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Estética

  • O príncipe vaidoso

          Num reino muito distante , nasceu um belo príncipe, sua beleza era tão grande que chegou aos ouvidos de todos ao redor do mundo , as pessoas exclamavam toda vez que o viam:
    - ´´ Como é belo o nosso príncipe!!´´
    - ´´ Sortuda será a princesa que se casar com ele.´´
    -´´ É como um anjo de tão belo.´´
         Por conta disso o nomearam de Narciso , ele crescia belo e forte , mas algo assustou sua mãe. O príncipe só amava a si mesmo, a sua beleza e porte fisico, nada mais o interresava . Nas horas vagas ele se mantia olhando fixadamente para o seu reflexo no espelho e por conta disso  a rainha acho que ele acabaria enlouquecendo , teve então a ideia de casa-lo com a princesa mais feia do mundo.
         No dia do casamento o rosto da noivs foi coberto com um longo véu para esconder sua feiura , quando o príncipe tirou o véu ele gritou e disse:
    - Jamais em toda minha vida me casarei com uma aberração dessas. Só me casarei com alguém mais bela do que eu.
       A princesa feia ficou furiosa e triste, nunca em toda sua vida alguém havia a humilhado tanto, e por isso jogou uma maldição no príncipe.
    - Se queres tanto assim a beleza. Se prezas tanto assim pela a vaidade, será conhecido pelo nome de Príncipe vaidoso e nunca em tua vida conhecerão.
       Passou-se alguns anos e a beleza do príncipe somente aumentou e ele nada sentiu da maldição , chegou a pensar que a maldição que a princesa feia havia lhe jogado não passava de uma bobagem.
        Um dia caminhando pela a floresta ele conheceu uma jovem dama , ela estava colhendo flores , ela era muito mais bela do que ele. Ele ficou fascinado por sua beleza , tanto que em pouco tempo eles se tornaram amigos . O príncipe apesar de achar ela encantadora, nunca chegou a ama-lá , mas por conta de sua beleza eles se casaram. Depois do casamento , eles viveram felizes por longos anos , mas um dia a velhice chegou e levou a beleza da princesa. Mas diferente dela, o príncipe continuava o mesmo.
        Incomodado com isso ele decidiu se separar dela e quando ela lhe perguntou o motivo , ele disse:
     - Apenas não posso mais admirar você, perdeu sua beleza e agora está velha e cansada. Por qual motivo ficaria eu do seu lado, eu um príncipe belo e poderoso.
       Com lágrimas nos olhos ela pediu que ele assinasse os papeís do divórcio. Quando príncipe assinou, uma luz verde o trancafiou dentro de um belo espelho.
     - A vaidade foi sua ruína. Eu lhe disse que minha mladição faria efeito.
        A princesa se desfez e no lugar dela surgiu a princesa feia que ele havia humilhado. A princesa feia vendeu o espelho mágico para  uma jovem bruxa que viria a ser conhecida com a Rainha Má. Mas esse conto creio que já conheça.


  • "Senta aqui, vamos falar sobre: ACEITAÇÃO"

    Dias desses encontrei uma conhecida numa festa de família! Ela estava tão linda, achei até que ela havia emagrecido! Tive vontade de chegar até ela, embora não tenhamos intimidade, para dizer o quanto ela estava linda. Já fui logo dizendo que ela estava linda, que eu havia notado a diferença. Ela ficou feliz, agradeceu e disse que não emagreceu, mas que uma coisa havia realmente mudado: ela havia se aceitado! 
    Ela me disse que havia se libertado, que finalmente havia perdido a vergonha de suas marcas nas pernas, que havia perdido a insegurança de mostrar partes de seu corpo que até então, sentia vergonha. 
    Eu fiquei tão feliz em vê-la liberta, feliz, livre, leve e solta! 
    Ela estava linda, num macacão curto, de alcinha que marcava a cintura. E de verdade, a beleza dela estava vindo de dentro pra fora! Os olhos estavam brilhando, ela estava FELIZ! E a felicidade dela transbordava, tanto que ao olhar pra ela senti que algo estava diferente! Que ela estava mais bonita. Verdadeiramente mais bonita!
    Concluí que o ditado "a beleza vem de dentro" faz mais sentido do que eu sempre pensei! 

  • (SOBRE) O CADÁVER DA BELEZA

    Uma lágrima-sorriso
    se verteu do amar dos olhos,
    com tanto sal, com tanta vida
    quanto a própria luz do olhar.
     
    Uma lágrima choveu do céu dos olhos seus,
    brincando com os ares do rosto,
    num sorriso cáustico
    de que mesmo a vida
    já teria sido sonhada
    alguma vez...
  • ALIEN

     
    A beleza é só mais uma ilusão:
    outra forma de dominar o ser,
    encaNcerando-o numa prisão,
    ainda que pelo próprio prazer...




    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005. 226 p. Página 177.



  • Amor não é arte

    Amor não é arte 
    Amor é triunfo 
    Amor não é parte 
    Amor é conjunto 

    O amor é desejo 
    O amor é brio 
    O amor é apego 
    O amor é cio 

    O amor é luz 
    O amor é escuro 
    O amor conduz 

    O amor é puro 
    E o amor é induz: 
    A algo maduro
  • B A I I S C T N Â

     

     

                           B                              A

                              I                         I

                                 S               C

                                     T       N

                                         Â

     

     


                         
                        t e l e              v i s ã o

     


                        t e l e             v a z ã o

     


                        t e l e              v a z i o

     

     

     

     

     




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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 188.
  • Bistância

    tele   visão
    tele   vazão
    tele   vazio
  • Calidoscópio

    para tia Francisca Miriam

    Do outro lado    odal ortuo oD

    Ohlepse on ameop o    o poema no espelhO

    Não esconde nada    adan ednocse oãN

    Sarvalap sa euqrop    porque as palavraS

    São apenas um jogo    ogoj mu sanepa oãS

    Oãça-snegami ed    de imagens-açãO

     

     

     

     

     

     

     

     





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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 192.
  • CONTAR

     
    Não sei cantar os teus encantos
    no verso simples que faço:
    eles são muitos, tantos e tantos
    que só cabem mesmo é nos meus braços...


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    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 182.



  • Dirias

    Duas almas é o que há, como disse o mestre dos incompreendidos, ''venha!
    Fique conosco que há lugar para você''
    Ora dirias que por dentro é natureza e por fora crueldade,
    Mas te digo amigo que, muito próximo as duas são.

    Fique! a controvérsia não gosta da solidão,
    Continue firme que os passos são incertos, as almas absorventes e vulgares...
    Fale comigo! És mesmo incompreendido? Pois saiba que as estrelas também o são
    E, apesar de mortas, iluminam nossas almas.

    Agora dizes ouvir estrelas! Então eu vos digo amigo,
    ''Fale com elas e tuas almas salvará''.
  • Espelho

    Quando me olhava no espelho, não via mais aquela mulher que todos elogiavam em festas e eventos. Quando eu colocava aquela calça jeans que uns meses atrás ficava justa no meu corpo e vejo que hoje em dia ela não passa nem da coxa,percebo que a tal beleza que eles admiravam foi embora. Quando me vejo passando mil e um produtos para rejuvenescer a pele, pesquisando receitas de como acabar com as minhas estrias e celulite percebo o quanto eu me perdi. O que mais me dói ao me olhar no espelho, não é o corpo que todos meus ex namorados adoravam e sim que me permiti ser engolida por esse padrão e esqueci que o que realmente me torna belíssima é minha mente e nada mais!
  • ESTE POEMA OESTE

                                                                                                           para Teresa, no aniversário dela

     

     



    Sim

        não

    sinal   ver

                    melho

                       ama r

                                 é

                                     lo

    amarduressendo          verde

     

     

     

     

     

     

     

     

     



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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 189.

  • Este Poema Oeste (para Teresa, no aniversário dela)

    Este Poema Oeste

    (para Teresa, no aniversário dela)
     
     
    Sim
    não
    sinal ver
                   melho
                      ama r
                                 é
                                     lo
    amarduressendo ver de
     

     

  • FLAMA

    para minha amiga Mara Santos (Várzea Grande/Cuiabá - Mato Grosso)



    olho
    aberto sobre
    a tarde em círculo
    ( o círculo da tarde )
    reflete nu espelho azul
    o sou
           l
            o
              posto entre luz e trevas



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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 191.
  • ÍCARO

    O voo
    desaba no céu
    deságua
    desarma
    desata
                  c
                    aí
                        !
                        .
                        .
    erra na terra
    e se encerra em si
                                  em
                                        cio





    ..............................................................................

    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 193..
  • ÍCARO

    O voo
    desaba no céu
    deságua
    desarma
    desata
                c
                   aí
                       !
                       .
                       . 
    erra na terra
    e se encerra em si
                                   em
                                         cio




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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 193.
  • JUS

    para Jussandra
     
     
    É natural toda a maravilhosa surpresa:
    Meus olhos muito te admiram porque
    Eu não sei se você é feita de beleza
    Ou se a beleza é que é feita de você...
     





    © do Autor, in: Concursos Literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005, 226 p. Página 175.


  • KWY

     

    P

       e

          n

             s

                o

                     logo(S)

                                      p

                                      e

                                      s

                                      o

     

     

     




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    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 184.
  • L I V E R D A D E

     

    o ex

           páss-ar-

                  o

    voa

    e vai

    a

       l 

         em

               n os

                     sos

              olhos

    de bis ânsia

     

     

     

     

  • LEVANTE DO INACABADO

    Acorda para o mesmo,
    antes de abrir os olhos
    arranja a eternidade
    estancada no instante.

    Está para o mesmo,
    o processo atualiza
    fome sem controle
    repete o sem fim.

    O inicio é o fim de outro desmaio;
    franjas do arco envergado,
    tudo é um acordo de preservação.

    Pesam pálpebras vultos pintados
    numa caverna soterrada no Piaui.

    Uma assinatura na lápide rasga
    o véu que separa o negrume;
    é encarnado inumerável
    o levante do inacabado.
  • Loop de Bloqueio Criativo

    Não sou pernóstico,
    Mas procurei a idiossincrasia
    Através de termos ininteligíveis:

    Vide: Pernóstico;
    Vide: idiossincrasia;
    Vide: ininteligível.

    Dicionário de rimas:
    Escrevi mãe,
    Mas nada rima com mãe.

    Perdido entre a vontade e o fato:
    Algo próximo do fim
    Desse poema cacofônico.

    Uma palavra-chave a mais,
    Uma fechadura a menos.
    Desbloqueio.
  • NAVEGANTE DESTEMIDO

    Eu não temo a morte 
    Eu não temo a vida 
    Tenho arte atrevida 
    Não posso negar 
    Eu sou homem de sorte 
    E eu vivo sem norte 
    Navego sozinho 
    Por todo lugar
  • NÓS

     
    A tv me promete
    o leite da moça,
    o prazer em pó,
    líquido,
    instantâneo,
    integral...
     


    Que faremos de nossos olhos,
    de nossas mãos?
     
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    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, Fundação Cultural do Piauí, 2005. 226 p. Página 180.
  • Notas sobre meu vizinho serial killer

    Eram exatamente 19:25 quando passei pela rua principal e lá estava ele de costas para mim, sempre de costas para mim... Às vezes, olho para cima e vejo mais que costas, talvez um sorriso ou um olhar de soslaio quem sabe. Talvez ele sinta a presença quando me aproximo e olho pro primeiro andar pelo gradeado da varanda, mas faz desdém e mostra as costas; ainda sim, sempre me vem aquela sensação de que no fundo, ele é mais que costas... talvez um peito largo, mãos bonitas com certeza tem.
    Meu vizinho não tem nome, está sempre sozinho, na rua anda em passos lentos, como que saboreando cada movimento dos bandos fúteis de jovens, dos risos falsos e alegrias fingidas. Às vezes me pergunto o porquê ele me ignora quando passo e várias respostas me vêm em mente, talvez o fato de eu ser jovem e fútil bastasse, mas não, nenhuma delas soa real ou convincente o bastante para eu poder deixar de lado.

    Quando eu era criança sentava na mesa com meus pais para o almoço de domingo, a comida posta, tínhamos que fazer a oração agradecendo a Deus pela benção de ter o que comer, hoje eu já não lembro das palavras que eu repetia por meio de sussurros, mas eu lembro muito bem das moscas que se aproveitavam dos olhos fechados e iam atacar nossa comida. Foi uma das grandes questões de minha infância pois deveria eu vigiar a comida enquanto meus pais agradeciam e ir para o inferno? Ou fechar os olhos e ignorar essa intrusão deixando assim que elas ganhassem?  Ah! Eu me lembro tão bem de como elas esfregavam as patas imundas enquanto se preparavam para o ataque.
    Dizem que as moscas só vivem 24h, para mim não, eram sempre as mesmas que perseguiam meu espírito, os mesmos rostos me arrastando para um poço de dúvidas sem fim. Pois bem, meu vizinho também esfrega as patas e essa é a sensação imunda que eu tenho quando estou perto dele. 

    Agora são 00:32 da manhã e do meu quarto posso ouvir os anjos cantarem ‘’Tende, pois, piedade dele, ó meu Deus! Ó Misericordioso Senhor Jesus, concedei-lhe o repouso eterno. Amém! ’’.  
    Certo dia eu li um livro que falava sobre anjos, os ‘’anjos caídos do paraíso’’ que foram condenados por Deus a viverem como mortais. Condenação pior existe? Creio que não. Segundo os relatos sagrados, Enoch, o homem que andava com Deus e, que também era pai de Matusalém, escreveu em seu livro, que os anjos chamados Vigias eram encarregados de vigiar os mortais aqui na terra, eram invisíveis ao homem e tinham uma pele tão alva quanto o amanhecer. Certo dia, no Monte Hermon, Semjaza, o líder do bando viu as filhas dos homens banhando nuas na fonte e gostou do que viu, sugeriu que todos desposassem as moças, e assim o fizeram. Por se rebelarem contra o Senhor, foram condenados. Às vezes eu também vejo anjos, vejo a morte em seus olhos de fogo, suas mãos largas, suas costas...

    Meu vizinho mata mulheres. Certo dia, passando pela rua principal, o vi com sacos plásticos pretos nas duas mãos, mais uma vez ele me ignorou; talvez saiba que sei ou talvez é a forma como ele faz tudo aquilo parecer normal, escondendo as provas do crime onde todos possam ver e ninguém desconfiar. É sempre assim que os bons fazem, mas eu sei, eu sei que sei. Ele mata mulheres, não mulheres como eu, mulheres. Tudo começa com a falta de vigia, almas vagas e flutuantes não observam ao seu redor, ele sabe disso, eu também. Esse é seu ‘’design’’, assim como as moscas, ataca quando fecham os olhos. Nem preciso falar que meu vizinho é um homem lindo, mãos largas, sua pele é o crepúsculo do dia, seu sorriso de canto sabe sempre a hora do lance, ele sente o cheiro das vítimas de longe, observa-as e se vangloria ‘’mais uma’’. Para pessoas bonitas a vida deve ser mais fácil, mas monótona com certeza, seduzir talvez nem seja preciso, um sorriso basta, a autoconfiança basta. Eu o observo sempre de cabeça baixa, sinto seus olhos em mim, sua inquietação, eu sei.
     
    Ele as chama para sua casa que fica no primeiro andar da rua principal, em baixo tem um jardim lindo onde as flores são tão vividas! Adubo orgânico, creio eu. Mas meu vizinho é lindo, acho que já disse isso; as mulheres aceitam seu convite tão satisfeitas, tão limpas... mal sabem que irão morrer depois de uma noite intensa de prazer e juras sussurradas. Elas deitam em seu peito e respiram fundo, sentem um cheiro de limpeza no ar, ou talvez um pouco de solvente, o importante é que elas sentem uma paz com ele, ou talvez a melhora que antecede a morte, agora isso eu já não sei.
    Um último beijo, devagar, bem devagar, ele sente a vida em suas mãos, tão frágil... na nuca, ela ri, expõe o pescoço para que ele possa melhor trilhar seus beijos suaves, ele ri.

    Às vezes eu penso de que maneira irei morrer, particularmente há dois tipos de morte que eu não gostaria de conhecer: acidente de transito ou carbonizada. Mas aí eu lembro de uma uma frase que minha mãe sempre dizia, ’’cuidado com as coisas que você deseja que nunca aconteçam com você, pois podem acontecer exatamente porque você teme’’. A morte sempre me fascinou, desperdiçava horas pensando em como seria o momento da minha ‘’passagem’’, isso sempre me intrigou; alguém vai segurar minha mão quando eu atravessar? A propósito, eu sempre pedia perdão pelas vezes em que deixava de orar para vigar as moscas.
    Meu vizinho não é rico, mas como eu disse e repito, é um homem lindo e, para as almas ociosas, isso basta. Ele desliza as duas mãos bem devagar sobre o pescoço dela, ela ri, acha que faz parte do ritual de amor, ele ri, pois é seu ritual de morte. Os olhos clamam por socorro, ninguém a ouve, olhos profundos, ele aperta com força, o corpo pesado sobre seu corpo nu...ela morreu.

    Ele a beija sem a vida, porém quente como um beijo de amor. Seus membros são cortados, ele sente prazer, é um dever, seu dever. Nada de guardar a cabeça no freezer como prêmio, meu vizinho guarda mechas de cabelo envoltas em um laço cor de rosa. Não as cozinha nem as come depois de mortas, ele faz adubo para o jardim, outras partes, mistura com seu lixo. Ele é um homem educado, fala com as senhoras que passam na rua, diz bom dia, e compra pão na mesma padaria que eu. Meu vizinho não deixa rastros, não deixa partes que possam ser identificadas posteriormente. Esse é o seu estilo.
    Sempre que o vejo, geralmente na rua principal, abaixo minha cabeça, não consigo olha-lo sem imaginar tais coisas. Certa feita planejei roubar um de seus sacos de lixo e comprovar minha teoria, mas sei que por uma obra do destino nada encontraria além de camisinhas usadas e litros de solvente. Me chamariam de louca, e isso eu não aceitaria jamais.
    Meu vizinho tem um jardim lindo, todo mundo o inveja.
  • O C A S O

     
              l
          o
    nascente
     jazsente
    sol: um seio se põe em chamas nu horizonte do meu olhar...

     

     

     

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