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  • ...E NOS LIVRAI DESSE MAL, AMEM!

    Antes de mais nada, deixo claro que nesse texto, não estou atacando pessoas de modo particular, nem suas religiões. Estou combatendo ideias! Se te ofenderes com coisas tão pequenas, é sinal que seu deus é uma ideia e não um ser pessoal, imutável, inalterável, inatingível e soberano. Ideias vem e vão, o que é real e verdadeiro prevalece! Não fique amedrontado!  Minhas ideias só modificam o que pode ser mudado!
       Há um mal imposto a ferro, fogo e sangue nas sociedades teístas, que é a ideia criada dos deuses carrascos, irados, perversos, sanguinários e vingadores, cuja imagem, deu poderes as igrejas cuja força eclesiásticas é superior ao poder do estado laico, da ciência e da educação, fazendo com que as pessoas vivam suas vidas em constante estado de medo e ameaças. Um mal que precisa ser sanado se realmente desejarmos evoluir como seres humanos e diminuir as desigualdades sociais. Um conjunto de ideias contraditórias e auto anulativas sobre seres metafísicos que precisam ser reavaliadas para que os padrões de comportamento individual sejam melhorados em cada indivíduo ao assumirem responsabilidades pelos seus atos. Um mal que felizmente tem cura.
       Uma loucura que precisa ser tratada. Um aglomerado de pensamentos e conceitos filosóficos que precisam ser reavaliados um a um. Um mal que faz com que as pessoas deem mais prioridade em relacionamentos com seres imaginários, enquanto desprezam e desonram as relações pessoais entre seus semelhantes em nome de propósitos bizarros, esperando receber algum tipo de recompensa vindoura. Um mal que faz com que tolos governem enquanto sábios amordaçados. Um mal que enxerga a racionalidade como sendo uma ameaça e não como ferramenta para nosso progresso.
        Um mal que leva pessoas sãs, ao comprarem tais ideias a se colocarem nas condições de loucos, paranoicos, esquizofrênico, idiotas e coitadinhos, para alcançar desse modo a suposta atenção do ser superior qual foram ensinados a venerar e temer ou a atenção de seus representantes que fazem questão de manter as pessoas nesse estado medíocre de espirito, pois é desse modo que realizam suas fantasias de grandeza ou obtém sua fonte de lucro e sustento. Um mal que provoca um estado alterado de consciência fazendo com que pessoas normais e livres se ponham em condições de escravidão psicológica, enquanto anunciam aos quatros cantos do mundo que são livres. Pessoas que são levadas a viver toda suas vidas com medo de um ser superior, desenhado com propósitos de domesticação de indivíduos, para fins de manobras de manipulação em massa.
        Um mal que reduz o ser humano a nada, que retira deste sua capacidade racional, evolutiva, criativa e cooperativista, e o transforma em máquinas de guerras, prontas a matar para defender o invisível, e a doar todos os seus recursos se necessário, por uma causa desnecessária, desprezando as causas vitais ao bom funcionamento social. Nesse estado mental, enviam-se pessoas a matança todos os dias em países estrangeiros, fazendo-as acreditarem que estão ganhando “almas pra jesus ou pra Alá” quando na verdade estão apenas subjugando outras pessoas a um modo doentio de ser, enquanto os senhores do rebanho aumentam suas fortunas e divulgam suas marcas.
         Baseado nessa crença coletiva criada e doutrinada a todos os nascidos em tal região, muitos líderes fazem fortunas, expandem seus territórios, manipulam políticos, e demonizam o sagrado enquanto divinizam o banal. O aperfeiçoamento das relações humanas, a busca coletiva para os problemas de moradia, curas de doenças, educação e segurança deveriam ser metas “sagradas” buscada por todos, mas a igreja as torna banal quando usa do discurso religioso, para extrair valores monetários como oferenda aos deuses que de nada precisam e incentiva a da devoção a imagens de ídolos vivos e mortos como sendo coisas realmente importantes. O lixo vira luxo, e o sagrado vira profano nesses aspectos de entendimento.
       A ideia inserida em nós, que somos pecadores, imundos, trapos, farrapos, lixo, pó e cinza e que precisamos de uma salvação comprada, financiada sob 10% de tudo que ganhamos, durante o tempo em que aqui vivermos, deve ser questionada, combatida debatida, reavaliada e banida se realmente almejarmos uma sociedade mais justa e equilibrada. Qualquer divindade rica, majestosa, poderosa e dona de tudo, e que vive a esmolar adoração e tributos de quem quer que seja deve ser questionada no profundo do nosso ser. Quem já tem tudo não precisa de mais nada! Se as divindades são ricas e poderosas devem ajudar ao povo por que tem em abundancia e não exigir sob duras ameaças aquele que nada tem além do próprio sustento. Divindades que estimulam em suas casas de adoração, a ganancia, a soberba, a trapaça, a inveja e a cobiça também devem ser duramente questionadas e postas contra a parede. É por males como esses que afundamos na imoralidade e corrupção. Deveria se envergonhar qualquer ser dito superior que vive a fazer das reuniões de fé coletiva, suas casas de apostas, onde uns poucos ganham tudo, e a maioria fica sem nada. Cassinos e bingos chegam a perder para certas casas de apostas tidas como casas de adoração. Igrejas que estimulam a cobiça e ambição não querem outra coisa senão um grupo de apostadores viciados para enriquecer os donos da casa. Doe 1 mil e deus te devolve 2 mil. Isso não é evangelho, isso é aposta!
       Primeiro te fazem acreditar que você é um pecador, para depois te venderem uma salvação que dizem ser de graça, te prendem em currais, vigiam seus passos e te ordenham de todas as formas possíveis, e quando não é possível a ordenha, usam a ideia de inferno para te manter nesses recintos enquanto usam sua força voluntária para a expansão de um reino nefasto e opressor, de modo que algumas lideranças vivem montados nas costas do povo sem fazer esforço algum. Se a moralidade e o pecado de uma pessoa é medida por suas ações, sou forçado a dizer, que os humanos, por mais falhos que sejam, tem um senso de moralidade superior a dezenas de deuses de várias religiões ao longo da história, incluindo o deus cristão do antigo testamento e ao do novo que nada faz para conter o avanço dos exploradores da fé, dos que usam seu nome para ludibriar o povo. Tanto o que executa a ação sendo representante, quanto o que se omite de corrigir a ação sendo ser superior, são cumplices dos mesmos atos.
       A ideia de que somente pessoas de batinas, de paletós, ou que carregam livros de capa preta na mão, são as únicas pessoas capazes de fazer com que o divino nos aceite, nos receba e nos perdoe por crimes que nunca cometemos, foi criada e mantida a todo custo, com o intuito único de criar segregação, criando-se a ideia de que existem pessoas mais importantes que outras e desse modo os “ungidos” vivem levando vantagem em todos os aspectos sobre os demais dentro e fora dos círculos religiosos. Um ser superior cujo desejo de justiça seja sua causa principal, jamais concordaria com esse tipo de coisa, e jamais esperaria inerte pelo “dia do juízo” para julgar tais opressores e enganadores, ou os que vivem a fazer atrocidades em seu nome. Em nossa “vil” sociedade dirigidas por meros mortais, temos data, meios, e regras para punir infratores, sendo que as penas são dadas de acordo com o crime. Algumas são amenizadas exatamente de acordo com a influência política ou religiosa que o sujeito possa ter, mais uma vez provando-se que tal modelo de fé, traz injustiça ao invés de justiça.
    Se existe um território que deva ser reconquistado, é o território de nossas mentes. É nesse campo que o estopim de toda batalha exterior é ativada. Os que vivem do mercado da fé fazem questão de te lembrar 24hs por dia que somos miseráveis pecadores, amaldiçoados, medíocres e perdidos e que só este ser “bondoso” pode nos livrar de sua própria ira. É dessa ideia que devemos nos livrar. Se há um pecado que cometemos, é deixar que deuses metafísicos e seus representes loucos e gananciosos conduzam nosso destino.
      Precisamos nos livrar da ideia de que somos culpados pela morte de um cara que foi crucificado dois mil anos atrás. A própria bíblia diz que ele se entregou por que quis, então não somos culpados de nada. Precisamos nos livrar da ideia que foi por nossos pecados que ele morreu, pois se consideramos que o pecado segundo a crença cristã é um erro cometido em nossa configuração, ele como sendo o que nos programou e não achou por bem reconfigurar nossa unidade central, então morrer para que fossemos reconfigurados seria o mínimo que ele poderia fazer como criador. Não somos culpados pela morte de ninguém, muito menos pela morte de um ser imortal, que existe antes da criação de tudo, sem falar que se ele morreu e ressuscitou, não há cadáveres, desse modo não há homicídios, e ninguém e culpado de nada. Se ele morreu sabendo que ia ressuscitar, sua morte e sofrimento foi apenas encenação para nos comover. Não somos culpados por isso e nem foi por nossos pecados que ele morreu. Morreu por que quis, por que era necessário, por que escolheu esse caminho. Se existe um pecado que devamos nos arrepender, é pelo que dizemos ou fazemos contra o nosso próximo para defender a honra desses deuses com problemas de personalidade.
       A ideia da salvação cristã, se assemelha muito a ideia de salvação dos hebreus, vendida por Moisés há uns 4 mil anos atrás ali no Egito, caso a história tenha sido real. O deus invisível, que nunca deu as caras a ninguém, mas falou com Moisés numa moita incandescente e alguns poucos privilegiados no passado, é o mesmo de hoje, que nunca deu as caras e também só fala as escondidas com alguns “ungidos” e alguns poucos “profetas” gerando mais suspeitas do que confiança no povo. Os que duvidavam antes eram ameaçados. Os que duvidam hoje também são ameaçados! Morte a todos que não acredita que deus fala as escondidas com seus “ungidos”! Essa é a mensagem de 6 mil anos.
      Quando este mesmo deus tirou o povo do Egito, o objetivo principal definido por ele, era que o povo lhe prestasse culto e lhe oferecesse sacrifício. A ideia principal não era beneficiar o povo com melhorias de alimentação, higiene, segurança e moradia, antes sim ele queria inflar o próprio ego ou se alimentar de alguma forma das energias geradas pelas emoções de medo das pessoas ou do sangue dos animais oferecidos em sacrifício. O objetivo atual de tantos líderes em reunir pessoas diariamente nas igrejas é o mesmo: prestar culto a esse ser e pedir em seu nome todo recurso possivel que as pessoas tem, enquanto garantem que mantem as pessoas seguras da ira e da cólera desse mesmo deus e da tentação do diabo no mundo de pecado, somente aos que ofertam, adoram e obedecem. Você tem de pagar para não ser castigado pela própria pessoa que prometeu te salvar de graça. É mole? É como um sistema de milícias na favelas! Ou você paga aos representantes desse deus pela proteção divina ou eles autorizam pragas sobre sua vida! Ou você paga ou você apanha! Ou você paga ou você morre! E dizem que o bullying só ocorre com crianças...Concluímos que sem culto e sem oferendas esse modelo deus enfraquece ou deixa de existir. Logo, concluímos que, é este ser qual fomos ensinados a chamar de deus quem precisa de adoradores e não as pessoas que precisam ser salvas por esse modelo de salvação. Nesse modelo de salvação cristã, estar salvo é o mesmo que viver sob constante tensões e ameaças. Logo após você ser “salvo”, se não trouxer dízimos, ofertas, prestar cultos, render a ele adoração, ou não comprar bugigangas ungidas, então uma quantidade sem fim de pragas serão enviadas por parte desse deus bondoso e seus representantes. Pelo menos é o que garante seus “ilustres” representantes aqui na terra. No passado bíblico e durante toda a idade média a história se repetia dia após dia e até hoje somos de igual modo ameaçados. A promessa de salvação foi substituída pela ameaça de condenação. Na teoria salvação, na prática morte e condenação!
      Outro fato sobre a salvação dos hebreus no passado: após tirar o povo do Egito, ele poderia ter inserido o povo na nova terra para que estes vivessem bem, já que ele disse ter intenção de tirar o povo da escravidão e não escraviza-los mais ainda. Tudo poderia ser feito num passe de mágica, sem precisar derramar uma gota de sangue sequer nem dos hebreus, nem dos egípcios, nem das quase 50 nações que ele destruiu. Um ser tão poderoso que abre caminho nos mares e destrói nações inteiras só pra provar do que ele é capaz, que precisa estar se auto afirmando o tempo inteiro, poderia facilmente criar do nada uma cidade maravilhosa no meio do deserto, inserir seu povo ali, ou inserir o povo em cidades já habitadas por meio da união e dialogo, e não pelo derramamento de sangue. A menos que a tecnologia desse deus só sirva para o mal e destruição, concluímos que ele não gosta de fazer o bem. A viagem do povo pelo escaldante deserto poderia durar alguns dias apenas, mas de propósito, ele fez o povo andar em círculos por 40 anos, matando toda aquela geração que ele mesmo jurou proteger e guardar. Ele mesmo assume nos escritos tido como sagrado, que foi ele quem matou todo o povo (mais de 3 milhões de pessoas) que ele tirou do Egito durante os 40 anos de viagem no deserto, por que o povo duvidou algumas vezes do seu imenso poder. Ele como criador da raça humana, poderia muito bem imaginar que as pessoas são imprevisíveis mediante situações de calor, frio, fome, ou pressão psicológica. Quando vejo adolescentes jogando jogos violentos na frente de um computador, matando velhinhas, crianças, policiais, atropelando todos por prazer e cometendo os mais diversos crimes sem pensar nas consequências, só me vem a memória a imagem do ser todo poderoso cultuado no ocidente, e comparo seu comportamento aos desses adolescentes sem juízo.
      Do mesmo modo que ele prometeu levar em segurança o povo que ele tirou do Egito e os matou no deserto, qual a possibilidade dos seus adoradores atuais receberem uma recompensa melhor do que os filhos dos semitas que foram vítimas de sua ira no mesopotâmia antigamente? Há dois mil anos, segundo a atual crença cristã, ele prometeu voltar rapidinho, inclusive prometeu, que alguns dos que estavam vivos naqueles dias não provariam a morte. Já se fazem dois mil anos e nem os ossos desses que receberam a promessa de salvação em vida foram encontrados…quem garante que ele não esteja fazendo o mesmo que fez no Egito, esperando que aniquilemos uns aos outros em seu nome, enquanto ele assiste do camarote nossa destruição? Lembrem-se que ele tem poder para fazer o que quer, inclusive o bem, inclusive salvar e perdoar a todos que não compreende seus infinitos, insondáveis e complicados mistérios, e se não faz é por que não quer ou por que gosta de ver sangue sendo derramado em seu nome, para depois dizer que não faz nada por que deu o livre arbítrio ao homem... Um pai humano que deixa seus filhos se matarem brigando enquanto vivem debaixo do seu teto alegando não interferir no livre arbítrio dos seus filhos não é inteligente e nem racional, é apenas um doente mental. Um ser superior, imaterial que age do mesmo modo, recebe o nome de ser de sabedoria e amor supremo. Vai entender...
      Outra parte que não deve ser esquecida nesse trajeto de salvação dos hebreus no passado bíblico é que durante todo o período bíblico, as pessoas que hoje são mais bajuladas, e tidas como heróis da fé, foram pessoas mesquinhas, sanguinárias, que articulavam o mal, gananciosas, que matavam a própria família para ficar no poder, e que eram os primeiros a desobedecer as leis que eles mesmo diziam ser sagradas. Alguma semelhança com os dias de hoje? Leiam os livros de reis, crônicas e Samuel, e observem as baixarias cometidas exatamente por aqueles que levantavam o estandarte da justiça desse deus invisível. Pessoas como Atila e Calígula se sentiriam inferiores diante desses santos homens escolhidos a dedos por deus para o projeto de salvação desenhada por ele. Leiam jornais, revistas e se situem no tempo e no espaço, e vejam o que muitos dos seus representantes fazem hoje e me diga se ele se importa com nada...
       A características mais macabra e suspeita desse ser qual exige veneração e obediência, é que tudo que estar ligado a sua pessoa estar ligada a derramamento de sangue. Ele gosta de sangue! Ama sangue! Bebe sangue! Vivia à custa de rituais de sangue e por qualquer bobagem ordenava que parentes derramassem sangue uns dos outros em sua honra. Sangue humano, de bois, ovelhas, cabras, galinhas...não importa o sangue, desde que fosse sangue! Os rituais de conquista e de adoração a esse deus estão lavados em sangue. Qual a lógica de invadir várias cidades, matar todos os moradores ao fio da espada, inclusive até os animais, para depois deixar todos apodrecendo ao relento até serem comidos pelos chacais ou pelos vermes? Qual o sentido, de retirar da população faminta o gado que serviria para seu sustento, para ofertar e ser degolado e derramado o sangue para esse ser que nem fome tem por que é um ser imaterial? Sentir fome de comida é uma coisa, mas sentir fome de morte, sangue e destruição é outra coisa... Salomão, em apenas 7 dias de festa, degolou e ofereceu o sangue de quase meio milhão de animais! Tem cabimento uma coisa dessas? Enquanto o povo vivia na pobreza e na miséria vem esse ser papando tudo que pertencia a população sofrida! Que pouca vergonha! Sinceramente, qualquer deus que precise de sangue de quem quer que seja e sacrifícios para existir ou se alimentar perdeu o meu respeito! As pessoas costumam ter medo de um morcego por que dizem que este se alimenta de sangue. Há um ser que exige cachoeiras de sangue para se alimentar e as pessoas dizem ama-lo!
      Tudo que falei estar escrito na bíblia. Leiam e confiram. Lembrando que é moda cristã não ler nem acreditar na bíblia, apesar de dizer que ela é verdadeira. Acreditam no salmo 23, 91, ou qualquer passagem bíblica que reforcem seu modelo congregacional e digam quem eles vão ficar ricos, ou ganhar a vida sem trabalhar, isso eles acreditam! As demais parte que confronta sua crença, diz que não existiu, que é erro de tradução, que não é verdade, que aquilo foi coisa do passado ou preferem nem pensar sobre isso por que tem medo de pecar em pensamento. É desse jeito que ele gosta. É desse jeito que os que vivem do mercado da fé desejam que todos se comportem. Acreditem num livro que nunca leram, digam que tudo nele é sagrado sem nunca comparar os conceitos de sacralidade e tudo fica bem. Bem pra os que dominam o rebanho...
      As pessoas não precisam de nenhuma igreja ou religião para serem morais e honestas, mas em contrapartida, o senso de moralidade de uma pessoa religiosa, estar intimamente ligada, a personalidade do ser que este considera superior. Um deus mal, perverso, não disposto ao diálogo, autoritário e sanguinário, gera seguidores com semelhantes características.
       Pense numa coisa óbvia que todos evitam encarar: as três principais religiões ocidentais que alegam servir ao mesmo deus escolhido por Abraão, estão brigando e se matando ao longo de milhares de anos e ele não se importa com isso e nem faz nada para acabar com essa briga, antes sim, “aparece” de modo isolado a cada líder dessas religiões, colocando mais lenha na fogueira, dando-se a entender que a outra parte estar sempre errada e deve ser eliminada, gerando conflitos e mais conflitos. Eu nunca vi um pai humano que se respeita e respeita a ordem em sua casa, deixar que seus filhos briguem até a morte pelas coisas mais fúteis possível como declarar quem tem o pai mais bonito e mais forte sendo que são todos filhos do mesmo pai. Esse deus não estar nem ai pras briguinhas dos seus filhos enquanto estes se matam para mostrar quem tem o ritual mais “correto” de adoração. Se ele for capitalista, deve estar nesse momento comendo um Bic Mac com refrigerante dos grandes, enquanto olha seus filhinhos se matando pela sua honra. Aposto que ele não torce pra nenhum lado ou torce pra os dois. Me parece que ele quer apenas beber o sangue que manchará as arenas dos gladiadores da fé.
      Um pai que se presa, põe a casa em ordem ao primeiro sinal de elevação de humores de seus filhos. Nosso senso de moral eleva em muitos casos os dos deuses. É pela honra deles que as maiores guerras são travadas. É no nome deles que as maiores explorações são cometidas. É em seu nome que crianças e pessoas de boa fé são abusadas nos recintos sagrados e...ele parece gostar de tudo isso, só observando...ou aguardando o dia do juízo chegar pra mandar 99% das pessoas pra o inferno, já que me parece que apenas seus representantes que tem o mesmo comportamento, são os escolhidos deste. 
      Não intento com esse texto, provocar em ninguém o que Martinho Lutero provocou inicialmente há 500 anos atrás nas mentes de pessoas desavisadas e por demais emotivas. Quebrar imagens, destruir igrejas e caçar pessoas ligadas ao clero não resolve nosso problema e nem vai nos libertar em nada.  O conhecimento de como as coisas tem funcionado é o primeiro passo no caminho da nossa libertação. É no inconsciente coletivo que essa ideia macabra de deus foi construído e será no consciente individual de cada ser humano que reassuma sua racionalidade que essa ideia será vencida. A batalha não é contra pessoas de outra fé ou objetos dito sagrado. A batalha é contra nós mesmos! Contra o medo do inferno, a culpa pela morte de outros “pecadores” que morreram sem jesus, e a ideia de que somos todos miseráveis pecadores e acima de tudo. É contra esse mal que devemos lutar.
     Devemos relutar contra ideia de que um ser superior precise de sangue, dinheiro ou adoração para existir. Qualquer império religioso cairá, quando a revolução interna for iniciada. Nenhum tiro precisa ser dado, nenhuma gota de sangue derramada, nenhuma palavra de agressão contra nosso semelhante precisa ser proferida. A conversa é de nós para conosco mesmo. O pensamento religioso atual despreza qualquer pessoa que se arrisque a pensar, pois o que se incentiva é obedecer sem questionar. Ninguém saberá o que você estar pensando sem que o você diga. Uma revolução interna e silenciosa a princípio, e a medida que suas ideias forem amadurecendo, você terá poder argumentativo suficiente para falar o que sente sem se ferir ou ferir os outros, pois entenderá que por trás de qualquer pessoa cheia de razão quanto ao imaginário, existe apenas um ser domesticado, com medo de ser punido com inferno e fogo. É lógico que quando algum grupo de “revoltosos” for descoberto aderindo a esse tipo de revolução interna, várias “pragas” divinas de maneira misteriosas pode vir sobre os tais. São apenas lideranças políticas e religiosas agindo de modo oculto, com medo de perder seus domínios influenciando os acontecimentos dessas “maldições” para intimidar outros. Foi assim na contra reforma e não será diferente em nenhum momento da história. Quando o medo das divindades for substituído pela compaixão aos nossos semelhantes, nesse dia, os deuses serão destronados, ou assumirão o papel que realmente deveriam assumir. Do caos pode nascer a ordem! Das trevas pode surgir a luz! Nós fazemos nosso próprio destino! Nós podemos mudar o rumo das coisas! Quem não sabe onde quer chegar, qualquer destino serve!
      O pensador individual servirá como colunas, para sustentar qualquer movimento coletivo cujo propósito seja a libertação de um povo. Todos nós podemos ser um! Nós podemos ser seres morais, respeitosos, justos, honestos e honrados pelo uso da razão e da reciprocidade e não por medo do chicote dos deuses. Pensem nisso!
  • "PARA HONRA E GLÓRIA DO SENHOR"- Uma sátira a nossa forma errada de entender Deus

    Raríssimas pessoas já pararam em toda sua vida para pensar sobre o peso das palavras do título a cima cada vez que as usam.
       Raríssimas pessoas terão coragem de medir o peso dessa citação e confrontar com sua cadeia de valores sobre Aquele que eles chamam de Senhor e pensar sobre que honra e gloria é esta a que essa citação se refere.
       Milhões de pessoas morreram, morrem e outros milhões ainda morrerão em toda historia da raça humana em combates ou em missões, simplesmente pela honra e gloria de seus deuses, morreram “pela honra e glória do senhor”. Poucos se perguntam, por que um Ser magnifico, completo de tudo que se possa atribuir precisa de honra e gloria, já que essa é o combustível dos fracos e os alimentos dos tolos. Somente pessoas mal resolvidas vivem a exigir que outros lhes prestem homenagens que não lhes são devidas pois as que estão seguras de si, não precisam ser lembradas o tempo inteiro do que elas já sabem. Me parece que a maior parte dos deuses já cultuado pelos homens, são seres mal resolvidos. Ou seria essas frases usadas para manipular as massas e estimula-las em segundas intenções?
       Poucos sabem e outros não terão coragem de admitir que inicialmente essas citações foram usadas por povos da mesopotâmia e do antigo oriente milhares de anos atrás para expandir as fronteiras dos seus reinos, ao mesmo tempo que expandia sua fé. A fé em uma divindade sempre foi usado como emblema para esconder as piores das intenções dos governantes. Se você der um motivo fantástico a uma pessoa pelo qual ela deva lutar, elas farão coisas absurdas em função desse objetivo, ainda que seja para sua autodestruição consciente. A fé também é....o firme fundamento para manipulação geral e criação de conflitos.
       “Para honra e glória do senhor” Marduk, Bell, Amon, Dagon, Baal, Astarote, Rá, Semíramis, Osíris, Shiva, Krishina, Ketzalcoalt, Era, Zeus, Cesar e para tantos outros senhores essa frase já foi usada, e logo depois adotado pelos seguidores de Cristo. Vários desses também já foram trindades adoradas como sendo um.  Em comparação a esses citados, Jesus é o mais recente dos senhores cujos súditos passaram a usar tais termos para se referir a Ele, e fazer coisas que ele nunca mandou, nunca pediu e nunca exigiu. Em nome da fama e gloria própria, os tais dizem estar fazendo algo para uma divindade, e desse modo conseguem o apoio de legiões, seja para doar seu salário e seu patrimônio inteiro, ou para matar e morrer por uma causa. A ideia do lucro presente ou no porvir, faz com que qualquer incauto faça loucuras por um objetivo apresentado pelo líder, desprezando sua atual existência, quando compara com as “garantias” que lhes são oferecidas.
       O medo do lugar da perdição, do mármore do inferno, do lago de fogo, e das trevas eternas, dar poderes sobrenaturais a seguidores dos senhores mais diversos ao redor do mundo para lutarem suas causas. Ganancia e medo bem aplicadas por uma mente má, faz até milagres.
       Dezenas de novas igrejas são criadas diariamente e nas orações de abertura sempre citam ser essa inauguração “para honra e gloria do senhor”. Não seria para lucro próprio do dono da marca fundadora da igreja? Compare suas riquezas de antes e depois de se envolverem com esse negócio lucrativo e me digam para quem é a honra e a gloria.
       Milhares de missionários são enviados a países não cristão, onde explicitamente é proibido uso de bíblia e pregações de outra fé e assim mesmo eles vão. E por que fazem isso? “Para honra e gloria do senhor”. Para expansão do “reino de deus”. Para que o nome do senhor “seja glorificado”. Acontece que pessoas de todas as crenças no mundo também fazem a mesma coisa, enviando missionários de sua fé para evangelizar outros povos. Cristãos procuram converter mulçumanos lá fora, enquanto mulçumanos fazem o mesmo com cristão aqui em nossa terra, bem em cima do nosso nariz, e fazem isso também para gloria do senhor. No mundo inteiro o proselitismo é fato em quase toda crença, e no fundo no fundo, os voluntários a proselitismo querem apenas se sentir seguro de sua própria crença, pois quanto mais pessoas afirmando algo ser real, torna mais segura a crença do próprio emissário. Como em uma grande torcida organizada de um time, é prazeroso estar no meio de uma multidão da mesma bandeira gritando gol, e fica bem mais fácil partir pra violência quando seu time perder. Assim as pessoas fazem prosélitos, assim também alguns se deixam convencer a outra fé. Pelo desejo de ser inserido na multidão, de não remar contra a maré, nem de ser perseguido por suas crenças se essa vir a ser minoria. E como pano de fundo, dizem que é “para honra e gloria do senhor”. Se usarmos esse fundo como crença, tenhamos que admitir que esses senhores gostam de nos ver brigar entre nós mesmos para defendermos nossas bandeiras, enquanto eles assistem da plateia nos destroçarmos. Ou quem sabe pode ser até um mesmo senhor de todos que aceita que sua mensagem seja difundida de modo diferente, com ideias diferentes, para pessoas diferentes para gerar idéia de concorrência, e quando não muda o produto, muda a embalagem, mas o fabricante é o mesmo.
       Num passado não muito distante, homens vibravam ao serem aceitos nos exércitos dos templários. Eram capazes de abandonar sua esposa, filhos, família, bens matérias, e tudo que já tinha conseguido ou poderia conseguir na vida, para se juntar aos exércitos que ia a Jerusalém ou qualquer cidade que tivesse judeus ou mulçumanos morando. Essa missão era para estuprar, matar, pilhar, roubar pessoas e incendiar qualquer vilarejo por onde passavam que se não fosse de fé cristã. E para que e por que? Se você tivesse a chance de perguntar a eles, estes te responderiam em alto e bom som: “PARA HONRA E GLORIA DO SENHOR”. Suas famílias os apoiavam. Era como ter um herói particular em cada família, cada uma querendo demonstrar mais bravura e mais valor ao seu deus e ao estado por meio do seu próprio herói, matando vários, ou morrendo de forma “honrosa” em campo de batalha não negando seu senhor. Tadinhos...Se ao menos eles pudessem pensar que o nome do seu senhor era o Pontífice Máximo da igreja católica...Morreram na ilusão de que serviam a outro senhor e não puderam ser esclarecidos.
       Hoje não é diferente. Chegue em uma igreja evangélica e olhe para o púlpito das igrejas. Em algumas delas, dezenas de homens vestidos de ternos bem elegantes se apinham, se acotovelam e se digladiam entre si por um lugar próximo ao chefe central. Eles anseiam por um lugar de destaque. Eles querem ser obreiro do senhor e trabalhar para sua honra e sua gloria. Conceda algum título ministerial a alguns desses e eles serão capazes de abandonar seus filhos, esposa, famílias, sonhos, carreira, patrimônio e qualquer conquista “para honra e gloria do senhor”. Suas famílias entenderão, apoiarão e terão orgulho como fora no passado. Elas se sentirão orgulhosa em ter seu soldado de cristo particular, consagrado pelo líder máximo local, alguns destes líderes que não tem moral de um hambúrguer podre, mas são capazes de ungir e preparar homens simples e torná-los em super-heróis que lutarão várias batalhas contra seres imaginários e pessoas reais, ofendendo e sendo ofendido, perseguindo e sendo perseguido, tudo “para honra e gloria do senhor”.
       No passado as pessoas eram atormentadas pelo pecado, e ter um cavaleiro de cristo, um padre ou freira na família dava-lhes a ideia de redução de pecado pra família inteira e possibilidade de redenção no grande dia do juízo de Deus contra os homens. Hoje, além de amenizarem a culpa criada pela idéia de pecado, as famílias sabem que um cargo na igreja, também pode ser usado como uma ponte para uma função política se este aprender as “malandragens” do sistema. Um status social para dentro e fora do grupo.
       A velha história se repete. No passado, o cavaleiro de cristo ficava de joelhos perante o papa ou algum de seus representantes e após fazer os votos de cavalaria o seu superior fazia sinais com uma espada sob sua cabeça e a partir dali estes simples homem pareciam receber poderes mágicos e força descomunal para sair matando e destruindo em nome de cristo. Os obreiros de hoje fazem algo bem parecido, ficam de joelhos perante seus “superiores”, fazem juramento de obediência cega ao ministério e o líder derrama um óleo de peroba em sua cabeça, faz um sinal com a bíblia, e diz que a partir daquele momento este também passa a ser o ungido do senhor. O obreiro ganha poderes mágicos a partir de então. Já pode falar em línguas, profetizar, sair chamando todo mundo que não é da igreja de “fio du cão”, “fio du diabo”, entrar em terreiro de macumba pra quebrar imagens, abrir outras igrejas ou ir morrer em países estrangeiros, tudo isso “para honra e gloria do senhor”. 
       Mas existem algumas diferença gritantes entre os soldados de ontem e de hoje. Os de ontem buscavam gloria e fama. Os de hoje além de gloria e fama, querem riqueza de imediato. Querem ser os “pop star de Cristo”. Os de antes faziam voto de celibato. Os de hoje obrigatoriamente são casados, e mesmo assim se aproveitam de seu poder de obreiro, para abusar de crianças, deficientes, jovens, mulheres casadas, e até de gays, quais eles tanto condenam. Os de antes quando erravam, podiam ser julgado pela própria cavalaria ou pela população. Os de hoje, fizeram um acordo entre si de só serem julgados por Deus, e criaram um chavão próprio de “ninguém toca no ungido e vive pra contar história” para amedrontar o povo, e repetiram isso tantas vezes que hoje soa como verdade aos ouvidos dos menos esclarecidos. A velha frase de que pastores e obreiros que foram ungido com óleo santo só podem ser julgadas por deus, pois Ele quem botou e Ele quem tira, tem sido usado como cartão de credito sem limite de gastos por milhares de obreiros ao redor do mundo. Ser obreiro nesses ministérios, tem mais vantagens que delação premiada no judiciário brasileiro. É melhor que ter foro privilegiado. É formação de quadrilha disfarçada de homens de Deus. Engraçado que tais obreiros quando ouvem falar em foro privilegiado no planalto, diz que isso é inadmissível, mas acham totalmente admissível causar dano físico, moral ou psicológico a quem quer seja e só serem julgados no dia do juízo final, única e exclusivamente pelo próprio Deus, por que tiveram um óleo barato jogado em suas cabeças. Bom demais pra ser verdade! Chega de tanta hipocrisia! É chamar o povo de palhaço! Pior que no passado as pessoas eram enganadas e a desculpa é que não tinham acesso a bíblia. Hoje todos tem acesso a bíblia e são enganados ainda 10 vezes mais. A verdade é que pouco importa o que diz um livro sagrado. Mas vale o que diz a liderança e o os cargos que ele tem a oferecer aos seus súditos do que o que realmente estar escrito. A ganancia e soberba disfarçada de santidade.
       Se as pessoas pelo menos pensassem que, desde os tempos imemoriais, desde que passamos a viver em sociedade, buscamos ser reconhecido por algo que fazemos. Se pelos menos parássemos para pensar que é em busca do nosso próprio louvor, gloria e honra quem lutamos e não apenas pelos deuses. Se parássemos para pensar que até nas tribos menos civilizadas, as pessoas vivem comparando o tempo todo entre eles o tamanho do pênis, dos peitos, do pescoço, do ventre, dos músculos, da quantidade de filhos e até da quantidade de utensílios domésticos fabricados, só para ver quem tem mais ou quem faz mais. Tudo isso para que? Para nos destacarmos. E para que serve o destaque? Para honra e gloria...de nós mesmos! Claro! Só que somos peritos em demonstrar falsa modéstia e dizemos ser para honra e gloria de uma divindade qualquer.
      Umas das ciências mais perseguida pelos grupos políticos e religiosos desde os tempo remotos, tem sido a filosofia, exatamente pelo fato de esta motivar o indivíduo a comparar toda sua cadeia de crenças e valores. Comparar, desfazer e refazer se necessário, pela lógica, observação e pesquisa e não apenas pela fé. A velha e cega fé que a tudo estraga e faz o bonito ficar feio.
       Enquanto a religiosidade cega ensina apenas a ter fé e obedecer, seja em qualquer segmento religioso, a filosofia costuma perguntar: Por que? Para que? Para quem? Onde? Como? Comparado a que? Se se não fosse assim seria como? Já tentaram outros meios? Quantas pessoas no mundo fazem assim e tem resultado iguais? E quantas deixam de fazer e tem o mesmo resultado...?  Desse modo, costumam dizer que filósofos se tornam ateus, que na cabeça de muitos tem o mesmo significado de criaturas horrendas e demoníacas. Na verdade um filósofo tende a ser menos tonto em relação a muitas coisas. Mas o mesmo remédio que cura pode matar se não for aplicado em doses correta. Apontar um problema na forma de pensar, e não apontar uma solução na forma de agir, faz de um filósofo apenas um crítico da vida alheia. É como tirar um doce de uma criança ou a muleta de um aleijado e deixá-los desamparados.
       Desde os tempos mais remotos nos proibiram de pensar sobre Deus e sobre nós mesmos. Não fazem isso de modo direto, mas nos enchem de coisas pra serem feitas dentro e fora dos círculos religiosos. Perseguem vorazmente qualquer pessoa que não seja capacho de lideranças eclesiásticas e criaram cultos diários para preencher nosso tempo.
      Cultuar não é pensar sobre Deus, sobre Sua essência, sobre Seu ser. É apenas repetir ritos litúrgicos pré-estabelecido pelo patriarca daquele grupo. Ladrões e criminosos antes de irem as ruas também oram e rezam e pedem proteção ao mesmo deus que uma pessoa fiel e sincera pede quando vai a uma igreja. Um pede oração e proteção para roubar. Outro pede para não ser roubado. Um dos dois será atendido. Um ficará frustrado e outro envaidecido. Ambos pendem ao mesmo deus pois lhes foi o mesmo apresentado a ambos desde sua infância. Um irá chorar e outro sorrir. Pelo menos agora, por um tempo. Uns acreditam em Deus e “faz ele de escudo”, seja para causar inveja as recalcadas, ocultar seus crimes, e pedir proteção quando for praticá-los. Outros acreditam apenas que a ideia de Deus estar associada somente a prática do bem. Ambos seguem suas vidas.
       Sejam sinceros e pesquisem: países como Brasil, Israel, países árabes e Índia, que tem um enorme ritual litúrgico dos seus seguidores do início ao fim do dia, deveriam ter um nível de vida e harmonia entre seus habitantes, melhor que de outros países, mas ao contrário há um alto nível de intolerância mutua, atentados, fome, miséria e desprezo pela vida alheia. Mas existem países europeus e outros, em que poucos ritos religiosos são praticados diariamente, as pessoas poucos voltam para rituais litúrgicos, porém existe mais respeito mútuo entre as pessoas, menos corrupção, mais empregos, mais rendas e menos doenças. Incrível né? Quanto mais perdemos tempo em função de honra e gloria dos deuses, menos tempos temos pra nós e pra nosso próximo. Quanto mais diabos e deuses criamos para pôr nossas culpas, mas irresponsáveis e patéticos nos tornamos.
      Quem é completo é completo! Nada que façamos ou deixamos de fazer aumentará ou diminuirá em nada o tamanho ou a essência dos nossos deuses supra sobrenaturais. Eles não precisam de honra, gloria, louvor, adoração, dízimos ou ofertas para continuarem existindo ou expandindo seus reinos. Eles são o que são e pronto e os seus reinos avançam mesmo sem nossa intervenção, afinal quem pode, pode! Ou são deuses todos poderosos donos do mundo, do ouro e da prata, ou são pedintes, mendigos, que buscam recursos financeiros e atenção humana para continuarem existindo! Nesse ponto de vista seriamos superiores a eles, se eles precisam mais de nós do que nós deles. As pessoas os caracterizam como eternos, imortais, imensuráveis, oniscientes, onipotentes, onipresentes, criadores e feitores de tudo, mas ao mesmo tempo parecem não saber o significado dessas palavras ou não associam uma palavra a outra numa frase, num discurso, numa fé. Apenas o fato de entender o significado de uma palavra, pode mudar não apenas o sentido de uma frase, mas a face de toda uma religião ao redor do globo. Dicionários servem para isso. Mas vale notar que nas igrejas não se usam dicionários! Os membros recebem “pão quentinho dos céus” que eles acreditam ser Deus colocando na boca do líder, e vomitando na boca dos súditos. Igual a filhotes de sabiá. Por isso ficam fraquinhos. Se ensinassem a voar como águias em buscam do próprio alimento teriam uma visão mais ampla do globo.
       Pensem em Deus e me diga pra que ele precisa de honra gloria e louvor. Pensem em vocês mesmo e me digam se a honra e gloria que buscamos, não é para inflar nosso ego em relação ao que os outros pensam de nós. Pensem se não estamos brigando por migalhas mediante uma mesa tão farta. Devemos nos alimentar sentados, com cabeça erguida, como cavalheiros, no assento das cadeiras, com os braços sob a mesa, e não como cães que brigam pelo osso já roído, cujo dono joga debaixo da mesa para ver a disputa entre os cães. Pensem nisso. Se os deuses já alcançaram sua totalidade e plenitude, que nos deixem pelo menos alcançarmos nossa paz e harmonia. Quanto mais buscamos desesperadamente o consolo dos deuses, mas insensíveis ficamos a quem estar próximo a nós.
      Se eles são o que são, seremos achados por eles mesmo que não o busquemos. Seremos supridos, fartos e protegidos, mesmo que não o peçamos. Se sua essência preenche tudo seremos impregnados por ela. Impossível se chegar ao criador destruindo e desprezando sua própria criatura. Pensemos nisso.
  • "Que país é esse"?

    Difícil responder essa pergunta diante do cenário que o povo brasileiro está vivenciando. Onde a marca da violência e da desvalorização do trabalho está sendo vista constante por parte dos nossos governantes. 
    Cadê o governo que seria "Do povo, pelo povo e para o povo"? 
    São mais de 483 anos lutando pela soberania do povo, tentando apagar as marcas da escravidão e cicatrizar as feridas ocasionadas pela ditadura militar.... para que agora a parte mais "inteligente" responda por nós e diga o que é melhor para o país. Sendo o que eles querem é apenas o melhor para eles. Pois é, São mais ou menos 500 anos de história para que hoje no século XXI o Brasil volte a regredir.
    No governo Vargas povos lutaram para criar as leis trabalhista... sim, aquelas com direitos as férias, jornada de trabalho de 8 horas por dia, mas que agora tudo está sendo cortado.... E amanhã isto tudo será apenas um sonho.
    Eles dizem: "Que tudo que eles estão fazendo é para a melhoria do país que só assim o Brasil sairá desta crise [...]". 
    Querido, isto que estamos vivenciando não é crise é apenas roubo.
  • "REFLEXÃO" "harmonizando com o silêncio"

    Quando me harmonizo com o silêncio, com o rosto em prantos eu ouço bem baixinho meu coração contestando a veracidade do destino. Ouço ele dizendo que a maneira que o tempo escolhe para adequar com sua vontade, um sentimento extremamente sensível e verdadeiro, é um tanto dolorosa e amarga, é batalha acima da capacidade que ele possui no momento, nesse momento de reflexão, desejo da paz e da luz divina que conduz o maior e puro amor.

    Eu me deixo ser levado aos sons de DEUS, à sublime melodia da natureza, sentindo um querer natural de emudecer-me e refletir sobre as coisas que eu mais gosto e amo. Fecho meus olhos e deixo minha mente ver por mim, ela vai captando fontes sagradas que são me trazidas apenas pelo meu espírito. 

    Os reflexos coloridos dos jardins naturais resignam um destino para cada planejamento meu, as folhas se balançam, parecendo querer me dizer que também amam a vida e que sou bem vindo ali. Me entrego à energia suprema que neste momento me da confiança e me faz ser bom.

    Neste meu instante de sincronismo com a razão superior, me sinto na falta de merecimento e por um instante me retrocedo, revendo atos incabíveis que quando na fraqueza de espírito, eu cometi. Aborrecido comigo mesmo, suplico num grito emocionado a remissão pro meu único e verdadeiro refúgio,DEUS.

    Percebo que minha súplica foi concedida, uma paz absoluta neste momento se põe e minha alma, no mais profundo do meu ser, me oferecendo ainda mais vontade de viver. Por tudo isso. Viverei, agradecerei e amarei.

    Enviarei um link aos que quizerem ouvir esta reflexão com trilha sonora e narração feitas por mim! Basta me enviar uma mensagem, um recado deixando um e-mail, lhes enviarei com o maior prazer e ficarei grato! Aguardo sua solicitação! Obrigado a todos!
  • “S”ILADA SOCIAL

    Por que o ser humano é tão carente? Por que buscamos atenção a qualquer custo? Qual o motivo da eterna insatisfação? Por que o vazio existencial?
    Não precisamos ler pilhas de livros de Sigmund Freud (médico austríaco e “pioneiro” da psicanálise, 1856 – 1939) ou rever os experimentos de Ivan Pavlov (fisiologista russo, 1849 – 1936) para entender o comportamento de um bebê. As crianças se desenvolvem em armadilhas criadas inconscientemente pelos seus próprios pais, tutores, instituições educacionais, políticas e/ou religiosas. São as maiores vítimas da sociedade, que, de maneira trágica repetirão a mesma ignorância.
    Os seres humanos têm várias necessidades, desde as mais fúteis até as básicas e dentre elas estão: amar e sermos amados. Que em última instância, são traduzidas como infantilidades na busca por atenção. Uma carência profunda! Queremos dedicação constante e se não conseguimos, ficamos deprimidos, com baixa autoestima etc. Se não acredita no que estou dizendo, observe a loucura das redes sociais. Todos aguardam um like ou algum tipo de comentário para serem “felizes”. Ofertamos o poder para as pessoas definirem o nosso estado de ânimo. Compreende o grau da FALTA? Falta de autoconfiança, falta de autenticidade, falta de coragem, falta de amor próprio, falta de não fazermos falta.
    Mencionei anteriormente que “infantilizamos” as coisas, não foi de modo pejorativo – uma expressão ofensiva. É pelo simples fato de que somos animais condicionados. Repare o comportamento dos pequeninos. Aos poucos eles entendem que é muito mais fácil receber olhares quando estão tristes ou doentes, do que alegres e saudáveis.
    Exemplo: se esbarrarmos em uma criança sorrindo, pulando, feliz da vida – não damos importância, ATENÇÃO. Contudo, ao vê-la chorando, cabisbaixa, jururu… na hora perguntamos: o que houve? Precisa de algo? Quer um sorvete? Dessa forma ela sente que está sendo amada, cuidada, por isso afirmei que nos desenvolvemos em armadilhas. Cresceremos pessoas tristes, cheias de mazelas físicas e psicológicas. Os responsáveis que contribuem para a evolução do menor de idade, esperam (com as melhores das intenções) a bem-aventurança. Todavia, o que será gerado é um prato cheio de lástima.
    Fomos aprendendo que é na infelicidade que recebemos AMOR. O planeta está miserável por afeto. Ocos de alma sem saber o por quê? E o mais engraçado e irônico da história… é que a mesma sociedade que apresentou a doença, também nos julgará. Ela aponta o dedo todas as vezes que buscamos preencher o vazio, aliviar nossas angustias em um boteco, em um templo religioso, nas drogas ilícitas, na esbórnia, no trabalho obsessivo ou em qualquer outra válvula de escape. Iguais as empresas que vendem alimentos industrializados e depois oferecem (gentilmente) o tratamento contra o câncer!
    Uma verdadeira “S”ILADA SOCIAL.
  • 50 TONS DE DÚVIDAS- Parte 2 de 2

    PARTE 2 DE 2
     Um rastro de sangue, destruição, opressão e enganação tem acompanhado os ritos de culto a esse ser misterioso por mais de 6 mil anos em culturas já subjugadas, ou tem sido a marca registrada dos principais de seus sacerdotes. Não importa em quantos seguimentos se dividam os ritos de culto a esse ser, os rituais, ideais e propósitos continuam sendo o mesmo: esconder o próprio passado, esconder o ser cultuado, manipular a realidade presente, perseguir e matar todos os que se opõem a ela.
     O judaísmo se divide em vários seguimentos e todos eles tentando provar entre si qual o seguimento é o melhor. Todos eles de igual modo alegam estar fazendo o certo de modo certo. Todos eles matam e morrem entre si tentando provar qual ritual que mais agrada a esse ser.
      O islamismo de igual modo tem feito o mesmo, porém mais macabro. Depois de tanta divisão que veio a existir em sua linha de fé e consanguinidade, os tais vem se destruindo uns aos outros e destruindo todos que não se submetam a esse ser invisível. Um corte de cabelo, um uso de barba, usar ou não o véu...Tudo é motivo para iniciar um guerra, provocar chacinas e envolver vários países nesses conflitos intermináveis tendo como pando de fundo provar uma amizade com um ser invisível.
      O cristianismo, esse sim fica praticamente incontável definir suas divisões, pois a cada dia novos modelos surgem para todo tipo de gostos e bolsos, mas todos eles também alegam estar seguindo ao deus verdadeiro de modo verdadeiro. Em países como Irlanda, temos grupos terroristas cristãos, que há décadas espalham terror entre católicos e protestantes, tentando serem tão diferentes quantos brinquedos fabricados em série por uma mesma fábrica, num mesmo lote. De tão diferente que são, todos eles são iguais.
       Os três seguimentos brigam entre si e uns com os outros desde tempos imemoráveis. O que judeus, cristãos e mulçumanos tem em comum? Vejamos:
    ·         A crença no mesmo deus! Apesar de vários seguimentos diferentes entre eles mesmos, apesar dos conflitos internos e externos todos eles alegam seguir o deus de Abraão, Isaque e Jacó. Todos eles usam a maioria dos livros do velho testamento como base inicial de sua fé.
    ·         Todos eles dizem que seu deus é invisível, onisciente, onipresente, onipotente e tal.
    ·         Todos eles alegam para si próprio a real paternidade ou filiação a esse deus, sendo deus e Abraão seus verdadeiros pais e eles mesmos, cada um deles alegando ser seus verdadeiros filhos.
    ·         Todos eles brigam entre si por uma herança na terra ou no céus! Alguns deles, em suas orações fazem juramento de aniquilação total ao outro ao longo dos séculos e por pouco não conseguiram tais feitos.
    ·         Todos eles tem o seu paraíso particular enquanto esperam que o seu deus reserve ao outro a condenação eterna ou aniquilação integral da consciência do outro.
    E o que o seu deus faz em favor deles? Nada! Deixa seus filhos se estapearem até a morte, todos eles querendo ser filhinhos do papai, bichinhos de Jacó, nação eleita de deus, ou a santa gihad. Que loucura! Pensem numa verdade que todos se recusam a encarar: se esse deus existe, ele não gosta de união! Ele gosta de divisões, contendas, guerras, mortes e todo tipo de barbaridade em defesa de sua própria honra, quando na verdade ele mesmo poderia se auto defender e não o faz. Quanto mais divisão mais contendas e melhor assim! É provocando o caos, que um falso herói ganha notoriedade para resolver um problema que ele mesmo criou! Se não nos importarmos uns com os outros e darmos um basta nisso, estejam cientes que ele nunca o fará, pois se o quisesse já teria feito, antes sim, nos registro a cerca dele no antigo testamento, apenas prova que ele prega mais a morte e destruição do que a vida e a paz!
      Os judeus espera um messias que vai subjugar todos os povos enquanto eles reinam sobre todos se vingando de tudo que já fizeram a eles no passado. Os mulçumanos dizem o mesmo, esperam o retorno de seu profeta para os liderar numa santa Gihad e deixar o mundo todo servindo a Allah. E os cristãos? Cada um deles não conta as horas para ver se estabelecer o reino milenial de cristo na terra ou o dia do juízo, onde irão se regozijar, quando seu deus pegar o livro da vida, fazer a chamada, e constar o nome dele e não constar o nome do seu vizinho “chato” que não queria aceitar jesus, ou o nome do sujeito da “igreja falsa”, aquela ao lado da sua. “HÁ, HÁ, HÁ, HÁ”...Quase posso ouvir a gargalhada interna de muitos cristãos, ensaiando para o dia do juízo, quando eles tiverem de boa, com seu deus enquanto todos serão julgados e condenado...ô povinho confuso! Notem que entre eles, o prazer de um é ver o outro se dar mal. Tem sido assim por milênios...Só o uso da razão será capaz de os libertar desse círculo vicioso. São todos ao mesmo tempo prisioneiros e carrascos um dos outros, mas pagam de turistas em liberdade numa manhã de primavera. Todos com as mãos sujas de sangue, mas todos se dizem dignos do colinho do papai por terem sidos bons filhinhos aqui na terra!
     Outra verdade é que, em todos esses seguimentos encontraremos pessoas racistas e extremistas que tornam o mundo pior a cada dia devido exatamente a nutrirem uma certeza duvidosa sobre suas próprias crenças. Em todos esses seguimentos, encontraremos pessoas confusas, aflitas e inconformadas por que nunca conseguiram aceitar ou concordar com esse modelo de crença ou as características do ser cultuado, mas por terem nascidos em tais culturas, foram rotuladas por uma religião desde o nascimento e pra compensar tal infelicidade tendem a perseguir a crença alheia. Em todos esses seguimentos encontraremos também verdadeiros anjos, pessoas de bem, que apesar dos pesares, enfrentaram a fúria do sistema e tentam tornar o mundo mais humano, pagando com suas próprias vidas em vários casos por tentar mudar o sistema. Em todos os seguimentos até hoje encontraremos pessoas lutando por um mundo melhor, mais igualitário, sem barreiras, sem divisões e sem ideologias dentro e fora de qualquer sistemas de crenças. Em todos os seguimentos encontraremos pessoas atacando as bases de suas próprias crenças, os fundamentos sem lógica de sua fé, que só fazem mergulhar o mundo em um caos e trazer segregação tanto aos de dentro, quanto aos de fora. Em todos os seguimentos encontraremos pessoas comuns, atacando as lideranças, criticando seus abusos e exploração do povo em beneficio próprio. Em todos os seguimentos, tais pessoas sabem que podem pagar com a própria vida e nem por isso ficam em silencio. Em todas as épocas pessoas lutaram por um bem comum e contra um império inteiro, tendo apenas os argumentos da razão e da logica como armas. Todos eles foram e são de certa forma vencedores, apesar de a história muitas vezes relatar o contrário. Um exército de um homem só confiante do que faz, tem mais efeito do que uma multidão de amedrontados, que vivem sob ameaças, declarando um amor que não existe a um ser invisível, com medo de serem punidas com um inferno eterno. Os que vivem sob efeito de entorpecentes, não tem como vencer na razão os que usam a lucidez, apenas o volume das massas faz com que um escravo se ache livre por estar em maioria.
       Para nos juntarmos a esse pequeno exército e sairmos de uma escravidão coletiva, tomemos como base alguns princípios da própria crença cristã, usando a bíblia e as própria tradições cristãs contra sua própria linha de fanatismo. Vejamos alguns fatos:
    ·         Um deus imutável não mudará se mudarmos nossa linha de pensar, a menos que ele seja fruto de uma imaginação coletiva. Com isso, deduzimos que pensar não é pecado, que pensar não “desmonta” deus, a não ser que ele seja desmontável;
    ·         Um deus inabalável não irá cair se pararmos um pouco de render nossa atenção e rios de dinheiro destinados a ele para ajudarmos só um pouquinho ao nosso próximo que realmente precisa de nossa ajuda, pois um deus rico e poderoso não precisa de dinheiro nenhum para se auto sustentar, portanto podemos investir nosso dinheiro em coisas uteis ao nosso bem e de nosso familiares;
    ·         Um deus auto existente, não precisa de louvor para continuar existindo. Ele existe independente do que façamos ou não pensando nele, a menos que ele seja fruto de nossa imaginação e só se torne “palpável” quando num universo paralelo ele passe a existir quando o invocamos;
    ·         Um deus onipotente pode tudo, inclusive fazer o bem, e dar um basta em conflitos gerados em defesa de seu nome, sua moral ou filiação. Se não o faz é por que não quer, não pode nada, ou não é realmente bom! Nós não conseguiremos a paz entre os povos quando ele mesmo almeja a guerra. Toda tentativa de pacificação em nome da fé ou em nome dos deuses é inútil e de curta duração. Em nome de nossa existência e do bem comum devemos buscar a paz!
    ·         Um deus de amor, teria como premissa principal o fato de se pôr no lugar do outro, sem falar que ele nem precisaria se por, pois ele já sentiria o que o outro sente por ser onipresente e desse modo, antes de castigar alguém por estar na “igreja errada” ele entenderia que o homem é regido por sentimentos, pensamentos e emoções, e que reagimos o tempo todo a todo tipo de estímulos, e que somos enganados o tempo inteiro por seus próprios representantes, exatamente pelo medo gerado o por eles, quando pintam a figura desse mesmo deus que ao invés de punir uma nação inteira, deveria punir apenas aqueles que em seu nome leva muitos a perdição;
    ·         Um deus misericordioso é regido pela misericórdia e não pelo desejo constante de vingança e castigo. Você só vai encontrar gestos de “misericórdia” desse deus na bíblia, quando se refere a atos praticados por seus “ungidos”, fossem esses reis malandrões ou profetas fanfarrões. Para o povão geral não, incluindo aqueles que tendo boas intenções tentaram proteger recipientes sagrados ou lhe ofertar culto não autorizado. Parece que ele só tem misericórdia de gente errada, não para perdoa-los, mas para cobrir seus erros enquanto enganam o povo. Que sejam testemunhas disso os 40 meninos comidos por uma ursa a mando de Eliseu e os 150 homens que ele mandou descer fogo do céu e os consumiu; Uzias e os sacerdotes consumidos por fogo, incendiados de dentro para fora, todos os habitantes da era antediluviana, os habitantes de Sodoma e Gomorra, e mais outros milhões de pessoas que esse deus castigou sem dar uma segunda chance só por que eram idolatras ou estavam no caminho do seu povo quando fugia do Egito. Pra gente de moralidade duvidosa sempre tem uma segunda chance. Pra os honestos e indefesos não...tem coisa errada nisso ai...                 
    ·         Um deus marido de sua igreja e “macho alfa” não ficaria com medo se sua “esposa” fosse paquerada por outro deus, sendo que ele mesmo declara não existir nenhum outro em nenhuma parte desse vasto universo. Caso existisse, ele deveria punir o ser paquerador e não o ser paquerado. Se a igreja é sua esposa, é sua esposa e pronto, e se ele sentir ciúmes que ele mesmo tire satisfação com o outro cara que paquera sua “igreja” e não fique nos usando para isso. Lembrando que ele mesmo alega não haver outro cara;
    ·         Um deus eterno, não irá deixar de existir só por que dois ou três “ateuzinhos” ou filósofos declararam não acreditar nele ou fazem críticas ao seu modo de governar o mundo. Ele existirá independente que creiamos ou não em sua existência e nada irá muda isso, sem falar que num país como o nosso, que para cada 1 pessoa que diga não acreditar nele, haverá pelo menos 10 mil que estarão diariamente lhes prestando culto. Isso por si, já deveria ser causa de segurança entre os seus seguidores e não de desespero. O desespero de uma maioria, mediante a confiança de uma insignificante minoria deveria ser motivo de questionamentos internos do próprio grupo, se realmente acreditam no que dizem ou estão apenas mentindo a si próprio. Caso esse deus seja real, a negação de um ateu não o tornará irreal, seria apenas mais um motivo para ele provar o contrário do que se dizem a seu respeito por pessoas que não se submetem a uma loucura sagrada.
    ·         Um deus justo teria como premissa a busca pela justiça e igualdade entre os povos. Ele seria o primeiro a intervir contra abusos de autoridade, abusos sexuais, exploração do trabalho escravo e exploração da ingenuidade alheia pelo mercado da fé praticado em seu nome. Esperar para fazer justiça apenas no dia do juízo mostra apenas insensibilidade ao que tem apenas uma vida curta aqui nessa terra e tem de conviver com seu opressor. Isso não é justiça e isso é conivência! Traga oferendas a ele, bajule ele diariamente e parece que ele fica inerte aos problemas de quem sofre. Um político corrupto também fecha os olhos a dor do oprimido, quando recebe favores indevidos para proteger gente do mal.
    ·         Um deus poderoso não é aquele que intimida ou ameaça suas indefesas criaturas só por que não entende seus “gloriosos mistérios”. O nome disso é tirania! Um ser poderoso deveria ser aquele que usa seus recursos para promover o bem estar entre todos, procurando equilibrar a balança da vida, amenizando as mazelas entre as pessoas.
    ·         Um deus maravilho deveria ser aquele que faz maravilhas, e não aquele que promove a destruição do outro e chama isso de milagre. O nome disso é ditadura! Maravilhosa é a capacidade de quem pode tornar coisas simples em coisas grandiosas, e não faz afundar um país inteiro com dez pragas e o restante do povo mata afogado para depois chamar isso de milagre!
    ·         Um deus onisciente não aceitaria fofocas e mentiras de quem quer que seja, sendo que ele sabe de tudo e ver tudo. Esse mesmo deus onisciente também deveria revelar a sua igreja num total, toda “tramoia” e tentativas de queimas de arquivos que seus ungidos fazem quando um simples membro descobrem casos de adultérios, corrupções e todo tipo de abusos as escondidas. Pessoas morrem todos os dias, quando mesmo sem querer flagram lideranças cristãs cometendo ou planejando alguma obra nefasta. Isso ele não revela. Isso ele não sabe. Isso ele não ver. Só tem olhos para o desnecessário e só faz o que já foi feito!
      Poderia passar dias comentando sobre as qualidades do ser cultuado e suas contradições ou justaposições mas resumo tudo, citando um versículo bíblico de Tiago 4.17 que diz: “aquele que sabe fazer o bem e não faz estar cometendo pecado”... Nesse caso não teríamos um ser digno de culto, antes sim um “pecador” igual ou pior que nós mesmos”. Grandes poderes implicam em grandes responsabilidades, já dizia um certo personagem. Mediante a tantos atributos mega escandalosamente fantásticos e surreais desse ser, a atual situação do mundo e a má relação entre seus próprios filhos, concluímos que há ingerência de recursos ou improbidade administrativa. Poderia ele quem saber passar o bastão a outra divindade e se aposentar quem sabe.
       Os triunfos de uma civilização dependem mais da moralidade de seus cidadãos do que a moralidade demonstrada por deuses invisíveis e seus representantes visivelmente alienados. As conquistas, progresso e evolução de um povo dependem unicamente desse mesmo povo. Alguns deuses preferem que vivamos em bandos, defendendo territórios reais ou imaginários. Desde babel que ele lança confusão e dificuldade de entendimento entre os povos. O que mais se pode esperar de um ser assim? Dizer que ama a um ser que lhe ameaça castigar com um inferno eterno caso você não o ame, não é amor, é utopia. Caso não acordemos desse sono milenar, seremos sempre vítimas de uma relação sadomasoquista entre esse deus e seus adoradores. Só que nem todo mundo gosta de ver ou participar desse tipo de rito macabro e isso deve ser respeitado. Aos que curtem isso, paciência! O tamanho de um deus de um povo, será do tamanho de sua ingenuidade! O poder dos representantes desses deuses acabam quando o povo desperta do sono induzido. Pensar não é pecado. Aprender não é ofensa. Entender não é crime. Aceitar e concordar com tudo é suicídio!
    Um brinde a sanidade. Abaixo robotização e sentimento de rebanho!
  • 50 TONS DE DÚVIDAS-Parte 1

    PARTE 1 DE 2
       Qual seria o perfil psicológico esperado de uma pessoa que se diz estar cheia da verdade, cheia de luz e que estar trilhando o caminho certo? Qual deveria ser o perfil de uma pessoa muito religiosa, que diz ter certeza de sua salvação, dos seus ritos litúrgicos e da real existência do ser por ela mesma cultuado como sendo real e verdadeiro? Não seria o perfil desta pessoa pautado pela paz, tranquilidade, confiança e calmaria, considerando que esta mesma diz ter plena certeza que estar fazendo a coisa certa de modo certo, além de ter convicta certeza da existência do ser a que se adora? A certeza que ele nutre, deveria gerar confiança ao falar desse ser, e não revolta quando outra pessoa não recebe tal ponto de vista de igual modo. Parece mais um vendedor ruim vendendo mercadoria defeituosa, que se ofende toda vez que o cliente pergunta se a mercadoria é mesmo boa.
       Por que será que a grande maioria dos que seguem ao deus de Abraão, que é adorado em diferentes ritos de culto por judeus, cristãos e mulçumanos, se ofendem, se escandalizam e se inflamam com tão pouca coisa, apesar de estarem plenamente confiantes de que estão no caminho certo e todos os demais errados? Por que esses três segmentos, vem tentando converter um ao outro ao seu ponto de vista, ou aniquilar um ao outro nos últimos 15 séculos, apesar de renderem devoção, temor e obediência ao mesmo ser cultuado por seu patriarca quase 6 mil anos atrás? Por que esse deus venerado, pai de todos não se manifesta e impõe a paz forçada entre seus filhos, do mesmo modo que impôs a guerra deliberada no passado bíblico em dezenas de ocasiões para mostrar seu grandioso poder? Será que o seu grandioso poder só se manifesta para a destruição alheia? Ele gosta dessa carnificina provocada pela disputa do colinho do papai? Praticamente todas as maravilhas que ele fez para o bem de “seu povo” se resume em ocupar um lugar já ocupado para dar a pessoas sem ocupação e destruir outros povos para ser glorificado como único e verdadeiro por chacinas cometidas como se fosse algo glorioso.
      Levando em consideração que a grande população de cristãos no ocidente correspondem a quase 95% das pessoas, mesmo assim, notamos uma irritabilidade muito grande por partes dessa maioria esmagadora, quando notam um minoria insignificante entre eles, e tentam forçar a aceitação de suas crenças a outros, e estes ao se recusarem, passam a ser perseguidos, justamente por aqueles por estarem em maioria, deveriam estar plenamente confiantes de si mesmos e não incomodar ou perseguir os demais. A certeza de algo gera confiança e não o oposto disso. Os mais radicais deles se ofendem com tudo que não sejam parte deles ou do rito deles, sem falar que entre eles mesmos, vivem a afrontar uns aos outros, tentando pescar membros das igrejas uns dos outros para o seu rebanho. Um símbolo sagrado de uma cultura alheia distante ou presente, um comentário em um post na net, um beijo gay, uma “música do mundo”, um corte de cabelo do outro, uma roupa um pouco decotada... Tudo é motivo de incomodo, ofensa, ou de tentativa de subversão da crença do outro a sua própria, apesar de tantos conflitos entre eles mesmos tentando provar quem é melhor que quem.
     Além de todos esses incômodos entre eles mesmos, a coisa que mais incomoda um cristão destrambelhado é a simples existência de uma pessoa sem religião. Sua respiração, seu trabalho, seus comentários, sua família, seu sucesso, sua grandeza, e tudo que esse venha conseguir fora desse grupo é motivo de afronta a um fiel fanático religioso. Deveriam ser apagados do mapa! É assim que muitos deles dizem publicamente a respeito de todos que não concorda com seu ponto de vista e não se submetem aos seus líderes por demais gananciosos e manipuladores. O sonho de todo religioso que já perdeu o cérebro é viver num mundo quadrado, em forma de caixinha, onde todos pensam de igual modo, dirigidos por uma mesma liderança e sem nenhuma vida fora dela, para que eles mesmos não cheguem a conclusão que existe sim vida fora daquela caixinha sagrada. Isso nunca vai acontecer, lamento informar, pois por mais duro que um sistema seja, sempre haverá rebeldes e revolucionários que não se dobram a abusos seja de quem for.
      Qualquer pessoa que prospere e tenha uma vida tranquila fora da religião, será alvo de duras críticas e comentários negativos por parte desses religiosos, mesmo sendo o ser criticado uma pessoa justa, honesta e que não cause problemas sociais. Para eles, mais vale um vagabundo cristão, do que uma ser honesto sem religião! Essa é a mensagem não verbal que muitos deles proclamam diariamente. Se você conseguiu de certa forma alcançar um nível maior de cultura e de finança e por isso tem sua vida emocional e financeira equilibrada, fique sabendo que qualquer hora dessas será alvo de insultos públicos por parte de pessoas que criam inimigos imaginários, que dão grande parte dos seus rendimentos e tempo precioso as lideranças na ganancia de terem o dobro ou uma vida melhor ao invés de trabalharem e estudarem, e para compensar suas frustações, vivem a ofender e perseguir quem vive bem fora desses “recintos sagrados”. Dizem que quem põe defeito quer comprar! Um bichinho de Jacó, subidor de montes, fazedor de jejuns, pagador de promessas e comprador de bugigangas ungidas piram, quando veem os “manos de fora” do seu mundinho 4x4 tendo um estilo de vida muito melhor que o deles, sem pagar tanta penitencia para isso e vivendo uma vida justa longe do curral das ovelhas! A desgraça de quem não acreditam em seu deus ou não se iludem com falsas promessas é tudo que eles mais parecem desejar. Cada dia de vida útil e feliz de uma pessoa que não se submete a um estilo masoquista de ser, é um insulto a esses pobres e irritados fiéis de cristo. O amor destes estar limitado a quem se afilia ou se submete aos seus caprichos de fé. Morte aos infiéis! Pregam direta ou indiretamente grande parte dos que tem no deus mesopotâmico seguido por Abraão sua base de crença.
       Pode um ser superior que diz estar plenamente certo de sua própria existência como sendo única e suprema nesse vasto universo, estar incomodado com o fato de que seus servidores se prostrem a outro deus sendo que ele mesmo declara não haver outro em lugar algum? Pode um ser superior permanecer constantemente incomodado com a mentira alheia, a ponto de tentar suprimir todas as formas de expressões de outras culturas, sendo que ele mesmo alega não há outra verdade além dele e de sua própria palavra? Poderia um industrial bilionário se incomodar com o poder de compra de um garoto de apenas 10 anos de idade que acaba de ganhar 50 centavos do pai para comprar alguns chicletes na bodega esquina?  Será que esse bilionário em sã consciência poderia enxergar esse menino como um concorrente, a ponto de querer exterminá-lo pela remota e impossível possibilidade deste vir derrubar seu império financeiro com apenas aquela mísera moeda? Pois é....as vezes o ser cultuado por muitos, se comporta como esse bilionário louco! Mesmo se declarando ser o único, o mais potente, o mais poderoso e tal, estar sempre vigiando, ameaçando ou castigando seus filhinhos pela simples possibilidade destes vir dar sua atenção a outros deuses sendo que ele mesmo declarou não existir outro. SE NÃO ME AMARES, MATAREI A TODOS VOCES! Essa parece ser a mensagem oculta em cada “milagre” e em cada evento realizado pelo deus hebreu para “salvar” o “seu povo” durante os tempos bíblicos.
       Se rastrearmos o comportamento da igreja que diz representar o deus cristão ao longo da história, notamos que não há certeza nenhuma em suas atitudes quanto àquele que dizem ser o único, verdadeiro, supremo e dominador de tudo. O modo como esse ser cultuado age no antigo testamento, parece mais estar tentando ocultar algo e apagar provas, do que propriamente mostrar que é o único. Como se entre tantos, ele quisesse provar ser o único, apesar de saber que não é, valendo-se de ameaças constantes quando qualquer pessoas se inclinasse a outro tipo de conhecimento ou devoção que não fosse a sugerida por ele. Era proibido a busca de outra linha de raciocínio a não ser aquela já estabelecida pelos sacerdotes. Por que tanto medo que descubramos...O que tem sido escondido na verdade? No mundo judaico antigo, no mundo cristão medieval e no mundo mulçumano atual ele se comporta do mesmo jeito. Ele (ou seus representantes) proíbem o diálogo entre os povos e a busca pelo conhecimento cientifico e a pesquisa sobre a realidade dos fatos. Ele parece declarar inimizade a todo pesquisador, arqueólogo, antropólogo, cientista, bacteriologista, geólogo, paleontólogo, filósofo ou psicólogo sério, ao invés de tê-los como aliados para ajudar provar sua própria existência.
     O mesmo ser único e verdadeiro, absoluto e exclusivo, parece sofrer de alguma síndrome irreparável de mania de perseguição, pois, quando não estar procurando destruir, obstruir ou mascarar informações sobre o próprio passado, estar tentando destruir o presente ou simular uma realidade inexistente para um futuro, além de autorizar ou com concordar com a destruição da cultura alheia, seus livros, seus costumes, seus deuses e sua história...Estes não deveriam ser comportamentos de quem assegura estar plenamente  seguro de ser o único no pedaço e que fora ele não exista outro.
      Os seus seguidores tem refletidos ao longo dos séculos essa mesma linha de pensamento e desconfiança. Um rastro de sangue, dor e opressão tem sido a marca daqueles que lutam para apagar o próprio passado da humanidade e manter viva uma fantasia surreal a todo custo. Tal pai, tal filhos. A incerteza de um é a desconfiança de outro! A síndrome do marido traído não ficou apenas com Jose, marido de Maria, engravidada por uma pomba. Ela passou a todos os seguidores dessa linha de pensar, que julgam estar servindo a apenas um ser, mas vive com medo que possa haver outro e tomar o seu lugar de pai ou de filhos. Quem mora sozinho numa casa grande, não precisa estar preocupado em esconder sua nudez enquanto toma banho no banheiro, considerando que não há ninguém ali para o pegar desprevenido!
      A mania de perseguição dos seguidores do deus cristão em nome da igreja, a mando dela ou com sua aprovação ainda que silenciosamente consciente, tem deixado um rastro de destruição por onde passa. Por várias vezes ao longo da história, bibliotecas inteiras foram incendiadas, apagando e destruindo milhares de anos de história sobre vários povos, várias civilizações antigas, vários assuntos científicos incluindo  medicina, astronomia filosofias e vários outros em que nos deixariam talvez, em mais de 5 mil anos à frente em evolução, se comparado ao nosso estado atual. A biblioteca de Alexandria no século IV, foi apenas um entre tantos prejuízos que foi causado a humanidade em nome desse deus ou a mando da igreja. A destruição de bibliotecas de povos da mesoamérica foi outro desastre provocado de dano irreparável. Com tantos problemas sociais constantes na Europa medieval, a igreja e seus representantes, gastavam fortunas, para que seus navegadores saíssem mundo a fora, quebrando estatuetas de povos indígenas e tudo que possivelmente fosse interpretado como idolatria. A santa igreja, fabricante de todo tipo de idolatria, se julgava a si mesmo como aquela que salvaria o mundo da idolatria, destruindo todo tipo de objeto considerado ídolo ou ligadas ao satanismo sendo que ela mesma era a principal fabricante deles. Tem cabimento uma coisa dessas. O evangelho que segundo eles mesmos deveria gerar pessoas mais amáveis e preocupadas umas com as outras, estava gerando pessoas por demais ocupadas caçando ídolos ou seus fabricantes para os condenarem ao ferro e fogo. Maldita hipocrisia!
      Durante as conquistas espanholas e portuguesas, várias culturas foram praticamente extintas, seus livros queimados, em praça pública, seus templos destruídos, suas fortunas saqueadas e o povo escravizado pelos colonizadores para serviços braçais e sexuais, além de serem escravizados para servirem ao novo deus por eles apresentados. As pessoas quase que de modo geral, vão viver suas vidas e morrerão sem saber que jamais existiu esses povos ou que esses fatos aconteceram, pelo fato dos tais terem sido extintos e pelo fato da amada igreja ocultar ou manipular tais feitos para que tal passado negro fique no esquecimento. Grandes estudiosos e os que buscam conhecimentos, amargam essa perda sem reparações e ainda caem no descrédito público quanto tentam mostrar ao povo, o mal que esse fanatismo tem causado. Entre confiar na palavra de um semianalfabeto que usa uma bíblia para explicar o mundo e sua história e dezenas de seguimentos científicos para explicar a mesma história, qual ponto de vista vocês acham que prevalece em nossa sociedade? Nem preciso responder! Dez palavras de um líder religioso, valem mais do que uma biblioteca inteira de conhecimentos acumulados pela humanidade, segundo o senso comum de ser cristão.
      Bem verdade é que algumas dessas culturas da mesoamérica eram tão sanguinárias quanto foram algumas cultura do deus judaico e cristão ao longo dos séculos e que mantinham rituais de cultos regados a base de sangue e sofrimento alheio para agradar também a um tipo de divindade suspeita. Em todo local “conquistado” pela igreja, a história sempre se repetia: morte, carnificina, escravidão e destruição da cultura local. Apagar evidencias da existência dos deuses e de todo conhecimento cientifico dos povos conquistados era a ordem principal. Esse deus parecia político desonesto, que julga ter numa população ignorante a certeza de sua estadia permanente no trono. Em todo solo que a igreja hasteava uma bandeira de conquista portuguesa, espanhola ou de algum outro país cristão, a triste sina de um povo estava traçado. O presente oferecido pelos cristão aos povos conquistados era sempre como um presente de grego aos troianos: por traz daquela cruz de madeira ou do ser crucificado nela, sempre vinha em seu interior, a espada, a conquista e a submissão enquanto o povo dormia, embriagado apreciando o presente recebido. Esse modelo de fé tem promovido mais desgraças do que bons resultados por onde passa. Hoje em dia, os países mulçumanos ainda são os responsáveis pelo maior número de pessoas sequestradas para fins de escravidão no mundo, tendo como principal alvo mulheres e crianças. Enquanto no período colonial os cristão escravizavam outros povos com intuito principal o serviço braçal, os mulçumanos veem na exploração sexual a melhor forma de oprimir o outro. Ambos dizem servir ao mesmo deus mesopotâmico! Que Coincidência!
      A pergunta que nenhum fiel cristão consciente faz é: por que a igreja procura apagar todas as “mentiras” de outros povos já que esta mesma tem se considerado ser a detentora da verdade eterna? Quem estar certo de si em algo, não tem necessidade de destruir as evidencias falsas dos outros para se manter na verdade, antes sim tais evidencias, serviria apenas para incriminá-los e não para absolve-los. Queima de arquivos e destruição de provas são sempre comuns a pessoas que tendo cometido crimes e tem certeza que serão punidas pelas provas, procuram de todo custo eliminá-las custe o que custar. Por que os servidores desse deus, procura a todo custo apagar evidencias históricas da humanidade e do planeta impondo a todos sua própria verdade fabricada em concílios secretos? O que eles escondem?
       Tem a igreja procurando eliminar evidencias que comprovem que ela não é tão verdadeira quanto diz ser? Tem procurado o deus mesopotâmico cultuado por judeus, mulçumanos e cristãos destruir provas que sirva para de algum modo mostrar sua face oculta ou seus planos secretos? O que ele tem a temer de fato? O que ele tenta esconder? O que seus seguidores zumbizados pelas ameaças de morte e condenação eterna escondem tanto? Ambos são cumplices de algum tipo de pacto sinistro, ou estão os seguidores apenas cumprindo rituais com medo de uma danação eterna? É visto em toda natureza, que um animal quando encurralado pode atacar e lutar até a morte, ou pode se deixar capturar para permanecer vivo, morando em cativeiro. Acho que os chefes da igreja aceitaram se reproduzir em cativeiro ao invés de incentivar o povo a lutar pela liberdade de consciência, ou seriam eles mesmos os criadores de tais cativeiros?
       Se a igreja cristã, que diz servir a um deus vivo, presente, onisciente, eterno, imutável, inamovível e que não se degenera em todas as suas qualidades metafisicas, por que se incomodar com coisas tão banais como ídolos de pedra, barro, ouro, madeira ou seja lá do que for da cultura alheia? Por que atravessar um oceano pouco acessível naquela época, com várias caravelas, arriscando a vida de toda uma tripulação só para derrubar uma estatueta de barro, numa tribo indígena, largada numa floresta, no meio do mato e praticamente esquecida em uma cidade já não habitada? Por que se incomodar tanto com um ídolo morto, inerte, imóvel e que nada pode fazer sendo que o seu deus é vivo, o todo poderoso chefão das galáxias? Que comportamento infantil! É como um filhinho de papai, cheio de brinquedos eletrônicos caríssimos, mas que ao se ver sem amigos para brincar, tenta atanazar a vida de um pobre favelado que esbanja alegria ao correr todo sujo na chuva como os seus amiguinhos igualmente pobres, porem ricos e felizes pela companhia uns dos outros. Que ciumeira doida é essa? Parece papel de mulher mal amada e mal resolvida, que por mais que se adorne a si própria de joias e roupas caras, ainda sente ciúmes da vizinha, uma simples borralheira doméstica, quando seu marido também sujo do trabalho, chega em casa e lhe cobre de beijos sem se importar com o labor do dia e os odores provocado da labuta.
      Tem alguma coisa errada com esse ser cultuado. Tem alguma coisa errada com os que lhes prestam culto. Até hoje esse comportamento é refletido em vários cristãos radicais (e imbecis) que saem por ai a meia noite, chutando despachos na encruzilhadas, que invadem terreiros de macumba para atrapalham os rituais de outros cultos em pleno funcionamento, ou quebram seus altares, ou que pegam símbolos católicos e os quebram em público enquanto se deixar filmar para todo mundo ver. Por que demonizar a crença do outro quando se julga sua própria como sendo divina? É muita cara de pau ou muita incerteza sobre a própria crença! Não vejo mensagem de salvação alguma nesses atos, antes sim, mensagens de desespero e um convite á guerra!
      O que os sacerdotes cristãos em suas linhagens milenares estão tentando esconder a respeito desse ser cultuado e tido como deus? Seria sua aparência já que ele nunca deu as caras publicamente? Será que ele não tem a aparência meiga e afável que no subconsciente coletivo seus seguidores criaram? A própria bíblia dá alguns detalhes soltos de como possivelmente ele seria. Quando leres a bíblia de modo não induzido, verás que a imagem a respeito dele pode ser bem diferente do que imaginamos. Alguns dirão que o modo simbólico como descrevem suas características, são apenas linguagem poética...que poesia macabra! Um deus justo jamais deixaria que seus filhos derramassem sangue um dos outros em defesa se sua honra sendo que são todos eles seus filhos. Em nossa sociedade “pecadora” como somos, negar responsabilidades de paternidade gera sérios problemas. Na sociedade dos deuses, gerar filhos e deixá-los entregues à própria sorte, parece ser suas marcas registradas e até motivo de orgulho. Do Olimpo ao Horebe, isso tem acontecido aos montões!
      De onde vem esse medo louco de que descubramos como realmente as coisas são? Do deus que inventou a igreja, ou da igreja que inventou esse deus? Estaria por outro lado os sacerdotes cristãos primitivos escondendo as reais intenções do ser a quem se adora, com sua verdadeira identidade disfarçada de ser supremo e universal? Por que tanto ciúmes em relação a outros deuses se ele mesmo diz ser o único e não haver nenhum outro em todo o universo? Esse ciúmes dele só leva uma mente pensante a imaginar o contrário! Esse tipo de ciúmes seria semelhante ao de um homem louco que sequestrou uma mulher para morar em uma ilha deserta e inacessível a qualquer rota, e mesmo assim ele sente medo de ser traído com outro homem. Ou aquela ilha não é deserta e ele tem certeza disso, ou ele aprisionou os náufragos daquela ilha em algum lugar e tem medo que um dia eles venham se libertar e conquiste por mérito sua esposa, e ele venha perder um amor que nunca foi dele já que ele a mantem pela coação e não por opção. O ser cultuado pelos cristãos parece sofrer do mesmo tipo de paranoia. Acha que todos o perseguem quando na verdade é ele quem persegue a todos. Me amem, me adorem, me bajulem, me obedeçam, eu preciso de vocês para continuar existindo, vocês são a razão de minha existência, e não o contrário...essa parece ser a mensagem que se passa mediante a tanta prova de ciúmes.
       Se pesquisarmos na história das religiões, perceberemos que a linhagem sacerdotal de alguns rituais de culto é praticamente a mesma em vários cantos do planeta. Será que o mesmo ser tem sido cultuado de forma disfarçada em partes diferentes do globo? Como os sacerdotes de tão variadas culturas seguiam ritos tão semelhantes apesar de estarem tão distantes? Muda-se o nome do deus adorado, mas o seu perfil continua sendo o mesmo, assim como as linhas sacerdotais que mantem vivo o seu culto. Pelas vestes sacerdotais, pelos ritos ocultos, pelo símbolos sagrados disfarçados ou invertidos, pelo gosto de beber sangue, pelo desejo de apagar todas as evidencias do culto alheio, podemos suspeitar que a humanidade tem servido em seus rituais de culto possivelmente a uma mesma força nefasta disfarçada de divindade sagrada. Deuses semitas como babilônios, assírios mulçumano e hebreus tem de certa forma refletidos suas características para o deus cristãos. Em todo tempo, e em todas essas culturas, ele também alegava ser o único e verdadeiro, apesar de dizer também a mesma coisa para cristãos, judeus e mulçumanos, apresentando-se de modo particular a lideranças diferentes, trazendo conflitos e guerras milenares em honra dele mesmo. Ele parece gosta muito disso. Coisa de maluco um pai que gosta de ver seus filhos se explodirem, se atacarem e se aniquilarem.
      Outra característica comum a esse ser é que todo mal praticado em seu nome, ele parece ser conivente ou não se importar. Estupros, assassinatos, pedofilia, escravidão, abusos sexuais por parte da lideranças, rituais de sangue e todo tipo de manipulação possível tem acontecido em seu nome, ele apesar de toda sua onisciência, onipresença e onipotência, parece dizer: amem, que assim seja, estou gostando muito, continuem, que o maior oprima o menor! Os esforços para manter uma civilização funcionando pouco me importa, quero mais é ser adorado! Que o caos reine! Que o circo pegue fogo! Que se lixem todos! Quero mais é oferta de sangue, carne queimada e bajulação sob ameaça! Sou eterno mesmo! Pouco me importo! No dia do juízo ponho todo mundo no mesmo pacote, mando a maioria pra o inferno e pronto! Depois de outra eternidade nos céus, permitirei outra rebelião de novo, expulsarei um bocado de anjos rebeldes de lá, criarei ouro planeta cheio de adoradores, e recomeço tudo de novo pra não ficar aqui apenas nesse tédio celeste ouvindo os seres eternamente cantantes de forma mecânica e sem sentido aqui na gloria! Que saco esta vida celeste! Tudo é do mesmo modo a vida toda, nada muda! Os humanos tem emoções e sentimentos e isso é tudo pra mim! Por isso sou assim, insensível ao clamor dos oprimidos! Bola pra frente (as vezes acho que ele pensa assim)!
    CONTINUA...
     
  • A Amarelinha

    Imagine o dia em que alguém se aproxima de você e diz: “Pare, pare agora! Largue tudo o que está fazendo e me obedeça”. E então ordene: “Comece a pular amarelinha. E nunca pare!”. E você obedece. Não sabe o exato motivo, mas mesmo assim obedece. A partir desse momento você passa a pular amarelinha por pelo menos 5 horas diárias, com dois dias de pausa durante a semana.
      É-lhe dito que quanto mais pular, uma melhor pessoa você se tornará. Esse alguém insiste que você deve continuar, sem cambalear e sem desistir. Você obedece. Por 10 anos pratica quase que incessantemente a arte da amarelinha. Aprende como pular melhor e mais rápido, aprende a melhor superfície possível para a prática, assim como a melhor maneira de posicionar os pés nos quadrados da brincadeira.
      O processo é penoso. Você não sabe o porquê de tudo aquilo, não sabe o motivo pelo qual tudo gira em torno da amarelinha. É cada vez mais sacrificante levantar pela manhã, tomar um rápido café, calçar seu tênis e então ir pular mais uma vez. Mas você continua. Essa é sua rotina, é o que faz durante todos os dias da sua vida, e provavelmente o que fará pelo resto dela.
      Já lhe foi contado que um dia seus conhecimentos seriam postos a prova e que sua habilidade definiria o caminho que trilharia desse momento em diante. Você não questiona, apenas obedece. Se falhar no teste, não há problema, por mais um ano treinará e caso não seja suficiente, treinará por mais outro, e por mais outro, até que esteja preparado.
      O grande dia chega, já com os pés extremamente calejados, você consegue. PARABÉNS! Finalmente passou no teste, todo o trabalho que teve foi por um bom motivo, agora você reconhece. Ou não.
      Por esse breve momento, você se torna pura euforia. Pura não pela intensidade do sentimento, mas pela sua exclusividade. Sente apenas euforia, e nada mais. Não há noção de conclusão ou de êxito, de glória ou de orgulho. Você deve ficar feliz. Você obedece. Agora está apto a aprender técnicas superiores de amarelinha, e o ciclo se reinicia.
      Como se sente? Fazendo sempre mais do mesmo, sem ter motivo, sem ter vontade, sem entender o que se passa a sua volta, apenas cumprindo ordens desse alguém. Percebe, então, que esse alguém não é uma pessoa, não é sua mãe, não é seu pai, seu professor e nem seu avô, mas na verdade é um ente. Um ente chamado sociedade.
      Não sente; segue enfrente.
  • A Bruxa da Arruda e o Sagrado de Tudo

    A manhã estava carinhosamente refrescante em um dia de verão calmo, que precedia o calor do seco e ensolarado tempo impermanente. Acordou às cinco horas da manhã como de costume, e já não tinha mais a necessidade do despertador do seu smartphone para tal feito. Simplesmente os olhos automaticamente em uma só expressão se abriram, o corpo em um só impulso na cama se sentou, e mergulhado nos seus pensamentos do que fazer com o novo dia de quarentena que auto se apresentava, meditava… claro! Aqueles dias eram por demais incomuns, de um lado tinha o dia todo pela frente sem a rotina acinzentada do levantar, correr e trabalhar, e, por outro lado, teria que ser criativo ao esforço máximo, em táticas incomuns e altruístas para não deixar que o tédio com toda sua improdutividade o arrebatasse, sequestrando a sua proposital impulsionada momentânea e intencionada alegria.
    Essa intencional alegria era a Poderosa Presença do Sagrado em sua vida. E apenas se baseava, por incrível que pareça, as coisas e recordações mais simples e singelas da sua tenra infância. Principalmente as lembranças delicadas e afetuosas de sua bisa, a Bruxa da Arruda, D. Darluz. Pelo qual, todas as manhãs, dedicava em um cantinho do seu oratório (em culto aos antepassados) uma vela sentada em um pires repleto de azeite de oliva misturado a sal grosso e mel, um pote de água que diariamente derramava seu líquido em uma específica planta de Arruda (Ruta graveolens), trocando a água do recipiente todas as manhãs, além de oferendas de flores silvestres, como: Cenoura-brava (Daucus carota subsp. Maximus); Centaurea Nigra (Centaurea nigra subsp. rivularis); flor Leopardo (Belamcanda chinensis); flor de Laranjeira (Citrus × sinensis); flores de Onze-horas (Portulaca grandiflora) e Calêndulas (Calendula officinalis). Tudo isso para se manter em conexão permanente com o espírito de sua querida bisavó. Sendo esta, em vida, sua sacerdotisa. E em morte carnal sua guia espiritual. Pelo que lhe prometera em vida terrena, que ao desencarnar nunca o abandonaria e o vigiaria de cima. Dando-lhe inúmeros conselhos e severas instruções ritualísticas de como manter o contato espiritual com sua alma e coração depois de sua partida.
    Para a Bruxa da Arruda, sua bisa, tudo era Sagrado…
    E do Sagrado… e unicamente, pertencendo ao Sagrado!
    Tudo era vivo! E tinha em si um grande e puro significado.
    Tudo era mágico!
    Tudo era místico!
    Tudo era encantado!
    Tudo era rico!
    Sua constante alegria não se baseava em emotivos momentos.
    Era como o constante balançar das árvores que bailavam se animando, apenas, com o tocar dos ventos.
    O seu grande sorriso em sua face iluminada, transmitia a qualquer um que olhava um manancial inesgotável de pleno contentamento.
    As pessoas que iam ao seu encontro de amor se preenchiam, automaticamente renovando esse sublime sentimento.
    Sua bisa lhe dizia que o Sagrado é um estado a ser sustentado constantemente. Um estado de bons hábitos e boas disciplinas que você mesmo se coloca a praticar. Um estado de Amor, de estar amando e de se sentir amado a toda hora e em todo momento, independente das circunstâncias, posses, pessoas, relacionamentos e virtudes materiais ou espirituais. Um estado de simplicidade e humildade, e cumplicidade no serviço devocional, na prática da caridade e solidariedade. Vivendo em perfeita gratidão e sendo gentil não só com as pessoas, mas a tudo em que os nossos sentidos intentar, aplicar e perceber. Lhe dizia que o segredo para vivenciar o Sagrado na prática, estava na gratidão e valorização da vida em todas as suas formas, não diferenciando uma pepita de ouro de uma simples pedra do rio, um ser-humano de uma formiga, a mais iluminada estrela do céu noturno de um singelo grão de areia das praias do mar. E essa valorização é ver a beleza oculta no amago de todas as coisas, sua Energia Divina e Intenção Criativa. Dizia-lhe que para realização de tal feito era preciso se livrar das amarras da má educação de si mesmo, que degenerou os nossos sentidos na elaboração de conceitos e preconceitos, a partir das inúmeras errôneas percepções externas a nossa Linhagem Sagrada, deteriorando e adulterando o nosso pensar, o nosso sentir, o nosso olhar, o nosso ouvir e o nosso falar. E explicou-lhe, que devido a tudo isso, o porquê das manifestações artísticas, arquitetônicas, filosóficas e religiosas de hoje estarem tão feias, rudes, cinzentas, frias, quadradas, embaraçadas e amontoadas, repetitivas e sem coração.
    D. Darluz dizia que por nos desconectarmos das sabedorias dos nossos ancestrais, o nosso sentido do novo e a capacidade do espanto e da novidade assombrosa de olhar tudo de maneira nova, no sublime estado de encantamento e percepção de alerta alegria, se perdeu no mundo. Dizia que o mal das futuras gerações estava na comparação e associação de capturar as impressões, sem a capacidade madura de traduzi-las, sendo essa maneira uma errônea tentativa de interpretar o novo sem a compreensão do velho, desassociando as consequências presentes e futuras das ações passadas. Daí, como ensinava a Bruxa da Arruda, eis a importância de se cultuar os antepassados, pois, uma árvore não pode florir e gerar bons frutos sem o bom cuidado para com suas raízes.
    Voltando ao momento presente, e na cama em que se encontrava sentado, vira como era difícil traduzir a vivência de infância que tivera com sua bisa para o moderno, virtual, tecnológico e competitivo dias de hoje. Sabia que as redes sociais virtuais, ao contrário do que se pensava, alimentava mais as más ações do ego do que o conhecimento (pelo qual era a sua proposta inicial). E que esse contato virtual se tornou uma máquina alimentadora dos nossos mais animalescos instintos, provocando mediante as imagens, sons, cores e palavras as mais variadas sensações emocionais para a satisfação dos nossos mais carnais e individuais desejos de ter ou ser. Não medindo as consequências de um super ego (‘eu’ pluralizado), que busca sempre aquelas ilusórias sensações que lhe possam dar a tão almejada satisfação momentânea, em uma falsa privacidade de no ato de estar solitário cometermos as maiores torpezas, em que julgamos erroneamente não impactar o nosso mundo externo. Vira que a internet, ao contrário do que fora a sua proposta de unir as pessoas, se tornou um luxurioso baile de máscaras, em que as redes sociais eram essas enfeitadas e coloridas máscaras.
    Assim, contudo, preferia estar no seu jardim. Na companhia das lembranças de sua bisa, a Bruxa da Arruda, D. Darluz. Que o lembrava que o mundo ainda era envolvido por uma aura de Novidade Mística, Alegria Mágica e Amor Divino. E que só poderia vivenciar o Sagrado da Vida observando, compactuando, comungando e se relacionando com o Mundo Natural em toda sua essência ecológica. O seu pequeno jardim era totalmente dedicado ao Sagrado e a memória de sua bisavó. Ali… dedicando-se a colocar as mãos e os joelhos na terra, se sentia uma Pessoa Superior em toda sua humildade, dividindo-se entre o observador e o observado, conhecendo a si mesmo na observação dos pequenos seres vegetais, minerais e animais. Se perdendo em um mundo desconhecido de encanto e nostalgia, que o elevava e fazia distante das miseráveis catastróficas vivências de traumas e barbaridades da bestialidade e ignorância humana.
    Ao regar suas plantas em pleno final de tarde, se via quando pequeno sentado no colo de sua bisa em uma balança pendurada a um tronco da árvore de Tipuana (Tipuana tipu (Benth.) Kuntze), em que juntos no crepúsculo vespertino se divertiam olhando as inúmeras nuvens no céu a tomar formas inusitadas de rostos, silhuetas, animais e objetos. E sua bisa, também, instigava a sua imaginação a ver essas formas nas plantas, flores, objetos e coisas. Dizendo que as mensagens dos seres naturais (Elementais) vêm a nós nas formas que a nossa consciência pode reconhecer, por eles falarem uma linguagem desconhecida aos nossos sentidos e dimensão.
    E, lembrou-se das manhãs ensolaradas ao correr pelo terreno da Chácara Celeste (que na verdade era um pedaço do céu na terra) logo ao acordar, indo de encontro a sua querida bisa nos campos abertos, vendo-a colher flores para o seu ritualístico culto matinal. E chegando ofegante até ela, gritava: “Bisaaaaa!”. E D. Darluz respondia com a mesma intensidade: “Meu Miúdo!”. E ela o carregando, abraçava forte e o cobria de beijos, até ele dizer basta. E, D. Darluz lhe dizia: “Olha meu Miúdo, não existe nada neste mundo que é mais adorável que uma flor, nem nada mais essencial que uma árvore e planta, sem elas não conheceríamos o belo, não poderíamos respirar e nem comer, nem nos curar. E, ocultamente a esses benefícios que elas nos trazem ao nosso corpo de carne e seus sentidos, tem ainda a sua função mística, que é a mais relevante, algo divino em que as pessoas comuns e materialistas não têm a capacidade de ver. Uma força mágica e espiritual, eterna e imutável.”
    A Bruxa da Arruda sempre o alertara a valorizar todas as coisas… de uma simples pedra a um pequeno objeto. Como um brinquedo, um utensílio ou algo do tipo. Dizia que tudo tem um propósito e que nada é obra do acaso. Alertara que todas as coisas por serem criações foram pensadas e intencionadas a se manifestarem. Tudo tinha um espírito, mesmo as coisas inanimadas. Pois, sempre afirmará: “O que tem corpo, tem espírito. Tudo é vivo! Toda criação é fragmento do seu Criador, contendo em si uma determinada energia que por mais pequena e singular que seja, é viva em si mesma, presa e magneticamente sustentada nesse corpo, é consciente especificamente para executar tal função, e depois de executada por si só se decompõe e desaparece”. E afirmava que a evolução desses corpos inanimados tinha a ver com a evolução humana, de acordo com seu grau evolutivo. Assim, o inorgânico Elemental podia se manifestar numa pedra, numa mesa, em um relógio de pulso, nos objetos que mais amamos e desejamos, e ainda mais nos brinquedos das crianças, por serem carregados de sentimentos. E que por isso, para seus Rituais da Magia Elemental necessitava dos objetos e minerais… das pedras… das cascas de árvores… dos restos de corpos dos seres vivos e seus derivados, onde se continha ainda preservada a energia Elemental necessária para tal e específica magia.
    Assim, Maria da Piedade…, moradora e proprietária da Chácara Celeste, que se localizava em algum lugar escondido na região nordeste do Brasil…, a Bruxa da Arruda: agricultora, queijeira, azeiteira, parteira, rezadeira, curandeira, e feiticeira portuguesa…, de origem dos antigos povos celtas das terras europeias mediterrâneas da Península Ibérica…, apelidada como D. Darluz…, afirmava que quando nos damos conta da existência do Poder Criativo em tudo que existe ao nosso redor e no nosso viver, quando descobrimos que tudo tem coração e inteligência, que tudo é intenção, e que a toda intenção foi aplicada uma específica atenção, e que a tudo que damos atenção doamos uma determinada fração de nossa energia vital, que se torna um fragmento de vida em si, independente por si próprio e evolutiva em si mesma… Tudo se torna Divino! Tudo se torna Sagrado! A ordem da Grande Espiral do Eterno e Permanente Contínuo.
  • A copa

    Porque depositar tanta esperança em pessoas simples?São milhares de pessoas simples torcendo por poucas pessoas tão simples quanto elas.Quero dizer,biologicamente somos todos iguais.Então porque tratá-los de maneira diferente?.São milhares de pessoas confiando seu dinheiro em apostas,são milhares de pessoas perdendo apostas.São milhares de pessoas felizes,são milhares de pessoas deprimidas.Seria a copa uma contradição?
  • A cópula dos mortos

    Morto, caminhando entre mortos.
    Uma carne viva, uma vida morta.
    Vivo em um corpo vivo
    sempre ansiando por coisas,
    coisas que já nascem mortas,
    abortos embalados pela canção
    da cegueira infinita bailando
    sobre os corpos dos prazeres
    em cópula com todas as dores
    enquanto abrem o meu peito e lambem
    sugando o sangue do meu coração,
    do meu trêmulo coração sem vontade.
    A cada desejo, a mentira da vida...
    Tão suculento, coxas úmidas,
    lábios e línguas…
    Fantasmas com máscaras de Vênus
    e os louros de Apolo, sendo tudo
    mas nunca sem polos.
    Sou corrompido pelas alturas,
    violentado pelos de baixo.
    Se olho pra cima e grito:
    Salve-me!
    O decote do mundo desvia o meu olhar.
    Quando dou por mim estou no quarto escuro
    entre os lábios de Babilônia embriagado por seu perfume,
    fazendo juras de amor, achando que eu a penetro,
    quando sou penetrado de todas as formas e grito: Mais!
    Ela se aproxima da minha face,
    seu hálito doce, seus cabelos serpenteantes,
    e nos seus olhos frios, sem vida como um espelho,
    vejo refletido a mim mesmo
    e com horror percebo que não existo,
    sou apenas ela que olha para o vazio
    dançando sobre os cadáveres da vida,
    sem vida, sonhando tudo.
  • A CORRIDA MALUCA- Quando a chegada vale mais que o percurso

    Para quem tem entre 10 e 40 anos de idade, já viu com certeza na TV aquele desenho animado, chamado a “corrida maluca”, em que mostra as várias tentativas do personagem Dick Vigarista em atrapalhar a corrida dos outros. Ele sempre estar na frente, mas perde a corrida, toda vez que retarda seu trajeto para planejar o fracasso dos outros. Sempre acaba perdendo a corrida por que ao invés de cuidar do seu sucesso, cuida em garantir o fracasso dos outros. Assim age muita gente de modo consciente ou inconsciente. Ao invés de seguir o curso de suas vidas, passa o tempo todo obstruindo ou dificultando o caminho dos outros. Assim agem os grupos religiosos e políticos pois perdem tempo atrapalhando o percurso do outro, ao invés de expandir o próprio criando soluções para a sociedade e não demonizando tudo, ou “esquerdizando” tudo. Desse modo agimos todos nós sem percebermos. De olho na chegada esquecemos do percurso as suas maravilhas.
       O sentimento de competitividade e escassez de recursos que desde criança nos embutem, faz com que muito cedo vejamos nossas relações pessoais como meras competições de um único vencedor onde a lei áurea dessa regra ensina que ou você elimina ou é eliminado, que não há espaço para duas pessoas ser, fazer ou ter ambas oportunidades ao mesmo tempo sem prejudicar o outro. Mera ilusão, pois só há competitividade, onde foi projetado um valor ao produto. Se não há projeção de valor, não há competitividade, apesar do produto em si agregar as mesmas propriedades. Quanto mais valor se dar a algo, mais esforço faremos para tê-lo, então maior será o seu sacrifício para possuí-lo e menos tempo você terá para si próprio ou para sua família. Assim deixamos de perceber que nem sempre o que nos ensinaram a buscar tem tanto valor enquanto as virtudes que nos tornam mais humanos, e estas são deixadas de lado. A propaganda moderna agrega valor à coisas irrisórias, para depois descarta-las no futuro. Passamos nossa vida inteira demarcando território como animais e lutando por coisas, que no fim das contas ficarão para outros, que talvez irão adquirir sem esforço nenhum, como em caos de heranças por exemplo.
       Além do senso de competitividade, temos por outro lado pessoas que conservam a crença em um Deus ou diabo que serve apenas para atribuir seus fracassos ou sucessos e essa linha de pensar faz com que muita gente quando estão fazendo o mal a outro, já tenha em mente um álibi perfeito, pois dirão que o mal que praticaram foi por que teve suas faculdades mentais possuídas pelo poder das trevas e quando alcançam algum “sucesso” derrubando os outros, dirão que só estão ali por que Deus quis, e quando Deus quer ninguém impede. Esse tipo de comportamento faz com que muitos tenham desculpas para todas as suas ações na vida e se tornem cada vez mais medíocres e irresponsáveis por seus atos.
       Políticos usam a difamação, calunia e perseguição alheia para conseguir sucesso próprio. Líderes religiosos demonizam a religião de outros para endeusar a sua própria. Laboratórios farmacêuticos defendem a autoria de sua patente para que somente estes produzam aquele tipo de remédio por certo tempo pelo preço que este quiser, nas condições que lhes for mais interessante.  Descobertas cientificas que mudariam para sempre a face de nosso planeta e as relações humanas são silenciadas para que muita coisa não mude, para que a dependência do sistema continue e a equipe do poder fique no sistema de criar problema, observar reação para depois gerar solução, sendo heróis por resolver um problema que eles mesmo criaram. Nesses moldes a resolução geralmente consiste no início de uma dependência crônica de um outro sistema criado.
       Esse padrão se repete desde uma simples relação cotidiana até as mais obscuras das tramas que são feitas às escondidas por sociedades secretas. Tirar vantagem ou manipular o outro é sinônimo de inteligência para muitos, seja numa relação amorosa traindo o parceiro, seja numa relação comercial roubando alguns gramas no produto pesado ou vendendo um produto com defeito como se fosse perfeito, seja nas relações de trabalho negando o que se deve e exigindo o que se não deve. Isso que nos ensinam diariamente. Isso que repetimos o tempo todo. Tornamos as relações conflituosas e tumultuosas, depois pedimos ajuda aos deuses e oramos ardentemente para que um messias todo poderoso venha botar ordem na casa e punir os “injustos”, esquecendo que também fazemos parte dessa injustiça por conveniência e que somos nós mesmos os causadores de muita injustiça. Acontece que acreditamos ser errado apenas aquilo que uma constituição federão diz ser mesmo sabendo que estamos causando danos a alguém. Acontece que mesmo sabendo que algo pode trazer prejuízos enormes no futuro, mesmo assim muitos arriscam tentar e dizer seja o que Deus quiser. Acontece que muitos ainda funcionam na base do “ter de filmar, fotografar e provar” para que os tais assumam que erraram contra outros, pois se ninguém viu, ninguém fotografou ou filmou então, não se tem provas. Se não tem provas não há crimes. Se não há crimes o que causou o mal se julga inocente. Acontece que muitos ainda funcionam na base de “faça escondidinho, apronte e morra negando se te perguntarem algum dia se fez”. Quanta hipocrisia...Estas são as mesmas pessoas que oram o pai nosso todos os dias e pede graça a Deus. Essas são as mesmas pessoas que lotam todo tipo de igreja para “adorar ao senhor” sem nenhum peso na consciência. Essas são as pessoas que vivem a contar suas misérias como se fossem vítimas mesmo sendo causadoras da ação. Assim vivemos um círculo vicioso de errar crendo na proteção ou misericórdia divina.
       Nesse ritmo, um comerciante abre uma quitanda, uma bar, um salão de beleza, ou um comercio qualquer e alguns comportamento começam a modificar sua personalidade. Ele procura a todo custo fidelizar seus clientes como se este fosse a única fonte de renda em todo o globo e quando o cliente usa o serviço ou produtos da concorrência, tal comerciante pode ficar com “raivinha” tratando mal o cliente em outra ocasião ou reduzindo o próprio lucro para cativar o cliente, tornando difícil a manutenção do próprio comercio e no futuro até ir a falência. Grandes empresas por sua vez, produzem aparelhos, que geralmente só recebem concertos de qualidade na assistência autorizada, levando meses para resolver um serviço simples, tornando a vida do consumidor tediosa mediante a esse fato quando a assistência podia ser estendida a outros de uma forma bem mais simples.
       Por outro lado consumidores se tornam cada vez mais exigentes e intolerantes de todos os lados. Quando percebem que há briga entre os comerciantes pela venda de seus produtos os tais se sentem como deuses a receber bajulação. Quando encontram alguma falha técnica num processo industrial querem indenizações milionárias. Como toda regra tem exceções, claro que há abuso dos dois lados. Um sentimento de tirar vantagem sobre o outro se apodera cada vez mais de nossa sociedade. Processos dos mais estupido tipos possíveis enchem as mesas dos magistrados. Alguns querendo indenizações milionárias sobre um crime que eles mesmo armaram para se fazer de vítima depois. Alguns são de pessoas que querem criar direitos onde não se tem só por que “ouvir dizer que”... Outros querendo se esquivar de deveres que deveriam ser cumpridos sem precisar de intervenção judicial.  A boca que te diz eu te amo no dia do casamento é a mesma que diz “dane-se, quero tudo que é seu” ou “morra” no dia do divórcio. A pessoa que diz hoje que o importante é apenas a sua companhia, amanhã dirá que quer tudo seu, e que vai fazer de tudo pra te deixar na miséria absoluta e ainda vai rir de sua cara.
       Políticos eleitos usam o dinheiro do povo em atos de corrupção para comprar o voto do próprio povo e acha que estar saindo no lucro. O que vende o voto, mesmo sabendo que ele próprio foi a fonte pagadora, sente-se um “iluminado” naquele instante, pois acha que estar manipulando o político e levando vantagem sobre aquele que vai votar de graça e que espera apenas uma boa administração para todos em troca do voto.
      Líderes religiosos fazem campanhas e mais campanhas diferentes em igrejas para atrair mais público pagante. Se o público fosse apenas de pessoas simples, de pouca condição financeira “deus” não se manifestaria tanto por meio dessas unções. Depois eles se acham donos da vida de cada pessoa que entra naquele recinto e “aceitam” a jesus, e a partir daí querem ter controle total sobre as vidas dos tais, e usa todo tipo de ameaça quando alguém anuncia que vai deixar o grupo. Por outro lado, os crentes, pagam seus dizemos e ofertas além de participar de todas as companhas criadas pela liderança, pela sutil esperança que terá vantagens financeiras e espiritual sobre aqueles que não tem dinheiro pra apostar no “cassino do senhor”. Hoje você não precisa ir até LAS VEGAS para sonhar com dinheiro fácil obtido por meio de apostas, pois em cada esquina tem um líder religioso que te ensina a fazer apostas nas campanhas financeiras de sua igreja e como sempre, o dono da casa é o maior beneficiado nessas “casas de jogos”.
      Líderes militantes “patriotas” críticos da burguesia, que lutam por igualdade entre todos os cidadãos, não vê problema nenhum em ganhar 200 vezes mais que as pessoas que o elegeram acreditando nesse “patriotismo”, mas são críticos ferrenhos da iniciativa privada e faz duras perseguições, quando empresários após várias tentativas de acertos e fracassos apostaram toda sua fortuna para produzir um produto que vai atender uma grande quantidade de pessoas e por isso terá uma grande quantidade de lucro. Lucro obtido pela prestação de serviço é ser burguês na concepção desses “patriotas”. Lucro obtido manipulando “militontos” é sinal de patriotismo. Gente assim chama de burguês qualquer pessoa que cresceu por conta própria, para esconder que o mesmo é um fidalgo disfarçado de pobre, que vive as custas do voto do povo, falando contra algo que na prática o mesmo prova ser o objeto da crítica.
       Poderia ser diferente se desligássemos um pouco nosso piloto automático. Difícil é fazer isso. Quanto mais agitada for a vida de uma pessoa, menos tempo ela terá para pensar na vida pois passa tempo demais opinando sobre a vida dos outros ou correndo como burros atrás de cenouras amarradas em sua própria cabeça.
      Então nos perguntamos: para onde vamos com tanta pressa? Por que corremos tanto? A linha de chegada é mais importante do que o trajeto a ser percorrido? E se o prêmio não for o que nos prometeram? E se não conseguirmos chegar até o final? Será que o que nos espera na linha de chegada justifica certos comportamentos que temos em relação ao nosso semelhante? O prêmio a ser conquistado é tão importante assim a ponto de custar a vida, a carreira e a moral de outros para construirmos a nossa, que por sinal será tão sólida como um castelo de areia? Geralmente o prêmio tão sonhado não passa de um conjunto de valores apreciados em nossa cultura ou época e desprezados em outras ou entre outros povos. Só no final da carreira é que muitos percebem que correram em vão, que viveram a vida perseguindo apenas conceitos. Tudo não passa de conceitos. Tanto o material quanto o imaterial. O que pra uns valem fortunas, pra outros não passa de lixo podre.
      Em busca de fama e glória própria passamos metade de nossas vidas correndo como tontos, para cima e para baixo, para acumular teres, conquistar títulos e se encaixar no perfil do grupo em que estamos inseridos. Em busca de evitar críticas ou a agradar a opinião alheia passamos uma outra parte de nossa existência fazendo ou sendo o que não gostamos, para sermos aceito no grupo. Como papagaios de pirata, passamos toda nossa vida, apenas repetindo frases e padrões comportamentais o tempo todo, sem nem pararmos para calcular a escala de valores inseridas em nós desde a infância e perceber que não vivemos nossas vidas, e sim vivemos uma vida que foi desenhada para vivermos, qual fomos inseridos e tivemos que simplesmente nos adaptar. Os sistemas políticos e religiosos são os nossos principais senhores, regentes do comportamento de quase toda sociedade organizada.
       Nessa corrida maluca que vivemos tem hora que precisamos parar e refazer o trajeto. Outras vezes precisamos reduzir e apreciar a paisagem. Em algum momento devemos contornar e pegar o sentido oposto. Se pudermos ajudar outros que estejam com algum problemas na estrada tudo bem, se não pudermos não atrapalhar ninguém já é uma boa ajuda.
        A solução para os problemas da humanidade não estar em descobrir meios para aperfeiçoas as nossas relações com os deuses, seja de que crença for. A solução para nossos problemas consiste em aprendermos nos relacionar uns com os outros, livres da ideia de tirar sempre vantagens, livre da falsa ideia que possuímos algo. O máximo que possuímos é o ar que circula em nossos pulmões no presente momento. A vida é o momento. E no momento isso é o máximo que possuímos. Todas as outras coisas estão fora de nós apesar de criarmos o conceito que são nossas. As outras coisas são partes das relações e não a razão da vida. Vale lembrar que praticamente todo grupo religioso se considera escolhido por algum ser especial e que esse ser vai levar esse grupo, e destruir todos os demais que não fazem parte daquele grupo. Se levarmos em consideração o conceito do Deus judaico-cristão interpretado nos dias de hoje segundo a própria bíblia, perceberemos que entre conversar e mandar uma praga pra destruir todo mundo, ele prefere a segunda opção. Então pouca opção nos resta senão aprendermos a convivermos uns com os outros já que todo grupo se auto denomina escolhido. Enquanto gastamos fortunas para dar honra, louvor, gloria e adoração ao que se diz ser onipotente e que de nada precisa, bem debaixo do nosso nariz, os que realmente são necessitados nós os ignoramos.
       Enquanto o combustível do nosso “veiculo” estiver queimando, estamos nessa corrida maluca. Quando a centelha que gera a combustão acabar é que muitos irão perceber que agiram como um Dick Vigarista o tempo todo e que nem viveram suas vidas e ainda atrapalharam a de muitos.
       Um brinde a sanidade e a reflexão.
  • A distancia

    A distancia pode impedir você de ver alguém, mais não pode impedir seus sentimentos
  • A Educação Obrigatória é um crime contra as crianças

    Para falar sobre educação, devemos saber como se dá o processo de aprendizagem.
    Toda criança nasce desprovida do poder de raciocínio, o qual distingue os homens dos animais. Sabendo que a criança poderá se tornar um ser humano adulto, ela é tem, potencialmente, a capacidade de raciocinar dentro dela.
    A medida que a criança cresce ela cria fins e descobre meios para alcançá-los. Esses fins são baseados em sua personalidade e seu conhecimento dos meios é baseado no que aprendeu ser mais apropriado.
    Quando ela se torna adulta, ela desenvolveu suas faculdades o quanto pode. Todo esse processo de desenvolver as facetas da personalidade do homem é sua educação.
    Para desenvolver as facetas de sua personalidade a criança não necessita de instrução formal sistemática, pois isso está dentro do espaço direto de sua vida cotidiana, ou seja, não exige grandes exercícios das capacidades de raciocínio.
    Porém, para desenvolver o conhecimento intelectual, que está fora do espaço direto de sua vida cotidiana, envolve um exercício muito maior de seu cérebro. Para desenvolver esse conhecimento é necessária instrução sistemática, uma vez que o raciocínio progride em etapas lógicas ordenadas, organizando observações em um corpo de conhecimento sistemático. A criança, então, tem que desenvolver capacidades de raciocínio e de observação.
    Necessitando de instrução sistemática ela tem 3 opções, o livro, o instrutor e a combinação livro e professor.
    O livro apresenta assuntos de forma completa e sistemática, já o instrutor conhece o livro e lida com a criança diretamente e pode explicar pontos de dúvida e de difícil compreensão.
    A combinação do livro e instrutor é a melhor para a instrução formal.
    Serão necessárias 3 ferramentas básicas, a leitura, a escrita e a aritmética.
    Através da leitura ela poderá estudar ciências naturais, história e geografia e depois economia, política, filosofia, psicologia e literatura.
    A escrita irá ajudar no aprendizado, pois ela ramificará esses vários assuntos em ensaios e composições.
    A aritmética irá lhe possibilitar usar números simples até as partes mais desenvolvidas da matemática, sem falar que ela poderá ajudar no processo de desenvolvimento no raciocínio lógico da criança.
    A principal dessas 3 é a leitura, e para aprendê-la o alfabeto é a ferramenta principal e lógica.
    Agora, falando sobre a personalidade, cada criança tem a sua, o que permite no futuro ter um grande espectro da especialização da divisão do trabalho.
    As habilidades e interesses de cada criança é natural que seja variado. E tentar uniformizar os interesses é um crime contra a criança, uma vez que nega os princípios fundamentais da vida e do crescimento humano.
    Deve ficar claro que nem a razão e nem a criatividade podem funcionar numa atmosfera de coerção. Isso quer dizer que, o melhor tipo de instrução formal é aquele que é adequado para a personalidade individual da criança, ou seja, a instrução individual. Somente na instrução individual as potencialidades humanas podem desenvolver em seus níveis mais altos.
    Isso quer dizer que existe uma grande injustiça no Brasil que é proibir que os pais ensinem seus próprios filhos ou paguem um instrutor para os ensinar. Além dessa injustiça tem uma outra que se chama Base Nacional Comum Curricular, uma vez que ela impõe padrões uniformes ela causa um sério dano à diversidade de gostos e aptidões humanas. Mais ainda: ela força crianças com pouca capacidade de raciocínio à escolaridade, e isso uma ofensa criminal às suas naturezas. Sem falar que indiretamente a Base Nacional Comum Curricular não permite que surjam escolas diferentes para cada tipo de demanda, uma vez que cada escola deve seguir essas imposição. Em decorrência disso, todas as crianças da nação serão obrigadas a seguir os mesmo conteúdos, mesmo que elas tenham personalidades e aptidões diferentes.
    Então vem a questão, quem deve ser o supervisor da criança? Os pais ou o estado?
    Os pais são os tutores naturais da criança, uma vez que foram eles  que conceberam-na sob um contrato legítimo entre homem e mulher. Já o estado não tem relação alguma com a criança, sem falar que ele decreta o que deve ser obedecido sob risco de prisão. A criança, sendo tutelada pelo estado, irá crescer sob as asas de uma instituição que repousa sobre a violência e restrição. Tirania de modo algum é compatível com o espírito do homem, já que ele exige a liberdade para seu pleno desenvolvimento.
    Com a educação e a tutela exclusivamente sendo dominada pelo estado, surge uma raça passiva de gados servidores do estado, onde no livre mercado seriam homens independentes e com conhecimentos diversificados.Além do mais o controle estatal da educação promoveu o impedimento à educação ao invés do verdadeiro desenvolvimento do indivíduo.
    Atualmente no Brasil a educação é compulsória, caso as crianças não sejam mandadas para as escolas privadas, elas devem ir para a pública, o que nos leva a pensar que grande parte das crianças da escola pública não queriam estar lá, mas a lei obriga seus pais ameaçando-os de prisão ou de sequestro institucionalizado de seus filhos.
    Além do mais, a educação obrigatória força as crianças com pouca capacidade de raciocínio à escolaridade, porém isso é uma ofensa criminal às suas naturezas, pois elas, em sua maioria, não querem estudar e não conseguem progredir intelectualmente em um sistema no qual é impossível que ela seja atendida e ajudada em sua particularidade.
    Já dizia Isabel Paterson: "Um sistema de educação obrigatória, financiado pelos impostos, é o modelo completo de um estado totalitário."
    O economista Murray N. Rothbard em seu livro “Educação: Livre e Obrigatória” fez a seguinte analogia:  “O que pensaríamos sobre uma proposta do governo, federal ou estadual, de usar o dinheiro dos pagadores de impostos para criar uma rede nacional de jornais públicos e obrigar todo o povo, ou todas as crianças, a lê-los? O que pensaríamos se, além disto, o governo proibisse todos os jornais que não se encaixassem aos “padrões” do que uma comissão do governo acha que as crianças devem ler?”
    É evidente que um proposta dessa seria, por muitos, considerada um horror e um ataque à liberdade de expressão, porém essa é exatamente a ação do governo em relação à instrução formal. Ele regula o que é escrito nos livros, o que deve ser ensinado e como deve ser ensinado, regula quem pode ou não trabalhar como instrutor, e, ainda mais, faz tudo isso com o dinheiro dos “contribuintes”. A questão que está sendo colocada é se a liberdade escolar é tão importante quanto a liberdade de expressão, a educação obrigatória tem que ser vista com maus olhos e ser repudiada ao máximo, uma vez que ela irá moldar toda sociedade da forma que o estado quiser.
  • A Fuga

    Não existe lugar onde eles não possam encontrar-me,mesmo estando oculto nos becos mais sombrios,nas ruínas das construções abandonadas,ou até mesmo na silenciosa solidão de meu quarto,mesmo assim inevitavelmente eles estão comigo.
    Tento sem sucesso apartar-me deles,mante-los afastados de mim por alguns momentos, mas é claro,tudo isto é em vão.Eles me atormentam a muito tempo,como um predador que busca incansavelmente sua presa.Sou tomado pela ansiedade,inquietação,a bebida me faz entorpecer para não perceber quando chegam,mas isto não impede que venham,e com eles vem o medo,o remorso,a angustia,a certeza que podem tirar-me tudo,até mesmo minha própria vida.
    E pensar que um dia eu os criei,os alimentei,busquei argumentos para dar a eles toda razão,para torná-los cada vez mais fortes,e ironicamente tem eles hoje o poder de transformar-me em um louco,insano.
    Eu poderia ter evitado tudo isto no começo,mas não fiz
    Poderia ter encontrado alguma maneira de controlá-los,mas também não fiz.
    Agora já é muito tarde,estou sucumbindo a cada momento aos martírios que eles me fazem passar.É inútil lutar contra eles,ou deles tentar escapar.Estou completamente dominado,entregue por completo e sem forças para controlar a fera que eu mesmo criei,sem poder conter meus próprios pensamentos. 
  • A GRANDE SINFONIA DO INUTILISMO!

       No infinito ensaio da estupidez dos homens, alguns de nossa espécie estão há milênios se preparando para se encontrar com os deuses de suas crendices e com eles se relacionarem em uma união fraternal ou marital que durará por toda a eternidade, segundo a versão que mais lhes convém.
      Pelos deuses, para os deuses ou em função dos deuses esses orquestram suas vidas de acordos com os desígnios do senhor para que deus fique feliz com eles e lhes recompensem realizando todos os seus desejos egoístas e autodestrutivos. E como saber se deus se agradou? Simples: se o líder religioso ficou feliz, é por que deus estar feliz!
      Com bolso cheio e barriga cheia às custas do povo e com gente manipulável obedecendo a tudo sem nada questionar, todo líder religioso deveria estar feliz com isso. Mas o desejo de domínio e poder comum a todos os mortais faz com que a busca pela expansão do seu império pessoal em nome da fé o torne em um tirano implacável na maioria dos casos. Nesses casos, palavras como deus mandou, deus disse, deus quer e deus ordenou se tornam corriqueiras para que propósitos nefastos sejam feitos e agindo como hostes infernais, os mesmos se descrevem como seres angelicais em missões divinas, onde o próprio cristo é o comandante de tais exércitos.
       Deus nunca fora visto ou tocado por ninguém. Sua forma e aparência também é um mistério. Seus desejos sempre confusos e controversos. Seus atributos surreais são todos inúteis e os títulos a ele concedido, pode ser encontrado em todos os deuses já fabricado pelos homens. Mesmo assim, como um adolescente enamorado por quadro de uma celebridade pendurado em seu quarto, a “noiva do cordeiro” se prepara para as núpcias. Esse momento tão especial em que ela irá se unir ao seu esposo/ messias/ juiz/ justiceiro sanguinário para julgar e condenar o mundo como se esta (a igreja) fosse uma rainha má!
       O desejo de sentir-se superior ao demais é tão grande que os homens elegem paus, pedras, metais, gessos e seres invisíveis como seus protetores e guias e a esses rendem louvores e dizem que com eles reinarão para todo o sempre em um futuro fictício, como em um conto de fadas para adultos que se recusam a crescer.
      Desperdiçando o presente momento e todas as oportunidades de estarem como senhores dos seus próprios destinos, muitos destes “entregam suas vidas nas mãos de deus” e dizem viver sob seus desígnios, inclusive os crimes e maldades que cometem acreditam que foi por que deus o quis ou permitiu como forma de aperfeiçoá-los para um bem maior.
      Por que será que para muitos fieis é bem mais fácil separar 1 mil reais de dízimos de uma única vez para dar ao pastor ou igreja do que pagar 1 prato de comida para alguém em extrema necessidade?
      Muito simples: todo rito de adoração e louvor é um jogo de interesses. Na cabeça de um fiel, se deus não lhe recompensar, o pastor provavelmente o fará de alguma forma. E um mendigo? Um pedinte ou uma criança de rua, o que tem a oferecer? Nada que beneficie quem deseja ser favorecido pelos deuses e homens!
       Nesse intuito irracional em ter prioridades para com àquele qual dizem não fazer acepções de pessoas, os tais podem fazer da própria vida um verdadeiro martírio criando ou sujeitando-se a leis e dogmas  sem validade alguma e quando não, pelo preconceito, estes são capazes de infernizar a vida de todos os “infiéis e perdidos desse mundo”.
       Sangue derramado, vidas destruídas, propriedades saqueadas, vilarejos incendiados, pessoas oferecidas vivas em sacrifício aos montões...tudo isso como forma de subornar os deuses para que esses lhes favoreçam em detrimento aos demais. Isso sempre fez parte da liturgia aos deuses e anti-deuses que a humanidade fabricou. Isso precisa acabar!
        Será que existe algo tão estupido quanto isso? Em nome da vida eles são capazes de apregoar a morte; em nome da paz executam a guerra; em nome do amor propagam o ódio e em nome da liberdade, cativam milhares de mentes ao ensina-las a ver o mundo sobre apenas um único ponto de vista, punindo a todos quantos deste discordar.
        No passado e ainda no presente essa ladainha se repete, se renova e se reinventa para agradar as massas, e como quem se alimenta apenas de vento, eles jamais estão saciados. Nem os deuses e nem os que lhe rendem cultos estão completos e nem conseguem estar em paz. Quando não estão em guerra com eles mesmos, estão a criar demônios e todos os tipos de inimigos imaginários para que no momento de encarar o fracasso de suas vidas possam ter a quem culpar. Sem os tais inimigos, teriam de assumir seus próprios erros.
    Numa cantoria que já dura milhares de anos, trocando o presente certo por um futuro mítico eles estão sempre a dizer:
    - “Quando eu estiver com Hórus...”
    - “No dia em que eu estiver com Zeus...”
    - “Que em Valhalha Odin e Thor me recebam em seus grandiosos salões...”
    - “Não vejo a hora de estar com Maria mãe de deus e todos os santos e penitentes dessa terra...”
    - “Em nome de Alá eu te mato e mato a todos no instante em que me mato, para depois, com 70 virgens permanecer numa orgia infindável no harém celestial...”
    - “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém! Depois de orar, jejuar, dizimar e obedecer cegamente ao meu pastor por toda uma vida, agora estou pronto para ser recebido por ti, ó deus e em teus braços eternamente descansar...”
        E assim caminha o mundo! Pelo menos o mundo dos que acreditam que todas as coisas foram criadas pelos deuses, para os deuses ou para gloria destes.
        Em um mundo com quase 8 bilhões de pessoas, nossa prioridade deveria ser a de aperfeiçoar nossas leis, diplomacia, caráter, e nossas habilidades de relacionamentos e comunicação de modo geral. Em vez disso estamos ensaiando danças, coros, musicas e até posições sexuais para quando nos encontrarmos com os deuses. Quanta babaquice!
       Mais de dois terços da população mundial perde cerca de 1 terço de sua existência, do seu tempo útil ou de seus recursos financeiros em função dos deuses que nada lhes dará em troca. No máximo um representante deste ou daquele deus falará em seu nome inflando o ego do fiel e incentivando-o a ser mais fiel (trouxa) ainda.
        A vida é curta e bela e poderíamos dar um sentido melhor a nossa existência se não fosse tantos ritos inúteis e tanta oferenda que nunca alcançara o destino esperado. No entanto, quando não estamos tentando agradar a deus, estamos fugindo do diabo...o tempo todo e quando menos esperamos a morte nos surpreende.
       No grande teatro da vida é assim: um arrastar de cadeira, uma nota fora do tom, um pigarrear proposital...coisas simples assim são capazes de desfazer a harmonia dos que na orquestra da ilusão tocam a grande sinfonia do inutilismo. As vezes isso é tudo que precisamos fazer! E quando isso não for suficiente, podemos pegar nossos instrumentos e tocarmos sozinhos por aí nas esquinas da vida.
      Uma das piores coisas no teatro de nossa existência é descobrir que ao se fechar as cortinas da vida no palco da insensatez, o motivo da piada era você!
       REVER NOSSOS CONCEITOS nunca é demais.
      Saúde e sanidade a todos!
  • A história até a História

    O filósofo grego Aristóteles foi enfático em dizer que a poesia era mais relevante que a História, pois aquela é mais universal que essa. De modo concreto, a disciplina a que o pensador está falando não é a mesma da Era Contemporânea. Podemos remontar a sua cientifização ao século XIX, quando diversas correntes e teorias surgem. Se o século XVIII foi o “Século da Filosofia”, o seguinte será o “Século da História”.
                Quando Leopold von Ranke lançou suas teses sobre a escrita da História, ele tentava evadir de uma história filosófica, ou seja, uma história sem um método corporificado (REIS, 1996). Embora não tenha ido muito longe da esfera filosófica, Ranke colocou a História não apenas como narração de eventos, mas como método e processo ideográfico, buscando o singular no tempo e espaço. O objetivismo entra em cena.
                Isso implicava em grandes problemas, seria possível o historiador estar isento de sua subjetividade? O método historiográfico-erudito é infalível? O método rankeano é um axioma. As fontes, embora estejam bem definidas em seu papel, são limitadas. Ranke se propõe a historiografar a política, a história dos grandes homens. A guerra, a diplomacia e os registros oficiais são os cânones dessa história.
                O hegelianismo e o positivismo são compreensões metafísicas da realidade histórica. Ambas atribuem uma lei universalizante e determinada dos eventos. Nem mesmo o materialismo histórico foi capaz de romper com essa cadeia. Pois mesmo no socialismo científico, a sociedade segue uma marcha etapista. O homem é determinado pelas suas condições materiais, embora faça a sua história, está é condicionada pela sua época.
                No final do século XIX, quando a questão do nacionalismo ganha forma, a História adquire um papel novo: legitimar o Estado e criar um passado em comum (BOURDÈ & MARTIN, 1983). A França é a que mais se apropria desse ideal. A Escola Metódica surge na esteira de Ranke. A política ganha ainda mais destaque. Os eventos vão formando um povo, e o povo uma nação.
                No século seguinte, nos “frementos anos 20”, dois historiadores de uma universidade periférica estabelecem uma crítica aos metódicos como Ch. Seignobos e Ch. Langlois. Para Marc Bloch e Lucien Febvre, apenas a narração ipsi literis dos documentos oficiais não seriam suficientes para compreender a história humana. Era necessário um esforço epistemológico maior nesse sentido.
                A História desce um degrau nas estruturas. Passa da política para as questões socioeconômicas e das mentalidades. As fontes se alargam, bem como seu método de crítica interna e externa. A revista Les Annales surge (BURKE, 1992). Uma das maiores contribuições dessa escola historiográfica foi a interdisciplinaridade com outras ciências e campos do saber como a linguística, a geologia, a antropologia, a sociologia e outras.
                Embora não haja consenso entre os historiadores da Historiografia, podemos dividir a história dos Annales em primeira geração, a de Bloch & Febvre; a segunda geração, a de Braudel; e por fim, a terceira geração, também conhecida como Nova História, que se ampara nos aspectos da cultura para a sua escrita (PESAVENTO, 2012). Isso não significa que não houvesse outras tendências demarcando território, como o neomarxismo inglês de E. P. Thompson. A ciência adquiriu novos métodos, novos temas e campos de atuação profissional.
                Para além das críticas, podemos destacar os seguintes avanços: a História do Tempo Presente, o ressurgimento da narrativa, a História Oral, todo registro humano no tempo e no espaço como fonte historiográfica, a percepção do tempo braudeliano, a interdisciplinaridade etc. Com esses recursos o historiador poderá fazer uma história total. Não no sentido de algo definitivo, mas no sentido da mais ampla percepção da historicidade, cobrindo o máximo de elementos possíveis dos eventos e fatos históricos.
    Referências bibliográficas
    BOURDÉ, Guy; MARTIN, Hervé. As escolas históricas. Portugal: Publicações Europa América, 1983.
    BURKE, Peter. A Escola dos Annales 1929-1989: A revolução francesa da historiografia. 2. ed. São Paulo: Editora UNESP, 1992.
    PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
    REIS, José Carlos. A História, Entre a Filosofia e a Ciência. São Paulo: Editora Ática, 1996.
    ROCHA, Everardo. O que é mito. Editora Brasiliense, 1996.
    SÁEZ, Oscar Calávia. A variação mítica como reflexão. Revista de Antropologia, São Paulo, USP, vol. 45, nº 1, p. 07 – 36, 2002.
    VEYNE, Paul. Acreditavam os gregos em seus mitos? Ensaio sobre a imaginação constituinte. São Paulo: Brasiliense, 1984.
  • A História, a Alienação e a Consciência de Classe para Marx

    Marx abre a obra “O Manifesto Comunista” com a afirmação de que a história tem sido a historia da luta de classes. Para Marx, o fio que tece a história é o desenvolvimento das forças produtivas (força de trabalho somada a meios de produção, em suma) que se torna contraditório com as relações sociais de trabalho, e esse fio é rompido pela luta de classes. Ele identifica que a história no tempo que ele presencia se apresenta também como a história da luta de classes, porém dessa vez com novos polos, proletariado e burguesia, e apresenta também novas formas de dominação por parte da classe dominante, como a alienação, e necessita de consciência de classe dos dominados a fim de quebrar superar o novo sistema vigente que assim se estrutura, o Capitalismo.
    Marx considera que em seu tempo, no mundo em que presenciava, a luta de classes apresentava uma nova formulação a partir do advento da Revolução Industrial, onde surgiram dois novos grupos, ou, em termos marxistas “classes sociais”, proletariado e burguesia. O proletariado é composto por pessoas que, suma, não detém os meios de produção e se veem obrigadas a vender sua força de trabalho aos que detém esses meios, a burguesia, a fim de garantir sua sobrevivência. Essa nova conjuntura se dá por conta da estrutura do novo sistema econômico-social vigente, o Capitalismo, que necessita da alienação do proletariado e que só pode ser superado pela consciência de classe desse grupo.
    Dessa forma, à medida que as forças produtivas avançam rapidamente as relações sociais avançam a passos lentos, sendo gerada e gerando alienação. Marx diferencia quatro tipos de alienação: a) em relação ao produto do trabalho; b) no processo de produção; c) em relação a existência do individuo enquanto membro do gênero humano; e d) em relação aos outros indivíduos. Em suma Marx analisa que o trabalhador: a) mesmo tendo produzido é alheio e estranho ao produto; b) o trabalho do ser humano no processo de produção é coercitivo (no sentido de que este se vê obrigado para alguém para sobreviver) e sacrificante, uma vez que este não trabalha segundo as suas próprias necessidades, mas sim segundo os interesses do patrão; c) o ser humano adquire uma existência em que importa apenas seu papel enquanto trabalhador, e, portanto, sua individualidade, e não seu papel enquanto humano, perdendo assim o laço abstrato que antes tinha com seus iguais (demais humanos enquanto espécie); e d) como consequência do apresentado anteriormente acontece uma objetificação do ser humano e toda e qualquer vida perde o sentido, visto que seu aspecto mais valioso, sua capacidade de trabalhar/produzir não serve mais para seu viver, mas para sua mera sobrevivência e subjugação aos interesses alheios.
    A consciência de classe, que é o reconhecimento de pertencimento a uma classe de explorados (aqui há de se dizer que Marx já identificava que essa classe proletária já era reconhecida enquanto classe pela classe burguesa), que é vista pelo autor como a forma do proletariado superar essa subjugação, ainda se subdivide em dois subtipos de consciência, “consciência de si” e “consciência para si”. A partir do momento em que o indivíduo se enxerga e se reconhece enquanto membro de uma classe social subjugada ele adquire “consciência de si” e assim abre espaço para a compreensão de que a organização enquanto classe é o caminho para uma ação política de combate e derrubada de sistema, ou seja, abre espaço para adquirir a “consciência para si”.
  • A IRMANDADE DO MEDO E OS ARAUTOS DO APOCALIPSE

    Em dias difíceis, ter fé na humanidade e demonstrar equilíbrio pessoal, pode ser considerado um insulto para os que em nome de deus anunciam o caos!
     
      Medo...essa é a palavra que melhor define o padrão de comportamento do “povo de deus” ao redor do mundo. A segunda melhor palavra que os define é a soberba e a terceira seria a hipocrisia.  A essas 3 características e a tantas outras derivadas destas eles chamam de “amor a deus e obediência aos seus mandamentos. Praticamente todas as religiões tem esse tripé como base e em algumas delas isso fica mais evidente a exemplo das que dizem seguir ao “deus bíblico” ou “deus de Abraão”.
      Para praticamente tudo o que “de ruim” acontece no mundo, um “crente fiel” terá sempre na ponta da língua uma coleção de frases estupidas para explicar as situações que não compreende ou não quer entender. Entre as mais comuns estão: “é deus que estar irado conosco”; “é a mão de deus pensando sobre nós”, “é o princípio das dores”; “é a vinda de jesus”...
       É de sangrar os ouvidos de tão agudo que chega a ser estupidez desses argumentos. É na própria bíblia que dizem ser sagrada que eles retiram as maiores pérolas e com elas fazem adornos de irracionalidade, incoerência e insignificância, todas baseadas no medo absurdo de um ser que nunca fora visto por ninguém, que não tem um padrão universal de agir ou de se apresentar e que permite que qualquer um seja o seu porta-voz oficial com direito a receber dinheiro e honrarias em seu nome em detrimento ao sofrimento e abuso alheio. Esse medo irracional de deus é o mesmo medo do bicho-papão que um dia nossos pais implantaram em nós para nos controlar de alguma forma. Mas crianças um dia cresce e o medo vai embora. Quanto aos que servem a deus...
     Quando esse livro “sagrado” começou a ser escrito na idade do bronze, a mentalidade destes crentes era a de um povo de nômade, com várias tribos de uma mesma raiz familiar guerreando entre si por uma terra melhor ou pela maior quantia de despojos nos saques e assaltos constantes que faziam, eram guerreiros, escravos, caçadores, coletores e pescadores e que em suas conquistas de territórios os chefes das tribos costumavam usar de mandigas, palavras de maldições, frases de efeitos e ilusionismo barato para intimidar os inimigos ou levantar o moral das própria tropas. Isso era comum a todas as tribos. Inclusivo as do “povo de deus”.
      Misticismos era o que não faltava nesse povo e tudo poderia ser traduzido como um objeto de sorte ou azar nos combates ou na falta de respostas quando esse deus que tudo ouve não ouvia seus lamentos e eram massacrados por outros “povos sem deus”.  Cada tribo ao perder ou ganhar uma batalha relatava do seu próprio modo aos seus descendentes o enredo dessas pelejas e como foram agraciados ou desprezados pelos deuses. De boca em boca, por centenas de anos até que viesse a ser compilada de forma escrita, transformada em livros e depois em coleção (bíblia).
      Dizem que quem conta um conto acrescenta um ponto...levem conta dois ou 3 mil anos de contos orais sendo repassados de boca a boca e veja onde isso chegou. Esse é sem dúvida o principal motivo de o deus bíblico ter tantas qualidades surreais e nenhuma delas não servir para nada. Quem já brincou do famoso telefone sem fio sabe muito bem como é isso.
       Há quem pense que deus pegou um livro escrito por ele mesmo e entregou a humanidade com as próprias mãos rubricado e assinado por ele mesmo...mas não foi bem assim!
       Alguns estimam que as tradições orais duraram mais de 2 mil anos e das tradições escritas até nós já são outros 4 mil anos passando por dezenas de traduções, centenas de acréscimos e decréscimos e milhares de milhões de interpretações pessoais.
      Mas por ignorância ou por negacionismo é melhor pensar que esse livro estar inalterável desde o dia em que deus pessoalmente o entregou a Moisés, a Pedro o primeiro papa, a Mohamad ou ao primeiro pastor que viu e disse: “tá tudinho aqui, nem tire nem bote nada”!
      A ignorância ao mesmo tempo pode ser uma benção pessoal ou uma maldição coletiva. O modo como nos contam sobre aquilo que dizem ser sagrado, tornando tudo místico com respostas sempre místicas, faz com que estejamos em nossos barcos ancorados em um pântano cheio lodo e de criaturas assombrosas pensando que estamos velejando mar aberto num luxuoso transatlântico sendo servido por todos os tipos de iguarias finas. O medo baseado nos seres misticamente venerados pelas religiões nos faz viver assim, como escravos que se acham lordes, como mulas que se acham seres angelicais!
       Os feitos desses povos bíblicos e mentalidade deles quanto a ideia de deus está escrito na própria bíblia como se fossem milagres, feitos heroicos ou exemplos morais a serem seguidos e quem der outro significado a esses “feitos heroicos” ou “exemplos morais” poderá sofrer vária penalidades como ser perseguido, torturado e morto para que a “versão real de deus” não se torne diminuta a ponto de ser desprezada. Tem sido assim desde sempre por meio da violência, terror e implantação do medo e é assim que a crença nos deuses subsiste e os que comandam os rebanhos vivem, lucram, governam e influenciam o mundo. “E quem não crer será condenado”... já dizia um dos arautos do cristo (pelo menos dizem que ele disse)!
      Aqueles que para todos os problemas do mundo atribuem uma causa mística oriunda da ira de um deus mal resolvido, poderiam pensar em outros fatores diversos para tais ocorrência como nas leis de causa e efeito, da ação e reação, do plantio e da colheita e que todas as coisas vivas ou não vivas do planeta podem estar conectas entre si, e como em um grande jogo de xadrez, ao mover uma peça, todo o tabuleiro pode ser mudado. Há sempre uma causa química, física, biológica, matemática entre tantas que podem explicar várias das situações naturais e sociais, mas eles preferem dizer que é deus, o deus deles que estar irado e que louvor, dinheiro ou uma subserviência ainda maior.
       Poderiam também pensar que como seres vivos e pensantes (e não pensantes) em uma sociedade civil organizado, a inercia de uns e a ação incisiva de outros é a causa de todo o bem e mau social que possa ser classificado. Isso vale para tudo: desde as cadeias produtivas até as cadeias de consumo. Desde os sistemas escravistas até os aprimorados sistemas judiciários. Do que passa fome ao que vive ostentando. Se de um lado há um povo que sofre muito, de outro lado há os que se aproveitam do sofrimento alheio ou os insensíveis que não se importam que uma classe seja explorada por outra desde que não afete sua vida e seu conforto.
        Entre idas e vindas, entre altos e baixos, apesar de tudo nossa sociedade estar sendo aprimorada a cada dia e apesar dos agouros dos crentes, estamos caminhando para dias melhores.  Tudo é uma ação do homem que pode ser resolvida (ou piorada) pelo próprio homem, inclusive a construção dos deuses.
       Quanto a soberba, a segunda característica que falei ser notória no comportamento de um crente comum, ela se dá pelo simples fato de alguém achar que é melhor ou superior a todas a criaturas da terra só por que acredita em deus. Apenas isso! Não é pelo nível de conduta social, moral ou familiar. É pelo simples fato de crer. Só isso!
       Se o sujeito é um homicida, genocida, estuprador, malfeitor, ditador ou tirano, isso não importa!  A crença em deus lhes dará certeza de que ele é superior a todos as demais pessoas que não creem ou “não possuem a deus”.  Essa é senão a forma mais imbecil de avaliar uma pessoa ou de lhe atribuir virtudes ou defeitos. É por esse motivo que muitos crentes convivem com verdadeiros predadores (em todos os sentidos) e os tem como companhia e são vitimados por eles pela simples razão de compartilharem a mesma fé.
      O valor de um individuo em uma sociedade pode ser notado pelas suas virtudes, pela capacidade de resolver conflitos, pela sua produtividade, proatividade ou pela capacidade de não criar problemas desnecessários. Mas um crente não! Ele avalia ou é avaliado, ele se acha superior ou deseja ser louvado pelo simples fato de crer em um “deus superior”. Pela sua lógica (estupida) se deus é superior, logo, ele sendo servo, também o será!
       Isso os leva a um grau de babaquice ainda maior: a competição para ver quem é mais superior a quem! Apesar de dizer servirem ao mesmo deus, vemos judeus versus mulçumanos, católicos versus protestantes o tempo todo, todos os dias e em cada uma dessas grandes religiões há dezenas ou centenas de ramificações com alguns poucos membros ou milhares deles reunidos, que entre eles mesmos celebram (com uma disfarçada arrogância) por estarem no lugar certo servindo ao deus certo de modo correto, enquanto todas as outra religiões ou igrejas são seitas, heresias ou diretórios do capeta mesmo! É uma doença que não tem cura!
      Nessa competição estupida para ver quem é o melhor, eles sobem para um nível hard, onde a comprovação de filiação divina se dar por meio das medidas ou modelos das vestimentas, pela ingestão ou não ingestão de certos alimentos ou pelo guardar ou não guardar de dias santos e feriados religiosos. A quantidade e qualidade de veneração aos líderes eclesiásticos locais tem o maior peso na hora de “gabaritar o vestibular de deus”.
      Você pode ser crente, o crente certo, na igreja certa, seguindo o ritual correto, guardar todos os dias santos, se vestir de certo modo e não comer certos elementos, mas se no fim das contas o seu nível de subserviência ao corpo eclesiástico não for aprovado pelo chefe local, você está fora! Será considerado um inútil, um apóstata, um imprestável e até pior que uma “pessoa sem deus”.
       A vida de um crente é um verdadeiro martírio e o que eles chamam de liberdade é apenas escravidão! Escravo de dogmas, paranoias dos próprios medos e do medo coletivo. 
       Outa coisa ainda mais fétida: todos esses grupos construíram um conjunte de verdades particulares que quando não conseguem empurrar goela abaixo essas “verdades” para outros, tentam constrange-los com mandigas, ameaças ou indiferenças por não estarem “no caminho certo”. Todos eles possuem uma caixinha secreta ou aberta com várias profecias apocalípticas, cheias de maldições para os infiéis, que basta um fenômeno natural acontecer para eles “esfregarem” na cara dos outros, transformando tudo o que é obvio em algo místico, inútil e que só serve para alimentar ainda mais o medo dos menos esclarecidos ou dos que já estão fragilizados por alguma perca ou necessidade.
      Por fim, a hipocrisia parece ser a cereja do bolo de quase todo ser religioso! Quanto mais fiel este se disser, certamente mais hipócrita ele o será.
       Hipócritas quando pregam uma coisa e vivem outra! Hipócritas quando tomam conta da vida alheia e esquecem de suas próprias! Hipócrita quando tentam controlar o destino do mundo apenas orando, jejuando e adorando, negando toda a realidade que nos rodeia! Hipócritas principalmente quando tentam controlar a deus, sua vontade e seus planos para o mundo, pois quando se sente ofendidos ou rejeitados eles pegam esse “deus de amor”, pai de todos e que ama a todos e de imediato o transforma em um objeto de uso particular, em uma máquina pessoal de matar e sai por aí apontando para tudo e todos. Até quando frustrados não consegue convencer alguém com suas patifarias mirabolantes ou quando veem o “ímpio” ter uma vida melhor que a deles sem precisar fazer tanto esforço nem seguir a tantos rituais eles pedem a deus justiça para si ou castigo para o que prospera como se trabalhar, ser honesto e usar o cérebro para construir riquezas e felicidades por meio de ideias, ações e bons relacionamentos fosse um crime.
       Hipócritas quando dizem que gozarão de um gozo eterno mas se incomodam com o gozo passageiro dos demais que “não tem deus”, por isso tentam controlar ou subverter todas as formas de prazer, recreação e liturgias que outras pessoas possam ter dizendo ser isso ou aquilo um manifesto do capeta que abala a inabalável santidade de deus.
      Hipócritas quando o amor ao próximo só pode ser aplicado se o próximo for também parte do mesmo “agrupamento de santos”.  Hipócritas quando com a boca confessam que desejam que todos sejam salvos, mas que por uma simples ira pessoal desejam que muitos venham arder eternamente no inferno.
      Quando “destilamos” os “servos de deus”, o modo como pensam, como agem e como entendem o mundo o resultado é quase sempre o mesmo: Medo, ódio, soberba e hipocrisia.
       Mediante tudo isso, fica a pergunta: quem é realmente liberto e quem é escravo? A ira de deus nunca terá um fim? Por que o amor e o agir de deus em relação a humanidade estar sempre ligado a atos de irracionalidades e atitudes estupidas e truculentas de seus servos?
       Algo a se pensar...todo o medo que as religiões impõem aos homens provem da privação de raciocínio destes. O processo de libertação é longo e passa por diferentes etapas, mas vale a pena cada uma delas.
        Você pode, você consegue! Saúde e sanidade a todos!
  • A miséria sustenta seu ego !

    Por que se noz não tivéssemos pra onde olhar.
    Como nos conformaríamos com nosso “patamar”, tudo isso gira em torno da hipocrisia. Muitos cobram mudança, Igualdade social, direitos iguais etc... Porém quando saímos dessa “bolha”. Nos deparamos com a hipocrisia da conformidade / sustentação da conformidade.“Eu me conformo em ser assim, porque ele tem menos que eu” . Sempre nos apoiando no pilar de baixo novamente se sustentando no declive alheio.
    Base pra sustentar a ideia !
       Relato pessoal : Quando mais jovem sempre reclamei da minha classe social, até hoje não me conformo muito. Porém sustento meu ego e desejo de ser  rico ou seja ter poder aquisitivo em questão de evolução e realização pessoal. Não apoiando em pessoas específicas como comumente é a base da inveja ou a utopia do ser rico. Enfim sempre comentei com os meus pais, e sempre com desdém fui tratado em relação ao assunto. Porém oque sempre me incomodou eram as justificativas dos mesmos.                          - Olhe as pessoas que têm menos que você. ! 
    - Olhe quantas pessoas passando fome. !
    - Olhe quantas pessoas queriam estar no seu lugar. !
       Contudo, tudo isso era dito não para que me sentisse encomendado com a situação das mesmas, mas sim para que eu fizesse então o uso do termo. sustentação da conformidade, ou seja, aderir à ideia que tenho onde me apoiar e me conformar com o que tenho, pois ainda a onde me comparar, e com isso aceitar a monotonia de ser e estar onde me encontro e sou !.
       Mas ao começo de tudo a ideia não era de se colocar no lugar do outro ?. 
       Ao deixar de olhar pra ''cima'' posso sim parar de praticar inveja, vontade de ser mais, superioridade etc... Porém olhando pra baixo, encontro um ser fazendo então o  uso do ego para se conformar com oque tem, por que querendo ou não há a comparação mas não a equiparação com o mesmo que se encontra “abaixo” de nos. 
     HIPOCRISIA
    substantivo feminino
    1. 1. 
característica do que é hipócrita; falsidade, dissimulação.
    2. 2. 
ato ou efeito de fingir, de dissimular os verdadeiros sentimentos, intenções; fingimento, falsidade.
    CONFORMIDADE
    substantivo feminino
    1. 1. 
correspondência, analogia ou identidade de forma, modo, tipo ou caráter."c. de angulação"
    2. 2. 
ato ou efeito de se conformar, de aceitar, de se pôr de acordo; conformação, concordância.
    DECLIVE
    adjetivo de dois gêneros e substantivo masculino
    1. 1. 
diz-se de ou superfície cuja altura diminui gradualmente à medida que é percorrida."trecho d." 2. 
POR METÁFORA
que ou o que está em decadência.                                            
    UTOPIA
    substantivo feminino
    1. 1. 
lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos.
    2. 2. 
qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade.
    DESDÉM
    substantivo masculino
    1. 1. 
desprezo arrogante; altivez, soberbia, sobranceria."a dona da loja tratou-o com d."
    2. 2. 
POR EXTENSÃO
comportamento distanciado; indiferença.
  • A POLÍTICA É A DISPUTA POR UMA PIZZA DE MARGUERITA

    O objetivo desse texto NÃO é analisar a situação administrativa de uma cidade ou de um país específico. Não pretendo atribuir valor a nenhuma bandeira partidária, candidato, regime e muito menos, oferecer soluções milagrosas para a economia. Deixarei isso a cargo dos sedentos. Meu intuito aqui é explorar as raízes da política.
    Todo ser humano de algum jeito busca o poder. O fato de sabermos ou não do acontecimento é outra história e não muda a natureza dos eventos. Somos inseguros quanto a vida e a nós mesmos. O desejo de ter o controle nas mãos é intrínseco a espécie. Temos medo! Quando uso o conceito PODER, estou me referindo à necessidade de comandar alguém, se impor à outra pessoa, fazer com que ela viva ou se expresse no mundo conforme os critérios que achamos ser bons ou ruins para nós. Como se quiséssemos parir um universo à nossa própria imagem, ao nosso modo de pensar. A política é o exemplo mais claro de busca pelo poder ou à permanência dele. São sinônimos!
    Existe um livro que fala basicamente sobre o argumento exposto acima. Chama: “O PRINCIPE”, de Nicolau Maquiavel (pensador florentino, 1469-1527). Para o espanto de muitos, ele NÃO era um filósofo como interpreta o senso comum. Foi um consultor político. Trabalhava no estado, atuava para o estado. Era um burocrata, um tipo de agregado público de alta patente que em uma determinada ocasião, acharam que estava conspirando contra os “donos da festa”, os poderosos da época. Chegaram a afastá-lo de suas ocupações para que vivesse em um reduto campestre: Ou some daqui ou morre!
    Então, o pequeno Nicolau a bom grado se foi. Durante a sua estadia nos campos verdejantes elaborou esse manual, essa obra. Ele nunca teve a intenção de fazer um tratado filosófico. Queria de algum modo voltar ao poder, desejava de novo gozar do instrumento controlador. Política é poder!
    Quando alguém deseja se tornar político, quer dizer duas coisas: primeiro é que o fulano(a) ambiciona desesperadamente o poder. Em segundo lugar, tem um enorme complexo de inferioridade, pois PODER pressupõe superioridade. Implica isso! E por qual motivo alguém quer ser superior? Porque se sente desvalorizado, rebaixado, um zero à esquerda. Não é culpa da pessoa. Você tem que compensar suas “fraquezas” para sobreviver na selva. A sociedade é predatória em todos as dimensões. Ele (a) precisa ter poder (e tudo que isso acarreta) sobre o outro para sentir que tem valor. Necessita provar a si mesmo que tem alguma relevância. É o que somos, eu e você! Igual a uma criança que é controlada, subjugada pela mãe. A figura materna (por mais vital que seja) exerce o conceito da palavra PODER sobre o filho. Esse, por sua vez desconta no gato, na árvore, no boneco de plástico ou em qualquer alvo que deduza ser mais fraco na cadeia alimentar.
    Perceba, as coisas funcionam dessa maneira. O esposo aponta o dedo para a cônjuge, ela aponta para a mãe e a cadeia segue. Claro! Há famílias e famílias, relacionamentos e relacionamentos. Mas em suma, o que se altera são as posições e os personagens e não a vontade de poder. O político é uma criatura complexada, que necessita dominar para ter valor. Parece contraditória, mas, essas figuras ainda são básicas para um convívio minimamente pacífico. Somos animais desejosos, certo? Enquanto houver o sentimento de que nos falta algo, existirá a política e seus agentes. Exemplificarei melhor.
    Na Grécia clássica surgiu a tal da pólis, que era a cidade- estado e junto com ela a preocupação de como governar da melhor forma esse amontoado de gente. Pronto! Aí nasce a palavra política. Um instrumento que ajuda na convivência em sociedade. Homens e mulheres desejam. Nós sempre estamos em busca de algo, essa caça é a investida de uma crendice pela satisfação.
    Deixarei mais claro ainda: Pense em uma suculenta pizza de marguerita com azeitonas pretas e manjericão fresco (a que eu mais gosto). Inicialmente terá que compreender que é apenas um exemplo, poderíamos falar do desejo por um cargo de gerente,
    belas pernas, uma viajem etc. Então para fins didáticos ficaremos com a comida, beleza?
    Após toda essa abstração da imagem da pizza: O queijo derretido, o cheiro que nos dá água na boca, as bordas bem moreninhas e você com fome... Acrescente agora a informação de que ela é a última da noite e para complicar ainda mais a situação, tem outras duas pessoas com o estômago vazio desejando o mesmo produto.
    Nossa! Que embaraço. Como iremos resolver o impasse? Já que os bens aqui são escassos e não tem para todo mundo. Nessa hora que o instrumento “política” é útil. Será crucial elaborar algum tipo de regra, acordo, convenções ou algo do gênero que resolva o problema das três pessoas famintas. Pode ser uma lei determinando a preferência pela ordem de chegada ou talvez, usar de critério o valor de quem paga mais. O fato é: Somos sete bilhões de animais pseudocivilizados que encontraram na política o regulador do caos social. Isso precisa ficar bem nítido!
    Toda norma é criada a partir de interesses pessoais. Alguém dita as regras que supostamente sejam as melhores para nós. Somos “obrigados” a aceitá-las. É a mesma situação da turminha que administrava a pólis. Meia dúzia de famílias gerindo toda a base da pirâmide, todo o país. Nossa suposta democracia teve origem lá, nos caras da Grécia, enquanto o poder… Esse não tem nacionalidade. É da natureza humana.
    Não estou julgando se é certo ou errado, bom ou ruim, futilidades como essa, eu deixo para os moralistas. Apenas observe! No período de eleição escutamos grandes discursos. Belas histórias de altruísmo surgem. Todos se tornam filantrópicos do dia para noite e querem salvar o mundo. Realmente, no meio dessa ânsia por votos, pode existir uma causa legitima pela melhoria da saúde, da educação, do transporte, enfim, pelo coletivo. No entanto, atrás de qualquer pessoa que deseja assumir um cargo público, encontrará – a priori – a cobiça pelo poder. Isso NÃO significa que ele NÃO possa executar a sua função de maneira coerente e honesta. O fato de buscarmos a política como um fim para o poder, NÃO desvalida – teoricamente – o comprometimento com o trabalho em si. É claro! Na prática são raras as exceções, é um jogo de interesses e conveniências que poucos assumem. Um tipo de escada, onde, o primeiro degrau é composto por homens e mulheres, criaturas desejantes. O segundo lugar ficou para a busca do poder e a crença na satisfação quando alcançada. E no terceiro e último está a FALTA, que é o motivo de existir o primeiro degrau da escada, assim fechamos um círculo vicioso.
    Você deve saber que toda roda tem um mancal que não se mexe, que sustenta o movimento circular. Esse eixo é a falta de amor próprio e a consequência é o desejo de ser reconhecido, de ter valor, de ser superior. Geralmente, nós só estamos satisfeitos com algo quando não podemos consegui-lo. Você pode não aceitar essa realidade, pois não é simples encarar os fatos. Desejamos a pizza, correto? E se por uma eventualidade qualquer, temos a consciência de que ela não está ao nosso alcance, afirmamos imediatamente que não queremos mais, que não precisamos dela, que já estamos satisfeitos. Mentira! Qualquer pseudocontentamento é pura falta de vitalidade em conseguir. Somos amantes por excelência.
  • A SEDE DE PODER, A CRIAÇÃO DE DEUSES E A DESVALORIZAÇÃO DO INDIVIDUO

    Uma das idéias mais absurdas que o ser humano já desenvolveu e cultiva até hoje é a idéia de ter domínio sobre os outros e fazer dos outros sua propriedade particular. Por meio de idéias como essas vêm toda forma de escravidão física ou condicional, seja por meios explícitos e conscientes ou por meios disfarçados como a indução ao consumismo compulsivo ou a fé cega em um líder político ou religioso. Essa tem sido desde os tempos mais remotos, a idéia que se nutre e pelas quais as maiorias das pessoas matam e morrem o tempo todo, só para perceber depois que n ao valeu a pena. Pior que isso é saber que nos meios religiosos, a idéia que mais se  constrói é a idéia de  achar que determinado grupo de pessoas é superior aos demais grupos ou os demais seres humanos, por estar  este “servindo” a certa divindade, ou ainda que servindo a mesma divindade, adotaram rituais litúrgicos diferentes e por isso são superiores a todos os outros.
       O princípio que escraviza é o mesmo que separa as pessoas e as excluiu em seus casulos de superioridade.  Ao invés da construção mental de que todos são semelhantes, já que de acordos com as principais crenças todos saíram de um mesmo ventre, prefere-se inculcar a idéia de que determinado grupo é superior a todo o resto da humanidade, por ter determinada crenças, mesmo sabendo que o referido  grupo surgiu há apenas duas semanas, dois meses, ou cem anos e surgiu exatamente sobre bases já montadas que cometeram erros semelhantes no passado.
        Por mais contrario que pareça, os maiores lideres da historia, os seres mais iluminados, as pessoas mais admiradas que já passaram por este planeta, a exemplo de Jesus o Cristo, combatiam exatamente sentimentos como esses, e sempre dizia em seus discursos: “ aquele que entre vocês, desejar ser o maior, será o menor entre todos”, ou “todos somos um” e ainda “trate os outros como gostaria de ser tratado”.
       Somente estando de fora de um grupo, seja ele político ou religioso, é que somos capazes de enxergar com maior clareza o quanto tal grupo tem se desviado do propósito original pelo qual pregava, defendia ou foi fundado e seus fundadores se estivessem vivos ainda quem sabe seria o primeiro a se excluir.  É preciso ser muito honesto e corajoso para mesmo dentro de um grupo, irmos contra seus desvios, ainda que os mesmos estejam muito explicito. Em alguns momentos, a idéia da repressão publica, ou exposições ao ridículo por parte do líder nos fazem permanecer em ambientes que há tempos nossas almas já deixaram de freqüentar e passamos a ser um corpo sem alma num ambiente de pessoas, que dirigidos por um líder com sonho de grandeza, nos conduz exatamente ao oposto do destino que deveríamos ir, e a contra gosto pessoal fazemos de conta que tudo estar bem e até defendemos nossa “bandeira” seja ela de cunho político ou religioso em favor de não sermos atacados ou excluídos do grupo que ajudamos a construir. Tornamos-nos zumbis num cemitério de mortos-vivos que chamamos de nosso partido, nosso grupo, nossa igreja, nosso time,nossa empresa ou nossa fé.
       Como é muito provável que os ideais de um grupo mudem quando muda a liderança, se os propósitos pelos quais lutamos foram invertidos e todos os valores mudados, é como se fossemos inseridos em um novo grupo sem sermos avisados previamente e nesses casos não há porque permanecermos em tais ambientes apenas para satisfazer algumas pessoas.
       Um dos sentimentos mais fortes que nos fazem se sujeitar a tais fatos é o medo da rejeição. O nosso modelo social, interiormente construído o tempo todo  nos diz que devemos ser aceitos o tempo todo e temos medo de ser diferentes, mas ser diferente é plenamente saudável e normal. Ser uma cópia robotizada é que é extremamente perigoso.
      Baseado nesse fato, as pessoas fazem as coisas mais absurdas e destrutivas consigas mesmo em busca dessa gloriosa aceitação do grupo. Em vários casos, algumas pessoas, optam pelo grupo dos vândalos, das drogas, dos vícios e tantos outros, pois em alguma situação da vida foi rejeitado em outro  grupo e naquela ocasião o grupo qual agora faz parte, ainda que contrário aos seus ideais o recebera de braços aberto. Assim inicia-se um estado de depreciação própria, crimes e coisas do tipo. Quem sabe se fossemos ensinados a olhar mais para dentro de nós mesmos  e nos aceitarmos como somos e não como os outros querem que sejamos pudéssemos viver melhor! Quem sabe assim, compraríamos menos, trabalharíamos menos, produziríamos menos e conseguiríamos equilibrar os recursos naturais e nosso estado psíquico. O medo da rejeição e de “pensar fora da caixinha” só aumenta o sentimento de rebanho e o poder dos tiranos.
       Se por um lado há os que têm sede de domínio, de poder, de controle, de liderança e sonhos de grandeza eterna, por outro lado há os que se deixam dominar, pois foram ensinados a isso em nome de uma religião qualquer e então  os que aceitam o domínio, o aceitam em troca de reconhecimentos, títulos, hierarquias e prestígios publico pessoal, que são apenas formas de massagear o ego e perpetuar aquele sistema, pois o que hoje se sujeita a certos “cargos” em nome de alguma causa, tem a plena certeza que amanha terá varias outras pessoas sujeitas a si, quando chegar a sua vez de liderar. Desse modo o oprimido passa ser o opressor e a historia prossegue.
       Um dos piores crimes que cometemos na vida  é o crime contra nós mesmos, quando deixamos que outros ditem nossa maneira de viver de acordo com seus medíocres pontos de vistas, sua pouca cultura e seu distorcido ponto de justiça e retidão. É a pior forma de tortura. É a tortura que mais se pratica nas igrejas. É a tortura que as pessoas menos se rebelam pois não sabem que estão sendo torturadas, pois para facilitar essas coisas , ao longo da historia sempre houve a criação de mitos, deuses e heróis que devemos quais honrá-los e adorá-los o tempo todo em troca de mais poder, proteção, boas colheitas, ou domínio sobre os “inimigos”.
       A ferramenta mais eficiente ao longo dos séculos, é criar a idéia de um “um deus irado”, seja ele qual for.  Esse “deus” que poderia simplesmente falar individualmente com cada criatura,nos programar apenas para o bem  com seu majestoso poder ou  mostrar sua vontade particular a cada um, prefere revelar-se exclusivamente a alguns privilegiadas como reis, sacerdotes, pastores, missionários, bispos, sacerdotes, evangelistas, apóstolos,  políticos e alguns astros que englobam em si, todos os atributos e virtudes que uma pessoa possa ter, chegando quase ao titulo de semideus. Desse modo, apenas e somente tais lideranças estão aptas para ouvir, interpretar e transmitir os desejos daquela divindade, que coincidentemente o desejo principal de toda divindade é dar mais poder ao líder e oprimir mais o povo, cobrando mais dízimos, mais oferta, mais sacrifícios, mas jejuns, orações no monte e coisas do tipo.          Ninguém mais a não ser aquele “profeta”  tem a incrível capacidade de entender e retransmitir os desejos desse deus, a não ser esse líder. Geralmente a vontade da divindade se expressa de modo quase que similar a todas as religiões: a de que um entre eles foi escolhido, todos os demais devem obedecê-lo e assim construir uma rede de hierarquias e os ideais do grupo devem almejar sempre  proteger e bajular seu superior para deste modo também ser promovido e dominar os outros.  Aquilo que deveria ser entendido como serviço mutuo pessoal e coletivo, torna-se o fardo de toda humanidade. Pouquíssimas pessoas na historia, compreenderam que liderar é distribuir o poder e os recursos para o bem de todos e não acumular para si. Os mega pastores, por exemplo, estão totalmente contrários aos ideais de Cristo e por isso não deveriam ser considerados cristãos, sendo que esse titulo antes valia apenas ao que seguiam seus ensinamentos. Extrair até o ultimo centavo do povo, e vender todo tipo de bugigangas gospel que serve de amuletos, nunca foi ensinado pelo mestre.
       Interessante é notar que a idéia construída desse “deus irado” , faz com que ele demonstre sua ira de acordo com o país, cidade, pastor, bispo ou apóstolo que lhe representar. Em alguns lugares ele ficará extremamente irado por que uma pessoa usou brincos, batons,  jóias, pintou o cabelo, maquiagem, fez a sobrancelha, depilou a perna ou coisa do tipo. Em outros não. Em algum outro lugar ele ficará extremamente irado por que o individuo comeu carne de porco, esqueceu de usar o véu, fez alguma atividade no sábado, não fez uma oferenda no mar, pagou atrasado o dizimo, visitou um cinema, tomou uma dose de wisky, abriu uma garrafa de vinho... Em outros não. Em outras cidades, igrejas ou região, ele não estará tão irado assim, será mais calmo, mais tranqüilo e menos raivoso.  Apesar de ser universal, onipresente, e onisciente, por sorte (ou azar), seu nível de ira muda, como muda o clima julgando as mesmas causas de modo diferente, só depende do líder que o representa.
       Em algumas crenças ele vai ficar muito contente quando alguém faz oferendas de sangue de galinhas ou outros animais, quando paga o seu dizimo, trízimo ou entrega o seu “tudo”. Já em outras, ele pede apenas que nos amemos, e respeitemos um ao outro e isso basta.
      Por outro lado, esse deus irado, ele nunca parece estar irado quando os lideres oprimem, matam, estupram, roubam, extorquem, humilham, pisam, ofendem e excluem as pessoas. Nesse ponto de vista parece-me que ele intenta que apenas cresça a hierarquia, que o líder seja protegido  e que sobreviva o mais forte. Nota-se também, que quando um membro de um grupo erra, é julgado pelo líder e pelo povo, mas quando um líder erra, é dito que apenas deus pode julgá-lo, como se ele não pertencesse mais a classe dos humanos e se tornou um ser angelical. Outro fato engraçado é que em certas situações na historia quem paga pelos erros do líder é o povo, como na ocasião em que Davi fez um senso não autorizado, quase 20 mil pessoas do povo morreram de uma praga, ou quando Faraó endureceu o coração, todo o reino do Egito foi exterminado.
       O nível de ira e insatisfação de qualquer divindade, de qualquer crença, de qualquer grupo será expresso de acordo com o grau cultural do líder e a capacidade (ou falta dela) que o mesmo desenvolveu em lidar com as pessoas. Por trás de um “um deus irado” há sempre um líder frustrado e mal resolvido, que mal conhece a si próprio, mas alega ou foi levado a crer que conhece os desígnios do seu deus e que expressa tal frustração em nome de seu deus. É muito comum dentro de um mesmo grupo religioso, encontrar  um “deus bonzinho” e um “deus irado”. Só depende do líder  que assume sua representação no momento. O deus irado, por meio do seu líder irado, fará de tudo para que a imagem do deus bonzinho, representado pelo líder bonzinho seja apagada, extirpada, esquecida para depois o mesmo dizer que o deus verdadeiro triunfou! Parece mais o Darth Veide caçando os Jedis em toda a galáxia do filme guerra nas estrelas.
       Pura bobagem! Pura construção ideológica barata! Pura substituição da lógica pela fé cega em textos construídos para benefícios próprios! Pura vontade de domínio sobre os outros e por isso criam deuses e regras conforme a necessidade e época. A vontade e a ira desses deuses mudam de acordo com a necessidade de manipulação de seus lideres para com os liderados.  A única coisa que me parece, é que esses deuses construídos  nunca estão satisfeitos com nada, estão sempre aborrecidos e despejam sua ira em nós.  Para um ser pleno e completo, acho que eles  tem mais carências que os humanos.
      É sempre assim: o homem ofende outro homem, oprime, mata, escraviza, banaliza a vida alheia e depois constroem deuses e lhes fazem ofertas e chantagens a fim de alcançarem mais “graça” e poder. Ao invés de juntos buscarem as soluções para seus problemas, elegem deuses como seus juízes, entregam-lhes suas causas, e oram para que a justiça seja feita. A justiça em si, nesse ponto de vista doentio, compreende na morte, aniquilação ou conversão da outra parte do outro ao seu domínio. Sempre a mesma regra: se não podes trazê-lo ao seu lado, aniquila-o! O deus que conseguir matar mais ou escravizar mais será sempre o vitorioso e assim, nos calendários das divindades construídas pelos homens, deuses vem e vão e outros chegam para substituí-los.
        A sede de domínios sobre os outros nos faz o tempo inteiro construir deuses para pleitear nossas guerras e resolver nossos problemas, quando na verdade a solução para qualquer problema do homem estar dentro do próprio homem e não nas divindades em si. Posso provar isso analisando os escritos sagrados de varias religiões diferentes. Farei isso em outra ocasião, pois irá render varias paginas por ser um assunto muito complexo.
       Não intento ofender os deuses ou crenças de ninguém, por mais sagrada ou banal que  julguem ser. Quero apenas mostrar como mascaramos as coisas apenas com o intuito de dominar as pessoas ou fugir de nossas responsabilidades e entregando-as aos deuses, já que lhes ofertamos, ele tem “obrigação” de resolver nossos problemas (que diga isso os da teologia da prosperidade!). Aliás: o que é sagrado em uma igreja ou povo ou região, será sempre pagão em outros. E quando analisamos a fundo, os deuses que se serve em um lugar, são exatamente os que se condenam em outros. Mudam apenas os seus nomes e títulos, mas os atributos permanecem. Por exemplo: as divindades que o cristianismos condenou e perseguiu por séculos, são as mesmas que hora servem e adoram, de modo diferentes, com nomes diferentes e ritos semelhantes.
      Nas empresas criam-se metas. Na política criam-se partidos. Nas igrejas criam se cargos e ministérios. Os países formam alianças. Não importa o nome. No fundo a regra funciona do mesmo jeito. Aquilo que deveria funcionar no sentido de gerir o povo para tornar suas vidas mais fáceis tem se tornando principalmente uma ferramenta de manipulaçao, para por meio de este exaurir os recursos humanos e naturais em detrimentos de alguns minutos de prazer dos que lideram. Considero minutos, a vida de um homem nessa terra, em relação a idade de tantas outras coisas nesse vasto universo. Um prazer que poderíamos encontrar dentro de nós mesmos, alguns busca nas manipulações das massas e sua servidão e criações. Pobres animais que somos! Ao mesmo tempo em que somos dominados, intentamos dominar. Sempre, nas hierarquias da vida, haverá alguém em que consideramos inferior a nós mesmos para despejarmos nossas iras em nome de uma ideologia qualquer.
      Tomemos por exemplo um político corrupto, um pastor ganancioso e um traficante. Não vejo diferença entre eles. Eles  alegam estar fazendo algo para o povo, em nome de um deus partido político, ou ideal mas  estão apenas extraindo os recursos coletivos para beneficio próprio. E o que querem é apenas muito conforto, glamour, luxo, ostentação, domínio e poder. Seja por meio da oratória, do uso de armas ou do fato de usar a imagem de uma divindade, o perfil de um é igual aos três. Querem as mesmas coisas e  usam meios diferentes para conseguir. A intenção é a mesma: domínio, glamour, ostentação, respeito comprado, luxuria... E para que o glamour? Para quem a ostentação? Com que finalidade a luxuria? E para que serve o poder se o próprio não percebe que é escravo do seu próprio desejo infame? A única coisa que fica diferente nesses casos é que o primeiro (o político corrupto) pode ser considerado um cara do povo, o segundo ( um pastor ganancioso) pode ser considerado um “homem de deus” e o terceiro (o traficante) um “filho do diabo”. Todos os três usam a mesma roupa, com os mesmos fins e ideais, mas apenas a sociedades usam títulos diferentes para cada um deles. Afirmo com toda certeza que os dois primeiros são mais perigosos que ultimo, mas a sociedade foi ensinada a ver de modo diferente e montam guarda apenas contra o ultimo e baixam a guarda para os dois primeiros.  Todos os três são frutos da aceitação de uma sociedade que foi condicionada a ver coisas iguais de modo diferente e a uma chamar de bom e a outro de mal. A um chamar de santo e a outro de pecador. Em suma, eles não são considerados bons ou mal pelas coisas que fazem exatamente, mas pelos títulos que o precede sendo que agem do mesmo modo sempre.
     Como gostamos de rótulos, títulos e capas! Cada um tem seu preço, mas o preço que a sociedade paga em todo, é o preço de não viver a vida em sua plenitude como poderia ser vivida por repassar suas responsabilidades a algumas pessoas seja por meio dos votos, dos dízimos ou do uso das armas.
       Uma das coisas mais cômicas que existe quanto ao desejo de poder, é que aquela pessoa imatura, que hoje fora oprimida, sonha exatamente em um dia estar na posição do opressor para assim fazer “justiça”, mas cai no mesmo erro e se torna igual ou superior ao seu antecessor no nível de opressão, pois aquilo que ele acha que é justiça, não passa de vingança. São coisas diferentes! Quando não conseguem, criam partidos, ministérios, igrejas e facções paralelas para rivalizar com outros e ao invés de extinguir a estúpida sede pelo poder, só faz expandi-la. Foi assim com os impérios antigos, foi assim com religiões antigas e hoje não é diferente com as atuais.  Modelos diferentes montados numa base tão antiga não podem trazer resultados novos.
       Os conceitos de ser justo ou fazer justiça, que poderiam (ou deveriam) ser conceitos universais, são conceitos que variam de acordo com a representação da divindade local e o seu representante. Por trás de qualquer movimento religioso tem sempre um líder (ou louco) que diz ter ouvido uma voz particular de uma divindade, pedindo para fazer isso ou aquilo e em favor seus seguidores receberiam tantas vezes isso ou tantas vezes aquilo, seja nessa vida ou na próxima. Como o escambo praticado entre europeus e índios  esses deuses negociam com os humanos por meios dos seus representantes.
      Eu particularmente prefiro crer nos deuses que Jesus, Gandhi, Mandela e Martin Luther King representavam, do que os que Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e alguns Papas das Cruzadas Medievais representavam ou representam.  Eu prefiro crer num deus que dissolve o poder, distribui aos homens e ensinam que todos são iguais, do que crer num deus, que monopoliza o poder e ensinam seus servos a se acharem superiores a quaisquer outros grupos centralizando o poder em um homem só.
       Já vi muitos gente criticando, por exemplo, a pessoa de Adolfo Hitler, por ter expandido a idéia da raça pura, a Raça Ariana onde dizia que todas as demais deveriam ser extintas, mas no fundo tais pessoas fazem as mesmas coisas quando perseguem, menosprezam e banaliza tudo que provem do outro em detrimento do seu. São formas disfarçadas de arianismo. Trazem perseguição, ódio e destruição do mesmo jeito.
       Os mesmo sinais, prodígios e maravilhas que acontecem na igreja do outro não são verdadeiros. Na de quem fala foi deus quem realizou. Na de quem se fala foi o demônio quem o fez. Apenas o grupo do fanático é quem estar certo.  Um projeto social só será grandioso e benéfico se for feito pelo meu partido. O do outro não. O time vencedor é sempre o meu. O outro, por mais belo que seja o seu desempenho será sempre o pior... Por Deus! Vamos parar com isso! Estamos destruindo a nós mesmo em nome de uma causa que não vale a pena!  Se essas divindades realmente existem, eles são sádicos o bastante para verem suas criaturas se destruindo mutuamente em nome deles e eles apenas ficam assistindo, tranqüilos, relaxados, esperando que o desfecho se realize, as cortinas se fechem, e os atores morram no palco da vida! Só que nessa peça, eles quem ficam com o “OSCAR” e nós apenas com a produção. Pior que como somos meros mortais, só podemos encenar uma vez a mesma peça. Eles que são eternos, ficam apenas a nos assistir e ver a substituição constante do elenco nessa novela que se chama humanidade.
       Quando o deus chamado egoísmo for vencido em cada individuo, “o homem” surgirá de entre a humanidade. Quando as pessoas assumirem responsabilidades pelos seus atos ao invés de ficarem transferindo a tudo quanto é divindade, quando entenderem que a vida se constitui também em deveres e não apenas em direito, perceberem que todos somo iguais e que  não há um ser humano superior a outro, que os que nos lideram são apenas nossos servos e não nossos patrões, que o poder estar com as massas e não com os que a dominam, então quem sabe “ acontecerá” os céus, o paraíso, o nirvana, o gozo, dentro de cada um de nós!  Muitos esperam que ele venha. Eu espero apenas que ele “aconteça”, pois está mais próximo de cada um de nós do que possamos imaginar.
      Muitos do que esperam a vinda de um messias para fazer justiça a essa terra e concertar as coisas, se esquecem que são os primeiros  cometerem crimes e que serão os primeiros a serem condenados caso isso ocorra.
      Oprimir, enganar, ofender e manipular as pessoas e como forma de remissão fazer sacrifícios e oferendas aos deuses é o cumulo da imbecilidade. Nessa área, nós ficamos abaixo da cadeia, entre todos os animais. Danificam o mundo, a vida e as pessoas, e depois achar que os deuses tem obrigação de consertar, simplesmente por que você ofertou um boi, oi o seu salário todo como dizimo é muita babaquice. Ofender ao seu próximo que estar tão perto e convive com você ou para você e depois dobrar seu joelho e vai orar pedindo perdão a uma divindade que quem sabe esteja tão longe, quando na verdade você ofendeu a quem estar perto e é ao que estar perto que você deveria pedir perdão e não a sua divindade por um crime cometido contra o seu próximo. Onde isso vai parar? Será que os seres humanos sempre foram assim? Com esse grau de estupidez toda? Se levarmos em consideração tudo que nos diz respeito na maioria dos livros sagrados sempre fomos assim e provavelmente seremos assim. Mas considerando que toda literatura sagrada já produzida foi fruto da mente humana em nome de algum deus para atender uma necessidade local, eu prefiro acreditar que há esperança para a humanidade e que há bondade dentro do ser humano. Mas socialmente é vergonhoso demonstrar ser bom ou honesto, por isso muitos agem de forma errada e Poe a culpa no diabo.
      Se todo conflito começa dentro do homem para depois vir a tona, a solução também estará dentro dele, caso contrário somos apenas marionetes dos seres superiores e frutos do combate inacabável entre eles, nos exigimindo dessa forma de toda culpa pelo que somos ou nos tornamos. Uma coisa ou outra. Não dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo. Ou somos frutos de nossas ações ou das ações dos deuses. Nesses casos, basta apenas descobrir onde estar a maldade a bondade e executa-la.
  • A sociedade perfeita

    Nessa barafunda que se transformou a eleição presidencial, eu li – dias atrás – um enunciado do tipo: “O Brasil precisa de trabalhadores, mas não de professores, artistas e intelectuais”. A pessoa deve ter se aplaudido e julgado muito criativa ao emitir tal opinião. Ocorreu-me que talvez não o fosse.
                Se eu não me equivoco, Platão, em “A República”, esboçou um ideal de sociedade. Em primeiro lugar, segundo o filósofo, as mães eram nocivas aos filhos e, por isso, eles seriam apartados após o nascimento; até os 10 anos praticariam exercícios físicos e estudariam música – para moldar o caráter. Até os 20 anos, teriam uma iniciação religiosa, que lhes permitisse conhecer o bem, naquela concepção clássica de mera oposição ao mal. Nesse ponto, os jovens passariam por uma grande prova de “eliminação”, em que os reprovados passariam a atuar como “guardiães” (soldados), fadados aos trabalhos braçais, que não exigissem esforço intelectual; os bem sucedidos teriam mais 10 anos de estudo e enfrentariam uma nova prova, cujos aprovados, a partir daí, poderiam dedicar-se à Filosofia, ao mundo das ideias, à intelectualidade. De qualquer forma, para alguns restaria o trabalho sem reflexão, a mera repetição de atividades físicas, enquanto que a outros seria dada a possibilidade da divagação, da contemplação, de elevação da alma, de “cultivo” do caráter. A sociedade era e é múltipla, os diferentes não se excluem, mas se respeitam, logo, em tese, a convivência deveria e deve ser pacífica.
                De qualquer forma, grosso modo, na sociedade perfeita de Platão, a classe inferior era formada pelos fazendeiros, lavradores e negociantes; a classe média reunia os soldados; e os sábios, os filósofos, dotados de uma mentalidade superior, mais afeitos à arte e ao livre pensar, compunham o extrato mais elevado da população.
                Discutir aqui a função da arte e, como corolário, a função do artista é impensável. Não há espaço. Mas lembro que, entre tantas possibilidades, Aristóteles, discípulo de Platão, postula que a arte está a serviço da moral. A ideia básica – corrijam-me se estiver errada – é que a riqueza e a cultura não são, muitas vezes, suficientes para tornar um ser humano virtuoso. O exercício das nossas virtudes morais é uma recorrência diária e elas podem ser subvertidas pelas circunstâncias que nos são externas (não atire pedras porque todo seu telhado é de vidro!). Revisitar as tragédias gregas, reler os romances consagrados pela literatura pode libertar-nos dos preconceitos mais simplórios.
  • A TEORIA DE PENSAR DIFERENTE

    Parte1
             Por, exemplo, você está dormindo e tem que acordar cedo para ir a escola mas o maior problema é que você já respondeu ao não que não gosta daqueles alunos e o pior ainda é quando como você já pensou na resposta “não” e ainda é pior porque você é o diretor daquela escola e em ambas partes você está em raciocínio Animal, é eu sei! Ative uma fagulha em você para acionar o seu lado Racional que é o que nos diferencia dos animais irracionais, é, eu sei. Então seu lado animal têm de acender por essa fagulha humana e ser incinerado por um vestígio de você que é humano e dizer enquanto está com sono Eu!!! Vou!!! Acordar!!!!!!!!! E Levantar!!!!!!!!!! Pense Diferente e Faça Diferente...
             As Garotas, por, exemplo, no jogo da sedução, são as mais animais ou pelo ao menos a maioria, já foi estudado por estatística científica que as mulheres sensatas só há a 1% (por cento) de toda a população mundial. Só essas pensam e fazem diferente sem muito esforço comparando com o resto da população das mulheres. 1% dos homens é como eu. Diferente. Que gosta das mais difíceis. Bom há muitas delas bonitas e grandiosas para quem têm um bom gosto por mulheres. Bom, primeiro procure uma que costuma sempre estar te olhando e te cumprimentando e principalmente preocupada com você, depois leia Nessah Alita e siga o “Pensar Diferente” Baseando na garota que precisa ser encantada. E é simples, é só seguir a Teoria de Pensar e Fazer Diferente, resistir aos jogos amorosos deixar ela falando as emoções dela e você ouvindo e é importante que enquanto ela estiver falando ou discutindo alguma coisa se for ou não se é bom ou não, é importante que você somente escute ela e memorize tudo e mais importante ainda você não pode tocar no assunto nem enquanto ela estiver falando se emocionando nem quando ela mesma se calar aí você começa com o hábito de trocar de assunto mas se ela quiser implicar com o assunto, bom, tente não desaponta-la e faça tudo o que ela quiser, ou dependendo da tragédia ou mesmo fútil fique em silêncio mas se você ver que ela está achando estranho porque algumas costumam só esperar um abraço ou um beijo na boca ou na bochecha ou na testa e depende do caso você tem que encaixar estes métodos dessa forma se for conveniente usando minha teoria e a de “Nessah Alita” assim você pode conquistar qualquer garota mas leva tempo e a maioria dos homens não gostam de esperar e preferem ficar com uma das mais fáceis que são as mais feias, é mesmo, bom, eu já sou o 1% dos tipos que gosta de um jogo difícil.
             Quando seu lado animal disser não, faça o sim. Então você fará o que nos tornamos humanos. Por, exemplo, como, Quando você vê um Uma Grande Tentação que pode te dar muita dor de cabeça e muitos problemas e até uma vida inteira jogada para o lixo!!! Como, por, exemplo, como, você ver UM BAITA DE UM TRIPLE BIG MAC só seu na sua frente e você está morrendo de fome mas têm a opção de comprar alimentos orgânicos para preparar na sua própria casa, no próprio fogão de cozinha em sua cozinha com muita calma sem se ceder a nenhuma tentação de comer o Bolo Trufado que está na geladeira.
             Para o Big Mac pense e faça diferente e diga firmemente para si mesmo, diga NÃO! E vá ao supermercado comprar legumes e verduras, as vezes um pouco de carne que é essencial para sua Janta ou almoço. E para o BOLO trufado da geladeira enquanto você estiver cozinhando para família ou para você mesmo diga NÃO ao BOLO trufado, e termine de cozinhar e deixe a sobremesa (O Bolo Trufado) para três horas depois de se alimentar com o prato de entrada.
             As vezes dá aquela preguiça de pausar o filme a uma hora da manhã mesmo sabendo que temos que acordar cedo amanhã para trabalhar e nosso lado animal diz que nós temos que ficar assistindo o filme sentadão na poltrona, não tomar banho e até adormecer e que se danem os dentes e sujeira também que eu não quis escovar os dentes porque eu não quis pausar o filme a uma hora da manhã. BOM! Neste caso temos que ignorar esse pensamento animal e temos que dizer SIM!!! eu vou escovar os meus dentes, é!!! Eu vou Botar a Cachola para funcionar e acionar a Razão, meu lado Humano! É!!!! Tô afinzão de escovar os meus dentes!!! Temos que “Pensar Diferente” Temos que pausar o filme temos que pensar diferente! E ao escovar os dentes temos que pensar diferente! E dizer para nós mesmos SIM!!! eu vou pausar o filme! E SIM!!! eu vou escovar os meus dentes! Para não ter problemas com os dentistas!!! É!!!!!!! E porque eu gosto muito dos meus dentes e até porque eu acho minha arcada dentaria Divina! E na verdade eu quero muito, sim, eu quero, é, um bom hálito!!! Para dizer a verdade é para não incomodar a mim mesmo. Você têm que dizer SIM!!! porque seus dentes estão pedindo para ampara-los e confortá-los. Pense em SIM!!! neste caso Pense Diferente! Pense em SIM! Neste caso SIM!!! Também Faça Diferente, vai lá e escove os seus dentes e FAÇA A DIFERENÇA!!!!!!, FAÇA E PENSE DIFERENTE!!!!!!
    Parte 2
    A Farpa nos mantêm concentrados mantendo uma força que chamamos de Inteligência (INTELIGÊNCIA: -A RAZÃO) Os que falam, emitem só por falar ou pensar, por emoção e são ouvidos e os que a interpretam dessa forma reemitem a própria emissão e passam-na à literalmente como se fosse fato reemitida e os inocentes passam a acreditar em tudo do ré emissor tendo acreditado em fatos de um futuro que não e nunca acontece; tudo sem razão como tudo que se reflete emotivamente de uma mente que se alto-culpa pela ira por medo como uma ferida que nunca sara inevitavelmente para sempre buscar o perdão ou resposta sem sucesso algum, e se martiriza para toda a vida terrena por dentro dos átomos e o tempo faz deixar essa ferida mais profunda e horrenda nos deixando loucos(as) até o tempo de ela (a pessoa) descansar, talvez; Não se sabe! É como uma ferida que se sente mas não se encontra nem se vê mas se sabe que está lá, se sente mas não vê. Como uma farpa na sua mente que não se vê mas sente! Nos deixando loucos. E entrando na toca do coelho como em “Alice no País das Maravilhas” e nós queremos saber até onde a toca do coelho nos leva; mas temos anseio ou medo e ou então, culpa por algo que sempre escolhemos e isso é ser inteligente, isso é – ficar longe da toca do coelho e evitar chegar perto dela por causa DA FARPA; Há! A FARPA! NÃO SE SABE O QUE É ESSA FARPA. E POR ISSO ELA NOS ATORMENTA TODO O TEMPO. E NÃO HÁ COMO NEGA-LA, MAS O INTELIGENTE É! Porque A Farpa existe mesmo não vendo nem tomando conhecimento nem se vasculharmos todos nossos pensamentos. Ela está lá ou aqui. Em mim mesmo. Agora mesmo e nesse instante. O tempo todo em nós! E o quanto mais forte a Farpa fica nós ficamos mais inteligentes melhorando nossa concentração passo a passo mesmo quando antes não éramos ou não fomos inteligentes. A Força da Inteligência é a Força da Farpa que é A Própria Concentração e a intensidade da concentração depende do controle da intensidade da Farpa já a inteligência não tem intensidade mas sim força que é mantida e estabilizada dependendo da Força da concentração que a concentração depende da inteligência se houver O CONTROLE DA FARPA “DA TEORIA DA FARPA”. Se a Concentração for intensa e forte a inteligência permanece forte dependendo do controle da farpa e da concentração já a concentração depende do nosso controle da farpa A Força que nós temos perante a Farpa, nos segurando, nos fortalecendo para não entrarmos na toca do coelho.
  • A tríade do mau em si

    Decidiu ir muito mais além do que se possa imaginar em sua estadia no plano físico-orgânico e tridimensional. Resolveu descortinar-se, despindo do manto de ignorância da sua própria persona programada, alienada e fragmentada. Parou de culpar o mundo… as pessoas… as coisas… tudo! Vira a culpa em si mesmo, e se vendo em sua dramática lastima percebeu-se sabotador de si mesmo, porquanto, ainda não se conhecia.

    A medida em que se observava, vira a tríade mental do seu ser mundano e civilizado psicológico: o EU INTELECTUAL; o EU EMOCIONAL; o EU SEXUAL. E se viu em uma sala completamente espelhada, em que cada ‘EU’ do triângulo de si, se multiplicava infinitamente no amago de sua personalidade inconstante e provisória.

    Ao se perceber equacionado em si mesmo… expressadamente contido entre parênteses, colchetes e chaves. Multiplicado e dividido meditou em manter a ordem dos fragmentos opostos, para por último se resolver em fatores de subtrações e adições, em toda complexidade de somatórias minimalísticas, entre efêmeras igualdades e variadas situações dos seus multifacetados ‘eus’ aplicativos do mau em si.

    Muito além de sua complexidade mental psicológica… degenerativas de todos os orgânicos e inorgânicos sentidos do corpo-mente… em que o ‘EU INTELECTUAL’ se aplica, elaborando seus conceitos e preconceitos a partir das múltiplas percepções externas e internas que adultera a Arte Sagrada, a Filosofia Primordial e a Santa Religião… o que já era pesado demais para resolver… tinha ainda que lidar com o automatismo instintivo do seu corpo físico-orgânico, pelo qual confeccionara o ‘EU SEXUAL’. Porém, mais ainda perigoso e desastroso, entre outros e esses fatores… era lidar com o insaciável e temido ‘EU EMOCIONAL’, a cabeça do meio do Dragão-de-Três-Cabeças, em que os outros dois ‘eus’ eram-lhes subservientes.

    Fora impactado pela tríade do ‘EU’ desde o nascimento, o que adoecia o corpo-mente, levando a uma total inconsciência ignorante de si, do outro e ao redor na cadeia ponto-espaço-tempo. Passara por longos e agoniantes momentos de transformações decadentes, ao receber do mundo exterior falsas imagens e impressões da realidade descendente em infra-normalidades, se afeiçoando as falsas qualidades antagônicas terrivelmente negativas do materialismo, baixo espiritualismo e vaidosas “verdades” sociais, econômicas e étnicas de si. E assim, decidira com afinco trabalhar na educação de sua forma infra-humana enfrentando o Dragão-de-Três-Cabeças, o Macho Alfa de suas bestialidades, brutalidades, temores, vaidades, traumas, vícios, costumes, psicoses e luxurias… a parte do partido egocêntrico, humanoide-animalesco em que adormece e entorpece a Sagrada Consciência Divina em sua gnose.

    Assim, almejava o retorno a sua Pureza Original, ao se render as espadas flamejantes das sentinelas-querubins que guardavam o caminho de acesso à Árvore da Vida.

    Aprofundando-se mais e mais em si mesmo, silenciou-se em sua retorta, destilou-se no Alkahest (solvente universal) de sua vontade, para ser posto em uma das câmeras do At-tannur (forno alquímico) de sua consciência, almejando ser purificado dos constituintes de seus ‘eus’ em sua solitária espargia espiritual.

    Os muitos questionamentos… as muitas perguntas… o excesso de gesticulações… as queixas e tagarelices de si, e as reclamações do mundo externo… o que não era ou estava bom em sua vivência… a falta de atenção e elogios alheios não mais o perturbavam em sua busca meditativa, em íntima contemplação.

    Apenas deixou-se ser arrastado pelo Rio (o Criativo), guiado em inércia e não-ação para o Mar (o Receptivo).

    Assim!

    O Amante, em Amor, uniu-se ao Amado…

    O Masculino penetrou o Feminino…

    O Homem conheceu a Mulher…

    O Pai gerou o Filho na Mãe…

    O Céu cobriu a Terra…

    O Sol em sua potência iluminou a Lua…

    O Criador, na Criação, manifestou-se em Criatura…

    E o Fogo Sagrado derreteu o tenebroso gelo nos empedrados corações.

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