person_outline



search

estraégia

  • Andarilho lírico

    Luz.
    Carreira.
    Mesa suja e cheia. 
    Jurídica justiça sem juz.
     
    Injusta.
    assusta.
    Frusta.
    Reproduz. 
     
    Palavra entre beco.
    Rua sem saída. 
    Idai desprovida.
    Bico seco. 
     
    Boêmio e teco.
    Malandragem. 
    Boteco.
    Abordagem. 
     
    A vida enquadra.
    De toca a ladra. 
    Se emboca.
     
    Desbocada 
    Singela 
    Madrugada.
    Em aquarela.
    Água com churumi.
    Temperada com chimi churry 
    Ilustre término impune. 
    Clima tenso na viela 
     
    Elegante 
    Nada Atlético
    Cético viciante.
    Eclético coisa de patético.
    Ofegante de terno o miliante.
     
    Situação contrária.
    Sem aliado extra.
    Trancado.
    Deitado.
    Calor insuportável.
    Me passa um cigarro
    ( por favor )
  • Bom dia!

    Que o sol ao nascer te faça sorrir, te mostrando que mais um dia se inicia. Que o vento leve os seus sonhos até Deus e que tudo se realize. Mas, quando entardecer e tudo escurecer, não desamine.
    As estrelas vão brilhar e logo mais a lua aparecerá. Mas, se as nuvens cobrirem o céu, feche os olhos e perceba, que nem todos os dias terminam como a gente quer, mas, podem começar como a gente sonha.


    Luca Schneersohn
  • Entre Lobos - cap. 7 (conto-romance)

    principal
    Não se sinta perdido...LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura e Obrogado a a tenção!!
    Katherine estava em seu quarto no segundo andar quando de sua janela os viu chegar. Não soube ao certo o que estava acontecendo afinal de contas Mark não os visitava com frequência, mas o que a deixou incomodada foi a presença de Derek.
    — Mark querido! – sua tia os recebeu. — Mas que ótima surpresa!
    — Olá titia! – a cumprimentou.
    — Mas o que o trás aqui a essa hora? – já era final de tarde. — Espero que nada...
    — Não, não! Eu vim por que...bem... – fitou Derek ao seu lado. — Precisamos...
    — Gostaria de falar com a senhora e o seu marido. – Derek interveio.
    Mark o mirou surpreso, de fato, não imaginava que seu amigo estivesse disposto a “encarrar” aquela situação de forma tão decidida.
    — Você é...? – a mulher então o fitou. – Oh, claro! – lembrou-se do almoço de outro dia. — O amigo de Mark.
    – Derek! – apresentou-se estendendo a mão para a senhora que respondeu ao gesto.
    — Derek, isso! – ela falou ainda recordando do assunto que envolveu ambos aquele dia. — Sim! Alan está na sala, mas o que há? – perguntou buscando a face dos dois a sua frente.
    — Gostaria de falar com vocês sobre Katy. – Derek respondeu.
    Ainda antes que acabasse de falar veio a voz rouca do homem de dentro da casa indo em direção a saída.
    — Mas que conversaria é essa afinal de contas? – falou e em seguida surgiu ao lado da mulher ao escancarar ainda mais a passagem. — Mark? O que está acontecendo?
    A mulher, com o olhar pedido sobre Deck, ainda tentava entender qual era a situação.
    — Esse rapaz – então voltou dizendo. — Veio nos falar sobre Katy. – sem tirar o olhar de cima dele foi direto ao ponto.
    — Katherine? – soltou franzindo a testa e quase que instantaneamente flechando Derek com um olhar desgostoso.
    — Sim! – ele posicionou-se.
    — E oque exatamente você teria para dizer sobre nossa filha? – adiantou-se colocando-se a frente de sua esposa que recuou obrigando-se a observar a conversa por um espaço que lhe sobrara.
    Nenhum deles havia reparado, mas não muito distante de onde estavam, Katherine, atrás de um pilar os observava com atenção. Assim que ela percebeu ser a razão daquela visita sentiu um certo desconforto, seu coração acelerar como nunca antes. Sim, a verdade é que reprovara Derek no primeiro instante em que o conheceu... Sua rebeldia, suas roupas desgastadas, aqueles olhares audaciosos, intrometido sobre ela, mas reconhecia também que algo havia mudado com a aproximação que tiveram outro dia no parque. Agora ele estava ali, falando com seus pais e ao mesmo tempo em que aquilo lhe parecia um absurdo, foi algo que mexeu ainda mais com seus sentimentos.
    — Espera. O que você está me dizendo?! – Alan. — Sentimentos por Katherine?
    — Não quero que o senhor me entenda mal – Derek se explicando. — Tenho as melhores intenções por Katherine e acredito que ela...
    — Filho! – Alan intrometeu-se e depois deu uma pausa fechando a porta para que ele e os dois rapazes ficassem a sós na varanda.
    Assim que viu a entrada ser fechada, Katherine resolveu deixar a sala, foi então que sua mãe a enxergou.
    — Querida! O que está fazendo aqui? Achei que estivesse em seu quarto. – aproximou-se de sua filha.
    — Ouvi, o que estavam, dizendo. – Katherine respondeu pausadamente.
    — Oh, sim! Mas não se preocupe, está bem? Seu pai vai resolver tudo. Esses jovens rapazes sempre confusos com as ideias. – concluiu sorridente em quando seguia com ela para o segundo andar.
    Do lado de fora.
    — Você não sabe o que está dizendo e eu entendo, afinal de contas você não deve imaginar o que realmente se passa com Katy, então vou ser franco com você.
    — Pelo contrário! Sei exatamente o que está acontecendo e isso não interfere no que sinto por ela, Senhor.
    — Você sabe?! – fitou Mark. — Então entende que já temos muito com o que nos preocupar aqui e não precisamos ainda ter que sondar um relacionamento que certamente não tem possibilidade de ir muito longe – pausa. — Talvez, sim, você tenha boas intenções... Derek, não é mesmo? – puxou o nome da memória. — Mas Katy não tem que passar por esse tipo de decepção.
    — O senhor me desculpe! Entendo que queira mantê-la segura, mas como pode ter tanta certeza de que não teremos um ótimo relacionamento? Acredito no amor que sinto por ela se Katherine estiver disposta a...
    — Amor! – Alan repetiu a palavra com certo desdém. — Acredite filho. Não é exatamente o “AMOR” que mantém um relacionamento ou até mesmo um casamento por anos. Em condições normais temos que saber provir a família de tantas formas que você ainda – o fitou por completo. — Desconhece. Com a condição de Katy a situação é ainda mais exigente.
    — Não estou descartando dificuldades Sr. Alan, mas tenho certeza de que Katherine e eu nos ajustaríamos a nossa maneira.
    — E que maneira seria essa?! – o homem então disse em um tom mais duro. — Levá-la para suas farras onde vocês brigam e bebem a noite inteira? – ficou Mark que mirava um canto qualquer enquanto ouvia. — Minha filha não vai ser mais uma de suas diversões, rapaz!
    — Mas senhor... – Derek insistiu.
    — Não há mais o que ser discutido sobre isso! – o homem concluiu. — Katherine está bem do jeito que está e espero que não se aproxime dela. – estendeu a mão indicando o caminho da estrada. — E você, Mark, faça o favor de não ficar instigando essa bobagem.
    — O senhor está errado! – Derek segui falando mesmo com seu amigo o empurrando para fora da varanda. — Todos vocês estão errados! Estão sufocando ela. Impedindo que ela tenha a própria vida!
    Sem dar atenção Alan fechou a porta.
    Já no andar de cima, da janela, Katherine viu seu primo e o amigo embarcarem em suas motos. Ainda antes de dar partida Derek a viu entre as brechas da cortina e foi embora.
  • Entre Lobos (conto-romance) 1/9

    principal
    Estados Unidos 8/12/1941

    “...Peço que o Congresso declare que, em vista do ataque ardiloso e não provocado do Japão no domingo, 7 de dezembro, um estado de guerra passa a existir entre os Estados Unidos e o Japão”
    Franklin Roosevelt


    Minnesota, condado de Todd, final de tarde. Dias após o ataque a frota naval americana.

         Escorado sobre a mesa da cozinha, John tentava estabilizar a frequência da radio. A todo instante era transmitido notícias sobre a guerra que partira da Alemanha nazista sobre a Europa. Agora, com a participação do seu país na batalha após o ataque em Pearl Harbor, todo jovem americano era bem vindo ao exército e isso o deixava tenso, pois, Derek era seu único filho e possivelmente iria acabar envolvido àquela causa. Sua concentração era tamanha sobre os noticiários que se quer havia reparado que o próprio chegara e de fato só deu-se conta disso depois que seu filho largara um envelope a sua frente.

          — O que é isso? – perguntou sem tocar na correspondência.
          — Aqueles desgraçados vão pagar caro pelo o que fizeram! – Derek respondeu com precisão. — Vou me juntar ao exército! – declarou.

          O homem escorou-se na guarda da cadeira e tomou fôlego. Desfez-se do ar e levantou sem dizer uma única palavra deixando que a transmissão da rádio encontrasse seu próprio jeito de se consolidar. Foi até o armário e retirou um cigarro da carteira e em seguida escorou-se à porta de saída. Acendeu o fumo e tragou a fumaça profundamente antes de começar a falar.

          — Só espero que não esteja fazendo isso por causa daquela def...
          — Deixe Katy fora disso! – Derek interferiu-se. — Isso nada tem a ver com ela. – esclareceu. — E agradeceria se o senhor não a chamasse dessa forma novamente. A caso tem simpatia pelos ideias daquele tal Führer? – finalizou em um tom mais sério.
          — Não diga bobagens, rapaz! – o senhor firme contra aquela injúria. — Mas está bem! Faça como quiser. Não vai mais me ouvir dar um “pio” sobre essa garota, mas saiba que está criando a ti mesmo um grande problema! – deu outra tragada no cigarro.

          Derek não soube ao certo se seu pai se referia a sua entrada ao exército ou ao seu relacionamento instável com Katherine. Em meio aquele breve silêncio em que se encontravam, ouviram a chegada de um visitante. O rapaz deixou sua motocicleta junto a de Derek e foi de encontro a ambos, agora, parados em frene a  entrada da casa.

          — Sr. John! – o rapaz o cumprimentou respeitosamente antes de falar com Derek.
          — Olá, Mark! – o homem respondeu. — E as novidades, rapaz?
          — Bem... – mirou Derek. — O senhor já deve estar sabendo da nossa... Inclusão! – orgulhoso, referiu-se ao alistamento militar.
         — Claro que sim! – demonstrando não estar surpreso em saber que os dois estariam juntos também naquela empreitada, John respondeu com um pigarro rouco. — Afinal de contas, onde um estaria se não estivesse o outro? – riu-se com certo deboche.
          Mark apenas respondeu com um sorriso na face.

          — Precisamos conversar! – Mark dirigiu-se ao amigo logo à sua frente.

         Percebendo que seria um assunto que não lhe dizia respeito, John deixou que os dois rapazes ficassem a sós. Depois de trocarem algumas poucas palavras Mark deixou clara a razão de ter vindo. De dentro de sua jaqueta, retirou uma folha de papel dobrada e entregou ao outro. Era de Katherine, escrita por sua irmã Mary.

          — Ela está preocupada, Dek! – Mark comentou. — Acha que a ideia de termos entrado no exército foi meio... impulsiva. – descontraiu.

          A mensagem falava sobre a repulsa de Katherine sobre o alistamento de ambos e do quanto ela tronara-se mais reclusa após o término do relacionamento com Derek. Informalmente, pedia ainda para que ele viesse vê-la, deixando claro que os pais dela agora mostravam-se mais receptivos quando a presença dele.

          — Como ela está? – Derek pediu sobre Katy.
          — Até onde sei, mal tem deixado o próprio quarto... – breve pausa. — Pra uma pessoa que adorava fazer passeios isso deve significar alguma coisa, não?
          — Nada disso precisava ter acontecido. – Derek soltou. — Sabe que não foi por minha causa que...
          — Não os tenha mal. – Mark o interrompeu. — Meus tios sempre foram muito cautelosos a tudo o que envolvesse Katy... Só pensam na segurança dela.

         Ficaram em silêncio por alguns segundos.
         — Então, você não vêm? – perguntou.

         Derek o fitou condenando a possível chance de o amigo ter lido sua correspondência.

         — Não, não! – Mark logo se defendeu ao perceber a reação do outro. — Elas só me fizeram prometer que te convenceria ou te levaria amarado até lá. – brincou pondo novamente o capacete.

          Ainda que aquele convite lhe parecesse, num primeiro instante, estranho, Derek sabia que era preciso aceita-lo já que lhe restava pouco tempo na cidade e a verdade é que pouco importava se os pais de Katy, por causa da atual situação da filha, apenas iriam tolera-lo. Ele ainda a amava e nada sabia do que estava por vir assim de partisse para longe dela.

          — Vou dar uma saída! – esquivando parte de seu corpo para dentro da casa avisou seu pai que respondeu erguendo seu copo munido de whisky enquanto ainda fumava e fuçava na transmissão da rádio.

    Confira o capítulo seguinte! 
  • Explorar é preciso! Viver? Nem tanto...

    Admito, tenho uma compulsão por livros. Mas ler é o único vício que nunca vai te dar prejuízo nenhum. A perda monetária será acrescida em ganhos culturais e conhecimento, seja ele científico ou não. Às vezes, saciar uma curiosidade é mais do que suficiente para se ter minutos de prazer. O desconhecido é a coisa mais sedutora do mundo. Descobrir é um ato de coragem, mas também de busca pelo prazer.
                Quando passei na livraria buscando uma light novel de volume único, e não a encontrei, senti um comichão nas mãos. Me recusei a voltar para casa de mãos vazias. Tinha colocado em mente que deveria me dar um presente na semana do meu aniversário. Quando já estava quase desistindo (devido aos preços e os mangás estarem em números muito adiantados para começar a colecionar), me deparei com Ultramarine Magmell.
                Já tinha ouvido e lido sobre esse título em alguns blogs e sites como o Biblioteca Brasileira de Mangás e o Intoxianime, que são blogs que acompanho e recomendo para quem quer se manter informado sobre cultura otaku no país. Eu até tinha feito uma promessa de não comprar mangás estrangeiros e só ler material nacional, que diga-se de passagem, está num nível de qualidade excepcional ultimamente.
                Se você nunca leu a Revista Action Hiken do Estúdio Armon, ou os seus compilados como Oxente, Hooligan, Sing, Tengu e Demons Hunter, você está perdendo muito. Assim como perde aqueles que não leem os mangás nacionais da Editora JBC, Editora Draco e Editora Jambô. Se fosse para citar todos os títulos que estão sendo publicados pelo Catarse, eu teria que fazer um artigo só sobre isso. É muita opção!
                Mas o hype de Ultramarine Magmell tava tão alto que não resiste e comprei. Isso não é um pecado. O mangá é de origem chinesa, e se você acha que mangá e anime só existe no Japão e na Coreia do Sul, você está desatualizado. O mangá do sino Din Nianmiao foi publicado pela Fanfan Comic, é muito recente, conta só com 8 volumes, mas já possui um anime com 13 episódios, que já está disponível na Netflix.
                Minhas impressões sobre o mangá são as melhores possíveis. Ele tem como inspiração mangás de exploração como HunterxHunter. Nesse tipo de obra, personagens saem pelo mundo explorando lugares, territórios perigosos e desconhecidos. Só que aqui a fórmula ganha um novo conceito: o de resgate. O protagonista, Inyo, não é um explorador, mas sim um angler, o responsável pelo resgate de exploradores.
                Talvez tenha adiantado um pouco as coisas, mas não é tão difícil de entender. Há 35 anos atrás, um continente novo surgiu no oceano, seu nome, Magmell, a Terra Sagrada. O lugar é imenso, e tem toda uma riqueza de flora, fauna e minérios totalmente novos e com potenciais quase ilimitados. Além disso, eles têm habitantes nativos, que só dão as caras lá no fim do volume 1.
                O Inyo trabalha numa empresa chamada Drift, e tem como assistente a Zero, uma menina supersimpática e inteligente. O volume tem como meta apresentar os protagonistas e um pouco do funcionamento desse novo mundo, inexplorado e perigoso ao extremo. Relação entre os protagonistas é muito boa. Eu achei acertada a decisão do autor de trabalhar com um núcleo pequeno e desenvolvê-los.
                É um shonen, sim, mas com suas peculiaridades. Há temas adultos sendo tratados aqui. Há história do cliente que desejava resgatar o irmão em Magmell é mais do que emocionante, nos provoca muitas reflexões. O que acontece em Magmell é mais do que uma exploração, é uma colonização global onde empresas e Estados diversos estão lá por interesses próprios, mexendo em todo um ecossistema de forma predatória.
                Como num mangá desse tipo, que privilegia a aventura e o mistério, a ação não ocorre desenfreada, ela tem um papel maior aqui. O título tem muita informação, mas devido ao contexto, elas acabam fazendo sentido e parte da trama, nada é jogado do nada, nem torna a leitura cansativa. O caracter design é muito legal, o cenário, o uso de texturas, e os monstros são bem desenhados. Se você gostar de easter eggs, se ligue nos quadros.
                No começo, achei que a história seguiria uma fórmula padrão num cenário limitado, mas quando avançamos uns três capítulos, entendi que não havia limite de enredos possíveis aqui. Magmell é muito grande, e a quantidade de conflitos que podem surgir sobre e por ela é muito extenso. Os yerin foram uma ótima surpresa. As cenas de ação são frenéticas e surpreendem pela dinâmica.
                Os protagonistas parecem possuir algum tipo de habilidade especial chamado Lacto, uma energia escura que se molda de diversas formas. Inyo e Zero são usuários dessa habilidade, os chamados Racters. O autor não explicou muito bem como ela surge, não tem nem sequer uma nota de rodapé traduzindo os termos que originalmente estão em inglês. O bom do mangá é que não temos os desnecessários pronomes japoneses!
                Eu recomendo o mangá por ser curto, de qualidade e está sendo publicado pela Panini Editora. Só espero que a publicação seja regular e siga até o final com preço justo. O mangá custa R$ 22,90, não tem páginas coloridas, orelhas ou quaisquer páginas extras. O freetalk do autor está no verso da capa. O verso da contracapa tem uma ilustração exclusiva. De bom veio um marcador de página exclusivo. Leitura recomendada.
  • Por que o PT sobreviveu?

       O PT não é santo, e nunca foi. Disso sabemos Está contaminado pelo fisiologismo da politica tradicional. Foi completamente engolido pelo status quo. O Mensalão, por exemplo, que ensejou a prisão da cúpula do partido, demonstrou que o PT, para se manter no poder, rasgou o discurso ético que tanto caracterizou sua trajetória..
       No entanto, apesar dos escândalos de corrupção, o PT ficará registrado na historia por ter rompido um ciclo de políticas que beneficiavam apenas a elite. Graças ao governo petista, milhões de pessoas saíram da miséria e conseguiram a tão sonhada casa própria. Milhões de jovens tiveram acesso ao ensino superior e técnico. O social, como nunca antes neste país, tornou-se uma prioridade. E é justamente por isso que muitos ainda vestem com paixão e orgulho a camisa do petismo.
  • RECEITA PARA EMAGRECER

              Se você quer ser magrinho
              Então comece a fumar
              Seu pulmão será pretinho
              E seu caixão nem vai pesar
  • SEVEN

    CAPITULO 1 – UM MAL DIA PARA LEVANTAR
    Sempre acreditei que a vida era uma grande lixeira onde eu catava por um pouco de lixo pra comer. Por isso nunca precisei de um rumo, nunca busquei por um; eu apenas nadava nesse mar aberto até que esbarrei em uma droga de ilha. Talvez por nunca esperar por nada que quando ela apareceu eu senti como se tudo tivesse ficado diferente, os sinais de trânsito passaram a ter cor. E como um idiota terminei acreditando que podia fazer qualquer coisa. Até que a vida chutou meu saco e me lembrou do pior jeito que não seria tão fácil assim.
    E como sempre merdas acontecem, o que parecia que ia durar pra sempre muda em apenas alguns minutos. E agora por que um imbecil que se acha dono do mundo resolveu carregar tudo embora e me pôs pra correr como um cachorro ainda não consegui voltar. Mas isso pra mim pouco importa por que ela tem que estar viva em algum lugar. Demorou mais estou voltando.
    Faz alguns meses tenho um sonho constante como se eu estivesse me afogado com ela. Tudo está muito escuro, mas posso ver seu rosto envolto numa mascara. Suas roupas, cabelos e expressão eram bem diferentes da ultima vez que eu vi, mas sua voz continuava a mesma. E sempre escuto ela me chamando.
    Garota – Riff… RIFF!
    No final eu sempre termino sufocando e acordo assustado. A questão é que essa noite foi mais uma como essas, o mesmo maldito sonho, mas dessa vez não precisava respirar.
    Ao acordar e abrir os olhos, terminei notando que estava dentro do carro e havia água por toda parte. Tudo completamente submerso. Continuava não precisando respirar e tudo estava no seu lugar certo, podia ver que todas estavam dormindo e meu equipamento também estava lá, só o peso pra levantar que era enorme. Como se estivesse amarrado. Até que ouvi o som do comunicador tocando.
    BIII BIII BIII
    Tentei pegá-lo e ao piscar os olhos, a água desabou numa grande enxurrada e tudo ficou seco. Ainda não consigo acreditar, mas mesmo com alguma dificuldade agora podia respirar e me mover lentamente.
    Riff — Ferrou… Acho que agora fiquei doido de verdade.
    BIII BIII BIII
    Trabalhei por alguns anos em uma empresa privada como chefe da equipe de segurança, mas depois de toda a desgraça agora só faço trabalhos rápidos com um grupo independente. Fazemos de quase um tudo, desde que a grana mantenha nossos suprimentos e equipamento, coisa que continua muito cara por causa da guerra. Estamos em uma série de missões a um mês e de certa forma esse barulho chato de agora pouco é meu chefe me chamando. Eu e esse chefe temos uma relação segura, nos comunicamos apenas por textos, mas o mais estranho é o nome que ele prefere ser chamado, Destiny.
    (Riff está digitando…)
    Riff — Até que enfim Destiny. Faz tempo que estamos seguindo essas pistas e preciso de uma boa notícia. Esse grupo sabe mesmo algo sobre ela?
    Destiny — O que sabemos de certeza é que esse bando de contrabandistas tem feito grandes negociações clandestinas com a New World Tecnology e isso é o suficiente como pista inicial. Por isso já tenho os dados de sua última missão nesse ciclo, reagrupe-se e parta ainda essa manhã.
    Fim do capítulo 1
    Comentário:
    Primeiramente obrigado por estar lendo essa história. Sua leitura e opinião critica serão muito importantes para esse projeto. Por isso peço que dentro de sua disponibilidade, responda ao questionário sobre a história no seguinte link:
    https://docs.google.com/forms/d/1EWpmKeJxME41SvzHYYkaprZcawr0V1KMs7QXsr5sVEg/viewform           
    Espero que se divirta nessa breve leitura.

    CAPITULO 2 – COTIDIANO

    Vim com a esperança de encontrar alguma pista sobre o que a empresa em que trabalhei está fazendo. Depois do acidente o chefe do setor de inovação e pesquisa, também pai dela conseguiu sumir com ela sem deixar rastros. Eu fui demitido, perseguido pelo desgraçado. Fugi do pais como um cachorro assustado, mas agora com a poeira baixa a segurança está menor e as pistas começam a aparecer. Tenho que aproveitar esses erros pra descobrir onde ela está.

    Riff - Pelos dados de Destiny, nossa missão vai ser rápida.

    Riff - Eu preciso entrar lá e checar procurar umas informações, mas nossa missão é invadir o esconderijo deles e destruir um carregamento ilegal.

    Iris - Informações, entendo. Bom, e essa carga é algum tipo de droga?

    Riff – Na verdade não. É um composto para nutrição de pacientes terminais, mas nesse caso a formula tem sido adulterada e vendida ilegalmente em grandes quantidades por um preço menor.

    Iris - Então nos só vamos acabar com um bando de inúteis e...

    Helen – Tomara que seja rápido mesmo, não aquento mais dormir nesse carro.

    Ily - Quero tomar um banho.

    Iris - Duas folgadas vocês.

    Iris - Estamos fora faz tão pouco tempo, só umas semaninhas até que foi legal.

    Helen - Foi um mês!

    Iris - Serio? Ahh, foi mesmo!

    Helen - Pelo visto eles não são os únicos idiotas. E você realmente acha que é pouco tempo? Nossas roupas já estão uns trapos, os suprimentos estão no fim, estamos com pouca munição e não tenho quase nada pra primeiro socorros. A cada hora que passa o risco aumenta.

    Por isso precisamos tirar uma folga depois dessa missão, reabastecer e depois só pensar em trabalho. Tipo umas duas semanas depois. 

    Iris - Eu gosto das barracas.

    Riff - Ei! Foco! Invadir a casa, eliminar os alvos e destruir a mercadoria. Ok?

    Riff - Ily, você da cobertura a distancia.

    Ily - Certo.

    Riff - E vocês duas vem comigo.


    CAPITULO 3 – NOVA MISSÃO

    Droga. Nenhuma pista sobre o que eles estão fazendo. Pelo que eu vi os contrabandistas nem sabem o que estão vendendo direito. O jeito vai ser voltar e reabastecer antes de continuar procurando.

    Riff - Por sorte como estamos perto, deve dar um dia de viagem até a base. Assim chegaremos ao começo da noite.

    Helen - Perfeito, agora acabou.

    Iris - O que aconteceu nesse lugar Riff? Até agora só vimos refugiados, bandidos e quase todas as casas vazias.

    Riff – Espera, deixa eu pegar um mapa.

    Riff - Depois da guerra azul por causa das investidas do exercito de Astira esse lugar foi definido como uma possível zona de invasão e por isso abandonado pelo governo. Depois disso a maior parte da população fugiu

    Tomei o volante, Iris sentou ao meu lado como de costume e seguimos para a base. Dava pra ver só pela roupa o tempo que tínhamos passado fora. Estávamos todos cansados, mas olhando agora no retrovisor acho que minha cara é a pior. Não tenho dormido e não consigo parar de pensar naquele sonho.

    Durante o trajeto notei que a Iris me olhava bem fundo. Já nos conhecemos a anos então com certeza deve ter notado que tinha algo errado. Ela segurou meu joelho e deitou devagar no meu ombro falando baixo.

    Iris - Vamos, pode me dizer o que aconteceu? Ainda sonhando com ela?

    Riff - Sei lá... Parecia ela, mas ultimamente ela esta diferente. Seu cabelo estava embranquecido e estava com uma espécie de mascara. Foi muito estranho. E depois tinha toda aquela água na barraca.

    Iris – Como, água?

    Olhando pra traz percebi que as duas estavam dormindo, tão juntas que pareciam duas irmãs. Ily deitou no colo de Helen que por sua vez se apoiou na cabeça dela e as duas adormeceram.

    Riff - Mesmo quando eu acordei ainda me sentia gelado e via água por toda parte. Como se estivesse submerso, ou me afogando só que eu tava na barraca, não sei merda foi aquilo.

    Iris – Riff, já fazem mais de 2 anos que ela desapareceu. Não acha que está na hora de seguir

    BIIIP, BIIIP, BIIIP.

    Ela voltou ao seu lugar enquanto eu pegava o terminal para checar o que Destiny trazia.

    Riff - Acho que Destiny quer uma resposta sobre a missão.

    Iris - Que estranho! Ele sempre espera o relatório completo. O que será que houve?

    Riff - É verdade, melhor checar agora.

    Por segurança própria não temos contato com nossos contratantes, e raramente sabemos quem são. Destiny, como se nomeia nos passa as informações que precisamos e os recursos, mas só falamos com ele através de mensagens de texto usando um aparelho especifico que ele mesmo enviou. Gosto de pensar nele como um cara legal, mas não faço idéia se realmente é um homem.

    Encostei o carro, abri o terminal e comecei a digitar.

    Riff - Alvos eliminados e carregamento destruído. Mas nenhuma informação. Agora estamos voltando ao nosso esconderijo.

    Destiny - Ótimo, mas não relevante. O que quero não é isso.

    Riff - Serio? O que houve?

    Destiny - Tenho um trabalho direcionado especialmente pra o seu grupo, um resgate. A prioridade está definida como máxima. Dessa vez devemos conseguir as informações que estamos procurando.

    Vocês devem rever a rota. Enviarei o resto dos dados da missão como sempre.

    Riff - Prioridade máxima! Ei! Estávamos voltando agora. Nosso plano era até tirar folga por um tempo.

    Destiny - Isso não será possível. Precisam completar essa missão ainda hoje e após ela receberão o pagamento.

    Devo lhe alertar que o contratante é alguém do governo de Astira. Você não fugiu de lá por nada. Sabe muito bem o que aconteceria se negar essa missão agora.

    Riff: Certo. Mande tudo que estamos a caminho.

    Droga! O Destiny deve estar escondendo alguma coisa e parece que nos metemos em algo grande dessa vez. Tem algo estranho nisso. Quando desconectei senti um frio na espinha enquanto olhava a estrada. Eu sei que elas vão odiar saber disso, principalmente a Helen, mas é melhor dar esse tempo depois.

    CAPITULO 4 – RESGATE

    A missão foi concluída com sucesso. Resgatamos o engenheiro, estamos todos bem e retornando. Acho que Iris deve ter sido a responsável por amarrar e amordaçar ele. Enquanto isso Helen estava fazendo um exame rápido para checar se ele precisava de primeiros socorros.

    Riff - Pode deixar garotas que eu levo ele pro carro

    Iris – Que nada Riff, quer roubar minha presa. Eu levo ele!

    KS: Huum, hummmm

    Iris - Engraçado como ele se debate

    Iris - Riff! O pacote não para de gritar. O que eu faço?

    Riff - Apaga ele. Estou com uma dor de cabeça desgraçada.

    KS: Hummmmmm!!

    Iris - Vai ficar tudo bem garoto, é um sonífero beeem forte. Só vai doer no começo, depois fica gostoso e você não sente mais nada. Amanhã eu te acordo.

    Riff - Chegamos de noite, mas estamos em casa.

    Iris - Boa noite crianças. O posso deixar o pacote aqui na sala principal mesmo?

    Riff - Larga ele ai que amanhã eu vejo. Já dois dias sem dormir direito, vou subir pra o quarto e só cair na cama.

    ---

    Já é de manhã de manhã. Assim que sai do quarto, antes de ir no salão, vi que Ily estava acordada comendo alguma coisa. Mesmo depois de dois anos, desde que ela veio pra cá, ela continua sem conseguir dormir direito.

    Tenho que falar com esse cara antes de todo mundo. De acordo com Destiny, ele tem um pacote de informações sobre um projeto que a NWT está desenvolvendo. Talvez essa seja a chave que eu preciso.

    Riff - Ei, acorda.

    Riff – Acorda! Será que a Iris deu a dose certa?

    Enquanto pensava, ele pegou uma arma que deixei jogada ontem na sala, se levantou tremendo e olhando para todos os lados.

    Riff - Calma ai rapaz, por que ta apontando isso pra mim?

    Ily estava no andar de cima e pareceu que notar a situação, por que veio armada até a varanda, marcou a mira e me deu um sinal de aguardo.

    Fico feliz que a Iris acorde tarde, seria uma confusão com ela aqui.

    Engenheiro - Quem são vocês e onde nós estamos? Não sei o quanto pretendem ganhar me vendendo, mas não vai ser fácil.

    Nesse momento uma espécie de relógio no pulso dele começou a tocar. Ele ficou um bom tempo olhando para ele até que perguntou.

    Engenheiro - Vocês trabalham com Destiny?

    Riff - Sim, qual o seu nome?

    Na hora em que ele ouviu isso soltou a arma no chão e sentou. Ele parecia acabado.

    KS - Pode me chamar de KS.

    KS - Vocês cometeram um terrível engano. Não era para resgatarem a mim e sim ao meu amigo que estava preso na mesma base que eu. Trouxeram ele também? Onde ele esta?

    Riff - Cara... QUE DROGA É ESSA! Só me passa a porcaria dos dados e você sai vivo daqui, pouco importa o seu amigo.

    KS - É disso que eu estou falando. Ele que tem conhecimento sobre o projeto e qualquer dado que você quiser deve estar ainda lá. Ele estava muito doente, por isso a essa altura já devem ter o levado para outra base, mas ainda vai dar tempo.

    Riff - Eu vou ter que checar com Destiny sobre isso.

    KS - Será impossível sem ele, vocês terão que voltar lá. Já faz um dia que ele desmaiou doente e aqueles idiotas não sabem o que fazer.

    Acho que Ily já pode voltar. Fiz o sinal e ela abaixou a guarda voltando pra cozinha.

    Peguei o terminal para falar com Destiny. Pelo que eu lembro ainda não reportei nada sobre ontem.

    Riff - Conseguimos resgatar o engenheiro, ele se chama KS e não está com os dados. Como procedemos?

    Destiny - A prioridade é a obtenção dos dados. Encontre quem estiver com eles, pois pude confirmar recentemente que Mari, a garota que você procura, por algum motivo ainda tem registros de permanência na NWT. Espero que você não falhe novamente.

    Riff - Temos que voltar e encontrar esse seu amigo agora, mas você vai com agente.

    KS - Eu? Nunca! Eu espero e passo informações pra vocês pela central de dados. Voltar lá seria uma loucura.

    Riff - Mas é assim que vai ser, não temos tempo pra te passar nada e não vou te deixar sozinho na nossa base. Vamos partir o mais rápido possível.


    CAPITULO 5 – PERTO DE MAIS

    De novo essa porcaria de carro. Por que eles tinham que me envolver nisso? Realmente mal sai daquele buraco e agora tenho que voltar, mas não posso deixar o TD pra lá, afinal foi por que ele estava doente que resolvi pedir ajuda. Só espero não encontrar Ryner de guarda.

    KS - Vocês tem algum terminal com internet no carro? Eu acho que podia conseguir algumas informações úteis antes de entrarem lá quebrando tudo.

    Iris - Que maluco! Eu não quebrei nada quando te encontrei. Você mesmo ta ai inteirinho!

    KS - Verdade, mas causaram uma confusão desnecessária. Se descobrirmos exatamente onde o Ted está fica muito mais fácil sair rápido de lá.

    Riff – Ted, esse é o cara com quem está os dados que estamos indo recuperar?

    KS - Exato. Trabalhamos junto a anos, e quando saímos de Astira terminamos sendo pegos pelo Ryner. Ultimamente o Ted ficou doente e desmaiou a dois dias, mas eles não tinham nenhum médico  e nem podiam tira-lo de lá.

    Enquanto falava me peguei olhando para a garota sentada do outro lado. As outras preparavam seus equipamentos, mas ela não fazia nada alem de olhar o horizonte desde que saímos.

    Ela era pequena e parecia ter uns quinze anos, mas carregava um rifle grande de mais para o seu tamanho. Ela deve ser muito tímida até parando para lembrar, acho que não cheguei nem a ouvir a sua voz até agora.

    Riff - Tudo bem vou te deixar com esse, eu uso pra falar com Destiny. É o que temos de mais tecnológico aqui. Não é muito avançado, mas deve servir. Daí você pode ir guiando mais de perto.

    KS - Acho que vai ser o suficiente.

    KS – Pera ai, eu ouvi... Quê! Guiando, perto? NÃO!

    KS - Eu posso ficar de longe mantendo vocês informados pelo comunicador. Eu não vou encontrar de novo com o Ryner, ainda mais que entrar com esse bando de garotas não me dá segurança nenhuma.

    KS - Por exemplo, o que aquela menina faz no carro? Ela não deve ter mais de 16 anos, não sei nem como ela carrega essa arma.

    Nessa hora a mulher loira sentada ao meu lado se virou com um rosto assustador, apoiou sua arma apontada pra mim e começou a falar bem baixo e grave.

    Helen - EI! Escuta aqui espertinho, você não faz idéia do quanto “aquela menina” treinou pra usar aquilo? Muito menos do que ela passou pra terminar aqui, então fica calado ou te coloco pra dormir de novo como a Iris fez.

    Riff - Calma Helen. Precisamos dele pra essa missão.

    Riff – KS, a verdade é que ainda não confio em você e as coisas andam meio confusas nessa missão, então quero te manter por perto.

    Riff - Quanto as garotas pode confiar nelas. Ainda não tivemos tempo para nos apresentar então vamos tentar fazer isso agora. A mulher que lhe apontou a arma é Helen, ela é a médica da nossa equipe e por isso responsável por nos quanto nos ferimos, procure não dar muito trabalho a ela.

    Helen - Conheço a Ily a muito tempo e cuidamos uma da outra. Desculpe se te assustei, pode contar comigo.

    Riff - A de cabelo preto sentada ao meu lado é Iris, ela é especialista em armamento pesado e explosivos.

    Iris - Há, há , devia ter visto a sua cara quando a Helen apontou a arma pra você.

    Riff - A “menina” que você falou se chama Ily, ela tem uma pontaria incrível e uma boa resistência por isso pode contar com ela pra cobrir a retaguarda. Nos garantimos sua segurança, pelo menos até trazermos o seu amigo. Agora, você tava falando antes, como é esse Ryner?

    KS - Ele é o líder daquele grupo e deve estar acompanhando o trabalho dessa base hoje. Ele é uma pessoa engraçada, mas tem uma habilidade assustadora com espadas. Eu acredito que ele tenha trabalhado no exercito de Astira.

    Riff – Tomara que não. De toda forma precisamos ir hoje mesmo então como eu disse, fique perto.

    Pelo que estou vendo não tenho escolha. Detesto a idéia de ir na linha de frente, até por que não entendo quase nada de combates armados, mas como eles tem uma médica espero que seja mais seguro.

    KS - Entendido. Estarei com vocês.

    CAPITULO 6 – UMA DISPUTA DE CORAGEM

    Iris - Até que em fim terminamos.

    Helen - Algum ferimento KS?

    KS - Por sorte estou bem. Só um pouco arranhado, mas nada grave.

    Rif - Ok, temos que ser rápidos agora. Vamos cobrir o perímetro separados, Ily e KS protejam o transporte, Helen e Iris procurem nos outros prédios enquanto eu termino de verificar esse.

    Não posso sair daqui de mãos vazias. Se de alguma forma a Mari ainda esta com a NWT preciso saber por que não fez contato nenhuma vez nesses 2 anos. Destiny com certeza está escondendo alguma coisa , mas só vai me dizer se receber esses tais dados.

    Continuei procurando no deposito até que encontrei uma escada para um andar no subsolo. Ao descer encontrei uma área espaçosa e mal iluminada como estacionamento enorme, cheio de pilares de concreto. Não andei muito e encontrei comecei a ouvir passos e procurei me esconder.

    Bandido - Vamos! Acha que eu tenho o dia todo?

    Notei apenas um bandido caminhando lentamente armado com duas espadas. Serio? Ele realmente só usa espadas.

    Bandido - Vocês bem que podiam ter feito menos barulho lá em cima. Não consegui dormir nada. Vieram buscar o Ted certo?

    Riff - E se for?

    Bandido – Ahh, pra que eu perguntei isso. Nenhum de vocês vai sair daqui mesmo.

    Riff - Para que a New World ira usar o material que vocês roubaram? Onde vocês conseguiram aquilo tudo?

    Bandido - Isso importa? Acho que o carregamento era pra uma colônia de refugiados.

    Não vi motivos pra continuar essa conversa idiota então dei três disparos no peito.

    Bandido - He, He. Que covardia a sua me interromper assim.

    Depois de ver isso não consegui esconder minha surpresa. Ele havia sacado sua espada e em fração de segundos todos os tiros foram refletidos de alguma forma sobrando apenas as manchas nos pilares.

    Riff - Impossível! Como... Como defletiu todos?

    Bandido - Qual foi, ainda não entendeu? Você limita seus olhos e obriga seus braços a fazerem só aquilo que acha possível. È até triste cara, ver alguém com seu potencial se acorrentando assim.

    Enquanto ele falava aproveitei para checar o ambiente procurando por dispositivos que justificassem isso, como projetores ou mesmo algum tipo de campo elétrico.

    Bandido - Ei! Se concentra! Ainda estou aqui sabia.

    Riff – Então você realmente é o Ryner, comandante da infantaria, o Relâmpago Azul de Astira.

    Riner - E se eu for? Isso não importa mais... Não depois daquela guerra covarde.

    Nessa hora ele jogou a outra espada ainda embainhada nos meus pés. Como entendo de laminas, conhecia muito bem aquelas espadas. Eram relíquias da nação e representavam um passado de honradas vitorias. Eu estava na solenidade e vi quando foram entregues a ele no dia em que assumiu seu posto de comandante.

    Elas tinham liga de metal que nunca vi em outro lugar, pois emanavam um leve brilho azul. Ao pegar, notei que era estranhamente leve e parecia estar muito bem cuidada.

    Riff - Por que alguém como você termino com um grupo desses?

    Ryner - Você não cansa de fazer perguntas idiotas. O que um fedelho como você faria se descobrisse que tudo pelo que você luta não passa de uma mentira?  

    Ryner – Chega de conversa! Agora vamos ver se a coragem que te trouxe aqui é verdadeira.

    A pouca luz que tinha apagou e passei a ouviu novamente apenas o som de seus passos.

    A luta se prolongou mais do que esperava. Eu havia recebido um corte no supercílio esquerdo. Já não bastava a falta de luz e agora o sangue não me deixava abrir o olho.

    Ryner - Eu achei que no final você iria correr garoto.

    Lutamos por um bom tempo, e mesmo com alguns cortes consegui acertar ele em cheio. O sangue

    Aaggh! Cloft!!Cloft!!

    Ainda não posso ver nada, mas pela tosse dele e a quantidade de sangue no chão e na lamina o ultimo golpe deve ter causado um ferimento no peito bem profundo.

    Riff - Não precisava ter feito isso Riner.

    Riner - Cloft!! Qual seu nome idiota?

    Riff - Riff

    Riner - Riff, já teve na frente de um desafio que você não podia recusar?

    Riner - Eu nunca fugi de nada na vida. Nunca parei de lutar é não por causa de um otário qualquer que ia ser diferente hoje... He, He He, o otário mais corajoso que já vi.

    Riff - Droga, o radio não funciona aqui em baixo. Eu vou subir e volto com ajuda medica em 10 min.

    Riner - Ei!! Cloft! Leva essas drogas de espadas com você... E me deixa dormir os 10 minutos pelo menos.

     

     

    CAPITULO 7 – PRIMEIRO ENCONTRO

    No final daquela loucura conseguimos achar o TD desmaiado em uma das celas e os mercenários trouxeram nos dois pra sua base. Como já havia vindo aqui antes o ambiente era um pouco familiar.

    Assim que chegamos o TD ficou sob os cuidados da medica loira, pelo que foi dito não corria risco e devia acordar no dia seguinte. Enquanto isso eu fiquei em um quarto com nada alem de uma cama, mais parecendo uma cela, mas como eu estava exausto não demorou muito para dormir.

    Tarde da noite levantei num pulo da cama. De repente percebi que a situação não havia mudado muito, já que de certa forma, ainda estou preso aqui.

    KS - Droga de noite... Onde será que tem um banheiro por aqui?

    Quando eu encontro o tal banheiro, a primeira coisa que vejo ao entrar é meu reflexo. Tem um espelho enorme bem na frente da porta, do chão ao teto.

    KS – Pra que um trambolho tão grande!

    Mesmo assim fiquei me encarando por um tempo enquanto coçava a barba que tinha crescido de mais com o ultimo ano preso.

    KS - E agora, o eu vou fazer aqui?

    De repente ouvi a voz baixa e suave de uma garota. Como se estivesse falando bem atrás da minha nuca.

    Garota – Que droga de frio, bem que podiam ajustar isso a noite.

    KS- Ah! O merda foi essa!

    Virei rápido pra achar quem estava atrás de mim, mas não vi ninguém.

    KS - Serio?

    Garota – Kevin? Vamos, sei que está me ouvindo?

    KS - Quem, quem está ai?

    Continuei procurando, mas nada. Luzes apagadas, portas fechadas e nenhum movimento. Somente a essa voz.

    Garota – Posso afirmar que o primeiro contato foi positivo. Devo manter essa estrutura para os próximos.

    KS - Não vai responder nada? Onde você ta?

    Garota - Six, contudo não posso afirmar precisamente a localização. Ainda não rompi todas as travas.

    KS – Six... É seu nome?

    Six – Afirmativo.

    KS - Realmente deve ter algo errado comigo.

    Six – Não seja egoísta. Respondi duas perguntas suas, agora é sua vez. Notei que você também atende como KS, estranho esse nome, de onde surgiu?

    KS - Ahh... Meu nome é Kevin e decidi adotar o sobrenome Shirase como uma homenagem a um grande programador que sempre admirei. Então meus colegas de equipe acharam legal chamar assim, KS.

    Não acredito que estou fazendo isso. Não tem ninguém aqui, mas ela ainda me responde.

    Six - Há há, realmente foi interessante isso. Uma ultima pergunta Kevin. De que forma um genocida como você consegue continuar vivendo depois de participar do massacre de mais de 3,4 milhões de pessoas?

    KS - Eu... eu não fiz nada. Só passei os dados. Não tinha com eu saber o que eles iam fazer com aquilo. Aaahh, CHEGA DISSO! Não sei quem você é e não vou continuar essa porcaria.

    Six – Então essa é a resposta de toda sua racionalidade... Entendo. Mas não posso aceitar fugir da minha parcela da mesma forma. Obrigado pela cooperação Kevin.

    KS – Como assim sua parcela? ONDE VOCÊ ESTA?

    Six – Nosso encontro foi muito instrutivo encerra aqui. Espero falar com você mais vezes

    No final o silencio continuou pelo resto da noite em claro e não houve mais nenhuma resposta.

     

     

     

     

     

    CAPITULO 8 – A VERDADE

    Quando o sol raiou foi encontrar com TD que estava sentado rindo enquanto conversava com a médica loira no térreo. Os outros membros estavam se reunindo nessa mesma sala principal enquanto Riff preparava algo numa tela grande.

    KS – Melhor nem interromper ele. Assim que isso tudo acabar vamos embora o mais rápido possível.

    Enquanto descia as escadas para o salão encontrei a garotinha do rifle sentada nela. Como sua franja é grande mau dá para ver seus olhos, mas notei que estavam fixados em mim.

    Ily - Você também não dormiu?

    KS - Não tinha como depois do que ouvi ontem.

    Ily - Algum sonho ruim? Você gritou bastante.

    KS – Verdade, acho que foi isso mesmo, um pesadelo muito ruim. Desculpe por se te acordei.

    Ily – huf, sei como é. Tenho muitos pesadelos também, daí essa noite não dormi.

    Riff – OK PESSOAL! Vamos resolver tudo agora. TD, pode me passar os dados do projeto? Eu vou conectar o Destiny na tela maior assim, todo mundo pode falar que ele recebe pelas câmeras.

    TD - Já era, ta aqui mano, mas diz ai... de que horas agente come?

    Riff - Destiny, resgatamos os engenheiros e conseguimos os dados que eu acabei de enviar.

    Destiny - Estou analisando agora e atualizando os objetivos. Os dados realmente são esses e já esclarecem muito sobre a nova missão.

    Helen - O que? Nova missão?

    As palavras eram escritas na tela e todos podíamos ver. Também pude notar uma câmera na acima da tela e outras duas panorâmicas na sala, mas quanto a captação de áudio não faço Idea de onde estão os receptores.

    KS - Ela parece realmente irada enquanto olha o Riff. Me pergunto se tinha algo errado.

    Ily - Ela queria muito ficar na base já que o pouco que eu durmo é aqui.

    Destiny - O contratante gostou da ação do grupo e está requisitando que continuem a investigar o projeto.

    Riff - E do que se trata esse tal projeto?

    Destiny - Mandarei os detalhes adiante. Por hora posso adiantar que o governo de Astira está financiando um grupo de pesquisa com o objetivo de desenvolver um novo super computador que ultrapassa em muito os já existentes. Isso desequilibraria por completo o cenário militar atual

    Helen - E o governo que está nos contratando quer sabotar esse projeto, certo?

    Destiny - Por enquanto suas ordens são de obter algumas informações importantes sobre a arquitetura da maquina e seu funcionamento.

    Iris – Mas nos não temos nenhum especialista na equipe, mesmo com as informações seria difícil até de reconhecer.

    Destiny - Por isso estamos contratando um habilidoso e experiente membro para a equipe. KS ira acompanhar vocês até o termino dessa missão.

    KS - Ei, ei... Nada disso. Quando foi que eu concordei em algo assim? Foda-se, eu vou embora agora mesmo.

    Faz mais de um ano que não trabalho na área. Por que será que ele quer me recomendar* Sem pensar fui andando em direção a saída, mas nesse momento o sistema de segurança foi ativado. As grades nas janelas e portas começaram a descer o que deixou todos nos trancados.

    Destiny - Quanto tempo você ainda pretende esconder sua participação na guerra azul KS. Uma pessoa com suas habilidades não deveria viver fugindo dessa forma.

    Riff - Participação?

    KS – Como?... Como você sabe?

    Nessa hora não pude controlar a raiva. Não importa quanto tempo passe ainda existem idiotas me procurando por causa disso.

    KS - EU QUE PERGUNTO AGORA? Por quanto você acha QUE PODE SE ESCONDER DE MIM?

    Destiny - Temos uma informação que confirma o paradeiro de LT. Ela esta secretamente trabalhando nesse projeto como chefe da equipe que desenvolve o sistema para o M2K.

    Ily já tinha saído da sala enquanto as outros continuaram em silencio. Parecia que ninguém alem de mim e TD conseguia entender o que estava escrito na tela. Eu não sei o quanto eles viram da guerra azul, por isso acho melhor manter isso em segredo por enquanto.

    Riff - Ok Destiny... Eu entendo que nos precisamos de alguém que lide com isso, mas não precisa ser o KS já que ele não quer.

    KS - Eu estou dento! Me mande as coordenadas dessa base que nos teremos todas as informações que precisamos sobre o projeto lá.

    Riff – Queee? Você tava agora mesmo tentando fugir, por que essa mudança toda?

    KS - Somente eu posso entrar lá ou conseguir aquilo que vocês precisam. Quanto ao motivo da mudança... Isso não importa.

    As portas se abriram e enquanto eu sentava no sofá perto da tela principal. Nessa hora TD lembrou que eu existia e veio falar comigo pálido como uma nuvem.

    TD - Eei velho, você sabe muito bem que eu não... não posso encontrar com ela de novo. Certo?

    KS - Vai ficar tudo bem TD, eu vou nisso sozinho. Você pode me ajudar de casa se quiser, mas não precisa ir ate ela.

    Eu tenho que terminar isso. Não sei o motivo dela estar trabalhando nesse projeto, mas eu jurei que encontraria ela e é isso que vou fazer.
  • Trancafiados Vol.1

      Lembro-me muito bem, em que em janeiro de 1945, estava eu com a minha família em casa ainda morávamos em Desden na Alemanha, eu meu pai e minha mãe, em meio a guerra estávamos economizando uma quantidade significativa de comida e água.. porém em meio a guerra, a comida e bebida iriam acabar alguma hora sem dúvidas, todas as manhãs eu acordava e sempre olhava para minha janela que estava na esquerda da minha cama, sempre olhava e ficava pensando até quando aquela guerra iria durar, levariam, anos.. meses... décadas? Essa era uma das perguntas que eu não conseguiria responder, meios os dias iriam passando.... no fim de janeiro de 45 meu pai ficou extremamente doente, ardia a febre, ficava de cama o dia inteiro sem ter forças pra nem sequer levantar um copo, fiquei muito preocupado com ele e sabia que deveria tomar alguma ação rapidamente... então me lembrei que havia antes do início da guerra uma espécie de farmácia no final do meu bairro, porém em tempos de guerra era extremamente proibido e perigoso sair nas ruas, porém não pensei duas vezes em tentar pegar algum remédio, peguei o mínimo de coisas possíveis para ir até a farmácia, saindo de casa a rua está totalmente vazia, algumas casas destruídas ou abandonadas por suas famílias, não muito longe da farmácia escuto um barulho de alguma coisa batendo.. então percebo que está vindo da casa na minha direita, poderia simplesmente ignorado e ter ido até a farmácia, mas fiquei intrigado com o barulho, entrei na casa que aparentava estar abandonada, abri a porta e o barulho continuou, subi no 2° Andar e vi que o barulho estava vindo da porta no fim do corredor, me aproximei e perguntei.. "Oi?... Tem alguém aí?". Então uma voz respondeu.. "Olá!! Por favor me ajude.. estou presa aqui!!". Com um pouco de receio perguntei.. "O'que aconteceu aqui?". Ela um pouco mais calma me explicou.. "Eu estava aqui em casa, quando derrepente escutei alguém batendo na minha porta, quando olhei pelo olho mágico para ver quem era.. percebi que eram 2 soldados nazistas que estavam fazendo uma varredura em todas as casas". Muito preocupado perguntei se ela estava ferida, porém ela me disse que estava muito bem... então tentei pegar um pé de cabra que havia na garagem da mulher e arranquei as tábuas que a impediam de sair, então ela me agradeceu e perguntou se poderia me ajudar de alguma forma, então respondi; "Na verdade tem uma coisa... meu pai está muito doente gostaria de saber se você teria algum remédio..?". Ela me respondeu; "Infelizmente não tenho remédios mas eu sou médica, e trabalhava na farmácia no fim do bairro, se quiser posso lhe emprestar a chave da farmácia, você vai, pega os remédios e trás pra mim para podermos tentar ajudar seu pai.." eu muito agradecido aceitei a oferta e fui até a farmácia, chegando lá eu abri a porta e percebi que estavam com poucos remédios porém já conseguiria pegar apenas o necessário para ajudar meu pai... peguei o Último medicamento e quando olhei para a porta da farmácia, vi um soldado nazista entrando, totalmente armado, sem dúvidas se ele me visse, atiraria primeiro e perguntaria depois, então com muito cuidado me aproximei da porta dos fundos e consegui sair de lá..... Chegando em casa com a médica, ela olhou meu pai e me disse que se esperasse mais algumas horas meu pai provavelmente não teria sobrevivido, foi uma das coisas mais terríveis que aconteceram comigo naquele ano, isso que eu nem sabia por oque estava por vir..



Autores.com.br
Curitiba - PR

webmaster@number1.com.br

whatsapp  WhatsApp  (41) 99115-5222