não mais nos perpetuarmos nos novos corpos.

    Percebera que a verdadeira expressão para o mundo tecnológico de hoje é ABSOLUTA TRISTEZA. E isso dói na alma… adoecemos! E o pior é de que não sabemos que estamos existindo enfermos. Acumulamos muitos bens do Aqui e pouca coisa do Agora, e a Magia da Alegria abandonou a Morada do Coração, e o Sagrado Entendimento que em tudo dança se ocultou. Então, eis a questão e desafio existencial da nossa cultura humana: ATÉ QUANDO FICAREMOS CALADOS E INERTES, TRANSMITINDO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS ESSA GRANDE DEPRESSÃO EXISTENCIAL, PELO QUAL NOS CONVERTEMOS NO TIRANO PROBLEMÁTICO DESTRUIDOR DA BELEZA DE TODAS AS COISAS? Entretanto, quem se movimentará e falará com loucura e paixão para o despertar da grande massa? Quem será esse novo Meshiach e Avatar? Mas, enquanto ELE ou ELA não chegar ficaremos inertes, atrofiando nossa mente e coração nas telas e internet? Imbuído nessas íntimas e totalitárias questões, analisara que os desafios para o retorno do SAGRADO em nossas vidas são tremendamente numerosos.

    E, contemplando todo aquele panorama, se viu com sua poderosa espada na palma de sua mão, a mágica Kaledvouc’h, o espelho negro. E como um pedaço de madeira arrastado pelo rio, tentando resolver as coisas por sua própria conta, reagindo ante qualquer dura palavra, qualquer problema e qualquer dificuldade, lamentavelmente, o medo empoderou o seu ser, fabricando nos cinco cilindros da máquina orgânica, em que lhe compunha e que o seu SER habitara, os inumeráveis multifacetados eus-demônios, aplicativos escravos de si mesmo.

  • A união do complexo medo atraente

    Penetrara no karma atual da moderna sociedade virtual em que nasceu, cresceu e ainda vive, mergulhado numa atmosfera de medos e complexos que lhe foi imposto por uma sociedade de valores hipócritas e sentimentos ilusórios. Essa triste “realidade” que até então vivenciava, teve sua extrema abrangência com o poder que lhe foi outorgado através da internet e seus recursos digitais. Passara em muito pouco tempo de um simples telespectador para um aspirante astro internauta autodidata.

    Através da internet e suas redes sociais, como um cyberpunk moderno, percebeu que a espada encantada cravada na grande pedra, não pertencia somente ao lendário e valente Rei Arthur e seus cavaleiros da távola-redonda, como era antes o caso monopolista da grande mídia. Agora sabia que também ele obtivera o direito de possuir sua própria espada mágica, e, foi encantado e possuído por ela.

    No início não podia prever as consequências de tal poder. Tudo era maravilhosamente maravilhoso. Estava perplexo diante dos inúmeros portais mágicos que lhe fora aberto por esses dispositivos radiativamente encantados, onde tudo começou com o poder telepático de enviar e receber nossos pensamentos, desejos e sentimentos nos virtualizando em palavras, falas e imagens. Abrangendo nossas perspectivas limitadas, além dos nossos vínculos sociais mais próximos, alcançando o desconhecido em milésimos de segundos, entre os milhares quilômetros de distâncias. Até o Mago Merlim se aqui entre nós, nesse momento, estivesse, ficaria impressionado com tamanho poder e proeza outorgado a todos.

    Porém, a espada de Arthur continha dois gumes e cortava dos dois lados.

    Percebeu-se ainda, que, não tarde, o poder que lhe foi ofertado pelos deuses tecnológicos exigia de nós sabedoria para possuí-lo. Essa poderosa espada mágica Kaledvouc’h como se outrora pensava, estava inacessível ao grande público há tanto tempo, encrustada na grande pedra, pelo nobre motivo daquele a quem seria o seu possuidor, ter que passar por ensinamentos de vida rigorosos, pelo qual o seu espírito e o seu coração fossem meticulosamente testados. Só assim, teriam a primazia de obter a força dos deuses para puxar a espada da grande pedra. Essa sagrada espada é raramente denominada “Excalibur”, e é retirada por Arthur como símbolo milagroso de sua Nobreza e direito ao trono da Bretanha.

    Entretanto, agora se questionara: Será que todos possui esse direito e nobreza do Rei Arthur?

    Fomos preparados e disciplinados para empunhar tamanho poder?

    Virtualmente, se deparou com os muitos casos de jovens que por uma simples brincadeira nas redes sociais, acabaram causando dor e destruição a si mesmos e aos outros. Como foi o caso da menina russa de 17 anos que morava nos Estados Unidos, que filmou um ato de estrupo em um aplicativo de postagens de vídeos, com duração de nove minutos, só para obter likes. Intentara que naquele momento durante a filmagem, a jovem poderia usar o seu dispositivo para pedir ajuda ligando para polícia, ou um adulto responsável, também notara, que as pessoas que estavam assistindo o vídeo online, em vez de dar likes, poderiam aconselhá-la para impedir aquele ato brutal. Que alcançou milhares de visualizações.

    Daí, meditara, que o poder sem a responsabilidade é cegamente egoísta e brutal.

    Entretanto, dualisticamente, não esquecia ele, que Excalibur é uma espada pontuda afiada de dois gumes que corta, penetra e dilacera. Podendo afastar as pessoas, ou uni-las. Mas, nesse bidimensional mundo de algoritmos binários computacional e ilusório, afirmava ele somente conhecer causas e efeitos mecânicos, e nunca as Sagradas Leis Naturais em si mesmas. Por isso, que ao unir as pessoas, afastava a solidariedade entre elas, em que camuflado e protegido em sua privacidade, por detrás das telas negras caleidoscópicas brilhantes, o indivíduo se julgava ir além do respeito e dos sentimentos fraternos, soltando sua naja língua pensante, em seus rápidos dígitos dedos, envenenada nos seus mais mesquinhos sentimentos obscuros de inveja, cacoetes, ego e porcas maldades. Que no mundo fenomenal das aparências, só percebia bidimensionalmente ângulos e superfícies, e nunca o integral das coisas.

    Obviamente, ele sabia que a dialética da consciência da proximidade física dos corpos pensantes, que tudo entende por intuição, através das palavras audíveis, figuras simbólicas, gestos, movimentos, olhares e expressões voluntárias e involuntárias fora cruelmente ofuscada pela dialética racional do intelecto presente nas redes sócias, fóruns e plataformas proprietárias de mensagens instantâneas baseadas em nuvem, que nada tem de essência natural humana, e sim, apenas o ilusórico poder formulativo de ideias e conceitos lógicos preconcebidos, que por mais brilhante que seja, e por mais que se julgue de qualidade e de utilidade nos inúmeros aspectos da vida prática e cotidiana, nada tem de valor para existência e ecologia humana, resultando apenas em obstáculos subjetivos, incoerentes, torpes e pesados para nossa simbiose como seres fraternais coletivos, e que nada tem de verdade.

    No fim, diante da verdade, percebeu-se sendo o pobre poderoso, precisando de alento (likes, em legais polegares opositores), precisando de algo que o anime (coraçãozinhos vermelhos, e rostos redondos sorridentes amarelados), sentiu-se com o ego demasiadamente forte e personalidade terrivelmente débil, por sua própria mesquinha natureza apodrecida em si mesmo, encontrando-se numa situação completamente desastrosa, e sem vantagens, em que o sono lhe foi roubado, a ansiedade descontrolava as batidas do seu coração, e a vaidade tomara o controle de sua alma, tendo a depressão como amante e companheira.

    E no seu estado deprimente, porém, contemplativo, sabia ele que nos primórdios da nossa existência como uma das muitas espécies que habita esse ecossistema terráqueo, éramos simplesmente um ser coabitando e interagindo com os outros inúmeros seres aqui existentes. Não víamos a natureza como esse belo quadro pintado a óleo ou aquarela, ou como as ‘pixeladas’ imagens digitais no fundo dos nossos desktops eletrônicos e dispositivos móveis. Não ansiávamos pela chegada do tempo limitado do fim de semana para passear com a família nos bosques e pradarias, e nem tão pouco esperávamos a chegada das férias para curtir os muitos lugares paradisíacos, ou nos aventurar em trilhas, escaladas e caminhadas nos ditos ambientes naturais e ecológicos. Essa coisa alheia que hoje denominamos “NATUREZA” era intimamente o único e o primeiro mundo vital e cultural que existíamos. Nossos antepassados não só viviam em contato íntimo com as outras criaturas vegetais, animais e inanimadas, como se comunicavam diretamente com os seus espíritos e coração. Daí que surgem as fabulosas histórias e contos de fadas, gnomos, duendes, devas, ninfas, curupiras, orixás, anjos, caboclos, entre outras inúmeras manifestações do que hoje classificamos como “espíritos inorgânicos da natureza” em diversas culturas humanas espalhadas pelo mundo.

    Por isso, ficou muito difícil para o seu entendimento humano separar a sua espiritualidade, cura e boa qualidade de vida da Mãe Natureza. E, entendeu o porquê dos diversos movimentos esotéricos, xamanísticos, taoístas, hinduístas, budistas, cabalistas, sufistas, gnósticos, wicca, candomblé, entre outros da busca da espiritualidade, como também os movimentos de cura, saúde mental, e medicina ancestral e alternativa se situarem em ambientes naturais abertos e ecológicos.

    Nisso, percebeu que ao longo do nosso rigoroso processo civilizatório, em que gradualmente nos separamos do nosso natural habitar, que o SAGRADO em nós foi naturalmente esquecido. Deixamos de ouvir as MENSAGENS DOS VENTOS, paramos de falar a LÍNGUA DAS ÁRVORES E MONTANHAS, abandonamos o afeto de SENTIR COM O CORAÇÃO, e os nossos olhos se cegaram para o MUNDO INVISÍVEL. E, para piorar mais ainda a sua situação, vira que como espécie se transformara no pior predador que já existiu em todos os tempos, ‘Satânico Aniquilador’ das muitas culturas existenciais em todos os aspectos da natureza, e, dele mesmo.

    Meditara ainda mais profundamente de que como espécie, nos tornamos existências humanas desencantadas, prisioneiras de nós mesmos em frente a uma tela Touch Screen de valores, e, de falsas concepções virtuais, mendigando uma irreal atenção em salva de palmas, likes e emotions de coraçãozinhos vermelhos, rostos redondos amarelados (caras de bolachas) e legais polegares opositores. Vira que as proximidades humanas se basearam em distantes conexões WI-FI, em que ignoramos cruelmente os nossos presentes íntimos entes queridos a nossa volta, em ser um direto participante na criação do Aqui e Agora, para nos tornar um observador e um observado distante do passado alienado dos desejos, anseios, críticas e felicidades do desconhecido “amigo” internauta. Preferimos viver solitários com políticas de privacidade essa virtual ruptura do contato natural, nos separando plenamente do sentido existencial da vivência humana, e minimizando a nossa consciência social, afetiva e emocional ao estado simplista do observador e do observado, e de que a tecnologia não promove e nunca promoverá, assim, como, as propostas da comunidade científica, uma fusão harmoniosa com a existência humana e a natureza. Sua meta desde a revolução industrial é unicamente modificar. Acreditando melhorar, otimizar, maximizar, implantar, oportunizar e assegurar um conceito evolucionário de humanidade ciberneticamente supranatural, onde poderíamos viver sem depender dos recursos naturais e afetos sociais para nossa existência. Para assim, em vez de (como eles acreditam) subsistirmos, ‘sobre-existirmos’ na lua, em Marte, ou em uma cosmológica galáxia distante como prega e aliena a NASA e Hollywood.

    Sentira que perdera a simplicidade da vida e o seu primeiro amor, e se tornara um ser imediatista, arrogante, conformista, impaciente, tempestuoso, depressivo e penoso. Ignorava suas crianças, e assim, fazia com que elas o ignorassem, transformando-as no subproduto mesquinho dele mesmo. Nisso, vira que ignoramos os nossos semelhantes como nunca antes já vivenciado no mundo, em todos os tempos de nossa comunal existência, ofertando para os nossos irmãos e irmãs o que tem de pior em nós mesmos. E, dessa forma e maneira, acumulamos dores e sofrimentos para o nosso último sopro de vida, e assim, morremos existencialmente porque matamos nossa essência dentro dos nossos filhos e filhas, chegando a tal ponto de não mais nos perpetuarmos nos novos corpos.

    Percebera que a verdadeira expressão para o mundo tecnológico de hoje é ABSOLUTA TRISTEZA. E isso dói na alma… adoecemos! E o pior é de que não sabemos que estamos existindo enfermos. Acumulamos muitos bens do Aqui e pouca coisa do Agora, e a Magia da Alegria abandonou a Morada do Coração, e o Sagrado Entendimento que em tudo dança se ocultou. Então, eis a questão e desafio existencial da nossa cultura humana: ATÉ QUANDO FICAREMOS CALADOS E INERTES, TRANSMITINDO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS ESSA GRANDE DEPRESSÃO EXISTENCIAL, PELO QUAL NOS CONVERTEMOS NO TIRANO PROBLEMÁTICO DESTRUIDOR DA BELEZA DE TODAS AS COISAS? Entretanto, quem se movimentará e falará com loucura e paixão para o despertar da grande massa? Quem será esse novo Meshiach e Avatar? Mas, enquanto ELE ou ELA não chegar ficaremos inertes, atrofiando nossa mente e coração nas telas e internet? Imbuído nessas íntimas e totalitárias questões, analisara que os desafios para o retorno do SAGRADO em nossas vidas são tremendamente numerosos.

    E, contemplando todo aquele panorama, se viu com sua poderosa espada na palma de sua mão, a mágica Kaledvouc’h, o espelho negro. E como um pedaço de madeira arrastado pelo rio, tentando resolver as coisas por sua própria conta, reagindo ante qualquer dura palavra, qualquer problema e qualquer dificuldade, lamentavelmente, o medo empoderou o seu ser, fabricando nos cinco cilindros da máquina orgânica, em que lhe compunha e que o seu SER habitara, os inumeráveis multifacetados eus-demônios, aplicativos escravos de si mesmo.

  • A verdade

    A verdade doi, é o que eles dizem
    A verdade existe, embora alguns a pisem
    Eu fiz o que pude por você
    te ensinei a viver, te ensinei que pode crer

    Eu demorei a aceitar que na verdade a verdade é absoluta
    Somos eu e você os errados nisso tudo
    Você aceita coisas baseado em pelo que luta
    E com isso tem gente que ganha, que já fez muita manha
    Mas você não me escuta

    Eu demorei a perceber que a verdade pra você não importa
    Eu te falei umas coisas sobre o mundo e você bateu a porta
    Sua mente está morta, esta torta
    E você não consegue enxergar
    Que na verdade o que eles querem é te usar
    Depois te descartar, quando esse mundo acabar

    Foi porque me disseram diga a verdade e ela vos libertará
    Nesse mundo eu pronuncio e ela diz que um dia me matará
    Verdade é pra gente forte, pra quem tem sorte
    "É melhor você parar"
    Quando é que eu vou poder falar sem ninguém pra me cruxificar?

    Talvez quando o mundo tiver fim
    Talvez quando ninguém mais aguentar viver assim
    Talvez quando eu não me importar de guarda-la só pra mim
    talvez quando não mais importar, enfim
  • A verdade

    Eu não queria dizer assim, na lata,
    mas eu estou cansada desse jogo,
    estou cansada de ver você mentir para mim,
    eu sei de toda a verdade,
    porque insiste em me enganar?

    Por acaso você quer desistir de nós?
    Quer correr para longe de mim?
    Quer me deixar?
    Eu te entendo, eu fugiria de mim também. 

    Mas eu odeio quando você me tira para idiota
    quando finge ser outra pessoa so para me afastar de você
    Afinal, você não gosta de mim ou quer fugir de você?
    Qual é o problema entre nós ?

    São tantas perguntas que uma hora terão que ser respondidas
    E você sabe disso, tanto quanto sabe que o céu é azul 
    Não adianta tentar fugir dessa vez
    E as mentiras não irão funcionar também
    Seja honesto e diga tudo de uma vez. 
  • A verdade está onde nunca a procuramos — Crônicas do Parque

    Era uma daquelas manhãs escaldantes com temperaturas que variavam de trinta e cinco a trinta e oito graus célsius, com sensação de quarenta a quarenta cinco no centro-norte de Israel. Como de costume me encontrava todos os Yom Sheni (segunda-feira) no parque de Kfar Saba, fazendo manutenção nas piscinas ecológicas.

    Pegava meu bastão de rede, uma caixa plástica preta dessas de armazenar verduras em supermercados, e um balde vazio de comida de peixes ornamentais. Entrava na piscina e submergia até os joelhos no primeiro terraço em que ficava as Nymphoides, espécies do gênero das plantas aquáticas que crescem enraizados no fundo com as folhas a flutuar à superfície da água, de cores brancas, amarelas e variadas tonalidades de flores rosa, da família Nymphaeaceae.

    Prendia meu smartphone pela sua capa ao cordão que ficava no meu pescoço, em que segurava ao peito um Magen David (Estrela de Davi) com um rosto de leão no centro, e colocava uma música suave para iniciar o meu trabalho de cuidar dos nenúfares.

    Em especial, aquela era a piscina ecológica que eu mais gostava dentre todas outras que dava manutenção no centro-norte. Pois além de ser a maior dessa região, estava em um parque bonito e tranquilo arrodeado de belas esculturas. Essa piscina era especial, pois era a única de todas que tinha uma original carpa cinza gigante, espécie de peixe de água doce originário da China, e também havia um canteiro com Lotus Branco (Nelumbo Nucifera), um género de plantas aquáticas pertencente à família Nelumbonaceae da ordem Proteales, e também era lotada de peixes Koi (Nishikigoi), tendo o Higoi (carpa vermelha), o Asagui (carpa azul e vermelha) e o Bekko (branca e preta), que são carpas ornamentais coloridas ou estampadas que surgiram por mutação genética espontânea das carpas comuns (carpas cinza) na região de Niigata no Japão, tendo também outras inúmeras variedades de peixes ornamentais como: peixes dourados, peixes barrigudinho (Guppy) de diversas cores, aruanãs, entre muitos outros.

    Nesse dia em especial, me senti constantemente sendo observado por um senhor de chapéu azul e cabelos grisalhos que aparentava ter a idade de oitenta anos. Estava bem vestido e mantinha sempre um sorriso no rosto. Ele se encontrava sentado em um banco largo que ficava próximo a piscina. E lentamente eu me aproximava dele ao curso do meu oficio de retirar as folhas amareladas dos nenúfares. E ao me aproximar daquela figura atraente, eu o cumprimentei com um Boker Tov (Bom Dia), e ele me respondeu com um Boker Or (Manhã de Luz). Assim trocamos sorrisos, e me voltei novamente para o meu ofício matinal.

    Quando o balde em que colocava as folhas amareladas e flores mortas dos nenúfares se encontrou cheio, me retirei da piscina para esvazia-lo, o despejando na caixa plástica preta que estava perto do banco em que o senhor de chapéu azul se encontrava sentado. E ao me retirar para regressar a piscina, ele elevou a sua doce voz anciã, perguntando-me:

    _ Atah Rotze coz cafeh (Você aceita um copo de café)?

    Então, de imediato lhe respondi:

    _ Ken, efshar (sim, aceito).

    Então, ele retirou de uma sacola de pano um bojão de gás pequeno e enroscou uma pequena boca de fogo nele, acoplando. Colocou o aparato ao solo, e retirou da sacola uma garrafa pet de coca-cola com água, uma pequena chaleira e dois copos de aço inoxidável. E, enquanto ele despejava a água no recipiente e ascendia o fogo com um isqueiro para ferventar, fez um sinal com as mãos para eu me sentar ao seu lado.

    Enquanto a água estava para ferver, nos apresentamos e ele me fazia inúmeras perguntas sobre mim e meu oficio. Perguntas comuns que eu já estava calejado em responder. E depois que ele preparou o café, comecei também a interroga-lo. Para minha surpresa descobri que ele não era judeu, mas árabe. Sendo que falava um bom hebraico sem sotaque e se vestia elegantemente, como um velho Ashkenazi. Além dele ter olhos de uma cor azul claros como o céu que estava sobre nossas cabeças. (…Nós, e nossos pré-julgamentos…).

    Ele me falou que viveu muito anos na Espanha, sendo um mestre sacerdote de Sufi gari (Tasawwuf), uma arte mística e contemplativa do Islão, assim como é a Kabbalah para os judeus. Ele viu o Magen David em meu peito, e disse que era bonito esse símbolo com um rosto do leão no centro. Também, me falou que esse símbolo em que os judeus se apropriaram o colocando em sua bandeira, é de muita importância para o Tasawwuf (Sufismo). E me revelou segredos importantes sobre o significado desse símbolo.

    Conversamos sobre muitas coisas, e eu o interrogava mais e mais, pois vi que esse senhor era muito sábio e ciente de tudo que falava. Ele me revelou coisas sobre a conduta do corpo, como postura e fala. Falou-me sobre pensamentos, músicas e danças místicas, e, sobre alimentação e jejuns para se ter uma vida espiritual equilibrada com o corpo físico. Nesse assunto, eu perguntei a ele porque não se deve comer carne de porco. Até porque eu já tinha perguntado a muitos rabinos e religiosos judeus o porquê de não comer a carne desse animal, e muitos não sabiam me responder ao certo. E os que respondiam, falavam que estava escrito nos Livros da Lei, a Torah, mas não sabiam perfeitamente o porquê.

    Diante da minha pergunta, ele sorriu e me disse algo em que fiquei atônito. Contava ele que os porcos eram seres humanos amaldiçoados, por levar uma vida sexual pervertida na sua última encarnação. Ele me disse que por isso dentre todos os animais o porco era o mais inteligente, e, que seus órgãos internos como fígado, rins e coração são muito parecidos com os nossos, pois na verdade era um ser humano que encarnou nessa condição com a total consciência de sua vida passada, mas que devido ao fato de estar em um corpo animal atrofiado não podia se comunicar para se revelar como tal. Nasceu nessa condição devido a decadência espiritual de sua vida anterior como ser humano, ao se entregar aos prazeres sexuais nojentos e tenebrosos, por isso esse animal pode levar até trinta minutos tendo orgasmos. E assim, veio nessa condição para viver em sua podridão, ao comer seu alimento e dormir misturado as suas fezes, mesmo tendo a inteligência de defecar em um mesmo lugar, são condicionados pelos seus criadores (seres-humanos) a viver junto ao seu excremento. Também, ele me falou que o porco não tem a capacidade de olhar para cima, não podendo ver o céu, e sua pele não pode ser exposta a luz solar por muito tempo, pois não consegue transpirar, e pela falta de umidade decorrente do suor pode sofrer fortes queimaduras. Nasceu para olhar para baixo e se esconder da luz, sendo forçado por essa natureza a viver na lama. Ele também me disse, que o porco é o animal mais amaldiçoado do que a serpente, pois os porcos são invulneráveis às suas picadas venenosas. E concluiu:

    _ É por isso que não se deve consumir a carne desse animal, pôr na verdade ser um ser-humano totalmente consciente em forma atrofiada. _ e, acrescentou me revelando algo_ Você sabia que não a diferença de gosto entre carne humana da carne suína… ambas possuem a mesma textura e sabor.

    Uau! Diante desses fatos que me foram apresentados por esse velho sacerdote Sufi, eu fiquei estupefato. E, entendi o porquê de George Orwell escolher os porcos para serem os protagonistas da revolução em seu romance satírico (Animal Farm — A Revolução dos Bichos). Provavelmente, ele sabia desse conhecimento do Tasawwuf. E isso me fez pensar, o quanto os antigos sabem do que não sabemos. Essas são respostas que não podemos encontrar no oráculo Google. Respostas de um velho de oitenta e poucos anos sentando em um banco de parque.

    O velho me vendo atônito, colocou seus aparatos de café na sua sacola, levantou-se, despediu-se e saiu sem mais nada a dizer.

    E lá no banco do parque de Kfar Saba fiquei com a mão no queixo, vendo os peixes e as nymphaeas. Tão Ignorado em minha ignorante aquariofilia.
  • Ação e Reação

    Tenho ouvido por ai a lei da ação e reação. Ela é usada em qualquer situação social e vou me ater, somente, no momento de desentendimento num relacionamento a dois, não vem ao caso qual seja o tipo de relacionamento, ampliarei para todas as classes, seja homo, seja heterossexual. Acontece que em momentos de conflitos conhecemos verdadeiramente quem é o nosso parceiro. Não é no sexo, nem no cinema, nem na casa da sua mãe, nem na viagem e no jantar romântico. É aqui (no desentendimento), que poderemos identificar qual é a sua personalidade e acredite: Se você não gostar da ação ou reação do seu parceiro, tome cuidado! Desde da violência física, verbal e consequentemente psíquica até aos atos de suposta traição ou desejo de trair. Acontece que no período de conflito é que demonstramos quem somos de verdade. O quanto de autocontrole e respeito para com o outro temos. Aqui demonstramos o nosso verdadeiro afeto e amor e o mais importante nossa índole. Se somos pacientes, altruístas, fieis, respeitosos e bondosos com o outro. O importante é se relacionar com quem lhe entenda e te aceite nos momentos felizes e saiba te tratar ainda melhor em tempos de conflitos. Mas por favor, saiba identificar e valorizar o comprometimento do próximo, pois você também está sendo analisado.
  • Acefalia aguda

               Muitos adolescentes brasileiros nascidos na primeira década deste século, e outros tantos jovens adultos da década de 90, se portam como verdadeiros doutores em História e Ciência Política. Pseudocríticos baseando suas vagas opiniões em velhos preconceitos, medos sepultados já há muito tempo e memórias deturpadas por pessoas que nem sequer puderam estudar História. Sem fundamentos empíricos e teóricos, não há História.
                Essa História, ciência da reconstrução do passado através dos vestígios deixados pelo homem no tempo e no espaço, é diferente da história, sucessão de eventos humanos em ordem cronológica e assimilável. O infante — geralmente aquele que filava as aulas de humanas, por considerarem-nas muito chatas ou irrelevantes para a formação profissional —, não saberá defini-la, pois não tem formação na área.
                Não saberá dizer também: Como se deu a conjuntura político-econômico de 1964? O que é uma Ditadura Militar? O que é um golpe de Estado? Como o Tenentismo contribuiu para a formação do “Superleviatã”? Qual o papel da extrema-esquerda na radicalização nas alas golpistas? Você já leu os atos adicionais e institucionais promulgadas pelo Executivo centralizador? O que é um político biônico? Etc.
                Você, que provavelmente deixará um ataque nos comentários desse texto e não uma crítica racional, não tem formação na área de História ou qualquer das Ciências Humanas. Não leu nem sequer um livro de História do começo ao fim e não viveu entre 1964 e 1985.
                Você caro leitor(a), provavelmente não viveu num período onde o salário diminuía na mesma proporção em que banqueiros enriqueciam com empréstimos bilionários com dívidas internas e externas. À censura. Uma época onde democracia se resumia a um bipartidarismo forçado onde o governo controlava ambos os partidos, seja com ideologia ou o braço forte da lei. A inflação galopante que elevava o preço dos alimentos. A precarização e privatização do ensino com a Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Onde homossexuais não podiam servir ao Exército, considerados doentes mentais. Época em que prisões arbitrárias, sem amparo legal tinham o aval do Estado. Onde assassinos são heróis. Golpistas democratas. Submissos das potências estrangeiras patriotas. Um tempo e que tortura era política pública e terrorismo de Estado ação de legalidade constituinte. Você, é um mero produto desse período.
                Antes que venham as acusações, eu não sou filiado a partido político. Não sou sindicalista. Não milito em quaisquer ONGs. Nem pratico esportes radicais!
                Minha legitimidade para falar de Ditadura Militar? Bem, digamos que sou graduando em História. Tenho mais legitimidade do que você, ou um youtuber, um blogueiro, qualquer influencer ou “personalidade da mídia”. E o melhor de tudo, meu argumento se fundamenta em princípios teóricos e empíricos, de pessoas que estudaram décadas para chegar à conclusão de suas pesquisas, sejam elas quais forem.
                Mais que uma crítica, lanço aqui um desabafo. Eu tenho muita vergonha de pertencer a uma geração que tem como único objetivo viver em alucinado egotismo. Pessoas que tem como única preocupação adquirir curtidas de pessoas tão acéfalas quanto aqueles que postam fotos entupidas de Photoshop. Crianças mimadas carentes de atenção.
                Sinto nojo de uma nação que escolheu candidatos conservadores, que acusam os próximos dos crimes que eles mesmos praticam nas surdinas como os bons hipócritas que o são. De um país que trocou o seu desenvolvimento para ver o seu processo de conquista ruir como um castelo de cartas marcadas. Uma pátria que tem como único objetivo devorar os seus sonhos de seus filhos e filhas. Se incitar o ódio de héteros contra LGBT+, de homens contra mulheres, de jovens contra adultos, de sulistas contra nortistas, de brancos contra negros... de brasileiros contra brasileiros.
    Vou deixar aqui referências o suficiente para aqueles que cultivam a ignorância, amorteça o seu despreparo perante a realidade:
    LEI Nº 4.024, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1961
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html>  acesso dia 26/03/2019 às 23:29 Hrs
    LEI Nº 5.692, DE 11 DE AGOSTO DE 1971
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-5692-11-agosto-1971-357752-publicacaooriginal-1-pl.html>   acesso dia 26/03/2019 às 23:40 Hrs
    Reforma tornou ensino profissional obrigatório em 1971
    Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/03/03/reforma-do-ensino-medio-fracassou-na-ditadura>    acesso dia 26/03/2019 às 23:48 Hrs
    Os currículos de História e Estudos Sociais nos anos 70: entre a formação dos professores e a atuação na escola
    Disponível em: <http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Elaine%20Louren%E7o.pdf > acesso em 26/03/2019 às 00:02 Hrs
    "O desafio de ensinar História durante o regime militar"
    Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-desafio-de-ensinar-historia-durante-o-regime-militar-ehc3qh8l0viwed9l42wawrz9q/>  acesso dia 27/03/2019 às 11:25 Hrs
    OS ESTUDOS SOCIAIS E A REFORMA DE ENSINO DE 1º E 2º GRAUS: A “DOUTRINA DO NÚCLEO COMUM”
    Disponível em: <http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1439700335_ARQUIVO_OSESTUDOSSOCIAISEAREFORMADEENSINODE1E2GRAUS.pdf> acesso dia 27/03/2019 às 11:43 Hrs
    Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/documents/186968/485895/Estudos+sociais+no+1%C2%BA+grau/4e96a598-50ec-491d-ab72-4ce2c50a9f3d?version=1.3> acesso dia 27/03/2019 às 12:00 Hrs
    Decreto nº 66.600, de 20 de Maio de 1970
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-66600-20-maio-1970-408046-publicacaooriginal-1-pe.html> acesso dia 27/03/2019 às 12:07 Hrs
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    _____. Ditadura e democracia no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
  • ADORADORES: VÍTIMAS DE VELHAS TRADIÇÕES OU SÁDICOS INCONSEQUENTES?

    A gratidão aos deuses e os seus reflexos para contribuição das desigualdades sociais ao longo dos séculos!
     
        Toda adoração, toda oferenda, e todo pagamento de dízimos aos deuses é acima de tudo um ato consciente ou inconsciente de corrupção, onde aquele que oferta, confirma de modo involuntário que deus pode ser corrompido por coisas insignificantes e desse modo conceder favores diferenciados ao que oferta. Do mesmo modo que uma pessoa suborna uma autoridade civil ou militar para ser beneficiado em algo, os que ofertam aos deuses fazem o mesmo com o deus qual dizem servir.
         Apesar de afirmarem verbalmente que deus é justo, que é pai de todos, que criou todos os homens e vê a todos por igual modo e que não precisamos nem pedir o que carecemos pois ele em sua onisciência já o sabe e em sua onipotência já o providencia, os crédulos nos deuses afirmam com todas as letras que a justiça e favores desse deus podem ser comprados, desviados e redirecionadas para quem pagar mais ou quem mais o bajular.
        Um deus eterno, auto existente, autossuficiente, onipotente e cheio de tantos outros atributos surreais a nenhum outro ser aplicável, que de nada precisa, mas que só funciona na base do toma lá, dá cá e se não for chantageado com louvores ou oferendas inúteis a ele mesmo, nada o fará por quem quer que seja! Seria cômico se não fosse trágico!
         Os que já se libertaram das amarras desse círculo maligno de temor-adoração-castigo e recompensa, sabem muito bem que deus algum nunca fez uso de nada do que a eles são ofertados, antes sim, toda uma hierarquia (gananciosa) de líderes religiosos é quem se vale dos recursos oferecido aos deuses para o seu próprio uso pessoal.
       Além disso, utilizam-se de tais recursos para oprimir e escravizar o próprio povo que o sustenta, aprisionando-os no mundo imaginário criado por eles, e deste mundo não mais sair. Quando não, tais recursos poderão ser revertidos pelo próprio administrador do templo em ferramenta de abuso não apenas sobre os crédulos, mas sobre todos quantos estiver no raio de alcance do operador dos recursos. Assim a conquista em nomes dos deuses ou para os deuses será a causa pela qual este irá convencer os fiéis a lutarem ao lado deles, e morrer por esta causa se preciso for.
       Foi com as oferendas dos fiéis que a igreja católica financiou suas cruzadas, tomando reinos, matando e destruindo todos quanto resistiam sua autoridade, fazendo isso em nome do senhor!
       Era também com as oferendas que ela financiava seu exército particular para invadir feudos, e destruir qualquer senhor feudal e seus subordinados que não estivessem de acordo com as ideias de dominação da igreja. Mesmo este senhor sendo leal à vossa santidade, se de repente a igreja encontrasse um ainda mais trouxa e mais subordinado que o atual, não tinha receio nenhum em destroná-lo para que o outro assumisse seu lugar, sujeitando a todos e explorando a todos para satisfazer o desejo de quem o pusera ali.
       Foi por meio de tais oferendas aos deuses que os inquisidores medievais obtiveram recursos para atravessar países inteiros a fim de torturar e matar todos quanto fossem acusados de heresia.
       É sob essa mesma relação maléfica entre pagadores e recebedores de oferendas, entre os atuais crentes e o seu deus, que os grandes líderes evangélicos dos últimos 50 anos tem crescido e influenciado de todas as formas a cultura e a política de nosso pais, decidindo para o bem ou para o mal, não apenas o destino deles, mas de toda uma nação, quando na verdade o intuito principal dos que lideram é apenas o de estabelecerem os seus próprios reinos, apesar de levarem consigo uma suposta bandeira de cristo.
        Nunca foi e nunca será para deus alguns as oferendas feita pelos homens! Todas elas são para homens comuns que se tornam deuses e agem como se fossem, à medida que crescem o número de fiéis, iludidos, ignorantes ou gananciosos, que se despojam do controle de suas próprias vidas, as entregam aos que dizem ser direcionado por algum deus.
        A ideia de que precisamos fazer oferendas aos deuses para estamos virmos, sermos abençoados por eles, ou termos privilégios especiais sobre tudo e sobre todos, distorce a percepção de realidade dos fatos, perverte todos os tipos de valores sociais, e faz com que seja justificável todos os tipos violências entre os homens, a fim de agradar seres que só existem no imaginário coletivo.
       A competição estúpida é notória sob todas as formas de culto, diante de todos os representantes dos deuses. Tem sido assim desde sempre, inclusive, segundo a própria bíblia, o primeiro homicídio da história ocorreu justamente quando dois irmãos disputavam sobre quem tinha a forma mais abobalhada de como deixar o seu deus (o deus de ambos) mais feliz. Um julgava que queimando animais teria mais vantagem do que queimando frutas para que o seu deus cheirasse (ficasse doidão) e concedesse privilégios ao que produzisse a fumaça mais estonteante.
        No passado, quem não tinha como ofertar aos deuses, achava-se menos favorecido em relação aos que tinham, e quanto mais a fortuna e os domínios dos que sacrificam aos deuses aumentavam, mais inferior se achavam os que nada podiam fazê-lo e maior era a opressão dos “abençoados” pelos deuses sobre os não abençoados. E as desigualdades sociais só aumentavam.
         Vale lembrar, que a exemplo de Abrão, cujos líderes religiosos usam-no sempre como exemplo primordial em tudo, inclusive na entrega do dízimo (Gênesis 14.20), os dízimos qual se referiam naquela época era um pouco de tudo, inclusive dos produtos de roubos e saques diversos. Ou seja, prevalecia a lei do mais forte ou do mais bem armado: homens se juntavam em bandos para atacarem pequenos vilarejos, subtrair os pertences dos residentes e trazer como escravos todos quantos eram úteis para trabalho braçal ou para prazeres sexuais. E deus estava com eles, segundo o que eles diziam!
       Ações covardes repentinamente direcionadas às mulheres, velhos e crianças ou às caladas da noite, eram vistas como um sinal de sabedoria dos deuses por aqueles que ficavam vivos para contar a história. A própria “bíblia sagrada” está recheada de exemplos como esses, de supostos heróis da fé, que na verdade não passavam de covardes, sanguinários, delinquentes e esquizofrênicos. Depois de pilharem tudo, os “vencedores” se juntavam à beber, dançar, festejar e louvar aos seus deuses pela vitória alcançada, depois de terem saqueados vilarejos inteiros, matado seus habitantes e reduzido às cinzas tudo que o que por acaso ainda restava ficara de pé!
        Assim traziam os dízimos aos sacerdotes nos templos (ou seja, o produto de roubos e saques e latrocínios diversos) e “deus” os abençoavam. Quando podiam, traziam também os produtos agrícolas ou manufaturados de seus próprios feitios. Mas quem vive o tempo inteiro planejando em subtrair os bens alheios, quase não tem tempo de produzir nada, não é mesmo?
        Em recompensa os sacerdotes concediam posições sociais privilegiadas ao lado deles, aos maiores dizimistas e estes por sua vez podiam desfrutar de diversas regalias, poder e autoridade enquanto estivesse dessa forma. Ainda hoje é assim e nada mudou (prova que o culto aos desses é uma ancora que empaca no mesmo lugar o grande navio da evolução humana)!
      Em outras palavras, ninguém agrada a deus, adora adeus ou oferta nada aos deuses! Todos os que o fazem, estão direcionando seus recursos, poder e autoridade à pessoas comuns, que se tornarão especiais não por que tenham nada em especial, antes sim por que a sociedade o desenhou para ser assim.
       Do mesmo modo que todo poder vem do povo, para o povo, em favor do povo ou contra o povo, nenhum líder religioso, de religião nenhuma, de igreja alguma tem autoridade divina nenhuma, e quem disser que tem, não passa de um mentiroso, falastrão! Toda autoridade que eles alegam ter, vem da submissão cega do povo e qualquer um que entender isso, e tiver coragem de “pular fora” desse lugar de doido, tornar-se-á livre do julgo destes líderes e dos deuses que eles dizem representar.
        Em um ambiente religioso, ainda que ninguém oferte nada hoje em dia por nada ter, mas se se concordar e transmitir os ideais dos donos das igrejas, terá a mesma serventia de quem doa alguma coisa, pois fará com que crianças cresçam nessa mentalidade e assim perpetuem esse pensamento retrogrado que serve na maioria dos casos como pivô principal das desigualdades sociais. Evangelizar é apenas convidar pessoas livres para serem súditas de pastores, bispos, padres e todos os que dizem representar uma divindade. Mas todos o que o fazem dizem ou acreditam que estão angariando almas para o reino de algum deus.
      Quem sai as ruas à evangelizar, julga estar pregando o reino de deus e a liberdade que esse o traz, quando de fato, prega apenas o reino de sua própria igreja e a submissão total a toda uma hierarquia de homens (na maioria dos casos), mal intencionados, oportunistas e vigaristas. Pior que isso, é que todos eles conseguem ser capazes de fazer com que a pessoa desenvolva sentimento de gratidão por estar sendo oprimido, sujeito a todos os tipos de desejos do liderado, inclusive dos desejos sexuais, á exemplo dos quais todos os dias passam nos noticiários de todo o planeta, onde “deus” esteja guiando um líder religioso qualquer.
      É errado desenvolver sentimentos de gratidão por algo ou alguém?
      Não, claro que não! Desde que esse alguém seja real, seja útil e tenha feito realmente algo de bom por qualquer pessoa! Podemos e devemos ser gratos sim as pessoas reais que por meio de ações ou palavras trazem algum tipo de melhora as nossas vidas.
      Porém, agradecer a seres imaginários ou a seus representantes por serviços prestados por pessoas reais pode ser no mínimo um ato de desrespeito ao benfeitor.
       Triste sina da humanidade! Escravizada pela ideia de um deus malvadão que nos observa o tempo inteiro para nos punir, se veem na obrigação de fazer pagamentos e devoções constantes aos que dizem ser seus representantes para por estes não serem punidas ou exclusas da sociedade.
      Mas será mesmo que precisamos fazer isso? Ou tudo não passa de uma patifaria? Não seria essa uma forma suja que encontramos de desviarmos recursos, energia e poder para gente gananciosa e negarmos gratidão a quem realmente deveríamos?
      O mundo com certeza seria um lugar bem melhor, se não “existissem” tantos deuses, fazendo nada e querendo levar crédito por tudo!   Sentir-se grato por algo ou por alguém é totalmente diferente de agradecer a deus e lhe dever louvores e serviços intermináveis por coisas que ele nunca fez.
      Você pode sentir-se grato com você mesmo, por ter alcançado uma meta; a uma pessoa que o ajudou em uma necessidade; aos seus pais pela guarda, cuidados e valores ensinados; aos seus mestres pela paciência e dedicação na transmissão e aplicação do conhecimento; ao seu empregador pela oportunidade trocar serviços por dinheiro para o seu sustento e até mesmo ser grato com o seu animalzinho de estimação pela agradável companhia que este lhe proporciona, porém é na gratidão a deus, que um dos mais perversos sentimentos humanos é estimulado: o SADISMO, ou seja o prazer explícito ou implícito na dor alheia, em detrimento ao próprio confortou ou prazer pessoal ou grupal.
       No próximo texto concluiremos esse raciocínio! CONTINUA...
  • ALGUÉM PARA IDOLATRAR, ALGUÉM PARA ODIAR!

    A triste saga das mentes vazias em um mundo vasto e complexo
     
      “Parem o mundo pois eu quero descer”; “Tudo o que não sou capaz de entender eu condeno, persigo, menosprezo ou idolatro”; “Gostaria de olhar as pessoas sempre do andar de cima, mas a minha mentalidade e o meu caráter me põem sempre no borralho”; “Se alguém de minha estatura alcançar apenas um degrau acima do meu, eu tentarei à todo custo trazê-lo de volta ao seu estágio anterior para que eu não me sinta ainda mais diminuto”; “Não sei identificar o que sinto ou o que penso por isso estou sempre atacando indevidamente os outros ou me escondendo atrás dos deuses, demônios ou de ideologias momentâneas para que não vejam quem realmente sou”; “De fato, nem sei quem sou, mas posso ser a representação de tudo o que querem que eu seja, principalmente se for rasa e passageira, que faça com que todos os que surfam esse tipo de onda sejam vistos como seres inteligentes e antenados com o mundo...”
      Se a sinceridade de algumas pessoas pudesse falar mais alto que suas manobras pirotécnicas para esconder seus vazios existenciais, esses seriam os principais gritos de socorro emitidos de suas almas!
      Não é demérito algum admitir ou enxergar que vez ou outra na vida podemos estar desnorteados, à deriva, vivendo apenas de seguir tradições e imposições ou sob instintos primitivos diversos pertinentes a todos ser confuso e amedrontado.
       Perigoso mesmo é permanecer nesse estado e fazer disto um estilo de vida! Pior ainda é torna-se um agente fiscalizador alheio, usando métodos de repressão contra tudo e todos que enxergam além dos nossos horizontes, que possuem a coragem de enfrentar o comodismo, de ser ou fazer diferente em beneficio próprio ou de muitos ao seu redor.
      Por falta de personalidade própria, ou pela falto do uso correto das faculdades mentais provocados por algum sistema alienador, muitos vivem sob uma linha tênue onde venerar ou odiar são as únicas opções de respostas para quase todo estímulo nessa vida, sempre achando que os que não são ou pensam como eles estão contra eles.
      Isso não é verdade, nunca foi e nem precisa ser! Os que vivem o tempo inteiro na defensiva ou na ofensiva desnecessária, além de ter uma vida medíocre, tentam fazer com que a de tantos outros se torne um inferno. O pior é que acabam gostando disso, ou acham que isso é algum tipo de virtude, uma grandeza a ser eternizada por futuras gerações.
      Sentir-se grande ao tentar diminuir os outros é a principal arma dos medíocres. Sem argumentos para argumentar atacar ideias, eles atacam pessoas e se pudessem exporiam até suas vísceras como se fossem troféus, nesse tipo de guerra covarde fazendo com que o outro ne tenha chance de se defender. Um tolo ascende a um trono imaginário toda vez que enfrenta uma pessoa equilibrada, principalmente se esta desce o nível e passa rastejar como ele o faz.
      O mundo virtual é um campo fértil para constatar (ou repetir) esse tipo de comportamento!
      Nem é preciso máquinas complexas para minerar essas “pérolas”. Elas estão sempre expostas e podem ser encontradas em demasia em todas as superfícies das redes sociais.
      Um comportamento que até 20 anos atrás era fruto principalmente de círculos religiosos e políticos, hoje ganhou proporções avassaladoras, fazendo com que qualquer um com cérebro de um tamanho de uma ervilha possa mostrar uma perversidade do tamanho de um planeta, promovendo o caos sem remoço nenhum.
      Alguns entre esses até pensam que ao fazerem o que fazem, estão prestando um serviço útil a humanidade. Outros apenas se divertem quando percebem que foram capazes de tornar o dia (ou toda vida) de alguém mais difícil e dolorosa.
      Não estou me referindo nesse momento as “tretas” entre amigos, que de forma habitual e jocosa tratam-se de modo cordial entre eles, usando tipos e linguagens pertinentes aos grupos sem que ninguém se sinta diminuído, antes sim pertencentes ao meio.
       Me refiro aos ataques deliberado, intencionais, espontâneos e propositais de pessoas desconhecidas, feitas de forma pessoal a outras pessoas sem que estas lhes tenham feito absolutamente nada para incendiar tal ira.
      Pior que sempre há plateia para esse tipo de inquisidor das trevas.  Pessoas que acham pesaroso usar alguns minutos do próprio tempo buscando algo que as façam evoluir, mas que dispõem de todo o tempo do mundo quando o assunto é por tropeços na vida alheia. Pessoas que sofrem da “síndrome de Dick Vigarista”, que mesmo estando perto da linha de chegada, prefere parar e colocar obstáculos no caminho de outros “competidores”, desse modo perdem a corrida e depois vivem a lamentar. Pessoas que clamam pela paz, mas não perdem uma oportunidade de iniciar uma guerra...do nada!
       Outro dia por exemplo, estava pesquisando sobre como transformar o conteúdo que produzo por escrito em material audiovisual e me deparei com uma situação estarrecedora: uma jovem senhora muito triste, quase chorando narrava um acontecimento recente que lhe ocorrera na semana anterior. Um vídeo que ela havia publicado trouxera-lhe como resultado principal, uma avalanche de ofensas pessoais, palavras de baixo calão, além de várias outros insultos, onde nos comentários pessoas de pouco cérebro faziam chacotas sobre sua cor de sua pele, sua aparente idade, sua cara limpa sem uso algum de maquiagem, seu português com pronuncia diferente devido ao fato de a mesma estar há muitos anos morando fora do brasil e outras coisas mais.
       Pelo tamanho dos insultos que ela estava recebendo, achei que ela havia falado mal de algum líder político ou religioso muito amado pelo povo ou quem sabe, ela tivesse alfinetado alguma “celebridade lacração” do momento e se dera mal.
       Mas não! Depois de averiguar o conteúdo exposto por ela, percebi que o “crime” que ela cometera fora postar um vídeo ensinando pessoas comuns a usar o tempo ocioso para ganhar dinheiro, fazer cursos gratuitos ou aprender coisas úteis que possam ser aplicadas no dia a dia. Esse fora o crime dela.
       Ela não citou nome de ninguém, não ofendeu a ninguém e não se dirigiu de modo pessoal a quem quer que fosse. Ela apenas falou de como pessoas de diversos cantos do mundo estão usando as novas tecnologias para conseguir em pouco tempo o que nossos pais e avós não poderiam conseguir durante toda vida e que muita gente desprezava ou desconhecia tais possibilidades. Ela relatou inclusive como ela mesma conseguiu sair da pobreza vivendo em uma cidade pequena no interior do Brasil e se tornar uma pessoa bem sucedida morando de forma legal em vários países do mundo usando apenas a cara, a coragem e o uso correto dos recursos disponíveis.
       Outro detalhe importante é que ela não postou tal conteúdo em grupo privado ou na página pessoal de outra pessoa e nem impôs ordenança alguma para que os outros vissem o conteúdo produzido por ela. Ela o fez de forma gratuita na própria página, destinada principalmente aos seus seguidores e mesmo assim pessoas desocupadas fizeram questão de ver o conteúdo apenas para ofendê-la e tentar humilha-la por ela ser quem é, fazer o que fez ou chegar onde chegou! Quando a gente vai conferir o perfil de quem as atacou...melhor nem falar!
       Neste caso, entre as dezenas de comentários maldosos ou pervertidos, notei apenas 2 de agradecimentos, cuja feitor estava feliz, pois o mesmo tinha uma comércio com um baixo faturamento, aplicou o que vira no vídeo dela e com isso conseguira elevar seu faturamento em até 3 vezes mais fazendo o que já fazia antes (comércio varejista de produtos alimentícios), usando apenas os recurso ali apresentados, nunca antes observado por ele.
       Se esse fosse um caso isolado seria bom. Se esse fosse o único caso seria melhor ainda! Mas não é! Há milhares de casos como esses, de ofensas gratuitas feitas por gente acovardada, ou “militontos” de alguma modinha passageira que deseja “lacrar” às custas da desconstrução do caráter ou da personalidade alheia. Alguns desses casos acabam em processos milionários, outros até em tragédias...
       Nesse intuito de aparecer, de ser notado de alguma forma, de ser considerando inteligente por vociferar desafetos contra alguém realmente notório, ou de ser considerado grande por “enfrentar” alguém que de fato o seja, esse tipo de pessoa apresenta um comportamento orbitando sempre nesses dois polos: ALGUÉM PARA ODIAR e ALGUÉM PARA “AMAR”, indo quase sempre de um extremo ao outro em questão de segundos.
       Alguns destes que tentam expressar “amor” quando se dirigem ou defendem seus objetos de culto, esperam ser notados por estes, se não o forem, todo o mel destes se tornará em fel, e de defensor se tornará perseguidor até que o seu ídolo reconheça seu “sacrifício”,  caso contrário, destilará ódio pelo resto da vida contra o “ídolo ingrato”.
      Esse tipo de comportamento é peculiar aos fanáticos partidários em períodos eleitorais, que depois de conseguir centenas de desafetos defendendo o “candidato certo”, poucos dias depois constata que o mesmo se tornou amiguinho do “candidato errado”, e agora esse guerreiro esquecido cobra vingança por ter lutando uma luta in gloriam.
       Pena que esse não o único motivo para fazer surgir os “Dom quixote da injúria” que em todo lugar tem.
       A ira destes pode ser apontada para qualquer ângulo basta alguém ordenar. Basta não ser capaz de entender o outro. Basta perceber a própria miséria. Basta perceber que o controle absoluto de todas as coisas não lhe pertence que esse cavaleiro negro surge das trevas do seu próprio interior para fazer novas vítimas e depois voltar para o seu vale sombrio que é a sua própria vida.
       As redes sociais amplificaram esses tipos de “corajosos” e “corajosas”.
       Alguns com rostos e outros sem. Tanto um quanto o outro com a coragem de um leão para se intrometer na vida alheia e a força de um gatinho para solucionar os próprios problemas.
       Outro sintoma social doentio altamente letal às democracias produzidas por estas pessoas é o fato de tornar tudo e qualquer coisa em armas de politização ou ideologias baratas. Se vão ler um livro (quando leem) precisam certifica-se primeiro se tal obra fora produzida por direitistas, esquerdistas, feministas, globalistas ou qualquer outro “istas”.
       Se uma obra qualquer for produzido por alguém “do contra” toda obra em si cairá em demérito, com tentativas até de banimento total de tal produto.
       Os tais são capazes de fazer com que obras criadas no passado que não pertenciam (e nem pertencem) a nenhum tipo de ideologia ou partido sejam atualmente repugnadas ou idolatradas pelo simples fato de uma das partes “apossar-se primeiro” do conteúdo ou autor.
       Se um esquerdista por exemplo afirma gostar de determinada obra ou autor, um direitista (demente) passará a odiar tal conjunto só para ser oposição, e amará ainda mais tudo o que “pertence” ao seu grupo, fazendo com que grandes feitos da humanidade inteira pareça ser propriedade de um grupinho de mentalidade abominável.
        Vale lembrar que as prisões e cadeias estão cheias de pessoas que poderiam estar livres, mas tiveram o desprazer de cruzar com um tonto desse tipo e fizeram besteiras. Outros sofreram prejuízos ou tiveram suas vidas ceifadas pelos tais.
       Viver é um desafio diário. Viver entre esse tipo de gente é um desafio maior ainda. É preciso serenidade e sobriedade em alguns casos e severidade em outros para que os tais não tornem toda sociedade em um gigantesco hospício ou em uma zona de guerra.
      Um cego não pode conduzir outro cego sem que ambos sofram danos severo. Sob a luz da razão, o bom senso a razoabilidade podemos iluminar nossos passos e seguir de guia (apenas) para os que realmente desejam.  Os que possuem luz própria tem maior destaque nas noites tenebrosas. REVEJAM SEUS CONCEITOS!
       Saúde e Sanidade a Todos!
  • Alguns de Nós

    Biu faz bico de homem-aranha para completar o orçamento. Estava pulando e dançando num daqueles ônibus turísticos da cidade.

    Na terceira fileira de trás para frente, na janelinha, um garotinho de nove anos observa o herói. Sabia que não era o verdadeiro, mas estava admirado assim mesmo. Queria ser um super-herói mais do que tudo na vida.

    Na calçada, uma senhora de meia idade enxerga os olhinhos brilhantes do menino que passeia despreocupado no ônibus. Sempre dizia que não, mas no fundo queria muito ser mãe, sempre quis. Agora era tarde, estava velha demais.

    A poucos passos um jovem casal passeia de mãos dadas. Cada um imerso em seus próprios pensamentos. O rapaz vê a coroa que caminha à frente e dá asas à imaginação. Tinha tara por mulheres mais velhas e aquele bumbum tinha o tamanho e o formato que ele mais cobiçava.

    Encostado na porta de correr de uma loja falida, um mendigo finge dormir, mas acompanha o casal que passa. Roupas de marca, cortes de cabelo impecáveis, vida ganha. Lutava todos os dias por um prato de comida, mas não culpava ninguém por suas desgraças. Trocava o prato de comida que fosse por mais uma dose. De preferência direto na veia.

    Estressado, um senhor de cabelos branquinhos passa olhando tudo ao redor. Pensa em como vai conseguir terminar o mês só com sua aposentadoria. Não dá para viver de forma digna e ser honesto ao mesmo tempo. Teria que escolher. Quem dera não tivesse que se preocupar com isso, como aquele mendigo. Sujo, faminto, mas dormindo em horário comercial de um dia útil.

    A estagiária mal começou sua carreira e está por um fio. Sobrecarregada com tanto trabalho, nem sabe por onde começar suas tarefas. Já paga a previdência, e conta os anos que faltam para se aposentar. Aquele senhor, por exemplo: passeia a hora que quer. Nem precisa pagar ônibus. Mas falta muito ainda. Falta tudo!

    De bicicleta o entregador escuta seu walkman enquanto procura o número do prédio em que deve deixar o pacote. Tem fome, e não ajuda em nada ficar entregando sanduíches por aí. Do seu destino sai aquela gatinha, a estagiária. Cara, quando teria coragem de falar com ela? Essa sim era para casar, tinha um futuro e tanto.

    De terno, gravata e pasta na mão o advogado percorre o caminho de seu carro até o escritório. Faltava mais uma quadra e parecia que ia morrer. Suava por causa do calor e amaldiçoava a vida por não ter uma vaguinha mais perto. De que adiantava ser um dos sócios do escritório e sofrer desse jeito? Queria estar como aquele rapaz, que passa o dia trabalhando de bermuda e camiseta, guiando uma bicicleta. Trocaria na mesma hora se desse para manter seu salário.

    Biu largou a faculdade no primeiro semestre. Sonha em voltar e, algum dia, trabalhar em um escritório, andar chique e elegante de terno e gravata, como aquele cara. Por enquanto, não tinha jeito, precisava dar duro fazendo bicos de homem-aranha.
  • ALIEN

     
    A beleza é só mais uma ilusão:
    outra forma de dominar o ser,
    encaNcerando-o numa prisão,
    ainda que pelo próprio prazer...




    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005. 226 p. Página 177.



  • Amor e Pensamento (Novo trabalho que estou produzindo)

     - O que é o amor?
     - Será uma folha seca no chão?
     - Ou uma estrela no céu?
    É assim que começarei, sim. Não é fácil assentir com o que não entendemos. Por isso costumo me limitar em fazer atividades mais simples, compreensíveis. Sei de meu intelecto, talvez tu que estejas a ler isto não devas estar entendendo muito sobre que fazes aqui, com este escritor, que para mim de nada vale.
    Limitarei em fazer um breve resumo, é a forma mais honesta de começar meu trabalho aqui. Não sou tão bom em me expressar, então vou começar bem devagar, para que assim possa me soltar aos poucos. Isto era para ser uma história de amor, mas também de recuperação. O regozijo dos impetuosos, o desnudar infindável de uma sonda eletromagnética incólume em seus costumes, prazeres, sentimentos... Assim gostaria eu de encerrar, “EXISTIR OU COEXISTIR?”.
    Não quero falar sobre mim, então vou falar sobre coisas que adoramos (já que tenho vergonha de falar dela), então decidi falar sobre minha Hipocondria. Uma vez, no trabalho, estive pensando será que tudo que sentimos não são dois lados de um mesmo sentimento? Substancialmente o que impede o ímpeto do ego?
    Segundo a Psicologia o Superego é o aspecto moral da personalidade do indivíduo, de acordo com meu bom amigo Sigmund Freud. Então, quando um indivíduo fica no estado popularmente chamado “paixão”, é uma paixão de intelecto ou desejo?
    Uma vez Sócrates foi questionado da seguinte maneira:
    “O amor é mais digno de piedade do que de inveja. Se cederes aos meus desejos, não me verás à procura, na tua intimidade, de um simples prazer efêmero. Hei de estar vigilante a que nos liguem interesses duráveis, pois que, liberto do amor, sou capaz de me dominar – FEDRO.”
    Ainda me lembro, foram precisamente estas palavras que vi aquela vil alma recitar, solenemente. Ali entendi, “AQUI JAZ O AMOR” poderia escrever em minha lápide. Mas como ainda não estou morto, decidi que viverei. Aliás, o que é existir? Existe existir em pleno estado de gozo?
    O grande erro das pessoas atuais é crer que existir é EROS (desejo), sucumbindo assim as necessidades mais vis e pueris do ser. Não surpreendo-me saber que nos dias atuais o índice de suicídio sobe alarmantemente.
    Não tenho a intenção de fazer destas anotações um diário sobre a minha ríspida rotina do dia a dia, ou sobre como levianamente coexisto nesta sociedade, mas, para falar sobre o amor à Filosofia.
    Filosofia não é aquele que a estuda, porém aquele que faz. Todo ser racional possui o livre exercício do pensar. Então, se eu te dissesse que em nosso organismo nós liberamos energia constantemente ao universo através de nossos pensamentos? Daí, tu me falarias. “Mas Neegan, isto é, metafísica, não há comprovações nenhuma sobre este respeito!”
    Desculpai-me, andei prendendo-te em minha melancolia desgrenhada e indelével. Por hora, então, pararei, pois somente deste modo irei contar sobre minha história de amor e filosofia.
  • Andarilho lírico

    Luz.
    Carreira.
    Mesa suja e cheia. 
    Jurídica justiça sem juz.
     
    Injusta.
    assusta.
    Frusta.
    Reproduz. 
     
    Palavra entre beco.
    Rua sem saída. 
    Idai desprovida.
    Bico seco. 
     
    Boêmio e teco.
    Malandragem. 
    Boteco.
    Abordagem. 
     
    A vida enquadra.
    De toca a ladra. 
    Se emboca.
     
    Desbocada 
    Singela 
    Madrugada.
    Em aquarela.
    Água com churumi.
    Temperada com chimi churry 
    Ilustre término impune. 
    Clima tenso na viela 
     
    Elegante 
    Nada Atlético
    Cético viciante.
    Eclético coisa de patético.
    Ofegante de terno o miliante.
     
    Situação contrária.
    Sem aliado extra.
    Trancado.
    Deitado.
    Calor insuportável.
    Me passa um cigarro
    ( por favor )
  • Animais

    Refletindo cronologicamente vivemos pareados com a propriedade transformando o homem no pior dos animais. Se na linda natureza leões protegem seus filhotes, na civilização o homem protege a sua propriedade.
  • AO NADA

    Aspiro em livrar de minha carne
    Infelizmente,
    Vivo regado no excesso de dopamina
    Vivo a repugnância de Roquentin

    Sou um ser, um genuíno ser
    Aprisionado em um turbilhão de noções ambíguas
    Sou um ser, apenas uma causalidade
    Aprisionado em não poder te ter pela eternidade

    O que florescerá se deter de tudo e não ser nada?
    O meu "eu" é o próprio nada (tu és também)
    Procuro-te, procuro te repelir de minha essência
    Não é viável, sou talhado ao nada
     
  • Apenas um sonho

    Descobri meu refúgio em você
    Vivemos o melhor que a vida tem,juntos
    Contra todos,vencemos
    Mas,onde você foi?

    Sinto que não posso te encontrar
    E a solidão aumenta a cada segundo
    Lembro de cada sorriso seu
    Não pode ter ido embora

    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar

    Nosso amor não se perdeu
    Quero cada segundo da minha vida com você
    Só te encontro nos retratos
    A sua espera a toda hora

    Minha vida virou uma escuridão
    Talvez ainda exista no meu sonhos os seus sorrisos
    Não posso ter te perdido

    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
  • Aprisionados em nossos pensamentos

    Aprisionados em nossos próprios pensamentos de derrota mais profundos,não conseguimos nós soltar para coisas grandes alcançar
  • APROPRIAÇÃO CULTURAL E O MOVIMENTO NEGRO

    O que é apropriação cultural?
    Apropriação cultural é um fenômeno social identificado como a usurpação de elementos culturais de um grupo étnico-racial por parte de um grupo dominante.
    POLÊMICA:
    Há poucos anos atrás surgiu uma polêmica em torno de uma situação inusitada. Uma mulher branca que usava turbante foi interpelada por uma mulher negra que a disse que esta não poderia estar fazendo uso deste adereço por não negra. Para muitos o fato a mulher que usava o turbante não pertencer a raça identificada com a cultural da qual advém tal adereço faz com que essa não tenha o direito de usá-lo, para outros o simples fato desta não entender o significado intrínseco ao objeto lhe tira a legitimidade para isto e para tantos outros isso não passa de uma simples bobagem e um radicalismo dos militantes do movimento negro.
    MAS E BRANCOS PODEM USAR TURBANTE E DREADS?
    Bom, não é bem essa a questão...
    Vamos lá!
    Primeiramente não se deve analisar de um ponto de vista individual esse processo, tão pouco acreditar que este tipo de ação intempestiva é algo defendido indiscutivelmente pelo movimento negro.
    A apropriação cultural deve ser vista da ótica estrutural, pois é assim que ela atua. Quando dreadlocks são vistos de maneira pejorativa em negros e vistos de maneira positiva em brancos temos um exemplo de apropriação cultural, isso reflete individualmente, porém só pode ser identificado e combatido na ótica estrutural.
    Esse processo se torna ainda mais depreciativo quando usurpa elementos de uma cultura historicamente marginalizada, perseguida e silenciada como a cultura negra, que já sofre há muito tempo com esse tipo de fenômeno ao redor do mundo. É nítido o processo de apropriação do Rock, a tentativa de embranquecimento do movimento Hip-Hop e são inúmeros os casos de desfiles que usam elementos dos vestuários africanos usando apenas modelos caucasianos. Isso mostra uma estrutura de substituição da figura étnico-racial ligada a um elemento por uma figura de outra raça, que passa a usufruir das benesses, da beleza e dos lucros gerados por esses elementos.
    E QUAL A SOLUÇÃO?
    É notório que esse não é um problema simples, pelo contrário, é muito complexo, sendo ligado a uma estrutura racista e etnocentrista secular, que encontra grande sustentação no sistema capitalista. Mas é importante ressaltar o caráter estrutural desse fenômeno, para que possamos ampliar nossa visão e encontrar caminhos mais consoantes para enfrentar esse grande problema.

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