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  • ...E NOS LIVRAI DESSE MAL, AMEM!

    Antes de mais nada, deixo claro que nesse texto, não estou atacando pessoas de modo particular, nem suas religiões. Estou combatendo ideias! Se te ofenderes com coisas tão pequenas, é sinal que seu deus é uma ideia e não um ser pessoal, imutável, inalterável, inatingível e soberano. Ideias vem e vão, o que é real e verdadeiro prevalece! Não fique amedrontado!  Minhas ideias só modificam o que pode ser mudado!
       Há um mal imposto a ferro, fogo e sangue nas sociedades teístas, que é a ideia criada dos deuses carrascos, irados, perversos, sanguinários e vingadores, cuja imagem, deu poderes as igrejas cuja força eclesiásticas é superior ao poder do estado laico, da ciência e da educação, fazendo com que as pessoas vivam suas vidas em constante estado de medo e ameaças. Um mal que precisa ser sanado se realmente desejarmos evoluir como seres humanos e diminuir as desigualdades sociais. Um conjunto de ideias contraditórias e auto anulativas sobre seres metafísicos que precisam ser reavaliadas para que os padrões de comportamento individual sejam melhorados em cada indivíduo ao assumirem responsabilidades pelos seus atos. Um mal que felizmente tem cura.
       Uma loucura que precisa ser tratada. Um aglomerado de pensamentos e conceitos filosóficos que precisam ser reavaliados um a um. Um mal que faz com que as pessoas deem mais prioridade em relacionamentos com seres imaginários, enquanto desprezam e desonram as relações pessoais entre seus semelhantes em nome de propósitos bizarros, esperando receber algum tipo de recompensa vindoura. Um mal que faz com que tolos governem enquanto sábios amordaçados. Um mal que enxerga a racionalidade como sendo uma ameaça e não como ferramenta para nosso progresso.
        Um mal que leva pessoas sãs, ao comprarem tais ideias a se colocarem nas condições de loucos, paranoicos, esquizofrênico, idiotas e coitadinhos, para alcançar desse modo a suposta atenção do ser superior qual foram ensinados a venerar e temer ou a atenção de seus representantes que fazem questão de manter as pessoas nesse estado medíocre de espirito, pois é desse modo que realizam suas fantasias de grandeza ou obtém sua fonte de lucro e sustento. Um mal que provoca um estado alterado de consciência fazendo com que pessoas normais e livres se ponham em condições de escravidão psicológica, enquanto anunciam aos quatros cantos do mundo que são livres. Pessoas que são levadas a viver toda suas vidas com medo de um ser superior, desenhado com propósitos de domesticação de indivíduos, para fins de manobras de manipulação em massa.
        Um mal que reduz o ser humano a nada, que retira deste sua capacidade racional, evolutiva, criativa e cooperativista, e o transforma em máquinas de guerras, prontas a matar para defender o invisível, e a doar todos os seus recursos se necessário, por uma causa desnecessária, desprezando as causas vitais ao bom funcionamento social. Nesse estado mental, enviam-se pessoas a matança todos os dias em países estrangeiros, fazendo-as acreditarem que estão ganhando “almas pra jesus ou pra Alá” quando na verdade estão apenas subjugando outras pessoas a um modo doentio de ser, enquanto os senhores do rebanho aumentam suas fortunas e divulgam suas marcas.
         Baseado nessa crença coletiva criada e doutrinada a todos os nascidos em tal região, muitos líderes fazem fortunas, expandem seus territórios, manipulam políticos, e demonizam o sagrado enquanto divinizam o banal. O aperfeiçoamento das relações humanas, a busca coletiva para os problemas de moradia, curas de doenças, educação e segurança deveriam ser metas “sagradas” buscada por todos, mas a igreja as torna banal quando usa do discurso religioso, para extrair valores monetários como oferenda aos deuses que de nada precisam e incentiva a da devoção a imagens de ídolos vivos e mortos como sendo coisas realmente importantes. O lixo vira luxo, e o sagrado vira profano nesses aspectos de entendimento.
       A ideia inserida em nós, que somos pecadores, imundos, trapos, farrapos, lixo, pó e cinza e que precisamos de uma salvação comprada, financiada sob 10% de tudo que ganhamos, durante o tempo em que aqui vivermos, deve ser questionada, combatida debatida, reavaliada e banida se realmente almejarmos uma sociedade mais justa e equilibrada. Qualquer divindade rica, majestosa, poderosa e dona de tudo, e que vive a esmolar adoração e tributos de quem quer que seja deve ser questionada no profundo do nosso ser. Quem já tem tudo não precisa de mais nada! Se as divindades são ricas e poderosas devem ajudar ao povo por que tem em abundancia e não exigir sob duras ameaças aquele que nada tem além do próprio sustento. Divindades que estimulam em suas casas de adoração, a ganancia, a soberba, a trapaça, a inveja e a cobiça também devem ser duramente questionadas e postas contra a parede. É por males como esses que afundamos na imoralidade e corrupção. Deveria se envergonhar qualquer ser dito superior que vive a fazer das reuniões de fé coletiva, suas casas de apostas, onde uns poucos ganham tudo, e a maioria fica sem nada. Cassinos e bingos chegam a perder para certas casas de apostas tidas como casas de adoração. Igrejas que estimulam a cobiça e ambição não querem outra coisa senão um grupo de apostadores viciados para enriquecer os donos da casa. Doe 1 mil e deus te devolve 2 mil. Isso não é evangelho, isso é aposta!
       Primeiro te fazem acreditar que você é um pecador, para depois te venderem uma salvação que dizem ser de graça, te prendem em currais, vigiam seus passos e te ordenham de todas as formas possíveis, e quando não é possível a ordenha, usam a ideia de inferno para te manter nesses recintos enquanto usam sua força voluntária para a expansão de um reino nefasto e opressor, de modo que algumas lideranças vivem montados nas costas do povo sem fazer esforço algum. Se a moralidade e o pecado de uma pessoa é medida por suas ações, sou forçado a dizer, que os humanos, por mais falhos que sejam, tem um senso de moralidade superior a dezenas de deuses de várias religiões ao longo da história, incluindo o deus cristão do antigo testamento e ao do novo que nada faz para conter o avanço dos exploradores da fé, dos que usam seu nome para ludibriar o povo. Tanto o que executa a ação sendo representante, quanto o que se omite de corrigir a ação sendo ser superior, são cumplices dos mesmos atos.
       A ideia de que somente pessoas de batinas, de paletós, ou que carregam livros de capa preta na mão, são as únicas pessoas capazes de fazer com que o divino nos aceite, nos receba e nos perdoe por crimes que nunca cometemos, foi criada e mantida a todo custo, com o intuito único de criar segregação, criando-se a ideia de que existem pessoas mais importantes que outras e desse modo os “ungidos” vivem levando vantagem em todos os aspectos sobre os demais dentro e fora dos círculos religiosos. Um ser superior cujo desejo de justiça seja sua causa principal, jamais concordaria com esse tipo de coisa, e jamais esperaria inerte pelo “dia do juízo” para julgar tais opressores e enganadores, ou os que vivem a fazer atrocidades em seu nome. Em nossa “vil” sociedade dirigidas por meros mortais, temos data, meios, e regras para punir infratores, sendo que as penas são dadas de acordo com o crime. Algumas são amenizadas exatamente de acordo com a influência política ou religiosa que o sujeito possa ter, mais uma vez provando-se que tal modelo de fé, traz injustiça ao invés de justiça.
    Se existe um território que deva ser reconquistado, é o território de nossas mentes. É nesse campo que o estopim de toda batalha exterior é ativada. Os que vivem do mercado da fé fazem questão de te lembrar 24hs por dia que somos miseráveis pecadores, amaldiçoados, medíocres e perdidos e que só este ser “bondoso” pode nos livrar de sua própria ira. É dessa ideia que devemos nos livrar. Se há um pecado que cometemos, é deixar que deuses metafísicos e seus representes loucos e gananciosos conduzam nosso destino.
      Precisamos nos livrar da ideia de que somos culpados pela morte de um cara que foi crucificado dois mil anos atrás. A própria bíblia diz que ele se entregou por que quis, então não somos culpados de nada. Precisamos nos livrar da ideia que foi por nossos pecados que ele morreu, pois se consideramos que o pecado segundo a crença cristã é um erro cometido em nossa configuração, ele como sendo o que nos programou e não achou por bem reconfigurar nossa unidade central, então morrer para que fossemos reconfigurados seria o mínimo que ele poderia fazer como criador. Não somos culpados pela morte de ninguém, muito menos pela morte de um ser imortal, que existe antes da criação de tudo, sem falar que se ele morreu e ressuscitou, não há cadáveres, desse modo não há homicídios, e ninguém e culpado de nada. Se ele morreu sabendo que ia ressuscitar, sua morte e sofrimento foi apenas encenação para nos comover. Não somos culpados por isso e nem foi por nossos pecados que ele morreu. Morreu por que quis, por que era necessário, por que escolheu esse caminho. Se existe um pecado que devamos nos arrepender, é pelo que dizemos ou fazemos contra o nosso próximo para defender a honra desses deuses com problemas de personalidade.
       A ideia da salvação cristã, se assemelha muito a ideia de salvação dos hebreus, vendida por Moisés há uns 4 mil anos atrás ali no Egito, caso a história tenha sido real. O deus invisível, que nunca deu as caras a ninguém, mas falou com Moisés numa moita incandescente e alguns poucos privilegiados no passado, é o mesmo de hoje, que nunca deu as caras e também só fala as escondidas com alguns “ungidos” e alguns poucos “profetas” gerando mais suspeitas do que confiança no povo. Os que duvidavam antes eram ameaçados. Os que duvidam hoje também são ameaçados! Morte a todos que não acredita que deus fala as escondidas com seus “ungidos”! Essa é a mensagem de 6 mil anos.
      Quando este mesmo deus tirou o povo do Egito, o objetivo principal definido por ele, era que o povo lhe prestasse culto e lhe oferecesse sacrifício. A ideia principal não era beneficiar o povo com melhorias de alimentação, higiene, segurança e moradia, antes sim ele queria inflar o próprio ego ou se alimentar de alguma forma das energias geradas pelas emoções de medo das pessoas ou do sangue dos animais oferecidos em sacrifício. O objetivo atual de tantos líderes em reunir pessoas diariamente nas igrejas é o mesmo: prestar culto a esse ser e pedir em seu nome todo recurso possivel que as pessoas tem, enquanto garantem que mantem as pessoas seguras da ira e da cólera desse mesmo deus e da tentação do diabo no mundo de pecado, somente aos que ofertam, adoram e obedecem. Você tem de pagar para não ser castigado pela própria pessoa que prometeu te salvar de graça. É mole? É como um sistema de milícias na favelas! Ou você paga aos representantes desse deus pela proteção divina ou eles autorizam pragas sobre sua vida! Ou você paga ou você apanha! Ou você paga ou você morre! E dizem que o bullying só ocorre com crianças...Concluímos que sem culto e sem oferendas esse modelo deus enfraquece ou deixa de existir. Logo, concluímos que, é este ser qual fomos ensinados a chamar de deus quem precisa de adoradores e não as pessoas que precisam ser salvas por esse modelo de salvação. Nesse modelo de salvação cristã, estar salvo é o mesmo que viver sob constante tensões e ameaças. Logo após você ser “salvo”, se não trouxer dízimos, ofertas, prestar cultos, render a ele adoração, ou não comprar bugigangas ungidas, então uma quantidade sem fim de pragas serão enviadas por parte desse deus bondoso e seus representantes. Pelo menos é o que garante seus “ilustres” representantes aqui na terra. No passado bíblico e durante toda a idade média a história se repetia dia após dia e até hoje somos de igual modo ameaçados. A promessa de salvação foi substituída pela ameaça de condenação. Na teoria salvação, na prática morte e condenação!
      Outro fato sobre a salvação dos hebreus no passado: após tirar o povo do Egito, ele poderia ter inserido o povo na nova terra para que estes vivessem bem, já que ele disse ter intenção de tirar o povo da escravidão e não escraviza-los mais ainda. Tudo poderia ser feito num passe de mágica, sem precisar derramar uma gota de sangue sequer nem dos hebreus, nem dos egípcios, nem das quase 50 nações que ele destruiu. Um ser tão poderoso que abre caminho nos mares e destrói nações inteiras só pra provar do que ele é capaz, que precisa estar se auto afirmando o tempo inteiro, poderia facilmente criar do nada uma cidade maravilhosa no meio do deserto, inserir seu povo ali, ou inserir o povo em cidades já habitadas por meio da união e dialogo, e não pelo derramamento de sangue. A menos que a tecnologia desse deus só sirva para o mal e destruição, concluímos que ele não gosta de fazer o bem. A viagem do povo pelo escaldante deserto poderia durar alguns dias apenas, mas de propósito, ele fez o povo andar em círculos por 40 anos, matando toda aquela geração que ele mesmo jurou proteger e guardar. Ele mesmo assume nos escritos tido como sagrado, que foi ele quem matou todo o povo (mais de 3 milhões de pessoas) que ele tirou do Egito durante os 40 anos de viagem no deserto, por que o povo duvidou algumas vezes do seu imenso poder. Ele como criador da raça humana, poderia muito bem imaginar que as pessoas são imprevisíveis mediante situações de calor, frio, fome, ou pressão psicológica. Quando vejo adolescentes jogando jogos violentos na frente de um computador, matando velhinhas, crianças, policiais, atropelando todos por prazer e cometendo os mais diversos crimes sem pensar nas consequências, só me vem a memória a imagem do ser todo poderoso cultuado no ocidente, e comparo seu comportamento aos desses adolescentes sem juízo.
      Do mesmo modo que ele prometeu levar em segurança o povo que ele tirou do Egito e os matou no deserto, qual a possibilidade dos seus adoradores atuais receberem uma recompensa melhor do que os filhos dos semitas que foram vítimas de sua ira no mesopotâmia antigamente? Há dois mil anos, segundo a atual crença cristã, ele prometeu voltar rapidinho, inclusive prometeu, que alguns dos que estavam vivos naqueles dias não provariam a morte. Já se fazem dois mil anos e nem os ossos desses que receberam a promessa de salvação em vida foram encontrados…quem garante que ele não esteja fazendo o mesmo que fez no Egito, esperando que aniquilemos uns aos outros em seu nome, enquanto ele assiste do camarote nossa destruição? Lembrem-se que ele tem poder para fazer o que quer, inclusive o bem, inclusive salvar e perdoar a todos que não compreende seus infinitos, insondáveis e complicados mistérios, e se não faz é por que não quer ou por que gosta de ver sangue sendo derramado em seu nome, para depois dizer que não faz nada por que deu o livre arbítrio ao homem... Um pai humano que deixa seus filhos se matarem brigando enquanto vivem debaixo do seu teto alegando não interferir no livre arbítrio dos seus filhos não é inteligente e nem racional, é apenas um doente mental. Um ser superior, imaterial que age do mesmo modo, recebe o nome de ser de sabedoria e amor supremo. Vai entender...
      Outra parte que não deve ser esquecida nesse trajeto de salvação dos hebreus no passado bíblico é que durante todo o período bíblico, as pessoas que hoje são mais bajuladas, e tidas como heróis da fé, foram pessoas mesquinhas, sanguinárias, que articulavam o mal, gananciosas, que matavam a própria família para ficar no poder, e que eram os primeiros a desobedecer as leis que eles mesmo diziam ser sagradas. Alguma semelhança com os dias de hoje? Leiam os livros de reis, crônicas e Samuel, e observem as baixarias cometidas exatamente por aqueles que levantavam o estandarte da justiça desse deus invisível. Pessoas como Atila e Calígula se sentiriam inferiores diante desses santos homens escolhidos a dedos por deus para o projeto de salvação desenhada por ele. Leiam jornais, revistas e se situem no tempo e no espaço, e vejam o que muitos dos seus representantes fazem hoje e me diga se ele se importa com nada...
       A características mais macabra e suspeita desse ser qual exige veneração e obediência, é que tudo que estar ligado a sua pessoa estar ligada a derramamento de sangue. Ele gosta de sangue! Ama sangue! Bebe sangue! Vivia à custa de rituais de sangue e por qualquer bobagem ordenava que parentes derramassem sangue uns dos outros em sua honra. Sangue humano, de bois, ovelhas, cabras, galinhas...não importa o sangue, desde que fosse sangue! Os rituais de conquista e de adoração a esse deus estão lavados em sangue. Qual a lógica de invadir várias cidades, matar todos os moradores ao fio da espada, inclusive até os animais, para depois deixar todos apodrecendo ao relento até serem comidos pelos chacais ou pelos vermes? Qual o sentido, de retirar da população faminta o gado que serviria para seu sustento, para ofertar e ser degolado e derramado o sangue para esse ser que nem fome tem por que é um ser imaterial? Sentir fome de comida é uma coisa, mas sentir fome de morte, sangue e destruição é outra coisa... Salomão, em apenas 7 dias de festa, degolou e ofereceu o sangue de quase meio milhão de animais! Tem cabimento uma coisa dessas? Enquanto o povo vivia na pobreza e na miséria vem esse ser papando tudo que pertencia a população sofrida! Que pouca vergonha! Sinceramente, qualquer deus que precise de sangue de quem quer que seja e sacrifícios para existir ou se alimentar perdeu o meu respeito! As pessoas costumam ter medo de um morcego por que dizem que este se alimenta de sangue. Há um ser que exige cachoeiras de sangue para se alimentar e as pessoas dizem ama-lo!
      Tudo que falei estar escrito na bíblia. Leiam e confiram. Lembrando que é moda cristã não ler nem acreditar na bíblia, apesar de dizer que ela é verdadeira. Acreditam no salmo 23, 91, ou qualquer passagem bíblica que reforcem seu modelo congregacional e digam quem eles vão ficar ricos, ou ganhar a vida sem trabalhar, isso eles acreditam! As demais parte que confronta sua crença, diz que não existiu, que é erro de tradução, que não é verdade, que aquilo foi coisa do passado ou preferem nem pensar sobre isso por que tem medo de pecar em pensamento. É desse jeito que ele gosta. É desse jeito que os que vivem do mercado da fé desejam que todos se comportem. Acreditem num livro que nunca leram, digam que tudo nele é sagrado sem nunca comparar os conceitos de sacralidade e tudo fica bem. Bem pra os que dominam o rebanho...
      As pessoas não precisam de nenhuma igreja ou religião para serem morais e honestas, mas em contrapartida, o senso de moralidade de uma pessoa religiosa, estar intimamente ligada, a personalidade do ser que este considera superior. Um deus mal, perverso, não disposto ao diálogo, autoritário e sanguinário, gera seguidores com semelhantes características.
       Pense numa coisa óbvia que todos evitam encarar: as três principais religiões ocidentais que alegam servir ao mesmo deus escolhido por Abraão, estão brigando e se matando ao longo de milhares de anos e ele não se importa com isso e nem faz nada para acabar com essa briga, antes sim, “aparece” de modo isolado a cada líder dessas religiões, colocando mais lenha na fogueira, dando-se a entender que a outra parte estar sempre errada e deve ser eliminada, gerando conflitos e mais conflitos. Eu nunca vi um pai humano que se respeita e respeita a ordem em sua casa, deixar que seus filhos briguem até a morte pelas coisas mais fúteis possível como declarar quem tem o pai mais bonito e mais forte sendo que são todos filhos do mesmo pai. Esse deus não estar nem ai pras briguinhas dos seus filhos enquanto estes se matam para mostrar quem tem o ritual mais “correto” de adoração. Se ele for capitalista, deve estar nesse momento comendo um Bic Mac com refrigerante dos grandes, enquanto olha seus filhinhos se matando pela sua honra. Aposto que ele não torce pra nenhum lado ou torce pra os dois. Me parece que ele quer apenas beber o sangue que manchará as arenas dos gladiadores da fé.
      Um pai que se presa, põe a casa em ordem ao primeiro sinal de elevação de humores de seus filhos. Nosso senso de moral eleva em muitos casos os dos deuses. É pela honra deles que as maiores guerras são travadas. É no nome deles que as maiores explorações são cometidas. É em seu nome que crianças e pessoas de boa fé são abusadas nos recintos sagrados e...ele parece gostar de tudo isso, só observando...ou aguardando o dia do juízo chegar pra mandar 99% das pessoas pra o inferno, já que me parece que apenas seus representantes que tem o mesmo comportamento, são os escolhidos deste. 
      Não intento com esse texto, provocar em ninguém o que Martinho Lutero provocou inicialmente há 500 anos atrás nas mentes de pessoas desavisadas e por demais emotivas. Quebrar imagens, destruir igrejas e caçar pessoas ligadas ao clero não resolve nosso problema e nem vai nos libertar em nada.  O conhecimento de como as coisas tem funcionado é o primeiro passo no caminho da nossa libertação. É no inconsciente coletivo que essa ideia macabra de deus foi construído e será no consciente individual de cada ser humano que reassuma sua racionalidade que essa ideia será vencida. A batalha não é contra pessoas de outra fé ou objetos dito sagrado. A batalha é contra nós mesmos! Contra o medo do inferno, a culpa pela morte de outros “pecadores” que morreram sem jesus, e a ideia de que somos todos miseráveis pecadores e acima de tudo. É contra esse mal que devemos lutar.
     Devemos relutar contra ideia de que um ser superior precise de sangue, dinheiro ou adoração para existir. Qualquer império religioso cairá, quando a revolução interna for iniciada. Nenhum tiro precisa ser dado, nenhuma gota de sangue derramada, nenhuma palavra de agressão contra nosso semelhante precisa ser proferida. A conversa é de nós para conosco mesmo. O pensamento religioso atual despreza qualquer pessoa que se arrisque a pensar, pois o que se incentiva é obedecer sem questionar. Ninguém saberá o que você estar pensando sem que o você diga. Uma revolução interna e silenciosa a princípio, e a medida que suas ideias forem amadurecendo, você terá poder argumentativo suficiente para falar o que sente sem se ferir ou ferir os outros, pois entenderá que por trás de qualquer pessoa cheia de razão quanto ao imaginário, existe apenas um ser domesticado, com medo de ser punido com inferno e fogo. É lógico que quando algum grupo de “revoltosos” for descoberto aderindo a esse tipo de revolução interna, várias “pragas” divinas de maneira misteriosas pode vir sobre os tais. São apenas lideranças políticas e religiosas agindo de modo oculto, com medo de perder seus domínios influenciando os acontecimentos dessas “maldições” para intimidar outros. Foi assim na contra reforma e não será diferente em nenhum momento da história. Quando o medo das divindades for substituído pela compaixão aos nossos semelhantes, nesse dia, os deuses serão destronados, ou assumirão o papel que realmente deveriam assumir. Do caos pode nascer a ordem! Das trevas pode surgir a luz! Nós fazemos nosso próprio destino! Nós podemos mudar o rumo das coisas! Quem não sabe onde quer chegar, qualquer destino serve!
      O pensador individual servirá como colunas, para sustentar qualquer movimento coletivo cujo propósito seja a libertação de um povo. Todos nós podemos ser um! Nós podemos ser seres morais, respeitosos, justos, honestos e honrados pelo uso da razão e da reciprocidade e não por medo do chicote dos deuses. Pensem nisso!
  • "PARA HONRA E GLÓRIA DO SENHOR"- Uma sátira a nossa forma errada de entender Deus

    Raríssimas pessoas já pararam em toda sua vida para pensar sobre o peso das palavras do título a cima cada vez que as usam.
       Raríssimas pessoas terão coragem de medir o peso dessa citação e confrontar com sua cadeia de valores sobre Aquele que eles chamam de Senhor e pensar sobre que honra e gloria é esta a que essa citação se refere.
       Milhões de pessoas morreram, morrem e outros milhões ainda morrerão em toda historia da raça humana em combates ou em missões, simplesmente pela honra e gloria de seus deuses, morreram “pela honra e glória do senhor”. Poucos se perguntam, por que um Ser magnifico, completo de tudo que se possa atribuir precisa de honra e gloria, já que essa é o combustível dos fracos e os alimentos dos tolos. Somente pessoas mal resolvidas vivem a exigir que outros lhes prestem homenagens que não lhes são devidas pois as que estão seguras de si, não precisam ser lembradas o tempo inteiro do que elas já sabem. Me parece que a maior parte dos deuses já cultuado pelos homens, são seres mal resolvidos. Ou seria essas frases usadas para manipular as massas e estimula-las em segundas intenções?
       Poucos sabem e outros não terão coragem de admitir que inicialmente essas citações foram usadas por povos da mesopotâmia e do antigo oriente milhares de anos atrás para expandir as fronteiras dos seus reinos, ao mesmo tempo que expandia sua fé. A fé em uma divindade sempre foi usado como emblema para esconder as piores das intenções dos governantes. Se você der um motivo fantástico a uma pessoa pelo qual ela deva lutar, elas farão coisas absurdas em função desse objetivo, ainda que seja para sua autodestruição consciente. A fé também é....o firme fundamento para manipulação geral e criação de conflitos.
       “Para honra e glória do senhor” Marduk, Bell, Amon, Dagon, Baal, Astarote, Rá, Semíramis, Osíris, Shiva, Krishina, Ketzalcoalt, Era, Zeus, Cesar e para tantos outros senhores essa frase já foi usada, e logo depois adotado pelos seguidores de Cristo. Vários desses também já foram trindades adoradas como sendo um.  Em comparação a esses citados, Jesus é o mais recente dos senhores cujos súditos passaram a usar tais termos para se referir a Ele, e fazer coisas que ele nunca mandou, nunca pediu e nunca exigiu. Em nome da fama e gloria própria, os tais dizem estar fazendo algo para uma divindade, e desse modo conseguem o apoio de legiões, seja para doar seu salário e seu patrimônio inteiro, ou para matar e morrer por uma causa. A ideia do lucro presente ou no porvir, faz com que qualquer incauto faça loucuras por um objetivo apresentado pelo líder, desprezando sua atual existência, quando compara com as “garantias” que lhes são oferecidas.
       O medo do lugar da perdição, do mármore do inferno, do lago de fogo, e das trevas eternas, dar poderes sobrenaturais a seguidores dos senhores mais diversos ao redor do mundo para lutarem suas causas. Ganancia e medo bem aplicadas por uma mente má, faz até milagres.
       Dezenas de novas igrejas são criadas diariamente e nas orações de abertura sempre citam ser essa inauguração “para honra e gloria do senhor”. Não seria para lucro próprio do dono da marca fundadora da igreja? Compare suas riquezas de antes e depois de se envolverem com esse negócio lucrativo e me digam para quem é a honra e a gloria.
       Milhares de missionários são enviados a países não cristão, onde explicitamente é proibido uso de bíblia e pregações de outra fé e assim mesmo eles vão. E por que fazem isso? “Para honra e gloria do senhor”. Para expansão do “reino de deus”. Para que o nome do senhor “seja glorificado”. Acontece que pessoas de todas as crenças no mundo também fazem a mesma coisa, enviando missionários de sua fé para evangelizar outros povos. Cristãos procuram converter mulçumanos lá fora, enquanto mulçumanos fazem o mesmo com cristão aqui em nossa terra, bem em cima do nosso nariz, e fazem isso também para gloria do senhor. No mundo inteiro o proselitismo é fato em quase toda crença, e no fundo no fundo, os voluntários a proselitismo querem apenas se sentir seguro de sua própria crença, pois quanto mais pessoas afirmando algo ser real, torna mais segura a crença do próprio emissário. Como em uma grande torcida organizada de um time, é prazeroso estar no meio de uma multidão da mesma bandeira gritando gol, e fica bem mais fácil partir pra violência quando seu time perder. Assim as pessoas fazem prosélitos, assim também alguns se deixam convencer a outra fé. Pelo desejo de ser inserido na multidão, de não remar contra a maré, nem de ser perseguido por suas crenças se essa vir a ser minoria. E como pano de fundo, dizem que é “para honra e gloria do senhor”. Se usarmos esse fundo como crença, tenhamos que admitir que esses senhores gostam de nos ver brigar entre nós mesmos para defendermos nossas bandeiras, enquanto eles assistem da plateia nos destroçarmos. Ou quem sabe pode ser até um mesmo senhor de todos que aceita que sua mensagem seja difundida de modo diferente, com ideias diferentes, para pessoas diferentes para gerar idéia de concorrência, e quando não muda o produto, muda a embalagem, mas o fabricante é o mesmo.
       Num passado não muito distante, homens vibravam ao serem aceitos nos exércitos dos templários. Eram capazes de abandonar sua esposa, filhos, família, bens matérias, e tudo que já tinha conseguido ou poderia conseguir na vida, para se juntar aos exércitos que ia a Jerusalém ou qualquer cidade que tivesse judeus ou mulçumanos morando. Essa missão era para estuprar, matar, pilhar, roubar pessoas e incendiar qualquer vilarejo por onde passavam que se não fosse de fé cristã. E para que e por que? Se você tivesse a chance de perguntar a eles, estes te responderiam em alto e bom som: “PARA HONRA E GLORIA DO SENHOR”. Suas famílias os apoiavam. Era como ter um herói particular em cada família, cada uma querendo demonstrar mais bravura e mais valor ao seu deus e ao estado por meio do seu próprio herói, matando vários, ou morrendo de forma “honrosa” em campo de batalha não negando seu senhor. Tadinhos...Se ao menos eles pudessem pensar que o nome do seu senhor era o Pontífice Máximo da igreja católica...Morreram na ilusão de que serviam a outro senhor e não puderam ser esclarecidos.
       Hoje não é diferente. Chegue em uma igreja evangélica e olhe para o púlpito das igrejas. Em algumas delas, dezenas de homens vestidos de ternos bem elegantes se apinham, se acotovelam e se digladiam entre si por um lugar próximo ao chefe central. Eles anseiam por um lugar de destaque. Eles querem ser obreiro do senhor e trabalhar para sua honra e sua gloria. Conceda algum título ministerial a alguns desses e eles serão capazes de abandonar seus filhos, esposa, famílias, sonhos, carreira, patrimônio e qualquer conquista “para honra e gloria do senhor”. Suas famílias entenderão, apoiarão e terão orgulho como fora no passado. Elas se sentirão orgulhosa em ter seu soldado de cristo particular, consagrado pelo líder máximo local, alguns destes líderes que não tem moral de um hambúrguer podre, mas são capazes de ungir e preparar homens simples e torná-los em super-heróis que lutarão várias batalhas contra seres imaginários e pessoas reais, ofendendo e sendo ofendido, perseguindo e sendo perseguido, tudo “para honra e gloria do senhor”.
       No passado as pessoas eram atormentadas pelo pecado, e ter um cavaleiro de cristo, um padre ou freira na família dava-lhes a ideia de redução de pecado pra família inteira e possibilidade de redenção no grande dia do juízo de Deus contra os homens. Hoje, além de amenizarem a culpa criada pela idéia de pecado, as famílias sabem que um cargo na igreja, também pode ser usado como uma ponte para uma função política se este aprender as “malandragens” do sistema. Um status social para dentro e fora do grupo.
       A velha história se repete. No passado, o cavaleiro de cristo ficava de joelhos perante o papa ou algum de seus representantes e após fazer os votos de cavalaria o seu superior fazia sinais com uma espada sob sua cabeça e a partir dali estes simples homem pareciam receber poderes mágicos e força descomunal para sair matando e destruindo em nome de cristo. Os obreiros de hoje fazem algo bem parecido, ficam de joelhos perante seus “superiores”, fazem juramento de obediência cega ao ministério e o líder derrama um óleo de peroba em sua cabeça, faz um sinal com a bíblia, e diz que a partir daquele momento este também passa a ser o ungido do senhor. O obreiro ganha poderes mágicos a partir de então. Já pode falar em línguas, profetizar, sair chamando todo mundo que não é da igreja de “fio du cão”, “fio du diabo”, entrar em terreiro de macumba pra quebrar imagens, abrir outras igrejas ou ir morrer em países estrangeiros, tudo isso “para honra e gloria do senhor”. 
       Mas existem algumas diferença gritantes entre os soldados de ontem e de hoje. Os de ontem buscavam gloria e fama. Os de hoje além de gloria e fama, querem riqueza de imediato. Querem ser os “pop star de Cristo”. Os de antes faziam voto de celibato. Os de hoje obrigatoriamente são casados, e mesmo assim se aproveitam de seu poder de obreiro, para abusar de crianças, deficientes, jovens, mulheres casadas, e até de gays, quais eles tanto condenam. Os de antes quando erravam, podiam ser julgado pela própria cavalaria ou pela população. Os de hoje, fizeram um acordo entre si de só serem julgados por Deus, e criaram um chavão próprio de “ninguém toca no ungido e vive pra contar história” para amedrontar o povo, e repetiram isso tantas vezes que hoje soa como verdade aos ouvidos dos menos esclarecidos. A velha frase de que pastores e obreiros que foram ungido com óleo santo só podem ser julgadas por deus, pois Ele quem botou e Ele quem tira, tem sido usado como cartão de credito sem limite de gastos por milhares de obreiros ao redor do mundo. Ser obreiro nesses ministérios, tem mais vantagens que delação premiada no judiciário brasileiro. É melhor que ter foro privilegiado. É formação de quadrilha disfarçada de homens de Deus. Engraçado que tais obreiros quando ouvem falar em foro privilegiado no planalto, diz que isso é inadmissível, mas acham totalmente admissível causar dano físico, moral ou psicológico a quem quer seja e só serem julgados no dia do juízo final, única e exclusivamente pelo próprio Deus, por que tiveram um óleo barato jogado em suas cabeças. Bom demais pra ser verdade! Chega de tanta hipocrisia! É chamar o povo de palhaço! Pior que no passado as pessoas eram enganadas e a desculpa é que não tinham acesso a bíblia. Hoje todos tem acesso a bíblia e são enganados ainda 10 vezes mais. A verdade é que pouco importa o que diz um livro sagrado. Mas vale o que diz a liderança e o os cargos que ele tem a oferecer aos seus súditos do que o que realmente estar escrito. A ganancia e soberba disfarçada de santidade.
       Se as pessoas pelo menos pensassem que, desde os tempos imemoriais, desde que passamos a viver em sociedade, buscamos ser reconhecido por algo que fazemos. Se pelos menos parássemos para pensar que é em busca do nosso próprio louvor, gloria e honra quem lutamos e não apenas pelos deuses. Se parássemos para pensar que até nas tribos menos civilizadas, as pessoas vivem comparando o tempo todo entre eles o tamanho do pênis, dos peitos, do pescoço, do ventre, dos músculos, da quantidade de filhos e até da quantidade de utensílios domésticos fabricados, só para ver quem tem mais ou quem faz mais. Tudo isso para que? Para nos destacarmos. E para que serve o destaque? Para honra e gloria...de nós mesmos! Claro! Só que somos peritos em demonstrar falsa modéstia e dizemos ser para honra e gloria de uma divindade qualquer.
      Umas das ciências mais perseguida pelos grupos políticos e religiosos desde os tempo remotos, tem sido a filosofia, exatamente pelo fato de esta motivar o indivíduo a comparar toda sua cadeia de crenças e valores. Comparar, desfazer e refazer se necessário, pela lógica, observação e pesquisa e não apenas pela fé. A velha e cega fé que a tudo estraga e faz o bonito ficar feio.
       Enquanto a religiosidade cega ensina apenas a ter fé e obedecer, seja em qualquer segmento religioso, a filosofia costuma perguntar: Por que? Para que? Para quem? Onde? Como? Comparado a que? Se se não fosse assim seria como? Já tentaram outros meios? Quantas pessoas no mundo fazem assim e tem resultado iguais? E quantas deixam de fazer e tem o mesmo resultado...?  Desse modo, costumam dizer que filósofos se tornam ateus, que na cabeça de muitos tem o mesmo significado de criaturas horrendas e demoníacas. Na verdade um filósofo tende a ser menos tonto em relação a muitas coisas. Mas o mesmo remédio que cura pode matar se não for aplicado em doses correta. Apontar um problema na forma de pensar, e não apontar uma solução na forma de agir, faz de um filósofo apenas um crítico da vida alheia. É como tirar um doce de uma criança ou a muleta de um aleijado e deixá-los desamparados.
       Desde os tempos mais remotos nos proibiram de pensar sobre Deus e sobre nós mesmos. Não fazem isso de modo direto, mas nos enchem de coisas pra serem feitas dentro e fora dos círculos religiosos. Perseguem vorazmente qualquer pessoa que não seja capacho de lideranças eclesiásticas e criaram cultos diários para preencher nosso tempo.
      Cultuar não é pensar sobre Deus, sobre Sua essência, sobre Seu ser. É apenas repetir ritos litúrgicos pré-estabelecido pelo patriarca daquele grupo. Ladrões e criminosos antes de irem as ruas também oram e rezam e pedem proteção ao mesmo deus que uma pessoa fiel e sincera pede quando vai a uma igreja. Um pede oração e proteção para roubar. Outro pede para não ser roubado. Um dos dois será atendido. Um ficará frustrado e outro envaidecido. Ambos pendem ao mesmo deus pois lhes foi o mesmo apresentado a ambos desde sua infância. Um irá chorar e outro sorrir. Pelo menos agora, por um tempo. Uns acreditam em Deus e “faz ele de escudo”, seja para causar inveja as recalcadas, ocultar seus crimes, e pedir proteção quando for praticá-los. Outros acreditam apenas que a ideia de Deus estar associada somente a prática do bem. Ambos seguem suas vidas.
       Sejam sinceros e pesquisem: países como Brasil, Israel, países árabes e Índia, que tem um enorme ritual litúrgico dos seus seguidores do início ao fim do dia, deveriam ter um nível de vida e harmonia entre seus habitantes, melhor que de outros países, mas ao contrário há um alto nível de intolerância mutua, atentados, fome, miséria e desprezo pela vida alheia. Mas existem países europeus e outros, em que poucos ritos religiosos são praticados diariamente, as pessoas poucos voltam para rituais litúrgicos, porém existe mais respeito mútuo entre as pessoas, menos corrupção, mais empregos, mais rendas e menos doenças. Incrível né? Quanto mais perdemos tempo em função de honra e gloria dos deuses, menos tempos temos pra nós e pra nosso próximo. Quanto mais diabos e deuses criamos para pôr nossas culpas, mas irresponsáveis e patéticos nos tornamos.
      Quem é completo é completo! Nada que façamos ou deixamos de fazer aumentará ou diminuirá em nada o tamanho ou a essência dos nossos deuses supra sobrenaturais. Eles não precisam de honra, gloria, louvor, adoração, dízimos ou ofertas para continuarem existindo ou expandindo seus reinos. Eles são o que são e pronto e os seus reinos avançam mesmo sem nossa intervenção, afinal quem pode, pode! Ou são deuses todos poderosos donos do mundo, do ouro e da prata, ou são pedintes, mendigos, que buscam recursos financeiros e atenção humana para continuarem existindo! Nesse ponto de vista seriamos superiores a eles, se eles precisam mais de nós do que nós deles. As pessoas os caracterizam como eternos, imortais, imensuráveis, oniscientes, onipotentes, onipresentes, criadores e feitores de tudo, mas ao mesmo tempo parecem não saber o significado dessas palavras ou não associam uma palavra a outra numa frase, num discurso, numa fé. Apenas o fato de entender o significado de uma palavra, pode mudar não apenas o sentido de uma frase, mas a face de toda uma religião ao redor do globo. Dicionários servem para isso. Mas vale notar que nas igrejas não se usam dicionários! Os membros recebem “pão quentinho dos céus” que eles acreditam ser Deus colocando na boca do líder, e vomitando na boca dos súditos. Igual a filhotes de sabiá. Por isso ficam fraquinhos. Se ensinassem a voar como águias em buscam do próprio alimento teriam uma visão mais ampla do globo.
       Pensem em Deus e me diga pra que ele precisa de honra gloria e louvor. Pensem em vocês mesmo e me digam se a honra e gloria que buscamos, não é para inflar nosso ego em relação ao que os outros pensam de nós. Pensem se não estamos brigando por migalhas mediante uma mesa tão farta. Devemos nos alimentar sentados, com cabeça erguida, como cavalheiros, no assento das cadeiras, com os braços sob a mesa, e não como cães que brigam pelo osso já roído, cujo dono joga debaixo da mesa para ver a disputa entre os cães. Pensem nisso. Se os deuses já alcançaram sua totalidade e plenitude, que nos deixem pelo menos alcançarmos nossa paz e harmonia. Quanto mais buscamos desesperadamente o consolo dos deuses, mas insensíveis ficamos a quem estar próximo a nós.
      Se eles são o que são, seremos achados por eles mesmo que não o busquemos. Seremos supridos, fartos e protegidos, mesmo que não o peçamos. Se sua essência preenche tudo seremos impregnados por ela. Impossível se chegar ao criador destruindo e desprezando sua própria criatura. Pensemos nisso.
  • "Que país é esse"?

    Difícil responder essa pergunta diante do cenário que o povo brasileiro está vivenciando. Onde a marca da violência e da desvalorização do trabalho está sendo vista constante por parte dos nossos governantes. 
    Cadê o governo que seria "Do povo, pelo povo e para o povo"? 
    São mais de 483 anos lutando pela soberania do povo, tentando apagar as marcas da escravidão e cicatrizar as feridas ocasionadas pela ditadura militar.... para que agora a parte mais "inteligente" responda por nós e diga o que é melhor para o país. Sendo o que eles querem é apenas o melhor para eles. Pois é, São mais ou menos 500 anos de história para que hoje no século XXI o Brasil volte a regredir.
    No governo Vargas povos lutaram para criar as leis trabalhista... sim, aquelas com direitos as férias, jornada de trabalho de 8 horas por dia, mas que agora tudo está sendo cortado.... E amanhã isto tudo será apenas um sonho.
    Eles dizem: "Que tudo que eles estão fazendo é para a melhoria do país que só assim o Brasil sairá desta crise [...]". 
    Querido, isto que estamos vivenciando não é crise é apenas roubo.
  • "REFLEXÃO" "harmonizando com o silêncio"

    Quando me harmonizo com o silêncio, com o rosto em prantos eu ouço bem baixinho meu coração contestando a veracidade do destino. Ouço ele dizendo que a maneira que o tempo escolhe para adequar com sua vontade, um sentimento extremamente sensível e verdadeiro, é um tanto dolorosa e amarga, é batalha acima da capacidade que ele possui no momento, nesse momento de reflexão, desejo da paz e da luz divina que conduz o maior e puro amor.

    Eu me deixo ser levado aos sons de DEUS, à sublime melodia da natureza, sentindo um querer natural de emudecer-me e refletir sobre as coisas que eu mais gosto e amo. Fecho meus olhos e deixo minha mente ver por mim, ela vai captando fontes sagradas que são me trazidas apenas pelo meu espírito. 

    Os reflexos coloridos dos jardins naturais resignam um destino para cada planejamento meu, as folhas se balançam, parecendo querer me dizer que também amam a vida e que sou bem vindo ali. Me entrego à energia suprema que neste momento me da confiança e me faz ser bom.

    Neste meu instante de sincronismo com a razão superior, me sinto na falta de merecimento e por um instante me retrocedo, revendo atos incabíveis que quando na fraqueza de espírito, eu cometi. Aborrecido comigo mesmo, suplico num grito emocionado a remissão pro meu único e verdadeiro refúgio,DEUS.

    Percebo que minha súplica foi concedida, uma paz absoluta neste momento se põe e minha alma, no mais profundo do meu ser, me oferecendo ainda mais vontade de viver. Por tudo isso. Viverei, agradecerei e amarei.

    Enviarei um link aos que quizerem ouvir esta reflexão com trilha sonora e narração feitas por mim! Basta me enviar uma mensagem, um recado deixando um e-mail, lhes enviarei com o maior prazer e ficarei grato! Aguardo sua solicitação! Obrigado a todos!
  • “S”ILADA SOCIAL

    Por que o ser humano é tão carente? Por que buscamos atenção a qualquer custo? Qual o motivo da eterna insatisfação? Por que o vazio existencial?
    Não precisamos ler pilhas de livros de Sigmund Freud (médico austríaco e “pioneiro” da psicanálise, 1856 – 1939) ou rever os experimentos de Ivan Pavlov (fisiologista russo, 1849 – 1936) para entender o comportamento de um bebê. As crianças se desenvolvem em armadilhas criadas inconscientemente pelos seus próprios pais, tutores, instituições educacionais, políticas e/ou religiosas. São as maiores vítimas da sociedade, que, de maneira trágica repetirão a mesma ignorância.
    Os seres humanos têm várias necessidades, desde as mais fúteis até as básicas e dentre elas estão: amar e sermos amados. Que em última instância, são traduzidas como infantilidades na busca por atenção. Uma carência profunda! Queremos dedicação constante e se não conseguimos, ficamos deprimidos, com baixa autoestima etc. Se não acredita no que estou dizendo, observe a loucura das redes sociais. Todos aguardam um like ou algum tipo de comentário para serem “felizes”. Ofertamos o poder para as pessoas definirem o nosso estado de ânimo. Compreende o grau da FALTA? Falta de autoconfiança, falta de autenticidade, falta de coragem, falta de amor próprio, falta de não fazermos falta.
    Mencionei anteriormente que “infantilizamos” as coisas, não foi de modo pejorativo – uma expressão ofensiva. É pelo simples fato de que somos animais condicionados. Repare o comportamento dos pequeninos. Aos poucos eles entendem que é muito mais fácil receber olhares quando estão tristes ou doentes, do que alegres e saudáveis.
    Exemplo: se esbarrarmos em uma criança sorrindo, pulando, feliz da vida – não damos importância, ATENÇÃO. Contudo, ao vê-la chorando, cabisbaixa, jururu… na hora perguntamos: o que houve? Precisa de algo? Quer um sorvete? Dessa forma ela sente que está sendo amada, cuidada, por isso afirmei que nos desenvolvemos em armadilhas. Cresceremos pessoas tristes, cheias de mazelas físicas e psicológicas. Os responsáveis que contribuem para a evolução do menor de idade, esperam (com as melhores das intenções) a bem-aventurança. Todavia, o que será gerado é um prato cheio de lástima.
    Fomos aprendendo que é na infelicidade que recebemos AMOR. O planeta está miserável por afeto. Ocos de alma sem saber o por quê? E o mais engraçado e irônico da história… é que a mesma sociedade que apresentou a doença, também nos julgará. Ela aponta o dedo todas as vezes que buscamos preencher o vazio, aliviar nossas angustias em um boteco, em um templo religioso, nas drogas ilícitas, na esbórnia, no trabalho obsessivo ou em qualquer outra válvula de escape. Iguais as empresas que vendem alimentos industrializados e depois oferecem (gentilmente) o tratamento contra o câncer!
    Uma verdadeira “S”ILADA SOCIAL.
  • 50 TONS DE DÚVIDAS- Parte 2 de 2

    PARTE 2 DE 2
     Um rastro de sangue, destruição, opressão e enganação tem acompanhado os ritos de culto a esse ser misterioso por mais de 6 mil anos em culturas já subjugadas, ou tem sido a marca registrada dos principais de seus sacerdotes. Não importa em quantos seguimentos se dividam os ritos de culto a esse ser, os rituais, ideais e propósitos continuam sendo o mesmo: esconder o próprio passado, esconder o ser cultuado, manipular a realidade presente, perseguir e matar todos os que se opõem a ela.
     O judaísmo se divide em vários seguimentos e todos eles tentando provar entre si qual o seguimento é o melhor. Todos eles de igual modo alegam estar fazendo o certo de modo certo. Todos eles matam e morrem entre si tentando provar qual ritual que mais agrada a esse ser.
      O islamismo de igual modo tem feito o mesmo, porém mais macabro. Depois de tanta divisão que veio a existir em sua linha de fé e consanguinidade, os tais vem se destruindo uns aos outros e destruindo todos que não se submetam a esse ser invisível. Um corte de cabelo, um uso de barba, usar ou não o véu...Tudo é motivo para iniciar um guerra, provocar chacinas e envolver vários países nesses conflitos intermináveis tendo como pando de fundo provar uma amizade com um ser invisível.
      O cristianismo, esse sim fica praticamente incontável definir suas divisões, pois a cada dia novos modelos surgem para todo tipo de gostos e bolsos, mas todos eles também alegam estar seguindo ao deus verdadeiro de modo verdadeiro. Em países como Irlanda, temos grupos terroristas cristãos, que há décadas espalham terror entre católicos e protestantes, tentando serem tão diferentes quantos brinquedos fabricados em série por uma mesma fábrica, num mesmo lote. De tão diferente que são, todos eles são iguais.
       Os três seguimentos brigam entre si e uns com os outros desde tempos imemoráveis. O que judeus, cristãos e mulçumanos tem em comum? Vejamos:
    ·         A crença no mesmo deus! Apesar de vários seguimentos diferentes entre eles mesmos, apesar dos conflitos internos e externos todos eles alegam seguir o deus de Abraão, Isaque e Jacó. Todos eles usam a maioria dos livros do velho testamento como base inicial de sua fé.
    ·         Todos eles dizem que seu deus é invisível, onisciente, onipresente, onipotente e tal.
    ·         Todos eles alegam para si próprio a real paternidade ou filiação a esse deus, sendo deus e Abraão seus verdadeiros pais e eles mesmos, cada um deles alegando ser seus verdadeiros filhos.
    ·         Todos eles brigam entre si por uma herança na terra ou no céus! Alguns deles, em suas orações fazem juramento de aniquilação total ao outro ao longo dos séculos e por pouco não conseguiram tais feitos.
    ·         Todos eles tem o seu paraíso particular enquanto esperam que o seu deus reserve ao outro a condenação eterna ou aniquilação integral da consciência do outro.
    E o que o seu deus faz em favor deles? Nada! Deixa seus filhos se estapearem até a morte, todos eles querendo ser filhinhos do papai, bichinhos de Jacó, nação eleita de deus, ou a santa gihad. Que loucura! Pensem numa verdade que todos se recusam a encarar: se esse deus existe, ele não gosta de união! Ele gosta de divisões, contendas, guerras, mortes e todo tipo de barbaridade em defesa de sua própria honra, quando na verdade ele mesmo poderia se auto defender e não o faz. Quanto mais divisão mais contendas e melhor assim! É provocando o caos, que um falso herói ganha notoriedade para resolver um problema que ele mesmo criou! Se não nos importarmos uns com os outros e darmos um basta nisso, estejam cientes que ele nunca o fará, pois se o quisesse já teria feito, antes sim, nos registro a cerca dele no antigo testamento, apenas prova que ele prega mais a morte e destruição do que a vida e a paz!
      Os judeus espera um messias que vai subjugar todos os povos enquanto eles reinam sobre todos se vingando de tudo que já fizeram a eles no passado. Os mulçumanos dizem o mesmo, esperam o retorno de seu profeta para os liderar numa santa Gihad e deixar o mundo todo servindo a Allah. E os cristãos? Cada um deles não conta as horas para ver se estabelecer o reino milenial de cristo na terra ou o dia do juízo, onde irão se regozijar, quando seu deus pegar o livro da vida, fazer a chamada, e constar o nome dele e não constar o nome do seu vizinho “chato” que não queria aceitar jesus, ou o nome do sujeito da “igreja falsa”, aquela ao lado da sua. “HÁ, HÁ, HÁ, HÁ”...Quase posso ouvir a gargalhada interna de muitos cristãos, ensaiando para o dia do juízo, quando eles tiverem de boa, com seu deus enquanto todos serão julgados e condenado...ô povinho confuso! Notem que entre eles, o prazer de um é ver o outro se dar mal. Tem sido assim por milênios...Só o uso da razão será capaz de os libertar desse círculo vicioso. São todos ao mesmo tempo prisioneiros e carrascos um dos outros, mas pagam de turistas em liberdade numa manhã de primavera. Todos com as mãos sujas de sangue, mas todos se dizem dignos do colinho do papai por terem sidos bons filhinhos aqui na terra!
     Outra verdade é que, em todos esses seguimentos encontraremos pessoas racistas e extremistas que tornam o mundo pior a cada dia devido exatamente a nutrirem uma certeza duvidosa sobre suas próprias crenças. Em todos esses seguimentos, encontraremos pessoas confusas, aflitas e inconformadas por que nunca conseguiram aceitar ou concordar com esse modelo de crença ou as características do ser cultuado, mas por terem nascidos em tais culturas, foram rotuladas por uma religião desde o nascimento e pra compensar tal infelicidade tendem a perseguir a crença alheia. Em todos esses seguimentos encontraremos também verdadeiros anjos, pessoas de bem, que apesar dos pesares, enfrentaram a fúria do sistema e tentam tornar o mundo mais humano, pagando com suas próprias vidas em vários casos por tentar mudar o sistema. Em todos os seguimentos até hoje encontraremos pessoas lutando por um mundo melhor, mais igualitário, sem barreiras, sem divisões e sem ideologias dentro e fora de qualquer sistemas de crenças. Em todos os seguimentos encontraremos pessoas atacando as bases de suas próprias crenças, os fundamentos sem lógica de sua fé, que só fazem mergulhar o mundo em um caos e trazer segregação tanto aos de dentro, quanto aos de fora. Em todos os seguimentos encontraremos pessoas comuns, atacando as lideranças, criticando seus abusos e exploração do povo em beneficio próprio. Em todos os seguimentos, tais pessoas sabem que podem pagar com a própria vida e nem por isso ficam em silencio. Em todas as épocas pessoas lutaram por um bem comum e contra um império inteiro, tendo apenas os argumentos da razão e da logica como armas. Todos eles foram e são de certa forma vencedores, apesar de a história muitas vezes relatar o contrário. Um exército de um homem só confiante do que faz, tem mais efeito do que uma multidão de amedrontados, que vivem sob ameaças, declarando um amor que não existe a um ser invisível, com medo de serem punidas com um inferno eterno. Os que vivem sob efeito de entorpecentes, não tem como vencer na razão os que usam a lucidez, apenas o volume das massas faz com que um escravo se ache livre por estar em maioria.
       Para nos juntarmos a esse pequeno exército e sairmos de uma escravidão coletiva, tomemos como base alguns princípios da própria crença cristã, usando a bíblia e as própria tradições cristãs contra sua própria linha de fanatismo. Vejamos alguns fatos:
    ·         Um deus imutável não mudará se mudarmos nossa linha de pensar, a menos que ele seja fruto de uma imaginação coletiva. Com isso, deduzimos que pensar não é pecado, que pensar não “desmonta” deus, a não ser que ele seja desmontável;
    ·         Um deus inabalável não irá cair se pararmos um pouco de render nossa atenção e rios de dinheiro destinados a ele para ajudarmos só um pouquinho ao nosso próximo que realmente precisa de nossa ajuda, pois um deus rico e poderoso não precisa de dinheiro nenhum para se auto sustentar, portanto podemos investir nosso dinheiro em coisas uteis ao nosso bem e de nosso familiares;
    ·         Um deus auto existente, não precisa de louvor para continuar existindo. Ele existe independente do que façamos ou não pensando nele, a menos que ele seja fruto de nossa imaginação e só se torne “palpável” quando num universo paralelo ele passe a existir quando o invocamos;
    ·         Um deus onipotente pode tudo, inclusive fazer o bem, e dar um basta em conflitos gerados em defesa de seu nome, sua moral ou filiação. Se não o faz é por que não quer, não pode nada, ou não é realmente bom! Nós não conseguiremos a paz entre os povos quando ele mesmo almeja a guerra. Toda tentativa de pacificação em nome da fé ou em nome dos deuses é inútil e de curta duração. Em nome de nossa existência e do bem comum devemos buscar a paz!
    ·         Um deus de amor, teria como premissa principal o fato de se pôr no lugar do outro, sem falar que ele nem precisaria se por, pois ele já sentiria o que o outro sente por ser onipresente e desse modo, antes de castigar alguém por estar na “igreja errada” ele entenderia que o homem é regido por sentimentos, pensamentos e emoções, e que reagimos o tempo todo a todo tipo de estímulos, e que somos enganados o tempo inteiro por seus próprios representantes, exatamente pelo medo gerado o por eles, quando pintam a figura desse mesmo deus que ao invés de punir uma nação inteira, deveria punir apenas aqueles que em seu nome leva muitos a perdição;
    ·         Um deus misericordioso é regido pela misericórdia e não pelo desejo constante de vingança e castigo. Você só vai encontrar gestos de “misericórdia” desse deus na bíblia, quando se refere a atos praticados por seus “ungidos”, fossem esses reis malandrões ou profetas fanfarrões. Para o povão geral não, incluindo aqueles que tendo boas intenções tentaram proteger recipientes sagrados ou lhe ofertar culto não autorizado. Parece que ele só tem misericórdia de gente errada, não para perdoa-los, mas para cobrir seus erros enquanto enganam o povo. Que sejam testemunhas disso os 40 meninos comidos por uma ursa a mando de Eliseu e os 150 homens que ele mandou descer fogo do céu e os consumiu; Uzias e os sacerdotes consumidos por fogo, incendiados de dentro para fora, todos os habitantes da era antediluviana, os habitantes de Sodoma e Gomorra, e mais outros milhões de pessoas que esse deus castigou sem dar uma segunda chance só por que eram idolatras ou estavam no caminho do seu povo quando fugia do Egito. Pra gente de moralidade duvidosa sempre tem uma segunda chance. Pra os honestos e indefesos não...tem coisa errada nisso ai...                 
    ·         Um deus marido de sua igreja e “macho alfa” não ficaria com medo se sua “esposa” fosse paquerada por outro deus, sendo que ele mesmo declara não existir nenhum outro em nenhuma parte desse vasto universo. Caso existisse, ele deveria punir o ser paquerador e não o ser paquerado. Se a igreja é sua esposa, é sua esposa e pronto, e se ele sentir ciúmes que ele mesmo tire satisfação com o outro cara que paquera sua “igreja” e não fique nos usando para isso. Lembrando que ele mesmo alega não haver outro cara;
    ·         Um deus eterno, não irá deixar de existir só por que dois ou três “ateuzinhos” ou filósofos declararam não acreditar nele ou fazem críticas ao seu modo de governar o mundo. Ele existirá independente que creiamos ou não em sua existência e nada irá muda isso, sem falar que num país como o nosso, que para cada 1 pessoa que diga não acreditar nele, haverá pelo menos 10 mil que estarão diariamente lhes prestando culto. Isso por si, já deveria ser causa de segurança entre os seus seguidores e não de desespero. O desespero de uma maioria, mediante a confiança de uma insignificante minoria deveria ser motivo de questionamentos internos do próprio grupo, se realmente acreditam no que dizem ou estão apenas mentindo a si próprio. Caso esse deus seja real, a negação de um ateu não o tornará irreal, seria apenas mais um motivo para ele provar o contrário do que se dizem a seu respeito por pessoas que não se submetem a uma loucura sagrada.
    ·         Um deus justo teria como premissa a busca pela justiça e igualdade entre os povos. Ele seria o primeiro a intervir contra abusos de autoridade, abusos sexuais, exploração do trabalho escravo e exploração da ingenuidade alheia pelo mercado da fé praticado em seu nome. Esperar para fazer justiça apenas no dia do juízo mostra apenas insensibilidade ao que tem apenas uma vida curta aqui nessa terra e tem de conviver com seu opressor. Isso não é justiça e isso é conivência! Traga oferendas a ele, bajule ele diariamente e parece que ele fica inerte aos problemas de quem sofre. Um político corrupto também fecha os olhos a dor do oprimido, quando recebe favores indevidos para proteger gente do mal.
    ·         Um deus poderoso não é aquele que intimida ou ameaça suas indefesas criaturas só por que não entende seus “gloriosos mistérios”. O nome disso é tirania! Um ser poderoso deveria ser aquele que usa seus recursos para promover o bem estar entre todos, procurando equilibrar a balança da vida, amenizando as mazelas entre as pessoas.
    ·         Um deus maravilho deveria ser aquele que faz maravilhas, e não aquele que promove a destruição do outro e chama isso de milagre. O nome disso é ditadura! Maravilhosa é a capacidade de quem pode tornar coisas simples em coisas grandiosas, e não faz afundar um país inteiro com dez pragas e o restante do povo mata afogado para depois chamar isso de milagre!
    ·         Um deus onisciente não aceitaria fofocas e mentiras de quem quer que seja, sendo que ele sabe de tudo e ver tudo. Esse mesmo deus onisciente também deveria revelar a sua igreja num total, toda “tramoia” e tentativas de queimas de arquivos que seus ungidos fazem quando um simples membro descobrem casos de adultérios, corrupções e todo tipo de abusos as escondidas. Pessoas morrem todos os dias, quando mesmo sem querer flagram lideranças cristãs cometendo ou planejando alguma obra nefasta. Isso ele não revela. Isso ele não sabe. Isso ele não ver. Só tem olhos para o desnecessário e só faz o que já foi feito!
      Poderia passar dias comentando sobre as qualidades do ser cultuado e suas contradições ou justaposições mas resumo tudo, citando um versículo bíblico de Tiago 4.17 que diz: “aquele que sabe fazer o bem e não faz estar cometendo pecado”... Nesse caso não teríamos um ser digno de culto, antes sim um “pecador” igual ou pior que nós mesmos”. Grandes poderes implicam em grandes responsabilidades, já dizia um certo personagem. Mediante a tantos atributos mega escandalosamente fantásticos e surreais desse ser, a atual situação do mundo e a má relação entre seus próprios filhos, concluímos que há ingerência de recursos ou improbidade administrativa. Poderia ele quem saber passar o bastão a outra divindade e se aposentar quem sabe.
       Os triunfos de uma civilização dependem mais da moralidade de seus cidadãos do que a moralidade demonstrada por deuses invisíveis e seus representantes visivelmente alienados. As conquistas, progresso e evolução de um povo dependem unicamente desse mesmo povo. Alguns deuses preferem que vivamos em bandos, defendendo territórios reais ou imaginários. Desde babel que ele lança confusão e dificuldade de entendimento entre os povos. O que mais se pode esperar de um ser assim? Dizer que ama a um ser que lhe ameaça castigar com um inferno eterno caso você não o ame, não é amor, é utopia. Caso não acordemos desse sono milenar, seremos sempre vítimas de uma relação sadomasoquista entre esse deus e seus adoradores. Só que nem todo mundo gosta de ver ou participar desse tipo de rito macabro e isso deve ser respeitado. Aos que curtem isso, paciência! O tamanho de um deus de um povo, será do tamanho de sua ingenuidade! O poder dos representantes desses deuses acabam quando o povo desperta do sono induzido. Pensar não é pecado. Aprender não é ofensa. Entender não é crime. Aceitar e concordar com tudo é suicídio!
    Um brinde a sanidade. Abaixo robotização e sentimento de rebanho!
  • 50 TONS DE DÚVIDAS-Parte 1

    PARTE 1 DE 2
       Qual seria o perfil psicológico esperado de uma pessoa que se diz estar cheia da verdade, cheia de luz e que estar trilhando o caminho certo? Qual deveria ser o perfil de uma pessoa muito religiosa, que diz ter certeza de sua salvação, dos seus ritos litúrgicos e da real existência do ser por ela mesma cultuado como sendo real e verdadeiro? Não seria o perfil desta pessoa pautado pela paz, tranquilidade, confiança e calmaria, considerando que esta mesma diz ter plena certeza que estar fazendo a coisa certa de modo certo, além de ter convicta certeza da existência do ser a que se adora? A certeza que ele nutre, deveria gerar confiança ao falar desse ser, e não revolta quando outra pessoa não recebe tal ponto de vista de igual modo. Parece mais um vendedor ruim vendendo mercadoria defeituosa, que se ofende toda vez que o cliente pergunta se a mercadoria é mesmo boa.
       Por que será que a grande maioria dos que seguem ao deus de Abraão, que é adorado em diferentes ritos de culto por judeus, cristãos e mulçumanos, se ofendem, se escandalizam e se inflamam com tão pouca coisa, apesar de estarem plenamente confiantes de que estão no caminho certo e todos os demais errados? Por que esses três segmentos, vem tentando converter um ao outro ao seu ponto de vista, ou aniquilar um ao outro nos últimos 15 séculos, apesar de renderem devoção, temor e obediência ao mesmo ser cultuado por seu patriarca quase 6 mil anos atrás? Por que esse deus venerado, pai de todos não se manifesta e impõe a paz forçada entre seus filhos, do mesmo modo que impôs a guerra deliberada no passado bíblico em dezenas de ocasiões para mostrar seu grandioso poder? Será que o seu grandioso poder só se manifesta para a destruição alheia? Ele gosta dessa carnificina provocada pela disputa do colinho do papai? Praticamente todas as maravilhas que ele fez para o bem de “seu povo” se resume em ocupar um lugar já ocupado para dar a pessoas sem ocupação e destruir outros povos para ser glorificado como único e verdadeiro por chacinas cometidas como se fosse algo glorioso.
      Levando em consideração que a grande população de cristãos no ocidente correspondem a quase 95% das pessoas, mesmo assim, notamos uma irritabilidade muito grande por partes dessa maioria esmagadora, quando notam um minoria insignificante entre eles, e tentam forçar a aceitação de suas crenças a outros, e estes ao se recusarem, passam a ser perseguidos, justamente por aqueles por estarem em maioria, deveriam estar plenamente confiantes de si mesmos e não incomodar ou perseguir os demais. A certeza de algo gera confiança e não o oposto disso. Os mais radicais deles se ofendem com tudo que não sejam parte deles ou do rito deles, sem falar que entre eles mesmos, vivem a afrontar uns aos outros, tentando pescar membros das igrejas uns dos outros para o seu rebanho. Um símbolo sagrado de uma cultura alheia distante ou presente, um comentário em um post na net, um beijo gay, uma “música do mundo”, um corte de cabelo do outro, uma roupa um pouco decotada... Tudo é motivo de incomodo, ofensa, ou de tentativa de subversão da crença do outro a sua própria, apesar de tantos conflitos entre eles mesmos tentando provar quem é melhor que quem.
     Além de todos esses incômodos entre eles mesmos, a coisa que mais incomoda um cristão destrambelhado é a simples existência de uma pessoa sem religião. Sua respiração, seu trabalho, seus comentários, sua família, seu sucesso, sua grandeza, e tudo que esse venha conseguir fora desse grupo é motivo de afronta a um fiel fanático religioso. Deveriam ser apagados do mapa! É assim que muitos deles dizem publicamente a respeito de todos que não concorda com seu ponto de vista e não se submetem aos seus líderes por demais gananciosos e manipuladores. O sonho de todo religioso que já perdeu o cérebro é viver num mundo quadrado, em forma de caixinha, onde todos pensam de igual modo, dirigidos por uma mesma liderança e sem nenhuma vida fora dela, para que eles mesmos não cheguem a conclusão que existe sim vida fora daquela caixinha sagrada. Isso nunca vai acontecer, lamento informar, pois por mais duro que um sistema seja, sempre haverá rebeldes e revolucionários que não se dobram a abusos seja de quem for.
      Qualquer pessoa que prospere e tenha uma vida tranquila fora da religião, será alvo de duras críticas e comentários negativos por parte desses religiosos, mesmo sendo o ser criticado uma pessoa justa, honesta e que não cause problemas sociais. Para eles, mais vale um vagabundo cristão, do que uma ser honesto sem religião! Essa é a mensagem não verbal que muitos deles proclamam diariamente. Se você conseguiu de certa forma alcançar um nível maior de cultura e de finança e por isso tem sua vida emocional e financeira equilibrada, fique sabendo que qualquer hora dessas será alvo de insultos públicos por parte de pessoas que criam inimigos imaginários, que dão grande parte dos seus rendimentos e tempo precioso as lideranças na ganancia de terem o dobro ou uma vida melhor ao invés de trabalharem e estudarem, e para compensar suas frustações, vivem a ofender e perseguir quem vive bem fora desses “recintos sagrados”. Dizem que quem põe defeito quer comprar! Um bichinho de Jacó, subidor de montes, fazedor de jejuns, pagador de promessas e comprador de bugigangas ungidas piram, quando veem os “manos de fora” do seu mundinho 4x4 tendo um estilo de vida muito melhor que o deles, sem pagar tanta penitencia para isso e vivendo uma vida justa longe do curral das ovelhas! A desgraça de quem não acreditam em seu deus ou não se iludem com falsas promessas é tudo que eles mais parecem desejar. Cada dia de vida útil e feliz de uma pessoa que não se submete a um estilo masoquista de ser, é um insulto a esses pobres e irritados fiéis de cristo. O amor destes estar limitado a quem se afilia ou se submete aos seus caprichos de fé. Morte aos infiéis! Pregam direta ou indiretamente grande parte dos que tem no deus mesopotâmico seguido por Abraão sua base de crença.
       Pode um ser superior que diz estar plenamente certo de sua própria existência como sendo única e suprema nesse vasto universo, estar incomodado com o fato de que seus servidores se prostrem a outro deus sendo que ele mesmo declara não haver outro em lugar algum? Pode um ser superior permanecer constantemente incomodado com a mentira alheia, a ponto de tentar suprimir todas as formas de expressões de outras culturas, sendo que ele mesmo alega não há outra verdade além dele e de sua própria palavra? Poderia um industrial bilionário se incomodar com o poder de compra de um garoto de apenas 10 anos de idade que acaba de ganhar 50 centavos do pai para comprar alguns chicletes na bodega esquina?  Será que esse bilionário em sã consciência poderia enxergar esse menino como um concorrente, a ponto de querer exterminá-lo pela remota e impossível possibilidade deste vir derrubar seu império financeiro com apenas aquela mísera moeda? Pois é....as vezes o ser cultuado por muitos, se comporta como esse bilionário louco! Mesmo se declarando ser o único, o mais potente, o mais poderoso e tal, estar sempre vigiando, ameaçando ou castigando seus filhinhos pela simples possibilidade destes vir dar sua atenção a outros deuses sendo que ele mesmo declarou não existir outro. SE NÃO ME AMARES, MATAREI A TODOS VOCES! Essa parece ser a mensagem oculta em cada “milagre” e em cada evento realizado pelo deus hebreu para “salvar” o “seu povo” durante os tempos bíblicos.
       Se rastrearmos o comportamento da igreja que diz representar o deus cristão ao longo da história, notamos que não há certeza nenhuma em suas atitudes quanto àquele que dizem ser o único, verdadeiro, supremo e dominador de tudo. O modo como esse ser cultuado age no antigo testamento, parece mais estar tentando ocultar algo e apagar provas, do que propriamente mostrar que é o único. Como se entre tantos, ele quisesse provar ser o único, apesar de saber que não é, valendo-se de ameaças constantes quando qualquer pessoas se inclinasse a outro tipo de conhecimento ou devoção que não fosse a sugerida por ele. Era proibido a busca de outra linha de raciocínio a não ser aquela já estabelecida pelos sacerdotes. Por que tanto medo que descubramos...O que tem sido escondido na verdade? No mundo judaico antigo, no mundo cristão medieval e no mundo mulçumano atual ele se comporta do mesmo jeito. Ele (ou seus representantes) proíbem o diálogo entre os povos e a busca pelo conhecimento cientifico e a pesquisa sobre a realidade dos fatos. Ele parece declarar inimizade a todo pesquisador, arqueólogo, antropólogo, cientista, bacteriologista, geólogo, paleontólogo, filósofo ou psicólogo sério, ao invés de tê-los como aliados para ajudar provar sua própria existência.
     O mesmo ser único e verdadeiro, absoluto e exclusivo, parece sofrer de alguma síndrome irreparável de mania de perseguição, pois, quando não estar procurando destruir, obstruir ou mascarar informações sobre o próprio passado, estar tentando destruir o presente ou simular uma realidade inexistente para um futuro, além de autorizar ou com concordar com a destruição da cultura alheia, seus livros, seus costumes, seus deuses e sua história...Estes não deveriam ser comportamentos de quem assegura estar plenamente  seguro de ser o único no pedaço e que fora ele não exista outro.
      Os seus seguidores tem refletidos ao longo dos séculos essa mesma linha de pensamento e desconfiança. Um rastro de sangue, dor e opressão tem sido a marca daqueles que lutam para apagar o próprio passado da humanidade e manter viva uma fantasia surreal a todo custo. Tal pai, tal filhos. A incerteza de um é a desconfiança de outro! A síndrome do marido traído não ficou apenas com Jose, marido de Maria, engravidada por uma pomba. Ela passou a todos os seguidores dessa linha de pensar, que julgam estar servindo a apenas um ser, mas vive com medo que possa haver outro e tomar o seu lugar de pai ou de filhos. Quem mora sozinho numa casa grande, não precisa estar preocupado em esconder sua nudez enquanto toma banho no banheiro, considerando que não há ninguém ali para o pegar desprevenido!
      A mania de perseguição dos seguidores do deus cristão em nome da igreja, a mando dela ou com sua aprovação ainda que silenciosamente consciente, tem deixado um rastro de destruição por onde passa. Por várias vezes ao longo da história, bibliotecas inteiras foram incendiadas, apagando e destruindo milhares de anos de história sobre vários povos, várias civilizações antigas, vários assuntos científicos incluindo  medicina, astronomia filosofias e vários outros em que nos deixariam talvez, em mais de 5 mil anos à frente em evolução, se comparado ao nosso estado atual. A biblioteca de Alexandria no século IV, foi apenas um entre tantos prejuízos que foi causado a humanidade em nome desse deus ou a mando da igreja. A destruição de bibliotecas de povos da mesoamérica foi outro desastre provocado de dano irreparável. Com tantos problemas sociais constantes na Europa medieval, a igreja e seus representantes, gastavam fortunas, para que seus navegadores saíssem mundo a fora, quebrando estatuetas de povos indígenas e tudo que possivelmente fosse interpretado como idolatria. A santa igreja, fabricante de todo tipo de idolatria, se julgava a si mesmo como aquela que salvaria o mundo da idolatria, destruindo todo tipo de objeto considerado ídolo ou ligadas ao satanismo sendo que ela mesma era a principal fabricante deles. Tem cabimento uma coisa dessas. O evangelho que segundo eles mesmos deveria gerar pessoas mais amáveis e preocupadas umas com as outras, estava gerando pessoas por demais ocupadas caçando ídolos ou seus fabricantes para os condenarem ao ferro e fogo. Maldita hipocrisia!
      Durante as conquistas espanholas e portuguesas, várias culturas foram praticamente extintas, seus livros queimados, em praça pública, seus templos destruídos, suas fortunas saqueadas e o povo escravizado pelos colonizadores para serviços braçais e sexuais, além de serem escravizados para servirem ao novo deus por eles apresentados. As pessoas quase que de modo geral, vão viver suas vidas e morrerão sem saber que jamais existiu esses povos ou que esses fatos aconteceram, pelo fato dos tais terem sido extintos e pelo fato da amada igreja ocultar ou manipular tais feitos para que tal passado negro fique no esquecimento. Grandes estudiosos e os que buscam conhecimentos, amargam essa perda sem reparações e ainda caem no descrédito público quanto tentam mostrar ao povo, o mal que esse fanatismo tem causado. Entre confiar na palavra de um semianalfabeto que usa uma bíblia para explicar o mundo e sua história e dezenas de seguimentos científicos para explicar a mesma história, qual ponto de vista vocês acham que prevalece em nossa sociedade? Nem preciso responder! Dez palavras de um líder religioso, valem mais do que uma biblioteca inteira de conhecimentos acumulados pela humanidade, segundo o senso comum de ser cristão.
      Bem verdade é que algumas dessas culturas da mesoamérica eram tão sanguinárias quanto foram algumas cultura do deus judaico e cristão ao longo dos séculos e que mantinham rituais de cultos regados a base de sangue e sofrimento alheio para agradar também a um tipo de divindade suspeita. Em todo local “conquistado” pela igreja, a história sempre se repetia: morte, carnificina, escravidão e destruição da cultura local. Apagar evidencias da existência dos deuses e de todo conhecimento cientifico dos povos conquistados era a ordem principal. Esse deus parecia político desonesto, que julga ter numa população ignorante a certeza de sua estadia permanente no trono. Em todo solo que a igreja hasteava uma bandeira de conquista portuguesa, espanhola ou de algum outro país cristão, a triste sina de um povo estava traçado. O presente oferecido pelos cristão aos povos conquistados era sempre como um presente de grego aos troianos: por traz daquela cruz de madeira ou do ser crucificado nela, sempre vinha em seu interior, a espada, a conquista e a submissão enquanto o povo dormia, embriagado apreciando o presente recebido. Esse modelo de fé tem promovido mais desgraças do que bons resultados por onde passa. Hoje em dia, os países mulçumanos ainda são os responsáveis pelo maior número de pessoas sequestradas para fins de escravidão no mundo, tendo como principal alvo mulheres e crianças. Enquanto no período colonial os cristão escravizavam outros povos com intuito principal o serviço braçal, os mulçumanos veem na exploração sexual a melhor forma de oprimir o outro. Ambos dizem servir ao mesmo deus mesopotâmico! Que Coincidência!
      A pergunta que nenhum fiel cristão consciente faz é: por que a igreja procura apagar todas as “mentiras” de outros povos já que esta mesma tem se considerado ser a detentora da verdade eterna? Quem estar certo de si em algo, não tem necessidade de destruir as evidencias falsas dos outros para se manter na verdade, antes sim tais evidencias, serviria apenas para incriminá-los e não para absolve-los. Queima de arquivos e destruição de provas são sempre comuns a pessoas que tendo cometido crimes e tem certeza que serão punidas pelas provas, procuram de todo custo eliminá-las custe o que custar. Por que os servidores desse deus, procura a todo custo apagar evidencias históricas da humanidade e do planeta impondo a todos sua própria verdade fabricada em concílios secretos? O que eles escondem?
       Tem a igreja procurando eliminar evidencias que comprovem que ela não é tão verdadeira quanto diz ser? Tem procurado o deus mesopotâmico cultuado por judeus, mulçumanos e cristãos destruir provas que sirva para de algum modo mostrar sua face oculta ou seus planos secretos? O que ele tem a temer de fato? O que ele tenta esconder? O que seus seguidores zumbizados pelas ameaças de morte e condenação eterna escondem tanto? Ambos são cumplices de algum tipo de pacto sinistro, ou estão os seguidores apenas cumprindo rituais com medo de uma danação eterna? É visto em toda natureza, que um animal quando encurralado pode atacar e lutar até a morte, ou pode se deixar capturar para permanecer vivo, morando em cativeiro. Acho que os chefes da igreja aceitaram se reproduzir em cativeiro ao invés de incentivar o povo a lutar pela liberdade de consciência, ou seriam eles mesmos os criadores de tais cativeiros?
       Se a igreja cristã, que diz servir a um deus vivo, presente, onisciente, eterno, imutável, inamovível e que não se degenera em todas as suas qualidades metafisicas, por que se incomodar com coisas tão banais como ídolos de pedra, barro, ouro, madeira ou seja lá do que for da cultura alheia? Por que atravessar um oceano pouco acessível naquela época, com várias caravelas, arriscando a vida de toda uma tripulação só para derrubar uma estatueta de barro, numa tribo indígena, largada numa floresta, no meio do mato e praticamente esquecida em uma cidade já não habitada? Por que se incomodar tanto com um ídolo morto, inerte, imóvel e que nada pode fazer sendo que o seu deus é vivo, o todo poderoso chefão das galáxias? Que comportamento infantil! É como um filhinho de papai, cheio de brinquedos eletrônicos caríssimos, mas que ao se ver sem amigos para brincar, tenta atanazar a vida de um pobre favelado que esbanja alegria ao correr todo sujo na chuva como os seus amiguinhos igualmente pobres, porem ricos e felizes pela companhia uns dos outros. Que ciumeira doida é essa? Parece papel de mulher mal amada e mal resolvida, que por mais que se adorne a si própria de joias e roupas caras, ainda sente ciúmes da vizinha, uma simples borralheira doméstica, quando seu marido também sujo do trabalho, chega em casa e lhe cobre de beijos sem se importar com o labor do dia e os odores provocado da labuta.
      Tem alguma coisa errada com esse ser cultuado. Tem alguma coisa errada com os que lhes prestam culto. Até hoje esse comportamento é refletido em vários cristãos radicais (e imbecis) que saem por ai a meia noite, chutando despachos na encruzilhadas, que invadem terreiros de macumba para atrapalham os rituais de outros cultos em pleno funcionamento, ou quebram seus altares, ou que pegam símbolos católicos e os quebram em público enquanto se deixar filmar para todo mundo ver. Por que demonizar a crença do outro quando se julga sua própria como sendo divina? É muita cara de pau ou muita incerteza sobre a própria crença! Não vejo mensagem de salvação alguma nesses atos, antes sim, mensagens de desespero e um convite á guerra!
      O que os sacerdotes cristãos em suas linhagens milenares estão tentando esconder a respeito desse ser cultuado e tido como deus? Seria sua aparência já que ele nunca deu as caras publicamente? Será que ele não tem a aparência meiga e afável que no subconsciente coletivo seus seguidores criaram? A própria bíblia dá alguns detalhes soltos de como possivelmente ele seria. Quando leres a bíblia de modo não induzido, verás que a imagem a respeito dele pode ser bem diferente do que imaginamos. Alguns dirão que o modo simbólico como descrevem suas características, são apenas linguagem poética...que poesia macabra! Um deus justo jamais deixaria que seus filhos derramassem sangue um dos outros em defesa se sua honra sendo que são todos eles seus filhos. Em nossa sociedade “pecadora” como somos, negar responsabilidades de paternidade gera sérios problemas. Na sociedade dos deuses, gerar filhos e deixá-los entregues à própria sorte, parece ser suas marcas registradas e até motivo de orgulho. Do Olimpo ao Horebe, isso tem acontecido aos montões!
      De onde vem esse medo louco de que descubramos como realmente as coisas são? Do deus que inventou a igreja, ou da igreja que inventou esse deus? Estaria por outro lado os sacerdotes cristãos primitivos escondendo as reais intenções do ser a quem se adora, com sua verdadeira identidade disfarçada de ser supremo e universal? Por que tanto ciúmes em relação a outros deuses se ele mesmo diz ser o único e não haver nenhum outro em todo o universo? Esse ciúmes dele só leva uma mente pensante a imaginar o contrário! Esse tipo de ciúmes seria semelhante ao de um homem louco que sequestrou uma mulher para morar em uma ilha deserta e inacessível a qualquer rota, e mesmo assim ele sente medo de ser traído com outro homem. Ou aquela ilha não é deserta e ele tem certeza disso, ou ele aprisionou os náufragos daquela ilha em algum lugar e tem medo que um dia eles venham se libertar e conquiste por mérito sua esposa, e ele venha perder um amor que nunca foi dele já que ele a mantem pela coação e não por opção. O ser cultuado pelos cristãos parece sofrer do mesmo tipo de paranoia. Acha que todos o perseguem quando na verdade é ele quem persegue a todos. Me amem, me adorem, me bajulem, me obedeçam, eu preciso de vocês para continuar existindo, vocês são a razão de minha existência, e não o contrário...essa parece ser a mensagem que se passa mediante a tanta prova de ciúmes.
       Se pesquisarmos na história das religiões, perceberemos que a linhagem sacerdotal de alguns rituais de culto é praticamente a mesma em vários cantos do planeta. Será que o mesmo ser tem sido cultuado de forma disfarçada em partes diferentes do globo? Como os sacerdotes de tão variadas culturas seguiam ritos tão semelhantes apesar de estarem tão distantes? Muda-se o nome do deus adorado, mas o seu perfil continua sendo o mesmo, assim como as linhas sacerdotais que mantem vivo o seu culto. Pelas vestes sacerdotais, pelos ritos ocultos, pelo símbolos sagrados disfarçados ou invertidos, pelo gosto de beber sangue, pelo desejo de apagar todas as evidencias do culto alheio, podemos suspeitar que a humanidade tem servido em seus rituais de culto possivelmente a uma mesma força nefasta disfarçada de divindade sagrada. Deuses semitas como babilônios, assírios mulçumano e hebreus tem de certa forma refletidos suas características para o deus cristãos. Em todo tempo, e em todas essas culturas, ele também alegava ser o único e verdadeiro, apesar de dizer também a mesma coisa para cristãos, judeus e mulçumanos, apresentando-se de modo particular a lideranças diferentes, trazendo conflitos e guerras milenares em honra dele mesmo. Ele parece gosta muito disso. Coisa de maluco um pai que gosta de ver seus filhos se explodirem, se atacarem e se aniquilarem.
      Outra característica comum a esse ser é que todo mal praticado em seu nome, ele parece ser conivente ou não se importar. Estupros, assassinatos, pedofilia, escravidão, abusos sexuais por parte da lideranças, rituais de sangue e todo tipo de manipulação possível tem acontecido em seu nome, ele apesar de toda sua onisciência, onipresença e onipotência, parece dizer: amem, que assim seja, estou gostando muito, continuem, que o maior oprima o menor! Os esforços para manter uma civilização funcionando pouco me importa, quero mais é ser adorado! Que o caos reine! Que o circo pegue fogo! Que se lixem todos! Quero mais é oferta de sangue, carne queimada e bajulação sob ameaça! Sou eterno mesmo! Pouco me importo! No dia do juízo ponho todo mundo no mesmo pacote, mando a maioria pra o inferno e pronto! Depois de outra eternidade nos céus, permitirei outra rebelião de novo, expulsarei um bocado de anjos rebeldes de lá, criarei ouro planeta cheio de adoradores, e recomeço tudo de novo pra não ficar aqui apenas nesse tédio celeste ouvindo os seres eternamente cantantes de forma mecânica e sem sentido aqui na gloria! Que saco esta vida celeste! Tudo é do mesmo modo a vida toda, nada muda! Os humanos tem emoções e sentimentos e isso é tudo pra mim! Por isso sou assim, insensível ao clamor dos oprimidos! Bola pra frente (as vezes acho que ele pensa assim)!
    CONTINUA...
     
  • A Amarelinha

    Imagine o dia em que alguém se aproxima de você e diz: “Pare, pare agora! Largue tudo o que está fazendo e me obedeça”. E então ordene: “Comece a pular amarelinha. E nunca pare!”. E você obedece. Não sabe o exato motivo, mas mesmo assim obedece. A partir desse momento você passa a pular amarelinha por pelo menos 5 horas diárias, com dois dias de pausa durante a semana.
      É-lhe dito que quanto mais pular, uma melhor pessoa você se tornará. Esse alguém insiste que você deve continuar, sem cambalear e sem desistir. Você obedece. Por 10 anos pratica quase que incessantemente a arte da amarelinha. Aprende como pular melhor e mais rápido, aprende a melhor superfície possível para a prática, assim como a melhor maneira de posicionar os pés nos quadrados da brincadeira.
      O processo é penoso. Você não sabe o porquê de tudo aquilo, não sabe o motivo pelo qual tudo gira em torno da amarelinha. É cada vez mais sacrificante levantar pela manhã, tomar um rápido café, calçar seu tênis e então ir pular mais uma vez. Mas você continua. Essa é sua rotina, é o que faz durante todos os dias da sua vida, e provavelmente o que fará pelo resto dela.
      Já lhe foi contado que um dia seus conhecimentos seriam postos a prova e que sua habilidade definiria o caminho que trilharia desse momento em diante. Você não questiona, apenas obedece. Se falhar no teste, não há problema, por mais um ano treinará e caso não seja suficiente, treinará por mais outro, e por mais outro, até que esteja preparado.
      O grande dia chega, já com os pés extremamente calejados, você consegue. PARABÉNS! Finalmente passou no teste, todo o trabalho que teve foi por um bom motivo, agora você reconhece. Ou não.
      Por esse breve momento, você se torna pura euforia. Pura não pela intensidade do sentimento, mas pela sua exclusividade. Sente apenas euforia, e nada mais. Não há noção de conclusão ou de êxito, de glória ou de orgulho. Você deve ficar feliz. Você obedece. Agora está apto a aprender técnicas superiores de amarelinha, e o ciclo se reinicia.
      Como se sente? Fazendo sempre mais do mesmo, sem ter motivo, sem ter vontade, sem entender o que se passa a sua volta, apenas cumprindo ordens desse alguém. Percebe, então, que esse alguém não é uma pessoa, não é sua mãe, não é seu pai, seu professor e nem seu avô, mas na verdade é um ente. Um ente chamado sociedade.
      Não sente; segue enfrente.
  • A copa

    Porque depositar tanta esperança em pessoas simples?São milhares de pessoas simples torcendo por poucas pessoas tão simples quanto elas.Quero dizer,biologicamente somos todos iguais.Então porque tratá-los de maneira diferente?.São milhares de pessoas confiando seu dinheiro em apostas,são milhares de pessoas perdendo apostas.São milhares de pessoas felizes,são milhares de pessoas deprimidas.Seria a copa uma contradição?
  • A cópula dos mortos

    Morto, caminhando entre mortos.
    Uma carne viva, uma vida morta.
    Vivo em um corpo vivo
    sempre ansiando por coisas,
    coisas que já nascem mortas,
    abortos embalados pela canção
    da cegueira infinita bailando
    sobre os corpos dos prazeres
    em cópula com todas as dores
    enquanto abrem o meu peito e lambem
    sugando o sangue do meu coração,
    do meu trêmulo coração sem vontade.
    A cada desejo, a mentira da vida...
    Tão suculento, coxas úmidas,
    lábios e línguas…
    Fantasmas com máscaras de Vênus
    e os louros de Apolo, sendo tudo
    mas nunca sem polos.
    Sou corrompido pelas alturas,
    violentado pelos de baixo.
    Se olho pra cima e grito:
    Salve-me!
    O decote do mundo desvia o meu olhar.
    Quando dou por mim estou no quarto escuro
    entre os lábios de Babilônia embriagado por seu perfume,
    fazendo juras de amor, achando que eu a penetro,
    quando sou penetrado de todas as formas e grito: Mais!
    Ela se aproxima da minha face,
    seu hálito doce, seus cabelos serpenteantes,
    e nos seus olhos frios, sem vida como um espelho,
    vejo refletido a mim mesmo
    e com horror percebo que não existo,
    sou apenas ela que olha para o vazio
    dançando sobre os cadáveres da vida,
    sem vida, sonhando tudo.
  • A CORRIDA MALUCA- Quando a chegada vale mais que o percurso

    Para quem tem entre 10 e 40 anos de idade, já viu com certeza na TV aquele desenho animado, chamado a “corrida maluca”, em que mostra as várias tentativas do personagem Dick Vigarista em atrapalhar a corrida dos outros. Ele sempre estar na frente, mas perde a corrida, toda vez que retarda seu trajeto para planejar o fracasso dos outros. Sempre acaba perdendo a corrida por que ao invés de cuidar do seu sucesso, cuida em garantir o fracasso dos outros. Assim age muita gente de modo consciente ou inconsciente. Ao invés de seguir o curso de suas vidas, passa o tempo todo obstruindo ou dificultando o caminho dos outros. Assim agem os grupos religiosos e políticos pois perdem tempo atrapalhando o percurso do outro, ao invés de expandir o próprio criando soluções para a sociedade e não demonizando tudo, ou “esquerdizando” tudo. Desse modo agimos todos nós sem percebermos. De olho na chegada esquecemos do percurso as suas maravilhas.
       O sentimento de competitividade e escassez de recursos que desde criança nos embutem, faz com que muito cedo vejamos nossas relações pessoais como meras competições de um único vencedor onde a lei áurea dessa regra ensina que ou você elimina ou é eliminado, que não há espaço para duas pessoas ser, fazer ou ter ambas oportunidades ao mesmo tempo sem prejudicar o outro. Mera ilusão, pois só há competitividade, onde foi projetado um valor ao produto. Se não há projeção de valor, não há competitividade, apesar do produto em si agregar as mesmas propriedades. Quanto mais valor se dar a algo, mais esforço faremos para tê-lo, então maior será o seu sacrifício para possuí-lo e menos tempo você terá para si próprio ou para sua família. Assim deixamos de perceber que nem sempre o que nos ensinaram a buscar tem tanto valor enquanto as virtudes que nos tornam mais humanos, e estas são deixadas de lado. A propaganda moderna agrega valor à coisas irrisórias, para depois descarta-las no futuro. Passamos nossa vida inteira demarcando território como animais e lutando por coisas, que no fim das contas ficarão para outros, que talvez irão adquirir sem esforço nenhum, como em caos de heranças por exemplo.
       Além do senso de competitividade, temos por outro lado pessoas que conservam a crença em um Deus ou diabo que serve apenas para atribuir seus fracassos ou sucessos e essa linha de pensar faz com que muita gente quando estão fazendo o mal a outro, já tenha em mente um álibi perfeito, pois dirão que o mal que praticaram foi por que teve suas faculdades mentais possuídas pelo poder das trevas e quando alcançam algum “sucesso” derrubando os outros, dirão que só estão ali por que Deus quis, e quando Deus quer ninguém impede. Esse tipo de comportamento faz com que muitos tenham desculpas para todas as suas ações na vida e se tornem cada vez mais medíocres e irresponsáveis por seus atos.
       Políticos usam a difamação, calunia e perseguição alheia para conseguir sucesso próprio. Líderes religiosos demonizam a religião de outros para endeusar a sua própria. Laboratórios farmacêuticos defendem a autoria de sua patente para que somente estes produzam aquele tipo de remédio por certo tempo pelo preço que este quiser, nas condições que lhes for mais interessante.  Descobertas cientificas que mudariam para sempre a face de nosso planeta e as relações humanas são silenciadas para que muita coisa não mude, para que a dependência do sistema continue e a equipe do poder fique no sistema de criar problema, observar reação para depois gerar solução, sendo heróis por resolver um problema que eles mesmo criaram. Nesses moldes a resolução geralmente consiste no início de uma dependência crônica de um outro sistema criado.
       Esse padrão se repete desde uma simples relação cotidiana até as mais obscuras das tramas que são feitas às escondidas por sociedades secretas. Tirar vantagem ou manipular o outro é sinônimo de inteligência para muitos, seja numa relação amorosa traindo o parceiro, seja numa relação comercial roubando alguns gramas no produto pesado ou vendendo um produto com defeito como se fosse perfeito, seja nas relações de trabalho negando o que se deve e exigindo o que se não deve. Isso que nos ensinam diariamente. Isso que repetimos o tempo todo. Tornamos as relações conflituosas e tumultuosas, depois pedimos ajuda aos deuses e oramos ardentemente para que um messias todo poderoso venha botar ordem na casa e punir os “injustos”, esquecendo que também fazemos parte dessa injustiça por conveniência e que somos nós mesmos os causadores de muita injustiça. Acontece que acreditamos ser errado apenas aquilo que uma constituição federão diz ser mesmo sabendo que estamos causando danos a alguém. Acontece que mesmo sabendo que algo pode trazer prejuízos enormes no futuro, mesmo assim muitos arriscam tentar e dizer seja o que Deus quiser. Acontece que muitos ainda funcionam na base do “ter de filmar, fotografar e provar” para que os tais assumam que erraram contra outros, pois se ninguém viu, ninguém fotografou ou filmou então, não se tem provas. Se não tem provas não há crimes. Se não há crimes o que causou o mal se julga inocente. Acontece que muitos ainda funcionam na base de “faça escondidinho, apronte e morra negando se te perguntarem algum dia se fez”. Quanta hipocrisia...Estas são as mesmas pessoas que oram o pai nosso todos os dias e pede graça a Deus. Essas são as mesmas pessoas que lotam todo tipo de igreja para “adorar ao senhor” sem nenhum peso na consciência. Essas são as pessoas que vivem a contar suas misérias como se fossem vítimas mesmo sendo causadoras da ação. Assim vivemos um círculo vicioso de errar crendo na proteção ou misericórdia divina.
       Nesse ritmo, um comerciante abre uma quitanda, uma bar, um salão de beleza, ou um comercio qualquer e alguns comportamento começam a modificar sua personalidade. Ele procura a todo custo fidelizar seus clientes como se este fosse a única fonte de renda em todo o globo e quando o cliente usa o serviço ou produtos da concorrência, tal comerciante pode ficar com “raivinha” tratando mal o cliente em outra ocasião ou reduzindo o próprio lucro para cativar o cliente, tornando difícil a manutenção do próprio comercio e no futuro até ir a falência. Grandes empresas por sua vez, produzem aparelhos, que geralmente só recebem concertos de qualidade na assistência autorizada, levando meses para resolver um serviço simples, tornando a vida do consumidor tediosa mediante a esse fato quando a assistência podia ser estendida a outros de uma forma bem mais simples.
       Por outro lado consumidores se tornam cada vez mais exigentes e intolerantes de todos os lados. Quando percebem que há briga entre os comerciantes pela venda de seus produtos os tais se sentem como deuses a receber bajulação. Quando encontram alguma falha técnica num processo industrial querem indenizações milionárias. Como toda regra tem exceções, claro que há abuso dos dois lados. Um sentimento de tirar vantagem sobre o outro se apodera cada vez mais de nossa sociedade. Processos dos mais estupido tipos possíveis enchem as mesas dos magistrados. Alguns querendo indenizações milionárias sobre um crime que eles mesmo armaram para se fazer de vítima depois. Alguns são de pessoas que querem criar direitos onde não se tem só por que “ouvir dizer que”... Outros querendo se esquivar de deveres que deveriam ser cumpridos sem precisar de intervenção judicial.  A boca que te diz eu te amo no dia do casamento é a mesma que diz “dane-se, quero tudo que é seu” ou “morra” no dia do divórcio. A pessoa que diz hoje que o importante é apenas a sua companhia, amanhã dirá que quer tudo seu, e que vai fazer de tudo pra te deixar na miséria absoluta e ainda vai rir de sua cara.
       Políticos eleitos usam o dinheiro do povo em atos de corrupção para comprar o voto do próprio povo e acha que estar saindo no lucro. O que vende o voto, mesmo sabendo que ele próprio foi a fonte pagadora, sente-se um “iluminado” naquele instante, pois acha que estar manipulando o político e levando vantagem sobre aquele que vai votar de graça e que espera apenas uma boa administração para todos em troca do voto.
      Líderes religiosos fazem campanhas e mais campanhas diferentes em igrejas para atrair mais público pagante. Se o público fosse apenas de pessoas simples, de pouca condição financeira “deus” não se manifestaria tanto por meio dessas unções. Depois eles se acham donos da vida de cada pessoa que entra naquele recinto e “aceitam” a jesus, e a partir daí querem ter controle total sobre as vidas dos tais, e usa todo tipo de ameaça quando alguém anuncia que vai deixar o grupo. Por outro lado, os crentes, pagam seus dizemos e ofertas além de participar de todas as companhas criadas pela liderança, pela sutil esperança que terá vantagens financeiras e espiritual sobre aqueles que não tem dinheiro pra apostar no “cassino do senhor”. Hoje você não precisa ir até LAS VEGAS para sonhar com dinheiro fácil obtido por meio de apostas, pois em cada esquina tem um líder religioso que te ensina a fazer apostas nas campanhas financeiras de sua igreja e como sempre, o dono da casa é o maior beneficiado nessas “casas de jogos”.
      Líderes militantes “patriotas” críticos da burguesia, que lutam por igualdade entre todos os cidadãos, não vê problema nenhum em ganhar 200 vezes mais que as pessoas que o elegeram acreditando nesse “patriotismo”, mas são críticos ferrenhos da iniciativa privada e faz duras perseguições, quando empresários após várias tentativas de acertos e fracassos apostaram toda sua fortuna para produzir um produto que vai atender uma grande quantidade de pessoas e por isso terá uma grande quantidade de lucro. Lucro obtido pela prestação de serviço é ser burguês na concepção desses “patriotas”. Lucro obtido manipulando “militontos” é sinal de patriotismo. Gente assim chama de burguês qualquer pessoa que cresceu por conta própria, para esconder que o mesmo é um fidalgo disfarçado de pobre, que vive as custas do voto do povo, falando contra algo que na prática o mesmo prova ser o objeto da crítica.
       Poderia ser diferente se desligássemos um pouco nosso piloto automático. Difícil é fazer isso. Quanto mais agitada for a vida de uma pessoa, menos tempo ela terá para pensar na vida pois passa tempo demais opinando sobre a vida dos outros ou correndo como burros atrás de cenouras amarradas em sua própria cabeça.
      Então nos perguntamos: para onde vamos com tanta pressa? Por que corremos tanto? A linha de chegada é mais importante do que o trajeto a ser percorrido? E se o prêmio não for o que nos prometeram? E se não conseguirmos chegar até o final? Será que o que nos espera na linha de chegada justifica certos comportamentos que temos em relação ao nosso semelhante? O prêmio a ser conquistado é tão importante assim a ponto de custar a vida, a carreira e a moral de outros para construirmos a nossa, que por sinal será tão sólida como um castelo de areia? Geralmente o prêmio tão sonhado não passa de um conjunto de valores apreciados em nossa cultura ou época e desprezados em outras ou entre outros povos. Só no final da carreira é que muitos percebem que correram em vão, que viveram a vida perseguindo apenas conceitos. Tudo não passa de conceitos. Tanto o material quanto o imaterial. O que pra uns valem fortunas, pra outros não passa de lixo podre.
      Em busca de fama e glória própria passamos metade de nossas vidas correndo como tontos, para cima e para baixo, para acumular teres, conquistar títulos e se encaixar no perfil do grupo em que estamos inseridos. Em busca de evitar críticas ou a agradar a opinião alheia passamos uma outra parte de nossa existência fazendo ou sendo o que não gostamos, para sermos aceito no grupo. Como papagaios de pirata, passamos toda nossa vida, apenas repetindo frases e padrões comportamentais o tempo todo, sem nem pararmos para calcular a escala de valores inseridas em nós desde a infância e perceber que não vivemos nossas vidas, e sim vivemos uma vida que foi desenhada para vivermos, qual fomos inseridos e tivemos que simplesmente nos adaptar. Os sistemas políticos e religiosos são os nossos principais senhores, regentes do comportamento de quase toda sociedade organizada.
       Nessa corrida maluca que vivemos tem hora que precisamos parar e refazer o trajeto. Outras vezes precisamos reduzir e apreciar a paisagem. Em algum momento devemos contornar e pegar o sentido oposto. Se pudermos ajudar outros que estejam com algum problemas na estrada tudo bem, se não pudermos não atrapalhar ninguém já é uma boa ajuda.
        A solução para os problemas da humanidade não estar em descobrir meios para aperfeiçoas as nossas relações com os deuses, seja de que crença for. A solução para nossos problemas consiste em aprendermos nos relacionar uns com os outros, livres da ideia de tirar sempre vantagens, livre da falsa ideia que possuímos algo. O máximo que possuímos é o ar que circula em nossos pulmões no presente momento. A vida é o momento. E no momento isso é o máximo que possuímos. Todas as outras coisas estão fora de nós apesar de criarmos o conceito que são nossas. As outras coisas são partes das relações e não a razão da vida. Vale lembrar que praticamente todo grupo religioso se considera escolhido por algum ser especial e que esse ser vai levar esse grupo, e destruir todos os demais que não fazem parte daquele grupo. Se levarmos em consideração o conceito do Deus judaico-cristão interpretado nos dias de hoje segundo a própria bíblia, perceberemos que entre conversar e mandar uma praga pra destruir todo mundo, ele prefere a segunda opção. Então pouca opção nos resta senão aprendermos a convivermos uns com os outros já que todo grupo se auto denomina escolhido. Enquanto gastamos fortunas para dar honra, louvor, gloria e adoração ao que se diz ser onipotente e que de nada precisa, bem debaixo do nosso nariz, os que realmente são necessitados nós os ignoramos.
       Enquanto o combustível do nosso “veiculo” estiver queimando, estamos nessa corrida maluca. Quando a centelha que gera a combustão acabar é que muitos irão perceber que agiram como um Dick Vigarista o tempo todo e que nem viveram suas vidas e ainda atrapalharam a de muitos.
       Um brinde a sanidade e a reflexão.
  • A Educação Obrigatória é um crime contra as crianças

    Para falar sobre educação, devemos saber como se dá o processo de aprendizagem.
    Toda criança nasce desprovida do poder de raciocínio, o qual distingue os homens dos animais. Sabendo que a criança poderá se tornar um ser humano adulto, ela é tem, potencialmente, a capacidade de raciocinar dentro dela.
    A medida que a criança cresce ela cria fins e descobre meios para alcançá-los. Esses fins são baseados em sua personalidade e seu conhecimento dos meios é baseado no que aprendeu ser mais apropriado.
    Quando ela se torna adulta, ela desenvolveu suas faculdades o quanto pode. Todo esse processo de desenvolver as facetas da personalidade do homem é sua educação.
    Para desenvolver as facetas de sua personalidade a criança não necessita de instrução formal sistemática, pois isso está dentro do espaço direto de sua vida cotidiana, ou seja, não exige grandes exercícios das capacidades de raciocínio.
    Porém, para desenvolver o conhecimento intelectual, que está fora do espaço direto de sua vida cotidiana, envolve um exercício muito maior de seu cérebro. Para desenvolver esse conhecimento é necessária instrução sistemática, uma vez que o raciocínio progride em etapas lógicas ordenadas, organizando observações em um corpo de conhecimento sistemático. A criança, então, tem que desenvolver capacidades de raciocínio e de observação.
    Necessitando de instrução sistemática ela tem 3 opções, o livro, o instrutor e a combinação livro e professor.
    O livro apresenta assuntos de forma completa e sistemática, já o instrutor conhece o livro e lida com a criança diretamente e pode explicar pontos de dúvida e de difícil compreensão.
    A combinação do livro e instrutor é a melhor para a instrução formal.
    Serão necessárias 3 ferramentas básicas, a leitura, a escrita e a aritmética.
    Através da leitura ela poderá estudar ciências naturais, história e geografia e depois economia, política, filosofia, psicologia e literatura.
    A escrita irá ajudar no aprendizado, pois ela ramificará esses vários assuntos em ensaios e composições.
    A aritmética irá lhe possibilitar usar números simples até as partes mais desenvolvidas da matemática, sem falar que ela poderá ajudar no processo de desenvolvimento no raciocínio lógico da criança.
    A principal dessas 3 é a leitura, e para aprendê-la o alfabeto é a ferramenta principal e lógica.
    Agora, falando sobre a personalidade, cada criança tem a sua, o que permite no futuro ter um grande espectro da especialização da divisão do trabalho.
    As habilidades e interesses de cada criança é natural que seja variado. E tentar uniformizar os interesses é um crime contra a criança, uma vez que nega os princípios fundamentais da vida e do crescimento humano.
    Deve ficar claro que nem a razão e nem a criatividade podem funcionar numa atmosfera de coerção. Isso quer dizer que, o melhor tipo de instrução formal é aquele que é adequado para a personalidade individual da criança, ou seja, a instrução individual. Somente na instrução individual as potencialidades humanas podem desenvolver em seus níveis mais altos.
    Isso quer dizer que existe uma grande injustiça no Brasil que é proibir que os pais ensinem seus próprios filhos ou paguem um instrutor para os ensinar. Além dessa injustiça tem uma outra que se chama Base Nacional Comum Curricular, uma vez que ela impõe padrões uniformes ela causa um sério dano à diversidade de gostos e aptidões humanas. Mais ainda: ela força crianças com pouca capacidade de raciocínio à escolaridade, e isso uma ofensa criminal às suas naturezas. Sem falar que indiretamente a Base Nacional Comum Curricular não permite que surjam escolas diferentes para cada tipo de demanda, uma vez que cada escola deve seguir essas imposição. Em decorrência disso, todas as crianças da nação serão obrigadas a seguir os mesmo conteúdos, mesmo que elas tenham personalidades e aptidões diferentes.
    Então vem a questão, quem deve ser o supervisor da criança? Os pais ou o estado?
    Os pais são os tutores naturais da criança, uma vez que foram eles  que conceberam-na sob um contrato legítimo entre homem e mulher. Já o estado não tem relação alguma com a criança, sem falar que ele decreta o que deve ser obedecido sob risco de prisão. A criança, sendo tutelada pelo estado, irá crescer sob as asas de uma instituição que repousa sobre a violência e restrição. Tirania de modo algum é compatível com o espírito do homem, já que ele exige a liberdade para seu pleno desenvolvimento.
    Com a educação e a tutela exclusivamente sendo dominada pelo estado, surge uma raça passiva de gados servidores do estado, onde no livre mercado seriam homens independentes e com conhecimentos diversificados.Além do mais o controle estatal da educação promoveu o impedimento à educação ao invés do verdadeiro desenvolvimento do indivíduo.
    Atualmente no Brasil a educação é compulsória, caso as crianças não sejam mandadas para as escolas privadas, elas devem ir para a pública, o que nos leva a pensar que grande parte das crianças da escola pública não queriam estar lá, mas a lei obriga seus pais ameaçando-os de prisão ou de sequestro institucionalizado de seus filhos.
    Além do mais, a educação obrigatória força as crianças com pouca capacidade de raciocínio à escolaridade, porém isso é uma ofensa criminal às suas naturezas, pois elas, em sua maioria, não querem estudar e não conseguem progredir intelectualmente em um sistema no qual é impossível que ela seja atendida e ajudada em sua particularidade.
    Já dizia Isabel Paterson: "Um sistema de educação obrigatória, financiado pelos impostos, é o modelo completo de um estado totalitário."
    O economista Murray N. Rothbard em seu livro “Educação: Livre e Obrigatória” fez a seguinte analogia:  “O que pensaríamos sobre uma proposta do governo, federal ou estadual, de usar o dinheiro dos pagadores de impostos para criar uma rede nacional de jornais públicos e obrigar todo o povo, ou todas as crianças, a lê-los? O que pensaríamos se, além disto, o governo proibisse todos os jornais que não se encaixassem aos “padrões” do que uma comissão do governo acha que as crianças devem ler?”
    É evidente que um proposta dessa seria, por muitos, considerada um horror e um ataque à liberdade de expressão, porém essa é exatamente a ação do governo em relação à instrução formal. Ele regula o que é escrito nos livros, o que deve ser ensinado e como deve ser ensinado, regula quem pode ou não trabalhar como instrutor, e, ainda mais, faz tudo isso com o dinheiro dos “contribuintes”. A questão que está sendo colocada é se a liberdade escolar é tão importante quanto a liberdade de expressão, a educação obrigatória tem que ser vista com maus olhos e ser repudiada ao máximo, uma vez que ela irá moldar toda sociedade da forma que o estado quiser.
  • A História, a Alienação e a Consciência de Classe para Marx

    Marx abre a obra “O Manifesto Comunista” com a afirmação de que a história tem sido a historia da luta de classes. Para Marx, o fio que tece a história é o desenvolvimento das forças produtivas (força de trabalho somada a meios de produção, em suma) que se torna contraditório com as relações sociais de trabalho, e esse fio é rompido pela luta de classes. Ele identifica que a história no tempo que ele presencia se apresenta também como a história da luta de classes, porém dessa vez com novos polos, proletariado e burguesia, e apresenta também novas formas de dominação por parte da classe dominante, como a alienação, e necessita de consciência de classe dos dominados a fim de quebrar superar o novo sistema vigente que assim se estrutura, o Capitalismo.
    Marx considera que em seu tempo, no mundo em que presenciava, a luta de classes apresentava uma nova formulação a partir do advento da Revolução Industrial, onde surgiram dois novos grupos, ou, em termos marxistas “classes sociais”, proletariado e burguesia. O proletariado é composto por pessoas que, suma, não detém os meios de produção e se veem obrigadas a vender sua força de trabalho aos que detém esses meios, a burguesia, a fim de garantir sua sobrevivência. Essa nova conjuntura se dá por conta da estrutura do novo sistema econômico-social vigente, o Capitalismo, que necessita da alienação do proletariado e que só pode ser superado pela consciência de classe desse grupo.
    Dessa forma, à medida que as forças produtivas avançam rapidamente as relações sociais avançam a passos lentos, sendo gerada e gerando alienação. Marx diferencia quatro tipos de alienação: a) em relação ao produto do trabalho; b) no processo de produção; c) em relação a existência do individuo enquanto membro do gênero humano; e d) em relação aos outros indivíduos. Em suma Marx analisa que o trabalhador: a) mesmo tendo produzido é alheio e estranho ao produto; b) o trabalho do ser humano no processo de produção é coercitivo (no sentido de que este se vê obrigado para alguém para sobreviver) e sacrificante, uma vez que este não trabalha segundo as suas próprias necessidades, mas sim segundo os interesses do patrão; c) o ser humano adquire uma existência em que importa apenas seu papel enquanto trabalhador, e, portanto, sua individualidade, e não seu papel enquanto humano, perdendo assim o laço abstrato que antes tinha com seus iguais (demais humanos enquanto espécie); e d) como consequência do apresentado anteriormente acontece uma objetificação do ser humano e toda e qualquer vida perde o sentido, visto que seu aspecto mais valioso, sua capacidade de trabalhar/produzir não serve mais para seu viver, mas para sua mera sobrevivência e subjugação aos interesses alheios.
    A consciência de classe, que é o reconhecimento de pertencimento a uma classe de explorados (aqui há de se dizer que Marx já identificava que essa classe proletária já era reconhecida enquanto classe pela classe burguesa), que é vista pelo autor como a forma do proletariado superar essa subjugação, ainda se subdivide em dois subtipos de consciência, “consciência de si” e “consciência para si”. A partir do momento em que o indivíduo se enxerga e se reconhece enquanto membro de uma classe social subjugada ele adquire “consciência de si” e assim abre espaço para a compreensão de que a organização enquanto classe é o caminho para uma ação política de combate e derrubada de sistema, ou seja, abre espaço para adquirir a “consciência para si”.
  • A miséria sustenta seu ego !

    Por que se noz não tivéssemos pra onde olhar.
    Como nos conformaríamos com nosso “patamar”, tudo isso gira em torno da hipocrisia. Muitos cobram mudança, Igualdade social, direitos iguais etc... Porém quando saímos dessa “bolha”. Nos deparamos com a hipocrisia da conformidade / sustentação da conformidade.“Eu me conformo em ser assim, porque ele tem menos que eu” . Sempre nos apoiando no pilar de baixo novamente se sustentando no declive alheio.
    Base pra sustentar a ideia !
       Relato pessoal : Quando mais jovem sempre reclamei da minha classe social, até hoje não me conformo muito. Porém sustento meu ego e desejo de ser  rico ou seja ter poder aquisitivo em questão de evolução e realização pessoal. Não apoiando em pessoas específicas como comumente é a base da inveja ou a utopia do ser rico. Enfim sempre comentei com os meus pais, e sempre com desdém fui tratado em relação ao assunto. Porém oque sempre me incomodou eram as justificativas dos mesmos.                          - Olhe as pessoas que têm menos que você. ! 
    - Olhe quantas pessoas passando fome. !
    - Olhe quantas pessoas queriam estar no seu lugar. !
       Contudo, tudo isso era dito não para que me sentisse encomendado com a situação das mesmas, mas sim para que eu fizesse então o uso do termo. sustentação da conformidade, ou seja, aderir à ideia que tenho onde me apoiar e me conformar com o que tenho, pois ainda a onde me comparar, e com isso aceitar a monotonia de ser e estar onde me encontro e sou !.
       Mas ao começo de tudo a ideia não era de se colocar no lugar do outro ?. 
       Ao deixar de olhar pra ''cima'' posso sim parar de praticar inveja, vontade de ser mais, superioridade etc... Porém olhando pra baixo, encontro um ser fazendo então o  uso do ego para se conformar com oque tem, por que querendo ou não há a comparação mas não a equiparação com o mesmo que se encontra “abaixo” de nos. 
     HIPOCRISIA
    substantivo feminino
    1. 1. 
característica do que é hipócrita; falsidade, dissimulação.
    2. 2. 
ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade.
    CONFORMIDADE
    substantivo feminino
    1. 1. 
correspondência, analogia ou identidade de forma, modo, tipo ou caráter."c. de angulação"
    2. 2. 
ato ou efeito de se conformar, de aceitar, de se pôr de acordo; conformação, concordância.
    DECLIVE
    adjetivo de dois gêneros e substantivo masculino
    1. 1. 
diz-se de ou superfície cuja altura diminui gradualmente à medida que é percorrida."trecho d." 2. 
POR METÁFORA
que ou o que está em decadência.                                            
    UTOPIA
    substantivo feminino
    1. 1. 
lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos.
    2. 2. 
qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade.
    DESDÉM
    substantivo masculino
    1. 1. 
desprezo arrogante; altivez, soberbia, sobranceria."a dona da loja tratou-o com d."
    2. 2. 
POR EXTENSÃO
comportamento distanciado; indiferença.
  • A POLÍTICA É A DISPUTA POR UMA PIZZA DE MARGUERITA

    O objetivo desse texto NÃO é analisar a situação administrativa de uma cidade ou de um país específico. Não pretendo atribuir valor a nenhuma bandeira partidária, candidato, regime e muito menos, oferecer soluções milagrosas para a economia. Deixarei isso a cargo dos sedentos. Meu intuito aqui é explorar as raízes da política.
    Todo ser humano de algum jeito busca o poder. O fato de sabermos ou não do acontecimento é outra história e não muda a natureza dos eventos. Somos inseguros quanto a vida e a nós mesmos. O desejo de ter o controle nas mãos é intrínseco a espécie. Temos medo! Quando uso o conceito PODER, estou me referindo à necessidade de comandar alguém, se impor à outra pessoa, fazer com que ela viva ou se expresse no mundo conforme os critérios que achamos ser bons ou ruins para nós. Como se quiséssemos parir um universo à nossa própria imagem, ao nosso modo de pensar. A política é o exemplo mais claro de busca pelo poder ou à permanência dele. São sinônimos!
    Existe um livro que fala basicamente sobre o argumento exposto acima. Chama: “O PRINCIPE”, de Nicolau Maquiavel (pensador florentino, 1469-1527). Para o espanto de muitos, ele NÃO era um filósofo como interpreta o senso comum. Foi um consultor político. Trabalhava no estado, atuava para o estado. Era um burocrata, um tipo de agregado público de alta patente que em uma determinada ocasião, acharam que estava conspirando contra os “donos da festa”, os poderosos da época. Chegaram a afastá-lo de suas ocupações para que vivesse em um reduto campestre: Ou some daqui ou morre!
    Então, o pequeno Nicolau a bom grado se foi. Durante a sua estadia nos campos verdejantes elaborou esse manual, essa obra. Ele nunca teve a intenção de fazer um tratado filosófico. Queria de algum modo voltar ao poder, desejava de novo gozar do instrumento controlador. Política é poder!
    Quando alguém deseja se tornar político, quer dizer duas coisas: primeiro é que o fulano(a) ambiciona desesperadamente o poder. Em segundo lugar, tem um enorme complexo de inferioridade, pois PODER pressupõe superioridade. Implica isso! E por qual motivo alguém quer ser superior? Porque se sente desvalorizado, rebaixado, um zero à esquerda. Não é culpa da pessoa. Você tem que compensar suas “fraquezas” para sobreviver na selva. A sociedade é predatória em todos as dimensões. Ele (a) precisa ter poder (e tudo que isso acarreta) sobre o outro para sentir que tem valor. Necessita provar a si mesmo que tem alguma relevância. É o que somos, eu e você! Igual a uma criança que é controlada, subjugada pela mãe. A figura materna (por mais vital que seja) exerce o conceito da palavra PODER sobre o filho. Esse, por sua vez desconta no gato, na árvore, no boneco de plástico ou em qualquer alvo que deduza ser mais fraco na cadeia alimentar.
    Perceba, as coisas funcionam dessa maneira. O esposo aponta o dedo para a cônjuge, ela aponta para a mãe e a cadeia segue. Claro! Há famílias e famílias, relacionamentos e relacionamentos. Mas em suma, o que se altera são as posições e os personagens e não a vontade de poder. O político é uma criatura complexada, que necessita dominar para ter valor. Parece contraditória, mas, essas figuras ainda são básicas para um convívio minimamente pacífico. Somos animais desejosos, certo? Enquanto houver o sentimento de que nos falta algo, existirá a política e seus agentes. Exemplificarei melhor.
    Na Grécia clássica surgiu a tal da pólis, que era a cidade- estado e junto com ela a preocupação de como governar da melhor forma esse amontoado de gente. Pronto! Aí nasce a palavra política. Um instrumento que ajuda na convivência em sociedade. Homens e mulheres desejam. Nós sempre estamos em busca de algo, essa caça é a investida de uma crendice pela satisfação.
    Deixarei mais claro ainda: Pense em uma suculenta pizza de marguerita com azeitonas pretas e manjericão fresco (a que eu mais gosto). Inicialmente terá que compreender que é apenas um exemplo, poderíamos falar do desejo por um cargo de gerente,
    belas pernas, uma viajem etc. Então para fins didáticos ficaremos com a comida, beleza?
    Após toda essa abstração da imagem da pizza: O queijo derretido, o cheiro que nos dá água na boca, as bordas bem moreninhas e você com fome... Acrescente agora a informação de que ela é a última da noite e para complicar ainda mais a situação, tem outras duas pessoas com o estômago vazio desejando o mesmo produto.
    Nossa! Que embaraço. Como iremos resolver o impasse? Já que os bens aqui são escassos e não tem para todo mundo. Nessa hora que o instrumento “política” é útil. Será crucial elaborar algum tipo de regra, acordo, convenções ou algo do gênero que resolva o problema das três pessoas famintas. Pode ser uma lei determinando a preferência pela ordem de chegada ou talvez, usar de critério o valor de quem paga mais. O fato é: Somos sete bilhões de animais pseudocivilizados que encontraram na política o regulador do caos social. Isso precisa ficar bem nítido!
    Toda norma é criada a partir de interesses pessoais. Alguém dita as regras que supostamente sejam as melhores para nós. Somos “obrigados” a aceitá-las. É a mesma situação da turminha que administrava a pólis. Meia dúzia de famílias gerindo toda a base da pirâmide, todo o país. Nossa suposta democracia teve origem lá, nos caras da Grécia, enquanto o poder… Esse não tem nacionalidade. É da natureza humana.
    Não estou julgando se é certo ou errado, bom ou ruim, futilidades como essa, eu deixo para os moralistas. Apenas observe! No período de eleição escutamos grandes discursos. Belas histórias de altruísmo surgem. Todos se tornam filantrópicos do dia para noite e querem salvar o mundo. Realmente, no meio dessa ânsia por votos, pode existir uma causa legitima pela melhoria da saúde, da educação, do transporte, enfim, pelo coletivo. No entanto, atrás de qualquer pessoa que deseja assumir um cargo público, encontrará – a priori – a cobiça pelo poder. Isso NÃO significa que ele NÃO possa executar a sua função de maneira coerente e honesta. O fato de buscarmos a política como um fim para o poder, NÃO desvalida – teoricamente – o comprometimento com o trabalho em si. É claro! Na prática são raras as exceções, é um jogo de interesses e conveniências que poucos assumem. Um tipo de escada, onde, o primeiro degrau é composto por homens e mulheres, criaturas desejantes. O segundo lugar ficou para a busca do poder e a crença na satisfação quando alcançada. E no terceiro e último está a FALTA, que é o motivo de existir o primeiro degrau da escada, assim fechamos um círculo vicioso.
    Você deve saber que toda roda tem um mancal que não se mexe, que sustenta o movimento circular. Esse eixo é a falta de amor próprio e a consequência é o desejo de ser reconhecido, de ter valor, de ser superior. Geralmente, nós só estamos satisfeitos com algo quando não podemos consegui-lo. Você pode não aceitar essa realidade, pois não é simples encarar os fatos. Desejamos a pizza, correto? E se por uma eventualidade qualquer, temos a consciência de que ela não está ao nosso alcance, afirmamos imediatamente que não queremos mais, que não precisamos dela, que já estamos satisfeitos. Mentira! Qualquer pseudocontentamento é pura falta de vitalidade em conseguir. Somos amantes por excelência.
  • A SEDE DE PODER, A CRIAÇÃO DE DEUSES E A DESVALORIZAÇÃO DO INDIVIDUO

    Uma das idéias mais absurdas que o ser humano já desenvolveu e cultiva até hoje é a idéia de ter domínio sobre os outros e fazer dos outros sua propriedade particular. Por meio de idéias como essas vêm toda forma de escravidão física ou condicional, seja por meios explícitos e conscientes ou por meios disfarçados como a indução ao consumismo compulsivo ou a fé cega em um líder político ou religioso. Essa tem sido desde os tempos mais remotos, a idéia que se nutre e pelas quais as maiorias das pessoas matam e morrem o tempo todo, só para perceber depois que n ao valeu a pena. Pior que isso é saber que nos meios religiosos, a idéia que mais se  constrói é a idéia de  achar que determinado grupo de pessoas é superior aos demais grupos ou os demais seres humanos, por estar  este “servindo” a certa divindade, ou ainda que servindo a mesma divindade, adotaram rituais litúrgicos diferentes e por isso são superiores a todos os outros.
       O princípio que escraviza é o mesmo que separa as pessoas e as excluiu em seus casulos de superioridade.  Ao invés da construção mental de que todos são semelhantes, já que de acordos com as principais crenças todos saíram de um mesmo ventre, prefere-se inculcar a idéia de que determinado grupo é superior a todo o resto da humanidade, por ter determinada crenças, mesmo sabendo que o referido  grupo surgiu há apenas duas semanas, dois meses, ou cem anos e surgiu exatamente sobre bases já montadas que cometeram erros semelhantes no passado.
        Por mais contrario que pareça, os maiores lideres da historia, os seres mais iluminados, as pessoas mais admiradas que já passaram por este planeta, a exemplo de Jesus o Cristo, combatiam exatamente sentimentos como esses, e sempre dizia em seus discursos: “ aquele que entre vocês, desejar ser o maior, será o menor entre todos”, ou “todos somos um” e ainda “trate os outros como gostaria de ser tratado”.
       Somente estando de fora de um grupo, seja ele político ou religioso, é que somos capazes de enxergar com maior clareza o quanto tal grupo tem se desviado do propósito original pelo qual pregava, defendia ou foi fundado e seus fundadores se estivessem vivos ainda quem sabe seria o primeiro a se excluir.  É preciso ser muito honesto e corajoso para mesmo dentro de um grupo, irmos contra seus desvios, ainda que os mesmos estejam muito explicito. Em alguns momentos, a idéia da repressão publica, ou exposições ao ridículo por parte do líder nos fazem permanecer em ambientes que há tempos nossas almas já deixaram de freqüentar e passamos a ser um corpo sem alma num ambiente de pessoas, que dirigidos por um líder com sonho de grandeza, nos conduz exatamente ao oposto do destino que deveríamos ir, e a contra gosto pessoal fazemos de conta que tudo estar bem e até defendemos nossa “bandeira” seja ela de cunho político ou religioso em favor de não sermos atacados ou excluídos do grupo que ajudamos a construir. Tornamos-nos zumbis num cemitério de mortos-vivos que chamamos de nosso partido, nosso grupo, nossa igreja, nosso time,nossa empresa ou nossa fé.
       Como é muito provável que os ideais de um grupo mudem quando muda a liderança, se os propósitos pelos quais lutamos foram invertidos e todos os valores mudados, é como se fossemos inseridos em um novo grupo sem sermos avisados previamente e nesses casos não há porque permanecermos em tais ambientes apenas para satisfazer algumas pessoas.
       Um dos sentimentos mais fortes que nos fazem se sujeitar a tais fatos é o medo da rejeição. O nosso modelo social, interiormente construído o tempo todo  nos diz que devemos ser aceitos o tempo todo e temos medo de ser diferentes, mas ser diferente é plenamente saudável e normal. Ser uma cópia robotizada é que é extremamente perigoso.
      Baseado nesse fato, as pessoas fazem as coisas mais absurdas e destrutivas consigas mesmo em busca dessa gloriosa aceitação do grupo. Em vários casos, algumas pessoas, optam pelo grupo dos vândalos, das drogas, dos vícios e tantos outros, pois em alguma situação da vida foi rejeitado em outro  grupo e naquela ocasião o grupo qual agora faz parte, ainda que contrário aos seus ideais o recebera de braços aberto. Assim inicia-se um estado de depreciação própria, crimes e coisas do tipo. Quem sabe se fossemos ensinados a olhar mais para dentro de nós mesmos  e nos aceitarmos como somos e não como os outros querem que sejamos pudéssemos viver melhor! Quem sabe assim, compraríamos menos, trabalharíamos menos, produziríamos menos e conseguiríamos equilibrar os recursos naturais e nosso estado psíquico. O medo da rejeição e de “pensar fora da caixinha” só aumenta o sentimento de rebanho e o poder dos tiranos.
       Se por um lado há os que têm sede de domínio, de poder, de controle, de liderança e sonhos de grandeza eterna, por outro lado há os que se deixam dominar, pois foram ensinados a isso em nome de uma religião qualquer e então  os que aceitam o domínio, o aceitam em troca de reconhecimentos, títulos, hierarquias e prestígios publico pessoal, que são apenas formas de massagear o ego e perpetuar aquele sistema, pois o que hoje se sujeita a certos “cargos” em nome de alguma causa, tem a plena certeza que amanha terá varias outras pessoas sujeitas a si, quando chegar a sua vez de liderar. Desse modo o oprimido passa ser o opressor e a historia prossegue.
       Um dos piores crimes que cometemos na vida  é o crime contra nós mesmos, quando deixamos que outros ditem nossa maneira de viver de acordo com seus medíocres pontos de vistas, sua pouca cultura e seu distorcido ponto de justiça e retidão. É a pior forma de tortura. É a tortura que mais se pratica nas igrejas. É a tortura que as pessoas menos se rebelam pois não sabem que estão sendo torturadas, pois para facilitar essas coisas , ao longo da historia sempre houve a criação de mitos, deuses e heróis que devemos quais honrá-los e adorá-los o tempo todo em troca de mais poder, proteção, boas colheitas, ou domínio sobre os “inimigos”.
       A ferramenta mais eficiente ao longo dos séculos, é criar a idéia de um “um deus irado”, seja ele qual for.  Esse “deus” que poderia simplesmente falar individualmente com cada criatura,nos programar apenas para o bem  com seu majestoso poder ou  mostrar sua vontade particular a cada um, prefere revelar-se exclusivamente a alguns privilegiadas como reis, sacerdotes, pastores, missionários, bispos, sacerdotes, evangelistas, apóstolos,  políticos e alguns astros que englobam em si, todos os atributos e virtudes que uma pessoa possa ter, chegando quase ao titulo de semideus. Desse modo, apenas e somente tais lideranças estão aptas para ouvir, interpretar e transmitir os desejos daquela divindade, que coincidentemente o desejo principal de toda divindade é dar mais poder ao líder e oprimir mais o povo, cobrando mais dízimos, mais oferta, mais sacrifícios, mas jejuns, orações no monte e coisas do tipo.          Ninguém mais a não ser aquele “profeta”  tem a incrível capacidade de entender e retransmitir os desejos desse deus, a não ser esse líder. Geralmente a vontade da divindade se expressa de modo quase que similar a todas as religiões: a de que um entre eles foi escolhido, todos os demais devem obedecê-lo e assim construir uma rede de hierarquias e os ideais do grupo devem almejar sempre  proteger e bajular seu superior para deste modo também ser promovido e dominar os outros.  Aquilo que deveria ser entendido como serviço mutuo pessoal e coletivo, torna-se o fardo de toda humanidade. Pouquíssimas pessoas na historia, compreenderam que liderar é distribuir o poder e os recursos para o bem de todos e não acumular para si. Os mega pastores, por exemplo, estão totalmente contrários aos ideais de Cristo e por isso não deveriam ser considerados cristãos, sendo que esse titulo antes valia apenas ao que seguiam seus ensinamentos. Extrair até o ultimo centavo do povo, e vender todo tipo de bugigangas gospel que serve de amuletos, nunca foi ensinado pelo mestre.
       Interessante é notar que a idéia construída desse “deus irado” , faz com que ele demonstre sua ira de acordo com o país, cidade, pastor, bispo ou apóstolo que lhe representar. Em alguns lugares ele ficará extremamente irado por que uma pessoa usou brincos, batons,  jóias, pintou o cabelo, maquiagem, fez a sobrancelha, depilou a perna ou coisa do tipo. Em outros não. Em algum outro lugar ele ficará extremamente irado por que o individuo comeu carne de porco, esqueceu de usar o véu, fez alguma atividade no sábado, não fez uma oferenda no mar, pagou atrasado o dizimo, visitou um cinema, tomou uma dose de wisky, abriu uma garrafa de vinho... Em outros não. Em outras cidades, igrejas ou região, ele não estará tão irado assim, será mais calmo, mais tranqüilo e menos raivoso.  Apesar de ser universal, onipresente, e onisciente, por sorte (ou azar), seu nível de ira muda, como muda o clima julgando as mesmas causas de modo diferente, só depende do líder que o representa.
       Em algumas crenças ele vai ficar muito contente quando alguém faz oferendas de sangue de galinhas ou outros animais, quando paga o seu dizimo, trízimo ou entrega o seu “tudo”. Já em outras, ele pede apenas que nos amemos, e respeitemos um ao outro e isso basta.
      Por outro lado, esse deus irado, ele nunca parece estar irado quando os lideres oprimem, matam, estupram, roubam, extorquem, humilham, pisam, ofendem e excluem as pessoas. Nesse ponto de vista parece-me que ele intenta que apenas cresça a hierarquia, que o líder seja protegido  e que sobreviva o mais forte. Nota-se também, que quando um membro de um grupo erra, é julgado pelo líder e pelo povo, mas quando um líder erra, é dito que apenas deus pode julgá-lo, como se ele não pertencesse mais a classe dos humanos e se tornou um ser angelical. Outro fato engraçado é que em certas situações na historia quem paga pelos erros do líder é o povo, como na ocasião em que Davi fez um senso não autorizado, quase 20 mil pessoas do povo morreram de uma praga, ou quando Faraó endureceu o coração, todo o reino do Egito foi exterminado.
       O nível de ira e insatisfação de qualquer divindade, de qualquer crença, de qualquer grupo será expresso de acordo com o grau cultural do líder e a capacidade (ou falta dela) que o mesmo desenvolveu em lidar com as pessoas. Por trás de um “um deus irado” há sempre um líder frustrado e mal resolvido, que mal conhece a si próprio, mas alega ou foi levado a crer que conhece os desígnios do seu deus e que expressa tal frustração em nome de seu deus. É muito comum dentro de um mesmo grupo religioso, encontrar  um “deus bonzinho” e um “deus irado”. Só depende do líder  que assume sua representação no momento. O deus irado, por meio do seu líder irado, fará de tudo para que a imagem do deus bonzinho, representado pelo líder bonzinho seja apagada, extirpada, esquecida para depois o mesmo dizer que o deus verdadeiro triunfou! Parece mais o Darth Veide caçando os Jedis em toda a galáxia do filme guerra nas estrelas.
       Pura bobagem! Pura construção ideológica barata! Pura substituição da lógica pela fé cega em textos construídos para benefícios próprios! Pura vontade de domínio sobre os outros e por isso criam deuses e regras conforme a necessidade e época. A vontade e a ira desses deuses mudam de acordo com a necessidade de manipulação de seus lideres para com os liderados.  A única coisa que me parece, é que esses deuses construídos  nunca estão satisfeitos com nada, estão sempre aborrecidos e despejam sua ira em nós.  Para um ser pleno e completo, acho que eles  tem mais carências que os humanos.
      É sempre assim: o homem ofende outro homem, oprime, mata, escraviza, banaliza a vida alheia e depois constroem deuses e lhes fazem ofertas e chantagens a fim de alcançarem mais “graça” e poder. Ao invés de juntos buscarem as soluções para seus problemas, elegem deuses como seus juízes, entregam-lhes suas causas, e oram para que a justiça seja feita. A justiça em si, nesse ponto de vista doentio, compreende na morte, aniquilação ou conversão da outra parte do outro ao seu domínio. Sempre a mesma regra: se não podes trazê-lo ao seu lado, aniquila-o! O deus que conseguir matar mais ou escravizar mais será sempre o vitorioso e assim, nos calendários das divindades construídas pelos homens, deuses vem e vão e outros chegam para substituí-los.
        A sede de domínios sobre os outros nos faz o tempo inteiro construir deuses para pleitear nossas guerras e resolver nossos problemas, quando na verdade a solução para qualquer problema do homem estar dentro do próprio homem e não nas divindades em si. Posso provar isso analisando os escritos sagrados de varias religiões diferentes. Farei isso em outra ocasião, pois irá render varias paginas por ser um assunto muito complexo.
       Não intento ofender os deuses ou crenças de ninguém, por mais sagrada ou banal que  julguem ser. Quero apenas mostrar como mascaramos as coisas apenas com o intuito de dominar as pessoas ou fugir de nossas responsabilidades e entregando-as aos deuses, já que lhes ofertamos, ele tem “obrigação” de resolver nossos problemas (que diga isso os da teologia da prosperidade!). Aliás: o que é sagrado em uma igreja ou povo ou região, será sempre pagão em outros. E quando analisamos a fundo, os deuses que se serve em um lugar, são exatamente os que se condenam em outros. Mudam apenas os seus nomes e títulos, mas os atributos permanecem. Por exemplo: as divindades que o cristianismos condenou e perseguiu por séculos, são as mesmas que hora servem e adoram, de modo diferentes, com nomes diferentes e ritos semelhantes.
      Nas empresas criam-se metas. Na política criam-se partidos. Nas igrejas criam se cargos e ministérios. Os países formam alianças. Não importa o nome. No fundo a regra funciona do mesmo jeito. Aquilo que deveria funcionar no sentido de gerir o povo para tornar suas vidas mais fáceis tem se tornando principalmente uma ferramenta de manipulaçao, para por meio de este exaurir os recursos humanos e naturais em detrimentos de alguns minutos de prazer dos que lideram. Considero minutos, a vida de um homem nessa terra, em relação a idade de tantas outras coisas nesse vasto universo. Um prazer que poderíamos encontrar dentro de nós mesmos, alguns busca nas manipulações das massas e sua servidão e criações. Pobres animais que somos! Ao mesmo tempo em que somos dominados, intentamos dominar. Sempre, nas hierarquias da vida, haverá alguém em que consideramos inferior a nós mesmos para despejarmos nossas iras em nome de uma ideologia qualquer.
      Tomemos por exemplo um político corrupto, um pastor ganancioso e um traficante. Não vejo diferença entre eles. Eles  alegam estar fazendo algo para o povo, em nome de um deus partido político, ou ideal mas  estão apenas extraindo os recursos coletivos para beneficio próprio. E o que querem é apenas muito conforto, glamour, luxo, ostentação, domínio e poder. Seja por meio da oratória, do uso de armas ou do fato de usar a imagem de uma divindade, o perfil de um é igual aos três. Querem as mesmas coisas e  usam meios diferentes para conseguir. A intenção é a mesma: domínio, glamour, ostentação, respeito comprado, luxuria... E para que o glamour? Para quem a ostentação? Com que finalidade a luxuria? E para que serve o poder se o próprio não percebe que é escravo do seu próprio desejo infame? A única coisa que fica diferente nesses casos é que o primeiro (o político corrupto) pode ser considerado um cara do povo, o segundo ( um pastor ganancioso) pode ser considerado um “homem de deus” e o terceiro (o traficante) um “filho do diabo”. Todos os três usam a mesma roupa, com os mesmos fins e ideais, mas apenas a sociedades usam títulos diferentes para cada um deles. Afirmo com toda certeza que os dois primeiros são mais perigosos que ultimo, mas a sociedade foi ensinada a ver de modo diferente e montam guarda apenas contra o ultimo e baixam a guarda para os dois primeiros.  Todos os três são frutos da aceitação de uma sociedade que foi condicionada a ver coisas iguais de modo diferente e a uma chamar de bom e a outro de mal. A um chamar de santo e a outro de pecador. Em suma, eles não são considerados bons ou mal pelas coisas que fazem exatamente, mas pelos títulos que o precede sendo que agem do mesmo modo sempre.
     Como gostamos de rótulos, títulos e capas! Cada um tem seu preço, mas o preço que a sociedade paga em todo, é o preço de não viver a vida em sua plenitude como poderia ser vivida por repassar suas responsabilidades a algumas pessoas seja por meio dos votos, dos dízimos ou do uso das armas.
       Uma das coisas mais cômicas que existe quanto ao desejo de poder, é que aquela pessoa imatura, que hoje fora oprimida, sonha exatamente em um dia estar na posição do opressor para assim fazer “justiça”, mas cai no mesmo erro e se torna igual ou superior ao seu antecessor no nível de opressão, pois aquilo que ele acha que é justiça, não passa de vingança. São coisas diferentes! Quando não conseguem, criam partidos, ministérios, igrejas e facções paralelas para rivalizar com outros e ao invés de extinguir a estúpida sede pelo poder, só faz expandi-la. Foi assim com os impérios antigos, foi assim com religiões antigas e hoje não é diferente com as atuais.  Modelos diferentes montados numa base tão antiga não podem trazer resultados novos.
       Os conceitos de ser justo ou fazer justiça, que poderiam (ou deveriam) ser conceitos universais, são conceitos que variam de acordo com a representação da divindade local e o seu representante. Por trás de qualquer movimento religioso tem sempre um líder (ou louco) que diz ter ouvido uma voz particular de uma divindade, pedindo para fazer isso ou aquilo e em favor seus seguidores receberiam tantas vezes isso ou tantas vezes aquilo, seja nessa vida ou na próxima. Como o escambo praticado entre europeus e índios  esses deuses negociam com os humanos por meios dos seus representantes.
      Eu particularmente prefiro crer nos deuses que Jesus, Gandhi, Mandela e Martin Luther King representavam, do que os que Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e alguns Papas das Cruzadas Medievais representavam ou representam.  Eu prefiro crer num deus que dissolve o poder, distribui aos homens e ensinam que todos são iguais, do que crer num deus, que monopoliza o poder e ensinam seus servos a se acharem superiores a quaisquer outros grupos centralizando o poder em um homem só.
       Já vi muitos gente criticando, por exemplo, a pessoa de Adolfo Hitler, por ter expandido a idéia da raça pura, a Raça Ariana onde dizia que todas as demais deveriam ser extintas, mas no fundo tais pessoas fazem as mesmas coisas quando perseguem, menosprezam e banaliza tudo que provem do outro em detrimento do seu. São formas disfarçadas de arianismo. Trazem perseguição, ódio e destruição do mesmo jeito.
       Os mesmo sinais, prodígios e maravilhas que acontecem na igreja do outro não são verdadeiros. Na de quem fala foi deus quem realizou. Na de quem se fala foi o demônio quem o fez. Apenas o grupo do fanático é quem estar certo.  Um projeto social só será grandioso e benéfico se for feito pelo meu partido. O do outro não. O time vencedor é sempre o meu. O outro, por mais belo que seja o seu desempenho será sempre o pior... Por Deus! Vamos parar com isso! Estamos destruindo a nós mesmo em nome de uma causa que não vale a pena!  Se essas divindades realmente existem, eles são sádicos o bastante para verem suas criaturas se destruindo mutuamente em nome deles e eles apenas ficam assistindo, tranqüilos, relaxados, esperando que o desfecho se realize, as cortinas se fechem, e os atores morram no palco da vida! Só que nessa peça, eles quem ficam com o “OSCAR” e nós apenas com a produção. Pior que como somos meros mortais, só podemos encenar uma vez a mesma peça. Eles que são eternos, ficam apenas a nos assistir e ver a substituição constante do elenco nessa novela que se chama humanidade.
       Quando o deus chamado egoísmo for vencido em cada individuo, “o homem” surgirá de entre a humanidade. Quando as pessoas assumirem responsabilidades pelos seus atos ao invés de ficarem transferindo a tudo quanto é divindade, quando entenderem que a vida se constitui também em deveres e não apenas em direito, perceberem que todos somo iguais e que  não há um ser humano superior a outro, que os que nos lideram são apenas nossos servos e não nossos patrões, que o poder estar com as massas e não com os que a dominam, então quem sabe “ acontecerá” os céus, o paraíso, o nirvana, o gozo, dentro de cada um de nós!  Muitos esperam que ele venha. Eu espero apenas que ele “aconteça”, pois está mais próximo de cada um de nós do que possamos imaginar.
      Muitos do que esperam a vinda de um messias para fazer justiça a essa terra e concertar as coisas, se esquecem que são os primeiros  cometerem crimes e que serão os primeiros a serem condenados caso isso ocorra.
      Oprimir, enganar, ofender e manipular as pessoas e como forma de remissão fazer sacrifícios e oferendas aos deuses é o cumulo da imbecilidade. Nessa área, nós ficamos abaixo da cadeia, entre todos os animais. Danificam o mundo, a vida e as pessoas, e depois achar que os deuses tem obrigação de consertar, simplesmente por que você ofertou um boi, oi o seu salário todo como dizimo é muita babaquice. Ofender ao seu próximo que estar tão perto e convive com você ou para você e depois dobrar seu joelho e vai orar pedindo perdão a uma divindade que quem sabe esteja tão longe, quando na verdade você ofendeu a quem estar perto e é ao que estar perto que você deveria pedir perdão e não a sua divindade por um crime cometido contra o seu próximo. Onde isso vai parar? Será que os seres humanos sempre foram assim? Com esse grau de estupidez toda? Se levarmos em consideração tudo que nos diz respeito na maioria dos livros sagrados sempre fomos assim e provavelmente seremos assim. Mas considerando que toda literatura sagrada já produzida foi fruto da mente humana em nome de algum deus para atender uma necessidade local, eu prefiro acreditar que há esperança para a humanidade e que há bondade dentro do ser humano. Mas socialmente é vergonhoso demonstrar ser bom ou honesto, por isso muitos agem de forma errada e Poe a culpa no diabo.
      Se todo conflito começa dentro do homem para depois vir a tona, a solução também estará dentro dele, caso contrário somos apenas marionetes dos seres superiores e frutos do combate inacabável entre eles, nos exigimindo dessa forma de toda culpa pelo que somos ou nos tornamos. Uma coisa ou outra. Não dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo. Ou somos frutos de nossas ações ou das ações dos deuses. Nesses casos, basta apenas descobrir onde estar a maldade a bondade e executa-la.
  • A sociedade perfeita

    Nessa barafunda que se transformou a eleição presidencial, eu li – dias atrás – um enunciado do tipo: “O Brasil precisa de trabalhadores, mas não de professores, artistas e intelectuais”. A pessoa deve ter se aplaudido e julgado muito criativa ao emitir tal opinião. Ocorreu-me que talvez não o fosse.
                Se eu não me equivoco, Platão, em “A República”, esboçou um ideal de sociedade. Em primeiro lugar, segundo o filósofo, as mães eram nocivas aos filhos e, por isso, eles seriam apartados após o nascimento; até os 10 anos praticariam exercícios físicos e estudariam música – para moldar o caráter. Até os 20 anos, teriam uma iniciação religiosa, que lhes permitisse conhecer o bem, naquela concepção clássica de mera oposição ao mal. Nesse ponto, os jovens passariam por uma grande prova de “eliminação”, em que os reprovados passariam a atuar como “guardiães” (soldados), fadados aos trabalhos braçais, que não exigissem esforço intelectual; os bem sucedidos teriam mais 10 anos de estudo e enfrentariam uma nova prova, cujos aprovados, a partir daí, poderiam dedicar-se à Filosofia, ao mundo das ideias, à intelectualidade. De qualquer forma, para alguns restaria o trabalho sem reflexão, a mera repetição de atividades físicas, enquanto que a outros seria dada a possibilidade da divagação, da contemplação, de elevação da alma, de “cultivo” do caráter. A sociedade era e é múltipla, os diferentes não se excluem, mas se respeitam, logo, em tese, a convivência deveria e deve ser pacífica.
                De qualquer forma, grosso modo, na sociedade perfeita de Platão, a classe inferior era formada pelos fazendeiros, lavradores e negociantes; a classe média reunia os soldados; e os sábios, os filósofos, dotados de uma mentalidade superior, mais afeitos à arte e ao livre pensar, compunham o extrato mais elevado da população.
                Discutir aqui a função da arte e, como corolário, a função do artista é impensável. Não há espaço. Mas lembro que, entre tantas possibilidades, Aristóteles, discípulo de Platão, postula que a arte está a serviço da moral. A ideia básica – corrijam-me se estiver errada – é que a riqueza e a cultura não são, muitas vezes, suficientes para tornar um ser humano virtuoso. O exercício das nossas virtudes morais é uma recorrência diária e elas podem ser subvertidas pelas circunstâncias que nos são externas (não atire pedras porque todo seu telhado é de vidro!). Revisitar as tragédias gregas, reler os romances consagrados pela literatura pode libertar-nos dos preconceitos mais simplórios.
  • A TEORIA DE PENSAR DIFERENTE

    Parte1
             Por, exemplo, você está dormindo e tem que acordar cedo para ir a escola mas o maior problema é que você já respondeu ao não que não gosta daqueles alunos e o pior ainda é quando como você já pensou na resposta “não” e ainda é pior porque você é o diretor daquela escola e em ambas partes você está em raciocínio Animal, é eu sei! Ative uma fagulha em você para acionar o seu lado Racional que é o que nos diferencia dos animais irracionais, é, eu sei. Então seu lado animal têm de acender por essa fagulha humana e ser incinerado por um vestígio de você que é humano e dizer enquanto está com sono Eu!!! Vou!!! Acordar!!!!!!!!! E Levantar!!!!!!!!!! Pense Diferente e Faça Diferente...
             As Garotas, por, exemplo, no jogo da sedução, são as mais animais ou pelo ao menos a maioria, já foi estudado por estatística científica que as mulheres sensatas só há a 1% (por cento) de toda a população mundial. Só essas pensam e fazem diferente sem muito esforço comparando com o resto da população das mulheres. 1% dos homens é como eu. Diferente. Que gosta das mais difíceis. Bom há muitas delas bonitas e grandiosas para quem têm um bom gosto por mulheres. Bom, primeiro procure uma que costuma sempre estar te olhando e te cumprimentando e principalmente preocupada com você, depois leia Nessah Alita e siga o “Pensar Diferente” Baseando na garota que precisa ser encantada. E é simples, é só seguir a Teoria de Pensar e Fazer Diferente, resistir aos jogos amorosos deixar ela falando as emoções dela e você ouvindo e é importante que enquanto ela estiver falando ou discutindo alguma coisa se for ou não se é bom ou não, é importante que você somente escute ela e memorize tudo e mais importante ainda você não pode tocar no assunto nem enquanto ela estiver falando se emocionando nem quando ela mesma se calar aí você começa com o hábito de trocar de assunto mas se ela quiser implicar com o assunto, bom, tente não desaponta-la e faça tudo o que ela quiser, ou dependendo da tragédia ou mesmo fútil fique em silêncio mas se você ver que ela está achando estranho porque algumas costumam só esperar um abraço ou um beijo na boca ou na bochecha ou na testa e depende do caso você tem que encaixar estes métodos dessa forma se for conveniente usando minha teoria e a de “Nessah Alita” assim você pode conquistar qualquer garota mas leva tempo e a maioria dos homens não gostam de esperar e preferem ficar com uma das mais fáceis que são as mais feias, é mesmo, bom, eu já sou o 1% dos tipos que gosta de um jogo difícil.
             Quando seu lado animal disser não, faça o sim. Então você fará o que nos tornamos humanos. Por, exemplo, como, Quando você vê um Uma Grande Tentação que pode te dar muita dor de cabeça e muitos problemas e até uma vida inteira jogada para o lixo!!! Como, por, exemplo, como, você ver UM BAITA DE UM TRIPLE BIG MAC só seu na sua frente e você está morrendo de fome mas têm a opção de comprar alimentos orgânicos para preparar na sua própria casa, no próprio fogão de cozinha em sua cozinha com muita calma sem se ceder a nenhuma tentação de comer o Bolo Trufado que está na geladeira.
             Para o Big Mac pense e faça diferente e diga firmemente para si mesmo, diga NÃO! E vá ao supermercado comprar legumes e verduras, as vezes um pouco de carne que é essencial para sua Janta ou almoço. E para o BOLO trufado da geladeira enquanto você estiver cozinhando para família ou para você mesmo diga NÃO ao BOLO trufado, e termine de cozinhar e deixe a sobremesa (O Bolo Trufado) para três horas depois de se alimentar com o prato de entrada.
             As vezes dá aquela preguiça de pausar o filme a uma hora da manhã mesmo sabendo que temos que acordar cedo amanhã para trabalhar e nosso lado animal diz que nós temos que ficar assistindo o filme sentadão na poltrona, não tomar banho e até adormecer e que se danem os dentes e sujeira também que eu não quis escovar os dentes porque eu não quis pausar o filme a uma hora da manhã. BOM! Neste caso temos que ignorar esse pensamento animal e temos que dizer SIM!!! eu vou escovar os meus dentes, é!!! Eu vou Botar a Cachola para funcionar e acionar a Razão, meu lado Humano! É!!!! Tô afinzão de escovar os meus dentes!!! Temos que “Pensar Diferente” Temos que pausar o filme temos que pensar diferente! E ao escovar os dentes temos que pensar diferente! E dizer para nós mesmos SIM!!! eu vou pausar o filme! E SIM!!! eu vou escovar os meus dentes! Para não ter problemas com os dentistas!!! É!!!!!!! E porque eu gosto muito dos meus dentes e até porque eu acho minha arcada dentaria Divina! E na verdade eu quero muito, sim, eu quero, é, um bom hálito!!! Para dizer a verdade é para não incomodar a mim mesmo. Você têm que dizer SIM!!! porque seus dentes estão pedindo para ampara-los e confortá-los. Pense em SIM!!! neste caso Pense Diferente! Pense em SIM! Neste caso SIM!!! Também Faça Diferente, vai lá e escove os seus dentes e FAÇA A DIFERENÇA!!!!!!, FAÇA E PENSE DIFERENTE!!!!!!
    Parte 2
    A Farpa nos mantêm concentrados mantendo uma força que chamamos de Inteligência (INTELIGÊNCIA: -A RAZÃO) Os que falam, emitem só por falar ou pensar, por emoção e são ouvidos e os que a interpretam dessa forma reemitem a própria emissão e passam-na à literalmente como se fosse fato reemitida e os inocentes passam a acreditar em tudo do ré emissor tendo acreditado em fatos de um futuro que não e nunca acontece; tudo sem razão como tudo que se reflete emotivamente de uma mente que se alto-culpa pela ira por medo como uma ferida que nunca sara inevitavelmente para sempre buscar o perdão ou resposta sem sucesso algum, e se martiriza para toda a vida terrena por dentro dos átomos e o tempo faz deixar essa ferida mais profunda e horrenda nos deixando loucos(as) até o tempo de ela (a pessoa) descansar, talvez; Não se sabe! É como uma ferida que se sente mas não se encontra nem se vê mas se sabe que está lá, se sente mas não vê. Como uma farpa na sua mente que não se vê mas sente! Nos deixando loucos. E entrando na toca do coelho como em “Alice no País das Maravilhas” e nós queremos saber até onde a toca do coelho nos leva; mas temos anseio ou medo e ou então, culpa por algo que sempre escolhemos e isso é ser inteligente, isso é – ficar longe da toca do coelho e evitar chegar perto dela por causa DA FARPA; Há! A FARPA! NÃO SE SABE O QUE É ESSA FARPA. E POR ISSO ELA NOS ATORMENTA TODO O TEMPO. E NÃO HÁ COMO NEGA-LA, MAS O INTELIGENTE É! Porque A Farpa existe mesmo não vendo nem tomando conhecimento nem se vasculharmos todos nossos pensamentos. Ela está lá ou aqui. Em mim mesmo. Agora mesmo e nesse instante. O tempo todo em nós! E o quanto mais forte a Farpa fica nós ficamos mais inteligentes melhorando nossa concentração passo a passo mesmo quando antes não éramos ou não fomos inteligentes. A Força da Inteligência é a Força da Farpa que é A Própria Concentração e a intensidade da concentração depende do controle da intensidade da Farpa já a inteligência não tem intensidade mas sim força que é mantida e estabilizada dependendo da Força da concentração que a concentração depende da inteligência se houver O CONTROLE DA FARPA “DA TEORIA DA FARPA”. Se a Concentração for intensa e forte a inteligência permanece forte dependendo do controle da farpa e da concentração já a concentração depende do nosso controle da farpa A Força que nós temos perante a Farpa, nos segurando, nos fortalecendo para não entrarmos na toca do coelho.
  • A TRISTE SAGA DO OURO- Uma reflexão sobre inversões de valores

       Os recursos naturais básicos para nossa sobrevivência, bem como pedras preciosas encontradas na natureza, existem antes do surgimento do homem, e depois deste os tais ainda continuarão existindo. “Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma”, já dizia um grande Cientista. Os recursos que podem ser usados em favor do homem para o homem, tem sido usado para que aprisionemos uns aos outros, exploremos uns ao outros, e pela busca de tais recursos destruamos uns aos outros não para os consumir, mas para armazenarmos e chamarmos de nosso. Estamos permitindo ser usado pelas coisas aos invés de as usarmos para fins realmente necessários. Esquecemos que nossa estadia aqui é extremamente transitória, e que não significa muita coisa a luta desenfreada pelo acumulo de tantas coisa não essenciais a nossa sobrevivência considerando a fragilidade de nossa estrutura biológica. Uma simples microscópica bactéria, pode nos tirar de circulação e abreviar nossa saga de ganancia.
       Mediante os fatos escandalosos que tem se desenrolado em nosso pais nos últimos 5 anos, no que diz respeito a corrupção e desvio de recursos públicos para fins pessoais, tais atos feitos exatamente por aqueles que diante do povo juraram fidelidade ao povo, ponho-me a refletir sobre a triste realidade da condição humana e a inversão de valores. Uma observação local, apesar de perceber que tais fatos acontece em vários outros lugares do planeta desde que gente é gente.
       Quem ver cara não ver coração. O conjunto de valores refletidos nas diversas atitudes que tomamos quando estamos a sós ou quando estamos sendo vigiados, declara de modo aberto quem realmente somos e o grau de evolução espiritual em que chegamos. Não me refiro ao espiritual no sentido religioso da palavra. Me refiro a espiritualidade nesse momento como estado de consciência por nós alcançado em relação a nós mesmos e em relação a todas as coisas com as quais nos relacionamos, sejam seres animados ou inanimados.
     Baixo, médio, ou alto, todos temos um tipo de consciência que nos define quem somos, o que fazemos e como honramos nossos compromissos, sejam eles verbais ou contratuais, e como respeitamos a vida e as pessoas de modo geral sem que seja necessário sermos coagidos física ou psicologicamente a isso. Não infringir as leis por que é o melhor a ser feito dentro de uma sociedade é um coisa. Não infringir as leis apenas por que estar sendo vigiado é outra. Fazer o que é certo pensando no bem coletivo é uma coisa, fazer o que é certo apenas para receber, elogios, galardão ou recompensas também é outra coisa. Considero a espiritualidade que te ensina fazer o bem com intuito de receber um galardão futuro, semelhante ao sistema de adestramento canino, que são ensinados a mexer o rabinho em troca de um tostão de alimento ou carinho, sem falar que essas pessoas só farão “o bem”, de acordo com o entendimento de bem que seu grupo considera. Explodir a si mesmo e matar o maior número de “infiéis” possíveis é um ato de extrema bondade para os seguidores extremista da crença muçulmana, por exemplo. Fazer o que é bom pensando no resultado coletivo, é outra história. Somente as mentes mais avançadas conseguem chegar a esse estágio. Os demais, talvez tenham de galgar um longo caminho até lá. Já dizia um grande escritor: “vivemos num imenso estado de praga biológica”! Sou obrigado a concordar com ele depois de muito analisar nossa relação com nossos semelhantes e com tudo que nos rodeia.
       Exploramos, mentimos, enganamos, conquistamos, para depois deixarmos tudo ai. Na coletividade somos ensinados que os fins justificam os meios. Ao contrário disso, julgo que cada minuto, cada passo que damos, cada relação e o momento presente, estes sim são sagrados. Sacrificamos o presente visando um futuro que talvez nunca chegue pra maioria. E se chegar tal futuro projetado com base na exploração alheia, será que realmente valeu a pena?   Boa parte dos recursos naturais disponível, não tem sido usado para beneficiar o homem, antes sim, para oprimi-lo em seu próprio nível de consciência, ou privá-los dos recursos que realmente importam a nossa sobrevivência.
       Vejamos por exemplo o ciclo do ouro e de outras pedras preciosas.  
       Usado por pessoas e países como moeda de troca, lastro financeiro ou reserva de patrimônio, facilitou em muito o comercio entre os povos que por sua vez influenciou a globalização. Estudado suas propriedades pela ciência, tem sido usado na indústria para fabricação de peças de alta precisão e durabilidade, além de ser um excelente condutor de calor. Há ainda pesquisas voltadas ao campo medicinal feita pelo uso desse material. Entre os aventureiros , piratas e pessoas gananciosas, sua maior função ao longo da história entre os humanos, é a compra de escravos, corrupção de poderosos, motivo de guerras, saques e destruição inteira de vilarejos em busca desse metal. Então me questiono, quanto realmente vale os metais ou pedras preciosas? Só depende do seu nível de consciência, talvez seja uma das respostas. As coisas só tem o valor que damos a ela, ou que socialmente fomos ensinados a enxergar nelas. Em nosso estado de pureza primitiva por exemplo, as coisas nos são boas pela utilidade e não exatamente pelo que elas representam socialmente. Ofereça uma barra de chocolate de 2 reais a uma criança e um anel de diamante de 2 milhões de reais a este pequeno, e me diga o que ela vai escolher. Ofereça um pedaço de terra fértil, pronto para o plantio a um nativo que vive do solo, e ofereça um quadro de um grande pintor renascentista e me diga com o qual ele vai ficar e tirar mais proveito. As coisas nem sempre valem o preço que se põe nelas. Fomos ensinados a dar valor a coisas que pouco importam, ou que não fariam muita diferença se não as tivéssemos sob nosso poder e desprezarmos as coisas realmente desnecessárias.
       Vejamos o que fazemos com esse metal, e como ele nos usa ao invés de usarmos a ele. Observe: as pedras preciosas, estão na natureza em seu estado natural, milhões de anos, antes de chegarmos aqui. Muitos de nós andamos por cima delas e nem sabemos. Nada influencia nosso estilo de vida até o dia em que saibamos que ela estar ali. Depois que são descobertas, toda uma sociedade fica em polvorosa. Somos capazes de abrir buracos gigantescos no meio de cidades povoadas ou em campos produtivos, para iniciar a extração desse metal. Bilhões de toneladas de terra, rochas e outros detritos são retirados do solo, em busca de alguns quilos desse metal. Quando sua extração acaba, deixa-se a paisagem natural modificada, enormes buracos, ou terrenos desvalorizados em suas margens. A população local, mesmo saindo no prejuízo a curto e longo prazo, tem o prazer de encher a boca e dizer que foi encontrado ouro em sua cidade, de terem sido uma vez na vida notícia de jornal...Pobres coitados! A falsa sensação de fama de 15 minutos é outra ilusão que criaram, para fazer como que venhamos a sorrir para o mundo enquanto somos explorados. Um escravo que se tornou famoso por trabalhar mais que outro, não o torna um cidadão livre, apenas o torna um escravo mais conhecido. Assim fazemos uns aos outros. O desejo de fama, faz com que venhamos a demonstrar gratidão ao opressor, enquanto estes nos exploram.
      Agora observe outra coisa: o metal estava escondido sob vários metros debaixo do solo, foi encontrado, tirado, moldado, lapidado, transformado, comercializado, para depois ser mais uma vez escondido e bem guardado em sua casa em cofres fortemente protegidos ou em alguns dezenas de metros abaixo do sub solo mais uma vez por grandes banqueiros. Percebestes? Estava escondido, nós o encontramos para depois torná-lo a esconder? O que realmente fizemos então? Para que tanto esforço?  Se o que faz esse metal ser preciso é o fato de ele estar escondido, por que desenterra-lo pra depois enterrá-lo de novo? Apenas o verbo ter é quem gera uma sensação de segurança naquele que considera ter alguma coisa aqui nessa vida. Nada temos. Apenas fazemos uso das coisas enquanto vivemos ou deixamos que as coisas nos usem.
       Veja outro fato que pouca gente percebe: para extração de ouro e outros metais preciosos, muita gente é explorada. A grande maioria pobre, que não recebe nem 0,5% do valor do serviço prestado em relação ao mercador final. Quanto mais trabalho, menos lucro para os que extraem esse minério na linha de frente. É assim nesse triste mercado. Assassinatos, desabamentos, amputações, isolamentos da família, e vários acidentes de trabalhos são constantes para os que se ocupam da extração desse tipo de “riqueza”. Depois que o produto é processado, a maior quantidade dele vai para cofres bancários, de empresas de valores ou grandes fortificações como o Fort Knox nos estados unidos. E quem vai fazer a segurança desse patrimônio? São os grandes multimilionários? Claro que não! Serão peões, como num jogo de xadrez, pessoas comuns, que estarão colocando suas vidas a prêmio, para guardar esses metais, para os mesmos barões que explorou tantas outras pessoas para os tirar do solo. Simples metais! Anda e vira, vemos em noticiários, seguranças de empresas de valores que foram mortos enquanto faziam transportes ou guarda de tal patrimônio. Desde os mais antigos tempos temos relatos de caravanas inteiras e de guarnições militares que foram dizimadas por saqueadores em busca desse vil metal. E o que faz a pessoa que se apossa por meio do roubo desse ouro? Torna a esconder e usar aos poucos, para depois ser roubado de novo e escondido de novo dando seguimento ao ciclo maldito da ganancia. O metal em si é neutro para os que não foram envenenados, ou talvez ele seja a centelha que ativa a alma do ser não evoluído que faz de qualquer objeto produzido a causa final de sua existência terrena.
      Dezenas ou centenas de pessoas morrem durante a extração dessas pedras. Outras centenas e milhares de pessoas morrerão ao longo da história para transportar ou proteger tais pedras e metais. Até o dia em que elas mais uma vez sejam perdidas, roubadas, emparedadas ou afundadas, para o ciclo de busca, mortes e “aventuras” recomeçar. Há um filme chamado Diamante de sangue, com o ator Leonardo Dícapio, que retrata em partes o que acabei de citar. Vale a pena assistir. Você vai ver quanta gente é morta e explorada pra que uma “madame” da política (carioca), ou uma celebridade venha se adornar com esse material.
       A maiores celebridades na mídia mundial, compram por fortunas absurdas, algumas pedras que pesa um pouco mais que um caroço de feijão. A maioria delas, usarão em público aquele objeto uma ou duas vezes na vida, em ocasiões especiais, apenas quando se sentirem seguras, para depois deixar a maior parte do tempo, tais objetos trancafiados na máxima segurança possível. Uma fortuna enorme, por um objeto de pouca utilidade, apenas para viver a ideia de grandeza.
       Deveríamos nos perguntar se o valor de um objeto estar na sua serventia, no status que este representa, ou apenas na consciência coletiva do valor que atribuímos a esse objeto. Tem horas que não consigo entender a raça humana. Fazemos coisas fantásticas, somos capazes de voar para outros mundos, explorar os profundos dos oceanos, produzir ferramentas de precisões milimétricas e nos comunicar por milhões de códigos visuais, auditivos ou sinestésicos mas nos deparamos brigando por migalhas...Quando vejo pessoas sendo capazes de matar em coletividade, ou cometer os mais inimagináveis crimes impensáveis, simplesmente para possuir um pedaço de metal, dentro de um cofre inacessível trancado a sete chaves...nessas horas eu me pergunto se realmente evoluímos em alguma coisa ou se não deveríamos voltar a viver em bandos, subindo em árvores nas savanas africanas.
      As demais criaturas retiram do ambiente somente aquilo que precisam para sobreviver, naquele instante, naquela hora, ou para atravessar períodos sazonais. Ao invés de possuirmos as coisas, deixamos que elas nos possuam. Tem alguma coisa errada em nossa espécie. Talvez a herança dos deuses que um dia governaram a terra, talvez a manipulação em massa que sofremos, talvez a herança cultural religiosa, talvez tudo junto. Só sei que isso não é normal. É sinal de burrice! Se as coisas existem, elas tem um proposito ou pode ser criado um. Não acredito que a exploração alheia seja o mais virtuoso desses propósitos. Extrair metais de imensas camadas de terra, para depois escondê-los de novo em imensas camadas de terra ou cofres superprotegidos...eu ainda não achei um sentido para isso. Os governos garantem que isso são as reservas do tesouro nacional mas penso que diante de um ataque, em que todos os sistemas de cofres subterrâneos sejam corrompidos, ou todos os envolvidos pela segurança de tais sistemas venham a morrer, qual a serventia de milhares de toneladas de ouro guardada sob 50 metros abaixo do chão sob cofres que suportam armamento nuclear? Nada! Demoraria outros milhares de anos para que os tirássemos de lá, talvez. Um pouco de agua, um pouco de ar, um pouco de alimento, calçados, vestes, uma cama para dormir, e um lar para morar e a companhia de nossos semelhantes é o que realmente precisamos para viver. Só isso e mais nada! Tudo é fútil, tudo é inútil, tudo perde o sentido, quando qualquer objeto ou sistema que criamos não seja para o bem coletivo.
       Se existe algo que devemos aprimorar, é os relacionamentos humanos. Toda tecnologia existente deveria ser empregada nisso. O bom é saber que não é necessário tecnologia para esse tipo de aprimoramento. A tecnologia da alma é o bastante! A consciência que todos somos parte de um todo, que o que fazemos no individual afeta o coletivo e vice versa, é a tecnologia necessária para nos curarmos de todo mal social. Todo sistema religioso, jurídico e político iriam se curvar e “pedir a benção” aos seres humanos que entendessem isso. Vários grandes mestres por meio da filosofia e reflexões já falaram sobre isso. Infelizmente o melhor que se é produzido em forma de discurso por nossa espécie, logo vira objeto de culto ou religião, que vira opressão e escravidão. E o sistema religioso faz exatamente o que os sistemas econômicos costumam fazer: põe valor no que nada vale, e desvaloriza o que mais é importante. As religiões “descobrem” os deuses, e os encerram em cofres hermeticamente fechados, para que os que desejam ter acesso a estes, tenham de pagar por isso. Os sistemas econômicos descobrem o ouro, para depois esconde-los de novo, e temos de pagar por isso.
       Nós somos as verdadeiras pedras preciosas! Somos nós quem precisamos ser lapidados! As relações entre os povos é o que deve ser guardado e protegido de forma sagrada! É com isso que deveríamos nos importar. Se existe um território que precisa ser garimpado e explorado, é o território de nossa consciência. Quem descobre sua riqueza interior, jamais será seduzido pelas riquezas apresentadas em comum acordo pelos sistemas que nos governam. Pensem nisso!
  • A união do complexo medo atraente

    Penetrara no karma atual da moderna sociedade virtual em que nasceu, cresceu e ainda vive, mergulhado numa atmosfera de medos e complexos que lhe foi imposto por uma sociedade de valores hipócritas e sentimentos ilusórios. Essa triste “realidade” que até então vivenciava, teve sua extrema abrangência com o poder que lhe foi outorgado através da internet e seus recursos digitais. Passara em muito pouco tempo de um simples telespectador para um aspirante astro internauta autodidata.

    Através da internet e suas redes sociais, como um cyberpunk moderno, percebeu que a espada encantada cravada na grande pedra, não pertencia somente ao lendário e valente Rei Arthur e seus cavaleiros da távola-redonda, como era antes o caso monopolista da grande mídia. Agora sabia que também ele obtivera o direito de possuir sua própria espada mágica, e, foi encantado e possuído por ela.

    No início não podia prever as consequências de tal poder. Tudo era maravilhosamente maravilhoso. Estava perplexo diante dos inúmeros portais mágicos que lhe fora aberto por esses dispositivos radiativamente encantados, onde tudo começou com o poder telepático de enviar e receber nossos pensamentos, desejos e sentimentos nos virtualizando em palavras, falas e imagens. Abrangendo nossas perspectivas limitadas, além dos nossos vínculos sociais mais próximos, alcançando o desconhecido em milésimos de segundos, entre os milhares quilômetros de distâncias. Até o Mago Merlim se aqui entre nós, nesse momento, estivesse, ficaria impressionado com tamanho poder e proeza outorgado a todos.

    Porém, a espada de Arthur continha dois gumes e cortava dos dois lados.

    Percebeu-se ainda, que, não tarde, o poder que lhe foi ofertado pelos deuses tecnológicos exigia de nós sabedoria para possuí-lo. Essa poderosa espada mágica Kaledvouc’h como se outrora pensava, estava inacessível ao grande público há tanto tempo, encrustada na grande pedra, pelo nobre motivo daquele a quem seria o seu possuidor, ter que passar por ensinamentos de vida rigorosos, pelo qual o seu espírito e o seu coração fossem meticulosamente testados. Só assim, teriam a primazia de obter a força dos deuses para puxar a espada da grande pedra. Essa sagrada espada é raramente denominada “Excalibur”, e é retirada por Arthur como símbolo milagroso de sua Nobreza e direito ao trono da Bretanha.

    Entretanto, agora se questionara: Será que todos possui esse direito e nobreza do Rei Arthur?

    Fomos preparados e disciplinados para empunhar tamanho poder?

    Virtualmente, se deparou com os muitos casos de jovens que por uma simples brincadeira nas redes sociais, acabaram causando dor e destruição a si mesmos e aos outros. Como foi o caso da menina russa de 17 anos que morava nos Estados Unidos, que filmou um ato de estrupo em um aplicativo de postagens de vídeos, com duração de nove minutos, só para obter likes. Intentara que naquele momento durante a filmagem, a jovem poderia usar o seu dispositivo para pedir ajuda ligando para polícia, ou um adulto responsável, também notara, que as pessoas que estavam assistindo o vídeo online, em vez de dar likes, poderiam aconselhá-la para impedir aquele ato brutal. Que alcançou milhares de visualizações.

    Daí, meditara, que o poder sem a responsabilidade é cegamente egoísta e brutal.

    Entretanto, dualisticamente, não esquecia ele, que Excalibur é uma espada pontuda afiada de dois gumes que corta, penetra e dilacera. Podendo afastar as pessoas, ou uni-las. Mas, nesse bidimensional mundo de algoritmos binários computacional e ilusório, afirmava ele somente conhecer causas e efeitos mecânicos, e nunca as Sagradas Leis Naturais em si mesmas. Por isso, que ao unir as pessoas, afastava a solidariedade entre elas, em que camuflado e protegido em sua privacidade, por detrás das telas negras caleidoscópicas brilhantes, o indivíduo se julgava ir além do respeito e dos sentimentos fraternos, soltando sua naja língua pensante, em seus rápidos dígitos dedos, envenenada nos seus mais mesquinhos sentimentos obscuros de inveja, cacoetes, ego e porcas maldades. Que no mundo fenomenal das aparências, só percebia bidimensionalmente ângulos e superfícies, e nunca o integral das coisas.

    Obviamente, ele sabia que a dialética da consciência da proximidade física dos corpos pensantes, que tudo entende por intuição, através das palavras audíveis, figuras simbólicas, gestos, movimentos, olhares e expressões voluntárias e involuntárias fora cruelmente ofuscada pela dialética racional do intelecto presente nas redes sócias, fóruns e plataformas proprietárias de mensagens instantâneas baseadas em nuvem, que nada tem de essência natural humana, e sim, apenas o ilusórico poder formulativo de ideias e conceitos lógicos preconcebidos, que por mais brilhante que seja, e por mais que se julgue de qualidade e de utilidade nos inúmeros aspectos da vida prática e cotidiana, nada tem de valor para existência e ecologia humana, resultando apenas em obstáculos subjetivos, incoerentes, torpes e pesados para nossa simbiose como seres fraternais coletivos, e que nada tem de verdade.

    No fim, diante da verdade, percebeu-se sendo o pobre poderoso, precisando de alento (likes, em legais polegares opositores), precisando de algo que o anime (coraçãozinhos vermelhos, e rostos redondos sorridentes amarelados), sentiu-se com o ego demasiadamente forte e personalidade terrivelmente débil, por sua própria mesquinha natureza apodrecida em si mesmo, encontrando-se numa situação completamente desastrosa, e sem vantagens, em que o sono lhe foi roubado, a ansiedade descontrolava as batidas do seu coração, e a vaidade tomara o controle de sua alma, tendo a depressão como amante e companheira.

    E no seu estado deprimente, porém, contemplativo, sabia ele que nos primórdios da nossa existência como uma das muitas espécies que habita esse ecossistema terráqueo, éramos simplesmente um ser coabitando e interagindo com os outros inúmeros seres aqui existentes. Não víamos a natureza como esse belo quadro pintado a óleo ou aquarela, ou como as ‘pixeladas’ imagens digitais no fundo dos nossos desktops eletrônicos e dispositivos móveis. Não ansiávamos pela chegada do tempo limitado do fim de semana para passear com a família nos bosques e pradarias, e nem tão pouco esperávamos a chegada das férias para curtir os muitos lugares paradisíacos, ou nos aventurar em trilhas, escaladas e caminhadas nos ditos ambientes naturais e ecológicos. Essa coisa alheia que hoje denominamos “NATUREZA” era intimamente o único e o primeiro mundo vital e cultural que existíamos. Nossos antepassados não só viviam em contato íntimo com as outras criaturas vegetais, animais e inanimadas, como se comunicavam diretamente com os seus espíritos e coração. Daí que surgem as fabulosas histórias e contos de fadas, gnomos, duendes, devas, ninfas, curupiras, orixás, anjos, caboclos, entre outras inúmeras manifestações do que hoje classificamos como “espíritos inorgânicos da natureza” em diversas culturas humanas espalhadas pelo mundo.

    Por isso, ficou muito difícil para o seu entendimento humano separar a sua espiritualidade, cura e boa qualidade de vida da Mãe Natureza. E, entendeu o porquê dos diversos movimentos esotéricos, xamanísticos, taoístas, hinduístas, budistas, cabalistas, sufistas, gnósticos, wicca, candomblé, entre outros da busca da espiritualidade, como também os movimentos de cura, saúde mental, e medicina ancestral e alternativa se situarem em ambientes naturais abertos e ecológicos.

    Nisso, percebeu que ao longo do nosso rigoroso processo civilizatório, em que gradualmente nos separamos do nosso natural habitar, que o SAGRADO em nós foi naturalmente esquecido. Deixamos de ouvir as MENSAGENS DOS VENTOS, paramos de falar a LÍNGUA DAS ÁRVORES E MONTANHAS, abandonamos o afeto de SENTIR COM O CORAÇÃO, e os nossos olhos se cegaram para o MUNDO INVISÍVEL. E, para piorar mais ainda a sua situação, vira que como espécie se transformara no pior predador que já existiu em todos os tempos, ‘Satânico Aniquilador’ das muitas culturas existenciais em todos os aspectos da natureza, e, dele mesmo.

    Meditara ainda mais profundamente de que como espécie, nos tornamos existências humanas desencantadas, prisioneiras de nós mesmos em frente a uma tela Touch Screen de valores, e, de falsas concepções virtuais, mendigando uma irreal atenção em salva de palmas, likes e emotions de coraçãozinhos vermelhos, rostos redondos amarelados (caras de bolachas) e legais polegares opositores. Vira que as proximidades humanas se basearam em distantes conexões WI-FI, em que ignoramos cruelmente os nossos presentes íntimos entes queridos a nossa volta, em ser um direto participante na criação do Aqui e Agora, para nos tornar um observador e um observado distante do passado alienado dos desejos, anseios, críticas e felicidades do desconhecido “amigo” internauta. Preferimos viver solitários com políticas de privacidade essa virtual ruptura do contato natural, nos separando plenamente do sentido existencial da vivência humana, e minimizando a nossa consciência social, afetiva e emocional ao estado simplista do observador e do observado, e de que a tecnologia não promove e nunca promoverá, assim, como, as propostas da comunidade científica, uma fusão harmoniosa com a existência humana e a natureza. Sua meta desde a revolução industrial é unicamente modificar. Acreditando melhorar, otimizar, maximizar, implantar, oportunizar e assegurar um conceito evolucionário de humanidade ciberneticamente supranatural, onde poderíamos viver sem depender dos recursos naturais e afetos sociais para nossa existência. Para assim, em vez de (como eles acreditam) subsistirmos, ‘sobre-existirmos’ na lua, em Marte, ou em uma cosmológica galáxia distante como prega e aliena a NASA e Hollywood.

    Sentira que perdera a simplicidade da vida e o seu primeiro amor, e se tornara um ser imediatista, arrogante, conformista, impaciente, tempestuoso, depressivo e penoso. Ignorava suas crianças, e assim, fazia com que elas o ignorasse, transformando-as no subproduto mesquinho dele mesmo. Nisso, vira que ignoramos os nossos semelhantes como nunca antes já vivenciado no mundo, em todos os tempos de nossa comunal existência, ofertando para os nossos irmãos e irmãs o que tem de pior em nós mesmo. E, dessa forma e maneira, acumulamos dores e sofrimentos para o nosso último sopro de vida, e assim, morremos existencialmente porque matamos nossa essência dentro dos nossos filhos e filhas, chegando a tal ponto de não mais nos perpetuarmos nos novos corpos.

    Percebera que a verdadeira expressão para o mundo tecnológico de hoje é ABSOLUTA TRISTEZA. E isso dói na alma… adoecemos! E o pior é de que não sabemos que estamos existindo enfermos. Acumulamos muitos bens do Aqui e pouca coisa do Agora, e a Magia da Alegria abandonou a Morada do Coração, e o Sagrado Entendimento que em tudo dança se ocultou. Então, eis a questão e desafio existencial da nossa cultura humana: ATÉ QUANDO FICAREMOS CALADOS E INERTES, TRANSMITINDO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS ESSA GRANDE DEPRESSÃO EXISTENCIAL, PELO QUAL NOS CONVERTEMOS NO TIRANO PROBLEMÁTICO DESTRUIDOR DA BELEZA DE TODAS AS COISAS? Entretanto, quem se movimentará e falará com loucura e paixão para o despertar da grande massa? Quem será esse novo Meshiach e Avatar? Mas, enquanto ELE ou ELA não chegar ficaremos inertes, atrofiando nossa mente e coração nas telas e internet? Imbuído nessas íntimas e totalitárias questões, analisara que os desafios para o retorno do SAGRADO em nossas vidas são tremendamente numerosos.

    E, contemplando todo aquele panorama, se viu com sua poderosa espada na palma de sua mão, a mágica Kaledvouc’h, o espelho negro. E como um pedaço de madeira arrastado pelo rio, tentando resolver as coisas por sua própria conta, reagindo ante qualquer dura palavra, qualquer problema e qualquer dificuldade, lamentavelmente, o medo empoderou o seu ser, fabricando nos cinco cilindros da máquina orgânica, em que lhe compunha e que o seu SER habitara, os inumeráveis multifacetados eus-demônios, aplicativos escravos de si mesmo.

  • A verdade

    A verdade doi, é o que eles dizem
    A verdade existe, embora alguns a pisem
    Eu fiz o que pude por você
    te ensinei a viver, te ensinei que pode crer

    Eu demorei a aceitar que na verdade a verdade é absoluta
    Somos eu e você os errados nisso tudo
    Você aceita coisas baseado em pelo que luta
    E com isso tem gente que ganha, que já fez muita manha
    Mas você não me escuta

    Eu demorei a perceber que a verdade pra você não importa
    Eu te falei umas coisas sobre o mundo e você bateu a porta
    Sua mente está morta, esta torta
    E você não consegue enxergar
    Que na verdade o que eles querem é te usar
    Depois te descartar, quando esse mundo acabar

    Foi porque me disseram diga a verdade e ela vos libertará
    Nesse mundo eu pronuncio e ela diz que um dia me matará
    Verdade é pra gente forte, pra quem tem sorte
    "É melhor você parar"
    Quando é que eu vou poder falar sem ninguém pra me cruxificar?

    Talvez quando o mundo tiver fim
    Talvez quando ninguém mais aguentar viver assim
    Talvez quando eu não me importar de guarda-la só pra mim
    talvez quando não mais importar, enfim
  • A verdade

    Eu não queria dizer assim, na lata,
    mas eu estou cansada desse jogo,
    estou cansada de ver você mentir para mim,
    eu sei de toda a verdade,
    porque insiste em me enganar?

    Por acaso você quer desistir de nós?
    Quer correr para longe de mim?
    Quer me deixar?
    Eu te entendo, eu fugiria de mim também. 

    Mas eu odeio quando você me tira para idiota
    quando finge ser outra pessoa so para me afastar de você
    Afinal, você não gosta de mim ou quer fugir de você?
    Qual é o problema entre nós ?

    São tantas perguntas que uma hora terão que ser respondidas
    E você sabe disso, tanto quanto sabe que o céu é azul 
    Não adianta tentar fugir dessa vez
    E as mentiras não irão funcionar também
    Seja honesto e diga tudo de uma vez. 
  • A verdade está onde nunca a procuramos — Crônicas do Parque

    Era uma daquelas manhãs escaldantes com temperaturas que variavam de trinta e cinco a trinta e oito graus célsius, com sensação de quarenta a quarenta cinco no centro-norte de Israel. Como de costume me encontrava todos os Yom Sheni (segunda-feira) no parque de Kfar Saba, fazendo manutenção nas piscinas ecológicas.

    Pegava meu bastão de rede, uma caixa plástica preta dessas de armazenar verduras em supermercados, e um balde vazio de comida de peixes ornamentais. Entrava na piscina e submergia até os joelhos no primeiro terraço em que ficava as Nymphoides, espécies do gênero das plantas aquáticas que crescem enraizados no fundo com as folhas a flutuar à superfície da água, de cores brancas, amarelas e variadas tonalidades de flores rosa, da família Nymphaeaceae.

    Prendia meu smartphone pela sua capa ao cordão que ficava no meu pescoço, em que segurava ao peito um Magen David (Estrela de Davi) com um rosto de leão no centro, e colocava uma música suave para iniciar o meu trabalho de cuidar dos nenúfares.

    Em especial, aquela era a piscina ecológica que eu mais gostava dentre todas outras que dava manutenção no centro-norte. Pois além de ser a maior dessa região, estava em um parque bonito e tranquilo arrodeado de belas esculturas. Essa piscina era especial, pois era a única de todas que tinha uma original carpa cinza gigante, espécie de peixe de água doce originário da China, e também havia um canteiro com Lotus Branco (Nelumbo Nucifera), um género de plantas aquáticas pertencente à família Nelumbonaceae da ordem Proteales, e também era lotada de peixes Koi (Nishikigoi), tendo o Higoi (carpa vermelha), o Asagui (carpa azul e vermelha) e o Bekko (branca e preta), que são carpas ornamentais coloridas ou estampadas que surgiram por mutação genética espontânea das carpas comuns (carpas cinza) na região de Niigata no Japão, tendo também outras inúmeras variedades de peixes ornamentais como: peixes dourados, peixes barrigudinho (Guppy) de diversas cores, aruanãs, entre muitos outros.

    Nesse dia em especial, me senti constantemente sendo observado por um senhor de chapéu azul e cabelos grisalhos que aparentava ter a idade de oitenta anos. Estava bem vestido e mantinha sempre um sorriso no rosto. Ele se encontrava sentado em um banco largo que ficava próximo a piscina. E lentamente eu me aproximava dele ao curso do meu oficio de retirar as folhas amareladas dos nenúfares. E ao me aproximar daquela figura atraente, eu o cumprimentei com um Boker Tov (Bom Dia), e ele me respondeu com um Boker Or (Manhã de Luz). Assim trocamos sorrisos, e me voltei novamente para o meu ofício matinal.

    Quando o balde em que colocava as folhas amareladas e flores mortas dos nenúfares se encontrou cheio, me retirei da piscina para esvazia-lo, o despejando na caixa plástica preta que estava perto do banco em que o senhor de chapéu azul se encontrava sentado. E ao me retirar para regressar a piscina, ele elevou a sua doce voz anciã, perguntando-me:

    _ Atah Rotze coz cafeh (Você aceita um copo de café)?

    Então, de imediato lhe respondi:

    _ Ken, efshar (sim, aceito).

    Então, ele retirou de uma sacola de pano um bojão de gás pequeno e enroscou uma pequena boca de fogo nele, acoplando. Colocou o aparato ao solo, e retirou da sacola uma garrafa pet de coca-cola com água, uma pequena chaleira e dois copos de aço inoxidável. E, enquanto ele despejava a água no recipiente e ascendia o fogo com um isqueiro para ferventar, fez um sinal com as mãos para eu me sentar ao seu lado.

    Enquanto a água estava para ferver, nos apresentamos e ele me fazia inúmeras perguntas sobre mim e meu oficio. Perguntas comuns que eu já estava calejado em responder. E depois que ele preparou o café, comecei também a interroga-lo. Para minha surpresa descobri que ele não era judeu, mas árabe. Sendo que falava um bom hebraico sem sotaque e se vestia elegantemente, como um velho Ashkenazi. Além dele ter olhos de uma cor azul claros como o céu que estava sobre nossas cabeças. (…Nós, e nossos pré-julgamentos…).

    Ele me falou que viveu muito anos na Espanha, sendo um mestre sacerdote de Sufi gari (Tasawwuf), uma arte mística e contemplativa do Islão, assim como é a Kabbalah para os judeus. Ele viu o Magen David em meu peito, e disse que era bonito esse símbolo com um rosto do leão no centro. Também, me falou que esse símbolo em que os judeus se apropriaram o colocando em sua bandeira, é de muita importância para o Tasawwuf (Sufismo). E me revelou segredos importantes sobre o significado desse símbolo.

    Conversamos sobre muitas coisas, e eu o interrogava mais e mais, pois vi que esse senhor era muito sábio e ciente de tudo que falava. Ele me revelou coisas sobre a conduta do corpo, como postura e fala. Falou-me sobre pensamentos, músicas e danças místicas, e, sobre alimentação e jejuns para se ter uma vida espiritual equilibrada com o corpo físico. Nesse assunto, eu perguntei a ele porque não se deve comer carne de porco. Até porque eu já tinha perguntado a muitos rabinos e religiosos judeus o porquê de não comer a carne desse animal, e muitos não sabiam me responder ao certo. E os que respondiam, falavam que estava escrito nos Livros da Lei, a Torah, mas não sabiam perfeitamente o porquê.

    Diante da minha pergunta, ele sorriu e me disse algo em que fiquei atônito. Contava ele que os porcos eram seres humanos amaldiçoados, por levar uma vida sexual pervertida na sua última encarnação. Ele me disse que por isso dentre todos os animais o porco era o mais inteligente, e, que seus órgãos internos como fígado, rins e coração são muito parecidos com os nossos, pois na verdade era um ser humano que encarnou nessa condição com a total consciência de sua vida passada, mas que devido ao fato de estar em um corpo animal atrofiado não podia se comunicar para se revelar como tal. Nasceu nessa condição devido a decadência espiritual de sua vida anterior como ser humano, ao se entregar aos prazeres sexuais nojentos e tenebrosos, por isso esse animal pode levar até trinta minutos tendo orgasmos. E assim, veio nessa condição para viver em sua podridão, ao comer seu alimento e dormir misturado as suas fezes, mesmo tendo a inteligência de defecar em um mesmo lugar, são condicionados pelos seus criadores (seres-humanos) a viver junto ao seu excremento. Também, ele me falou que o porco não tem a capacidade de olhar para cima, não podendo ver o céu, e sua pele não pode ser exposta a luz solar por muito tempo, pois não consegue transpirar, e pela falta de umidade decorrente do suor pode sofrer fortes queimaduras. Nasceu para olhar para baixo e se esconder da luz, sendo forçado por essa natureza a viver na lama. Ele também me disse, que o porco é o animal mais amaldiçoado do que a serpente, pois os porcos são invulneráveis às suas picadas venenosas. E concluiu:

    _ É por isso que não se deve consumir a carne desse animal, pôr na verdade ser um ser-humano totalmente consciente em forma atrofiada. _ e, acrescentou me revelando algo_ Você sabia que não a diferença de gosto entre carne humana da carne suína… ambas possuem a mesma textura e sabor.

    Uau! Diante desses fatos que me foram apresentados por esse velho sacerdote Sufi, eu fiquei estupefato. E, entendi o porquê de George Orwell escolher os porcos para serem os protagonistas da revolução em seu romance satírico (Animal Farm — A Revolução dos Bichos). Provavelmente, ele sabia desse conhecimento do Tasawwuf. E isso me fez pensar, o quanto os antigos sabem do que não sabemos. Essas são respostas que não podemos encontrar no oráculo Google. Respostas de um velho de oitenta e poucos anos sentando em um banco de parque.

    O velho me vendo atônito, colocou seus aparatos de café na sua sacola, levantou-se, despediu-se e saiu sem mais nada a dizer.

    E lá no banco do parque de Kfar Saba fiquei com a mão no queixo, vendo os peixes e as nymphaeas. Tão Ignorado em minha ignorante aquariofilia.
  • Ação e Reação

    Tenho ouvido por ai a lei da ação e reação. Ela é usada em qualquer situação social e vou me ater, somente, no momento de desentendimento num relacionamento a dois, não vem ao caso qual seja o tipo de relacionamento, ampliarei para todas as classes, seja homo, seja heterossexual. Acontece que em momentos de conflitos conhecemos verdadeiramente quem é o nosso parceiro. Não é no sexo, nem no cinema, nem na casa da sua mãe, nem na viagem e no jantar romântico. É aqui (no desentendimento), que poderemos identificar qual é a sua personalidade e acredite: Se você não gostar da ação ou reação do seu parceiro, tome cuidado! Desde da violência física, verbal e consequentemente psíquica até aos atos de suposta traição ou desejo de trair. Acontece que no período de conflito é que demonstramos quem somos de verdade. O quanto de autocontrole e respeito para com o outro temos. Aqui demonstramos o nosso verdadeiro afeto e amor e o mais importante nossa índole. Se somos pacientes, altruístas, fieis, respeitosos e bondosos com o outro. O importante é se relacionar com quem lhe entenda e te aceite nos momentos felizes e saiba te tratar ainda melhor em tempos de conflitos. Mas por favor, saiba identificar e valorizar o comprometimento do próximo, pois você também está sendo analisado.
  • Acefalia aguda

               Muitos adolescentes brasileiros nascidos na primeira década deste século, e outros tantos jovens adultos da década de 90, se portam como verdadeiros doutores em História e Ciência Política. Pseudocríticos baseando suas vagas opiniões em velhos preconceitos, medos sepultados já há muito tempo e memórias deturpadas por pessoas que nem sequer puderam estudar História. Sem fundamentos empíricos e teóricos, não há História.
                Essa História, ciência da reconstrução do passado através dos vestígios deixados pelo homem no tempo e no espaço, é diferente da história, sucessão de eventos humanos em ordem cronológica e assimilável. O infante — geralmente aquele que filava as aulas de humanas, por considerarem-nas muito chatas ou irrelevantes para a formação profissional —, não saberá defini-la, pois não tem formação na área.
                Não saberá dizer também: Como se deu a conjuntura político-econômico de 1964? O que é uma Ditadura Militar? O que é um golpe de Estado? Como o Tenentismo contribuiu para a formação do “Superleviatã”? Qual o papel da extrema-esquerda na radicalização nas alas golpistas? Você já leu os atos adicionais e institucionais promulgadas pelo Executivo centralizador? O que é um político biônico? Etc.
                Você, que provavelmente deixará um ataque nos comentários desse texto e não uma crítica racional, não tem formação na área de História ou qualquer das Ciências Humanas. Não leu nem sequer um livro de História do começo ao fim e não viveu entre 1964 e 1985.
                Você caro leitor(a), provavelmente não viveu num período onde o salário diminuía na mesma proporção em que banqueiros enriqueciam com empréstimos bilionários com dívidas internas e externas. À censura. Uma época onde democracia se resumia a um bipartidarismo forçado onde o governo controlava ambos os partidos, seja com ideologia ou o braço forte da lei. A inflação galopante que elevava o preço dos alimentos. A precarização e privatização do ensino com a Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Onde homossexuais não podiam servir ao Exército, considerados doentes mentais. Época em que prisões arbitrárias, sem amparo legal tinham o aval do Estado. Onde assassinos são heróis. Golpistas democratas. Submissos das potências estrangeiras patriotas. Um tempo e que tortura era política pública e terrorismo de Estado ação de legalidade constituinte. Você, é um mero produto desse período.
                Antes que venham as acusações, eu não sou filiado a partido político. Não sou sindicalista. Não milito em quaisquer ONGs. Nem pratico esportes radicais!
                Minha legitimidade para falar de Ditadura Militar? Bem, digamos que sou graduando em História. Tenho mais legitimidade do que você, ou um youtuber, um blogueiro, qualquer influencer ou “personalidade da mídia”. E o melhor de tudo, meu argumento se fundamenta em princípios teóricos e empíricos, de pessoas que estudaram décadas para chegar à conclusão de suas pesquisas, sejam elas quais forem.
                Mais que uma crítica, lanço aqui um desabafo. Eu tenho muita vergonha de pertencer a uma geração que tem como único objetivo viver em alucinado egotismo. Pessoas que tem como única preocupação adquirir curtidas de pessoas tão acéfalas quanto aqueles que postam fotos entupidas de Photoshop. Crianças mimadas carentes de atenção.
                Sinto nojo de uma nação que escolheu candidatos conservadores, que acusam os próximos dos crimes que eles mesmos praticam nas surdinas como os bons hipócritas que o são. De um país que trocou o seu desenvolvimento para ver o seu processo de conquista ruir como um castelo de cartas marcadas. Uma pátria que tem como único objetivo devorar os seus sonhos de seus filhos e filhas. Se incitar o ódio de héteros contra LGBT+, de homens contra mulheres, de jovens contra adultos, de sulistas contra nortistas, de brancos contra negros... de brasileiros contra brasileiros.
    Vou deixar aqui referências o suficiente para aqueles que cultivam a ignorância, amorteça o seu despreparo perante a realidade:
    LEI Nº 4.024, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1961
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html>  acesso dia 26/03/2019 às 23:29 Hrs
    LEI Nº 5.692, DE 11 DE AGOSTO DE 1971
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-5692-11-agosto-1971-357752-publicacaooriginal-1-pl.html>   acesso dia 26/03/2019 às 23:40 Hrs
    Reforma tornou ensino profissional obrigatório em 1971
    Disponível em: <https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/03/03/reforma-do-ensino-medio-fracassou-na-ditadura>    acesso dia 26/03/2019 às 23:48 Hrs
    Os currículos de História e Estudos Sociais nos anos 70: entre a formação dos professores e a atuação na escola
    Disponível em: <http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Elaine%20Louren%E7o.pdf > acesso em 26/03/2019 às 00:02 Hrs
    "O desafio de ensinar História durante o regime militar"
    Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-desafio-de-ensinar-historia-durante-o-regime-militar-ehc3qh8l0viwed9l42wawrz9q/>  acesso dia 27/03/2019 às 11:25 Hrs
    OS ESTUDOS SOCIAIS E A REFORMA DE ENSINO DE 1º E 2º GRAUS: A “DOUTRINA DO NÚCLEO COMUM”
    Disponível em: <http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1439700335_ARQUIVO_OSESTUDOSSOCIAISEAREFORMADEENSINODE1E2GRAUS.pdf> acesso dia 27/03/2019 às 11:43 Hrs
    Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/documents/186968/485895/Estudos+sociais+no+1%C2%BA+grau/4e96a598-50ec-491d-ab72-4ce2c50a9f3d?version=1.3> acesso dia 27/03/2019 às 12:00 Hrs
    Decreto nº 66.600, de 20 de Maio de 1970
    Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1970-1979/decreto-66600-20-maio-1970-408046-publicacaooriginal-1-pe.html> acesso dia 27/03/2019 às 12:07 Hrs
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