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Estética

  • Ocarina

    Houve um momento
    Onde tudo era silêncio.
    E o início surgiu
    De uma nota numa ocarina...

    A nota era gota mágica
    Caiu na água e gerou som
    Não foi Deus, nem Gaia
    Foi a gota da ocarina.

    Do lago de notas formou-se um ser
    Teu corpo manchado de sons
    Teus olhos repletos de música!

    Cante! Cante, Ser do Som
    Filho da ocarina, Senhor do Lago
    Gere vida através de tuas notas
    Crie sonetos de flora,
    Sinfonias de florestas,
    Canções de flores e relva,
    Adágios repletos de orvalho...

    Cante, Músico Criador
    Crie a mim e aos seres de luz
    Das Trevas gere noturnos de Chopin
    E do Vazio gere o Tudo...
    Nas partituras do Infinito 
    Também no fundo do lago
    E no céu noturno do amanhã.

    No início houve música
    E música haverá
    Durante toda a eternidade
    Até que, no final da criação
    O Ser da Ocarina descansará então.
  • OS SETE PECADOS

    A GULA
    Epaminondas saiu da clínica desenxabido, olhou para os dois lados da Avenida Porto Alegre, puxou sua calça jeans até ela encontrar a bainha da camiseta curta na tentativa de esconder  a barriga que teimava em “espiar” o mundo por baixo da borda da camiseta apertada. Segurava as cinco folhas dos exames laboratoriais que havia mostrado ao Dr. Russo, que impiedosamente o havia sentenciado a uma vida de restrições. O Médico ordenara uma mudança drástica no seu estilo de vida, que ele deveria cumprir a risca se quisesse viver por mais tempo e ver seu neto entrar para a universidade.
    Todas as luzes de alerta do seu organismo estavam piscando, embora houvesse luzes verdes e as amarelas, a imensa maioria das luzes piscantes era vermelha. Urgia a necessidade de abolir o consumo de um sem números de alimentos saborosos, reduzir os quantitativos de outros  e melhorar a qualidade daqueles rol de poucos alimentos que restaram autorizados a comer. Tudo isso sem esquecer, é claro, dos exercícios físicos...Epaminondas recebeu a “ordem” para evitar o álcool, mas com certeza essa parte da sentença ele não ouviu
    Epaminondas sempre fora um cara festivo. Adorava os comensais com amigos, regados a muita carne e cerveja. Não seguia aquela máxima do “café da manhã de rei, almoço de príncipe e jantar de mendigo”, para ele o café da manhã tinha que ser de um rei, o almoço de dois reis e a janta tinha que ser a da família real inteira. Comer era um dos prazeres de sua vida, e sua esposa Dileta, sempre fora uma excelente cozinheira. Epaminondas sempre fora um glutão, mas agora os “boletos” das farras e bebedeiras estavam começando a chegar.
    Era a morte em vida para aquele homem desvalido que havia muito perdido a auto-estima, e que por isso ele compensava nos poucos prazeres que ainda restavam: a comida e a cervejinha._ Não acredito nesses médicos. Se eles pensam que vão mandar na minha vida, estão enganados. _ A única forma de “cortar o churrasco” que eu conheço, é com a faca, pensou o ofegante Epaminondas, enquanto colocava o cinto de segurança, depois de caminhar os cem metros que separava o seu carro da portaria da clínica. _Tudo balela!! Esbravejou, dando partida no seu Corsa vermelho o qual ele mal cabia dentro.
    A AVAREZA
    _Não foi por falta de aviso, retrucou a Dileta, a esposa. _Você come “carne gorda” sete dias por semana; come que nem um boi e fica ai nesse sofá assistindo o Discovery!! Dileta passou aquela tarde ligando para as academias de Chapecó, fazendo orçamentos. Queria porque queria matricular seu marido em uma delas. Depois saiu pesquisado locais que vendem produtos naturais e saudáveis para dar um up nas refeições do marido.
    No final da tarde apresentou o orçamento para o marido: _O que?! Esbravejou Epaminondas. Já paguei para fazer os exames, só o que faltava...ter que pagar academia e gastar tudo isso para comprar essas porcarias naturais...e quer saber? Não vou gastar mais um pila sequer nesses remédios!! Falou apontando para a receita meio amassada sobre a mesa. _Vou “me curar” do meu jeito. Não vou dar meu dinheiro para esses filhos das putas exploradores da desgraça alheia !!
    A PREGUIÇA
    Epaminondas morava na Rua Johnn Kennedy, pertinho o EcoParque e da Avenida Getulio Vargas. _Vou caminhar todos os dias no Ecoparque e subir a Avenida. Isso pra mim é fácil, Dileta. Fica tranqüila e confie em mim. No dia seguinte Epaminondas acordou sentindo um cansaço antecipado: Vestiu lentamente seu bermudão da Oceano, sua camiseta surrada a qual ele utilizava pra dormir, seu tênis Nike falsificado que havia pago 75 Reais e meias brancas esticadas até o tornozelo, ambos os produtos foram trazidos do Paraguai por um amigo, Saiu até frente da casa, olhou para o relógio que teimava em usar no pulso direito. Marcava sete horas e doze minutos.
    Em pé de frente pra rua, encostado no portão com a cabeça no entremeio das barras metálicas amarelas, olhou o tempo, o movimento de veículos que desciam pela John Kennedy em direção ao centro, bocejou, sentiu a temperatura e, como não encontrou motivos para desistir, saiu em direção ao EcoParque. Aqui vou eu, Que merda de vida, pensou.
    Epaminondas ficou feliz quando contornou a esquina e viu sua casa, enfim cumprira sua missão e retornava para casa, após ter percorrido longos quatrocentos metros que nada mais é do que o perímetro da quadra. Quando chegou no portão, olhou o relógio que marcava sete horas e trinta e dois minutos, fez cara de cansado, pois havia o risco da Dileta estar esperando para conferir. Para sua sorte ela continuava dormindo.
    A IRA
     Havia se passado uma semana e Epaminondas cumprira religiosamente a sua rotina. Caminhava todos saindo e chegando no mesmo horário. Havia controlado a alimentação e naquela semana na havia molhado o bico, pelo menos na frente da mulher. Ele estava se sentindo melhor, talvez fosse impressão ou auto-engano. Pediu pra Dileta onde ela tinha guardado a balança portátil, pois ele estava disposto a conferir seu peso. Dileta estava feliz com a disposição que o marido demonstrara durante a semana.
    Dileta ficou muito assustada quando ouviu o barulho que veio do banheiro, correu para conferir e viu que Epaminondas estava muito irritado. Estava em vestindo somente um cuecão verde e uma camiseta branca que havia rasgado em razão de sua ira. Ao seu lado jazia a pequena balança estraçalhada. Epaminondas havia chutado a balança contra a parede do banheiro e feito as peças se espalharem pelo chão. Tudo isso depois que ele havia constatado que não perdera uma grama sequer. _Não agüento mais esse sofrimento, bradou ele. Estou praticamente uma semana sem comer uma comida decente. Estou passando fome, caminhando feito um louco pra que?! Dileta se compadeceu.
      _Você tem que ter paciência, Epaminondas. As coisas não acontecem do dia pra noite!!
      _ Não agüento mais tanta cobrança, Dileta. Você é um monstro!!
      _Mas o que é isso?! Retrucou Dileta. _Eu só quero o teu bem!!
      _Você e esses médicos não sabem de nada... Não são felizes e não querem que os outros sejam!!  Falou Epaminondas, enquanto olhava com ódio para Dileta.
       _E não é só isso...Se você quiser continuar comigo, vai ter que me aceitar assim!! Falou enquanto socava os azulejos do banheiro. _Deixe-me em paz, Dileta. Deixe-me em paz.
      Dileta se afastou chorando. Nunca havia visto seu marido tão raivoso.
      _Vida cruel!! Dileta ouviu da cozinha o último grito de Epaminondas que vinha do banheiro.
    A INVEJA
    Pelo menos Epaminondas já conseguia correr, ou trotar, mas o fato é que aqueles quarenta e cinco dias de prática fizeram bem pra ele. Já conseguia completar quatro ou cinco voltas na trilha do Ecoparque, e quando se aventurava na Avenida Getulio Vargas, em direção norte, conseguia correr do Ecoparque até o monumento das três estatuas dos pioneiros, la no final da avenida. Claro que intercalava o percurso com caminhadas estratégicas. Ninguém é de ferro
    O horário preferido dele era no final da tarde em razão da temperatura mais amena e  também porque tinha a oportunidade de correr com as demais pessoas que também se exercitavam no mesmo local e hora – Olhava fingindo não olhar para as “meninas” das mais diversas idades que lá “desfilavam”  e detestava ver os garotões que marcavam um ritmo forte do inicio ao fim. Nos meus tempos de piá eu também corria desse jeito. Ressentiu-se.
    Naquele início da noite, como de costume, na altura do Posto Avenida, já retornando. Epaminondas escutou as passadas que batucavam um ritmo firme na sua retaguarda. Percebia os passos mais e mais perto, a cada segundo. Olhou de canto de olho e viu um corredor que pedia passagem pela pista de pavers do canteiro central. O senhorzinho passou como o vento por Epaminondas, e se distanciou rapidamente.. Audácia !!  Pensou Epaminondas. Tentou forçar o ritmo para alcançar – ultrapassar o velho? Como pode um cara que deve ter uns vinte anos a mais do que eu, correr com tanta firmeza no passo? Velho maluco...vai ter um ataque cardíaco já já!! Não só pensou como também desejou em seu subconsciente.
    A VAIDADE
    Passadas seguras, ritmo forte. Oito quilômetros por dia, fizesse chuva ou sol. A barriga já havia diminuído e volume, mais ainda quando Epaminondas a encolhia. Celular fixado no braço. Aplicativos acionados marcando distância, tempo, pace, calorias consumidas e batimento cardíacos. Eyes of Tiger da banda Survivor era o que tocava forte nos fones de ouvidos, por bluetooth, é claro. A avenida Getulio Vargas ficara pequena para o Epaminondas. Era a imagem perfeita de um atleta vencedor.
    Epaminondas em sua camiseta azulada de poliamida, absorvente ao suor e com um logo chamativo da adidas, tudo comprado a vista no Tasca e Cia. Corria com olhar altivo e  não vigiava mais a performance dos atletas que dividiam o trajeto com ele. Agora ele era o vigiado, o homem a ser vencido. Epaminondas corria com semblante de atleta, passadas de atleta. Só baixava o olhar para ver seu tênis cinza, legítimo da Nike, modelo apropriado para seu biótipo. Levara muito tempo para ele conseguir enxergar a ponta do seu tênis, não tinha como não se sentir envaidecido do seu progresso. Epaminondas se transformou em outro homem.
    MAIS INVEJA
    Realmente a Avenida Getulio Vargas havia ficado pequena para Epaminondas. Passou a fazer pouco caso das pessoas que insistiam em percorrer sempre o mesmo trajeto. Epaminondas era diferente. Corria até o final da Getulio e retornava até o Shopping Pateo, seguia pela Rua Xanxerê até a Avenida Fernando Machado, e então retornava em direção ao Centro. Correndo pelo lado esquerdo do passeio, desviou do grupo de pessoas que estavam no seu caminho. Definitivamente não eram atletas. Viu que um deles estava fumando Crack. Ele não sabia que a situação das drogas em Chapecó estava daquele jeito. Ficou triste, mas ignorou. _Cada um escolhe o que quer para a sua vida.
    O Forrest Gump da Getulio Vargas continuou correndo e correndo, ignorava tudo o que o pudesse distrair de seu objetivo que era completar o percurso. Ignorava os malucos sentados nas muretas queimando as pedras e ignorava as jovens senhoritas e as jovens quase senhoritas que se postavam em cada esquina a espera de clientes. Oi gostosão!! Uma delas falou quando Epaminondas passou feito um raio. Epaminondas deu de ombros. Ergueu o queixo acima da testa, encolheu a barriga, estufou o peito e seguiu. _Credo... Não sou pro teu bico, pensou alto o vaidoso atleta.   Epaminondas achou a Fernando Machado um lugar "meio esquisito"  
    A LUXÚRIA
    _Oi gostosão !!  Era a “centésima” vez que ele ouvia aquilo. Cada vez que passava pelo mesmo local e hora, ele ouvia a jovem senhorita falar a mesma coisa. Já estava ficando de saco cheio, afinal, ele corria ali pela praticidade do percurso e não por outro motivo. Quanto às jovens senhoritas? Ele continuava achando soberbamente que ele estava infinitamente acima do nível dela.
    Naquele fim de tarde e início da noite, Epaminondas percorria confortavelmente o seu costumeiro circuito com o mesmo olhar altivo de sempre, o que lhe dava um ar de arrogância na percepção de quem o fitava. Passadas firmes e constantes denunciavam que ali seguia um abnegado homem dos esportes.. Sou foda!! Pensou, auto-adjetivando. 
    Já no retorno, quando desceu a ledeira da Fernando, ali no início da parte plana, na esquina da Alfa, Epaminondas fora surpreendido pela “centésima primeira vez” com um aceno da senhorita que costumeiramente ali marcava a presença todas as noites.  _Oi gostosão !!  Epaminondas seguiu mais uns dez passos...reduziu a velocidade e parou. Olhou para trás e meio encabulado retornou até a sua assediadora: _ Oi...Você vem sempre aqui??
  • PERDA

     
    São muitas as mulheres no mundo
    e eu sou a-penas um Só
    para todo o desejo mais profundo
    do amor da carne no cerne
    do amor maior...


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    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005. 226 p. Página 181.


  • POEMA CONCRETO

    O aço e o cimento conjugados

    ((pedra jo  g    a        d                a)

    nos olhos (de vidro))

    no dia a dia da vida.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     


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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 190.
  • POEMA CONCRETO

    O aço e o cimento conjugados

    ((pedra j o   g       a       d          a)

    nos olhos (de vidro))

    no dia a dia da vida.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     



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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 190.
  • Precauções do COVID-19

    Se cuide do jeito certo
    Se os sintomas surgir
    Se afaste de perto 
    Depois chame um médico

    Mantenha distância do infectado
    Fique o mais possível afastado
    Mantenha-se mascarado
    Faça tudo que logo estará curado

    Se o resultado der negativo
    A proteção deverá continuar
    Se esforce para seguir protegido
    Que logo a vacina chegará
  • SARTREANA

    Maldita seja toda esperança
    que faz continuar o mal
    do bem que só se alcança
    no viver sempre igual.



    © do Autor, in: Concursos literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005. 226 p. Página 176.
  • SEIOS

    poente e
    nascente
    olho-
         -os
    dois
    : sois
    nu horizonte
    meu desejo é séu...

     

     

     

  • SEM RIMAS

     para o PT e o PSTU
     
    A vida passa de graça
    e fica ainda mais rica
    nos olhos de esperança
    que às mãos multiplicam
     
     
     
    ..............
    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 183.
  • TATUAGEM: A MARCA NA PELE QUE TAMBÉM MARCA HITÓRIAS E A HISTÓRIA

    A tatuagem é uma técnica de pintura corporal definitiva que se mostra presente como marca cultural desde os tempos mais remotos: já no período antes de Cristo é sabido o seu uso, pois foram encontradas múmias de mulheres egípcias com traços e inscrições permanentes na pele de seus abdomes. Assim, a tatuagem já teve vários fins; desde a identificação de bandidos e escravos e a distinção de classes até a simbolização de poder marcada no corpo de mafiosos da yakusa.
    Nos dias atuais, no entanto, o significado e uso das tatuagens tomou novas dimensões: ela é usada para transmitir uma mensagem do indivíduo para o mundo, para manifestação estética e artística e até, em muitos casos, para camuflar imperfeições. Devido a essa versatilidade da tatuagem, cada vez mais pessoas aderem ao seu uso, ou, pelo menos em algum momento da vida, praticamente todas as pessoas já ponderaram aderir. Por seu caráter permanente, a tatuagem muitas vezes gera receios e incertezas antes de ser feita. Além disso, indivíduos que já as têm podem se arrepender e querer se livrar delas. Hoje já existem técnicas de remoção a lazer que possibilitam a retirada dessa marca na pele que por muito tempo pensou-se ser definitiva. Esta técnica de remoção pode ser cara e dolorosa.
    Independentemente do motivo que levou a pessoa a fazer uma ou várias tatuagens pelo corpo e a possibilidade de um futuro arrependimento, acredito que ela seja, acima de tudo, uma questão de escolha, uma escolha que deveria ser respeitada pelos demais indivíduos da sociedade, já que, diferentemente de como era em tempos passados, a tatuagem não é mais um aviso que diz “eu sou bandido” ou “eu sou mafioso” ou “eu sou marginal”. A tatuagem é uma maneira de expressão, uma linguagem, um símbolo que pode carregar consigo aspectos afetivos e importantes para aqueles que as têm. Não deveria ser um estigma (a menos que o sujeito tenha em si uma suástica!). Se, por exemplo, a tatuagem de um sagrado coração no ombro de um homem ou de uma mulher qualquer não carrega mais a importância histórica e cultural da humanidade que carregava nos séculos anteriores, tenha certeza que, ao menos, carrega uma história daquela pessoa que a traz marcada na pele.
    Creio eu que o grande problema da sociedade contra a tatuagem não é contra a tatuagem em si, realmente. O problema está no preconceito, e se não for o preconceito com a tatuagem, será com a cor da pele, com a classe social, com o cabelo, com o tamanho da roupa, com a opção sexual ou com o modo de falar. Se o indivíduo e a sociedade têm a tendência ao pré-julgamento, de alguma forma este se manifestará, e a tatuagem (leia-se os indivíduos que as têm!) é apenas mais um alvo, e digo até que um alvo bastante óbvio: o diferente incomoda e sofre com julgamentos injustos e desnecessários; veja bem: essa explosão de cores, de formas e de traços ou borrões negros marcados permanente e corajosamente na pele pode não agradar a todos, mas fato é que sempre chamará atenção!
    A tatuagem é cultura, é expressão, é arte, é fetiche, é atitude e é história; ela pode também ser erro, pode ser loucura, pode ser feia, pode ser igual, pode ser original. E se ela for agressiva, opressora, transgressora? Pois que seja. Ela pode ser terrível, ou atraente, ou esquisita ou mesmo terrivelmente bela, por que não? Grande, pequena, muita, pouca tatuagem, enfim... o que sei com certeza é que ela faz parte da história da humanidade, sempre contando histórias de homens, por homens e para homens. E, finalmente, volto a repetir: ela é escolha. Assim, para os que não gostam de tatuagens, há, perfeitamente e compreensivelmente, a escolha por não fazê-las.
  • Você não é bonito, você é um padrão!

    "Obcecado por dentes alinhados, sobrancelhas finas, uma pele lisa e macia sem nenhum tipo de ruga ou marcação. Uma cintura estreita, seguida de um quadril largo e coxas grandes. Uma grande bunda e grandes peitos..."

    Não, esse trecho não foi escrito por um psicopata, por um maníaco... Esse trecho foi escrito pela sociedade, descreve perfeitamente o PADRÃO.
    Ah, como você conhece esse padrão. É o padrão você tenta entrar todos os dias, é o padrão que você busca...
    Engraçado como o ser humano pode ser tão fútil e ingrato a ponto de nunca estar satisfeito com sua aparência, com o que enxerga no espelho. Não estou generalizando, de maneira alguma... Eu conheço muito bem as exceções. 
    Conheço aqueles que não se abatem, não abaixam a cabeça.
    O simples fato de não mostrar o que os outros querem, desejam, almejam e mais do que nunca, invejam, jamais vai para-lós... São superiores ao cabelinho da moda, as roupas de grife, ao corpinho definido.
    São aqueles que procuram apenas a felicidade e o amor, buscam ter uma vida de sucesso, expandir seus conhecimentos e tornar-se cada vez mais atraentes. 
    Não atraentes para os leigos, mas atraentes para pessoas diferentes, para pessoas especiais. Pessoas que compartilham os mesmos ideias, que podem dar amor e afeto independente do rostinho que o parceiro tem, do corpo que o parceiro tem, da aparência que o parceiro tem. 
    Não existe beleza exterior, existem exigências feitas todos os dias por nós mesmos, somos os jurados mais cruéis do planeta. Cobramos dos outros o que não queremos que nos cobrem, somos hipócritas... 
    Você é feio? Seja o feio mais atraente.

    Jamais ligue para o que as pessoas veem, e sim para o que elas sentem.
     Ao encher uma pessoa de amor e compaixão, você está fazendo a diferença, você está sendo BONITO, está tendo atitudes BONITAS.

    Quem lhe disse que espinhas são nojentas? Que o cabelo deve ser bem penteado? Que as roupas tem que combinar? É TUDO UMA QUESTÃO DE PERSPECTIVA. O FEIO, não existe.
    Todos nós somos diferentes, e isso é incrível...

    Sinta-se, perceba-se... Você está aqui para cumprir sua missão! Você está aqui por um propósito! Ninguém jamais vai poder te ditar o que fazer ou não.
    Nunca, em momento algum, deixe de fazer algo por não se sentir bonito o bastante para aquela ocasião.

    APROVEITE A VIDA MEU CAMARADA, seja boa pinta, seja descolado, mas nunca deixe de ser VOCÊ MESMO.

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